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01/11/2023, 04:34 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos. https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 1/11 CONCEITO DE LIBERDADE PARA A ANÁLISE DO COMPORTAMENTO Ciência como busca de relações de determinação A ciência é, entre outras coisas, uma maneira sistemá�ca de tentar responder a questões causais. A análise do comportamento é uma ciência que, como indica sua denominação, toma o comportamento como objeto de estudo. Comportamento é sempre e invariavelmente um fenômeno relacional: comportar-se é interagir constantemente com um entorno que a análise do comportamento denomina genericamente como “ambiente”. Uma dis�nção entre “o que uma pessoa faz” e “o ambiente no qual ela o faz” é importante para obje�vos teóricos e prá�cos, mas entende-se que não há como isolar o fenômeno “comportamento” do fenômeno “ambiente”. Ainda hoje algumas pessoas entendem “comportamento” como sendo apenas aquilo que uma pessoa faz publicamente: os movimentos do corpo externamente percep�veis. A análise do comportamento há muito superou essa concepção. Uma pessoa pode comportar-se de muitas maneiras, visíveis ou não para outra pessoa. Relações comportamentais são, na análise do comportamento, relações causais – isto é, relações nas quais buscamos iden�ficar no ambiente de uma pessoa as causas para aquilo que ela faz. Explicações causais em psicologia frequentemente seguem o modelo “a mente causa o comportamento”. Mesmo que algum psicólogo adote essa postura, ainda lhe restará a tarefa de explicar causalmente a ocorrência dos eventos chamados “mentais”. Fatalmente, esse psicólogo, em algum momento, deverá remeter-se às relações da pessoa com seu ambiente. Os analistas do comportamento insistem em buscar “causas” ambientais para “efeitos” comportamentais: se podemos mudar o ambiente que afeta uma pessoa, podemos mudar seu comportamento. Ninguém nasce sabendo como decidir, e presumivelmente algumas pessoas decidem melhor, ou com mais frequência do que outras. Isso quer dizer que o comportamento de decidir também deve ser aprendido, no sen�do de ser selecionado por suas consequências. Analisamos o comportamento de decidir porque ele costuma ser apontado como um exemplo claro de que cada ser humano governa sua própria vida de forma autônoma, mesmo que se admita que o ambiente influencie seu comportamento em alguma medida. Mas se mesmo o comportamento de decidir pode ser causalmente explicado, o que resta de autonomia, de liberdade para o ser humano? A controvérsia entre determinismo e livre-arbítrio tem uma história pra�camente tão longa quando a da própria filosofia. Ao apontar variáveis ambientais atuais ou passadas como responsáveis pelo que as pessoas fazem, falam, pensam ou sentem, um psicólogo está provendo suporte empírico à plausibilidade de uma posição determinista, seja qual for a teoria que fundamenta seu trabalho. A análise do comportamento tem entre seus obje�vos prever e controlar o comportamento. É para isso, afinal, que ela busca inves�gar relações causais: para intervir sobre causas ambientais e produzir efeitos comportamentais. Assim, enquanto pressuposto, o determinismo impulsiona a pesquisa: mesmo que não consiga, em um primeiro momento, iden�ficar as variáveis relevantes para a previsão e controle de certas classes de comportamentos, o analista do comportamento insis�rá em procurá-las. Se o clínico pressupõe que o comportamento de seu cliente, por mais complexo que seja, é determinado por suas relações com o ambiente, ele deve intervir sobre tais relações e verificar se isso surte o efeito esperado no repertório comportamental do cliente. Educação para a liberdade 01/11/2023, 04:34 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos. https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 2/11 A classe de relações comportamentais denominada reforçamento posi�vo parece favorecer o relato de certos sen�mentos, que podem receber vários nomes: amor, felicidade, confiança, fé, segurança, interesse, perseverança, entusiasmo, dedicação, felicidade e prazer são apenas alguns deles. O sen�mento de liberdade também pode ser relatado nesse contexto. Quando nosso comportamento é posi�vamente reforçado, sen�mos que fazemos o que queremos, gostamos ou escolhemos. Não há sen�mento de coerção ou obrigatoriedade – há sen�mento de liberdade. Os analistas do comportamento tendem a favorecer a u�lização de relações comportamentais de reforçamento posi�vo. Se o reforçamento posi�vo pode gerar relatos de sen�mentos de liberdade, relações comportamentais coercivas (de punição ou reforçamento nega�vo) podem gerar, além do relato de outros sen�mentos (ansiedade, raiva, tristeza, entre muitos outros) uma “luta pela liberdade” – que, neste caso, nada mais é do que uma luta contra esse �po de relação. O controle por reforçamento posi�vo, como qualquer �po de controle, pode ser u�lizado com obje�vos espúrios, em bene�cio dos controladores, mas com graves prejuízos de longo prazo para os controlados. Empregados que enfrentam jornadas exaus�vas ou insalubres de trabalho, aliciadores que levam adolescentes a se pros�tuir, crianças e adolescentes atraídos para o tráfico de drogas. Por isso, de acordo com Skinner, “o primeiro passo na defesa contra a �rania é a exposição mais completa possível das técnicas de controle” (Skinner, 1972, p. 11). Considerado esse sen�do da palavra liberdade, podemos inclusive classificar a educação para a liberdade como uma tarefa importante para os analistas do comportamento. Uma educação para a liberdade es�mula a formação de cidadãos crí�cos, bem informados e a�vos, e pode cumprir um papel importante para o futuro de nossas culturas. O clínico analí�co-comportamental transforma parte de seu repertório comportamental. Pode ensinar seus clientes a analisar seu próprio comportamento e as variáveis que o controlam. Ao fazer isso, ele estará gerando em seus clientes autocontrole. Pessoas que exercem um alto grau de autocontrole são mais autônomas, independentes e “livres” do que as que não o fazem. O clínico analí�co-comportamental busca ensinar e promover a liberdade. Pressupor o determinismo ajuda os clínicos analí�co-comportamentais a tornarem os seus clientes mais livres! Bibliografia Básica: DITTRICH, A. (2012). O conceito de liberdade e suas implicações para a clínica. Em: BORGES, N. B.; CASSAS, F. A. Cassas (Orgs.). Clínica analí�co-comportamental: Aspectos teóricos e prá�cos (pp. 87- 94). Porto Alegre, RS: Artmed. Bibliografia complementar: BRANDENBURG, Olivia Justen; WEBER, Lidia Natalia Dobrianskyj. Autoconhecimento e liberdade no behaviorismo radical. Psico-USF (Impr.), Ita�ba, v. 10, n. 1, p. 87-92, 2005. SKINNER, B. F. (1972). O mito da liberdade. São Paulo: Summus. Exercício comentado: Dittrich (2012) apresenta como a Análise do Comportamento compreende o conceito de Liberdade, neste sentido, analise as afirmativas seguintes: I. Devido ao determinismo inerente ao Behaviorismo Radical, é possível conceber um homem livre, que não é determinado por suas relações ambientais. 01/11/2023, 04:34 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos. https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 3/11 II. Segundo o autor, só é possível pensar em Liberdade devido ao controle aversivo excessivo que existe na sociedade. III. Deste modo, a liberdade pode ser compreendida como uma classe de respostas que visa a produzir mudanças em contingências de controle aversivo social. São verdadeiras: A) I B) II C) III D) II, III E) I, III Resposta esperada: a alternativa correta é a D, a afirmativa I é falsa. O Behaviorismo Radical se baseia no determinismo, neste sentido, não é possível conceber um homem livre (ele é controlado por sua história), pois ele é determinado por suas relações ambientais, é controlado por elas. ANÁLISE DO COMPORTAMENTO E TRANSTORNOS PSIQUIÁTRICOS Influenciado pelo modelode seleção natural de Darwin, Skinner propôs o modelo de seleção por consequências como explicação para o aparecimento e manutenção dos comportamentos dos organismos. Baseando-se nesse modelo explica�vo, a análise do comportamento se posiciona como uma abordagem da psicologia que não vê os comportamentos humanos problemá�cos como “doenças” ou “psicopatologias”. Nessa perspec�va, esses fenômenos têm causas e naturezas iguais aos demais comportamentos. Os mo�vos que levam um indivíduo a procurar ajuda de um psicólogo clínico são a busca de autoconhecimento e/ou problemas que o cliente não está conseguindo enfrentar sozinho, entre eles os chamados transtornos psiquiátricos. Um indivíduo diz que está com problemas quando seus comportamentos não produzem aquilo que gostariam ou quando produzem trazem consigo sofrimento. Nesse sen�do, “estar com problemas” refere-se a dificuldades em emi�r respostas que diminuam es�mulações aversivas ou que deem acesso a reforçadores. Com o avanço dos estudos da psiquiatria e das ciências do comportamento, hoje se sabe que tanto “transtornos psiquiátricos” como qualquer outro comportamento sofrem influência em três níveis: filogené�co, ontogené�co e cultural. Os “transtornos psiquiátricos” são resultantes do entrelaçamento de fatores gené�cos, experiências diretas ou transmi�das pelo grupo social que o indivíduo integra. Assim são determinados por múl�plas “causas” e man�dos por con�ngências entrelaçadas. Se em muitos sen�dos, os “transtornos psiquiátricos” não se dis�nguem de outros comportamentos. Pode-se dis�ngui-los dos demais comportamentos pelo comprome�mento que podem exercer sobre o indivíduo. A classificação de padrões comportamentais como transtornos mentais é determinada por prá�cas culturais, que estabelecem os padrões socialmente aceitos ou não. A análise do comportamento dá ênfase à análise de con�ngências (avaliação funcional), entendendo que alguns comportamentos merecem maior atenção do clínico ou do profissional de saúde, não porque são “patológicos” ou “anormais”, mas porque violam expecta�vas sociais e consequentemente 01/11/2023, 04:34 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos. https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 4/11 trazem maior sofrimento àqueles que os apresentam ou àqueles que com eles convivem. Os obje�vos terapêu�cos seriam buscar novas formas de interação entre o indivíduo e seu meio, minimizando es�mulações aversivas presentes nessas relações e aumentando es�mulações ape��vas — diminuindo, assim, o sofrimento do indivíduo de forma direta ou indireta (quando diminui a es�mulação aversiva que seu comportamento produz aos outros e estes por consequência diminuem as punições direcionadas aos seus comportamentos). Bibliografia Básica: BOAS, D. L. O. V; BANACO, R. A; BORGES, N B.B; Discussões da Análise do Comportamento Acerca dos Transtornos Psiquiátricos. Em: BORGES, N. B.; CASSAS, F. A. Clínica analí�co-comportamental: aspectos teóricos e prá�cos. Porto Alegre: ARTMED, 2012 (p. 87 – 94). Bibliografia complementar: ALDINUCCI, BAS. A Psicopatologia sob a ótica da Análise do Comportamento: aspectos teóricos e clínicos (IV Congresso de psicologia da UNIFIL), v. 13, n. 04, p. 2014, 2011. ZAMIGNANI, Denis Roberto; BANACO, Roberto Alves. Um panorama analítico-comportamental sobre os transtornos de ansiedade. Revista Brasileira de Terapia Comportamental e Cognitiva, v. 7, n. 1, p. 77-92, 2005. Exercício comentado: Uma pessoa pode procurar ajuda psicológica pela busca de autoconhecimento ou por ter algum “transtorno mental ou psicológico”, que produz algum sofrimento. Considerando os aspectos conceituais da Análise do Comportamento, leia com atenção as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta. I) Para a Análise do comportamento, o comportamento é produto da variação e seleção e ocorre em três níveis: filogenético, o ontogenético e cultural. II) Baseado no modelo da seleção pelas consequências, os transtornos mentais ou psiquiátricos são comportamentos multideterminados em sua origem e sua manutenção. III) Para o analista do comportamento, um transtorno psiquiátrico tem sua causa atribuída a filogênese. Por esse motivo, deve ser tratada primeiramente com medicamentos para favorecer a redução dos sintomas e sinais que abarcam essa patologia. A) I B) II C) III D) I e II E) I e III Resposta esperada: a alternativa correta é a D, pois com o avanço dos estudos da psiquiatria e das ciências do comportamento, hoje se sabe que tanto “transtornos psiquiátricos” como qualquer outro comportamento sofrem influência em três níveis: filogené�co, ontogené�co e cultural. Os “transtornos psiquiátricos” são resultantes do entrelaçamento de fatores gené�cos, experiências diretas ou transmi�das pelo grupo social que o indivíduo integra. Assim são determinados por múl�plas “causas” e man�dos por con�ngências entrelaçadas. 01/11/2023, 04:34 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos. https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 5/11 Exercício 1: Dittrich (2012) descreve o modo como a Análise do Comportamento compreende o conceito de Liberdade, afirmando ser possível pensar em algumas formas de ser livre dentro de contingências específicas. Com base nesse contexto, considere as afirmativas a seguir: I A Liberdade só pode ser compreendida como um estado de espírito que é muito difícil de ser atingido e demanda muito treino. II A Liberdade é um tipo de estímulo antecedente poderoso que pode fazer com que sejamos punidos positivamente por atos piedosos. III A Liberdade é a utilização do livre-arbítrio expressa na contingência como uma resposta operante não- verbal e que é punida negativamente. IV A liberdade pode ser compreendida como uma classe de respostas que visa a produzir mudanças em contingências de controle aversivo social. Está correto somente o afirmado em A) I e III. B) II e IV. C) IV. D) I. E) I, II e III. Comentários: Essa disciplina não é ED ou você não o fez comentários Exercício 2: Leia atentamente o texto a seguir: 01/11/2023, 04:34 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos. https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 6/11 Dittrich (2012) apresenta como a Análise do Comportamento compreende o conceito de Liberdade, alertando que devido ao determinismo inerente ao Behaviorismo Radical, seria impossível conceber um homem livre, mas sim determinado por suas relações ambientais. Contudo, seria possível pensar em alguns tipos de liberdade em contingências específicas. Considerando os argumentos do autor, assinale a afirmativa correta: A) A Liberdade só pode ser compreendida como um estado de espírito que é muito difícil de atingir e necessita de muito treino. B) A Liberdade é um tipo de estímulo antecedente poderoso que pode fazer com que sejamos punidos positivamente por atos piedosos. C) A Liberdade é a utilização do livre-arbítrio expressa na contingência como uma resposta operante não- verbal e que é punida negativamente. D) Só é possível pensar em Liberdade devido ao controle aversivo excessivo que existe na sociedade, logo a liberdade pode ser compreendida como uma classe de respostas que visa produzir mudanças em contingências de controle aversivo social. E) A único jeito de ser Livre é aproximar a existência de uma entidade superior à Natureza Humana. Comentários: Essa disciplina não é ED ou você não o fez comentários Exercício 3: Inúmeros equívocos têm sido cometidos em relação ao behaviorismo radical, não apenas por leigos, como também por profissionais na própria área da psicologia, que acabam acarretando prejuízo na formação de estudantes. Em relação ao conceito de liberdade para a Análise do Comportamento, considere as afirmativas a seguir: I Quando o indivíduo se torna consciente de seus comportamentos, e talvez também de seus fatores determinantes, surgem diversas vantagens, como o verdadeiro "ser livre".II Um homem livre é aquele que age segundo sua vontade e realiza suas escolhas de acordo com o que pensa. III Na verdade todo comportamento humano é controlado por uma variável ambiental, mais 01/11/2023, 04:34 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos. https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 7/11 especificamente pela história de reforçamento, não há alternativa. IV Ser livre é estar longe de empecilhos que o impeçam de exercer a liberdade. Está correto somente o afirmado em A) I e III. B) II, III e IV. C) II e III. D) I e IV. E) I, II e III. Comentários: Essa disciplina não é ED ou você não o fez comentários Exercício 4: Uma pessoa pode procurar ajuda psicológica pela busca de autoconhecimento, ou por ter algum “transtorno psicológico” que produza sofrimento para si e para os outros. Tendo em vista os aspectos conceituais da Análise do Comportamento, considere as afirmativas a seguir: I A Psicologia, assim como a Biologia, passa também pelo processo de seleção. O comportamento é produto de variação e seleção, que ocorre em três níveis: filogenético, o ontogenético e cultural. II Com base no modelo da seleção por consequências, os transtornos mentais ou psiquiátricos podem ser compreendidos como comportamentos multideterminados, tanto em sua origem como em sua manutenção. III Para o analista do comportamento um transtorno psiquiátrico tem sua causa atribuída à filogênese. Por esse motivo, deve ser tratado primeiramente com medicamentos, a fim de favorecer a redução dos sintomas e sinais que abarcam essa patologia. Está incorreto o afirmado em: A) 01/11/2023, 04:34 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos. https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 8/11 II e II. B) III, somente. C) II, somente. D) I, somente. E) I e III. Comentários: Essa disciplina não é ED ou você não o fez comentários Exercício 5: A classificação nosológica é vista com ressalva pelos analistas do comportamento. A ideia de um padrão sadio ou patológico ou mesmo, normal e anormal, é resquício do dualismo presente na Idade Média onde as causas estão nesses padrões psicopatológicos ou então a falhas mentais (BOAS et al. 2012). Sobre essa temática, assinale a afirmativa coerente com a visão da Análise do Comportamento: A) O uso de manuais como CID-11 ou DSM-V é muito útil, porque nos oferece sinais e sintomas de patologias que o paciente apresenta, favorecendo assim o entendimento de suas causas. B) Os padrões comportamentais de uma pessoa, decorrem de uma inter-relação entre os processos de variação e seleção nos diferentes níveis: filogenético, ontogenético e cultural, assim sendo, se descarta a ideia de um comportamento ser anormal ou normal, já que esse foi selecionado. C) A análise das contingências, ou a avaliação funcional, pode contribuir para discernir se um comportamento é sadio ou patológico e, caso sejam patológicos, precisam ser alvo de intervenção, para que sejam minimizados ou extintos do repertório comportamental do sujeito. 01/11/2023, 04:34 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos. https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 9/11 D) O modelo de seleção por consequências foi baseado no modelo de seleção natural de Darwin. Segundo ele, uma determinada pessoa apresenta um comportamento para se adaptar a um determinado ambiente e assim sobreviver. E) Na visão comportamentalista os padrões psicopatológicos são compreendidos como respostas adaptativas ao ambiente. Assim, se este ambiente for coercitivo, não seria prudente eliminar esse comportamento, pois trata-se uma resposta defensiva e, portanto, deve ser mantida, posto que apenas novos comportamentos podem ser moldados. Comentários: Essa disciplina não é ED ou você não o fez comentários Exercício 6: Leia atentamente o texto a seguir: De acordo com Aldinucci (2011) no caso dos transtornos psiquiátricos, o analista do comportamento não rejeita os diagnósticos, a ressalva refere-se ao fato de que os manuais diagnósticos oferecem uma descrição topográfica do comportamento, o que é insuficiente para explicar as causas de um padrão comportamental. A descrição topográfica fornecida por estes manuais resume uma série de comportamentos prováveis de ocorrer. No entanto, esses conceitos não fornecem nenhum dado específico sobre uma pessoa, não explicam como o produto – psicopatologia – foi construído e se mantém, mas tão somente classificam padrões comportamentais. Tendo em vista esta citação, podemos afirmar que os manuais de psicopatologia I podem ser úteis para fornecer, rapidamente, informações gerais sobre como o indivíduo pode se comportar. II podem levar a pseudoexplicações sobre o comportamento. III podem facilitar a busca sobre quais tratamentos são mais efetivos em cada transtorno. IV dificultam a comunicação entre diferentes profissionais de saúde mental. Está incorreto somente o afirmado em A) II. B) I, III e IV. C) 01/11/2023, 04:34 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos. https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 10/11 IV. D) II e IV. E) I, II e III. Comentários: Essa disciplina não é ED ou você não o fez comentários Exercício 7: Leia atentamente o texto a seguir: Ao nos depararmos com os clientes pela primeira vez, nem sempre fica claro a determinação do “problema alvo”, ou seja, se a causa é genética ou psicológica. Um adolescente que apresenta ansiedade intensa que atrapalha seu desenvolvimento acadêmico (faz as tarefas antecipadas, não lhe sobrando tempo para outras atividades relevantes; perde muito tempo conferindo se as tarefas foram bem feitas) pode ter um pai que apresente ansiedade generalizada, ou pode não ter ninguém próximo, nenhum familiar que lhe apoie na obtenção de tais respostas. Sobre o papel do psicoterapeuta comportamental, assinale a afirmativa correta: A) Certamente se não há determinação biológica, o caso se trata de um problema psicológico, ou seja, o adolescente fica ansioso para ser aprovado pelos pais. B) As contingências mantenedoras são positivas, pois o adolescente para se livrar da ansiedade, acaba fazendo todas as tarefas acadêmicas. C) Se o pai do adolescente tem ansiedade generalizada, provavelmente transmitiu os genes para o filho, nesse sentido, o adolescente certamente terá a ansiedade, já que a influência filogenética é preponderante. D) Na análise do comportamento, a ansiedade é compreendida como algo patológico, ou um padrão comportamental anormal, e por isso precisa ser extinta. 01/11/2023, 04:34 UNIP - Universidade Paulista : DisciplinaOnline - Sistemas de conteúdo online para Alunos. https://online.unip.br/imprimir/imprimirconteudo 11/11 E) É preciso investigar na história do adolescente, as experiências, por exemplo aversivas, que podem ter contribuído para que a ansiedade fosse desenvolvida como forma de fuga/esquiva. Comentários: Essa disciplina não é ED ou você não o fez comentários