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Nome: Matrícula: Período/Semestre: 3º Docente responsável: Componente: Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC’s) REAÇÃO TIPO 1 E TIPO 2 - HANSENÍASE 1. Os surtos reacionais representam episódios inflamatórios que se intercalam no curso crônico da hanseníase. Devem ser prontamente diagnosticados e tratados. Encaminhe aqui uma resenha (texto) definindo as reações do Tipo 1 e do Tipo 2. A hanseníase é uma doença crônica e infectocontagiosa causada pelo Mycobacterium leprae , um bacilo intracelular obrigatório e resistente a ácidos, conforme descrito por Santos et al. (2022). Sua principal manifestação clínica envolve lesões relacionadas a alterações sensoriais – térmicas, dolorosas e táteis – resultantes do comprometimento dos nervos periféricos. A expressão clínica da doença está diretamente relacionada à predominância de respostas imunológicas específicas, sejam do tipo celular (Th1) ou humoral (Th2). Na presença de uma resposta Th1 predominantemente, observa-se uma forma localizada da doença, com formação de granulomas e caracterização como hanseníase tuberculoide. Por outro lado, quando predomina a resposta Th2, ocorre uma forma mais divulgada, conhecida como hanseníase virchowiana, conforme elucidado por Souza (2021). Além das manifestações típicas da doença, episódios de exacerbação aguda, denominados surtos reacionais, podem surgir em qualquer fase do tratamento, sendo direcionados à exacerbação da resposta imunológica ao bacilo. Esses episódios são considerados a principal causa de sequelas neurológicas e são classificados em dois tipos principais. A Reação Tipo 1, ou fato reverso, é mais frequente em pacientes com hanseníase limítrofe, como as formas tuberculoide (BT), dimorfa (BB) ou borderline lepromatosa (BL). Clinicamente, manifestam-se por lesões aparentemente que se tornam inchadas, eritematosas e endurecidas, além de edema nas extremidades, dores articulares, lesões ulceradas e perda de função nervosa, como fraqueza muscular. Essa ocorrência está associada ao aumento espontâneo da imunidade celular e à hipersensibilidade retardada aos antígenos do M. leprae , podendo persistir por meses na ausência de tratamento. Já a Reação Tipo 2, ou eritema nodoso hansênico, ocorre predominantemente em pacientes com hanseníase virchowiana ou limítrofe virchowiana. Caracteriza-se pela adoração súbita de nódulos dolorosos, que podem ser superficiais ou profundos, frequentemente acompanhados de febre, cefaleia, linfadenopatia dolorosa, edema articular e sintomas sistêmicos. Embora sua duração típica varie de uma a duas semanas sem tratamento, episódios recorrentes são comuns (Terto et al., 2020). Entre as complicações menos frequentes, destaca-se a manifestação de Lucio, uma vasculopatia necrosante rara, geralmente associada à hanseníase virchowiana não tratada, e mais comum em indivíduos de origem mexicana. Essa condição é marcada por ulcerações extensas, que podem se tornar potencialmente fatais (Santos et al., 2022). A diferença entre os tipos reacionais é desafiadora, pois envolve mecanismos imunológicos distintos e ainda pouco compreendidos. Segundo Pinto et al. (2021), sintomas inespecíficos, como febre, fadiga e mal-estar, podem estar presentes em ambos os tipos de ocorrência, dificultando o diagnóstico diferencial. Além disso, essas reações podem ser confundidas com alergias a medicamentos, agravamento de doenças ou neuropatias, podendo levar, em casos extremos, a complicações graves como choque séptico. É fundamental esclarecer que os surtos reacionais não decorrem do tratamento medicamentoso em si, o que reforçam a necessidade de continuidade da terapia. No entanto, para controle dos episódios, pode ser necessária a introdução de corticosteróides, como a prednisona, e ajustes no esquema terapêutico, especialmente em relação ao uso de rifampicina, conforme planejado por Souza et al. (2021). A identificação de sinais e sintomas específicos orienta o diagnóstico e a personalização do tratamento, como o uso de corticosteróides para controlar reações inflamatórias. Além disso, aborda desafios no diagnóstico diferencial e enfatiza a importância de educar os pacientes sobre a continuidade do tratamento, prevenindo complicações. Assim, fornece subsídios para que profissionais de saúde integrem teoria e prática no cuidado adequado. Referências Bibliográficas: PINTO, Rebecca Maria Façanha et al. Construção de tecnologia educativa para pessoas acometidas pela hanseníase. Conjecturas, v. 21, n. 5, p. 920-932, 2021. Disponível em: https://conjecturas.org/index.php/edicoes/article/view/438. Acesso em: . 2024. SANTOS, Pedro de Jeová Estumano et al. Perfil epidemiológico da hanseníase no município de Pinheiro–Maranhão. Scientia Generalis, v. 3, n. 1, p. 314-322, 2022. Disponível em: https://www.scientiageneralis.com.br/index.php/SG/article/view/410. Acesso em: . 2024. SOUZA, Maite de et al. Perfil Epidemiológico e Clínico de Pacientes com Reação Hansênica Acompanhados em um Hospital de Referência. Revista de Ciências da Saúde Nova Esperança, v. 19, n. 1, p. 13-23, 2021. Disponível em: http://www.revistanovaesperanca.com.br/index.php/revistane/article/view/635. Acesso em: . 2024. TERTO, Isabela Costa et al. Hanseníase: a Arte entre as Complicações Neurológicas e Ações Preventivas/Hansen's disease: The art between neurological complications and preventive actions. ID on line. Revista de psicologia, v. 14, n. 52, p. 231-236, 2020. Disponível em: https://idonline.emnuvens.com.br/id/article/view/2698. Acesso em: . 2024. image1.png