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ANATOMIA 
canais principais: são as avenidas, vai da CP até o ápice 
canais laterais: ruas que saem da avenida, saem do canal 
principal e vai p lateral da raiz (dentina) 
canais acessórios: becos pequenos que saem do canal principal 
e podem conectar a spfc externa da raiz 
canais secundários: vielas sem saídas, canais menores q se 
ramificam mas continuam no trajeto principal - n tem continuidade 
p fora da raiz e nem conectam com outros canais 
 
mecanismo de ação do hipoclorito de sódio: 
Saponificação: o hidróxido de sódio presente transforma ácidos 
graxos em sabão e glicerol, reduzindo a tensão superficial da 
solução. ácido graxo + hidróxido de sódio = sabão e glicerol 
 
Neutralização: quebra cadeias proteicas por meio da reação com 
aminoácidos, formando sal e água, iniciando a degradação da 
matéria orgânica. aminoácido + hidróxido de sódio = sal e água 
 
Cloraminação: forma cloraminas, que afetam o metabolismo 
bacteriano, inibindo enzimas essenciais por oxidação dos grupos 
sulfidrila. aminoácido + ácido hipocloroso = cloramina 
 
Ação em pH alcalino: o pH elevado compromete a membrana das 
bactérias, inibindo enzimas, alterando o metabolismo e 
promovendo degradação de lipídios. 
 
Ácido hipocloroso: é o principal agente bactericida, pois promove 
liberação de cloro ativo e causa degradação e hidrólise de 
aminoácidos. 
 
mecanismo de ação da clorexidina: 
A clorexidina possui uma molécula com carga positiva (catiônica), 
que é atraída pela superfície das bactérias, que tem carga negativa 
(aniônica). Quando ela se liga à membrana citoplasmática da 
bactéria, causa sua ruptura. Isso leva ao vazamento e à 
precipitação do conteúdo interno da célula, devido à reação da 
clorexidina com os compostos fosfatados presentes na membrana. 
Esse processo é o que garante sua ação antimicrobiana. 
 
O espectro de ação do hipoclorito de sódio e da clorexidina é 
semelhante; contudo, não promove a degradação de matéria 
orgânica e não desorganiza o biofilme. 
 
paracloroanilina: um dos subprodutos formados pela associação 
da clorexidina com hidróxido de cálcio, é citotóxica. se a clorexidina 
for indicada como solução, deve-se limpar a cavidade com soro 
antes para eliminação de qqr resíduo de hipoclorito de sódio 
 
sabendo que o EDTA remove a smear layer, explique a 
importância desse processo. 
a smear layer entope os túbulos dentinários, quando removida, 
permite a melhor penetração de soluções irrigadoras, cimentos e 
medicações intracanais. 
 
qual o momento ideal para obturar? 
quando dps do preparo químico-mecânico bem executado desde 
que o paciente não tenha dor, odor exsudato e restauração mal 
adaptada. 
> o momento ideal para obturação é o canal estar adequadamente 
preparado química e mecanicamente, o dente estar assintomático 
e se conseguir um ambiente seco, sem exsudação. 
biopulpectomia: obturação imediata sempre que possível. sessão 
única, mas se tiver sangramento, serão sessões múltiplas. 
necropulpectomia: com ou sem lesão periapical ou retratamento, 
usa-se a medicação intracanal. sessões múltiplas, mas não é 
regra. 
 
 
protocolo de irrigação 
remoção de smear layer após a instrumentação com EDTA 17%: 
Encher uma seringa com 3mL de solução de EDTA, colocar a easy 
clean no micromotor, calibrar o stop na medida dos ⅔ e seguir o 
protocolo: 
> agitação do EDTA com a easy clean: 1mL por 20 segundos. 
Repetir o processo 3 vezes (3mL) 
> Realizar a lavagem com 15mL de soro fisiológico 
irrigação final com a solução irrigadora + soro 
> agitação da solução irrigadora com a easy clean: 1mL por 20 
segundos. Repetir o processo 3x (3mL) 
> lavagem com 15mL de soro fisiológico 
 
 
veículos 
os veículos fazem a dissociação dos íons do HC. são os íons que 
atuam na medicação. PMCC tem que ser associada a canfora e ao 
HC pois ela sozinha como medicação é tóxica. Ela não atua nos 
LPS bacterianos mas atua sobre os enterococcus faecali. 
 
 
mecanismo de ação do hidróxido de cálcio: 
o pH elevado proporcionado pelo hidróxido de cálcio altera a 
integridade da membrana citoplasmática bacteriana por meio dos 
efeitos tóxicos gerados durante o transporte de nutrientes e da 
destruição de fosfolipídeos e de ácidos graxos. 
contato direto: causa a perda da integridade da membrana 
citoplasmática, pois devido ao seu pH elevado, inativa as enzimas 
e causa a destruição do seu DNA 
contato indireto: se liga ao dióxido de carbono, que é o gás que as 
bactérias usam para respirar. 
Enquanto os íons hidroxila ativam a fosfatase alcalina, 
ocasionando a mineralização, os íons cálcio permitem a redução 
da permeabilidade de novos capilares, além de ativar a 
fibronectina. 
 
> quem utilizar como irrigante o hipoclorito de sódio não pode usar 
a clorexidina gel como medicação intracanal pois vai causar uma 
smear layer química. usa-se o paramono 
 
seleção da pasta de hidróxido de cálcio 
cimento resinoso com hidróxido de cálcio 
resina epóxica: estabilidade dimensional, adesividade, 
radiopacidade, baixa solubilidade, capacidade seladora, alto 
escoamento, tempo de presa: 12 horas 
hidróxido de cálcio: biocompatibilidade, antimicrobiana, 
reparação do tecido mineralizado 
ambos possuem boas propriedades fisico-químicas, a diferença é 
que um vem pronto (comercializado) e o hidróxido de cálcio 
precisará de manipulação: pó + veículo até chegar no ponto fio. 
 
guta-percha: 19 a 20% nas fórmulas alfa e beta; óxido de zinco 
(60 a 75%) confere a rigidez e reatividade antibacteriana aos cones 
- sulfato de bário (1,5 a 17%) é o radiopacificador. Resinas ceras e 
corantes (1 a 4%). Conservar em local fresco e protegido do sol, 
sofre oxidação quando exposto ao ar e a luz, armazenar na 
geladeira p evitar o fendilhamento 
 
como checar a conometria? teste visual: observa se o cone de 
guta-percha está seco, íntegro e se entra no canal até o 
comprimento de trabalho sem deformações ou dobras. A ponta do 
cone deve encaixar bem no terço apical. - Prosseguir com a 
escolha do cone principal conferindo o comprimento real de 
trabalho - CT-1mm, utilizando a pinça clínica e régua endodôntica 
milimetrada. Em seguida levar o cone em posição e através do 
teste visual verificamos VISUALMENTE se o cone chega ao 
CT-1mm visualizando-o na referência oclusal ou incisal, o qual não 
deve ultrapassá-la mesmo quando forçado em direção apical. 
 
teste tátil: Ao inserir o cone no canal, o dentista sente uma leve 
resistência no final, indicando que o cone está bem adaptado à 
região apical. Se o cone entrar com muita facilidade ou ficar frouxo, 
pode não estar ajustado corretamente. 
 
teste radiográfico: realizar a radiografia de prova do cone ou 
conometria para verificar se está 1mm aquém do ápice. 
 
prova do cone não ficou no CT-1mm, como resolver? 
foi para além do forame (passou): 
• Caso o cone principal esteja ultrapassando A MEDIDA do 
CT-1mm, cheque a ODONTOMENTRIA e caso não esteja correta 
restabelecer novamente a odontometria; 
• Se a ODM estiver correta, ESCOLHA UM NOVO CONE, DE 
CALIBRE MAIOR na medida do CT-1mm e TESTE novamente o 
TRAVAMENTO OU você poderá cortar a pontinha do CONE com 
lâmina de bisturi para adaptá-lo na medida desejada. (Obs: cortar 
com a lâmina de bisturi). 
cone não desceu, ficou aquém antes da medida desejada: 
• Caso o cone principal não esteja no CT, verificar se houve 
impactação de dentina, conferir a odontometria, a lima Patente 
(#10 ou #15 além do forame), tirar as raspas de dentina refazendo 
a instrumentação apical, repetindo o recuo progressivo, se 
necessário e provar novamente o cone principal 
 
como escolher o calibre do cone? 
1. Você irá testar o calibre da primeira lima do RECUO, 
na medida do CT -1mm 
Se houve o TRAVAMENTO - você pode radiografar 
para confirmar 
Se NAÕ HOUVER O TRAVAMENTO: Você tem 
DUAS OPÇÕES 
A. Usar o calibre da próxima lima (a segunda do 
recuo)..E assim por diante. 
B. Cortar a pontinha do cone (com lâmina de bisturi ou 
lâmina de barbear e adaptá-lo na medida do CT-1mm 
 
Caso o cone principal esteja ultrapassando a medida,escolher um 
diâmetro maior ou adaptar a ponta do cone para ele descer na 
medida do CT- 1 mm. 
E se não descer? verificar se houve impactação de dentina ou se o 
recuo progressivo não foi suficiente. 
Conferir a lima Patente (#10 ou #15 além do forame), tirar as 
raspas de dentina + IRRIGAÇÃO + refazer a instrumentação apical 
e/ou o recuo progressivo; 
Repetir a conometria 
 
técnica de obturação 
1. conferir LAF no CT, e lima patente no CT + 1mm 
2. Descontaminação dos cones principais e acessórios: Deixe os 
cones submersos em solução de hipoclorito de sódio ou clorexidina 
por um minuto, posteriormente, devemos lavá-los com soro, secar 
e reservar para o uso. 
3. Prova do Cone Principal (com solução irrigadora dentro do 
canal) + Radiografia de Conometria 
4. Remoção da Smear Layer + Irrigação + Secagem do canal: 
Remoção da camada de smear layer após a instrumentação com 
EDTA 17% 
Agitação do EDTA com o Easy Clean: 1 ml por 20 segundos 
(repetir 3x) 
Lavagem com 15 ml de soro fisiológico 
Agitação da solução irrigadora com o Easy Clean: 
1 ml por 20 segundos (repetir 3x) 
Lavagem com 15 ml de soro fisiológico 
Secagem do canal: Sugador Intracanal, Capillary tips, Cones de 
papel 
5. Manipulação do cimento; e Inserção do cimento + Cone Principal 
dentro do canal 
6. Condensação lateral (colocação dos cones acessórios + cimento 
+ Radiografia de Qualidade) 
7. Cortes dos cones e Condensação Vertical: cortes dos cones 
com calcador aquecido ao rubro e pressionar no sentido vertical 
por alguns segundos com condensador frio 
8. limpeza da cavidade com algodão, gaze e álcool 70% 
9. Radiografia final 
10. Restauração Provisória ou Definitiva 
 
Vantagens em relação à compactação (condensação) lateral 
• Procedimento mais simples e rápido 
• Minimiza as forças apical e lateral exercidas nas paredes dos 
canais radiculares associadas ao emprego de espaçadores e dos 
cones acessórios 
• Pode ser uma boa opção em canais curvos ou estreitos, onde a 
compactação lateral está condicionada pelo menor espaço 
disponível, permitindo uma maior percentagem de área ocupada 
por guta-percha 
• Apresenta resultados comparáveis aos de outras técnicas, como 
a de compactação lateral ou termoplástica. 
Desvantagens 
• Menor adaptação do cone único nos terços médio e coronário da 
maioria dos canais. Isso pode gerar áreas com maior quantidade 
de cimento do que guta-percha 
• Porosidade nos grandes volumes de obturações com alguns 
cimentos endodônticos convencionais, por contração de presa e 
risco de dissolução do cimento 
• Menor área de guta-percha em certas configurações anatômicas, 
como canais ovais, achatados ou em C 
 
requisitos ideias de uma solução irrigadora 
1. amplo espectro antimicrobiano 
2. inativar endotoxinas (LPS, principais da gram negativas) 
3. ter baixo potencial alergênico 
4. dissolver tecidos pulpares necróticos remanescentes 
5. n ser tóxico aos tecidos periodontais 
6. remover a formação de smear layer 
7. ser solúvel em água 
8. apresentar baixo custo 
 
lentulo para medicação intra-canal 
1. preparação do canal: canal limpo, modelado e seco 
2. seleção da broca lentulo: escolher uma broca do tamanho 
adequado ao diâmetro do canal 
3. preparação da medicação: misturar a pasta (hidróxido de cálcio 
por ex) até obter uma consistência cremosa 
4. carregamento da broca: aplicar uma pequena quantidade de 
medicação na parte espiralada 
5. ajuste do stop: posicionar 2-3mm antes do CT (se o CT for 
20mm, ajustar em 18-17mm) 
6. aplicação no canal: baixa rotação, aplicar lentamente, sem forçar 
até a medida do stop e manter a broca em movimento para 
distribuição uniforme durante 10 segundos 
7. retirada e finalização: remover a broca ainda girando e limpar 
excessos e fazer obturação temporária. 
 
 
 
 
cimento sealer 26 
pasta à base de óxido zinco e eugenol (OZE) modificada com 
RESINA, seu catalisador possui hidróxido de cálcio que lhe confere 
boas propriedades antissépticas e bioativas. Suas propriedades: 
boa estabilidade dimensional, boa capacidade seladora, adesão 
bastante satisfatória, bom escoamento, baixa solubilidade, boa 
plasticidade baixa desintegração, atividade antibacteriana 
satisfatória. Ele combina propriedades tradicionais do OZE com 
adições de resina para melhor adesão e estabilidade e hidróxido 
de cálcio para ação bioativa e antimicrobiana (pq estimula o reparo 
apical). 
 
propriedades de todos os cimentos: 
- capacidade seladora 
- baixa solubilidade 
- baixa desintegração 
- estabilidade dimensional 
- radiopacidade 
- biocompatilidade 
 
 
observações extras 
> o Hidróxido de cálcio age sobre as membranas celulares, 
destruindo as lipoproteínas, desnatura as enzimas com a quebra 
da sua estrutura primária e produz cisão das fitas de DNA. esses 
mecanismos são prováveis fatores da morte microbiana. 
> o pH do HC favorece a ativação da fosfatase alcalina, enzima 
que promove a liberação de fosfato inorgânico. os íons fosfato 
reagem com o cálcio do hidróxido de cálcio, formando precipitados 
de fosfato de cálcio, o que caracteriza o processo de mineralização 
> em contato com o tecido vivo, essa substância causa 
desnaturação proteica superficial devido a sua baixa solubilidade, 
caracterizada por uma necrose de coagulação. Esse efeito parece 
ser responsável pela indução do reparo e da mineralização. 
> a lenta liberação de íons garante um efeito prolongado sem 
toxicidade sistêmica 
> a necrose de coagulação induzida pelo hidróxido de cálcio é 
seguida por formação de tecido de granulação e deposição de 
cemento apical e osso em lesões periapicais 
> a necrose por hidróxido de cálcio é superficial e estéril, diferente 
da necrose por infecção (q é destrutiva). a zona necrótica age 
como um “andaime” para a migração de células reparadoras. a 
liberação de cálcio ativa vias de sinalização celular que estimulam 
mineralização. 
> Essa substância possui mecanismo de ação por contato direto e 
fraca ação antimicrobiana sobre o Enterococcus faecalis, no 
interior do sistema de canais radiculares. 
> A ação do pH do hidróxido de cálcio se processa nos sítios 
enzimáticos essenciais do microrganismo, causando efeitos 
biológicos lesivos sobre a célula bacteriana. 
> O efeito residual na neutralização do lipopolissacarídeo (LPS) 
bacteriano favorece o processo de reparação tecidual, pois o 
hidróxido de cálcio neutraliza as toxinas bacterianas, reduz a 
inflamação periapical e estimula a reparação por induzir a 
formação de tecido mineralizado e promover um ambiente bioativo 
pela liberação de íons cálcio. 
> o hidróxido de cálcio promove a dissolução do tecido necrótico 
remanescente no canal radicular 
> os íons cálcio liberados pelo Ca(OH)2 ativam células 
osteoblásticas e cementoblastos, promovendo a formação de 
tecido mineralizado (cemento e osso). 
> o Ca(OH)2 REDUZ a permeabilidade vascular no tecido 
periapical, diminuindo o edema e o exsudato inflamatório, isso 
ocorre pela neutralização de mediadores inflamatórios. 
> desta forma, o Hidróxido de cálcio age primariamente por: 
1. alcalinização (dano microbiano) 
2. liberação de Ca2+ (bioatividade/reparação) 
3. redução da permeabilidade vascular (controle do 
exsudato inflamatório) 
 
> Quando o dente apresente rizogênese incompleta, a irrigação é 
feita com CLOREXIDINA. 
 
sobre anatomia 
> os incisivos centrais superiores podem ter a raíz curvada para a 
vestibular. 
> incisivos laterais superiores: dens in dent, dens invaginatus, dens 
evaginatus, tem sua curvatura apical disto-palatina oq promove 
maior chance de desvios 
> caninos superiores: curvatura da raiz para distal 
> incisivos inferiores: podem ter raiz bifurcação, curvatura apical da 
raiz no sentido distolingual. Grupamento dental com maior grau de 
achatamento mesio-distal de toda a arcada 
> caninos inferiores: podem apresentar 2 canais/2 raízes, sua 
curvatura apical geralmente é no sentido vestibular ou lingual.