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APG 3º PERÍODO 
ACADÊMICA: AMANDA MARTINS COSTA 
 
2. Etiologia 
Lesões Benignas 
São geralmente causadas por fatores genéticos, 
hormonais, virais ou inflamatórios, sem infiltração 
tecidual ou metástase. 
Exemplos: 
 Nevo melanocítico: proliferação benigna de 
melanócitos; pode ser congênito ou 
adquirido. 
 Ceratose seborreica: proliferação benigna de 
queratinócitos; associada à idade. 
 Verrugas (HPV): causadas por infecção pelo 
papilomavírus humano (HPV) – subtipos não 
oncogênicos (como HPV-2, 4). 
 Lipoma: tumor benigno de tecido adiposo. 
Lesões Malignas 
As lesões malignas decorrem de mutações 
genéticas acumuladas, que afetam mecanismos de 
proliferação e morte celular. Podem ser 
desencadeadas por fatores ambientais, genéticos e 
imunológicos. 
Principais causas: 
1. Exposição solar/UV (principal): 
 Radiação UVB: causa mutações 
diretas no DNA (ex.: gene TP53) 
 Radiação UVA: induz formação de 
radicais livres (dano indireto ao DNA) 
2. Imunossupressão: 
 Transplantados e HIV+ têm maior 
risco de carcinoma espinocelular 
3. Histórico familiar/genético: 
 Síndromes genéticas: xeroderma 
pigmentoso, síndrome de melanoma 
familiar 
4. Contato com agentes químicos: 
 Arsênio, alcatrão, radiação ionizante 
5. HPV oncogênico: 
 Subtipos 16 e 18 associados a câncer 
de pele em mucosas (vulva, ânus) 
Genes frequentemente afetados: 
 TP53: gene supressor tumoral 
 CDKN2A: associado ao melanoma 
 BRAF V600E: mutação comum no 
melanoma 
Característica Lesões Benignas Lesões Malignas 
Crescimento Lento e limitado 
Invasivo e 
progressivo 
Metástase Ausente 
Possível (CEC e 
melanoma) 
Risco à vida Raro Alto (no melanoma)
Fatores 
causais 
Genéticos, 
hormonais, HPV 
UV, mutações, 
imunossupressão 
Exemplo 
Nevo, lipoma, 
ceratose seborreica 
CBC, CEC, 
melanoma 
Diagnóstico 
Clínico + 
dermatoscopia ± 
biópsia 
Biópsia obrigatória 
 
S16P2: CANCER DE PELE 
Objetivos 
1. Analisar a epidemiologia, etiologia das lesões de pele 
benignas e malignas; 
2. Compreender os fatores de risco, fisiopatologia, 
classificações e manifestações clínicas das lesões de 
pele benignas e malignas; 
3. Explicar os critérios de diagnóstico das lesões de pele 
benignas e malignas; 
(basocelular, espirocelular, melonoma) 
1. Epidemiologia 
Lesões Benignas da Pele 
As lesões benignas da pele são muito comuns na 
população geral e, em sua maioria, não oferecem 
risco de malignidade, embora algumas exijam 
acompanhamento por risco de transformação ou 
semelhança com neoplasias malignas. 
 População afetada: todas as idades, mais 
prevalente em adultos e idosos. 
 Exemplos: nevo melanocítico, ceratose 
seborreica, lipomas, dermatofibromas, 
verrugas virais. 
 Prevalência: 
 Nevo melanocítico (pintas): presentes 
em até 95% da população adulta. 
 Ceratose seborreica: comum após os 
40 anos, afeta ambos os sexos. 
Lesões Malignas da Pele 
São as neoplasias cutâneas, com maior incidência 
global entre todos os tipos de câncer. Sua 
ocorrência tem aumentado com o envelhecimento 
da população e a maior exposição solar. 
Principais tipos: 
Tipo Incidência Mortalidade
Carcinoma 
basocelular (CBC) 
Mais comum (75% 
dos cânceres de 
pele) 
Baixa 
Carcinoma 
espinocelular (CEC) 
Segunda mais 
comum 
Moderada 
Melanoma Mais agressivo Alta 
 Brasil (INCA, 2023): 
 Câncer de pele não melanoma: ~220 mil 
casos novos/ano. 
 Melanoma: ~8.400 casos/ano. 
 Fatores epidemiológicos: 
 Faixa etária: predominância em pessoas 
acima de 50 anos 
 Sexo: CBC e CEC levemente mais comuns 
em homens 
 Região: maior incidência em áreas tropicais 
(alta radiação UV) 
APG 3º PERÍODO 
ACADÊMICA: AMANDA MARTINS COSTA 
 
Exemplos com base fisiopatológica: 
Lesão Benigna Fisiopatologia resumida 
Nevo 
melanocítico 
Aumento focal de melanócitos na 
epiderme e/ou derme. Não há atipia 
ou invasão. 
Ceratose 
seborreica 
Hiperplasia benigna dos 
queratinócitos. Lesão pigmentada 
com acúmulo de queratina. 
Lipoma 
Proliferação de adipócitos maduros 
em lóbulos encapsulados no 
subcutâneo. 
Verruga viral 
(HPV) 
Hiperplasia epitelial induzida por 
infecção por HPV (tipos 1, 2, 4, 7) 
— genomas virais ativam genes de 
proliferação (E6, E7). 
Lesões malignas da pele 
As lesões malignas resultam de mutações 
acumuladas no DNA de células epiteliais ou 
melanocíticas, que alteram os mecanismos normais 
de proliferação, diferenciação e apoptose. Isso leva 
ao crescimento desordenado, invasão tecidual e 
possível metástase. 
Etapas da fisiopatologia da malignidade cutânea: 
1. Dano genético inicial 
 Causado por radiação ultravioleta 
(UVB e UVA), agentes químicos, ou 
predisposição genética. 
 UVB induz dímeros de pirimidina no 
DNA, levando a mutações (ex.: TP53). 
 UVA gera radicais livres, promovendo 
estresse oxidativo e dano indireto. 
2. Mutação de genes reguladores 
 Genes supressores tumorais (ex: 
TP53, CDKN2A) perdem função. 
 Proto-oncogenes (ex: BRAF, NRAS) 
são ativados. 
 Mutações impedem a apoptose e 
aumentam a replicação celular. 
3. Desregulação do ciclo celular 
 A célula entra em proliferação 
contínua, sem controle externo. 
 Ocorre perda da adesão celular, 
facilitando invasão. 
4. Invasão e angiogênese 
 As células invadem tecidos 
adjacentes. 
 Induzem formação de novos vasos 
sanguíneos (angiogênese), 
sustentando seu crescimento. 
5. Metástase (no caso de melanoma ou CEC) 
 Células penetram vasos linfáticos ou 
sanguíneos e se alojam em órgãos 
distantes (linfonodos, pulmões, fígado, 
cérebro). 
3. Fatores de Risco 
Lesões Benignas da Pele 
As lesões cutâneas benignas são frequentemente 
causadas por alterações genéticas localizadas, 
influências hormonais, traumas locais e infecções 
virais (como o HPV). 
Principais fatores: 
 Genética familiar (ex: nevos congênitos) 
 Envelhecimento cutâneo (ceratoses 
seborreicas) 
 Infecção viral (HPV) – verrugas 
 Hiperplasia de tecido adiposo – lipomas 
 Traumas repetitivos – dermatofibromas 
Lesões Malignas 
As lesões malignas de pele resultam de mutações 
cumulativas no DNA de células da epiderme, 
frequentemente induzidas por fatores ambientais, 
genéticos e imunológicos. 
Principais fatores: 
 Exposição crônica à radiação UV (UVB e 
UVA): principal fator no carcinoma 
basocelular (CBC), espinocelular (CEC) e 
melanoma. 
 Fototipo claro (I e II de Fitzpatrick) – menor 
proteção natural à radiação solar 
 Histórico familiar de melanoma; 
 Imunossupressão (HIV, transplantados) 
 Exposição a agentes químicos: arsênio, 
alcatrão, radiação ionizante 
 Infecção por HPV oncogênico: 
especialmente nos carcinomas escamosos 
em áreas mucosas 
5. Fisiopatologia 
Lesões Benignas da Pele 
As lesões benignas são formadas por proliferações 
celulares organizadas, limitadas e não invasivas, 
geralmente encapsuladas, com crescimento lento e 
sem potencial metastático. 
Mecanismo Fisiopatológico 
1. Estimulação de crescimento local: Por 
estímulos genéticos, hormonais, virais (ex.: 
HPV), ocorre a ativação de vias de 
crescimento celular controladas. 
2. Diferenciação celular mantida: As células 
mantêm suas funções normais e nível de 
diferenciação semelhante ao tecido original. 
3. Ausência de invasão: Não há ruptura da 
membrana basal nem infiltração de tecidos 
adjacentes. 
4. Falta de metástase: Células benignas não 
migram por vasos sanguíneos ou linfáticos. 
APG 3º PERÍODO 
ACADÊMICA: AMANDA MARTINS COSTA 
 
Lesões Malignas 
Tipo Características 
Carcinoma 
basocelular (CBC) 
Tumor mais comum, de 
crescimento lento, raramente 
metastático 
Carcinoma 
espinocelular (CEC) 
Tumor epidérmico com maior 
potencial de metástase que o 
CBC 
Melanoma 
Origem nos melanócitos, 
altamente metastático, 
agressivo 
Carcinoma de 
Merkel, sarcoma de 
Kaposi 
Mais raros, geralmente em 
imunossuprimidos 
Manifestações Clínicas 
As lesões BENIGNAS geralmente são: 
 Assintomáticas 
 Bem delimitadas 
 Sem ulceração ou sangramento 
espontâneo 
 Cor uniforme Crescimento lento e estável 
 Superfície lisa, verrucosa ou aveludada 
 Cor variável (de rósea a marrom-escura) 
Lesão Descrição Clínica 
Nevo 
melanocítico 
Mácula ou pápula pigmentada, lisa 
ou elevada, simétrica, com bordas 
regulares 
Ceratose 
seborreica 
Lesão marrom, verrucosa, com 
aparência de "colada" à pele 
Verruga vulgar 
(HPV) 
Lesão hiperqueratósica, firme, 
comum em mãos e pés 
Lipoma 
Tumor subcutâneo mole, móvel, 
indolor 
Hemangioma 
Lesão avermelhada, compressível, 
presente desde a infância 
 
As lesões MALIGNAS geralmente são: 
 
1. Carcinoma Basocelular (CBC) 
 Lesão perolada ou translúcida 
 Pode apresentar telangiectasias 
 Ulceração central (tipo "úlcera roedora") 
 Localização: áreas expostas ao sol (face, 
orelhas, pescoço) 
2. Carcinoma Espinocelular (CEC) 
 Lesão nodular, hiperqueratósica ou ulcerada 
 Borda endurecida, pode sangrar 
 Frequente em áreas de exposição solar 
crônica 
 Pode surgir sobre cicatrizes, queimaduras e 
lesões crônicas 
 
Fisiopatologia dos principais tumores cutâneos: 
Tumor Cutâneo 
Alterações 
Moleculares/Fisiopatologia 
Carcinoma 
basocelular 
(CBC) 
Mutação no gene PTCH1 (via 
Hedgehog); crescimento lento; 
invasivo localmente, mas sem 
metástase. 
Carcinoma 
espinocelular 
(CEC) 
Mutação em TP53; pode infiltrar 
derme e metastatizar. Associado à 
exposição solar crônica e HPV em 
mucosas. 
Melanoma 
Mutações em BRAF (V600E), NRAS 
ou CDKN2A; altamente invasivo e 
metastático; envolve mutações nos 
mecanismos de ciclo celular e 
apoptose. 
Importância da imunidade 
 A pele possui imunovigilância cutânea. 
 Em imunossuprimidos (transplantados, 
HIV+), há reduzida destruição de células 
mutadas, aumentando risco de tumores, 
especialmente CEC e melanoma. 
RESUMO COMPARATIVO DA FISIOPATOLOGIA 
Aspecto Lesões Benignas Lesões Malignas 
Crescimento Lento, controlado 
Rápido, 
descontrolado 
Diferenciação 
celular 
Preservada 
Perda progressiva 
(anaplasia) 
Invasão Ausente 
Presente (quebra da 
membrana basal) 
Metástase Nunca 
Possível (melanoma, 
CEC) 
Causa 
principal 
Fatores locais, 
genéticos leves 
Mutação em genes 
críticos (TP53, 
BRAF) 
Prognóstico Excelente 
Variável (melanoma 
= pior) 
 
5. Classificações 
Lesões Benignas da Pele 
Tipo Descrição 
Nevo 
melanocítico 
Mácula/pápula pigmentada, pode ser 
congênito ou adquirido 
Ceratose 
seborreica 
Lesão marrom, verrucosa, comum em 
idosos 
Lipoma 
Tumor subcutâneo de tecido adiposo, 
móvel 
Verruga viral 
(HPV) 
Lesão hiperqueratósica, comum nas 
mãos e pés 
 
APG 3º PERÍODO 
ACADÊMICA: AMANDA MARTINS COSTA 
 
Exames Diagnósticos para lesões benignas: 
Exame Utilidade 
Dermatoscopia 
Diferencia lesões pigmentadas 
benignas (ex: nevos) de malignas 
Biópsia excisional 
Realizada quando há dúvida ou 
crescimento atípico 
Exame 
histopatológico 
Confirma o diagnóstico e exclui 
displasia ou malignidade 
Exemplos clínicos: 
 Nevo melanocítico: homogêneo, simétrico, 
bordas regulares. 
 Ceratose seborreica: aspecto “colado”, lesão 
ceratósica, sem sinais de atipia. 
 Verruga vulgar (HPV): lesão papilomatosa, 
com pontos pretos (capilares trombosados), 
crescimento localizado. 
Lesões malignas da pele 
As lesões malignas exigem avaliação clínica 
rigorosa, associada a dermatoscopia e biópsia com 
análise histopatológica. 
Critérios Clínicos Clássicos: Regra do ABCDE (para 
melanoma) 
Letra Significado O que observar 
A Assimetria Metade da lesão diferente da outra 
B Bordas Irregulares, mal definidas 
C Cor 
Múltiplas cores (preto, marrom, 
vermelho, azul, branco) 
D Diâmetro 
>6 mm é sugestivo, mas 
melanomas podem ser menores 
E Evolução 
Mudanças rápidas em tamanho, 
forma, cor ou sintomas (coceira, 
sangramento) 
 
Características específicas por tipo: 
Carcinoma basocelular (CBC) 
 Lesão perolada, translúcida 
 Presença de telangiectasias 
 Ulceração central frequente 
 Pouco agressivo, raramente metastático 
Carcinoma espinocelular (CEC) 
 Lesão eritematosa, indurada, com crosta ou 
ulceração 
 Superfície áspera, com tendência a 
crescimento invasivo 
 Pode metastatizar (em lábios, orelhas e 
mucosas) 
Melanoma cutâneo 
 Lesão pigmentada irregular 
 Assimetrias e múltiplas cores 
 Frequente sangramento ou prurido 
 Alta capacidade metastática 
3. Melanoma Cutâneo 
 Lesão pigmentada assimétrica 
 Bordas irregulares 
 Cores variadas (marrom, preta, vermelha, 
branca) 
 Crescimento rápido, pode ulcerar 
 Critérios ABCDE: 
 A – Assimetria 
 B – Bordas irregulares 
 C – Cores múltiplas 
 D – Diâmetro > 6 mm 
 E – Evolução rápida 
4. Outros tipos raros 
 Carcinoma de Merkel: nódulo firme e 
violáceo, agressivo 
 Sarcoma de Kaposi: lesões vermelho-
arroxeadas, planas ou nodulares, comum em 
HIV+ 
Quadro Comparativo: Benignas vs. Malignas 
Característica Benignas Malignas 
Crescimento 
Lento, 
estável 
Rápido, progressivo 
Dor Raro 
Pode haver dor, 
sangramento 
Cor Uniforme Variável (melanoma) 
Bordas Regulares 
Irregulares (CEC, 
melanoma) 
Invasão Não Sim 
Metástase Não Sim (CEC, melanoma) 
Prognóstico Excelente 
Variável, depende do tipo 
e estadiamento 
 
6. Critérios de Diagnóstico das Lesões de Pele 
Lesões Benignas da Pele 
As lesões benignas da pele são, em geral, 
diagnosticadas clinicamente, com base nas 
características visuais, histórico e evolução. Os 
exames complementares só são usados em casos 
de dúvida. 
Critérios Clínicos Gerais: 
 Crescimento lento e estável 
 Bordas bem definidas 
 Coloração uniforme 
 Ausência de ulceração ou sangramento 
espontâneo 
 Simetria 
 Superfície lisa ou verrucosa 
 Assintomática ou pouco sintomática 
 
APG 3º PERÍODO 
ACADÊMICA: AMANDA MARTINS COSTA 
 
 
 
 Exames Diagnósticos: 
Exame Finalidade 
Dermatoscopia 
Amplifica estruturas internas 
da lesão (padrão pigmentado, 
vasos atípicos) 
Biópsia excisional 
Remoção completa da lesão 
com margem mínima; ideal 
para melanoma 
Biópsia incisional 
Em lesões grandes ou em 
áreas críticas (rosto, mucosas)
Análise 
histopatológica 
Identifica atipias celulares, 
invasão dérmica, mitoses, 
ulcerações 
Exames de imagem 
(casos avançados) 
Tomografia, PET-CT 
(melanoma ou CEC 
metastático) 
Quadro Comparativo – Critérios de Diagnóstico 
Critério 
Lesões 
Benignas 
Lesões Malignas 
Crescimento Lento Rápido, progressivo 
Cor Homogênea Variada (heterogênea)
Bordas Regulares Irregulares 
Sintomas Ausentes 
Coceira, dor, 
sangramento 
Invasividade Não invade 
Invade tecidos 
vizinhos 
Risco de 
metástase 
Nulo 
Possível, 
especialmente 
melanoma e CEC 
Necessidade de 
biópsia 
Ocasional 
Essencial para 
confirmação

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