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ÍNDICE 1. INTRODUÇÃO.....................................................................................................................02 2. SOBREVIVÊNCIA POLICIAL...............................................................................................03 2.1 Influência da Mídia.........................................................................................................04 2.2 Ângulo de Ricochete......................................................................................................04 2.3 Policiais estarão sempre em desvantagens..................................................................04 2.4 Triângulo da sobrevivência............................................................................................05 2.5 Estado mental de sobrevivência....................................................................................05 2.6 Conclusão......................................................................................................................06 3. ASPECTOS JURÍDICOS APLICADOS................................................................................07 4. NORMAS DE SEGURANÇA COM ARMAMENTO..............................................................08 4.1 Procedimentos com o armamento durante o serviço....................................................12 4.2 Procedimentos com o armamento durante as instruções de tiro...................................12 5. EQUIPAMENTOS INDIVIDUAIS..........................................................................................13 5.1 Coldre e Porta-carregador (arma curta).........................................................................13 5.2 Bandoleira e Porta-carregador (arma longa).................................................................17 6. MANEJO...............................................................................................................................18 7. MECANISMOS DE SEGURANÇA.......................................................................................19 8. TÉCNICAS DE TIRO............................................................................................................19 8.1 Saque.............................................................................................................................19 8.2 Posição..........................................................................................................................20 8.3 Empunhadura................................................................................................................26 8.4 Visada............................................................................................................................29 8.5 Respiração.....................................................................................................................30 8.6 Acionamento da tecla do gatilho....................................................................................30 8.7 Controle do Resultado (Follow Through) ......................................................................31 9. CARGA E RECARGA...........................................................................................................32 9.1 Carga e recarga Administrativa.....................................................................................32 9.2 Recarga Tática...............................................................................................................32 9.3 Recarga de Combate.....................................................................................................32 9.4 Recarga (Revólver)........................................................................................................33 10. INTERRUPÇÃO CÍCLICA (PANE).......................................................................................34 10.1 Causas e Soluções...................................................................................................34 10.2 Causas e Soluções para Revólver...........................................................................37 11. CONSIDERAÇÕES FINAIS.................................................................................................39 12. GLOSSÁRIO DE TERMOS TÉCNICOS..............................................................................40 13. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.....................................................................................55 14. SITES CONSULTADOS.......................................................................................................55 1. INTRODUÇÃO Na execução do Policiamento Ostensivo, o envolvimento do Policial Militar em ocorrência pode acontecer de várias maneiras, passando pela simples orientação e chegando ao ápice da necessidade de repelir uma ação agressora utilizando-se de sua arma de fogo. Portanto, é preciso que o policial mantenha-se preparado para o enfrentamento das mais variadas situações que possa encontrar durante sua jornada de trabalho e mesmo de folga. É primordial que ele tenha conhecimento da Lei e domine as técnicas policiais, para que possa agir com segurança e suas ações sejam profissionais e alicerçadas na legalidade. O policial tem que ser consciente acerca do seu dever e de sua capacitação para fazer uso da sua arma de fogo. Deve saber atirar com eficiência, sendo preciso e rápido, e efetuar seus disparos no momento certo, para que a arma que tem a finalidade de defender a sociedade não se volte contra ela. A utilização de uma arma de fogo exige treinamento prático e preparo psicológico, os quais são buscados exaustivamente para que o policial atirador possa obter a precisão que seu trabalho exige, para minimizar e até eliminar a temida possibilidade de erro. Para que o policial possa obter o disparo preciso, é preciso o conhecimento de técnicas e fundamentos para o tiro policial, desde o conhecimento da arma e munição até o tiro propriamente dito. Essa apostila é revestida de informações necessárias para diminuir ou até evitar incidentes e acidentes de tiro. O conteúdo oferecido refere-se ao treinamento de tiro, segurança e manuseio com o armamento, sendo este atualizado em termos técnicos e táticos e bem adequado às situações vivenciadas no dia à dia do serviço do Policial Militar, quer esteja ele na reserva de armamento, no serviço policial diário ou no estande de tiro. Questões de segurança com o armamento bem como a “boa técnica” no seu emprego precisam de dedicação e preparo constante de todos os Policiais Militares, pois, são de suma importância para a manutenção da imagem da Polícia Militar como Instituição de Segurança Pública preocupada em prestar um serviço de qualidade à sociedade, zelando ainda pelo seu bem maior, que é a vida de seus Policiais. Na vida nada é mais importante que a própria vida e se a instrução de tiro lida com a vida e com a morte ela acaba sendo a mais importante, de maior responsabilidade e conseqüências entre todas as instruções. “não basta saber atirar, mas é preciso saber quando atirar e executar procedimentos, pois na quase totalidade das vezes, não são os disparos e sim os procedimentos certos executados é que preservam vidas". CEL PMSP RR Nilson Giraldi 2. SOBREVIVÊNCIA POLICIAL Neste momento, em algum lugar, alguém pode estar treinando para matar você. “PREPARE-SE!” Dados de relatórios e pesquisas anuais do FBI de 1982 a 2004. Livros e periódicos policiais de grande circulação nos EUA. Publicações de autores mundialmente reconhecidos pelo conhecimento técnico da prática policial: · 70% dos confrontos letais para policiais ocorreram durante missões aparentemente rotineiras. · 85% das distâncias nos tiroteios são menores do que 5 metros. · Em quase 100% dos casos, o tempo dos confrontos não excedeu os 3 segundos. · A média de disparos foi de 3 tiros, contando policial e agressor. · 60% dos policiais mortos em serviço sequer conseguiram sacar suas armas. · 27% atiraram de volta e apenas 13% conseguiram atingir seus agressores · Apenas 1% dos confrontos letais ocorreu sem nenhumHumanos, para servir e proteger a Sociedade, e a si próprio, tendo, como prioridade, a preservação da vida e da integridade física das pessoas, a começar da sua e das pessoas inocentes; também daquelas contra as quais não há necessidade de disparos (agressoras), livrando-o, assim, de pesados processos e condenações e, como última alternativa o disparo, dentro da “legalidade”, calcado na “necessidade”, “oportunidade”, “proporcionalidade” e “qualidade”, com o propósito de tentar paralisar uma ação violenta e covarde, por parte do agressor, contra a vida de alguém, inclusive a sua. Um disparo dentro dessas circunstâncias jamais levará seu autor a ser condenado por ele nos Tribunais. Minuteria Eletrônica: Consiste em um aparelho eletrônico, utilizado no Saque Rápido, que gira os alvos ao final de um tempo estimado, de maneira que o atirador não possa mais efetuar disparos naquele alvo. Mira Ajustável ou Regulável: Sistema de mira regulável, que permite a correção na altura, elevação ou em ambos os sentidos. Mira Laser: Apontador Laser. Sistema de mira que emite um raio laser sobre o alvo definindo o local a ser atingido, através de ponto luminoso. Mira Noturna: Equipamento de visão noturna; conjunto de miras para o tiro noturno, que normalmente utiliza sistema infravermelho. Mira Telescópica: Sistema telescópico de mira ou visada, basicamente composto por uma luneta e um suporte, devidamente afixado sobre a arma, através do qual se faz a visada e enquadramento do alvo. Miras Fixas: Aparelho de pontaria, sem dispositivo para regulagem ou correção de desvio lateral ou altura. Modified: Categoria do tiro desportivo, onde as armas podem ser modificadas em sua estrutura, devendo obedecer a alguns limites. Está entre as categorias Standard e Open. Mola Real: Denominação dada à mola que promove a ação e movimentação do cão de um revólver ou pistola. Mola Recuperadora: Mola geralmente helicoidal, localizada no interior de armas automáticas e semi-automáticas; opondo-se à abertura do ferrolho e, quando este chega ao fim de seu curso, armazenou energia suficiente para fazê-lo voltar à posição inicial. Movimento de Rotação do Projétil: Movimento que o projétil realiza durante sua trajetória, em torno do seu próprio eixo, proporcionado pelos raiamentos dos canos, portanto, projéteis expelidos por armas de alma lisa não realizam este movimento. Movimento de Translação do Projétil: Movimento que o projétil pode realizar durante sua trajetória em função de um deslocamento de seu eixo passando a exercer uma rotação longitudinal. Munição: Artefato completo, pronto para o disparo de uma arma, cujo efeito desejado pode ser: destruição, iluminação ou ocultamento do alvo; efeito moral sobre pessoal; exercício; manejo; outros efeitos especiais. Munição +P: Munição carregada com maior carga, gerando maior pressão que a “standard”, visando aumentar a velocidade e energia do projétil. Munição +P+: Munição desenvolvida recentemente, com vistas ao uso policial e com níveis de velocidade e pressão ainda maiores que os da munição +P. Munição de Festim: Munição carregada com Pólvora Negra ou pólvora especial sem fumaça, não possuindo projétil. Utilizada normalmente para simular o tiro, sinalizar partidas de corridas, produções teatrais, exercícios militares e treinamento de cães. Munição de Manejo: Munição destinada exclusivamente à instrução no manejo do mecanismo de repetição, de carregar e descarregar o depósito e câmara, possuindo em seu estojo sulcos estriados ou até mesmo orifícios, sendo inerte, não possuindo nem pólvora nem espoleta real. Munição Perfurante: Aquela que tem a capacidade de romper obstáculos sólidos e blindagens sem se deformar ou com o mínimo de deformação. Munição Subsônica: Munição desenvolvida para operar a velocidades inferiores à do som, para uso em armamento provido de silenciadores. Munição Traçante: Munição composta de projétil portador de substância química, normalmente à base de fósforo ou magnésio, que se inflama, deixando em seu percurso um rastro luminoso, cuja finalidade é identificar a trajetória e o local do impacto. Municiar: Operação de manejo que consiste em colocar os cartuchos nos carregadores da arma ou no tambor de um revólver. N Nega: Ocorre quando o gatilho é acionado, promovendo a percussão, porém não há a deflagração do cartucho, por defeito em um de seus componentes. Mais comum apresentar em munições velhas ou mal conservadas. Niquelado: Revestimento de níquel através de banho eletrolítico. Utilizado em armas para proteção e acabamento. NRA: (abrev.) National Rifle Association; modalidade de tiro desportivo em que o atirador apura a sua precisão em diferentes distâncias. O Obréa: O mesmo que obreia. Pedaço redondo ou quadrado de material adesivo, normalmente papel, utilizado para fechar os orifícios dos tiros dados no alvo, permitindo nova série de tiros. Open: Categoria do tiro desportivo, onde as armas podem ser totalmente modificadas em sua estrutura para aumentar a velocidade do tiro. Oxidação: Ato ou processo de imergir as peças metálicas da arma num banho fervente de sais metálicos e água, deixando-as com tonalidade azul, promovendo sobre a superfície uma partícula para impedir a oxidação. Oxidar: Ato de promover uma película protetora, geralmente preta ou azul escura, através de banho químico. P Para-balas: Estrutura existente atrás de um alvo que recebe os impactos dos tiros. Passo do Raiamento: Ângulo de inclinação das raias existente dentro do cano de uma arma, o qual determina o número de rotações que o projétil irá alcançar. Passos da Raias: Espaços entre os filetes das raias. Pepper Popper: Nome dado ao alvo metálico recortado, de pequenas dimensões, com formatos variados, mas sempre com uma área redonda maior. Percussor: Tem a mesma finalidade do percutor, todavia, é móvel e, embora, independente do cão, dele é dependente para percutir a espoleta. Percutor: Componente das armas de fogo que atinge a espoleta em um cartucho detonando-a. Articula-se com o cão da arma, sendo, portando, usinando junto a este. Pistol-grip: Empunhadura de pistola utilizada em armas longas. Plastilina: Massa para modelar de textura similar ao da argila; diz-se de substância sintética utilizada em testes balísticos tendo características similares às dos tecidos humanos. Plate: Tipo de alvo metálico, no formato de um prato; gongo. Poder de Polícia: conforme Caio Tácito, poder de polícia é, em suma, o conjunto de atribuições concedidas à Administração Pública para disciplinar e restringir, em favor do interesse público adequado, direitos e liberdades individuais. E segundo Álvaro Lazzarini, o poder de polícia legitima a ação e a própria existência da Polícia, fundamenta, portanto, o poder da Polícia. Pólvora: Material sólido, que ao entrar em combustão (gradual) libera gases. Funciona como propelente do projétil, uma vez que o estojo é fechado em uma extremidade e o gás tem que escapar por onde existe menor resistência. Existem dois tipos básicos: Pólvora Negra, hoje praticamente em desuso e as Pólvoras sem Fumaça, que podem ser de Base Simples, Dupla e Tripla. Polvorímetro: Dosador regulável de pólvora. Ponta: Terminologia popular para definir o projétil de arma de fogo. Pontas Jaquetadas: São projéteis de chumbo, envolvidos por uma carapaça de cobre ou alumínio. Comumente são empregados em armas automáticas e semi-automáticas, devido a sua maior confiabilidade no que diz respeito à alimentação. Seu desenho é geralmente ogival, permitindo-lhe uma boa penetração, porém o corte deixado no corpo de um indivíduo por esse tipo de projétil possui uma baixa carga traumática, já que a ferida possui um canal estreito. Ponto de Impacto: Local que o projétil atinge quando é disparado. Porte de Arma: Direito ou licença de um cidadão de possuir uma arma de fogo. Magistrados, militares, policiais, promotores, procuradores e defensores públicos têm direito garantido a porte de arma. Profissionais de segurança privada têm direito ao porte em serviço. Possede Arma: Ter arma de fogo, legal ou não, ao alcance e disponível para uso. No caso da posse ilegal de arma, o usuário fica sujeito à prisão. Production: Categoria do tiro desportivo, onde as armas não podem ser modificadas em sua estrutura, devendo ser utilizada como veio da fábrica. Projéteis Semi-Encamisados: São aqueles em que a jaqueta de cobre (ou alumínio) não chega a cobrir todo o projétil, deixando sua ponta de chumbo exposta. Podem ser de ponta oca ou de ponta macia, possuindo maior expansão e maior penetração, respectivamente. São munições comumente empregadas em revólveres, em especial os de calibre. 357 Magnum, sendo que a de ponta oca é considerada a mais efetiva para o uso desse calibre. Pump Action: Anglicismo ; Nome do sistema operacional de armas de repetição no qual o mecanismo é operado pelo deslocamento manual da “telha” da arma, que é móvel, e a cada movimento efetua a carga, ejeção e remuniciamento. Q Quebra-Chamas: Dispositivo montado à frente do cano de armas militares destinado a reduzir a chama gerada pelo disparo. R Raiamento: Estrias helicoidais existentes no interior do cano de uma arma que fazem com que o projétil adquira um movimento de rotação necessário para estabilizar-se durante a trajetória. Raias: Sulcos feitos na parte interna (alma) dos canos ou tubos das armas de fogo, geralmente de forma helicoidal, que têm a finalidade de propiciar o movimento de rotação dos projéteis, ou granadas, que lhes garante estabilidade na trajetória. Rajada: Tiro contínuo, também conhecido como modulo automático. Rampa: Acesso (plano inclinado) pelo qual a munição é conduzida à câmara de uma arma automática ou semi-automática. Recarga: Reconstituição de um cartucho já deflagrado e dilatado. O cartucho é recalibrado, retirado a espoleta, limpo e montado novamente para ser reutilizado. Recarga de combate, rápida ou emergencial: ocorre em situações de confronto armado quando as munições do armamento utilizando findam-se, sendo necessária a inserção de mais munições para continuar a manutenção de fogo. Recarga Tática: Realizada em ambiente de ocorrência, mas não em confronto, trocam-se os carregadores e as munições da primeira carga por um novo carregador ou munições, geralmente abrigados e com apoio de cobertura da equipe. Recuo: Energia resultante do disparo de um cartucho, que lança a arma para cima e para trás. Decorre da força de ação e reação da queima da pólvora, onde o projétil é lançado para frente pelo cano e o estojo lançado para trás, junto com a arma com folgas nas medidas ou indicações prescritas nos manuais técnicos. Repetição: Sistema de alimentação de uma arma no qual o usuário tem que acionar o mecanismo, após cada tiro, para alimentar a mesma. Retardo: Fenômeno que ocorre quando, por defeito na munição, a carga de projeção vem a se inflamar alguns instantes depois de percutida a espoleta. Ocorre com munições velhas ou mal acondicionadas, e pode representar grande risco de acidente. Retém do Carregador: Dispositivo que fixa o carregador na armação (chassi) da arma, liberando-o mediante sua compressão. Ricochete: Desvio do projétil após colidir com uma superfície sólida ou líquida. S S&W: (abrev.) Smith & Wesson (fabricante norte-americano de Armas de Fogo). Sarilho: Peça utilizada para alojar e guardar armas. Saque Rápido: Modalidade de tiro desportivo em que o atirador apura a sua velocidade combinada com a precisão em diferentes distâncias, utilizando para tal o sistema de minuteria. Seletor de Tiros: Tecla de armas automáticas, geralmente situada na culatra, que permite fazer tiros seletivos, sejam intermitentes ou de rajada, com a alteração da posição da mesma podendo também efetuar “bursts” rajadas curtas. Semi-Automático: Mecanismo, pelo qual, numa única movimentação do gatilho, a arma carregada e engatilhada dispara o tiro, ejeta o estojo deflagrado, insere outro cartucho e rearma o gatilho para novo disparo. Este mecanismo é movido pelos gases da queima da pólvora, não devendo ser confundido com Automático. Silenciador: Denominação errônea para o termo “Supressor”, em que um dispositivo é acoplado à boca do cano para reduzir o som do tiro. Não existem dispositivos que silenciam a arma. Apenas reduzem o ruído provocado pelo disparo. Silhueta: Desenho do perfil de uma pessoa ou objeto, segundo os contornos que sua sombra projeta que é utilizado em alvos. Slide: Mesmo que ferrolho. Speed Loader: Mesmo que Jet Loader. Standard: Categoria do tiro desportivo, onde as armas podem ser modificadas em sua estrutura, devendo obedecer a alguns limites. As modificações são menores que as da categoria Modified. Stock: Parte traseira da arma também chamada de culatra. Stopping Power: ou Stop Power que na tradução literal equivale a Poder de parada. Representa a capacidade de determinada munição neutralizar a ação de um agressor com apenas um tiro, colocando-o fora de combate, e preferencialmente sem necessidade de matá-lo. T Telha: Parte anterior de apoio em Armas Longas, feita de madeira, nylon ou outros materiais. Timer: Anglicismo; dispositivo eletrônico para calcular o tempo que o Atirador leva para completar sua série de tiros. Tiro a Queima Roupa: Disparado com o cano encostado no alvo. Tiro a Seco: Ação de disparar uma arma sabidamente descarregada, com o objetivo de melhor controle do gatilho ou exame funcional da arma. Tiro Cego: Disparado aleatoriamente, sem pontaria. Tiro de Precisão: Modalidade de tiro desportivo que consiste em acertar o alvo a longa distância, entre 25 e 200 metros, utilizando armas curtas e longas, podendo o alvo estar completo ou meiado, coberto por uma camada de papel de cor diferente, de maneira a dificultar o tiro e auferir uma melhor precisão. Tiro Instintivo: Efetuado sem utilização do aparelho de pontaria valendo-se da visão periférica ou secundária. Utilizado no “Método Giraldi”. Tiro Visado: Efetuado com a utilização do aparelho de pontaria, valendo-se da visão primária. Trajetória: Após sair do cano o projétil mostra um percurso em arco, no plano vertical. Se este arco é mais pronunciado ou não, depende da velocidade de saída do projétil e o seu coeficiente balístico. Trancamento: Consiste na obturação completa e perfeita da câmara pela culatra ou ferrolho, através de ressaltos, no momento do disparo. V Velocidade Prática de Tiro: É a cadência de tiro executada através do manuseio real da arma, observando-se inclusive os fundamentos para o tiro. Vida Útil: Tempo em que uma peça permanece com perfeito funcionamento, sem desgastes que prejudiquem a segurança. 13. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CUNHA, Pablo Nascimento da. Técnicas de Tiro Defensivo Policial: Teoria e Prática / Pablo Nascimento da Cunha (Cap QOC). João Pessoa: Fotograf, 2009. 248p.: il. FLORES, Erico Marcelo; GOMES, Gerson Dias. Tiro policial: técnicas sem fronteiras. Porto Alegre: Evangraf, 2006. 152p.:il. GIRALDI, Nilson. Tiro Defensivo na Preservação da Vida – Método Giraldi. Manual – Curso para Instrutores e Usuários. São Paulo-SP. CAMPOS, Alexandre Flecha. Manual Prático do Instrutor: Tiro Policial Defensivo. Goiânia-GO, 2010. 135 p:Il. MENEGASSI, Giuvany. Manual de Operação da PST PT-100, 24/7 e 24/7 PRO Brasília-DF 2008 HUDMAX, Carlos. Apostila de Tiro Defensivo – CFSD 2008 14. SITES CONSULTADOS www.cbtp.org.br www.cbte.org.br www.alvos.com.br www.jusnavegandi.com.br www.ibccrim.com.br www.direitocriminal.com.br www.direitopenal.com.br www.bibliotecajuridica.com.br TIRO: Esporte para todos! Dever do militar! Apostila Tiro Defensivo- Cap PM CLEIDE MARIA da Silva Todos os direitos reservados aos autores, conforme Lei dos Direitos Autorais - p. 20 image4.jpeg image94.png image95.png image5.jpeg image6.jpeg image7.jpeg image8.jpeg image9.jpeg image10.jpeg image11.jpeg image12.jpeg image13.emf image14.jpeg image15.jpeg image16.jpeg image17.jpeg image18.jpeg image19.jpeg image20.jpeg image21.jpeg image22.jpeg image23.png image24.jpeg image25.pngimage26.emf image27.emf image28.jpeg image29.jpeg image30.jpeg image31.jpeg image32.jpeg image33.jpeg image34.jpeg image35.jpeg image36.jpeg image37.jpeg image38.jpeg image39.jpeg image40.jpeg image41.jpeg image42.jpeg image43.jpeg image44.jpeg image45.jpeg image46.jpeg image47.jpeg image48.jpeg image49.jpeg image50.jpeg image51.jpeg image52.jpeg image53.jpeg image54.jpeg image55.jpeg image56.jpeg image57.jpeg image58.jpeg image59.emf image60.emf image61.jpeg image62.jpeg image63.jpeg image1.jpeg image64.jpeg image65.emf image66.emf image67.emf image68.emf image69.emf image70.emf image71.emf image72.emf image73.emf image2.jpeg image74.jpeg image75.jpeg image76.jpeg image77.jpeg image78.jpeg image79.jpeg image80.png image81.emf image82.emf image83.jpeg image3.jpeg image84.jpeg image85.png image86.png image87.emf image88.emf image89.emf image90.emf image91.emf image92.emf image93.emfaviso prévio ou indicativo de risco. · Ocorreu o resultado morte em 90% dos casos em que os agressores tomaram as armas dos policiais. Destes, 20% foram mortos com suas próprias armas. · De acordo com o FBI, 40% dos policiais mortos estavam a mais de 03 anos sem treinamento de tiro. · Uma pessoa muito bem adestrada leva aproximadamente 1,2 segundos para sacar e atirar. · Uma pessoa normal reage a uma agressão em, aproximadamente 1,5 segundos. · Em duas, de cada três vezes, o confronto se dará em condições de BAIXA LUMINOSIDADE. · Muitos dos policiais mortos alcançados por estas pesquisas eram excepcionais atiradores nos estandes. · Em quase todos os casos, os disparos iniciais determinaram o vencedor do confronto. · Via de regra, o tempo que se leva para reagir é prioritário, tornando-se mais importante do que a quantidade de munição que se carrega. · Ações planejadas geralmente são executadas por mais de uma pessoa. · Quando ocorrem confrontos em condições de baixa luminosidade, o nível de perigo para o policial é mais elevado. · Confrontos armados são dinâmicos, diferente do treinamento comum do estande. · Na maioria das vezes, o policial terá pouca ou nenhuma chance de defesa. · O risco aumenta em progressão geométrica à medida que a distância do confronto diminui. · A maioria dos tiros em um confronto armado são direcionados para baixo. 2.1. INFLUÊNCIA DA MÍDIA Confrontos armados mostrados em filmes, seriados, novelas, etc. Pouco tem a ver com a realidade. Isso nos leva a ter uma impressão distorcida da realidade, influenciando no nosso comportamento cotidiano. 2.2. ÂNGULO DE RICOCHETE O ângulo de ricochete (quando existe) é muito diferente do ângulo de incidência. Isso ocorre quando a superfície é muito espessa ou dura para permitir a transfixação. 2.3. POLICIAIS ESTARÃO SEMPRE EM DESVANTAGENS · Uniformes e viaturas ostensivas. · Uso controlado de força letal e preocupação com inocentes. · Policiais trabalham reagindo à violência e não gerando violência. · Pessoas normais não enxergam a violência como elemento do seu cotidiano. · Dificuldade de internalizar a agressividade necessária para reagir com eficiência. · Conceitos morais, religiosos e de natureza pessoal podem interferir na capacidade de reação. · Influência do conceito de “politicamente correto”. 2.4. TRIÂNGULO DA SOBREVIVÊNCIA Preparo físico e mental Tática Habilidade no tiro A omissão de qualquer um destes fatores pode ser letal. 2.5. ESTADO MENTAL DE SOBREVIVÊNCIA · Tenha sempre em mente que ser policial é uma tarefa sempre PERIGOSA e exige constante alerta. · Procure resolver questões religiosas, morais e pessoais, de qualquer natureza, ANTES de um possível confronto. · A antecipação é fundamental. · Procure identificar os possíveis pontos de riscos e proceda adequadamente para minimizá-los. · Faça sempre uma análise da situação. · Execute uma ação precisa e imediata. · Adquira uma correta “memória muscular”. · Importância da equipagem correta e das táticas adequadas. · Atire sempre com os dois olhos abertos. · Crie “hábitos salutares”. · Tenha sempre em mente que TEMPO É FATOR CRUCIAL. 2.6. CONCLUSÃO A sobrevivência começa muito antes do momento em que se precisa atirar. A grande maioria dos policiais morre, em grande parte, por falta de atenção a pequenos detalhes táticos e de procedimentos, aliados a falta de treinamentos regulares. Embora alguns destes tenham tido conhecimentos táticos e técnicos, essa falta de treinamento ocasiona falhas na sua utilização. Durante o treinamento, deve haver total comprometimento com toda a doutrina, principalmente os PEQUENOS DETALHES. Mantenha-se sempre treinado. LEMBRE-SE: “Hoje pode ser mais um dia normal na sua vida, ou pode ser o dia em que você será testado sobre tudo o que aprendeu.” Enfim, para o sucesso numa ação armada, destaca-se: a escolha de um bom conjunto armamento e munição; o fator treinamento periódico e qualificado; conhecer o aspecto legal para agir em conformidade com a lei em vigor; a observância do elemento surpresa e o princípio da oportunidade; bem como o aspecto psicológico, sempre presente em situações de elevado estresse. Com o somatório destes fatores primordiais é possível estabelecer a diferença entre o sucesso e o fracasso durante uma ação ou reação defensiva com a arma de fogo; 3. ASPECTOS JURÍDICOS APLICADOS É importante frisar que os profissionais de Segurança Pública portam armas de fogo com o intuito de proteger e salvar vidas, sempre focados na aplicação da Lei. O disparo de arma de fogo por esses agentes públicos deve ocorrer dentro da legalidade. Para tanto, delineiam-se suas ações em conformidade com os critérios de necessidade, oportunidade, proporcionalidade, eficiência e conveniência. Ao profissional, cabe julgar rapidamente se o fato delituoso exige o saque de sua arma de fogo, analisar a necessidade de disparos como único meio de cessar a agressão contra si ou terceiros, verificar se o cenário é oportuno para essa prática, visando a sua segurança e a de transeuntes; e, diante de toda tensão gerada, ainda se exigem a eficiência dos disparos e a proporcionalidade da força aplicada. Reparem que, enquanto as Leis permitem a outras profissões prazos delongados para julgar casos formalizados em papel, com toda importância que lhes cabe, o profissional de Segurança Pública só dispõe na maioria das vezes de milésimos de segundo para decidir entre a vida e a morte, muitas vezes expondo a própria. Tamanha responsabilidade se torna ainda mais admirável quando percebemos que, dentro dessa farda ou uniforme, encontramos um ser humano, que por si já sofre as limitações inerentes a sua condição, tais como a sobrecarga emocional e física. A preservação da ordem e da incolumidade das pessoas e patrimônio é atribuição constitucional (vide art. 144, caput, e art. 37, § 6º da CF/88) dos órgãos de Segurança Pública. Para o cumprimento dessa missão, muitas vezes a ação policial exige o uso da arma de fogo. Reparem que tal ação deve ser orientada para alcançar a preservação da integridade física e patrimonial do cidadão, mas pode causar se mal utilizada, desordens e destruições maiores do que aquelas a que se propôs combater. O tiro policial pode percorrer inúmeros tipos penais, dos quais destacamos, como de maior incidência em nosso meio, o homicídio, o crime de dano, lesão corporal e disparo de arma de fogo, sejam na modalidade culposa ou dolosa. A decisão de disparar a arma de fogo é pessoal e decorre da avaliação do grau de risco e da intensidade da agressão. Lembre-se: o ato de fugir de uma abordagem de busca pessoal não se constitui em qualquer agressão, e, portanto não justifica o emprego de arma de fogo. O disparo para o alto ou de alerta/advertência é proibido por Lei, posto que constitui crime, sendo este um risco para a sociedade, uma vez que este projétil, após cessada a energia que o impulsiona, retorna para o solo em condições de ferir pessoas nos centros urbanos. 4. NORMAS DE SEGURANÇA COM ARMAMENTO É um conjunto de condutas básicas de segurança para que não aconteçam acidentes e incidentes de tiros, devendo ser seguidas e respeitadas desde o primeiro contato com armas de fogo e munições. Essas condutas devem ser levadas por toda carreira do profissional de Segurança Pública ou em atividades desportivas que envolvam arma de fogo. (CUNHA, 2009). A Instrução de Tiro é uma atividade considerada de elevado risco, pois expõe tanto o instrutor como o aluno a uma série de procedimentos que envolvem a lida com materiais potencialmente lesivos e, portanto, merecedor de todo cuidado quanto aos aspectos de segurança. A lida com o armamento merece uma atenção muito especial por parte do usuário, bem como um planejamento prévio sobre as variáveis possíveis, com foco nas atitudes e nas condições seguras. Espera-se do policial detentor de uma arma de fogo o domínio das condições técnicas para a utilização da forma correta, seja parao momento de sua guarda, seja no exercício em linha de tiro, no manuseio e na manutenção, ou ainda para o solitário momento da tomada de decisão de utilizá-la em defesa própria ou de terceiros. Uma arma de fogo torna-se extremamente perigosa para seu usuário e para terceiros quando quem a manuseia pensa que a mesma não representa perigo. Daí para a ocorrência de um acidente grave é um passo curto. Neste caso, a autoconfiança aliada à falta de concentração no que está sendo feito e a falta de observância dos procedimentos corretos tornam-se os principais fatores integrantes para a ocorrência de fatos profundamente danosos. O cuidado na lida com arma de fogo e munições torna-se indispensável, pois existe risco em potencial quanto a possibilidades de gerar danos materiais, legais, provocar lesões físicas e atentar contra a vida. No caso de haver um disparo acidental poderá gerar graves seqüelas, incluindo a perda da vida em conseqüência da falta de atenção, e isso apenas com um pequeno descuido em ínfimo espaço de tempo. A segurança com a arma de fogo em si requer atenção específica em cada armamento levando em conta às suas características técnicas e mecânicas, os procedimentos de manejo e inspeção. Cautela com arma de fogo em residência é uma situação que merece atenção do policial responsável, pois estará junto aos seus familiares, a guarda de pelo menos uma arma de fogo, a da carga. É de fundamental importância que o usuário domine a fundo as especificidades do armamento que esteja sob sua guarda, agindo de forma prudente e de acordo com as orientações estabelecidas pelo fabricante. Procedimento de segurança na lida com arma de fogo para o porte defensivo envolve uma série de procedimentos padronizados que englobam outros conjuntos de condutas defensivas de acordo com a situação que se apresenta, pois não basta estar armado para se possibilitar uma defesa pessoal eficiente, também se faz necessário estar preparado para utilizá-la num momento de emergência. Portanto, sigam as dicas de segurança elencas a seguir: I - A arma será entregue aberta e sem o carregador, conforme a figura abaixo: II - Ao receber a arma, os carregadores e as munições o policial militar deverá colocar os carregadores no porta-carregador e ainda com a arma aberta, dirigir-se para o local adequado (caixa de areia) ao manuseio da arma. III - Antes de municiar, carregar e alimentar, realizar a inspeção de todo o armamento. IV - Realizar a inspeção visual da câmara. V - Realizar a inspeção manual do cano. VI - Executar dois manejos de segurança no ferrolho. VII - No caso da pistola PT-100 desengatilhar a arma, acionando o desarmador do cão (este procedimento controla o movimento para frente do cão, sem deixar ocorrer o choque no percussor). No caso da Pistola Imbel trazer o cão a frente manualmente. VIII - Municiar os carregadores: IX - Colocar o carregador (alimentar), carregar (munição na câmara): X - Desarmar o cão (PT-100), trazer o cão a frente manualmente (Imbel) e travar: XI - Colocar a arma no coldre e demais carregadores nos porta-carregadores. XII - Procedimentos ao entregar o revólver para um companheiro: · Mantendo a empunhadura; dedo fora do gatilho; voltar o cano do revólver para direção segura; · Acionar o retém do tambor com o polegar da mão forte; · Com o indicador da mão forte que está empunhando o revólver, forçar e abrir o tambor; · Acionar a vareta de extração do tambor com a mão fraca (deixar ao solo os cartuchos extraídos, cheios e vazios, não tentar pegá-los); · Fazer inspeção física e visual rigorosa das câmaras do tambor a fim de verificar se não ficaram cartuchos nelas; · Mantendo o tambor aberto, segurar o revólver pelo cano, com a mão fraca, cabo na direção de quem irá recebê-lo; efetuar a entrega. XIII - Procedimentos ao receber o revólver de um companheiro: · Mesmo tendo observado, por parte do companheiro que fez a entrega do revólver, todos os procedimentos citado acima, pegar o revólver pelo cabo; · Manter o dedo fora do gatilho; · Voltar seu cano para direção segura; · Fazer vistoria física e visual rigorosa das câmaras do tambor; dando em seguida destino ao revólver. XIV - Municiar o tambor do revólver: XV - Fechar o tambor e colocá-lo no coldre. 4.1. PROCEDIMENTOS COM O ARMAMENTO DURANTE O SERVIÇO. I - Ao embarcar ou desembarcar da viatura proteja seu armamento, evitando que esbarre na viatura danificando o mesmo; II - Não permitir que amigos ou estranhos tenham acesso ao seu armamento; III - Procure ficar com o dedo fora do guarda-mato SEMPRE, a não ser que necessite realizar disparos, ou seja, no ato do disparo; IV - NUNCA ATIRE PARA O ALTO (Tiro Intimidativo), com intuito de dispersar multidões, realizar tiro de advertência, ou para fazer que um fugitivo pare, todos estes procedimentos são crimes, além do que os projeteis poderão, caso encontre um alvo vivo gerar grave ferimento e até mesmo a morte; V - Dentro da viatura procure permanecer com a arma fora do coldre, em pronto emprego, com dedo fora do guarda-mato e cano voltado para direção segura, não conduza sua arma para fora da viatura, durante deslocamentos; VI - Não fique manuseando, principalmente acionando e desacionando travas, cão, carregadores, no interior de viatura, durante patrulhamentos, este procedimento poderá trazer ocorrências de disparos acidentais; VII - Durante abordagens a pessoas, veículos e edificações proceda com armamento conforme doutrina específica de cada área de policiamento, mas não esqueça a RESPONSABILIDADE PARA COM SUA ARMA É SUA. 4.2. PROCEDIMENTOS COM O ARMAMENTO DURANTE AS INSTRUÇOES DE TIRO I - Só manuseie o armamento quando for DETERMINADO pelo instrutor; Todo procedimento na linha de tiro é a COMANDO do instrutor; II - Durante o período de permanência na linha de tiro, as armas deverão permanecer abertas e sem o carregador, para o caso de armas semi-automáticas ou automáticas; III - Armas que não estiverem na linha de tiro permanecerão em locais a elas destinados, excetuando-se o armamento em manutenção; IV - As armas só serão alimentadas e carregadas mediante ORDEM do instrutor responsável pela instrução de tiro; V - O tiro será iniciado mediante ORDEM do instrutor responsável; VI - Os deslocamentos no interior do estande serão restritos e autorizados somente pelo instrutor; VII - Todo manuseio deve ser voltado para um local seguro. Em hipótese alguma, a arma da linha de tiro poderá ter o cano voltado para outra direção que não seja referente ao alvo; VIII - Em caso de panes o aluno, deve manter apontado o cano da arma na direção segura, solicitar apoio do instrutor ou do monitor; levantando uma das mãos, para procurar resolver a pane; IX - É terminantemente proibido fumar ou utilizar qualquer outro meio que possa gerar explosões, incêndios, etc.; X - É terminantemente proibido realizar brincadeiras com armas de fogo; XI - Qualquer pessoa que identificar ato que atente contra a segurança da instrução deverá informar ao instrutor; XII - Qualquer problema que ocorrer na linha de tiro deverá ser levado ao conhecimento do instrutor, para que não ocorram disparos acidentais; XIII - Não utilize munições de procedência duvidosa em sua arma. Nas armas da PMMS utilizar munições que sejam fornecidas pela instituição. O objetivo da prevenção de acidentes não é restringir a instrução, mas estimular o seu desenvolvimento com segurança. Afinal, a prevenção de acidentes é um dever de todos. 5. EQUIPAMENTOS INDIVIDUAIS 5.1. COLDRE E PORTA-CARREGADOR (ARMA CURTA) O policial deve sempre que possível realizar treino em seco e também treinos com munição real. Além disto, deve utilizar nestes treinos e consequentemente no serviço policial bons equipamentos. Coldres porta-carregadores, porta-algema colete balístico, lanternas, ferramentas multiuso etc. buscar estar atualizado no treinamentopolicial, não esperando apenas a instituição. A utilização de equipamentos de qualidade reduz os riscos de a arma cair em mãos de marginais, de ocorrer extravio, dano e disparos acidentais. O equipamento deve ser próprio para cada situação, evento ou arma. Coldres de revolveres são apenas para estes, de pistolas para pistolas. È importante o policial conhecer e treinar a localização de seu equipamento no cinto operacional, este fator aumentara as vantagens para os profissionais de segurança, pois em caso de necessidade este saberá onde estará localizado seu material de trabalho. O posicionamento não acontece de forma aleatória. Existem motivos técnicos, quanto a localização de cada item. Quanto à segurança, existem os seguintes tipos de coldres: · Aqueles que não existem nenhum dispositivo de segurança que impeça o saque da arma; · Aqueles quando existe apenas uma retenção: Geralmente por presilhas dispostas na parte superior da arma. Estes são de fácil saque por parte de terceiros; · Aqueles quando existe mais de um tipo de segurança: · Aqueles quando existem três dispositivos de retenção, geralmente um desses é interno, e se faz necessário realizar torção da arma para que ocorra o saque. No mercado brasileiro este equipamento ainda não é produzido, se faz necessário a importação. Lembre-se: quanto maior a retenção, maior deverá ser o treinamento de saque. Quanto a posição em relação ao corpo, os coldres podem ser: · De cintura, ostensivo e dissimulado; · De perna (tático); · De tornozelo, dissimulado; O coldre deve facilitar o saque para o policial e dificultar para terceiros; O gatilho deve ficar coberto; O coldre ideal fica ao menos 02 cm (dois centímetros) distante do corpo para facilitar o encaixe perfeito da mão com o punho, e caso o policial esteja de colete balístico este não venha cobrir a arma; O punho da arma deve ficar totalmente exposto, para que a mão do policial venha ocupar todo o espaço disponível e ficar o mais alta, próximo ao ferrolho. Procure posicionar o coldre do mesmo lado em que fica sua mão forte, ou seja, se for destro do lado direito, se for canhoto do lado esquerdo. Evite coldres que obriguem o saque cruzado, pois não é natural para fisiologia humana. Existem coldres confeccionados em três materiais: Polímero (plástico) de alta resistência, couro, e nylon. Quando o porte for ostensivo prefira o de polímero, pois é resistente, pode ser lavado, não deforma, acondiciona a arma de forma mais eficiente; Coldre e porta-carregador de nylon. Estes abaixo possuem as maiores deficiências no quesito equipamento. Evitem utilizar este modelo. Coldre de nylon. Este com distanciamento do corpo. Verifique o punho da arma totalmente a mostra, o guarda-mato totalmente coberto. Coldres de polímero. Ambos protegem o guarda-mato, deixam o punho exposto, e possuem distanciamento do corpo. O da esquerda, de cintura, com retenção abaixo do punho, ostensivo. O da direita, de perna com retenção acima do punho, por alavanca, ostensivo. Ambos de excelente qualidade. Porta-algema e porta carregador de polímero. Ótima qualidade. Coldre e porta carregador de Nylon. O da esquerda, tático, ostensivo. Por ficar colado ao corpo não é muito indicado. O da direita porta carregador que fica posicionado na perna esquerda dos destros. De boa qualidade, além de favorecer todas as posições táticas. Coldres para serem utilizados de forma dissimulada. O primeiro de couro, de cintura. O segundo, de nylon, tornozelo. Ambos de fabricação nacional. Eficientes. 5.2. BANDOLEIRA E PORTA-CARREGADOR (ARMA LONGA) O porta carregador para arma longa geralmente é afixado na capa do colete balístico. 6. MANEJO Municiar o carregador: Consiste em colocar os cartuchos no carregador. Alimentar: Introdução dos cartuchos na arma através de seu carregador municiado. Carregar a arma: Consiste em colocar munição na câmara. Desarmar o cão: Agindo no desarmador do cão para baixo, o usuário volta o cão para uma posição segura, ficará na monta de engatilhamento. Armar o cão: acionando armador do cão na pistola Imbel antes do efetuar o primeiro disparo, o cão vai à retaguarda (ação simples do gatilho). Travar: Levantar o registro de segurança. Destravar: Abaixar o registro de segurança. Disparar: Comprimir a tecla do gatilho. Extração e ejeção (Revólver): Procede-se inicialmente como se fosse alimentar a arma, tendo rebatido o tambor e segurado a arma da maneira correta, com o polegar esquerdo, pressiona-se a vareta do extrator. Municiar/Alimentar o Revólver: · Sem o carregador rápido de reposição (Jet loader): Empunhar o revólver com a mão direita, levar o dedal serrilhado à frente, usando o polegar da mesma mão. A operação fará com que a extremidade anterior do ferrolho atue sobre a haste central, que por sua vez, empurra a presilha-retém localizada no cano liberando o tambor. Com os dedos anelar e médio da mão esquerda, empurrar o tambor à esquerda, rebatendo-o. Estes dedos deverão segurar o tambor durante a alimentação, e a arma deverá estar apontada para baixo, ou voltada para uma caixa de areia. Os dedos mínimo e indicador da mão esquerda deverão segurar a arma próximo ao cão e ao cano respectivamente. Em seguida, introduzir os cartuchos nas câmaras com a mão direita, girando o tambor com os dedos anelar, médio e polegar da mão esquerda. Fechar o tambor. · Com o carregador rápido de reposição (Jet loader): mantendo a empunhadura, para os destros, a mão direita (mão forte), aciona o retém do tambor com o polegar da “mão forte” enquanto com o indicador da mesma mão (que continua empunhando o revólver) empurra o tambor para fora. Ainda com a “mão fraca” pega o Jet loader e efetua a carga (deixa cair o carregador rápido vazio usado). O policial canhoto adaptará a recarga às suas necessidades (o que for mais prático, rápido e seguro). 7. MECANISMOS DE SEGURANÇA Existem sistemas de segurança originais de fábrica, a quantidade vai depender de cada armamento, e um que é o mais importante: DEDO FORA DO GUARDA-MATO, do GATILHO. 8. TÉCNICAS DE TIRO · Saque; · Posição; · Empunhadura; · Visada; · Respiração; · Acionamento da Tecla do Gatilho; · Controle do Resultado (Follow Through). 8.1. SAQUE Com equipamento de qualidade, cinto de guarnição na altura da cintura, coldre na lateral do corpo, na altura da cintura ou coxa, com a mão forte inicia-se o saque, fazendo a empunhadura da arma de já no momento do saque (figura a esquerda) mantendo o polegar a frente da arma para facilitar o destravamento do coldre, que deverá ocorrer durante a retirada da arma, devendo ser levada a frente do corpo, já destravada, encontrando a mão fraca para fechar a empunhadura dupla e permanecer a 45º graus em relação ao solo, conduzida em direção ao alvo, devendo ser mantida na horizontal com o cano voltado para o alvo, momento em que deve ser iniciado o procedimento de visada, preparando para o disparo. 8.2. POSIÇÃO · Assuma uma boa base para posição de tiro. · Os pés devem estar afastados na mesma linha dos ombros. · O pé esquerdo (para os destros) vai a frente. · Mantenha o tronco ligeiramente inclinado para frente. · Adotaremos a posição isóscele modificada, ou posição de combate. I - Em pé sem barricada: a posição ideal é a conhecida como “posição de combate”, pois esta é a que fornece ao policial as melhores condições de operar na atividade policial. É importante que os pés estejam apontados para frente, caso contrário o policial irá expor a lateral do corpo, que geralmente não é protegida pela placa balística. As vantagens da posição: · Base de trio estável, · Exposição da placa frontal do colete, e não lateral, que não possui proteção; · Braços esticados por igual, com arma curta, trabalhando assim de forma mais eficiente no controle do recuo; II - Em pé com barricada:Sempre que possível, o policial durante a realização de abordagens, e principalmente durante uma troca de tiros, deve procurar trabalhar barricado, protegido, diminuindo as vantagens do oponente, ou suspeito. Ma use de forma correta o abrigo, procurando se expor o mínimo possível, este apenas o suficiente para realizar uma boa visada. Verifique na foto abaixo o alinhamento dos pés em relação a parede, para que estes não fiquem expostos. Não se sabe o que tem atrás do obstáculo, portanto, não repita a “olhada rápida” na mesma altura. Torre sem barricada: A posição que iremos abordar aqui é a policial, que deve ser dinâmica, proporcionando ao policial mobilidade para giros a retaguarda e levantar de forma rápida, caso precise. Note a posição dos braços e a empunhadura, ambos idênticos a posição de pé. III - Torre com uso de barricada: O mais importante no uso de barricadas é procurar se adequar, tomar a forma do abrigo. Mesmo que fique incômodo. Note nestas fotos a pouca exposição. Quando for utilizado um veículo procure usar motor, rodas como proteção, mantendo a distância suficiente por causa do ângulo de ricochete. NÃO USE VIDROS, PORTAS, E NÃO SE POSICIONE POR CIMA DE CAPÔ TETO OU PORTA-MALAS, use as laterais. Preserve sua vida. IV - Deitado frontal sem barricada: Observe na posição acima da esquerda o afastamento do tórax do chão, o que proporciona ao policial maior conforto, controle de disparo e pouca exposição ao oponente. Lembre-se o tiro policial eleva os batimentos cardíacos, alterando severamente a respiração, assim o tórax em contato com o solo dificulta a visada. A empunhadura e a posição dos braços são as mesmas da posição em pé. A perna esquerda em cima da direita tem objetivo de facilitar o afastamento do tórax do solo. A posição da direita tem esta desvantagem, existe grande contato tórax, solo, o que atrapalha controle de disparo, mas é uma opção. Observe posição dos pés. O retorno da posição de joelho e em pé ocorre no sentido inverso, preocupando-se sempre com a posição da arma em pronto emprego, e a visada pronta para um possível disparo. Observe que a tomada de posição não muda com a arma longa V - Deitado lateral sem barricada: utilizado quando o policial não dispõe de tempo para realizar a tomada frontal, que parte geralmente da posição de joelho. A empunhadura, como sempre não muda. As pernas, joelhos ficam abaixadas. VI - Deitado lateral com uso de barricada: VII - Deitado com perigo a retaguarda: 8.3..EMPUNHADURA A empunhadura correta inicia quando colocamos a mão na arma ainda no coldre. É dividida em altura, envolvimento e pressão: · Altura: è importante que o policial coloque sua mão o mais alto possível no punho. Assim os efeitos do recuo, produzidos pelo disparo serão minimizados. · Envolvimento: O punho deve receber o maior envolvimento possível, não devendo sobrar, aparecer nenhuma de suas partes. · Pressão: deve ser exercida de forma equilibrada entre as duas mãos. Para que a arma não fique nem solta, nem tremendo. O trabalho policial no mundo inteiro consagrou a técnica de empunhadura dupla como sendo a mais adequada, pois aumenta a precisão e estabilidade da arma, principalmente nos confrontos com mais de um disparo. I - EMPUNHADURA DUPLA: Observe pela foto acima da direita que a conduta do dedo fora do gatilho. Significa que o dedo do atirador é sempre mantido fora do guarda mato, esticado sobre a armação, demonstrando que somente efetuará contato com a tecla do gatilho diante de uma situação de defesa contra agressão armada equivalente. Essa conduta juntamente com o controle do cano da arma determina maior segurança nas operações policiais e devem ser treinadas exaustivamente, alcançando o que se chama de “memória muscular”. II - EMPUNHADURA SIMPLES: Com apenas uma das mãos, a arma permanece um pouco lateralizada, e a cabeça acompanha, note a posição dos pés. A outra mão pode ficar como na foto abaixo, no ombro, ou na região do abdômen. III - EMPUNHADURAS INCORRETAS: 8.4. VISADA · Componentes da visada: visão, alça de mira, massa de mira e alvo. I - CORRETA: Acontece com a junção perfeita entre o olho do atirador, alça-de-mira, massa-de-mira, e alvo. IMPORTANTE: Durante o disparo a tendência do policial é olhar para o alvo e tirar o foco da massa de mira. Esta última é o local onde deve estar focando o policial durante o tiro, a tendência quando isto não acontece é o disparo pegar na parte mais baixa do alvo. No quesito visada, é a massa que exerce maior resultado. Principalmente em alvos mais próximos, que é a maioria dos embates policiais, pois para a vista humana é praticamente impossível ver, com nitidez, a alça de mira, a massa de mira e o alvo ao mesmo tempo (são três profundidades diferentes). O importante é ver a massa de mira com nitidez. II - INCORRETA: Acontece quando o descrito acima não é seguido, e também quando o posicionamento do conjunto é um destes abaixo. O atirador iniciante deve estabelecer um olho diretor, efetuando a visada com apenas um dos olhos abertos, treinando até atingir a capacidade de realizar o tiro com os dois olhos abertos. Vai manter a visada, durante os disparos, sobre o mesmo ponto do alvo, olhando para a massa de mira e não para o alvo, apenas administrando o recuo da arma mantendo o enquadramento. Bem treinado, o atirador, simplesmente aponta a arma, com empunhadura dupla, na direção do alvo e dispara quase que instintivamente, confiando no enquadramento reflexo, fenômeno conhecido como tiro instintivo ou semi-visado, que combina a velocidade de execução e precisão. Indicada e utilizada no “Método Giraldi”. Durante um confronto armado, onde a morte está sempre presente, não há tempo nem condições do policial escolher pontos de acerto no agressor. A visada é em direção a silhueta do mesmo, e, como esse disparo não tem a finalidade de matar o agressor, mas sim de tentar fazer cessar sua ação de morte contra a sua vítima, a morte poderá até ocorrer, mas o disparo do policial não tem essa finalidade. 8.5. RESPIRAÇÃO No tiro policial, técnica mais usada para o tiro de precisão, para diminuir a influência de alterações fisiológicas e psicológicas, Taquipsiquia – batimento cardíaco/adrenalina/frequência da respiração; visão de túnel e exclusão auditiva; o atirador deve fazer um controle de respiração, suspendendo-a segundos antes do disparo, a fim de transferir maior estabilidade à arma. Quando da retenção da respiração, os pulmões não devem estar vazios, nem excessivamente cheios. 8.6. ACIONAMENTO DA TECLA DO GATILHO Um dos fundamentos mais importantes. É aqui que acontece o maior número de desvios na trajetória da munição. A puxada do gatilho deve acontecer de forma gradual, no sentido do punho da arma, e sempre que possível deve-se iniciar com o dedo já encostado na tecla. Conectando-o com a polpa da falange distal do indicador, no mesmo eixo do cano da arma, de modo que a pressão a ser exercida seja da frente para a retaguarda. Qualquer obliqüidade nesse posicionamento promoverá desvios no tiro. O mais conhecido dos desvios é a gatilhada, quando ocorre uma antecipação do recuo da arma por parte do atirador. Antes de acontecer o policial empurra todo o sistema para baixo, levando a trajetória do projétil para baixo. O tiro ideal é aquele que acontece como um susto para o atirador, aqui não há nenhuma interferência por parte do atirador, e o tiro acerta exatamente onde está o aparelho de pontaria. CARGA E RECARGA 8.7. CONTROLE DE RESULTADO (FOLLOW THROUGH) Confirmar se neutralizou o alvo acompanhando a queda deste e os movimentos executados após sua neutralização. Acompanharcom a arma apontada e em condições de efetuar outros disparos, caso seja necessário. FATORES: Saque e empunhadura corretos + Controle do cano e do gatilho + Visada correta e respiração adequada + Posição de tiro estável + Acionamento do gatilho perfeito T I R O P R E C I S O É IGUAL 9. CARGA E RECARGA 9.1. Carga e Recarga Administrativa: Não deve ser utilizada, tendo em vista grande probabilidade de ocorrer disparo acidental, quando da colocação do carregador no punho, quando a arma estiver carregada. Geralmente utilizada em estande de tiro. O carregador é introduzido na arma fechada, com a mesma ainda no coldre. 9.2. Recarga Tática: Utilizada também em situação de confronto, porém, a munição da pistola não acabou, mas, está na iminência de acabar. É a recarga planejada, inteligente, pode ser feita utilizando abrigo, ou não, reduzindo a silhueta ou não, vai depender da situação. Manter o olhar para o perigo. Nesse caso, apanha-se outro carregador, devidamente municiado e, com um movimento em “L”, retira-se um carregador e introduz-se o outro na arma, guardando-se o carregador com pouca munição. 9.3. Recarga de Combate: É utilizada em situação de confronto, quando a munição da pistola termina e a mesma permanece com o ferrolho à retaguarda. E o policial não realiza a recarga tática. Também é conhecida como Recarga Rápida ou Recarga Emergencial, esta última, definição adotada no “Método Giraldi”. Nesse caso: O primeiro procedimento é avisar o companheiro que você vai necessitar de cobertura; O segundo é procurar abrigo se não houver reduza a silhueta passando para posição de joelho PEGUE O CARREGADOR COM MUNIÇÃO NO PORTA-CARREGADOR, DEPOIS, ou AO MESMO TEMPO libere o carregador vazio da arma, DEIXE CAIR NO CHÃO, introduza o carregador municiado, feche o ferrolho e volte para o combate, avisando ao companheiro que você está pronto. 9.4. Recarga (Revólver): Na Recarga de Combate, Recarga Emergencial ou Recarga Rápida, a munição do tambor do revólver acabou, é necessário fazer a recarga com maior rapidez possível. Então: · Dedo fora do gatilho. Se o policial estiver em pé, reduz a silhueta, na Posição Torre para fazê-la, ao mesmo tempo em que pede “cobertura” do companheiro (fictício, se estiver sozinho) através de “sinais policiais” ou verbalizando. Se houver barricada, protege-se nela com a mesma finalidade. · Mantendo a empunhadura, cano e olhar na direção do alvo e imediações, aciona o retém do tambor com o polegar da “mão forte” enquanto com o indicador da mesma mão (que continua empunhando o revólver) empurra o tambor para fora. · Continua a empunhar o revólver com a “mão forte” agora, com empunhadura simples (não pode perder a empunhadura). Extrai os cartuchos do tambor (deixa cair) acionando a vareta do extrator com a “mão fraca”. · Ainda com a “mão fraca” pega o carregador rápido de reposição (Jet loader) e efetua a recarga (deixa cair o carregador rápido vazio usado). · Retoma a empunhadura dupla. A preocupação em pegar os cartuchos extraídos e o carregador rápido vazio, após o uso, poderá custar a vida do policial. O policial canhoto adaptará a recarga às suas necessidades (o que for mais prático, rápido e seguro) mantendo os porta carregadores do lado da “mão fraca”. Na Recarga Tática do revólver, a munição do tambor do revólver ainda não acabou, mas, o momento se mostra favorável para fazê-la, principalmente pela ausência de perigo iminente ou o fato do policial estar bem abrigado. Então, os procedimentos são idênticos aos previstos para a “recarga de combate” ou “emergencial” ou “rápida”. Todos os cartuchos, incluindo os intactos vão para o solo. 10. INTERRUPÇÃO CÍCLICA (PANE) Problemas que podem ocorrer com o armamento no momento do disparo e que necessitam de uma resposta rápida e precisa por parte do atirador. 10.1. CAUSAS E SOLUÇÕES: I - NEGA: Como ocorre: o tiro não sai devido a problema com a munição, espoleta; Resolução: manobrar a arma, o ferrolho, retirando a munição problemática, com objetivo de colocar outra munição na câmara. II - CHAMINÉ ou TORRE: Como ocorre: por um problema qualquer a ação dos gases não teve força suficiente para expelir a cápsula completamente e ela fica voltada para cima na janela de ejeção; ou a mola recuperadora muito dura ou grande quantidade de sujeira. Resolução 1: coloca-se a arma de lado e faz-se o manuseio do ferrolho, puxando-o para trás. Assim a gravidade se encarrega de expelir o cartucho. Resolução 2: Varrer com a mão fraca da frente para traz. III - Travamento do ferrolho por inchamento da cápsula: Como ocorre: a cápsula estufa dentro da arma. Após ocorrer o disparo, devido à deformação excessiva da cápsula. A garra do extrator não consegue retirar a cápsula, consequentemente não ocorre uma nova alimentação. Resolução: O operador irá encontrar na maioria dos casos dificuldade de ejetar a cápsula de forma normal. Portanto deverá segurar com a mão fraca a parte frontal do ferrolho, próximo ao cano, e com a mão forte deferir um golpe perpendicular na parte traseira do punho, conforme figura. IV - Duplo carregamento: Como ocorre: um cartucho fica na câmara e sem ter sido extraído a tempo o outro vindo logo atrás faz com que se dê a duplo carregamento. Resolução: 1º- abre- se a arma; 2º- retira-se o carregador; 3º- manobra-se a arma duas ou três vezes para limpá-la 4º-deixa ela aberta, insere o carregador, feche-a, ficando assim pronta para operar; ou simplesmente alimente e carregue. V - Rampa: Como ocorre: Executado a manobra do ferrolho para colocar munição na câmara ou durante os disparos, a munição não vai para a câmara e a arma permanece entreaberta, em virtude de sujeiras e/ou resíduos ou pela munição não sair corretamente do carregador, não permitindo o fechamento completo da arma (munição defeituosa). Problemas com a mesa transportadora do carregador. Problemas na rampa (sujeira). Resolução: 1. Soltar a mão fraca da empunhadura e espalmá-la com a palma virada para cima; 2. Bater na base do carregador com um golpe energético, vide a figura abaixo a esquerda, não ocorrendo o fechamento completo, levar a mão fraca a retaguarda da arma e bater com a palma da mão na parte traseira do ferrolho “culatra”, até que a arma feche, vide figura abaixo a direita. 10.2. CAUSAS E SOLUÇÕES PARA REVÓLVER: I - Nega: Como ocorre: 1. Munição defeituosa; 2. Ponta do percussor quebrada; 3.Rebarba na ponta do percussor; 4.Orifício de passagem do percussor Obstruído. Resolução: 1. Substituir a munição; 2. Substituir o percussor; 3. Retirar rebarba; 4. Desobstruir o orifício da passagem do percussor. II - Não engatilha por nenhum processo: Como ocorre: 1. Dente posterior sup. do gatilho quebrado; 2. Dente anterior quebrado; 3. Mergulhador com ponta gasta. Resolução: 1. Substituir o gatilho; 2. Substituir o mergulhador. III - Não engatilha na ação simples: Como ocorre: 1. Entalhe da noz gasta; 2. Dente superior posterior gasto. Resolução: 1. Substituir o cão; 2. Substituir o gatilho. IV - Não engatilha na ação dupla: Como ocorre: 1. Alavanca de armar quebrada; 2. Dente posterior inferior quebrado (o engatilhamento não será completo). Resolução: 1. Substituir a alavanca de armar; 2. Substituir o gatilho. V - Não desengatilha: Como ocorre: Mola do cão quebrada ou solta Resolução: Substituir a mola do cão VI - Apresentação defeituosa: Como ocorre: 1. Retém do tambor gasto ou quebrado; 2. Orifício onde se aloja o retém do tambor obturado. Resolução: 1. Substituir o retém do tambor; 2. Desobturar o orifício onde se aloja o retém do tambor. VII - No tambor: Como ocorre: 1. Dente do impulsor do tambor quebrado ou gasto; 2. Dente da cremalheira gasto; 3. Haste guia não está atarraxada. Resolução: 1. Substituir o impulsor do tambor; 2. Substituir o extrator; 3. Atarraxá-la. VIII - Arma não extrai: Como ocorre: 1. Corpo estranho no alojamento do cartucho; 2. Cartucho defeituoso. Resolução:1. Remover o corpo estranho; 2. Substituir o cartucho. 11. CONSIDERAÇÕES FINAIS Da mesma forma que carro não guia, mas é guiado, arma não dispara, mas é disparada, e, para ser disparada, o dedo tem que estar no gatilho. O policial evitará tragédias mantendo o dedo fora do gatilho; o dedo só vai para o gatilho no momento do disparo; efetuado o disparo volta para a sua posição normal que é estendido junto à armação da arma, sempre controlando o cano da arma para direção segura. A arma de fogo só pode ser disparada em situações em que se torna necessário e indispensável; uma medida extrema; o último recurso, só podendo ser feito quando for estritamente inevitável para garantir a vida, a liberdade e a segurança das pessoas, incluindo a sua. Arma de fogo não é sinônimo de segurança para o policial. Os cemitérios, as cadeiras de rodas e as prisões, estão cheios de policiais que acreditavam nisso. Arma de fogo, isoladamente, provoca mais problemas que soluções, por isso é necessário que esteja aliada a procedimentos corretos para que juntos sejam sinônimos de segurança. Como arma, devemos utilizar a com educação, o sorriso, a humildade e o profissionalismo para com a sociedade e para o agressor a Lei! O Policial não é “herói”, portanto deve executar os procedimentos com eficiência e solicitar apoio sempre que necessário, principalmente quando estiver entrando ou para entrar num confronto armado. A valentia é loteria, pode tornar o policial em um herói, em um defunto ou em um presidiário. Não fique constrangido se, apesar de seus esforços o “agressor da sociedade” escapar de sua ação. Não tenha como “ponto de honra” a prisão a qualquer custo, nem sempre isso é possível, Não se arrisque mais do que o necessário. Num confronto nunca perca o contato visual com a área de perigo, mantenha o cano e olhar sempre nessa direção, o cano da arma acompanha a visada, e vice versa. Dedo sempre fora do gatilho. Utilize posições adequadas com a arma de acordo com as situações, nunca aponte a arma para verbalizar com pessoas inocentes, para permanecer ou passar por elas, assim como, se houver companheiros a sua frente. Nas verbalizações, identifique-se, seja claro, objetivo, vença pela paciência e sabedoria, não apresse a solução da ocorrência nem tão pouco seja precipitado. Nas horas de folga, estando em trajes civis, encontrando alguma ocorrência policial grave, não se precipite ou aja com valentia; porte-se com inteligência: chame a polícia, observe a evolução dos fatos e forneça detalhes a guarnição de serviço quando chegar. Lembre-se da superioridade numérica, não atue sozinho, pois nenhum de nós é tão bom quantos todos nós juntos. Lembre-se: Trabalho de Polícia é trabalho em equipe. Saber atirar não significa saber utilizar a arma, principalmente em momento de grande tensão, surpresa e inferioridade. A única forma de aprender a atirar é praticando. Não há apostila, teoria, livros, projeção de imagens, treinamento virtual, ordens (inclusive por escrito), que o ensine. Tiro é treinamento prático exaustivo, pois não basta saber o que fazer, tem que estar condicionado a fazer. Lembre-se: o que eu ouço, eu esqueço; o que eu vejo, eu lembro; o que eu faço, eu aprendo. 12. GLOSSÁRIO DE TERMOS TÉCNICO O policial deve primar pela busca de uma formação continuada, ou seja, estar constantemente se atualizando a cerca dos assuntos ligados a doutrinas e técnicas de tiro, acompanhar as inovações tecnológicas dos armamentos e equipamentos disponíveis no mercado, participar sempre que possível de feiras, seminários, simpósios. Trocar informações com os instrutores de tiro, bem como estar atento aos termos técnicos que norteiam o assunto. Foram selecionados alguns dos principais termos técnicos, os quais seguem adiante: A Ação Dupla: Mecanismo que faz com que a arma seja disparada sem ser necessário engatilhar o cão primeiramente. Ação Imediata: Procedimento técnico de manejo específico de cada arma, ao receber, entregar ou empregá-la. Ação Simples: Mecanismo de funcionamento onde o cão deve ser engatilhado antes que o primeiro tiro seja disparado. Ação: Mecanismo de funcionamento da arma (exemplo: alimentar, carregar, disparar e recarregar). Acidente de Tiro: disparo involuntário do atirador por imprudência, negligência ou imperícia. Alça de Mira: Parte do sistema de miras que se situa na parte anterior da arma. Alcance Útil: Distância em que um projétil ainda possui eficácia. Alcance Máximo: Distância entre o disparo e a queda do projétil. Alimentação: Introdução dos cartuchos na arma através de seu carregador. Alinhamento: Enquadramento entre alça, massa de mira e o alvo. Alma: Face interna do cano de uma arma. Pode ser lisa, quando a superfície em questão é absolutamente polida, como por exemplo, no caso das espingardas que calçam cartuchos com múltiplos projéteis de chumbo; ou raiada, quando o interior do cano possui sulcos helicoidais dispostos no eixo longitudinal, destinados a forçar o projétil a um movimento de rotação. Ambidestro: Dispositivo de segurança que pode ser acionado tanto por destros como por canhotos. Ângulo de Raiamento: É o ângulo formado pelas raias do cano de uma arma de fogo ou de ar comprimido, que imprime ao projétil o movimento de rotação, proporcionando-lhe estabilidade em sua trajetória. Ângulo de Tiro: Ângulo formado pela linha de tiro e a linha de visada; inclinação que se dá à arma para o alcance efetivo do tiro. Arma: Artefato que tem por objetivo causar dano, permanente ou não, a seres vivos e coisas. Arma de Fogo: Instrumento que serve para ataque ou defesa que expeli projéteis empregando a força expansiva dos gases gerados pela combustão de um propelente confinado em uma câmara que, normalmente, está solidária a um cano que tem a função de propiciar continuidade à combustão do propelente, além de direção e estabilidade ao projétil. Arma de Fogo de Uso Restrito: Arma que só pode ser utilizada pelas Forças Armadas, por algumas instituições de segurança, e por pessoas físicas e jurídicas habilitadas, devidamente autorizadas pelo Exército, de acordo com legislação específica. Arma de Fogo Portátil: Arma de fogo que pode ser transportada, manejada e operada por uma só pessoa. Arma de Porte: Arma de fogo de dimensões e peso reduzido que pode ser portada por um indivíduo em um coldre e disparada, comodamente, com somente uma das mãos pelo atirador; enquadram-se, nesta definição, pistolas, revólveres e garruchas. Arma de Pressão: Arma cujo princípio de funcionamento implica o emprego de gases comprimidos para impulsão do projétil, os quais podem estar previamente armazenados em um reservatório ou ser produzidos por ação de um mecanismo, tal como um êmbolo solidário a uma mola, no momento do disparo. Arma de Repetição: Arma em que o atirador, após a realização de cada disparo, decorrente da sua ação sobre o gatilho, necessita empregar sua força física sobre um componente do mecanismo desta para concretizar as operações prévias e necessárias ao disparo seguinte, tornando-a pronta para realizá-lo. A retirada dos cartuchos descartados também é manual. Arma de Uso Permitido: Arma cuja utilização é permitida a pessoas físicas em geral, bem como a pessoas jurídicas, de acordo com a legislação normativa do Exército. Arma Longa: Denominação dada às armas de médio e grande porte, onde o Atirador tem que utilizar ambas as mãos para efetuar a pontaria e o disparo. Utiliza bandoleira para transporte. Arma Mocha: Arma que não possui cão ou sistema de disparo aparente. Arma Não-Portátil: Arma que, devido às suas dimensões ou ao seu peso, não pode ser transportada por um único homem. Arma Portátil: Arma cujo peso e cujas dimensões permitem que seja transportada por um único homem, mas não conduzida em um coldre, exigindo, em situações normais, ambas as mãos para a realização eficiente do disparo. Armação: Também chamada de chassis, é a parte da arma onde estão localizados os mecanismos que a fazer funcionar. Armas Automáticas: Com sistema de tiro em que a muniçãoé disparada continuamente enquanto o gatilho é pressionado, ao mesmo tempo em que os cartuchos são descartados sem operação manual (são aquelas que disparam rajadas). Armas Semi-Automáticas: Com sistema de tiro em que a munição é recarregada automaticamente, ainda que seja preciso pressionar o gatilho para se efetuar os disparos subseqüentes. Armeiro: Profissional que fabrica ou conserta armas. Atirador: Pessoa física praticante do esporte de tiro, devidamente registrado na associação competente, ambas reconhecidas e sujeito às normas baixadas pelo Exército. Atos Inseguros: São ações/omissões que podem facilmente gerar acidentes graves. Essas negligências de cuidado estão situadas no campo do perigo, e exigem atenção constante. São situações geradas pela fadiga ou distração. Compreende atitudes como, por exemplo, apontar arma para outra pessoa, trabalhar com o revólver engatilhado, deixar arma com pessoa não treinada, deixar cinto pendurado sobre armários, ou outros, que representem riscos. Automática: Tecnicamente o nome comum de todas as armas que carregam e disparam vários tiros com um único acionamento do gatilho. B Back Up ou Backup Gun: Anglicismo; Arma de apoio, normalmente de pequenas dimensões, dissimulada no corpo do usuário; também conhecida por 2ª arma. Baioneta: Termo genérico para a arma branca que se adapta na extremidade da arma de fogo, para o combate de choque. A verdadeira baioneta não tem gume, ferindo somente pela ação da ponta. Hoje em dia esta arma é chamada de sabre pelo exército. Balística: Ciência que estuda todos os aspectos físicos relativos aos projéteis após seu disparo. Divide-se em: Balística Interna, que estuda a ignição da espoleta, a queima do propelente e o deslocamento do projétil dentro do cano; Balística Externa, que estuda o deslocamento e trajetória do projétil desde sua saída até seu impacto com o alvo, e Balística Terminal, que estuda os efeitos do projétil sobre o alvo. Balística de Efeitos: Estudo dos efeitos provocados pelos projéteis no alvo, também conhecida por terminal ou de ferimento, quando atinge um alvo humano/animal. Balística Exterior: Estudo do movimento do projétil a partir da saída do cano da arma, sob a influência da força de gravidade e das implicações aerodinâmicas do projétil, o mesmo que “Balística Externa”. Balística Interior: Estudo do movimento dos projéteis dentro do cano da arma, em decorrência da ação do propelente utilizado. Bandoleira: Tira de couro, lona, ou material similar, fixado à arma junto à coronha e parte anterior do cano ou guarda mão, servindo para o transporte de armas e acessórios, bem como para apoio no tiro. Barra de Transferência: Nos modernos revólveres, um dispositivo de segurança em forma de uma pequena barra, preso ao gatilho, o qual impossibilita o cão de percutir a espoleta do estojo, em caso de percussão direta sobre o cão, só permitindo a percussão se o gatilho for realmente acionado. Barricado: Protegido por uma barricada. Bigorna: Peça ou ponto metálico inserido dentro da espoleta ou embutida no alojamento do estojo, contra a qual é comprimida a massa explosiva da espoleta pela percussão da agulha ou cão, produzindo a detonação. Blowback ou Blow Back: Na tradução direcionada teríamos golpe de volta, sendo um sistema de operacional à gás em armas de fogo que dispensa o sistema de travamento da culatra. Devido à expansão dos gases da “explosão” do cartucho que se encontra no cano da arma, o ferrolho é impulsionado para trás, a mola recuperadora absorve a energia passada ao ferrolho, provocando a seguir o retorno do ferrolho para frente, colocando um novo cartucho na câmara. Esse sistema foi criado para armas que não utilizam altas pressões, como pistolas, submetralhadoras. C Cabo: Empunhadura; Peça de plástico, borracha ou madeira que é utilizada para dar empunhadura às armas de mão. Cadência de Tiro: Velocidade ou número de tiros disparados por uma arma em determinado espaço de tempo, normalmente 1 minuto. Calibre Nominal: É o calibre que serve para designar as munições e armas, e geralmente não correspondem ao calibre real delas. Calibre Real: É a medida exata do interior do cano de uma arma. Geralmente, apesar de sua fidelidade métrica, não dá nome a armas e munições. O calibre real costuma ser expresso em milímetros ou em frações de polegadas. Calibre: Palavra que deriva do árabe; Medida do diâmetro do projétil entre os fundos do raiamento do cano de uma arma (diâmetro do projétil) ou o diâmetro medido entre cheios, isto é, medido diretamente na boca do cano desconsiderando-se a profundidade do raiamento (calibre real). É utilizada para definir ou caracterizar um tipo de munição ou arma. Câmara: Parte posterior do cano que recebe o cartucho completo. Cano Flutuante: Tipo de cano de arma de fogo que é preso e fixado apenas pela caixa de culatra, não sofrendo nenhum contato com a coronha da arma. Carabina: Geralmente uma versão mais curta de um rifle de dimensões compactas,. No jargão militar era inicialmente uma arma de dotação da Cavalaria e Artilharia, bem como de Intendência. Carregador: Artefato projetado e produzido especificamente para conter os cartuchos de uma arma de fogo, apresentar-lhe um novo cartucho após cada disparo e a ela estar solidário em todos os seus movimentos; pode ser parte integrante da estrutura da arma ou, o que é mais comum, ser independente, permitindo que seja fixado ou retirado da arma, com facilidade, por ação sobre um dispositivo de fixação. Carregar: Consiste em colocar munição na câmara em condições de disparo; Cartucho: Termo correto para designar o conjunto estojo/pólvora/projétil /espoleta. Pode ser utilizado para identificar munição com projéteis‚ únicos ou múltiplos (cartucho de Caça). Certificado de Registro - CR: Documento hábil que autoriza as pessoas físicas ou jurídicas à utilização industrial, armazenagem, comércio, exportação, importação, transporte, manutenção, recuperação e manuseio de produtos controlados pelo Exército. Cheio: Denominação dada ao espaço localizado entre duas raias consecutivas. Choke: Mecanismo de redução ou afunilamento acoplado à boca do cano de armas que utilizam cartuchos carregados com balotes de chumbo, e que controla a dispersão desses balotes quando ocorre o disparo. Coldre: Originalmente, sempre usado no plural - coldres - eram estojos de couro colocados nos lados da sela de um cavalo, para carregar o par de pistolas ou outro tipo de armas de um cavaleiro. Posteriormente passou a indicar um estojo de couro ou outro material, preso ao cinto, para colocação de revólver ou pistola. Colt, Samuel: Inventor norte-americano de Armas de Fogo, nascido em 19 de julho de 1814 em Hartford, no estado de Connecticut, famoso pelo invento e desenvolvimento do revólver, tendo criado em 1836, uma companhia que estabeleceu a produção massificada deste tipo de Arma de Fogo. Combustão: Diz-se normalmente da queima da pólvora ou propelente, mudando o estado físico do mesmo, produzindo grande quantidade de calor e formação de gases, através de processo causado por calor ou choque. Compensador: Dispositivo colocado na boca do cano de uma arma que desvia parte dos gases resultantes da queima da pólvora para cima, diminuindo assim o recuo ou elevação do cano. Coroa do Cano: Fim do cano, zona onde o chumbo é libertado das estrias. É importante que a coroa seja perfeitamente maquinada, e que seja perpendicular ao cano de modo a que o chumbo se liberte de todas as estrias ao mesmo tempo. Coronha: Peça de apoio ligada à caixa da culatra e mecanismos de armas longas, geralmente feitas em madeira, alumínio ou polímero. Coronha Rebatível: Coronha dobrável que facilita o transporte das armas. Cronógrafo: Aparelho eletrônico, para medir velocidade dos projéteis, os quais são disparados através de dois ou mais sensores eletromagnéticos ou fotoelétricos, assim calculando o tempo dispendido para que os projéteis tenham passado, entre os dois pontos, estabelecendo a seguir a velocidade correta. Culote: Porção traseirade um cartucho, onde estão localizadas a canaleta de extração e a espoleta. Curso do Gatilho: Folga que o gatilho apresente até acionar o mecanismo de disparo. Customização: Alteração das características técnicas e estética feita sob medida e sob encomenda. D Deflagração: Nome dado à reação de combustão acelerada do propelente (pólvora) que ocorre em cartuchos de munição, com aumento local de temperatura, pressão e velocidade de até 400 m/s. Desmontagem Simples: Desmontagem de uma arma sem utilização de ferramentas, considerada de primeiro escalão na designação militar. Destravar: Desbloquear o mecanismo de trava da arma. Detonação: Fenômeno característico dos chamados altos explosivos que consiste na auto-propagação de uma onda de choque através de um corpo explosivo, transformando-o em produtos mais estáveis, com liberação de grande quantidade de calor e cuja velocidade varia de 1.000 a 8.500 m/s. Disciplina de Luzes e Ruídos: Cautela que o agente de Segurança Pública deve ter durante incursões, adentramentos furtivos e ações que necessite do efeito surpresa para não se ver denunciado pelos ruídos e sinais luminosos que venha a provocar. Duelo Metálico: Consiste em uma modalidade de tiro desportivo onde dois atiradores fazem uma série de 05 (cinco) alvos metálicos (poppers), disputando a velocidade do tiro somado com a precisão, de forma que cada um deve derrubar os alvos em ordem, fazendo pelo menos uma recarga, de forma que o último alvo, ao cair, fique em baixo do alvo adversário, indicando que foi acertado em menor tempo. E Ejetar: Lançar o estojo ou o cartucho para fora da arma. Emprego Coletivo: Uma arma, munição, ou equipamento é de emprego coletivo quando o efeito esperado de sua utilização eficiente destina-se ao proveito da ação de um grupo. Emprego Individual: Uma arma, munição, ou equipamento é de emprego individual quando o efeito esperado de sua utilização eficiente destina-se ao proveito da ação de um indivíduo. Energia do Projétil: A energia cinética do projétil em sua trajetória; a sua capacidade de executar trabalho; normalmente medida em libras-pé (footpounds) ou quilograma-metro (kgm). Engatilhamento: É a operação de se colocar o dispositivo de acionamento de percussão de uma arma em condições de disparo. Engatilhar: Colocar o cão da arma na posição de ação simples. EPI: Equipamento de Proteção Individual. Espingarda: Arma de fogo portátil, de cano longo com alma lisa, isto é, não-raiada. Espoleta de Percussão: Pequena espoleta feita de cobre ou latão, contendo leve quantidade de detonador como fulminato de mercúrio. Utilizada em armas de antecarga. Estatuto do Desarmamento: Diploma legal que restringem a comercialização, o porte e a posse de armas de fogo no Brasil. Estojo: Cápsula cilíndrica, cônica ou com o formato de “garrafa” do cartucho, na qual se alojam a espoleta e o projétil e que contém o propelente (pólvora). Estrias: Conjunto de segmentos helicoidais que compõem o relevo da alma de um cano estriado. Excludentes de Ilicitude: Quando há exclusão da antijuridicidade do fato típico praticado; quando um agente pratica um fato típico (descrito na lei) nas situações de estrito cumprimento do dever legal, exercício regular de direito, legítima defesa ou estado de necessidade. Explosão: Reação explosiva com alto grau de calor e pressão, e velocidades acima de 8500 m/s. Explosivo: Substância inflamável que pode produzir uma comoção acompanhada de detonação, produzida pelo desenvolvimento súbito de uma força ou a expansão súbita de um gás. Extrair: Retirar o estojo ou cartucho da câmara da arma. F Fechamento: Consiste na obstrução da câmara pela parte anterior da culatra ou ferrolho, sem nenhum dispositivo de trancamento. Ferrolho: Dispositivo acionado na culatra da arma, consistente em um eixo de ferro que se move para diante e para trás, fechando o cartucho ou estojo na câmara durante o disparo. Fiador de Arma: Acessório de armaria. Cordão de couro, tecido ou outro material que, preso a arma, passava pela mão do operador, para que a arma não fosse solta acidentalmente. Fiel: Cordão acoplado ao anel existente no cabo de uma Arma Curta de uso militar (pistola ou revolver), preso à platina da farda, para evitar a remoção da arma por terceiros ou por queda acidental. Fogo Central: Refere-se aos calibres que possuem sua espoleta inserida no centro do estojo ou cartucho. É também uma modalidade de Tiro Olímpico. Fogo Circular: Cartucho que tem sua espoleta selada ao redor do anel da base do estojo. O percussor, ao bater em qualquer parte do anel, detona a carga da espoleta. Exemplos populares deste sistema são os calibres: .22 Short; .22 Long. G Gatilho: Alavanca ou dispositivo de uma arma que, quando acionada pelo dedo do Atirador, aciona o mecanismo de disparo, liberando o cão ou percussor para o disparo de tiro. Guarda Mato: Proteção metálica ou de plástico, de forma recurva, que envolve o gatilho de armas portáteis. Os guarda-matos de algumas pistolas modernas têm uma concavidade anterior para permitir um melhor posicionamento da segunda mão no ato do tiro. I Impulsor: Peça no formato de uma pequena haste com unha, fixada ao cão ou ao gatilho, que roda o tambor do revólver quando este é engatilhado. Incidente de Tiro: Interrupção no funcionamento da arma, em conseqüência de ação imperfeita de peça, falha da munição ou, ainda, falta de perícia do atirador. Inspeção: é o ato de verificar a disponibilidade do material e detectar falhas mecânicas ou de fabricação, etc. IPSC: (abrev.) International Pratical Shooting Confederation: Confederação Internacional de Tiro Prático; tipo de modalidade de tiro desportivo com arma curta ou longa, em que o atirador “resolve” várias pistas (stages) em situações práticas atirando parado ou em movimento, transpondo obstáculos, através de janelas e portas, sob ou sobre anteparos, barricadas, usando enfim variadas posições de tiro e distâncias, com velocidade e força, sem descuidar da precisão. J Janela de Ejeção: Janela, pórtico ou portal, situado no carro das armas semi-automáticas e automáticas, por onde são ejetados os cartuchos ou cápsulas deflagradas. Jaqueta: Camisa ou encamisamento, termo utilizado para definir que o projétil possui uma jaqueta de metal, normalmente cobre ou liga de latão, sobre o seu núcleo. No caso de armas, diz respeito à proteção colocada sobre os canos das mesmas visando o arrefecimento. Jet Loader: Dispositivo que permite rápido carregamento dos tambores de revólveres, colocando todos os cartuchos no tambor ao mesmo tempo. L Limpeza: É a atividade que visa manter o material livre de resíduo de tiro, de ferrugem, de graxa, de poeira e outros corpos estranhos. M Magnum: Indica carga mais forte num determinado cartucho, utilizado também em armas especiais. Manejo: Conjunto de operações necessárias para realizar o funcionamento completo de uma arma de fogo. Manutenção: É o conjunto de operações destinadas à conservação, reparação e recuperação de material. Martelo de Inércia: Martelo Inercial; dispositivo em forma de um martelo, utilizado para desativar e desmontar munições, possuindo um sistema de fecho em sua base. Massa de Mira: Parte posterior do aparelho de pontaria de uma arma, normalmente montada próximo à extremidade anterior do cano da arma. Memória Muscular: É aquela relacionada ao contato direto com o armamento/equipamento/acessório, que podemos chamar de técnica, que é a postura das mãos e do desenvolvimento motor, é o desenvolvimento do mecanismo necessário para a realização de uma atividade se valendo das armas, equipamentos e acessórios de que dispõe. Método Giraldi: ou “Tiro Defensivo na Preservação da Vida”, é uma “Doutrina para a Atuação Armada da Polícia, e do Policial, com a Finalidade de Servir e Proteger a Sociedade, e a si Próprio” de autoria do CEL PMSP NILSON GIRALDI. Têm como finalidades preparar o policial para usar a sua arma de fogo com técnica, com tática, com psicologia, dentro dos limites das Leis, e dos Direitos