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JONISSON DE JESUS GOMES 
 
 
 
 
 
 
 
ORGANIZAÇÃO E ARQUITETURA DE COMPUTADORES 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
SALVADOR-BA 
2025.1 
 
 
 
 
COMPILAÇÃO X INTERPRETAÇÃO 
 
A diferenciação entre os processos de compilação e interpretação é um tema 
fundamental para a compreensão de como os programas de computador são 
executados nas máquinas. Independentemente da arquitetura de computadores 
adotada, como o modelo de Von Neumann, tanto a compilação quanto a 
interpretação de código são métodos viáveis para a execução de programas. No 
entanto, muitos programadores, principalmente os iniciantes, acabam por se 
confundir em relação a essas duas abordagens, o que muitas vezes resulta de 
um conhecimento superficial sobre como os programas interagem com a 
arquitetura subjacente dos sistemas computacionais. Este trabalho busca 
explorar essas duas técnicas de execução, utilizando como base as etapas do 
ciclo de máquina descritas por Corrêa (2016), para construir uma representação 
gráfica e explicativa que mostre claramente as diferenças entre compilação e 
interpretação. Ao final, será possível compreender de maneira detalhada a real 
distinção entre esses processos e sua implicação no desempenho e na execução 
de programas. 
 
Uma linguagem de programação é um conjunto estruturado de regras que define 
como os programas devem ser escritos, tanto em termos léxicos (ortografia) 
quanto sintáticos (gramática). Essas regras determinam a forma e a estrutura 
que o código deve seguir para que seja compreendido corretamente pelas 
máquinas. O IDE (Ambiente de Desenvolvimento Integrado) é o software 
utilizado pelos programadores para escrever, testar e depurar seus programas. 
Já o código-fonte refere-se ao conjunto de instruções escritas pelo programador 
em uma linguagem de alto nível, que é mais próxima da linguagem humana, 
facilitando a escrita e a leitura do programa. 
Após a codificação, o código-objeto é gerado. Este consiste em um conjunto de 
instruções traduzidas para uma linguagem mais próxima do código de máquina, 
também conhecida como linguagem de baixo nível. Essa tradução é essencial 
para que o computador consiga entender e executar as instruções do programa 
de forma eficiente, já que as máquinas operam diretamente com códigos binários 
ou outras representações de baixo nível. Assim, enquanto o código-fonte é 
legível para o ser humano, o código-objeto é adequado para a execução pela 
máquina. 
 
MÉTODO: COMPILADOR 
 
A compilação é o processo de transformar o código-fonte escrito em uma 
linguagem de alto nível em código-objeto, que pode ser executado pela máquina. 
Durante esse processo, o compilador realiza a análise léxica e sintática do 
código, identificando erros de sintaxe ou de estrutura. Se algum erro for 
encontrado, a compilação é interrompida, e o programador precisa corrigir o 
problema antes de reiniciar o processo. Após a transformação do código-fonte 
em código-objeto, o código passa por um gerador de código, que cria o arquivo 
executável. Esse arquivo gerado pode então ser executado diretamente pelo 
sistema operacional. 
Exemplos de linguagens que utilizam compilação incluem C e C++. 
 
 
 
 
 
Vantagens: 
 
• Velocidade de execução: Como a verificação léxica e sintática é feita 
antes da criação do código executável, o programa tende a ser mais 
rápido durante sua execução. 
 
• Execução direta no sistema operacional: O código compilado é 
otimizado para rodar diretamente no sistema operacional, sem a 
necessidade de um interpretador ou ambiente adicional. 
 
• Menor probabilidade de bugs: O processo de compilação ajuda a 
detectar erros de sintaxe e estrutura no código antes da execução, 
reduzindo a chance de falhas. 
 
• Verificação prévia: O compilador oferece uma "ajuda" ao programador 
ao detectar e reportar erros antes mesmo da execução do programa. 
 
Desvantagens: 
 
• Portabilidade limitada: O código compilado geralmente é específico 
para um sistema operacional e arquitetura de hardware. Caso o 
programador precise rodar o código em outro sistema, será necessário 
realizar ajustes no código-fonte e recompilar, o que pode tornar o 
processo mais trabalhoso e demorado. 
 
 
 
 
 
Na compilação, o código é inicialmente escrito na linguagem-fonte e, em 
seguida, é transformado em código-objeto. Esse código-objeto é, então, 
"linkado" e carregado na memória para ser executado. O processo de linkagem 
reúne o código-objeto com outras bibliotecas ou módulos necessários, criando o 
arquivo executável final. Após a linkagem, o programa está pronto para ser 
carregado pelo sistema operacional e executado. 
 
MÉTODO: INTERPRETADOR 
 
Na interpretação, o processo é um pouco diferente da compilação. O 
interpretador lê o código-fonte e realiza a análise léxica e sintática em tempo 
real, gerando o código executável sob demanda. Ou seja, à medida que o 
código-fonte é lido, o interpretador vai traduzindo e executando o programa de 
 
 
 
 
forma gradual, linha por linha, sem a necessidade de gerar um arquivo 
executável previamente. 
Exemplos de linguagens que utilizam interpretação incluem PHP, JavaScript, 
Python e Ruby. 
 
Vantagens: 
 
• Facilidade na manutenção: Como o programa é interpretado 
diretamente do código-fonte, não é necessário recompilá-lo a cada 
modificação. Basta alterar o código-fonte e a mudança será refletida 
imediatamente na execução. 
 
• Portabilidade: O código-fonte pode ser executado em diferentes 
plataformas sem precisar ser recompilado, desde que o interpretador 
esteja disponível para a plataforma em questão. 
 
Desvantagens: 
 
• Desafios na programação: Linguagens interpretadas tendem a ser mais 
permissivas em relação a tipos de dados e regras de sintaxe, o que pode 
facilitar erros. Isso pode se tornar uma vulnerabilidade, pois bugs podem 
surgir mais facilmente se o código não for escrito com cuidado. 
 
• Desempenho inferior: Como o código é analisado e executado em 
tempo real (modo just-in-time), o processo tende a ser mais lento em 
comparação à execução de programas compilados, que já têm o código 
totalmente preparado e otimizado para a execução. 
 
 
 
O interpretador vai lendo o código-fonte linha por linha, traduzindo-o para o 
código executável e executando-o de imediato, sem gerar um arquivo executável 
previamente. Ou seja, o processo de tradução e execução ocorre 
simultaneamente e de forma contínua, à medida que o código é lido. Isso permite 
uma execução "on-the-fly" (em tempo real), mas também significa que o 
programa pode ser mais lento, já que o código precisa ser analisado e traduzido 
durante a execução. 
 
CONCLUSÃO 
 
Neste trabalho, exploramos as diferenças entre os métodos de compilação e 
interpretação, duas abordagens para a execução de programas de computador. 
A compilação transforma o código-fonte em código-objeto e gera um arquivo 
 
 
 
 
executável, oferecendo vantagens como maior velocidade e menor chance de 
erros, mas com a desvantagem da portabilidade limitada. Já o método 
interpretativo traduz e executa o código linha por linha em tempo real, 
oferecendo flexibilidade e portabilidade, mas com desempenho inferior e maior 
risco de bugs. 
 
Ambos os métodos têm suas vantagens e desvantagens, e a escolha entre eles 
depende das necessidades específicas do projeto, como desempenho e 
plataforma alvo. 
 
 
REFERÊNCIAS: 
 
CENTRO UNIVERSITÁRIO JORGE AMADO. Aula 1 – Unidade 4: Execução de 
programs. 2025. Disponível em: Portal do Estudante. Acesso em: 1 junho 2025. 
2025. 
 
ALURA.O que é compilação. Alura. Disponível em: 
https://www.alura.com.br/artigos/o-que-e-compilacao .Acesso em: 10 jun. 2025. 
 
 
 
https://www.alura.com.br/artigos/o-que-e-compilacao

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