Prévia do material em texto
SISTEMAS URBANOS DE ÁGUA ESISTEMAS URBANOS DE ÁGUA E ESGOTOESGOTO ELEMENTOS DO SISTEMAELEMENTOS DO SISTEMA DE ÁGUA PARADE ÁGUA PARA ABASTECIMENTO HUMANOABASTECIMENTO HUMANO Autor: Me. Fabricio Alonso Richmond Navarro Revisor : Suely de Medeiros Onofr io Gama IN IC IAR 26/08/2024, 11:43 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=EAhzxRfIYVQBjitX2Pe39g%3d%3d&l=bkXuJa2vK6sBVcLvo4TziA%3d%3d&cd=7teqJ3ACh… 1/33 introdução Introdução O percurso da água desde que é retirada do manancial pela captação até chegar a residências, comércios, indústrias e prédios públicos demanda um extenso e complexo processo. Em seu caminho, essa água deve ser primeiramente tratada, para obter certos padrões de potabilidade, e daí ser armazenada e distribuída, para suprir as necessidades dos consumidores, mantendo a qualidade estabelecida. Para isso, estimado estudante, é necessário um estruturado processo de concepção, projeto, construção e manutenção das partes constituintes do sistema de abastecimento de água. Assim, na presente unidade vamos estudar: Tratamento de água para abastecimento humano. Adutoras e estações elevatórias. Reservatórios e redes de distribuição. Controle e redução de perdas. 26/08/2024, 11:43 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=EAhzxRfIYVQBjitX2Pe39g%3d%3d&l=bkXuJa2vK6sBVcLvo4TziA%3d%3d&cd=7teqJ3ACh… 2/33 Nas redes de abastecimento, o acondicionamento da água é realizado na Estação de Tratamento de Água, conhecida comumente como ETA. A água tomada do manancial, chamada de “água bruta”, passa por vários processos e unidades que evitam qualquer tipo de risco sanitário para os usuários e adequa a água aos padrões de potabilidade requeridos pelas autoridades ambientais, tornando-se água tratada, sendo esta a que chega a ser distribuída. A presente seção explica as principais operações unitárias e o processo de tratamento segundo a ABNT-NBR 12.216/1992 — “Projeto de estação de tratamento de água para abastecimento público”, a qual deve ser seguida na conceptualização e no projeto desse tipo de unidade. Operações Unitárias No presente texto, vamos chamar de “operações unitárias” aqueles processos simples ou individuais de tratamento, e chamaremos de “processos de tratamento” aqueles que englobam várias operações unitárias, estruturadas para a adequação completa da água. O Quadro 2.1 mostra as principais operações unitárias de tratamento de água. Tratamento de ÁguaTratamento de Água para Abastecimentopara Abastecimento HumanoHumano 26/08/2024, 11:43 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=EAhzxRfIYVQBjitX2Pe39g%3d%3d&l=bkXuJa2vK6sBVcLvo4TziA%3d%3d&cd=7teqJ3ACh… 3/33 Operação unitária Descrição Gradeamento Reter os materiais grosseiros existentes nas águas super�ciais. Usualmente sua localização é na captação, mas em casos especiais pode ser localizado na ETA. Micropeneiramento Reter sólidos �nos não coloidais em suspensão. Utiliza-se para retirar algas ou outros microrganismos, ou quando sua utilização traz algum benefício econômico ao sistema. Aeração/Oxidação Introdução de ar na água para remoção de gases indesejáveis e compostos voláteis e oxidação de certos elementos. Adsorção Contato da água com alguma substância absorvente para a remoção de impurezas que podem causar sabor, cor ou cheiro, usualmente aplicando o carvão ativado. Mistura rápida/ Coagulação Dispersão de produtos químicos na água bruta, tipicamente usada na adição de coagulante, desestabilizando impurezas para facilitar seu aumento de tamanho na �oculação. Floculação Promove o contato entre impurezas pela agitação, visando aumentar seu tamanho para a remoção. Decantação Remoção de impurezas na água pela ação da gravidade; usualmente depois da �oculação é realizada a decantação das partículas formadas nessa fase. Flotação Contrária à decantação: as impurezas são levadas para a superfície com ajuda da injeção de ar (microbolhas). 26/08/2024, 11:43 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=EAhzxRfIYVQBjitX2Pe39g%3d%3d&l=bkXuJa2vK6sBVcLvo4TziA%3d%3d&cd=7teqJ3ACh… 4/33 Quadro 2.1 - Principais operações unitárias de tratamento de água Fonte: Adaptado de ABNT (1992) e Heller e Pádua (2010). O Quadro 2.1 apresentou de maneira sintética os típicos processos para remoção de contaminantes e impurezas; ainda é necessária a realização de estudos de tratabilidade da água bruta para calibração e escolha dos processos mais indicados em cada caso. Processos de Tratamento O mais recomendado quando se planeja um sistema de abastecimento de água é que o manancial esteja o mais livre possível de qualquer tipo de contaminação ou poluição, Filtração em meio granular “Remoção de material particulado presente na água, fazendo-a passar por um leito contendo meio granular (usualmente areia e/ou antracito).” (HELLER; PÁDUA, 2010, p. 534) Filtração em membrana Remoção de contaminantes de menor tamanho com a utilização de membranas. Desinfecção Processo para inativar microrganismos patogênicos; tem caráter preventivo e corretivo. Entres os agentes químicos utilizados, tem-se: cloro, bromo, ozônio, entre outros. Ademais, podem ser usados agente físicos, como calor e radiação ultravioleta. Fluoretação Processo utilizado para combater as cáries infantis, com o reforço do esmalte, adicionando íon �uoreto na água. Estabilização química Processo para evitar pHs elevados ou relativamente baixos, evitando problemas de incrustação e corrosão. Abrandamento Redução da dureza da água e dos contaminantes inorgânicos. 26/08/2024, 11:43 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=EAhzxRfIYVQBjitX2Pe39g%3d%3d&l=bkXuJa2vK6sBVcLvo4TziA%3d%3d&cd=7teqJ3ACh… 5/33 mesmo que seja necessária a utilização de adutoras e estações de recalque, pois se trata de os processos de tratamentos serem o mais economicamente viáveis, e evitar que sejam criados subprodutos devido ao tratamento. A ABNT-NBR 12.216/1992 de�ne quatro tipos de águas naturais para abastecimento público: A, B, C e D, sendo as de tipo A as de melhores características, provenientes de bacias sanitariamente protegidas, e as de tipo D as de piores características, sujeitas a fontes de poluição, pelo que exigem processos especiais de tratamento. O tratamento detalhado de cada água deve ser de�nido usando estudos de tratabilidade da água bruta e experimentos em instalação-piloto; o constante monitoramento dos mananciais deve ser exigido, principalmente nos meses mais secos, quando o volume de água abaixa e a concentração de alguns contaminantes pode aumentar. Mesmo assim, a ABNT-NBR 12.216/1992 estabelece tratamentos mínimos para cada tipo de água: Tipo A : unicamente desinfecção e correção de pH. Tipo B : desinfecção e correção de pH. Além disso, decantação simples ou �ltração, seguida ou não de decantação. Depende inteiramente das características da água natural e de seus sólidos e turbidez. Tipo C : coagulação, precedida ou não de decantação, continuando com �ltração com �ltros rápidos, desinfecção mais correção do pH. Esse procedimento é um dos mais usados, usando a �oculação antes da decantação para maior e�ciência na remoção de impurezas. Tipo D : Mesmo tratamento que C mais tratamento especí�co segundo o caso. Como já citado, os processos especi�cados seriam os mínimos para cada tipo de água, mas outros processos poderiam ser utilizados, melhorando as características da água tratada, como, por exemplo, a �uoretação e a correção de pH. praticar Vamos Praticar 26/08/2024, 11:43 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=EAhzxRfIYVQBjitX2Pe39g%3d%3d&l=bkXuJa2vK6sBVcLvo4TziA%3d%3d&cd=7teqJ3ACh… 6/33 Leia o trecho a seguir. “A água oferecida fora do padrão de potabilidade e em quantidades insu�cientes à ingestão, ao preparo de alimentos e à higiene pessoal é responsável por um grande número de doenças de veiculação hídrica (FREITAS; BRILHANTE; ALMEIDA, 2001 apud BRASIL, 2015, p. 24). As condiçõesambientais associadas ao tipo de hospedeiro e/ou parasita vão de�nir a ocorrência da infecção e da doença”. FREITAS, M. B.; BRILHANTE, O. M.; ALMEIDA, L. M. Importância da análise de água para a saúde pública em duas regiões do Estado do Rio de Janeiro: enfoque para coliformes fecais, nitrato e alumínio. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, n. 17, v. 3, p. 651-660, 2001.In: BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador. Análise de indicadores relacionados à água para consumo humano e doenças de veiculação hídrica no Brasil, ano 2013, utilizando a metodologia da matriz de indicadores da Organização Mundial da Saúde . Brasília: Ministério da Saúde, 2015. p. 24. A operação unitária adequada para evitar a proliferação de doenças de veiculação hídrica seria: a) Gradeamento. b) Fluoretação. c) Estabilização química. d) Desinfecção. Feedback: alternativa correta , pois a desinfecção inativa microrganismos patogênicos presentes na água, tendo caráter corretivo. O cloro residual, presente na água até sua distribuição, tem um caráter preventivo, pois evita contaminações no processo de transporte e distribuição. e) Mistura rápida. 26/08/2024, 11:43 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=EAhzxRfIYVQBjitX2Pe39g%3d%3d&l=bkXuJa2vK6sBVcLvo4TziA%3d%3d&cd=7teqJ3ACh… 7/33 As adutoras são elementos de transporte e ligação entre os componentes do sistema de abastecimento de água; elas têm uma característica particular: o volume de água que entra é o mesmo volume de água que sai, sem ter distribuição no caminho, ou seja, a vazão de entrada igual à vazão de saída. Como veremos mais adiante, as adutoras podem ter estações elevatórias, caso seja necessário. As adutoras dividem-se em adutoras de água bruta, quando estão antes da ETA, e adutoras de água tratada, depois da ETA. Quando classi�camos as adutoras segundo a energia para a movimentação da água, elas podem ser divididas em: Adutora por gravidade : as preferidas considerando um ponto de vista econômico, pois não precisam de equipamentos adicionais nem de uma fonte de energia externa. Sempre o �uxo vai de uma cota superior para uma cota inferior. Nesse caso, podem ser encontradas aduções em conduto forçado ou conduto livre. Cabe indicar que os sistemas de abastecimento em sua maioria têm um comportamento de conduto forçado (a água sob pressão maior que a pressão atmosférica), pois, com isso, evita-se contato com a atmosfera e possível contaminação; na distribuição, é necessário cumprir certa pressão residual nos pontos de consumo. Poucos casos estão em conduto livre, como, por exemplo, algumas adutoras, os reservatórios e algumas operações na ETA. Adutoras e EstaçõesAdutoras e Estações ElevatóriasElevatórias 26/08/2024, 11:43 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=EAhzxRfIYVQBjitX2Pe39g%3d%3d&l=bkXuJa2vK6sBVcLvo4TziA%3d%3d&cd=7teqJ3ACh… 8/33 Adutora por recalque : quando o transporte por gravidade não é possível pela diferença de altura, usa-se estações elevatórias. Em con�gurações simples, em série ou em paralelo, elas transportam a água de uma cota inferior a uma cota superior, sempre em regime de conduto forçado. Adutora mista : combinação por trechos de adutoras por recalque e por gravidade. Dimensionamento Hidráulico de Adutoras Para o dimensionamento hidráulico, considera-se o escoamento em regime permanente e uniforme, sendo necessária a utilização da equação de energia e da equação da continuidade para o desenvolvimento das equações que liguem o diâmetro da tubulação ou área do canal à vazão transportada, ao material, ao comprimento do trecho e à perda de carga (energia disponível). Para condutos forçados, a fórmula universal para tubos circulares, em função da vazão, relaciona os parâmetros antes citados: Onde: ∆h: perda de carga em metros f: coe�ciente de atrito, adimensional L: comprimento da adutora em metros D: diâmetro da tubulação em metros g: aceleração da gravidade em m/s2 Q: vazão em Essa fórmula pode ser aplicada lembrando que o coe�ciente de atrito está em função do número de Reynolds, da rugosidade do material e do diâmetro, pelo que seu uso é mais trabalhoso. Assim, podem ser usadas outras fórmulas empíricas, como a de Hazen-Williams; seu uso é limitado e para análises simples, apresentando uma Δh = 8fLQ2 gπ2 D5 /sm3 26/08/2024, 11:43 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=EAhzxRfIYVQBjitX2Pe39g%3d%3d&l=bkXuJa2vK6sBVcLvo4TziA%3d%3d&cd=7teqJ3ACh… 9/33 facilidade: o coe�ciente de rugosidade depende unicamente do material. A fórmula de Hazen-Williams explicitando a vazão seria: Onde: J: perda de carga unitária em m/m C: coe�ciente de rugosidade do material D: diâmetro da tubulação em metros Q: vazão em Na fórmula anterior, a perda de carga é mostrada como unitária, ou seja, uma perda de carga em metros por comprimento de tubulação. Mesmo assim, essa fórmula chega a ser muito prática, mas, em projetos importantes, para os quais a análise é precisa e rigorosa, a fórmula universal deve ser utilizada, além da consideração de perdas de cargas locais. Componentes de uma Estação Elevatória Quando não é possível o transporte da água bruta ou tratada pela diferença de elevações entre o ponto inicial e �nal de uma adutora, são utilizadas estações elevatórias. Os componentes desse elemento do sistema de abastecimento, segundo Tsutiya (2006), são: Equipamento eletromecânico Bomba: elemento que fornece a energia à água para superar a diferença de elevações. Motor: máquina que transmite energia mecânica à bomba, para acioná-la. Tubulações Sucção: com menor comprimento possível, ascende desde o poço de sucção ou manancial até a bomba. Recalque: tubulação adutora, submetida às maiores pressões no sistema. Q = 0, 279CD2,63J 0,54 /sm3 26/08/2024, 11:43 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=EAhzxRfIYVQBjitX2Pe39g%3d%3d&l=bkXuJa2vK6sBVcLvo4TziA%3d%3d&cd=7teqJ3AC… 10/33 Construção civil Poço de sucção: estrutura que recebe transitoriamente a água a�uente e dispõe as condições necessárias para que ela seja recalcada pelas bombas. Casa de bomba: instalação na qual está localizada a bomba, o motor, as válvulas e demais órgãos acessórios. Na Figura 2.1 vemos duas bombas centrífugas em uma casa de bombas. Possivelmente pela importância do sistema, uma delas seja de reserva e/ou as duas trabalhem em regime alternado. O dimensionamento de bombas, motores, tubulações e demais componentes das estações elevatórias vai depender principalmente da diferença entre as elevações e a vazão a ser recalcada. Uma análise econômica deve ser desenvolvida para a escolha do melhor sistema. A ABNT-NBR 12.214/1992 contém todas as condições exigíveis que um pro�ssional deve considerar quando elabora um projeto de bombeamento. Figura 2.1 - Conjunto motor-bomba de um sistema de abastecimento Fonte: Watcharapol Amprasert / 123RF. 26/08/2024, 11:43 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=EAhzxRfIYVQBjitX2Pe39g%3d%3d&l=bkXuJa2vK6sBVcLvo4TziA%3d%3d&cd=7teqJ3AC… 11/33 praticar Vamos Praticar Uma empresa prestadora de serviços de saneamento transporta uma vazão de 1.200 litros por segundo do manancial que está a 200 m de altitude até a ETA a 150 m de altitude, usando uma adutora antiga de ferro fundido. Aplicando o conceito apresentado na fórmula universal, qual seria uma recomendação técnico-econômica para aumentar a capacidade de transporte da adutora? a) Diminuir o comprimento da adutora. b) Alterar as cotas da ETA ou do manancial. c) Diminuir o diâmetro da adutora. d) Desinfetar a água na captação. e) Aumentar o diâmetro da adutora. Feedback: alternativa correta , pois o aumento no diâmetro da adutora aumentaria a capacidade de litros por segundo que ela pode transportar. Usando um comprimento de tubulação �ctício e um coe�ciente de atrito �ctício, poderia ser feito o exercícioprático para ver essa situação. 26/08/2024, 11:43 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=EAhzxRfIYVQBjitX2Pe39g%3d%3d&l=bkXuJa2vK6sBVcLvo4TziA%3d%3d&cd=7teqJ3AC… 12/33 Pertencendo ao subgrupo de componentes de distribuição, os reservatórios e as redes de distribuição são os últimos componentes do sistema de abastecimento antes de chegar a residências, comércios, prédios etc. Eles têm grande participação em dois dos três objetivos das redes de abastecimento, com o fornecimento contínuo do líquido em quantidades mínimas para atender às necessidades básicas. Classi�icação dos Reservatórios A ABNT-NBR 12.217/1994, no ponto 3.1, de�ne os reservatórios de distribuição como “Elemento do sistema de abastecimento de água destinado a regularizar as variações entre as vazões de adução e de distribuição e condicionar as pressões na rede de distribuição” (ABNT, 1994, p. 1). Além disso, os reservatórios são uma reserva para o combate a incêndios e para qualquer outra necessidade emergencial (HELLER; PÁDUA, 2010). Podemos classi�car os reservatórios segundo sua localização no sistema e no terreno, sua forma e seu material de construção. Considerando o critério de localização no sistema, temos: Reservatórios de montante : “reservatório que sempre fornece água à rede de distribuição” (ABNT, 1994, p. 1). Reservatório e RedeReservatório e Rede de Distribuiçãode Distribuição 26/08/2024, 11:43 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=EAhzxRfIYVQBjitX2Pe39g%3d%3d&l=bkXuJa2vK6sBVcLvo4TziA%3d%3d&cd=7teqJ3AC… 13/33 Reservatório de jusante (ou de sobra) : “reservatório que pode fornecer ou receber água da rede de distribuição” (ABNT, 1994, p. 1). Segundo a localização do terreno, podemos ter reservatórios enterrados, semienterrados, apoiados e elevados. Usualmente, são usados aqueles em terra para a reserva de grandes volumes de água, pois são mais econômicos que os elevados. Quando esses reservatórios não conseguem abastecer as áreas em cotas topográ�cas elevadas, é usada uma estação de recalque para elevar essa água até o reservatório elevado, como na Figura 2.2. Com respeito à forma e ao material, os mais comuns são os circulares e os retangulares, de concreto, aço e alvenaria estrutural. Normalmente é feita uma análise econômica para de�nir forma e material; deve-se garantir que o material seja totalmente impermeável e sem vazamentos, tanto para evitar a fuga da água tratada quanto a contaminação dessa água pelas águas subterrâneas. Volume de Reservação O volume de reservação de cada reservatório é chamado também de “volume útil”, e está compreendido entre o máximo e o mínimo nível do reservatório que atende às necessidades de pressão e vazão. A soma de todos os volumes dos reservatórios Figura 2.2 - Reservatório elevado e sua zona de pressão Fonte: Andrei Rybalko / 123RF. 26/08/2024, 11:43 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=EAhzxRfIYVQBjitX2Pe39g%3d%3d&l=bkXuJa2vK6sBVcLvo4TziA%3d%3d&cd=7teqJ3AC… 14/33 (superiores e inferiores) chama-se “reservação total”, e refere-se a uma zona de pressão (zona à qual essa reservação vai atender). O volume de reservação pode ser determinado pela equação apresentada por Tsutiya (2006, p. 352): Onde: V: volume de reservação Q: vazão consumida : vazão média do dia : instante em que consumo é menor que a vazão fornecida : instante em que consumo é maior que a vazão fornecida O volume de reservação também pode ser determinado com o diagrama de massa. Nossa recomendação de leitura (TSUTIYA, 2006) mostra, no capítulo 8, os detalhes do uso dos grá�cos dos volumes acumulados e da equação anterior. Esses dois métodos são usados quando se tem a curva de consumo. Heller e Pádua (2010) sinalizam que existem valores usados mais no meio técnico ou sem uma curva de consumo, como, por exemplo, um terço do volume do consumo diário no dia de maior consumo para a reservação total. Para o reservatório elevado, um volume mínimo de 1/30 do volume total do dia de maior consumo. Lembrando que é preciso utilizar o fator de segurança de 1,2 nesses volumes, segundo a ABNT-NBR 12.217/1994. Caro aluno, a utilização desses valores técnicos deve ocorrer como primeiras iterações ou para usos didáticos, pois análises mais detalhadas de índole, de fatores econômicos e de capacidade de manancial devem ser realizados para a de�nição do volume útil total de�nitivo. Outros detalhes que �xam as condições para elaboração de projetos de reservatório de distribuição de água para abastecimento público podem ser revisados na ABNT-NBR 12.217/1994. = Qdt ( − )∫ t1 t2 Q − t2 t1 Q − t2 t1 26/08/2024, 11:43 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=EAhzxRfIYVQBjitX2Pe39g%3d%3d&l=bkXuJa2vK6sBVcLvo4TziA%3d%3d&cd=7teqJ3AC… 15/33 Rede de Distribuição As redes de distribuição são o último elemento até os consumidores �nais, sendo compostas por elementos como tubulações e órgãos acessórios, como válvulas e registros. Seu correto funcionamento permite aos usuários um fornecimento contínuo de água, na quantidade e com a pressão adequadas. As redes podem ser divididas em dois tipos: Canalização principal : chamada também de “conduto tronco”; sua função é a distribuição para canalizações menores ou secundárias, por isso tem os maiores diâmetros da rede. Canalização secundária : com diâmetros menores que a canalização principal; abastece diretamente os consumidores �nais. Dependendo do seu formato, da disposição e do percurso do escoamento nas tubulações, as redes podem ser classi�cadas em: Redes rami�cadas : “Quando o abastecimento se faz a partir de uma tubulação tronco, [...] a distribuição da água é feita diretamente para os condutos secundários, sendo conhecido o sentido da vazão em qualquer trecho” (TSUTIYA, 2006, p. 390). O problema desse tipo de rede acontece quando são realizadas manobras de manutenção, pois isso compromete o restante do funcionamento, sendo preciso interromper o fornecimento da água. São recomendadas para pequenos sistemas de abastecimentos; apresentam a vantagem de ser econômicas, pois são usados menos metros de tubulação. Segundo sua disposição, podem ser classi�cadas em espinha de peixe ou grelha. A Figura 2.3 mostra uma rede rami�cada com sua rede principal e secundária, formada por trechos e nós, com pontas secas (sem consumo, mas com água) em seus extremos. 26/08/2024, 11:43 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=EAhzxRfIYVQBjitX2Pe39g%3d%3d&l=bkXuJa2vK6sBVcLvo4TziA%3d%3d&cd=7teqJ3AC… 16/33 Redes malhadas : “Constituídas por tubulações principais que formam anéis ou blocos, de modo que pode-se abastecer qualquer ponto do sistema por mais de um caminho” (TSUTIYA, 2006, p. 391). Nesse caso, não se conhece claramente o �uxo da água, dependendo dos diâmetros e da topogra�a; sua manutenção pode ser realizada com maior facilidade, pois podem ser interditados trechos sem interromper o serviço completo. Esse tipo de rede é o implantado nas cidades. Segundo sua disposição, podem formar anéis ou blocos, sendo os blocos favoráveis para a medição de vazão e o controle de perdas. Figura 2.3 - Reservatório elevado e sua zona de pressão Fonte: Tsutiya (2006, p. 390). 26/08/2024, 11:43 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=EAhzxRfIYVQBjitX2Pe39g%3d%3d&l=bkXuJa2vK6sBVcLvo4TziA%3d%3d&cd=7teqJ3AC… 17/33 Redes mistas : uso dos dois tipos de redes em um mesmo sistema, como mostrado na Figura 2.4. Podem ser vistas em cidades em crescimento, onde possivelmente, com o avanço da urbanização, as redes rami�cadas virem redes malhadas. Figura 2.4 - Esquema de uma rede mista Fonte: Tsutiya (2006, p. 395). saibamais Saiba mais Lembra da Copa do Mundo de 2014? Eu acredito que todo brasileiro lembra, mas, e se fosse realizada a Copa do Mundo de Saneamento considerando os grupos dessa copa do mundo, quem seria o país campeão? Seria a Alemanha novamente? Veja a percentagem de saneamento nos diferentespaíses participantes no link a seguir. ACESSAR 26/08/2024, 11:43 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=EAhzxRfIYVQBjitX2Pe39g%3d%3d&l=bkXuJa2vK6sBVcLvo4TziA%3d%3d&cd=7teqJ3AC… 18/33 http://www.abes-sp.org.br/arquivos/copa_saneamento_abes.pdf Dimensionamento Quando falamos de dimensionamento de redes de distribuição, estamos nos referindo principalmente à de�nição do diâmetro da rede, pois elementos como o comprimento da tubulação já estão de�nidos no traço da rede. Essa atividade usualmente é um processo iterativo, pois devem ser frisados, em um primeiro momento, elementos como material e diâmetro, para depois começar a mudar o diâmetro até satisfazer todas as necessidades requeridas. O primeiro passo para o dimensionamento é de�nir a vazão dentro de cada tubulação; a vazão total alimenta a rede de�nida pela expressão: Onde: Q dist (l/s): vazão de distribuição Qm (l/s): vazão média Qs (l/s): consumo do consumidor singular k1 e k2: coe�cientes de reforço Como será a distribuição dessa vazão em cada trecho dependerá do tipo de rede e da localização dos consumidores ao longo do sistema. Essa distribuição pode ser feita por lotes atendidos, por vazão especí�ca por unidade de comprimento de ruas, por unidade de área atendida ou por vazões concentradas. O segundo passo é uma análise hidráulica, aplicando a equação da continuidade e as equações de resistência para, assim, calcular a pressão de funcionamento nos nós e as velocidades nos trechos. Tipicamente são usadas a fórmula universal e de Hazen- Williams, sendo esta última a mais empregada. Como esse processo é iterativo, Orsini (1996) de�ne a seguinte sequência: 1. Fixar os limites de pressão e velocidade para o bom desempenho da rede. 2. Admitir diâmetros nos trechos em função das velocidades-limite. 3. Calcular as pressões nos nós, principalmente naqueles críticos. 4. Veri�car condições de pressão estabelecidas. Qdist = (Qm× k1 × k2) +Qs 26/08/2024, 11:43 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=EAhzxRfIYVQBjitX2Pe39g%3d%3d&l=bkXuJa2vK6sBVcLvo4TziA%3d%3d&cd=7teqJ3AC… 19/33 5. Caso não sejam atendidas as necessidades de pressão, devem ser mudados os diâmetros. A ABNT-NBR 12.218/2017 “Projeto de rede de distribuição de água para abastecimento público — Procedimento” de�ne todos os parâmetros para o bom funcionamento do sistema, como, por exemplo: diâmetros mínimos, velocidades máximas e mínimas nos trechos e pressões máximas e mínimas nos nós. praticar Vamos Praticar Leia o trecho a seguir. “A rede rami�cada é típica em áreas que apresentam desenvolvimento linear, e também em casos em que o abastecimento se faz a partir de uma tubulação tronco, com a distribuição da água para os pontos �nais realizada pelas tubulações secundárias, sendo conhecido o sentido da vazão em qualquer trecho”. CASTRO, A. R. A. Revisão bibliográ�ca da origem das perdas de água e sua gestão de controle em redes de distribuição . Monogra�a (Licenciatura em Engenharia Civil) — Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba, 2019. Segundo o trecho apresentado, uma desvantagem das redes rami�cadas é: a) Alto custo de implantação da rede, pela quantidade de tubulações e registros. b) Caso ocorra um acidente, todo o abastecimento a jusante �ca comprometido. Feedback: alternativa correta , pois a situação descrita é um dos principais problemas das redes rami�cadas. Como o sistema carece de redundância, caso algum reparo ou acidente aconteçam, não há como abastecer a rede nos trechos jusantes, por isso, em cidades, prefere-se as redes malhadas. c) As tubulações compridas não atendem às pressões solicitadas na norma. 26/08/2024, 11:43 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=EAhzxRfIYVQBjitX2Pe39g%3d%3d&l=bkXuJa2vK6sBVcLvo4TziA%3d%3d&cd=7teqJ3AC… 20/33 Feedback: alternativa incorreta , pois qualquer tipo de rede deve satisfazer às pressões solicitadas nas normas e nos regulamentos. Para isso, deve-se estruturar bem o traço da tubulação e realizar uma análise hidráulica, na qual são de�nidos os diâmetros apropriados em cada trecho para satisfazer às pressões estabelecidas. d) O sistema apresenta redundância, com tubulações sem uso ou subdimensionadas. Feedback: alternativa incorreta , pois as redes rami�cadas são redes abertas. As redes que apresentam redundância nas tubulações são as redes malhadas, mas, mesmo assim, elas não são subdimensionadas ou sem uso, pois é feita uma análise hidráulica de cada trecho. e) Nas pontas secas, no �nal das redes rami�cadas, não há disponibilidade de água. Feedback: alternativa incorreta , pois o termo “ponta seca” é utilizado para de�nir o �m das redes rami�cadas, mas não signi�ca que não haja água. Lembre-se de que as redes são condutos forçados, por isso a tubulação está cheia em todo momento. Chamam-se assim por não haver consumo nessa ponta. 26/08/2024, 11:43 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=EAhzxRfIYVQBjitX2Pe39g%3d%3d&l=bkXuJa2vK6sBVcLvo4TziA%3d%3d&cd=7teqJ3AC… 21/33 Caro(a) aluno(a), ao longo desta unidade focamos nossa atenção principalmente na conceitualização e no projeto das diferentes redes. Nesta parte é necessário pensar um pouco mais sobre a operação e a manutenção do sistema, mesmo que certas recomendações dadas na fase de projeto tenham como objetivo reduzir as perdas no sistema. O tema “perdas de água” é de grande relevância, pois os volumes perdidos na produção e distribuição têm impactos ambientais e econômicos. Esses últimos atingem principalmente as empresas que prestam o serviço, que podem repassar o prejuízo aos consumidores. Para entender o tema das perdas, precisamos primeiro veri�car o conceito de “balanço hídrico” de um sistema de abastecimento, que consiste na distribuição do recurso hídrico do volume de água produzido que ingressa no sistema. Essa metodologia é usualmente utilizada pelas empresas prestadoras do serviço, e é proposta pela International Water Association (IWA) (TRATA BRASIL, 2018). No Quadro 2.2 vemos esse balanço hídrico. Controle e ReduçãoControle e Redução de Perdasde Perdas 26/08/2024, 11:43 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=EAhzxRfIYVQBjitX2Pe39g%3d%3d&l=bkXuJa2vK6sBVcLvo4TziA%3d%3d&cd=7teqJ3AC… 22/33 Água que entra no sistema (inclui água importada) Consumo autorizado Consumo autorizado faturado Consumo faturado medido (inclui água exportada) Água faturada Consumo faturado não medido (estimado) Consumo autorizado não faturado Consumo não faturado medido (uso próprio, caminhão pipa, entre outros) Água não faturada Consumo não faturado não medido Perdas de água Perdas aparentes (comerciais) Uso não autorizado (fraudes e falhas de cadastro) Erros de medição (macro e micromedição) Perdas reais (físicas) Vazamentos e extravasamentos nos reservatórios (de adução e/ou distribuição) Vazamentos nas adutoras e/ou 26/08/2024, 11:43 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=EAhzxRfIYVQBjitX2Pe39g%3d%3d&l=bkXuJa2vK6sBVcLvo4TziA%3d%3d&cd=7teqJ3AC… 23/33 Quadro 2.2 - Balanço Hídrico proposto pela IWA Fonte: Trata Brasil (2018, p. 10, quadro 1). Como vemos na classi�cação da IWA, as perdas podem ser aparentes, quando ligadas a fraudes e problemas de medição, e reais, quando ligadas principalmente a vazamentos nas unidades de produção, transporte e distribuição. As duas perdas são importantes para a tomada de decisões e a aplicação de investimentos nos sistemas. Indicadores de Perdas Os indicadores de perdas têm a função de mostrar como está a situação das empresas prestadoras de serviços, a �m de realizarem uma melhor gestão de seus recursos. Ademais, pode-se realizar comparativos entre diferentes empresas sempre e quando os indicadores forem normalizados. O indicador que serve como ponto de partida é o Indicador Percentual (IP), que relaciona o volume de perdas reais e aparentes com o volume produzido anualmente. A aplicação desse indicador podese dar a uma parte do sistema, como, por exemplo, à rede de abastecimento ou ao sistema completo. Sua fórmula seria: Tsutiya (2006) mostra essa expressão de modo aberto com os termos da matriz do balanço hídrico apresentados previamente: Esse indicador apresenta desvantagem na hora de fazer a comparação com sistemas diferentes, pois depende das características especí�cas dos sistemas. Contudo, ele redes (de distribuição) Vazamentos nos ramais até o ponto de medição do cliente índice de perdas (IP) = x100(%) V olume Perdido Total V olume Fornecido IP = x100(%) V ol. que entra no sistema − autor. não fat. − autor. não fat. l V olume que entra no sistema 26/08/2024, 11:43 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=EAhzxRfIYVQBjitX2Pe39g%3d%3d&l=bkXuJa2vK6sBVcLvo4TziA%3d%3d&cd=7teqJ3AC… 24/33 pode ser referência para checar a evolução do sistema. No Brasil, utiliza-se a base de dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) para estudos de perdas, pois ela reúne informações de prestadores de serviço estaduais, regionais e das municipalidades dos serviços básicos de saneamento: abastecimento de água, coleta e tratamento de esgoto e resíduos sólidos. O SNIS tem estabelecidos vários dos indicadores utilizados para a gestão de perdas devidamente referenciados, calculados e com fórmulas e metodologia utilizadas. Exemplos desses indicadores seriam: o Índice de Perdas no Faturamento (IN013), o Índice de Perdas na Distribuição (IN049) e o Índice de Perdas por Ligação (IN051). No Quadro 2.3 são apresentadas as características desses indicadores e do Índice de Perdas de Faturamento Total (IPFT) elaborado pela Go Associados (TRATA BRASIL, 2018). reflita Re�ita A premência na implementação de planos e ações efetivos focados na redução das perdas torna-se ainda maior com os recorrentes dé�cits hídricos em diferentes regiões do Brasil. Cidades com padrão de excelência em perdas têm indicadores menores do que 15%. No Brasil, em 2016, o índice de perdas de faturamentos totais foi de 38,53%, e o índice de perdas na distribuição foi de 38,05%, de maneira que existe um longo caminho a ser percorrido. Fonte: Trata Brasil (2018, p. 7). 26/08/2024, 11:43 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=EAhzxRfIYVQBjitX2Pe39g%3d%3d&l=bkXuJa2vK6sBVcLvo4TziA%3d%3d&cd=7teqJ3AC… 25/33 Índice Objetivo Vantagens Desvantagens Índice de Perdas de Faturamento Total (IPFT) Avaliar, em termos percentuais, o nível da água não faturada do sistema de abastecimento Fornece uma visão geral da situação das perdas do sistema, levando em consideração o volume de serviços. Apresenta uma visão sobre o que a empresa está produzindo e não consegue faturar As perdas são calculadas com base no volume faturado. A depender da metodologia utilizada (ex.: faturamento pelo consumo estimado), pode não re�etir o nível de e�ciência da empresa Índice de Perdas de Faturamento Avaliar, em termos percentuais, o nível da água não faturada (sem o volume de serviço) Apresenta uma visão sobre o que a empresa está produzindo e não consegue faturar As empresas de�nem o volume de serviço de maneira muito diferente, logo, a comparação desse índice pode trazer distorções As perdas são calculadas com base no volume faturado. A depender da metodologia utilizada (ex.: faturamento pelo consumo estimado), pode não re�etir o nível de e�ciência da empresa Índice de Perdas na Avaliar, em termos Fornece uma aproximação As empresas de�nem o volume de serviço de 26/08/2024, 11:43 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=EAhzxRfIYVQBjitX2Pe39g%3d%3d&l=bkXuJa2vK6sBVcLvo4TziA%3d%3d&cd=7teqJ3AC… 26/33 Quadro 2.3 - Características dos indicadores de perdas Fonte: Trata Brasil (2018, p. 18, quadro 6). Gerenciamento do Controle de Perdas Distribuição percentuais, o nível de perdas da água efetivamente consumida em um sistema de abastecimento de água potável útil para a análise do impacto das perdas na distribuição (físicas e aparentes) em relação ao volume produzido maneira diferente, logo, a comparação desse índice pode trazer distorções A comparação pode ser prejudicada pelos baixos níveis de macromedição e micromedição de algumas empresas Índice de Perdas por Ligação Avaliar o nível de perdas da água efetivamente consumida em termos unitários (l/dia/ligação). Re�ete a variação do nível de perdas por ligação As empresas de�nem o volume de serviços de maneira diferente, logo, a comparação desse índice pode trazer distorções Na medição de e�ciência, a comparação entre as cidades não pode ser feita diretamente. Mantendo-se tudo constante, cidades com maior verticalização e maior consumo por habitante terão indicador maior do que cidades menos verticalizadas e com menor consumo por habitante 26/08/2024, 11:43 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=EAhzxRfIYVQBjitX2Pe39g%3d%3d&l=bkXuJa2vK6sBVcLvo4TziA%3d%3d&cd=7teqJ3AC… 27/33 Para um gerenciamento de controle de perdas, o mais recomendado é desenvolver um Programa de Controle e Redução de Perdas, o qual, de maneira estruturada, acompanha as ações tomadas por meio de indicadores com o objetivo de traçar metas segundo a capacidade da empresa. Tsutiya (2006) propôs uma estruturação fácil de aplicar a uma empresa de saneamento. Con�ra os passos dessa estruturação: 1. Diagnóstico : indiscutivelmente deve ser o primeiro passo. Objetiva saber o tamanho do problema. A elaboração do balanço hídrico da empresa é o ponto de partida para esta etapa. 2. De�nição de metas : como toda meta deve ser real e possível de atingir em um horizonte de tempo estabelecido, deve-se de�nir uma meta global que se desdobra para setores, departamentos e responsáveis. As metas podem mudar com o tempo, melhorando e desa�ando a empresa a ser sempre mais e�ciente. 3. De�nição de Indicadores de controle : para saber o desempenho das ações realizadas, devem ser implantados e de�nidos os indicadores que vão apontar essa situação. 4. Planos de ação : de�nição de atividades, métodos, responsáveis, custos e prazos das ações. 5. Estruturar e priorizar : aplicação do plano de ação segundo as capacidades e recursos da empresa e a importância das atividades. 6. Acompanhamento das ações e avaliações de resultados : controle das ações segundo os planos estabelecidos (pode ser pela elaboração de relatórios). 7. Envolvimento : deve acontecer em todas as partes da empresa, pois todo objetivo de uma empresa deve estar sincronizado suas atividades, principalmente quebrando paradigmas na forma de trabalhar. O controle de perdas é um tema que as empresas de saneamento estão interessadas em resolver, pois, mesmo podendo custear ou repassar essas perdas, a disponibilidade hídrica em muitos lugares faz indispensável a implantação de um Programa de Controle e Redução de Perdas. praticar V P ti 26/08/2024, 11:43 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=EAhzxRfIYVQBjitX2Pe39g%3d%3d&l=bkXuJa2vK6sBVcLvo4TziA%3d%3d&cd=7teqJ3AC… 28/33 praticar Vamos Praticar Uma empresa de saneamento básico com um signi�cativo Índice de Perdas (IP) deseja atacar o problema de perdas aparentes, para o qual deve de�nir uma ação em seu Programa de Controle e Redução de Perdas, aplicada em um prazo máximo de 5 anos. Qual poderia ser essa ação? a) Controlar os extravasamentos nos reservatórios. Feedback: alternativa incorreta , pois controlar os vazamentos e extravasamentos nos reservatórios de adução e/ou distribuição corresponde ao controle das perdas reais ou físicas, e não às perdas aparentes. Mesmo sendo uma ação efetiva para perdas, não resolve o problema das perdas aparentes. b) Controle dos vazamentos da adutora. c) Troca dos hidrômetros das residências. Feedback: alternativa correta , pois dentro das perdas comerciais ou aparentes estão contidos os erros de medição, seja por micro ou macromedição. Assim, a troca dos hidrômetros das residências corresponderiaa uma ação para diminuir esse tipo de perdas, pois hidrômetros velhos ou antigos podem estar estragados e apresentar problemas de medição. d) Diminuir o consumo da Estação de Tratamento de Água. Feedback: alternativa incorreta , pois o consumo da Estação de Tratamento de Água (ETA) para atividades como limpeza de �ltros e sedimentadores corresponde a consumo autorizado não faturado, como uso próprio. Não seria uma medida para diminuir perdas. e) Troca dos trechos antigos da rede de distribuição. Feedback: alternativa incorreta , pois controlar vazamentos nas redes de distribuição corresponde a controle das perdas reais ou físicas, e não às perdas aparentes. Mesmo sendo uma ação efetiva para perdas, não resolve o problema das perdas aparentes. 26/08/2024, 11:43 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=EAhzxRfIYVQBjitX2Pe39g%3d%3d&l=bkXuJa2vK6sBVcLvo4TziA%3d%3d&cd=7teqJ3AC… 29/33 indicações Material Complementar LIVRO Abastecimento de Água Editora : Departamento de engenharia hidráulica e sanitária da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo Milton Tomoyuki Tsutiya ISBN : 85-900823-6-9 Comentário : Essa leitura vai complementar seus estudos nos temas de dimensionamento de reservatórios e redes de distribuição. Para o caso dos reservatórios, são apresentados exemplos usando as equações propostas e os grá�cos para de�nir o volume útil. Para o caso de redes, mostra-se o dimensionamento para os diversos tipos de redes: rami�cada e malhada. 26/08/2024, 11:43 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=EAhzxRfIYVQBjitX2Pe39g%3d%3d&l=bkXuJa2vK6sBVcLvo4TziA%3d%3d&cd=7teqJ3AC… 30/33 WEB Estação de Tratamento de Água — Como Funciona? Ano : 2015 Comentário : Os sistemas de tratamento podem ter diferentes arranjos de suas unidades segundo o tipo de água bruta. O vídeo indicado mostra uma Estação de Tratamento de Água com os processos mais comuns. Consolide seus conhecimentos e veja com animações como funciona uma ETA. Para conhecer mais, acesse o vídeo a seguir. ACESSAR 26/08/2024, 11:43 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=EAhzxRfIYVQBjitX2Pe39g%3d%3d&l=bkXuJa2vK6sBVcLvo4TziA%3d%3d&cd=7teqJ3AC… 31/33 https://www.youtube.com/watch?v=YcLtPJBjdAc conclusão Conclusão Caro(a) aluno(a), ao longo desta unidade estudamos três processos importantes dos sistemas de abastecimento de água: (i) o transporte , realizado por adutoras e estações elevatórias, levando a água de pontos afastados até seus pontos de tratamento e reservação; (ii) o tratamento , realizado pela ETAs: por meio de processos e operações unitárias, acondiciona-se a água natural para consumo humano, sem prejuízos para a saúde; por último, (iii) a distribuição , que considera diferentes situações de funcionamento (como picos de consumo) para fornecer um serviço contínuo, com pressões e vazões dentro dos limites necessários para o bom funcionamento dos sistemas prediais. Ademais, complementamos nosso estudo com a análise de perdas nos sistemas de abastecimento, tema relevante para os pro�ssionais envolvidos com as empresas prestadoras de serviços de saneamento. referências Referências Bibliográ�cas ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 12.214 : Projeto de sistema de bombeamento de água para abastecimento público. Rio de Janeiro, 1992. ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 12.216 : Projeto de estação de tratamento de água para abastecimento público. Rio de Janeiro, 1992. ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 12.217 : Projeto de reservatório de distribuição de água para abastecimento público. Rio de Janeiro, 1994. 26/08/2024, 11:43 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=EAhzxRfIYVQBjitX2Pe39g%3d%3d&l=bkXuJa2vK6sBVcLvo4TziA%3d%3d&cd=7teqJ3AC… 32/33 ABNT. Associação Brasileira de Normas Técnicas. NBR 12.218 : Projeto de rede de distribuição de água para abastecimento público — Procedimento. Rio de Janeiro, 2017. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador. Análise de indicadores relacionados à água para consumo humano e doenças de veiculação hídrica no Brasil, ano 2013, utilizando a metodologia da matriz de indicadores da Organização Mundial da Saúde . Brasília: Ministério da Saúde, 2015. CASTRO, A. R. A. Revisão bibliográ�ca da origem das perdas de água e sua gestão de controle em redes de distribuição . Monogra�a (Licenciatura em Engenharia Civil) — Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Uberaba, 2019. FREITAS, M. B.; BRILHANTE, O. M.; ALMEIDA, L. M. Importância da análise de água para a saúde pública em duas regiões do Estado do Rio de Janeiro: enfoque para coliformes fecais, nitrato e alumínio. Cadernos de Saúde Pública , Rio de Janeiro, n. 17, v. 3, p. 651-660, 2001. HELLER, L.; PÁDUA, V. L. de. Abastecimento de água para consumo humano . 2. ed. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2010. p. 65-106. ORSINI, E. Q. Sistemas de abastecimento de água. Apostila de Disciplina PHD 412 — Saneamento II. Escola Politécnica da Universidade de São Paulo. Departamento de Engenharia Hidráulica e Sanitária. São Paulo, 1996. TRATA BRASIL. Saneamento e saúde . Perdas de água 2018 (SNIS 2016): desa�os para disponibilidade hídrico e avanço da e�ciência do saneamento básico. 2018. Disponível em: http://www.tratabrasil.org.br/images/estudos/itb/perdas-2018/estudo- completo.pdf . Acesso em: 16 abr. 2020. TSUTIYA, M. T. Abastecimento de água . 3. ed. São Paulo: Departamento de Engenharia Hidráulica e Sanitária da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, 2006. 643 p. 26/08/2024, 11:43 Ead.br https://student.ulife.com.br/ContentPlayer/Index?lc=EAhzxRfIYVQBjitX2Pe39g%3d%3d&l=bkXuJa2vK6sBVcLvo4TziA%3d%3d&cd=7teqJ3AC… 33/33 http://www.tratabrasil.org.br/images/estudos/itb/perdas-2018/estudo-completo.pdf http://www.tratabrasil.org.br/images/estudos/itb/perdas-2018/estudo-completo.pdf