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A IMPORTÂNCIA
DA
ACESSIBILIDADE
NA SOCIEDADE
O que seria Acessibilidade?
A acessibilidade é um direito garantido por lei que se destina a
implementar, gradualmente, medidas para a remoção de barreiras
físicas, arquitetônicas, de comunicação e de atitudes, para
promover o acesso, com segurança e autonomia, de pessoas
portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida.
No senso comum, acessibilidade parece evidenciar os aspectos
referentes ao uso dos espaços físicos. Entretanto, numa acepção
mais ampla, a acessibilidade é condição de possibilidade para a
transposição dos entraves que representam as barreiras para a
efetiva participação de pessoas nos vários âmbitos da vida social.
 Ou seja, promover a acessibilidade significa assegurar às pessoas com deficiência o acesso, em igualdade de
oportunidades, ao meio físico, ao transporte, à informação e comunicação, inclusive aos sistemas e tecnologias da
informação e comunicação, bem como a outros serviços e instalações abertos ao público ou de uso.
Uma das datas que reforçam a necessidade de refletir sobre a temática é o “Dia Mundial das Pessoas com Deficiência”,
comemorado dia 3 de dezembro. A ideia é incentivar o debate e a prática de melhores meios para garantir qualidade de
vida e dignidade ao grupo.
Seguindo o calendário, no dia 05 de dezembro é também celebrado o Dia Nacional da Acessibilidade. O marco tem como
objetivo alertar a sociedade para a questão da acessibilidade como um direito de todos, independente da condição física,
sensorial ou intelectual.
DIREITOS DO DEFICIENTE
De acordo com a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, assinada em
Nova York em 2007 e promulgada no Brasil através do Decreto nº 6.949, de 25 de Agosto de 2009,
pessoas com deficiência são aquelas que têm impedimentos de longo prazo de natureza física, mental,
intelectual ou sensorial, os quais, em interação com diversas barreiras, podem obstruir sua participação
plena e efetiva na sociedade.
O mês de dezembro é marcado por diversas datas que chamam a atenção para a inclusão da pessoa com
deficiência (PCD). Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 1 bilhão de pessoas têm
algum tipo de deficiência no mundo – o que representa praticamente 1 em cada 7 indivíduos.
Uma das datas que reforçam a necessidade de refletir sobre a temática é o “Dia Mundial das Pessoas com
Deficiência”, comemorado dia 3 de dezembro. A ideia é incentivar o debate e a prática de melhores meios
para garantir qualidade de vida e dignidade ao grupo.
Seguindo o calendário, no dia 05 de dezembro é também celebrado o Dia Nacional da Acessibilidade. O
marco tem como objetivo alertar a sociedade para a questão da acessibilidade como um direito de todos,
independente da condição física, sensorial ou intelectual.
Toda pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida, tem os seus direitos assegurados pela “Declaração
Universal dos Direitos Humanos”, pela Organização das Nações Unidas, pela Organização Mundial da Saúde e
demais legislações federais, estaduais e municipais. Apesar disso, ainda há diversas dificuldades para a sua
garantia efetiva, o que torna o engajamento da sociedade fundamental para a eliminação de barreiras e formas
de discriminação.
Por isso, é dever de todos buscar por
um mundo mais justo no qual essas
pessoas sejam incluídas sem nenhum
demérito ou preconceito por sua
condição. O mês de dezembro é apenas
um lembrete para uma luta válida pelo
ano inteiro.
À pessoa com deficiência é assegurado: Nas repartições públicas e empresas concessionárias de serviços
públicos, atendimento prioritário por meio de serviços individualizados que lhe assegure tratamento
diferenciado e atendimento imediato; Prioridade de atendimento nas instituições financeiras.
Quais são os tipos de
acessibilidade?
 1. Acessibilidade atitudinal
Diz respeito ao comportamento das pessoas sem
preconceitos, estereótipos, estigmas e discriminações. Por
exemplo: usar o termo “pessoa com deficiência”, e não
“deficiente”; ao falar com uma pessoa com deficiência,
dirigir-se diretamente a ela, e não ao seu acompanhante;
não tratar a pessoa com deficiência como “coitadinho”.
2. Acessibilidade arquitetônica
É promover a adequação de espaços e a extinção de barreiras
físicas e ambientais dentro de residências, espaços públicos e
privados, edificações e equipamentos urbanos. Exemplos:
rampas, elevadores e banheiros adaptados, calçadas com
piso tátil, etc.
3. Acessibilidade metodológica
É também conhecida como acessibilidade pedagógica e diz respeito à queda de barreiras nas metodologias de
ensino. Exemplo: quando professores realizam trabalhos e atividades com o uso de recursos de acessibilidade
para alunos com deficiência, como textos em braille ou textos ampliados. É também muito presente em
ambientes corporativos, na análise dos postos de trabalho adequados aos profissionais com deficiência.
4. Acessibilidade instrumental
Visa superar barreiras em utensílios, instrumentos e ferramentas de estudo dentro das escolas e também em
atividades profissionais, de recreação e lazer. Por exemplo,: quando uma pessoa cega tem acesso a um software de
leitor de tela no computador.
5. Acessibilidade programática
Está relacionada às normas, leis e regimentos que respeitam e atendem as necessidades das pessoas com
deficiência, e se necessário, utilizar adaptações razoáveis para incluir a todos. Um exemplo é a Lei nº 13.146/2015,
conhecida como Lei Brasileira da Inclusão (LBI), ou a Convenção da ONU sobre Direitos da Pessoa com Deficiência.
7. Acessibilidade natural
Refere-se à extinção de barreiras da própria natureza. Um cadeirante, por exemplo, terá dificuldades em se
locomover em uma vegetação irregular, ou uma calçada repleta de árvores. Outro bom exemplo de iniciativa nesse
sentido são os projetos que oferecem cadeiras de rodas anfíbias para que as pessoas possam se locomover pela
areia da praia e tomar um banho de mar.
6. Acessibilidade nas
comunicações
Diz respeito ao acesso à comunicação
interpessoal (como língua de sinais),
comunicação escrita em livros, apostilas,
jornais, revistas e comunicação virtual.
Exemplo: a presença de intérprete de
Libras e a audiodescrição de imagens,
sejam elas fotografias, filmes, peças de
teatro ou eventos em geral. .
Desenho universal:
Concepção de produtos, ambientes, programas e serviços a serem utilizados por todas as pessoas, sem
necessidade de adaptação ou de projeto específico, incluindo tecnologia assistiva (LBI).
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) elabora parâmetros técnicos de acessibilidade segundo
preceitos do desenho universal, destacando-se: NBR 9050 – referente à acessibilidade arquitetônica e
urbanística; NBR 15599 – referente à acessibilidade na comunicação.
Adaptações razoáveis:
Adaptações, modificações e ajustes necessários e adequados que não acarretem ônus desproporcional e
indevido, quando requeridos em cada caso, a fim de assegurar que a pessoa com deficiência possa gozar ou
exercer, em igualdade de condições e oportunidades com as demais pessoas, todos os direitos e liberdades
fundamentais.
Tecnologia assistiva ou ajuda técnica:
Produtos, equipamentos, dispositivos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivem
promover a funcionalidade, relacionada à atividade e à participação da pessoa com deficiência ou com
mobilidade reduzida, visando à sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social.
Barreiras:
Qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que limite ou impeça a participação social da pessoa,
bem como o gozo, a fruição e o exercício de seus direitos à acessibilidade, à liberdade de movimento e de
expressão, à comunicação, ao acesso à informação, à compreensão, à circulação com segurança, entre outros,
classificadas em:
a. barreiras urbanísticas: as existentes nas vias e nos espaços públicos e privados abertos ao público ou de uso
coletivo;
b. barreiras arquitetônicas: as existentes nos edifícios públicos e privados;
c. barreirasnos transportes: as existentes nos sistemas e meios de transportes;
d. barreiras nas comunicações e na informação: qualquer entrave, obstáculo, atitude ou comportamento que
dificulte ou impossibilite a expressão ou o recebimento de mensagens e de informações por intermédio de
sistemas de comunicação e de tecnologia da informação;
e. barreiras atitudinais: atitudes ou comportamentos que impeçam ou prejudiquem a participação social da
pessoa com deficiência em igualdade de condições e oportunidades com as demais pessoas;
f. barreiras tecnológicas: as que dificultam ou impedem o acesso da pessoa com deficiência às tecnologias.
Produzido e editado por: Kátia Erika Dante
Breula, estudante de TERAPIA
OCUPACIONAL no grupo educacional
FAVENI. 
Juara, 26 de junho de 2024.
 
“um comportamento preconceituoso que hierarquiza as pessoas em função da adequação dos
seus corpos a um ideal de perfeição e capacidade funcional. Com base no capacitismo
discriminam-se as pessoas com deficiência.
Trata-se de uma categoria que define a forma como pessoas com deficiência são tratadas como
incapazes (incapazes de amar, de sentir desejo, de ter relações sexuais etc.), aproximando as
demandas dos movimentos de pessoas com deficiência a outras discriminações sociais como o
sexismo, o racismo e a homofobia. A opressão capacitista está intimamente ligada à noção de
corponormatividade.”

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