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DIREITO CONSTITUCIONAL II Período 2025/1 Professor: Carlos Alberto de Moraes Ramos Filho TEMA: PROCEDIMENTO DAS AÇÕES DE CONTROLE ABSTRATO DE CONSTITUCIONALIDADE NO STF 1. Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) – Procedimento normal – Lei n. 9.868/1999 - Petição inicial (art. 3º) - Distribuição a um ministro para atuar como relator - Petição inicial inepta (art. 330, § 1º, CPC)1, não fundamentada ou manifestamente improcedente – indeferimento liminar pelo relator (art. 4º, caput) – cabe agravo (art. 4º, parágrafo único)2 - Informações (dos órgãos ou autoridades das quais emanou a lei ou o ato normativo impugnado) (art. 6º) – 30 dias - “Amici curiae” (art. 7º, § 2º) – facultativo – no prazo das informações - Advogado-Geral da União (art. 8º) – defenderá o ato impugnado (art. 103, § 3º, CF) – 15 dias - Procurador-Geral da República (art. 8º) (art. 103, § 1º, CF) – se não foi o autor – 15 dias - Relator: - se estiver esclarecido: lançará o relatório e pedirá dia para julgamento (art. 9º, caput) - se não estiver esclarecido (art. 9º, § 1º): poderá (facultativo): a) solicitar informações adicionais – 30 dias (art. 9º, § 3º) b) designar perito ou comissão de peritos para emissão de parecer sobre a questão – 30 dias (art. 9º, § 3º) e/ou c) fixar data para, em audiência pública, ouvir depoimentos de “amici curiae” – 30 dias (art. 9º, § 3º) - poderá (facultativo) solicitar informações aos Tribunais Superiores, aos Tribunais federais e aos Tribunais estaduais acerca da aplicação da norma impugnada no âmbito de sua jurisdição (art. 9º, § 2º) – 30 dias (art. 9º, § 3º) - Julgamento (arts. 22 a 24) – pelo Plenário (art. 97, CF) - Presença de pelo menos 8 ministros (art. 22) - Possibilidade (facultativo) de sustentação oral 1 Código de Processo Civil (CPC): Art. 330. A petição inicial será indeferida quando: I - for inepta; II - a parte for manifestamente ilegítima; III - o autor carecer de interesse processual; IV - não atendidas as prescrições dos arts. 106 e 321. § 1º Considera-se inepta a petição inicial quando: I - lhe faltar pedido ou causa de pedir; II - o pedido for indeterminado, ressalvadas as hipóteses legais em que se permite o pedido genérico; III - da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão; IV - contiver pedidos incompatíveis entre si. 2 CPC: Art. 331. Indeferida a petição inicial, o autor poderá apelar, facultado ao juiz, no prazo de 5 (cinco) dias, retratar-se. - Votos – para a declaração de constitucionalidade ou inconstitucionalidade – de pelo menos 6 ministros (art. 23) (art. 97, CF) - Comunicação à autoridade ou ao órgão responsável pela expedição do ato (art. 25) - Embargos declaratórios (art. 26) – erro, obscuridade, contradição ou omissão (art. 1.022, CPC) – facultativo – 5 dias (art. 1.023, CPC) - Trânsito em julgado da decisão – publicação no DJ e no DOU da parte dispositiva do acórdão (art. 28, caput) – 10 dias - Contra o descumprimento da decisão proferida pelo STF em ADI, caberá reclamação para a garantia da autoridade daquela decisão (art. 102, inciso I, alínea l, CF) 1.1. Medida Cautelar em ADI – Lei n. 9.868/1999 - Manifestação dos órgãos ou autoridades dos quais emanou a lei ou ato normativo impugnado (art. 10, caput) – 5 dias - Se houver urgência, sem tal manifestação (art. 10, § 3º) - A lei não menciona a manifestação dos “amici curiae” - Advogado-Geral da União e Procurador-Geral da República (art. 10, § 1º) – facultativo – 3 dias (prazo comum) - Julgamento – pelo Plenário (art. 10, caput), salvo período de recesso (caso em que poderá o relator conceder a cautelar, ad referendum do Tribunal Pleno) - Presença de pelo menos 8 ministros (art. 10, caput c/c art. 22) - Possibilidade (facultativo) de sustentação oral (art. 10, § 2º) - Votos – para a concessão da cautelar – de pelo menos 6 ministros (art. 10, caput) - Concedida a cautelar – publicação no DJ e no DOU da parte dispositiva do acórdão (art. 11, caput) – 10 dias - Segue o procedimento da ADI a partir das informações (art. 11, caput) 1.2. Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) – Procedimento sumário – Lei n. 9.868/1999 (art. 12) – facultativo para o relator – relevância da matéria e de seu especial significado para a ordem social e a segurança jurídica (e desde que haja pedido de medida cautelar) - Informações (dos órgãos ou autoridades das quais emanou a lei ou o ato normativo impugnado) – 10 dias - A lei não menciona a manifestação dos “amici curiae” - Advogado-Geral da União (art. 8º) – defenderá o ato impugnado (art. 103, § 3º, CF) – 5 dias - Procurador-Geral da República (art. 8º) (art. 103, § 1º, CF) – 5 dias - Plenário do STF: - julga o mérito (não o pedido da medida cautelar) – facultativo para o Tribunal ou - aprecia o pedido da medida cautelar (e deixa pro futuro a apreciação do mérito) 2. Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO) – Lei n. 9.868/1999 – aplica- se, no que couber, o procedimento da ADI (art. 12-E, caput) - Petição inicial (art. 12-B) - Distribuição a um ministro para atuar como relator - Petição inicial inepta, não fundamentada ou manifestamente improcedente – indeferimento liminar pelo relator (art. 12-C, caput) – cabe agravo (art. 12-C, parágrafo único) - Informações (dos órgãos ou autoridades responsáveis pela omissão inconstitucional) – 30 dias (art. 12-E, caput c/c art. 6º) - “Amici curiae” (art. 12-E, caput c/c art. 7º, § 2º) – facultativo – no prazo das informações - Manifestação dos demais titulares/legitimados (art. 12-E, § 1º)3 – facultativo – no prazo das informações - Advogado-Geral da União (art. 12-E, § 2º) – facultativo – 15 dias - Procurador-Geral da República – se não foi o autor (art. 12-E, § 3º) (art. 103, § 1º, CF) – 15 dias após o decurso do prazo das informações - Relator: - se estiver esclarecido: lançará o relatório e pedirá dia para julgamento (art. 12-E, caput c/c art. 9º, caput) - se não estiver esclarecido: poderá (facultativo) adotar as providências do art. 9º, § 1º (art. 12-E, caput) - Julgamento pelo Plenário (art. 12-H, § 2º c/c arts. 22 e 23) - Presença de pelo menos 8 ministros (art. 12-H, § 2º c/c art. 22) - Possibilidade (facultativo) de sustentação oral - Votos – para a declaração da inconstitucionalidade por omissão – de pelo menos 6 ministros (art. 12-H, § 2º c/c art. 23) - Declarada a inconstitucionalidade por omissão: comunicação ao Poder competente para a adoção das providências necessárias (para fazer cessar a omissão inconstitucional) e, em se tratando de órgão administrativo, para fazê-lo em 30 dias (art. 103, § 2º, CF) ou em prazo razoável a ser estipulado excepcionalmente pelo Tribunal, tendo em vista as circunstâncias específicas do caso e o interesse público envolvido (art. 12-H, § 1º). - Embargos declaratórios (art. 12-H, § 2º c/c art. 26) – erro, obscuridade, contradição ou omissão (art. 1.022, CPC) – facultativo – 5 dias (art. 1.023, CPC) - Trânsito em julgado da decisão – publicação no DJ e no DOU da parte dispositiva do acórdão (art. 12-H, § 2º c/c art. 28, caput) – 10 dias 2.1. Medida Cautelar em ADO – Lei n. 9.868/1999 - Manifestação dos órgãos ou autoridades responsáveis pela omissão inconstitucional (art. 12-F, caput) – 5 dias - A lei não menciona a manifestação dos “amici curiae” - A lei não menciona a manifestação do Advogado-Geral da União - Procurador-Geral da República (art. 12-F, § 2º) – facultativo – 3 dias - Julgamento – pelo Plenário (art. 12-F, caput) – a lei não menciona período de recesso - Presença de pelo menos 8 ministros (art. 12-F, caput c/c art. 22) - Possibilidade (facultativo) de sustentação oral (art. 12-F, § 3º) - Votos – para a concessão da cautelar – de pelo menos 6 ministros (art. 12-F, caput) - Concedida a cautelar – publicação no DJ e no DOU da parte dispositiva do acórdão (art. 12-G) – 10 dias - A medida cautelar poderá consistir na suspensão da aplicaçãoda lei ou do ato normativo questionado, no caso de omissão parcial, bem como na suspensão de processos judiciais ou de procedimentos administrativos, ou ainda em outra providência a ser fixada pelo STF (art. 12-F, § 1º) - Segue o procedimento da ADO a partir das informações (art. 12-G) 3 Ressalte-se que dispositivos equivalentes ao § 1º do art. 12-E da Lei n. 9.868/1999 (nesta inserido pela Lei n. 12.063/2009) e haviam sido previamente vetados relativamente aos procedimentos da ADI (art. 7º, § 1º) e da ADC (art. 18, § 1º). 3. Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) – Lei n. 9.868/1999 - Petição inicial (art. 14) - Distribuição a um ministro para atuar como relator - Petição inicial inepta, não fundamentada ou manifestamente improcedente – indeferimento liminar pelo relator (art. 15, caput) – cabe agravo (art. 15, parágrafo único) - Não há informações (pois não há lei nem ato normativo impugnado) - A lei não menciona a manifestação dos “amici curiae”4 - A lei não menciona a manifestação do Advogado-Geral da União (pois não há lei nem ato normativo a ser defendido) - Procurador-Geral da República (art. 19) (art. 103, § 1º, CF) – se não foi o autor – 15 dias - Relator: - se estiver esclarecido: lançará o relatório e pedirá dia para julgamento (art. 20, caput) - se não estiver esclarecido (art. 20, § 1º): poderá (facultativo): a) solicitar informações adicionais – 30 dias (art. 20, § 3º) b) designar perito ou comissão de peritos para emissão de parecer sobre a questão – 30 dias (art. 20, § 3º) e/ou c) fixar data para, em audiência pública, ouvir depoimentos de “amici curiae” – 30 dias (art. 20, § 3º) - poderá (facultativo) solicitar informações aos Tribunais Superiores, aos Tribunais federais e aos Tribunais estaduais acerca da aplicação da norma questionada no âmbito de sua jurisdição (art. 20, § 2º) – 30 dias (art. 20, § 3º) - Julgamento (arts. 22 a 24) – pelo Plenário (art. 97, CF) - Presença de pelo menos 8 ministros (art. 22) - Possibilidade (facultativo) de sustentação oral - Votos – para a declaração de constitucionalidade ou inconstitucionalidade – de pelo menos 6 ministros (art. 23) (art. 97, CF) - Comunicação à autoridade ou ao órgão responsável pela expedição do ato (art. 25) - Embargos declaratórios (art. 26) – erro, obscuridade, contradição ou omissão (art. 1.022, CPC) – facultativo – 5 dias (art. 1.023, CPC) - Trânsito em julgado da decisão – publicação no DJ e no DOU da parte dispositiva do acórdão (art. 28, caput) – 10 dias - Contra o descumprimento da decisão proferida pelo STF em ADC, caberá reclamação para a garantia da autoridade daquela decisão (art. 102, inciso I, alínea l, CF) 3.1. Medida Cautelar em ADC – Lei n. 9.868/1999 - A lei não menciona a manifestação de órgãos ou autoridades dos quais emanou a lei ou ato normativo questionado - A lei não menciona a manifestação dos “amici curiae” 4 O dispositivo que versaria sobre a possibilidade de manifestação dos “amici curiae” era o § 2º do art. 18 da Lei n. 9.868/1999, mas acabou restando vetado sob a justificativa de que o veto ao § 2º constitui consequência do veto ao § 1º. No entanto, cabe destacar que não foi adotado idêntico raciocínio quanto ao art. 7º do mesmo diploma legal, relativamente ao qual vetou-se apenas o § 1º, mas não o § 2º. Cabe destacar que, nas razões de veto ao § 2º do art. 18 da Lei n. 9.868/1999, é mencionada a possibilidade de o STF, por meio de interpretação sistemática, admitir no processo da ADC a manifestação de “amicus curiae”, utilizando-se da abertura processual prevista para a ADI no § 2º do art. 7º. - A lei não menciona a manifestação do Advogado-Geral da União - A lei não menciona a manifestação do Procurador-Geral da República - Julgamento – pelo Plenário (art. 12-F, caput) – a lei não menciona período de recesso - Diversamente do que se dá com a cautelar em ADI (art. 10, caput) e em ADO (art. 12-F, caput), a Lei n. 9.868/1999, ao dispor sobre a cautelar em ADC (art. 21, caput), não determina a observância do disposto no art. 22. Apesar do exposto, entendo ser necessária a presença de pelo menos 8 ministros - A lei não menciona a possibilidade de sustentação oral - Votos – para a concessão da cautelar – de pelo menos 6 ministros (art. 21, caput) - Concedida a cautelar – publicação no DOU (a lei não menciona o DJ) da parte dispositiva do acórdão (art. 21, parágrafo único) – 10 dias - A medida cautelar consistirá na determinação de que os juízes e os Tribunais suspendam o julgamento dos processos que envolvam a aplicação da lei ou do ato normativo objeto da ação até seu julgamento definitivo (art. 21, caput) - Segue o procedimento da ADC, que deverá ser julgada em 180 dias, sob pena de perda da eficácia da medida cautelar (art. 21, parágrafo único) 4. Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) – Lei n. 9.882/1999 - Petição inicial (art. 3º) - Distribuição a um ministro para atuar como relator - Petição inicial inepta, ou que não cumpra os requisitos legais ou quando não seja o caso de ADPF – indeferimento liminar pelo relator (art. 4º, caput) – cabe agravo (art. 4º, § 2º) - Informações (dos órgãos ou autoridades responsáveis pela prática do ato questionado) (art. 6º) – 10 dias - Relator – se entender necessário poderá (facultativo) (art. 6º, § 1º)5: a) ouvir as partes nos processos que ensejaram a ADPF b) requisitar informações adicionais c) designar perito ou comissão de peritos para que emita parecer sobre a questão, e/ou d) fixar data para declarações, em audiência pública, de “amici curiae” - O Relator poderá (facultativo), ainda, autorizar, por requerimento dos interessados no processo, a juntada de memoriais (art. 6º, § 2º)6 - A lei não menciona a manifestação do Advogado-Geral da União (só menciona quanto à liminar – art. 5º, § 2º) - Procurador-Geral da República – se não foi o autor (art. 7º, parágrafo único) (art. 103, § 1º, CF) – 5 dias - Relator: lançará o relatório e pedirá dia para julgamento (art. 7º, caput) - Julgamento – pelo Plenário (art. 97, CF) - Presença de pelo menos 2/3 (dois terços) dos Ministros, ou seja, 8 ministros (art. 8º, caput) - Possibilidade (facultativo) de sustentação oral (art. 6º, § 2º) - Votos – a lei não menciona o quórum para a declaração de constitucionalidade no processo de ADPF7 – de pelo menos 6 ministros (art. 97, CF) 5 A lei não menciona o prazo, mas entendo, a partir de uma interpretação do caput do art. 7º, que deve ser no prazo das informações. 6 A lei não menciona o prazo, mas entendo, a partir de uma interpretação do caput do art. 7º, que deve ser no prazo das informações. 7 O dispositivo que versaria sobre o quórum para o julgamento da ADPF era o § 1º do art. 8º da Lei n. 9.882/1999, mas acabou restando vetado. - Comunicação à autoridade ou ao órgão responsável pela prática dos atos questionados, fixando-se as condições e o modo de interpretação e aplicação do preceito fundamental (art. 10, caput) - A lei não menciona a possibilidade de embargos declaratórios - Trânsito em julgado da decisão – publicação no DJ e no DOU da parte dispositiva do acórdão (art. 10, § 2º) – 10 dias - Contra o descumprimento da decisão proferida pelo STF em ADPF, caberá reclamação (art. 13) para a garantia da autoridade daquela decisão (art. 102, inciso I, alínea l, CF) 4.1. Medida liminar em ADPF – Lei n. 9.882/1999 - Manifestação dos órgãos ou autoridades responsáveis pelo ato questionado, do Advogado-Geral da União e/ou do Procurador-Geral da República (art. 5º, § 2º) – facultativo – 5 dias (prazo comum) - A lei não menciona a manifestação dos “amici curiae” - Julgamento – pelo Plenário (art. 5º, caput), salvo período de recesso ou em caso de extrema urgência ou perigo de lesão grave (casos em que poderá o relator conceder a liminar, ad referendum do Tribunal Pleno) - A Lei n. 9.882/1999 não estabelece o número mínimo de Ministrosque devem estar presentes para a concessão da liminar em ADPF – Mas aplicando por analogia o disposto no caput do art. 8º, seria necessária a presença de pelo menos 2/3 (dois terços) dos Ministros, ou seja, 8 Ministros - A lei não menciona a possibilidade de sustentação oral no julgamento da liminar (só quanto à ADPF em si – art. 6º, § 2º) - Votos – para a concessão da liminar – de pelo menos 6 ministros (art. 5º, caput) - a lei não menciona o dever de publicação da parte dispositiva da decisão que concede a liminar - A medida cautelar poderá consistir na determinação de que juízes e tribunais suspendam o andamento de processo ou os efeitos de decisões judiciais, ou de qualquer outra medida que apresente relação com a matéria objeto da ADPF, salvo se decorrentes da coisa julgada (art. 5º, § 3º) - Segue o procedimento da ADPF a partir das informações (art. 6º, caput) Observação: A Lei n. 9.868/1999 estabelece que, proposta a ação, não se admite desistência de ADI (art. 5º), ADO (art. 12-D) ou ADC (art. 16). A Lei n. 9.882/1999 não trouxe dispositivo correlato relativamente à ADPF. TEMA: EFEITOS DAS DECISÕES NO CONTROLE CONCENTRADO DE CONSTITUCIONALIDADE 1. ADI 1.1. Cautelar: a) Eficácia subjetiva: contra todos (“erga omnes”) (art. 11, § 1º, Lei n. 9.868/1999) b) Eficácia temporal: em regra, “ex nunc” (para frente), mas excepcionalmente “ex tunc” (para trás, efeitos retroativos) (art. 11, § 1º, Lei n. 9.868/1999) – a lei não diz o fundamento c) Efeito repristinatório (art. 11, § 2º, Lei n. 9.868/1999) 1.2. Decisão final de mérito: a) Eficácia subjetiva: eficácia contra todos (“erga omnes”) e efeito vinculante, relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal (art. 102, § 2º, CF) b) Eficácia temporal: - se julgada procedente: em regra, “ex tunc” (para trás), mas excepcionalmente “ex nunc” (para frente, efeitos prospectivos) (art. 27, Lei n. 9.868/1999) – fundamento: razões de segurança jurídica ou de excepcional interesse social - se julgada improcedente: “ex tunc” (para trás) c) Efeito repristinatório (não há fundamento legal) d) Efeito dúplice (art. 24, Lei n. 9.868/1999) 2. ADO 2.1. Cautelar: a) Eficácia subjetiva: contra todos (“erga omnes”) ?? (art. 12-F, § 1º, Lei n. 9.868/1999) b) Eficácia temporal: em regra, “ex nunc” (para frente) ?? (art. 12-F, § 1º, Lei n. 9.868/1999) 2.2. Decisão final de mérito: a) Eficácia subjetiva: eficácia contra todos (“erga omnes”) e efeito vinculante, relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal (art. 102, § 2º, CF) b) Eficácia temporal: ?? 3. ADC 3.1. Cautelar: a) Eficácia subjetiva: contra todos (“erga omnes”) ?? (art. 21, Lei n. 9.868/1999) b) Eficácia temporal: em regra, “ex nunc” (para frente) ?? (art. 21, Lei n. 9.868/1999) 3.2. Decisão final de mérito: a) Eficácia subjetiva: eficácia contra todos (“erga omnes”) e efeito vinculante, relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal (art. 102, § 2º, CF) b) Eficácia temporal: - se julgada procedente: “ex tunc” (para trás) - se julgada improcedente: em regra, “ex tunc” (para trás), mas excepcionalmente “ex nunc” (para frente, efeitos prospectivos) (art. 27, Lei n. 9.868/1999) – fundamento: razões de segurança jurídica ou de excepcional interesse social c) Efeito dúplice (art. 24, Lei n. 9.868/1999) 4. ADPF A Lei n. 9.882/1999 não estabelece os efeitos da decisão que concede liminar em ADPF. Decisão final de mérito: - Eficácia subjetiva: eficácia contra todos (“erga omnes”) e efeito vinculante relativamente aos demais órgãos do Poder Público (art. 10, § 3º, Lei n. 9.882/1999) - Eficácia temporal: em regra, “ex tunc” (para trás), mas excepcionalmente “ex nunc” (para frente) (art. 11, Lei n. 9.882/1999)