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LORRANE BRAGA RANGEL LXIX – UFG • Sanguíneo + linfático • O sistema cardiovascular é derivado da crista neural durante a terceira semana Funções: • Transportar e distribuir substâncias essenciais aos tecidos (vitaminas, proteínas, lipídeos, O2, hormônios) • Retirar subprodutos do metabolismo • Liberar leucócitos do sangue e anticorpos • Participar dos mecanismos homeostáticos • Fazer drenagem do excesso de líquido tecidual Sistema vascular sanguíneo • Coração, artérias, vasos capilares e veias • O coração tem função de bombear o sangue através dos vasos • As artérias levam o sangue com nutrientes e oxigênio do coração para os tecidos • Os capilares são vasos sanguíneos que constituem uma rede complexa de tubos muito delgados • As veias transportam sangue provenientes dos tecidos Sistema vascular linfático • Inicia-se nos vasos capilares linfáticos situados nos tecidos • Esse sistema termina no sanguíneo, desembocando em grandes veias próximas ao coração • Sua função é de retornar ao sangue o líquido contido nos espaços intersticiais Endotélio: é a camada de epitélio pavimentoso que reveste o interior dos vasos Divisão • Vasos da macrocirculação: responsáveis por levar o sangue aos órgãos e retorná-lo para o coração (artérias e veias) • Vasos da microcirculação: importantes nos processos de intercâmbio entre o sangue e os tecidos circunjacentes (arteríolas, capilares e vênulas) • Epitélio + muscular + conjuntivo = camadas ou túnicas • Influenciado por fatores mecânicos e metabólicos Endotélio • Barreira semipermeável entre o plasma sanguíneo e o líquido intersticial que reveste e delimita os vasos Funções: ✓ Intercâmbio de substância entre o sangue e os tecidos ✓ Conversão de angiotensina I em II ✓ Conversão de bradicidina, serotonina, prostaglandinas, norepinefrina, etc. em compostos inertes ✓ Lipólise de lipoproteínas → triglicerídios e colesterol ✓ Produção de fatores vasoativos que influenciam o tônus vascular (ex. óxido nítrico) Tecidos da parede dos vasos LORRANE BRAGA RANGEL LXIX – UFG Histologia aplicada • O endotélio também tem função antitrombogênica → impede a coagulação do sangue por impossibilitar o contato entre as plaquetas e o tecido conjuntivo • Quando as células endoteliais são danificadas por lesões geradas pela aterosclerose, o tecido conjuntivo vai ser exposto e vai dar origem a uma cascata que vai gerar coagulação • O trombo vai ser gerado e pode obstruir o fluxo local • Embolia: obstrução dos vasos sanguíneos Fatores de crescimento → essenciais Músculo liso • Faz parte de todos os vasos, menos dos capilares e das vênulas pericíticas (pós- capilares) • Localizam-se na túnica média • Camadas helicoidais • São frequentemente conectadas por junções comunicantes (gap) Tecido conjuntivo • Fibras colágenas: encontradas entre as células musculares, na camada adventícia e na camada subepitelial de alguns vasos o Tipo IV: membranas basais o Tipo III: túnica média o Tipo I: adventícia • Fibras elásticas: fornecem resistência ao estiramento promovido pela expansão da parede dos vasos o Grandes artérias o Lamelas paralelas distribuídas entre as células musculares em toda a espessura da camada média • Substância fundamental: forma um gel heterogêneo nos espaços extracelulares da parede dos vasos o Controla as propriedades físicas o Altera a difusão e a permeabilidade o Existem mais glicosaminoglicanos nas paredes das artérias do que nas veias Histologia aplicada • Com o envelhecimento ocorre modificações na matriz extracelular que facilitam a deposição de lipoproteínas e cálcio nos tecidos, esse fato associado a outros fatores mais complexos pode levar à formação de placas de ateroma na parede dos vasos sanguíneos • A distinção entre os tipos diferentes de vasos não é clara, uma vez que a transição de um tipo para outro se faz gradualmente • Compostos por: túnica íntima, túnica média e túnica adventícia Túnica íntima • Células endoteliais apoiadas em uma lâmina basal • Camada subendotelial: é uma camada de tecido conjuntivo frouxo localizada em torno da lâmina basal (pode conter células musculares lisas) Em artérias: a túnica íntima está separada da média por uma lâmina elástica interna • Essa lâmina é fenestrada e permite a difusão de substâncias nutritivas para as camadas mais internas da parede do vaso • Em cortes histológicos (devido a morte do tecido) essa lâmina apresenta aspecto ondulado Túnica média • Camadas concêntricas de células musculares lisas organizadas helicoidalmente • Matriz extracelular composta de fibras e lamelas elásticas, fibras reticulares, proteoglicanos e glicoproteínas • Artérias do tipo elástico • Artérias do tipo muscular (menos calibrosas) Túnica adventícia • Colágeno tipo I e fibras elásticas Estrutura e componente dos vasos LORRANE BRAGA RANGEL LXIX – UFG • Gradualmente contínua com o tecido conjuntivo do órgão que o vaso está passando Vasa vasorum • Presentes em vasos grandes • São arteríolas, capilares e vênulas que se ramificam da adventícia • Proveem a túnica adventícia e média de metabólitos • Mais frequentes em veias Inervação • Nervos vasomotores: rede profusa de fibras não mielínicas da inervação simpática, cujo neurotransmissor é a norepinefrina → resulta em vasoconstrição • Os neurotransmissores precisam difundir- se para atingirem as células musculares em artérias • Nas veias as terminações nervosas alcançam as túnicas adventícia e média • Artérias de músculos esqueléticos → tipo colinérgico (vasodilatadoras) • Terminações aferentes → barorreceptores, seio carotídeo, arco da aorta e quimiorreceptores da carótida e corpos aórticos Grandes artérias elásticas • Contribuem para estabilizar o fluxo sanguíneo e incluem a aorta e seus grandes ramos • As paredes tem cor amarelada → acúmulo de elastina • Possui uma íntima mais espessa • Túnica média muito desenvolvida e a túnica adventícia relativamente pouco desenvolvida Túnica média → contém várias lâminas elásticas que contribuem para importante função de tornar o fluxo sanguíneo mais uniforme durante a sístole (contração ventricular) e a diástole (relaxamento) Corpos carotídeos • Pequenos quimiorreceptores sensíveis à concentração de dióxido de carbono e oxigênio no sangue, encontrados perto da bifurcação da artéria carótida comum • Altamente vascularizada e sensível a hipóxia • Células tipo I: contêm numerosas vesículas que armazenam dopamina, serotonina e epinefrina • Células tipo II: suporte • Corpos aórticos → arco da aorta Espaços claros em A: pequenos vasos sanguíneos * grânulos Artérias (musculares médias) • Contém a túnica média formada por essencialmente músculo liso • A íntima tem a camada subendotelial um pouco mais espessa • Lâmina elástica interna proeminente Estrutura e funções dos vasos sanguíneos LORRANE BRAGA RANGEL LXIX – UFG • Lâmina elástica externa → encontrada em artérias maiores • A túnica advetícia é constituída de tecido conjuntivo frouxo o Capilares linfáticos o Vasa vasorum o Nervos da adventícia • Controlam o fluxo de sangue, contraindo ou relaxando as células musculares lisas de sua túnica média Arteríolas • Diâmetro inferior a 0,5mm e lúmen relativamente estreito • Camada subendotelial delgada • Não apresentam lâmina elástica externa Anastomoses arteriovenosas • São comunicações diretas entre arteríolas e vênulas • Mudanças no diâmetro desses vasos regulam a pressão sanguínea, o fluxo, a temperatura e a conservação de calor em determinadasáreas do corpo LORRANE BRAGA RANGEL LXIX – UFG Capilares • São compostos por uma única camada de células endoteliais • Parede formada por uma a três células que repousam em uma lâmina basal • O núcleo da célula endotelial se projeta para o interior do lúmen do capilar • As células endoteliais de prendem por zônulas de oclusão → apresentam permeabilidade variável a macromoléculas Pericitos: são células que envolvem porções de células endoteliais e de vênulas pericíticas • São envoltos por uma lâmina basal que pode se fundir com as das células endoteliais • Participa do processo de reparação dos tecidos • Representam uma população de células- tronco mesenquimatosas indiferenciadas • Função contrátil Os capilares sanguíneos podem ser reunidos em quadro grupos • Capilar contínuo ou somático: ausência de fenestras em sua parede o Tecidos musculares, conjuntivos, nervoso e em glândulas exócrinas o Podem conter vesículas de pinocitose que transportam macromoléculas • Capilar fenestrado ou visceral: caracterizado por grandes orifícios ou fenestras obstruídos por um diafragma o Encontrado em tecidos nos quais acontece o intercâmbio rápido de substâncias entre o tecido e o sangue o Rim, intestino, glândulas endócrinas • Capilar fenestrado e destituído de diafragma: o sangue está separado dos tecidos apenas por uma lâmina basal muito espessa e contínua o Glomérulo renal • Capilar sinusoide: possui uma estrutura que facilita o intercâmbio de substâncias o Apresenta um caminho tortuoso e maior diâmetro → reduz a velocidade da circulação do sangue o Suas células endoteliais formam uma camada descontínuas e são separadas uma das outras por amplos espaços o Exibe fenestrações múltiplas desprovidas de diafragma o Lâmina basal descontínua o Macrófagos são encontrados entre as células endoteliais o Fígado e órgãos hemocitopoéticos (baço e medula óssea) LORRANE BRAGA RANGEL LXIX – UFG o Eles se anastomosam formando uma rede que interconecta arteríolas a pequenas veias o Arteríolas → metarteríolas (pequenos vasos envoltos por uma camada descontínua de músculo liso) → capilares o Essa circulação é controlada por excitação neural e hormonal Anastomoses arteriovenosas: • Possibilitam que as arteríolas se esvaziem diretamente em vênulas • Permite regular a circulação nos capilares • Músculo esquelético, pele das mãos e dos pés • Quando os vasos da anastomose se contraem todo o sangue é forçado a atravessar a rede de capilar. Quando eles relaxam, um pouco de sague flui diretamente para uma veia, sem necessidade de passar pelos capilares Vênulas pós-capilares • A transição dos capilares para as vênulas ocorre gradualmente • A parede das vênulas pós-capilares (pericíticas) é formada por apenas uma camada de células endoteliais • As junções entre as células são frouxas • Participam de processos inflamatórios e de trocas entre os tecidos e o sangue • A maioria é do tipo muscular • Podem influenciar o fluxo de sangue nas arteríolas por meio da produção e secreção de substâncias vasoativas difusíveis Nesses locais, durante a resposta inflamatória, há perda de líquido do plasma sanguíneo para os tecidos, levando ao acúmulo de líquido denominado edema Veias • Coletam o sangue das vênulas • Pequenas, grandes e médias Veias médias e pequenas: • Apresenta uma camada subendotelial fina de tecido conjuntivo, que pode estar muitas vezes ausente • A túnica média apresenta pequenas células musculares lisas entremeadas por fibras reticulares • A túnica adventícia é a mais espessa e bem desenvolvida das túnicas Veias de grande calibre • Troncos venosos perto do coração • Tem uma túnica íntima bem desenvolvida • Camada média fina, com pouco músculo e muito tecido conjuntivo • A adventícia contém feixes longitudinais de músculo liso e fibras colágenas LORRANE BRAGA RANGEL LXIX – UFG Contém válvulas → dobras da túnica íntima em forma de meia-lua que se projetam para o interior do lúmen dos vasos: • Compostas de tecido conjunto rico em fibras elásticas e são revestidas por endotélio • Numerosas em membros inferiores → direcionam o sangue venoso de volta ao coração • É um órgão que se contrai ritmicamente enquanto bombeia o sangue pelo sistema circulatório • É oco e formado por 4 câmaras: átrio direito e esquerdo; ventrículo direito e esquerdo • Produz o hormônio chamado de fator natriurético atrial → reduz a pressão • Suas paredes são constituídas de 3 túnicas: interna (endocárdio), média (miocárdio) e externa (pericárdio) O que são as trabéculas musculares: • Formadas por músculos • São relevantes para oxigenação e desenvolvimento do tecido • Possuem uma identidade molecular e desenvolvimento diferente do miocárdio compacto • Estudos sugerem que a grande área de contato das trabéculas permite o fluxo de nutrientes e a difusão de oxigênio do sangue intracardíaco para o miocárdio antes do fluxo sanguíneo coronariano • A hipertrabeculação é uma característica em cardiomiopatias genéticas Região central fibrosa do coração → esqueleto fibroso que constitui o suporte do coração • Apoio para as válvulas • Local de origem e inserção das células musculares cardíacas • Age como um isolante elétrico • Composto de tecido conjuntivo denso • Septo membranoso, trígono fibroso e ânulo fibroso: são estruturas formadas por TC denso, com fibras de colágeno grossas orientadas em várias direções (não modelado) As válvulas cardíacas são um arcabouço central de tecido conjuntivo denso, revestido por uma camada de endotélio. Elas são presas aos anéis fibrosos do esqueleto cardíaco Endocárdio • Homólogo da íntima dos vasos sanguíneos • Constituído por endotélio que repousa sobre uma camada subendotelial de tecido frouxo que contém fibras elásticas e colágeno • Camada subendorcadial: conecta o miocárdio à camada subendotelial Coração LORRANE BRAGA RANGEL LXIX – UFG Miocárdio • Mais espessa • Células musculares cardíacas que envolvem as câmaras do coração como uma espiral complexa Epicárdio • É uma camada fina de tecido conjuntivo que serve de apoio para o mesotélio que cobre o coração • Geralmente o tecido adiposo que envolve o coração se acumula na camada subepicardial • O epicárdio corresponde ao folheto visceral do pericárdio (membrana serosa que envolve o coração) Sistema gerador e condutor do impulso do coração • Nodos localizados no átrio • Nodo sinoatrial: é uma massa de células cardíacas musculares especializadas, fusiformes e menores, que apresentam menos miofibrilas → marca-passo do coração • Nodo atrioventricular: é semelhante ao sinoatrial, mas suas células se ramificam e emitem projeções citoplasmáticas em várias direções • Feixe atrioventricular: é formado por células semelhantes às do nodo, contudo, mais distalmente, essas células tornam-se maiores e adquirem uma forma característica → fibras de Purkinje • Esse sistema está funcionalmente conectado por junções comunicantes Embora os nervos não afetem a geração do batimento cardíaco (atribuído ao nodo sinoatrial) eles afetam o ritmo do coração durante várias situações. Estimulação do parassimpático (vago) → diminui os batimentos Estimulação do simpático → aumenta LORRANE BRAGA RANGEL LXIX – UFG Ponte de safena: devido a oclusão das coronárias é feito um caminho alternativo, utilizando-se de um vaso sanguíneo do corpo do próprioindivíduo que não seja essencial naquela localidade Stent cardíaco: é inserido um cateter pela artéria femoral, e esse é guiado em direção ao vaso obstruído. Chegando ao alvo, um balão é inflado e posiciona-se o stent responsável por fixar a placa de ateroma à parede do vaso Aterosclerose • É a esclerose (endurecimento) arterial acompanhado de depósitos gordurosos nas artérias • As lesões se desenvolvem na túnica íntima das artérias elásticas após lesão endotelial • As alterações do endotélio levam a um aumento na expressão de moléculas de adesão de superfície, permeabilidade aumentada ao LDL colesterol e maior adesão de leucócitos ao endotélio • A lesão do endotélio aumenta a produção de espécies reativas de oxigênio, as quais oxidam a LDL na túnica íntima da artéria • Os monócitos entram na túnica íntima → macrófagos → fagocitose de LDL → células espumosas, cujo citoplasma carregado de vesículas de lipídios apresenta aspecto esponjoso característico • Células espumosas + linfócitos T = lesão aterosclerótica inicial ou estria gordurosa • Células musculares lisas vasculares da túnica média proliferam e migram para a estria gordurosa em resposta ao fator do crescimento de plaquetas → crescimento e remodelação → placa fibroadiposa • As células musculares lisas migram da túnica média e sintetizam colágeno, formando uma cápsula protetora de tecido conjuntivo LORRANE BRAGA RANGEL LXIX – UFG LORRANE BRAGA RANGEL LXIX – UFG LORRANE BRAGA RANGEL LXIX – UFG LORRANE BRAGA RANGEL LXIX – UFG Como distinguir artérias e veias? 1- O calibre dos vasos e a espessura de suas paredes • A artéria tem a parede mais espessa, seu diâmetro externo é menor e a luz é mais estreita • A veia tem parede mais delgada, seu diâmetro externo é maior e a luz é mais ampla (seu lúmen é mais irregular e frequentemente tem sangue 2- Espessura das túnicas • A artéria tem a túnica média mais espessa do que sua túnica adventícia • A veia tem a túnica adventícia mais espessa 3- Além disso as artérias têm a lâmina elástica interna, o que não existe nas veias e os vasa vasorum existem em maior quantidade nas veias Aumento de uma veia de grande calibre. Pontos chaves: ➔ Túnica íntima delgada (núcleos das células endoteliais nas setas) ➔ Traço verde claro indica a túnica adventícia que é bem mais desenvolvida nas veias do que a túnica média (verde escuro) LORRANE BRAGA RANGEL LXIX – UFG ➔ Artéria e veia de pequeno calibre LORRANE BRAGA RANGEL LXIX – UFG Três arteríolas ➔ Parede espessa se comparada com seu lúmen ➔ Superiormente tem tecido conjuntivo denso não modelado ➔ Embaixo tem tecido muscular liso LORRANE BRAGA RANGEL LXIX – UFG Capilares sinusoides A: arteríola B: vênula Setas: capilares LORRANE BRAGA RANGEL LXIX – UFG LORRANE BRAGA RANGEL LXIX – UFG