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TESTE TETRAZÓLIO (Tz) : Além da viabilidade, pode informar o vigor e ainda 
identificar diversos problemas que afetam o desempenho das sementes. (soja, 
milho, trigo, feijão, algodão e amendoim). O Tz se baseia na alteração das 
coloração dos tecidos vivos em presença de uma solução de tetrazólio . Essa 
alteração na coloração reflete a atividade das enzimas desidrogenases envolvidas 
na atividade respiratória. Se o sal tetrazólio é reduzido, formando o composto 
vermelho, é sinal de que houve uma atividade respiratória na mitocôndria, 
significando que há viabilidade celular no tecido, os tecidos não viáveis não 
reagem, consequentemente não são coloridos. - deixar as sementes imersas em 
água destilada, de acordo com o tempo de cada espécie 
 Cortar as sementes ao meio 
 Colocar na solução de tretrazólio 
 Incubar as sementes pelo período recomendado para a espécie a 30°C 
 As sementes viáveis ficarão com coloração rosa ou avermelhada 
TESTES PARA QUALIDADE FISICA : 
 TESTE DE GERMINAÇÃO : necessita de um prazo de 7 a 28 dias para 
informar os resultados, período considerado longo para atender aos 
interesses comerciais dos produtores de sementes. 
 TESTE DE FENOL : indicado para classificar cultivares de cereais, no arroz, 
por exemplo, o teste é aplicado em repetições de 100 sementes, que 
devem ficar embebidas 16 hrs em agua destilada, depois são colocadas 
em placas petry contendo um papel filtro molhado da solução de fenol e 
mantidas em germinador regulado a 30°C por ate 24hrs. Depois disso são 
separadas de acordo com a cor das glumelas, sendo positiva se a glumela 
escurecer e negativa se continuar da mesma cor. 
TESTES PARA DANOS MECANICOS : 
 VERDE RÁPIDO : mergulha 100 sementes na solução de Verde Rápido – 
agita as sementes dentro da solução por 30seg – deixa em repouso por 
mais 30seg – drena a solução da tintura – enxagua as sementes - 
distribuir as sementes no papel toalha 
 TESTE DO HIPOCLORITO DE SODIO : (para soja, feijão) 100 sementes 
mergulhadas na solução de hipoclorito de sódio – ficam durante 10 a 
15min – drena-se a solução – sementes no papel toalha – as sementes 
danificadas incham ao absorver a solução, enquanto as intactas 
permanecem na sua condição original 
TESTES DE VIGOR : 
 TESTE DE LIXIVIAÇÃO DO POTASSIO : (soja, feijão e algodão) 25 
sementes – imersas em agua destilada – a 30°C- por 90min- de onde são 
retirados as alicotas para determinação do potássio liberado. 
 PH DO EXSUDATO – (feijão, milho e soja) – 30min de embebição em agua 
destilada (pH=7,0) – células individuais – após o período da embebição 
coloca-se 1 gota de fenolftaleína e uma de carbonato de sódio – a cor 
determina a viabilidade das sementes, sendo rosa forte as sementes 
viáveis e rosa fraco ou incolor as não viáveis. 
 
FERTILIDADE DO SOLO : 
 
 O solo do ponto de vista agronômico é uma mistura de materiais minerais 
e orgânicos da superfície da terra que serve de ambiente para o 
crescimento das plantas. O solo como um fator de produção agrícola, 
possui duas características que revelam o seu valor agronômico: 
FERTILIDADE E PRODUTIVIDADE. 
o A FERTILIDADE de um solo refere-se à capacidade de um 
solo para fornecer nutrientes às plantas em quantidade 
adequadas e proporções convenientes. A fertilidade estuda o que 
o solo possui em dado momento e como esta condição pode 
interagir com o vegetal. Quais são os elementos químicos que são 
essenciais; como, quando e quanto poderá interagir com o 
vegetal; um solo fértil tem que apresentar as seguintes 
condições: 
 Os elementos químicos essenciais precisam estar em 
forma que permita sua absorção pelo vegetal; 
 O elemento deverá estar em local que permita a 
absorção pelo vegetal; 
 A quantidade do elemento à disposição do vegetal deverá 
ser adequada aos requerimentos das plantas durante o 
ciclo do vegetal. 
 
 Critério de essencialidade : para que um elemento seja 
classificado como essencial, deve satisfazer alguns critérios : 
o A sua deficiência ou ausência impede que a planta complete o seu 
ciclo vegetativo 
o Tal deficiência é específica do elemento testado e só pode ser 
prevenida ou corrigida mediante seu fornecimento. 
o O elemento deve estar diretamente envolvido na nutrição da 
planta e sua ação não sendo conseqüência da correção eventual 
de condições químicas ou microbiológicas desfavorável do solo 
ou do meio de cultura. (o elemento pode estar limitando a 
absorção de outro elemento atingindo níveis tóxicos). 
o O elemento faz parte da molécula de um constituinte 
essencial à planta 
 Adsorção e troca iônica : As cargas negativas são neutralizados pelos 
cátions, o que se denomina Adsorção catiônica. Na neutralização de 
cargas positivas pelos ânions tem-se a adsorção aniônica. As reações de 
adsorção podem envolver forças não específicas (força de Van der Waals) 
e forças específicas semelhantes às das ligações químicas; 
o As propriedades de adsorção iônica do solo são devidas, quase 
totalmente, aos minerais de argila e matéria orgânica coloidal do 
solo, de elevada superfície especifica 
o Na fase sólida do solo as cargas negativas e positivas são 
neutralizadas por íons de cargas contrárias, que podem ser 
trocados por outros íons presente na solução do solo. Este 
fenômeno é de extrema importância na natureza é chamado de 
troca ou adsorção iônica, podendo ser catiônica (Al3+, Ca2+, Mg2+, 
K+, Na+, NH4
+) ou aniônica (NO3
-, H2PO4 -, HPO4
- etc.). 
o A reação de troca que se dá entre íons de mesma carga é 
conhecido como Troca Iônica. 
 Leis Gerais da Adubação : 
o Lei da Restituição - “é indispensável para manter a fertilidade do 
solo, fazer a restituição não só dos elementos nutritivos 
exportados pelas colheitas, mas também dos elementos 
nutritivos que são perdidos pelo solo”. 
o A lei do Mínimo ou de Liebig explica a resposta da produção 
através do fator de produção que for mais escasso às plantas. 
“Isso quer dizer que as plantas crescem de acordo com o 
elemento disponível no solo que se encontra no mínimo em 
relação às necessidades das plantas”. 
o A lei de Mistscherlich também conhecida como lei dos acréscimos 
decrescentes observou que, com o aumento progressivo da 
concentração do nutriente deficiente no solo, a produtividade 
aumentava rapidamente no início (tendendo uma resposta linear) 
e estes aumentos tornavam-se cada vez menores até atingir um 
“plateau” quando não há mais respostas as novas adições de 
nutrientes. 
o Lei da interação: Um nutriente interfere na utilização de outro 
nutriente pela planta, que ser por ação sinérgica ou antagônica. 
o Lei do máximo: A produção vegetal está limitada pelo nutriente 
essencial em nível tóxico. 
 ACIDEZ E CALAGEM DO SOLO 
o ORIGEM DA ACIDEZ: 
 Remoção das bases : A remoção das bases por lixiviação, 
erosão e pelas culturas, resulta no aumento de formas de 
H+ trocáveis Al+ no complexo sortivo do solo 
 Preciptação atmosféricas : A chuva aumenta a 
acidificação do solo devido ao pH da água da chuva. 
 Mineralização da matéria orgânica : A decomposição da 
MO aumenta a acidez pela liberação de H+ na conversão 
de amônia a nitrato. 
 Material de Origem Solos : formados de rochas básicas 
tem pH mais alcalinos 
o Solos brasileiros em sua grande maioria a acidez está relacionada 
a: Lixiviação das bases, exportação das bases pelas culturas, 
atividade biológica no solo que geram compostos ácidos. Como 
conseqüência dessa lixiviação há um abaixamento do pH bem 
como a toxidez pelo H+ gerado no solo, diminuindo a fluidez da 
membrana plasmática e como conseqüência diminuindo a 
absorção. 
o A calagem permite que haja uma maior absorção dos fertilizantes 
e aproveitamento pelas plantas 
o Com a calagem é possível : Adicionar cálcio e magnésio ao solo, e 
elevar o pH; Diminuir a toxidez de alumínio, ferro e manganês; 
Diminuir a adsorção ou “fixação”de fósforo; Aumentar a atividade 
microbiana e a liberação de nutrientes (N, P e S) pela 
decomposição microbiana;o A acidez do solo geralmente é avaliada por meio do pH, sendo 
este, está relacionado à concentração dos íons H+ e OH- na 
solução do solo, que determina a acidez ativa do solo. 
o A calagem além de eliminar os efeitos tóxicos desses elementos, 
melhora a fertilidade do solo. O alumínio não é um elemento 
essencial às plantas, ao contrário dos elementos químicos 
presentes no solo, é o que apresenta maior potencial fitotóxico. A 
sua ação é mais pronunciada no sistema radicular, o que torna as 
raízes, indistintamente mais grossas e curtas, diminuindo sua 
proliferação, menor volume de solo explorado, redução na 
capacidade de retirar água e nutrientes presentes no solo. 
o Efeito do alumínio sobre o crescimento de plantas : O alumínio é 
considerado um elemento não essencial mas quando em baixas 
concentrações tem um efeito benéfico nas plantas. A possível 
explicação é aumento na solubilidade do ferro e disponibilidade 
no meio de crescimento, resultante na hidrólise do alumínio em 
um menor pH. A toxidez na parte aérea da planta é 
frequentemente caracterizada por sintomas semelhantes a 
deficiência de fósforo (folhas pequenas, verde escuro e nervura 
avermelhada) 
o A necessidade de calagem é a quantidade de corretivo necessária 
para neutralizar a acidez do solo de uma condição inicial até uma 
condição desejada. Dependerá do objetivo que se pretende 
atingir, do método utilizado e do comportamento das culturas em 
relação a acidez. 
o Slide 9 
o Sendo o calcário um material de baixa solubilidade e de reação 
lenta, deve-se aplicar de dois a três meses antes do plantio para 
que haja tempo suficiente de ocorrerem as reações esperadas se 
processem. A sua distribuição deve ser a mais uniforme possível 
sobre a superfície do solo. 
o Gesso Agrícola : Apesar de não corrigir a acidez ou aumentar o 
pH, tem a propriedade de penetrar mais facilmente no perfil do 
solo, fornecendo cálcio e enxofre em profundidade, e reduzindo a 
saturação de Al3+ no sub-solo, podendo suprir micronutrientes 
como o Zn, Cu, B e facilitando o aprofundamento das raízes. O 
sulfato de cálcio ajuda a corrigir duas das conseqüências danosas 
do excesso de acidez: a deficiência de cálcio e toxidez de 
alumínio. Com a aplicação do gesso agrícola, a saturação do 
alumínio nessas camadas mais profundas será em menor tempo, 
o sulfato existente no gesso arrastará o cálcio, magnésio e 
potássio para camadas abaixo da incorporação. 
o Análise do Solo: A principal finalidade de uma análise de solo é 
verificar a condição de fertilidade das terras, indicando a 
disponibilidade de alguns dos principais nutrientes para as 
culturas, como base de uma recomendação racional e econômica 
de corretivos e adubos. 
 ADUBAÇÃO DE FÓSFORO : 
o O fósforo exerce importante papel no desenvolvimento do 
sistema radicular, e no perfilhamento das gramíneas e sua 
deficiência limita a produtividade das forrageiras e 
conseqüentemente do pasto e animal. 
o Estimula o florescimento e ajuda a formação das sementes. 
o Perde-se pouco por lixiviação. 
o Na fase sólida do solo, dependendo do pH, tipo e quantidade de 
minerais existentes na fração argila, o fósforo encontra-se 
combinado com compostos de Fe, Al e Ca e na MO. 
o O fósforo (P) encontra-se na fase sólida nas formas orgânicas e 
inorgânicas; na fase líquida em formas inorgânicas na solução do 
solo, nas formas de H2PO4
- e HPO4
2 
o A sua deficiência faz com que as plantas tenham uma diminuição 
na altura, atraso na emergência das folhas, redução na brotação e 
desenvolvimento de raízes secundárias, na produção de matéria 
seca e produção de sementes. 
 ADUBAÇÃO POTÁSSICA : 
o A maior parte do potássio é absorvida pelas plantas durante a 
fase de crescimento vegetativo 
o Aumenta a assimilação de CO2 onde o carbono inorgânico é 
transformado em carbono orgânico. 
o Uso eficiente de água, através do controle de abertura e 
fechamento de estômatos. 
o A recomendação corretiva com o potássio deve ser de acordo 
com a análise do solo. Esta adubação deve ser feita a lanço, em 
solos com teor de argila maior que 20%. Em solos de textura 
arenosa (água e liberação 
de oxigênio; Nas plantas C3 a taxa de liberação de CO2 na 
presença de luz é maior do que no escuro. Este aumento na 
produção de CO2 (não respiratório) decorre do fato da Rubisco 
desempenhar além da função de carboxilação, também de 
oxigenação. 
 A água é o principal constituinte do tecido vegetal, 
representando aproximadamente 50 % da massa fresca nas 
plantas lenhosas e cerca de 80 a 95 % nas plantas herbáceas 
 A fotossíntese aumenta à medida que aumenta a 
intensidade luminosa, até atingir um ponto de saturação. Este 
ponto de saturação indica que há outros fatores que limitam a 
fotossíntese, principalmente CO2. 
 As plantas C4 se saturam a intensidades luminosas mais 
baixas que as plantas C3, indicando que a enzima responsável 
pela captação de CO2 nas C4 é mais eficiente na sua atividade, 
podendo ir a intensidades luminosas mais altas sem saturação. 
 O Ponto de Compensação é a intensidade da luminosa na 
qual a velocidade da fotossíntese de um vegetal é igual à de 
sua respiração. No P.C. o oxigênio e a glicose produzidos por 
fotossíntese são consumidos pela respiração, o gás carbônico 
e a água produzidos pela respiração são consumidos pela 
fotossíntese. 
 Plantas c3 : ciclo de Calvin; gasta-se 3ATP e 2NADPH/C02 
fixado 
 Plantas c4 : via C4 + ciclo de Calvin; fixam grande 
quantidade de CO2; gasta 5 ATP e 2 NADPH para fixar o CO2 ; 
A maior afinidade das plantas C4 com o C02 é que estas 
apresentam uma maior produtividade do que as plantas C3 
 Plantas CAM – adaptadas a regiões semi áridas 
 Em plantas, o crescimento é avaliado principalmente por 
aumento em tamanho ou em massa. O aumentos em massa 
são freqüentemente obtidos, colhendo-se as plantas e 
pesando-as rapidamente. Neste caso, obtém-se a produção de 
matéria fresca, o qual é bastante variável por que depende do 
“status” hídrico da planta; A matéria seca é geralmente 
obtida, pesando-se as plantas ou parte delas após secagem da 
matéria fresca em estufa de circulação forçada de ar (60 a 
80oC), durante um período de 24 a 48 horas; principais fatores 
que afetam o crescimento : climáticos (luz, temp, fotoperiodo, 
umidade, vento, chuva), edáficos (fertilidade do solo, 
propriedades físicas e topografia), espécie forrageira (pot. 
Energético e valor nutritivo, adaptação ao meio ambiente, 
competição entre plantas); manejo da pastagem (tipo de 
pastejo animal, tx de lotação, sistema de pastejo, estratégias 
de fertilização) 
 A capacidade de perfilhar é uma das principais 
características das gramíneas forrageiras. A planta quando 
bem jovem, no estádio de três a cinco folhas, já inicia a 
emissão de perfilhos, a partir das gemas axilares; 
 A capacidade de perfilhamento do arroz depende do tipo 
de cultivar, temperatura do solo, disponibilidade de nitrogênio 
no solo e altura da lâmina de água da irrigação. 
 INDICE DE ÁREA FOLIAR : é a relação entre a área foliar e 
área de solo que ocupa. 
 O IAF ótimo depende não só do arranjo das folhas dentro 
da cobertura, mas também da intensidade luminosa; O índice 
de área foliar 'crítico', é quando 95% da luz incidente é 
interceptada. No índice foliar 'teto', a taxa de formação de 
folhas novas é igual á de morte das folhas inferiores; Quando a 
vegetação é densa o IAF é alto (de 6 a 8, por ex.), isto significa 
que a área foliar é de 6 a 8 vezes maior que a área de solo 
onde se encontra.

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