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________________________________________ ______________________________________ INSTITUTO FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO BACHARELADO EM QUÍMICA INDUSTRIAL QUÍMICA ORGÂNICA EXPERIMENTAL Prof° Hildegardo Seibert França Alunos: Ana Carolina Botelho, Camila Melo Araujo, Isadora Lelis ______________________________________________________________________________ SUMÁRIO 1. OBJETIVOS 2. INTRODUÇÃO TEÓRICA 3. MATERIAIS, REAGENTES E APARELHAGEM 4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL 5. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS 6. DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA 1. OBJETIVOS Realizar a síntese do éster acetato de isopentila por meio da reação entre ácido acético e isopentanol, utilizando ácido sulfúrico. 2. INTRODUÇÃO TEÓRICA As reações de oxidação-redução ou reações de redox servem para sintetizar uma grande variedade de substâncias. Essas reações também são importantes em sistemas biológicos. Em uma reação de redox, uma reação perde elétrons e outra recebe, a substância que perde elétrons é oxidada e a que recebe é reduzida. Observa-se que o estado de oxidação de um átomo de carbono é igual ao número total de suas ligações. (BRUICE, 2006) Os álcoois são classificados em primários, secundários e terciários, conforme o número de grupos alquila ligados ao carbono que sustenta a hidroxila. Nos álcoois primários, o grupo –OH está ligado a um carbono conectado a apenas um outro carbono; nos secundários, o carbono da hidroxila está ligado a dois carbonos; e nos terciários, a três carbonos. Essa classificação influencia diretamente a reatividade dos álcoois, especialmente em reações de oxidação: álcoois primários podem ser oxidados a aldeídos e ácidos carboxílicos, secundários a cetonas, enquanto os terciários geralmente não sofrem oxidação em condições brandas. A principal diferença entre cetonas e ácidos carboxílicos como produtos de oxidação de álcoois reside no tipo de álcool oxidado e na reação subsequente. Álcoois primários podem ser oxidados a aldeídos, que então são oxidados a ácidos carboxílicos. Álcoois secundários, por outro lado, são oxidados a cetonas, e não continuam a se oxidar a ácidos carboxílicos sob as mesmas condições. A mistura “KA-oil” é formada por cicloexanol e cicloexanona, os quais são álcool e cetona derivados do cicloexano. Esta mistura é utilizada, principalmente, na rota para a produção do ácido adípico, a partir da oxidação do cicloexano. (DIAS, 2022) O dicromato de potássio (K₂Cr₂O₇) é um dos agentes oxidantes mais utilizados em síntese laboratorial, especialmente na oxidação de álcoois. Em meio ácido, ele atua convertendo álcoois primários em ácidos carboxílicos e secundários em cetonas, através da redução do íon Cr⁶⁺ (laranja) para Cr³⁺ (verde). Essa reação é altamente eficiente e visível devido à mudança de cor característica. (BRUICE, 2006) A temperatura exerce um papel fundamental no controle da oxidação parcial ou total de álcoois. Em baixas temperaturas, é possível favorecer a oxidação parcial, como a conversão de álcoois primários em aldeídos, evitando a oxidação completa até ácidos carboxílicos. Já em temperaturas mais elevadas, a energia térmica favorece a continuação da reação, promovendo a oxidação total. Portanto, o ajuste da temperatura é essencial para controlar seletivamente o produto desejado, especialmente quando se deseja interromper a reação em um estágio intermediário. (SOLOMONS, 2018) 3. MATERIAIS, REAGENTES E APARELHAGEM ● Diclorometano; ● Ácido sulfúrico P.A.; ● Cicloexanol; ● Dicromato de potássio; ● Ácido oxálico; ● Sulfato de sódio anidro; ● Chapa aquecedora; ● Pipeta de Pasteur; ● Funil comum; ● Funil de separação; ● Béquer; ● Espátula; ● Gelo; ● Proveta; ● Pisseta; ● Termômetro; ● Condensador; ● Balão de fundo chato; ● Balança analítica; ● Vidro de relógio 4. SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE As Fichas de Informações de Segurança de Produtos Químicos (FISPQ) dos reagentes empregados neste experimento estarão disponíveis para consulta no laboratório onde o mesmo for executado e abordam suas propriedades físico-químicas, riscos potenciais à saúde e toxicidade, procedimentos de primeiros socorros, requisitos especiais de manuseio e estocagem, procedimentos em caso de vazamento e acidente. O manuseio dos reagentes empregados neste experimento requer a utilização de óculos de segurança. 5. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL Preparou-se o meio reacional em um béquer de 125 mL, com metade do béquer preenchido com gelo picado, adicionou-se 7,5 mL de ácido sulfúrico concentrado ao gelo, sob agitação. Em seguida, foi acrescentado 10 g de cicloexanol mantendo o béquer em banho de gelo. Preparou-se a solução oxidante dissolvendo 13,5208 g de dicromato de potássio em 8 mL de água destilada em frasco separado. Dando início a reação, o béquer foi retirado do gelo e inseriu-se um termômetro. Foi adicionado cerca de 1 mL da solução de dicromato ao meio, lentamente e foi possível observar a mudança de cor de amarelo para verde. Foi mantido a temperatura entre 30ºC e 35ºC. No momento em que a solução retornava a cor original, adicionou-se uma nova porção da solução de dicromato, cerca de aproximadamente 1 mL em meio refrigerado com gelo. Quando restou 3 mL da solução de dicromato, adicionou-se tudo de uma só, porém como não foi possível observar a temperatura subir para cerca de 50ºC, foi aquecida o restante da solução de dicromato e foi adicionado mais 3mL. Para a destruição do excesso de oxidante, foi adicionado cuidadosamente 2,0028g de ácido oxálico sob agitação. Para realizar a extração e a purificação foi transferido a reação para o funil de separação e extraiu-se duas vezes com 100 mL de diclorometano. Foi separada a fase orgânica da aquosa e secou-se a solução com sulfato de sódio anidro, imediatamente filtrou-se e transferiu-se a solução para um balão. Ficou na capela por 7 dias para concluir a evaporação completa. 6. APRESENTAÇÃO DOS RESULTADOS A oxidação do cicloexanol utilizando dicromato de potássio em meio ácido apresentou uma série de transformações visuais que foram fundamentais para o monitoramento do progresso da reação. Um dos principais indicativos da oxidação em andamento foi a alteração de coloração da solução reacional, inicialmente alaranjada e, com o tempo, tornando-se esverdeada O dicromato de potássio, ao ser dissolvido em água, libera íons dicromato (Cr₂O₇²⁻), que possuem coloração laranja intensa devido à presença do cromo em seu estado de oxidação +6 (Cr⁶⁺). Como esse estado de oxidação é elevado, o Cr⁶⁺ possui forte tendência a se reduzir até o estado +3 (Cr³⁺), o que o torna um agente oxidante eficaz. (ENGEL,2012). Durante o processo, ao serem adicionadas porções da solução oxidante ao meio contendo o álcool secundário cicloexanol, observou-se essa alteração visual como um reflexo da transformação química. O cicloexanol sofre oxidação em meio ácido, perdendo dois átomos de hidrogênio e sendo convertido em cicloexanona, uma cetona. Simultaneamente, os íons dicromato (Cr₂O₇²⁻) são reduzidos a Cr³⁺, cuja coloração verde é visualmente distinta e marcante. Essa mudança de cor, de laranja para verde, não apenas confirma que a reação está ocorrendo, mas também permite monitorar sua evolução ao longo do tempo. A persistência da tonalidade verde indica excesso de agente oxidante ativo, enquanto o desaparecimento dessa cor sinaliza o consumo do dicromato e o momento adequado para adicionar novas porçõesdo reagente(DEMUNER,2002). A reação de oxidação do cicloexanol por íons dicromato em meio ácido pode ser observada na Figura 1, ilustrando tanto a transformação do álcool em cetona quanto a redução do dicromato a Cr³⁺, responsável pela mudança de coloração característica. Figura 1: Reação de oxidação do cicloexanol Fonte: Autoral, 2025. Outro aspecto essencial para o sucesso da reação foi o controle rigoroso da temperatura. Durante as primeiras etapas, a mistura reacional foi mantida em banho de gelo, o que assegurou uma adição segura do ácido sulfúrico concentrado e evitou aumentos bruscos de temperatura que poderiam iniciar a reação de forma descontrolada. Posteriormente, a temperatura foi mantida entre 30 °C e 35 °C, faixa ideal para garantir que a oxidação fosse seletiva e direcionada apenas à formação da cetona. Temperaturas mais elevadas favorecem reações paralelas e a formação de subprodutos indesejados, como o ácido cicloexanocarboxílico ou o ácido adípico, que comprometem o rendimento e a seletividade do processo(DEMUNER,2002). Em determinado momento, observou-se que, mesmo com a adição contínua da solução oxidante, a temperatura não se elevava como esperado. Para resolver essa questão, a solução de dicromato foi previamente aquecida antes de ser incorporada ao sistema, o que permitiu atingir temporariamente cerca de 50 °C. Essa elevação contribuiu para que a reação prosseguisse de forma mais eficiente. Em seguida, foi retomado o controle térmico, permitindo que a temperatura voltasse ao intervalo desejado. Para garantir que todo o cicloexanol reagisse completamente, foi utilizado um excesso de dicromato de potássio como agente oxidante. Pois mesmo após a conclusão da reação principal, permanecem na solução íons Cr⁶⁺ em excesso. Esses íons foram subsequentemente reduzidos a Cr³⁺, uma forma menos tóxica e mais estável, através da adição de ácido oxálico. Este composto atua como agente redutor, oxidando seus carbonos de estado +3 para +4 (formando CO₂) enquanto reduz o cromo (DEMUNER,2002). Após a reação, a mistura contendo o produto desejado (ciclohexanona) dissolvido em água e diversos subprodutos foi submetida a um processo de extração com diclorometano. A escolha deste solvente deve-se à sua natureza apolar, que favorece a solubilização da ciclohexanona, e à sua densidade superior à água, permitindo uma fácil separação das fases. Durante a extração, a ciclohexanona migrou para a fase orgânica (diclorometano), enquanto os subprodutos polares permaneceram na fase aquosa. Para otimizar a recuperação do produto, o processo de extração foi repetido uma segunda vez. Esta abordagem de dupla extração é comum em sínteses orgânicas, pois aumenta significativamente o rendimento do processo (ENGEL,2012). Além disso, a volatilidade moderada do diclorometano facilita sua posterior remoção por evaporação, resultando na ciclohexanona purificada. O método garante não apenas a eficiência da separação, mas também a segurança ao converter os resíduos de cromo em uma forma menos prejudicial ao ambiente (ENGEL,2012). Para calcular o rendimento, é preciso determinar qual o reagente limitante da reação, para isso, é feita a conversão da massa dos reagentes em número de mol. Número de mols Ciclohexanol = 10,0 g / 100,158 g/mol =0,099 mols Número de mols Dicromato = 13,5208 g / 294,18 g/mol =0,045 mols Como mostrado na figura 1, a relação entre dicromato e o produto da reação é 1:3 , ou seja, a cada 1 mol de dicromato serão produzidos 3 mols de ciclohexanona. Assim, para os 0,0998 mol de cicloexanol, seriam necessários: 0,0998 / 3 = 0,0333 mol de Cr₂O₇²⁻ Como a quantidade de dicromato disponível (0,04596 mol) é superior à necessária, o reagente limitante é o cicloexanol. A equação também mostra que cada mol de cicloexanol gera um mol de cicloexanona. Portanto, a quantidade teórica de cicloexanona formada será também de 0,0998 mol. Sabendo que a massa molar da cicloexanona (C₆H₁₀O) é 98,14 g/mol, temos: m = 0,0998 × 98,14 = 9,79 g Essa é a massa máxima de produto que poderia ser obtida na reação. Na prática, o volume de cicloexanona obtido foi de 5,6 mL. Considerando a densidade da cicloexanona a 25 °C igual a 0,95 g/mL (FISPQ,2022), a massa real obtida é: m = 5,6 × 0,95 = 5,32 g Com esses valores, o rendimento percentual da reação pode ser calculado por: rendimento = (5,32 / 9,79) × 100 = 54,33% A diferença entre o rendimento real e o teórico, que foi de 54,33%, pode ser explicada por perdas durante o manuseio, como respingos ou produto retido em vidrarias. Também é possível que a reação não tenha ocorrido completamente ou que subprodutos tenham se formado. Além disso, etapas como separação e purificação podem ter causado perdas adicionais. Pequenos erros de medição também contribuem para essa diferença. Durante a síntese, foi percebido um odor forte e característico no produto final, funcionando como um indicativo complementar relevante na identificação preliminar da cicloexanona. Esse aroma é típico de cetonas alifáticas de anel cíclico, com um perfil olfativo impressionante e levemente adocicado, semelhante ao cheiro da acetona, porém mais encorpado e um tanto menos volátil, condizente com as propriedades físico-químicas da cicloexanona. Do ponto de vista de segurança, a avaliação olfativa deve ser realizada de forma breve e sempre em ambientes devidamente ventilados, como capelas de exaustão, uma vez que a exposição prolongada aos vapores da cicloexanona pode causar irritação das vias respiratórias, tontura ou efeitos narcóticos leves. A identificação pelo odor, embora não seja um método conclusivo ou quantitativo, é uma evidência qualitativa relevante que, em conjunto com os resultados visuais e as etapas descritas no procedimento, contribui para confirmar que a reação ocorreu de forma satisfatória. A transição perceptível de um aroma alcoólico para um aroma cetônico reforça que houve uma conversão química significativa. Além disso, a intensidade do odor detectado no laboratório sugere que a quantidade de produto formado foi suficiente para que seus vapores fossem notados. Esse fato se alinha à eficiência da reação e à volatilidade moderada da cicloexanona, cuja pressão de vapor permite que sua presença seja facilmente identificada. A análise da pureza de um composto orgânico é essencial para assegurar que o produto obtido corresponde, de fato, ao esperado e que a síntese foi conduzida com sucesso. No caso da cicloexanona, a simples observação visual e olfativa não são suficientes para garantir a pureza do material. Por isso, é recomendado complementar a caracterização com métodos físico-químicos específicos. Uma das primeiras e mais acessíveis técnicas para avaliação da identidade e da pureza é a determinação do ponto de ebulição. A cicloexanona possui um ponto de ebulição conhecido de aproximadamente 155 – 156 °C sob pressão atmosférica. A obtenção de um valor próximo a esse intervalo indica alta pureza e confirma que o composto é, de fato, a cicloexanona. Caso o ponto de ebulição encontrado esteja significativamente abaixo ou acima dessa faixa, é um indicativo de contaminação por solventes residuais ou formação de subprodutos durante a reação. A Cromatografia em Camada Fina (CCF) é uma técnica simples, rápida e bem útil para verificar a pureza e, a princípio, a identidade do produto. Ao aplicar uma pequena amostra do produto bruto em uma placa cromatográfica e eluir com um sistema solvente adequado, é possível visualizar, após revelação com um agente, se há apenas uma mancha (indicando alta pureza) ou múltiplas manchas (indicando impurezas). A combinação dessas técnicas, permite não apenas a confirmação da identidade do produto, como também uma avaliação rigorosa da sua pureza. O uso de múltiplas abordagens é essencial para eliminar dúvidas sobre a formação de subprodutosou a presença de reagentes residuais, diminuindo cada vez mais a propagação de erros. Ao final da reação de oxidação do cicloexanol, é comum que permaneça uma quantidade residual de íons dicromato (Cr₂O₇²⁻) no meio reacional. Esse excesso de oxidante, além de representar um risco ambiental e de segurança, pode comprometer as etapas subsequentes de purificação e análise do produto. Por isso, é fundamental consumir de forma adequada esse agente oxidante antes do descarte ou da continuidade do processo. O ácido oxálico (H₂C₂O₄) foi adicionado ao sistema com o objetivo de reduzir o cromo Cr⁶⁺ para sua forma Cr³⁺, que é significativamente menos tóxica e ambientalmente mais estável. O Cr⁶⁺ é altamente perigoso, com alto índice de toxicidade, carcinogenicidade e impacto ambiental, enquanto o Cr³⁺ apresenta toxicidade muito reduzida. Essa redução é evidenciada, notoriamente, pela diminuição de uma coloração esverdeada da solução, que é característica dos íons Cr³⁺. Durante o processo de adição do ácido oxálico, observa-se a formação de bolhas, indicativas da liberação de CO₂, e o gradual clareamento da solução, sinalizando que o cromo residual foi consumido. O monitoramento visual é, portanto, um indicador prático e eficiente de que a destruição do excesso de oxidante foi bem-sucedida. A destruição controlada do excesso de Cr⁶⁺ é fundamental para minimizar os impactos ambientais do experimento. O Cr⁶⁺, se descartado inadequadamente, pode contaminar solos e águas subterrâneas, sendo altamente perigoso para organismos aquáticos e para a saúde humana. Ao reduzir o Cr⁶⁺ a Cr³⁺ com ácido oxálico, garante-se que o resíduo final seja significativamente menos agressivo ao meio ambiente e mais seguro para o descarte. Além disso, a destruição do oxidante reduz o risco de reações indesejadas com materiais orgânicos ou outros resíduos presentes no laboratório, evitando possíveis acidentes ou liberações gasosas inesperadas. O PCC (Cloreto de Piridínio e Clorocromato) é um agente oxidante amplamente utilizado para a conversão seletiva de álcoois primários e secundários em aldeídos e cetonas, respectivamente. Sua principal vantagem sobre o dicromato é que ele permite realizar a oxidação em solventes orgânicos como diclorometano, sem a necessidade de meio fortemente ácido ou aquoso. Diversos métodos alternativos de oxidação têm sido desenvolvidos com o objetivo de substituir reagentes tóxicos, como o dicromato de potássio, por alternativas mais sustentáveis e ambientalmente seguras, alinhadas aos princípios da química verde. Um exemplo é o uso do hipoclorito de sódio (NaClO), substância presente na água sanitária, que pode promover a oxidação de álcoois secundários a cetonas em meio aquoso e levemente básico, com menor toxicidade em comparação aos compostos de cromo. 6. CONCLUSÃO A oxidação do cicloexanol utilizando dicromato de potássio em meio ácido demonstrou-se eficiente para a conversão do álcool em cicloexanona, evidenciada por mudanças visuais características, como a transição da coloração laranja para verde e a percepção de um odor forte e típico de cetonas alifáticas cíclicas no produto final. A presença desse odor funcionou como um indicativo qualitativo complementar de que a conversão química ocorreu de forma satisfatória. O experimento foi de ótimo proveito e aprendizado. A análise sensorial foi reforçada pela sugestão de métodos físico-químicos para avaliação da pureza e confirmação da identidade do produto, como a determinação do ponto de ebulição e cromatografia em camada fina (CCF), que proporcionam resultados mais conclusivos e quantitativos. Além disso, foi realizada de forma eficiente a destruição do excesso de oxidante por meio da adição de ácido oxálico, que reduziu os íons Cr⁶⁺ a Cr³⁺, minimizando os riscos ambientais e garantindo maior segurança no descarte dos resíduos. A diminuição visual da coloração verde confirmou que a redução foi bem-sucedida. Por fim, destaca-se a importância de considerar métodos alternativos de oxidação menos tóxicos e ambientalmente mais adequados, os quais oferecem maior segurança, seletividade e menores impactos ambientais. O experimento proporcionou não apenas uma síntese rentável da cicloexanona, mas também reforçou a importância de práticas laboratoriais seguras, conscientes e sustentáveis. 7. DOCUMENTOS DE REFERÊNCIA COMPLEMENTARES ACD/ChemSketch Version 12.0 for Microsoft Windows. Tutorial. Advanced Chemistry Development, Inc., 1997-2010. DEMUNER, A.J.; MALTHA, C.R.A.; BARBOSA, L.C.A.; PERES, V. Experimentos de Química Orgânica. Viçosa: Editora da UFV, 2002. ENGEL, Randall G. et al. Química orgânica experimental: técnicas de escala pequena. 3. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2012 SOARES, A.B. Apostila de Análise Orgânica. Vitória: Ifes, 2009. RIBEIRO, D. FISPQ FICHA DE INFORMAÇÕES DE SEGURANÇA DE PRODUTOS QUÍMICOS. [S.l.]: Dinâmica Química Contemporânea LTDA, 27 dez. 2022. Disponível em: . Acesso em: 27 jun. 2025. VOGEL, A.I. Química orgânica- Análise qualitativa. 3.ed. Rio de Janeiro: Ao Livro técnico, 1988 BARBOZA, F. et al. UNIVERSIDADE FEDERAL FLUMINENSE ESCOLA DE ENGENHARIA DEPARTAMENTO DE ENGENHARIA QUÍMICA E DE PETRÓLEO PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA QUÍMICA MATEUS VIDAL DIAS OXIDAÇÃO DO CICLOEXANO A CICLOEXANOL E CICLOEXANONA COM CATALISADORES DE COBRE-NÍQUEL (CuNi) ORIENTADORES. [S.l: s.n.], fev. 2022. Acesso em: 27 jun. 2025.