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TIREOIDE 01) ANATOMIA Artéria Tireoidea Superior: origem: A. carótida externa. Artéria Tireoide Inferior: origem: tronco tireocervical. Nervo Vago: N.laríngeo superior, N.laríngeo inferior|recorrente. Na porção posterior: 4 glândulas: paratireoides. 2) NERVOS -> Nervo Laríngeo Superior: função: tensionamento das cordas vocais pelo músculo cricotireoideo. Lesão: voz cansada, mudança do timbre, forçar mais a voz. -> Nervo Laríngeo Inferior (recorrente): função: adução/abdução das cordas vocais. Rouquidão, broncoaspiração. 3) FISIOLOGIA -> TRH: hipotálamo -> TSH: hipófise (adenohipófise): efeitos na tireoide: ● Hipertrofia ● Captação de Iodo ● TPO (tireoperoxidase) fusão do iodo (I) + com a tireoglobulina (TG) -> T4: Hormônio Circulante: inativo -> T3: Hormônio Ativo O T4 é o hormônio mais produzido pela tireoide, visto ter uma meia vida maior, e também, como forma de garantia que o hormônio vai atuar apenas na célula alvo. - T4-T3 : enzima: Desiodase O que os hormônios tireoidianos agem? T3: entra no núcleo da célula, e no núcleo encontra com o receptor e lê o DNA, e expressa moléculas que aceleram o metabolismo. ● aumenta a expressão da bomba sódio-atpase aumentando o metabolismo. ● aumenta SNC: serotonina e dopamina. Mais atento, mais focado. ● aumenta B-receptores: aumento de sintomas adrenérgicos E se o paciente ingerir muito iodo? ele vai produzir mais hormônio? Uma tireoide saudável não necessariamente só porque tem aumento de substrato que ela produzirá mais. A mudança na produção hormonal só ocorre quando tem uma tireoide doente, sendo ela responsável por dois efeitos: Mudança de produção hormonal em uma glândula doente por causa do aumento de ingestão de iodo. 1) Efeito Jod-Basedow -> SIGA - Tireoide ávida por iodo - Fábrica a todo vapor - Produção hormonal aumentada quando tem aumento de substrato - Deficiência de iodo, doença de graves -> Iodo a mais sendo ingerido de forma escondida. Ex: AMIODOARONA, tem iodo em sua composição. 2) Efeito Wolff-Chaikoff -> PARE - Tem substrato mas não tem maquinaria - Função prejudicada - Baixa produção hormonal - anti-TPO, drogas antitireoidianas 4) HIPERTIREOIDISMO HIPERFUNÇÃO -> Primária: da Glândula (periférica) -> Secundária: do Eixo-HH (central) -> Aumento de T4 e T3 tanto a primária quanto a secundária. -> Para diferenciar entre primária e secundária temos que analisar o eixo. Logo, TSH. -> No Hipertireoidismo Primário: a glândula está produzindo muito T4 e T3, logo, o eixo só responde com o feedback negativo, diminuindo TSH. ● T4 e T3 aumentado ● TSH diminuído -> No Hipertireoidismo Secundário: a glândula está funcionando normalmente, o aumento da produção de T4 e T3 está vindo do desbalanço do eixo. ● T4 e T3 aumentado ● TSH aumentado HIPERTIREOIDISMO VS TIREOTOXICOSE -> Hipertireoidismo: produção aumentada de T3 e T4. -> Tireotoxicose: aumento de T3 e T4 circulante. Para diferenciar: RAIU ou cintilografia Em ambos os casos vamos ter a manifestação de um hipertireoidismo primário: TSH diminuído e t4 e t3 aumentado. HIPERTIREOIDISMO aumento da produção endógena TIREOTOXICOSE aumento da circulação Doença de GRAVES Tireoidite autoimune Bócio Multinodular tóxico Tireoidite infecciosa Adenoma de Plummer Tireoidite Factícia Hipertireoidismo secundário A) DOENÇA DE GRAVES Patogênese: autoimune: auto anticorpo. - TRAb - Anticorpo ataca o receptor de TSH, aumentando a produção, pois estimula o TSHR. - Aumento do metabolismo, aumenta SNC, aumenta B-receptores. Clínica: Achados inespecíficos, achados de qualquer tireotoxicose. ● Gerais: agitação, polifagia, aumento da peristalse e osteoporose|osteopenia. ● Cutâneomucoso: pele quente e úmida. ● Cardiovasculares: has divergente (ex: 150X70), taquicardia sinusal, FA. - B1: coração: aumento da FC, aumento DC, aumento da PAS - B2: vasos: dilatação, diminui RVP, reduz PAD. Específicos: ● Faces Típicas: basedowianas - Pele quente e úmida - Tireoide aumentada: bócio difuso (80 a 90%) - Oftalmopatia (20 a 40%) - Mixedema pré-tibial - Baqueteamento digital 1% Oftalmopatia de graves: trab age no fibroblasto da região periorbitária, e produz substâncias inflamatórias: adipócitos e ácido hialurônico na região retrorbitrária. Dermatopatia de graves: mixedema pré-tibial. 5%. Excesso de produção de fibroblastos. Face basedowiana da doença de graves. Diagnóstico: Clínica + Laboratório Clínica: Bócio difuso + Oftalmopatia Laboratório: aumento de T3 e T4 + TSH diminuído. E se houver dúvida? Anticorpo: TRAB + >/12 (altos níveis) USG tireoide: bócio difuso. Serve para descartar presença de nódulo. - Se nódulo: cintilografia Cintilografia: iodo marcado e vê em qual área da tireoide que mais está captando. Se captado como um todo, o nódulo não tem relação. Doença de Graves: Ou RAIU: percentual de iodo marcado. Diferencia hipertireoidismo de uma tireoidite. ● RAIU aumentado: hipertireoidismo ● RAIU baixo: tireotoxicose: Tireoidite: liberando todo seu estoque, mas não está produzindo a mais. Tratamento: 80% dos pacientes respondem ao tratamento medicamentoso. 1) MEDICAMENTOSO: ● Drogas antitireoidianas: Metimazol: inibe TPO (1° escolha) - Teratogênica: só a partir do 3° trimestre. Propiltiouracil: inibe TPO + desiodase - Posologia ruim e hepatotócico ● Betabloqueador: Propranolol: bloqueador B receptor + desiodase. 2) IODOABLAÇÃO Indicações: ● insucesso terapêutico. - TRAb alto. ● Efeitos colaterais as drogas (agranulocitose: febre e dor de garganta)/ alergias às drogas/ Contraindicações: ● gravidez e lactação ● Oftalmopatia graves grave ● Bócio volumoso (>50ml) 3) Cirurgia Indicações: ● Contraindicação à iodoablação e drogas ● Opção estética Preparo: Para evitar uma crise tireotóxica devido a manipulação que podem liberar os hormônios. ● PTU ou MMZ: 6 semanas ● Lugol (iodo): 10 dias - induzir efeito wolff-chaik - Se tivesse dado antes de bloquear as TPO com MMZ induziria um efeito Jod-Basedow. B) CRISE TIREOTÓXICA Exacerbação do estado de hipertireoidismo que põe em risco a vida dos pacientes. É uma condição potencialmente fatal, muito grave, 70% dos pacientes morrem mesmo tratados. Precipitantes: infecção, radioablação, e tratamento irregular da doença de graves. Infecção: remit, aumenta adrenalina, em um paciente que tem muito beta receptor. Diagnóstico: Escala de Burch-Wartofsky ● Precipitante: infecção, radioablação, TTO irregular. ● Tireotoxicose (FC>140, crise hipertensiva, FA, torporoso, delírio) + febre 38,5° ● Disfunção orgânica TRATAMENTO ● Drogas antitireoidianas: propriltiouracil (PTU). 800 mg e 200-300 mg de 8/8 horas. ● Beta-bloqueador: propranolol ● Iodo: wolff-chaikoff 2 horas depois do PTU ● Corticoide: hidrocortisona C) ADENOMA DE PLUMMER Qualquer nódulo produtor de hormônio tireoidiano que tenha maior que 3 cm. ● Nódulo Solitário > 3cm e autônomo Clínica: nódulo palpável + oligossintomático Diagnóstico: USG cervical para todos -> Laboratório: aumento de T4 e Redução de TSH -> Cintilografia: nódulo captante/quente TRATAMENTO: Iodoablação ou cirurgia (tireoidectomia parcial) . D) BÓCIO MULTINODULAR TÓXICO Múltiplos nódulos autônomos e hiperfuncionantes. Que terá uma tireotoxicose. Epidemiologia: Mulher >50 anos Bócio Multinodular atóxicoprévio. Clínica: bócio assimétrico + Oligossintomático. Ou tireotoxicose leve. Diagnóstico: usg para todos -> Nódulos quentes (hiperprodutor de hormônio). -> Laboratório: T4 alto| TSH reduzido -> Cintilografia: Captação multinodular Tratamento: Cirurgia ou Iodoablação ● Tira tudo: tireoidectomia total. Nódulos frios têm a chance de ser tumor. Complicações Pós-Tireoidectomia ● + Temida: hematoma cervical: pode evoluir para insuficiência respiratória. 2 a 6 horas após cirurgia. (edema de glote). - Tratamento: abrir a incisão - Traqueostomia ● + Grave: lesão do nervo laríngeo recorrente. Clínica: rouquidão e engasgos | se for laríngeo superior, voz cansada, alteração do timbre da voz. ● + Comum: hipoparatireoidismo transitório: redução de cálcio sérico. Hipocalcemia. Normalmente é uma lesão transitória. - Clínica: parestesia, cãimbra e Chvostek (tek no zigomático)/trousse (mão do parteiro) Tratamento: reposição de cálcio VO/IV. Todo paciente que tem a retirada das tireoides, tem que dosar o cálcio. E) HIPERTIREOIDISMO SUBCLÍNICO -> Baixa do TSH -> T4L e T3 normais Abordagem: 1° passo: repetir e confirmar em 3-6 meses. 2° passo: definir etiologia e excluir causas transitórias. 3° passo: estabelecer significado clínico e avaliar tratamento: ● >65 ANOS ou menor 65 anos + comorbidades cardiovasculares= tratar sempre. ● tratar?