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Transtornos de ansiedade
Transtornos de Ansiedade
● Transtorno de ansiedade generalizada (TAG)
● Transtorno do pânico (TP), 
● Transtorno de ansiedade social (TAS)
● Fobias específicas, 
Epidemiologia 
● Cerca de 28% dos adultos relatam história de algum transtorno de ansiedade 
ao longo da vida; 
Transtorno de Ansiedade 
Generalizada
Epidemiologia
● 7-8% dos pacientes na atenção primária
Fatores de risco 
● sexo feminino, 
● baixo status socioeconômico
● exposição a adversidades na infância 
○ abuso, negligência, problemas parentais, uso de substâncias; 
● punição física na infância
Genética 
● Herdabilidade 40 a 50%
○ Evidências de mecanismos epigenéticos, atuando mesmo na vida intrauterina; 
Mecanismos neurobiológicos e psicológicos
● Estado crônico de alerta 
● Resposta fisiológica exagerada ao medo
○ redução da conectividade entre a amígdala e o córtex pré-frontal (CPF) 
● Intolerância à incerteza; 
Clínica
● Preocupação crônica e persistente
○ Desproporcional à probabilidade, ou impacto, real do evento antecipado;
○ Dificuldades de controlar pensamentos preocupantes
○ Altamente aversiva e incontrolável. 
Clínica
● Inquietação 
● Irritabilidade, “nervos à flor da pele”
● Fatigabilidade, 
● Tensão muscular 
● Dificuldade de concentrar-se, sensação “branco” na mente; 
● Perturbação do sono.
Diagnósticos diferenciais
● Doenças endocrinológicas
○ feocromocitoma, doenças da tireoide
● Doenças cardiopulmonares 
○ arritmia cardíaca, DPOC
● Doenças neurológicas
● Uso de substâncias e medicamentos (considerar abstinência); 
○ broncodilatadores, levotiroxina, anorexígenos, álcool, cocaína, maconha
Diagnósticos diferenciais
● Transtorno de ansiedade social 
○ preocupações e esquivas ligados a situações sociais
● Transtorno de pânico
○ episódios abruptos e inesperados
● Transtorno de ansiedade de doença 
○ preocupações são restritas a doenças
● Transtorno obsessivo-compulsivo 
○ compulsões e crenças irracionais
● Transtorno de estresse pós-traumático 
○ história de uma situação traumática e flashbacks 
● Transtorno depressivo 
○ anedonia e hipotimia
● Transtorno afetivo bipolar
○ incapacidade de relaxar, a insônia e a inquietude são intensas.
Comorbidades
● Transtornos depressivos
○ A taxa de comorbidade chega 40-59% entre TAG e TDM 
○ Quando não tratado adequadamente, o TAG pode evoluir para TDM. 
● Transtorno por uso de substâncias
○ 35% dos pacientes com TAG fazem uso de substâncias para reduzir os sintomas de 
ansiedade!
Tratamento 
● Leve
○ Psicoterapia, farmacoterapia ou associação 
● Moderado e grave 
○ Psicoterapia e farmacoterapia 
tempo curto e apenas durante 
crises, devido tolerância e 
dependência. 
Extras: 
● Trazodona
● Mirtazapina
● Desvenlafaxina 
(Atípico)
(Atípico)
(IRSN)
- eficazes
- menor custo
- PORÉM: efeitos colaterais limita
Obs: Bupropiona não é aprovado para TAG (por efeitos ansiogênicos)
(Antipsicótico Atípico)
(Anticonvulsivante)
(anti-histamínicos) - efeito sedativo e ansiolítico ao bloquear Receptores H1
Tratamento
● Tratamento agudo: 4 a 8 semanas 
● Tratamento de manutenção: 1 ano
Psicoterapia 
● Terapia cognitivo-comportamental: 1ª linha
○ Sessões semanais, por pelo menos 8 semanas 
● Mindfulness
Transtorno de Pânico
Epidemiologia 
● 1-3% da população geral 
● 3-8% dos pacientes na atenção básica
● 2 vezes mais comum no sexo feminino
● Idade média de início: 20-24 anos. 
○ Incomum após os 45 anos 
○ Se início na adolescência, forte preditor de ansiedade e depressão na vida adulta
Fatores de risco 
● Estressor maior 
○ 80% dos pacientes que abrem o quadro tem estressor maior no último ano. 
● Abuso físico ou sexual na infância
● Personalidade 
○ Neuroticismo (propensão a experimentar emoções negativas) 
○ Sensibilidade à ansiedade 
● Pais com transtornos de ansiedade, depressivo ou bipolar 
● Distúrbios respiratórios 
Genética 
● Gêmeos monozigóticos têm maior taxa de concordância que dizigóticos; 
Mecanismos neurobiológicos e psicológicos
● Teoria do alarme 
○ Ocorrência de medo em situação que não apresenta ameaça real 
■ Repetidos ataques levam ao condicionamento do medo a pistas internas ou externas 
● Posteriormente, tais pistas podem levar a novos ataques. 
● Ataque de pânico: 
○ episódio de início abrupto e inesperado, 
■ A partir de estado calmo ou ansioso. 
○ alcança um pico em minutos, 
○ presença sintomas:
■ cardiorrespiratórios, gastrintestinais, otoneurológicos, autonômicos e cognitivos. 
Obs.: podem ocorrer em uma grande variedade de transtornos. 
Clínica
● Transtorno de pânico: 
○ Ataques recorrentes de pânico
○ preocupação intensa com futuros ataques, ou consequências
○ prejuízo funcional significativo. 
■ Mudanças desadaptativas no comportamento, para evitar futuros episódios
Clínica
Diagnósticos diferenciais 
● Condições clínicas
○ hipertireoidismo,
○ hiperparatireoidismo, 
○ feocromocitoma, 
○ disfunções vestibulares,
○ epilepsia e 
○ condições cardiopulmonares 
■ arritmias, taquicardia supraventricular, asma, DPOC
Diagnósticos diferenciais 
● Uso de substâncias 
● Transtornos psiquiátricos 
○ Fobias específicas (ataques esperados!)
○ Transtornos de ansiedade
○ Transtornos psicóticos 
Tratamento 
● Leve
○ Psicoterapia, farmacoterapia ou associação 
● Moderado e grave 
○ Psicoterapia e farmacoterapia 
Apenas para crises agudas! 
Psicoterapia 
● Terapia cognitivo-comportamental: 1ª linha
● Terapia comportamental (analista do comportamento - dessensibilização); 
● Mindfulness
Transtorno de Ansiedade 
Social
Epidemiologia
● Prevalência de 13% ao longo da vida 
● Prevalência de 8% em 12 meses. 
● Idade média de início: 13 anos
● Cerca de 2 vezes mais comum no sexo feminino 
Fatores de risco 
● Traços de temperamento
○ inibição comportamental
○ medo de avaliação negativa. 
● Maus-tratos e adversidades na infância 
● Parente de 1º grau com o transtorno
○ aumenta chance em 2 a 6 vezes 
Mecanismos 
● disfunção em circuitos envolvendo 
○ amígdala, 
○ ínsula, 
○ hipocampo 
○ córtex orbitofrontal 
○ regulação de serotonina.
Epidemiologia 
● Forte associação com: 
○ TDM, 
○ transtorno por uso de substância 
○ doenças cardiovasculares
Clínica 
● Ansiedade intensa de situações sociais nas quais o indivíduo pode ser 
avaliado pelos outros.
○ desproporcional ao risco real de ser avaliado negativamente ou às consequências dessa 
avaliação
Diagnósticos diferenciais 
● Timidez 
○ traço de personalidade comum e não é por si só patológico. 
○ Fazer diagnóstico de TAS se existe impacto adverso significativo
● Agorafobia
○ medo ou evitação de situações sociais porque escapar pode ser difícil ou o auxílio pode não 
estar disponível
○ TAS ficam normalmente calmos quando deixados sozinhos,
● TP 
○ preocupação quanto aos próprios ataques
Tratamento 
● O tratamento farmacológico e a TCC aparentam ter efeitos semelhantes no 
curto prazo, 
○ farmacoterapia traz melhoras mais imediatas, 
○ psicoterapia são mais duradouros
OBS.: pacientes nos quais a ideia da psicoterapia é assustadora (em função da 
exposição a situações temidas), a farmacoterapia pode ser preferida inicialmente
Tratamento 
● Tratamento farmacológico de 1ª linha 
○ ISRS e IRSN 
■ Tratamento de manutenção: 3 a 6 meses 
Tratamento 
● Tratamento farmacológico de 2ªlinha
○ gabapentina e pregabalina 
● Adjuvantes: 
○ Benzodiazepínicos 
■ úteis como tratamento inicial ou terapia adjunta em pacientes nos quais os sintomas são 
tão incapacitantes que necessitam de alívio imediato.
Tratamento - Ansiedade de desempenho 
● betabloqueadores ou benzodiazepínicos 
○ aproximadamente 1 hora antes da apresentação
Psicoterapia 
● Terapia cognitivo-comportamental 
○ taxa de resposta entre 50 e 65%. 
Fobias Específicas
Epidemiologia 
● prevalência ao longo da vida é de 6%.
● maior prevalência ocorre na adolescência
○ A idade média de início situa-se entre 7 e 11 anos.
● maiscomum no sexo feminino
fatores de risco
● neuroticismo 
● inibição comportamental,
● história de superproteção,
● perda ou separação parental 
● abuso físico e sexual, 
● parente de 1º grau com fobia específica
Mecanismos 
● aumento na excitabilidade autonômica pela antecipação ou durante a exposição a um 
objeto ou situação fóbica
○ desmaio vasovagal,
○ excitabilidade simpática aumentada
● Pode desenvolver-se após um evento traumático ou por um ataque de pânico inesperado 
na situação temida ou por transmissão de informação. 
● muitas pessoas com fobia específica não conseguem se lembrar da razão para o início das 
fobias. 
Clínica 
● Medos de objetos específicos ou situações
○ circunscrito à presença de uma situação ou objeto particular
● Desproporcional à ameaça real do estímulo 
○ O grau de medo pode variar com a proximidade do objeto ou situação temida
● Leva a evitação e prejuízo funcional.
Diagnóstico diferencial 
● TEPT
● TP 
● TOC 
Tratamento
● Terapia comportamental 
○ exposição e na dessensibilização sistemática. 
OBS.: Tratamento farmacológico não é eficaz nessa doença

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