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Aula Crimes Contra Patrimonio

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Questões resolvidas

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Direito Penal III
Crimes contra o patrimônio
Prof. Marco Antonio 
Título II – Dos crimes contra o patrimônio
Patrimônio: “O complexo de relações jurídicas encabeçadas por um sujeito que tem por objeto último coisas dotadas de utilidade, isto é, de capacidade de satisfazer necessidades humanas, materiais ou espirituais.” André Estefam (Direito Penal, vol. 2, p. 350).
A) propriedade material e outros direitos (CC art. 1225).
B) Propriedade imaterial (Título III do CP) Leis 9609/98 e 9279/96.
C) Direitos obrigacionais.
D) Posse.
Histórico: Leis das XII Tábuas (ano 462 A.C.) – 
Roma já definia: Furtum manifestum (pena = morte) 		 Furtum nec manifestum (pena pecuniária)
Brasil – Ordenações – pena de morte
CP artigo 155 - Furto
Objeto jurídico – patrimônio (propriedade, posse e mera detenção)
Elementos do tipo: ação nuclear “subtrair” com fim de assenhoramento definitivo.
Ação livre (direto ou indireto) – autoria mediata por ex.
Objeto material: coisa alheia móvel.
Coisa – substância material corpórea com valor econômico. Até água (veja CP art. 161, §1º, I) quando houver possibilidade de destacamento e uso individual. Cadáver c/ ideia de lucro tbem.
Posse vigiada (furto) e posse desvigiada (apropriação indébita), para Victor E.Rios a diferença está na autorização para que a pessoa deixe o local na posse do bem.
Furto
Móvel – transportado sem separação destrutiva do solo. Tirada da esfera de vigilância da vítima. “Abigeato”. Títulos de crédito (crime-fim estelionato). Energia elétrica, sinal de tv, genética, mecânica...
Elemento normativo – “alheia” (tenha dono):
a)Res nullius (de ninguém) – não é objeto de furto
b)Res derelicta (abandonada) – não é objeto de furto
c)Res desperdicta (perdida) – CP art. 169 apropriação de coisa achada. (“Achado não é roubado!” – ...”nada a vê”...)
Furto
Elemento subjetivo – “fim de assenhoramento definitivo” do bem.
Erro de tipo = exclui o dolo e o fato típico. O consentimento exclui o crime.
Furto de uso: - requisito subjetivo (intenção de uso momentâneo)
 		 - requisito objetivo (efetiva e integral restituição)
“Famulato” (furto praticado por empregado que tem posse transitória material (doméstica, operário).
Subtração de coisa própria em poder de terceiro (art. 346 do CP)
Furto e Exercício arbitrário (CP art. 345) – não intenção de locupletamento indevido.
Furto em sepultura (CP arts.155 ou 210/211?) Prevalece 155 (RT 598/313)
Furto DE material combate a perigo/salvamento (art. 257 CP) 
Furto
Sujeito ativo – crime comum. (Obs: peculato-furto CP art. 312).
Sujeito passivo – qualquer pessoa (física ou jurídica) menos quem tenha transitória disposição (balconista por ex.).
Momento consumativo – Crime material. Com a inversão da posse. Retirada do bem do domínio do titular (amotio p/ STF e STJ).
Teorias concretatio (tocar), apprehensio (segurar), amotio (remover), ablatio (esconder).
Para Damásio “não se exige a posse tranquila”. Há posições no sentido contrário (STJ) Súmula 582.
Tentativa – possível ≠ ato preparatório ou crime impossível.
Furto
Concurso de pessoas – crime monossubjetivo. Autor – Coautor – Partícipe moral ou material. Teoria do domínio do fato. Participação por omissão. Autoria mediata.
O concurso de agentes exige convergência de vontades, mas não de ajuste prévio.
Participação posterior à subtração – impossível (arts. 180 ou 349 - CP)
Concurso de crimes – material(com estupro por ex.) formal (uma só ação várias vítimas, em ônibus por ex.) Crime continuado (mesma espécie). Violação de domicílio (consunção). Furto talão cheques / estelionato. 
Furto de uso (fato atípico). 
Furto famélico ou necessitado (requisitos CP art. 24).
Furto
Formas: Simples (caput) reclusão de 1 a 4 anos e multa.
Furto noturno (§ 1º) aumento de 1/3 em caso de furto simples.
Furto Privilegiado (§ 2º) – causa de diminuição: réu primário (primariedade técnica – arts. 63 e 64, I do CP) e coisa de pequeno valor (até um salário mínimo). [ ≠ princípio da insignificância]
Furto de energia (§ 3º)...elétrica ou que tenha valor econômico.
___e a “Sky gato?_ (Bitencourt – STF =Atípico / Nucci – STJ =Típico)
Furto Qualificado (§ 4º) Inc. I (obstáculo passivo ou ativo), destruição da própria coisa não configura esta qualificadora.
Inc. II Abuso de confiança. Fraude (≠ estelionato). Escalada (uso de via anormal, esforço considerável, túnel por ex.) Destreza (punguista).
Furto (§ 4º)
Inciso III – Chave falsa (gazua, chave que imita a chave verdadeira)
Inciso IV – duas ou mais pessoas:
A) cooperando na fase executiva (Hungria, Delmanto);
B) Abrangendo coautoria e participação (Damásio, Mirabete);
Ajuste prévio e consciência da cooperação (STJ);
Corrupção de menores (ECA art. 244-B);
Associação criminosa + Furto qualificado (inc. IV):
1) STF – não há bis in idem (CP art. 288 formal) – Concurso material (Capez).
2) Configura “bis in idem”. Deveria responder por furto simples + Assoc. Criminosa. (Damásio, Victor E.Rios Gonçalves).
Alterações da Lei 13.654/2018 (D.O.U. 24/04/2018)
Art. 155 = criou o § 4º-A (reclusão de 4 a 10 anos e multa):
Praticar furto com emprego de explosivo ou artefato análogo que cause perigo comum
Antes desta alteração se aplicava CP art.155, §4º, I em concurso formal impróprio com CP art.251,§2º resultava pena mínima de 6 anos. (lei posterior mais benéfica aplicação CP art. 2º)
(Vide art. 16, Inciso III da lei 10.826/2003). (*)Crime Hediondo
Criou ainda o § 7º (mesma pena) se o objeto material da ação for explosivo ou acessórios “que conjunta ou isoladamente possibilitem sua fabricação, montagem ou emprego.” 
Alterações da Lei 14.155/2021 (d.o.U. 28.05.21)
§ 4º-B. A pena é de reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa, se o furto mediante fraude é cometido por meio de dispositivo eletrônico ou informático, conectado ou não à rede de computadores, com ou sem a violação de mecanismo de segurança ou a utilização de programa malicioso, ou por qualquer outro meio fraudulento análogo.     
§ 4º-C. A pena prevista no § 4º-B deste artigo, considerada a relevância do resultado gravoso:     
I – aumenta-se de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços), se o crime é praticado mediante a utilização de servidor mantido fora do território nacional;    
II – aumenta-se de 1/3 (um terço) ao dobro, se o crime é praticado contra idoso ou vulnerável.   
Furto 
(§ 5º) Efetivo transporte do veículo automotor para outro Estado ou exterior. (não previu pena de multa)
(§ 6º) Abigeato (incluído pela Lei nº 13.330/2016). Apenas o furto de semovente domesticável de produção (ainda que abatido ou dividido em partes no local da subtração), ou seja, animais de “produção pecuária”. 
E se o agente praticar tal delito ao msm tempo incidir em qualificadoras do § 4º!!?? Seguindo a lógica já aplicada em relação ao § 5º = o agente responde pelo § 6º e as demais qualificadoras serviriam como circunstâncias judiciais desfavoráveis. Há corrente minoritária que entende o contrário, haja vista que o § 4º estabelece pena mais grave.
(§7º) furto de explosivos ou acessórios (rec.4 a 10 anos e multa) Lei13654/18
[ ≠ ] Estelionato – Apropriação Indébita – Exercício arbitrário.
Ação penal – Pública incondicionada ( ,salvo CP art. 182 - imunidades).
Furto – considerações:
I – Critérios do STF para princípio da insignificância:
A) mínima ofensividade da conduta;
B) baixo grau de reprovabilidade da conduta;
C) inexpressibilidade da lesão ao bem jurídico;
D) ausência de periculosidade da ação.
II – Furto privilegiado coexistência com Furto Qualificado:
A) STJ – não possibilidade (HC 143.345) B) STF – admite (HC 98.265).
III – Furto privilegiado tentado – infração menor potencial ofensivo:
Pena máxima ao furto consumado (2 anos e 8 meses) com redutor da tentativa ficaria abaixo dos 2 anos (protocolado PGJ-SP nº 38.620/2009.
CP art. 156 – Furto de coisa comum
 Crime próprio (condômino, herdeiro ou sócio) – situação que poderá se comunicar a terceiros (consoante CP art. 30)
Ação Penal: Pública condicionada à representação (§ 1º). 
Do RouboArtigo 157 CP – Conceito – Crime complexo (composto por fatos que individualmente constituem crimes) (furto + constrangimento + lesão corporal). Escopo final do agente é a subtração patrimonial.
Objeto jurídico: Posse e propriedade + integridade física e liberdade individual.
Elementos do tipo: Roubo próprio (caput) e impróprio (§ 1º) a diferença é o momento da aplicação (emprego) da violência ou grave ameaça.
Ação nuclear “subtrair”(retirar sem consentimento) 
Meios executórios: Violência (vis absoluta)– Grave ameaça (vis compulsiva) ou Qualquer outro meio que reduza a resistência da vítima (violência imprópria: hipnose, narcótico, álcool) para Capez este último meio somente no “roubo próprio” face princípio da reserva legal.
Roubo
Objeto material – coisa móvel + pessoa humana.
Sujeito ativo – crime comum (exceto o proprietário ou possuidor)
Sujeito passivo – Qualquer pessoa. Imediata ou mediata (quando teríamos a figura da dupla subjetividade passiva). Até “aberratio ictus” (CP art. 73).
Elemento subjetivo – Dolo. Vontade livre e consciente de subtrair com especial fim de inversão da propriedade ou posse (animus rem sibi habendi). No roubo impróprio ainda há a finalidade de assegurar a impunidade ou a detenção da coisa.
Roubo de uso – Regra geral não aplicável (Damásio, Mirabete). Há decisões reconhecendo, mas imputando ao menos o constrangimento ilegal ao autor. 
Princípio da insignificância. Inadmissível (STF).
Roubo (CP art. 157)
Crime impossível e desistência voluntária: deve responder pela violência ou grave ameaça.
Formas: Roubo próprio (caput) – Roubo impróprio (§ 1º) rec.4 a 10 anos e multa. Na figura de roubo impróprio regra geral não se admite tentativa, mas há decisões em contrário.
Causas de aumento (§ 2º, incisos I a V):
(*) I – emprego de arma: (cancelada a súmula 174 do STJ que autorizava a majorante no uso de arma de brinquedo. A simulação não autoriza a causa de aumento. Deve haver efetivo emprego de arma, não bastando o mero porte ostensivo. Necessidade de laudo de eficácia da arma. Possível acumulação com o crime de associação criminosa armada. Concurso com porte de arma somente quando for possível destacar os momentos consumativos. (inciso I revogado)
Arma própria ou imprópria. “Perigo real” e aptidão para incutir medo.
(*) Inciso revogado pela Lei 13654/18 que criou o § 2º-A – portanto só autorizará a majorante o uso de arma de fogo a partir da nova lei.
Roubo art. 157, § 2º CP:
Inc. II Concurso de duas ou mais pessoas: Hungria (todos devem cooperar na execução – presença in loco) Damásio e Mirabete (incide majorante msm que nem todos realizem atos executórios).
Inc. III – Transporte de valores – sujeito ativo consciente da situação.
Inc. IV – veículo automotor – idem furto.
Inc. V Manter a vítima em seu poder. Para Capez quando se mantém a vítima refém e a obriga a entregar a senha para saques em Bancos, ocorre extorsão (CP art. 158). Pela Lei 11.923/2009 (sequestro-relâmpago) foi abrangido pelo delito de extorsão (§3º do 158). Mas esta agravante poderá ocorrer (sequestro após a subtração ou de modo destacado do roubo ou ainda quando o sequestro for meio de execução do roubo.)
Inc. VI – Subtração explosivos.... (Lei 13.654/2018)
Alt. Da lei 13.654/2018 (publ. 24/04/2018)
Art. 157: Revogado o inciso I do § 2º (emprego de arma)
Criado Inciso VI (§ 2º): se a subtração for de explosivos ou acessórios...
Criou (§2º-A): causa de aumento de 2/3 da pena:
I- se a violência for exercida com emprego de arma de fogo.
(Vide art. 16, Inciso III da lei 10.826/2003. (*)Crime Hediondo) - Alteração promovida pela Lei nº 13.497/2017 – e Lei 13964/2019...
II- se há destruição/rompimento de obstáculo com emprego de explosivo ou artefato análogo que cause perigo comum. 
Roubo. CP art. 157, § 3º. (alterado pela Lei 13.654/2018)
Inciso I: (pena: reclusão 7 a 18 e multa) Roubo qualificado pela lesão grave. Por culpa ou dolo direto/eventual. Apenas em relação á violência física não abrangendo ameaça e outros meios (nesse caso seria roubo simples em concurso formal com lesão corporal grave). Não figura na Lei 8072/90.
Inciso II (Latrocínio): (pena reclusão 20 a 30 anos e multa) (requisitos: morte decorrente da violência; violência empregada no contexto do roubo e nexo causal violência + roubo em andamento). Embora contenha crime contra a vida, é precipuamente delito patrimonial.
Consumação: prevalece a situação em relação à vida.(Súmula 610 STF). Competência: Juiz singular. (prevalece o delito-fim). Aplicável CP art. 29, § 2º. 
É crime hediondo.
Roubo - Concurso de crimes:
 
Roubo a várias pessoas com subtração de bens só de uma delas – crime único.
Abordagem a uma pessoa que traz bens de várias – crime único.
Unidade de ação com múltiplos atos realizados pelo agente – crime único.
Concurso formal (roubo a banco, ônibus, residência, etc) várias vítimas, unidade de ação e pluralidade de resultados.
Crime continuado: condutas separadas por intervalo de tempo. Admissível contra vítimas diferentes (STF) “sucessão circunstancial”.
Diferença habitualidade criminosa – reiteração de roubos autônomos c/vítimas diferentes (“sucessão planejada”).
Roubo e corrupção de menor – concurso formal (ECA 244-B + CP art.157)
Ação Penal – Pública incondicionada.
 EXTORSÃO (CP art. 158)
Conceito – coação para alguém fazer, não fazer, ou tolerar que se faça algo, mediante emprego de violência ou grave ameaça. Seria um constrangimento ilegal com finalidade especial de auferir vantagem econômica.
Objeto Jurídico – Crime complexo. Inviolabilidade patrimonial, integridade física, tranquilidade e liberdade pessoal.
Objeto material – Tudo o que possa ser objeto de ação ou omissão. Móvel ou imóvel. Ex,. Constranger alguém a assinar escritura transferindo a propriedade.
Elementos do tipo: “constranger” (obrigar, coagir, forçar...) temos 1ª ação do coator e 2ª realização ou abstenção de ato do coagido.
Extorsão
Meios executórios: violência ou grave ameaça, direta ou indireta. Não há previsão de outros meios (assim, emprego de álcool, drogas, hipnose, etc poderá configurar roubo, estelionato...)
Exige fim especial do agente (indevida vantagem econômica) contrária ao direito. Se devida teríamos art. 345 CP.
Sujeito ativo – crime comum. Se Funcionário Público poderá ensejar Concussão (CP art. 316).
Sujeito Passivo – a)aquele que sofre a violência; b) aquele que faz, deixa de fazer ou tolera que se faça algo; c) aquele que sofre prejuízo patrimonial.
Elemento subjetivo – Dolo + fim especial.
Da extorsão
Consumação: há duas correntes:
A) É crime formal – Prevalece na doutrina e jurisprudência (Súmula 96 STJ).
B) É crime material – corrente minoritária.
Tentativa – Possível. Plurissubsistente apesar de formal.
Muito comum simulação de sequestro para exigir (valores, créditos celulares)
De forma livre, comum, complexo, formal, de dano, instantâneo (exceto no § 3º), unissubjetivo, plurissubsistente.
Extorsão CP art. 158
Formas: Simples (caput); reclusão de 4 a 10 anos e multa.
Causas de aumento (§ 1º) a) cometimento do crime por duas ou mais pessoas; b) com emprego de arma (própria ou imprópria).
Qualificada (§ 2º) remete a aplicação do § 3º do artigo 157.
Relacionado como crime hediondo.
Qualificada (§ 3º) sequestro relâmpago. Se resultar lesão grave ou morte, aplicáveis as penas do art. 159 §§ 2º e 3º. Tem natureza hedionda (P/NUCCI só com resultado morte seria hediondo).
Diferença entre roubo e extorsão reside na “indispensabilidade da participação da vítima” para o êxito da lesão patrimonial (Estefam).
Extorsão
Concurso de crimes: 
Extorsão e continuidade delitiva – possível (paga em prestações).
Extorsão e roubo. Continuidade delitiva - Não admissível. Não são delitos msm espécie. Mas possível concurso material se ocorrerem mediante ações distintas.
Ação penal – Pública incondicionada.
Extorsão mediante sequestro (CP art.159)
Objeto jurídico – crime complexo. Inviolabilidade patrimonial, liberdade de locomoção, integridade física.
Elementos do tipo: Ação nuclear “sequestrar” com finalidade especial de obter,para si ou para outrem, vantagem como condição ou preço de resgate.
Sujeito ativo – crime comum.
Sujeito passivo – Quem sofre a lesão patrimonial e quem é sequestrado. Ser humano. Se cadáver (CP art. 211), se animal (CP art. 158). Se menor ou idoso (§ 1º).
Elemento subjetivo – Dolo + finalidade especial. Para Hungria se devida a vantagem teríamos CP art. 345 concurso formal art. 148.
Extorsão mediante sequestro
Momento consumativo: Crime formal. Crime permanente.
Tentativa – possível. Crime plurissubsistente. 
Competência (CPP art. 71 e 83). Prescrição CP art. 111, III, Súmula 711 do STF sobre nova lei mais gravosa.
Formas: Simples (caput) – Hediondo.
Qualificadas (§§ 1º, 2º, 3º). (§1º duração, idade vítima, em associação.)
(§ 2º) se resulta lesão grave (§ 3º) se resulta morte.
(§ 4º) Delação eficaz ou premiada. (delito do art.159 CP, em concurso de agentes, delação de coautor ou partícipe e que seja eficaz).Vide critérios da lei nº 9.807/99 – Prêmios: redução de pena – ANPP - Perdão judicial.
Ação Penal – Pública incondicionada.
CP art. 160 – Extorsão indireta
Objeto jurídico – patrimônio – liberdade de autodeterminação.
Objeto material – documento que possa originar contra ele ou terceiro procedimento criminal (inclusive falsificado, cheque, etc).
Requisitos: a) exigência/recebimento de documento; b) intenção de garantir por ameaça o pagamento de dívida; c)abuso situação de necessidade financeira da vítima.
Classificação. Crime de forma livre, comum, formal (modalidade exigir) e material (modalidade receber), de dano, instantâneo, unissubjetivo, plurissubsistente.
Quanto ao delito de “Usura” vide Lei nº 1521/51 (cobrança de juros, comissões e ágios superiores aos permitidos por lei – agiotagem).
Atenção - CP arts. 161 ao 167
Capítulo III – Da usurpação
CP art. 161 – Alterações de limites. Destaque: §1º, II – Esbulho possessório
CP art. 162 – Supressão ou alteração de marcas em animais.
Capítulo IV – Do Dano
CP art. 163 – Crime de Dano. Parágrafo único, Incisos I a IV (Dano Qualificado).
CP art. 164 – Introdução ou abandono de animais em propriedade alheia.
CP art. 165 – Dano em coisa de valor artístico, arqueológico ou histórico.
CP art. 166 – Alteração de local especialmente protegido.
CP art. 167 – Ação Penal. (Nos casos do 163, do n. IV do seu parágrafo único e do art. 164, somente se procede mediante queixa.)
Da Apropriação indébita (CP art. 168)
Conceito – “apropriar-se de coisa alheia móvel de quem tem a posse ou detenção”.
Objeto jurídico – a propriedade.
Objeto material – coisa alheia móvel. Dinheiro como coisas fungíveis (CC art. 85)dadas em depósito ou empréstimo com obrigação de restituição da mesma espécie, qualidade ou quantidade, não podem ser objeto deste delito, pois há transferência de domínio (CC arts. 645 e 587), porém se o dinheiro for confiado para entrega a terceiros poderá ocorrer a apropriação. Se de pequeno valor (figura privilegiada CP art. 170 c.c. art. 155, § 2º).
Elementos do tipo: Ação nuclear: “apropriar-se (fazer sua coisa de outrem). Entrega do bem de forma livre e consciente pelo proprietário. Caso haja fraude ou violência não configuraria este crime (estelionato, roubo, furto, extorsão...)
Apropriação indébita
A intenção de assenhoramento da coisa é posterior a aquisição.
Posse (CC art. 1197) Posse direta exercida pelo indivíduo em nome de outrem (locatário, mandatário, usufrutuário, etc..) exercício desvigiado.
Detenção (CC arts. 1198 e 1208) Pode ser vigiada (balconista) ou desvigiada (representante comercial). Para Hungria somente na desvigiada ocorre a apropriação.
Dá-se de diversas maneiras: Consumindo. Alterando a coisa. Retendo. Ocultando. A forma de execução é a não-restituição do bem e a recusa em devolvê-lo. Dolo de apropriar-se. A maioria dos casos de não-restituição configura descumprimento de obrigação contratual, devendo ser resolvida na esfera cível. Só configurará o delito quando vencido o prazo para devolução ou quando tiver havido interpelação judicial por parte da vítima.
Apropriação indébita
Elemento normativo – exige-se que a coisa móvel seja “alheia”, mas o condômino, sócio ou proprietário podem cometer o crime em tela, no momento em que tornam sua a coisa comum.
Sujeito Ativo: Crime comum (qquer pessoa que tenha a posse ou detenção lícita) Para Greco (crime próprio). Se funcionário público poderá responder por peculato-apropriação (CP art. 312 caput).
Sujeito passivo: Pessoa física ou jurídica. Idoso art. 102 Lei 10741/03.
Elemento subjetivo – Dolo. Não exige fim especial. Para Magalhães Noronha e Estefam teria elemento subjetivo do tipo, pois caso tenha a ideia de direito ao bem teríamos CP art. 345. A má-fé tem que surgir após a posse ou detenção, se anterior, poderia ocorrer estelionato por induzir a erro.
Apropriação indébita
Momento consumativo – Crime material. 
Arrependimento posterior – Antes do oferecimento da denúncia, não exclui a tipicidade, mas pode operar redução de pena (CP art. 16) STF. Se ocorrer depois da denúncia estaremos diante da atenuante genérica do art. 65, III, “b” do CP.
Tentativa – Há polêmica. P/Capez seria cabível na apropriação propriamente dita (aliena, vende, doa) e não seria possível na negativa de restituição (forma omissiva).
Concurso de crimes – Apropriação indébita e falsidade. (por analogia Súmula 17 STJ)
Ação Penal – Publica Incondicionada. 
Apropriação indébita Previdenciária (CP art.168-A)
Objeto jurídico – patrimônio do sistema previdenciário.
Objeto material – Contribuição previdenciária.
Elementos do tipo – “deixar de repassar” – Crime omissivo puro.
Sujeito ativo – Crime próprio. (substituto tributário bem como responsáveis por Bancos e agentes públicos a quem se atribui a arrecadação das receitas de concursos de prognósticos.)
Sujeito passivo – O Estado. INSS e o lesado.
Elemento subjetivo: Dolo (consciência e vontade de não repassar à Previdência, dentro do prazo e na forma legal) Não exige fim especial.
Consumação: Quando se exaure o prazo legal ou convencional para o repasse. (Norma penal em branco – Lei 8.212/91) Tentativa – inadmissível.
Apropriação indébita Previdenciária
Formas: Simples (caput) e assemelhados (§ 1º); Privilegiada (art. 170 CP)
Causa extintiva da punibilidade (§ 2º)
Perdão judicial (§ 3º, I e II) diante de réu primário e bons antecedentes.
Limite do § 3º, inciso II (Portaria MPAS nº 4910/99 art. 4º.....)
Parcelamento do débito (Lei 10.684/2003 art. 9º) suspensão da pretensão punitiva do estado e § 2º extinção da punibilidade.
Requisito para realização integral do tipo – esgotamento da instância administrativa. Para STF verdadeiro requisito para realização integral do tipo.
Ação Penal Pública Incondicionada (Justiça Federal – CF art. 109, IV) 
Prescrição –”somente com o lançamento tem início o prazo prescricional” STF HC 77.022 rel. Min. Nelson Jobim.
Apropriação de coisa achada
Artigo 169 CP coisa havida por erro.
Par. Único I – tesouro
 II – coisa achada.(*)
(*)Exemplo de “crime de conduta mista” – A norma exige do sujeito ativo dois comportamentos: um Comissivo (precedente) e outro Omissivo (subsequente) (CUNHA, Rogério S., 2022).
Artigo 170 CP Privilégio – causa de diminuição de pena (art. 155, § 2º do CP) 
Estelionato (CP art. 171)
“Stellio” (substantivo grego) lagarto que muda de cor – camaleão
Objeto jurídico – inviolabilidade do patrimônio, proteção especial em relação às fraudes utilizadas para conseguir proveito injusto com prejuízo alheio (boa-fé, confiança recíproca).
Meios: artifício (efeitos especiais) disfarce, falsificação, modificação material da coisa. 
Ardil: [sentido imaterial] (cara de pau, bico doce) trabalhar a inteligência e a emoção da vítima (ilusão).
Qualquer outro meio fraudulento (que comporte interpretação analógica – silêncio, mentira, internet....)
Elementos do tipo: 1º Ação: induzir ou manter alguém em erro.
Estelionato (CP art. 171)
2º Erro: induzido ou preexistente (falsa percepção da realidade).
3º Vantagem Ilícita: (econômica e indevida).
4º Prejuízo alheio: (dano denatureza patrimonial).
Sujeito Ativo – crime comum 
Sujeito Passivo – pessoa enganada, que sofre prejuízo. Vítima determinada (se indeterminada poderá ser crime contra a economia popular Lei 1521/51) e com capacidade de entendimento ( se incapaz poderá ensejar o crime do art. 173 CP).
Consumação – Crime material. Com a obtenção da vantagem ilícita em prejuízo alheio. Competência (Súmula 48 do STJ).
Tentativa – possível (delito plurissubsistente)
Estelionato (CP art. 171)
Elemento subjetivo – Dolo + fim especial (vontade de obter vantagem ilícita). Não é qualquer descumprimento de cláusula contratual que caracteriza estelionato, só haverá o crime quando o dolo exista desde o início da formação do contrato.
Torpeza bilateral (“zoião” da vítima)(Conto da guitarra, bilhete premiado) – há o delito – posição majoritária.
Jogos de azar – art. 50 LCP (DL 3688/41)
Fraude civil ≠ Fraude Penal (malícia entre contratantes pode gerar perdas e danos ( CC arts. 147, II e 1103). Juiz define no caso concreto.
Estelionato (CP art. 171)
Formas: Simples (caput) rec. De 1 a 5 anos.
Privilegiada (§ 1º) primário e pequeno valor.
Equiparadas (§ 2º, incisos I a VI)
I- vender, permutar, dar em pagamento, em locação, em garantia (coisa alheia);
II- idem (coisa própria) exceto locação.
III- somente quando do penhor, a coisa permanecer com o devedor (coisa móvel dada em garantia pignoratícia).
IV – Defraudar (adulterar, espoliar, privar fraudulentamente) substância ou qualidade. Exige obrigação de entregar algo a vítima – crime próprio.
V – Autolesão que cause prejuízo a terceiro, pressupõe seguro valido e vigente ao tempo da ação. – Crime formal.
Estelionato (CP art. 171)
(§2º) Inciso VI – (Cheque) sem provisão de fundos + má-fé = pagamento fraudulento (Súmula 246 do CTF).
Pré ou pós-pago (doutrina e jurisprudência) → não há estelionato.
Para pagamento de dívida pré-existente (não há que se falar em dano patrimonial, não ocorre estelionato)
Ação: Emitir ou Frustrar o pagamento (retirada do valor ou contra-ordem)
Prazo para apresentação de cheque (art. 33 Lei 7357/85) 30 dias (mesmo local) 60 dias (local diverso).
Se consuma no momento e no local da recusa do pagamento (Súmula 521 do STF e Sum. 244 STJ). Competência: CPP art. 70, §4º - juízo do domicílio da vítima, se pluralidade de vítimas, será definido por “prevenção” (alt. Lei n. 14155/21) 
ALTERAÇÕES LEI Nº 14.155/21 (d.o.u. 28.05.21)
(CP art. 171) Fraude eletrônica
§ 2º-A. A pena é de reclusão, de 4 (quatro) a 8 (oito) anos, e multa, se a fraude é cometida com a utilização de informações fornecidas pela vítima ou por terceiro induzido a erro por meio de redes sociais, contatos telefônicos ou envio de correio eletrônico fraudulento, ou por qualquer outro meio fraudulento análogo.      
§ 2º-B. A pena prevista no § 2º-A deste artigo, considerada a relevância do resultado gravoso, aumenta-se de 1/3 (um terço) a 2/3 (dois terços), se o crime é praticado mediante a utilização de servidor mantido fora do território nacional.    
Estelionato (CP art. 171)
Majorantes: (§ 3º) tutela maior – interesse social (Súm.24 STJ s/INSS)
Estelionato contra idoso ou vulnerável (§ 4º) aumenta de 1/3 se contra idoso ou vulnerável, considerada a relevância do resultado gravoso. (alt. Lei nº 14.155/21)
Idoso (idade no instante da ação/omissão) CP art. 4º
Concurso de crimes: Estelionato e falsidade documental - Há várias correntes, com prevalência para (Súmula 17 STJ) O estelionato absorve o crime de falso, desde que o meio empregado não sirva para cometimento de outro crime. Caso haja esta possibilidade haverá concurso de crimes. P/Damásio deveria ser reconhecido concurso material(pluralidade de condutas). Por política criminal se reconhece crime único ou concurso formal. Prevalece o que é justo e não o que é técnico.
Distinção – Estelionato e Furto mediante fraude. No furto há subtração sem consentimento da vítima, já no estelionato a própria vítima entrega a coisa.
(§5º) art. 171 CP ALTERAÇÕES LEI Nº 13.964/19
Ação Penal – Pública Condicionada à Representação (§ 5º), salvo se a vítima for:
 I - a Administração Pública, direta ou indireta;           
II - criança ou adolescente;            
III - pessoa com deficiência mental; ou           
IV - maior de 70 (setenta) anos de idade ou incapaz.         
Receptação (CP art. 180)
Receptação própria (Caput 1ª parte) Imprópria (2ª parte) 
Qualificada (§ 1º) – exercício de atividade comercial / industrial
Agravada (§ 6º) entes públicos
Privilegiada (§ 5º - 2ª parte) – aplicar art. 155, § 2º do CP.
Crime acessório – exige crime anterior, mas a pena não guarda relação com a pena do crime anterior (diferente do art. 304 do CP).
Crime de ação múltipla ou conteúdo variado – Conjunção “OU”.
Consumação: Adquire ou recebe = instantâneo (material)
Transporta, conduz ou oculta = permanente (material)
Influir – crime formal (não admite tentativa).
Receptação (CP art. 180)
Elemento subjetivo: Própria (dolo direto) ciência da origem ilícita.
Imprópria – terceiro de boa-fé.
Sujeito Ativo – crime comum (exceto autores do crime anterior).
Sujeito Passivo – a mesma do crime antecedente.
Objeto material – “produto de crime” ou valor equivalente (preço e instrumento não).
Receptação e crime antecedente são conexos (conexão instrumental ou probatória – art. 76, III CPP) sempre que possível deve haver um só processo.
Extinção de crime anterior (CP art. 108) exceções para “abolitio criminis” e anistia
Receptação (CP art. 180)
Qualificada (§ 1º) – espécie de delito próprio. Misto alternativo.
(§§ 2º e 4º) norma complementar ou norma explicativa.
“Sabe” (dolo direto) “Deve saber” (dolo eventual)
Receptação Culposa (§ 3º) “Adquirir” “Receber” (natureza do objeto, desproporção do preço e condição do ofertante).
Perdão Judicial (§ 5º 1ª parte) – aplicável modalidade culposa.
Ação Penal – Pública incondicionada.
Receptação de animal (CP art. 180-A)
Incluído pela Lei nº 13.330/2016 – Reclusão de 2 a 5 anos e multa.
Objeto Jurídico – patrimônio – saúde pública.
Tipo misto alternativo
Objeto material – semovente domesticável de produção (finalidade de produção ou comercialização).
Dolo direto ou eventual. Não exige elemento subjetivo específico.
Espécime da fauna silvestre (Lei 9.605/98 – art. 29, § 1º)
Para prestar auxílio ao autor de crime anterior (CP art. 349).
Consumação – realização dos verbos. Crime plurissubsistente.
Ação Penal – Pública Incondicionada.
Disposições gerais (CP arts. 181 a 183)
Imunidades absolutas – CP art. 181, I e II = “Escusas absolutórias”.
Somente nos crimes contra o patrimônio
Total isenção de pena, não se pode instaurar IP
Deve gerar prejuízos somente às pessoas mencionadas, se atingir terceiro não se aplica a imunidade.
Inciso I –matrimônio (fato deve ocorrer na constância do casamento (CF art. 226, § 3º) entidade familiar – alcança conviventes.
Inciso II Pai, avô, bisavô = filho, neto, bisneto.... (não atinge parentesco por afinidade = sogro, genro/nora)
Disposições gerais (CP arts. 181 a 183)
Imunidades relativas – CP art. 182 = “imunidades processuais”
I – cônjuge separado.
II - irmão
III – tio/sobrinho que coabitam
(Transformam a ação penal em pública condicionada a representação)
Exceções – CP art. 183
I – roubo, extorsão, dano qualificado (CP art. 163, p.único I) esbulho possessório (CP art. 161, § 1º, II).
II – ao estranho que participa.
III – se vítima idosa (vide agravante art. 61, II “e’ do CP)

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