Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

SUMÁRIO 
 
1. INTRODUÇÃO .................................................................................................................... 4 
2. MANIFESTAÇÕES BUCAIS DO CÂNCER ................................................................... 5 
3. ACOMPANHAMENTO ODONTOLÓGICO DURANTE O PRÉ-TRATAMENTO 
ONCOLÓGICO ........................................................................................................................... 6 
4. ACOMPANHAMENTO ODONTOLÓGICO DURANTE O TRATAMENTO 
ONCOLÓGICO ........................................................................................................................... 7 
5. EFEITOS DA QUIMIOTERAPIA E RADIOTERAPIA NA CAVIDADE BUCAL ......... 8 
6. ACOMPANHAMENTO ODONTOLÓGICO NO PÓS-TRATAMENTO 
ONCOLÓGICO ......................................................................................................................... 10 
7. COMPLICAÇÕES TARDIAS DO TRATAMENTO ONCOLÓGICO ........................ 11 
8. CONCLUSÃO ................................................................................................................... 13 
9. REFERENCIAS ................................................................................................................ 14 
 
 
1. INTRODUÇÃO 
 
O câncer é considerado o principal problema de saúde pública no mundo, 
onde a cada ano cerca de 19 milhões de pessoas são diagnosticadas. 
No Brasil, o câncer chegou à posição de segunda maior causa de mortes 
por doença, e de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), estima-se 
para este ano de 2022 o surgimento de mais de 600 mil novos casos no país. 
Diante de dados tão alarmantes, é importante que os profissionais de 
Odontologia estejam preparados para atender pacientes oncológicos no 
consultório odontológico. 
As neoplasias malignas de cabeça e pescoço reúnem tumores que 
atingem a boca, faringe, laringe, nariz, pescoço e a tireoide. 
Ao longo deste trabalho, iremos dissertar sobre as principais 
manifestações bucais do câncer, os efeitos colaterais decorrentes do tratamento 
antineoplásico e a importância do acompanhamento odontológico antes, durante 
e após o tratamento oncológico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
2. MANIFESTAÇÕES BUCAIS DO CÂNCER 
O câncer de cabeça e pescoço está entre os tipos mais comuns, e 
particularmente o câncer de boca está entre os seis tipos mais frequentes nos 
homens. 
Apesar de o tratamento ser realizado por um médico cirurgião de cabeça 
e pescoço, o cirurgião-dentista pode contribuir de forma significativa para o 
diagnóstico precoce da doença. 
Afinal, as principais alterações ocorrem no meio bucal e muitas vezes 
podem ser identificadas em consultas odontológicas de rotina. 
Assim, é importante ficar alerta para: 
 Lesões na cavidade bucal que não cicatrizam em até 15 dias; 
 Manchas vermelhas ou esbranquiçadas; 
 Presença de nódulos/caroços; 
 Inchaços que dificultam o uso de próteses; 
 Rouquidão persistente; 
 Sensação de algo preso na garganta; 
 Dormência ou sensibilidade na cavidade bucal; 
 Falta de mobilidade da língua. 
Em casos de suspeita de lesões malignas, o cirurgião-dentista pode e 
deve realizar uma biópsia incisional e enviar o material coletado para análise 
anatomopatológica. Mas, caso não se sinta preparado para realizar esse 
procedimento, deve encaminhar o paciente para realização da biópsia com um 
cirurgião-dentista estomatologista ou patologista. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3. ACOMPANHAMENTO ODONTOLÓGICO DURANTE O PRÉ-
TRATAMENTO ONCOLÓGICO 
A O acompanhamento odontológico é indicado para todo tipo de paciente 
oncológico, não apenas para pacientes com tumores na região da cabeça e pescoço. 
Deve ter início antes de o paciente se submeter ao tratamento oncológico, 
com o intuito de eliminar focos de infecção que possam prejudicar o processo 
terapêutico. 
Neste caso, a etapa de pré-tratamento de pacientes oncológicos consiste 
em: 
1. Esclarecimento sobre as possíveis alterações bucais que o paciente 
poderá apresentar durante o tratamento. 
Afinal, essas condições patológicas geralmente ocorrem nos períodos de 
administração de fármacos, portanto, são condições temporárias. 
 Atuação clínica, principalmente na adequação do meio bucal antes do 
paciente iniciar a quimioterapia e/ou radioterapia. 
O cirurgião-dentista deve realizar uma avaliação odontológica minuciosa, 
buscando identificar indícios de infecções como doença periodontal ou lesões 
de cáries profundas. 
No caso de dentes com mobilidade, o ideal é que sejam removidos antes 
de iniciar o tratamento oncológico, pois não são indicados procedimentos 
invasivos – como uma exodontia – durante o período de imunossupressão. 
A remoção de aparelho ortodôntico fixo também é indicada, uma vez que 
contribui para o acúmulo de placa bacteriana e poderá ferir a mucosa debilitada. 
Outros procedimentos como correção de próteses mal adaptadas, controle de 
placa bacteriana, raspagens periodontais, tratamento endodôntico, etc. 
precisam ser feitos previamente para que não aumentem as complicações 
bucais dos pacientes durante o tratamento oncológico. 
 
 
 
 
. 
 
 
4. ACOMPANHAMENTO ODONTOLÓGICO DURANTE O TRATAMENTO 
ONCOLÓGICO 
A Devido à baixa imunidade apresentada pelo paciente durante o 
tratamento oncológico, a cavidade bucal se torna um ambiente que favorece o 
desenvolvimento de infecções. 
É papel do cirurgião-dentista orientar seus pacientes sobre os cuidados 
com a saúde bucal neste período. 
Pacientes em tratamento oncológico precisam realizar a higiene oral de 
forma ainda mais efetiva, a fim de reduzir os riscos de eventuais complicações. 
Além disso, é necessário acompanhar, identificar e tratar desconfortos 
bucais e infecções oportunistas para que não interfiram no tratamento. 
Quanto à higienização oral diária, indica-se: 
 Escovar os dentes 4 (quatro) vezes ao dia, usando escovas de cerdas 
macias (nylon); 
 Utilizar pasta de dentes não abrasivas e contendo flúor; 
 Fazer uso correto do fio dental, seguindo as orientações do dentista; 
 Usar enxaguatórios sem álcool ou fazer gargarejos com bicarbonato de 
sódio. 
Em casos de pacientes oncológicos hospitalizados, a presença do 
cirurgião-dentista na equipe hospitalar é fundamental para minimizar os riscos 
para o paciente. 
O profissional irá atuar de forma curativa e preventiva na saúde bucal 
destes indivíduos, reduzindo o desconforto e evitando que problemas mais 
graves se desenvolvam a partir da cavidade bucal, como a septicemia (infecção 
generalizada). 
 
5. EFEITOS DA QUIMIOTERAPIA E RADIOTERAPIA NA CAVIDADE BUCAL 
 
Os medicamentos quimioterápicos e a radiação ionizante da radioterapia 
têm como principal objetivo a destruição das células neoplásicas, impedindo seu 
desenvolvimento. 
Ao mesmo tempo, células normais do paciente também podem ser 
afetadas, então, é comum que pacientes submetidos a quimioterapia e a 
radioterapia, apresentem efeitos colaterais na cavidade bucal. 
Esses efeitos variam de paciente para paciente e dependem de 
características específicas como idade, localização do tumor, grau de 
malignidade, tipo de quimioterápico, duração do tratamento oncológico, etc. 
Se não tratados, prejudicam a qualidade de vida do paciente e podem até 
mesmo dificultar o tratamento oncológico. 
Dentre as principais manifestações bucais estão: 
Mucosite 
A Mucosite caracteriza-se pela inflamação de tecidos moles e 
poder ser observada em 40% dos pacientes que realizam a 
quimioterapia e entre 8% e 10% dos pacientes submetidos a 
radioterapia. São observados eritema, edema, sensação de queimação 
e hipersensibilidade da mucosa bucal, que podem causar placas 
brancas descamativas e, consequentemente, úlceras no tecido mole 
Essa condição dolorosa impossibilita a nutrição e hidratação do 
paciente e isso interfere, diretamente, na capacidade de recuperação. 
O tratamento da mucosite ainda é bastante discutido,mas 
a laserterapia de baixa potência tem sido bastante utilizada e 
apresentado excelentes resultados. 
Disgeusia 
Alteração ou perda do paladar também são comuns em pacientes 
oncológicos, onde o tratamento pode causar desde citotoxicidade, até atrofia das 
papilas gustativas. 
Infecções Fúngicas (Candidíase) 
Infecções fúngicas como a candidíase também são frequentes. Se 
manifestam na mucosa bucal como lesões brancas removíveis 
(pseudomembranosas) ou como placas vermelhas e lisas sobre o palato duro ou 
mole (forma atrófica). 
O tratamento é feito a partir do uso antifúngicos locais ou sistêmicos. 
Herpes Simples Recorrente 
O herpes simples recorrente se manifesta apresentando lesões 
vesicobolhosas que se iniciam com prurido, vermelhidão e queimação, 
principalmente nos lábios, e posterior formação de lesão ulcerada e dolorosa. 
Para o tratamento, podem ser utilizados, antivirais, como o Aciclovir e a 
laserterapia. 
Trombocitopenia 
Problemas de coagulação sanguínea que pode causar sangramentos 
espontâneos nos tecidos. Embora rara, essa alteração pode ocorrer em 
pacientes com leucemia ou linfoma. 
Nesses casos, o cirurgião-dentista deve ser muito criterioso em relação à 
necessidade de procedimentos cirúrgicos e estar apto para intervenções que 
tenham por objetivo a contenção do sangramento. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6. ACOMPANHAMENTO ODONTOLÓGICO NO PÓS-TRATAMENTO 
ONCOLÓGICO 
 
Após finalizar o tratamento oncológico, o paciente não deve deixar de 
fazer o acompanhamento odontológico regular. 
Neste sentido, é importante realizar uma avaliação bucal rigorosa, a fim 
de tratar eventuais problemas bucais e identificar possíveis complicações tardias 
do tratamento oncológico. 
Procedimentos mais conservadores como remoções de cáries, 
restaurações estéticas e tratamentos endodônticos podem ser realizados. Por 
outro lado, exodontias devem ser evitadas durantes os primeiros anos após o 
tratamento. 
Em casos de cânceres na região da cabeça e pescoço, o cirurgião-
dentista também pode participar de cirurgias de reconstrução facial, bem como 
atuar na reabilitação protética de pacientes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7. COMPLICAÇÕES TARDIAS DO TRATAMENTO ONCOLÓGICO 
 
Mesmo após finalizar o tratamento contra o câncer, o paciente pode 
apresentar manifestações bucais tardias. 
Vejamos a seguir as principais manifestações: 
Hipossalivação 
A diminuição do fluxo salivar favorece a mudança da microbiota bucal e 
torna o meio suscetível a processos infecciosos. 
A hipossalivação também aumenta a possibilidade de aparecimento de 
lesões de cárie, já que não ocorre a devida lavagem da superfície dental e 
neutralização de ácidos produzidos pelas bactérias cariogênicas. 
O tratamento vai depender da causa principal da hipossalivação, 
podendo incluir desde o uso de saliva artificial até a estimulação do fluxo salivar 
por meio da laserterapia. 
Trismo 
O trismo é um transtorno tardio da radioterapia de cabeça e pescoço que 
resulta na limitação da abertura bucal do paciente. A anomalia ocorre a partir da 
fibrose nos tecidos dos músculos da ATM. 
Além de causar dores indesejadas, prejudica a fala e a alimentação, e 
até mesmo a realização de procedimentos odontológicos. 
O tratamento pode incluir uso de analgésicos, relaxantes musculares, 
placas miorrelaxantes, fisioterapia diária, entre outros. 
Sessões de laserterapia e ozonioterapia também são indicadas. 
Cárie de radiação 
A cárie de radiação é um efeito indireto da radioterapia. Surge na 
cavidade bucal a partir de uma combinação de fatores como a desmineralização 
do esmalte dentário, redução de fluxo salivar, higiene bucal precária e aumento 
de bactérias cariogênicas. 
 
O distúrbio é bem agressivo e afeta a coroa dentária acarretando a 
exposição de raiz. Apesar de ser um efeito tardio, muitas vezes é possível 
identificá-lo poucos meses após o fim do tratamento oncológico. 
Sendo assim, visitas regulares ao dentista e uso de cremes e géis 
dentais com flúor são as melhores formas de prevenção. 
Osteorradionecrose 
A osteorradionecrose é um dos mais graves efeitos do tratamento 
oncológico, pois consiste na necrose de tecido ósseo. 
Atinge mais frequentemente a mandíbula e, em alguns casos, a maxila. 
O paciente pode apresentar dor, parestesia, exposição óssea, eritema e edema 
em tecidos moles, formação de fístula e, em casos mais graves, fraturas 
patológicas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8. CONCLUSÃO 
 
Podemos perceber a importância do profissional de Odontologia tanto 
no diagnóstico precoce de câncer bucal quanto no acompanhamento de 
pacientes em todas as etapas do tratamento oncológico. 
Sua presença em equipe multidisciplinar é imprescindível para controlar 
os efeitos adversos da radioterapia e quimioterapia na cavidade bucal, 
garantindo melhor qualidade de vida dos pacientes durante e após o tratamento. 
 
 
9. REFERENCIAS 
https://www.scielo.br/j/csc/a/7kyj3PfPRp7czGrM7GcD3pG/#:~:text=Na%20liter
atura%2C%20cerca%20de%2040,infec%C3%A7%C3%B5es%20f%C3%BAn
gicas%20ou%20virais1. 
https://blog.dentalspeed.com/saude-bucal-em-pacientes-com-cancer/ 
Patologia oral & maxilofacial / Brad Neville ... [et. al.]; [tradução Renata Tucci, 
Mônica Israel]. – 4. ed. - Rio de Janeiro: Elsevier, 2016. il.

Mais conteúdos dessa disciplina