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Métodos de Migração de Larvas
Técnicas de Baermann-Moraes e Rugai
Módulo 52 
Profª Caroline Carvalho 
Parasitoses Intestinais 
• Comuns em áreas com baixa condição socioeconômica;
• Transmissão favorecida pela falta de saneamento e higiene;
• Diagnóstico precoce é essencial para controle e tratamento.
Importância do Diagnóstico
• Infecções intestinais podem causar sintomas graves e até óbito.
• Identificação laboratorial de ovos, larvas, cistos e trofozoítos.
• Técnicas específicas aumentam a sensibilidade diagnóstica.
Técnica de Baermann - Moraes 
• Utilizada para pesquisa de larvas de nematóides (Strongyloides stercoralis e 
Ancilostomídeos) 
• Baseia-se na atração das larvas por água aquecida, seguida de sedimentação.
Técnica de Rugai
• Usada para detectar formas larvais difíceis em exames tradicionais;
• Aplicação clínica: larvas de Strongyloides stercoralis e Ancilostomídeos;
• Se as fezes forem refrigeradas, as larvas morrem;
• Dificulta o reconhecimento e a identificação das formas larvais.
Comparação entre as Técnicas
• Aplicação clínica: pesquisa de larvas de Strongyloides stercoralis e Ancilostomídeos.
• Princípio: termo-hidrotropismo positivo + ação da gravidade.
Técnica Aplicação Vantagem Limitação
Baermann-Moraes Larvas de helmintos Método eficaz e 
específico
Exige materiais e 
aquecimento
Rugai Formas larvais 
difíceis de detectar
Mais simples e 
prático
Exige aquecimento 
Sensível à 
refrigeração das 
fezes
Strongyloides stercoralis - Estrongiloidíase 
 Classificação 
Reino: Animalia
Filo: Nematoda
Classe: Secernentea
Ordem: Rhabditida
Família : Strongyloididae
Especie: Strongyloides stercoralis
Contaminação 
● Penetração ativa da larva filarióide pela pele;
● Caminhar descalço em solo contaminado;
● Autoinfecção interna (mucosa intestinal);
● Autoinfecção externa (área perianal).
Fases Evolutivas
1. Larva rabditóide (L1) – eliminada nas fezes:
2. Larva filarióide (L3) – forma infectante;
3. Fêmea adulta – vive no intestino;
4. Formas de vida livre – reprodução no ambiente.
Hospedeiros
● Definitivo: ser humano, cães;
● Não há hospedeiro intermediário.
Ciclo de Vida
Métodos de Diagnósticos 
● Parasitológico de fezes (Técnicas: 
Baermann-Moraes, Rugai);
● Sorologia (ELISA);
● PCR;
● Biópsia intestinal (casos graves).
Sintomas
● Cutânea: coceira, eritema;
● Pulmonar: tosse, sibilos, 
síndrome de Loeffler;
● Intestinal: dor, diarreia, perda de 
peso.
Complicações
● Hiperinfecção em 
imunossuprimidos;
● Disseminação para fígado, 
cérebro, coração;
● Enterocolite, sepse, meningite;
● Pode ser fatal.
Prevenção 
● Uso de calçados;
● Higiene e saneamento;
● Tratar portadores crônicos antes 
de imunossupressão.
Tratamento
● Ivermectina (1ª escolha);
● Albendazol (alternativa);
● Casos graves: uso prolongado, 
até via retal/venosa.
Fases Evolutivas S. stercoralis 
Ancilostomídeos Classificação 
Reino: Animalia
Filo: Nematoda
Classe: Secernentea
Ordem: Strongylida
Família : Ancylostomatidae
Especie:
Ancylostoma duodenale e 
Necator americanus
Contaminação 
● Penetração ativa de larvas filarióides (L3) pela 
pele, geralmente dos pés, ao caminhar 
descalço em solo contaminado;
● Menos comum: ingestão de larvas 
(principalmente Ancylostoma duodenale);
● As fezes humanas contendo ovos são a 
principal fonte de contaminação do ambiente.
Fases Evolutivas
1. Ovo – eliminado nas fezes; eclodem no solo em 
ambiente úmido e quente;
2. Larva rabditóide (L1) – de vida livre, 
alimentam-se no solo;
3. Larva filarióide (L3) – forma infectante, penetra 
a pele do hospedeiro;
4. Forma adulta – parasita o intestino delgado, 
onde se alimenta de sangue.
Hospedeiros
● Hospedeiro definitivo: ser humano;
● Alguns animais podem atuar como hospedeiros 
para outras espécies do gênero Ancylostoma, mas 
Necator é exclusivo de humanos.
Ciclo de Vida
Métodos de Diagnósticos 
● Parasitológico de fezes: 
pesquisa de ovos;
● Técnicas quantitativas: 
Kato-Katz (estimar 
intensidade da infecção);
● Em casos raros: 
endoscopia ou biópsia.
Sintomas
● Fase cutânea: Dermatite 
(coceira, vermelhidão no local 
da entrada da larva);
● Fase pulmonar: Tosse, 
sibilância, eosinofilia, febre leve, 
Síndrome de Loeffler (reação 
alérgica pulmonar);
● Fase intestinal: Dor abdominal, 
diarreia, náuseas, Fadiga, 
palidez, Anemia ferropriva.
Complicações
● Anemia grave;
● Atraso no crescimento e no 
desenvolvimento cognitivo infantil;
● Desnutrição;
● Em infecções intensas: 
prostração, edema e até morte 
por insuficiência cardíaca 
congestiva associada à anemia.
Prevenção 
● Uso de calçados (evita penetração 
das larvas pela pele);
● Saneamento básico e descarte 
adequado de fezes;
● Educação em saúde;
● Lavagem adequada de alimentos 
(caso haja contaminação com ovos).
Tratamento
● Albendazol 400 mg/dia 
por 1 a 3 dias (1ª 
escolha);
● Mebendazol 100 mg 
2x/dia por 3 dias;
● Suplementação de ferro 
e vitaminas, se houver 
anemia.
Ancylostoma duodenale e Necator americanus
Fases Evolutivas Ancilostomídeos 
Diferenças entre as larvas de Strongyloides stercoralis e Ancilostomídeos

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