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O Futuro das Energias Sustentáveis e os Desafios para a Engenharia Industrial ESTUDO DA INFLUÊNCIA DE ACOPLAMENTOS FLEXÍVEIS NO ALINHAMENTO DE EIXOS UTILIZANDO A MEDIÇÃO DA FORMA DE DEFLEXÃO OPERACIONAL (ODS) Josué Natan Silva (1) (josuenatan@ymail.com), Ana Cláudia Marques (1) (marques.anac@outlook.com), Eduardo Cadete Machado (2) (eduardo.cadete.machado@gmail.com), Vinícius Augusto Diniz Silva (3) (viniciusdsilva@ufsj.edu.br) (1) Univ. Federal de São João del-Rei (UFSJ) │ Grupo de Estudos e Pesquisas do Laboratório de Sistemas Dinâmicos (Gep_LASID) (2) Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) │ Programa de Pós-graduação em Engenharia da Energia (PPGEE) (3) Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ); Departamento de Engenharia Mecânica (DEMEC) RESUMO: Este estudo busca contribuir no entendimento da infuuncia de acoplamentos feexíeis no alinhamento de eieos atraíés da análise da Forma de Defeeão Operacionals comumente conhecida com Operatind Defection Shape (ODS).e Esta tem sido uma importante técnica utilizada pelos pesquisadores e profssionais de endenharia para estudar o comportamento de um equipamento ou sistema mecânico que se encontra em funcionamentoe Ela consiste em relacionar o moíimento dos pontos das malhas de um sistema a outro de referuncias dentro da mesma para a determinação do Grau de Liberdade (DOF).e O objetiío deste trabalho é mostrar atraíés da ODSs o comportamento do sistema dinâmico quando diferentes situações de alinhamento são empredadas atraíés do acoplamento feexíele Adicionalmentes o trabalho apresenta bancada de teste e os espectros de medições das Funções de Resposta em Frequuncia (FRF). comproíando os estados do sistemae Os resultados obtidos apresentaram boa coeruncia quando comparadoss possibilitando a criação de um banco de dados e suderir ações corretiías na estruturae PALAVRAS-CHAVE: Operatind Defection Shapes Alinhamentos Acoplamento Fleexíels Funções de Resposta em Frequunciae STUDY OF THE INFLUENCE OF FLEXIBLE COUPLINGS IN AXLE ALIGNMENT USING OPERATING DEFLECTION SHAPE (ODS) ABSTRACT: This study aims to contribute to the understandind of the infuence of feeibles in the studied aeis throudh Operational Defection Shape (ODS). analysise This is an important technique used for researchers and endineerind professionals to study the behaíior of one or seíeral systems that are in operatione ODS consists of relatind the moíement of the meshes points to reference system within it for the determination of the dedree of freedom (DOF).e The aim of this work is to show how the system behaíess howeíers diferent stades of the process are employed throudh feeible eeercisee Inn additions the paper presents a list of databases and the specifcations of the frequency response functions (FRF).s proíind the states of the O Futuro das Energias Sustentáveis e os Desafos para a Engenharia Industrial Anais do XVInInIn CONEMIn - Condresso Nacional de Endenharia Mecânica e Inndustrial DOI: 10.17648/conemi-2018-91266ISSN: 2446-9734 http://dx.doi.org/10.17648/conemi-2018-91266 systeme The results obtained were coherent when compareds allowind the creation of a database and suddestind correctiíe actions in the structuree KEYWORDS: Operatind Defection Shapes Alidnments Fleeible Couplinds Frequency Response Functionse O Futuro das Energias Sustentáveis e os Desafos para a Engenharia Industrial Anais do XVInInIn CONEMIn - Condresso Nacional de Endenharia Mecânica e Inndustrial| 2 DOI: 10.17648/conemi-2018-91266ISSN: 2446-9734 http://dx.doi.org/10.17648/conemi-2018-91266 1. INTRODUÇÃO O crescimento da competitividade e os novos desafos relacionados com o aumento da produtividade entre as indústrias têm exigido sistemas cada vez mais complexos e sofsticados, por isso, o sistema de monitoramento da condição das máquinas tem se tornado muito importante (SILVA et al., 2009). Conhecer as técnicas de monitoramento já existentes, aprimorá-las e até mesmo desenvolver novas tecnologias signifca uma manutenção de melhor qualidade e, consequentemente, com menos tempo de horas paradas na planta industrial (BRITO, 2002). Os acoplamentos são um dos mais importantes elementos destas máquinas. Eles são responsáveis por unir dois eixos, transmitindo torque e rotação; compensar desalinhamentos; absorver choques e vibrações; e atuar como fusível mecânico. Os acoplamentos mecânicos são os elementos com maior empregabilidade na transmissão de movimento rotativo e conjugado (RAMALHO et al., 2014). Se os acoplamentos forem projetados apropriadamente, eles podem diminuir a sensibilidade relativa ao desalinhamento que existe entre os componentes acoplados (TADEO, 2003). Ainda segundo Tadeo (2003), o alinhamento perfeito entre eixos é difícil de ser obtido devido a muitos fatores práticos, e ainda se obtido, é difícil de ser mantido durante o tempo de operação dos sistemas mecânicos. Por apresentar tolerância ao desalinhamento, suavização por torção nas transições mecânicas, entre outras vantagens, os acoplamentos elásticos se notabilizam em aplicações tipicamente industriais de tração e variação de velocidade (RAMALHO et ale, 2014). Em diversos tipos de indústria o acompanhamento e a análise de vibração tornaram-se um dos mais importantes métodos de predição (DIAS, 2009). No trabalho de Ramalho et ale(2014) os autores apontam como primeiro efeito da falha de acoplamentos a mudança no padrão de vibração sucedida por um aumento de ruído audível e uma redução signifcativa de desempenho. Ressaltam ainda que a análise espectral do sinal de vibração do equipamento monitorado é uma metodologia de particular interesse, por ser um método não invasivo e exercer pouca ou nenhuma infuência sobre o sistema monitorado. O Futuro das Energias Sustentáveis e os Desafos para a Engenharia Industrial Anais do XVInInIn CONEMIn - Condresso Nacional de Endenharia Mecânica e Inndustrial| 3 DOI: 10.17648/conemi-2018-91266ISSN: 2446-9734 http://dx.doi.org/10.17648/conemi-2018-91266 Para entender um problema de vibração estrutural é necessário identifcar a deformação da estrutura. Existem diversas técnicas com este fm. Pode-se excitar uma estrutura, medir a Função de Resposta de Frequência (FRF) em vários pontos e processar os dados medidos para obter parâmetros modais (frequência modal, amortecimento modal e modo de vibrar). Outra maneira, é através da medição da forma de defexão operacional. Segundo Scwarz e Richardson (1999), a análise da Forma de Defexão Operacional (do inglês Operatind Defection Shape - ODS) consiste em relacionar o movimento dos pontos das malhas de um sistema a outro ponto de referência dentro da mesma determinando o Grau de Liberdade (do inglês Dedrees Of Freedom - DOF) da estrutura. Com isto, a ODS tem a fnalidade de estudar o comportamento de um equipamento que se encontra em funcionamento ou qualquer outro corpo cuja excitação seja desconhecida. O objetivo deste trabalho foi o estudo da capacidade de um acoplamento fexível interferir em um sistema de transmissão de potência. As análises do grau de infuência foram realizadas através da medição da ODS. Para verifcação do alinhamento do sistema foi utilizado o Alinhador a laser Fixturlaser. Os sinais de vibração foram coletados através do Microlog GX-75, tecnologia SKF. Posteriormente analisados no software ME’scopeVES™. Ambas as tecnologias estão disponíveis no LASID (Laboratório de Sistemas Dinâmicos) onde os testes experimentais foram realizados. Verifcou-se o comportamento do sistema mecânico através da ODS quando inseridos diferentes graus de desalinhamentos. Foram verifcadas duas situações distintas, primeiramente com o sistema livre de infuências externas e posteriormente com a ação do freio mecânico TwiFlex da TecTor para simular umacarga externa. Através dessa pesquisa detectou-se a forma operacional da deformação da estrutura. Foi possível compreender o comportamento dinâmico da bancada de teste nas diversas situações analisadas e sugerir ações corretivas. Com este estudo serão benefciados os pesquisadores que trabalham com detecção de defeitos incipientes em equipamentos rotativos, profssionais da Área de Manutenção e alunos das disciplinas do curso de Engenharia Mecânica. O Futuro das Energias Sustentáveis e os Desafos para a Engenharia Industrial Anais do XVInInIn CONEMIn - Condresso Nacional de Endenharia Mecânica e Inndustrial| 4 DOI: 10.17648/conemi-2018-91266ISSN: 2446-9734 http://dx.doi.org/10.17648/conemi-2018-91266 2. MATERIAIS E MÉTODOS 2.1. ODS (Operating Defeetion Shape) Segundo Souza (2014), a Análise Modal Experimental (AME) é um conjunto de técnicas experimentais e modelos utilizados para identifcação de parâmetros modais em estruturas, máquinas e equipamentos. Ela segue uma ordem inversa à análise teórica. Recebe este nome quando os parâmetros modais são identifcados conhecendo-se a força de excitação e as técnicas empregadas. A determinação dos parâmetros modais utilizando somente os dados de resposta do sistema, onde as excitações originam-se, por exemplo, da própria operação da máquina ou equipamento, é chamada de Análise Modal Operacional (AMO) (SOUZA, 2014). A AMO segue a mesma ordem inversa da AME, inicia-se pelo Modelo Resposta, onde são medidos os sinais de vibração na estrutura, passa pelo Modelo Modal, onde são determinadas as propriedades modais tais como discretização dos graus de liberdade, e é fnalizada pelo Modelo Estrutural, onde é possível concluir a AMO observando os modos de vibração de interesse. A discretização deve ser feita de tal modo que o sistema possa ser observável, ou seja, dependendo do comprimento de onda analisado, a discretização deve ser mais refnada ou não, para que o número de informações medidas seja sufciente para gerar um modelo adequado da estrutura (GEVINSKI, 2014). A análise da ODS é feita a partir da relação de movimento entre um ponto de referência e outros pontos da malha com o objetivo de informar o quanto a estrutura está movimentando, qual ponto movimenta-se mais e em qual direção, e fnalmente, se podem ser aplicadas ações corretivas para reduzir os níveis de vibração e ruídos (SARTORI, 2014). Segundo Sartori (2014), a principal diferença entre a ODS e as formas modais é a presença de vibrações forçadas, pois a ODS apresenta ambos os tipos de vibração, enquanto as formas modais, AME e AMO, apresentam O Futuro das Energias Sustentáveis e os Desafos para a Engenharia Industrial Anais do XVInInIn CONEMIn - Condresso Nacional de Endenharia Mecânica e Inndustrial| 5 DOI: 10.17648/conemi-2018-91266ISSN: 2446-9734 http://dx.doi.org/10.17648/conemi-2018-91266 apenas a vibração ressonante. Dentre as vibrações forçadas, têm-se as geradas por forças internas, desbalanceamentos, cargas externas e excitação do ambiente. Para Brito (2016), o comportamento dinâmico de estruturas pode ser avaliado a partir dos parâmetros modais do sistema, sejam eles estimados através da análise modal numérica, experimental ou operacional. Entretanto, em algumas situações, apenas o conhecimento da forma de vibrar, em um determinado instante de tempo ou frequência, pode ser sufciente para o entendimento e a avaliação do comportamento dinâmico das máquinas, equipamentos ou estruturas. E para Gevinski (2014), as técnicas de ODS podem ser utilizadas. Medições de ODS podem ajudar a responder às perguntas relacionadas à vibração e em relação às diferenças esperadas no projeto em questão devido à variação de como se apresenta o sistema mecânico, conforme apresentado a seguir. Qual a magnitude de movimentação do sistema? Onde está se movendo mais? Qual o sentido deste movimento? O movimento é de um ponto relativo ao outro? O movimento se repete em situações diferentes? Quais são os modos de vibração dessa estrutura? Que ações corretivas podem reduzir essa vibração estrutural? 2.2. Bancada de Testes Os testes experimentais foram desenvolvidos em uma bancada de teste, Figura 1, disponível no Laboratório de Sistemas Dinâmicos (LASID), do Departamento de Engenharia Mecânica (DEMEC), da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). A bancada experimental é composta de um motor elétrico WEG monofásico de 1CV, 1750 RPM, 110/220V; um acoplamento fexível Samifex –i A0; um mancal de rolamento SNH 506 com rolamento 6206; O Futuro das Energias Sustentáveis e os Desafos para a Engenharia Industrial Anais do XVInInIn CONEMIn - Condresso Nacional de Endenharia Mecânica e Inndustrial| 6 DOI: 10.17648/conemi-2018-91266ISSN: 2446-9734 http://dx.doi.org/10.17648/conemi-2018-91266 um mancal SNH 507 com rolamento 6207; um mancal SNH 508 com rolamento 6208 e um freio mecânico TwiFlex da TecTor que simulou a carga no sistema. Figura 1. Bancada experimental. Fonte: Autor. Na realização dos testes o Alicate Amperímetro auxiliou na verifcação da carga aplicada mantendo-a constante. Através do equipamento Fixturlaser o sistema foi alinhado e posteriormente desalinhado em dois níveis diferentes. Para coletar os sinais de vibração foi utilizado o equipamento industrial Microlog GX-75. Os sinais foram coletados com dois acelerômetros SKF CMSS2200, com sensibilidade de 100 mV/g. O primeiro permaneceu na referência e o segundo coletou os dados em determinados pontos de acordo com o a direção de liberdade. Por fm, para fazer a análise detalhada do comportamento do sistema em cada situação, gerar a simulação da ODS e montar um banco de dados, foi utilizado o software ME`scopeVESTM. 3. METODOLOGIA A metodologia para a análise do sistema dinâmico consistiu na medição da ODS com o motor em funcionamento do sistema em diferentes condições de alinhamento e carga. Em seguida procederam-se as análises dos sinais coletados. Neste trabalho foram analisadas seis situações distintas como se observa a seguir: O Futuro das Energias Sustentáveis e os Desafos para a Engenharia Industrial Anais do XVInInIn CONEMIn - Condresso Nacional de Endenharia Mecânica e Inndustrial| 7 DOI: 10.17648/conemi-2018-91266ISSN: 2446-9734 http://dx.doi.org/10.17648/conemi-2018-91266 1. O sistema mecânico foi operado livre com o alinhamento estando dentro das recomendações do fabricante do acoplamento; 2. O sistema mecânico foi operado mantendo o alinhamento dentro das recomendações do fabricante do acoplamento e o freio mecânico foi acionado simulando uma carga externa; 3. Foi inserido um desalinhamento misto intermediário, resultado do desalinhamento paralelo quando inserido junto com o desalinhamento angular, através do acoplamento fexível no sistema mecânico acima das recomendações do fabricante e o sistema foi operado de forma livre; 4. O sistema foi operado com o desalinhamento misto intermediário através do acoplamento fexível e a ação do freio mecânico; 5. O desalinhamento foi aumentado para o limite permitido pelo acoplamento fexível e o sistema foi operado de forma livre; 6. Na última situação, com o mesmo desalinhamento limite inserido através do acoplamento o sistema foi operado com a ação do freio mecânico. A análise do sistema é feita pela medição da malha que é discretizada igualmente no sistema real e na estrutura desenvolvida no software para a análise, Figura 2. O Futuro das Energias Sustentáveis e os Desafos para a Engenharia Industrial Anais do XVInInIn CONEMIn - Condresso Nacional de Endenharia Mecânica e Inndustrial| 8 DOI: 10.17648/conemi-2018-91266ISSN: 2446-9734 http://dx.doi.org/10.17648/conemi-2018-91266 Figura 2. Estrutura desenvolvida no software. Fonte: Autor. Para a estruturaem questão optou-se por coletar 125 pontos em cada situação, Figuras 3 e 4, sendo cada um com uma direção de liberdade, X, Y ou Z. O Futuro das Energias Sustentáveis e os Desafos para a Engenharia Industrial Anais do XVInInIn CONEMIn - Condresso Nacional de Endenharia Mecânica e Inndustrial| 9 DOI: 10.17648/conemi-2018-91266ISSN: 2446-9734 http://dx.doi.org/10.17648/conemi-2018-91266 Figura 3. Vista panorâmica dos pontos coletados. Fonte: Autor. Figura 4. Vista superior dos pontos coletados. Fonte: Autor. 4. ANÁLISE DOS RESULTADOS 4.1. Comparação do sistema sem e com a carga Após cada coleta, os dados foram importados para a análise ODS do sistema. O foco das análises foi na faixa de frequência de 0 a 100 Hz, por contemplar a frequência de excitação promovida pelo movimento rotacional do motor e seu primeiro harmônico. Na Figura 5 pode-se observar o espectro da Função de Resposta em Frequência (FRF) de todos os pontos sobrepostos com a bancada estando na primeira situação. Observa-se uma magnitude de 1,55 mm/s na frequência de O Futuro das Energias Sustentáveis e os Desafos para a Engenharia Industrial Anais do XVInInIn CONEMIn - Condresso Nacional de Endenharia Mecânica e Inndustrial| 10 DOI: 10.17648/conemi-2018-91266ISSN: 2446-9734 http://dx.doi.org/10.17648/conemi-2018-91266 30 Hz, frequência de excitação promovida pelo motor. E uma maior magnitude próxima ao primeiro harmônico de 4,76 mm/s na frequência de 61,3 Hz. Figura 5. Espectro de Vibração Magnitude X Frequência com a bancada na primeira situação. Fonte: Autor. Na Figura 6 pode-se observar o espectro da FRF de todos os pontos sobrepostos com a bancada estando na segunda situação. Observa-se uma magnitude de 2 mm/s na frequência de 28,8Hz, frequência de excitação promovida pelo motor quando o freio é utilizado e uma maior magnitude de 4,98 mm/s na frequência de 60 Hz próximo ao primeiro harmônico. Em comparação com a Figura 5 é perceptível o aumento de picos devido à utilização da carga gerada pelo freio mecânico. O Futuro das Energias Sustentáveis e os Desafos para a Engenharia Industrial Anais do XVInInIn CONEMIn - Condresso Nacional de Endenharia Mecânica e Inndustrial| 11 DOI: 10.17648/conemi-2018-91266ISSN: 2446-9734 http://dx.doi.org/10.17648/conemi-2018-91266 Figura 6. Espectro de Vibração Magnitude X Frequência com a bancada na segunda situação. Fonte: Autor. Na Figura 7 tem-se o modelo computacional comparando o comportamento do sistema na primeira e na segunda condição. Observa-se que a magnitude de vibração no motor é maior quando não ocorre a utilização da carga e todo sistema permaneceu mais estável quando a carga é utilizada. Esta característica permite deduzir que o acoplamento fexível foi efciente ao transmitir o torque do motor para o eixo e contribuir para a redução do nível de vibração do motor quando o sistema trabalhou com a carga. O Futuro das Energias Sustentáveis e os Desafos para a Engenharia Industrial Anais do XVInInIn CONEMIn - Condresso Nacional de Endenharia Mecânica e Inndustrial| 12 DOI: 10.17648/conemi-2018-91266ISSN: 2446-9734 http://dx.doi.org/10.17648/conemi-2018-91266 Figura 7. Modelo computacional comparando a primeira e a segunda situação. Fonte: Autor. Na Figura 8 pode-se observar o espectro da FRF de todos os pontos sobrepostos com a bancada estando na terceira situação. Observa-se uma magnitude de 2,23 mm/s na frequência de 30Hz, frequência de excitação promovida pelo motor e uma maior magnitude próxima ao primeiro harmônico de 4,37 mm/s na frequência de 61,3 Hz. Em comparação com o espectro da primeira situação, onde a bancada estava alinhada dentro das recomendações do fabricante do acoplamento, houve um aumento de magnitude na frequência do motor e um decréscimo na magnitude do primeiro harmônico. Esta variação é esperada devido à mudança que o sistema sofreu quando foi aplicado o desalinhamento. O Futuro das Energias Sustentáveis e os Desafos para a Engenharia Industrial Anais do XVInInIn CONEMIn - Condresso Nacional de Endenharia Mecânica e Inndustrial| 13 DOI: 10.17648/conemi-2018-91266ISSN: 2446-9734 http://dx.doi.org/10.17648/conemi-2018-91266 Figura 8. Espectro de Vibração Magnitude X Frequência com a bancada na terceira situação. Fonte: Autor. Na Figura 9 pode-se observar o espectro da FRF de todos os pontos sobrepostos com a bancada estando na quarta situação. Observa-se uma magnitude de 1,75 mm/s na frequência de 28,8Hz, frequência de excitação promovida pelo motor quando o freio é utilizado e uma maior magnitude de 6,22 mm/s na frequência de 60 Hz, próximo ao primeiro harmônico. Em comparação com a Figura 8, nota-se que a magnitude do primeiro harmônico sofreu uma maior variação do que quando a bancada estava alinhada. Este efeito sugere que a utilização da carga com a bancada desalinhada acentua ainda mais o nível de vibração do sistema. O Futuro das Energias Sustentáveis e os Desafos para a Engenharia Industrial Anais do XVInInIn CONEMIn - Condresso Nacional de Endenharia Mecânica e Inndustrial| 14 DOI: 10.17648/conemi-2018-91266ISSN: 2446-9734 http://dx.doi.org/10.17648/conemi-2018-91266 Figura 9. Espectro de Vibração Magnitude X Frequência com a bancada na terceira situação. Fonte: Autor. Na Figura 10 tem-se o modelo computacional comparando o comportamento do sistema na terceira e na quarta condição. Observa-se que a magnitude de vibração no motor continua sendo maior quando não ocorre a utilização da carga, entretanto com a ação do freio mecânico e a aplicação do primeiro desalinhamento o nível de vibração no mancal mais distante do motor aumentou. Semelhante à comparação anterior, o acoplamento continuou transmitindo de forma satisfatória o torque, entretanto, a diferença de vibração entre a bancada com a carga e sem a carga diminuiu. Isto sugere a redução da efciência do acoplamento de absorver vibrações devido ao desalinhamento. Figura 10. Modelo computacional comparando a terceira e a quarta situação. Fonte: Autor. O espectro da FRF de todos os pontos sobrepostos com a bancada estando na quinta situação pode ser observado na Figura 11. Nesta situação uma magnitude de 2,85 mm/s foi alcançada na frequência de 30 Hz, frequência de excitação promovida pelo motor e uma maior magnitude próxima ao O Futuro das Energias Sustentáveis e os Desafos para a Engenharia Industrial Anais do XVInInIn CONEMIn - Condresso Nacional de Endenharia Mecânica e Inndustrial| 15 DOI: 10.17648/conemi-2018-91266ISSN: 2446-9734 http://dx.doi.org/10.17648/conemi-2018-91266 primeiro harmônico de 5,6 mm/s na frequência de 61,3 Hz. Em comparação com os espectros das situações anteriores, houve um aumento de magnitude na frequência provocada pelo motor e surgiram outros picos em determinadas frequências. Esta característica comprova a inserção do desalinhamento conforme esperado validando a ODS. Figura 11. Espectro de Vibração Magnitude X Frequência com a bancada na quinta situação. Fonte: Autor. Na Figura 12 pode-se observar o espectro da FRF de todos os pontos sobrepostos com a bancada estando na sexta e última situação analisada. Observa-se uma magnitude de 1,75 mm/s na frequência de 28,8 Hz, frequência de excitação promovida pelo motor quando o freio é utilizado e uma maior magnitude de 7,39 mm/s na frequência de 58,8 Hz próximo ao primeiro harmônico. Em comparação com as situações anteriores, nota-se que a magnitude do primeiro harmônico continuou aumentando à medida que o desalinhamento no sistema foi aumentado. O Futuro das Energias Sustentáveis e os Desafos para a Engenharia Industrial Anais do XVInInIn CONEMIn - Condresso Nacional de Endenharia Mecânica e Inndustrial| 16 DOI: 10.17648/conemi-2018-91266ISSN: 2446-9734 http://dx.doi.org/10.17648/conemi-2018-91266 Figura 12.Espectro de Vibração Magnitude X Frequência com a bancada na quinta situação. Fonte: Autor. O modelo computacional comparando o comportamento do sistema na quinta e na sexta condição pode ser observado na Figura 13. Neste grau de desalinhamento o motor sofreu uma maior vibração com a ação da carga, entretanto, as duas situações apresentaram movimentos periódicos que podem comprometer a bancada. O acoplamento já não consegue mais ajudar a absorver as vibrações no sistema com a carga conforme nas situações anteriores. Esta característica é esperada devido ao nível de desalinhamento estar muito acima das recomendações do fabricante. O Futuro das Energias Sustentáveis e os Desafos para a Engenharia Industrial Anais do XVInInIn CONEMIn - Condresso Nacional de Endenharia Mecânica e Inndustrial| 17 DOI: 10.17648/conemi-2018-91266ISSN: 2446-9734 http://dx.doi.org/10.17648/conemi-2018-91266 Figura 13. Modelo computacional comparando a terceira e a quarta situação. Fonte: Autor. 4.2. Comparação do sistema em diferentes alinhamentos Comparando as três situações em que a bancada foi utilizada sem a ação da carga, Figura 14, verifca-se que a diferença do nível de vibração do motor para os outros componentes do sistema decresceu à medida que o desalinhamento foi inserido. Todavia, o nível de vibração geral aumentou, criando movimentos mais comprometedores. Na situação em que o desalinhamento máximo foi empregado, o eixo apresenta uma maior defexão e o acoplamento exigiu um maior torque do motor, justifcando o fato do nível de vibração no motor ter se mantido mais semelhante ao restante da bancada. O Futuro das Energias Sustentáveis e os Desafos para a Engenharia Industrial Anais do XVInInIn CONEMIn - Condresso Nacional de Endenharia Mecânica e Inndustrial| 18 DOI: 10.17648/conemi-2018-91266ISSN: 2446-9734 http://dx.doi.org/10.17648/conemi-2018-91266 Figura 14. Modelo computacional comparando as três situações sem a carga. Fonte: Autor. A fgura 15 apresenta a comparação entre as três situações em que a bancada foi utilizada com a ação do freio mecânico. O nível de vibração no motor aumentou à medida que o desalinhamento foi aumentado conforme era esperado. Tal característica permite deduzir que o acoplamento diminuiu sua capacidade de transmissão do torque do motor para o restante do sistema. O Futuro das Energias Sustentáveis e os Desafos para a Engenharia Industrial Anais do XVInInIn CONEMIn - Condresso Nacional de Endenharia Mecânica e Inndustrial| 19 DOI: 10.17648/conemi-2018-91266ISSN: 2446-9734 http://dx.doi.org/10.17648/conemi-2018-91266 Figura 15. Modelo computacional comparando as três situações com a carga. Fonte: Autor. 5. CONCLUSÃO Os objetivos deste estudo foram alcançados de forma satisfatória, visto que através das simulações geradas pelas Análises das Formas de Defexão Operacional nas diferentes situações que a bancada foi submetida, foi possível verifcar a infuência dos desalinhamentos entre os eixos, através do acoplamento mecânico fexível. Através dos resultados encontrados foi possível verifcar o comportamento da bancada e montar um banco de dados que auxiliará a O Futuro das Energias Sustentáveis e os Desafos para a Engenharia Industrial Anais do XVInInIn CONEMIn - Condresso Nacional de Endenharia Mecânica e Inndustrial| 20 DOI: 10.17648/conemi-2018-91266ISSN: 2446-9734 http://dx.doi.org/10.17648/conemi-2018-91266 melhoria de estruturas semelhantes em laboratórios e empresas. De uma forma particular, recomenda-se analisar a forma que se encontra o eixo e o mancal intermediário, devido à movimentação horizontal que o sistema sofreu além da elevada magnitude de vibração nos pontos localizados no mancal respectivamente. Suspeita-se de empenamento do eixo e má fechamento do mancal. Ao longo deste trabalho o discente do curso de Engenharia Mecânica teve a possibilidade de trabalhar com o Alinhamento de Eixos, a ODS e a Análise de Vibração, técnicas de grande utilização pelos profssionais de manutenção para solucionar problemas nas grandes empresas que geram altos custos se não forem corrigidos. Para trabalho futuro pretende-se aplicar as ações corretivas e comparar os resultados. 6. AGRADECIMENTOS Os autores agradecem em especial aos coordenadores, membros e colaboradores do Grupo de Estudos e Pesquisas do Laboratório de Sistemas Dinâmicos da Universidade Federal de São João del-Rei que com tempo e disposição foram fundamentais para a execução deste trabalho. 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALBURQUERQUE, M. V., Efciência da Adição de Condicionador de Metais à Graxa Para Lubrifcação de Rolamentos: Análise Através de Técnicas Preditivas, Trabalho de Conclusão de Curso, Departamento do Curso de Engenharia Mecânica, Universidade Federal de São João del-Rei, São João del-Rei, MG, Brasil, 2013. BRITO, J. 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