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1 
 
Conceitos de Emprego Público – Questões Metodológicas1 
 
Marcelo Britto de Almeida 
Eneuton Dornellas Pessoa de Carvalho 
Simone da Silva Figueiredo 
 
Palavras-chave: emprego público; conceito; metodologia; mensuração 
 
Resumo: 
Estudos sobre o tema requerem iniciar pela definição de conceito operacional para 
mensuração. Comumente dois critérios são utilizados: quantitativo de horas trabalhadas e 
número de empregados. O primeiro permite o dimensionamento mais exato da força de 
trabalho e o segundo provê maior variedade de informações. Ademais, a opção por um dos 
critérios também está condicionada a qualidade e adequação das bases de dados disponíveis e 
os objetivos investigados. 
Os critérios são insuficientes para se avaliar a real contribuição do Estado na geração 
de empregos. Existe uma gama de atividades financiadas com receitas públicas, sem que as 
organizações envolvidas façam parte do Estado. A identificação do emprego público com 
aqueles que mantêm vínculo formal de emprego com órgãos do setor público subestima o 
papel do Estado na geração de empregos. A existência dos terceirizados no serviço público, 
de organizações não-governamentais financiadas por fundos públicos, as empresas em que o 
Estado é sócio etc., são todos mecanismos de geração de emprego com a participação do 
Estado. Esses casos não são captados pelos conceitos mais convencionais de emprego 
público. 
Por pesar à maior participação do Estado na geração de empregos, prevalece nas bases 
de dados nacionais e internacionais a identificação do emprego público com o indivíduo que 
mantém vínculo de emprego com órgãos e unidades estatais. Esta é a maneira mais 
encontrada de se computar o emprego, que não “resolve” o problema de delimitar as 
instituições, organizações e as unidades que fazem parte do setor. 
Assim, o dimensionamento do emprego público em grande medida corresponde a um 
arbitramento sobre o que vem a ser o setor público. O emprego público era identificado com 
os funcionários engajados nas funções identificadas como típicas de Estado. O ulterior 
desenvolvimento e a maior complexidade que assumiram a máquina pública, sobretudo nas 
áreas social e econômica, foram responsáveis pela ampliação do conceito de emprego 
público. 
 
 
1 Trabalho apresentado no XVII Encontro Nacional de Estudos Populacionais, ABEP, realizado em Caxambú- 
MG – Brasil, de 20 a 24 de setembro de 2010 
 Técnico de Planejamento e Pesquisa do IPEA e Coordenador da Pesquisa Trabalho no Setor Público. 
 Assistente de Pesquisa V do IPEA e Professor Adjunto da Universidade do Rio de Janeiro (UNIRIO). 
 Assistente de Pesquisa III do IPEA, Mestre em Demografia pela Escola Nacional de Ciências Estatísticas 
(ENCE/IBGE) e Bacharel e Licenciada em Geografia (UERJ). 
2 
 
Conceitos de Emprego Público – Questões Metodológicas2 
 
Marcelo Britto de Almeida 
Eneuton Dornellas Pessoa de Carvalho 
Simone da Silva Figueiredo 
Introdução 
Estudos sobre o emprego no setor público requerem como ponto de partida a 
definição de um conceito operacional para sua mensuração. Comumente dois critérios são 
utilizados: o quantitativo de horas trabalhadas no serviço público e o número de empregados 
no setor. Se o primeiro critério permite o dimensionamento mais exato da força de trabalho 
empregada, o segundo provê maior variedade de informações, como os tipos de vínculo de 
emprego, as características pessoais de cor, raça, gênero, etc. Além disso, a opção por um dos 
critérios também está condicionada às informações que constam nas bases de dados 
disponíveis, bem como se adéquam ao conjunto de questões que se busca investigar. 
Ambos os critérios, porém, são insuficientes para se dimensionar, com mais exatidão, 
a real contribuição do Estado na geração de empregos. Porque existe uma gama de atividades 
financiadas, integral ou parcialmente, com receitas públicas, sem que as organizações 
envolvidas façam parte do Estado, a usual identificação do emprego público com aqueles que 
mantêm vínculo formal de emprego com órgãos do setor público subestima o papel do Estado 
na geração de empregos. A existência dos terceirizados no serviço público, de organizações 
não-governamentais financiadas por fundos públicos, as empresas em que o Estado é sócio 
minoritário - mas se constitui em seu financiador último - o financiamento dos sistemas de 
educação e saúde privados, as compras governamentais e os contratos de trabalho entre 
órgãos do governo e organizações não governamentais, são todos mecanismos de geração de 
emprego com a participação do Estado. Esses casos não são captados pelos conceitos mais 
convencionais de emprego público. 
Em que pese à maior participação do Estado na geração de empregos, prevalece nas 
bases de dados a identificação do emprego público com o indivíduo que mantém vínculo de 
emprego com órgãos e unidades estatais. 
Esta é a maneira mais encontrada de se computar o emprego público nos compêndios 
nacionais e internacionais, o que não “resolve” definitivamente o problema de delimitar as 
instituições, organizações e as unidades que fazem parte do setor. 
Assim, o dimensionamento do emprego público em grande medida corresponde a um 
arbitramento sobre o que se considera ser o setor público. Inicialmente, o emprego público 
era identificado com os funcionários engajados nas funções identificadas como típicas de 
Estado. O ulterior desenvolvimento e a maior complexidade que assumiram a máquina 
pública, como resultado da diversificação das funções do Estado, sobretudo nas áreas social e 
econômica, foram responsáveis pela ampliação do conceito de emprego público. 
 
2 Trabalho apresentado no XVII Encontro Nacional de Estudos Populacionais, ABEP, realizado em Caxambú- 
MG – Brasil, de 20 a 24 de setembro de 2010 
 Técnico de Planejamento e Pesquisa do IPEA e Coordenador da Pesquisa Trabalho no Setor Público. 
 Assistente de Pesquisa V do IPEA e Professor Adjunto da Universidade do Rio de Janeiro (UNIRIO). 
 Assistente de Pesquisa III do IPEA, Mestre em Demografia pela Escola Nacional de Ciências Estatísticas 
(ENCE/IBGE) e Bacharel e Licenciada em Geografia (UERJ). 
3 
 
Comentários Iniciais Acerca do Conceito de Emprego Público 
As formas de medição e de avaliação do emprego dependem de diversos aspectos e, 
portanto, podem se organizar de diversas formas, a saber: 
1. O tamanho do emprego público bem como sua proporção na população residente, na 
população economicamente ativa (PEA) e ocupada varia a depender do conceito de 
emprego público utilizado. 
2. O Conceito de emprego público é, por sua vez, resultado de algum critério de 
classificação. Em primeiro lugar daquilo que o pesquisador ou a instituição de 
pesquisa identifica como fazendo parte do setor público. Em segundo lugar, os 
vínculos de emprego no setor público que o pesquisador ou a instituição de pesquisa 
consideram como sendo emprego público. Por exemplo, as bases de dados, sejam 
nacionais ou internacionais, não consideram o emprego de terceirizados como sendo 
emprego público, embora muitas vezes esse pessoal exerça funções fim no serviço 
público. 
3. Esse critério de classificação de algum modo está condicionado aos objetivos da 
pesquisa. Assim, estudos mais voltados a comparações internacionais utilizam 
conceitos de emprego público adotados por instituições internacionais. Ao passo que 
estudos mais voltados para o funcionamento e a dinâmica do mercado de trabalho 
identificam o emprego público com o emprego formal no setor público, o que exclui 
situações de “informalidade” no emprego público, a saber, no caso do Brasil os 
vínculos de emprego não-estatutários e não- celetistas. 
4. O tamanho do emprego público e a qualidade das estatísticas geradas dependem 
diretamente da existência das bases de dados com uma gama de variáveis que 
atendam à demanda pretendida, bem como da formade confecção e captação das 
pesquisas. 
Dificuldades de Conceituação e Dimensionamento do Emprego Público no Brasil 
No Brasil, a expansão e diversificação do aparelho de Estado na década de 1930, em 
grande medida à base da criação da administração indireta: autarquias, fundações, sociedades 
de economia mista e empresas estatais - para as quais estão menos acessíveis as informações 
referentes ao quadro de pessoal - vieram tornar mais complexa a distinção das atividades 
públicas vis-à-vis as privadas e, por conseguinte, a definição e dimensionamento do emprego 
público. 
Acrescente-se a isso a evidência de que a máquina pública estruturou-se no Brasil, não 
somente a partir de iniciativa própria e autônoma, mas também como resposta às exigências 
colocadas pela soma de interesses particulares que, para além dos canais parlamentares, se 
alojaram no executivo, condicionando sua expansão e intervenção. Muitos aparelhos da 
administração pública foram criados e/ou se expandiram para dar conta de interesses 
particulares, não raro se sobrepondo aos já existentes, sem que esses desaparecessem ou 
fossem desativados. Muitas vezes, a coexistência de estruturas e órgãos ultrapassados com 
outros construídos de forma moderna, isto é, tecnocrática e centralizada, deu a tônica da 
expansão da máquina pública no País, sobretudo na chamada administração indireta.3 
 
3 A esse respeito, ver Fiori:1995:100-101. 
4 
 
Justamente na administração indireta era comum a prática de contratação de 
servidores na figura de extranumerários e interinos, não exercendo a administração direta 
maior controle sobre sua admissão nem o seu quantitativo.4 
Além disso, as tentativas de Reforma Administrativa foram movimentos mais afeitos 
à União, ficando o recenseamento do pessoal restrito a essa esfera. Com efeito, o Censo do 
Funcionalismo Público de 1940 de iniciativa do Departamento Administrativo do Serviço 
Público (DASP) incluía apenas os servidores federais da Administração Direta. 
A expansão da administração indireta tomou novo impulso com a Reforma 
Administrativa de 1967, com base no Decreto Lei n° 200, tendo como um de seus princípios 
fundamentais o da descentralização, que no âmbito federal propôs a distinção entre as 
funções de direção e execução, ficando a primeira a cargo da administração direta e a 
segunda da indireta. Em relação a isso se calcula que 81%5 das empresas públicas e 
sociedades de economia mista, no âmbito federal, foram criadas a partir de 1967. O processo 
de privatização nos anos 90 não eliminou essa configuração básica da Administração Pública. 
Em suma, esse desenvolvimento da administração indireta, funcionando de modo 
quase autônomo em relação à administração direta, veio dificultar a conceituação e a 
mensuração do emprego público. 
Essas características da máquina pública federal e que são reprodutíveis no plano 
subnacional de governo, guardadas as devidas proporções e graus de complexidade, nos 
remete à necessidade de trabalhar com um conceito amplo de emprego público, que englobe a 
administração direta a indireta nas três esferas de governo. 
Atualmente o Boletim Estatístico de Pessoal elaborado pela Secretaria de Recursos 
Humanos (SRH) do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (MPOG) dimensiona o 
pessoal na Administração Pública Federal que consta do Sistema Integrado de Administração 
de Recursos Humanos (SIAPE). Este Sistema abrange todos os órgãos da administração 
direta, as autarquias, as fundações e as empresas públicas e sociedades de economia mista 
que recebem recursos do Tesouro. Está excluído do SIAPE o Ministério Público da União, o 
BACEN – Banco Central, e os servidores do Ministério das Relações Exteriores lotados no 
exterior. 
As atuais atividades de governo incluem aquelas relacionadas com o consumo 
coletivo (educação, saúde, limpeza urbana etc.), administração e legitimação do Estado 
(poderes executivo, legislativo e judiciário) e a conservação da ordem social (segurança 
pública e defesa). Essas atividades se estruturam sob a forma de fundações, autarquias e 
administração direta. Um segundo segmento de atividades corresponde às empresas 
produtivas e de intermediação financeira. Composto das estatais propriamente ditas, ele inclui 
ainda as empresas nas quais o Estado tem participação acionária majoritária. 
Por fim, há dificuldade em classificar os empregados a partir das funções que 
formalmente são atribuídas aos órgãos de governo. É sabido que na estrutura do Estado não 
há uma correspondência unívoca entre a divisão institucional de responsabilidades e a divisão 
funcional de atividades. No país, a sobreposição de responsabilidades e funções dos órgãos 
de governo, algumas vezes díspares, dificulta esse tipo de classificação. Em estudos que se 
propõe também a comparações internacionais, o conceito de emprego público a ser utilizado 
deve tentar compatibilizar as bases de dados locais com a metodologia utilizada nas bases de 
 
4 Extranumerário correspondia ao pessoal suplementar no serviço público que era admitido por prova de habilitação sem a exigência de concurso. A categoria foi extinta em 
1960. O “Interino”, nos termos da Lei, eram contratados por no máximo 01 (hum) ano. Por falta de realização de concurso esse pessoal era depois efetivado no serviço 
público. Sobre isso, ver Pessoa:2002. 
5 Uma referência para o Tema da Administração Indireta é o Artigo de Beatriz Warlich; “Reflexões de ordem administrativa sobre as empresas estatais no Brasil”, -- em que 
consta a citada informação -- à disposição na Revista de Administração Pública 13(3): 23-46 de jul./set. 1979. 
5 
 
dados internacionais, em particular as consagradas nos estudos da Organisation for Economic 
Co-operation and Development (OCDE) e Organização Internacional do Trabalho (OIT). As 
comparações internacionais são importantes não apenas por nos fornecer uma referência 
estatístico-numérica para dimensionar o emprego público no Brasil, mas porque as diferentes 
configurações da estrutura e do estoque do emprego público, e de seu peso no total das 
ocupações de cada mercado de trabalho nacional nos permite compreender e descrever os 
diversos papéis que o emprego público desempenha. Quer seja no âmbito dos mercados de 
trabalho, ou no que se refere às funções que cada Estado desempenha, ou ainda a 
consideração sobre o que cada Estado Nacional executa através do seu plantel de servidores. 
Pessoal no Serviço Público – Definições na Constituição Federal de 1988 e 
interpretações presentes no Direito Administrativo Brasileiro. 
Na Constituição Federal de 1988 a Seção II, do Capítulo VII, Título III –, em 
consonância com a Emenda Constitucional 18/98 - denomina de Servidores Públicos as 
pessoas que prestam serviço com vínculo empregatício à Administração Pública direta, 
autarquias e fundações. Na seção I desse mesmo Capítulo - que se remete à Emenda 
Constitucional 19/98 -, é proibida a acumulação de cargos também para os servidores das 
empresas públicas e das sociedades de economia mista em que o Estado detém controle direto 
ou indireto, ou seja, aquelas entidades com personalidade jurídica de Direito Privado 
controladas pelo Estado. Pode se afirmar que de alguma forma o Servidor Público abrange 
também o pessoal da Administração Indireta. 
“... a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange 
autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia 
mista, suas subsidiárias, e sociedades controladas, direta ou 
indiretamente, pelo poder público”. (Redação dada na Emenda 
Constitucional 19/98) 
Segundo o Direito Administrativo, “Agentes Públicos”: são todas as pessoas que 
prestam serviços ao Estado e às pessoas jurídicas da Administração Pública. 
Existem três categorias de Agentes Públicos: 
1. Agentes políticos. São os políticos eleitos 
2. Servidores públicos. 
a) Estatutáriosb) Celetistas – empregados públicos 
c) Temporários (Art. 37, IX, da Constituição Federal). Exercem funções públicas sem 
estarem vinculados a cargos ou empregos públicos. 
3. Particulares em colaboração com o poder público. Prestam serviços ao Estado, sem 
vínculo empregatício, com ou sem remuneração. 
a) Por delegação do poder público. Ex. empregados de empresas concessionárias e 
permissionárias de serviços públicos. Também os que exercem serviços notariais e de 
registro. (art. 236 da Constituição Federal); os leiloeiros, etc. 
b) Mediante requisição, nomeação ou designação. Ex. jurados, convocados para a 
prestação de serviço militar ou eleitoral. 
Do exposto podemos identificar, no tocante ao conceito de servidores públicos, seja 
na Constituição Federal de 1988 seja no Direito Administrativo, que ele se remete ao pessoal 
que possui vínculo de emprego formal - estatutário e celetista - mesmo que temporários, com 
os órgãos da Administração Direta e Indireta. Já o conceito mais amplo de Agente Público 
6 
 
insere todos aqueles que exercem suas atividades também como a extensão da coisa pública, 
seja em termos da representação política do País, seja em termos das funções de Estado 
concedidas à exploração de agentes privados, como também no Poder de Estado de exigir dos 
cidadãos o cumprimento de funções ad hoc, imprescindíveis à pátria e à sociedade, 
exemplificado pelo caso dos convocados para o serviço militar e para a participação em 
bancas de júri público e eleitorais. 
O conceito de servidor público na Constituição Federal e no Direito Administrativo 
não contempla o pessoal que possui outros vínculos de emprego no próprio serviço público. 
Sendo assim, enxergam apenas os trabalhadores celetistas e os estatutários ficando o pessoal 
terceirizado e outros vínculos precários fora da conceituação. Como há de ser visto neste 
trabalho, estes não são considerados nem dimensionados no serviço público por quaisquer 
das fontes de dados disponíveis. 
Emprego Público nas Principais Fontes de Dados 
As principais fontes de informação que serão trabalhadas neste texto são: Os Censos 
Demográficos (CD), as Pesquisas Nacionais por Amostra de Domicílios (PNAD), a Relação 
Anual de Informações Sociais (RAIS) e o Sistema Integrado de Administração de Recursos 
Humanos (SIAPE). Para este conjunto foi construída uma tabela que sintetiza algumas das 
suas características. 
 
Tabela 1 
Comparativo das características das bases de dados selecionadas para análise. 
Pesquisas CD PNAD RAIS SIAPE 
Execução IBGE IBGE MTE MPOG 
Período 1872 a 2000 1992 a 2008 * 1977 a 2008 1996 a 2009 
Periodicidade Decenal Anual Mensal 
Cobertura Nacional Nacional com 
restrições 
Nacional com 
restrições 
Nacional com 
restrições 
Tipo Universo Amostra complexa 
baseada no universo 
Auto declarativa Setores do 
funcionalismo 
federal 
Menor unidade 
espacial confiável 
de informação 
Área de ponderação 
com mínimo de 400 
domicílios 
Área auto-
representativa 
(conjunto de 
municípios de 
pequeno porte) 
 
O estabelecimento 
Manutenção da 
Informação 
Descontinua Contínua 
 
Nota: (*) Não houve pesquisa no ano de 1994 e no ano censitário – 2000. 
Censo Demográfico (CD) 
A tabela pode fornecer a impressão errônea de que a pesquisa censitária (CD) é a de 
pior qualidade devido à descontinuidade da informação. Um dos aspectos positivos está na 
sua longevidade. A pesquisa censitária é indiscutivelmente a melhor, por ser uma amostra 
retirada do real e não do provável. É a pesquisa mais confiável, suas limitações estão no fato 
de que o tema não é tratado de maneira contínua. 
Na questão espacial a qualidade da pesquisa censitária é imbatível, pois é realizada 
com toda a população brasileira. O esforço de realização desta pesquisa requer um tempo 
anterior grande no seu preparo e um esforço hercúleo para realizá-la. 
7 
 
Nos Censos Demográficos a distinção entre público e privado a partir dos setores de 
atividade partindo-se unicamente da informação publicada resulta em ser quase impossível. 
Para os grupos de atividade “Administração Pública” e “Defesa Nacional e Segurança 
Pública” sua identificação com o setor e o emprego públicos é imediata, haja vista serem 
atividades eminentemente estatais. Já os outros setores, compostos de um misto de atividades 
público e privadas, se tornam tão miscigenados na publicação que existe a impossibilidade de 
identificá-los. Por outro lado, estudar o emprego público baseado somente na publicação é 
reduzir as informações destes dois grupos de atividade aludidos e subestimar o emprego 
público. Pois a máquina pública expandiu-se exatamente no outros grupos de atividade 
(serviços de utilidade pública e infra-estrutura urbana, serviços sociais, etc.). 
As informações censitárias apresentam três momentos diferentes, que explicam as 
distintas metodologias e conseqüentemente informações por elas ofertadas. 
O primeiro momento refere-se ao período de 1872 a 1920. Segundo Senra (2006) as 
estatísticas eram feitas de maneira amadoras, por sociedades de pesquisas iniciantes e tinham 
por objetivo atender as necessidades de conhecimento sobre o país de dimensões continentais 
sob a perspectiva de seus contingentes populacionais. 
Tabela 2 
Quadro Comparativo das profissões publicado no Censo Demográfico de 1920 – Brasil. 
Profissões 1872 1900 1920 
Exploração do solo e sub-solo 3.261.340 
5.250.506 
6.451.530 
Indústrias 788.752 1.189.357 
Transportes 21.703 71.986 253.587 
Comércio 102.133 322.858 497.548 
Força Pública 27.716 31.945 88.363 
Administração 10.710 45.710 97.712 
Profissionais Liberais 58.860 41.696 168.111 
Pessoas que vivem de renda 31.863 23.271 40.790 
Serviços Domésticos 1.045.615 2.358.759 363.879 
Total 5.348.692 8.146.731 9.191.044 
População 9.930.478 16.626.991 30.635.605 
 
Fonte: IBGE. Censo Demográfico de 1920. 
O segundo momento se instaura com a criação do Instituto Brasileiro de Geografia e 
Estatística (IBGE), em 1936, com a incumbência de guardar as informações estatísticas do 
período anterior e de produzir novas estatísticas do Brasil com o intuito de promover o maior 
conhecimento além da questão dos contingentes, mas destes e de suas especificidades. O 
objetivo era o de promover o maior conhecimento para além do aspecto quantitativo. 
Observando as qualidades da população brasileira e suas especificidades. 
8 
 
Tabela 3 
Classes de Atividade selecionadas nos Censos Demográficos de 1940 até 1950. Brasil. 
Classes de atividade 1940 1950 
Transporte ferroviário 157.040 196.353 
Serviços postais, telegráficos e de radiocomunicações 24.853 38.269 
Telefones 10.372 15.253 
Saneamento, Abastecimento e Melhoramentos Urbanos 16.750 80.498 
Ensino Público 75.866 149.088 
Assistência Médio-Hospitalar Pública 
 
32.677 
Poder Legislativo 
 
3.833 
Justiça e atividades auxiliares 18.969 29.879 
Administração pública federal 63.212 48.617 
Administração pública estadual 53.142 68.383 
Administração pública municipal 83.234 75.101 
Administração autárquica 5.617 31.210 
Administração pública outras 9.242 3.744 
Forças Armadas 103.009 162.971 
Exército 79.103 99.137 
Aeronáutica 4.453 32.026 
Marinha 19.453 31.808 
Corpo de Bombeiros 3.738 3.756 
Polícia Militar 40.832 44.929 
Polícia Civil 16.875 35.792 
Outros 6.378 4.429 
PEA Ocupada 14.656.995 17.336.000 
Total das Classes 689.129 1.024.782 
% PEA Ocupada com o total das classes 4,70% 5,91% 
 
Fonte: IBGE. Censos Demográficos de 1940 e 1950. 
O terceiro momento se estabelece com o uso das novas tecnologias (capitaneada pela 
inclusão dos computadores de grande porte), a partir de 1960 até os dias atuais. As 
informações passam a ser disponibilizadas em meio eletrônico. Isso permite um aumento 
considerável do volume de informações e de combinações desta. Passa-se, então, a 
aprofundar a questão das especificidades dos contingentes populacionais. 
 
9 
 
Tabela 4 
Classes de Atividade selecionadas nos Censos Demográficos de 1960 até 2000. Brasil.mais amplo, correspondente à definição de empregado público no 
Censo de 1991. As situações intermediárias correspondem aos conceitos de emprego público 
nos censos de 1980 e 2000. No primeiro, é possível identificar o emprego no setor público 
com os empregados públicos que contribuem para instituto de previdência, e no de 2000, o 
emprego público é identificado com os funcionários públicos estatutários e militares. 
A mensuração indireta do emprego público utilizando-se os Censos Demográficos de 
1950 e 1970 encontra-se em Sanson & Moutinho (1987). Nesse trabalho, os autores se valem 
de informações sobre o tipo de emprego, público ou privado, para calcular os coeficientes de 
participação do emprego público por ramo de atividade. Isto permitiu definir as atividades 
que seriam específicas do setor público. Tais atividades incluem os serviços industriais de 
utilidade pública: ferroviário, serviços postais, serviços de telefonia, ensino público, 
assistência médico-hospitalar pública, previdência social, administração pública e defesa 
nacional7. 
Conclusivamente, em estudos sobre o emprego público é problemático o uso dos 
Censos para a construção de séries históricas, haja vista a grande variabilidade na definição 
de emprego público de um Censo para outro. Além disso, há o problema recorrente de 
subestimação do emprego público bem como o fato de que em alguns anos não ser possível 
distinguir o emprego público por esfera de governo. 
Pesquisas Nacionais por Amostra de Domicílios (PNAD) 
Quando se observa a tabela em relação à PNAD verificam-se as seguintes 
características: pesquisa anual, cobrindo o período de 1992 a 20088, com informação contínua 
e tendo como órgão responsável o IBGE. Tem-se a impressão de ser a melhor base de dados 
para o estudo do tema. Não se pode referir-se à PNAD como sendo uma „Ótima‟ pesquisa 
sobre o tema, mas sem dúvida é a melhor. 
O período de cobertura da PNAD permite um estudo sobre o comportamento recente 
do emprego público nos últimos governos federais, estaduais e municipais. 
Em relação à pesquisa demográfica a PNAD tem um levantamento mais acurado da 
renda dos informantes. O que permite a correlação com esse tema de maneira segura. Quanto 
aos questionamentos acerca do emprego público, este é realizado a fim de se averiguar a 
esfera administrativa, para os federais se é militar, se é estatutário e se é funcionário público. 
Infelizmente, em relação ao detalhamento das ocupações exercidas algumas aparecem 
aglutinadas por demais impedindo estudos mais aprofundados, como as ocupações militares. 
 
7 Em 1970, nos serviços industriais de utilidade pública o percentual de empregados públicos era de 42,2%; transporte ferroviário: 81,5%; serviços postais: 86,5%; 
comunicações telefônicas: 30,1%; ensino público: 100%; previdência social: 100%, administração pública: 97,8%; defesa nacional e segurança pública: 95,5%. O fato da 
administração pública e defesa nacional não representarem 100% do emprego nos ramos explica-se pelos serviços privados auxiliares do judiciário, como cartório e 
despachantes, e pelos serviços particulares de segurança. 
8 No ano de 1994 não foi realizada a pesquisa e por definição esta também não ocorre em ano censitário, no caso o ano 2000. 
12 
 
Não se pode deixar de enfatizar que durante todo o período da existência do 
questionamento acerca do emprego público na PNAD o questionário não sofreu nenhuma 
reformulação, permitindo assim a comparação com muita facilidade. As únicas alterações 
ocorridas foram à mudança da Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) e da 
Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) para o ano de 2002 em diante. 
Isto não permite a comparação da evolução de alguns grupos de ocupação e de atividades por 
todo o período. 
Tem seu desenho amostral baseado na pesquisa censitária, devido a isto gera uma alta 
confiabilidade nas suas informações. Ao mesmo tempo, realiza um levantamento num 
número muito reduzido de domicílios, necessitando então que o desenho amostral seja 
complexo e não simples como da amostra censitária; o que dificulta a diminuição da escala 
de observação; não se pode passar para a escala do detalhe; não se observa os municípios e 
nem mesmo as unidades da federação. 
A PNAD é atualmente uma pesquisa anual que somente não vai a campo em ano 
censitário. No entanto, no seu processo de implantação era uma pesquisa trimestral com o 
ânimo de fornecer investigações contínuas sobre os temas na qual os censos conseguem 
decenalmente. Investigava as características demográficas, saúde e higiene, consumo de 
alimentos e nutrição, condições de habitação, educação e cultura, mão-de-obra e nível 
econômico da família. Com estas investigações pretendia-se ter estimativas e índices 
nacionais e regionais. 
Um dado interessante de expor é o fato de que na primeira PNAD para os quesitos de 
mão-de-obra foram investigadas as pessoas de 14 anos e mais, podendo estas estar dentro 
(ocupadas e não ocupadas) ou fora da força de trabalho. Para ser considerada pessoa ocupada 
tinha de se estar trabalhando na semana de referência ou estar afastado por motivo de doença, 
férias, luto, dissídio coletivo, etc. Para ser considerada pessoa desocupada não podia estar 
trabalhando ou estar afastado por nenhum dos motivos elencados acima, mas tinha de ter 
tomado alguma providência para conseguir trabalho. A definição de emprego desta pesquisa 
é bem ampla, considerou-se qualquer acordo definitivo para realização de trabalho regular 
remunerado, podendo ser em dinheiro e/ou em bens e, também, podendo ser em regime de 
tempo integral ou parcial. 
Essa PNAD de 1968 teve um suplemento especial de mão-de-obra e fecundidade, 
onde investigava o 1º trabalho para as pessoas de 10 anos e mais. O quesito 11 deste 
suplemento especial interroga se o emprego é público. Indo além, investiga a posição na 
ocupação do pai do pesquisado na época em que esse obteve o 1º emprego, com a opção de 
empregado público. 
A PNAD também conta com um conceito amplo de emprego público, que é próximo 
do conceito da RAIS. Segundo a PNAD, o emprego público corresponde ao “conjunto de 
pessoas que na semana de referência, no trabalho principal era empregada no setor público 
federal, estadual e municipal, que abrange além das entidades de administração direta, as 
fundações, as autarquias e as empresas públicas e de economia mista”9
. 
 
9 IBGE. Pesquisa nacional por Amostra de Domicílios – Notas Metodológicas. Rio de Janeiro: IBGE, 1996; pg. 28. 
13 
 
Tabela 5 
Pessoa Ocupada no trabalho único ou principal na semana de referência como 
empregada por ano segundo o setor. Brasil de 1995 a 2007. 
ANO Privado Público Total 
 % % Crescimento 
1995 22.986.166 74,58% 7.833.765 25,42% 30.819.931 1,000 
1996 23.697.381 75,22% 7.808.528 24,78% 31.505.909 1,022 
1997 23.974.457 75,78% 7.663.875 24,22% 31.638.332 1,004 
1998 24.456.890 75,54% 7.917.725 24,46% 32.374.615 1,023 
1999 24.359.471 75,50% 7.905.863 24,50% 32.265.334 0,997 
2001 28.184.798 77,21% 8.320.265 22,79% 36.505.063 1,131 
2002 29.365.553 77,32% 8.615.306 22,68% 37.980.859 1,040 
2003 29.844.960 77,40% 8.712.773 22,60% 38.557.733 1,015 
2004 32.589.089 77,95% 9.219.311 22,05% 41.808.400 1,084 
2005 33.718.025 78,27% 9.360.175 21,73% 43.078.200 1,030 
2006 35.454.947 78,30% 9.827.388 21,70% 45.282.335 1,051 
2007 37.065.295 78,30% 10.272.646 21,70% 47.337.941 1,045 
 
Fonte: IBGE. PNAD´s – Microdados. (vários anos). 
Nos dados selecionados na pesquisa, procuramos sempre tomar o emprego público no 
seu sentido mais amplo, tanto no caso da RAIS quanto no caso das PNAD‟s. Esse 
procedimento (tomar o conceito mais amplo do emprego público) prestou-se também para 
que pudéssemos empreender uma comparação internacional consistente. No que se refere à 
comparação de dados das duas principais fontes de dados brasileiras, é sempreimportante 
discutir o fato de que existe uma diferença não desprezível, em favor da PNAD, em número 
de postos de trabalho do setor público. 
Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) 
A RAIS apresenta um conjunto de características que permite criar a impressão de ser 
a mais adequada ao estudo do tema. Pois, cobre um período de 29 anos, trazendo informações 
relativas ao final da ditadura militar (1977–1984), da transição para a democracia (Governo 
Sarney _1985-1990) e os governos eleitos democraticamente: Governos Collor-Itamar (1990-
1994), Governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) e Governo Lula (2003-2008). Não 
obstante o período longo que esta pesquisa cobre soma-se o fato de que é mantida por uma 
instituição governamental de alto grau de confiabilidade - Ministério do Trabalho e Emprego 
(MTE). 
A RAIS tem um problema conceitual primário10. A RAIS é autodeclarativa. Um 
conjunto de empresas, particulares e públicas, preenchem um formulário fornecido pelo 
Ministério do Trabalho e Emprego. Este realiza as críticas necessárias e publica. 
As informações passadas pelas empresas devem ser entregues dentro do prazo. Pois 
em caso de descumprimento deste, o empregador fica sujeito a multa prevista no art. 25 da 
Lei nº 7.998, de 11 de janeiro de 1990. A partir desta imposição financeira é crível que os 
estabelecimentos particulares devem fornecer informações de qualidade e dentro do prazo 
estabelecido. No entanto, o mesmo pode não ocorrer com os estabelecimentos públicos. 
Espacialmente a RAIS é uma pesquisa de base nacional. Empresas de todo o território devem 
enviar dentro do prazo o seu relatório. No entanto, a qualidade do relatório é diretamente 
 
10 Tomando primário como aquilo que vem antes, o original. A RAIS tem no seu escopo como forma de levantamento das informações o preenchimento da declaração 
anual por declarantes diversos, denominados na apresentação do Manual de Orientação do Ano-base de 2008 como „diversos atores públicos e privados‟. Este documento 
convida aos declarantes a realizarem a tarefa de coleta e prestação das informações com esmero. 
14 
 
influenciada pela qualidade da formação (nível de instrução formal e social) do relator. Nesta 
questão da qualidade do material informado, as proposições aqui explicitadas encontram eco 
na colocação de Ramos (2005). 
 “Na RAIS encontramos a mesma restrição que no CAGED (Cadastro 
Geral de Empregados e Desempregados). Como a mesma deve ser 
respondida pelo estabelecimento, imperfeições vinculadas à formação 
técnica dos indivíduos que realizam o preenchimento, omissão e 
sonegação proposital ou involuntária, etc., são usuais.”11
 
Como se esbarra na impossibilidade de definir quais informantes ou quais localidades 
fornecem informações de melhor ou pior qualidade, o uso dessas informações provocará 
imprecisões. Imprecisões essas que não podem ser mensuradas, logo não se tem condições de 
averiguar onde serão subestimadas e onde serão superestimadas as informações deste registro 
administrativo. Sendo assim, com a fartura e a qualidade de informações estatísticas 
encontradas no Brasil não se tem justificativa para o uso desta fonte. 
“A função original de um Registro Administrativo (RA) está vinculada 
às necessidades associadas à implementação, controle e monitoramento 
de uma Política Pública. Assumido desde essa perspectiva, um RA é 
primordialmente imaginado, ao menos no seu início, mais como uma 
necessidade burocrática, de contabilidade ou gerencial que como uma 
base de dados ou uma base estatística. Em outros termos: um RA tem a 
sua existência justificada por motivos que estão além do seu 
aproveitamento como base de dados.”12
 
Em estudos sobre o mercado de trabalho no serviço público, nos anos 1980, a RAIS 
era a fonte mais utilizada, dentre outras coisas porque nela a Administração Pública (tomada 
como sinônimo de emprego público) incluía maior número de pessoas. Em 1986, por 
exemplo, pela PNAD a Administração Pública tinha 2.6 milhões de empregados, a RAIS 4.6 
milhões de vínculos de emprego e no Cadastro de Empregados e Desempregados (Lei 
4923/65) do MTb., 3.4 milhões. 
Para o emprego público, as informações da RAIS são menos confiáveis no caso dos 
municípios com estruturas administrativas incipiente. Além disso, a vantagem no uso da 
RAIS para se medir o emprego no setor público - a evidência de que neste setor o 
desaparecimento e o surgimento de órgãos e instituições ocorrem com menor freqüência, 
sendo possível, assim, construírem-se séries temporais para o emprego no setor público -, 
esvaiu-se nos anos 90, pois o estoque de empregos públicos modificou-se como decorrência 
do processo de reforma administrativa e das privatizações. 
Por fim, é provável que os empregados temporários e avulsos, a parcela do emprego 
público que cresceu mais expressivamente a partir dos anos 90, não sejam declarados ou 
estejam subestimados na RAIS. A esse respeito, nossa hipótese é de que as informações 
declaradas pelo empregado acerca de quem é o seu empregador, como é o caso da PNAD, são 
mais confiáveis do que o registro que o empregador faz do seu plantel de empregados, 
sobretudo em se tratando de empregados sem vínculo formal de emprego. 
 
11 RAMOS, 2005; PG. 15. 
12 RAMOS, 2005; pg. 3. 
15 
 
Tabela 6 
Número de Empregos no Brasil. RAIS de 1985 a 2007 e PNAD 1995 a 2007. 
ANO N.º EMP PNAD RAIS - PNAD 
1985 20.492.131 
1986 22.164.306 
1987 22.617.787 
1988 23.661.579 
1989 24.486.568 
1990 23.198.656 
1991 23.010.793 
1992 22.272.843 
1993 23.165.027 
1994 23.667.241 
1995 23.755.736 30.819.931 -7.064.195 
1996 23.830.312 31.505.909 -7.675.597 
1997 24.104.428 31.638.332 -7.533.904 
1998 24.491.635 32.374.615 -7.882.980 
1999 24.993.265 32.265.334 -7.272.069 
2000 26.228.629 26.228.629 
2001 27.189.614 36.505.063 -9.315.449 
2002 28.683.913 37.980.859 -9.296.946 
2003 29.544.927 38.557.733 -9.012.806 
2004 31.407.576 41.808.400 -10.400.824 
2005 33.238.617 43.078.200 -9.839.583 
2006 35.155.249 45.282.335 -10.127.086 
2007 37.607.430 47.337.941 -9.730.511 
 
Fontes: 
RAIS/MTE - Elaboração: CGET/DES/SPPE/MTE. Em 31/12. 
(http://www.mte.gov.br/rais/2007/arquivos/Resultados_Definitivos.pdf) 
PNAD/IBGE (microdados). 
Dessa forma, dadas as mudanças expressivas ocorridas no perfil do emprego público, 
a partir dos anos 90, e dadas às características de cada uma das fontes de dados (a RAIS, um 
registro administrativo, com todos os problemas descritos por Arias; a PNAD, uma pesquisa 
nacional por amostra domiciliar, na qual a situação da inserção do trabalhador no mercado de 
trabalho é captada pela declaração do próprio acerca de sua condição de trabalho, houve uma 
mudança na natureza das diferenças de dados entre a RAIS e as PNAD‟s a partir dos anos 
90. Em suma, a partir daquele momento, o contingente de empregados do setor público pela 
PNAD passa a superar o da RAIS em cerca de 12% do total desta fonte de dados. Em 2007, a 
diferença era de cerca de 1,2 milhão de postos de trabalho. 
Assim é que a RAIS, mesmo dispondo de um conceito amplo de emprego público, 
considerando toda a estrutura político-administrativa (o emprego público corresponde: ao 
emprego nas três esferas de poder + autarquias + fundações + órgãos setoriais + estatais 
+ sociedade de economia mista), apresenta uma quantidade de postos de trabalho, em 
termos de emprego público inferior à da PNAD. Em 2003, 2005 e 2006 o emprego público, 
segundo a RAIS, foi de, respectivamente, 7.8 milhões, 8.3 milhões e 8.7 milhões, ao passo 
que na PNAD ele foi de 8.8 milhões, 9.3 milhões e 9.8 milhões, respectivamente, para esses 
http://www.mte.gov.br/rais/2007/arquivos/Resultados_Definitivos.pdf
16 
 
mesmos anos. Esses números denotam que emprego público na RAIS é inferior ao emprego 
público na PNAD em cerca de hum milhãode empregos, o que corresponde a 
aproximadamente 10% de todo o emprego público existente no País. O problema também 
ocorre para o total de empregos no país, como pode ser visto na tabela a seguir. 
SIAPE 
Tabela 7 
Quantitativo de servidores públicos segundo a situação, para os que têm suas 
informações laborais alocadas no sistema SIAPE. 
Situação Quantitativo 
Aposentados 376.113 
Ativos 504.607 
Beneficiário de Pensão 331.607 
Celetista 43.236 
Contrato Temporário 25.866 
Médico Residente 6.103 
Regime Militar 32.132 
Total 1.319.664 
 
Fonte: SIAPE. Setembro de 2006. https://www.siapenet.gov.br/Portal/Servidor.asp em 06/11/2009. 
O SIAPE é uma base de dados que demonstra ser extremamente interessante para o 
estudo da questão do emprego público Federal nos últimos anos (1996 até o momento). Tem 
informações mensais13 de 1.319.664 servidores públicos, controlando uma folha de 
pagamento de R$ 52 bilhões anuais. 
A qualidade principal desta pesquisa reside no fato de permitir visualizar os últimos 
13 anos mensalmente. 
Quanto à confiabilidade da informação para a maioria das variáveis é elevadíssima 
devido a serem informações utilizadas para compor a folha de pagamentos. O próprio 
servidor funciona como fiscal, mesmo o conjunto de variáveis sendo informada por unidades 
pagadoras diferentes (órgão de alocação do servidor público) a qualidade é elevada devido ao 
vínculo formado com a folha de pagamentos. Logo, o problema de confiabilidade gerada por 
diferentes fornecedores das informações do banco de dados é resolvido com a fiscalização do 
próprio servidor. 
Na questão temporalidade ocorre a disponibilidade de duas séries de dados 
descontínua. Mas, as suas informações sobre renda, características gerais dos empregados 
públicos são de extrema confiança. 
No entanto essa base de dados apresenta problemas que não tem um horizonte fácil de 
resolução. As informações têm um nível muito baixo de documentação sistematizada. Cabe 
ressaltar aqui, que não se afirma a não existência de documentos referentes às informações da 
base, mas que esses não estão armazenados de forma a serem facilmente acessáveis. 
 
13 Informação extraída da página do Portal do SIAPE em 06 de novembro de 2009. 
https://www.siapenet.gov.br/Portal/Servidor.asp
17 
 
Tabela 8 
Quantitativo de Servidores Públicos Federais da União de 1995 até 2008. Brasil. 
ano servidores taxa de crescimento anual 
 
ano servidores taxa de crescimento anual 
1995 1.836.251 1,000 
2002 1.855.966 0,979 
1996 1.876.227 1,022 
2003 1.922.765 1,036 
1997 1.869.692 0,997 
2004 1.969.174 1,024 
1998 1.849.524 0,989 
2005 1.959.360 0,995 
1999 1.894.107 1,024 
 
2006 2.090.900 1,067 
2000 1.896.706 1,001 
2007 2.096.199 1,003 
2001 1.895.460 0,999 
2008 2.112.622 1,008 
 
Fonte: SRH/MP, SOF/MP e STN/MF 
Para o SIAPE todo aquele que realizar atividade laboral no serviço público, quer seja 
efetivo ou tenha contrato temporário, consta da base. Sendo assim, existe certa flutuação do 
contingente conforme possibilidade da abertura de concursos para ocupar as vagas ociosas. E 
com os contratos temporários que tem um prazo máximo de dois anos, a sazonalidade é em 
boa parte explicada. 
Análise qualitativa e recomendações 
Nesta seção expõe-se a análise da qualidade das pesquisas e as recomendações sobre 
as mesmas para serem úteis ao estudo da temática do emprego público. 
O Censo Demográfico abarca o Brasil. Pergunta aos residentes questões referentes a 
uma diversidade de temas. Espacialmente, esta é a pesquisa perfeita. Pois, os recenseadores 
vão a todos os domicílios questionando seus moradores acerca de um conjunto de temas. 
Dentre estes é retirado uma amostra domiciliar simples. No último levantamento censitário 
um a cada dez domicílios entrevistados respondeu ao questionário amplo, sendo incluído 
assim na amostra da pesquisa. 
Em relação ao tema do emprego público a pesquisa censitária peca em relação à 
descontinuidade. Esta pesquisa tem uma nova equipe montada a cada decênio. Desta maneira 
a continuidade dos itens é quase uma impossibilidade. Alguns dos temas investigados pela 
pesquisa censitária são provenientes de recomendação internacional. No entanto, nos itens 
aonde a equipe responsável realiza as escolhas sobre o que será investigado não existe uma 
continuidade. Desta maneira, como o emprego público não se encontra nas recomendações 
internacionais, a cada pesquisa censitária este é investigado de maneira diferente, 
impossibilitando uma comparação histórica. 
Em relação à pesquisa censitária recomendamos para o levantamento da questão 
(emprego público) um conjunto de informações básicas: esfera administrativa, regime militar, 
estatutário ou celetista, administração direta/indireta (em suas diferentes modalidades). Isto 
permitiria aliado às informações clássicas censitárias (idade, sexo, nível de instrução, 
ocupação, atividade etc.) um maior conhecimento da massa de servidores públicos do país. 
A PNAD espacialmente é uma amostra da pesquisa censitária ampla. É conhecida por 
ter um desenho amostral complexo, sendo assim a questão espacial não a coloca na perfeição, 
pois não consegue descer ao nível de detalhe espacial que a pesquisa censitária consegue. No 
entanto, quanto a sua temporalidade esta atinge a perfeição aliada a sua documentação. A 
PNAD realiza levantamentos anuais (a exceção fica por conta do ano censitário) com o 
18 
 
mesmo desenho de questionário - quanto à temática do emprego público. Ela, a PNAD, 
permite analisar a evolução do tema. 
No quesito documentação, as duas pesquisas referidas do IBGE expõem com muita 
tranqüilidade, facilidade de compreensão e clareza da informação o significado de cada uma 
de suas variáveis diretas e indiretas bem como o significado de cada uma das categorias 
destas. Facilitando o trabalho do pesquisador quanto às escolhas a serem realizadas. 
Em relação à PNAD recomendamos a alteração de uma das perguntas do caderno 9 - 
Características de Trabalho e Rendimento dos Moradores de 10 anos ou mais de idade. Tal 
alteração não iria afetar a comparabilidade com as pesquisas anteriores e criaria uma nova 
série. O quesito de n° 33 pergunta a esfera administrativa e para aqueles que respondem ser 
„federal‟ o quesito de n° 34 pergunta se é „militar‟ ou „não‟. Pois bem, indico alterar o quesito 
n° 34 para as possibilidades de resposta: „militar‟ (mantém a continuidade), „administração 
direta‟, „autarquia‟ e „outros‟. Ao abrir essa possibilidade de resposta combinado com as 
demais informações levantadas pela PNAD (idade, sexo, renda, nível de instrução, ocupação, 
atividade etc.) permitiria criar um panorama do emprego público mais detalhado do Brasil. 
Em relação à RAIS não existem recomendações, pois o seu maior problema é 
intrínseco. 
A base de dados do SIAPE apresenta um bom grau de confiabilidade das informações. 
O mesmo não ocorre com a sua estrutura que apresenta um conjunto grande de problemas. 
Esta base foi feita exclusivamente para as pessoas com conhecimento da área de recursos 
humanos. Não sendo disponibilizada documentação pertinente as variáveis expostas; 
dificultando sobremaneira o trabalho de pesquisadores com conhecimentos nas áreas de 
estatística, demografia, economia etc. É possível realizar tabulações com o sistema de 
extração de informações do SIAPE (tanto o Data Ware House como com o Extrator de 
Dados) basta algum conhecimento de operação de base de dados (no primeiro em plataforma 
Windows e no segundo em plataforma DOS). 
A questão envolvendo o SIAPE é: 
 Falta de documentação; 
A grande qualidade da base de dados do SIAPE é a confiabilidade da maioria das 
informações prestadas, pois através desta base é calculada e posta em prática a folha de 
pagamento de um grande conjunto de servidores públicos. Caso essa pesquisa e tivesse 
documentação acerca do seu conteúdo seria a pesquisa perfeita para o estudo do emprego 
públicofederal no Brasil. Logo a recomendação visa essa expansão. 
“Por último, podemos mencionar a rigorosidade com o qual é 
respondido o questionário de um RA (Registro Administrativo)
14
. 
Responder uma demanda do Estado tem custos e os benefícios 
vinculados à qualidade das respostas ou, em geral, à qualidade do 
output que será gerado a partir dessas respostas, não necessariamente 
são visualizados. Ou seja: os custos são certos e os benefícios 
incertos.”15
 
Para finalizar, essa citação nos leva a refletir se a utilização das informações da base 
SIAPE é importante e se deve investir no seu melhoramento a fim de servir como um 
Registro Administrativo amigável à pesquisa. No caso da base do SIAPE, estamos inclinados 
a concordar e avalizar os investimentos. Pois, a qualidade do output gerado é boa, uma vez 
 
14 Inclusão dos autores. 
15 RAMOS, 2005; pg. 3. 
19 
 
que os benefícios são certos. Como a base SIAPE controla a folha de pagamento a 
informação relacionada diretamente com variáveis para esta geração é prestada de maneira 
clara, precisa e segura. 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
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80. Texto para Discussão. Brasília:MTb/SG/CEBAT, n. 21, set. 1989. 
BOLETIM ESTATÍSTICO DE PESSOAL DO MINISTÉRIO DE ORÇAMENTO E 
GESTÃO. Brasília:MPOG/SRH, n.148, ago. 2008. 
FIORI, J. L. O Vôo da coruja. Uma leitura não liberal da crise do Estado 
desenvolvimentista. Rio de Janeiro: EdUERJ, 1995. 
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Janeiro: IBGE, (vários anos). 
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Brasília: TEM, SPPE, DES, CGET. 
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VAZ, Fábio Monteiro. Potencial de uso das informações do SIAPE para pesquisas de 
emprego no setor público. (não publicado). 
 
http://laborsta.ilo.org/applv8/data/sectore.htmlfederal no Brasil. Logo a recomendação visa essa expansão. 
“Por último, podemos mencionar a rigorosidade com o qual é 
respondido o questionário de um RA (Registro Administrativo)
14
. 
Responder uma demanda do Estado tem custos e os benefícios 
vinculados à qualidade das respostas ou, em geral, à qualidade do 
output que será gerado a partir dessas respostas, não necessariamente 
são visualizados. Ou seja: os custos são certos e os benefícios 
incertos.”15
 
Para finalizar, essa citação nos leva a refletir se a utilização das informações da base 
SIAPE é importante e se deve investir no seu melhoramento a fim de servir como um 
Registro Administrativo amigável à pesquisa. No caso da base do SIAPE, estamos inclinados 
a concordar e avalizar os investimentos. Pois, a qualidade do output gerado é boa, uma vez 
 
14 Inclusão dos autores. 
15 RAMOS, 2005; pg. 3. 
19 
 
que os benefícios são certos. Como a base SIAPE controla a folha de pagamento a 
informação relacionada diretamente com variáveis para esta geração é prestada de maneira 
clara, precisa e segura. 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
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