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Antimicrobianos 
Dr. Fernando de Oliveira Neves 
 Definição: 
 Substância que extermina micróbios ou impede 
sua proliferação 
 Antibiótico: substância que tende a impedir ou 
inibir a vida, ou produzir a morte. 
 
Mecanismo de ação: 
 Os antibióticos podem apresentar duas 
funções distintas: 
1) a inibição do crescimento bacteriano através 
da ação bacteriostática (mantendo o mesmo na 
fase estacionária) 
 2) a destruição de uma população 
bacteriana, por uma ação bactericida, ao 
atuar em processos vitais para a célula 
levando à morte celular 
Características desejáveis no Antimicrobiano: 
• Seletivo e bactericida 
• Alcançar rapidamente o alvo, com boa 
distribuição no local de infecção 
• Espectro estreito (para não afetar a flora 
residente) 
• Baixo nível tóxico e elevados níveis 
terapêuticos 
 
Características desejáveis no Antimicrobiano: 
• Poucas reações adversas (seja de toxicidade ou 
alergia), e várias vias de administração (p. ex: oral, 
IV IM) 
• Boa absorção 
• Não deve induzir resistências 
• Boa relação custo/eficácia. 
Classificação dos Antimicrobianos 
 
 
Classificação segundo o mecanismo de ação: 
 
 
• Inibição da síntese da parede celular 
• Inibição da síntese ou dano da membrana 
citoplasmática 
• Inibição da síntese proteica nos ribossomos 
• Alterações na síntese dos ácidos nucleicos 
• Alteração de metabolismos celulares. 
 
Classificação segundo sua estrutura química: 
 
 
Fatores que interferem na escolha de um Antibiótico: 
 
 
• 1. As características do paciente como: 
idade, função renal e hepática, estado 
imunológico, localização do processo 
infeccioso, terapia prévia com 
antimicrobianos, gravidez/lactação e 
sensibilidade do paciente; 
 
 2. Os agentes etiológicos que 
envolvem a análise do antibiograma 
e os prováveis mecanismos de 
resistência; 
 3. As propriedades dos antimicrobianos 
como a farmacocinética e a 
farmacodinâmica, mecanismo de ação, 
sinergismo ou antagonismo, toxicidade, 
interação medicamentosa e custos. 
RESISTÊNCIA MICROBIANA: 
• Os mecanismos de resistência 
podem ser intrínsecos do 
microrganismo ou adquiridos por 
transmissão de material genético 
ou mutação 
 
No caso dos mecanismos de resistência intrínsecos temos: 
• A ausência de um processo metabólico influenciável 
pelo antibiótico 
• A existência de enzimas que apresentem a 
capacidade de inativar o antibiótico 
• Presença de particularidades inerentes à morfologia 
bacteriana 
 
No caso dos mecanismos de resistência adquirida temos: 
• mutação no locus do cromossomo ou 
transferência de genes, isto é, por 
aquisição de genes de resistência 
anteriormente presentes noutros 
microrganismos. 
 
No caso dos mecanismos de resistência adquirida temos: 
• Os genes responsáveis pela resistência 
contidos em plasmídeos, normalmente 
codificam enzimas que inativam os 
antibióticos ou reduzem a permeabilidade 
das células. 
 
 
 
 
Uso Terapêutico de Antibióticos na 
 Odontologia 
3 situações frequentes : 
 
•Terapia empírica quando o agente não foi 
identificado e existe risco na espera 
ESCOLHA DE UM ANTIBIÓTICO 
•Terapia racional - o agente agressor 
foi identificado: espectro estreito e 
atóxico. 
ESCOLHA DE UM ANTIBIÓTICO 
•Terapia profilática- 
 cirurgias ou contato íntimo com a 
bactéria : escolher o mais indicado. 
BETA LACTÂMICOS 
Penicilina 
 As Penicilinas são eficazes no 
combate a estreptococos dos grupos A e 
B, contra sífilis e outras doenças. 
 
Penicilina 
 As Aminopenicilinas, foram às primeiras 
penicilinas com atividade contra bactérias Gram-
negativas. Pertencem a esta classificação a 
amoxicilina e ampicilina. 
Alexander Fleming, em 1928 
Penicilinas: 
 Quase todas as infecções de origem 
odontogênicas podem ser eficazmente 
tratadas com uma das penicilinas. 
 
Penicilinas: 
 Em infecções decorrentes por 
necrose pulpar o fármaco de primeira 
escolha nessas infecções é a penicilina 
 
Penicilinas: 
 O maior inconveniente das penicilinas é 
sua eventual degradação pelas beta-
lactamases produzidas por certos patógenos 
 
Penicilinas: 
 Uma forma de superar a ação das beta-
lactamases é associar uma substância inibidora 
desta enzima tal como o ácido clavulânico com a 
penicilina. 
Penicilinas: 
 
 Esta combinação é o CLAVULIN (amoxicilina 
- clavulanato de potássio). 
Penicilinas: 
 O ácido clavulânico é uma substância 
que possui a propriedade de inativar de 
modo irreversível as enzimas beta-
lactamases 
Amoxilina 
 Amoxilina é indicada em infecções 
sistêmicas, agudas e crônicas do trato 
respiratório causadas por organismos Gram-
positivos e Gram-negativos sensíveis. 
 
Ampicilina 
 Ampicilina é um antibiótico semi-sintético 
derivado do núcleo fundamental das 
penicilinas. 
 
Ampicilina 
 Inibe funções metabólicas vitais para a 
membrana celular das bactérias, inibindo a 
síntese das mucopeptidases necessárias ao 
crescimento e à multiplicação bacteriana. 
 
Cefalosporina 
 As cefalosporinas representam o grupo 
de antimicrobianos mais prescrito no mundo, 
apresentando grande importância clínica. 
Cefalosporina 
 São consideradas eficazes em septicemias de 
causa desconhecida e profilaxia cirúrgica e, também, 
indicadas nos pacientes imunodeprimidos, sendo 
recomendadas para todas as faixas etárias 
 
Clindamicina 
 Ação bactericida ou bacteriostática Possui amplo 
espectro ativo contra a maior parte dos organismos 
aeróbicos Gram-positivos (Staphylococcus e 
Streptococcus Pneumoniae) e outros estreptococos. 
Clindamicina 
 Os efeitos adversos deste antibiótico 
consistem principalmente no distúrbio 
gastrintestinal na forma de diarreia grave e colite 
pseudomembranosa. 
MACROLIDEOS 
 
 Sua ação ocorre através da inibição da 
síntese protéica dependente de RNA, através da 
ligação em receptores localizados ribossomo, 
impedindo as reações de transpeptidação e 
translocação. 
Azitromicina 
 A azitromicina é o primeiro antibiótico da 
classe dos macrolídeos. 
 O produto é indicado em do trato respiratório 
inferior e superior. 
Azitromicina 
 A azitromicina apresenta menos intolerância 
gástrica e têm uma meia-vida maior, permitindo 
que sejam utilizadas em dose única ao dia. 
Eritromicina 
 É o segundo antibiótico mais freqüente no 
tratamento de infecções odontogênicas, sendo 
reservado como alternativa para pacientes alérgicos à 
penicilina nas infecções de pequena ou média 
gravidade. 
 Penetra no fluido gengival em concentrações 
muito baixas e a maioria das bactérias perio 
patogênicas não são susceptível. 
 
Eritromicina 
 Diante de pacientes alérgicos às penicilinas, 
deve-se prescrever a eritromicina nos casos de 
infecções leves e moderadas azitromicina (ou 
clindamicina) em infecções mais sérias 
Metronidazol 
 Este antibiótico não possui grande eficácia no uso 
da odontologia, embora seja utilizado no tratamento 
das periodontias. O mesmo tornou-se a droga de 
escolha para uma variedade de infecções por 
protozoários. 
Amebíase. (Entamoeba histolytica) 
 
Doença de Chagas. 
 
Giardíase. 
 
Leishmaniose. 
 
Malária. 
 
Toxoplasmose. 
 
Tricomoníase. 
Metronidazol 
 O metronidazol pode ser utilizado associados a 
outros antibióticos, sendo de grande eficácia em 
relação às bactérias anaeróbicas, não devendo ser 
utilizado isoladamente. 
Metronidazol 
 
 Geralmente a utilização do metronidazol, dentro 
da periodontia se dá como coadjuvante no tratamento 
periodontal e por período de curta duração de tempo. 
Tetraciclina 
 Limitada no tratamento de infecções 
orodentais agudas; sendo esta mais empregada 
em certos tipos de doença periodontal, tal como, 
a periodontite juvenil localizada.Tetraciclina 
 A sua vantagem no tratamento da periodontite 
juvenil se dá na capacidade de se concentrar várias 
vezes no fluído sulcular gengival, cerca de 5 a 7 vezes 
mais do que no soro e inibição da reabsorção óssea. 
Tetraciclina 
 Sendo de relevância ressaltar que este fármaco 
não pode ser administrados concomitantes a outros 
antibióticos e a contraceptivos orais, pois haverá 
interações farmacológicas. 
Tetraciclina 
 Seu uso é contraindicado em gestantes 
pela incidência de hipoplasia do esmalte entre 
outras alterações fetais.

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