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Intervenção e funções do orçamento 
 
 
 
 
 
 
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Intervenção e funções do 
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Sumário 
INTERVENÇÃO DO ESTADO NA ECONOMIA .......................................................................................................... 3 
BENS PÚBLICOS PUROS .......................................................................................................................................................... 5 
BENS SEMIPÚBLICOS (OU BENS MERITÓRIOS) ............................................................................................................................. 6 
EXTERNALIDADES .................................................................................................................................................................. 8 
DEMAIS FALHAS DE MERCADO ............................................................................................................................................... 10 
Participantes do mercado com grau elevado de influência sobre os preços e a quantidade produzida (monopólios e 
oligopólios, especialmente os monopólios naturais); ....................................................................................................... 10 
Assimetria de informações ............................................................................................................................................ 10 
Mercados incompletos .................................................................................................................................................. 11 
Ocorrência de desemprego e inflação ............................................................................................................................. 11 
FUNÇÕES DO ORÇAMENTO ................................................................................................................................ 12 
FUNÇÃO ALOCATIVA ............................................................................................................................................................ 13 
FUNÇÃO DISTRIBUTIVA ......................................................................................................................................................... 15 
FUNÇÃO ESTABILIZADORA .................................................................................................................................................... 17 
QUESTÕES COMENTADAS – CEBRASPE .............................................................................................................. 21 
LISTA DE QUESTÕES – CEBRASPE ...................................................................................................................... 33 
GABARITO – CEBRASPE ...................................................................................................................................... 38 
RESUMO DIRECIONADO ..................................................................................................................................... 39 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ......................................................................................................................... 42 
 
 
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Intervenção do Estado na Economia 
Em determinadas situações, o Estado intervém na economia. E ele pode fazer isso de forma direta ou de forma 
indireta (conforme ensina Giovanni Pacelli, em seu livro “Administração Financeira e Orçamentária 3D, 3ª edição, 
2020). 
Na intervenção direta, o Estado atua na produção de bens e serviços e no processo de acumulação de capital. 
Dentre as formas de intervenção direta, destacam-se: 
� a política de gastos: representada pela produção de bens públicos, produção de serviços sociais e 
investimentos em infraestrutura. A política de gastos é refletida no orçamento. Aqui o Estado atua como 
principal cliente do mercado interno (compras governamentais); e 
� as empresas estatais: que atuam em setores estratégicos da indústria. 
Já na intervenção indireta, o Estado atua interferindo nas decisões de produção do setor privado mediante 
alteração dos preços relativos. O Estado pode fazer isso de jeito direto, por meio de regulação, utilizando-se de 
medidas legais que se traduzem em tabelamentos, quotas e regulamentações sobre preço, qualidade e 
quantidade. Ou de jeito indireto, por meio de políticas macroeconômicas: política fiscal, monetária e cambial. 
Dentre as formas de intervenção indireta, destacam-se: 
� a política de receitas: está diretamente relacionada ao sistema tributário e compreende a adoção de 
medidas como o aumento de impostos ou a renúncia de receitas; e 
� a regulação: feita pelas agências reguladoras. Aqui o Estado interfere no preço, na qualidade e na 
quantidade das concessões públicas. 
“E por que o Estado faz isso, professor? Por que ele intervém na economia?” 
Bom, o Estado faz isso com o objetivo de satisfazer as necessidades coletivas, manter a estabilidade econômica, 
promover o crescimento econômico e melhorar a distribuição de renda. E ele faz isso porque existem falhas de 
mercado. 
Falhas de mercado são fenômenos que impedem que a economia alcance o estágio de welfare economics ou 
máximo Estado de Bem-Estar Social (ótimo de Pareto), através do livre mercado, sem interferência do Governo. 
A atuação do Estado na economia ameniza as falhas de mercado com vistas a melhorar o bem-estar da população. 
(PALUDO, Augustinho. Orçamento público: Administração Financeira e Orçamentária e LRF, 5ª ed., 2015). Uma 
falha de mercado seria uma situação em que o mercado por si só fracassa ao alocar recursos com eficiência: uma 
situação que a “mão invisível do mercado” não é capaz de resolver. 
Pois é. No mundo real, mercados perfeitamente competitivos são raros. As falhas de mercado existem. E elas 
justificam a intervenção do governo. 
De acordo com o autor Augustinho Paludo, de forma geral a teoria das finanças públicas gira em torno da existência das falhas 
de mercado que tornam necessária a presença do Governo, o estudo das funções do Governo, da teoria da tributação e do 
gasto público. 
Preste atenção! 
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São as falhas de mercado que justificam a intervenção do Estado na economia. 
“Certo, professor. Mas que falhas de mercado são essas?” 
Os exemplos mais comuns de falhas de mercado são: 
� Existência dos bens públicos (bens públicos puros, bens semipúblicos ou meritórios); 
� Externalidades (positivas ou negativas); 
� Participantes do mercado com grau elevado de influência sobre os preços e a quantidade produzida 
(monopólios e oligopólios, especialmente os monopólios naturais); 
� Assimetria de informações; 
� Mercados incompletos; 
� Ocorrência de desemprego e inflação; 
“Professor, bens públicos? Externalidades? Pode falar mais sobre isso?” 
Claro! 
Bens públicos são bens que são consumidos por diversas pessoas ao mesmo tempo (ruas, praças, segurança 
pública, iluminação pública, justiça, etc.). Seu consumo é coletivo, de forma que uma pessoa utilizando um bem 
público não tira o direito de outra também utilizá-lo. 
Por exemplo: eu posso utilizar a praia e isso não tira o seu direito de também fazê-lo. Todos nós podemos usufruir da praia 
juntos! Só não agora, tá? Vamos primeiro terminar essa aula! 
Mas preciso detalhar ainda mais. Vou primeiro falar dos bens públicos puros. Em seguida, eu falo sobre os bens 
semipúblicos, sobre as externalidades e sobre as demais falhas de mercado. 
Questões para fixar 
1) CEBRASPE – TJ-RR – Administrador – 2012 
Entre os motivos que ensejam a intervenção do Estado na economia inclui-se aPor isso, na função alocativa, o Estado atua, 
por exemplo: 
� Na provisão de bens públicos (puros) e semipúblicos (bens meritórios); ou então 
� Na criação condições para que o mercado ofereça bens privados, investindo, por exemplo, em infraestrutura. 
Já a função distributiva preocupa-se com a distribuição de renda. Ela busca fazer correções na distribuição de 
renda, tornando a sociedade menos desigual em termos de renda e riqueza. Seus principais instrumentos são os 
tributos (a exemplo do Imposto de Renda progressivo) e as transferências. 
Gabarito: Errado 
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Lista de questões – CEBRASPE 
1. CEBRASPE – SEFAZ-AL - Auditor de Finanças e Controle de Arrecadação da Fazenda Estadual – 2020 
Após a aprovação da reforma da previdência social, o governo correu para estabelecer uma agenda de reformas 
econômicas. Batizado de Mais Brasil, o plano do governo propõe transformar radicalmente o Estado — 
racionalizando os gastos públicos. Entre as propostas encontra-se a previsão de gatilhos, que possibilitam a 
redução de salários de servidores, de forma a evitar que o governo descumpra a chamada regra de ouro. 
Internet: (com adaptações). 
Com relação ao assunto abordado no texto precedente, julgue o item a seguir. 
A proposta de emenda constitucional voltada a permitir que o governo possa reduzir o salário dos servidores 
públicos em caso de grave desequilíbrio orçamentário qualifica-se, essencialmente, como um instrumento do 
Estado para o exercício de sua função distributiva. 
◯ Certo ◯ Errado 
2. CEBRASPE – TJ-PA - Analista Judiciário - Área Administrativa – 2020 
O papel do Estado e sua atuação nas finanças públicas são explicados pelas funções econômicas por ele 
desempenhadas. Assinale a opção que apresenta a correta definição para cada uma das funções econômicas 
indicadas. 
A) Alocativa: promove ajustamentos na alocação de recursos; distributiva: realiza ajustamentos na distribuição de 
renda; estabilizadora: mantém a estabilidade econômica. 
B) Alocativa: promove a alocação de recursos na distribuição de renda; distributiva: realiza o equilíbrio no balanço 
de pagamentos; estabilizadora: mantém a estabilidade no nível de preços. 
C) Alocativa: promove ajustamentos na alocação de recursos; produtiva: fomenta a geração de empregos; 
estabilizadora: mantém a estabilidade econômica. 
D) Distributiva: realiza ajustamentos na distribuição de renda; produtiva: fomenta a geração de empregos nos 
diversos segmentos de governo; estabilizadora: mantém a estabilidade econômica. 
E) Distributiva: realiza o equilíbrio no balanço de pagamentos; produtiva: fomenta a produção de bens de serviços 
nos diversos segmentos de governo; estabilizadora: mantém a estabilidade do nível de preços. 
3. CEBRASPE – TCE-RO - Auditor de Controle Externo -Economia – 2019 
O Estado realiza intervenções na economia para garantir a provisão de bens e serviços públicos financiados pelo 
poder público, uma vez que indivíduos e organizações não possuem disponibilidade para pagar por eles 
voluntariamente. Essa intervenção do Estado na economia é denominada função 
A) legislativa. 
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B) jurisdicional. 
C) distributiva. 
D) alocativa. 
E) estabilizadora. 
4. CEBRASPE – SEFAZ-RS – Auditor do Estado – 2018 
A função alocativa, uma das funções básicas do governo, visa 
A) ofertar bens e serviços públicos que não seriam oferecidos pelo mercado privado ou que seriam ofertados em 
condições ineficientes. 
B) combater choques monetários, com o ajuste no nível geral de preços, estabilização da moeda, alteração do 
câmbio e modificação da taxa de juros. 
C) interferir no ambiente econômico e elevar o nível de emprego e bem-estar da população por meio do emprego 
de instrumentos de política fiscal. 
D) gerar condições para a oferta de bens privados no mercado pelos produtores, corrigindo imperfeições no 
sistema de mercado e, também, criando externalidades negativas. 
E) distribuir a riqueza na sociedade de modo a torná-la menos desigual, com o emprego de mecanismos como 
tributos, transferências financeiras governamentais, subsídios e incentivos fiscais. 
5. CEBRASPE – IPHAN – Auxiliar institucional – 2018 
Em relação ao orçamento público e seus preceitos, julgue o próximo item. 
O orçamento público tem, entre outras funções, a de reduzir as desigualdades entre as diversas regiões do país. 
◯ Certo ◯ Errado 
6. CEBRASPE – ABIN – Oficial técnico de inteligência – 2018 
Acerca da economia do setor público e da estrutura tributária e orçamentária no Brasil, julgue o item a seguir. 
Bens meritórios ou semipúblicos são providos pelo Estado, embora possam ser providos pelo setor privado, por 
gerarem altos benefícios sociais e externalidades positivas. 
◯ Certo ◯ Errado 
7. CEBRASPE – TCE-SC – Auditor fiscal de controle externo – 2016 
Acerca das funções, dos princípios e dos principais documentos relacionados ao orçamento público, julgue o 
próximo item. 
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O orçamento público viabiliza a intervenção do governo na atividade econômica com vistas à geração de emprego 
e renda. 
◯ Certo ◯ Errado 
8. CEBRASPE – DPU – Agente administrativo – 2016 
A respeito de orçamento público, julgue o item que se segue. 
A função alocativa do orçamento visa à intervenção do governo na economia, com o objetivo de diminuir as 
desigualdades sociais no que se refere ao acesso a renda, bens e serviços públicos e benefícios da vida em 
sociedade. 
◯ Certo ◯ Errado 
9. CEBRASPE – DPU – Agente administrativo – 2016 
A respeito de orçamento público, julgue o item que se segue. 
O orçamento público, como instrumento de política de estabilização, visa promover o equilíbrio econômico com 
mudanças na receita e na despesa. 
◯ Certo ◯ Errado 
10. CEBRASPE – TRE-MT – Analista judiciário – 2015 
Entre as funções econômicas do Estado, a defesa nacional mediante manutenção das Forças Armadas com 
recursos do orçamento público cumpre a função 
A) de segurança nacional. 
B) alocativa. 
C) distributiva. 
D) estabilizadora. 
E) de especialização. 
11. CEBRASPE – TCE-RN – Auditor– 2015 
Com relação ao orçamento público e à atuação do governo na economia, julgue o item a seguir. 
A intervenção do Estado na economia justifica-se quando há segmentos do mercado em que produtos somente 
podem ser ofertados mediante investimentos de grande porte, com longos prazos de retorno e custos marginais 
muito baixos. 
◯ Certo ◯ Errado 
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12. CEBRASPE – TCU – Auditor federal de controle externo– 2015 
Com referência aos aspectos doutrinários e históricos da administração financeira e orçamentária, julgue o item a 
seguir. 
A situação do ótimo de Pareto decorre da atuação do Estado na economia. 
◯ Certo ◯ Errado 
13. CEBRASPE – TCU – Auditor federal de controle externo – 2013 
Com relação às funções do governo, julgue o item a seguir. 
A existência de externalidades é um dos exemplos de falhas de mercado. O governo pode incorporá-las ao custo 
ou ao benefício privado, refletido pelo sistema de preços. Quando o governo abre mão de parcela de seus recursos, 
mediante a concessão de incentivo fiscal a determinado setor ou produto, isso constitui uma externalidade 
positiva para as respectivas empresas. 
◯ Certo ◯ Errado 
14. CEBRASPE – CNJ – Analista judiciário– 2013 
A atuação em situações conhecidas como falhas de mercados é uma forma clássica de intervenção da 
administração na economia, sendo a provisão de bens públicos puros, cujo consumo é não excludente e não rival, 
um exemplo desse tipode ação. Nesses termos, a oferta de serviços públicos de saúde poderia ser definida como 
típico caso de provisão de bens públicos. 
◯ Certo ◯ Errado 
15. CEBRASPE – TJ-RR – Administrador– 2012 
Entre os motivos que ensejam a intervenção do Estado na economia inclui-se a existência de bens públicos e de 
externalidades. 
◯ Certo ◯ Errado 
16. CEBRASPE – Polícia Federal – Agente– 2012 
Julgue os itens seguintes, acerca de noções de economia. 
Os governos exercem função alocativa para corrigir a alocação de recursos utilizados na produção de bens 
geradores de externalidades negativas; na presença de externalidades positivas, a intervenção governamental é 
desnecessária. 
◯ Certo ◯ Errado 
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17. CEBRASPE – PEFOCE – Perito criminal– 2012 
A respeito dos princípios de planejamento e de orçamento públicos, julgue o item seguinte. 
Escolhas orçamentárias na busca da estabilidade de preços, visando ao crescimento econômico, é uma função 
alocativa do orçamento. 
◯ Certo ◯ Errado 
18. CEBRASPE – TCU – Analista de controle externo – 2008 
Aspectos culturais, históricos, sociais e políticos evoluem ao longo do tempo, alterando a intensidade e a natureza das 
demandas da sociedade por maior ou menor intervenção do Estado na vida socioeconômica de um país. Em economias 
de mesmo tamanho, as necessidades de atuação estatal sofrem a influência de desigualdades regionais e sociais, cuja 
correção não dispensa a ação coletiva voltada para a eliminação dos fatores que concorrem para a preservação dessas 
disparidades. 
Fernando Rezende. Finanças públicas. 2.ª ed., São Paulo: Atlas, 2001, p. 34-5 (com adaptações). 
Tendo o fragmento de texto acima como referência inicial, julgue os itens a seguir. 
A teoria de finanças públicas consagra ao Estado o desempenho de três funções primordiais: alocativa, 
distributiva, e estabilizadora. A função distributiva deriva da incapacidade do mercado de suprir a sociedade de 
bens e serviços de consumo coletivo. Como esses bens e serviços são indispensáveis para a sociedade, cabe ao 
Estado destinar recursos de seu orçamento para produzi-los e satisfazer sua demanda. 
◯ Certo ◯ Errado 
 
 
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Gabarito – CEBRASPE 
 
1. Errado 
2. A 
3. D 
4. A 
5. Certo 
6. Certo 
7. Certo 
8. Errado 
9. Certo 
10. B 
11. Certo 
12. Errado 
13. Certo 
14. Errado 
15. Certo 
16. Errado 
17. Errado 
18. Errado 
 
 
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Resumo direcionado 
1. Falhas de mercado 
� Existência dos bens públicos (bens públicos puros, bens semipúblicos ou meritórios); 
� Externalidades (positivas ou negativas); 
� Participantes do mercado com grau elevado de influência sobre os preços e a quantidade produzida 
(monopólios e oligopólios, especialmente os monopólios naturais); 
� Assimetria de informações; 
� Mercados incompletos; 
� Ocorrência de desemprego e inflação; 
1.1. Bens públicos puros e semipúblicos (ou meritórios) 
Um bem público puro é aquele cujo consumo não é rival e cuja exclusão não é desejável. Desse modo, pode-se 
afirmar que os bens públicos puros atendem ao princípio da não-rivalidade e da não-exclusão (ao contrário dos 
bens privados, que são caracterizados pela rivalidade e exclusividade). 
Bens semipúblicos (ou bens meritórios) são aqueles que, embora possam ser explorados pelo setor privado, 
podem e devem ser providos pelo setor público, de modo a evitar que a população de baixa renda seja excluída do 
seu consumo. Mesmo no caso de não haver a exclusão, há a presença da rivalidade, visto que o consumo do 
bem por um consumidor reduz a quantidade disponível para consumo desse bem por outro consumidor. 
Bem Princípio da não-exclusão Princípio da não-rivalidade 
Público Sim Sim 
Semipúblico Sim Não 
Privado Não Não 
 
1.2. Externalidades 
Externalidades são efeitos colaterais de uma decisão sobre aqueles que não participaram dela. Existe uma 
externalidade quando há consequências para terceiros que não são levadas em consideração por quem toma a 
decisão. 
 
Externalidades positivas
(valor social ou ambiental > valor 
privado)
Externalidades negativas
(valor social ambientalexistência de bens públicos e de 
externalidades. 
Comentários: 
Sim. As falhas de mercado, a exemplo da existência de bens públicos e de externalidades, justificam a 
intervenção do Estado na economia. A existência das falhas de mercado torna necessária a presença do Governo, 
o estudo das funções do Governo, da teoria da tributação e do gasto público. 
Gabarito: Certo 
 
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Bens públicos puros 
Um bem público puro é aquele cujo consumo não é rival e cuja exclusão não é desejável. Desse modo, pode-se 
afirmar que os bens públicos puros atendem ao princípio da não-rivalidade e da não-exclusão (ao contrário dos 
bens privados, que são caracterizados pela rivalidade e exclusividade). 
A não rivalidade é a característica de dois ou mais consumidores poderem consumir uma mesma unidade do bem 
(consumo conjunto), ou seja, o consumo do bem por um consumidor não reduz a quantidade disponível para 
consumo desse bem por outro consumidor. 
Por exemplo: uma loja está fazendo promoção de um determinado modelo de Smart TV na Black Friday. No entanto, serão 
vendidas apenas 2 unidades desse modelo. Há 100 pessoas interessadas. Obviamente, não vai dar para todo mundo. Quem 
chegar primeiro compra! É competição! Rivalidade! 
Já a propriedade da exclusão significa que o consumidor é excluído no caso de não pagamento. A exclusão não 
ser desejável é a característica inerente ao fato de não existirem custos adicionais em ter um consumidor extra. 
Por exemplo: sua banda favorita está na cidade e vai se apresentar numa casa de show. O ingresso custa R$ 100,00. Se você 
não pagar, você não entra. Você fica excluído do show se não pagar. Simples assim. E outra: quanto mais consumidores, mais 
custos a organização da banda terá, pois deverá providenciar um espaço maior, mais cadeiras, mais banheiros, mais 
estacionamento, etc. 
Já no caso de uma estrada sem pedágio, que é um bem público puro, você não precisa pagar nada para utilizá-la. E qual é o 
custo adicional de mais um carro circulando por aquela via? Nenhum! E é desejável que seja assim mesmo. 
Vejamos agora a lição do mestre em ciências econômicas Fábio Giambiagi: 
É justamente o princípio da "não exclusão" no consumo dos bens públicos que torna a solução de mercado, 
em geral, ineficiente para garantir a produção da quantidade adequada de bens públicos requerida pela 
sociedade. O sistema de mercado só funciona adequadamente quando o princípio da "exclusão" no 
consumo pode ser aplicado, ou seja, quando o consumo por um indivíduo A de um bem específico significa 
que A tenha pago o preço do tal bem, enquanto B, que não pagou por esse bem, é excluído do consumo do 
mesmo. Em outras palavras, o comércio não pode ocorrer sem que haja o direito de propriedade que 
depende da aplicação do princípio de exclusão. Sem este, o sistema de mercado não pode funcionar de 
forma adequada, já que os consumidores não farão lances que revelem sua preferência à medida que 
podem, como "caronas", usufruir dos mesmos benefícios. É por esta razão que a responsabilidade 
pela provisão de bens públicos recai sobre o governo, que financia a produção desses bens através da 
cobrança compulsória de impostos. 
Entendeu? Deixa eu lhe dar mais um exemplo para facilitar ainda mais: 
Digamos que você e seus vizinhos queiram contratar uma empresa para instalar postes de iluminação na rua em que vocês 
moram. Você tem aquele vizinho muito rico, mas muito mão-de-vaca, pão-duro, pirangueiro (a nomenclatura varia de acordo 
com a região onde você mora). Ele diz que só vai pagar R$ 10,00, mas é claro que ele pode pagar mais. E você tem aquele 
vizinho que diz que não vai utilizar a iluminação, mas é claro que ele vai se beneficiar disso. Esse é o chamado “carona”. Você 
está percebendo que esse negócio não vai dar certo? 
Iluminação pública, por sinal, é um ótimo exemplo. Não há rivalidade no consumo de iluminação pública: não há 
rivalidade aqui (a utilização por um consumidor não impede a utilização de outro consumidor) e não tampouco há 
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exclusão (não há como excluir o consumidor pelo não pagamento: a Administração não vai e nem consegue lhe 
impedir de usufruir da iluminação pública, mesmo que você não pague a Contribuição para o Custeio do Serviço 
de Iluminação Publica – COSIP). Qualidade ambiental, defesa nacional, segurança pública e justiça pública são 
outros bons exemplos. 
Bens semipúblicos (ou bens meritórios) 
“E os bens semipúblicos, professor?” 
Bens semipúblicos (ou bens meritórios) são aqueles que, embora possam ser explorados pelo setor privado, 
podem e devem ser providos pelo setor público, de modo a evitar que a população de baixa renda seja excluída do 
seu consumo. Mesmo no caso de não haver a exclusão, há a presença da rivalidade, visto que o consumo do 
bem por um consumidor reduz a quantidade disponível para consumo desse bem por outro consumidor. 
Apesar de possuírem natureza de bem privado, a utilidade social é predominante nos bens semipúblicos, o que 
justifica a sua provisão (financiamento) pelo Governo. 
De acordo com James Giacomoni (referência bastante utilizada em concursos públicos): 
“[os bens meritórios] por um lado, assemelham-se aos bens privados, pois atendem as regras de mercado 
e sujeitam o consumidor ao princípio da exclusão. Por outro lado, seus benefícios têm grande importância 
para a população, devendo ser usufruídos por todos, inclusive pela parcela da população com menor ou 
sem capacidade de pagamento. (...) 
Bens públicos [puros] e meritórios são providos pelo plano orçamentário de acordo com diferentes 
princípios. Os bens públicos têm natureza especial porque a mesma quantidade deve ser usufruída por 
todos, ainda que isso não ocorra sempre. Já os bens meritórios, por serem também bens privados, 
sujeitam-se às preferências do consumidor.” 
Exemplos de bens meritórios são os serviços de saúde e de educação. Mesmo não havendo exclusão (você não precisa pagar 
para utilizar um hospital público ou uma escola pública, portanto não ficará excluído desse consumo no caso de não 
pagamento), ainda há a presença da rivalidade: o consumo do bem por um consumidor reduz a quantidade disponível 
para outro consumidor. A quantidade de leitos é limitada. As vagas nas creches são limitadas. Existe uma certa 
competição (rivalidade) para o consumo desses bens. 
Os bens meritórios podem ser oferecidos tanto pelo governo quanto pelo setor privado. O governo o oferece 
para tentar reduzir as desigualdades de acesso. E, em alguns casos, há uma “seleção” para possibilitar o acesso ao 
bem, motivo pelo qual esses bens também são conhecidos como meritórios. 
Desse modo, pode-se afirmar que os bens semipúblicos ou meritórios atendem ao princípio da não-exclusão, 
mas não atendem o da não-rivalidade. 
Dito de outra forma: os bens semipúblicos ou meritórios possuem a característica (a propriedade) da rivalidade 
(consumo rival), mas não possuem a característica da exclusividade (consumo excludente). 
Preste atenção! 
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Os bens semipúblicos ou meritórios atendem ao princípio da não-exclusão, mas não atendem o da 
não-rivalidade. 
 
Então, quanto à presença dos princípios da não-rivalidade e da não-exclusão nos bens públicos puros, semipúblicos 
e privados, ficamos assim: 
Bem Princípio da não-exclusão Princípio da não-rivalidade 
Público Sim Sim 
Semipúblico Sim Não 
Privado Não Não 
Como interpretar a tabela: onde está escrito “não”, há presença daquela característica. Por exemplo, nos bens privados está 
escrito “não” para o princípio da “não exclusão”. Isso significa que nos bens privados há exclusão. 
Para finalizar, ainda segundo o supramencionado autor, existem também os bensnão meritórios, cujo consumo 
traz prejuízos para a população, devendo Estado adotar medidas restritivas ao consumo. 
Por exemplo: a ação pública terá caráter repressivo no caso das drogas ilícitas e imporá restrições ao consumo das drogas 
lícitas – fumo e bebidas – limitando os pontos de venda e de consumo e, principalmente, por meio de taxação elevada. 
Questões para fixar 
2) CEBRASPE – TJ-RR – Administrador – 2012 
Acerca do conceito de bens públicos, analise as afirmativas a seguir. 
I. O bem público é aquele não rival e não exclusivo, tal como uma praça ou parque. 
II. A característica de rivalidade dos bens semipúblicos favorece o surgimento dos free-riders (caronas). 
III. Os recursos naturais são exemplos de bens meritórios, já que dependem de políticas públicas para a sua 
manutenção. 
Está correto o que se afirma em: 
A) I, apenas. 
B) II, apenas. 
C) III, apenas. 
D) I e II, apenas. 
E) I, II e III. 
Comentários: 
I. Correta. Os bens públicos (puros) atendem ao princípio da não-rivalidade e da não-exclusão. 
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II. Errada. É o princípio da não-exclusão que favorece o surgimento dos free-riders (caronas). Na lição de Fábio 
Giambiagi: 
“É justamente o princípio da "não exclusão" no consumo dos bens públicos que torna a solução de mercado, em 
geral, ineficiente para garantir a produção da quantidade adequada de bens públicos requerida pela sociedade. O 
sistema de mercado só funciona adequadamente quando o princípio da "exclusão" no consumo pode ser aplicado, 
(...). Sem este, o sistema de mercado não pode funcionar de forma adequada, já que os consumidores não farão 
lances que revelem sua preferência à medida que podem, como "caronas", usufruir dos mesmos benefícios.” 
III. Errada. Recursos naturais são exemplos de bens públicos puros. 
Gabarito: A 
Externalidades 
Externalidades são efeitos colaterais de uma decisão sobre aqueles que não participaram dela. Existe uma 
externalidade quando há consequências para terceiros que não são levadas em consideração por quem toma a 
decisão. 
As externalidades podem ser: 
� positivas (quando o valor social ou ambiental for maior que o valor privado); ou 
� negativas (quando o valor social ou ambiental for menor que o valor privado). 
 
A tabela a seguir explica melhor: 
 Externalidade positiva Externalidade negativa 
Descrição 
A ação de um indivíduo 
beneficia pessoas que não 
participaram diretamente dela 
A ação prejudica ou impõe um 
custo sobre terceiros 
Exemplo Plantar uma árvore Poluição ambiental 
Externalidades positivas
(valor social ou ambiental > valor privado)
Externalidades negativas
(valor social ambientalo custo 
total médio da água é menor quando apenas uma empresa supre o mercado. 
Assimetria de informações 
O Estado deve introduzir legislações que forneçam maior transparências nas transações no mercado, já que a 
informação é um bem público e o mercado por si só não fornece dados suficientes para que os consumidores 
tomem suas decisões. 
@ProfSergioMachado 
Intervenção e funções do orçamento 
 
 
 
 
 
 
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Mercados incompletos 
Quando um bem ou serviço não é ofertado em determinado mercado, mesmo que seu custo de produção seja 
menor que o preço ofertado pelos consumidores desejosos desse bem ou serviço esse mercado é dito incompleto. 
A existência dessa falha se dá pelo fato de que, mesmo se tratando de atividades de mercado, o setor privado pode 
não estar desejoso de assumir determinados riscos. Assim, em determinadas circunstâncias, há necessidade de 
intervenção do Estado mediante processo de planejamento exercendo a função coordenadora. 
Imagine uma região com elevado número de habitantes, mas com poucas empresas interessadas a se instalarem lá, devido à 
falta de infraestrutura, dificuldade de acesso ou qualquer outro motivo que encareça os seus custos de tal forma que torne o 
investimento não atrativo. Há demanda, mas não há oferta (pelo menos não há oferta proporcional). Nesse caso, o mercado 
está incompleto. 
Ocorrência de desemprego e inflação 
O governo deve atuar para combater a inflação e o desemprego, amparando os desempregados e viabilizando a 
sua inserção no mercado de trabalho. 
@ProfSergioMachado 
Intervenção e funções do orçamento 
 
 
 
 
 
 
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Funções do orçamento 
O Estado possui uma importante ferramenta para intervir na economia: o orçamento público! O orçamento 
público, inclusive, pode até ser considerado como o principal instrumento de ação estatal na economia. 
Só que o Estado não desempenha uma só função. E o orçamento também não. Na verdade, o orçamento possui 
três diferentes funções, que coexistem simultaneamente. Às vezes ele serve para ajustar a alocação de recursos. 
Mas ele também pode se prestar a promover ajustamentos na distribuição de renda ou manter a estabilidade 
econômica. 
O economista Richard Musgrave foi quem melhor classificou as funções econômicas do Estado. Sua classificação, 
chamada de funções fiscais ou funções do orçamento, tornou-se clássica. Por isso, é ela que é cobrada nos 
concursos públicos. 
“Que funções são essas, professor?” 
São três funções clássicas (típicas) do orçamento: 
� Função alocativa; 
� Função distributiva; 
� Função estabilizadora. 
Depois de ler esse capítulo, você vai entender o que um orçamento público faz, qual papel ele está 
desempenhando, para que ele serve. 
Questões para fixar 
6) CEBRASPE – TCE-PA – Auditor de Controle Externo – 2016 
Cabe ao governo executar as funções econômicas exercidas pelo Estado, as quais se dividem em alocativa, 
distributiva e estabilizadora. 
Comentários: 
Sim. Essa questão caiu em prova. Pode acreditar! É daquelas questões que: quem estudou marcou rapidinho e 
quem não estudou perdeu esse ponto fácil. 
Veja como essa classificação (de Richard Musgrave) é a cobrada em concurso público. 
De fato, as funções econômicas do Estado são: função alocativa, função distributiva e função estabilizadora. 
Gabarito: Certo 
7) CEBRASPE – FUB – Administrador – 2015 
O orçamento público possui três funções distintas que coexistem simultaneamente: alocativa, distributiva e 
estabilizadora. 
Comentários: 
@ProfSergioMachado 
Intervenção e funções do orçamento 
 
 
 
 
 
 
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Exatamente! Essas são as três funções do orçamento: alocativa, distributiva e estabilizadora. 
Como dissemos, elas coexistem simultaneamente, ou seja, o orçamento não desempenha só a função alocativa, 
só a função distributiva ou só a função estabilizadora. Ele desempenha as três ao mesmo tempo! 
Gabarito: Certo 
Função alocativa 
A função alocativa visa promover correções (ajustamentos) na alocação dos recursos. 
Repare nas marcações. Alocação: essa é nossa palavra-chave. Quando você a vir, abra o olho: provavelmente 
estaremos falando da função alocativa. 
“Mas como assim correções na alocação de recursos, professor?” 
Vamos lá! 
Nem sempre o dinheiro, os investimentos, de uma economia estão alocados onde o Estado e a população 
gostariam. Isso normalmente acontece porque a iniciativa privada não tem interesse em investir naquilo. É nessa 
hora que o Estado pode intervir. Em outras palavras: a função alocativa se justifica nos casos em que não houver 
a necessária eficiência por parte do mecanismo de ação privada (sistema de mercado) e nos casos de provisão 
de bens públicos (puros) ou bens semipúblicos (bens meritórios), ou seja, quando ocorrerem falhas de mercado. 
Preste atenção! 
A função alocativa se justifica nos casos: 
1. Em que não houver a necessária eficiência por parte do mecanismo de ação privada (sistema de mercado). 
2. De provisão de bens públicos (puros) ou bens semipúblicos (bens meritórios). 
Por exemplo: imagine um país que não possui infraestrutura de telecomunicações. Lá “não pega” celular. É claro que a 
sociedade e o Estado querem resolver isso, mas não tem uma empresa que queira investir em telecomunicações nesse país, 
porque o investimento é muito alto e o retorno é lento... e agora? 
Agora o governo pode se utilizar da função alocativa do orçamento e investir diretamente nessa infraestrutura ou então 
incentivar as empresas privadas a fazerem isso. 
Você percebeu como antes não havia recursos nessa área e agora os recursos estão sendo alocados para lá? 
É exatamente isso que a função alocativa faz! 
Dei o exemplo de telecomunicações, mas isso pode acontecer também nos transportes, saneamento básico, 
energia e outros. 
Por isso que dizemos: a função alocativa é o Estado oferecendo determinados bens e serviços necessários e 
desejados pela sociedade, porém que não são produzidos ou providos pela iniciativa privada. 
Com efeito, na função alocativa, o Estado atua, por exemplo: 
@ProfSergioMachado 
Intervenção e funções do orçamento 
 
 
 
 
 
 
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� Na provisão de bens públicos (puros) e semipúblicos (bens meritórios); ou então 
� Na criação condições para que o mercado ofereça bens privados, investindo, por exemplo, em infraestrutura. 
Ou seja: investimentos na infraestrutura econômica. 
Preste atenção! 
Exemplos de atuação estatal na função alocativa: provisão de bens públicos e semipúblicos; e 
investimentos em infraestrutura econômica. 
 
Por último, lembra das externalidades? Pois é. É a função alocativa do orçamento que busca inibir atividades que 
causam externalidades negativas e incentivar atividades causam de externalidades positivas. 
Questões para fixar 
8) CEBRASPE – ICMBIO – Analista administrativo – 2014 
Acerca do orçamento público e do papel do Estado nas finanças públicas, julgue os itens a seguir. 
A função alocativa do orçamento justifica-se nos casos de provisão de bens públicos. 
Comentários: 
A função alocativa se justifica nos casos em que não houver a necessária eficiência por parte do mecanismo de 
ação privada (sistema de mercado), ou seja, ocorrer uma falha de mercado. 
Bens públicos são falhas de mercado. Portanto, a função alocativa do orçamento se justifica sim nos casos de 
provisão de bens públicos. 
Gabarito: Certo 
9) CEBRASPE – FUB – Administrador - 2015 
O bem público resultante da função alocativa do orçamento caracteriza-se pela rivalidade em seu consumo e pela 
não exclusão do consumidor no caso de não pagamento. 
Comentários: 
Opa, opa! 
Os bens públicos caracterizam-se pela não rivalidade em seu consumo. A questão só falou “rivalidade”, tirando o 
“não” da frente. Por isso, leia as questões com atenção! 
A questão até acertou quando falou da “não exclusão do consumidor nocaso de não pagamento”, mas derrapou 
na outra parte. 
Gabarito: Errado 
10) CEBRASPE – MME - Assistente Financeiro - 2013 
@ProfSergioMachado 
Intervenção e funções do orçamento 
 
 
 
 
 
 
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A função do Estado responsável pela oferta de bens meritórios e semipúblicos é denominada. 
A) controle. 
B) distributiva. 
C) legislativa. 
D) estabilizadora. 
E) alocativa 
Comentários: 
A função alocativa se justifica nos casos de provisão de bens públicos (puros) ou bens semipúblicos (bens 
meritórios). 
Gabarito: E 
Função alocativa: visa promover correções (ajustamentos) na alocação dos recursos. Justifica-se nos casos em que não 
houver a necessária eficiência por parte do sistema de mercado (investimentos em infraestrutura econômica) e nos casos de 
provisão de bens públicos (puros) ou bens semipúblicos (falhas de mercado). 
Função distributiva 
A função distributiva tem tudo a ver com a distribuição de renda. Ela busca fazer correções na distribuição de 
renda, tornando a sociedade menos desigual em termos de renda e riqueza, isto é, seu objetivo é diminuir as 
desigualdades sociais e inter-regionais. É tirar dos ricos e dar aos pobres, ao estilo Robin Hood mesmo. 
Nós vivemos no sistema capitalista e você sabe que, nesse sistema, uns ganham mais e outros ganham menos. 
Por inúmeros motivos, a distribuição da riqueza não é uniforme. Essas são características inerentes a esse sistema. 
E, apesar de ser eficiente, ele nem sempre é justo e equitativo. Para corrigir isso, o Estado pode se utilizar da função 
distributiva do orçamento. Em outras palavras: a função distributiva justifica-se como correção às falhas de 
mercado, inerentes ao sistema capitalista. 
Preste atenção! 
A função distributiva justifica-se como correção às falhas de mercado 
“E como o Estado faz isso, professor?” 
Através de alguns instrumentos! E os principais instrumentos utilizados são as transferências e os tributos. 
Transferência é quando o Governo pega um recurso e repassa a alguém. Simples assim. Normalmente isso é feito 
por meio de programas, a exemplo do “Fome zero”, “Bolsa família”, e outros. 
Já nos tributos, o melhor e mais eficaz exemplo é o Imposto de Renda progressivo. Ele funciona basicamente 
assim: “quem ganha mais, paga mais. Quem ganha menos, paga menos”. Veja como é: 
Base de cálculo (R$): renda do contribuinte Alíquota (%) 
@ProfSergioMachado 
Intervenção e funções do orçamento 
 
 
 
 
 
 
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Até 1.903,98 0 
De 1.903,99 até 2.826,65 7,5 
De 2.826,66 até 3.751,05 15 
De 3.751,06 até 4.664,68 22,5 
Acima de 4.664,68 27,5 
Acontece que o retorno é igual para todos (ou até maior para a camada mais humilde da população). Assim, quem 
é rico está pagando R$ 100,00, mas recebendo em retorno R$ 50,00, enquanto que quem é pobre paga R$ 5,00, e 
recebe em retorno os mesmos R$ 50,00 (ou até mais, em programas direcionados exclusivamente para essa 
camada da população). Por isso que, na prática, o governo está redistribuindo a renda: tirando dos mais ricos e 
dando aos mais pobres. 
Subsídios, incentivos fiscais, alocação de recursos em camadas mais pobres da população, também são outros 
instrumentos da função distributiva. Perceba que aqui a expressão “alocação de recursos” também pode aparecer. 
Por isso que você deve entender a essência do que está acontecendo. Faça a pergunta: “o Estado está tirando 
dinheiro dos mais ricos e dando aos mais pobres? Está melhorando a distribuição de renda?” Se sim, então 
estamos falando da função distributiva! 
Aprofundando 
De acordo com James Giacomoni, há um princípio, em economia, chamado de Ideal de Pareto (ótimo de Pareto), segundo 
o qual “há eficiência na economia quando a posição de alguém sofre uma melhoria sem que nenhum outro tenha sua situação 
deteriorada”. O autor, então, afirma que: 
“A função pública de promover ajustamentos na distribuição de renda justifica-se, pois, como correção às falhas do mercado. 
Para tanto, deve-se fugir da idealização de Pareto: a melhoria da posição de certas pessoas é feita às expensas de outras. 
O problema é fundamentalmente de política e de filosofia social, cabendo à sociedade definir o que considera como níveis 
justos na distribuição da renda e da riqueza.” 
Explicando melhor: o Ideal de Pareto é definido como um estado de alocação de recursos em que é impossível realocá-los tal 
que a situação de qualquer participante seja melhorada sem piorar a situação individual de outro participante. A intenção do 
Ideal de Pareto é fazer com que alguém melhore sem piorar a situação de outro. 
A função distributiva é o contrário disso: a melhoria da posição de alguém será feita às custas de outro alguém, isto é, para 
alguém ganhar, alguém vai ter que perder. Por isso que o autor diz que “deve-se fugir da idealização de Pareto”. O problema 
é definir o quanto será tirado de uns para dar a outros. Cabe à sociedade definir o que ela considera níveis justos na distribuição 
da renda e da riqueza. 
Resumindo: o Ideal de Pareto diz: "há eficiência quando a posição de alguém sofre uma melhoria sem que nenhum outro tenha 
sua situação deteriorada". A função distributiva tem que ser o contrário disso: tem que melhorar a posição de certas pessoas 
às expensas de outras. 
Questões para fixar 
11) CEBRASPE – TCE-PR – Auditor – 2016 
@ProfSergioMachado 
Intervenção e funções do orçamento 
 
 
 
 
 
 
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A função do orçamento público que visa melhorar a posição de algumas pessoas em detrimento de outras e, com 
isso, corrigir falhas do mercado é denominada função 
a) controladora. 
b) alocativa. 
c) distributiva. 
d) estabilizadora. 
e) econômica. 
Comentários: 
Estamos falando em “melhorar a posição de algumas pessoas em detrimento de outras”. Isso não se parece 
com uma melhoria da distribuição de renda? Tornar a sociedade menos desigual em termos de renda e riqueza? 
Sim, é claro! Então que função do orçamento é essa? A função distributiva! 
Gabarito: C 
Função distributiva: busca fazer correções na distribuição de renda, tornando a sociedade menos desigual em termos de 
renda e riqueza. Justifica-se como correção às falhas de mercado, inerentes ao sistema capitalista. Principais instrumentos: 
transferências e tributos. 
Função estabilizadora 
A última e mais moderna das três funções clássicas do orçamento é a função estabilizadora. Quando você vir esse 
nome, pense logo na palavra estabilizar. 
“Tá. Mas estabilizar o que?” 
A economia! 
Você também pode pensar na letra E. “E” de “estabilizadora”. “E” de “economia”. 
“E como é que se estabiliza a economia?” 
Mexendo em variáveis como o nível geral de preços, o nível de emprego, o valor da moeda nacional, crescimento 
econômico, etc. O objetivo da função estabilizadora é a estabilidade econômica e o orçamento público é um 
importante instrumento da política de estabilização. 
Preste atenção! 
O objetivo da função estabilizadora é a estabilidade econômica 
Para fazer isso, o governo utiliza instrumentos de política monetária, cambial e fiscal, ou outras medidas de 
intervenção econômica. Assim, o governo pode decidir aumentar ou diminuir as alíquotas tributárias, a taxa SELIC, 
imprimir mais papel moeda, aumentar ou diminuir a taxa de redesconto, de empréstimos compulsórios, dentre 
@ProfSergioMachado 
Intervenção e funções do orçamento 
 
 
 
 
 
 
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várias outras medidas. Você não precisa saber exatamente o que são todos esses conceitos e para que eles servem, 
mas precisa saber que eles estão associados à função estabilizadora! 
A política fiscal possui 4 (quatro) objetivos, os quais compõem o campo de ação da função estabilizadora. São eles: 
� Estabilidade nos níveis de preços; 
� Manutenção de elevado nível de emprego; 
� Equilíbrio no balanço de pagamentos; 
� Razoável taxa de crescimento econômico. 
Dos quatro, os mais importantessão os dois primeiros! 
Preste atenção! 
A função estabilizadora envolve a aplicação das diversas políticas econômico-financeiras a fim de, principalmente, manter a 
estabilidade nos níveis de preços e manter elevado o nível de emprego. 
Ah! Você também precisa saber que a função estabilizadora age na demanda agregada. 
“Como assim?” 
Demanda agregada é a quantidade de bens que os consumidores desejam e estão dispostos a consumir. A 
função estabilizadora busca aumentar ou diminuir a demanda agregada, dependendo do objetivo do governo. 
Perceba que, diferentemente das outras duas funções econômicas do Estado, a função estabilizadora não faz 
destinação de recursos. Ela não aloca recursos, só realiza algumas medidas, aplica algumas políticas, utiliza 
alguns instrumentos... 
Beleza! Agora vamos nos utilizar novamente das palavras do mestre Fábio Giambiagi. Ele fez um resumo muito 
bom das funções do orçamento. Lá vai: 
A ação do governo através da política fiscal abrange três funções básicas. A função alocativa diz respeito 
ao fornecimento de bens públicos. A função distributiva, por sua vez, está associada a ajustes na 
distribuição de renda que permitam que a distribuição prevalecente seja aquela considerada justa pela 
sociedade. A função estabilizadora tem como objetivo o uso da política econômica visando a um alto nível 
de emprego, à estabilidade dos preços e à obtenção de uma taxa apropriada de crescimento econômico. 
Questões para fixar 
12) CEBRASPE –EBSERH – Analista administrativo – 2018 
Acerca dos conceitos básicos de orçamento público, julgue o item a seguir. A função estabilizadora do orçamento 
público diz respeito à capacidade do governo de combater os desequilíbrios regionais e sociais por meio dos gastos 
públicos. 
Comentários: 
Por acaso eu comentei alguma coisa sobre “combater os desequilíbrios regionais e sociais” na parte de função 
estabilizadora? Não, né? 
@ProfSergioMachado 
Intervenção e funções do orçamento 
 
 
 
 
 
 
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A função estabilizadora está preocupada na estabilidade econômica, utilizando para tal objetivo, 
principalmente, instrumentos de política fiscal e monetária, atuando sobre a demanda agregada. 
Portanto, a questão não está falando da função estabilizadora. Está falando é da função distributiva. Essa sim 
está relacionada à distribuição de renda e combate a desequilíbrios regionais e sociais. 
Você verá muitas questões que tentam confundir o candidato trocando as características e conceitos das funções 
econômicas do Estado. Por exemplo: a questão vai descrever a função alocativa e dizer que se trata da função 
distributiva. São questões fáceis pro examinador elaborar. É só trocar uma palavra e a questão está pronta. 
Gabarito: Errado 
Função estabilizadora: visa a estabilidade econômica, principalmente por meio da estabilidade nos níveis de preços e 
manutenção de um elevado o nível de emprego. 
Agora eu quero facilitar a sua memorização! Então eu lhe pergunto: 
Você já tomou suco ADEs? 
• Alocativa 
• Distributiva 
• Estabilizadora 
 
 
Alocativa
•Fornecimento de bens públicos
•Incentivar externalidade positivas e inibir externalidades 
negativas
Distributiva
•Distribuição de renda
•Tornar a sociedade menos desigual
Estabilizadora
•Estabilizar a economia
•Níveis de preços, nível de emprego, balanço de pagamentos e 
crescimento econômico
@ProfSergioMachado 
Intervenção e funções do orçamento 
 
 
 
 
 
 
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@ProfSergioMachado 
Intervenção e funções do orçamento 
 
 
 
 
 
 
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Questões comentadas – CEBRASPE 
1. CEBRASPE – SEFAZ-AL - Auditor de Finanças e Controle de Arrecadação da Fazenda Estadual – 2020 
Após a aprovação da reforma da previdência social, o governo correu para estabelecer uma agenda de reformas 
econômicas. Batizado de Mais Brasil, o plano do governo propõe transformar radicalmente o Estado — 
racionalizando os gastos públicos. Entre as propostas encontra-se a previsão de gatilhos, que possibilitam a 
redução de salários de servidores, de forma a evitar que o governo descumpra a chamada regra de ouro. 
Internet: (com adaptações). 
Com relação ao assunto abordado no texto precedente, julgue o item a seguir. 
A proposta de emenda constitucional voltada a permitir que o governo possa reduzir o salário dos servidores 
públicos em caso de grave desequilíbrio orçamentário qualifica-se, essencialmente, como um instrumento do 
Estado para o exercício de sua função distributiva. 
◯ Certo ◯ Errado 
Resolução: 
Ok. São três as funções clássicas, né? 
• Função alocativa; 
• Função distributiva; 
• Função estabilizadora. 
Pois bem, a função distributiva tem tudo a ver com a distribuição de renda. Ela busca fazer correções na 
distribuição de renda, tornando a sociedade menos desigual em termos de renda e riqueza, isto é, seu objetivo é 
diminuir as desigualdades sociais e inter-regionais. É tirar dos ricos e dar aos pobres, ao estilo Robin Hood mesmo. 
Os principais instrumentos utilizados pela função distributiva são transferências e tributos. 
Agora me diga: onde é que está acontecendo correção na distribuição de renda aí? O governo quer reduzir o salário 
dos servidores públicos, mas esse dinheiro, por acaso está sendo redirecionado para as camadas mais pobres, com 
o intuito de diminuir as desigualdades sociais e inter-regionais? 
Não. Não é isso que o enunciado diz. Não é esse o objetivo do governo aí na questão. O objetivo, já que se está 
diante de um grave desequilíbrio orçamentário, é estabilidade econômica. 
E olha que coincidência: a estabilidade econômica é justamente o objetivo da função estabilizadora, que envolve 
a aplicação das diversas políticas econômico-financeiras a fim de, principalmente, manter a estabilidade nos níveis 
de preços e manter elevado o nível de emprego. Perceba que, aqui não há destinação de recursos nem alocação 
de recursos, o que é característico da função estabilizadora. 
Sendo assim, concluímos que a questão está errada, pois essa proposta de emenda constitucional qualifica-se, 
essencialmente, como um instrumento do Estado para o exercício de sua função estabilizadora (e não 
distributiva). 
Gabarito: Errado 
@ProfSergioMachado 
Intervenção e funções do orçamento 
 
 
 
 
 
 
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2. CEBRASPE – TJ-PA - Analista Judiciário - Área Administrativa – 2020 
O papel do Estado e sua atuação nas finanças públicas são explicados pelas funções econômicas por ele 
desempenhadas. Assinale a opção que apresenta a correta definição para cada uma das funções econômicas 
indicadas. 
A) Alocativa: promove ajustamentos na alocação de recursos; distributiva: realiza ajustamentos na distribuição de 
renda; estabilizadora: mantém a estabilidade econômica. 
B) Alocativa: promove a alocação de recursos na distribuição de renda; distributiva: realiza o equilíbrio no balanço 
de pagamentos; estabilizadora: mantém a estabilidade no nível de preços. 
C) Alocativa: promove ajustamentos na alocação de recursos; produtiva: fomenta a geração de empregos; 
estabilizadora: mantém a estabilidade econômica. 
D) Distributiva: realiza ajustamentos na distribuição de renda; produtiva: fomenta a geração de empregos nos 
diversos segmentos de governo; estabilizadora: mantém a estabilidade econômica. 
E) Distributiva: realiza o equilíbrio no balanço de pagamentos; produtiva: fomenta a produção de bens de serviços 
nos diversos segmentos de governo; estabilizadora: mantém a estabilidade do nível de preços. 
Resolução: 
Essa questão é boa para revisar as principais características das funções do Estado na economia. 
A função alocativa visa promover correções (ajustamentos) na alocação dos recursos. 
A função distributiva busca fazer correções (ajustamentos) na distribuição de renda. 
E a função estabilizadora visa a estabilidade econômica, principalmentepor meio da estabilidade nos níveis de 
preços e manutenção de um elevado o nível de emprego. 
Para finalizar, trago trecho da obra “Orçamento Governamental - Teoria - Sistema - Processo”, de James 
Giacomoni: 
O modelo normativo de Richard Musgrave busca associar o orçamento ao cumprimento de três objetivos 
da economia pública: eficiência, equidade e estabilidade. Para tanto, identifica as três funções do 
orçamento: promover ajustamentos na alocação de recursos; promover ajustamentos na distribuição 
de renda; e manter a estabilidade econômica. 
Parece que a banca se inspirou no autor, não é mesmo? 
Gabarito: A 
3. CEBRASPE – TCE-RO - Auditor de Controle Externo -Economia – 2019 
@ProfSergioMachado 
Intervenção e funções do orçamento 
 
 
 
 
 
 
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O Estado realiza intervenções na economia para garantir a provisão de bens e serviços públicos financiados pelo 
poder público, uma vez que indivíduos e organizações não possuem disponibilidade para pagar por eles 
voluntariamente. Essa intervenção do Estado na economia é denominada função 
A) legislativa. 
B) jurisdicional. 
C) distributiva. 
D) alocativa. 
E) estabilizadora. 
Resolução: 
A questão está se referindo à função alocativa. 
Nem sempre o dinheiro, os investimentos, de uma economia estão alocados onde o Estado e a população 
gostariam. Isso normalmente acontece porque a iniciativa privada não tem interesse em investir naquilo. É nessa 
hora que o Estado pode intervir. Em outras palavras: a função alocativa se justifica nos casos em que não houver 
a necessária eficiência por parte do mecanismo de ação privada (sistema de mercado) e nos casos de provisão 
de bens públicos (puros) ou bens semipúblicos (bens meritórios), ou seja, quando ocorrerem falhas de mercado. 
Por isso que eu digo: a função alocativa é o Estado oferecendo determinados bens e serviços necessários e 
desejados pela sociedade, porém que não são produzidos ou providos pela iniciativa privada. 
Com efeito, na função alocativa, o Estado atua, por exemplo: 
• Na provisão de bens públicos (puros) e semipúblicos (bens meritórios); ou então 
• Na criação condições para que o mercado ofereça bens privados, investindo, por exemplo, em 
infraestrutura. 
Na lição de Augustinho Paludo, em sua obra “Orçamento público, AFO e LRF”: 
Função alocativa – relaciona-se à alocação de recursos por parte do Governo a fim de oferecer bens e 
serviços públicos puros (ex.: rodovias, segurança, justiça) que não seriam oferecidos pelo mercado ou 
seriam em condições ineficientes; bens meritórios ou semipúblicos (ex.: educação e saúde); e criar condições 
para que bens privados sejam oferecidos no mercado pelos produtores, corrigir imperfeições no sistema de 
mercado (como oligopólios) e corrigir os efeitos negativos de externalidades. 
Gabarito: D 
4. CEBRASPE – SEFAZ-RS – Auditor do Estado – 2018 
A função alocativa, uma das funções básicas do governo, visa 
A) ofertar bens e serviços públicos que não seriam oferecidos pelo mercado privado ou que seriam ofertados em 
condições ineficientes. 
@ProfSergioMachado 
Intervenção e funções do orçamento 
 
 
 
 
 
 
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B) combater choques monetários, com o ajuste no nível geral de preços, estabilização da moeda, alteração do 
câmbio e modificação da taxa de juros. 
C) interferir no ambiente econômico e elevar o nível de emprego e bem-estar da população por meio do emprego 
de instrumentos de política fiscal. 
D) gerar condições para a oferta de bens privados no mercado pelos produtores, corrigindo imperfeições no 
sistema de mercado e, também, criando externalidades negativas. 
E) distribuir a riqueza na sociedade de modo a torná-la menos desigual, com o emprego de mecanismos como 
tributos, transferências financeiras governamentais, subsídios e incentivos fiscais. 
Resolução: 
Questão direta. Então seremos diretos também: 
a) Correta. A função alocativa faz isso mesmo! 
Lembra daquele exemplo do país que não possui infraestrutura de telecomunicações? Esse serviço de 
telecomunicação não seria oferecido pelo mercado privado (ou seria ofertado em condições ineficientes), porque 
investimento é muito alto e o retorno é lento. Ninguém quer investir lá! 
Mas a população quer esse serviço! 
E agora? Quem poderá nos salvar? 
Não... não é o Chapolin Colorado. 
É o Estado! O Estado, por meio da sua função alocativa, irá oferecer determinados bens e serviços necessários e 
desejados pela sociedade, porém que não são produzidos ou providos pela iniciativa privada. A função alocativa 
se justifica nos casos em que não houver a necessária eficiência por parte do mecanismo de ação privada 
(sistema de mercado). 
Assim, na função alocativa, o Estado atua, por exemplo: 
• Na provisão de bens públicos (puros) e semipúblicos (bens meritórios); ou então 
• Na criação condições para que o mercado ofereça bens privados, investindo, por exemplo, em 
infraestrutura. 
b) Errada. A alternativa está se referindo à função estabilizadora. Veja que, diferentemente das outras funções, 
não há nenhuma alocação de recursos aqui! Só estão sendo feitas algumas alterações, modificações, ajustes... 
c) Errada. Mais uma vez: a alternativa se refere à função estabilizadora. Ela visa a estabilidade econômica, 
principalmente por meio da estabilidade nos níveis de preços e manutenção de um elevado o nível de emprego. 
d) Errada. Opa! Começou bem, mas no final a alternativa vem nos dizer que a função alocativa vem criar 
externalidades negativas? NÃO! 
O que é bom deve ser incentivado e o que é ruim deve ser desencorajado, certo? 
Por isso, a função alocativa do orçamento busca inibir atividades que causam externalidades negativas e 
incentivar atividades causam de externalidades positivas. 
@ProfSergioMachado 
Intervenção e funções do orçamento 
 
 
 
 
 
 
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e) Errada. A alternativa começa logo com “distribuir a riqueza...”. Já pode parar por aqui. Ela está falando da função 
distributiva. 
Gabarito: A 
5. CEBRASPE – IPHAN – Auxiliar institucional – 2018 
Em relação ao orçamento público e seus preceitos, julgue o próximo item. 
O orçamento público tem, entre outras funções, a de reduzir as desigualdades entre as diversas regiões do país. 
◯ Certo ◯ Errado 
Resolução: 
Tem? 
Tem sim! O Estado intervém na economia para atingir os seus objetivos. Reduzir as desigualdades entre as 
diversas regiões do país é um dos objetivos do Estado. Isso até está na CF/88, veja só: 
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: (...) 
III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais; 
Para atingir os seus objetivos, o Estado possui uma importante ferramenta: o orçamento público! Portanto, uma 
das funções do orçamento é reduzir as desigualdades entre as diversas regiões do país. 
Como se isso não bastasse, veja o que mais a CF/88 fala: 
Art. 165, § 7º Os orçamentos previstos no § 5º, I (Orçamento Fiscal) e II (Orçamento de Investimento), 
deste artigo, compatibilizados com o plano plurianual, terão entre suas funções a de reduzir 
desigualdades inter-regionais, segundo critério populacional. 
Ah! E para arrematar o comentário: na classificação de Musgrave, que função econômica do Estado é essa? Função 
distributiva! 
Gabarito: Certo 
6. CEBRASPE – ABIN – Oficial técnico de inteligência – 2018 
Acerca da economia do setor público e da estrutura tributária e orçamentária no Brasil, julgue o item a seguir. 
Bens meritórios ou semipúblicos são providos pelo Estado, embora possam ser providos pelo setor privado, por 
gerarem altos benefícios sociais e externalidades positivas. 
◯ Certo ◯ Errado 
Resolução: 
@ProfSergioMachado 
Intervenção e funções do orçamento 
 
 
 
 
 
 
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Os bens meritórios ou semipúblicos só podem ser usufruídos por quem tem dinheiro para pagarpor eles. No 
entanto, por conta da sua importância para a sociedade, podem (e devem) ser ofertados também pelo Estado, 
justamente para evitar que a população de baixa renda seja excluída do seu consumo. Bons exemplos são: saúde 
e educação (existem hospitais e escolas públicas e privadas, não é mesmo?). Assim, a questão está correta ao 
afirmar que esses bens, embora também possam ser providos pelo setor privado, são providos pelo Estado, porque 
geram altos benefícios sociais e externalidades positivas (situação em que o valor social é maior que o valor 
privado). 
Gabarito: Certo 
7. CEBRASPE – TCE-SC – Auditor fiscal de controle externo – 2016 
Acerca das funções, dos princípios e dos principais documentos relacionados ao orçamento público, julgue o 
próximo item. 
O orçamento público viabiliza a intervenção do governo na atividade econômica com vistas à geração de emprego 
e renda. 
◯ Certo ◯ Errado 
Resolução: 
Isso! O orçamento público é considerado o principal instrumento de ação estatal na economia, portanto está 
correto afirmar que o orçamento público viabiliza a intervenção do governo na atividade econômica. Ademais, 
uma das funções clássicas do orçamento é a função estabilizadora, que busca a estabilidade econômica, por meio 
da estabilidade nos níveis de preços, manutenção de um elevado o nível de emprego, equilíbrio no balanço de 
pagamentos e razoável taxa de crescimento. 
Gabarito: Certo 
8. CEBRASPE – DPU – Agente administrativo – 2016 
A respeito de orçamento público, julgue o item que se segue. 
A função alocativa do orçamento visa à intervenção do governo na economia, com o objetivo de diminuir as 
desigualdades sociais no que se refere ao acesso a renda, bens e serviços públicos e benefícios da vida em 
sociedade. 
◯ Certo ◯ Errado 
Resolução: 
Vamos lá. Permita-nos, primeiro, falar um pouco sobre a função distributiva e a função alocativa do orçamento. 
A função distributiva busca fazer correções na distribuição de renda, tornando a sociedade menos desigual em 
termos de renda e riqueza, isto é, seu objetivo é diminuir as desigualdades sociais e inter-regionais. É tirar dos ricos 
e dar aos pobres, ao estilo Robin Hood mesmo. 
@ProfSergioMachado 
Intervenção e funções do orçamento 
 
 
 
 
 
 
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A função alocativa, por sua vez, visa promover correções (ajustamentos) na alocação dos recursos. É o Estado 
oferecendo determinados bens e serviços necessários e desejados pela sociedade, que não são produzidos ou 
providos pela iniciativa privada. 
E agora: você acha mesmo que a questão está se referindo à função alocativa? Óbvio que não! Ela está se referindo 
à função distributiva. Basta substituir a palavra “alocativa” por “distributiva” para a questão ficar correta (ou 
oferecer a definição correta da função alocativa). 
Gabarito: Errado 
9. CEBRASPE – DPU – Agente administrativo – 2016 
A respeito de orçamento público, julgue o item que se segue. 
O orçamento público, como instrumento de política de estabilização, visa promover o equilíbrio econômico com 
mudanças na receita e na despesa. 
◯ Certo ◯ Errado 
Resolução: 
Huuum! Orçamento público como instrumento de política de estabilização... a qual função do orçamento a 
questão estaria se referindo? 
Isso! Função estabilizadora! 
Nessa função, o orçamento realmente é tido como instrumento de política de estabilização. O objetivo da função 
estabilizadora é estabilidade econômica (ou equilíbrio econômico, como a questão colocou). O governo faz isso 
principalmente por meio de instrumentos de política fiscal e monetária, atuando na demanda agregada. 
Além disso, lembre-se que o orçamento é o documento legal que contém a previsão de receitas e fixação de 
despesas, por isso a última parte da questão também está correta (“com mudanças na receita e na despesa”). 
Gabarito: Certo 
10. CEBRASPE – TRE-MT – Analista judiciário – 2015 
Entre as funções econômicas do Estado, a defesa nacional mediante manutenção das Forças Armadas com 
recursos do orçamento público cumpre a função 
A) de segurança nacional. 
B) alocativa. 
C) distributiva. 
D) estabilizadora. 
E) de especialização. 
@ProfSergioMachado 
Intervenção e funções do orçamento 
 
 
 
 
 
 
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Resolução: 
Vamos resolver por exclusão! 
Segurança nacional (alternativa A) e especialização (alternativa E) não são funções econômicas do Estado, 
portanto já estão fora de cogitação. 
A função distributiva (alternativa C) busca fazer correções na distribuição de renda, tornando a sociedade menos 
desigual em termos de renda e riqueza. Diga-nos: o que a defesa nacional, mediante manutenção das Forças 
Armadas, tem a ver com a distribuição de renda? Nada! 
Já a função estabilizadora (alternativa D) visa a estabilidade econômica, principalmente por meio da estabilidade 
nos níveis de preços e manutenção de um elevado o nível de emprego. Isso também não tem nada a ver com as 
Forças Armadas. 
Só restou a alternativa B: função alocativa. E faz todo sentido, porque a função alocativa é o Estado oferecendo 
determinados bens e serviços necessários e desejados pela sociedade, porém que não são produzidos ou 
providos pela iniciativa privada. A iniciativa privada não é capaz de prover a defesa nacional (e segurança pública). 
Esse é um bem público. Portanto, a defesa nacional mediante manutenção das Forças Armadas com recursos do 
orçamento público cumpre mesmo a função alocativa. 
Gabarito: B 
11. CEBRASPE – TCE-RN – Auditor– 2015 
Com relação ao orçamento público e à atuação do governo na economia, julgue o item a seguir. 
A intervenção do Estado na economia justifica-se quando há segmentos do mercado em que produtos somente 
podem ser ofertados mediante investimentos de grande porte, com longos prazos de retorno e custos marginais 
muito baixos. 
◯ Certo ◯ Errado 
Resolução: 
Exatamente! A função alocativa se justifica nos casos em que não houver a necessária eficiência por parte do 
mecanismo de ação privada (sistema de mercado). Lembra daquele exemplo que demos sobre o país que não 
possui infraestrutura de telecomunicações? Pois é, assemelha-se muito a esse exemplo! Se a iniciativa privada não 
consegue prover, o Estado intervém na economia e dá um “empurrãozinho”. 
Detalhe é que esse não é o único caso em que a função alocativa é justificável. Ela também se justifica nos casos 
de provisão de bens públicos ou bens semipúblicos (bens meritórios). 
Gabarito: Certo 
12. CEBRASPE – TCU – Auditor federal de controle externo– 2015 
@ProfSergioMachado 
Intervenção e funções do orçamento 
 
 
 
 
 
 
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Com referência aos aspectos doutrinários e históricos da administração financeira e orçamentária, julgue o item a 
seguir. 
A situação do ótimo de Pareto decorre da atuação do Estado na economia. 
◯ Certo ◯ Errado 
Resolução: 
Primeiro, vamos relembrar o que é o ótimo de Pareto (ou Ideal de Pareto): “há eficiência na economia quando a 
posição de alguém sofre uma melhoria sem que nenhum outro tenha sua situação deteriorada”. 
Acontece que quando o Estado atua (intervém) na economia, sobretudo utilizando-se da função distributiva do 
orçamento, ele vai na direção contrária do Ideal de Pareto. Tira dos ricos e dá aos pobres. Faz correções na 
distribuição de renda, torna a sociedade menos desigual em termos de renda e riqueza, diminui as desigualdades 
sociais e inter-regionais. Ou seja: a melhoria da posição de alguém será feito às custas de outro alguém, isto é, 
para alguém ganhar, alguém vai ter que perder. 
Portanto, a situação do ótimo de Pareto não decorre da atuação do Estado na economia. 
Gabarito: Errado 
13. CEBRASPE – TCU – Auditor federal de controle externo – 2013 
Com relação às funções do governo, julgue o item a seguir. 
A existência de externalidades é um dos exemplos de falhas de mercado. O governo pode incorporá-las ao custo 
ou ao benefícioprivado, refletido pelo sistema de preços. Quando o governo abre mão de parcela de seus recursos, 
mediante a concessão de incentivo fiscal a determinado setor ou produto, isso constitui uma externalidade 
positiva para as respectivas empresas. 
◯ Certo ◯ Errado 
Resolução: 
Primeiro, lembremos que falhas de mercado são fenômenos que impedem que a economia alcance o estágio de 
Estado de Bem-Estar Social (welfare economics), através do livre mercado, sem interferência do Governo. 
E externalidades são exemplos de falhas de mercado? Sim! 
Essas externalidades, ou consequências (para simplificar), podem ser positivas (quando o valor social for maior 
que o valor privado) ou negativas (quando o valor social for menor que o valor privado). A função alocativa do 
orçamento busca inibir atividades que causam externalidades negativas e incentivar atividades causam de 
externalidades positivas. 
Portanto, se o governo está abrindo mão de parcela de seus preciosos recursos, mediante a concessão de incentivo 
fiscal, só pode ser porque ele quer incentivar atividades causam de externalidades positivas, quer aumentar o valor 
social, como o aumento da oferta de empregos ou a redução dos índices de poluição (isso beneficia todo mundo). 
Para as respectivas empresas, isso constitui uma externalidade positiva. 
@ProfSergioMachado 
Intervenção e funções do orçamento 
 
 
 
 
 
 
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Gabarito: Certo 
14. CEBRASPE – CNJ – Analista judiciário– 2013 
A atuação em situações conhecidas como falhas de mercados é uma forma clássica de intervenção da 
administração na economia, sendo a provisão de bens públicos puros, cujo consumo é não excludente e não rival, 
um exemplo desse tipo de ação. Nesses termos, a oferta de serviços públicos de saúde poderia ser definida como 
típico caso de provisão de bens públicos. 
◯ Certo ◯ Errado 
Resolução: 
Vamos por partes: 
A atuação em falhas de mercados é uma forma de intervenção do Estado na economia? Sim! 
A função alocativa, por exemplo, se justifica nos casos em que não houver a necessária eficiência por parte do 
mecanismo de ação privada (sistema de mercado) e nos casos de provisão de bens públicos ou bens semipúblicos 
(bens meritórios), ou seja, quando ocorrerem falhas de mercado. 
E a provisão de bens públicos puros é um exemplo desse tipo de ação? Com certeza! Acabamos de ver isso. Quem 
faz isso é a função alocativa. 
O consumo de bens públicos puros é não excludente e não rival? Sim, também! Os bens públicos são 
caracterizados pela não rivalidade e não exclusão. 
A questão está indo muito bem. Tudo certo até aqui. 
Mas agora: a oferta de serviços públicos de saúde poderia ser definida como típico caso de provisão de bens 
públicos? Aí não! Serviços públicos de saúde são bens semipúblicos (e não bens públicos). Por isso que a questão 
ficou errada! 
Bens semipúblicos (ou bens meritórios) são bens que só podem ser usufruídos por quem tem dinheiro para pagar 
por eles. No entanto, eles são importantes todo mundo, para toda a sociedade. Por isso podem (e devem) ser 
ofertados também pelo Estado, justamente para evitar que a população de baixa renda seja excluída do seu 
consumo. Os bens semipúblicos podem e são oferecidos tanto pelo Estado quanto pelo mercado (particulares, 
empresas privadas). Dois bons exemplos de bens semipúblicos são: saúde e educação. 
Gabarito: Errado 
15. CEBRASPE – TJ-RR – Administrador– 2012 
Entre os motivos que ensejam a intervenção do Estado na economia inclui-se a existência de bens públicos e de 
externalidades. 
◯ Certo ◯ Errado 
@ProfSergioMachado 
Intervenção e funções do orçamento 
 
 
 
 
 
 
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Resolução: 
Sim! As falhas de mercado, a exemplo da existência de bens públicos e de externalidades, justificam a 
intervenção do Estado na economia. A existência das falhas de mercado torna necessária a presença do Governo, 
o estudo das funções do Governo, da teoria da tributação e do gasto público. 
Gabarito: Certo 
16. CEBRASPE – Polícia Federal – Agente– 2012 
Julgue os itens seguintes, acerca de noções de economia. 
Os governos exercem função alocativa para corrigir a alocação de recursos utilizados na produção de bens 
geradores de externalidades negativas; na presença de externalidades positivas, a intervenção governamental é 
desnecessária. 
◯ Certo ◯ Errado 
Resolução: 
Opa! A função alocativa se justifica quando ocorrerem falhas de mercado e externalidades (tanto as negativas 
quanto as positivas) são exemplos de falhas de mercado. 
Portanto, a intervenção governamental é necessária: 
� Na externalidade negativa: caso em que deverá haver um desincentivo governamental (maior tributação, 
multa, restrições, etc); 
� Na externalidade positiva: caso em que deverá haver um incentivo governamental (desoneração de 
tributos, subsídios, etc). 
O que é bom deve ser incentivado e o que é ruim deve ser desencorajado, certo? 
Mas a questão disse: o que é ruim deve ser desencorajado, mas o que é bom não precisa ser incentivado, afirmando 
que a atuação estatal no caso de externalidades positivas é desnecessária. Por isso que ela ficou errada! 
Gabarito: Errado 
17. CEBRASPE – PEFOCE – Perito criminal– 2012 
A respeito dos princípios de planejamento e de orçamento públicos, julgue o item seguinte. 
Escolhas orçamentárias na busca da estabilidade de preços, visando ao crescimento econômico, é uma função 
alocativa do orçamento. 
◯ Certo ◯ Errado 
Resolução: 
@ProfSergioMachado 
Intervenção e funções do orçamento 
 
 
 
 
 
 
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Opa, opa! Estamos falando de estabilidade de preços e crescimento econômico. Essa é uma função alocativa do 
orçamento? NÃO! Estamos falando da função estabilizadora, que tem como objetivo o uso da política econômica 
visando a um alto nível de emprego, à estabilidade dos preços e à obtenção de uma taxa apropriada de 
crescimento econômico. 
Você viu como as questões vão tentar lhe confundir somente trocando os conceitos das funções do orçamento? 
Gabarito: Errado 
18. CEBRASPE – TCU – Analista de controle externo – 2008 
Aspectos culturais, históricos, sociais e políticos evoluem ao longo do tempo, alterando a intensidade e a natureza das 
demandas da sociedade por maior ou menor intervenção do Estado na vida socioeconômica de um país. Em economias 
de mesmo tamanho, as necessidades de atuação estatal sofrem a influência de desigualdades regionais e sociais, cuja 
correção não dispensa a ação coletiva voltada para a eliminação dos fatores que concorrem para a preservação dessas 
disparidades. 
Fernando Rezende. Finanças públicas. 2.ª ed., São Paulo: Atlas, 2001, p. 34-5 (com adaptações). 
Tendo o fragmento de texto acima como referência inicial, julgue os itens a seguir. 
A teoria de finanças públicas consagra ao Estado o desempenho de três funções primordiais: alocativa, 
distributiva, e estabilizadora. A função distributiva deriva da incapacidade do mercado de suprir a sociedade de 
bens e serviços de consumo coletivo. Como esses bens e serviços são indispensáveis para a sociedade, cabe ao 
Estado destinar recursos de seu orçamento para produzi-los e satisfazer sua demanda. 
◯ Certo ◯ Errado 
Resolução: 
De fato, existem três funções econômicas primordiais do Estado: alocativa, distributiva e estabilizadora. 
Agora, o Estado produzindo e provendo bens e serviços públicos é função distributiva? Negativo! Isso é função 
alocativa! 
A função alocativa se justifica, dentre outros motivos, nos casos em que não houver a necessária eficiência por 
parte do mecanismo de ação privada (sistema de mercado), ou, como colocou a questão, “da incapacidade do 
mercado de suprir a sociedade de bens e serviços de consumo coletivo”. 
A função alocativa é o Estado oferecendo determinados bens e serviços necessários e desejados pela sociedade, 
porém que não são produzidos ou providos pela iniciativa privada.

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