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RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO Nome: Débora Dallorto Alves da Silva - RU: 1335061 Local de Estágio: Prefeitura Municipal de Sorocaba Supervisor de Campo: Rita de Cássia Farias da Silva - CRESS: 43389/9º Supervisor Acadêmico: Dayana Cristina Alves - CRESS: 36359/9º 1. APRESENTAÇÃO O estágio supervisionado realizado na Prefeitura Municipal de Sorocaba, no Centro de Referência e Assistência Social (CRAS) Ana Paula Eleutério, ocorreu de abril a maio de 2021, no CRAS João Romão em março de 2022, e no CRAS Vitória Régia, no período compreendido entre julho e dezembro de 2021; e em setembro e outubro de 2022. Nesses espaços sócio-ocupacionais, foram realizadas atividades de acompanhamento nos acolhimentos, confecção de relatórios, visitas técnicas, visitas domiciliares, participação de palestras, rodas de conversa, confecção de projeto, reuniões de equipe multidisciplinar, dentre outras atividades. O CRAS Ana Paula Eleutério foi inaugurado em 2006 e reinaugurado em 2015, na cidade de Sorocaba. É um equipamento previsto na PNAS, responsável pela oferta de programas, projetos e benefícios socioassistenciais à população em situação de vulnerabilidade e também responsável pela gestão territorial da rede socioassistencial. O CRAS Vitória Régia, também localizado em Sorocaba, foi inaugurado em 26 de março de 2018, e também é responsável pela gestão territorial da rede socioassistencial. O CRAS João Romão, localizado na zona leste de Sorocaba, foi inaugurado em 08 de março de 2017, promovendo e encaminhando a atenção primária em assistência social dos munícipes em sua área de localização. O CRAS é a porta de entrada dos usuários da rede de atenção social básica do SUAS , com caráter preventivo, protetivo e proativo. O propósito principal é promover o acompanhamento socioassistencial de famílias em determinados territórios, evitando que elas venham a ter seus direitos violados. 1.1 - Os objetivos principais das Instituições : a) Ofertar os serviços socioassistenciais de proteção básica para famílias em situação de vulnerabilidade social; b) Propiciar o acesso a serviços, programas e recursos disponíveis na comunidade e no município na garantia dos seus direitos; c) Promover espaços grupais de reflexão, acolhimento, discussão e orientação, contribuindo para o exercício da cidadania, autonomia e protagonismo; d) Realizar acompanhamento familiar: em grupos de convivência, reflexão e serviço socioeducativo para famílias ou seus representantes, em especial os beneficiários do PBF e BPC; e) Realizar gestão de proteção básica no território de abrangência do CRAS, através de articulação da rede socioassistencial. Produzir e divulgar informações sobre os órgãos de defesa de direitos e demais serviços públicos, de âmbito local. 1.2 – De que forma se organizavam: O CRAS Ana Paula Eleutério possui 09 funcionários em regime de contratação mista (estatutário, via concurso público e CLT) nos níveis fundamental, médio e superior. No CRAS Vitória Régia, são 08 funcionários no total, em regime de contratação mista (estatutário, via concurso público e CLT) nos níveis fundamental, médio e superior. No CRAS João Romão, o número de funcionários chega a 07, em regime de contratação mista (estatutário, via concurso público e CLT) nos níveis fundamental, médio e superior. Os recursos financeiros para essas instituições, têm origem na parceria /convênio realizados entre Prefeitura de Sorocaba, Estado de São Paulo e Governo Federal. Há ainda a cooperação esporádica de OSC e instituições religiosas, fazendo parte da rede socioassistencial. 1.3 – Que atividades e projetos estavam relacionados ao CRAS Ana Paula Eleutério, Vitória Régia e João Romão: No cotidiano profissional, o setor de serviço social , promove respostas institucionais às demandas , com ofertas de serviços socioassistenciais de proteção básica para famílias em situação de vulnerabilidade social; propicia o acesso a serviços, programas e recursos disponíveis na comunidade e no município na garantia dos seus direitos; realiza acompanhamento familiar: em grupos de convivência, reflexão e serviço socioeducativo para famílias ou seus representantes, em especial os beneficiários do PBF e BPC; realiza gestão de proteção básica no território de abrangência do CRAS , através da articulação da rede socioassistencial ; Produzir e divulgar informações sobre os órgãos de defesa de direitos e demais serviços público, de âmbito local; orientações sobre o Cadastro Único; realização de encaminhamento para acesso a documentação civil, definição de fluxos, instituição de rotina de atendimento e acolhimento dos usuários; alimentação de sistema de informação e registro das ações desenvolvidas; avaliação e supervisão direta de estagiários de Serviço Social. 1.4 – De que recursos humanos e materiais dispunha o setor: As ações, os serviços e os programas executados no âmbito do SUAS são cofinanciados na modalidade fundo a fundo , ou seja, são realizadas transferências de recursos pelo FNAS , aos fundos Estaduais, municipais e do Distrito Federal, ou pelo Fundo Estadual de Assistência aos Fundos Municipais com normativas que regulam e orientam sua utilização. Há, ainda a Lei Orgânica da Assistência Social, Lei nº 8.742/1993, art. 30 , § único, a necessidade de comprovação orçamentária dos recursos próprios destinados à Assistência social, alocados em seus respectivos Fundos de Assistência Social. Outra possibilidade de apoio financeiro, são as transferências voluntárias de recursos como emenda parlamentar, ou programação orçamentária própria, também transferidas na modalidade fundo a fundo. 1.5 – Análise crítica: O estágio no CRAS Ana Paula Eleutério se deu no período de calamidade pública, em abril de 2021, devido à Pandemia de Covid-19, fato que alterou a rotina da unidade, houve atividades de grupos suspensos, suspensão de atendimento presencial, devido ao Decreto Estadual. Diante de um cenário devastador de pandemia, a classe trabalhadora perdeu sua renda, contribuindo assim, para um verdadeiro desmonte na Assistência Social Brasileira. A fome, a miséria, o desemprego, a pauperização, cada vez mais tomou conta do nosso cenário social. A vivência como aluna estagiária do curso de serviço social, permitiu-me uma nova forma de olhar os diversos fatos e fenômenos sociais, que demandam novas qualificações, habilidades e competências. Que, nem sempre são vividas e apreendidas no sistema educacional. o campo de estágio no CRAS Ana Paula Eleutério, é sem dúvida , um espaço de muitos aprendizados para o aluno , pois refletem bem o cotidiano vivido por muitas famílias atingidas pela pobreza e pela miséria , frutos de um sistema capitalista. No decorrer da prática de estágio, no CRAS Vitória Régia e também no CRAS João Romão, ocorreram diversos questionamentos sobre a atual modificação do INSS, ou seja, a extinção do atendimento presencial, os serviços prestados com acesso exclusivamente por meio eletrônico/digital/telefônico para serviços previdenciários , como também o agendamento para a concessão do Benefício da Prestação Continuada. Foi nesse período, que desenvolvi interesse e habilidades durante na prática de estágio, acerca do tema para o Pré-Projeto sob o tema do Benefício da Prestação Continuada(BPC). A alta demanda de pedidos de informação sobre o benefício, aumentou bastante durante a pandemia, contribuindo de maneira crítica, reflexiva e propositiva na minha formação profissional e acadêmica. Abordar a temática do BPC no Serviço Social, foi de suma relevância a fim de desenvolver ações que garantam às pessoas que não tem meios de sustento, fornecendo-lhes condições dignas de vida e de cidadania. Da mesma forma, interagi com a população, orientando quanto ao acesso aos benefícios e registros de solicitação de cestas básicas. Elaborei posteriormente, o Projeto de Intervenção sob a temática do BPC, em virtude da vivência e reflexão da prática do estágio na política de Assistência Social no CRAS, a partir de atendimentos realizados pelaassistente social, observação na recepção, na maioria das vezes om requerimento para acesso ao BPC. A Roda de Conversa, foi um instrumento pedagógico que utilizei, que promoveu a troca de informações e experiências de vida, com a disponibilização de material impresso, dentre outros usuários ao BPC. Com isso, as famílias puderam refletir sobre a sua realidade, conhecendo os serviços e recursos do território, com ações em direção à cidadania, informação, à educação popular e a participação popular. Foi gratificante! Com a pandemia de covid-19, o número de pedidos de cestas básicas, aumentou bastante. Tive a experiência de efetuar o procedimento de registro das ações e compreender a importância dos dados nas políticas públicas. Pude relacionar as expressões da questão social com o campo de estágio, vivenciando o contato com a realidade social, vulnerabilidades e as demandas da população usuária do CRAS, bem como a prática do assistente social e uso dos instrumentais técnicos. São desafios que terei de enfrentar futuramente! 2 - CARACTERÍSTICAS GERAIS DA INSTIUIÇÃO A experiência do estágio desde o início, levou-me à aproximação da Realidade , com reflexões sobre a profissão nos diversos espaços sócio-ocupacionais e os usuários dos serviços. Contextualizar as atribuições institucionais e do serviço social, analisando toda a sua estrutura, e conjuntura, levaram-me á uma análise mais profunda em relação às políticas públicas e sociais atualmente. A população alvo do serviço social são as famílias em situação de maior risco social e alta taxa de vulnerabilidade tais como: desemprego, ausência de renda. Acesso precário ou nulo aos serviços públicos ou fragilização de vínculos afetivos, gravidez na adolescência, presença de uso e abuso de álcool e outras drogas, baixa escolaridade, falta de acesso aos serviços, descumprimento das condicionalidades do Bolsa Família(atualmente Auxilio Brasil), famílias participantes de programas de transferência de renda, e benefícios assistenciais(BPC) e pessoas com deficiência e/ou pessoa idosa que vivenciam situações de fragilidade, entre outros. É nesse cenário, da atualidade, que o serviço social constitui uma profissão que atua na viabilização dos direitos da população por meio das políticas sociais; reconheci como sendo esse papel do assistente social, o seu objetivo principal, que deverá nortear as práticas desde a formação, passando pelo campo de estágio, até o estabelecimento profissional. Consegui compreender, observar e pautar várias dificuldades, como por exemplo, daqueles usuários candidatos/ elegíveis ao BPC, não só pela idade ou pela deficiência, como também das políticas públicas disponíveis no território e gestão municipal, além da demanda apresentada no primeiro momento. A relevância dos atendimentos deve estar sempre obedecendo aos critérios das leis, atos normativos e referencial teórico. As atividades de estágio Supervisionado, devem sempre observar o Código de Ética de 1993, bem como ter como diretrizes, a Lei de Regulamentação da Profissão – Lei nº 8662/93. As diferentes expressões da questão social, são fruto da desigualdade e de exploração do sistema capitalista de produção. A prática de estágio, me proporcionou a construir uma identidade profissional , um posicionamento reflexivo e crítico pautado nos conhecimentos teóricos que embasam a profissão. A demanda atual é por um trabalhador crítico, propositivo, criativo, atualizado e dotado de sensibilidade para a escuta e o trabalho com o outro. 3 -O SERVIÇO SOCIAL COMO ESPAÇO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL Todo o aprendizado teórico-prático do trabalho do profissional do serviço social, contribuiu em muito para o meu aprendizado, levando-me a ter um olhar crítico sobre a realidade em que se insere toda a prática profissional do assistente social. O Projeto Interventivo permite essa rica aprendizagem, habilitando o assistente social para a construção, implantação, monitoramento e avaliação. A realidade e as necessidades dos usuários dos serviços dos CRAs, requereram planejamento e intervenção. O assistente social aqui, conhece a realidade e planeja ações interventivas com criatividade, competência e compromisso. Desde o Ciclo 01 do estágio supervisionado até o Ciclo 06, vivenciei demandas em um grande número de: PETI(Programa de Erradicação do Trabalho Infantil); regulamentação de documentação civil; solicitação de vale-transporte ; cesta básica; orientações previdenciárias, Benefício da Prestação Continuada; promoção de espaços grupais de reflexão ; acolhimento; acompanhamento familiar em grupos de convivência , reflexão e serviços socioeducativo para famílias ou seus representantes , dentre outros. Conheci também durante a prática de estágio supervisionado: a) PROGRAMAS: Programas Renda Cidadã, Ação Jovem, Bolsa Família, Lei de Gêmeos, BPC na Escola; Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI), SUAS no Mundo do Trabalho e Programa Viva Leite. b) OS BENEFÍCIOS : Auxílio Funeral Tributos; Transporte Especial , Auxílio Moradia, Passe Livre, Vale Transporte, BPC (deficiente e idoso), Cartão-alimentação. c) ATIVIDADES DA GESTÃO DE TERRITÓRIO: Busca Ativa, Articulação da Rede socioassistencial e setorial. d) SERVIÇO DE CONVIVÊNCIA E FORTALECIMENTO DE VÍNCULOS (SCFV): Os grupos têm como foco a oferta de atividades de convivência e socialização constituídas como alternativas emancipatórias para o enfrentamento às vulnerabilidades das famílias e indivíduos. e) ACOMPANHAMENTO PAIF: Todas as ações , inclusive: Elaboração do Plano de Acompanhamento Familiar, Monitoramento e mediações periódicas, Avaliação e desligamento; Planejamento, Elaboração, Execução e Avaliação de grupos e/ou oficinas com famílias caráter continuado; Elaboração de atendimentos técnicos da unidade. f) ATIVIDADES DE PLANEJAMENTO: Discussão de casos com a equipe, reunião de equipe técnica, reuniões entre a equipe e coordenação do CRAS, reunião de compartilhamento de casos entre CRAS e CREAS, reunião com equipe de outros CRAS, reunião de coordenadores dos CRAS e chefias da Proteção Básica. g) TRABALHO SOCIAL COM FAMÍLIAS: Atendimento técnico ou interdisciplinar individual ou coletivo; orientação e encaminhamentos a rede de serviços, políticas setoriais, participação de atividades coletivas de caráter Não continuado; encaminhamento para obtenção de Benefícios Eventuais; encaminhamento interno, visitas domiciliares; inclusão em ações de capacitação profissional; registro no SAFI; atendimento individual /familiar; registro no Prontuário Eletrônico dos atendimentos técnicos da unidade. Na atualidade, o Serviço Social, constitui uma profissão que atua na viabilização dos direitos da população por meio das políticas sociais; viabilização dos direitos da população por meio das políticas sociais; reconhecer esse papel como o objetivo principal da profissão, deve nortear as práticas desde a formação, passando pelo estágio, até o estabelecimento profissional. A demanda atual é por um trabalhador crítico, atualizado, propositivo e dotado de sensibilidade para a escuta e o trabalho com o outro. Mesmo diante de um cenário pandêmico, consegui superar as dificuldades que atravessaram o meu dia a dia, com o apoio dos supervisores de campo e da supervisora acadêmica, que me prestaram todo o apoio que precisei nos momentos mais difíceis da minha jornada enquanto estagiária do curso de serviço social. Sim, tenho só agradecimentos hoje! 4 - O PROCESSO DE SUPERVISÃO O processo de supervisão de Campo, aconteceu conforme estabelece a resolução CFESS nº 533/2008, que regulamenta o estágio supervisionado em Serviço Social, ocorreu de maneira direta, e individual pelo Supervisor de Campo, com o propósito de desenvolver habilidades, potencialidades e conhecimentos específicos ao trabalho profissional e a totalidade da profissão. A atividade de supervisão direta do estágio em Serviço Social constitui momento ímpar no processo ensino-aprendizagem, pois se configura como elemento síntese na relação teoria-prática, na articulaçãoentre pesquisa e intervenção profissional e que se consubstancia como exercício teórico-prático, mediante a inserção do aluno nos diferentes espaços ocupacionais das esferas públicas e privadas, com vistas à formação profissional, conhecimento da realidade institucional, problematização teórico-metodológica (CFESS, Res. 533/2008, p.2). A efetivação do compromisso da construção de um projeto profissional, vinculado ao processo de formação profissional e assegurado pela regulamentação normativa de estágio supervisionado em Serviço Social, é via de qualificação para futuros profissionais, que hoje, são caracterizados como estagiário/as. Sobre os/as supervisores/as de campo, percebi que o acúmulo e excesso de trabalho, por vezes, consome o tempo laborativo, com um imenso esforço para oferecer a supervisão ao/à estagiário/a. Quero aqui deixar registrado a minha consideração e o meu apreço, a todos aqueles que dispensaram o seu tempo na supervisão acadêmica aos alunos estagiários, em especial às minhas supervisoras Rita de Cássia e Dayana Cristina, por tanto empenho e dedicação no decorrer de todo o meu estágio. Assim, publicizar a peculiaridade do estágio supervisionado em Serviço Social, é necessária para que a instituição possa compreender a importância desta atividade. Mesmo com tantos desafios propostos, fui acompanhada e estimulada a conhecer as atividades desenvolvidas nos CRAs, sempre pautadas na ética, valores e principalmente no Projeto Político-pedagógico do Curso de Serviço Social. A Supervisão acadêmica aconteceu nos encontros presenciais no Polo de Apoio em Sorocaba, totalizando 20 horas para fins de carga horária de estágio, bem como em vídeo chamadas/WhatsApp (durante a pandemia), visando o acompanhamento e avaliação do aluno estagiário, o que contribuiu muito no meu processo de aprendizagem, somadas às 70 horas realizadas, nos CRAS, totalizando assim, 90 horas de estágio por cada ciclo apresentado ao aluno. Agradeço as minhas supervisoras de campo e a minha supervisora acadêmica, pelo apoio e dedicação! 5 - AVALIAÇÃO DO ESTÁGIO No meu dia a dia como estagiária do curso de serviço social, o conhecimento só foi aumentando gradativamente, pois vivenciei diversos fatos e fenômenos sociais, que demandam novas qualificações, habilidades e competências, que nem sempre são vividas e apreendidas em nosso cenário social. As fragilidades e limitações encontradas no início do estágio, por vezes, foram, ora a falta de recursos, ora a pandemia que limitou diversos serviços e atendimentos aos cidadãos que, já estavam tão prejudicados, e, que, buscavam nas horas mais difíceis, a resolução de seus problemas/demandas. Parabéns a todos os funcionários dos CRASs, pela tamanha dedicação! A prática do assistente social, a meu ver, tem se deparado com muitos desafios decorrentes da política neoliberal, do capitalismo, da omissão ou falta de responsabilidade do Estado no que diz respeito a efetivação de implantação de Políticas Públicas. O aumento da pobreza, da miséria, prostituição, drogas, vulnerabilidade social, dentre outros, aparecem no nosso cenário cotidiano , todos os dias. Tal cenário reflete diretamente na prática desenvolvida pelos assistentes sociais, bem como seus desafios na formação profissional de atender as demandas da política macrossocietária, onde se mediam as relações e atenuam-se conflitos e, acima de tudo, procura-se assegurar à sua prática, o compromisso incessante da busca pela garantia dos direitos dos usuários. As transformações ao entendimento e a percepção da realidade vivenciada no campo de estágio, ocorreram paralelamente, com a formação teórica, ética, política, diante das expressões das questões sociais. A importância de ações pautadas em aprofundamento do conhecimento da realidade, junto com a intervenção, deve ter sempre como base o Projeto ético-político da profissão. Assim, a intervenção profissional do assistente social: Responde tanto a demandas do capital como do trabalho e só pode fortalecer um ou outro polo pela mediação de seu oposto. Participa tanto dos mecanismos de dominação e exploração como, ao mesmo tempo e pela mesma atividade, dá resposta às necessidades de sobrevivência da classe trabalhadora e da reprodução do antagonismo nesses interesses sociais, reforçando as contradições que constituem o móvel básico da história (IAMAMOTO; CARVALHO, 2006, p. 75). REFLEXÃO: A missão do profissional Assistente Social é, eliminar todas as formas de preconceitos, estruturas e mecanismos de pressão, que colocam o cidadão em um patamar abaixo de seus direitos enquanto ser humano e comprometer -se com a efetivação e garantia de direitos sociais. A evolução, ao longo da minha aprendizagem, percorreu caminhos com dificuldades e limites, porém com resultados satisfatórios! Obrigada a todos! Sorocaba, 16 de novembro de 2022. ___________________________________________________ Assinatura do Estagiário[footnoteRef:1] [1: No relatório final apenas o aluno estagiário assina o documento.] image1.png RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO Nome: Dé bora Dallorto Alves da Silva - RU: 1335061 Local de Estágio: Prefeitura Municipal de Sorocaba Supervisor de Campo: Rita de Cássia Farias da Silva - CRESS: 43389 /9º Supervisor Acadêmico: Dayana Cristina Alves - CRESS: 36359/9º 1. APRESENTAÇÃO O estágio supervisionado realizado na Prefeitura Municipal de Sorocaba, no Centro de Referência e Assistência Social ( CRAS ) Ana Paula Eleutério , ocorreu de abril a maio de 2021 , no CRAS Jo ão Romão em março de 2022, e no CRAS Vitória Régi a, no período compreendido entre julho e dezembro de 2021 ; e em setembro e outubro de 2022. Nesse s espaço s sócio - ocupaciona is , foram realizadas atividades de acompanhamento nos acolhimentos, confecção de relatórios, visitas técnicas, visitas domiciliares, participação de palestras, rodas de conversa , confecção de projeto, reuniões de equipe multidisciplinar, dentre outras atividades. O CRAS Ana Paula Eleutério foi inaugurado em 2006 e reinaugurado em 2015, na cidade de Sorocaba. É um equipamento previsto na PN AS, responsável pela oferta de programas, projetos e benefícios socioassistenciais à população em situação de vulnerabilidade e também responsável pela gestão territorial da rede socioassistencial. O CRAS Vitória Régia, também localizado em Sorocaba, foi inaugurado em 26 de março de 2018, e também é responsável pela gestão territorial da rede socioassistencial. O CRAS João Romão, localizado na zona leste de Soro caba, foi inaugurado em 08 de m arço de 2017, promove ndo e encaminha ndo a atenção primária em assistência social dos munícipes em sua área de localização. O CRAS é a porta de entrada dos usuários da rede de atenção social básica do SUAS , com caráter preventivo, protetivo e proativo. O propósito principal é promover o acom panhamento socioassistencial de famílias em determinados territórios , evitando que elas venham a ter seus direitos violados. 1.1 - Os objetivos principais da s Instituiç õ es : RELATÓRIO FINAL DE ESTÁGIO Nome: Débora Dallorto Alves da Silva - RU: 1335061 Local de Estágio: Prefeitura Municipal de Sorocaba Supervisor de Campo: Rita de Cássia Farias da Silva - CRESS: 43389/9º Supervisor Acadêmico: Dayana Cristina Alves - CRESS: 36359/9º 1. APRESENTAÇÃO O estágio supervisionado realizado na Prefeitura Municipal de Sorocaba, no Centro de Referência e Assistência Social (CRAS) Ana Paula Eleutério, ocorreude abril a maio de 2021, no CRAS João Romão em março de 2022, e no CRAS Vitória Régia, no período compreendido entre julho e dezembro de 2021; e em setembro e outubro de 2022. Nesses espaços sócio-ocupacionais, foram realizadas atividades de acompanhamento nos acolhimentos, confecção de relatórios, visitas técnicas, visitas domiciliares, participação de palestras, rodas de conversa, confecção de projeto, reuniões de equipe multidisciplinar, dentre outras atividades. O CRAS Ana Paula Eleutério foi inaugurado em 2006 e reinaugurado em 2015, na cidade de Sorocaba. É um equipamento previsto na PNAS, responsável pela oferta de programas, projetos e benefícios socioassistenciais à população em situação de vulnerabilidade e também responsável pela gestão territorial da rede socioassistencial. O CRAS Vitória Régia, também localizado em Sorocaba, foi inaugurado em 26 de março de 2018, e também é responsável pela gestão territorial da rede socioassistencial. O CRAS João Romão, localizado na zona leste de Sorocaba, foi inaugurado em 08 de março de 2017, promovendo e encaminhando a atenção primária em assistência social dos munícipes em sua área de localização. O CRAS é a porta de entrada dos usuários da rede de atenção social básica do SUAS , com caráter preventivo, protetivo e proativo. O propósito principal é promover o acompanhamento socioassistencial de famílias em determinados territórios, evitando que elas venham a ter seus direitos violados. 1.1 - Os objetivos principais das Instituições :