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DIREITO
CONSTITUCIONAL
CARREIRAS
Marcelomapas
POLICIAIS
RESUMO
Marcelomapas
Licensed to alanspeixoto@gmail.com - Alan De Souza Peixoto - 07826011701
Olá! Tudo bem?
Equipe Marcelomapas
Marcelomapas
m a r c e l o . m a p a s e r e s u m o s @ g m a i l . c o m
Gostaria de te parabenizar por adquirir esse material. 
O nosso conteúdo é feito com muita dedicação para te
ajudar a alcançar os seus objetivos nos estudos. 
Espero que você goste! 
Esse material destina-se exclusivamente a exibição
privada. É proibida toda forma de divulgação de
reprodução, distribuição ou comercialização do conteúdo. 
Qualquer compartilhamento seja por google drive,
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outros meios se classificam como ato de pirataria,
conforme o art. 184 do Código Penal. 
Entretanto, acreditamos que você é uma pessoa de bem e
que jamais faria uma coisa dessas. Agradecemos a sua
compreensão e desejamos um ótimo estudo. 
Licensed to alanspeixoto@gmail.com - Alan De Souza Peixoto - 07826011701
Teoria da Constituição
Classificação da Constituição
Supremacia da Constituição
Papel da Constituição
Ativismo Judicial
Aplicabilidade das Normas
Interpretação das Normas
Constituições no Brasil
Dinâmica Constitucional
Poder Constituinte
Princípios Constitucionais
Direitos e Garantias Fundamentais
Direitos Sociais
Nacionalidade
Direitos Políticos
Remédios Constitucionais
Organização Político-Administrativa
Intervenção
Poder Legislativo
Processo Legislativo
Poder Executivo
Poder Judiciário
Funções Essenciais à Justiça
Sistema Constitucional de Crises
Segurança Pública
S
U
M
Á
R
IO
S
U
M
Á
R
IO
 
0404
0808
1111
1313
1313
1414
1515
1818
2020
2222
2828
3030
5151
5555
6060
7777
101101
112112
116116
125125
134134
140140
151151
156156
159159
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DIREITO CONSTITUCIONAL
COMPETÊNCIA
07
TEORIA DA CONSTITUIÇÃO
QUAL O CONCEITO DE CONSTITUIÇÃO?
Os doutrinadores (ALEXANDRE DE
MORAES) conceituam Constituição
como: a lei fundamental e suprema de um
Estado que contém normas referentes:
estruturação do Estado;
à formação dos poderes públicos;
forma de governo e aquisição do
poder de governar;
distribuição de competências e;
direitos, garantias e deveres do
cidadão.
J. J. Canotilho formulou o chamado
conceito ideal de constituição:a.
Consagra um sistema de
garantias da liberdade;
contém o princípio da
divisão de poderes,
a constituição deve ser escrita.
CONCEPÇÕES DO CONCEITO DE
CONSTITUIÇÃO
CONCEPÇÃO SOCIOLÓGICA
Ferdinand Lassale - idealizador da
concepção SocioLógica.
A Constituição, segundo Lassale, seria
a somatória dos fatores reais do
poder dentro de uma sociedade. Uma
Constituição só seria legítima se
representasse o efetivo poder social,
caso contrário, seria apenas uma
"folha de papel".
TEORIA DA CONSTITUIÇÃO
CONCEPÇÃO POLÍTICA
Carl Schmitt - idealizador da
concepção PolíTica.
Na visão de Carl Schmitt, há uma
distinção entre Constituição (decisão
política fundamental) e lei
constitucional (lei formalmente
constitucional).
A Constituição seria a decisão
política fundamental, emanada
do titular do poder constituinte;
A lei constitucional representaria
os demais dispositivos que estão
inseridos no texto constitucional
e que não contém matéria de
decisão política fundamental.
CONCEPÇÃO JURÍDICA
Concepção Jurídica = Hans Kelsen.
A Constituição é norma pura, sendo o
fruto da vontade racional do homem,
e não das leis naturais.
KELSEN DÁ DOIS SENTIDOS À
PALAVRA CONSTITUIÇÃO:
SENTIDO LÓGICO-JURÍDICO – a
Constituição é a NORMA HIPOTÉTICA
FUNDAMENTAL, é o fundamento de
validade de todas as outras leis.
04
04
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DIREITO CONSTITUCIONAL
TEORIA DA CONSTITUIÇÃO TEORIA DA CONSTITUIÇÃO
CONCEPÇÃO JURÍDICA
SENTIDO JURÍDICO-
POSITIVO - é a
Constituição positiva,
conjunto de normas
que regulam a
criação de outras
normas, da qual todas
as outras normas
infraconstitucionais
extraem seu
fundamento de
validade.
Logo, a Constituição é a lei máxima do
direito positivo e encontra-se no topo
da pirâmide normativa.
CONCEPÇÃO CULTURALISTA
(Meirelles Teixeira e José Afonso da
Silva): A Constituição é produto de um
FATO CULTURAL, produzido pela
sociedade e que sobre ela pode influir.
OUTROS SENTIDOS E
CONCEPÇÕES DA CONSTITUIÇÃO:
CONSTITUIÇÃO-LEI
a constituição é uma
lei como qualquer
outra, pois a
Constituição “não
está acima do poder
legislativo, mas à
disposição dele”.
CONSTITUIÇÃO-FUNDAMENTO
Também chamada de Constituição-
total: a Constituição é a lei
fundamental, não somente de toda a
atividade estatal e das atividades
relacionadas ao Estado, mas também a
lei fundamental de toda a vida social.
Ao legislador não
sobraria nenhum
espaço de atuação,
sobrecarregando o
Judiciário para verificar
se houve ou não abuso.
CONSTITUIÇÃO-MOLDURA
Canotilho prefere chamar
de Constituição-quadro: a
constituição que serve
apenas como limite à
atuação legislativa. A lei
fundamental atua como
uma espécie de moldura
dentro da qual o legislador
pode atuar, preenchendo-a
conforme a oportunidade
política. 
À jurisdição constitucional
caberia apenas controlar
‘se’ (não ‘como’) o
legislador atuou dentro da
moldura estabelecida”.
CONSTITUIÇÃO JUSNATURALISTA
Constituição concebida à luz dos
princípios do direito natural.
04
05
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DIREITO CONSTITUCIONAL
CONSTITUIÇÃO COMPROMISSÓRIA
É a constituição que reflete a
pluralidade das forças políticas e
sociais. O procedimento constituinte
de elaboração das constituições
compromissórias é tumultuado pelas
correntes convergentes e divergentes
de pensamento, mas que ao fim
encontram o consenso (compromisso
constitucional).
07
TEORIA DA CONSTITUIÇÃO TEORIA DA CONSTITUIÇÃO
CONSTITUIÇÃO POSITIVISTA
CONSTITUIÇÃO ESTRUTURALISTA
Constituição é o conjunto de normas
emanadas do poder do Estado (posto
pela ação do homem).
CONSTITUIÇÃO MARXISTA
Constituição é o produto da estrutura
ideológica, condicionada pela
infraestrutura econômica. 
A cada passo da evolução socialista,
existiria uma nova constituição para
auscultar as necessidades sociais.
CONSTITUIÇÃO
INSTITUCIONALISTA
A Constituição é a
expressão das ideias
fortes e duradouras, dos
fins políticos, com vistas
a cumprir programas de
ordem social.
Constituição é o resultado das estru-
turas sociais, servindo para equilibrar
as relações políticas e o processo de
transformação da sociedade.
CONSTITUIÇÃO
BIOMÉDICA/BIOLÓGICA
(BIOCONSTITUIÇÃO)
Visa assegurar a dignidade
humana, salvaguardando
biodireitos e biobens. 
CONSTITUIÇÃO SUAVE
É aquela que não contém exageros. 
Não consagra preceitos impossíveis
de realização prática. Obs.: A Carta
dos Estados Unidos de 1787 é
exemplo de constituição suave.
CONSTITUIÇÃO EM BRANCO
É a constituição que não consagra
limitações explícitas ao poder de
reforma constitucional. 
O processo de sua mudança
subordina-se à discricionariedade dos
órgãos revisores, que, por si próprios,
ficam encarregados de estabelecer as
regras para a propositura de emendas
ou revisões constitucionais.
04
06
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DIREITO CONSTITUCIONAL
CONSTITUIÇÕES
SUBCONSTITUCIONAIS
Conjunto de normas que,
mesmo elevadas
formalmente ao patamar
constitucional, não o são
materialmente, pois que
limitadas nos seus
objetivos.não servem para
o futuro, pois já nascem
divorciadas do sentido de
estabilidade e
perpetuidade.
07
TEORIA DA CONSTITUIÇÃO TEORIA DA CONSTITUIÇÃO
CONSTITUIÇÃO PLÁSTICA
CONSTITUIÇÃO DIRETOR
Tanto as cartas rígidas como as
flexíveis podem ser plásticas. O que
caracteriza a plasticidade é a
adaptação das normas constitucionais
às oscilações da opinião pública.
Obs.: A Constituição brasileira de
1988 é rígida e plástica. Já a Carta da
Inglaterra é flexível e plástica.
SENTIDOS CONTEMPORÂNEOS DE
CONSTITUIÇÃO
Constituição que pretende dirigirde cunho
universalista — a abranger número
indeterminado de indivíduos ...
... —mediante ações de natureza
estrutural; ou de ações afirmativas —
a atingir grupos sociais determinados
— por meio da atribuição de certas
vantagens, por tempo limitado, para
permitir a suplantação de
desigualdades ocasionadas por
situações históricas particulares.
DIREITO À DIGNIDADE HUMANA:
É um valor, um princípio, servindo como
parâmetro para a definição dos direitos
formal e materialmente fundamentais.
IMPORTANTE:
Transexuais e travestis
com identificação com
gênero feminino poderão
optar por cumprir pena em
presídio feminino ou
masculino. 
Nesse último caso, elas
devem ser mantidas em
área reservada, como
garantia de segurança.
DIREITO À SAÚDE
A saúde é direito de todos e dever do
Estado (art. 196 da CF/88), sendo
assegurada por meio de políticas
sociais e econômicas que busquem: 
A redução do risco de doença e de
outros agravos; e 
O acesso universal e igualitário às
ações e serviços voltados à sua
promoção, proteção e recuperação.
04
39
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Cuidar da saúde da população é uma
competência COMUM que deve ser
exercida por todos os entes
federados.
É ilegítima a recusa dos pais à
vacinação compulsória de filho
menor por motivo de convicção
filosófica. STF. Plenário. ARE
1267879/SP, Rel. Min. Roberto
Barroso, julgado em 16 e 17/12/2020
(Repercussão Geral – 
Tema 1103) (Info 1003).
07
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
DIREITO À INTEGRIDADE
A Carta Magna proíbe a prática de
lesões, psíquica e moral (provocação
de dor interna e sofrimento). 
Ademais, veda a prática da tortura, bem
como qualquer tipo de comercialização
de órgãos, tecidos e substâncias
humanas para fins de transplante,
pesquisa e tratamento (art. 199, §4º).
PROIBIÇÃO DA TORTURA
Ninguém será submetido a tortura
nem a tratamento desumano ou
degradante (art. 5º, III, da CF/88).
USO DE ALGEMAS E A
SÚMULA VINCULANTE 11:
“O uso legítimo de algemas não é
arbitrário, sendo de natureza
excepcional, a ser adotado nos casos e
com as finalidades de impedir, prevenir
ou dificultar a fuga ou reação indevida
do preso, desde que haja fundada
suspeita ou justificado receio de que
tanto venha a ocorrer, e para evitar
agressão do preso contra os próprios
policiais, contra terceiros ou contra 
si mesmo. O emprego dessa medida
tem como balizamento jurídico
necessário os princípios da 
proporcionalidade e da razoabilidade”
(HC 89.429, Rel. Min. Cármen Lúcia, j.
22.08.2006, DJ de 02.02.2007).
DIREITO À PRIVACIDADE
Art. 5°, X, da CRFB - são invioláveis a
intimidade, a vida privada, a honra e
a imagem das pessoas, assegurado o
direito a indenização pelo dano material
ou moral decorrente de sua violação;
Honra: ligada à honra objetiva
(visão da sociedade) e honra
subjetiva (visão da própria pessoa). 
Intimidade: é o direito de estar só
(right to be alone) e o direito de ser
deixado em paz. 
Vida privada: é o direito do indivíduo
de ser do modo que quiser, sem a
intervenção de outrem. 
Imagem: é a representação da
pessoa, por meio de desenhos,
fotografias.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
INVIOLABILIDADE DE DOMICÍLIO
Art. 5°, XI, da CRFB - a casa é asilo
inviolável do indivíduo, ninguém nela
podendo penetrar sem consentimento
do morador, salvo em caso de flagrante
delito ou desastre, ou para prestar
socorro, ou, durante o dia, por
determinação judicial.
▪ O escritório de trabalho; 
▪ O estabelecimento industrial;
▪ Clube recreativo;
▪ Quarto de hotel;
07
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
É incompatível com a Constituição a
ideia de um direito ao esquecimento,
assim entendido como o poder de
obstar, em razão da passagem do
tempo, a divulgação de fatos ou
dados verídicos e licitamente
obtidos e publicados em meios de
comunicação social analógicos ou
digitais. STF. Plenário. RE
1010606/RJ, Rel. Min. Dias Toffoli,
julgado em 11/2/2021 (Repercussão
Geral – Tema 786) (Info 1005)
É legítimo, desde que
observados alguns
parâmetros, o
compartilhamento de
dados pessoais entre
órgãos e entidades da
Administração Pública
federal. STF. Plenário.
ADI 6649/DF e ADPF
695/DF, Rel. Min. Gilmar
Mendes, julgados em
15/9/2022 (Info 1068).
É constitucional a requisição, sem
prévia autorização judicial, de
dados bancários e fiscais
considerados imprescindíveis pelo
Corregedor Nacional de Justiça
para apurar infração de sujeito
determinado, desde que em
processo regularmente instaurado
mediante decisão fundamentada e
baseada em indícios concretos da
prática do ato. STF. Plenário. ADI
4709/DF, Rel. Min. Rosa Weber,
julgado em 27/5/2022 (Info 1056).
Dados obtidos com a quebra de
sigilo bancário não podem ser
divulgados abertamente em site
oficial. Os dados obtidos por meio da
quebra dos sigilos bancário, telefônico
e fiscal devem ser mantidos sob
reserva. STF. Plenário. MS 25940, Rel.
Min. Marco Aurélio, julgado em
26/4/2018 (Info 899).
A casa é asilo
inviolável. Qual é o
conceito de casa?
Segundo o STF e
doutrina, casa abrange
não só o domicílio
como também todo
lugar privativo,
ocupado por alguém,
com direito próprio e
de maneira exclusiva,
mesmo sem caráter
definitivo ou habitual.
A abrangência do conceito alcança:
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41
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DIREITO CONSTITUCIONAL
STJ: A abordagem policial em
estabelecimento comercial, ainda que
a diligência tenha ocorrido quando
não havia mais clientes, é hipótese de
local aberto ao público, que não
recebe a proteção constitucional da
inviolabilidade do domicílio. (HC
754.789-RS, Sexta Turma, por
unanimidade, julgado em 6/12/2022).
07
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
É lícita a entrada de policiais,
sem autorização judicial e sem o
consentimento do hóspede, em
quarto de hotel, desde que
presentes fundadas razões da
ocorrência de flagrante delito.
STJ. 6ª Turma. HC 659.527-SP, Rel.
Min. Rogerio Schietti Cruz, julgado
em 19/10/2021 (Info 715).
Barcos quando usados para
fins de moradia.
Quarto de motel;
Automóveis quando usados
para fins de moradia;
O STJ possui jurisprudência entendendo
que a habitação em prédio
abandonado de escola municipal pode
caracterizar o conceito de domicílio
em que incide a proteção disposta no
art. 5º, inciso XI da Constituição Federal.
(AgRg no HC 712.529- SE)
Bens públicos de uso especial não
abertos ao público como gabinetes de
prefeitos, gabinete do delegado de
polícia.
Inf. 549 do STJ (2014): Afirmou que o
gabinete do delegado de polícia
encontra-se inserido no conceito de
“casa” previsto no inciso III do §4º do
art. 150 do CP. Logo, invasão ao seu
gabinete constitui crime de violação
de domicílio.
Exceções ao direito à
inviolabilidade do domicílio:
Através de autorização judicial,
durante o dia.
Em caso de flagrante delito, a
qualquer momento; 
Em caso de desastre ou para
prestar socorro; 
LIBERDADE DE MANIFESTAÇÃO
DO PENSAMENTO
IV - é livre a manifestação do
pensamento, sendo vedado o
anonimato; 
V - é assegurado o direito de resposta,
proporcional ao agravo, além da
indenização por dano material, moral
ou à imagem;
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42
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
“Hate speech” (discurso de ódio)
A liberdade de expressão não é
absoluta. Restrições podem acontecer,
desde que eventual restrição tenha
caráter excepcional, seja promovido
por lei e/ou decisão judicial e tenha por
fundamento a salvaguarda da
dignidade da pessoa humana. 
O modelo, portanto, de solução é a
ponderação, pautada pelo princípio da
proporcionalidade.
Marcha da Maconha (ADPF 187)
As marchas da maconha vinham sendo
reprimidas pela polícia, sob a ótica de
que elas geravam apologia ao crime,
vez que o uso de maconha é
criminalizado. 
Este entendimentoviola a liberdade
de expressão, vez que em um Estado
Democrático de Direito se entender
que o povo não possa se manifestar
pela descriminalização de uma
conduta, evidentemente, é se viver
em um Estado que não pode ser
chamado de Democrático de Direito.
Maconha
Delação anônima (Inq. 1957)
O STF já decidiu não ser possível a
utilização da denúncia anônima,
pura e simples, para a instauração
de procedimento investigatório, por
violar a vedação ao anonimato, 
prevista no art. 5.º, IV, da CRFB. 
Nada impede, contudo, que o Poder
Público provocado por delação
anônima adote medidas informais -
com prudência e discrição - destinadas
a apurar, previamente, em averiguação
sumária, a possível ocorrência de
eventual situação de ilicitude penal.
Tatuagem e o concurso público
As pigmentações de
caráter permanente
inseridas
voluntariamente em
partes dos corpos dos
cidadãos configuram
instrumentos de
exteriorização da
liberdade de
manifestação do
pensamento e de
expressão. 
Assim, os editais de concurso
público não podem estabelecer
restrição a pessoas com tatuagem,
salvo situações excepcionais em
razão de conteúdo que viole valores
constitucionais.
04
43
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DIREITO CONSTITUCIONAL
VII - é assegurada, nos termos da lei, a
prestação de assistência religiosa nas 
entidades civis e militares de
internação coletiva;
VIII - ninguém será privado de direitos
por motivo de crença religiosa ou de 
convicção filosófica ou política,salvo
se as invocar para eximir-se de
obrigação legal a todos imposta e
recusar-se a cumprir prestação
alternativa, fixada em lei;
07
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
Liberdade de expressão e
imunidade parlamentar 
A liberdade de
expressão não
alcança a prática de
discursos dolosos,
com intuito
manifestamente
difamatório, de
juízos depreciativos
de mero valor, de
injúrias em razão da
forma ou de críticas
aviltantes.
A garantia da imunidade
parlamentar não alcança os atos
praticados sem claro nexo de
vinculação recíproca entre o
discurso e o desempenho das
funções parlamentares. 
Isso porque as garantias dos membros
do Parlamento são vislumbradas sob
uma perspectiva funcional, ou seja, de
proteção apenas das funções
consideradas essenciais aos
integrantes do Poder Legislativo.
A liberdade de expressão existe
para a manifestação de opiniões
contrárias, jocosas, satíricas e até 
mesmo errôneas, mas não para
opiniões criminosas, discurso de
ódio ou atentados contra o Estado 
Democrático de Direito e a
democracia. STF. AP 1044/DF, relator
Min. Alexandre de Moraes, 
julgamento em 20.4.2022 (Info 1051)
LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA,
CRENÇA E CULTO – ART 5º, VI A
VIII, DA CRFB
VI - é inviolável a liberdade de
consciência e de crença, sendo
assegurado o livre exercício dos
cultos religiosos e garantida, na forma
da lei, a proteção aos locais de 
culto e a suas liturgias;
Liberdade de crença: é
a liberdade de
pensamento de foro
íntimo em questões de
natureza religiosa.
Liberdade de consciência
em sentido estrito: é a
liberdade de pensamento
de foro íntimo em
questões não religiosas.
04
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
É inconstitucional norma que proíbe
proselitismo em rádios comunitárias.
A prática de proselitismo, é a
transmissão de conteúdo tendente a
converter pessoas a uma doutrina,
sistema, religião, seita ou ideologia.
A liberdade de pensamento inclui o
discurso persuasivo, o uso de
argumentos críticos, o consenso e o
debate público informado e pressupõe 
a livre troca de ideias e não apenas a
divulgação de informações. STF.
Plenário. ADI 2566/DF, rel. orig. Min.
Alexandre de Moraes, red. p/ o ac. Min.
Edson Fachin, julgado em 16/5/2018
(Info 902).
A incitação de ódio
público feita por líder
religioso contra outras
religiões pode
configurar o crime de
racismo. STF. 2ª Turma.
RHC 146303/RJ, rel.
Min. Edson Fachin, red.
p/ o ac. Min. Dias Toffoli,
julgado em 6/3/2018
(Info 893).
É inconstitucional lei estadual que
obriga que as escolas e bibliotecas
públicas tenham um exemplar da
Bíblia. No Amazonas, foi editada lei
estadual obrigando as escolas e
bibliotecas públicas a terem pelo
menos uma Bíblia disponível para 
consulta. Esta lei é inconstitucional.
Isso porque o art. 19, I, da CF/88
prevê a laicidade estatal. STF.
Plenário. ADI 5258/AM, Rel. Min.
Cármen Lúcia, julgado em 12/4/2021.
(Info 1012)
É constitucional a lei de
proteção animal que, a
fim de resguardar a
liberdade religiosa,
permite o sacrifício
ritual de animais em
cultos de religiões de
matriz africana. RE
494601/RS, rel. orig. Min.
Marco Aurélio, red. p/ o ac.
Min. Edson Fachin, julgado
em 28/3/2019. 
(Info 935)
Não confundir- o STF entendeu que a
CF/88 não proíbe que sejam
oferecidas aulas de uma religião
específica, que ensine os dogmas ou
valores daquela religião. Não há qualquer
problema nisso, desde que se garanta
oportunidade a todas as doutrinas
religiosas. STF. Plenário. ADI 4439/DF.
Transfusão de sangue nas
Testemunhas de Jeová
A escolha da pessoa - e aqui inclui a
recusa pela transfusão de sangue - é 
válida desde que o consentimento
seja dado pelo titular do direito,
manifestado de forma válida e
inequívoca por pessoa capaz e com
discernimento, ou seja,
consentimento inequívoco,
personalíssimo, expresso e atual.
04
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DIREITO CONSTITUCIONAL
LIBERDADE DE PROFISSÃO –
ART. 5º, XIII DA CRFB
XIII - é livre o exercício de qualquer
trabalho, ofício ou profissão,
atendidas as qualificações
profissionais que a lei estabelecer.
07
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
Apesar do tema ser
polêmico, acerca de
necessidade de
transfusão de sangue em
menores com risco de
vida, como não se pode
exigir que exprimem
consentimento, o médico
deverá realizar todos os
tratamentos médicos
alternativos sem sangue
e, se mesmo assim não
resolver, diante da vida ou
morte do menor, poderá
então realizar a
transfusão de sangue não
respondendo o médico por
constrangimento ilegal.
LIBERDADE DE ATIVIDADE
INTELECTUAL, ARTÍSTICA,
CIENTÍFICA OU DE COMUNICAÇÃO –
ART. 5º, IX, CF/88
IX - é livre a expressão da atividade
intelectual, artística, científica e de
comunicação, independentemente de
censura ou licença;
VEDA-SE A CENSURA DE NATUREZA
POLÍTICA, IDEOLÓGICA E ARTÍSTICA
(ART. 220, § 2.º),
ATENÇÃO! Cabe à lei federal regular
as diversões e os espetáculos
públicos, cabendo ao Poder Público
informar sobre a natureza deles, as
faixas etárias a que não se
recomendem, locais e horários em
que sua apresentação se mostre
inadequada.
Trata-se de norma constitucional de
eficácia contida, podendo a
legislação infraconstitucional
limitar o seu alcance, fixando
condições ou requisitos para o pleno
exercício da profissão.
A restrição imposta pela Lei
13.021/2014, no sentido de que apenas 
farmacêuticos legalmente habilitados
podem figurar como responsáveis
técnicos de farmácias e drogarias, não é
incompatível com o 5º XIII.
STF. Plenário.RE 1156197, Rel. Marco
Aurélio, julgado em 24/08/2020
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
LIBERDADE DE INFORMAÇÃO – ART.
5º, XIV E XXXIII DA CRFB
XIV - é assegurado a todos o acesso à
informação e resguardado o sigilo da
fonte, quando necessário ao exercício
profissional; 
XXXIII - todos têm direito a receber dos
órgãos públicos informações de seu
interesse particular, ou de interesse
coletivo ou geral, que serão prestadas no
prazo da lei, sob pena de
responsabilidade, ressalvadas aquelas
cujo sigilo seja imprescindível à 
segurança da sociedade e do Estado.
A liberdade de
informação jornalística
não legitima a
utilização de
informações sigilosas
obtidas por meios
ilícitos. RE 638360, AgR-
segundo,Relator(a): DIAS
TOFFOLI, Segunda Turma,
julgado em 27/04/2020.
Jornal poderá acessar dados sobre
mortes registradas em ocorrências
policiais. De acordo com o STJ, não
cabe à administração pública ou ao
Poder Judiciário discutir o uso que se
pretende dar à informação de natureza
pública. A informação, por ser pública,
deve estar disponível ao público,
independentemente de justificações ou
considerações quanto aos interesses a
que se destina. STJ. 2ª Turma. REsp
1852629-SP, Rel. Min. Og Fernandes,
julgado em 06/10/2020 (Info 682)
O STF entendeu na ADI 4815 que, para ser
publicada uma biografia, NÃO é 
necessária autorização prévia do
indivíduo biografado, das demais pessoas
retratadas, nem de seus familiares, porque
a autorização prévia seria uma forma de
censura, incompatível com a liberdade de
expressão consagrada pela CF/88. 
Se o biografado ou qualquer outra
pessoa retratada entenda ter os seus
direitos violados, terá direito à
reparação, não apenas por meio de
indenização pecuniária, mas também por
outras formas, a exemplo da publicação
de ressalva, de nova edição com
correção, de direito de resposta etc.
LIBERDADE DE LOCOMOÇÃO
É o direito de ir e vir, amparado por
habeas corpus.
XV - é livre a locomoção no território
nacional em tempo de paz, podendo
qualquer pessoa, nos termos da lei, nele
entrar, permanecer ou dele sair com
seus bens; 
LXI - ninguém será preso senão em
flagrante delito ou por ordem escrita e 
fundamentada de autoridade judiciária
competente, salvo nos casos de
transgressão militar ou crime
propriamente militar, definidos em lei;
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DIREITO CONSTITUCIONAL
XX - Ninguém poderá ser compelido a
associar-se ou a permanecer associado;
XXI - as entidades associativas, quando
expressamente autorizadas, têm
legitimidade para representar seus 
filiados judicial ou extrajudicialmente;
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DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
Direito de associar-se a outras
pessoas para a formação de uma
entidade; 
LIBERDADE DE REUNIÃO:
Art. 5°, XVI, CRFB - todos podem reunir-
se pacificamente, sem armas, em
locais abertos ao público,
independentemente de autorização,
desde que não frustrem outra reunião
anteriormente convocada para o
mesmo local, sendo apenas exigido
prévio aviso à autoridade
competente;
LIBERDADE DE ASSOCIAÇÃO
Agrupamento de pessoas,
organizado e permanente, para fins
lícitos. Abrange: 
Autodissolução das associações.
Aderir a uma associação já formada; 
Desligar-se da associação; 
ATENÇÃO: O DIREITO DE
ASSOCIAÇÃO SOMENTE É LIVRE SE: 
For para fins lícitos 
Não tiver caráter paramilitar
Associações são criadas
independentemente de autorização,
já as cooperativas devem ser
criadas na forma da lei, mas
independem de autorização. 
XVIII – a criação de associações e, na
forma da lei, a de cooperativas
independem de autorização, sendo
vedada a interferência estatal em
seu funcionamento;
Atenção (inciso XIX): As associações:
Podem ser dissolvidas de forma
compulsória por decisão judicial, mas
apenas após o trânsito em julgado. 
Podem ter suas atividades
suspensas por decisão judicial, não
sendo exigido o trânsito em julgado
É inconstitucional o
condicionamento da
desfiliação de associado à
quitação de débito
referente a benefício
obtido por intermédio da
associação ou ao
pagamento de multa. STF.
Plenário. RE 820823/DF,
Rel. Min. Dias Toffoli,
julgado em 30/9/2022
(Repercussão Geral –
Tema 922) (Info 1070).
DIREITO DE PROPRIEDADE
XXII - é garantido o direito de propriedade; 
XXIII - a propriedade atenderá a sua
função social;
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Quanto ao tema, decidiu o STJ que a
pequena propriedade rural é
impenhorável mesmo que o imóvel 
não sirva de moradia ao executado e
a sua família. Ou seja, o devedor não
precisa morar lá, bastando que 
sua família ali labore.
DIREITO DE PETIÇÃO E DE OBTENÇÃO
DE CERTIDÕES
XXXIV - são a todos assegurados,
independentemente do pagamento de
taxas: 
a) o direito de petição aos Poderes
Públicos em defesa de direitos ou contra
ilegalidade ou abuso de poder; 
b) a obtenção de certidões em
repartições públicas, para defesa de
direitos e esclarecimento de situações
de interesse pessoal;
07
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
É garantido pela Constituição,
mas não é absoluto, uma vez que
a propriedade poderá ser
desapropriada. É necessário
também que a propriedade cumpra
sua função social, atendendo aos
interesses da coletividade e não
apenas do proprietário.
A lei estabelecerá o
procedimento para
desapropriação por
necessidade ou utilidade
pública, ou por interesse
social, mediante justa e
prévia indenização em
dinheiro, ressalvados os
casos previstos na
Constituição (art. 5º, XXIV).
No caso de iminente perigo público, a
autoridade competente poderá usar de
propriedade particular, assegurada ao
proprietário indenização ulterior, se
houver dano (art. 5º, XXV).
IMPENHORABILIDADE DA PEQUENA
PROPRIEDADE RURAL.
Dispõe o art. 5º, XXVI da
CRFB que “a pequena
propriedade rural, assim
definida em lei, desde
que trabalhada pela
família, não será objeto
de penhora para
pagamento de débitos
decorrentes de sua
atividade produtiva,
dispondo a lei sobre os
meios de financiar o seu
desenvolvimento”
Também entendeu-se
que a pequena
propriedade é
impenhorável, mesmo
que a dívida executada
não seja oriunda da
atividade produtiva do
imóvel. (REsp
1.591.298/RJ – 2015).
Caso o pedido de
certidão não seja
atendido, o remédio
constitucional
cabível será o
mandado de 
segurança e não o
habeas data.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
INAFASTABILIDADE DA JURISDIÇÃO
A lei não excluirá da apreciação do
Poder Judiciário lesão ou ameaça a
direito. (art. 5º, XXXV, CF/88).
Exceção à regra da inafastabilidade
da jurisdição: O Poder Judiciário só
admitirá ações relativas à disciplina e
às competições desportivas após
esgotarem-se as instâncias da
justiça desportiva, regulada em lei
(art. 217, §1º, da CF).
IRRETROATIVIDADE DA LEI
A lei não prejudicará o direito adquirido,
o ato jurídico perfeito e a coisa julgada 
(art. 5º, XXXVI,CF/88).
Súmula 654-STF: A garantia da
irretroatividade da lei, prevista no art.
5º, XXXVI, da Constituição da
República, não é invocável pela
entidade estatal que a tenha editado.
PRINCÍPIO DA PESSOALIDADE
Nenhuma pena passará da pessoa do
condenado, podendo a obrigação de
reparar o dano e a decretação do
perdimento de bens ser, nos termos da lei,
estendidas aos sucessores e contra eles
executadas, até o limite do valor do
patrimônio transferido (art. 5º XLV,CF/88).
A veiculação de matéria jornalística
sobre delito histórico que expõe a
vida cotidiana de terceiros não
envolvidos no fato criminoso, em
especial de criança e de adolescente,
representa ofensa ao princípio da
intranscendência. STJ. 3ª Turma. REsp
1736803-RJ, Rel. Min. Ricardo Villas
Bôas Cueva, julgado em 28/04/2020
(Info 670)
É inconstitucional lei estadual que
proíba que a Administração Pública
contrate empresa cujo diretor, gerente
ou empregado tenha sido condenado
por crime ou contravenção
relacionados com a prática de atos
discriminatórios. Essa lei viola os
princípios da intransmissibilidade da
pena, da responsabilidade pessoal e do
devido processo legal. STF. Plenário. ADI
3092, Rel. Marco Aurélio, julgado em
22/06/2020 (Info 987 )
PRINCÍPIO DA
INDIVIDUALIZAÇÃO DA PENA
XLVI - a lei regulará a individualização
da pena e adotará, entre outras, as
seguintes: 
a) privação ou restrição da liberdade; 
b) perda de bens; 
c) multa; 
d) prestação social alternativa; 
e) suspensão ou interdição de direitos;
 Súmula Vinculante nº 56: A falta de
estabelecimento penal adequado não
autoriza a manutenção do 
condenado em regime prisional mais
gravoso, devendo-se observar, nessa
hipótese,os parâmetros fixados 
no RE 641.320/RS.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Garantia do emprego: é a proteção
da relação de emprego contra
despedida arbitrária ou sem justa
causa, nos termos de lei
complementar, que preverá
indenização compensatória, 
entre outros direitos, impedindo-se,
dessa forma, a dispensa injustificada,
sem motivo socialmente relevante.
07
DIREITOS SOCIAIS
São direitos de 2ª
geração/dimensão. 
A Constituição define no
art. 6º quais são os
direitos sociais: 
CRFB, Art. 6º São direitos
sociais a educação, a
saúde, a alimentação, o
trabalho, a moradia, o
transporte, o lazer, a
segurança, a previdência
social, a proteção à
maternidade e à
infância, a assistência
aos desamparados, na
forma desta Constituição
Referidos direitos podem ser
agrupados nas seguintes categoriais:
I - os direitos sociais dos trabalhadores,
por sua vez subdivididos em individuais
e coletivos;
II - os direitos sociais de seguridade
social (a doutrina destaca que os
direitos sociais da seguridade social
envolvem o direito à saúde, à
previdência social, à assistência social);
III - os direitos sociais de natureza
econômica;
IV - os direitos sociais da cultura;
V - os de segurança.
DIREITOS DOS TRABALHADORES
NAS SUAS RELAÇÕES
INDIVIDUAIS DE TRABALHO
São os direitos dos trabalhadores do 
art. 7º da CF:
Dentre esses direitos, destaca-se: 
Direito ao trabalho: infere-se do valor
social do trabalho como fundamento da
República (art. 2º) e demais
dispositivos constitucionais; 
DIREITOS SOCIAIS
(A) irredutibilidade do
salário, salvo o disposto
em convenção ou acordo
coletivo (art. 7º, VI);
(B) garantia de salário,
nunca inferior ao mínimo,
para os que percebem
remuneração variável
(art. 7º, VII):
Sobre este tema, vale frisar a decisão do
STF (RE 570.17725) segundo a qual a
Constituição da República não
estendeu aos militares a garantia de
remuneração não inferior ao salário-
mínimo, como o fez para outras
categorias de trabalhadores. De acordo
com a Suprema Corte, o regime a que se
submetem os militares não pode ser
confundido com aquele aplicável aos
servidores civis, visto que têm direitos,
garantias, prerrogativas e impedimentos
próprios. Deste modo, a obrigação do
Estado quanto aos conscritos limita-se a
fornecer-lhes as condições materiais
para a adequada prestação do serviço
militar obrigatório nas Forças Armadas;
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DIREITO CONSTITUCIONAL
(I) proteção do mercado de trabalho da
mulher, mediante incentivos
específicos, nos termos da lei (art. 7°,
XX);
(J) redução dos riscos inerentes ao
trabalho, por meio de normas de saúde,
higiene e segurança (art. 7°, XXII);
07
DIREITOS SOCIAIS DIREITOS SOCIAIS
(C) décimo terceiro salário com base
na remuneração integral ou no valor da
aposentadoria (art. 7º, VIII)
Lembrando que, conforme preceitua o
STF, as gratificações habituais, inclusive
a de Natal, consideram-se tacitamente
convencionadas, integrando o salário
(nos termos da súmula 207, STF e RE
260.922, STF, relatado, p/ o ac., pelo Min.
Maurício Corrêa);
(D) remuneração do
trabalho noturno superior
à do diurno (art. 7°, XI);
(E) proteção do salário na
forma da lei, constituindo
crime sua retenção
dolosa (art. 7º, Χ);
(F) salário-família pago
em razão do dependente
do trabalhador de baixa
renda nos termos da lei
(art. 7°, XII);
(G) remuneração do serviço
extraordinário superior, no mínimo, em
cinquenta por cento à do normal (art.
7º, XVI);
(H) adicional de remuneração para as
atividades penosas, insalubres ou
perigosas, na forma da lei (art. 7°, XXIII).
(K) seguro contra acidentes de
trabalho, a cargo do empregador, sem
excluir a indenização a que este está
obrigado, quando incorrer em dolo ou
culpa (art. 7°, XXVIII);
(L) proibição de trabalho
noturno, perigoso ou
insalubre a menores de
dezoito e de qualquer
trabalho a menores de
dezesseis anos, salvo
na condição de aprendiz,
a partir de quatorze
anos (art. 7º, XXXIII).
(M) repouso semanal remunerado,
preferencialmente aos domingos (art.
7º, XV);
(N) licença-paternidade, nos termos
fixados em lei (art. 7º, XIX): vale recordar
que o art. 10, § 1º do ADCT determinou
que até que a lei venha a disciplinar o
disposto no inciso em comento o prazo
da licença-paternidade é de cinco dias.
(O) aposentadoria (art. 7º, XXIV).
(P) participação nos
lucros, ou resultados,
desvinculada da
remuneração, e,
excepcionalmente,
participação na
gestão da empresa,
conforme definido
em lei (art. 7º, XI);
(Q) jornada de seis
horas para o trabalho
realizado em turnos
ininterruptos de
revezamento, salvo
negociação coletiva
(art. 7º, XVI);
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DIREITO CONSTITUCIONAL
É POSSÍVEL A EFETIVAÇÃO DE
DIREITOS SOCIAIS PELO
PODER JUDICIÁRIO?
Embora seja prerrogativa dos Poderes
Legislativo e Executivo formular e
executar políticas públicas, o STF
entende possível a efetivação de
direitos sociais via Poder Judiciário,
excepcionalmente, sobretudo nas
hipóteses de políticas públicas
definidas pela própria Constituição.
07
DIREITOS SOCIAIS DIREITOS SOCIAIS
(R) assistência gratuita aos filhos e
dependentes desde o nascimento até
5 (cinco) anos de idade em creches e
pré-escolas (art. 7º, XXV);
(S) reconhecimento das convenções e
acordos coletivos de trabalho (art. 7º,
XXVI);
(T) ação, quanto aos créditos
resultantes das relações de trabalho,
com prazo prescricional de cinco anos
para os trabalhadores urbanos e rurais,
até o limite de dois anos após a
extinção do contrato de trabalho (art.
7°, XXIX);
(U) proibição de diferença de salários,
de exercício de funções e de critério
de admissão por motivo de sexo, idade,
cor ou estado civil (art. 7°, XXX);
(V) proibição de qualquer
discriminação no tocante
a salário e critérios de
admissão do trabalhador
portador de deficiência
(art. 7º, XXXI);
(W) proibição de distinção entre trabalho
manual, técnico e intelectual ou entre os
profissionais respectivos (art. 7°, XXXII);
(X) igualdade de direitos entre o trabalhador
com vínculo empregatício permanente e o
trabalhador avulso (art. 7º, XXXIV).
STF determinou que
governo deveria detalhar
a ordem de preferência
na vacinação dentro dos
grupos prioritários
(quem deveria ser
vacinado primeiro dentro
do grupo prioritário). 
O Poder Judiciário, em
situações excepcionais,
pode determinar que a
Administração Pública
adote medidas concretas,
assecuratórias de direitos
constitucionalmente
reconhecidos como
essenciais, como é o caso
da saúde.
Judiciário pode determinar a
realização de obras de
acessibilidade em prédios públicos.
O Poder Judiciário pode condenar
universidade pública a adequar seus
prédios às normas de acessibilidade
a fim de permitir a sua utilização por
pessoas com deficiência. STJ. 2ª
Turma. REsp 1607472-PE, Rel. Min.
Herman Benjamin, julgado em
15/9/2016 (Info 592)
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DIREITO CONSTITUCIONAL
ORGANIZAÇÃO SINDICAL:
o art. 8º, CF/88, institui ampla
autonomia coletiva para a fundação e
direção desse ente associativo, não
podendo o Estado intervir ou
condicionar o exercício desse direito.
Pode, contudo, ser exigida a inscrição do
sindicato em órgão próprio (Ministério do
Trabalho), bem como admite-se que a lei
disponha genericamente sobre regras
básicas de organização sindical.
07
DIREITOS SOCIAIS DIREITOS SOCIAIS
Judiciário pode determinar a
realização de obras emergenciais em
estabelecimento prisional.
É lícito ao Poder Judiciário impor à
Administração Pública obrigação de
fazer, consistente na promoção de
medidas ou na execução de obras
emergenciais em estabelecimentos
prisionais para dar efetividade ao
postulado da dignidade da pessoa
humana e assegurar aos detentos o
respeito à sua integridade física e moral.
STF. Plenário. RE 592581/RS.
Judiciário pode obrigar
administração pública a
manter quantidade
mínima de
medicamento em
estoque não tendoa
Administração adquirido o
medicamento em tempo
hábil a dar continuidade
ao tratamento dos
pacientes, atuou de
forma ilegítima, violando o
direito à saúde daqueles
pacientes, o que autoriza
a ingerência do Poder
Judiciário. STF. 1ª Turma.
RE 429903/RJ, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski,
julgado em 25/6/2014
(Info 752)
Implementação de políticas públicas
pelo Poder Judiciário para garantir o
direito à saúde. A intervenção do
Poder Judiciário em políticas
públicas voltadas à realização de
direitos fundamentais, em caso de
ausência ou deficiência grave do
serviço, não viola o princípio da
separação dos Poderes. 
A decisão judicial, como regra, 
em lugar de determinar medidas
pontuais, deve apontar as
finalidades a serem alcançadas e
determinar à Administração Pública
que apresente um plano e/ou os
meios adequados para alcançar o
resultado. Info 1101, STF.
DIREITOS COLETIVOS DOS
TRABALHADORES
Exercidos pelos trabalhadores
coletivamente ou no interesse 
de uma coletividade deles, previstos
nos arts. 8-11. Destacamos:
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
DIREITOS SOCIAIS DIREITOS SOCIAIS
O art. 522 da CLT, que
prevê um número máximo
de empregados que podem
ser dirigentes sindicais, é
compatível com a CF/88 e
não viola a garantia da
liberdade sindical.
O art. 8º, VIII, da CF/88 prevê
que os dirigentes sindicais
não podem ser demitidos,
salvo se cometerem falta
grave. O art. 522 da CLT
prevê um número máximo de
empregados que podem ser
dirigentes sindicais.
A liberdade sindical tem previsão
constitucional, mas não possui caráter
absoluto. A previsão legal de número
máximo de dirigentes sindicais dotados
de estabilidade de emprego não
esvazia a liberdade sindical. STF.
Plenário. ADPF 276, Rel. Cármen Lúcia,
julgado em 15/05/2020.
DIREITO DE SUBSTITUIÇÃO
PROCESSUAL:
a CF/88 previu a possibilidade de os
sindicatos ingressarem em juízo na
defesa de direitos e interesses coletivos
e individuais da categoria, em hipótese
de substituição processual, pois o
sindicato ingressa em nome próprio na
defesa de interesses alheios.
GREVE:
previsto no art. 9º, cabe aos
trabalhadores decidir a oportunidade
de exercê-lo e os interesses 
que devam por meio dele defender.
ATENÇÃO - Para servidores públicos
civis: como não existe lei específica
sobre o assunto para servidores 
públicos civis, o STF propôs a solução
para a omissão legislativa com a
aplicação, no que couber, da Lei nº
7.783/89, que dispõe sobre o exercício
do direito de greve na iniciativa privada.
Cuidado! Policial não
pode fazer greve!!! O
exercício do direito de
greve, sob qualquer
forma ou modalidade, é
vedado aos policiais
civis e a todos os
servidores públicos
que atuem
diretamente na área
de segurança pública.
STF. Plenário. ARE
654432/GO julgado em
5/4/2017 (repercussão
geral) (Info 860).
É o vínculo jurídico-político que liga
um indivíduo a um Estado.
O art. 20 do Pacto de São José da Costa
Rica dispõe que o direito à
nacionalidade é direito fundamental
do indivíduo. E o art. 15 da Declaração
Universal dos Direitos Humanos prevê
que todo homem tem direito a uma
nacionalidade.
NACIONALIDADE
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Originária ou primária (natos).
Secundária ou adquirida
(naturalizados).
ORIGINÁRIA/PRIMÁRIA
(INVOLUNTÁRIA)
É imposta, de maneira unilateral,
independente da vontade do
indivíduo. Decorre de fato natural
(nascimento), adotada por cada
Estado no exercício da sua soberania,
e está prevista no art. 12, I, da CF/88:
CRITÉRIO TERRITORIAL (JUS SOLI OU
“DIREITO DO SOLO”)
CRITÉRIO SANGUÍNEO (JUS SANGUINIS
OU “DIREITO DO SANGUE”)
SECUNDÁRIA
É aquela decorrente
de um ato voluntário
da pessoa, a
naturalização.
07
CONCEITOS IMPORTANTES
POVO - conjunto de pessoas que
fazem parte do Estado — o seu
elemento humano —, unido ao
Estado pelo vínculo jurídico-político
da nacionalidade;
NACIONALIDADE
POPULAÇÃO- conjunto de
residentes no território, sejam eles
nacionais ou estrangeiros (bem
como os apátridas ou heimatlos);
NAÇÃO - conjunto de pessoas
ladeadas pela mesma língua, cultura,
costumes, tradições, adquirindo
identidade sociocultural, tendo
consciência e sentimento da
mesma, na medida em que partilham
dos mesmos valores culturais e
espirituais que os une;
NACIONALIDADE - é o vínculo
jurídico-político que liga um indivíduo
a determinado Estado, fazendo com
que esse indivíduo passe a integrar o
povo desse Estado e, por
consequência, desfrute de direitos e
se submeta a obrigações.
CIDADANIA - tem por pressuposto a
nacionalidade (que é mais ampla que
a cidadania), caracterizando-se
como a titularidade de direitos
políticos de votar e ser votado.
ESPÉCIES DE NACIONALIDADE
NACIONALIDADE
ART. 12, I - BRASILEIROS NATOS:
Nascidos no Brasil, mesmo que de pais
estrangeiros, desde que estes não
estejam a serviço de seu país;
Nascidos no estrangeiro,
de pai ou mãe brasileiros,
desde que qualquer deles
esteja a serviço do Brasil;
Nascidos no estrangeiro
de pai ou mãe brasileira e
registrado na repartição
competente ou venha a
residir no Brasil e optem
pela nacionalidade
brasileira após atingir à
maioridade. 
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Cargos privativos de brasileiros natos:
Presidente e Vice-Presidente da
República;
Presidente da Câmara dos Deputados; 
Presidente do Senado Federal;
Ministro do Supremo Tribunal Federal;
Carreira Diplomática;
Oficial das Forças Armadas;
Ministro de Estado de Defesa;
EMPRESA JORNALÍSTICA E DE
RADIODIFUSÃO (ART. 222, CAPUT,
E §2º, DA CF):
O brasileiro naturalizado não pode ser
proprietário e nem responsável editorial
de seleção e direção da programação de
empresa de radiodifusão, salvo após
10 anos da naturalização.
07
NACIONALIDADE NACIONALIDADE
ART. 12, II - BRASILEIROS
NATURALIZADOS 
NACIONALIDADE ORDINÁRIA
A sua concessão é ato discricionário.
Art. 12, II, “a”, da CF/88.
Podem se naturalizar brasileiros os
estrangeiros ou apátridas que
cumprirem os requisitos da Lei de
migração (Lei n. º 13.445/2017, art.
65.), bem como os indivíduos
originários de países de língua
portuguesa desde que, possuidores
de capacidade civil, tenham
residência em território nacional por
um ano e idoneidade moral.
NACIONALIDADE
EXTRAORDINÁRIA
Cria direito público
subjetivo, sendo o ato
de concessão vinculado.
Estrangeiros de
qualquer
nacionalidade
residentes há mais de
15 anos no Brasil e sem
condenação penal,
desde que requeiram a
nacionalidade brasileira.
QUASE NACIONALIDADE
É aplicável aos portugueses,
conforme art. 12, § 1º da CF, desde que
haja reciprocidade em favor dos 
brasileiros. O português, sem precisar
passar pelo processo de naturalização,
pode exercer os direitos inerentes aos
brasileiros naturalizados, desde que
resida permanente no país.
Basta ter residência por um ano
ininterrupto e idoneidade moral.
DISTINÇÃO ENTRE NATOS E
NATURALIZADOS 
É vedado qualquer distinção, salvo:
CONSELHO DA REPÚBLICA:
Participam do Conselho da
República, além de outros membros,
seis cidadãos brasileiros natos,
segundo o art. 89 da CF/88.
PERDA DA CONDIÇÃO
DE NACIONAL
Somente o brasileiro
naturalizado (nunca o
nato) pode perder a
condição de nacional,
em virtude da prática
de atividade nociva ao
interesse nacional.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
NACIONALIDADE NACIONALIDADE
As hipóteses são enumeradas
taxativamente pela CF/88 (incisos I e II
do § 4.º do art. 12), não sendo admitidos
acréscimos ou supressões por lei
infraconstitucional.
PERDA DA NACIONALIDADE 
ATENÇÃO! 
A Emenda
Constitucional
131/2023 alterou o art.
12 da Constituição
Federal para suprimir a
perda da nacionalidade
brasileira em razão da
mera aquisição de outra
nacionalidade, incluir a
exceção para situações
de apatridia e acrescentar
a possibilidade de a
pessoa requerer a perda
da própria nacionalidade.
CANCELAMENTO DA
NATURALIZAÇÃO,POR SENTENÇA
JUDICIAL, EM VIRTUDE DE FRAUDE
RELACIONADA AO PROCESSO DE
NATURALIZAÇÃO OU 
DE ATENTADO CONTRA A ORDEM 
CONSTITUCIONAL E O ESTADO
DEMOCRÁTICO (Redação dada pela
Emenda Constitucional nº 131, de
2023) (art. 12, § 4.º, I):
é a denominada “perda-punição”. 
Ocorre por processo judicial assegurado
o contraditório e a ampla defesa, a ação
de cancelamento de naturalização pode
ser deflagrada por representação do
Ministro da Justiça, por solicitação de
qualquer pessoa ou por provocação do
Ministério Público Federal.
Segundo Alexandre de Moraes:
"ressalta-se que uma vez perdida a
nacionalidade somente será possível
readquiri-la por meio de ação rescisória
e nunca por novo procedimento de
naturalização, pois estaria-se burlando
a previsão constitucional".
NATURALIZAÇÃO VOLUNTÁRIA:
Com a mudança promovida pela
Emenda Constitucional 131/2023, o
cidadão apenas perderá (não confunda
perda com cancelamento!) a
nacionalidade brasileira se fizer um
pedido expresso (§4º, II), e mesmo
assim poderá readquiri-la (§5º).
CF, Art. 12. (...) 
§ 4º - Será declarada a
perda da nacionalidade do
brasileiro que: 
(...) 
II - fizer pedido expresso
de perda da
nacionalidade brasileira
perante autoridade
brasileira competente,
ressalvadas situações
que acarretem apatridia.
§ 5º A renúncia da nacionalidade, nos
termos do inciso II do § 4º deste artigo,
não impede o interessado de
readquirir sua nacionalidade
brasileira originária, nos termos da lei.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Prática de crime comum antes da
naturalização 
Tráfico de ilícitos, não importando
o momento da prática do crime.
07
NACIONALIDADE NACIONALIDADE
ART. 5°, LI - EXTRADIÇÃO 
É cabível somente ao brasileiro
naturalizado, nunca ao brasileiro nato,
ao naturalizado em duas situações: 
Vale lembrar que o estrangeiro não
poderá ser extraditado em caso de crime
político ou de opinião (Art. 5, Inc.LII, CF). 
BANIMENTO
O banimento não É admitido no
ordenamento jurídico, conforme o artigo
5, XLVIII, alínea “d”, da Constituição
Federal, uma vez que consiste no envio
compulsório do brasileiro ao estrangeiro. 
EXPULSÃO 
É possível para o estrangeiro que de
qualquer forma atentar contra a
segurança nacional, a ordem política ou
social, a tranquilidade ou moralidade
pública e a economia popular, ou cujo
procedimento o torne nocivo à
conveniência e aos interesses nacionais. 
Também é possível a expulsão ao
estrangeiro que praticar fraude a fim
de obter a sua entrada ou a
permanência no Brasil.
DEPORTAÇÃO
A deportação é o meio de devolução do
estrangeiro ao exterior, em caso de
entrada ou estadia irregular no
estrangeiro, caso não se retire
voluntariamente do território nacional no
prazo fixado, para o país de origem ou
outro que consinta seu recebimento. 
Cancelamento da naturalização por
sentença transitada em julgado
(art. 15, I):
Tal cancelamento se dá em razão de
atividade nociva ao interesse nacional
(art. 12, §4º, I, CF/88).
Ainda tal cancelamento apenas poderá
ser declarado por autoridade judicial
competente, a ação tramitará na justiça
federal, na qual o brasileiro naturalizado
voltará a ser considerado estrangeiro, e
consequentemente, perderá a
possibilidade de exercer direitos
políticos. Nesse caso, a reaquisição se
dará somente por ação rescisória.
Perda da nacionalidade
brasileira em virtude de
aquisição de outra (art.
12, § 4º, II): 
ATENÇÃO: a aquisição de
outra nacionalidade
acarretava, em regra, a
perda da nacionalidade
brasileira, salvo nos casos
de reconhecimento de
nacionalidade originária
pela lei estrangeira e
imposição de naturalização
pela norma estrangeira.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
NACIONALIDADE
DIREITOS POLÍTICOS 
Art. 14 - A soberania
popular será exercida
pelo sufrágio universal
e pelo voto direto e
secreto, com valor igual
para todos, e, nos termos
da lei, mediante:
"direitos políticos" é expressão que
traduz o conjunto de normas legais
permanentes que regulamenta o
direito democrático de participação do
povo no Governo, diretamente ou por
seus representantes.
CIDADÃO 
No direito brasileiro, cidadão é o
indivíduo que preserva a titularidade
dos seus direitos políticos e de outros
direitos que são derivados destes.
É por meio do alistamento eleitoral que
o indivíduo adquire sua cidadania e, ao
adquiri-la, poderá exercer a soberania
popular por intermédio do direito ao
sufrágio, pelo voto direto e secreto,
com valor igual para todos, e, por meio
do plebiscito, referendo, da iniciativa
popular, da propositura de ação
popular e organização e participação
em partidos políticos.
Com a mudança promovida pela
Emenda Constitucional 131/2023, o
cidadão apenas perderá (não
confunda perda com cancelamento!) a
nacionalidade brasileira se fizer um
pedido expresso (§4º, II), e mesmo
assim poderá readquiri-la (§5º).
O exercício dos direitos políticos é
gratuito (art. 5º, LXXVII, da CF/88);
É competência da União legislar
sobre cidadania e direito eleitoral.
DIREITOS POLÍTICOS POSITIVOS
São as normas que asseguram a
liberdade do cidadão em participar
ativamente da vida pública estatal,
incluindo-se, aqui, o direito de votar
e ser votado.
1 - DIREITO DE SUFRÁGIO
O sufrágio é o direito público subjetivo
que possui o cidadão de participar da
organização política estatal.
O sufrágio, enquanto direito, não deve
ser confundido com o voto, que o
instrumentaliza.
SUFRÁGIO: É O DIREITO DE
VOTAR E DE SER VOTADO; 
VOTO: É O ATO PELO QUAL SE
EXERCITA O SUFRÁGIO; 
ESCRUTÍNIO: É O MODO PELO QUAL
SE EXERCITA O VOTO (PÚBLICO OU
SECRETO).
DIREITOS POLÍTICOS 
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DIREITO CONSTITUCIONAL
CARACTERÍSTICAS DO SUFRÁGIO
QUANTO À ABRANGÊNCIA
Pode ser universal ou restrito.
Universal quando possibilita que
todos os cidadãos o exerçam sem que
qualquer elemento discriminatório
interfira. OPCÃO ADOTADA POR
NOSSA ATUAL CONSTITUIÇÃO. 
07
DIREITOS POLÍTICOS DIREITOS POLÍTICOS 
Por outro lado, será
Restrito quando sua
prática estiver
condicionada à
presença de
determinadas
condições especiais.
O SUFRÁGIO RESTRITO SE DIVIDE EM
CENSITÁRIO E CAPACITÁRIO.
Censitário quando o nacional tiver
que preencher alguma qualificação
econômica.
Capacitário quando necessitar
apresentar alguma característica
especial de natureza intelectual.
QUANTO À IGUALDADE
PODE SER IGUAL OU DESIGUAL.
Sufrágio igual, adotado
pela atual Constituição
da República de 1988,
decorre da premissa de
que cada um vota uma
única vez e que esse
voto tem valor igual para
todos. 
São elas:
O desigual, por seu turno, baseia-se na
possibilidade de um mesmo indivíduo
votar mais de uma vez (na mesma ou
em outra circunscrição) ou votar
representando os membros da família
que chefia, tantas vezes quantas
forem os membros.
2- DIREITO DE VOTO E ESCRUTÍNIO
O voto, enquanto instrumento pelo
qual os eleitores expressam sua
vontade, é uma das formas de exercer
o direito de sufrágio. 
Suas principais características, aquelas
que não podem ser reduzidas, tampouco
abolidas, nem mesmo por meio de
emenda constitucional, estão no inciso II
do § 4º do art. 60, CF/88, que as trata
como cláusulas pétreas. 
DIRETO
os governantes são
eleitos diretamente
pelos cidadãos, sem a
interferência de
qualquer intermediário.
ATENÇÃO! 
Atualmente, há previsão na
Constituição da República (art. 81, §
1º, CF/88) de uma única modalidade
de eleição indireta:
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Vacância dos cargos de Presidente
e Vice-Presidente da República na
segunda metade do mandato (que,
sabemos, dura quatro anos), caso em
que o Congresso Nacional realizará
nova eleição trinta dias depois de
aberta a última vaga para definir os
novos representantes.
07
DIREITOS POLÍTICOS DIREITOS POLÍTICOS 
SECRETO
o voto é sigiloso, realizado em
uma cabine indevassável, de
modo que não se tenhaacesso
à realidade do voto do eleitor.
PERIÓDICO
os cidadãos poderão escolher seus
representantes de tempo em tempos,
para que os eleitos não se perpetuem no
poder.
UNIVERSAL
é direito e dever dos cidadãos
comparecer às urnas e manifestar sua
vontade ao eleger seus representantes.
ALÉM DAS CARACTERÍSTICAS CITADAS
ANTERIORMENTE, EXISTEM OUTRAS.
Personalíssimo, o próprio titular
exerce seu direito pessoalmente.
Obrigatório, quanto ao
comparecimento às urnas;
VALE LEMBRAR: a obrigatoriedade
do voto não é cláusula pétrea.
Essa obrigatoriedade existe para
os maiores de dezoito anos e
menores de setenta anos, desde
que alfabetizados.
Livre, o eleitor é livre para escolher o
candidato que desejar.
no mínimo, 1% do eleitorado nacional;
distribuído por, pelo menos, 5 Estados;
com não menos de 0,3% dos eleitores
de cada um deles.
Os menores de dezoito anos, desde
que maiores de dezesseis, assim
como os maiores de setenta anos e
os analfabetos de qualquer idade
(desde que maiores de dezesseis
anos) comparecem às urnas
facultativamente.
3 - AÇÃO POPULAR
É uma forma de exercício da soberania
popular, cuja exclusividade é do
cidadão(art. 5º, LXXIII, CF/88), que
poderá propor a referida ação no intuito
de tutelar o patrimônio público material
e o imaterial, solicitando a anulação de
ato lesivo ao erário ou a entidade de
que o Estado participe, à moralidade
administrativa, ao meio ambiente e ao
patrimônio histórico e cultural.
4 - INICIATIVA
POPULAR DE LEI
É um instrumento de
participação popular
exercido de forma direta. 
No âmbito federal, a
iniciativa popular ocorre
com a apresentação de
projeto de lei à Câmara de
Deputados, subscrito por
(art. 61, §2º, CF):
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DIREITO CONSTITUCIONAL
5 - PLEBISCITO X REFERENDO 
Consultas ao povo sobre matérias
relevantes de natureza:
CONSTITUCIONAL;
LEGISLATIVA OU 
ADMINISTRATIVA.
07
DIREITOS POLÍTICOS DIREITOS POLÍTICOS 
O PROJETO DE LEI DEVERÁ
CIRCUNSCREVER-SE A UM SÓ
ASSUNTO E NÃO PODERÁ SER
REJEITADO POR VÍCIO DE FORMA.
REFERENDO
Congresso nacional = AUTORIZA. O
povo é convocado depois do ato
legislativo ou administrativo para:
Ratificar ou Rejeitar. 
PLEBISCITO
Congresso nacional =
CONVOCA. O povo é
convocado antes do
ato legislativo ou
administrativo para:
aprovar ou Negar.
Nos termos do art. 3º da Lei nº
9.709/1998, se a questão for de
relevância nacional, o plebiscito ou o
referendo serão convocados pelo
Congresso Nacional; caso envolva um
assunto de interesse estadual, a
convocação será feita pela
Assembleia Legislativa do Estado
(art. 6º da Lei nº 9.709/1998). Por fim,
em se tratando de questão local, o
plebiscito ou o referendo serão
aprovados pelas Câmaras Municipais.
MAIORES DE 16 E MENORES DE 18
ANOS;
MAIORES DE 70 ANOS DE IDADE;
ANALFABETOS.
6 - CAPACIDADE ELEITORAL
ATIVA OU ALISTABILIDADE:
É O DIREITO DE VOTAR. QUEM PODE
VOTAR? 
Também se exige manifestação da
população diretamente interessada,
por meio de plebiscito, para que haja
incorporação, subdivisão e
desmembramento (anexação e
formação) de novos Estados, e,
também, para criação, incorporação,
fusão e desmembramento de novos
Municípios, conforme o artigo 18, §§
3° e 4°, CF/88.
Alistáveis (art. 14, § 1º, da CF) - O
alistamento eleitoral e o voto são
facultativos para:
Para as pessoas que tenham entre 18
e 70 anos de idade, com exceção dos
analfabetos, o voto é obrigatório.
SOMENTE BRASILEIROS NATOS OU
NATURALIZADOS PODEM SE ALISTAR
COMO ELEITORES.
A ÚNICA EXCEÇÃO A ESSA REGRA
ENVOLVE OS PORTUGUESES. 
O texto constitucional assegurou a
condição de quase nacionalidade, que
equipara os portugueses aos brasileiros
naturalizados, se houver reciprocidade
em favor dos brasileiros com residência
permanente em Portugal.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
INALISTÁVEIS (ART. 14, § 2º, DA CF):
 
Estrangeiros, 
Conscritos 
e menores de 16 anos.
07
DIREITOS POLÍTICOS DIREITOS POLÍTICOS 
Como o tratamento recíproco está
assegurado - pelo Tratado de
Cooperação, Amizade e Consulta entre
a República Federativa do Brasil e a
República Portuguesa -, em havendo
residência permanente do português
em nosso país, já que reciprocidade de
tratamento para os brasileiros que
residam em Portugal, deverá o
português, por meio de solicitação
ao Ministério da Justiça, requerer
referida equiparação de direitos.
Quanto aos conscritos, a CF veda o
alistamento dos mesmos. No que se
refere aos militares, somente os que
estiverem cumprindo serviço militar
obrigatório (conscritos) é que não são
alistáveis, de modo que para os
militares de carreira o alistamento
eleitoral segue obrigatório.
7 - CAPACIDADE ELEITORAL PASSIVA
OU ELEGIBILIDADE:
É a possibilidade de se eleger.
CONDIÇÕES DE ELEGIBILIDADE (ART.
14, § 3º, DA CF):
a) Nacionalidade
brasileira: há a
exceção dos
portugueses
equiparados (art.
12, §1º)
d) Domicílio eleitoral na
circunscrição: não se confunde com
o domicílio civil. A pessoa pode morar
num lugar e se candidatar em outro;
e) Filiação partidária: não existe
candidatura autônoma no Brasil;
b) Pleno exercício dos direitos
políticos: hipóteses de perda e
suspensão, art. 15 da CF. Ex.: a pessoa
condenada criminalmente fica com os
direitos políticos suspensos e não é
elegível;
c) Alistamento eleitoral: a capacidade
eleitoral ativa (de votar) é pressuposto
da passiva (de ser votado);
TRAMITA ATUALMENTE NO STF
RECURSO EXTRAORDINÁRIO COM
AGRAVO (ARE 1.054.490, COM
REPERCUSSÃO GERAL
RECONHECIDA - TEMA 974) NO
QUAL DEBATE-SE A VIABILIDADE
DAS CANDIDATURAS AVULSAS.
Art. 9º, Lei nº
9.504/1997: Para
concorrer às eleições,
o candidato deverá
possuir domicílio
eleitoral na respectiva
circunscrição pelo
prazo de seis meses e
estar com a filiação
deferida pelo partido
no mesmo prazo
(Redação dada pela Lei
nº 13.488, de 2017).
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Em se tratando dos militares de
carreira, a Constituição da República
permite que estes sejam eleitos,
porém, prevê a impossibilidade da
filiação destes a partidos políticos,
enquanto estiverem na ativa (art.
142, § 3º, V da CF/88).
O Tribunal Superior Eleitoral firmou
entendimento de que para os militares
a obrigação constitucional da
filiação será suprida pelo pedido de
registro de candidatura após prévia
escolha em convenção partidária.
07
DIREITOS POLÍTICOS DIREITOS POLÍTICOS 
Ainda sobre os militares,
lembremos que a
Constituição Federal
determina, no art. 14, §
8°, que o militar
alistável (que não está
conscrito) é elegível,
mas deverá atender as
seguintes condições:
(i) se contar menos de
dez anos de serviço,
deverá afastar-se da
atividade;
(ii) se contar mais de
dez anos de serviço,
será agregado pela
autoridade superior e,
se eleito, passará
automaticamente, no
ato da diplomação,
para a inatividade.
f) Idades mínimas: O art. 14, § 3º,
VI, da CF dispõe que:
35 anos para Presidente e
Vice-Presidente da
República e Senador.
ANOS PARA DEPUTADO
FEDERAL, DEPUTADO
ESTADUAL OU DISTRITAL,
PREFEITO, VICE-PREFEITO
E JUIZ DE PAZ.
ANOS PARA VEREADOR.
30
21
18
ANOS PARA GOVERNADOR 
E VICE-GOVERNADOR.
Art. 11, § 2º, Lei nº 9.504/1997: "A
idade mínima constitucional
mente estabelecida como
condição de elegibilidade é
verificada tendo por referência a
data da posse, salvo quando
fixada em dezoito anos, hipótese
em que será aferida na data-limite
para o pedido de registro".
DIREITOS POLÍTICOS NEGATIVOS
São as normas impeditivas de
participação do indivíduo no
processo político e nos órgãos
governamentais, abrangendo não só
as inelegibilidades, que inviabilizam o
gozo da capacidade eleitoral passiva,
como também a perda e suspensão
dos direitos políticos, que afetam a
capacidade eleitoral passiva e ativa.
IMPORTANTE: a cassação dos direitos
políticos, consistente na retirada
arbitrária dos direitos, engendrada por
perseguições ideológicas, tão típicas
dos períodos antidemocráticos, é
vedada pelaatual Constituição de 1988.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
SUSPENSÃO DE DIREITOS
POLÍTICOS
É a privação temporária dos direitos
políticos. E ocorre nas seguintes
situações:
(i) Declaração de incapacidade civil;
(ii) condenação criminal transitada
em julgado;
(iii) quando há alegação de escusa
de consciência;
(iv) como decorrência da
condenação por improbidade
administrativa.
Condenação Criminal Transitada
em Julgado
Terá igualmente suspensos seus direitos
políticos aquele que for condenado
criminalmente, após o trânsito em
julgado, quando não mais houver direito a
utilização da via recursal. A suspensão
persistirá enquanto perdurarem os
efeitos da sentença, isto é, até que
seja extinta a punibilidade em razão do
cumprimento da pena.
07
DIREITOS POLÍTICOS DIREITOS POLÍTICOS 
PERDA DE DIREITOS POLÍTICOS
É a privação definitiva e permanente
dos direitos políticos, sendo necessária
atividade específica do interessado
para a reaquisição.
INCAPACIDADE CIVIL ABSOLUTA
Atualmente, é possível concluir que
esta hipótese de suspensão se
encontra sem aplicabilidade. 
Com a entrada em vigor
da Lei n.º 13.146/2015
(Estatuto da Pessoa
com Deficiência), os
incisos do art.3º do
Código Civil foram
revogados e seu caput
foi modificado,
prevendo agora que
“são absolutamente
incapazes de exercer
pessoalmente os atos
da vida civil os
menores de 16 anos”.
Nota-se que deixou de existir em nosso
ordenamento, pessoa maior de idade
que seja absolutamente incapaz.
Assim, até que, eventualmente, venha
nova lei recriando hipóteses de
maiores absolutamente incapazes, o
dispositivo encontra-se desprovido
de aplicabilidade.
Aos presos provisórios - aqueles
que respondem presos ao processo
- não se aplica referida suspensão;
O dispositivo em estudo (art. 15, III,
CF/88) alcança todo o tipo de infração
penal, seja o crime doloso, culposo ou
uma contravenção penal.
A suspensão de direitos políticos em
estudo, aplica-se tanto aos condenados
a penas privativas de liberdade como
também aos condenados a penas
restritivas de direitos.
Segundo o TSE (Resolução nº 22.193/2006)
nada obstante tratar-se de sentença
absolutória imprópria, a decisão que impõe
medida de segurança ostenta natureza
condenatória, atribuindo sanção penal, razão
pela qual enseja suspensão de direitos
políticos nos termos do inciso em apreço.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Condenação por Improbidade
Administrativa
O condenado por ato de improbidade
administrativa (que importe em
enriquecimento ilícito ou que cause
prejuízo ao erário) ficará com seus
direitos políticos suspensos pelo
prazo determinado pela LIA ("Lei de
Improbidade Administrativa", que é a
Lei nº 8.429/1992 - consoante prevê
o art. 12, que tem redação dada pela
Lei nº 14.230, que é de 25 de
outubro de 2021).
Alegação de escusa de
consciência
07
DIREITOS POLÍTICOS DIREITOS POLÍTICOS 
Sobre essa hipótese,
alertamos que existe
forte divergência
doutrinária, sendo que a
maioria dos autores de
direito eleitoral vem
entendendo como
situação de suspensão, e
não de perda de direitos
políticos, nos termos da
literalidade do art. 4.º, §
2.º, da Lei n. 8.239/91.
Ainda, a compreensão
deste tópico requer
entendimento prévio
acerca da escusa de
consciência (art. 5º, VIII,
CF/88).
Esta constitui um
importantíssimo Direito
Constitucionalmente
assegurado aos indivíduos
que os autoriza a recusar o
cumpri- mento de
determinada obrigação legal
(mesmo que a todos
imposta) quando a realização
desta importar em violação
de convicções íntimas -
religiosas, filosóficas ou
políticas -, sem que tal
descumprimento acarrete a
privação de direitos.
No entanto, a alegação da escusa de
consciência não é absoluta: em
havendo lei que estipule uma
obrigação alternativa, deverá o
indivíduo prestá-la, sob pena de ficar
privado de seus direitos políticos.
Deste modo, em não havendo lei
prevendo a prestação alternativa,
não há que se falar em privação dos
direitos políticos: o indivíduo poderá
descumprir a obrigação legal,
alegando livremente a escusa de
consciência, sem que isso importe em
privação de direitos, afinal, a ele não
foi dada, pelo Estado, a chance de
evitar a privação por meio do
cumprimento do dever alternativo.
INELEGIBILIDADES
"Inelegibilidade" é termo
que exprime os
impedimentos que
inviabilizam a fruição da
capacidade eleitoral
passiva, suprimindo do
cidadão sua capacidade
de ser eleito para cumprir
mandatos eletivos.
Consiste, pois, na
imposição de obstáculos à
candidatura do indivíduo a
(todos ou a determinados)
cargos, impedindo que o
mesmo exerça o seu
direito de ser votado.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
DIREITOS POLÍTICOS DIREITOS POLÍTICOS 
CLASSIFICAÇÕES
Não deve ser confundido com a
inalistabilidade, que é o impedimento ao
exercício da capacidade eleitoral ativa, ao
direito de votar. Tampouco pode ser
comparada às incompatibilidades, que
são vedações impostas ao exercício de
outros cargos ou atividades
incompatíveis com o cargo eletivo.
Quanto à ORIGEM, podem ser divididas
em inelegibilidades cominadas e inatas.
COMINADAS, aquelas decorrentes da
prática de atos vedados pelo
ordenamento jurídico. Ex.: condenação
criminal transitada em julgado.
INATAS, são as que se apresentam
independentemente da prática de
qualquer conduta por parte do
cidadão. Ex.: ser estrangeiro.
Quanto à DURAÇÃO, podem ser
divididas em inelegibilidades
permanentes e temporárias.
PERMANENTES são aquelas que
se sustentam em uma situação
duradoura ou permanente, como a
perda dos direitos políticos (por
exemplo: em razão do
cancelamento da naturalização por
sentença judicial transitada em
julgado, art. 15, I, CF/88);
TEMPORÁRIAS ou provisórias são as
inelegibilidades que desaparecem
com o passar do tempo, pois se
fundam em circunstâncias
provisórias (por exemplo: a condição
de conscrito ou a não filiação ao
partido político no prazo legalmente
exigido).
Quanto à ABRANGÊNCIA, podem ser
divididas em inelegibilidades
absolutas e relativas.
ABSOLUTAS: Impedem o indivíduo de
se candidatar a qualquer cargo
eletivo, independentemente das
circunstâncias. Normalmente,
aplicam-se a pessoas que perderam
direitos políticos, estrangeiros e
inalistáveis, como os conscritos.
RELATIVAS: Restringem a candidatura
apenas para determinados cargos ou
dentro de certas condições. Elas
podem estar relacionadas a
parentesco, exercício de função
pública ou decisões judiciais
específicas, como condenações por
improbidade administrativa.
INELEGIBILIDADE ABSOLUTA
A inelegibilidade absoluta consiste no
categórico impedimento para o
indivíduo se candidatar a qualquer
cargo eletivo e persiste enquanto não
cessada a causa que a originou.
Conforme dispõe o art. 14, § 4º, CF/88,
são inelegíveis (isto é, não podem se
candidatar a nenhum cargo) os
inalistáveis e os analfabetos.
Os inalistáveis são
aqueles que não podem se
alistar como eleitores, ou
seja, os que não exercem a
capacidade eleitoral ativa;
Na dicção do art. 14, § 2º,
CF/88, são inalistáveis os
estrangeiros e os
conscritos.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Por último, importante frisar que a
inelegibilidade absoluta é um
impedimento subjetivo, por ser uma
característica própria do indivíduo que
o impede de se eleger a qualquer cargo
eletivo, e também, em virtude de seu
caráter excepcional, somente a
Constituição pode prevê-las.
07
DIREITOS POLÍTICOS DIREITOS POLÍTICOS 
TODO INALISTÁVEL É
OBVIAMENTE INELEGÍVEL
Por sua vez, os
analfabetos podem
(se desejarem) ser
eleitores, todavia,
nunca poderão ser
eleitos. São
alistáveis, mas
inelegíveis.
INELEGIBILIDADES RELATIVAS
Consiste em impedimentos para o
exercício de certos cargos eletivos,
em razão de situações específicas
previstas na Constituição Federal em
seu art. 14, §§ 5º a 9°. 
O relativamente inelegível tem suaelegibilidade limitada somente em
parte, pois só não poderá se
candidatar a alguns cargos eletivos,
lembrando que o impedimento pode
desaparecer, caso o cidadão se
desembarace da situação que
ocasiona a inelegibilidade.
Por motivos funcionais
Os únicos cargos geradores de
inelegibilidade por motivo funcional
são os cargos de chefia no Poder
Executivo. Ou seja, os cargos de
Presidente da República, Governador
de Estado e Distrito Federal e Prefeitos
municipais. E podem ainda ser
subdivididos em: 
1 - referentes ao mesmo cargo.
2 - referentes a outro cargo.
Referentes ao mesmo cargo:
A partir do artigo 14, §5º, vê-se que os
chefes do Poder Executivo podem
concorrer à reeleição apenas uma vez,
por um único período subsequente, não
podendo ocupar o mesmo cargo três
vezes consecutivas.
A inelegibilidade atinge,
portanto, eleições
sucessivas e não
alternadas.
Ou seja, a Constituição
não proibiu o indivíduo de
exercer o mesmo cargo
de chefia no Executivo
três ou mais vezes, mas
sim que ocupasse o
mesmo cargo três vezes
consecutivas.
(1) o chefe do Executivo que ocupa o
mesmo cargo pela segunda vez
consecutiva (foi reeleito) não poderá
renunciar ao cargo eletivo no
mandato em curso com o intuito de
se candidatar ao terceiro mandato
consecutivo.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
(3) Aqueles que ocupam a Vice chefia
do Poder Executivo (Vice-Presidente
da República, Vice-Governador de
Estado, Vice-Prefeito) também
poderão se reeleger, uma única vez,
para o mesmo cargo.
(4) os Vices (Vice-Presidente, Vice-
Governador, Vice-Prefeito), reeleitos
ou não, podem pleitear o cargo do
titular na próxima eleição, mesmo que
no curso do mandato o tenham
substituído (em situações de
impedimentos temporários).
(5) Em sessão do dia 1º de agosto de
2012, os Ministros do Supremo
decidiram (no julgamento do RE
637.485, relatado pelo Min. Gilmar
Mendes) que um cidadão que já
tenha exercido dois mandatos
consecutivos de Prefeito, isto é, foi
eleito e reeleito, fica inelegível para
um terceiro mandato, ainda que em
Município diferente.
Referentes a outro cargo:
Acontece quando o intuito do chefe
do Poder Executivo é de concorrer a
outro cargo, diferente daquele que
ele ocupa.
07
DIREITOS POLÍTICOS DIREITOS POLÍTICOS 
(2) Aquele que foi chefe do Executivo
por dois períodos subsequentes (foi
eleito e reeleito), não pode, na eleição
seguinte (terceiro período), pleitear o
cargo de Vice.
No entanto, se ocorrer a vacância
(impossibilidade definitiva de exercer
a função) do cargo do titular, o Vice
assumirá o cargo de forma efetiva. 
Assim, este será considerado seu
primeiro mandato no cargo, de forma
que nas eleições seguintes poderá
pleitear a única reeleição admitida.
VEDADO a figura do Prefeito itinerante
Nesse sentido, a Corte recusou a
possibilidade de o Prefeito reeleito
para um determinado Município
transferir seu domicílio eleitoral e
concorrer ao cargo de Prefeito em
Município diverso e, assim,
caracterizar o exercício de um terceiro
mandato (o que o art. 14, § 5º, CF/88
veda), numa hipótese que foi intitulada
pela jurisprudência do TSE de "prefeito
itinerante" ou "prefeito profissional".
Desincompatibilização
Segundo o art. 14, §6º da CF/88, se o
Chefe do Executivo pleiteia cargo
diferente do que ele ocupa, deve
renunciar ao seu mandato pelo
menos 6 meses antes da eleição - é
a chamada desincompatibilização.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Por motivos de casamento,
parentesco ou afinidade
07
DIREITOS POLÍTICOS DIREITOS POLÍTICOS 
ATENÇÃO: não é necessário que
haja a desincompatibilização
quanto à reeleição, em outras
palavras, não é necessário
desincompatibilizar para concorrer
ao mesmo cargo, só a outro cargo.
Essa modalidade de inelegibilidade é
conhecida como inelegibilidade reflexa,
haja vista incidir sobre terceiros, mais
especificamente, decorre sempre de
um chefe do Executivo incidindo sobre
seus parentes e cônjuge.
(1) O parentesco ao
qual se refere o art. 14,
§7º da CF/88, pode ser
consanguíneo ou afim,
até o segundo grau ou
por adoção.
Consanguíneo é o
parentesco que existe
entre duas pessoas
pertencentes à mesma
árvore genealógica;
Por afinidade é aquele existente
entre a família de um dos cônjuges
com o outro cônjuge;
Já o parentesco decorrente de
adoção é aquele que advém de um
ato jurídico de um indivíduo que acolhe
juridicamente outrem para compor
sua família, como seu filho.
Considera-se parente
até o segundo grau na
linha reta dos
descendentes: os filhos
e os netos, na linha reta
dos ascendentes: os
pais e os avós, na linha
colateral: os irmãos;
consideram-se descendentes por
afinidade até o segundo grau: o
genro, a nora o enteado ou
enteada, os cônjuges dos netos;
na linha dos ascendentes por
afinidades, até o segundo grau,
temos: o sogro, a sogra, o padrasto,
a madrasta e os avós do cônjuge;
por fim, na linha transversal, por
afinidade, temos os cunhados.
(2) Quanto à circunscrição dos chefes
do Executivo, temos:
Presidente da República:
território nacional. Assim, seus
parentes até o segundo grau não
poderão se candidatar a nenhum
cargo eletivo no país;
Governador: é o Estado, assim, seus
parentes até o 2º grau não poderão
se candidatar a nenhum cargo no
Estado, mas poderão se candidatar
em outros Estados ou a mandato
Federal.
Prefeito: o município, não podendo se
candidatar aos cargos no município
seus familiares até o 2º grau.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
DIREITOS POLÍTICOS DIREITOS POLÍTICOS 
(3) A regra do § 7º se aplica também
àqueles que tenham ocupado, em
substituição, o cargo de chefe do
Poder Executivo nos seis meses
anteriores ao pleito - o que significa
que o cônjuge, os parentes e afins, até
segundo grau ou por adoção, daquele
que substituiu o chefe do Executivo
nos seis meses anteriores à eleição
ficarão inelegíveis no território de
circunscrição definido para o cargo.
(4) Se houver a criação de
um Município novo, por
desmembramento de
outro anteriormente
existente (nos termos do
art. 18, § 4º, CF/88), o
cônjuge, os parentes ou
afins, até segundo grau ou
por adoção, não poderão se
candidatar a chefia do
Município recém-criado. 
Do mesmo modo, não poderia se
candidatar à chefia do Executivo do
novo Município, aquele que já chefiou
o Município principal por dois
mandatos contínuos. 
(5) O STF, na súmula vinculante nº 18,
determinou que a dissolução da
sociedade ou do vínculo conjugal, no
curso do mandato, não afasta a
inelegibilidade prevista no §7º do art.
14 da CF/88.
(6) O enunciado da súmula vinculante
nº 18, não se aplica aos casos de
extinção do vínculo conjugal pela
morte de um dos cônjuges. 
(7) Outra situação é que a separação
de fato se consolida antes do início
do mandato eletivo do chefe do
Executivo, ainda que o divórcio seja
posterior, o ex-cônjuge poderia se
candidatar, segundo o STF. 
EXCEÇÃO À REGRA DA
INELEGIBILIDADE REFLEXA
Dispõe a parte final do art. 14, § 7º,
CF/88: "salvo se já for titular de
cargo e candidato à reeleição". Isso
significa que referida inelegibilidade
não se aplica quando o cônjuge, os
parentes ou afins até segundo grau ou
por adoção já possuírem mandato
eletivo, caso em que estarão
autorizados a concorrer à reeleição,
ainda que estejam dentro do
território de circunscrição do chefe
do Executivo.
Ainda, existe a possibilidade de o
chefe do Executivo se
desincompatibilizar nos seis meses
antes da eleição, assim ele evita a
incidência da inelegibilidade reflexa em
seu cônjuge e em seus parentes.
Deste modo, nas próximas eleições, os
parentes e o cônjuge poderão se
candidatar aos cargos na circunscrição
daquele território.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
DIREITOS POLÍTICOS DIREITOS POLÍTICOS 
ATENÇÃO: Essa hipótese autoriza
não só que o cônjuge, parentes ou
afins até segundo grau ou por
adoção pleiteiemtodos os cargos
eletivos da circunscrição, mas
igualmente a própria chefia do
Executivo, desde que o chefe do
Executivo pudesse ele mesmo
concorrer à sua própria reeleição.
Decidiu o STF que não sendo
permitida a reeleição do Prefeito,
são inelegíveis também seus
parentes ou cônjuge. Em outras
palavras: aquele que pode reeleger-se
pode ser sucedido por quem mantenha
com ele vínculo conjugal, mas, por
outro lado, aquele que não pode
reeleger-se (porque já exerceu dois
mandatos ou porque ficou inelegível no
curso do primeiro), não pode ser
sucedido pelo cônjuge.
Previsões em lei complementar
A Constituição Federal autoriza a edição
de lei complementar para dispor sobre
outros casos de inelegibilidade relativa
e os prazos de sua cessação.
Vigora, atualmente, no
ordenamento jurídico,
brasileiro a Lei
Complementar nº
64/1990, na qual estão
previstos outros casos
de inelegibilidade.
SOBRE ESTA LEI, DESTACAMOS AS
SEGUINTES INELEGIBILIDADES: 
Ficarão inelegíveis e, por isso, não
obterão registro da candidatura, os
candidatos que forem condenados
criminalmente por órgão colegiado,
anda que a decisão não seja definitiva
(isto é, ainda que caiba discussão na via
recursal);
O período em que o condenado ficará
inelegível passou de três para oito anos
por meio da nova lei (LC nº 135/2010).
Inelegibilidade dos integrantes do Poder
Legislativo e do Executivo que
renunciarem aos seus mandatos após
já ter sido oferecida representação ou
petição capaz de autorizar a abertura de
processo por infringência a dispositivo
da Constituição Federal (ou Estadual),
da Lei Orgânica (Distrital ou Municipal).
AÇÃO DE IMPUGNAÇÃO DE
MANDATO ELETIVO
Em seu artigo 14, §§ 10 e 11, a CF/88
prevê a possibilidade de propositura
da Ação de impugnação de mandato
eletivo, que acarreta a perda do
mandato do candidato eleito
mediante fraude, corrupção ou abuso
do poder econômico.
Esta ação deve ser
proposta perante a
Justiça Eleitoral no
prazo de 15 dias
contados da
diplomação. Este
prazo é decadencial,
ou seja, não se
sujeita à suspensão
ou à interrupção.
15 DIAS 
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
DIREITOS POLÍTICOS DIREITOS POLÍTICOS 
PARTIDOS POLÍTICOS.
PRINCÍPIO DA ANTERIORIDADE OU
ANUALIDADE ELEITORAL
Quanto à legitimidade para a
propositura, temos que o Ministério
Público Eleitoral a detém, bem como
os partidos políticos, as coligações e
os candidatos que tiveram concorrido
nas eleições.
Pelo artigo 16 da CF/88 temos que
qualquer lei que alterar o processo
eleitoral, apesar de entrar em vigor já
na data de sua publicação, somente
poderá ser aplicada às eleições que
ocorram após um ano da data de sua
vigência.
Ex.: As Leis n.º 13.487/2017 e
13.488/2017 foram publicadas numa
sexta-feira, no dia 06/10/2017, e
valeram para as eleições do ano de
2018, que aconteceram no domingo,
dia 07/10/2018.
A finalidade da previsão
de referido princípio é
impedir que o Poder
Legislativo introduza
alterações casuísticas
na lei eleitoral para
desequilibrar a
participação dos
partidos e candidatos,
influenciando os
resultados das eleições.
Conceito: São associações (pessoas
jurídicas de direito privado) constituídas
para a participação na vida política de
um país. Além do registro civil, também
devem registrar seus estatutos no
Tribunal Superior Eleitoral.
Registro civil: É requerimento do
registro do partido junto ao Registro
Civil de Pessoas Jurídicas da Capital
Federal e é o meio pelo qual há a
aquisição da personalidade jurídica.
Registro eleitoral: Efetivado perante o
Tribunal Superior Eleitoral, e tem como
finalidade o gozo de prerrogativas de
participar do processo eleitoral, receber
recursos do fundo partidário e ter
acesso à rádio e à televisão para
difusão de suas ideias e programas,
conforme art. 7º, §2º, da Lei 9.096/95.
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DE
ORGANIZAÇÃO PARTIDÁRIA
Liberdade partidária: É livre a criação,
fusão, incorporação e extinção dos
partidos políticos. No entanto, deve
obedecer ao disposto na Constituição:
Caráter nacional; 
Proibição de recebimento de
recursos financeiros de entidades
ou governos estrangeiros, ou de
subordinação a estes; 
Prestação de contas a justiça eleitoral; 
Funcionamento parlamentar de
acordo com a lei;
Autonomia partidária:
Autonomia para definir
sua estrutura interna,
organização e
funcionamento,
devendo seus
estatutos estabelecer
normas de fidelidade e
disciplina partidárias
(art. 17, § 1º).
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
DIREITOS POLÍTICOS DIREITOS POLÍTICOS 
SISTEMAS ELEITORAIS:
Vedação a partidos como
organização paramilitar (art. 14, §
4º): É vedado ao partido político
ministrar instrução militar ou
paramilitar, bem como utilizar-se de
organização da mesma natureza e
adotar uniforme para seus membros.
Majoritário: O mandato eletivo fica
com o candidato ou partido político
que obteve a maioria dos votos,
independente dos votos do seu
partido. 
Adotado para eleições de Presidente,
Senador, Governador e Prefeito;
Misto: Mescla regras do majoritário e
proporcional, com votos distritais e
votos gerais. É o sistema adotado na
Alemanha. 
No Brasil, não é adotado, embora seja
ponto de discussão da reforma política.
Proporcional: Neste sistema, o voto
dado a um candidato é primeiro
considerado para o partido ao qual ele
é filiado. O total de votos do partido é
que define quantas cadeiras na Casa
Legislativa tal partido terá. Definidas
as cadeiras, os candidatos mais
votados do partido são chamados a
ocupá-las.
Adotado para eleições de Deputado
Federal, Estadual e Vereador.
FIDELIDADE PARTIDÁRIA
Se o titular do mandato eletivo, sem
justa causa, sair do partido político
no qual foi eleito, ele perderá o
cargo que ocupa? (Info. 787, STF)
Sistema majoritário:
NÃO se aplica aos
candidatos eleitos pelo
sistema majoritário, sob
pena de violação da
soberania popular e das
escolhas feitas pelo
eleitor, já que o candidato
escolhido é aquele que
obteve mais 
votos, não importando o
quociente eleitoral nem o
quociente partidário.
Assim, a perda de
mandato por troca de
partido não se aplica ao
sistema majoritário.
Sistema proporcional: O mandato
parlamentar no sistema proporcional
pertence ao partido político, razão
pela qual, em caso de mudança de
partido político pelo parlamentar
eleito, ele sofrerá um processo na
Justiça Eleitoral que poderá
resultar na perda do seu mandato.
Dessa forma, teoricamente, aquele
que mudar de partido (transferência
de legenda) sem motivo justificado
perderá o cargo eletivo. 
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
DIREITOS POLÍTICOS DIREITOS POLÍTICOS 
Dessa forma, teoricamente, aquele
que mudar de partido (transferência de
legenda) sem motivo justificado
perderá o cargo eletivo. Isso porque
reconheceu o STF o caráter
eminentemente partidário do sistema
proporcional e as interrelações entre o
eleitor, o partido político e o
representante eleito. 
Mudar de partido caracteriza desvio
ético-político e gera esequilíbrio no
Parlamento. É fraude contra a
vontade do povo.
DECISÃO UNÂNIME DO COLEGIADO
DO TSE
Justa causa para desfiliação
partidária só é aplicável se o eleito
estiver no fim do mandato vigente. 
De acordo com Admar Gonzaga, “o
vereador poderá se desfiliar do seu
partido com justa causa apenas no
prazo da janela partidária que coincidir
com o final do seu mandato, ou seja,
nas vésperas das eleições 
municipais. 
Do mesmo modo, o detentor do
cargo proporcional, como deputado
federal e distrital, poderá fazer jus à
janela partidária na proximidade de
uma Eleição Geral”. 
O TEMA PARTIDOS POLÍTICOS FOI
OBJETO DE ALGUMAS ALTERAÇÕES POR
EMENDAS CONSTITUCIONAIS.
A EC 52/06 trouxe a desverticalização,
de modo que as coligações partidárias
não precisam ser as mesmas em âmbito 
nacional, estadual e municipal, ou seja,
não há obrigatoriedade de vinculação
entre as candidaturas em âmbito
nacional, estadual, distritala ação
governamental do Estado. 
Essa ideia de constituição dirigente
diverge daquela visão tradicional de
constituição, que a concebe como lei
processual ou instrumento de governo. 
OBS.: A constituição brasileira de
1988 e a portuguesa de 1976 são
exemplos de constituições dirigentes.
CONSTITUIÇÃO COMO
INSTRUMENTO DE
REALIZAÇÃO DA
ATIVIDADE ESTATAL
O texto maior é uma
ordenação global do
Estado e da sociedade, ao
mesmo tempo que é um
projeto de determinação
de sua identidade.
CONSTITUIÇÃO COMO DOCUMENTO
REGULADOR DO SISTEMA POLÍTICO
A Carta Magna é um instrumento
funcional que serve para reduzir a
complexidade do sistema político. 
Não basta perquirir o vínculo de
conformidade ou desconformidade
das leis e atos normativos com a
constituição. É imperioso que se
busque a lógica do sistema político.
CONSTITUIÇÃO COMO
PROCESSO PÚBLICO
Compreende o texto
constitucional como
documento de uma
sociedade pluralista e
aberta, como obra de vários
partícipes, como uma ordem
jurídica fundamental do
Estado e da sociedade.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Adiamento da
solução de conflitos
sociais através de
compromissos
dilatórios: transfere
a solução de conflitos
para um futuro
indeterminado.
CONSTITUIÇÃO SIMBÓLICA
07
TEORIA DA CONSTITUIÇÃO TEORIA DA CONSTITUIÇÃO
CONSTITUIÇÃO COMO MEIO DE
RESOLUÇÃO DE CONFLITOS
É uma constituição processual.
Isso porque as constituições consagram
processos de decisão que não podem
ser impostos, pois servem de parâmetro
de resolução de casos concretos
perante circunstâncias particulares, a
fim de possibilitar soluções ótimas.
O doutrinador Marcelo
Neves entende que a
ideia de legislação ou
de constituição
simbólicas advém de
valorizar mais uma
construção legislativa
sem efetividade do
que dar possibilidade
de a legislação se
tornar efetiva.
O SIMBOLISMO SE VERIFICA POR
TRÊS MECANISMOS:
A Constituição serve tão-somente
para confirmar valores sociais: o
legislador se posiciona de um lado, dando
uma vitória legislativa para um
determinado grupo social, em detrimento
da eficácia normativa da lei;
A Constituição apenas demonstra a
capacidade de ação do Estado
(legislação álibi): busca-se aparente
solução para problemas da sociedade,
ainda que mascare a realidade.
CLASSIFICAÇÃO - CONSTITUIÇÕES
QUANTO À ORIGEM OU POSITIVAÇÃO :
Outorgada, não democrática ou
imposta: impostas pelo detentor do
poder de forma unilateral. 
Obs. No Brasil, as Constituições
outorgadas foram as de 1824 (Império),
1937 (inspirada em modelo fascista,
extremamente autoritária — Getúlio
Vargas), 1967 (ditadura militar).cos;
Promulgada, democrática, votada ou
popular: nascem de debates políticos;
Cesarista ou
plebiscitárias (ou
bonapartistas): as
constituições outorgadas
submetidas a plebiscito ou
referendo na tentativa de
aparentarem legitimidade
são denominadas de
constituições cesaristas. 
Veja que a participação
popular, nesses casos, não
é democrática, pois visa
apenas ratificar a vontade
do detentor do poder.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Super-rígidas: o processo de alteração
da Constituição é mais dificultoso e
solene do que o processo de formação
das leis, possuindo pontos imutáveis.
07
CLASSIFICAÇÃO - CONSTITUIÇÕES
QUANTO À FORMA:
Pactuada (ou dualistas): é a
Constituição elaborada por pacto
realizado entre os vários titulares do
Poder Constituinte que, em conjunto,
elaboram a Constituição.
Escritas ou instrumental: Constituição
sistematizada por procedimento formal.
A Revolução Francesa pode ser
considerada uma referência para o
surgimento das constituições escritas.
Não escritas ou consuetudinária:
resultante das práticas costumeiras.
QUANTO À MUTABILIDADE
Rígidas: o processo de
alteração da
Constituição é mais
difícil e solene do que o
processo de formação
das leis;
Flexíveis ou Plásticas:
a Constituição é alterada
pelo mesmo processo
utilizado para as leis ou
até mais simples;
 /ALTERABILIDADE/ESTABILIDADE/CONSISTÊNCIA
Semirrígida: é a Constituição que
exige que apenas uma parte do seu
texto seja alterado por processo
legislativo diferenciado e mais
dificultoso. Quanto ao restante do
texto, é possível a alteração pelo
procedimento ordinário;
CLASSIFICAÇÃO - CONSTITUIÇÕES
Imutáveis: a Constituição não admite
alteração do seu texto;
Fixa: somente o Poder Constituinte
Originário pode alterar o texto
constitucional.
QUANTO AO CONTEÚDO:
Formais: constituição é tudo aquilo
que está inserido no texto elaborado
pelo Poder Constituinte, por meio de
um processo legislativo mais
dificultoso. Não importa o conteúdo da
norma, será constitucional tudo que
constar do texto da Constituição,
mesmo que não se trate de assunto
relevante para o Estado e a sociedade.
Materiais: leva em
consideração o conteúdo
da norma para defini-la
como constitucional.
Materialmente
constitucional será
aquele texto que contiver
as normas fundamentais
e estruturais do Estado, a
organização de seus
órgãos, os direitos e
garantias fundamentais.
Toda constituição escrita é formal?
NÃO, porque a constituição formal vai
muito além de ser escrita, exigindo
supralegalidade/supremacia e
procedimentos especiais para
modificação.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
CLASSIFICAÇÃO - CONSTITUIÇÕES CLASSIFICAÇÃO - CONSTITUIÇÕES
QUANTO À SISTEMÁTICA:
Reduzidas: materializam-
se em um único
documento sistemático;
Variadas: é a
Constituição que está
espalhada por vários
documentos legislativos.
QUANTO À IDEOLOGIA
Ortodoxas: elaboradas em uma única
linha ideológica;
Ecléticas: elaboradas com várias linhas
ideológicas, a exemplo da CF/88.
QUANTO À EFICÁCIA
(Karl Lowenstein - analisa o MODO DE
SER das Constituições, conforme
adequação à realidade social e política)
Normativas: máxima eficácia, regulando
todos os aspectos da vida social - Se
adequa à realidade, eis que pretende e
consegue guiar o processo político.
Nominalistas: Não
corresponde à
realidade, já que, apesar
de pretender regular o
processo político, NÃO
consegue fazê-lo.
Semânticas: Não tem
por fim regular a vida
política do Estado,
busca somente
formalizar e manter o
poder político vigente.
QUANTO À EXTENSÃO
Constituição Sintética: é
Constituição reduzida, sucinta, a
exemplo da norte-americana;
Constituição Analítica: é Constituição
extensa e prolixa, a exemplo da CF/88.
QUANTO ÀS OPÇÕES POLÍTICAS
Constituição-garantia: associa-se a
uma concepção liberal da política, tendem
a concentrar a sua atenção normativa nos
aspectos de estrutura do poder,
cercando as atividades políticas das
condições necessárias para o seu correto
desempenho.
Constituições dirigentes ou
constituição programática: não se
bastam com dispor sobre o estatuto do
poder. Elas também traçam metas,
programas de ação e objetivos para as
atividades do Estado nos domínios social,
cultural e econômico.
CLASSIFICAÇÕES DA CRFB/88?
Forma: Escrita
Origem: Promulgada (Popular)
Modo de elaboração: Dogmática
(Codificada)
Extensão: Analítica (Prolixa)
Conteúdo: Formal
Dogmática: Eclética
Alterabilidade: Rígida
Sistemática: Reduzida (unitária)
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Quadro europeu: O reconhecimento do
valor jurídico das Constituições tardou
na Europa. A Constituição NÃO era
norma vinculante, embora esse
entendimento já começasse a ser
desenvolvido nos EUA.
Quadro Americano: Supremacia da
Constituição. Adotou-se
procedimento mais dificultoso e
solene de mudança da Constituição, e
cresceu o papel do controle judicial.
07
SUPREMACIA DA CONSTITUIÇÃO SUPREMACIA DA CONSTITUIÇÃO
CONSTITUCIONALISMO
FASES DO CONSTITUCIONALISMO
Surge a 1ª geração de direitos
fundamentais (liberdade): direitos civis
e políticos. Exigem abstenção do Estado.
O constitucionalismo é o movimento a
partir do qual emergem as
Constituições. Todo Estado deve
possuir uma Constituição, paraou municipal.
Mais adiante, a EC 97/17 veiculou a
vedação de celebração de coligações
em eleições proporcionais a partir de
2020. Além disso, a EC 97/17
estabeleceu alguns requisitos para os
partidos terem acesso ao fundo
partidário. (art. 17, §3º, CF/88)
A EC n. 111/2021, para fins de
distribuição entre os partidos políticos
dos recursos do fundo partidário e do
Fundo Especial de Financiamento de
Campanha (FEFC), os votos dados a
candidatas mulheres ou a candidatos
negros para a Câmara dos Deputados
nas eleições realizadas de 2022 a 2030
serão contados em dobro.
A Emenda Constitucional
nº 133/2024 versou,
dentre outros temas, sobre
as cotas raciais e
financiamento de
campanha, prevendo que
os partidos devem aplicar,
obrigatoriamente, 30%
dos recursos públicos do
FEFC e do Fundo
Partidário destinado às
campanhas eleitorais em
candidaturas de pessoas
pretas ou pardas.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS
HABEAS CORPUS
São garantias que consubstanciam
meios colocados à disposição do
indivíduo para salvaguardar os seus
direitos diante de ilegalidade ou abuso
de poder cometido pelo Poder Público.
Previsão normativa: art. 5º, LXVIII,
CF/88 e arts. 647 e seguintes do CPP. 
Art. 5º, LXVIII - conceder-se-á habeas
corpus sempre que alguém sofrer ou se
achar ameaçado de sofrer violência ou
coação em sua liberdade de locomoção,
por ilegalidade ou abuso de poder;
No direito inglês, surgiu
primeiramente na Magna
Charta Libertatum, de
1215 e, no direito
brasileiro, surgiu pela 1ª
vez na Constituição
Federal de 1891,
permanecendo nas
demais constituições
subsequentes.
Ressalta-se, contudo, que, inicialmente, e
o HC visava proteger outros direitos
distintos e não apenas a locomoção,
porém, com a EC nº 1 de 1926, restringiu-
se o HC apenas à liberdade de locomoção.
CARACTERÍSTICAS DO HC:
O HC possui natureza dúplice: 
Ação de natureza penal não
condenatória e remédio constitucional.
Possui autonomia própria;
Pode ser impetrado sem
que exista processo;
Isento de custas;
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS
Não exige capacidade postulatória
(pode ser formulada sem advogado);
Admite concessão de pedido liminar;
Exige violência ou coação +
ilegalidade ou abuso de poder. 
REPRESSIVO ou LIBERATÓRIO - quando
o indivíduo já tiver desrespeitado o seu
direito de locomoção.
MODALIDADES:
PREVENTIVO ou de SALVO-CONDUTO -
quando há apenas ameaça ao seu
direito de locomoção.
LEGITIMIDADE ATIVA:
UNIVERSAL. Qualquer pessoa pode
impetrar HC.
Pessoa física ou jurídica;
Nacional ou estrangeira;
Independentemente de capacidade civil;
MP e Juiz de ofício podem impetrar HC.
SOMENTE PESSOA FÍSICA. É possível
impetrar HC contra ato do sujeito
coator, que tanto poderá ser autoridade
pública quanto agente privado.
LEGITIMIDADE PASSIVA:
Será cabível o HC não só
contra ofensa direta,
mas também contra
ofensa indireta.
Ex.: uso do HC para atacar
a quebra de sigilo bancário
em procedimento que
possa resultar em prisão.
HC E OFENSA INDIRETA
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS
Violação à jurisprudência
consolidada do stf;
Violação clara à constituição;
teratologia na decisão impugnada,
caracterizadora de absurdo jurídico.
CONDIÇÕES PARA A CONCESSÃO DE HC
ALGUMAS HIPÓTESES EM QUE NÃO É
POSSÍVEL O CABIMENTO DE HC:
Impugnar decisões de plenário de qualquer
das turmas do STF;
Impugnar determinação e suspensão dos
direitos políticos;
Impugnar penalidade administrativa de
caráter disciplinar;
Impugnar decisão condenatória à pena de
multa, ou relativa a processo em curso por
Infração penal a que a pena pecuniária seja
a única cominada (súmula 693 STF);
Para discutir o mérito das punições
disciplinares militares;
Dirimir controvérsia sobre a guarda de
filhos;
Discutir matéria objeto de processo de
extradição;
Impugnar o mero indiciamento em
inquérito policial, desde que presentes
indícios de autoria de fato que configure
crime em tese;
Impugnar o mero indiciamento em
inquérito policial, desde que presentes
indícios de autoria de fato que configure
crime em tese;
Não cabe HC em ação que apura
improbidade administrativa.
É POSSÍVEL A IMPETRAÇÃO DE
HABEAS CORPUS E A INTERPOSIÇÃO
DE RECURSO DE FORMA
CONCOMITANTE?
SERÁ ADMISSÍVEL APENAS SE:
a) for destinado à tutela direta da
liberdade de locomoção;
b) se traduzir pedido diverso do objeto
do recurso próprio e que reflita
mediatamente na liberdade do paciente.
Nas demais hipóteses, o HC não deve
ser admitido e o exame das questões
idênticas deve ser reservado ao
recurso previsto para a hipótese.
A concessão do benefício da
transação penal impede a impetração
de habeas corpus em que se busca o
trancamento da ação penal? 
Com a celebração da transação penal,
o habeas corpus que estava pendente
fica prejudicado ou o TJ deverá julgá-
lo mesmo assim?
STJ: SIM Fica prejudicado. A concessão
do beneficio da transação penal impede a
impetração de habeas corpus em que se
busca o trancamento da ação penal.
 STJ. 6º Turma. HC 495148-DF, Rel. Min.
Antonio Saldanha Palheiro, julgado em
24/09/2019 (Info 657)
STF: NÃO. Não impede e o TJ deverá
julgar o mérito do habeas corpus. A
realização de acordo de transação penal
não enseja a perda de objeto de habeas
corpus anteriormente impetrado. A
aceitação do acordo de transação penal
não impede o exame de habeas corpus
para questionar a legitimidade da
persecução penal. (INFO 964).
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78
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS
Com a concessão da suspensão
condicional do processo, o habeas
corpus que estava pendente fica
prejudicado ou o TRF deverá julgá-lo
mesmo assim?
O TRIBUNAL DEVERÁ JULGAR O
HABEAS CORPUS. É A POSIÇÃO
TRANQUILA DA JURISPRUDÊNCIA.
A superveniência da sentença
condenatória prejudica o pedido de
trancamento da ação penal por falta de
justa causa feito em habeas corpus.
ATENÇÃO PARA A SÚMULA 648 DO STJ
A sentença condenatória
analisa a existência de justa
causa de forma mais
aprofundada, após a
instrução penal com
contraditório e ampla
defesa. Logo, não faz mais
sentido o Tribunal examinar
a decisão de rejeição da
absolvição sumária se já há
uma nova decisão mais
aprofundada. 
Será essa nova
manifestação (sentença)
que precisara ser analisada.
Assim, o réu terá que
interpor apelação contra a
sentença condenatória.
ATENÇÃO PARA A EXCEÇÃO DA
SÚMULA 648 DO STJ
Se o habeas corpus discutia a quebra na
cadeia de custodia da prova da
materialidade, o que teria ocorrido no
momento do flagrante, a superveniência
da sentença condenatória não faz com
que esse habeas corpus perca o obje- 
-to, ou seja, não vai prejudicar a análise do
habeas corpus. STJ. 6ª Turma. HC 653.515-
RJ, Rel. Min. Laurita Vaz, Rel. Acd. Min.
Rogerio Schietti Cruz, julgado em
23/11/2021 (Info 720)
COMPETÊNCIA DO STF
(ART. 102, CF/88).
A. Quando o paciente for: Presidente
da República, Vice-Presidente da
República, membros do Congresso
Nacional, Ministros do STF e Procurador
Geral da República;
B. O paciente for: Ministros de Estado,
Comandantes da Marinha, Exército e
Aeronáutica, membros dos Tribunais
Superiores, do TCU e chefes de missão
diplomática de caráter permanente;
C. O coator for Tribunal Superior ou
quando o coator ou paciente for
autoridade ou funcionário cujos atos
estejam diretamente sujeitos à
jurisdição do STF, ou se trate de crime
sujeito à única instância;
D. O HC for decidido em única
instância pelos Tribunais Superiores,
se denegatória a decisão (Nesse caso
o STF julga em recurso ordinário).
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS
COMPETÊNCIA DO STJ
(ART. 105, CF/88).
A. O coator ou paciente forem os
mencionados na alínea "a": Governador
dos Estados e DF/, Desembargadores
dos TJdos Estados e DF/ Membros do
Tribunal de Contas dos Estados e DF/
membros do TRF/ membros do TRE/
membros do TRT/ membros dos
Conselhos ou Tribunal de Contas do
Município/ membros do MPU que oficiem
perante tribunais (art. 105, 1, "c").
B. O coator for tribunal sujeito à
jurisdição do STJ ou for Ministro de
Estado, Comandante da Marinha. do
Exército ou da Aeronáutica, ressalvada
a competência da Justiça Eleitoral.
C. O HC for decidido em única ou
última instância pelos TRF's ou
pelos Tribunais de Justiça dos
Estados, DF ou Territórios, quando a
decisão for denegatória. (Nesse
caso o STJ julga em recurso ordinário).
CUIDADO! Ministros de Estado e
comandantes da Marinha, Exército e
Aeronáutica:
Quando forem pacientes -
competência do STF
Quando forem autoridades
coatoras - competência do STJ
COMPETÊNCIA DOS TRFS, QUANDO:
ART. 108, CF/88.
A. A autoridade coatora for juiz federal
(art. 108, I, "d");
B. Julgam, em grau de recurso, causas
decididas pelos juízes federais ou
estaduais no exercício da competência
federal da área de jurisdição (art. 108, II).
COMPETÊNCIA DOS JUÍZES
FEDERAIS, QUANDO:
A. O HC for de matéria criminal de sua
competência ou quando o
constrangimento provier de autoridade
cujos atos não estejam diretamente
sujeitos a outra jurisdição (art. 109, VII).
Obs.: O HC impetrado contra
decisão de Turma Recursal dos
Juizados Especiais será julgado pelo
Tribunal de Justiça Estadual. O STF
superou a Súmula 690.
HABEAS CORPUS COLETIVO
O STF admitiu a possibilidade de
habeas corpus coletivo.
Apesar de não haver uma previsão
expressa no ordenamento jurídico,
existem dois dispositivos legais que
indiretamente, revelam a possibilidade de
habeas corpus coletivo. Trata-se do art.
654, § 2º e do art. 580, ambos do CPP.
O art. 654, § 2º
estabelece que
compete aos juízes
e tribunais expedir
ordem de habeas
corpus de ofício.
O art. 580 do CPP, por sua vez, permite
que a ordem concedida em determinado
habeas corpus seja estendida para
todos que se encontram na mesma
situação. Assim, conclui-se que os juízes
ou Tribunais podem estender para todos
que se encontrem na mesma situação a
ordem de habeas corpus concedida
individualmente em favor de uma pessoa.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
NÃO CABE MS:
De ato do qual caiba recurso
administrativo com efeito suspensivo,
independente de caução. (EXCEÇÃO,
será admitido MS se for impetrado
contra omissão ilegal)
Decisão judicial da qual caiba recurso
com efeito suspensivo.
Decisão judicial transitada em julgado.
Contra lei em tese.
Contra atos de gestão comercial.
Para convalidar a compensação
tributária realizada pelo contribuinte.
07
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS
MANDADO DE SEGURANÇA
Diante da inexistência de regramento
legal, o STF entendeu (Info 891) que se
deve aplicar, por analogia, o art. 12 da
Lei nº 13.300/2016, que trata sobre os
legitimados para propor mandado de
injunção coletiva.
ASSIM POSSUEM LEGITIMIDADE PARA
IMPETRAR HABEAS CORPUS COLETIVO:
Ministério Público;
Partido político com representação
no Congresso Nacional;
Organização sindical, entidade de
classe ou associação legalmente
constituída e em funcionamento
há pelo menos 1 (um) ano;
Defensoria Pública. 
Previsão legal: Art. 5º, LXIX da CF/88
e Lei 12.016/2009.
Art. 5º, LXIX - conceder-se-á mandado
de segurança para proteger direito
líquido e certo, não amparado por
habeas corpus ou habeas data, quando o
responsável pela ilegalidade ou abuso
de poder for autoridade pública ou
agente de pessoa jurídica no exercício
de atribuições do Poder Público;
Natureza jurídica:
Ação judicial de
natureza residual,
cabível quando o
direito líquido e certo
não for amparado por
outros remédios
constitucionais.
1
2
3
4
ATENÇÃO:
Proteção de direito líquido e certo
contra ilegalidade ou abuso de poder
por parte de autoridade.
Esse direito líquido e certo não é
amparado por HC ou HD.
MANDADO DE SEGURANÇA CONTRA
DECISÃO JUDICIAL
Para ser cabível é necessário dois
requisitos:
1- não existir recurso próprio e
adequado à impugnação da decisão
judicial;
2- demonstração de que a decisão é
teratológica (anormal, absurda),
por abuso de poder ou ilegalidade.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
LEGITIMIDADE ATIVA:
Pessoas físicas ou jurídicas,
nacionais ou estrangeiras,
domiciliadas ou não no Brasil;
Universalidades reconhecidas por lei;
Órgãos públicos de grau superior, na
defesa de suas prerrogativas e
atribuições;
Agentes políticos na na defesa de
suas atribuições e e prerrogativas;
MP quando o ato emanar de juiz de
primeiro grau de jurisdição.
07
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS
DIREITO LÍQUIDO E CERTO
Não cabe dilação probatória no MS.
A exigência de liquidez e certeza recai
sobre a matéria de fato, que necessitam
de comprovação de plano. A matéria de
direito, por mais complexa que seja, pode ser
apreciada em MS.
INGRESSO DE LITISCONSORTE
ATIVO: PODE OCORRER ATÉ O
DESPACHO DA PETIÇÃO INICIAL
(ART. 10, §2º, DA LEI Nº 12.016/09).
ATENÇÃO:
Ministério Público do
Tribunal de Contas não
possui legitimidade
para impetrar mandado
de segurança mesmo
que para defender suas
prerrogativas
institucionais. STF.
Plenário virtual. RE
1178617 RG, Rel. Min.
Alexandre de Moraes,
julgado em 25/04/2019
(repercussão geral).
Ilegitimidade ativa do MP para impetrar
MS questionando decisão
administrativa que reconheceu a
prescrição em processo administrativo.
A legitimidade para impetrar
mandado de segurança pressupõe a
titularidade do direito
pretensamente lesado ou ameaçado
de lesão por ato de autoridade
pública. 
O Procurador-Geral da República não
tem legitimidade para a impetração,
pois não é o titular do direito líquido e
certo que afirmara ultrajado. STF. 2ª
Turma. MS 33736/DF, Rel. Min. Cármen
Lúcia, julgado em 21/6/2016 (Info 831).
SUBSTITUIÇÃO
PROCESSUAL
O titular de direito líquido
e certo decorrente de
direito, em condições
idênticas, de terceiro
poderá impetrar
mandado de segurança a
favor do direito originário,
se o seu titular não o
fizer, no prazo de 30
(trinta) dias, quando
notificado judicialmente.
EXEMPLIFICANDO.
A possui um direito líquido e certo. 
B como resultado do direito de A (sem
o direito de A não existiria o direito de
B), possui direito líquido certo.
A tem seu direito violado, e pode
impetrar MS, mas escolhe não fazê-lo. 
B também poderá impetrar MS a
favor do direito de A (originário do
seu direito).
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS
FALECIMENTO DO IMPETRANTE:
É pacífico, no STF e no STJ, o
entendimento de que o falecimento
do impetrante pessoa natural tem o
condão de extinguir o mandado de
segurança, sendo incabível na via
mandamental a sucessão e partes
em razão da natureza
personalíssima da ação. 
LEGITIMIDADE PASSIVA:
É a pessoa jurídica a qual pertence a
autoridade coatora.
Autoridades públicas de
quaisquer poderes da União,
Estados, DF e Municipios;
Representantes ou órgãos de
partidos políticos e os
administradores de entidades
autárquicas;
Dirigentes de pessoas jurídicas de
direito privado, desde que no
exercício de atribuições do Poder
Público.
IMPORTANTE: Em se tratando de
atribuição delegada, a autoridade
coatora será o agente delegado e
não a autoridade delegante
(Súmula 510, STF).
TEORIA DA ENCAMPAÇÃO
Quando há indicação errônea da
autoridade coatora, pode-se aplicar
a teoria da encampação para sanar tal
vício. Requisitos:
1- Existência de vínculo hierárquico
entre a autoridade que prestou as
informações e a que ordenou a prática
do ato impugnado;
2 - Ausência de modificação de
competência estabelecida na CF/88;
3 - Defesa do mérito do litígio nas
informações prestadas.
LIMINAR EM MANDADO
DE SEGURANÇA
Da decisão que
concede/nega liminar -
cabe agravo de
instrumento.
Perempção e
caducidade da liminar
ocorre em 2 hipóteses:
(1)Quando o impetrante
cria obstáculo ao normal
andamento do processo.
(2) Quando o impetrante
deixa de promover atos
e diligências por mais de
3 dias úteis.
LIMINAR EM MANDADO DE
SEGURANÇA
Em se tratando de atribuição
delegada, a autoridade coatora será o
agente delegado e não a autoridade
delegante (Súmula 510, STF).
Nesse caso, ainda será possível o
acesso às vias ordinárias. Ainda, é
possível haver a sucessão mortis
causa por seu espólio ou sucessores
se o falecimento do impetrante ocorrer
já durante a execução.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS
Possibilidade de exigir fiança,
caução ou depósito:
Art. 7º Ao despachar a inicial, o juiz
ordenará:
III - que se suspenda o ato que deu
motivo ao pedido, quando houver
fundamento relevante e ato
impugnado puder resultar a ineficácia
de medida, caso seja finalmente
deferida, sendo facultado exigir do
impetrante caução, fiança ou depósito,
com o objetivo de assegurar o
ressarcimento à pessoa jurídica.
A caução, fiança ou depósito, previstos
no art. 7º, III, da Lei 12.016/2019,
configuram mera faculdade, que pode ser
exercida para assegurar o ressarcimento
a pessoa jurídica.
EMENDA DA PETIÇÃO INICIAL
A possibilidade de correção
do polo passivo do mandado
de segurança gera
divergências doutrinárias e
jurisprudenciais. 
Para o STJ, em regra, a
indicação errônea da
autoridade coatora deve
acarretar a extinção do
processo sem resolução de
mérito, sendo vedado
emendar a petição inicial.
Entretanto, há decisões
também do STJ que
permitem a emenda da
petição inicial do mandado
de segurança, desde que
seja possível a
identificação da
verdadeira autoridade
coatora pela simples
leitura da petição e da
documentação anexada.
Jurisprudência em Teses n. 86 do STJ:
Admite-se a emenda à petição inicial de
mandado de segurança para a correção
de equívoco na indicação da autoridade
coatora, desde que a retificação do polo
passivo não implique alterar a
competência judiciária e que a
autoridade erroneamente indicada
pertença à mesma pessoa jurídica da
autoridade de fato coatora.
APRESENTAÇÃO DE INFORMAÇÕES
Nos termos do art. 7º, I, da Lei nº
12.016/09, ao despachar a inicial, o juiz
ordenará que se notifique o coator do
conteúdo da petição inicial, enviando-
lhe a segunda via apresentada com as
cópias dos documentos, a fim de que
no prazo de 10 (dez) dias, preste as
informações.
Natureza jurídica: em razão da adoção
do entendimento de que a autoridade
coatora não é propriamente ré no
mandado de segurança, suas
informações não têm a natureza
jurídica de contestação. 
Não apresentadas as informações, não
se presumem verdadeiros os fatos
alegados pelo impetrante.
PRAZO PARA IMPETRAÇÃO DO MS
Prazo: 120 dias a
contar, em regra,
da data em que o
interessado tiver
conhecimento
oficial do ato a
ser impugnado.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO STF:
MS contra atos do Presidente da
República, das Mesas da Câmara dos
Deputados e do Senado Federal, do
Tribunal de Contas da União, do
Procurador-Geral da Republica e do
próprio Supremo Tribunal Federal.
07
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS
Assim, depois que uma autoridade
praticar um ato ilegal ou abusivo, a
pessoa prejudicada terá o prazo de
até 120 dias para impugná-lo por
meio de mandado de segurança.
Ultrapassado este período, o
interessado continua com o direito de
questionar o ato, mas deverá fazer isso
mediante ação ordinária.
Caso a decisão que negar a segurança
não tiver apreciado o mérito, será
possível impetrar um novo mandado de
segurança, desde que não
ultrapassado o período de 120 dias.
O prazo decadencial não se suspende
ou interrompe.
STJ (Info 578): O prazo
decadencial para impetrar
mandado de segurança
contra redução do valor de
vantagem integrante de
proventos ou de
remuneração de servidor
público renova-se mês a mês.
SE O ATO IMPUGNADO É DE
TRATO SUCESSIVO, O
PRAZO DE 120 DIAS
RENOVA-SE A CADA ATO.
Ato que SUPRIME vantagem: é ato
ÚNICO (o prazo para o MS é contado da
data em que o prejudicado tomou
ciência do ato).
Ato que REDUZ vantagem: consiste em
prestação de TRATO SUCESSIVO (o
prazo para o MS renova-se mês a mês).
COMPETÊNCIA
A competência no MS é definida pela
categoria da autoridade coatora e pela
sua sede funcional.
STJ: A competência para o mandado
de segurança é absoluta. No caso dos
tribunais, é funcional; no caso do juízo
de primeiro grau, é territorial e
absoluta ou em razão da pessoa.
COMPETÊNCIA
RECURSAL DO STF:
Recurso ordinário
contra decisão
denegatória de
mandado de segurança
proferida em única
instância pelos
Tribunais Superiores.
COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DO STJ:
MS contra atos de Ministro de Estado,
dos Comandantes da Marinha, do
Exército e da Aeronáutica ou do próprio
Tribunal STJ.
COMPETÊNCIA RECURSAL DO STJ:
recurso ordinário contra decisão
denegatória de mandado de segurança
proferida em única instância por TJ ou TRF.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
MS contra ato de autoridade federal,
excetuados os casos de competência
dos tribunais federais.
COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA FEDERAL
DE 1º GRAU:
COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA DO
TRABALHO:
MS contra ato que envolva matéria
sujeita à sua jurisdição.
07
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS
COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DE TRF:
MS contra ato do próprio tribunal ou de
juiz federal
STJ: Mandado de segurança impetrado
contra Governador do Estado, a
competência, ainda que a matéria seja
trabalhista, será do correspondente
Tribunal de Justiça.
STF: NÃO Ihe cabe julgar,
originariamente, MS contra atos
praticados por outros Tribunais e seus
Órgãos. Os próprios Tribunais é que têm
competência para julgar, originalmente,
MS contra seus atos, dos respectivos
presidentes, câmaras e seções.
AMICUS CURIAE EM MANDADO DE
SEGURANÇA
Amicus curiae é alguém que, mesmo
sem ser parte, é chamado ou se oferece
para intervir em processo relevante, em
razão de sua representatividade, com o
objetivo de apresentar ao Tribunal a sua
opinião sobre o debate que está sendo
travado nos autos, fazendo com que a
discussão seja amplificada e o órgão
julgador possa ter mais elementos para
decidir de forma legítima.
É possível a intervenção de amicus
curiae em um processo de mandado
de segurança? Trata-se de tema
polêmico. 
1ª corrente (Posição do STF): NÃO.
 No processo de mandado de segurança
não é admitida a intervenção de
terceiros, nem mesmo no caso de
assistência simples. Se fosse admitida
a intervenção do amicus curiae, isso
poderia comprometer a celeridade do
mandado de segurança (STF. 1ª Turma.
MS 29192/DF, rel. Min. Dias Toffoli,
julgado em 19/8/2014. Info 755).
O rito procedimental do mandado de
segurança é incompatível com a
intervenção de terceiros, conforme se
extrai do art. 24 da Lei nº 12.016/09,
ainda que na modalidade de assistência
litisconsorcial. STJ. 1ª Seção. Agint na
PET no MS 23.310/DF, Rel. Min. Aussete
Magalhães, julgado em 28/04/2020,
STF. 2ª Turma. RExt-AgR-ED
1.046.278/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes,
DJE 06/11/2020
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS
COMPETÊNCIA ORIGINÁRIA DE TRF:
2ª corrente: SIM. A doutrina defende
que, com o novo CPC, é possível a
intervenção de amicus curiae em
processo de mandado de segurança
(Enunciado nº 249 do Fórum
Permanente de Processualistas Civis).
Art. 14, §1º, da Lei n. 12.016/09:
Concedida a segurança, a sentença
estará sujeita obrigatoriamente ao
duplo grau de jurisdição.
REEXAME NECESSÁRIO OBRIGATÓRIO
RECURSOS
AGRAVO DE INSTRUMENTO:
APELAÇÃO:
cabível da decisão que
conceder ou denegar a
liminar;
Indeferimento da inicial
pelo juiz, e da sentença
que concede ou denega o
mandado.
OBS: O MS admite desistência em
qualquer tempo e grau de jurisdição,independentemente do consentimento
do impetrado, desde que não ocorrido
o trânsito em julgado.
MANDADO DE SEGURANÇA COLETIVO 
Art. 5º, LXX da CF e art. 21 da Lei
12.016/09
LEGITIMADOS ATIVOS:
Art. 21. O mandado de segurança
coletivo pode ser impetrado por partido
político com representação no
Congresso Nacional, na defesa de seus
interesses legítimos relativos a seus
integrantes ou à finalidade partidária, ou
por organização sindical, entidade de
classe ou associação legalmente
constituída e em funcionamento há,
pelo menos, 1 (um) ano, em defesa de
direitos líquidos e certos da totalidade,
ou de parte, dos seus membros ou
associados, na forma dos seus estatutos
e desde que pertinentes às suas
finalidades, dispensada, para tanto,
autorização especial.
A legitimidade é extraordinária, sendo o
caso de substituição processual, razão
pela qual NÃO se exige autorização
expressa dos titulares do direito.
OS DIREITOS PROTEGIDOS PELO MS
PODEM SER:
Coletivos;
Individuais homogêneos
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS
art. 21, § único da Lei de MS.
Parágrafo único. Os direitos protegidos
pelo mandado de segurança coletivo
podem ser:
I- COLETIVOS assim entendidos, para
efeito desta Lei, os transindividuais,
de natureza indivisível, de que seja
titular grupo ou categoria de pessoas
ligadas entre si ou com a parte contrária
por uma relação jurídica básica;
II - INDIVIDUAIS HOMOGENEOS,
assim entendidos, para efeito desta
Lei, decorrentes de origem comum e
da atividade ou situação específica
da totalidade ou de parte dos
associados ou membros do
impetrante.
CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE MS:
Prazo decadencial: 120 dias;
Oitiva do MP em 10 dias;
Não há dilação probatória;
Há reexame necessário;
Tanto a autoridade coatora como a
pessoa jurídica devem ser indicadas
na petição inicial;
Do indeferimento da petição inicial -
cabe apelação;
Da decisão que concede/nega MS -
cabe apelação;
Da decisão que concede/nega liminar -
cabe agravo de instrumento;
Não cabe intervenção de terceiros no
MS;
Não cabe embargos infringentes no MS;
Não cabe pagamento de honorários
advocatícios no MS (salvo
comprovada a má-fé);
Tem prioridade na tramitação, salvo HC.
MANDADO DE INJUNÇÃO
A Lei n.º13.300/16 disciplina o
processo e julgamento do mandado
de injunção individual e coletivo. 
Art. 5º, LXXI, CF/88 - conceder-se-á
mandado de injunção sempre que a
falta de norma regulamentadora torne
inviável o exercício dos direitos e
liberdades constitucionais e das
prerrogativas inerentes à
nacionalidade, à soberania e à
cidadania;
Art. 2º, Lei 13.300/2016 - Conceder-
se-á mandado de injunção sempre que
a falta total ou parcial de norma
regulamentadora torne inviável o
exercício dos direitos e liberdades
constitucionais e das prerrogativas
inerentes à nacionalidade, à soberania
e à cidadania.
Remédio à disposição de qualquer
um que se sinta prejudicado pela
falta de norma regulamentadora,
sem a qual resulte inviabilizado o
exercício dos direitos, liberdades e
garantias constitucionais. 
=> Caso de inércia governamental
("violação negativa do texto
constitucional")
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Obs.2: Em caso de normas de iniciativa
reservada, o MI deverá ser impetrado
também em face do titular da referida
iniciativa reservada (ex. iniciativa
reservada do Presidente da República),
pois é ele quem deverá deflagrar o
processo legislativo, não podendo o CN
atuar sem a sua provocação.
07
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS
Trata-se de instrumento para
combater a Síndrome de
Inefetividade das Normas
Constitucionais. Ao lado da ADO,
atacam a inefetividade das normas
constitucionais de eficácia limitada,
ante a ausência de lei
infraconstitucional integrativa para
propiciar à norma constitucional a
produção de todos os seus efeitos.
A omissão é total quando a inércia
é absoluta, ou seja, o preceito
constitucional de eficácia limitada
não foi disciplinado.
Por sua vez, considera-se parcial a
regulamentação quando forem
insuficientes as normas editadas
pelo órgão legislador competente.
Note que NÃO é qualquer omissão do
Poder Público que enseja o
ajuizamento do MI mas apenas as
omissões relacionadas às normas
constitucionais de eficácia limitada
de caráter mandatório, ou seja,
normas constitucionais que devem ter
a sua plena aplicabilidade assegurada.
DESCABIMENTO
Diante de falta de norma
regulamentadora de direito previsto
em normas infraconstitucionais 
=> 0 MI se destina a falta de normas
regulamentadoras na CF.
Diante da falta de regulamentação
dos efeitos de MP não convertida
em lei pelo CN;
Se a CF outorga mera faculdade do
legislador para regulamentar direito
previsto em algum de seus
dispositivos.
LEGITIMAÇÃO PARA O MI INDIVIDUAL
Polo Ativo: Qualquer
pessoa física ou
jurídica, nacional ou
estrangeira, que se veja
impossibilitada de
exercer o seu direito.
Polo Passivo: Órgãos ou autoridades
públicas que têm obrigação de legislar, mas
estejam omissos quanto à elaboração de
norma regulamentadora, inclusive o
Presidente da República, no tocante às
competências exclusivas do art. 61, CF/88.
Obs.1: Para o conhecimento do MI, o
impetrante deve comprovar a titularidade
direta do direito constitucional em
questão.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS
COMPETÊNCIA:
As regras de competência para
impetrar o mandado de injunção são
disciplinadas na própria Constituição
Federal e variam de acordo com o
órgão ou a autoridade responsável
pela edição da norma regulamentadora
Quando a atribuição para elaborar a
norma (poder de iniciativa) for do(a):
STF, ART. 102, I, "Q"
Presidente da República
Congresso Nacional
Câmara dos Deputados
Senado Federal
Mesas da Câmara ou do Senado
Tribunal de Contas da União
Tribunais Superiores
Supremo Tribunal Federal.
STJ (ART. 105, I, "H")
órgão, entidade ou autoridade federal,
excetuados os casos de competência
do STF e dos órgãos da Justiça Militar,
da Justiça Eleitoral, da Justiça do
Trabalho e da Justiça Federal.
JUÍZES E TRIBUNAIS DA JUSTIÇA
MILITAR, JUSTIÇA ELEITORAL,
JUSTIÇA DO TRABALHO
órgão, entidade ou autoridade federal
nos assuntos de sua competência.
JUÍZES FEDERAIS E TRFS
órgão, entidade ou autoridade federal, se
não for assunto das demais "Justiças" e
desde que não seja autoridade sujeita à
competência do STJ.
Ex: compete à Justiça Federal julgar Mi
em que se alega omissão do Conselho
Nacional de Trânsito (CONTRAN) na
edição de norma de trânsito que seria
de sua atribuição (ST) MI 193/DF).
JUÍZES ESTADUAIS E TJS
órgão, entidade ou autoridade
estadual, na forma como disciplinada
pelas Constituições estaduais.
CORRENTES ACERCA DOS EFEITOS
DA DECISÃO DO JUDICIÁRIO EM MI
CONTEÚDO DA DECISÃO
REGRA: ADOÇÃO DA TESE
CONCRETISTA INTERMEDIÁRIA
1. o órgão julgador determina prazo
razoável para que o ente em mora supra
a falta normativa.
2. Se ultrapassado prazo estabelecido
sem a edição da norma
regulamentadora, o órgão julgador irá
suprir a falta normativa estabelecendo
"as condições em que se dará exercício
dos direitos, das liberdades ou das
prerrogativas reclamados ou, se for o
caso, as condições em que poderá o
interessado promover ação própria
visando a exercê-los.
EXCEÇÃO: Adoção da tese
concretista direta (art. 8º, § único)
o Judiciário deverá implementar uma
solução para viabilizar o direito do autor
e isso deverá ocorrer imediatamente
(diretamente), não sendo necessária
nenhuma outra providência, a não ser a
publicação do dispositivo da decisão.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS
EFEITOS SUBJETIVOS DA DECISÃO
REGRA: Adoção da tese da eficácia
individual
A eficácia subjetiva da decisão está
limitadaas partes (inter partes) e a
somente produzirá efeitos até o
advento da norma regulamentadora.
EXCEÇÃO: Adoção da tese da
eficácia geral
A eficácia subjetiva da decisão poderá
ser ultra partes ou erga omnes, quando
for inerente ou indispensável ao
exercício do direito, da liberdade ou da
prerrogativa objeto da impetração.
CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES
SOBRE O MI
Instrumento de controle
difuso/incidental;
Introduzido na CF/88;
Exige a falta de norma de eficácia
limitada e caráter impositivo;
A omissão combatida pode ser
total ou parcial;
Não é gratuito;
Exige advogado;
O indeferimento por ausência de
provas não impede novo MI lastreado
em novas provas;
A edição da norma regulamentadora
objeto do MI acarreta a perda do objeto
do MI;
Não admite medida liminar.
MANDADO DE INJUNÇÃO COLETIVO 
Embora não haja previsão na CF,
cabe o Ml coletivo, nos mesmos
termos do MS coletivo. Inclusive, a
própria Lei 13.300/2016 regula os
termos do MI coletivo a partir do
artigo 12 e seguintes.
No MI coletivo, os direitos,
liberdades e prerrogativas
protegidos são os
pertencentes,
indistintamente, a uma
coletividade indeterminada de
pessoas ou determinada por
grupo, classe ou categoria.
Dessa forma, deve ser
proposto por legitimados
previstos na Lei, em nome
próprio, mas defendendo
interesses alheios.
SÃO LEGITIMADOS PARA IMPETRAR
MI COLETIVO:
Art. 12. O mandado de injunção coletivo
pode ser promovido:
1 - pelo MINISTÉRIO PÚBLICO, quando a
tutela requerida for especialmente
relevante para a defesa da ordem
jurídica, do regime democrático ou dos
interesses sociais ou individuais
indisponíveis;
II - por PARTIDO POLÍTICO COM
REPRESENTAÇÃO NO CONGRESSO
NACIONAL, para assegurar o exercício
de direitos, liberdades e prerrogativas
de integrantes ou relacionados com a
finalidade partidária;
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS
III - por ORGANIZAÇÃO SINDICAL,
ENTIDADE DE CLASSE ou ASSOCIAÇÃO
legalmente constituída e em
funcionamento há pelo menos 1 (um)
ano, para assegurar o exercício de
direitos, liberdades e prerrogativas em
favor da totalidade ou de parte de seus
membros ou associados, na forma de
seus estatutos e desde que pertinentes a
suas finalidades, dispensada, para tanto,
autorização especial;
IV - pela DEFENSORIA
PÚBLICA, quando a
tutela requerida for
especialmente
relevante para a
promoção dos direitos
humanos e a defesa dos
direitos individuais e
coletivos dos
necessitados, na forma
do inciso LXXIV do art. 5º
da Constituição Federal.
Obs.2: A coisa julgada gerará efeitos
apenas em relação aos substituídos
pelo legitimado coletivo. Contudo,
também é possível a concessão de
efeitos erga omnes, ou seja, desde que
seja inerente ou indispensável ao
exercício do direito ou liberdade.
Obs.3: O mandado de injunção coletivo
não induz litispendência em relação aos
individuais, mas os efeitos da coisa
julgada não beneficiarão o impetrante
que não requerer a desistência da
demanda individual no prazo de 30
(trinta) dias a contar da ciência
comprovada da impetração coletiva.
HABEAS DATA
Previsão normativa: Art. 5°, LXXII
e Lei 9507/97
LXXII-conceder-se-á habeas data:
a) para assegurar o conhecimento de
informações relativas à pessoa do
impetrante constantes de registros ou
bancos de dados de entidades
governamentais ou de caráter público:
b) para a retificação de dados, quando
não se prefira fazê-lo por processo
sigiloso, judicial ou administrativo;
Hipóteses de concessão do habeas
data: O HD poderá ser impetrado:
Para assegurar o conhecimento de
informações relativas à pessoa do
impetrante, constantes de registros
ou bancos de dados de entidades
governamentais ou de caráter público;
Para retificação desses dados,
quando não se prefira fazer por meio
sigiloso, judicial ou administrativo;
Para anotação nos assentamentos do
interessado de contestação, ou
explicação sobre dado verdadeiro, mas
justificável e que esteja sob pendência
judicial ou amigável.
STJ: Só pode pedir a retificação de
dados o sujeito que tem conhecimento
desses dados. Portanto, não cabe
cumular pedidos de prestação de
informações e correções de dados.
STF: O HD NÃO é instrumento jurídico
adequado para pleitear o acesso a
autos de processos administrativos.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Depende da natureza jurídica do
registro ou do banco de dados.
LEGITIMIDADE PASSIVA:
Registro ou banco de dados de entidade
governamental: PJ integrante da
administração pública.
Registro ou banco de dados de entidade
de caráter público: é entidade privada.
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REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS
DIREITO GERAL DE INFORMAÇÃO
O habeas data é a garantia
constitucional adequada para a
obtenção dos dados concernentes ao
pagamento de tributos do próprio
contribuinte constantes dos sistemas
informatizados de apoio à arrecadação
dos órgãos da administração fazendária
dos entes estatais. STF, Info 790
Obs.: Cuidado para não confundir o
habeas data com o direito geral de
informação, protegido por mandado
de segurança e previsto no inc. XXXIII
da CF/88.
XXXIII - todos têm direito a receber dos
órgãos públicos informações de seu
interesse particular, ou de interesse
coletivo ou geral, que serão prestadas no
prazo da lei, sob pena de responsabilidade,
ressalvadas aquelas cujo sigilo seja
imprescindível à segurança da sociedade e
do Estado. Protegido por mandado de
segurança
REQUERIMENTO PARA ACESSO À
INFORMAÇÕES RELATIVAS À
PESSOA DO IMPETRANTE
LXXII - conceder-se-á habeas data:
a) para assegurar o conhecimento de
informações relativas à pessoa do
impetrante, constantes de registros ou
bancos de dados de entidades
governamentais ou de caráter público;
Dica: Aqui, não são informações de
interesse da pessoa impetrante, mas
sim relativas ao impetrante!
Protegido por habeas data
LEGITIMIDADE ATIVA:
Pode ser ajuizado por qualquer pessoa
física, brasileira ou estrangeira, bem
como por pessoa jurídica e órgãos
despersonalizados.
Trata-se de uma ação personalíssima,
que só pode ser ajuizada pelo titular do
direito, salvo se houver a morte do
agente, hipótese em que poderá ser
impetrado, excepcionalmente, pelo
cônjuge e herdeiros.
JURISDIÇÃO CONDICIONADA
O HD é um processo de jurisdição
condicionada. Isso porque, para impetrá-lo,
deve ter ocorrido o prévio requerimento
administrativo e a negativa, ou omissão
pela autoridade administrativa (Trata-se
de uma "exceção" ao princípio da
inafastabilidade da jurisdição).
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS
PRAZOS NA LEI:
CARACTERÍSTICAS GERAIS DO HD
Procedimento gratuito e não há
ônus de sucumbência, mas se exige
advogado para impetrar HD.
Tem prioridade sobre todos os atos
judiciais, exceto HC e MS.
NÃO se sujeita a prazo prescricional
ou decadencial.
O pedido do HD pode ser renovado
caso a decisão denegatória não
tenha apreciado o mérito.
A lei não fala em medida liminar,
mas a doutrina vem entendendo
pela admissibilidade.
Não cabe reexame necessário.
Não admite atividade probatória.
REQUERIMENTO. ART. 2º
48 h para decidir o requerimento;
24h para comunicar a decisão ao
requerente;
Haverá omissão da
autoridade quando não se
manifestar: art. 8°, §único
Pedido de acesso aos
dados: 10 dias
Pedido de retificação
de dados: 15 dias.
Pedido de
complementação de
dados: 15 dias.
Após despachar a inicial: art. 9º e 12º
Juiz comunica à autoridade coatora
para apresentar informações que
julgue necessárias em 10 dias;
Juiz deve decidir em 5 dias.
Transcorridos esses 10 dias, o juiz
deverá ouvir o MP em 5 dias;
RECURSOS
Do despacho que indeferir
liminarmente a petição inicial -
apelação. 
Da decisão que conceder ou negar
o HD - apelação.
COMPETÊNCIA:
Art. 102, I, d: STF possui competência
originária para processar e julgar HD
contra atos do Presidente da
República, dasMesas da CD e do SF,
do TCU, do PGR e do próprio STF.
Art. 102, II, a: STF julga em recurso
ordinário o HD decidido em única
instância pelos Tribunais Superiores,
se denegatória a decisão.
Art. 105, I, b: STJ processa e julga
originariamente habeas data contra
ato do Ministro de Estado.
Comandantes das Forças Armadas ou
do próprio tribunal. 
Art. 108, I, c: TRFs processam e julgam
habeas data contra ato do próprio
tribunal e ou dos juízes federais.
Art. 109, VIII: juízes federais
processam e julgam habeas data
contra ato de autoridade federal.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
AÇÃO POPULAR
Lei 4717/65
Art. 1º Qualquer cidadão será parte
legítima para pleitear a anulação ou a
declaração de nulidade de atos lesivos
ao patrimônio da União, do Distrito
Federal, dos Estados, dos Municípios,
de entidades autárquicas, de
sociedades de economia mista
(Constituição, art. 141, § 38), de
sociedades mútuas de seguro nas quais
a União represente os segurados
ausentes, de empresas públicas, de
serviços sociais autônomos, de
instituições ou fundações para cuja
criação ou custeio o tesouro público
haja concorrido ou concorra com mais
de cinquenta por cento do patrimônio
ou da receita ânua, de empresas
incorporadas ao patrimônio da União, do
Distrito Federal, dos Estados e dos
Municípios, e de quaisquer pessoas
jurídicas ou entidades subvencionadas
pelos cofres públicos.
07
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS
Art. 121, §4º, V: TSE processa e julga
em grau de recurso habeas data
denegado pelo TRE.
Art. 125, §1º: no plano estadual, a
competência será definida pela
Constituição Estadual.
Art. 5º, LXXIII - qualquer cidadão é
parte legítima para propor ação popular
que vise a anular ato lesivo ao
patrimônio público ou de entidade de
que o Estado participe, à moralidade
administrativa, ao meio ambiente e ao
patrimônio histórico e cultural, ficando
o autor, salvo comprovada má-fé,
isento de custas judiciais e do ônus da
sucumbência.
A ação popular foi incluída
expressamente na Constituição de
1934 e foi suprimida na Constituição
de 1937, tendo sido restabelecido na
de 1946 e mantida nas seguintes.
As normas sobre a ação
popular limitavam sua
utilização para a tutela do
patrimônio público
material. Com a lei
6.513/77 e a CF/88, o
objeto da ação foi
ampliado para incluir os
bens imateriais que fazem
parte do patrimônio público
(meio ambiente,
moralidade administrativa
e patrimonio
histórico/cultural).
NÃO é destinada à defesa de
interesse subjetivo individual, mas
de natureza coletiva, para anular ato
lesivo ao patrimônio público,
moralidade administrativa, meio
ambiente e patrimônio histórico e
cultural.
CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES:
Pode ser utilizada de modo
preventivo ou repressivo;
A CF isenta o autor da ação popular
de custas e ônus da sucumbência,
SALVO comprovada má-fé.
A gratuidade beneficia o autor da
ação, mas os réus, se condenados,
deverão ressarcir as despesas
havidas pelo autor da ação.
A sentença possui natureza cível e
se julgada improcedente, se sujeita
ao duplo grau de jurisdição.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS
LEGITIMIDADE ATIVA:
Somente o cidadão pode propor ação
popular. Exige-se capacidade
postulatória: o cidadão que não tiver,
deverá constituir advogado.
Súmula 365/STF: Pessoa jurídica não
tem legitimidade para propor ação
popular.
Há decisões do STJ que estendem ao
MP a legitimidade ativa para a ação
popular (AREsp 746.846).
A doutrina majoritária entende que a
legitimidade ativa do cidadão para
propor ação popular é extraordinária,
uma vez que defende direito difuso,
cujo titular é a coletividade. (NEVES,
2017, p. 307)
Art. 1º, §3º, da Lei n. 4.717/65: A
prova da cidadania, para ingresso em
juízo, será feita com o título eleitoral ou
com documento que a ele corresponda.
Segundo o STJ (Resp 1.242.800), a
condição de eleitor não é condição
de legitimidade e o título de eleitor é
utilizado apenas como prova
documental da cidadania.
Dessa forma é irrelevante o
domicílio eleitoral do autor, que
poderá litigar contra ato praticado
em local diverso de onde exerce seu
direito de voto.
LEGITIMIDADE PASSIVA
HÁ LITISCONSÓRCIO PASSIVO
NECESSÁRIO ENTRE:
1) a pessoa jurídica pública ou privada;
2) as autoridades responsáveis pelo
ato e 3) os beneficiários diretos dele.
A Lei da Ação Popular prevê que
"qualquer pessoa, beneficiada ou
responsável pelo ato impugnado,
cuja existência ou identidade se torne
conhecida no curso do processo e
antes de proferida a sentença final
de primeira instância, deverá ser
citada para a integração do
contraditório, sendo-lhe restituído o
prazo para contestação e produção de
provas" (inciso III do art. 7º da Lei
4.717/65).
LEGITIMAÇÃO
BIFRONTE
O art. 6º, §3º, da Lei n.
4.717/64 prevê que a
pessoa jurídica de
direito público ou de
direito privado, cujo
ato seja objeto de
impugnação, poderá
abster-se de contestar
o pedido, ou poderá
atuar ao lado do autor,
desde que isso se
afigure útil ao
interesse público, a
juízo do respectivo
representante legal ou
dirigente. 
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DIREITO CONSTITUCIONAL
COMPETÊNCIA
Art. 16: Caso decorridos 60 (sessenta)
dias da publicação da sentença
condenatória de segunda instância,
sem que o autor ou terceiro promova a
respectiva execução. 
O representante do Ministério Público
a promoverá nos 30 (trinta) dias
seguintes, sob pena de falta grave.
07
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS
Dessa forma, legitimação bifronte
significa que a pessoa jurídica de
direito público ou privado possui
legitimidade para atuar em ambos
os polos da demanda, conforme o
interesse público.
ATUAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO
§ 4º O Ministério Público
acompanhará a ação, cabendo-lhe
apressar a produção da prova e
promover a responsabilidade, civil ou
criminal, dos que nela incidirem,
sendo-lhe vedado em qualquer
hipótese, assumir a defesa do ato
impugnado ou dos seus autores -
não tem legitimidade bifronte.
O Ministério Público, como fiscal da
ordem jurídica, detém legitimidade
para a juntada de documentos e para
formular pedidos de produção de
provas que entender necessárias.
STJ (AgRg no Resp 1.333.168)
LEGITIMIDADE ATIVA
SUPERVENIENTE
Se o autor desistir da ação ou
der motiva à absolvição da
instância, serão publicados
editais nos prazos e condições
previstos no art. 7º, inciso II,
ficando assegurado a qualquer
cidadão, bem como ao
representante do Ministério
Público, dentro do prazo de
90 (noventa) dias da última
publicação feita, promover o
prosseguimento da ação. (art.
9º da Lei n. 4.717/65)
O cabimento da ação popular NÃO
exige a comprovação de efetivo dano
material, pecuniário.
Entende o STF que a lesividade decorre
da ilegalidade, e a ilegalidade do
comportamento, por si só, causa dano.
Além da motivação dos atos lesivos, o
próprio mérito do ato pode ser objeto
de análise em sede de ação popular.
STF: A Ação Popular não
pode servir como
substituto da ação direta
de inconstitucionalidade,
por não se prestar ao
ataque de lei em tese.
STF: NÃO cabe Ação
Popular contra ato de
conteúdo jurisdicional,
praticado por membro do
Judiciário no desempenho
de sua função típica.
STF: A Ação Popular restringe-se,
quanto ao seu âmbito de incidência,
 à esfera de atuação administrativa de
qualquer dos poderes do Estado,
abrangendo apenas os atos
administrativos, fatos administrativos,
resoluções que veiculam conteúdo
materialmente administrativo.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS
COMPETÊNCIA
Definida pela origem do ato a ser
anulado. Ex.: patrimônio lesado da
União - competência da Justiça Federal.
Regra: É competência
do juízo de 1º grau para
processar e julgar ação
popular contra ato de
qualquer autoridade,
inclusivepresidente da
república.
EXCEÇÃO: COMPETÊNCIA
ORIGINÁRIA DO STF DISPOSTA NO
ART. 102, I, "F" E "N" DA CF.
(F) as causas e os conflitos entre a
União e os Estados, a União e o
Distrito Federal, ou entre uns e
outros inclusive as respectivas
entidades da administração indireta.
(N) a ação em que todos os membros
da magistratura sejam direta ou
indiretamente interessados, e aquela
em que mais da metade dos
membros do tribunal de origem
estejam impedidos ou sejam direta
ou indiretamente interessados;
O juízo da Ação Popular é universal,
impondo-se a reunião de todas as
ações conexas, com fundamentos
jurídicos iguais ou assemelhados.
STF: O foro especial por prerrogativa de
função NÃO alcança ações populares
ajuizadas contra autoridades
detentoras dessa prerrogativa.
CONTESTAÇÃO
Art. 7º, IV, da Lei n. 4.717/65: 
O prazo de contestação é de (20
(vinte) dia prorrogáveis por mais 20
(vinte), a requerimento do interessado,
se particularmente difícil a produção de
prova documental, e será comum a
todos os interessados, correndo da
entrega em cartório do mandado
cumprido, ou, quando for o caso, do
decurso do prazo assinado em edital.
AÇÃO CIVIL PÚBLICA
A ação civil pública consiste em uma
garantia constitucional prevista em
lei própria (lei nº 7.347/85), que
busca proteger direitos de 3ª
geração. A ACP tutela, portanto,
direitos difusos e coletivos bem
como direitos individuais
indisponíveis.
ATENÇÃO: A ACP NÃO pode substituir
a (ADI, embora a inconstitucionalidade
possa ser questão prejudicial. Logo, a
ACP é cabível apenas como meio de
controle difuso.
OBJETO
Tem por objeto a tutela preventiva ou
ressarcitória dos seguintes bens ou
direitos metaindividuais:
Meio-ambiente;
Consumidor;
Bens e direitos de valor artístico,
estético, histórico, turístico e
paisagístico;
Qualquer outro interesse difuso ou
coletivo
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Infração da ordem econômica;
Ordem urbanística;
Honra e à dignidade de grupos
raciais, étnicos ou religiosos;
Patrimônio público e social.
LEGITIMIDADE PASSIVA
A Lei de Ação Popular é omissa quanto
à legitimidade passiva, razão pela qual
o STJ e a doutrina entendem pela
aplicação do regramento geral do CPC.
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REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS
NÃO CABE ACP PARA VEICULAR
PRETENSÕES QUE ENVOLVAM:
Tributos;
Contribuições previdenciárias;
FGTS**; existe exceção 
Outros fundos de natureza
institucional.
Em relação ao FGTS, tenha
cuidado com o julgado do
STF: O Ministério Público
possui legitimidade para
propor ACP em defesa de
direitos sociais
relacionados com o FGTS.
LEGITIMIDADE ATIVA
Art. 5º Têm legitimidade para propor
a ação principal e a ação cautelar:
I - o Ministério Público;
II - a Defensoria Pública;
III - a União, os Estados, o Distrito
Federal e os Municipios;
IV - a autarquia, empresa pública,
fundação ou sociedade de economia
mista;
V - a associação que,
concomitantemente:
a) esteja constituída há pelo menos 1
(um) ano nos termos da lei civil;
b) inclua, entre suas finalidades
institucionais a proteção ao patrimônio
público e social, ao meio ambiente, ao
consumidor, à ordem econômica, à livre
concorrência, aos direitos de grupos
raciais, étnicos ou religiosos ou ao
patrimônio artistico, estético, histórico,
turístico e paisagístico.
TRATA-SE DE LEGITIMIDADE:
AUTÔNOMA: NÃO depende de
participação ou autorização do
titular do direito material;
CONCORRENTE: Há mais de um
legitimado;
DISJUNTIVA: Um legitimado NÃO
depende de autorização do outro
para ajuizar a ação.
COMPETÊNCIA
Critério
Funcional: NÃO há
prerrogativa de
foro na Ação Civil
Pública, razão pela
qual o julgamento
é sempre em
primeira instância.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Nas ações da Lei da ação civil pública
não haverá adiantamento de custas;
Se o autor vencido for o MP,
defensoria ou associação, será isento
do pagamento dos ônus de
sucumbência (salvo má-fé:)
Se o MP for vencedor, o réu vencido
será isento de custas de
sucumbência, em razão do princípio
da simetria.
07
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS
CRITERIO MATERIAL:
Justiça eleitoral: É competente para
questões relacionadas à sufrágio e
questões político-partidarias;
Dano Local: Ajuizamento da ACP no
local do dano (art. 2º)
Dano Regional: Ajuizamento da ACP na
capital do estado;
Dano Nacional: Ajuizamento da ACP no
DF ou capital dos estados envolvidos.
CRITÉRIO TERRITORIAL:
Justiça do trabalho: relação de
trabalho; direito sindical; proteção ao
meio ambiente do trabalho. 
Justiça comum: Pode ser ajuizada na
Justiça Federal, se presente uma das
hipóteses do art. 109, I, da CF/88.
SUCUMBÊNCIA NA ACP
Art. 17. Em caso de litigância de má-
fé, a associação autora e os diretores
responsáveis pela propositura da ação
serão solidariamente condenados
em honorários advocatícios e ao
décuplo das custas, sem prejuízo da
responsabilidade por perdas e danos.
Art. 18. Nas ações de que trata esta
lei, não haverá adiantamento de
custas, emolumentos, honorários
periciais e quaisquer outras despesas,
nem condenação da associação
autora, salvo comprovada má-fé, em
honorários de advogado, custas e
despesas processuais.
ÓRGÃOS PÚBLICOS LEGITIMADOS E
ASSOCIAÇÕES PRIVADAS PODEM
TRANSACIONAR EM SEDE DE ACP:
Art. 5º, §6º Os órgãos públicos
legitimados poderão tomar dos
interessados compromisso de
ajustamento de sua conduta às
exigências legais, mediante cominações,
que terá eficácia de título executivo
extrajudicial.
A associação privada autora de uma
ação civil pública pode fazer transação
com o réu e pedir a extinção do
processo, nos termos do art. 487, III,
"b", do CPC. STF, ADPF 165/DF, Rel. Min.
Ricardo Lewandowski, julgado em 2018,
INFO 892.
EFEITO SUSPENSIVO DA APELAÇÃO
Quem define que
efeito terá a apelação
é o próprio juiz da
causa (art. 14 LACP).
Art. 14. O juiz poderá
conferir efeito
suspensivo aos
recursos, para evitar
dano irreparável à parte.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
ABRANGÊNCIA DA SENTENÇA
STJ"A eficácia das decisões
proferidas em ações civis públicas
coletivas NÃO deve ficar limitada ao
território da competência do órgão
jurisdicional que prolatou a
decisão". STJ. Corte Especial. EREsp
1134957/SP, Rel. Min. Laurita Vaz,
julgado em 24/10/2016.
07
REMÉDIOS CONSTITUCIONAIS
REEXAME NECESSÁRIO
Somente ocorre quando a ação é
julgada improcedente ou extinta
sem julgamento do mérito.
STF CONCORDA QUE DEVE VALER
PARA TODO BRASIL.
STF -"É INCONSTITUCIONAL a
delimitação dos efeitos da sentença
proferida em sede de ação civil
pública aos limites da competência
territorial de seu órgão prolator. STF.
Plenário. RE 1101937/SP, Rel. Min.
Alexandre de Moraes, julgado em
7/4/2021 (Repercussão Geral - Tema
1075) (Info 1012).
ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADM
Encontra-se definida em nossa Carta
Constitucional (art. 1º, CF/88),
inequivocamente, a adoção do
princípio federativo como critério
ordenador da organização político-
administrativa do Estado.
Isso significa que o poder constituinte
originário optou pela descentralização
no exercício do poder político.
ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADM
FORMA DE ESTADO
A forma de Estado está relacionada
com a distribuição do exercício do
poder político em razão de um
território, de forma que a existência (ou
não) de descentralização dará o tom da
opção feita pelo poder originário ao
estruturar o Estado.
TIPOLOGIAS DE FORMAS DE ESTADO 
Estado Unitário: Sua nota marcante é a
centralização política, pois o poder
encontra-se enraizado em um único
núcleo estatal, do qual emanam todas as
decisões. Em que pese a inexistência de
descentralização política, existe
descentralização administrativa (as
repartições administrativas recebem
tarefas por delegação), o que torna o
Estado governável. O Brasil já foi um
Estado unitário no período Brasil-
Colônia e Brasil-Império.
Estado Federado: É a forma de Estado
na qual existe descentralizaçãono
exercício do poder político, estando
este fragmentado em mais de uma
entidade política, todas funcionando
como centros emanadores de
comandos normativos e decisórios. 
O federalismo é, portanto, a unidade
na pluralidade.
A forma federada é a que rege nosso
Estado desde que o Decreto nº 01
proclamou a República como forma de
Governo e transformou as províncias
em Estados federados, consagrando a
federação.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADM ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADM
Características da forma
federada de Estado 
(i) descentralização no exercício do
poder político, com entes federados
dotados de autonomia e não
subordinados entre si;
(iii) rigidez constitucional capaz de
tornar o núcleo essencial da federação
intocável a ação supressiva do
legislador ordinário, que jamais poderá
empreender sua extinção;
(iv) existência de um Tribunal
Constitucional apto a interpretar e
proteger a Constituição do Estado
Federal e dirimir os confrontos que
possam advir da relação entre os entes;
(ii) indissolubilidade
do vínculo
federativo, com a
consequente
inexistência do
direito à secessão;
(v) previsão de um órgão legislativo
que represente os poderes regionais,
fazendo com que as vontades parciais
participem da formação da vontade
nacional (total). 
No Brasil a realização deste item se
dá com a atuação do Senado Federal.
A doutrina aponta
outras formas de
Estado, criadas para
dar conta de diferentes
modos de organização
política presentes no
direito comparado:
Estado Regional: típico da Itália, se
assemelha ao unitário na medida em
que não possui descentralização
política, mas somente
administrativa. A nota de destaque é a
existência da descentralização
legislativa alcançada pela distribuição,
feita pelo poder central, de certas
competências legislativas às regiões;
Estado Autonômico: típico da
Espanha, tal qual o Regional também é
marcado pela inexistência de
descentralização política e
existência de descentralização
administrativa e legislativa. Esta
última é constituída num movimento
inverso ao italiano, pois engendrada
pelas regiões e apresentadas ao poder
central, que a aprova ou não;
Confederação: formada pela reunião
de Estados soberanos, é criada por
meio de tratados ou acordos
internacionais, nos quais não há
qualquer alienação da soberania dos
entes componentes ao Estado
Confederado. 
Para muitos não é forma de Estado
propriamente, afinal não importa na
divisão geográfica do poder em virtude
de um único território, mas sim na
junção de Estados soberanos para a
realização de tarefas e fins comuns.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADM ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADM
CLASSIFICAÇÃO DAS FEDERAÇÕES
Doutrinariamente há a identificação de
diferentes tipos de federação. 
Vejamos cada um deles:
(1) Quanto à origem: Temos a
federação que surgiu "por agregação" e
a que surgiu "por segregação".
A federação que se origina por
agregação é o resultado da junção de
Estados Nacionais, até então soberanos,
que decidem se reunir por meio de um
vínculo federativo. Para tanto, cedem
sua soberania para o estado federal e se
tornam parte da federação, como
entidades meramente autônomas.
As federações que se
originam "por segregação"
são aquelas que resultam do
desfazimento de um Estado
unitário que pretende se
tornar federado. 
O poder, até então localizado
no centro, é partilhado para
permitir a criação das
entidades federativas. A
federação brasileira se
originou deste modo.
(2) Quanto à atual concentração de
poder: As federações podem ser
centrípetas, que concentram o maior
volume de atribuições no centro, no
plano federal - como é o caso brasileiro; 
ou centrífugas, nas quais as
competências são mais abundantes
entre as entidades regionais do que no
plano central - é o caso do EUA, onde
os Estados-membros possuem mais
tarefas do que a entidade federal.
((3) Quanto à repartição de
competências: A federação pode ser
dual ou cooperativa. 
Neoclássica, ou de cooperação,
quando algumas das tarefas forem
repartidas de modo a possibilitar
uma atuação conjunta dos entes,
em regime de parceria/condomínio.
Dual quando repartir atribuições
isoladas para os entes federados,
entregando a cada um deles suas
competências privativas que
serão exercidas sem comunicação
com os demais entes, de forma
independente.
Na Constituição de 1988 temos um
sistema de repartição de competências
que prevê para cada ente atribuições
próprias, mas também muitas tarefas
comuns, que serão cumpridas por meio
de colaboração recíproca entre as
entidades federativas. Somos, pois,
uma federação cooperativa.
(4) Quanto ao equacionamento das
desigualdades: As federações podem
ser simétricas ou assimétricas. 
Simétricas quando a distribuição de
competências e receitas é feita de
modo equânime entre as entidades, sem
disparidades ou diferenças. 
Assimétricas, quando há um
desequilíbrio no tratamento dos entes,
tendo em vista as abissais
desigualdades regionais que precisam
ser superadas ou as diferenças culturais
tão marcantes e divergentes que
ensejam um tratamento não equânime.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADM ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADM
No Brasil, por possuirmos alguns
momentos constitucionais de
assimetria, alguns autores
identificam nossa federação como
assimétrica. 
(5) Quanto às esferas integrantes da
federação: Temos o federalismo de
segundo e de terceiro grau.
O de segundo grau é típico das
federações, pois estas, para se
constituírem, somente precisam de
uma ordem jurídica central (primeiro
grau) e das ordens jurídicas regionais
(segundo grau). Criado nos Estados
Unidos da América, pátria do conceito
de federação, é adotado na maioria das
federações mundo afora.
No Brasil, a partir da
Constituição de 1988, os
Municípios foram
transformados em entes
federados, o que fez com
que surgisse uma terceira
ordem: a local, instituída
pelos Municípios, recém-
integrados à estrutura
federativa. Nesse contexto,
nosso federalismo é de
terceiro grau (ou atípico).
Na visão de Nathalia Masson, como o
tratamento entre os entes federados
é idêntico, na medida em que todas as
entidades federativas que estejam no
mesmo grau possuem a mesma gama
de atribuições, devemos considerá-la
simétrica.
A FEDERAÇÃO NA CONSTITUIÇÃO
DA REPÚBLICA DE 1988
A federação brasileira é resultado do
desfazimento de um Estado unitário.
Atualmente, na CF/88 a federação está
determinada como princípio
fundamental do Estado, e é
considerada cláusula pétrea, dada sua
inserção no art. 60, § 4º, 1, CF/88.
Os entes que a compõe são: a União, os
Estados-membros, o Distrito Federal
e os Municípios, todos autônomos
entre si - sendo inexistente a hierarquia
entre eles.
UNIÃO
A União é o ente
central da federação e
concentra um grande
volume de atribuições.
Dentre suas funções
identifica-se uma de
acentuada importância:
a de representar a
República Federativa
do Brasil nas relações
internacionais, o que
não nos autoriza a
confundir as duas
entidades. 
A União é um ente autônomo e central,
formado pela aglutinação das partes
regionais integrantes da federação. 
Já a República Federativa do Brasil é o
todo, o complexo resultante da reunião
de todos os entes federados, quais
sejam, a União, os Estados-membros, o
Distrito Federal e os Municípios.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADM ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADM
MUNICÍPIOS
ESTADOS-MEMBROS
Entidades indispensáveis para a
instituição da federação, os Estados-
membros são as organizações políticas
típicas dessa espécie de forma de
Estado, pois materializam a
descentralização no exercício do poder
político.
Se organizam por meio da elaboração,
atribuição do poder derivado decorrente,
das respectivas Constituições
estaduais e pelo restantedo corpo
normativo (demais leis que compõem o
ordenamento estadual)
Com a entrada em vigor
da Constituição de 1988
os Municípios passaram
a integrar a organização
político-administrativa
da República Federativa
do Brasil como entes da
federação, sendo a eles
garantida a plena
autonomia.
Muito criticada foi essa
opção brasileira de alçar
os Municípios ao patamar
de ente federado, por,
especialmente, três
dificuldades: 
(I) nenhuma outra
federação o faz;
(II) eles não participarão
da formação da vontade
nacional (pois não terão
representantes no
Senado Federal); e
(III) tampouco serão objeto de
intervenção federal acaso afrontem o
princípio da indissolubilidade do pacto
federativo (afinal os Municípios
localizados nos Estados-membros só
podem ser objeto de intervenção
estadual).
DISTRITO FEDERAL
O Distrito Federal é um ente federativo
autônomo, possuidor de atribuições
legislativas, administrativas e
judiciárias, consubstanciadas pela
tríplice capacidade que envolve a auto-
organização, o autogoverno e a
autoadministração. Possuidor de Lei
Orgânica, o DF não se divide em
Municípios (só em regiões
administrativas) e possui, segundo o
art. 32, § 1º, CF/88, competências
legislativas estaduais e municipais.
TERRITÓRIOS FEDERAIS 
O sistema constitucional anterior
considerava os Territórios Federais como
entes federativos mas, com a entrada
em vigor da Constituição da República de
1988, dos Territórios Federais fol
suprimida tal condição. 
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DIREITO CONSTITUCIONAL
FORMAÇÃO DE NOVOS ESTADOS
A Constituição estabelece que os
Estados-membros podem incorporar-
se entre si, subdividir-se ou
desmembrar-se para se anexarem a
outros, ou formarem novos Estados
ou Territórios Federais.
07
ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADM ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADM
FORMAÇÃO DE NOVOS ESTADOS E
MUNICÍPIOS
Os Territórios Federais até então
existentes foram transformados em
Estados-membros (Amapá e Roraima)
ou reincorporados ao Estado de origem
(Fernando de Noronha foi reincorporado
ao Estado de Pernambuco).
Atualmente, portanto, não existem
Territórios Federais e, ainda que
novos sejam criados não serão
entes federados, integrarão a União
enquanto meras descentralizações
administrativo-territoriais.
Uma das características nucleares da
federação é a inadmissibilidade do
direito à secessão, como
consequência de o vínculo entre as
unidades federadas ser indissolúvel.
Nada impede, todavia, que a
organização interna da República
Federativa do Brasil seja reconstruída,
por meio de alterações na estrutura
político-administrativa orgânica da
federação que oportunizem a formação
de novas entidades políticas.
REQUISITOS:
(I) consulta prévia à população
diretamente interessada, em plebiscito;
(II) oitiva das Assembleias Legislativas
dos Estados envolvidos;
(III) aprovação do Congresso Nacional,
por lei complementar.
Conforme previsão constitucional, são
cinco as possibilidades de redivisão
interna do território da República
Federativa do Brasil, a saber:
Incorporação;
Fusão;
Subdivisão; 
Desmembramento-anexação; e 
Desmembramento-formação.
INCORPORAÇÃO: Os Estados podem
agregar-se a outro, com a extinção
somente do Estado agregado e
manutenção do Estado agregador.
FUSÃO: Os Estados podem unir-se
permitindo o surgimento de um
novo estado.
SUBDIVISÃO: Os Estados podem
subdividir-se, perdendo sua
personalidade jurídica originária e
permitindo que novas surjam.
DESMEMBRAMENTO-
ANEXAÇÃO: O Estado
perde uma parcela de
seu território para
outro Estado.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADM ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADM
DESMEMBRAMENTO- FORMAÇÃO:
O Estado membro perde parte de
seu território, sendo que esta
parcela que se desmembrou formará
um novo Estado.
FORMAÇÃO DOS MUNICÍPIOS
Evitar a manipulação da fragmentação
das unidades federadas, o que pode
levar a prejuízos para a federação e
ao princípio democrático, foi o intuito
da EC nº 15/1996 quando alterou o art.
18, § 4º, CF/88, para impedir as tão
usuais estratégias eleitoreiras de
dividir o território em variadas
localidades com o único intuito de
multiplicar o número de prefeituras,
secretarias e câmaras municipais.
Referida emenda trouxe um novo
requisito para a criação dos Municípios, a
exigência de lei complementar federal.
Atualmente são
quatro os
requisitos
constitucionais
exigíveis para que
haja a criação, a
incorporação, a
fusão e o
desmembramento
de Municípios:
Aprovação de lei ordinária estadual
regulamentando a criação, a fusão ou
o desmembramento.
Edição de lei complementar
federal, fixando de modo genérico o
período em que poderá ocorrer a
criação, incorporação, fusão ou
desmembramento;
Aprovação de lei ordinária federal,
prevendo genericamente os
requisitos a serem respeitados,
bem como a divulgação, a
apresentação e a publicação dos
estudos de viabilidade municipal;
Consulta prévia às populações dos
Municípios diretamente
interessados, em plebiscito
convocado pela Assembleia
Legislativa;
Ressalte-se que a lei complementar
federal, acima listada como primeiro
requisito, não foi (até hoje!) elaborada.
REPARTIÇÃO DE COMPETÊNCIAS
Ao dividir as atribuições
constitucionais e delimitar para cada
ente federado o seu campo
material/legislativo/tributário de
atuação, a Constituição da República
está oportunizando a existência da
própria federação.
PRINCIPÍOS NORTEADORES
A divisão de competências segue, de
modo geral, o princípio da
preponderância dos interesses,
que se baseia na abrangência do
tema em discussão. 
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADM ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADM
TÉCNICAS DE REPARTIÇÃO 
Dessa forma, à União cabe tratar de
assuntos de interesse nacional, aos
Estados, aqueles em que prevalece o
interesse regional, aos Municípios, as
matérias de interesse local, e ao
Distrito Federal, atribuições que
envolvem tanto questões regionais
quanto locais.
Atenção! o princípio
baseia-se na noção de
predominância, jamais
de exclusividade.
Porque, a rigor, o
interesse nunca será de
uma única entidade.
Na distribuição das tarefas entre os
entes pode-se adotar três modelos
básicos de divisão de atribuições:
No americano, mais tradicional, há
uma delimitação precisa das
competências da União, com os
poderes remanescentes sendo
delegados aos Estados-membros.
No segundo, canadense, os poderes
enumerados são dos Estados-
membros, com a reserva dos
remanescentes à União;
No último, indiano, as competências
são enumeradas para todos os entes
federados, de maneira exaustiva.
No Brasil adotamos o modelo
americano. Mas como os Municípios
aqui também são entes federados
autônomos, a enumeração das
atribuições é feita não só para a União,
mas também para estas entidades
locais, restando aos Estados-
membros as tarefas remanescentes.
Quanto às duas técnicas de
efetivação da distribuição das
competências (horizontal e vertical):
No sistema horizontal, adotado nos
Estados Unidos, a Constituição
Federal atribui a cada ente
competências exclusivas, que devem
ser exercidas de forma independente,
sem qualquer interferência ou
participação de outro ente.
Já no sistema vertical, as
competências são compartilhadas,
resultando em atribuições comuns e
concorrentes, caracterizando uma
federação cooperativa. No Brasil, essa
abordagem foi introduzida pela
primeira vez na Constituição de 1934.
COMPETÊNCIAS DA UNIÃO
Ao enunciar as principais competências da
União a Constituição Federal as enumerou,
detalhan-do-as da seguinte maneira:
No art. 21, apresentou as tarefas
materiais exclusivas;
No art. 22, as atribuições privativas
de cunho legislativo;
No art. 23, as competências
materiais comuns;
No art. 24, as atribuições
legislativas concorrentes com os
Estados-membros e o Distrito
Federal.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
ORGANIZAÇÃOPOLÍTICO-ADM ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADM
Estes artigos não são os únicos a
estabelecer tarefas para a União, que
possui outras competências, por ex.,
as descritas nos artigos 48, 49 e 149,
CF/88.
MATERIAIS EXCLUSIVAS - ART.
21, CF/88:
As atribuições materiais, claramente
administrativas, nos remetem à ideia
de "fazer algo", de "atuar".
São atribuições indelegáveis, por
isso devem ser necessariamente
prestadas pela União.
Aqui está um
levantamento resumido
das competências
materiais exclusivas da
União, conforme o art.
21 da Constituição
Federal de 1988
Manter - Relações com Estados
estrangeiros e participar de
organizações internacionais. 
Declarar - Guerra e celebrar a paz. 
Assegurar- Defesa nacional. 
Permitir - Força estrangeira em
território nacional. 
Declarar - Estado de sítio, defesa e
intervenção federal. 
Autorizar - Produção e comércio de
material bélico. 
Emitir - Moeda. 
Administrar - Reservas cambiais e
fiscalizar crédito. 
Elaborar e executar - Planos nacionais
e regionais de desenvolvimento. 
Fiscalizar - Comércio exterior. 
Explorar - Serviços de
telecomunicações e radiodifusão. 
Organizar e manter - Polícia Federal,
rodoviária, ferroviária e civil do DF.
Organizar e manter - Ministério
Público e Defensoria Pública da União. 
Administrar - Portos, aeroportos e
vias de transporte interestaduais. 
Explorar - Energia elétrica e
aproveitamento energético. 
Explorar - Transporte ferroviário e
aquaviário interestadual e internacional. 
Explorar - Transporte aéreo nacional e
internacional. 
Explorar - Serviços postais. 
Explorar - Serviços de
telecomunicações. 
Explorar - Serviços e instalações
nucleares. 
Manter - Serviço oficial de estatística,
geografia e cartografia. 
Exercer - Classificação, controle e
fiscalização de produção agrícola e
industrial. 
Planejar e promover - Defesa
permanente contra calamidades
públicas. 
Organizar, manter e executar -
Serviços de meteorologia e estatística. 
Estabelecer - Sistema nacional de
gerenciamento de recursos hídricos. 
Exercer - Outras competências
previstas na Constituição. 
LEGISLATIVAS PRIVATIVAS - ART.
22, CF/88:
No art. 22, CF/88 tem-se as
atribuições legislativas privativas,
que nos indicam que a União irá
legislar sobre algum tema, sobre algo.
São atribuições delegáveis, afinal
existe autorização constitucional
expressa para que a delegação ocorra 
(§ único).
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADM ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADM
Sobre direito civil, comercial, penal,
processual, eleitoral, agrário, marítimo,
aeronáutico, espacial e do trabalho. 
Sobre desapropriação. 
Sobre requisições civis e militares, em
caso de iminente perigo e em tempo de
guerra. 
Sobre águas, energia, informática,
telecomunicações e radiodifusão. 
Sobre serviço postal. 
Sobre sistema monetário, política de
crédito, câmbio, seguros e
transferência de valores. 
Sobre comércio exterior e
interestadual. 
Sobre diretrizes da política nacional de
transportes. 
Sobre regime dos portos, navegação
lacustre, fluvial, marítima, aérea e
aeroespacial. 
Sobre trânsito e transporte. 
Sobre jazidas, minas, outros recursos
minerais e metalurgia. 
Sobre populações indígenas. 
Sobre seguridade social. 
Sobre diretrizes e bases da educação
nacional. 
Sobre registros públicos. 
Sobre atividades nucleares de
qualquer natureza. 
Sobre pesos e medidas. 
Sobre sistema estatístico,
cartográfico e geológico nacional. 
Sobre sistemas de poupança,
captação e garantia da poupança
popular. 
Sobre sistemas de consórcios e
sorteios. 
Sobre normas gerais de organização,
efetivos, material bélico, garantias,
convocação e mobilização das polícias
militares e corpos de bombeiros
militares. 
Sobre competência da polícia federal e
das polícias rodoviária e ferroviária
federais.
Existem três requisitos para que
haja delegação válida em favor dos
Estados e do Distrito Federal: um de
ordem formal, outro material e o
terceiro está implícito na redação do
parágrafo:
Formal: segundo este requisito a
União somente poderá efetivar a
delegação por meio da edição de
uma lei complementar;
Material: a União não poderá
delegar toda a matéria contida no
inciso, mas tão somente questões
específicas das matérias ali
relacionadas;
Implícito: não pode a delegação
beneficiar somente um ou alguns
Estados, deve se estender a todos
eles e também alcançar o Distrito
Federal, por força do princípio
isonômico.
IMPORTANTE: a União não está obrigada
a delegar e, se o fizer, não estará
declinando de sua função legislativa,
podendo recuperá-la a qualquer tempo,
editando as normas que se referem ao
assunto objeto de delegação.
O art. 22 da CF/88
delimita temas nos quais
somente a União pode
legislar, garantindo
uniformidade nacional
em áreas estratégicas
como direito, economia,
segurança, transportes,
comunicações, saúde e
defesa. 
LEGISLAR SOBRE:
04
110
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Sobre assistência jurídica e
defensoria pública da União.
Sobre proteção e defesa da saúde. 
Sobre organização do sistema
nacional de emprego e condições
para o exercício de profissões. 
Sobre organização da defensiva
nacional. 
Sobre propaganda comercial. 
Sobre telecomunicações e
radiodifusão.
Sobre política de crédito rural e
agrícola. 
Sobre normas gerais de licitação e
contratação para a administração
pública direta, autárquica e
fundacional da União, Estados,
Distrito Federal e Municípios. 
COMPETÊNCIAS DOS ESTADOS-
MEMBROS
Os Estados possuem as competências
que não lhes são proibidas pela
Constituição (art. 25, § 1º, CF/88).
No entanto, como a União concentra
grande parte das competências, resta
pouco espaço para a atuação estadual.
07
ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADM ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADM
LEGISLAR SOBRE:
MATERIAIS COMUNS, ART. 23
DA CF/88
As competências materiais comuns,
previstas no art. 23 da CF/88, são
exercidas pela União junto aos
demais entes federados. 
Como todos podem atuar nas
mesmas matérias, há potencial para
conflitos, exigindo diretrizes para
evitar divergências. 
Para isso, o parágrafo único do artigo
determina que uma lei complementar
federal deve estabelecer normas
para harmonizar essas atuações.
LEGISLATIVAS
CONCORRENTES - ART.
24, CF/88
A União possui
competência legislativa
concorrente com os
Estados e o Distrito
Federal, sendo responsável
por estabelecer normas
gerais (art. 24, § 1º, CF/88). 
Os Estados e o DF complementam
essas normas com regras específicas
(art. 24, § 2º). Se a União não editar
normas gerais, os Estados e o DF
podem legislar plenamente para atender
suas necessidades (competência
suplementar supletiva – art. 24, § 3º). 
No entanto, caso a União
posteriormente estabeleça norma geral,
ela suspenderá as normas estaduais ou
distritais conflitantes (art. 24, § 4º).
De modo geral, os
Estados têm
competências
legislativas residuais,
ou seja, só podem
legislar sobre temas
não atribuídos à União.
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111
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DIREITO CONSTITUCIONAL
COMPETÊNCIAS DO DISTRITO
FEDERAL
A Constituição da República o prestigiou
com uma competência legislativa
cumulativa, prevendo que ao DF serão
atribuídas as competências legislativas
reservadas aos Estados e Municípios e
a competência tributária dos Municípios.
Conceito: É instrumento
constitucional de combate às crises,
uma medida temporária e
excepcional, possuindo natureza
jurídica de elemento de estabilização
constitucional. 
Assim, é possível afirmar que a
finalidade da intervenção é proteger
a estrutura constitucional
federativa contra atos destrutivos de
unidades federadas
07
ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADM ORGANIZAÇÃO POLÍTICO-ADM
COMPETÊNCIAS DOS MUNICIPIOS
Além disso, possuem competências
materiais exclusivas, que englobam
tarefas não listadas para a União
(art. 21) e que não sejam de interesse
local, pois essas são de
responsabilidade dos Municípios.
IMPORTANTE: Os Estados possuemgarantir
direitos e limitar o poder estatal.
CONSTITUCIONALISMO
ANTIGO:
É o da Antiguidade
Clássica, com a ideia de
garantir direitos para limitar
o poder, evitar o arbítrio.
HEBREUS: Estado teocrático, as
limitações ao poder político aconteciam
através da legitimidade dos profetas em
fiscalizar os atos governamentais.
IDADE MÉDIA: Carta Magna de 1215 –
estabelece a proteção a direitos
individuais.
CONSTITUCIONALISMO CLÁSSICO
(LIBERAL): SÉCULO XVIII
Separação de poderes.
CF rígida e supremacia da CF.
O Poder Judiciário é o principal
encarregado de garantir a
supremacia da CF.
CONSTITUCIONALISMO MODERNO
(SOCIAL): após o fim da 1ª Guerra
Mundial até o início da segunda.
O Liberalismo estatal desencadeou uma
crise, uma vez que o abstencionismo 
estatal não garantia a igualdade
essencial para a existência de igualdade
de competições.
Adoção do Estado Social.
Exigem atuação positiva do Estado
(Estado Social, intervencionista,
prestador de serviço público).
Consagração dos direitos
fundamentais de 2ª dimensão:
IGUALDADE MATERIAL (direitos
sociais, econômicos e culturais).
0411
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
SUPREMACIA DA CONSTITUIÇÃO SUPREMACIA DA CONSTITUIÇÃO
CONSTITUCIONALISMO
CONTEMPORÂNEO: após o fim da 2ª
Guerra Mundial.
Período marcado pelas CONSTITUIÇÕES
DIRIGENTES, que prescrevem
programas a serem implementados
pelos Estados, normalmente por meio
de normas programáticas.
Surgem os direitos fundamentais de
3ª geração (fraternidade): direitos
transindividuais, como meio
ambiente, comunicação, consumidor.
NEOCONSTITUCIONALISMO
A partir do pós-2ª Guerra Mundial,
uma nova perspectiva em relação 
ao constitucionalismo, denominada
neoconstitucionalismo, ou, segundo
alguns, constitucionalismo pós-
moderno, ou, ainda, pós-positivismo.
Busca-se, não mais apenas atrelar o 
constitucionalismo à ideia de
limitação do poder político, mas,
buscar a eficácia da Constituição.
MARCOS DO
NEOCONSTITUCIONALISMO
Marco filosófico: o pós-positivismo,
com a centralidade dos direitos
fundamentais e a reaproximação 
entre Direito e ética.
Marco histórico: a formação do
Estado constitucional de direito, nas
décadas finais do século XX;
Marco teórico: conjunto de
mudanças que incluem a força
normativa da Constituição.
CARACTERÍSTICAS DO
NEOCONSTITUCIONALISMO
PÓS-POSITIVISMO: Não basta apenas
respeitar a lei, tem que observar os
princípios da moralidade e da finalidade
pública);
BUSCA EFICÁCIA DA CF E CONCRETIZAÇÃO
DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS;
CENTRALIDADE DA CONSTITUIÇÃO: a
CF é o epicentro do ordenamento
jurídico. Constitucionalização do direito
e Filtragem constitucional.
NORMATIVIDADE DA CONSTITUIÇÃO:
a Constituição Federal era documento
político. Com o neoconstitucionalismo,
passa a ser documento JURÍDICO, com
força vinculante.
REMATERIALIZAÇÃO DAS
CONSTITUIÇÕES: surgem Constituições
prolixas.
FORTALECIMENTO DO JUDICIÁRIO
MAIOR ABERTURA NA
INTERPRETAÇÃO: os princípios deixam
de ser meras diretrizes e passam a ser
espécies de norma.
04
12
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DIREITO CONSTITUCIONAL
O papel da Constituição em um
Estado Democrático de Direito:
Para a teoria procedimentalista
(Jürgen Habermas): A Constituição
deve se limitar à regulação formal do
processo democrático.
Para esta concepção, a Constituição,
longe de apenas limitar o poder político,
deve ter como foco a concretização de
direitos fundamentais (efeito
expansivo dos direitos fundamentais).
07
PAPEL DA CONSTITUIÇÃO ATIVISMO JUDICIAL
A legitimidade das
normas repousaria no
“princípio do
discurso”. Assim, uma
vez assegurado um
procedimento
democrático, caberá à
própria sociedade
compreender seus
problemas e encontrar
soluções, por meio de
processos
comunicacionais.
Para a teoria substancialista: a
Constituição deve consagrar metas e
valores a serem perseguidos por
aquela sociedade, traduzindo-se em
uma Constituição dirigente.
O fracasso do juspositivismo, tal como
concebido originalmente, suscitou
reflexões sobre a necessidade de trazer
as discussões sobre ética, moral e
justiça para o interior da ciência jurídica.
A este ideário difuso se convencionou
chamar de pós-positivismo.
Segundo Daniel Sarmento, “no Brasil,
uma crítica que tem sido feita à
recepção do neoconstitucionalismo, é
a de que ele tem dado ensejo ao
excessivo arbítrio judicial, através do
que chamo de “carnavalização dos
princípios constitucionais”.
Nesse contexto, em que o Poder
Judiciário passa a ser coparticipante
do processo constitucional,
questiona-se acerca da legitimidade do
chamado “ativismo judicial” na
consecução de políticas públicas, já que
os membros do Poder Judiciário não são
eleitos pela vontade da maioria.
Para ser legítimo, o ativismo judicial
deve ser excepcional (observar a
separação de poderes) e condicionado
(observar o dever de argumentação). A
atuação judicial, será ilegítima, se:
Violar o postulado da
Separação dos Poderes;
Descambar em problema ainda
maior do que o veiculado na lide.
Não se sustentar em norma
constitucional ou legal; 
For casuística; ou 
O ativismo judicial não pode
descambar para o arbítrio judicial,
que, a pretexto de imprimir juridicidade
às normas constitucionais,
especialmente os princípios, finda por
relegar a um segundo plano a
segurança jurídica e a democracia.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
APLICABILIDADE - NORMAS CONST.
Segundo o Doutrinador José Afonso
da Silva, as normas Constitucionais
podem possuir eficácia plena, 
contida ou limitada.
NORMAS CONSTITUCIONAIS DE
EFICÁCIA PLENA:
E não necessitam de
complementação para que
possam produzir efeitos.
Normas que possuem
aplicabilidade imediata e integral;
NORMAS CONSTITUCIONAIS DE
EFICÁCIA CONTIDA (OU PROSPECTIVA):
São autoaplicáveis, mas se inserem
na discricionariedade do legislador.
Também possuem aplicabilidade
imediata e integral;
No entanto, podem ter sua
abrangência reduzida por norma
infraconstitucional;
NORMAS CONSTITUCIONAIS DE
EFICÁCIA LIMITADA:
Têm aplicabilidade apenas
indireta ou mediata;
Necessitam de integração por
norma infraconstitucional para que
possam produzir efeitos jurídicos.
APLICABILIDADE - NORMAS CONST.
NORMAS CONSTITUCIONAIS DE
EFICÁCIA LIMITADA:
E as normas de princípio
programático.
Há dois tipos de normas limitadas:
As normas de princípio
institutivo ou organizativo;
NORMAS DE PRINCÍPIO INSTITUTIVO
OU ORGANIZATIVO
contém o início ou esquema de 
determinado órgão, entidade ou
instituição, deixando a efetiva criação e
estruturação a cargo de lei ordinária ou
complementar.
Ex.: art. 18, §2º da CRFB/88.
NORMAS DE PRINCÍPIO
PROGRAMÁTICO
normas através das quais o constituinte,
ao invés de regular direta e
imediatamente determinados
interesses, limitou-se a traçar-lhes os 
princípios a serem cumpridos pelos seus
órgãos.
Ex.: artigos 196; 205; 217 da CRFB/88.
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14
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DIREITO CONSTITUCIONAL
5 - Método normativo -estruturante
[FRIEDERICH MULLER]
Parte da premissa de que existe
uma relação necessária entre o
texto e a realidade. É um método
também concretista, diferenciando-se
dele, porém, na medida em que a
norma a ser concretizada não está
inteiramente no texto, sendo o
resultado entre este e a realidade.
07
INTERPRETAÇÃO DAS NORMAS INTERPRETAÇÃO DAS NORMAS 
2 - Método Tópico-problemático
[THEODOR VIEHWEG]
Parte-se do problema para a norma.
Para este método, deve a
interpretação partir da discussão do 
problema concreto que se pretende
resolver para, só ao final, se
identificar a norma adequada. 
Parte-se do problema (caso
concreto) para a norma, fazendo
caminho inverso dos métodos
tradicionais, que buscam a solução
do caso a partir da norma.
3 - Método Hermenêutico-
concretizador (Concretista) HESSE
Admite o primado da norma
constitucional sobre o problema. 
O método considera a interpretação
constitucional comouma competência material
exclusiva expressa: a autorização
para explorar diretamente ou
conceder a terceiros os serviços
locais de gás canalizado, sem
possibilidade de regulamentação por
medida provisória (art. 25, § 2º, CF/88).
Já no âmbito legislativo, os Estados
podem legislar sobre temas não
atribuídos à União ou aos Municípios,
desde que não sejam proibidos pela
Constituição. Um exemplo disso é a
criação de leis sobre transporte público
intermunicipal.
Suas mais importantes atribuições
foram elencadas no art. 30, CF/88, que
enunciou a competência municipal para: 
Legislar sobre assuntos de
interesse local;
Suplementar a legislação federal
e a estadual no que couber; e
Algumas atribuições materiais
(administrativas).
O Distrito Federal também exerce
as competências materiais comuns
(do art. 23, CF/88), as legislativas
concorrentes (do art. 24, CF/88) e, se
houver delegação por parte da União
por lei complementar, também poderá
legislar sobre temas específicos
elencados no art. 22, CF/88 (que trata
das competências legislativas
privativas da União).
INTERVENÇÃO
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Princípio da taxatividade: o rol das
hipóteses que admitem intervenção
é taxativo/exaustivo;
Princípio da
temporalidade: a
intervenção deverá
sempre vigorar por
prazo determinado,
somente o tempo
imprescindível ao
estabelecimento
da normalidade.
(I) PARA EFETIVAR A DEFESA NACIONAL:
Art. 34, I, CF/88: visa manter a
integridade nacional;
Art. 34, II, CF/88: visa repelir invasão
estrangeira ou de uma unidade da
Federação em outra.
Art. 34, III, CF/88: Para defender a
ordem pública.
Art. 34, V, CF/88: Para reorganizar as
finanças das unidades federativas,
caso o Tenha suspendido o pagamento
da dívida por mais de 2 anos, SALVO
força maior o Deixe de entregar ao
Município as receitas tributárias. 
07
INTERVENÇÃO
CARACTERÍSTICAS DA INTERVENÇÃO:
Instrumentalizado a partir de decreto
executivo (art. 84, X, CF/88). 
Medida de natureza política; 
Excepcional e taxativa; 
Competência privativa do chefe do
Poder Executivo; 
Consistente na incursão (intromissão)
de um ente superior em assuntos de
um ente inferior, restringindo
temporariamente a autonomia deste; 
Com o objetivo de preservar o pacto
federativo e fazer cumprir os demais
princípios e regras constitucionais; 
PRINCÍPIOS QUE REGEM A
INTERVENÇÃO:
Princípio da excepcionalidade ou da
não intervenção:
a União NÃO intervirá nos Estados, e os
Estados NÃO intervirão nos Municípios,
SALVO hipóteses constitucionalmente
previstas - inconstitucionalidade na
chamada intervenção per saltum.
INTERVENÇÃO
INTERVENÇÃO DA UNIÃO NOS
ESTADOS: ART. 34, CF/88
Será formalizada através de decreto
pelo Presidente da República, após
oitiva dos Conselho da República e o
Conselho de Defesa, que ofertarão
pareceres meramente opinativos.
Nos casos listados nos incisos I, II, III
e V do art. 34, a intervenção federal
será espontânea, decretada pelo
Presidente da República de oficio,
independentemente de qualquer
provocação.
O decreto presidencial está sujeito
a controle político (realizado pelo
Congresso Nacional) e a controle
jurídico (orquestrado por órgãos do
Poder Judiciário).
Quanto ao controle político, o
Congresso terá 24 horas para
avaliar o decreto interventivo. 
No curso do recesso parlamentar o
Parlamento será convocado
extraordinariamente (em 24 horas).
04
113
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Nos casos dos incisos IV, VI e VII do
art. 34 a intervenção será
provocada, ora por solicitação,
quando um pedido (que pode não ser
acatado) é feito, e ora por requisição
(uma ordem, que torna a decretação
da intervenção obrigatória).
07
INTERVENÇÃO INTERVENÇÃO
Art. 34, IV, CF/88: Para garantir o livre
exercício de qualquer dos poderes
constitucionais das unidades da
federação.
PROCEDIMENTO: Art. 36, I, 1ª parte
(c/c art. 34, IV): Se for o Poder
Executivo (Governador do Estado ou do
Distrito Federal) ou Poder Legislativo
(Assembleia Legislativa ou Câmara
Legislativa) a sofrer coação ou
impedimento. Haverá solicitação ao
Presidente da República para que ele
avalie a necessidade da medida. 
Art. 36, I, 2ª parte (c/c art.
34, IV): Se for coação ou
impedimento que atinge
o livre exercício das
atribuições do Poder
Judiciário. O STF avalia se
a medida extraordinária
é, ou não, adequada à
situação e, entendendo
que sim, irá requisitar
(ordenar) ao Presidente
da República que expeça
o decreto interventivo.
O decreto presidencial
está sujeito a controle
político (realizado pelo
Congresso Nacional)
dentro de 24h. 
Art. 34, VI, CF/88: Para prover a
execução de lei federal, ordem ou
decisão judicial:
PROCEDIMENTO: Art. 36, II (c/c art.
34, VI, 2ª parte): Intervir no Estado ou
Distrito Federal para prover a
execução de ORDEM ou DECISÃO
JUDICIAL que esteja sendo
desrespeitada - Depende de
requisição do STF, STJ ou TSE ao
Presidente da República.
NÃO é necessária apreciação do
Congresso Nacional, pois se trata
de uma requisição.
Art. 36, II (c/c art. 34, VI, 1ª parte):
Intervir no Estado ou Distrito
Federal para prover a execução de
LEI FEDERAL que esteja sendo
desrespeitada E Art. 36, III, 1ª parte
(c/c art. 34, VII): Assegurar a
observância dos PRINCÍPIOS
CONSTITUCIONAIS SENSÍVEIS:
Depende de o STF dar provimento
a representação apresentada pelo
PGR (ADI INTERVENTIVA, sendo o
PGR o único legitimado a sua
propositura). 
STF, ao julgar procedente, leva ao
Presidente, para que, no prazo
improrrogável de 15 dias, tome as
providências:
Expeça decreto de intervenção;
Nomeie, no mesmo decreto, o
interventor.
04
114
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DIREITO CONSTITUCIONAL
A decretação da intervenção é
vinculada. 
NÃO é necessária a apreciação
pelo Congresso Nacional.
DA NECESSIDADE DE NOMEAÇÃO
DO INTERVENTOR:
O interventor é uma autoridade
federal que exerce temporariamente
as funções habituais da autoridade
substituída. Segundo o STF, é
inconstitucional norma da
Constituição Estadual que exige a
aprovação da Assembleia Legislativa
para a nomeação do interventor dos
municípios. (Info 980, STF).
A intervenção sem interventor é
possível.
A intervenção estadual nos municípios
segue os mesmos moldes e princípio
da intervenção federal, diferenciando-
se apenas em relação a algumas
hipóteses. 
As hipóteses taxativas estão no art.
35, CF/88.
A formalização da intervenção
depende de decreto interventivo do
Governador;
O decreto será submetido à
apreciação da Assembleia Legislativa,
no prazo de 24 horas (se ela não
estiver funcionando haverá
convocação extraordinária, também
em 24 horas), nas hipóteses dos
incisos I a III do art. 35, CF/88; 
Quando a decretação da intervenção
tiver por causa a situação descrita no
inciso IV do art.35, CF/88 não haverá
controle político;
sobre a ação direta interventiva
estadual, vale ressaltar que sua
propositura é de legitimi dade do PGJ.
Intervenção federal em razão do não
pagamento de dívida fundada: por
MAIS de 2 anos. 
Intervenção estadual em razão do
não pagamento de dívida fundada: por
2 anos consecutivos.
Intervenção federal para prover a
execução de ordem ou decisão
judicial – não exige ADI interventiva.
Intervenção estadual para prover a
execução de ordem ou decisão
judicial – exige ADI interventiva.
O DECRETO INTERVENTIVO:
07
INTERVENÇÃO INTERVENÇÃO
Nos casos dos incisos IV,
VI e VII do art. 34 a
intervenção será
provocada, ora por
solicitação, quando um
pedido (que pode não ser
acatado) é feito, e ora por
requisição (uma ordem,
que torna a decretação da
intervenção obrigatória).
NO DECRETO DEVE CONSTAR:
A amplitude da intervenção; 
O prazo de duração da medida;
As condições em que a
intervenção será executada; 
Indicação do interventor, se for
necessária esta nomeação.
E INTERVENÇÃO DOS ESTADOS NOS
MUNICÍPIOS – ART. 35, CF
CUIDADO! 
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DIREITOCONSTITUCIONAL
FUNÇÕES DO PODER LEGISLATIVO
A) FUNÇÕES TÍPICAS: 
Legiferante – elaborar leis +
Fiscalização e controle dos atos do
Executivo.
B) FUNÇÕES ATÍPICAS:
 Judicial – Senado Federal julga o
Presidente por crimes de
responsabilidade +
 Administrativa – quando a Câmara
dos Deputados e o Senado Federal se
organizam internamente através da
criação de cargos públicos.
07
PODER LEGISLATIVO
ESTRUTURA
PODER LEGISLATIVO FEDERAL
(ART. 44, CF) - VIGORA O
BICAMERALISMO FEDERATIVO: 
Câmara dos Deputados (representa
o povo);
Senado Federal (representa os
Estados + DF).
Poder Legislativo Estadual -
Unicameral, composto por deputados
estaduais, na Assembleia legislativa:
Número de deputados estadual da
Assembleia Legislativa = 3x a
representação da Câmara dos
Deputados, e atingido o número de
36, será acrescido tantos quantos
forem os deputados acima de 12.
Mandato de 04 anos;
Subsídio fixado por lei da
assembleia legislativa, NÃO podendo
ser superior a 75% do estabelecido,
em espécie, para os Deputados
Federais.
PODER LEGISLATIVO
Eleitos pelo Sistema proporcional
com lista aberta, para um mandato
de 4 anos.
Subsídios dos vereadores são
fixados pela própria Câmara
Municipal em cada legislatura para a
legislatura subsequente. A Câmara
não pode gastar mais de 70% da
própria receita com folha de
pagamento, incluindo o gasto com
subsídio dos Vereadores.
A Câmara Municipal, ao elaborar sua
Lei Orgânica, não exerce o poder
constituinte derivado decorrente! 
Poder Legislativo Municipal -
Unicameral, apresentando somente uma
casa legislativa, a Câmara dos
Vereadores. 
ATRIBUIÇÕES DO CONGRESSO
NACIONAL
Cabe ao Congresso
Nacional, com a
sanção do Presidente
da República, dispor
sobre todas as
matérias de
competência da União,
especialmente sobre
as matérias descritas
no art. 48 da CF (LER!)
É da competência
exclusiva do
Congresso Nacional
as matérias descritas
no art. 49, CF (LER!),
sendo dispensada a
manifestação do
Presidente e
materializadas por
decreto legislativo.
04
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DIREITO CONSTITUCIONAL
SENADO FEDERAL
Eleitos pelo sistema majoritário,
sendo 3 senadores para cada
unidade da Federação, cada um com
2 suplentes; 
Mandato: prazo de 08 anos (duas
legislaturas), sendo a renovação de 4
em 4 anos, por 1/3 e 2/3 da
representação de cada Estado e o DF.
COMISSÕES PARLAMENTARES
As comissões podem ser permanentes
(temáticas), não se vinculando a prazo,
mas sim a uma matéria (ex.: comissão de
ética – art. 58, §2º) ou temporárias,
criadas para apreciar matéria específica,
extinguindo-se ao término da legislatura
ou cumprida a finalidade para a qual
foram criadas (ex.: CPI – art. 58, §3º).
CÂMARA DOS DEPUTADOS
07
PODER LEGISLATIVO PODER LEGISLATIVO
Nenhuma das unidades pode ter
menos do que 08 e mais do que
70 deputados.
Eleitos pelo sistema proporcional; 
Mandato: prazo de 4 anos;
REQUISITOS PARA A CANDIDATURA
DOS DEPUTADOS FEDERAIS:
Maior de 21 anos;
Brasileiro nato ou naturalizado (para
ser presidente, exige que seja
brasileiro nato);
Pleno exercício dos direitos políticos;
Alistamento eleitoral;
Domicílio eleitoral na circunscrição;
Filiação partidária.
COMPETÊNCIA PRIVATIVA
Materializadas por meio de resoluções e
NÃO dependem de sanção presidencial.
Descritas no art. 51 (LER!) 
REQUISITOS PARA A CANDIDATURA
DOS SENADORES:
Brasileiro nato ou naturalizado (para
ser presidente, exige que seja
brasileiro nato);
Maior de 35 anos;
Pleno exercício dos direitos políticos;
Alistamento eleitoral;
Domicílio eleitoral na circunscrição;
Filiação partidária.
COMPETÊNCIA PRIVATIVA
Materializadas por meio de resoluções e
NÃO dependem de sanção presidencial.
Descritas no art. 52 (LER!) 
COMISSÃO
PARLAMENTAR DE
INQUÉRITO – CPI 
CPI (art. 58, §3º, CF/88):
São comissões
temporárias, destinadas
a investigar fato certo e
determinado. Trata-se de
direito subjetivo das
minorias.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
É VEDADO A CPI INVESTIGAR SOBRE
ASSUNTOS DE: 
Interesse exclusivo de outros
entes federativos - a CPI deve
respeitar o Pacto Federativo; 
As atribuições do Poder Judiciário
- em prestígio ao Princípio da
Separação dos Poderes.
07
PODER LEGISLATIVO PODER LEGISLATIVO
REQUISITOS (INFO 1013, STF):
Criação: Pela Câmara dos Deputados
e pelo Senado Federal, em conjunto ou
separadamente, mediante
requerimento de 1/3 de seus
membros. 
É possível instaurar CPIs simultâneas
dentro de uma mesma casa, ao limite
de 05, segundo regimento interno da
Câmara dos Deputados.
Requerimento subscrito por, no
mínimo, 1/3 de parlamentares;
Indicação de prazo certo para o
desenvolvimento dos trabalhos.
Indicação, com precisão, de fato
determinado, a ser apurado na
investigação parlamentar; 
Objeto: apuração de fato
determinado de interesse para a vida
pública e a ordem constitucional.
Prazo: Deve ter prazo certo. 
Na Câmara, a CPI poderá também
atuar durante o recesso parlamentar,
possuindo o prazo de 120 dias,
prorrogável até a metade do prazo,
mediante deliberação em plenário,
para a conclusão de seus trabalhos. É
possível a prorrogação do prazo da
CPI, desde que seja definido novo
termo final e sua atuação não
ultrapasse o final da legislatura.
Poderes da CPI: As CPIs terão poderes
de investigação, próprios das
autoridades judiciais, além de outros
previstos no Regimento Interno das
Casas. Pode determinar, sempre por
decisão fundamentada e motivada:
Quebra de sigilo fiscal e bancário –
demanda aprovação da maioria
absoluta dos membros que compõem o
órgão de investigação legislativa,
observando o princípio da colegialidade. 
Quebra do sigilo de dados, com
destaque para o sigilo dos dados
telefônicos. 
Determinar diligências que reputarem
necessárias.
Requerer convocação de Ministros de
Estado. 
Tomar depoimento de quaisquer
autoridades federais, estaduais ou
municipais. 
Ouvir os indiciados, respeitando o
direito ao silêncio, podendo o indiciado
deixar de responder às perguntas que
possam incriminá-lo.
Inquirir testemunhas sob
compromisso, sob pena de condução
coercitiva - as testemunhas prestam o
compromisso de dizer a verdade, sob
pena de falso testemunho.
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118
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Obs.: O STF entendeu que a imunidade
material do parlamentar deve ser
relativizada, dependendo de análise de
nexo funcional, quando este proferir
palavras e opiniões, dentro do recinto
parlamentar, porém dirigido a veículo
de imprensa e destinado à
publicidade externa. Info 969, STF.
Obs.: Ainda, para o STF, caso o discurso
atente frontalmente contra a própria
manutenção do Estado Democrático
de Direito, não será possível invocar a
imunidade material. Info 1006, STF.
IMUNIDADE MATERIAL
(ART. 53 DA CF)
Os parlamentares são invioláveis civil e
penalmente, por quaisquer de suas
opiniões, palavras e votos, desde que
proferidos em razão de suas funções
parlamentares, no exercício do mandato,
NÃO se restringindo ao âmbito do CN.
07
PODER LEGISLATIVO PODER LEGISLATIVO
IMUNIDADES PARLAMENTARES
São prerrogativas inerentes à função
parlamentar, garantidoras da
liberdade do exercício das funções. 
As imunidades parlamentares são
IRRENUNCIÁVEIS, pois decorrem da
função exercida, e não da figura do
parlamentar (prerrogativa de caráter
institucional).
PODEM SER:
b) Imunidade Processual, Formal
ou Adjetiva: Regras sobre prisão e
processo dos parlamentares.
a) Imunidade Material, Real ou
Substantiva: Inviolabilidade civil
pelas opiniões, palavras e votos; 
IMUNIDADE PARLAMENTAR FEDERAL
Em regra, se os atos forem
praticados dentro do
Congresso Nacional, a
imunidade será absoluta,
dispensando o nexo
funcional. Ao passo que, se
fora do recinto
parlamentar, a imunidade
exige o nexo funcional.
IMUNIDADE FORMAL OU
PROCESSUAL 
PARA A PRISÃO (art. 53, §2ª, CF)
Os parlamentares só poderão ser
presos cautelarmente nas hipóteses
de flagrante de crime inafiançável. 
Nesse caso, os autosdeverão ser
encaminhados à
Casa Parlamentar
respectiva, no prazo
de 24h para que, pelo
voto (ABERTO) da
maioria absoluta de
seus membros,
resolva sobre a
prisão.
Logo: a aprovação
pela Casa é
condição
necessária para a
manutenção da
prisão em flagrante
delito de crime
inafiançável.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Se a prisão for decorrente de
sentença judicial transitada em
julgado, prevê a CF/88 que a perda do
mandato será decidida pela Câmara ou
Senado, por voto secreto e maioria
absoluta (modalidade: cassação do
mandato), em razão da especialidade
do art. 53 em relação ao art. 15 da
CF/88. 
 Assembleia Legislativa pode rejeitar a
prisão preventiva e as medidas
cautelares impostas pelo Poder
Judiciário contra Deputados
Estaduais (Info 939, STF). 
 Para o STF, presentes os motivos que
autorizam a decretação da prisão
preventiva, há uma situação que não
admite fiança, com base no art. 324,
IV, do CPP (Inquérito 4.781/DF). 
O STF decidiu que é possível a
aplicação de medidas cautelares
diversas da prisão (art. 319 do CPP)
aos congressistas, sem que isso
implique em mácula a sua
imunidade à prisão. Contudo, sempre
que tais medidas interferirem no
exercício da atividade parlamentar
(como no caso do afastamento do
mandato) deve-se remeter os autos à
Casa Legislativa para que delibere no
prazo de 24 (vinte e quatro) horas
sobre a manutenção das medidas
cautelares impostas ao parlamentar
(ADI 5526/DF).
07
PODER LEGISLATIVO PODER LEGISLATIVO
Se a Casa decidir pela não
manutenção do cárcere, a prisão
deverá ser imediatamente relaxada e,
se mantiver a prisão em flagrante, os
autos deverão ser encaminhados, no
prazo de 24h, ao STF, para que este
analise a legalidade da prisão.
PARA O PROCESSO (ART. 53,
§3ª A 5º, CF)
INÍCIO COM A DIPLOMAÇÃO E
ABRANGE APENAS PROCESSOS
CRIMINAIS.
Procedimento: Oferecida denúncia, o
Ministro do STF poderá recebê-la sem
prévia licença da Casa Parlamentar. 
Após o recebimento da denúncia contra
o Senador ou Deputado, por crime
ocorrido após a diplomação, o STF dará
ciência à Casa respectiva que, por
iniciativa de partido político nela
representado e pelo voto da maioria
absoluta de seus membros, decidirá
sustar o andamento da ação.
O pedido de sustação será apreciado
pela Casa respectiva no prazo
improrrogável de 45 dias do seu
recebimento pela mesa diretora, e a
sustação do processo suspende a
prescrição enquanto durar o mandato.
PRERROGATIVA DE FORO
(ART. 53, §1º, CF/88)
Os Deputados e Senadores, desde a
expedição do diploma, serão
submetidos a julgamento perante o
Supremo Tribunal Federal. (Info. 900
e 967, STF).
Redução teleológica feita pelo STF em
relação ao foro por prerrogativa de
função dos parlamentares federais:
existência apenas para a fatos
praticados no cargo de parlamentar
federal e em razão de seu exercício
(interpretação restritiva). 
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120
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DIREITO CONSTITUCIONAL
O STF também estabeleceu um marco
temporal para perpetuar a
competência dos Tribunais, ainda que
haja renúncia ou ausência de
reeleição, que é o FIM DA
INSTRUÇÃO, a qual é considerada
encerrada com a publicação do
despacho de intimação para a
apresentação de alegações finais.
Esse novo marco temporal busca
diminuir a tentativa de manipulação
sobre as regras de competência.
O congressista em licença mantém o
foro por prerrogativa de função. Vale
ressaltar que a prerrogativa de foro
conferida aos membros do Congresso
Nacional somente se estenderá ao
suplente no caso de efetivo exercício
da atividade parlamentar (AP 665/MT).
07
PODER LEGISLATIVO PODER LEGISLATIVO
ATENÇÃO, MUDANÇA DE
ENTENDIMENTO:
Em 11 de março de 2025, o
Tribunal, sob a relatoria do
Ministro Gilmar Mendes, ao julgar
o Habeas Corpus nº 232.627/DF,
consolidou o entendimento de
que, nos casos de crimes
funcionais, a competência do
foro por prerrogativa de função
deve ser preservada, mesmo
após o encerramento do
exercício do cargo. Segundo o
entendimento firmado, a remessa
dos autos à primeira instância ao
término da função contrariaria a
finalidade do foro especial, pois
gera instabilidade processual
com mudanças sucessivas de
competência (“sobe e desce”) e
compromete a efetividade da
Justiça.
Além disso, essa mudança
permitiria ao próprio acusado
interferir na definição da
instância competente por meio
de atos voluntários, como
renúncia ao cargo, com o
objetivo de alterar o curso do
processo. 
IM
P
O
R
T
A
N
T
E
 
 
 
Diante disso, o Supremo Tribunal
Federal adotou uma interpretação
ampliada do foro por prerrogativa,
vinculando sua aplicação à natureza do
delito praticado e à sua relação com o
exercício da função pública, em vez de
critérios meramente temporais.
Por fim, ficou assentado que a saída do
cargo somente afasta o foro especial
quando se tratar de infrações penais
cometidas antes da assunção da
função pública ou desvinculadas do
seu exercício.
Prorrogação do foro por
prerrogativa de função e
reeleição: a prorrogação do
foro por prerrogativa de
função só ocorre se
houver reeleição
sucessiva e ininterrupta,
não se aplicando em caso
de eleição para um novo
mandato após o agente ter
ficado sem ocupar função
pública (Info 940, STF). 
Foro de Prerrogativa e “mandato
cruzado”: quando o investigado
continua ocupando cargo com foro,
mas diverso daquele em que estava
quando praticou o delito. Para o
Plenário do STF, o foro por
prerrogativa de função persiste.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Deputados Estaduais
gozam das mesmas
imunidades formais
previstas para os
parlamentares
federais no art. 53 da
CF/88. (Info 939, STF).
07
PODER LEGISLATIVO PODER LEGISLATIVO
Sigilo da fonte: Deputados e senadores
NÃO são obrigados a testemunhar
sobre informações recebidas ou
prestadas em razão de exercício ou
mandato, nem sobre as pessoas em que
lhes confiaram ou deles receberam a
informação.
Incorporação às Forças
armadas: dependerá de
prévia licença da
respectiva casa.
IMUNIDADE PARLAMENTAR ESTADUAL
Possuem as mesmas regras quanto a
sistema eleitoral, inviolabilidade,
imunidades, remuneração, perda de
mandato, licença, impedimentos e
incorporação às forças armadas
É constitucional
resolução da Assembleia
Legislativa que, com base
na imunidade parlamentar
formal, revoga a prisão
preventiva e as medidas
cautelares penais que
haviam sido impostas
pelo Poder Judiciário
contra Deputado
Estadual, determinando o
pleno retorno do
parlamentar ao seu
mandato. (Info 939, STF). 
IMUNIDADE PARLAMENTAR
MUNICIPAL
O vereador só terá IMUNIDADE
MATERIAL (excluindo-se a
responsabilidade penal e civil),
desde que o ato tenha sido praticado
na circunscrição municipal, em razão
do seu ofício. 
Parlamentares municipais NÃO
GOZAM DE IMUNIDADE FORMAL –
prisional ou processual. Trata-se de
norma de exceção, devendo, portanto,
ser interpretada restritivamente. 
Cuidado! As imunidades
parlamentares se
sujeitam ao princípio da
simetria, de modo que as
Constituições
Estaduais não podem
ampliar ou restringir a
imunidade dos
parlamentares
municipais
estabelecida na CF/88.
INCOMPATIBILIDADES E
IMPEDIMENTOS 
OS DEPUTADOS E SENADORES NÃO
PODERÃO (ART. 54):
a) Desde a expedição do diploma: 
Firmar ou manter contrato com
pessoa jurídica de direito público,
autarquia, empresa pública, sociedade
de economia mista ou empresa
concessionária de serviço público,
salvo quando o contrato obedecer a
cláusulas uniformes; 
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
PODER LEGISLATIVO PODER LEGISLATIVO
PERDA DO MANDATO - ART. 55
Aceitar ou exercer cargo, função ou
emprego remunerado, inclusive os de
que sejam demissíveis “ad nutum”,
nas entidades constantes da alínea
anterior;
B) DESDE A POSSE (ART. 55) 
Serem proprietários, controladores
ou diretores de empresa que goze de
favor decorrente de contrato com
pessoa jurídica de direito público, ou
nelaexercer função remunerada;
Ocupar cargo ou função de que
sejam demissíveis “ad nutum”, nas
entidades referidas no inc. I, “a”; 
Patrocinar causa em que seja
interessada qualquer das entidades
a que se refere o inciso I, "a"; 
Ser titulares de mais de um cargo ou
mandato público eletivo.
HIPÓTESES QUE GERAM [CASSAÇÃO]
I - infringir qualquer das proibições
estabelecidas no artigo anterior; 
II - cujo procedimento for declarado
incompatível com o decoro parlamentar; 
§ 1º - É incompatível com o decoro
parlamentar, além dos casos definidos
no regimento interno, o abuso das
prerrogativas asseguradas a membro
do Congresso Nacional ou a percepção
de vantagens indevidas.
VI - que sofrer condenação criminal
em sentença transitada em julgado.
PROCEDIMENTO:
§2º a perda do mandato será decidida
pela Câmara dos Deputados ou pelo
Senado Federal, por maioria
absoluta, mediante provocação da
respectiva Mesa ou de partido
político representado no Congresso
Nacional, assegurada ampla defesa.
HIPÓTESES QUE GERAM [EXTINÇÃO]
III - que deixar de comparecer, em
cada sessão legislativa, à terça parte
das sessões ordinárias da Casa a que
pertencer, salvo licença ou missão por
esta autorizada;
IV - que perder ou tiver suspensos
os direitos políticos;
V - quando o decretar a Justiça
Eleitoral, nos casos previstos nesta
CF; 
PROCEDIMENTO:
§3º. A perda será declarada pela
Mesa da Casa respectiva, de ofício
ou mediante provocação de
qualquer de seus membros, ou de
partido político representado no
Congresso Nacional, assegurada
ampla defesa.
A cassação é uma espécie de
sanção constitucional aplicável ao
parlamentar em razão do
cometimento de falta funcional
geradora de perda do mandato.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
PODER LEGISLATIVO PODER LEGISLATIVO
A extinção do mandato,
em contraposição, é
simplesmente
reconhecida pela Casa
Legislativa à qual o
parlamentar pertença,
sendo uma consequência
automática da ocorrência
de um fato, ou da prática
de um ato, que torne
inexistente a investidura
no cargo.
A renúncia é uma das causas de
extinção do mandato e pode ser
apresentada pelo parlamentar a
qualquer momento.
É perfeitamente possível
a renúncia de parlamentar
submetido a processo
que vise ou possa levá-lo
à perda do mandato. 
Todavia, a renúncia terá
seus efeitos suspensos
até a decisão final, se não
concluir pela perda do
mandato (efeito
suspensivo).
A perda do mandato por infidelidade
partidária não se aplica a cargos
eletivos majoritários. Apenas ao cargo
eletivo proporcional — deputados
federais, estaduais, distritais e
vereadores (Info 787, STF).
NÃO HAVERÁ A PERDA DO
MANDATO (ART. 56 CF/88):
Investido no cargo de Ministro de
Estado, Governador de Território,
Secretário de Estado, do Distrito
Federal, de Território, de Prefeitura
de Capital ou chefe de missão
diplomática temporária. Nesse
caso, as imunidades ficarão
suspensas, mas a prerrogativa de foro
em matéria penal permanece (STF);
Licenciado pela respectiva Casa por
motivo de doença, ou para tratar,
sem remuneração, de interesse
particular, desde que, neste caso, o
afastamento não ultrapasse cento
e vinte dias por sessão legislativa.
SUPLENTE SERÁ CONVOCADO nos
casos de vaga, de investitura nas
funções mencionadas ou se o titular
apresentar pedido de licença superior
a 120 dias.
suplente exercerá as funções
parlamentares até que a hipótese
impeditiva seja superada ou até o
encerramento do mandato
O prazo previsto para a convocação
de suplente, no caso de licença de
parlamentar para tratar de interesses
particulares (art. 56, § 1º, CF/88), é de
observância obrigatória pelos
estados-membros e deve ser adotado
pelas respectivas Assembleias
Legislativas (STF, Info 1095).
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Processo legislativo é o conjunto de
atos pré-ordenados tendentes à
elaboração das espécies normativas
primárias, previstas no art. 59, CF/88. 
07
PODER LEGISLATIVO PROCESSO LEGISLATIVO 
Sentença penal condenatória
transitada em julgado e perda do
mandato dos parlamentares:
A discussão gira em torno do
conflito aparente entre os artigos 15
c/c 55, IV, e 55, VI, da CF. 
O art. 15 c/c 55, IV dá a entender que a
perda do mandato seria efeito
automático de condenação criminal
transitada em julgado a ser meramente
declarada pela Mesa, ao passo que o
art. 55, VI diz que a perda decorrente
de condenação criminal deve ser
deliberada pela Casa respectiva. 
Em decisão mais recente sobre o tema,
o STF decidiu da seguinte maneira:
Se for condenado a uma pena em
regime aberto ou semiaberto: a
condenação criminal não gera a perda
automática do cargo. O Plenário da
Câmara ou do Senado irá deliberar, nos
termos do art. 55, § 2º, se o condenado
deverá ou não perder o mandato. 
Se for condenado a mais de 120 dias
em regime fechado (ou seja, 1/3 das
sessões), ele não poderá comparecer às
sessões do Congresso Nacional,
devendo, por consequência, perder o
mandato com base no art. 55, III, da
CF/88, devendo ser declarada a perda de
seu mandato.
A atividade legiferante é exercida com
primazia, mas não com exclusividade,
pelo Poder Legislativo, razão pela qual
identifica-se no ordenamento jurídico
situações nas quais outro Poder exerce
função de natureza legislativa - como, por
exemplo, a edição de medida provisória
pelo chefe do Poder Executivo. 
As linhas básicas do modelo
constitucional federal referente ao
processo legislativo são de absorção
compulsória pelas Constituições
Estaduais e Leis Orgânicas Municipais,
conforme entendimento do STF. 
Do mesmo modo, as
matérias nas quais a
iniciativa pertencer de
forma reservada ao
Presidente da República
deverão ser atribuídas
aos Governadores e
Prefeitos, no que couber.
ESPÉCIES DE PROCESSO
LEGISLATIVO
O processo legislativo pode ser
classificado:
(1) quanto à organização política em: 
Autocrático; 
Direto; 
Indireto; ou
Semidireto.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
HÁ SETE ESPÉCIES
NORMATIVAS PRIMÁRIAS: 
● Emendas à CF; 
● Leis Complementares; 
● Leis Ordinárias; 
● Leis delegadas; 
● Medidas Provisórias;
● Decretos Legislativos;
● Resoluções.
Introdutória; 
Constitutiva; e 
Complementar.
FASE INTRODUTÓRIA 
A fase introdutória inicia o processo
legislativo por meio do ato de
“iniciativa”. A Constituição Federal
confere essa prerrogativa a diversos
legitimados, incluindo qualquer membro
ou Comissão da Câmara dos Deputados,
do Senado Federal ou do Congresso
Nacional, além do Presidente da
República, do Supremo Tribunal Federal,
dos Tribunais Superiores, do Procurador-
Geral da República e dos cidadãos (art. 61,
CF/88).
07
PROCESSO LEGISLATIVO 
PROCEDIMENTO DE ELABORAÇÃO
DAS LEIS ORDINÁRIAS
PROCESSO LEGISLATIVO 
2) quanto às fases procedimentais,
o processo legislativo pode ser:
Ordinário;
Sumário; 
Especial.
O processo de elaboração das leis
complementares, do ponto de vista
constitucional, segue as mesmas
etapas previstas para as leis
ordinárias, com uma única distinção
expressamente estabelecida: a
exigência de maioria absoluta para
sua aprovação. Essa diferença,
contudo, é suficiente para conferir ao
procedimento um caráter especial,
tornando-o distinto daquele aplicado à
legislação ordinária.
O “processo legislativo
ordinário” é o
procedimento aplicável à
elaboração das leis
ordinárias. Trata-se do
modelo mais completo e
abrangente, caracterizado
pela ausência de prazos
para a realização dos atos
de deliberação e votação. 
Embora seja um processo mais demorado,
permite um exame aprofundado, com
maior tempo para estudo e discussão do
projeto. O processo legislativo ordinário
divide-se em três fases:
Iniciativa Privativa do Presidente da
República
A Constituição Federal reserva ao
Presidente da República a iniciativa
exclusiva sobre determinados temas,
impedindo que outras autoridades ou
órgãos legislem sobre essas matérias.
Um exemplo é a criação de cargos,funções ou empregos públicos na
administração federal direta e
autárquica, bem como o aumento de
suas remunerações. 
Pelo princípio da simetria, essa
prerrogativa é estendida aos
Governadores no âmbito estadual.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Proposta de criação de novas varas
(Tribunais em geral);
Estatuto da Magistratura (STF);
Alteração do número de membros
dos Tribunais inferiores;
Criação e extinção de cargos, fixação
de subsídios e estrutura dos
Tribunais inferiores;
Organização e divisão judiciárias.
Iniciativa Popular: A
Constituição permite que
os cidadãos apresentem
projetos de lei à Câmara
dos Deputados, desde que
obtenham assinaturas de
pelo menos 1% do
eleitorado nacional,
distribuídas em pelo
menos cinco Estados,
com um mínimo de 0,3%
dos eleitores de cada um
deles. Esse mecanismo
também pode ser aplicado
nos âmbitos estadual e
municipal.
Existe um debate sobre se a sanção
presidencial pode sanar um vício de
iniciativa. A doutrina majoritária
sustenta que não, pois a Constituição
prevalece como norma suprema,
tornando nulas (e não apenas anuláveis)
as leis que violem suas disposições.
Dessa forma, se um parlamentar
apresentar um projeto sobre tema
reservado ao Presidente da República,
sua inconstitucionalidade será insanável,
mesmo com sanção presidencial.
Os Tribunais de Justiça têm a
iniciativa de legislar sobre a
organização judiciária estadual.
07
PROCESSO LEGISLATIVO PROCESSO LEGISLATIVO 
Iniciativa dos Chefes do Ministério
Público: O Ministério Público, como
órgão independente, possui a
prerrogativa de iniciar o processo
legislativo para regulamentar sua
organização, sendo essa iniciativa
compartilhada entre o Procurador-
Geral da República e o chefe do Poder
Executivo.
Iniciativa do Poder Judiciário
O Poder Judiciário tem iniciativa exclusiva
em algumas matérias, tais como:
Introdução à casa
iniciadora
Em razão do
bicameralismo
federativo, no processo
legislativo desenvolvido
em âmbito federal ter-
se-á a apreciação do
projeto de lei por duas
Casas Legislativas, a
Câmara dos Deputados
e o Senado Federal.
O caput do art. 64, CF/88 nos indica
que, regra geral, a Câmara dos
Deputados é a Casa iniciadora e o
Senado a revisora. O Senado Federal
só será a primeira Casa a apreciar o
projeto de lei quando este for
apresentado por um membro seu ou
por uma comissão sua. Nestes dois
casos a Câmara dos Deputados fará a
análise revisional do projeto de lei.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
PROCESSO LEGISLATIVO PROCESSO LEGISLATIVO 
Deliberação
Por meio da deliberação, submete-se a
propositura à discussão. Como o
projeto de lei ordinária federal será
sempre apreciado por ambas as Casas do
Congresso Nacional, em cada uma delas,
antes da votação, realizar-se-á uma
análise prévia do projeto pelas
comissões.
Ambas as Casas submeterão a
proposição normativa a um exame
temático, no qual o mérito da proposta
poderá ser verificado (nas comissões
temáticas), bem como a um exame de
constitucionalidade (na respectiva
Comissão de Constituição e Justiça).
Vale frisar uma importante possibilidade
constitucional, que autoriza que o projeto
de lei, a depender do tema tratado, seja
votado no âmbito interno de uma
comissão temática, caracterizando o que
se denomina de delegação interna
corporis.
Votação plenária
No plenário, para início da votação,
deve ser observado o quórum de
instalação da sessão, que é de
maioria. Uma vez instalada a sessão,
há que se observar a maioria de
aprovação que, em se tratando de lei
ordinária, será a maioria simples.
Na votação em plenário a Casa
Iniciadora, em um só turno de votação,
poderá rejeitar ou aprovar o projeto
(com ou sem alterações ao seu texto
inicial).
Havendo aprovação, o projeto deve
ser encaminhado à casa revisora que
irá realizar a deliberação e a votação.
Se a Casa revisora rejeitar, o projeto
será encaminhado ao arquivo, aplican-
do-se a ele o princípio da
irrepetibilidade, ou seja, não poderá
ser novamente apresentado na
mesma sessão legislativa, salvo
mediante proposta da maioria
absoluta dos membros de qualquer
das Casas do Congresso Nacional -
conforme dispõe o art. 67, CF/88
Se a Casa revisora
elaborar emendas
significativas, estas
deverão ser avaliadas
pela Casa iniciadora.
Frise-se, contudo, que as emendas
produzidas pela Casa revisora não
serão avaliadas pela Casa iniciadora
quando simplesmente promoverem
correções redacionais do projeto ou se
elas não modificarem o sentido e
alcance da proposição jurídica.
Se o projeto for aprovado pela Casa
revisora sem emendas, será
encaminhado ao chefe do Executivo,
para sanção ou veto (deliberação
executiva).
Caso seja rejeitado,
será sepultado no
arquivo, de onde pode
ser retirado para nova
apreciação, na mesma
sessão legislativa,
desde que haja o
requerimento da
maioria absoluta dos
membros.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Ainda sobre a sanção, vale lembrar que
ela pode ser total, quando o Presidente
da República concorda com a
integralidade do texto do projeto de lei,
ou parcial, quando sua aquiescência é
dada apenas à parte do texto e,
portanto, terá ele sancionado
parcialmente e vetado parcialmente o
projeto submetido à sua apreciação.
07
PROCESSO LEGISLATIVO PROCESSO LEGISLATIVO 
Por último, insta destacar que tão logo
haja a aprovação do projeto de lei (com
ou sem emendas) pelas duas Casas
Legislativas, ele seguirá para o
autógrafo. Este é o documento formal
que traduz todo o trâmite legislativo
e explicita, com rigor e exatidão, o
teor final do projeto de lei.
FASE CONSTITUTIVA
Deliberação executiva 
(sanção ou veto presidencial)
Para finalizar a fase constitutiva do
processo legislativo, o projeto de lei
discutido/ votado/aprovado pelas duas
Casas Legislativas deve ser
encaminhado ao Presidente da
República para sua apreciação.
 O chefe do Poder Executivo terá o
prazo máximo de quinze dias úteis,
contados da data do recebimento do
projeto de lei, para analisar a proposição
normativa e ofertar uma resposta.
Sanção
A sanção é a manifestação de
aquiescência presidencial ao texto do
projeto, convertendo-o em lei. Poderá
ser de dois tipos:
Expressa, quando o Presidente
opinar explicita e formalmente a
favor do projeto de lei, durante os
quinze dias úteis destinados à
sua manifestação;
Tácita, quando o Presidente da
República se mantiver em
silêncio durante o período
destinado a sua manifestação.
Veto
O veto é o poder de
desaprovação total ou
parcial exercido pelo
Poder Executivo sobre o
projeto de lei aprovado no
Poder Legislativo.
A recusa presidencial ao projeto deve
ser apresentada no prazo fatal de
quinze dias úteis e deve ser
fundamentada, podendo o veto
justificar-se pela inconstitucionalidade
do projeto de lei ou pela contrariedade
ao interesse público. 
No primeiro caso, a razão do veto é
jurídica, no segundo, política.
Quanto ao alcance do veto, são duas
as modalidades possíveis: o veto
total e o veto parcial.
Em sendo total ou parcial, uma coisa
é certa: o veto será sempre
expresso, pois do silêncio, já
sabemos, resulta sanção tácita.
Caso seja rejeitado, será sepultado
no arquivo, de onde pode ser
retirado para nova apreciação, na
mesma sessão legislativa, desde que
haja o requerimento da maioria
absoluta dos membros.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
FASE COMPLEMENTAR 
(OU DE INTEGRAÇÃO DE EFICÁCIA)
Promulgação
A promulgação é o ato que atesta
formalmente a existência da lei,
sendo, pois, a certificação categórica
de que o diploma legislativo existe, é
executável e potencialmente
obrigatório. Incide sobre a própria lei.
07
PROCESSO LEGISLATIVO PROCESSO LEGISLATIVO 
Por último, insta destacar que tão
logo haja a aprovação do projeto de lei
(com ou sem emendas) pelas duas
Casas Legislativas, ele seguirá para o
autógrafo. Este é o documento formalque traduz todo o trâmite legislativo e
explicita, com rigor e exatidão, o teor
final do projeto de lei.
Também podemos
considerar o veto
supressivo, afinal é
impossível que o
Presidente dele se utilize
para acrescentar algum
termo ao projeto de lei.
Deverá ser também
motivado, afinal
precisam ser
explicitadas as razões
que conduziram à
discordância. Por isso,
determina a Constituição
que o veto, com suas
razões, seja
comunicado ao
Presidente do Senado
Federal no prazo de
quarenta e oito horas.
Outra importante característica do veto
que deve ser noticiada é sua
irretratabilidade. O veto não significa
o arquivamento definitivo do projeto
de lei, pois sua reapreciação pelo
Poder Legislativo é possível. 
Nesse sentido, o veto será apreciado
em sessão conjunta, dentro de trinta
dias a contar de seu recebimento, só
podendo ser rejeitado (isto é,
derrubado) pelo voto da maioria
absoluta dos Deputados Federais e
Senadores, em escrutínio secreto.
A promulgação é ato que compete,
em princípio, ao Presidente da
República que, nos termos do art. 66,
§ 7º, CF/88, deve promulgar a lei em
até quarenta e oito horas. 
Se não o fizer dentro deste prazo,
caberá ao Presidente do Senado
federal fazê-lo, em igual prazo
(48h). 
Se este último também não
promulgar a lei no prazo
constitucionalmente estipulado, o
Vice-Presidente do Senado deverá
promulgá-la, imediatamente.
Publicação
À promulgação segue-se, no direito
pátrio, a publicação. Como o ato é uma
condição de eficácia para a lei, é
requisito necessário para que o
diploma legislativo passe a gozar de
obrigatoriedade.
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130
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DIREITO CONSTITUCIONAL
A tramitação inicia-se na Câmara
dos Deputados e segue para o
Senado Federal. 
Cada Casa tem 45 dias para deliberar e
votar o projeto. Caso o prazo expire
sem decisão, a pauta da respectiva
Casa será trancada, sobrestando
todas as demais deliberações, exceto
as com prazo constitucional
determinado, até a votação do projeto. 
PROCEDIMENTO LEGISLATIVO
SUMÁRIOGRAÇÃO DE EFICÁCIA)
07
PROCESSO LEGISLATIVO PROCESSO LEGISLATIVO 
Muito embora não haja nenhuma
previsão constitucional, entende-se
que a publicação compete à
autoridade que efetivou a
promulgação, sendo crime de
responsabilidade a circunstância de o
chefe do executivo omitir ou retardar
dolosamente a publicação das leis.
OU REGIME DE URGÊNCIA
CONSTITUCIONAL (ART. 64, §§1° A 4°
CF/88)
O procedimento sumário segue as
mesmas fases e atos do processo
legislativo ordinário, mas com prazos
delimitados para deliberação e votação. 
A urgência
constitucional exige
dois pressupostos: o
projeto de lei deve ser de
iniciativa do Presidente
da República, que deve
solicitar expressamente
sua tramitação urgente. 
Como os prazos são sucessivos, cada
Casa é responsável pelo trancamento
de sua própria pauta. 
Se o Senado Federal (Casa Revisora)
apresentar emendas, a Câmara dos
Deputados terá 10 dias para apreciá-las. 
Os prazos do
procedimento sumário
não correm durante o
recesso do Congresso
Nacional, não se aplicam
a projetos de código,
mas abrangem atos de
outorga e concessão de
emissoras de rádio e TV.
LEIS COMPLEMENTARES
A Constituição não detalhou
expressamente o procedimento
legislativo das leis complementares,
apenas estabeleceu o quórum de
aprovação, que é de maioria
absoluta.
Implicitamente, aplica-se o
procedimento comum das leis
ordinárias, com os mesmos atos e
fases. A principal distinção entre
essas espécies normativas ocorre
nos aspectos formal e material.
No aspecto formal, a diferença
essencial está na maioria exigida para
aprovação: leis complementares
requerem maioria absoluta, enquanto
leis ordinárias são aprovadas por
maioria simples na Casa Legislativa ou
comissão correspondente.
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131
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
PROCESSO LEGISLATIVO PROCESSO LEGISLATIVO 
LEIS DELEGADAS
No aspecto material, a distinção
reside na taxatividade das matérias
que devem ser tratadas por lei
complementar, enquanto as leis
ordinárias regulam matérias de
caráter residual.
As leis delegadas são elaboradas
pelo chefe do Poder Executivo, que
primeiro deverá apresentar
solicitação ao Poder Legislativo. 
Este irá avaliá-la e, se acatá-la,
externará sua aceitação por meio
de uma resolução, na qual deverá
constar (de forma específica e
explícita) o conteúdo e os termos de
exercício da delegação.
No mais, é vedada a delegação de
matéria de competência exclusiva do
Congresso Nacional, de competência
privativa da Câmara dos Deputados ou
do Senado Federal, matéria reservada à
lei complementar; 
a legislação sobre a organização do
Poder Judiciário e do Ministério Público, a
carreira e a garantia de seus membros; a
nacionalidade, cidadania, direitos
individuais, políticos e eleitorais; e 
os planos plurianuais, diretrizes
orçamentárias e orçamentos.
MEDIDAS PROVISÓRIAS
A medida provisória (MP) foi introduzida
na Constituição de 1988 em
substituição ao decreto-lei, inspirada
no sistema italiano, onde o governo
pode editar "provvedimenti provisori".
Pressupostos Constitucionais
Legitimadores
A edição de MPs exige a presença
simultânea de dois pressupostos: 
relevância (essencialidade do
tema) e 
urgência (necessidade imediata de
regulamentação). 
As MPs são editadas pelo Presidente
da República e, caso previsto na
Constituição Estadual e respeitada a
simetria constitucional, também por
governadores.
O STF entende que é possível o
controle jurisdicional desses
requisitos, mas de forma excepcional.
Além disso, a lei de conversão não pode
sanar vícios formais da MP.
Legitimidade para a Edição
Seguindo o princípio da simetria,
admite-se a edição de MPs em âmbito
municipal, desde que haja previsão
expressa na Constituição Estadual e
na Lei Orgânica Municipal.
Limites Materiais à Edição
Além dos pressupostos constitucionais,
MPs não podem tratar de temas
vedados pelo art. 62, § 1º, da CF/88
(introduzido pela EC nº 32/2001). LER!!
No âmbito tributário, a MP é admitida,
salvo quando a Constituição exige lei
complementar (ex: art. 146, CF/88),
devendo-se observar o princípio da
anterioridade tributária. 
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DIREITO CONSTITUCIONAL
O Presidente da República não
pode retirar uma MP em vigor da
apreciação do Congresso, mas
pode editar outra MP para
revogar a anterior.
07
PROCESSO LEGISLATIVO PROCESSO LEGISLATIVO 
Há ainda outros limites materiais
expressos (arts. 25, § 2º; 246, CF/88;
e 73 do ADCT) e limites implícitos
(arts. 49, 51 e 52, CF/88), que tratam
da competência exclusiva do
Congresso e das Casas Legislativas.
Procedimento
Por ter força de lei ordinária, a MP
segue o trâmite legislativo
ordinário. A Câmara dos Deputados
é a Casa iniciadora e o Senado
Federal, a revisora.
A MP deve ser votada em plenário e,
antes disso, passa pela análise de
uma Comissão Mista, que verifica o
cumprimento dos pressupostos
constitucionais.
O prazo ideal para a tramitação nas
duas Casas é de 45 dias. Se esse
prazo expirar sem votação, a pauta
da Casa onde estiver tramitando
será trancada, paralisando as demais
proposições.
Rejeição e Conversão da
MP em Lei
A MP pode ser convertida
em lei, com ou sem
alterações, ou ser
rejeitada expressa ou
tacitamente (por decurso
de prazo). 
Emendas ao texto da MP
só podem ser
apresentadas se houver
pertinência temática
(vedado o “contrabando
legislativo”).
O Presidente pode sustar os
efeitos de uma MP editando uma
nova MP que revogue a anterior.
A EC nº 32/2001 determinou que
MPs editadas antes de sua
publicação continuam em vigor
até que sejam expressamente
revogadas ou deliberadas pelo
Congresso.
DECRETOS LEGISLATIVOS
O decreto legislativo é uma espécie
normativa primária utilizada pelo
Congresso Nacional para
regulamentar matérias de sua
competência exclusiva, conforme o
art. 49 da CF/88. Embora tenha força
de norma primária, seu trâmite é
disciplinado pelo próprio Congresso.
As resoluções sãonormas
primárias editadas pelo Poder
Legislativo, podendo ser
expedidas pelo Congresso
Nacional, Senado Federal ou
Câmara dos Deputados, conforme
suas atribuições constitucionais. 
Em regra, possuem efeitos
internos, mas há exceções em
que podem ter efeitos externos,
como nas resoluções que delegam
ao Presidente da República a
edição de leis delegadas.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Natureza jurisdicional, quando há
uma desavença administrativa, e
Natureza legislativa, por exemplo,
editar uma medida provisória.
07
PROCESSO LEGISLATIVO 
A Constituição não fixa um
procedimento legislativo específico
para as resoluções, mas estabelece
alguns aspectos, como a aprovação
por maioria relativa (art. 47, CF/88).
Contudo, para certas resoluções,
exige-se quórum qualificado de 2/3.
PODER EXECUTIVO
O poder Executivo é independente e
autônomo e tem por função típica a de
administrar a coisa pública, por meio de
atos de chefia de Estado, chefia de
Governo e da administração.
O Poder Executivo realiza, além de suas
atribuições típicas, também funções
atípicas de: 
PODER EXECUTIVO
SISTEMAS DE GOVERNO
É o que nos permite identificar como
se desenvolve a relação entre os
Poderes Executivo e Legislativo.
No sistema presidencialista, as
funções de Chefe de Estado e
Chefe de Governo encontram-se
nas mãos de uma única pessoa, o
Presidente da República.
No parlamentarismo, a função de
Chefe de Estado é exercida pelo
Presidente da República ou
Monarca, enquanto a função de
Chefe de Governo, pelo Primeiro-
Ministro, chefiando o gabinete.
As principais diferenças entre os
sistemas presidencialista e
parlamentarista são as seguintes:
No presidencialismo, a chefia é
unificada, ou seja, a mesma pessoa
exerce tanto a chefia de Estado quanto
a chefia de Governo. Essa autoridade é
representada pelo Presidente da
República. Já no parlamentarismo, a
chefia é dual, sendo que o chefe de
Estado e o chefe de Governo são,
necessariamente, indivíduos distintos.
Outra característica central
do presidencialismo é a
inexistência de um
vínculo político
obrigatório entre os
Poderes Executivo e
Legislativo. O Presidente
pode ser eleito sem contar
com o apoio da maioria no
Parlamento, e essa maioria
pode (ou não) ser
construída posteriormente,
ao longo do governo.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
PODER EXECUTIVO E
MINISTROS DE ESTADO
O Poder Executivo no Brasil é exercido
exclusivamente pelo Presidente da
República, que conta com o auxílio
dos Ministros de Estado. Estes são
indicados e podem ser exonerados
livremente pelo Presidente.
07
PODER EXECUTIVO PODER EXECUTIVO
No parlamentarismo, essa conexão
entre os poderes é essencial. A chefia
de Governo depende do apoio da
maioria parlamentar, uma relação que
precisa ser estabelecida previamente.
No presidencialismo, os mandatos
têm duração fixa. No parlamentarismo,
por outro lado, o Primeiro-Ministro
permanece no cargo por tempo
indeterminado, enquanto mantiver a
confiança e o apoio do Parlamento.
O semipresidencialismo é um
modelo que combina aspectos
positivos dos dois sistemas sem
incorporar suas deficiências.
Assim como no parlamentarismo, o
semipresidencialismo adota uma
chefia dual no Poder Executivo. Do
presidencialismo, herda a
legitimidade conferida ao chefe de
Estado, já que o Presidente é eleito
pelo povo como seu representante.
Do parlamentarismo, adota o
mecanismo ágil de substituição do
governo que perde o apoio
parlamentar.
Desde a proclamação da República, o
Brasil tem adotado o
presidencialismo como sistema de
governo. A única exceção ocorreu
entre as Emendas Constitucionais nº 4
e 6, período em que o parlamentarismo
foi formalmente instituído.
Para ocupar o cargo de
Ministro, é necessário ser
brasileiro (nato ou
naturalizado, exceto para a
Defesa, que exige ser nato),
ter mais de 21 anos e
estar em pleno exercício
dos direitos políticos.
Os Ministros são julgados
pelo Supremo Tribunal
Federal (STF) por crimes
comuns praticados no
cargo e por crimes de
responsabilidade. No
entanto, se um crime de
responsabilidade do
Ministro estiver ligado ao
do Presidente, o
julgamento ocorre no
Senado Federal.
ELEIÇÃO E MANDATO DO PRESIDENTE
PARA SER PRESIDENTE DA
REPÚBLICA, É PRECISO:
SER BRASILEIRO NATO;
NÃO ESTAR INELEGÍVEL.
ESTAR ALISTADO COMO ELEITOR;
TER DIREITOS POLÍTICOS ATIVOS;
SER FILIADO A UM PARTIDO POLÍTICO;
TER NO MÍNIMO 35 ANOS;
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135
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
PODER EXECUTIVO PODER EXECUTIVO
A eleição ocorre pelo sistema
majoritário absoluto. O mandato é de
quatro anos, com início em 1º de
janeiro do ano seguinte à eleição,
sendo permitida uma reeleição.
POSSE DO PRESIDENTE
A posse do Presidente e do Vice-
Presidente ocorre em 5 de janeiro no
Congresso Nacional. Se nenhum
comparecer para a posse em até dez
dias, salvo motivo de força maior, os
cargos são declarados vagos.
ÂMBITO ESTADUAL E DISTRITAL
Exercido pelo Governador de Estado,
auxiliado pelos Secretários e
substituído pelo vice, com mandato de
04 anos, a partir de eleição realizada no
1º domingo de outubro, e no último
domingo de outubro em segundo turno,
sendo o subsídio fixado por por lei de
iniciativa da Assembleia Legislativa.
ÂMBITO MUNICIPAL:
Eleição para prefeito e vice, para
mandato de 04 anos, em um só turno, no
primeiro domingo de outubro, e em
segundo turno para Municípios com mais
de 200 mil eleitores, permitida a reeleição
para um único período subsequente.
Impedimento:
afastamento
temporário do cargo.
Vacância: saída
definitiva do cargo.
IMPEDIMENTO E VACÂNCIA
Na ausência do Presidente, o Vice
assume. Caso ambos estejam
impedidos, a sucessão segue a
seguinte ordem:
Presidente da Câmara dos
Deputados;
Presidente do Senado Federal;
Presidente do STF.
Substitutos eventuais ou legais: Segue
a seguinte ordem SUCESSIVA,
SEMPRE EM CARÁTER TEMPORÁRIO
ÂMBITO ESTADUAL:
Presidente da Assembleia Legislativa 
Presidente do TJ local.
ÂMBITO DF:
Presidente da Câmara Legislativa 
Presidente TJDFT.
ÂMBITO MUNICIPAL:
Presidente da Câmara Municipal 
Em alguns casos, VicePresidente da
Câmara Municipal
Se o substituto estiver
respondendo a processo criminal,
não poderá assumir (Info 850, STF).
Caso os cargos de Presidente e Vice
fiquem vagos - MANDATO TAMPÃO:
Nos primeiros dois anos do
mandato: eleição direta (pelo
sufrágio universal, e voto direto e
secreto) em até 90 dias depois de
aberta a última vaga. 
Nos últimos dois anos: eleição
indireta pelo Congresso em 30 dias.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Algumas funções
podem ser delegadas
aos Ministros de Estado,
ao Procurador-Geral da
República (PGR) e ao
Advogado-Geral da
União (AGU), conforme os
incisos VI, XII e XXV (1ª
parte) do artigo 84.
07
PODER EXECUTIVO PODER EXECUTIVO
O novo Presidente eleito
concluirá o mandato anterior,
sem extensão de tempo.
LICENÇA
O Presidente e o Vice não
podem sair do país por
mais de 15 dias sem
autorização do
Congresso, sob pena de
perda do cargo. 
Essa norma também vale
para os Estados-
membros, segundo o STF.
Obs.: Constituição Estadual não pode
prever que o Governador (ou o Vice)
precisará de autorização para se
ausentar do país "em qualquer
tempo"; a autorização só pode ser
exigida se o período afastamento for
superior a 15 dias (Info 939, STF).
ATRIBUIÇÕES DO PRESIDENTE
O artigo 84 da Constituição lista as
funções exclusivas do Presidente,
como Chefia de Estado ( Incisos VII, VIII
e XIX do art. 84), Chefe de Governo
(demais incisos) e Administração
Federal. 
O rol do art. 84 CF é MERAMENTE
EXEMPLIFICATIVO, podendo o
Presidente exercer outras atribuições
CONSELHO DA REPÚBLICA E
CONSELHO DE DEFESA NACIONAL:
ÓRGÃOS CONSULTIVOS
Os Conselhos da
República e da Defesa
Nacional são órgãos que
auxiliam o Presidente da
República em decisões de
grande relevância
nacional.Sua função é
emitir pareceres
consultivos sobre temas
previstos na
Constituição, sem obrigar
o Presidente a segui-los.
CONSELHO DA REPÚBLICA
Este Conselho trata de assuntos
internos como intervenção federal,
estado de defesa, estado de sítio e
outros temas relevantes para a
estabilidade democrática.
Composição:
6 cidadãos brasileiros natos, com mais
de 35 anos, para mandato de 03 anos,
sendo: 
02 nomeados pelo Presidente; 
02 pelo Senado e 02 pela Câmara
Presidente da República; 
Vice-Presidente; 
Presidente da Câmara; 
Presidente do Senado; 
líderes da maioria e minoria da Câmara;
líderes da maioria e minoria do Senado;
Ministro da Justiça; 
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DIREITO CONSTITUCIONAL
O Presidente da República possui
prerrogativas legais relacionadas a
prisão, processo e responsabilização
penal, enquanto durar seu mandato.
Prisão: Só pode ser preso após
condenação definitiva pelo STF.
Processo: Para ser processado por
crime comum ou de
responsabilidade, é necessária
autorização da Câmara dos
Deputados, com aprovação de 2/3
dos membros.
07
PODER EXECUTIVO PODER EXECUTIVO
Composição:
Presidente; 
Vice-Presidente; 
Presidente da Câmara dos Deputados;
Presidente do Senado; 
Ministro da Justiça; 
Ministro da Defesa; 
Ministro das Relações Exteriores;
Ministro do Planejamento;
Comandantes da Marinha, Exército e
Aeronáutica
CONSELHO DE DEFESA NACIONAL
Órgão que assessora o Presidente
em questões de soberania nacional
e defesa do Estado democrático.
COMPETÊNCIA 
Estudar, propor e
acompanhar o
desenvolvimento de
iniciativas necessárias à
independência nacional e
defesa do estado
democrático
Se pronunciar sobre declaração de
guerra e celebração de paz; 
Decretação de estado de defesa,
estado de sítio e intervenção nacional; 
Propor os critérios e as
condições de utilização
de áreas
indispensáveis à
segurança do território
nacional e opinar sobre
o seu efetivo uso,
especialmente faixa de
fronteira; 
IMUNIDADES DO PRESIDENTE DA
REPÚBLICA
Irresponsabilidade Penal
Temporária: Durante o mandato, só
pode ser responsabilizado por
crimes ligados ao cargo. Crimes
sem relação com a função
presidencial ou cometidos antes do
mandato só podem ser julgados
após seu término.
A Constituição de 1988 não
concedeu as mesmas imunidades a
Governadores e Prefeitos.
RESPONSABILIDADE DO PRESIDENTE
DA REPÚBLICA
O PRESIDENTE PODE RESPONDER POR:
Crimes comuns (qualquer infração
penal), julgados pelo STF;
Crimes de responsabilidade
(infrações político-administrativas
previstas no art. 85 da CF/88), julgados
pelo Senado Federal.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
CRIMES DE RESPONSABILIDADE
O julgamento ocorre no Senado Federal,
presidido pelo Ministro Presidente do STF
(desde que haja, antes, autorização da
Câmera dos Deputados). A condenação
exige 2/3 dos votos dos senadores e
resulta na perda do cargo e
inelegibilidade por oito anos, sem
prejuízo de outras penalidades.
07
PODER EXECUTIVO PODER EXECUTIVO
A Câmara dos Deputados deve
autorizar (controle político), com 2/3
dos votos, a abertura de processo
contra o Presidente. Essa decisão não
vincula nem o STF nem o Senado, que
fazem nova análise do caso.
CRIMES COMUNS
Se o crime ocorreu no exercício da
função presidencial, o julgamento
ocorre no STF. O relator do caso avalia
se há conexão com o cargo. Se houver,
o processo avança, mas só pode ser
iniciado após autorização da Câmara
dos Deputados. 
Caso autorizado, o STF analisa
novamente a admissibilidade da
acusação e pode absolver ou condenar
o Presidente, aplicando pena e,
eventualmente, determinando prisão.
Em caso de condenação, a
pena aplicada será a
prevista no tipo penal. Aqui,
não se aplica diretamente a
pena de perda do cargo –
que ocorrerá pela via
reflexa, em virtude da
suspensão temporária dos
direitos políticos. 
Enquanto NÃO sobrevier
sentença condenatória, nas
infrações penais comuns, o
Presidente NÃO estará
sujeito à prisão.
RESPONSABILIDADE DE
GOVERNADORES E PREFEITOS
Governadores: Julgados pelo STJ
por crimes comuns cometidos no
cargo, após autorização da
Assembleia Legislativa. Crimes de
responsabilidade são julgados por
um Tribunal Especial composto por
deputados estaduais e
desembargadores, presidido pelo
Presidente do Tribunal de Justiça
estadual.
Prefeitos: Julgados pelo Tribunal de
Justiça, Tribunal Regional Eleitoral ou
Tribunal Regional Federal,
dependendo da natureza do crime.
Crimes de responsabilidade são
julgados pela Câmara Municipal.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Cargo inicial de juiz
substituto;
Mediante concurso público
de provas e títulos; 
Participação da Ordem dos
Advogados do Brasil em
todas as fases;
Exigindo-se do bacharel em
direito, no mínimo, três anos
de atividade jurídica; 
Supremo Tribunal Federal;
Conselho Nacional de Justiça; 
Superior Tribunal de Justiça;
Tribunal Superior do Trabalho; 
Tribunais Regionais Federais e Juízes
Federais;
Tribunais e Juízes do Trabalho;
Tribunais e Juízes Eleitorais;
Tribunais e Juízes Militares;
Tribunais e Juízes dos Estados e do
Distrito Federal e Territórios.
CONSIDERA-SE ATIVIDADE JURÍDICA:
Atividade jurídica exercida por
bacharel em Direito;
Advocacia efetiva (mínimo de 5 atos
anuais em causas distintas);
Cargos ou funções que exijam
conhecimento jurídico (inclusive
magistério superior);
Conciliador judicial (mínimo de 16
horas mensais por 1 ano);
Mediação ou arbitragem na solução
de litígios.
07
É um poder autônomo, que deve ser
imparcial e independente para
garantir princípios constitucionais 
FUNÇÃO TÍPICA X FUNÇÃO ATÍPICA
Função Típica/ Primária/ Própria -
Julgar, ou seja, dirimir conflitos
aplicando a lei das hipóteses
concretas. Função jurisdicional ou de
jurisdição.
Função Atípica/ Secundária/
Imprópria - Desempenha função
legislativa quando edita normas
regimentais, e desempenha função
administrativa quando organiza o
quadro pessoal.
FORMAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO
INGRESSO NA MAGISTRATURA
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES
SOBRE A PRÁTICA JURÍDICA
NÃO É CONSIDERADO PRÁTICA
JURÍDICA:
Estágio acadêmico ou atividades antes
do bacharelado;
Pós-graduação (exceto para o CNMP,
que reconhece como prática jurídica).
PROMOÇÃO DE ENTRÂNCIA PARA
ENTRÂNCIA
Promoção obrigatória para o juiz que
figurar três vezes consecutivas ou cinco
alternadas na lista de merecimento.
Merecimento exige dois anos de
exercício na entrância e estar na primeira
quinta parte da lista de antiguidade, salvo
se não houver juízes com tais requisitos.
PODER JUDICIÁRIO PODER JUDICIÁRIO
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
Avaliação do merecimento
com base em desempenho,
produtividade, presteza e
participação em cursos de
aperfeiçoamento.
Antiguidade: pode ser
recusada pelo tribunal, mas
apenas com voto
fundamentado de dois terços
dos membros e garantindo
ampla defesa ao juiz.
DECISÕES DO STF QUANTO AO TEMA
A Súmula 40 do STF estabelece que:
"A elevação da entrância da comarca
não promove automaticamente o juiz,
mas não interrompe o exercício de suas
funções na mesma comarca."
ADI 6609/MG, relator Ministro
Ricardo Lewandowski: É
constitucional lei estadual que garante
a precedência da remoção sobre a
promoção por antiguidade na carreira
da magistratura local.
A fim de evitar a preterição de
magistrado mais antigo, os juízes que
se encontram em uma determinada
entrância têm prioridade de escolha no
preenchimento de vaga existente
nessa mesma entrância (por meio de
remoção) sobre a promoção dos juízes
de entrância inferior.
Nesse contexto, o critério para aferição
de antiguidade é o efetivo exercício no
cargo correspondente da magistratura
na entrância e não entre todas as
entrâncias.
GARANTIAS DO JUDICIÁRIO
VITALICIEDADE - O magistrado
somente perderá seu cargo por
sentença judicial trasitado em julgado;
IRREDUTIBILIDADE DOS SUBSÍDIOS
- Os subsídiosdos magistrado NÃO
poderão ser reduzidos;
INAMOVIBILIDADE - O magistrado
não pode ser removido sem seu
consentimento;
A inamovibilidade não é absoluta,
podendo o magistrado ser removido
por interesse público, em decisão por
voto da maioria do respectivo tribunal,
ou CNJ;
O CNJ não pode declarar perda do
cargo de magistrados vitalícios, já que
os atos desse orgão são
administrativos e não judiciais;
 
Não serão computados para efeitos
dos limites remuneratórios as
parcelas de caráter indenizatório;
VEDAÇÕES AOS MAGISTRADOS
Exercer outro cargo ou função, salvo
uma de magistério.
Receber custas ou participação em
processos a qualquer título.
Dedicar-se à atividade político-
partidária.
Receber auxílios ou contribuições de
pessoas físicas ou entidades
privadas, salvo exceções previstas
em lei.
Exercer advocacia no juízo ou tribunal
do qual se afastou, antes de
decorridos 3 anos da aposentadoria
ou exoneração (quarentena de saída).
PODER JUDICIÁRIO PODER JUDICIÁRIO
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DIREITO CONSTITUCIONAL
UM QUINTO dos lugares dos Tribunais
Regionais Federais, dos Tribunais dos
Estados, e do Distrito Federal e Territórios
será composto de 
MEMBROS DOS MINISTÉRIO
PÚBLICO COM MAIS DE 10 ANOS DE
CARREIRA
ADVOGADOS DE NOTÓRIO SABER
JURÍDICO E DE REPUTAÇÃO ILIBADA,
COM MAIS DE DEZ ANOS DE
ATIVIDADE PROFISSIONAL 
Os órgãos de representação de classe
(OAB para advogados e Ministério
Público para seus membros) elaboram
uma lista com seis nomes.
O respectivo tribunal reduz essa lista
para uma lista tríplice (três nomes).
O chefe do Poder Executivo
(Presidente da República para tribunais
federais e governadores para tribunais
estaduais) escolhe um nome da lista
tríplice para nomeação.
07
Magistrados - Foro no TJ
Desembargadores - Foro do STJ
O STF decidiu que os magistrados que
se aposentam perdem a prerrogativa
de foro, mesmo em relação a atos
praticados no exercício da função e em
virtue desta.
PRERROGATIVA DE FORO
A REGRA DO QUINTO CONSTITUCIONAL
INDICADOS EM LISTA SÊXTUPLA PELOS
ÓRGÃOS DE REPRESENTAÇÃO DAS
RESPECTIVAS CLASSES.
PROCEDIMENTO DE ESCOLHA DO
QUINTO CONSTITUCIONAL
ESSE PROCEDIMENTO TAMBÉM É
REALIZADO PARA O STJ, ENTRETANTO A
OCUPAÇÃO DOS INDICADOS NESSA
LISTA É DE 1/3 DOS MEMBROS EM VEZ
DO 1/5 DOS OUTROS TRIBUNAIS
A Emenda Constitucional nº 122/22,
elevou de 65 para 70 anos a idade
máxima para escolha e nomeação de
ministros do STF, STJ, TST, TCU e
ministros civis do STM. 
Essa alteração no limite etário também
se aplicou à nomeação de
desembargadores dos TRFs e TRTs.
 STF - SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
Composição: 11 Membros
Investidura: Indicado pelo
Presidente da República e sabatinado
pelo Senado Federal para aprovação
Requisitos: brasileiro, maior de 35
anos e menos de 70, notável saber
jurídico e reputação ilibada
COMPETÊNCIAS ORIGINÁRIAS DO STF
Ações diretas de inconstitucionalidade
(ADI) e ações declaratórias de
constitucionalidade (ADC) de leis ou atos
normativos federais ou estaduais.
Crimes comuns cometidos pelo
Presidente da República, Vice-Presidente
da República, membros do Congresso
Nacional, Ministros do próprio STF e o
Procurador-Geral da República.
Crimes comuns e de responsabilidade
cometidos por Ministros de Estado,
Comandantes da Marinha, Exército e
Aeronáutica, membros dos Tribunais
Superiores, membros do Tribunal de Contas
da União (TCU) e chefes de missão
diplomática de caráter permanente.
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04
142
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
Habeas corpus quando o paciente for
qualquer das autoridades citadas
acima ou quando a autoridade coatora
for Tribunal Superior, Ministro de
Estado ou Comandantes das Forças
Armadas.
Mandado de segurança e habeas data
contra atos do Presidente da
República, Mesas da Câmara dos
Deputados e do Senado Federal,
Tribunal de Contas da União,
Procurador-Geral da República e o
próprio STF.
Litígios entre Estados estrangeiros ou
organismos internacionais e a União,
Estados, Distrito Federal ou
Municípios.
Ações de extradição solicitadas por
Estados estrangeiros.
Crimes políticos.
Conflitos de competência entre:
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) e
qualquer outro tribunal.
Tribunais Superiores entre si.
Tribunais Superiores e quaisquer
outros tribunais.
Revisão criminal e ação rescisória de
seus próprios julgados.
Reclamações para preservar sua
competência e garantir a autoridade
de suas decisões.
Execução de sentença nas causas de
sua competência originária.
Ações contra atos do Conselho
Nacional de Justiça (CNJ) e do
Conselho Nacional do Ministério
Público (CNMP).
COMPETÊNCIA RECURSAL
ORDINÁRIA DO STF
Julgar, em recurso ordinário, as
seguintes causas decididas em única
instância pelos Tribunais Superiores,
quando a decisão for denegatória:
Habeas corpus, Mandado de
segurança, Habeas data ou Mandado
de injunção. Julgar crimes políticos.
COMPETÊNCIA RECURSAL
EXTRAORDINÁRIA DO STF
Contrariar dispositivo da
Constituição.
Declarar a
inconstitucionalidade de
tratado ou lei federal.
Julgar válida lei ou ato de
governo local contestado
em face da Constituição.
Julgar válida lei federal
contestada em face da
Constituição Estadual.
STJ - SUPERIOR TRIBUNAL DE
JUSTIÇA
Composição: 33 Membros
Investidura: : Escolhidos e
nomeados pelo Presidente da
República, após sabatina do Senado e
voto da maioria absoluta;
Requisitos: brasileiro nato ou
naturalizado, maior de 35 anos e
menos de 70, notável saber jurídico e
reputação ilibada.
Julgar, em recurso extraordinário, as
causas decididas em única ou última
instância, quando a decisão recorrida:
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Crimes comuns de Governadores.
Crimes comuns e de responsabilidade de
Desembargadores, membros de
Tribunais de Contas, TRFs, TREs, TRTs,
Conselhos de Contas e do Ministério
Público da União que atuem em tribunais.
Habeas corpus quando o coator ou
paciente for Governador, tribunal sob
jurisdição do STJ ou Ministro do STJ.
Mandado de segurança e habeas data
contra atos de Ministros de Estado,
Comandantes das Forças Armadas e
Ministros do STJ.
Revisões criminais e ações rescisórias
de seus próprios julgados.
Reclamações para garantir sua
competência e autoridade de suas
decisões.
Conflitos de competência entre
tribunais ou juízes de diferentes
tribunais.
Mandado de injunção contra órgãos ou
autoridades federais (exceto STF e
justiças especializadas).
Conflitos de atribuições entre
autoridades judiciais e administrativas
da União, Estados e DF.
Homologação de sentenças
estrangeiras e exequatur para cartas
rogatórias.
DECISÕES DE TRFS OU TJS QUE:
Contrariem tratado ou lei federal.
Validem ato de governo local
contestado com base em lei federal.
Divergência na interpretação de lei
federal entre tribunais.
07
A REGRA DO QUINTO CONSTITUCIONAL
1/3 dos membros dentre juízes do
TRF, indicados por lista tríplice
elaborado pelo STJ;
1/3 dos membros dentre
desembargadores dos TJs, indicados
em lista tríplice elaborada pelo STJ; 
1/3, sendo 1/6 dentre advogados,
1/6 dentre membros do MPF, MPE,
MPDFT, alternados, segundo a regra
do Quinto Constitucional.
COMPETÊNCIAS ORIGINÁRIAS DO STJ
COMPETÊNCIAS RECURSAL
ORDINÁRIA DO STJ
Habeas corpus e mandado de
segurança negados por TRFs ou TJs.
Causas entre Estados estrangeiros
ou organismos internacionais contra
Municípios ou pessoas no Brasil.
COMPETÊNCIAS RECURSAL
ESPECIAL DO STJ
Escola Nacional de
Formação e
Aperfeiçoamento
de Magistrados
(ENFAM) e o
Conselho da
Justiça Federal
atuam em
conjunto ao STJ
TRF - TRIBUNAIS REGIONAIS
FEDERAIS E JUÍZES FEDERAIS
Composição: No mínimo 7 juízes;
Investidura: Nomeados pelo
Presidente da República, observando-
se o quinto constitucional;
Requisitos: brasileiro nato ou
naturalizado, maior de 35 anos e
menos de 70, notável saber jurídico e
reputação ilibada.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
PROCESSAR E JULGAR,
ORIGINARIAMENTE: 
Juízes federais e membros do
Ministério Público Federal nos
crimes comuns e de
responsabilidade.
Mandados de segurança contra
ato de autoridade federal não
sujeita ao STF.
Habeas corpus contra ato de juiz
federal.
Revisão criminal e ações
rescisórias de seus julgados.
07
JULGAM EM PRIMEIRA INSTÂNCIA
AS SEGUINTES MATÉRIAS:
COMPETÊNCIAS DOS JUÍZES FEDERAIS
Causas em que a União, autarquias ou
empresas públicas federais sejam
interessadas, exceto falência,
acidentes de trabalho e justiça
eleitoral/trabalho.
Crimes políticos e infrações penais
contra bens, serviços ou interesses da
União e entidades federais.
Causas entre Estado estrangeiro ou
organismo internacional x município ou
pessoa domiciliada no Brasil.
Causas fundadas em tratado ou
contrato da União com Estado
estrangeiro ou organismo
internacional.
Crimes previstos em tratados
internacionais, quando iniciada
execução no Brasil e resultado no
exterior ou vice-versa.
Execução de sentença estrangeira e
homologação de laudo arbitral
estrangeiro.
Disputas sobre direitos indígenas.
Os TRFs instalarão a Justiça
itinerante, para a realização de
audiências e demais atividades,
bem como poderão funcionar
descentralizadamente.
COMPETÊNCIAS DOS TRIBUNAIS
REGIONAIS FEDERAIS
Os TRFs atuam em segunda
instância, tendo as seguintes
competências:
Julgar recursos (apelação) das
decisões dos Juízes Federais.
TST - TRIBUNAL SUPERIOR DO
TRABALHO
Composição: 27 ministros sendo 1/5
dentre advogados e membros do MP
com mais de 10 anos de efetivo
exercício e 4/5 escolhidos dentre juízes
dos TRTs, oriundos de magistratura de
carreira, indicados pelo próprio Tribunal.
Investidura: Escolhidos após sabatina
no Senado por maioria absoluta
Requisitos: brasileiro nato ou
naturalizado, maior de 35 anos e menos
de 70, notável saber jurídico e
reputação ilibada.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Ação rescisória de seus próprios
julgados.
Mandado de segurança, habeas
corpus e habeas data contra atos do
próprio Tribunal ou de seu Presidente.
Conflitos de competência entre
Tribunais Regionais do Trabalho
(TRTs).
Reclamação para preservar sua
autoridade ou garantir a aplicação de
sua jurisprudência.
Recursos de decisões dos Tribunais
Regionais do Trabalho (TRTs) em
dissídios coletivos e outras questões
trabalhistas de grande impacto.
Recursos de revista, que são usados
para uniformizar a interpretação da
legislação trabalhista entre os TRTs.
Direitos dos servidores públicos
celetistas da União, autarquias e
empresas públicas federais.
Questões trabalhistas que envolvam
direitos humanos, conforme o §3º do
art. 114 da CF.
Ações oriundas da relação de
trabalho, abrangendo empregados,
empregadores, trabalhadores
autônomos e avulsos.
Ações que envolvam exercício do
direito de greve.
Ações sobre representação sindical,
inclusive entre sindicatos,
trabalhadores e empregadores.Ações
sobre indenização por dano moral ou
patrimonial, decorrentes da relação
de trabalho.
Dissídios coletivos (conflitos entre
sindicatos e categorias
profissionais/econômicas).
Execução de contribuições
previdenciárias relacionadas a
condenações trabalhistas.
Ações envolvendo penalidades
administrativas impostas a
empregadores pelos órgãos de
fiscalização do trabalho.
Conflitos de competência entre
órgãos da Justiça do Trabalho.
Ações entre trabalhadores e órgãos
públicos, quando o vínculo for
celetista (não estatutário).
Outras controvérsias decorrentes da
relação de trabalho, nos limites da
Constituição.
07
TRT - TRIBUNAL REGIONAL DO
TRABALHO
Composição: No mínimo 7 juízes
sendo 1/5 dentre advogados e
membros do MPT com mais de 10 anos
de efetivo exercício e 4/5 por
promoção de juízes do trabalho por
antiguidade e merecimento
Investidura: recrutados, quando
possível, na respectiva região e
nomeados pelo Presidente da
República
Requisitos: brasileiro nato ou
naturalizado, maior de 35 anos e
menos de 70, notável saber jurídico e
reputação ilibada.
COMPETÊNCIAS ORIGINÁRIA DO TST
COMPETÊNCIA RECURSAL DO TST
COMPETÊNCIAS DA JUSTIÇA DO
TRABALHO
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DIREITO CONSTITUCIONAL
No mínimo 7 membros sendo 
3 juízes eleitos dentre os Ministros
do STF, pelo voto secreto dos
próprios membros da Corte.
2 juízes eleitos dentre Ministros do
STJ, também em voto secreto pela
própria Corte.
2 juízes escolhidos a partir de uma
lista sêxtupla elaborada pelo STF,
composta por advogados de notável
saber jurídico e idoneidade moral. 
O Presidente da República escolhe
dois e os nomeia sem necessidade
de sabatina pelo Senado.
O Presidente e vice serão eleitos
pelo TSE dentre os Ministros do
STF; O Corregedor eleitoral será um
dos ministros do STJ.
No mínimo 7 juízes sendo 
2 juízes, dentre os Desembargadores
do TJ, eleitos por voto secreto; 
2 juízes, dentre os juízes de direito,
eleitos pelo voto secreto pelo TJ; 
1 juiz de TRF com sede na Capital do
Estado ou DF, ou, não havendo, de juiz
federal escolhido pelo TRF
respectivo; 
2 juízes, por nomeação do Presidente
da República, dentre 06 advogados
de notável saber jurídico e idoneidade
moral, indicados pelo Tribunal de
Justiça.
O Presidente da República escolhe
dois e os nomeia sem necessidade
de sabatina pelo Senado.
JUÍZES ELEITORAIS
Composição: São os próprios juízes de
Direito em exercício, e cabe a
jurisdição em cada uma das zonas
eleitorais, sendo competente para
processar e julgar os pedidos de
retificação e dados cadastrais da
Justiça Eleitoral 
Os juízes dos tribunais eleitorais, salvo
motivo justificado, servirão por 02
anos, no mínimo, e nunca por mais de
02 biênios consecutivos.
COMPOSIÇÃO: 
07
TRE - TRIBUNAIS REGIONAIS ELEITORAIS
TSE - TRIBUNAL SUPERIOR ELEITORAL
COMPOSIÇÃO: 
Compete à Justiça comum estadual
processar e julgar os pedidos de
retificação de dados cadastrais da
Justiça Eleitoral - (Súmula 368/STJ)
STM - SUPERIOR TRIBUNAL MILITAR
Composição: 15 Ministros vitalícios,
sendo: 
3 dentre oficiais-generais da Marinha,
da ativa e do posto mais elevado da
carreira; 
4 dentre Oficiais-generais do exército; 
3 dentre Oficiais-generais da
aeronáutica;
5 dentre civis, sendo 03 escolhidos
dentre advogados de notório saber
jurídico e conduta ilibada, com mais de
10 anos de atividade profissional, 01
dentre juízes auditores, 01 dentre
membros do MP da Justiça militar
Investidura: – Serão nomeados pelo
Presidente e sabatinados pelo Senado,
após aprovação da maioria absoluta.
Requisitos: brasileiro nato ou
naturalizado, maior de 35 anos, mais de
10 anos de efetiva atividade caso seja
civil e brasileiro nato para Oficiais-
Generais.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
JUSTIÇA MILITAR DA UNIÃO
COMPOSTA DOS SEGUINTES ORGÃOS: 
07
JUIZADOS ESPECIAIS
STM;
Auditoria de Correição;
Conselhos de Justiça;
Juízes-Auditores;
Juízes Auditores-Substitutos;
É constituída em primeira instância
pelos Conselhos de Justiça Militar e,
como órgão recursal e de jurisdição
superior, pelo Superior Tribunal Militar.
COMPETÊNCIA EXCLUSIVAMENTE
PENAL.
TRIBUNAIS E JUÍZES ESTADUAIS
Competência residual; O TJ pode
funcionar descentralizadamente,
constituindo Câmara Regionais, e
possuindo o dever de instalar a Justiça
itinerante;
Juizados Especiais Cíveis e
Criminais no âmbito estadual -
Lei nº 9.099/1995;
Juizados Especiais Federais - Lei
nº 10.259/2001;
Juizados Especiais da Fazenda
Pública - Lei nº 12.153/2009
O segundo grau de jurisdição é exercido
pelas Turmas Recursais, compostas por
três juízes togados, em exercício no
primeiro grau de jurisdição, reunidos na
sede do Juizado (Colégio Recursal).
SÚMULAS IMPORTANTES
Súmula 640/STF - É cabível recurso
extraordinário contra decisão
proferida por juiz deuma atividade de
concretização da Constituição.
A interpretação, para ele,
está limitada e se inicia
pelo texto. Essa pré-
compreensão faz com que o
intérprete, na primeira
leitura do texto, extraia dele
um determinado conteúdo,
que deve ser comparado
com a realidade existente. 
Desse confronto, resulta a
reformulação, pelo
intérprete, de sua própria
pré-compreensão, no intuito
de harmonizar os conceitos
por ele preconcebidos àquilo
que deflui do texto
constitucional, com base na
observação da realidade
social.
Impõe-se, assim, um
"movimento de ir e
vir", do subjetivo
para o objetivo,
denominado “circulo
hemenêutico”.
4 - Método científico-eSpiritual
[Rudolf Smend]
Idealizado por Rudolf Smend, este
método dispõe que a interpretação
constitucional deve levar em 
consideração a compreensão da
Constituição como uma ordem de
valores e como elemento do processo
de integração. 
A interpretação deve aprofundar-se
na pesquisa do conteúdo axiológico.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
JUSTEZA OU CONFORMIDADE
FUNCIONAL
É um princípio de competência
constitucional. Ao intérprete, é
proibido modificar a repartição de
funções fixadas pela própria
Constituição Federal.
07
INTERPRETAÇÃO DAS NORMAS INTERPRETAÇÃO DAS NORMAS 
PRINCÍPIOS DE INTERPRETAÇÃO
CONSTITUCIONAL
UNIDADE DA
CONSTITUIÇÃO
A Constituição é una e
indivisível, por isso,
deve ser interpretada
como um todo. Não há
hierarquia entre normas
constitucionais e não há
normas constitucionais
originárias
inconstitucionais.
CONCORDÂNCIA PRÁTICA OU
HARMONIZAÇÃO
No caso de aparente conflito entre
normas constitucionais, devem ser
harmonizadas ao caso concreto,
respeitando ambas.
Há uma ponderação de interesses, em
que o intérprete deve priorizar a decisão
que melhor os harmonize, de forma a
conceder a cada um dos direitos a maior
amplitude possível, sem que um deles
acabe por impor a supressão do outro.
EFEITO INTEGRADOR
O intérprete deve preferir a
interpretação que gera mais paz social.
Na resolução dos problemas jurídico-
constitucionais deve dar-se primazia
aos critérios ou pontos de vista que
favoreçam a integração política e
social e o reforço da unidade política.
MÁXIMA EFETIVIDADE
Deve preferir a interpretação que dê
mais eficácia e aplicabilidade aos
direitos fundamentais.
Na aplicação da Constituição, deve ser
dada preferência às soluções
concretizadoras de suas normas que as
tornem mais eficazes e permanentes.
FORÇA NORMATIVA
OBS: o da Força Normativa serve para
todas as normas constitucionais; já o
da Máxima Efetividade, serve
especificamente para os direitos
fundamentais.
PRINCÍPIO DA RELATIVIDADE
Não existem direitos absolutos, pois
todos encontram limites em outros
direitos ou em interesses coletivos
também consagrados na Constituição.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Significa justiça, bom senso, moderação. É
para evitar interpretações absurdas,
podendo ser dividida em três
subprincípio:
07
INTERPRETAÇÃO DAS NORMAS INTERPRETAÇÃO DAS NORMAS 
PROPORCIONALIDADE OU
RAZOABILIDADE
INTERPRETAÇÃO CONFORME A
CONSTITUIÇÃO
No caso de normas plurissignificativas
(vários significados), deve-se preferir
aquela que mais se aproxime da
Constituição.
Na interpretação conforme, exclui-se
uma interpretação do dispositivo que
seja possível, mas que, se empregada,
violaria a Constituição.
Adequação: os meios usados têm que
ser aptos a atingir os fins. Aptidão entre
meio e fim. 
Necessidade: o meio deve ser o menos
gravoso possível. Jellinek: não se pode
abater pardais com canhões. 
Proporcionalidade em sentido
estrito: ponderação entre o custo e o
benefício da medida. Para ser
proporcional, a medida tem que trazer
mais benefícios do que custos.
TÉCNICAS DE INTERPRETAÇÃO
CONSTITUCIONAL
DECLARAÇÃO DE
INCONSTITUCIONALIDADE SEM
PRONÚNCIA DE NULIDADE
Acontece quando o Tribunal reconhece
a inconstitucionalidade da norma,
porém NÃO a tira do ordenamento
jurídico, com a justificativa de que a
sua ausência geraria mais danos do que
a presença da lei inconstitucional. 
DECLARAÇÃO DE
INCONSTITUCIONALIDADE COM
APELO AO LEGISLADOR
A técnica possui relevância no caso da
ação de inconstitucionalidade por
omissão, em que o Tribunal se limita a
constatar a inconstitucionalidade da
omissão, exortando o legislador a
abandonar o seu estado de inércia,
possuindo a decisão um cunho
mandamental.
CONSTITUIÇÕES NO BRASIL
CONSTITUIÇÃO DE 1824
Denominada Constituição
Política do Império do Brasil;
Foi outorgada em 25 de
março de 1824;
Constituição semirrígida;
Governo monárquico, hereditário
e representativo;
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
Primeira Constituição da REPÚBLICA
do Brasil;
CONSTITUIÇÕES NO BRASIL
Os Poderes Políticos reconhecidos
pela Constituição do Império do Brasil
eram quatro: o Poder Legislativo, o
Poder Moderador, o Poder
Executivo, e o Poder Judicial;
O Imperador, que exercia o Poder
Moderador;
Sufrágio: pautado nas condições
econômico-financeiras dos titulares
(tanto para votar quanto para ser
votado).
Contava com importante rol de
Direitos Civis e Políticos – apesar de
a escravidão ter sido mantida até 13
de maio de 1888;
Foi a constituição que durou mais
tempo.
CONSTITUIÇÃO DE 1891
Foi promulgada em 24 de fevereiro de
1891 e vigorou até 1930;
Foi fortemente influenciada pela
Constituição norte-americana de 1787
Constituição rígida;
Consagrou o sistema de governo
presidencialista;
Consagrou o Estado federal;
A forma de governo republicana
substitui a monárquica;
EXTINÇÃO do Poder Moderador e
adoção da teoria tripartida de
Montesquieu;
Ampliação dos direitos individuais, com
a consagração do Habeas Corpus.
CONSTITUIÇÕES NO BRASIL
CONSTITUIÇÃO DE 1934
Instituição do Ministério Público e
do Tribunal de Contas.
Promulgada pelo presidente
Getúlio Vargas;
Influenciada pela Constituição de
Weimar (Alemanha);
Primeira vez que uma constituição
brasileira dispõe sobre direitos sociais
- direitos humanos de 2º dimensão.
Constituição Rígida;
Constitucionalização do voto
feminino e do voto secreto.
Prestigiou a legislação trabalhista
e a representação classista;
Passou a prever o mandado de
segurança e a ação popular;
Passou-se a admitir o casamento
religioso com efeitos civis;
CONSTITUIÇÃO DE 1937
O Parlamento foi fechado e o
Governo manteve controle (domínio)
do Judiciário.
Também conhecida como “Polaca”;
Marcada por ideais autoritários e
fascistas, instalou a ditadura no país;
O Senado Federal deixou de existir,
sendo o Parlamento Nacional
composto pela Câmara dos Deputados e
pelo Conselho Federal;
Presidente da República era a
autoridade suprema do Estado.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
CONSTITUIÇÕES NO BRASIL CONSTITUIÇÕES NO BRASIL
 GOLPE MILITAR DE 1964Extinção da Justiça Eleitoral e
dissolução dos partidos políticos
Admitida a pena de morte para
crimes políticos e homicídio
“cometido por motivo fútil e com
extremos de perversidade”.
CONSTITUIÇÃO DE 1946
Promulgada em 18.09.1946;
Restabelecida a teoria da
tripartição dos Poderes. 
Getúlio Vargas foi expulso do poder
(deposto pelas Forças Armadas),
Após, e mediante eleição (voto
direto), o General Gaspar Dutra
assumiu a Presidência da República. 
Forma de governo republicana e
forma de Estado federativa. 
Constitucionalização dos partidos
políticos, vedada a organização,
registro ou funcionamento quando
contrariassem o regime democrático. 
Ressurge o bicameralismo, sendo
o Poder Legislativo exercido pelo
CN (CD + SF).
Consagrado o princípio da
inafastabilidade do controle
jurisdicional. 
Vedação às penas de morte (salvo
previsão na legislação militar, em
tempo de guerra), banimento, confisco
e a pena de caráter perpétuo. 
O movimento militar de 1964 derrubou
Jango da Presidência da República. 
Obs.2: O CN foi fechado no ano de
1966 e reabertoprimeiro grau nas
causas de alçada, ou por turma
recursal de juizado especial cível e
criminal.
Súmula 203/STJ - Não cabe recurso
especial contra decisão proferida por
órgão de segundo grau dos Juizados
Especiais.
CNJ - CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA
PODER JUDICIÁRIO PODER JUDICIÁRIO
COMPOSIÇÃO: 
15 membros sendo:
Presidente do STF – Será o Presidente
do CNJ; 
1 Ministro do STJ, indicado pelo
respectivo Tribunal – será o
corregedor do CNJ; 
1 Ministro do TST, indicado pelo
respectivo Tribunal; 
1 Desembargador de TJ, indicado pelo
STF; 
1 Juiz Estadual, indicado pelo STF; 
01 Juiz de TRF, indicado pelo STJ; 
01 Juiz Federal, indicado pelo STJ;
01 Juiz de TRT, indicado pelo TST; 
01 Juiz do Trabalho, indicado pelo TST;
1 membro do Ministério Público da
União, indicado pelo Procurador-Geral
da República;
1 membro do Ministério Público
estadual, escolhido pelo Procurador-
Geral da República dentre os nomes
indicados pelo órgão competente de
cada instituição estadual;
2 advogados, indicados pelo CFOAB;
2 cidadãos, de notável conhecimento
jurídico e reputação ilibada.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
JULGADOS IMPORTANTES SOBRE O CNJ
PODER JUDICIÁRIO PODER JUDICIÁRIO
Somente o Ministro do STF é
membro nato do STJ, os demais
devem ser nomeados pelo
Presidente da República, com
aprovação pela Maioria Absoluta do
Senado Federal após sabatina.
Compete ao CNJ o
controle da atuação
administrativa e financeira
do Poder Judiciário e do
cumprimento dos deveres
funcionais dos juízes,
cabendo-lhes as medidas
do art. 103-B, §4º CF
“Se o Tribunal aplica censura para
magistrado que praticou conduta
grave, essa decisão enseja revisão
disciplinar do CNJ por ser contrária ao
texto expresso da lei considerando
que o art. 44 da LOMAN afirma que a
censura será aplicada se a infração
não justificar punição mais grave (...)”
- STF. 2ª Turma. MS 30364/PA, Rel. Min.
Cármen Lúcia, julgado em 17/3/2020
(Info 970).
“O STF entende que não é possível a
revisão do mérito das decisões do
CNJ, cujos atos e procedimentos
estão sujeitos apenas ao controle de
legalidade daquela Corte (...)” - STF.
2ª Turma. MS 35540/DF e MS
35521/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes,
julgados em 12/3/2019 (Info 933).
“CNJ pode avocar PAD que tramita no
Tribunal se não há quórum suficiente
para se atingir maioria absoluta (...)” -
STF. 1ª Turma. MS 35100/DF, rel. orig.
Min. Luiz Fux, red. p/ o acórdão Min.
Roberto Barroso, julgado em 8/5/2018
(Info 901).
“Não cabe ao Conselho Nacional de
Justiça (CNJ), cujas atribuições
são exclusivamente
administrativas, o controle de
controvérsia que está submetida à
apreciação do Poder Judiciário.
(...)” - STF. 1ª Turma.MS 28845/DF,
Rel. Min. Marco Aurélio, julgado em
21/11/2017 (Info 885).
TETO DO SUBSÍDIO DO JUDICIÁRIO
O inciso XI e o § 12 do art. 37 da CR
instituíram dois “tetos” para os
membros do Poder Judiciário:
Membros do Poder Judiciário da
União: o teto seria o subsídio dos
Ministros do STF; 
Membros do Poder Judiciário dos
Estados: o teto seria 90,25% do
subsídio dos Ministros do STF
(seria uma espécie de “subteto”).
O CNJ determinou que o
teto salarial dos órgãos
judiciais estaduais deve ser
o subsídio de
Desembargador de TJ,
limitado a 90,25% do
subsídio de Ministro do STF.
Em 2007, a AMB
questionou essa
diferenciação em ADI, e o
STF, em liminar, suspendeu
as resoluções que
regulavam o subteto. Em
2020, o STF confirmou a
decisão e declarou a
inconstitucionalidade das
resoluções do CNJ,
afastando a aplicação do
subteto salarial para
magistrados estaduais.
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149
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
PODER JUDICIÁRIO PODER JUDICIÁRIO
SÚMULAS VINCULANTES
São de competência do STF;
Objetivam validar, interpretação e
eficácia de normas determinadas;
Para serem criadas é necessário a
existência de reiteradas decisões
sobre matéria constitucional, em
que haja controvérsia atual que
acarrete grave insegurança jurídica
e relevante multiplicação de
processos de idêntica questão.
(...) Não é possível o estabelecimento
de subteto remuneratório para a
magistratura estadual inferior ao teto
remuneratório da magistratura
federal. A correta interpretação do
art. 37, XI e § 12, da Constituição
Federal exclui a submissão dos
membros da magistratura estadual ao
subteto de remuneração.(...) STF.
Plenário. ADI 3854/DF e ADI
4014/DF, Rel. Min. Gilmar Mendes,
julgados em 4/12/2020 (Info 1001). 
PROPOSITURA
Legitimado de ofício: STF
Legítimados por provocação:
Autônomos: Os mesmos legitimados
para a propositura da ADIN + Defensor
Público Geral da União + Tribunais
Superiores + TJs dos Estados ou DFT,
TRFs, TRTs, TREs e os Tribunais
Militares
Incidentais: Municípios, que só poderão
propor a edição, revisão ou
cancelamento de enunciado
incidentalmente no curso do processo
em que sejam parte, o que NÃO
autoriza a suspensão dos processos.
TRAMITAÇÃO
Não se admite ADI, ADPF ou recurso
extraordinário para esse fim.
Após recebimento da proposta, a
Secretaria Judiciária autua e submete
ao Presidente do STF para avaliar a
adequação formal (em até 5 dias).
Relator pode admitir "amicus curiae"
por decisão irrecorrível.
Cumpridos os requisitos, a Secretaria
publica edital no DJE para
manifestação de interessados
(prazo: 5 dias) e encaminha ao PGR.
Após a manifestação do PGR, o
Presidente envia aos Ministros da
Comissão de Jurisprudência, com
prazo de 15 dias para manifestação.
Depois, os autos são enviados
eletronicamente aos demais
ministros e inclusos em pauta de
deliberação do plenário.
APROVAÇÃO
Requer quórum qualificado de 2/3 do
STF (mínimo 8 ministros).
Após a aprovação, o enunciado é
publicado no Diário de Justiça
Eletrônico e no Diário Oficial da União,
dentro de 10 dias.
EFEITOS E RECLAMAÇÃO
A súmula passa a ter efeito
vinculante após a publicação.
Em caso de descumprimento ou má
aplicação, cabe reclamação ao STF,
exceto se o ato impugnado for
anterior à súmula.
Em caso de omissão da
Administração Pública, a reclamação
só é cabível após o esgotamento das
vias administrativas.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
UNIDADE: MP é uno. A divisão entre
ramos (federal, estadual etc.) é
apenas funcional.
INDIVISIBILIDADE: Os membros do
MP podem se substituir sem prejuízo
processual.
INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL: Atuam
com liberdade técnica, sem
subordinação hierárquica.
Ministério Público da União (MPU)
formado pelos:
Ministério Público Federal (MPF)
Ministério Público do Trabalho (MPT)
Ministério Público Militar (MPM)
MP do Distrito Federal e Territórios
(MPDFT)
Ministérios Públicos dos Estados
07
PODER JUDICIÁRIO
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES
MINISTÉRIO PÚBLICO 
ESTRUTURA
A proposta de súmula não suspende os
processos em andamento.
O STF pode modular os efeitos
temporais da súmula por maioria
qualificada (2/3), em nome do
interesse público ou segurança jurídica.
FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA
O Ministério Público é uma instituição
permanente, essencial à função
jurisdicional do Estado, incumbindo-
lhe a defesa da ordem jurídica, do
regime democrático e dos interesses
sociais e individuais indisponíveis.
PRINCÍPIOS INSTITUCIONAIS DO MP
FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA
NOMEAÇÃO E DESTITUIÇÃO
O Chefe do MPU será o Procurador-
Geral da União, escolhido pelo
Presidente da república, sabatinado
pelo Senado Federal que deverá
aprovar com maioria absoluta, para
mandato de 2 anos, sem limite na
recondução;
O Chefe dos Ministérios Públicos
Estaduais serão os Procuradores-
Gerais de Justiça, nomeados por
escolha do Governador do estado
por meio de lista tríplice
apresentada pelos MPs, para
mandato de 2 anos e possibilidade de
apenas uma recondução.
Destituição do PGR - se dá por
iniciativa do Presidente da República,
devendo ser aprovada pela maioria
absoluta do Senado Federal;
Destituição dos PGJ - se dá por
deliberação da maioria absoluta da
ALE, na forma da LC.
O MP junto aos
Tribunais de Contas
não seconfunde com os
previstos no art. 127 da
CF, embora aos seus
membros se apliquem
as mesmas disposições
constitucionais acerca
dos direitos, das
vedações e da forma de
investidura (art. 130), o
órgão encontra- se
inserido na estrutura do
Tribunal de Contas, a ele
vinculando-se
administrativamente
04
151
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Promover a ação penal pública;
Defender direitos fundamentais;
Propor ação civil pública e inquérito civil;
Promover ADI e representação por
intervenção;
Defender direitos indígenas;
Requisitar informações e instaurar
procedimentos;
Controle externo da atividade policial.
Vitaliciedade (após 2 anos de
exercício)
Inamovibilidade
Irredutibilidade de subsídio
COMPOSIÇÃO - 
PGR (Presidente)
4 membros do MPU
3 membros dos MPs Estaduais
2 juízes (STF + STJ)
2 advogados (OAB)
2 cidadãos (Câmara e Senado)
07
FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA
GARANTIAS AOS MEMBROS DO MP
VEDAÇÕES CONSTITUCIONAIS
Exercer advocacia
Exercer outra função pública
(exceto magistério)
Participar de sociedade comercial
Atuar político-partidariamente
Receber honorários ou custas
Receber contribuições particulares,
salvo por lei
FUNÇÕES INSTITUCIONAIS
"O Ministério Público
pode promover, por
autoridade própria e por
prazo razoável,
investigações de
natureza penal, desde
que respeitados os
direitos e garantias
individuais dos
investigados." - RE
593.727/MG – STF – Tema
234 (Repercussão Geral)
CONSELHO NACIONAL
DO MINISTÉRIO PÚBLICO
ATRIBUIÇÕES PRINCIPAIS 
Rever atos administrativos
Aplicar sanções disciplinares
Controlar legalidade de atos
internos
Elaborar relatórios anuais
JURISPRUDÊNCIAS RELEVANTES
O Ministério Público não tem legitimidade
para propor ação civil pública com o objetivo
de proteger interesses individuais
patrimoniais disponíveis de contribuintes
em matéria tributária. - Tese fixada no RE
206.781 (STF)
A atribuição de iniciativa
privativa ao Governador do
Estado para leis que
disponham sobre a
organização do Ministério
Público estadual contraria
o modelo delineado pela
Constituição Federal nos
arts. 61, § 1º, II, d, e 128, §
5º.STF.trole de legalidade
daquela Corte (...)” - ADI
400/ES, relator Min. Nunes
Marques, redator do acórdão
Min. Roberto Barroso,
julgamento virtual finalizado
em 20.6.2022. (Info 1059)
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152
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA
ADVOCACIA PÚBLICA
A Advocacia Pública é uma das funções
essenciais à Justiça, de natureza
institucional, técnica e jurídica, exercida
por profissionais investidos em cargos
públicos estruturados em carreira
jurídica. 
Sua atuação visa a defesa do interesse
público, por meio da representação
judicial e extrajudicial do Estado e da
consultoria jurídica aos entes públicos.
FUNÇÕES ESSENCIAIS
Representação judicial e
extrajudicial do ente público;
Consultoria e assessoramento jurídico
interno à Administração Pública;
Controle da legalidade e prevenção de
litígios administrativos e judiciais;
Atuação técnica especializada para
preservar o erário e os interesses
institucionais do Estado.
ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO
A AGU representa a União judicial
e extrajudicialmente.
A AGU é regida por lei
complementar, que define sua
organização e atribuições.
Chefe da AGU:
Advogado-Geral da União,
nomeado livremente pelo
Presidente da República,
sem necessidade de ser
membro de carreira,
devendo apenas possuir
notório saber jurídico e
reputação ilibada.
PROCURADORES ESTADUAIS E
MUNICIÁIS
A representação judicial e a
consultoria jurídica dos Estados e
do DF são exercidas por
Procuradores;nião judicial e
extrajudicialmente.
Organizados em carreira;
Ingresso mediante concurso público
de provas e títulos, com participação
da OAB em todas as fases.
Procuradorias Municipais não estão
expressamente previstas no texto
constitucional, mas são admitidas
por leis locais e leis orgânicas, desde
que respeitada a Constituição.
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES
A AGU assessora apenas o Poder
Executivo, mas o Judiciário e o
Legislativo podem ter seus próprios
órgãos de assessoramento jurídico.
É vedado o exercício da advocacia
privada por membros da Advocacia
Pública.
A atividade técnico-jurídica é privativa
dos procuradores concursados — é
inconstitucional designar
comissionados para essa função.
Considerando-se a natureza do cargo, é
constitucional a necessidade de ordem
ou autorização expressa do Advogado-
Geral da União para manifestação do
advogado público sobre assunto
pertinente às suas funções,
ressalvadas a liberdade de cátedra e a
comunicação às autoridades
competentes acerca de ilegalidades
constatadas. STF. (Info 1098).
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153
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Imunidade profissional: O advogado
não pode ser responsabilizado civil ou
criminalmente por manifestações
feitas no exercício da profissão,
resguardado o respeito à ética e aos
limites legais.
Presença em diligências: Direito de
acompanhar diligências,
investigações e depoimentos,
inclusive com a garantia de ampla
defesa do cliente desde a fase
investigativa.
Requisição de diligências: O
advogado pode requerer diretamente
diligências, perícias e documentos
pertinentes à defesa de seu cliente.
Direito a ser ouvido pessoalmente
por juízes, promotores e
autoridades públicas nos processos
em que atue.
Direito a se sentar ao lado do juiz
nas audiências e sessões de
julgamento (Art. 7º, VI da Lei
8.906/94).
Prisão especial até o trânsito em
julgado da sentença penal
condenatória: Em sala de Estado-
Maior, e na sua ausência, prisão
domiciliar.
07
FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA
ADVOGADO
O advogado é o profissional habilitado
legalmente para prestar assistência
jurídica e representar judicialmente os
interesses de pessoas físicas e
jurídicas. É um agente indispensável na
efetivação do contraditório, da ampla
defesa e no acesso à justiça, sendo
considerado um verdadeiro colaborador
da Justiça.
PRERROGATIVAS
Inviolabilidade profissional: Por atos
e manifestações no exercício da
profissão (Art. 133 CF + Art. 7º, §2º da
Lei 8.906/94).
Direito ao exercício pleno da defesa:
Liberdade para atuar sem ser
cerceado por autoridades ou órgãos
públicos.
Comunicação com o cliente preso:
Direito de entrevista reservada com o
cliente, mesmo sem procuração, ainda
que preso ou incomunicável.
Acesso irrestrito aos autos dos
processos: Incluindo procedimentos
sigilosos (quando autorizado ao
acusado), com exceção de processos
sob segredo de justiça não
relacionados à defesa do cliente.
Acesso a qualquer processo
administrativo ou judicial em órgãos
públicos, independentemente de
procuração, quando houver
interesse do cliente.
O Conselho Federal e os
Conselhos Seccionais
da Ordem dos
Advogados do Brasil
não estão obrigados a
prestar contas ao
Tribunal de Contas da
União nem a qualquer
outra entidade externa.
RE 1.182.189/BA, relator
Ministro Marco Aurélio,
redator do acórdão
Ministro Edson Fachin,
julgamento virtual
finalizado em 24.4.2023
(segunda-feira), às 23:59 
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154
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Orientação jurídica gratuita aos
necessitados;
Promoção dos direitos humanos;
Atuação judicial e extrajudicial em
todos os graus da jurisdição, em
defesa dos necessitados;
Ação civil pública (ACP): É legitimada
para propor ACP na defesa de direitos
difusos, coletivos e individuais
homogêneos, desde que haja
pertinência com sua função
institucional (STF – ADI 3943/DF).
A Defensoria não pode requisitar
instauração de inquérito policial (ADI
4.346/MG – STF).
Não é legítima sua atuação coletiva
quando não houver interesse de
necessitados (ex: consumidores de
plano de saúde privado).
Com a EC 69/2012, a Defensoria
Pública do Distrito Federal passou a
ser organizada e mantida pelo
Distrito Federal, com as mesmas
garantias dasDefensorias Estaduais.
07
FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA FUNÇÕES ESSENCIAIS À JUSTIÇA
DEFENSORIA PÚBLICA
A Defensoria Pública é uma instituição
permanente, essencial à função
jurisdicional do Estado, incumbida de
prestar orientação jurídica, promoção
dos direitos humanos e defesa dos
direitos individuais e coletivos (judicial e
extrajudicial), de forma integral e
gratuita aos necessitados, sendo
expressão do regime democrático
GARANTIAS INSTITUCIONAIS
Autonomia funcional
Autonomia administrativa
Iniciativa de sua proposta
orçamentária, respeitando os limites
da Lei de Diretrizes Orçamentárias
(LDO) e art. 99, §2º da CF.
INDEPENDÊNCIA FUNCIONAL.
PRINCÍPIOS INSTITUCIONAIS
Unidade: a instituição é una, ainda que
com diversos membros.
Indivisibilidade: seus membros
podem ser substituídos sem prejuízo à
atuação.
Independência funcional: cada
defensor tem liberdade no exercício da
sua atividade.
ESTABILIDADE.
INAMOVIBILIDADE.
IRREDUTIBILIDADE DE
VENCIMENTOS.
GARANTIAS DOS DEFENSORES
FUNÇÕES DA DEFENSORIA PÚBLICA
SISTEMA CONST. DAS CRISES
Definido por Aricê
Amaral Santos como
“... o conjunto
ordenado de normas
constitucionais que,
informadas pelos
princípios da
necessidade e da
temporariedade, têm
por objeto as situações
de crises e por
finalidade a mantença
ou o restabelecimento
da normalidade
constitucional”.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Comunicação imediata ao juiz
competente em caso de prisão.
Vedação à incomunicabilidade do
preso.
Prazo máximo de prisão
administrativa: 10 dias, salvo
autorização judicial.
Direito a exame de corpo de delito
07
SISTEMA CONST. DAS CRISES
TAIS MECANISMOS DEVEM
RESPEITAR:
O princípio da necessidade, sob
pena de configurar arbítrio e
verdadeiro golpe de estado; 
O princípio da temporariedade, sob
pena de configurar verdadeira
ditadura.
Tem como finalidade PRESERVAR ou
prontamente REESTABELECER a
ordem pública ou a paz social, quando
estas se encontrarem ameaçadas por
grave e iminente instabilidade
institucional ou atingidas por
calamidades de grandes proporções
na natureza. 
A decretação do Estado de Defesa é
de competência exclusiva do
Presidente da República. 
Deverá previamente ouvir o
Conselho da República e o Conselho
de Defesa Nacional, cujos pareceres,
apesar de obrigatórios, possuem
natureza apenas consultiva, ou seja,
não vinculam a decisão presidencial.
Comissão parlamentar composta por
5 membros do Congresso Nacional
(art. 140) acompanhará a execução
das medidas.
PRAZO DE
DURAÇÃO
Máximo de 30 dias
Prorrogável uma vez
por mais 30 dias, se
persistirem as
razões iniciais.
SISTEMA CONST. DAS CRISES
MEDIDAS QUE PODEM SER
ADOTADAS
Restrições a direitos
fundamentais, ocupação e uso
temporário de bens e serviços
públicos (em caso de calamidade),
com indenização pelos danos.
GARANTIAS DURANTE O
ESTADO DE DEFESA
Embora a doutrina majoritária afirme
que não cabe controle judicial do
mérito político da decretação, Pedro
Lenza admite a possibilidade de
controle em caso de abuso de poder
ou desvio de finalidade, com base no
princípio da inafastabilidade da
jurisdição (art. 5º, XXXV, CF/88).
O Congresso Nacional permanecerá
em funcionamento até o término das
medidas coercitivas. Em hipótese
alguma permite-se o
constrangimento do Poder
Legislativo, sob pena de crime de
responsabilidade (art. 85, III).
ESTADO DE DEFESA
04
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DIREITO CONSTITUCIONAL
O DECRETO PRESIDENCIAL DEVE
INDICAR:
A duração da medida;
As normas necessárias à sua
execução;
As garantias constitucionais que
serão suspensas.
PRAZO DE DURAÇÃO
Se for decretado com fundamento
em comoção grave ou ineficácia do
Estado de Defesa (art. 137, I), o
Estado de Sítio terá duração
máxima de 30 dias, podendo ser
prorrogado por períodos iguais,
quantas vezes forem necessárias. 
Nos casos de guerra ou agressão
estrangeira, pode durar enquanto
perdurar a situação excepcional.
07
SISTEMA CONST. DAS CRISES
ESTADO DE DEFESA
Comoção grave de repercussão
nacional ou ineficácia das
medidas tomadas durante o
Estado de Defesa;
Estado de guerra ou resposta a
agressão armada estrangeira.
SISTEMA CONST. DAS CRISES
É um forma de controle que permite
ao Estado restringir, de forma mais
ampla, direitos e garantias
fundamentais, quando a gravidade da
situação ultrapassa os limites do
Estado de Defesa.
HIPÓTESES
Diferentemente do Estado de
Defesa, o Estado de Sítio só pode ser
decretado após autorização prévia
do Congresso Nacional, sendo
necessária a oitiva do Conselho da
República e do Conselho de Defesa
Nacional, cujos pareceres, embora
obrigatórios, não têm caráter
vinculante. Após a solicitação do
Presidente da República, o Congresso
decide por maioria absoluta.
Importante destacar que, apesar
do caráter excepcional da medida,
persistem os controles políticos e
jurídicos, e eventuais abusos ou
ilegalidades praticados durante o
Estado de Sítio podem ser
judicialmente questionados,
conforme o princípio da
inafastabilidade da jurisdição (art.
5º, XXXV, CF/88).
MEDIDAS QUE PODEM SER ADOTADAS
Obrigação de permanência em local
determinado;
Detenção em local específico;
Suspensão da liberdade de reunião;
Busca e apreensão domiciliar;
Intervenção em empresas de
serviços públicos;
Requisição de bens;
Restrições à liberdade de imprensa,
de comunicação e de informação
(excetuando-se a divulgação de
pronunciamentos parlamentares).
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
SISTEMA CONST. DAS CRISES
FORÇAS ARMADAS
SISTEMA CONST. DAS CRISES
Tratam-se de instituições nacionais,
permanentes e regulares,
estruturadas com base na hierarquia
e na disciplina, sendo compostas por:
MARINHA; 
EXÉRCITO; 
AERONÁUTICA
AUTORIDADE MÁXIMA:
PRESIDENTE DA REPÚBLICA
DESTINAM-SE A:
DEFESA DA PÁTRIA
GARANTIA DOS PODERES
CONTITUCIONAIS
GARANTIA DA LEI E DA ORDEM
Ao final da medida excepcional, o
Presidente da República deve enviar
ao Congresso um relatório completo
sobre as ações adotadas, as
justificativas, a relação nominal dos
atingidos e as restrições aplicadas.
 Não lhes cabe exercer nenhum
poder moderador de possíveis
conflitos entre os três poderes.
A legalidade da imposição de punição
constritiva da liberdade, em
procedimento administrativo
castrense, pode ser discutida por meio
de habeas corpus (RHC 88543/SP).
JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES
EMENTA: CONSTITUCIONAL.
GARANTIA DA SEGURANÇA INTERNA,
ORDEM PÚBLICA E PAZ SOCIAL.
INTERPRETAÇÃO TELEOLÓGICA DOS
ART. 9 º, § 1 º, ART. 37, VII, E ART. 144,
DA CF. VEDAÇÃO ABSOLUTA AO
EXERCÍCIO DO DIREITO DE GREVE AOS
SERVIDORES PÚBLICOS INTEGRANTES
DAS CARREIRAS DE SEGURANÇA
PÚBLICA. 1 A atividade policial é carreira
de Estado imprescindível a manutenção
da normalidade democrática, sendo
impossível sua complementação ou
substituição pela atividade privada. A
carreira policial é o braço armado do
Estado, responsável pela garantia da
segurança interna, ordem pública e paz
social. E o Estado não faz greve. O
Estado em greve é anárquico. A
Constituição Federal não permite. (...) -
Tese fixada no ARE 654432 / GO (STF).
“Constitucional. Serviço militar
obrigatório. Soldo. Valor inferior ao
salário mínimo. Violação aos arts. 1.º,
III, 5.º, caput, e 7.º, IV, da CF.
Inocorrência. RE desprovido. A
Constituição Federal não estendeu
aos militares a garantia de
remuneração não inferior ao salário
mínimo, como o fez para outras
categorias de trabalhadores. O regime
a que se submetem os militares não se
confunde com aquele aplicável aos
servidores civis, visto que têm
direitos, garantias, prerrogativas e
impedimentos próprios.” (RE 570.177,
Rel. Min. Ricardo Lewandowski, j.
30.04.2008, DJE de 27.06.2008. ADI
400/ES, relator Min. Nunes Marques,
redator do acórdão Min. Roberto Barroso,
julgamento virtual finalizado em
20.6.2022. (Info 1059)
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DIREITO CONSTITUCIONAL
O elencode órgãos incumbidos da
segurança pública está disposto de
forma TAXATIVA no art. 144, incisos I
a V, da Constituição Federal de 1988. 
Trata-se de um modelo de organização
federal que deve ser obrigatoriamente
observado pelos Estados-membros e
pelo Distrito Federal.
07
SEGURANÇA PÚBLICA
CRFB, Art. 144. A segurança pública,
dever do Estado, direito e
responsabilidade de todos, é
exercida para a preservação da
ordem pública e da incolumidade das
pessoas e do patrimônio, através
dos seguintes órgãos: 
I - polícia federal; 
II - polícia rodoviária federal; 
III - polícia ferroviária federal; 
IV - polícias civis; 
V - polícias militares e corpos de
bombeiros militares. 
VI - polícias penais federal,
estaduais e distrital. 
NÃO É POSSÍVEL QUE OS
ESTADOS-MEMBROS CRIEM
ÓRGÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA
DIVERSO DAQUELES QUE ESTÃO
PREVISTOS NO ART. 144 DA
CF/88.
OBSERVAÇÃO SOBRE A POLÍCIA
CIENTÍFICA: é constitucional a
criação de um órgão autônomo de
perícia que atue em caráter de
atividade auxiliar. Trata-se, pois, de
órgão administrativo cuja finalidade
é auxiliar tecnicamente a polícia
civil no inquérito policial.
JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES
É constitucional norma de Constituição
estadual que atribui ao corpo de
bombeiros militar (CBM) competência
para a coordenação e execução de
perícias de incêndios e explosões em
local de sinistros. Contudo, essa
competência não pode ser exclusiva,
sob pena de prejudicar a atuação das
polícias civis na apuração criminal de
fatos que envolvam incidentes dessa
natureza. - STF. DI 2.776/ES, relator
Ministro Nunes Marques, julgamento
virtual finalizado em 11.9.2023. (Info
1107).
As carreiras de segurança pública
configuram atividade típica de Estado,
com autoridade sobre a vida e a
liberdade de toda a coletividade, em
razão do que é imperativo que os
ocupantes desses cargos estejam
submetidos a critérios mais severos de
controle. Não se trata, portanto, de
verificar sobre eventual culpa ou
inocência do impetrante em relação ao
processo criminal a que respondeu, mas
de valoração da conduta moral do
candidato. Assim, a exigência de
idoneidade moral para o ingresso em
carreiras de segurança pública é
plenamente legítima e consistente com
o texto constitucional. Alguém que
responde ou já respondeu a processo
criminal está sujeito a consequências
próprias do regime jurídico da carreira
funcional que pretende integrar. Trata-
se de cautela relacionada à proteção da
moralidade da Administração Pública -
RE 1.358.565 AgR, rel. min. Alexandre de
Moraes, j. 2-3-2022, 1ª T, DJE de 8-3-
2022.
SEGURANÇA PÚBLICA
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
POLÍCIA FEDERAL
CRFB, ART. 144 (...)
§ 1º A polícia federal, instituída por lei
como órgão permanente, organizado e
mantido pela União e estruturado em
carreira, destina-se a: (Redação dada
pela Emenda Constitucional nº 19, de
1998)
I - apurar infrações penais contra a
ordem política e social ou em
detrimento de bens, serviços e
interesses da União ou de suas
entidades autárquicas e empresas
públicas, assim como outras infrações
cuja prática tenha repercussão
interestadual ou internacional e exija
repressão uniforme, segundo se
dispuser em lei; 
II - prevenir e reprimir o tráfico ilícito
de entorpecentes e drogas afins, o
contrabando e o descaminho, sem
prejuízo da ação fazendária e de
outros órgãos públicos nas
respectivas áreas de competência; 
III - exercer as funções de polícia
marítima, aeroportuária e de
fronteiras; 
IV - exercer, com exclusividade, as
funções de polícia judiciária da União.
JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES
Não há norma constitucional que
determine a inclusão de servidores
administrativos na carreira do órgão
indicado no art. 144, I, da CRFB. - MI
6.748 AgR, rel. min. Edson Fachin, j. 17-
12-2022, P, DJE de 6-2-2023.
POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL E
POLÍCIA FERROVIÁRIA FEDERAL
CRFB, ART. 144 (...)
§ 2º A polícia rodoviária federal, órgão
permanente, organizado e mantido pela
União e estruturado em carreira, destina-
se, na forma da lei, ao patrulhamento
ostensivo das rodovias federais. 
§ 3º A polícia ferroviária federal, órgão
permanente, organizado e mantido pela
União e estruturado em carreira, destina-
se, na forma da lei, ao patrulhamento
ostensivo das ferrovias federais.
JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES
A vedação à venda varejista ou ao
oferecimento de bebidas alcoólicas
para consumo no local, destinada a
empreendimentos comerciais
localizados em terrenos com acesso
direto à rodovia, é adequada,
necessária e proporcional ao fim de
impedir a condução de veículos
automotores após a ingestão de
álcool em rodovias federais. (...) É
compatível com a Constituição
Federal o art. 4º da Lei Federal
11.705/2008, máxime ser atribuição
da Polícia Rodoviária Federal
fiscalizar as condutas no trânsito
das rodovias federais – garantindo a
preservação da ordem pública, a
segurança no trânsito e a
incolumidade da vida dos cidadãos e
do patrimônio público - mediante
ações públicas de dissuasão
(patrulhamento ostensivo). - ADI
4.017 e ADI 4.103, rel. min. Luiz Fux, j.
19-5-2022, P, DJE de 23-9- 2022,
Tema 1.079.
SEGURANÇA PÚBLICA SEGURANÇA PÚBLICA
04
160
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DIREITO CONSTITUCIONAL
POLÍCIA CIVIL
POLÍCIA MILITAR
CORPO DE BOMBEIROS
07
SEGURANÇA PÚBLICA SEGURANÇA PÚBLICA
§ 5º Às polícias militares cabem a
polícia ostensiva e a preservação da
ordem pública; aos corpos de
bombeiros militares, além das
atribuições definidas em lei, incumbe a
execução de atividades de defesa civil.
CRFB, ART. 144 (...)
§ 4º Às polícias civis,
dirigidas por delegados
de polícia de carreira,
incumbem, ressalvada a
competência da União,
as funções de polícia
judiciária e a apuração
de infrações penais,
exceto as militares.
§ 6º As polícias militares e os corpos de
bombeiros militares, forças auxiliares e
reserva do Exército subordinam-se,
juntamente com as polícias civis e as
polícias penais estaduais e distrital, aos
Governadores dos Estados, do Distrito
Federal e dos Territórios. 
Há competência legislativa
concorrente entre União, Estados e
Distrito Federal para estabelecer
normas sobre organização, garantias,
direitos e deveres das polícias civis.
Carreira de delegado de polícia não
se encontra elencada entre as
funções essenciais à justiça e por
isso a CF estabelece vínculo de
subordinação hierárquica da Polícia
Civil ao governador do Estado,
mostrando-se inconstitucional a
atribuição de autonomia ao órgão ou
de independência funcional a seu
dirigente, o Delegado de Polícia. 
JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES
É incompatível com a Constituição
Federal norma de Constituição estadual
que estabelece a natureza jurídica da
Polícia Civil como função essencial à
atividade jurisdicional do Estado e à
defesa da ordem jurídica, bem como
atribui aos Delegados de Polícia a garantia
de independência funcional . - STF.
Plenário. ADI 5517/ES, Rel. Min. Nunes
Marques, julgado em 21/11/2022 (Info
1076).
O art. 144, § 6º, da CF é expletivo de um
indeclinável traço hierárquico de
subordinação, a caracterizar a relação
entre os Governadores de Estado e as
respectivas polícias civis. São ilegítimas,
por contrariá-lo, quaisquer pretensões
legislativas de conceder maior liberdade
política (autonomias) aos órgãos de
direção máxima das polícias civis
estaduais, mesmo que materializadas em
deliberações da Assembleia Constituinte
local. (...). A instituição de tratamento
jurídico paritário entre o Delegado-chefe
da polícia civil estadual e os Secretários
de Estado não pode alcançar a
consequência de prover as autoridades
policiais das mesmas prerrogativas de
foro jurisdicional eventualmente vigentes
em favor dos Secretários, por falta de
correspondência no plano da CF. - ADI
5.103, rel. min. Alexandre de Moraes, j.
12-4-2018, P, DJE de 25-4-2018.
04
161
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DIREITO CONSTITUCIONAL
POLICIAS PENAIS
Um órgão de segurança pública; 
Vinculado ao órgão queadministra
o sistema penal da União ou do
Estado/DF; 
Sendo responsável pela segurança
dos estabelecimentos penais;
A polícia pode ser: Federal,
Estadual ou Distrital
CRFB, ART. 144 (...)
§ 5º-A. Às polícias penais, vinculadas
ao órgão administrador do sistema
penal da unidade federativa a que
pertencem, cabe a segurança dos
estabelecimentos penais.
O preenchimento do quadro de
servidores das polícias penais será
feito de dois modos, à luz do art. 4º
da EC 104/2019:
Pela transformação dos atuais
cargos de agentes penitenciários
(ou outro nome que seja dado pelo
Estado) em Policiais Penais; e 
Por meio de concurso público.
07
SEGURANÇA PÚBLICA SEGURANÇA PÚBLICA
O Supremo Tribunal Federal (STF)
declarou a inconstitucionalidade de
dispositivos do Estatuto da
Advocacia que autorizavam policiais
e militares na ativa a advogar em
causa própria. - Ação Direta de
Inconstitucionalidade (ADI) 7227, na
sessão virtual encerrada em 17/3/23
As polícias militares e os corpos de
bombeiros militares, forças
auxiliares e reserva do Exército,
subordinam-se aos Governadores
dos Estados, do Distrito Federal e
dos Territórios
CARACTERÍSTICAS
É ORGANIZADA E MANTIDA PELA UNIÃO
JURISPRUDÊNCIAS IMPORTANTES
A instituição da Polícia Penal (art. 144, § 5º-
A, da CF/1988, inserido pela EC nº
104/2019), novo órgão na estrutura
administrativa estadual para o desempenho
de funções até então exercidas por
servidores de outras carreiras, demanda
estudos de ordem financeira e
administrativa, cuja complexidade excede o
ordinário e impõe, à luz do princípio da
razoabilidade, prazo condizente para a
atuação do Poder Legislativo local.- STF.
ADO 72 AgR/SP, relator Ministro Luiz Fux,
julgamento virtual finalizado em
22.03.2024. (Info 1129)
DIREITO DE GREVE
GREVE PROIBIDA AOS AGENTES DA
SEGURANÇA PÚBLICA:
Proibição fundamentada na
jurisprudência do STF (ARE 654.432).
Aplica-se a todos os profissionais da
segurança pública, conforme art. 144
da CF/88.
04
162
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
SEGURANÇA PÚBLICA SEGURANÇA PÚBLICA
GUARDAS MUNICIPAIS
Ementa: CONSTITUCIONAL. GARANTIA
DA SEGURANÇA INTERNA, ORDEM
PÚBLICA E PAZ SOCIAL.
INTERPRETAÇÃO TELEOLÓGICA DOS
ART. 9º, § 1º, ART. 37, VII, E ART. 144,
DA CF. VEDAÇÃO ABSOLUTA AO
EXERCÍCIO DO DIREITO DE GREVE AOS
SERVIDORES PÚBLICOS INTEGRANTES
DAS CARREIRAS DE SEGURANÇA
PÚBLICA. - ARE 654432, Relator(a):
Min. EDSON FACHIN, Relator(a) p/
Acórdão: Min. ALEXANDRE DE
MORAES, Tribunal Pleno, julgado em
05/04/2017, PROCESSO ELETRÔNICO
DJe-114 DIVULG 08-06-2018 PUBLIC
11-06-2018
CRFB, ART. 144 (...)
§ 8º Os Municípios poderão constituir
guardas municipais destinadas à
proteção de seus bens, serviços e
instalações, conforme dispuser a lei.
O STJ (Info 791) ratificou
tal entendimento,
afirmando que “O fato de
as guardas municipais
não haverem sido
incluídas nos incisos do
art. 144, caput, da CF não
afasta a constatação de
que elas exercem
atividade de segurança
pública e integram o
Sistema Único de
Segurança Pública. Isso,
todavia, não significa que
possam ter a mesma
amplitude de atuação das
polícias”
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES
Não são forças de segurança pública
constitucionalmente típicas (como
polícias).
Têm competência limitada à proteção
patrimonial do município: bens,
serviços e instalações públicas
municipais.
Não possuem atribuição originária de
polícia ostensiva ou de investigação
criminal.
Atuação armada depende de
regramento legal e autorização
específica.
Não substituem as polícias, mas atuam
de forma complementar.
A aposentadoria especial não pode ser
estendida aos guardas civis.
OBSERVAÇÕES FINAIS SOBRE
SEGURANÇA PÚBLICA
Lei distrital não pode conferir porte
de arma nem determinar o exercício
de atividades de segurança pública a
agentes e inspetores de trânsito.
É inconstitucional lei estadual que
reconhece o risco da atividade e a
efetiva necessidade do porte de
armas de fogo a vigilantes e a
seguranças prestadores de serviços
em instituições privadas e públicas.
A remuneração dos servidores
policiais elencados no art. 144 da
Constituição Federal se dá
obrigatoriamente por subsídio fixado
em parcela única, vedado o acréscimo
de qualquer gratificação.
O porte de arma de fogo está
condicionado ao efetivo exercício das
funções institucionais por parte dos
policiais, motivo pelo qual não se
estende aos aposentados. 
04
163
Licensed to alanspeixoto@gmail.com - Alan De Souza Peixoto - 07826011701para aprovação da
Constituição de 1967 (AI 4/66). 
A Constituição de 1946 foi
suplantada pelo Golpe Militar uma vez
que existia formalmente, mas o país
era governado pelos Atos
Institucionais e Complementares. 
Obs.1: O AI 1 teve como autor
Francisco Campos (que também
elaborou a Constituição de 1937). 
CONSTITUIÇÃO DE 1967
Texto de 1967 foi outorgado
unilateralmente (apesar de
formalmente votado, aprovado e
“promulgado”) pelo regime ditatorial
militar implantado;
Mantida a tripartição dos Poderes (em
tese) mas as competências estavam
concentradas no Poder Executivo.
Poder Legislativo composto pela CD +
SF – em que pese a diminuição de
competências.
Presidente da República legislava
através de decretos-leis;
O AI-5, de 13.12.1968 perdurou até
17.10.1978 (revogado pela EC n. 11).
Quando o AI-5 foi baixado (por Costa e
Silva), o CN foi fechado e assim ficou
por mais de 10 meses.
04
19
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Constituição rígida;
A Constituição é a base de validade
de todo o ordenamento jurídico, de
modo que nenhum ato pode subsistir se
for incompatível com ela. 
Devido à sua superioridade
hierárquica, sua promulgação gera
dois efeitos principais: 
07
CONSTITUIÇÕES NO BRASIL DINÂMICA CONSTITUCIONAL
CONSTITUIÇÃO DE 1988
“Constituição Cidadã;
Fortemente influenciada pela
Constituição portuguesa de 1976. 
Foi promulgada em 5 de outubro
de 1988;
Manutenção da república
constitucional e do sistema
presidencialista de governo (via
plebiscito do art. 2º ADCT).
Forma de Estado: Federação, com
ampliação da autonomia
administrativa e financeira dos entes. 
Brasil é um país laico, em que pese a
expressão “Deus” no preâmbulo. 
Adoção da teoria tripartida de
Montesquieu e da técnica dos freios e
contrapesos (diminuindo a
supremacia do Poder Executivo);
Bicameralismo no Poder Legislativo
– CD (representantes do povo) + SF
(representantes dos Estados-
Membros e do DF).
Executivo é exercido pelo PR e Vice,
com auxílio dos Ministros de Estado
Tornou o racismo e tortura como
crimes inafiançáveis;
Previsão, pela primeira vez, do
mandado de segurança coletivo e
do “habeas data”.
1. Revogação da Constituição
anterior – A nova Constituição
extingue completamente a anterior. 
2. Recepção de normas
infraconstitucionais compatíveis –
Para garantir a continuidade da ordem
jurídica, normas infraconstitucionais
que não contrariem a nova
Constituição permanecem válidas. 
Hans Kelsen explica que,
como a Constituição não
admite normas contrárias a
ela, tais regras perdem
automaticamente sua
vigência, pois não possuem
um novo fundamento de
validade. Esse processo,
chamado de não recepção,
assegura a harmonia do
ordenamento jurídico com a
nova ordem constitucional.
Por outro lado, normas
infraconstitucionais materialmente
compatíveis com a nova Constituição
são recepcionadas, adquirindo um
novo fundamento de validade. 
Segundo Hans Kelsen, esse processo
funciona como um procedimento
legislativo simplificado, permitindo
que normas antigas, mas compatíveis,
continuem vigentes sob o novo
paradigma constitucional. 
04
20
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
DINÂMICA CONSTITUCIONALDINÂMICA CONSTITUCIONAL
DUAS QUESTÕES RELEVANTES SOBRE
A TEORIA DA RECEPÇÃO SÃO: 
1. Incompatibilidade formal – Se a
norma for materialmente compatível,
mas formalmente incompatível, ainda
assim poderá ser recepcionada, pois a
recepção exige apenas afinidade de
conteúdo. 
2. Incompatibilidade
material – Diante de
normas anteriores que
contrariem a nova
Constituição, discute-se
se ocorre não recepção
ou inconstitucionalidade
superveniente. 
O STF entende que tais
normas não se tornam
inconstitucionais, mas
simplesmente deixam de
ser recepcionadas, pois a
inconstitucionalidade
só ocorre quando a
norma surge após a
Constituição e com ela
conflita.
ALGUMAS QUESTÕES ESSENCIAIS
SOBRE O TEMA:
3. Controle de constitucionalidade –
Como normas anteriores não são
submetidas a juízo de
constitucionalidade frente à nova
Constituição, não podem ser objeto
de ação direta de
inconstitucionalidade ou ação
declaratória de constitucionalidade. 
4. Recepção e emendas
constitucionais – A teoria da
recepção pode ser aplicada também
a normas infraconstitucionais diante
da promulgação de uma nova
emenda constitucional, sem
qualquer impedimento.
5. Recepção de norma
originalmente inconstitucional –
Discute-se se uma lei criada em
desacordo com a Constituição
vigente à época, mas cuja
inconstitucionalidade nunca foi
declarada, pode ser recepcionada por
uma nova Constituição caso seja
compatível com ela. Entende-se que
não, pois a norma já nasce com um
vício insanável, e a recepção não
pode corrigir essa falha. 
6. Efeitos da decisão do
STF sobre recepção– O STF
pode modular os efeitos da
decisão que declara a
recepção ou não recepção
de uma norma
infraconstitucional. 
No RE 600.885/RS, a Corte
reconheceu que a fixação de
limite de idade para ingresso
nas Forças Armadas exigia
lei formal, mas permitiu que
regulamentos e editais
vigentes continuassem a
valer até 31 de dezembro
de 2011, postergando os
efeitos da não recepção do
art. 10 da Lei nº
6.880/1980.
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21
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DIREITO CONSTITUCIONAL
RECEPÇÃO MATERIAL DE NORMAS
CONSTITUCIONAIS
A recepção material de normas
constitucionais ocorre quando normas
da Constituição anterior, embora
formalmente revogadas, mantêm-se
em vigor no novo ordenamento com
caráter constitucional residual. Um
exemplo é o art. 34 do ADCT. 
07
DINÂMICA CONSTITUCIONALDINÂMICA CONSTITUCIONAL
REPRISTINAÇÃO
A repristinação
ocorre quando uma
norma revogada volta
a ter eficácia devido à
revogação da norma
que a revogou. 
No ordenamento
jurídico brasileiro, esse
efeito só acontece se
houver previsão
expressa, ou seja, a
norma revogada só
retorna à vigência se
a norma revogadora
assim determinar
explicitamente. 
O FENÔMENO ENVOLVE TRÊS ATOS
NORMATIVOS SUCESSIVOS: 
A norma "A" é revogada
pela norma "B"; 
A norma "B" é posteriormente
revogada pela norma "C"; 
Caso a norma "C" não preveja
expressamente a volta da
norma "A", esta não retoma sua
vigência automaticamente. 
Esse fenômeno, por sua
excepcionalidade, depende de
expressa determinação do poder
constituinte originário. Além disso,
sua permanência deve ser temporária
e precária, não se incorporando de
forma definitiva ao novo sistema
constitucional.
PODER CONSTITUINTE
O Poder Constituinte se revela como
uma questão de “poder”, “força” ou 
“autoridade” política que, em uma
situação concreta, pode criar, garantir
ou eliminar uma Constituição.
PODER CONSTITUINTE ORIGINÁRIO
O adjetivo “originário” se refere ao
poder criador de uma nova constituição.
O Poder Constituinte
Originário instaura uma
nova ordem jurídica,
rompendo por
completo com a ordem
jurídica anterior.
04
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Poder Constituinte Difuso: Também é
chamado de mutação constitucional.
A constituição é resultante de um
processo informal em que a criação de
suas normas ocorre a partir da tradição
de uma determinada sociedade é
realizada uma reinterpretação da
norma constitucional, sem alteração
formal.
CARACTERÍSTICAS
07
PODER CONSTITUINTE
QUANTO AO MODO DE DELIBERAÇÃO
CONSTITUINTE
Inicial: inaugura toda a
normatividade jurídica.
Autônomo: não convive com
nenhum outro poder que tenha a
mesma hierarquia;
Incondicionado juridicamente: não
se sujeita a nenhuma outra norma
jurídica;
Latente ou permanente: é
atemporal, contínuo, pois pode ser
acionado a qualquer momento.
Poder Político: a nova ordem jurídica
começa com a sua manifestação, e
não antes dela.
ESPÉCIES DE PODER
CONSTITUINTE ORIGINÁRIO
Poder Constituinte Concentrado: o
surgimento da constituição resulta da
deliberação formal de um grupo de
agentes.
PODER CONSTITUINTE
QUANTO AO MOMENTO DE
MANIFESTAÇÃO
Poder ConstituinteHistórico/
fundacional: responsável pelo
surgimento da primeira constituição de
um Estado.
Poder Constituinte Revolucionário:
elabora as constituições posteriores a
partir de uma revolução ou de uma
transição constitucional.
QUANTO AO PAPEL NA ELABORAÇÃO DO
DOCUMENTO CONSTITUCIONAL:
Poder Constituinte Material:
determina e define os valores e
conteúdos a serem protegidos. 
Poder Constituinte Formal:
formaliza e atribui juridicidade ao
texto constitucional.
LIMITAÇÕES MATERIAIS
A visão positivista de
que o Poder
Constituinte
Originário tem plena
liberdade para definir
o conteúdo a ser
consagrado no texto
constitucional é
refutada com base
no argumento de
que, fora do direito
positivo interno,
existem limitações
materiais a serem
observadas.
04
23
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
PODER CONSTITUINTE PODER CONSTITUINTE
LIMITES TRANSCENDENTES:
Existem três categorias de limites
materiais:
São aqueles que, advindos de
imperativos do direito natural, de
valores éticos ou de uma consciência
jurídica coletiva.
A doutrina sustenta o dever de
manutenção, imposto ao Poder 
Constituinte Originário pelo princípio
da proibição de retrocesso.
LIMITES IMANENTES:
Está relacionado a própria identidade
do Estado, no sentido que cada
constituição representa apenas um
momento da marcha histórica.
LIMITES HETERÔNOMOS:
Dizem respeito a necessidade de
respeito a outros ordenamentos,
como, por exemplo, as obrigações
do Direito Internacional. 
TITULARIDADE DO PODER
CONSTITUINTE ORIGINÁRIO
A titularidade do poder constituinte
reside sempre na soberania do povo
LEGITIMIDADE
Esta análise da legitimidade do Poder
Constituinte Originário pode ser feita
sob dois prismas distintos:
SUBJETIVO
Relacionada à titularidade e ao exercício
do poder. Apenas será legitimo se for
exercido por representantes do povo,
eleitos para esta finalidade.
OBJETIVO
Deve haver conformidade do ato
constituinte com a ideia de justiça.
Explicando melhor, se o poder
constituinte é a expressão da vontade
política da nação, não pode ser
entendido sem a referência aos
valores éticos, religiosos, culturais que
informam essa mesma nação e que
motivam as suas ações.
PODER CONSTITUINTE DERIVADO
Também chamado de Poder constituído,
secundário, de segundo grau, pois
decorre do poder Constituinte originário
e possui como características:
SUBORDINADO:
Está hierarquicamente em plano
inferior, ou seja, está abaixo do Poder
Constituinte Originário.
CONDICIONADO
OU LIMITADO:
Só pode ser
exercitado nos
casos previstos
pelo Poder
Constituinte 
Originário.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
PODER CONSTITUINTE PODER CONSTITUINTE
REFORMADOR
EXISTEM TRÊS SUBESPÉCIES:
Poder Constituinte
Derivado Revisor;
Poder Constituinte
Derivado Reformador;
Poder Constituinte
Derivado Decorrente.
Tem o poder ou competência para
modificar a Constituição por meio de
um procedimento específico,
estabelecido pelo Poder Constituinte
Originário.
Atenção! o Poder Constituinte de
Reforma NÃO pode criar cláusulas
pétreas: mas pode ampliar o catálogo
dos direitos fundamentais criados 
pelo Poder Constituinte Originário.
O Poder Constituinte Derivado
Reformador tem natureza jurídica, pois
deve obedecer às limitações impostas
pelo Originário.
LIMITES AO PODER
CONSTITUINTE DERIVADO
REFORMADOR – ART. 60, CF/88:
TEMPORAIS: não há previsão na CF/88.
CIRCUNSTANCIAIS:
ESTADO DE DEFESA;
ESTADO DE SÍTIO; 
E INTERVENÇÃO FEDERAL.
Art. 60. A Constituição poderá ser
emendada mediante proposta: 
§ 1º A Constituição não poderá ser
emendada na vigência de intervenção
federal, de estado de defesa ou de
estado de sítio.
MATERIAIS:
Excluem determinadas matérias do
Poder Constituinte derivado
reformador. Os limites podem ser
EXPRESSOS ou IMPLÍCITOS.
EXPRESSOS: são as cláusulas de
intangibilidade ou cláusulas pétreas do
art. 60, § 4º da CF.
Art. 60. A Constituição poderá ser
emendada mediante proposta: 
§ 4º Não será objeto de deliberação a
proposta de emenda tendente a abolir: 
I - a forma federativa de Estado;
II - o voto direto, secreto, universal e
periódico; 
III - a separação dos Poderes; 
IV - os direitos e garantias individuais.
IMPLÍCITOS:
É intangível. São limitações que decorrem
do núcleo de identidade da CF.
FORMAIS:
SUBJETIVOS:
Iniciativa para a propositura de uma
proposta de emenda constitucional
(art. 60, I, II e III da CF):
Art. 60. A Constituição poderá ser
emendada mediante proposta: 
I - de um terço, no mínimo, dos
membros da Câmara dos Deputados
ou do Senado Federal; 
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
PODER CONSTITUINTE PODER CONSTITUINTE
II - do Presidente da República; 
III - de mais da metade das
Assembleias Legislativas das
unidades da Federação,
manifestando-se, cada uma delas,
pela maioria relativa de seus
membros.
OBJETIVOS:
Art. 60, §2º 
Art. 60, §3º 
Art. 60, §5º
§ 2º A proposta será discutida e votada
em cada Casa do Congresso Nacional,
em dois turnos, considerando-se
aprovada se obtiver, em ambos, três
quintos dos votos dos respectivos
membros. 
§ 3º A emenda à Constituição será
promulgada pelas Mesas da Câmara dos
Deputados e do Senado Federal, com o
respectivo número de ordem.
§ 5º A matéria constante de proposta de
emenda rejeitada ou havida por
prejudicada não pode ser objeto de nova
proposta na mesma sessão legislativa.
DECORRENTE
Possui o objetivo de estruturar a
constituição dos Estados-membros,
em decorrência da capacidade de
auto-organização estabelecida pelo
originário. Também é jurídico e
limitado pelo originário.
A DOUTRINA APONTA PRINCÍPIOS
QUE DEVEM SER OBSERVADOS
PELOS ESTADOS.
A) PRINCÍPIOS SENSÍVEIS
Diz respeito à essência da organização
constitucional da Federação brasileira -
art. 34, VII da CF - se violados ensejam
intervenção federal;
Art. 34. A União não
intervirá nos Estados
nem no Distrito
Federal, exceto para: 
VII - assegurar a
observância dos
seguintes princípios
constitucionais:
a) forma republicana, sistema
representativo e regime democrático; 
b) direitos da pessoa humana; 
c) autonomia municipal;
d) prestação de contas da
administração pública, direta e indireta. 
e) aplicação do mínimo exigido da
receita resultante de impostos
estaduais, compreendida a proveniente
de transferências, na manutenção e
desenvolvimento do ensino e nas ações
e serviços públicos de saúde.
regras previstas para outros entes
que, por consequência, veda a
atuação do Estado naquela matéria;
B) PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS
ESTABELECIDOS
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DIREITO CONSTITUCIONAL
HÁ PODER CONSTITUINTE
DERIVADO DECORRENTE NOS
MUNICÍPIOS?
Entende-se que o poder derivado
decorrente somente existe em face do 
segundo grau, ou seja, quando extrai
seu fundamento de validade da própria
constituição. 
Inexiste tal poder no âmbito dos
municípios, pois estes submetem-se 
a um poder de terceiro grau, na medida
em que devem observância a CF/88 e a
respectiva Constituição Estadual.
07
PODER CONSTITUINTE PODER CONSTITUINTE
C) PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS
EXTENSÍVEIS
normas organizatórias da União
aplicadas aos estados pelo princípio
da simetria.
REVISOR
Também é condicionado e limitado às
regras do originário. Tal manifestação
ocorreu cinco anos após a
promulgação da atual Constituição, por
determinação do artigo 3º do ADCT.
Art. 3º. A revisão
constitucional será
realizada após cinco
anos, contados da 
promulgação da
Constituição, pelo voto
da maioria absoluta
dos membros do 
Congresso Nacional,
em sessão unicameral.
PODER CONSTITUINTE DIFUSO
É um poder de fato manifestado por
mutação constitucional.
A modificação introduzida pelo Poder
Constituinte Derivado Reformador é
formal, por intermédio de emenda
constitucional, a modificação realizada
pelo Poder Constituinte Difuso se 
instrumentaliza de modo informal e
espontâneo, que modifica a 
Constituiçãosem alterar o seu texto.
A TRANSFORMAÇÃO NÃO ESTÁ NO
TEXTO EM SI, MAS A INTERPRETAÇÃO
CONSTITUCIONAL É ALTERADA.
PODER CONSTITUINTE
SUPRANACIONAL
Trata-se de um poder
constituinte pautado na
cidadania universal. Um
poder destinado a elaborar
uma constituição
supranacional, apta a
vincular os Estados
ajustados sob o seu
comando e fundamentada
na vontade do povo-
cidadão universal, seu
verdadeiro titular.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
PODER CONSTITUINTE
REVISÃO CONSTITUCIONAL
O art. 3º do ADCT determinou que a
revisão constitucional poderia se
efetivar depois de 5 anos da
promulgação da Constituição, o que
de fato ocorreu, sendo assim, a
norma do ADCT se exauriu, teve sua
aplicabilidade esgotada, o que impede
que aconteça um novo procedimento
revisional.
MUTAÇÃO CONSTITUCIONAL
A mutação é um mecanismo
informal de mudança, realizado
pelo poder Difuso. As modificações
são de ordem interpretativas, o texto
permanece intacto, somente o
sentido do texto que se altera.
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS
SÃO VETORES INTERPRETATIVOS
QUE IMPRIMEM COESÃO, HARMONIA
E UNIDADE AO SISTEMA.
PRINCÍPIOS QUE REGEM AS
RELAÇÕES INTERNACIONAIS
CRFB, Art. 4º A República
Federativa do Brasil rege-se nas
suas relações internacionais pelos
seguintes princípios: 
I - independência nacional; 
II - prevalência dos direitos
humanos;
III - autodeterminação dos povos; 
IV - não-intervenção; 
V - igualdade entre os Estados; 
VI - defesa da paz; 
VII - solução pacífica dos conflitos; 
VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo; 
IX - cooperação entre os povos para o
progresso da humanidade; 
X - concessão de asilo político.
Parágrafo único. A República Federativa
do Brasil buscará a integração
econômica, política, social e cultural dos
povos da América Latina, visando à
formação de uma comunidade latino-
americana de nações.
Os Princípios Constitucionais estão
presentes não só no art. 5º, mas em
diversos dispositivos, a exemplo dos
princípios tributários, previstos no art.
150, e dos princípios da
Administração Pública, art. 37, caput.
OUTROS PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS
DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA
É considerado um super-princípio.
O fato de a dignidade humana ser
positivada na Constituição como 
princípio fundamental da República
confere-lhe a natureza de norma
jurídica.
E possui eficácia
negativa contra normas
infraconstitucionais, o
que significa que as
normas e atos que se
contraponham à
dignidade humana
podem ser reconhecidos
como inválidos. 
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS
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DIREITO CONSTITUCIONAL
STF (ADI. 5.543/2020) – São
inconstitucionais as normas que
proíbem homossexuais de doar
sangue. Viola o direito à igualdade e
não discriminação proibir que
homossexuais doem sangue.
07
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS
LEGALIDADE
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS
Além disso, como princípio
fundamental da República, a 
dignidade deve ser considerada na
interpretação das demais normas
do ordenamento jurídico.
Encontra-se previsto nos arts. 5º,
II; 37; e 84, IV, da CF/88 e significa
que ninguém será obrigado a fazer
ou deixar de fazer algo que não
esteja previamente estabelecido
na própria CF/88.
Acepções do princípio da legalidade:
PARA PARTICULARES:
A inexistência de lei
proibitiva de
determinada conduta
implica ser ela
permitida. Vigora a
autonomia da vontade.
PARA A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA:
O administrador público só poderá
agir dentro daquilo que é previsto e
autorizado por lei.
ISONOMIA
O princípio da igualdade
compreende a igualdade
formal e igualdade material.
Isonomia formal: igualdade perante a lei;
Isonomia material: tratar os desiguais
na medida de sua desigualdade.
É POSSÍVEL
ESTABELECER CRITÉRIOS
DIFERENCIADORES PARA
ADMISSÃO DE
CANDIDATO EM
CONCURSOS PÚBLICOS?
A jurisprudência vem admitindo
algumas hipóteses de discriminação,
podendo ocorrer em relação à idade, 
sexo, altura, etc., desde que sejam
observados dois requisitos: 
1) Previsão legal anterior definindo os
critérios de admissão para o cargo; e 
2) Razoabilidade da exigência,
decorrente da natureza das
atribuições do cargo a ser preenchido.
É constitucional a remarcação do
teste de aptidão física de
candidata que esteja grávida à
época de sua realização,
independentemente da previsão
expressa em edital do concurso
público. STF, julgado em 21/11/2018.
STF, INFO 1069 - É constitucional lei
estadual, de iniciativa parlamentar, que
determina a reserva de vagas, no
mesmo estabelecimento de ensino,
para irmãos que frequentam a mesma
etapa ou ciclo escolar.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
DIREITOS FUNDAMENTAIS X
DIREITOS HUMANOS
Direitos Humanos – são aqueles
direitos indispensáveis à uma vida
digna, previstos em normas
internacionais de proteção dos
direitos humanos.
07
PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS
STF, INFO 973 - É inconstitucional lei
distrital que preveja percentual de
vagas nas universidades públicas
reservadas para alunos que
estudaram nas escolas públicas do
Distrito Federal, excluindo, portanto,
alunos de escolas públicas de outros
Estados da Federação.
AÇÕES AFIRMATIVAS
Para aplicação do princípio da
isonomia, são necessárias as ações 
afirmativas, também denominadas
discriminações positivas, cuja
finalidade é proteger certos grupos
sociais que demandam tratamento
diverso. 
Tais ações consideram a realidade
histórica de marginalização ou
hipossuficiência e, assim, funcionam
como medidas de compensação.
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
DIREITOS FUNDAMENTAIS
NORMAS QUE PROTEGEM os
bens jurídicos fundamentais de
uma sociedade;
Tem valor intrínseco, nele mesmo.
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
GARANTIAS FUNDAMENTAIS
Tem valor instrumental.
INSTRUMENTOS que
buscam proteger os
direitos fundamentais;
Direitos são bens e vantagens
prescritos na norma, enquanto
garantias são os instrumentos através
dos quais se assegura esse exercício.
Remédios Constitucionais
Embora todo remédio constitucional
seja uma garantia, nem toda garantia
é um remédio constitucional, porque
este é um instrumento processual que
tem por objetivo assegurar o exercício
de um direito.
Direitos fundamentais –
materializam a dignidade
humana no plano interno. Ou
seja: são aqueles
positivados nas
Constituições dos Estados
(ex: artigo 5º da CF/88).
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DIREITO CONSTITUCIONAL
Direitos civis são os direitos dos
cidadãos de participar da ingerência do
poder político sobre suas vidas. 
07
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
O art. 5°, §2°, da CRFB/88 prevê o
princípio da não exaustividade dos
direitos fundamentais, ou seja, que o
rol desses direitos não é taxativo, ao
afirmar que os direitos e garantias 
expressos nesta Constituição não
excluem outros decorrentes: 
I) do regime e dos princípios
por ela adotados; e 
II) dos tratados internacionais em
que a República Federativa do
Brasil seja parte.
DIMENSÕES DOS DIREITOS HUMANOS
O tema foi apresentado pela primeira
vez por Karel Vasak, em sua forma
clássica chamada de Gerações dos
Direitos Humanos, desdobrando-se em
1ª, 2ª e 3ª gerações.
No tocante à terminologia,
contemporaneamente é preferível
adotar a expressão “dimensões”, em
detrimento da expressão “gerações”,
afastando a ideia de substituição de
uns direitos pelos outros. 
1º DIMENSÃO
DIREITOS CIVIS E POLÍTICOS 
Modo de usar juridicamente a
Sociedade e estado. 
TITULAR: indivíduo, estado encontra
o dever de abstenção; 
Direito a liberdade, civis e política; 
Os direitos da primeira
geração tiveram o mérito
de delimitar o que se
convencionou chamar
liberdades negativas,
quer dizer, as liberdades
do cidadão exercidas
dentro dos limites
delineados por
abstenções estatais. 
Nessa mesma linha de raciocínio que
surgem os direitos políticos,
consistentes na possibilidade de votar
e ser votado, de modoa se garantir a
soberania popular, essencial à
democracia. 
MARCOS HISTÓRICOS
Inglaterra – 1.215: Magna Carta 
EUA – 1.776 – Declaração de
Independência Americana 
EUA – 1.787: Constituição Americana
França – 1.789: Revolução Francesa 
França – 1.791: Constituição Francesa
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
2º DIMENSÃO - DIREITOS SOCIAIS
Movimentos antiliberais; 
Direitos sociais, culturais e
econômicos; 
Exigir do estado prestações
materiais; 
Const. De Weimar de 1919; 
Garantias fundamentais.
Os direitos econômico, sociais e
culturais são associados ao direito à
igualdade em sua dimensão material
com base no princípio da isonomia,
segundo qual se devem tratar
igualmente os iguais e desigualmente
os desiguais, na medida de suas
desigualdades. 
Assim, movimentos
sociais como
ocorridos no México
e Rússia (1917),
bem como na
Alemanha (1919),
logaram produzir
documentos (como
a constituição
Mexicana, a
Constituição do
povo Trabalhador e
Explorado da Rússia
e a constituição de
Weimar). 
Buscam viabilizar, através do 
Estado, a satisfação das 
necessidades básicas dos 
indivíduos como forma de lhes 
proporcionar uma vida digna.
3º DIMENSÃO
DIREITOS DIFUSOS E COLETIVOS
Direito a paz, meio ambiente,
comunicação. 
Retomada da consciência; 
Princípio da fraternidade; 
No final do século XX surge a demanda
pelo reconhecimento dos direitos que
passariam a ser chamados de 3º
geração que vêm sendo denominados
direitos de solidariedade.
São direitos transindividuais, 
isto é, titularizados por toda a 
coletividade, não pertencendo 
a uma pessoa isoladamente.
Embora ainda não haja uma doutrina
consolidada a seu respeito, há certo
consenso em indicar o direito à paz, ao
desenvolvimento social, ao meio
ambiente sadio, ao patrimônio comum da
humanidade, à autodeterminação dos
povos e à comunicação como os direitos
humanos de 3º geração. 
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
4º DIMENSÃO
UNIVERSALIZAÇÃO DOS DIREITOS
Universalização dos direitos
fundamentais; 
Dir. a democracia, a informação, ao
pluralismo; 
Globalização político econômico.
Futuro da cidadania e das
liberdades de todos os povos; 
5º DIMENSÃO
Tratando de uma
classificação
contemporânea, a 5ª
dimensão de direitos
humanos funda-se
na concepção da paz
universal, conforme
Paulo Bonavides.
CARACTERÍSTICAS DOS 
DIREITOS FUNDAMENTAIS
HISTORICIDADE
A proteção dos direitos humanos são
fruto de uma evolução histórica, fruto de
uma emancipação evolutiva, que foi
ganhando espaço com a mudança de
perspectiva da sociedade.
Dessa forma, essas conquistas foram
paulatinas na história da humanidade,
sendo os direitos humanos fruto das 
demandas sociais de determinados
momentos históricos. 
UNIVERSALIDADE
Os direitos humanos são oponíveis a
todos, independentemente de
quaisquer condições. Exs: etnia, raça,
gênero, procedência nacional.
LIMITABILIDADE OU RELATIVIDADE
Os direitos fundamentais não são
absolutos: isso quer dizer que, por vezes,
dois direitos fundamentais podem
chocar-se. Chama-se conflito positivo.
O método de solução
de conflitos entre
direitos fundamentais
constitucionalmente
previstos, em caso de
colisão, é a ponderação
de interesses, à luz da
razoabilidade e da
concordância prática.
A doutrina contemporânea 
sustenta que existem 2 exceções a
essa regra, as quais seriam direitos
considerados absolutos: a vedação à 
tortura (art. 5° da DUDH) e a vedação à
escravidão (art. 4° da DUDH).
IRRENUNCIABILIDADE
Os direitos humanos têm
como característica básica
a irrenunciabilidade, que se
traduz na ideia de que a
autorização de seu titular
não justifica ou convalida
qualquer violação do seu
conteúdo. 
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DIREITO CONSTITUCIONAL
PERSONALIDADE: não se transmitem.
CONCORRÊNCIA E CUMULATIVIDADE
são direitos que podem ser exercidos
ao mesmo tempo.
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DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
INALIENABILIDADE OU
INDISPONIBILIDADE
O STF admite, excepcionalmente, a
renúncia temporária aos direitos que
não ferem o núcleo da dignidade da
pessoa humana, como no caso de
participação em reality show. 
Os direitos humanos são inalienáveis,
não podendo ser transferidos ou
cedidos (onerosa ou gratuitamente) a
outrem, ainda que com o consentimento
do agente, tendo em vista que não são
passíveis de valoração econômica. Por
isso, são indisponíveis e inegociáveis.
IMPRESCRITIBILIDADE
Os direitos humanos não se perdem
ou se esgotam com o tempo,
podendo ser reivindicados sempre.
VEDAÇÃO AO
RETROCESSO
(igualmente
conhecido como
princípio da
“proibição de
regresso”, do
“não retorno” ou
“efeito cliquet”)
Não se pode retroceder nos
avanços históricos conquistados. O
princípio da proibição do retrocesso
impede, em tema de direitos
fundamentais de caráter social, que
sejam desconstituídas as conquistas
já alcançadas pelo cidadão ou pela
formação social em que ele vive.
DIMENSÃO DOS 
DIREITOS FUNDAMENTAIS
DIMENSÃO SUBJETIVA
Os direitos fundamentais
conferem aos seus
titulares o poder de exigir
algo, seja ação ou omissão.
DIMENSÃO OBJETIVA
Consiste em atribuir aos direitos
fundamentais importância máxima
dentro do ordenamento jurídico:
eles são a base, o eixo axiológico de
todo o ordenamento jurídico.
DESDOBRAMENTOS DA DIMENSÃO
OBJETIVA DOS DIREITOS
FUNDAMENTAIS
1) Eficácia interpretativa dos
direitos fundamentais:
Com a dimensão objetiva, os direitos
fundamentais ganham um reforço na sua
juridicidade, ganhando força no
ordenamento jurídico e, além disso, se
tornam normas de eficácia irradiante,
vinculando os 3 Poderes do Estado,
seja para o Legislativo ao elaborar a
lei, seja para a Administração Pública
ao “governar”, seja para o Judiciário
ao resolver eventuais conflitos.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
2) Eficácia HORIZONTAL dos
direitos fundamentais:
A eficácia horizontal dos direitos
fundamentais consiste na
possibilidade de aplicação dos direitos
fundamentais nas relações jurídicas
estritamente privadas.
RE 160.222, STF – Entendeu que
constitui constrangimento ilegal a
revista íntima em mulheres em fábrica 
de lingerie.
RE 158.215, STF – Violação ao
princípio do devido processo legal na
hipótese de exclusão de associado de 
cooperativa sem direito à defesa
A eficácia dos direitos
fundamentais pode também ser:
VERTICAL: A aplicação dos direitos
fundamentais às relações entre Estado
e particulares, a relação de
subordinação que o particular tem com
o Estado.
DIAGONAL: Há
hipossuficiência de uma
das partes. É uma
relação entre
particulares onde não há
uma igualdade fática.
OS QUATRO STATUS DE JELLINEK
A Teoria dos 4 Status de Jellinek
trata-se de uma classificação dos
direitos humanos, desenvolvida no
final do século XIX, por Georg
Jellinek, a qual afirma que o
indivíduo pode ser encontrado em 4
situações diante do Estado. 
1°) Status Passivo
(status subjectionis):
o indivíduo encontra-
se em um estado de
submissão para com o
Estado, podendo este
exigir determinadas
condutas ou impor
limitações àquele. 
2°) Status Negativo (status libertatis):
o indivíduo exige uma prestação negativa
do Estado, a fim de assegurar o pleno
exercício de seus direitos na vida privada.
Exemplo: não prender sem o devido
processo legal. 
3°) Status Positivo
(status civitatis): o
indivíduo exige uma
prestação positiva do
Estado, emergindo-se
direitos às
prestações sociais.
Exemplo: direito à
igualdade material.
4°) Status Ativo
(Status Activus):
direito de o indivíduo
participar da
formação da vontade
estatal de forma
ativa. Exemplo:
exercícios dos
direitos políticos.
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DIREITO CONSTITUCIONAL
CLASSIFICAÇÃO DOS DIREITOS
FUNDAMENTAIS EXPLÍCITOS:
DIREITOS INDIVIDUAIS E COLETIVOS:
direitos ligados ao conceito de pessoa
humana e sua própria personalidade,
com, por exemplo, vida, dignidade da
pessoa humana, honra, liberdade, etc
DIREITOS SOCIAIS:
liberdades positivas, tendo por
finalidade a melhoria das condições de
vida aos hipossuficientes.
DIREITOS DE NACIONALIDADE: 
nacionalidade é o vínculo jurídico-político
que visa ligar um indivíduo a certo e
determinado Estado fazendo deste
indivíduo um componente do povo.
DIREITOS POLÍTICOS:
conjunto de regras que disciplina as
formas de atuação da soberania
popular.
07
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
DIREITOS INDIVIDUAIS
IMPLÍCITOS E EXPLÍCITOS
Explícitos: são aqueles previstos
expressamente no texto da
Constituição Federal.
implícitos: o reconhecimento decorre
de interpretação do texto da Lei.
EVENTUAL NOVO DIREITO
INDIVIDUAL CRIADO POR MEIO DE
EMENDA CONSTITUCIONAL É
CONSIDERADO CLÁUSULA PÉTREA?
NÃO. 
Segundo Gilmar Mendes, deve-se ter
em mente que as cláusulas pétreas “se
fundamentam na superioridade do
poder constituinte originário sobre o de
reforma”, de maneira que somente o
primeiro pode criar obstáculos à
atuação do segundo. 
Não faz sentido, do ponto de vista
lógico, permitir que o poder reformador
crie limites invencíveis a si mesmo.
Dessa forma, não é cabível que o
poder de reforma crie cláusulas
pétreas. Apenas o poder
constituinte originário pode fazê-lo.
É preciso distinguir,
contudo, a situação em
que uma EC apenas
especifica, detalha ou
incrementa um direito
fundamental já criado,
sem inovar no rol de
direitos. Nesse caso,
ainda que introduzida
por EC, a novidade é
considerada cláusula
pétrea.
DIREITOS
RELACIONADOS À
EXISTÊNCIA,
ORGANIZAÇÃO E
PARTICIPAÇÃO EM
PARTIDOS POLÍTICOS:
os partidos políticos
como instrumentos
necessários e
importantes para
preservação do Estado
Democrático de Direito.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
ALGUNS DIREITOS INDIVIDUAIS –
ROL DO ART. 5º DA CF/88
DIREITO À VIDA
CRFB, Art. 5º Todos são iguais perante
a lei, sem distinção de qualquer
natureza, garantindo-se aos brasileiros
e aos estrangeiros residentes no País a
inviolabilidade do direito à vida, à
liberdade, à igualdade, à segurança e à
propriedade, nos termos seguintes:
A inviolabilidade diz respeito à
proteção de um direito 
em face de outras pessoas.
O direito à vida está relacionado à
existência física de um ser
humano, bem como compreende o
direito ao mínimo necessário a uma
existência digna.
Atenção! Não existe direito
fundamental absoluto, todos são
relativos, de modo que nenhum direito
fundamental está hierarquicamente em
superioridade em relação a outro.
A ponderação de direitos depende de
uma análise no caso concreto (nunca
em abstrato) que deve sempre levar
em consideração o princípio pro homine
(pro persona).
Exemplo de que o
direito à vida não é um
direito absoluto:
existência da pena de
morte no ordenamento
jurídico brasileiro.
JURISPRUDÊNCIA SOBRE DIREITO À VIDA
ADI 3510 – Pesquisa em Células Tronco
Embrionárias 
O art. 5º da Lei de Biossegurança autoriza a
utilização do material biológico para fins de
pesquisa, terapia, etc., desde que sejam embriões
inviáveis, ou, ainda que embriões viáveis, com
mais de três anos de armazenamento.
O art.5º foi impugnado na sua
constitucionalidade porque se chegou a cogitar
eventual violação da dignidade da pessoa
humana, por considerar que o ser humano estaria
sendo tratado como coisa.
 
Decisão do STF: o STF concluiu, por votação
bastante apertada, que as pesquisas com célula-
tronco embrionária, nos termos da lei, não violam
o direito à vida. A constatação de que a vida
começa com a existência do cérebro (segundo o
STF e sem apresentar qualquer análise axiológica
ou filosófica) estaria estabelecida, também, no
art. 3.º da Lei de Transplantes, que prevê a
possibilidade de retirada de tecidos, órgãos ou
partes do corpo humano destinados a
transplante ou tratamento depois da morte
desde que se constate a morte encefálica. Logo,
para a lei, o fim da vida dar-se-ia com a morte
cerebral, razão pela qual é nessa linha que o
conceito de vida está ligado (surgimento do
cérebro). 
Conclusão: O art. 5° da Lei nº 11.105/2005 (Lei
de Biossegurança) é plenamente constitucional,
não havendo qualquer violação ao direito à vida.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
ADPF 54 – Aborto de Feto Anencéfalo
Tratando tecnicamente, em relação à
interrupção da gravidez de feto
anencéfalo, desde que se comprove, por
laudos médicos, com 100% de certeza,
que o feto não tem cérebro e não há
perspectiva de sobrevida.
O STF julgou procedente o pedido formulado
para declarar a inconstitucionalidade de
interpretação segundo a qual a interrupção
da gravidez de feto anencéfalo é conduta
tipificada nos arts. 124, 126 e 128, I e II,
todos do Código Penal. 
Assim, enalteceu o direito à dignidade da
pessoa humana, à liberdade no campo
sexual, à autonomia, à privacidade, à
integridade física, psicológica e moral e à
saúde. 
Em outras palavras: o STF excluiu qualquer
interpretação no sentido de que a
interrupção da gestação de feto 
anencéfalo pudesse ser catalogada como
aborto. Justamente por isso fala-se que não
se trata de aborto, mas sim de uma
interrupção da gestação em razão da
inexistência de uma vida possível.
Distanásia, eutanásia, suicídio assistido
e ortotanásia
Distanásia: também chamada de
obstinação terapêutica. 
Não se prolonga a vida propriamente dita,
mas o processo de morrer.
Resolução nº 1.805/2006 do Conselho
Federal de Medicina permite ao médico
limitar ou suspender procedimentos e
tratamentos que prolonguem a vida do
doente em fase terminal, de enfermidade
grave e incurável, respeitada a vontade da
pessoa ou de seu representante legal.
Eutanásia: “boa morte”, tem o fim de
abreviar a vida do doente terminal.
Atualmente, não
tendo ainda o STF
apreciado a matéria, a
eutanásia enseja a
prática do crime
previsto no art. 121, §
1.º, CP, qual seja,
homicídio privilegiado,
já que praticado por
motivo de relevante
valor moral.
Eutanásia passiva - consiste 
na omissão de um tratamento que
poderia garantir a continuidade
da vida.
Eutanásia ativa - é a ação 
deliberada de matar (seja
ministrando medicamento ou
suprimindo tratamento já iniciado).
Suicídio assistido: em algumas
situações, a pessoa doente em estágio
terminal quer pôr fim ao seu 
sofrimento, contudo, em virtude das
suas debilidades, não tem condições
de o fazer sem auxílio.
Ortotanásia: é uma prática sensível ao
processo de humanização da morte,
consistindo em uma aceitação desta,
permitindo que ela siga seu curso. Visa
aliviar as dores sem incorrer em
prolongamentos abusivos que
imponham sofrimentos adicionais.
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DIREITO CONSTITUCIONAL 07
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
DIREITOS E GARANTIAS
FUNDAMENTAIS
DIREITO À IGUALDADE:
Está previsto no art. 5º, caput e
inciso I, da CF/88:
I - homens e mulheres são iguais em
direitos e obrigações, nos termos desta
Constituição;
Concepção formal: é a igualdade
perante a lei e perante o Estado.
Concepção material: representa o
tratamento igual dos iguais e o
tratamento desigual daqueles em 
situações desiguais.
Cotas raciais
O STF declarou que é
constitucional a reserva
de 20% das vagas
oferecidas nos
concursos públicos para
provimento de cargos
efetivos e empregos
públicos no âmbito da
administração pública
direta e indireta.
Além disso, o STF declarou o
reconhecimento da proclamação
na Constituição da igualdade
material, sendo que, para
assegurá-la, “o Estado poderia
lançar mão de políticas

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