Prévia do material em texto
MANEJO DO NEONATO DE RUMINATES Bezerros, cordeiros e cabritos necessitam de cuidados assim nascem para seu futuro desempenho, e são frequentemente negligenciados devido a ideia errada de que se deve minimizar os custos, já que não estão na fase produtiva. 1. Manejo pré-parto A nutrição da fêmea gestante no final da gestação impacta diretamente a mortalidade e o crescimento dos neonatos, sendo essencial fornecer uma alimentação balanceada conforme sua espécie para evitar complicações no parto e o nascimento de filhotes debilitados, principalmente em primíparas; É recomendável que as fêmeas estejam em piquetes ou baías próxima aos olhares e abrigadas principalmente primíparas e pequenos ruminantes. Para maximizar o uso deste local é possível concentrar o rebanho aos poucos de acordo com a data prevista dos partos; Como recomendações adicionais um mês antes da parição, o rebanho deve ser vacinado para que os recém nascidos possam receber a imunidade através do colostro. Como por exemplo, vacinar contra clostridiose Devido à alta capacidade de esporulação, as bactérias desse gênero são capazes de se manter potencialmente infectantes no solo por longos períodos. 2. Limpar as vias aéreas Normalmente a fêmea se levanta após o parto e inicia o processo de secagem do filhote com lambidas vigorosas, o que ajuda a estimular a circulação e limpar as vias aéreas. Caso a fêmea, por algum motivo, não consiga se levantar, é importante remover o muco do nariz e da boca para evitar a aspiração para os pulmões quando ele começar a respirar. 3. Ingestão do colostro Nos ruminantes, a placenta apresenta um formato sindesmocorial, onde o epitélio coriônico fica em contato direto com os tecidos uterinos. Devido a essa característica, não ocorre a transferência de anticorpos da mãe para o feto durante a gestação. Assim, os filhotes nascem praticamente sem anticorpos e dependem exclusivamente do colostro para adquirir imunidade contra doenças. O intestino do recém nascido é bastante permeável a esses anticorpos presente no colostro nas primeiras horas de vida, sendo necessário a ingestão do mesmo o mais rápido possível após o nascimento; Antes do parto é importante garantir a funcionalidade dos tetos da fêmea, principalmente quando pequenos ruminantes que tem só dois tetos no úbere; Banco de Colostro, é muito importante que se tenha na propriedade. É interessante que seja guardado colostro com Brix de 21% ou superior; Aleitamento artificial do colostro, deve ser feito o uso de balde com bicos, mamadeira ou sonda. Durante esta fase, a goteira esofágica estrutura tubular de musculatura lisa formada por estímulos da sucção a partir da ativação do nervo sensorial glossofaríngeo e a ação motora do nervo vago forma um canal que conduz o leite do esôfago diretamente ao abomaso sem passagem pelo rúmen. No caso da sonda, essa passagem é facilitada. Também, é importante para indicar quanto de colostro o recém nascido deve ingerir, na produção de leite logo após o nascimento o filhote já é direcionado para o bezerreiro e aleitado com o colostro ordenhado da mães ou em caso que a matriz venha a óbito aleitar o filhote adequadamente conforme seu peso ao nascimento. 4. Pesagem Balde Balde MamadeiraMamadeira SondaSonda A pesagem do filhote logo após o nascimento é fundamental para monitorar seu desenvolvimento dentro do sistema de produção. É um índice zootécnico que pode ser utilizado para avaliar a eficiência reprodutiva da matriz e o potencial de crescimento do animal; 5. Cura do umbigo Após o parto, o cordão umbilical permanece aberto por um período, o que pode permitir a entrada de microorganismos causadores de diversas doenças; 6. Identificação dos animais A desinfecção do umbigo deve ser feita imediatamente após o nascimento do bezerro, utilizando uma solução de iodo com concentração entre 7% e 10%; Deve ser imerso na solução pelo menos duas vezes ao dia, por um período de cinco dias ou até que esteja completamente seco; É recomendável o uso de aplicadores sem retorno para não contaminar o restante do desinfetante; Em cordeiros e cabritos, pode ser necessário fazer o corte se o comprimento estiver acima de 2 a 3 cm. Deve ser realizado com uma tesoura devidamente desinfetada, a cerca de dois dedos de distância da barriga. Esse procedimento evita traumas (que podem arrastar no chão), além de acelerar o processo de cicatrização. Os métodos mais comuns de identificação incluem a tatuagem, o uso de brincos visuais ou eletrônicos e colares em pequenos ruminantes. É importante também que a identificação seja realizada, preferencialmente, nos primeiros dias de vida do animal, facilitando a resolução de problemas cotidianos na fazenda e devem ser executados com segurança e precisão, visando minimizar os riscos de acidentes e falhas durante o processo. tatuagemtatuagem 7. Instalações Quando se trata de animais confinados Instalações inadequadas são um fator crítico para a alta mortalidade e morbidade do neonato, condições como falta de higiene, excesso de umidade, alta concentração de amônia e a presença de patógenos podem aumentar a incidência de diarreia e problemas respiratórios, especialmente durante os primeiros três meses de vida do animal. Brinco normalBrinco normal Brinco eletrônicoBrinco eletrônico ColarColar Essas práticas visam garantir não somente a saúde dos animais, como também asseguram o funcionamento contínuo da fazenda dada sua significativa influência na produtividade, lucratividade e nas taxas de mortalidade e morbidade. Referencias bibliográficas CARVALHO, Segundo et al. Aleitamento de bezerras: natural ou artificial? Mamadeira ou balde?. DE SOUZA, Carlos José Hoff; MORAES, José Carlos Ferrugem; JAUME, Carlos Miguel. Cuidados com as ovelhas durante a parição e com os cordeiros recém- nascidos. 2006. GOUVEIA, Aurora Maria Guimarães et al. Manejo para a Saúde de Ovinos. São Paulo: LK Editora, 2010. LOBATO, Francisco Carlos Faria et al. Clostridioses dos animais de produção. Veterinária e zootecnia, v. 20, p. 29-48, 2013. MARTINS, Júlia Pascon. Manejo do neonato bovino leiteiro. 2024. mavi.zoote mavizoo mavi.Zootec