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Procedimentos de
ensino e a avaliação
de aprendizagem na
perspectiva da
Educação Integral
Autora
Marta Thiago Scarpato
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Objetivos
Neste conteúdo discutiremos as diferentes maneiras de ensinar e avaliar os alunos na
perspectiva da Educação Integral. Nesse sentido, apresentaremos alguns procedimentos de
ensino que podem ser adotados nas aulas presenciais ou no ensino híbrido. Também faremos
uma apresentação sobre a avaliação da aprendizagem e os instrumentos que podem ser
adotados para avaliar o aprendizado dos alunos.
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Como ensinar?1
Procedimentos de ensino e a avaliação de aprendizagem na
perspectiva da Educação Integral
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"https://player.vimeo.com/video/948475581".
O modo como se vai ensinar deve ser uma escolha do professor, mas está muito relacionado a
como se entende o processo de ensino-aprendizagem. Nesse sentido, os procedimentos de
ensino representam essa maneira como se irá ensinar os alunos.
Sendo uma escolha do professor, deve-se levar em consideração que existem vários
estudantes em sala de aula, por consequência, vários aprendizes, e que cada um aprende de
maneira diferente e tem ritmos próprios. Numa mesma sala de aula,
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pode haver alunos que sejam mais participantes, que aprendem a pensar e expor suas
reflexões; outros alunos apenas ouvintes, que não expressam seus pensamentos no
processo de construção do conhecimento; e já outros alunos que constroem seus
conhecimentos com o grupo-classe, trocando experiências, respeitando os colegas
(Scarpato, 2012, p. 59).
Um professor que sempre esteja estudando e com uma boa formação pedagógica buscará
novas formas de ensinar, sempre de modo variado, porque tem consciência de que numa
mesma sala de aula há vários aprendizes, cada qual com suas características individuais.
Já um professor que não se atualiza, que nunca refletiu sobre como deve ensinar seus alunos,
com certeza se baseará nas lembranças das aulas que teve no passado, que na maioria das
vezes terão sido somente expositivas, sem a participação dos alunos, ou os famosos
seminários, em que são formados vários grupos em sala e cada qual apresenta um tema
definido pelo professor.
Sempre devemos considerar que os alunos precisam ser os protagonistas no processo de
ensino-aprendizagem, porém pela concepção tradicional de ensino, muito enraizada no
imaginário dos professores, principalmente os que atuam no Ensino Superior, muitas vezes se
torna algo difícil de compreender e de se colocar em prática.
Quem tem que estar em ação, discutindo, participando das aulas são os alunos, e os
professores devem apenas mediar essas ações pedagógicas, intervindo sempre que
necessário. Poderíamos dizer que os alunos que devem sair “cansados” das aulas, não os
professores.
Diferentes teóricos da educação preconizaram esse protagonismo do aluno no processo de
ensino-aprendizagem. Veja a seguir alguns exemplos e suas ideias principais:
John Dewey (1859-1952)
A escola deve ser um espaço de produção e reflexão das experiências.
A educação deve formar democratas críticos perante a sociedade.
É fundamental aprender pela experiência.
Célestin Freinet (1896-1966)
Defende os princípios da liberdade, responsabilidade e cooperação.
Reivindica no processo de ensino-aprendizagem a formação de seres humanos
autônomos.
A escola deve ser vista como canteiro de obras, em que os alunos devem 'trabalhar' o
tempo todo.
Alexander Neill (1883-1973)
Educar precisa ser baseado na liberdade e na autonomia.
É necessário educar com compreensão.
As escolas devem ser concebidas como “escolas-oficina”.
Paulo Freire (1921-1997)
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Sempre defendeu uma educação libertadora.
Pedagogia da autonomia com os princípios: decisão - responsabilidade - respeito -
liberdade.
A todo momento deve-se promover a interação escola-sociedade.
Para conhecer um pouco mais a concepção dos teóricos citados, leia SEBARROJA, J. C. (I.)
Pedagogias do século XX. Porto Alegre: Artmed, 2003.
Veja também os seguintes vídeos:
Dewey [https://youtu.be/rS8cv5dJjgQ?si=wpaKII3vILzigjHd] , Freinet
[https://youtu.be/m1TXwdQWvxM?si=7C0YIaDFqyxqiNki] , Freire
[https://youtu.be/QwTAR4rXZBI?si=ikTmZSQhpHzZ5qKD] , Neill
[https://youtu.be/PNB7wDV2wj4?si=AxYVEBjrPVsgXzxK] .
Temos que repensar a maneira como ensinamos, afinal, estamos formando pessoas e temos
que ajudá-las a serem mais críticas e participativas. O conhecimento só faz sentido se
proporcionar ao aluno a compreensão, o usufruto e a transformação da realidade que vive.
Temos que tornar os alunos protagonistas no processo de ensino-aprendizagem.
O conhecimento não é “transferido” ou “depositado” pelo outro (conforme a concepção
tradicional), nem “inventado” pelo sujeito (concepção espontaneísta), mas sim construído pelo
sujeito na sua relação com os outros e com o mundo (Vasconcellos, 2002).
O professor não é um transmissor de conhecimentos, mas sim um mediador da construção do
conhecimento do aluno, mesmo porque este já traz para a sala de aula o seu próprio saber, e o
professor deve respeitar e considerar a leitura de mundo dele (Freire, 2019).
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https://youtu.be/m1TXwdQWvxM?si=7C0YIaDFqyxqiNki
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https://youtu.be/QwTAR4rXZBI?si=ikTmZSQhpHzZ5qKD
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https://youtu.be/PNB7wDV2wj4?si=AxYVEBjrPVsgXzxK
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Metodologias ativas e procedimentos de
ensino têm a mesma função?
1.1
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"https://player.vimeo.com/video/948475607".
Os procedimentos de ensino são um ato de escolha na prática docente, a fim de melhor
propiciar a aprendizagem integral dos educandos, o que significa causar-lhes
transformação (Scarpato, 2013, p. 74).
Nos últimos anos tem surgido uma grande discussão na área da educação e nos diferentes
níveis de ensino sobre metodologias ativas de ensino. Nesse sentido, os teóricos citados nesse
livro texto sempre defenderam métodos ativos e alunos como protagonistas do processo de
ensino-aprendizagem. Contudo, precisamos tomar muito cuidado com os modismos na área e,
de fato, compreendermos as ideias e conceitos em torno dessas ideias.
O quadro a seguir apresenta os principais fundadores de metodologias ativa de ensino ao
longo dos séculos.
Quadro – Principais fundadores da metodologia ativa
Autores Títulos das obras em vernáculo Datas de publicação
William James Princípios de Psicologia 1890
John Dewey Meu credo pedagógico 1897
William James Palestras pedagógicas 1899
John Dewey A escola e a criança 1906
Adolphe Ferrière A lei biogenética e a escola ativa 1910
John Dewey Democracia e Educação 1916
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John Dewey A Filosofia em Reconstrução 1919
Adolphe Ferrière A escola ativa 1922
Edouard Claparède A educação funcional 1931
Fonte: Araújo (2015, p. 9).
O quadro constata o quanto a proposta de uso de metodologias ativas de ensino não é atual,
mas, no século XXI, houve um avanço no mundo digital e o surgimento das TecnologiasDigitais de Informação e Comunicação (TDICs). Além disso, a pandemia de Covid-19 impôs o
fortalecimento do ensino remoto e fez crescer ainda mais as discussões e o espaço das TDICs.
Tudo isso gerou formas diferentes de trabalhar, de se comunicar, de se relacionar e
consequentemente de compreender o processo de ensino-aprendizagem. Na educação, as
TDICs foram incorporadas às práticas docentes com o objetivo de apoiar os professores,
tornando a aprendizagem mais significativa.
Assim, as TDICs trouxeram às práticas docentes inúmeras possibilidades metodológicas para
o contexto da sala de aula, seja ele presencial, EaD ou híbrido, diferentes formas de ensinar que
denominamos de “procedimentos de ensino”.
Há uma variedade de procedimentos de ensino que podem ser adaptados para a sala de aula
presencial, online e híbrida. Como salienta Moran (2015, p. 2), o que
a tecnologia traz hoje é integração de todos os espaços e tempos. O ensinar e aprender
acontece numa interligação simbiótica, profunda, constante entre o que chamamos
mundo físico e mundo digital. Não são dois mundos ou espaços, mas um espaço
estendido, uma sala de aula ampliada, que se mescla, hibridiza constantemente. Por
isso a educação formal é cada vez mais blended, misturada, híbrida, porque não
acontece só no espaço físico da sala de aula, mas nos múltiplos espaços do cotidiano,
que incluem os digitais.
Para isso, devemos compreender que
falar em educação híbrida significa partir do pressuposto de que não há uma única
forma de aprender e, por consequência, não há uma única forma de ensinar. Existem
diferentes maneiras de aprender e ensinar. O trabalho colaborativo pode estar aliado ao
uso das tecnologias digitais e propiciar momentos de aprendizagem e troca que
ultrapassam as barreiras da sala de aula. Aprender com os pares torna-se ainda mais
significativo quando há um objetivo comum a ser alcançado pelo grupo (Bacich; Moran,
2015, p. 45).
Ademais, como nos lembra Carlini (2013, p. 29):
Não é possível acreditar que exista o melhor procedimento de ensino. Cada
procedimento deve ser selecionado em função dos objetivos e conteúdos de ensino que
o professor pretende realizar, considerando especificamente o grupo de alunos com que
trabalha e o momento do processo ensino-aprendizagem que desenvolve.
É uma tarefa que exige do professor uma mudança de postura, sem perder sua autoridade em
sala de aula, porque ele deve admitir que não é o único detentor do conhecimento. Portanto,
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nos dias de hoje, com o excesso de informações a que os alunos têm acesso, temos que rever
nosso modo de ensinar.
Dessa forma, podemos concluir que todos os procedimentos de ensino devem ter como
princípio o uso de metodologias ativas, além de possibilitar a atuação de aprendizes
protagonistas no processo de ensino-aprendizagem.
No vídeo indicado, o professor José Moran nos apresenta a concepção e origem das
metodologias ativas. Saiba mais em: youtu.be [https://youtu.be/9m-wf2qHSOo?
si=2Fr8T870Qwcz55yk] .
Diferentes procedimentos de ensino no
ensino presencial ou híbrido
1.2
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"https://player.vimeo.com/video/948475633".
Os procedimentos de ensino apresentados a seguir podem e devem ser adaptados tanto para
as aulas presenciais como para as online, o que exigirá dos professores possíveis adequações.
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https://youtu.be/9m-wf2qHSOo?si=2Fr8T870Qwcz55yk
Apresentação do grupo1.2.1
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"https://player.vimeo.com/video/948371461".
[O grupo é] utilizado nas situações em que professor e alunos ainda não se conhecem,
em geral no início do ano letivo ou de uma nova disciplina. E ainda, na Educação a
Distância (EaD), quando, da mesma forma que na Educação presencial, há necessidade
de os participantes se conhecerem e juntos constituírem o grupo de trabalho (Carlini,
2013, p. 19).
Se, como professores, temos que incentivar o desenvolvimento integral dos alunos, ajudá-los a
se conhecer é nosso papel. Às vezes, estudantes universitários acreditam que alguns dos seus
professores, ao fazerem uma atividade de apresentação na primeira aula, querem “enrolar”.
Esse comentário retrata a incompreensão do papel que essa dinâmica exerce e,
consequentemente, uma falta de formação pedagógica.
Alguns exemplos de apresentação em grupo são:
Apresentação simples
Cada componente diz seu nome e um aspecto selecionado previamente pelo professor de sua
vida pessoal, suas preferências, expectativas e experiências anteriores, entre outras coisas.
História do nome
O componente do grupo diz seu nome e narra os motivos familiares e sociais da escolha.
Apresentação em duplas
“Organizados em duplas, os alunos conversam entre si e se apresentam, mencionando
aspectos relevantes de sua vida. Decorrido o tempo estipulado pelo professor, cada aluno fala
de seu colega ao grupo. Essa modalidade se presta melhor ao ensino presencial” (Carlini, 2013,
p. 20).
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Apresentação de ideias1.2.2
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Para iniciar um novo tema de estudo, muitas vezes, o professor tem a necessidade de
realizar um inventário dos conhecimentos anteriores, disponíveis entre os alunos. Em
algumas situações, é importante explicitar essas informações, para diagnosticar a
compreensão superficial ou eventualmente preconceituosa dos conceitos a serem
trabalhados, muitas vezes assumida de modo inquestionável (Carlini, 2013, p. 22).
A apresentação de ideias é um modo de o professor diagnosticar o conhecimento prévio dos
alunos sobre um novo tema a ser estudado. Conheça algumas formas de realizá-la:
Tempestade cerebral ou brainstorming
Quando o aluno menciona em voz alta e espontaneamente, sem prejulgamentos, as ideias que
lhe ocorrem diante de um novo tema ou assunto. Essas palavras serão anotadas no quadro de
giz pelo professor e agrupadas de acordo com sua semelhança ou diferença, ou ainda por
categorias afirmativas e negativas, entre outras.
Redação de conceitos
O professor distribui pequenos pedaços de papel, todos iguais, e o aluno é orientado a explicar,
em poucas palavras, sua compreensão do conceito ou da ideia. Concluída a redação, o
professor recolhe as produções sem identificação do aluno-autor e, com base nas ideias ali
contidas, organiza o registro no quadro de giz, de forma semelhante à atividade anterior.
Trabalhar dessa maneira pode contribuir para proteger o aluno na exposição de suas ideias,
quando o grupo ainda não tem a familiaridade necessária.
Cartaz em grupo
“Os alunos devem participar da elaboração de um cartaz, com um desenho ou colagem,
realizado em subgrupo, após rápida discussão a respeito de um tema proposto. Concluído o
tempo determinado para a atividade, os cartazes devem ser expostos e observados por toda a
classe. Na sequência, serão comentados por seus autores, explicitando seu sentido e suas
relações e discutidos livremente pelos demais alunos” (Carlini, 2013, p. 23).
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No ensino híbrido também podemos usar o ambiente virtual de aprendizagem (AVA). No
entanto,
o professor precisará propor uma questão ou frase lacunar (por exemplo: Que é
sociedade? ou É possível afirmar que sociedade é…?), que deverá ser respondida ou
completada pelos alunos, em espaço destinado a essa finalidade no ambiente do curso
(fórum ou lista dediscussão) (Carlini, 2013, p. 23).
Aula expositiva1.2.3
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Com certeza, esse é o procedimento de ensino mais adotado nas aulas em universidades pelos
professores e muitas vezes será o único modo de ensino fornecido.
[…] baseia-se na apresentação oral de um tema, pelo professor, e pode contar com maior
ou menor participação dos alunos, dependendo da proposta e dos objetivos de ensino.
Além disso, a aula expositiva pode estar apoiada em recursos de ensino, como
esquemas, gráficos, sinopses, anotada no quadro de giz, em cartazes, em
transparências, entre outros (Carlini, 2013, p. 26).
A aula expositiva é essencial para a apresentação de um novo conteúdo ou o fechamento do
tema, mas é importante ser dialogada, interativa, havendo a participação dos alunos nesse
processo. Há ainda um cuidado que o professor deve ter com o tempo de duração da aula.
Evite ultrapassar 15 ou 20 minutos de exposição contínua, para não ficar muito cansativo para
o aluno. Imagine que há professores que falam ininterruptamente por 40 a 50 minutos.
Já nas aulas online, no ensino híbrido,
[…] a aula expositiva ocorre nas situações de vídeo e teleconferência, com maior
frequência. Nos dois casos, a possibilidade de interação professor-aluno torna-se
reduzida: na videoconferência, em virtude da assincronia, ou seja, a aula pode ter sido
gravada em momento diferente daquele em que está sendo apresentada; e na
teleconferência, por eventuais dificuldades ou atrasos na comunicação, se realizada por
correio eletrônico (e-mail) (Carlini, 2013, p. 26).
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Figura – Diálogo
Fonte: Harper et al. (1980).
Debate1.2.4
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Segundo Carlini (2013, p. 29), o debate “[…] se apoia em leitura e estudo prévio sobre o assunto
em foco e desenvolve-se no processo de exposição oral das ideias, pelos participantes do
grupo, mediado pela atuação do professor”.
O professor deve selecionar um tema para ser debatido em sala, combinando as regras para
que esse procedimento flua de forma produtiva, por exemplo, levantar a mão para falar,
expressar-se com clareza, respeitar as opiniões diversas.
Nas aulas online, no ensino híbrido, o debate pode ocorrer no ambiente virtual de
aprendizagem (AVA), no fórum de discussão.
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Ensino com pesquisa1.2.5
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Segundo Carlini (2013, p. 35), o ensino com pesquisa
[…] requer a orientação direta do professor, no processo de elaboração da pesquisa. É
muito mais do que determinar que os “alunos façam pesquisas”, caracterizadas pela
busca em referências bibliográficas ou digitais das informações pretendidas e pela
transcrição ou impressão gráfica dos achados. É uma atividade de ensino que demanda
tempo e dedicação dos envolvidos na produção de conhecimentos.
O ensino com pesquisa exige tempo – em torno de um bimestre de trabalho –, pois os alunos
precisarão fazer suas pesquisas e apresentá-las para a sala. O interessante é que o professor
use uma ou duas aulas para orientar esse trabalho e explicar o relatório que os alunos deverão
fazer, definindo se será uma pesquisa bibliográfica ou de campo e estipulando a data de
apresentação para cada grupo. Enquanto os alunos vão trabalhando fora do momento de aula,
o professor pode dar continuidade aos conteúdos do seu plano de ensino e, sentindo
necessidade, reservar cerca de 15 minutos do tempo para ajudar os grupos nessa tarefa.
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Estudo de caso1.2.6
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Para Carlini (2013, p. 42), o estudo de caso
se apoia na apresentação aos alunos de uma situação real ou simulada, relativa ao tema
em estudo, para análise e encaminhamento de solução. Corresponde a um método de
trabalho no qual os alunos têm a oportunidade de aplicar conhecimentos teóricos a
situações práticas. A situação pode ser trazida aos alunos, pelo professor, na forma de
uma notícia de jornal ou revista, de um filme, ou de relato descritivo.
O estudo de caso leva os alunos a analisarem uma situação, real ou fictícia, buscando
soluções, o que os levará a retomar e aplicar os conhecimentos apreendidos em sala.
Nas aulas online, no ensino híbrido, o estudo de caso
é utilizado da mesma maneira que no ensino presencial. Inclui a apresentação do caso,
a elaboração de propostas de solução baseadas na teoria estudada e a posterior
apresentação e discussão das soluções construídas, em fórum ou lista de discussão.
Também pode ser trabalhado em subgrupos, incluindo uma discussão prévia e
reservada dos membros do grupo, e troca de mensagens antes da apresentação ao
aluno (Carlini, 2013, p. 42).
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Estudo dirigido1.2.7
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[…] Como o nome indica, é um procedimento de ensino por meio do qual o aluno executa
um trabalho proposto e orientado pelo professor, de preferência, em sala de aula.
Apoiado na leitura de um texto, artigo ou capítulo de livro e em um roteiro de estudos
previamente elaborado pelo professor, o aluno trabalha ativamente, realizando leitura e
interpretação do texto, análise e comparações, sínteses e avaliações (Carlini, 2013, p.
44).
Há necessidade de o professor elaborar um roteiro de estudos para a vivência desse
procedimento, que pode ser semelhante a um questionário com perguntas. Não deixa de ser
uma forma de levar os alunos a lerem o texto que o professor indicou para a aula, pois essa é
uma grande dificuldade.
Segundo Carlini (2008, p. 64), existem algumas alternativas a fim de que os alunos leiam os
textos que os professores solicitam, como:
Leitura individual, em sala de aula, apoiada em roteiro, em forma de estudo dirigido.
Leitura exegética, quando cada aluno faz a leitura, em voz alta, e um breve comentário
sobre um parágrafo do texto, na sequência. Para esse procedimento devem ser
utilizados textos curtos, com cerca de dez ou doze parágrafos, sob pena de a leitura
tornar-se cansativa e os alunos dispersos.
“Leitura dinâmica”, quando o professor seleciona previamente frases ou parágrafos do
texto em estudo, os distribui entre os alunos para uma pequena troca de ideias em
duplas e solicita a leitura e apresentação dos comentários ao grupo-classe. Aqui, o
professor deve coordenar a apresentação das duplas e organizar o fechamento das
discussões.
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Seminário1.2.8
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Esse é o procedimento mais conhecido entre os alunos do Ensino Superior, pois é o que eles
mais vivenciam, mas, infelizmente, é o menos compreendido por parte deles e até dos próprios
professores. Seminário não é uma aula expositiva dada pelos alunos e muito menos um jogral
realizado pelo grupo que apresenta.
[…] Seminário é um procedimento de ensino que se constróicom base no ensino com
pesquisa, realizado em subgrupos, e no debate dos aspectos investigados, de maneira
integrada ou complementar, sob a coordenação do professor. Esse procedimento
distingue-se daquelas práticas usualmente conhecidas por essa denominação, em
primeiro lugar pelo processo de investigação do tema, que é o mesmo para todos os
grupos, e realiza-se por meio de pesquisa, em vez de os conhecidos fichamentos e
resenhas de capítulos. Em segundo lugar, pela forma de apresentação dos trabalhos, em
debate de pontos convergentes, divergentes ou complementares (Carlini, 2013, p. 54).
Alguns professores desconhecem o sentido pedagógico desse procedimento e simplesmente
dividem a sala em pequenos grupos, cada um responsável por uma parte de um tema, quando
na verdade deveria ser feito o aprofundamento desse tema em subtemas de maneira crítica e
reflexiva, compreendendo-o sob diferentes perspectivas.
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Grupo de verbalização (GV) e grupo de
observação (GO)
1.2.9
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É a análise de um tema/problema sob a coordenação do professor, que divide os
estudantes em dois grupos: um de verbalização (GV) e outro de observação (GO). É uma
estratégia aplicada com sucesso ao longo do processo de construção do conhecimento
e, nesse caso, requer leitura, estudos preliminares, enfim, um contato inicial com o tema
(Anastasiou; Alves, 2004, p. 88).
É preciso formar dois círculos concêntricos, um menor, no centro, com uma média de seis a
sete alunos, e outro maior, que pode ser o restante da sala. Após a escolha dos alunos que se
sentarão no círculo do centro (GV), esse grupo debaterá um tema que pode ter sido indicado
por uma leitura prévia. Terão 15 minutos para discutir, e somente eles podem falar nesse
momento.
O outro círculo maior, que é o grupo de observação (GO), terá a tarefa de observar a discussão
e registrar os pontos debatidos que lhes chamam a atenção. Ao término dos 15 minutos, o GO
comentará os pontos que registraram, e o GV ficará na escuta. O professor, nesse momento,
pode intervir sobre o que observou durante a vivência do procedimento e até fazer
apontamentos das questões teóricas debatidas.
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Grupos de oposição1.2.10
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"https://player.vimeo.com/video/948371770".
[…] Seu funcionamento supõe a organização de pelo menos dois grupos de alunos,
sendo que um deles tem por tarefa defender uma ideia ou encontrar suas vantagens,
enquanto o outro deverá atacar a mesma ideia ou mostrar sua desvantagem (Masetto,
2003, p. 118).
É necessário que o assunto discutido tenha sido estudado pela sala. Cada grupo terá um
tempo para organizar seus argumentos, e será necessário que os estudantes estejam
sentados um de frente para o outro, para que todos se vejam. Haverá o debate entre os dois
grupos, cada um defendendo uma posição, e o professor será o mediador, ajudando a
organizar a discussão.
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Solução de problemas ou PBL (project-based
learning - Aprendizagem baseada em
projetos)
1.2.11
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"https://player.vimeo.com/video/948371802".
Neste procedimento, o aluno é o protagonista do seu próprio desenvolvimento, sendo exigida
uma atitude reflexiva nas atividades individuais e em grupo, em que se experimentam
diferentes formas de abordagem para realizar um projeto. Baseia-se na apresentação de uma
situação-problema que deve ser resolvida utilizando os conhecimentos disponíveis ou novos
conhecimentos, construídos por meio de pesquisas, depois apresentadas para a sala.
Nas aulas online ou no ensino híbrido, permite promover o aprofundamento de estudos à
medida que surgem necessidades individuais de cada aluno ou do grupo, que podem ser
esclarecidas no chat do AVA, por exemplo.
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Salas de aulas “invertidas” (flipped
classroom)
1.2.12
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"https://player.vimeo.com/video/948371820".
A sala de aula invertida prevê o acesso ao conteúdo antes da aula pelos alunos e o uso
dos primeiros minutos em sala para esclarecimento de dúvidas, de modo a sanar
equívocos antes dos conceitos serem aplicados nas atividades práticas mais extensas
no tempo de classe (Bergmann; Sams, 2020, p. 58).
É um procedimento de ensino em que o aluno assume a responsabilidade pelo estudo teórico,
e a aula presencial serve como aplicação prática dos conceitos estudados previamente.
Observe a figura para compreender melhor o processo do planejamento e execução da sala de
aula invertida:
Figura – Sala de aula invertida
Fonte: ifg.edu.br
[https://www.ifg.edu.br/attachments/article/19169/Sala%20de%20aula
%20invertida_%20por%20onde%20come%C3%A7ar%20(21-12-
2020).pdf]
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Para conhecer mais sobre a sala de aula invertida, assista ao vídeo a seguir: youtu.be
[https://youtu.be/pADyAN15cZ0?si=nHiuVxxwx_xEg80B] .
Leia também: Bergmann, J.; Sams, A. Sala de aula invertida: uma metodologia ativa de
aprendizagem. 1. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2020.
Vimos, então, alguns dos procedimentos de ensino que podemos usar em sala de aula,
lembrando que, em todos eles, há a participação dos alunos, levando-os a ser ativos e
protagonistas do processo de ensino-aprendizagem, não apenas espectadores, como ocorre
em muitas aulas, aonde eles vão para assistir e não para participar e construir seus
conhecimentos. Muitos alunos na universidade têm essa postura de espectador: sentam-se
nas carteiras, cruzam os braços e só escutam. Acreditam que o professor é um transmissor e o
único detentor do conhecimento. Mas o pior é quando professores ainda pensam dessa forma.
Podemos perceber que, por meio dos procedimentos apresentados, várias habilidades serão
desenvolvidas, como aprender a se expressar com clareza, saber escutar, refletir, respeitar a
opinião do colega, trabalhar em grupo, saber colaborar, ser capaz de pesquisar e registrar, entre
outras.
Todos os procedimentos de ensino apresentados neste conteúdo expuseram os objetivos de
ensino de cada um deles, mas é importante salientar que a proposta é sempre tornar os alunos
mais participativos do processo de ensino-aprendizagem, ou seja, aprendizes protagonistas –
com ênfase na perspectiva da Educação Integral.
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Avaliar a aprendizagem do
aluno
2
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"https://player.vimeo.com/video/948475676".
Avaliar como os alunos estão aprendendo é fundamental, por ser, para o professor, um retorno
de como caminha o processo de ensino-aprendizagem, e, para os alunos, um diagnóstico de
como estão se desenvolvendo e aprendendo.
Figura – Avaliação
Fonte: Tonucci (1997).
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Do mesmo modo que o professor precisa escolher diferentes procedimentos de ensino para as
aulas, necessita também escolher instrumentos diversificados para avaliar a aprendizagem
dos seus alunos.
Muitas vezes, o próprio professor não tem clareza do verdadeiro significado do ato de
avaliar no processo de ensino-aprendizagem. Ele avalia conforme foi avaliado na sua
época de estudante e, na maioria das vezes, foi numa visão fragmentada, isolada, vendo
apenas o resultado da prova. Afinal a escola, nossos professores, só quantificaram
muitas das nossas atitudes durante o processo de aprendizagem. Se a grande maioria
dos professores foi avaliado de modo fragmentado, como exigir que mude sua
concepção do ato de avaliar se não refletir sobre isso, se não estiver em constante
processo de construção de sua identidade docente […] (Scarpato, 2012, p. 112).
A avaliação deve ser contínua. Diariamente, o professor precisa observar o comportamento, o
envolvimento, a participação, o interesse e a assiduidade dos alunos nas aulas. Isso deve
ocorrer também ao término de algum conteúdo específico ou ao fim do bimestre, não somente
na semana das provas.
Os professores, muitas vezes, acabam avaliando de acordo com as normas da
instituição de ensino que lecionam e muitos dos dirigentes dessas instituições
desconhecem o conceito da avaliação da aprendizagem. Só exigem que se avalie por
provas, intitulando das famosas Semana de provas […] Sou contra Semana de provas […]
(Scarpato, 2012, p. 112).
A semana de provas gera um clima de tensão nas universidades entre professores e alunos. Os
primeiros sentem-se juízes, porque devem evitar a “cola” dos últimos, e desanimados, porque
terão uma quantidade enorme de provas para corrigir. Já os estudantes ficam tensos porque
não estudaram o suficiente ou até não entenderam o conteúdo ensinado. Podemos perceber
uma das manifestações da emoção, a regressividade, em que o aluno fica nervoso e esquece o
conteúdo que estudou na hora da prova.
Seria muito mais interessante e produtivo para o processo de ensino-aprendizagem que cada
curso dentro de uma IES pudesse definir quais critérios adotará para avaliar a aprendizagem
dos alunos. Todos os professores, ao discutirem e conhecerem o PPC dos cursos em que
atuam, deveriam elaborar os instrumentos de avaliação, retomando as habilidades que aquele
futuro profissional deve ter para exercer sua profissão.
Não podemos avaliar apenas os conteúdos conceituais, mas também os procedimentais e os
atitudinais, conforme apresentado neste texto. Mesmo porque o mercado de trabalho exige
cada vez mais profissionais capazes de se expressar com clareza oral e escrita, com facilidade
para atuar em grupo e capacidade de reflexão e autonomia. Vários dos procedimentos de
ensino apresentados podem ser um instrumento para avaliar, em lugar de somente uma prova.
Masetto (2002, p. 146) apresenta uma fórmula que ilustra essa concepção distorcida do ato de
avaliar: “AV= P + N → A/R → J. A.”. Ou seja: Avaliação = Prova + Nota, o que leva o aluno a uma
Aprovação ou uma Reprovação (A/R). Em qualquer situação, o aluno se sente julgado (J. A.)
pelo professor, de cujos critérios depende para obter a aprovação.
Falta, na verdade, compreender o que se avalia da aprendizagem, porque obter uma nota para
passar em uma disciplina não representa um aprendizado. Será que os alunos realmente
aprendem ou apenas decoram e estão preocupados com a nota? Os professores muitas vezes
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diversificados para diagnosticar se isso ocorreu, e nem sempre a prova será esse único
instrumento.
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Recapitulando
Neste conteúdo pudemos compreender que os procedimentos de ensino devem ser um ato de
escolha do professor, que busca uma formação integral e integrada dos alunos. Ao avaliar a
aprendizagem deles, é crucial que o professor compreenda o quanto pode contribuir para uma
formação que apoie o desenvolvimento humano em sua integralidade.
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Autoria
Autora
Doutorado em Educação (Psicologia da Educação) pela Pontifícia Universidade Católica de São
Paulo (PUC-SP) – 2002 a 2006. Mestrado em Educação Física (Educação Motora) pela
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) – 1996 a 1999. Graduação em Pedagogia com
habilitação em Orientação Educacional e Supervisão Escolar pela PUC-SP – 1990 a 1993.
Marta Thiago Scarpato
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Glossário
Um formato que ocorre por meio de plataformas e ferramentas digitais, em que as aulas
geralmente são realizadas nos mesmos horários em que aconteceriam os encontros
presenciais. Fonte: techtudo.com.br [https://www.techtudo.com.br/noticias/2020/04/como-
funcionam-as-aulas-online-conheca-a-modalidade.ghtml] .
Um modelo de educação que propõe que a aprendizagem deve acontecer tanto no espaço
físico da sala de aula quanto em plataformas digitais de ensino. Fonte: Observatório de
educação - institutounibanco.org.br
[https://observatoriodeeducacao.institutounibanco.org.br/em-debate/ensino-hibrido] .
Aulas online
Ensino híbrido
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https://www.techtudo.com.br/noticias/2020/04/como-funcionam-as-aulas-online-conheca-a-modalidade.ghtml
https://www.techtudo.com.br/noticias/2020/04/como-funcionam-as-aulas-online-conheca-a-modalidade.ghtml
https://observatoriodeeducacao.institutounibanco.org.br/em-debate/ensino-hibrido
https://observatoriodeeducacao.institutounibanco.org.br/em-debate/ensino-hibrido
https://observatoriodeeducacao.institutounibanco.org.br/em-debate/ensino-hibrido
Bibliografia
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Bibliografia Clássica
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FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 34. ed. São
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Bibliografia Geral
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