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Prévia do material em texto

Introdução a Assistencia 
de Enfermagem 
 
Colégio João XXIII, Ensino Fundamental, Medio e 
Profissional. 
Curso Técnico de Enfermagem 
Professora Enfermeira Rafaela Pioli Caetano Okonoski 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 2025 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Isolamento e Precauções 
 
 
 
 
 
 
1.1 Introdução 
O homem, desde o seu surgimento, sempre conviveu com problemas de saúde provo- 
cados por doenças. No Antigo Testamento há referências da utilização de rituais para a cura 
de doenças como a lepra, e também da segregação dos doentes do convívio em sociedade 
como medida de segurança. 
Um dos grandes riscos do hospital é a transmissão de bactérias e outros patógenos de 
pacientes infectados (colonizados) para pacientes suscetíveis e profissionais de saúde. 
 
1.2 Histórico 
 
A era bacteriológica se iniciou em 1880, com os trabalhos do quí- 
mico francês Louis Pasteur (1822-1895) e do médico alemão Robert Koch 
(1843-1910). Durante a guerra da Crimeia, uma grande contribuição foi 
dada pela enfermeira britânica Florence Nightingale (1820-1910), que 
estabeleceu técnicas de limpeza e desinfecção como medidas funda- 
mentais para prevenir e controlar a disseminação de micro-organismos. 
A partir daí, ocorreram outros marcos importantes para o controle 
de infecções, conforme segue: 
⯈ 1877. Surgem as primeiras publicações sobre o isolamento e me- 
didas de precaução com pacientes. Recomendava-se separar 
todos os pacientes com doenças infecciosas daqueles não in- 
fectados, porém a transmissão continuou a ocorrer porque os 
pacientes infectados não eram separados uns dos outros de 
acordo com o tipo de doença, além disso, nenhum procedi- 
mento de assepsia era praticado. 
 
 
Figura 1.1 – Retrato de 
Louis Pasteur. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1.2 – Retrato de 
Robert Koch. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1.3 – Enfermaria de um dos pavilhões do Hospital de Isolamento de São Paulo (atual 
Instituto Emílio Ribas) , em 1902. Para cada tipo de infecção havia um pavilhão próprio. 
01 
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⯈ 1880. Inauguração do primeiro hospital brasileiro (Instituto de Infectologia Emílio 
Ribas) destinado ao atendimento de epidemias. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1.4 – Vista geral (a partir da atual Rua da Consolação) do antigo Hospital de Isolamento de São Paulo, 
no início do século XX, mostrando os diferentes pavilhões, cada qual para uma infecção. Atualmente essa 
região compreende um complexo hospitalar que engloba o Instituto Emílio Ribas. 
 
⯈ Décadas de 1890 e 1900. Os pacientes com doenças infecciosas eram colocados em 
quartos ou unidades separadas, com o objetivo de combater a infecção nosoco- 
mial (hospitalar). Nesse período, iniciaram-se os procedimentos de assepsia. 
⯈ 1910. As práticas de isolamento foram alteradas com a introdução de um novo mé- 
todo: as “barreiras de enfermagem”. Nesse sistema, os pacientes eram colocados em 
quartos com várias camas, e os profissionais usavam capotes separados por 
paciente; lavavam suas mãos com soluções antissépticas depois do contato com 
os pacientes e desinfetavam objetos contaminados após o uso. 
⯈ 1945. Inauguração do primeiro hospital geral (Santa Casa de Misericórdia de San- 
tos) com unidades destinadas ao atendimento de pacientes com moléstias in- 
fectocontagiosas. 
⯈ Década de 1950. Hospitais que atendiam exclusivamente doenças infecciosas come- 
çaram a fechar, exceto aqueles designados ao tratamento de tuberculose. 
 
02 
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⯈ Década de 1960. Fechamento de hospitais para o tratamento de tuberculose. O tra- 
tamento passou a ser feito em hospitais gerais ou em ambulatórios, nos quais os 
pacientes com doenças infecciosas eram internados em quartos separados. 
⯈ 1970. O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), de Atlanta (EUA), publi- 
cou o Manual de Isolamento para hospitais. Esse manual podia ser aplicado em 
pequenos e grandes hospitais e contemplava sete categorias: isolamento estrito, 
isolamento respiratório, isolamento protetor, precauções entéricas, precauções 
com ferida e pele, precauções com drenagem e precauções com sangue. O esta- 
belecimento dessas categorias fundamentava-se nos mecanismos de transmissão 
das doenças. 
⯈ 1980. Revisão do manual e inserção de uma nova categoria de isolamento: as precau- 
ções com sangue e fluidos corporais. O isolamento protetor (isolamento reverso) 
foi eliminado, visto que os estudos comprovaram sua ineficiência na prevenção de 
infecções em pacientes imunodeprimidos. 
⯈ 1985. Adição das precauções universais (PU) ao sistema tradicional de isolamento, 
após relatórios iniciais de contaminação de profissionais da área da saúde com 
o Vírus da Imunodeficiência Adquirida (HIV). Essas precauções objetivavam pre- 
venir a transmissão de patógenos, tais como o HIV e o vírus da hepatite B (HBV), 
pelo sangue e fluidos corporais. 
⯈ 1986. Criação do sistema de isolamento por procedimento-orientado, mais conhecido 
como “procedimento 1, 2, 3, 4”, cuja sequência numérica relacionava-se com a 
necessidade do uso de itens para isolamento. O procedimento 1 requeria um item: 
as luvas; o procedimento 2, dois itens: as luvas e o avental; o procedimento 3, três 
itens: as luvas, o avental e a máscara; e o procedimento 4, apenas a máscara. Esse 
sistema foi bem aceito e considerado efetivo em comparação ao anterior. 
⯈ 1987. Criação de um novo sistema de isolamento, chamado de Isolamento de Subs- 
tâncias Corporais (ISC), como uma alternativa aos sistemas de isolamento por 
diagnóstico. Essa precaução enfatizava o risco de transmissão cruzada de todos os 
patógenos e descrevia o uso das luvas como alternativa para a lavagem das mãos. 
⯈ 1996 e 2006. O CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) elaborou um novo 
Guia de Isolamento que descrevia dois tipos de precaução: as precau- ções-
padrão (PP), em substituição às PU e ao ISC, e as precauções baseadas no modo 
de transmissão das doenças, indicadas para reduzir o risco de transmissão de 
doenças por contato, gotículas e aerossóis. Estas deveriam ser usadas em adi- ção 
às PP. Essa política de isolamento é utilizada até os dias atuais. 
03 
 
 
 
1.3 Modos de transmissão dos micro-organismos 
A expansão das infecções dentro do ambiente hospitalar requer três elementos: a fonte 
do micro-organismo, o hospedeiro suscetível e o modo de transmissão. 
 
1.3.1 Fonte de micro-organismo 
Nos hospitais, as fontes humanas de micro-organismos infectantes podem ser: os pacien- 
tes, os profissionais de saúde, as visitas – ou seja, qualquer pessoa com doença aguda ou que 
esteja colonizada por algum agente infeccioso. Além das pessoas, equipamentos utilizados na 
assistência à saúde e medicamentos também são considerados fontes de micro-organismos. 
1.3.2 Hospedeiro suscetível 
A resistência do ser humano aos micro-organismos patogênicos é bastante variável. 
Algumas pessoas podem ser imunes ou capazes de resistir a uma colonização; outras, 
quando expostas ao mesmo agente, podem estabelecer uma relação comensal e se torna- 
rem portadoras assintomáticas. Também existem aquelas que, quando expostas a algum 
agente, podem desenvolver doença clínica. 
Fatores como idade, doença de base, tratamentos com antimicrobianos, corticoides ou 
outros agentes imunossupressores, irradiações e cirurgias podem tornar o ser humano mais 
suscetível a infecções. 
 
1.3.3 Modos de transmissão 
Os micro-organismos podem ser transmitidos diretamente por contato, por via aérea, 
pela exposição a sangue e fluidos corpóreos, ou indiretamente por meio de um vetor ou de 
um veículo inanimado. Alguns modos de transmissão não são considerados relevantes a 
ponto de necessitarem de uma recomendação específica de precaução, como, porexternos e drenos. 
 
46 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
11 
Curativo de Drenos Tubulares 
 
 
 
 
 
11.1 Introdução 
Explica-se, a seguir, a técnica para a realização de antissepsia dos Drenos de Penrose, 
Lâmino tubular, Kherr e Pezzer. Procedimento a ser executado por: 
⯈ Enfermeiro. 
⯈ Técnico de enfermagem. 
⯈ Auxiliar de enfermagem. 
Com as finalidades de: 
⯈ Realizar antissepsia da inserção do dreno. 
⯈ Evitar infecção local. 
 
Quadro 11.1 – Curativo de drenos tubulares 
 
MATERIAIS 
 
Solução: 
– Soro fisiológico 0,9% (aquecido). 
 
Bandeja contendo: 
– Pacote de curativo estéril. 
– Pacote de gaze estéril. 
– Fita hipoalergênica. 
– EPI (luvas de procedimento, óculos de proteção, 
máscara e avental). 
– Saco de lixo. Figura 11.1 – Material para curativo. 
TÉCNICA 
– Higienizar as mãos. 
– Reunir o material e encaminhar-se ao leito do paciente. 
– Certificar-se da identidade do paciente conferindo a pulseira de identificação. 
– Orientar o paciente e/ou acompanhante sobre o procedimento a ser realizado. 
– Higienizar as mãos. 
– Abrir o pacote de curativo com técnica asséptica e dispor as pinças. 
– Abrir o pacote de gaze estéril sobre o campo do curativo. 
– Realizar a desinfecção da ampola de SF 0,9% com gaze embebida em álcool a 70%, antes de realizar 
sua abertura. 
– Descobrir apenas a área a ser tratada a fim de garantir a privacidade do paciente. 
– Explicar ao paciente a finalidade do procedimento. 
 
47 
 
 
 
 
 
 
 
 
11.2 Considerações finais 
Algumas observações importantes sobre a técnica descrita estão listadas a seguir: 
⯈ A higienização das mãos segue padronização do SCIEH de cada instituição de saúde. 
⯈ O descarte de material segue padronização do SCIEH de cada instituição de saúde. 
⯈ O curativo deverá permanecer sempre limpo e seco. 
⯈ Realizar desinfecção da bandeja com álcool 70%, antes e após o seu uso. 
⯈ O material, após a realização do curativo, não deverá ser desprezado no lixo do 
quarto, e sim colocado dentro de um saco plástico e desprezado no lixo do expurgo 
no setor. 
⯈ Manter o ambiente livre de correntes de ar. 
⯈ Máscara e luvas deverão ser utilizadas como Equipamento de Proteção Individual. 
⯈ Os curativos deverão ser datados. 
⯈ Evitar conversar enquanto é realizada a técnica do curativo. 
⯈ Observar se há contaminação das feridas limpas perto dos drenos. 
⯈ Observar presença, quantidade e aspecto de secreções intracavitárias. 
⯈ Se o dreno for inserido em membros, poderá ser utilizada atadura crepe para oclusão. 
a 0,9%. 
 
sentido horário. 
Secar. 
 
 
 
 
 
 
secreção e qual material utilizado para o procedimento. 
 
48 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Retirada de Pontos 
Cirúrgicos 
 
 
 
 
 
12.1 Introdução 
Explica-se, a seguir, o procedimento para remoção de pontos cirúrgicos devido a suturas 
realizadas com fios inabsorvíveis. Procedimento a ser executado por: 
⯈ Enfermeiro. 
⯈ Técnico de enfermagem. 
⯈ Auxiliar de enfermagem. 
Com as finalidades de: 
⯈ Evitar infecção local. 
⯈ Proporcionar conforto ao paciente. 
⯈ Promover a estética local. 
⯈ Propiciar cicatrização local. 
 
Quadro 12.1 – Retirada de pontos cirúrgicos 
 
MATERIAIS 
Solução: 
– 3 ampolas de 10 ml de soro fisiológico 0,9% (a quan- 
tidade dependerá da extensão da incisão). 
– 1 frasco de 125 ml de antisséptico alcoólico (clore- 
xidina 0,5%). 
– 1 pacote de gazes embebidas em álcool 70%. 
 
Bandeja contendo: 
– Pacote de curativo estéril ou de retirada de pontos. 
– Pacote de gaze estéril. 
– 
Tesoura estéril de retirada de pontos. 
Figura 12.1 – Tesoura para retirada de pontos. 
– Saco de lixo. 
TÉCNICA 
– Higienizar as mãos. 
– Reunir o material e encaminhar-se ao leito do paciente. 
– Certificar-se da identidade do paciente conferindo a pulseira de identificação. 
– Orientar o paciente e/ou acompanhante sobre o procedimento a ser realizado, explicando sua finalidade. 
– Abrir o pacote de curativo com técnica asséptica e dispor as pinças. 
– Abrir o pacote de gaze estéril sobre o campo do curativo. 
– Realizar a desinfecção da ampola de SF 0,9% com gaze embebida em álcool a 70%, antes de realizar 
sua abertura. 
 
49 
 
 
 
 
 
 
 
12.2 Considerações finais 
Algumas observações importantes sobre a técnica descrita estão listadas a seguir: 
⯈ A higienização das mãos segue padronização do SCIEH de cada instituição de saúde. 
⯈ O descarte de material segue padronização do SCIEH de cada instituição de saúde. 
⯈ Geralmente os pontos são retirados intercalados. 
⯈ Caso os pontos estejam com incrustações sanguíneas secas aderidas à pele, deve-se 
amolecê-las com gaze umedecida com soro fisiológico 0,9% para liberar o ponto. 
⯈ Se for necessário, realizar treliça de fita adesiva hipoalergênica para unir as bordas 
da incisão após a retirada dos pontos. 
⯈ O material, após a realização do curativo, não deverá ser desprezado no lixo do 
quarto, e sim colocado dentro de um saco plástico e desprezado no lixo do expurgo 
no setor. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
observadas alterações. 
50 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Anotação de Enfermagem 
 
 
 
 
13.1 Introdução 
Para Angerami et al., as anotações de enfermagem são o meio utilizado para informar 
sobre a assistência prestada e, como consequência, tornam-se uma fonte disponível para 
avaliação da eficiência e eficácia dessa assistência. Assim, demandam clareza em relação a 
sua forma e conteúdo, a fim de garantir a compreensão e legibilidade da informação. 
 
13.1.1 Finalidade 
A finalidade da anotação de enfermagem é registrar: 
⯈ As informações do paciente. 
⯈ As observações feitas sobre o estado de saúde do paciente. 
⯈ Os itens da Prescrição de Enfermagem e da execução da Prescrição Médica. 
 
13.1.2 Agentes 
Os executantes das anotações são: 
⯈ Enfermeiros. 
⯈ Técnicos de Enfermagem. 
⯈ Auxiliares de Enfermagem. 
 
 
13.2. Critérios para anotações de enfermagem 
Todos os dados devem ser registrados imediatamente após o fato ocorrido, evitando o 
déficit do cuidado por falha de comunicação. Os critérios são: 
Exatidão: os fatos devem ter precisão e veracidade. A omissão de dados ou registro 
errado demonstram inexatidão. As observações devem ser específicas e exatas. 
Brevidade: todo registro deve ser conciso, objetivo e completo. 
Legibilidade: a anotação deve ser feita de forma nítida, legível e a tinta. 
Identificação: logo após a anotação, o profissional deve assinar o nome seguido do nú- 
mero do Coren. Sendo aluno, colocar seu nome e instituição de ensino. 
 
51 
 
 
 
 
13.2.1 Resolução do Cofen 
A Resolução Cofen-191/1996, aqui transcrita parcialmente, dispõe sobre a forma de 
anotação e o uso de número de inscrição ou da autorização pelo pessoal da enfermagem. 
[...] 
Art. 1o Ficam adotadas as normas contidas nesta Resolução para a anotação e o uso do número de 
inscrição, ou autorização, nos Conselhos Regionais, pelos integrantes das várias categorias 
compreendidas nos serviços de Enfermagem. 
Art. 2o A anotação do número de inscrição dos profissionais do Quadro I é feita com a sigla CO- 
REN, acompanhada da sigla da Unidade da Federação onde está sediado o Conselho Regional, 
seguida do número de inscrição, separados todos os elementos por hífen. 
Art. 3o A anotação do número de inscrição do pessoal dos Quadros II e III é feita com a sigla Coren, 
acompanhada da sigla da Unidade da Federação onde está sediado o Conselho Regional, seguida 
do número de inscrição e da indicação da categoria da pessoa, separados os elementos por hífen. 
Parágrafo único. As categorias referidas neste artigo são indicadas pelas seguintes siglas: 
a) TE, para Técnico de Enfermagem; 
b) AE, para Auxiliar de Enfermagem; 
[...] 
 
Informações sobre os demais profissionais inseridos nessa resolução constam na ínte- 
gra da resolução e podem ser verificadas em qualquer unidade do Coren. 
 
13.3 Tipos de anotações de enfermagem 
Podemser registrados no prontuário do paciente vários tipos de anotações de enferma- 
gem, das quais são destacadas: 
⯈ Gráfico: para observar as oscilações dos parâmetros vitais do paciente, como pres- 
são arterial (PA), pulso (P), respiração (R), temperatura (T) ou sinais objetivos como 
altura, perímetros cefálico (PC) e torácico (PT), peso, pressão venosa central (PVC). 
⯈ Sinal gráfico: realizado por meio do checar, (li) demonstra que a ação prescrita (mé- dica 
ou da enfermagem) foi realizada e @ demonstra que a ação prescrita não foi re- alizada. 
Uma justificativa da não realização do cuidado na anotação de enfermagem é 
importante quando o horário está circulado. 
⯈ Descrição: na descrição numérica, os valores dos parâmetros mensurados são ano- 
tados e podem ser registrados em locais específicos. A narração escrita é a forma de 
descrever o que foi realizado, observado e/ou informado pelo paciente ou familiar, e 
é a anotação mais usada no prontuário do paciente. 
52 
 
 
 
13.4 Roteiro para anotação de enfermagem 
 
 
Comportamento e observações relativas ao 
paciente: 
❑ Estado emocional. 
❑ Nível de consciência. 
❑ Movimentação. 
❑ Integridade da pele ou mucosa. 
❑ Eliminação. 
❑ Hidratação. 
❑ Aceitação da dieta. 
❑ Presença de drenos e cateteres. 
 
Medidas prescritas pelo médico e presta- 
das pela enfermagem: 
❑ Recusa de tratamento ou medicação. 
❑ Uso de faixas/coletes. 
❑ Repouso. 
 
Respostas específicas do paciente a terapia 
e assistência: 
❑ Providências tomadas. 
❑ Sinais e sintomas. 
❑ Alterações no quadro clínico. 
❑ Intercorrências com o paciente. 
❑ Resultados. 
Cuidados prestados pelo enfermeiro aos 
pacientes: 
❑ Banho. 
❑ Posicionamento em poltrona ou leito. 
❑ Curativos. 
❑ Mudança de decúbito. 
❑ Retirada de cateteres, drenos, sondas. 
 
 
Medidas terapêuticas realizadas pelos 
membros da equipe: 
❑ Visita médica especializada para avaliações. 
❑ Passagem de dispositivo intravenoso (duplo 
ou triplo lúmen, Intracath®). 
❑ Acompanhamento de psicólogo, nutricio- 
nista ou fisioterapeuta. 
❑ Orientações educativas. 
❑ Uso de medicações. 
❑ Atividade física. 
❑ Nutrição. 
 
 
Fatos relevantes de qualquer natureza ditos 
pelo paciente ou notado pelo profissional: 
❑ Recebimento de visitas. 
❑ Intercorrências e acidentes. 
 
53 
 
 
 
 
13.5 Conteúdo e formas de anotações de enfermagem 
Para facilitar a descrição das anotações de enfermagem, observe algumas orientações, 
sugestões de conteúdo e formas de anotações, lembrando que qualquer instituição pode 
fazê-las conforme suas especificidades e normas de rotina. 
 
13.5.1 Acesso venoso periférico 
Anotar: 
⯈ O dispositivo venoso utilizado (butterfly, scalpe), a localização e o tipo de acesso. 
⯈ Conforme as normas da Comissão de Controle de Infecção hospitalar, tempo de per- 
manência de troca. 
⯈ As complicações locais: hematoma, flebite, tromboflebite, infiltração, extravasamento. 
⯈ O tempo de permanência. 
⯈ Se está salinizado, com infusão contínua ou heparinizado; tipo de curativo (seco; limpo). 
 
13.5.2 Incidente/acidentes 
Anotar: 
⯈ Hora da ocorrência. 
⯈ Os detalhes do fato ocorrido. 
⯈ Condutas adotadas, tais como: comunicado à chefia, solicitação de avaliação mé- 
dica, exames solicitados. 
⯈ Preencher ficha própria de incidentes ou acidentes. 
⯈ Condições e estado geral do paciente após acidente; os profissionais comunicados; 
as consequências do incidente/acidente. 
 
13.5.3 Acesso venoso central 
Anotar: 
⯈ A localização (pedioso, subclávia) e tipo de procedimento (flebotomia, port-o-cath). 
⯈ Tipo de cateter (lúmen, triplo, duplo). 
⯈ O tempo de permanência. 
⯈ Sinais de infecção da corrente sanguínea (confusão mental, sudorese, tremores). 
54 
 
 
 
⯈ Se apresenta sinais flogísticos (hiperemia, rubor, calor). 
⯈ Tipos de fita adesiva usada no curativo. 
⯈ Inserção do cateter, quais os produtos utilizados no curativo. 
 
13.5.4 Acompanhamento de procedimento invasivo 
Anotar: 
⯈ Tipo de procedimento: punção lombar, drenagem de tórax, paracentese. 
⯈ Horário do início do procedimento. 
⯈ O local anatômico do procedimento e o nome do médico que o realizou. 
⯈ Número de tentativas durante o procedimento. 
⯈ Consistência, volume, cor e aspecto do líquido drenado. 
⯈ Intercorrências durante o procedimento: dor, sangramento, agitação, desconforto do 
paciente. 
⯈ Verificação dos sinais vitais do paciente de acordo com as intercorrências. 
⯈ Horário do final do procedimento, condições gerais e orientações feitas ao paciente 
e/ou familiares. 
⯈ O material colhido e, se encaminhado, descrever o local (anatomia patológica, 
laboratório). 
 
13.5.5 Admissão do paciente em unidade de internação 
Anotar: 
⯈ Horário da internação. 
⯈ Todos os dados do paciente. 
⯈ Setor intra-hospitalar ou instituição hospitalar. 
⯈ Acompanhante. 
⯈ Condições de locomoção (cadeira de rodas, maca, deambulando). 
⯈ Condições observadas no paciente (dreno, curativo, sinais vitais). 
⯈ Dados informados por familiares ou pelo próprio paciente: cansaço, inquietação, 
desconforto. 
⯈ Medicamentos que está utilizando. 
⯈ Descrever os pertences que ficam com o paciente, inclusive próteses, e registrar os 
pertences devolvidos aos familiares. 
⯈ Orientações feitas aos pacientes e familiares. 
 
55 
 
 
 
 
13.5.6 Atendimento do paciente no período pré-operatório 
Anotar: 
⯈ Condições e estado geral do paciente (jejum, sinais vitais, via de acesso, respiração 
espontânea). 
⯈ Encaminhamento e horário do paciente para o centro cirúrgico. 
⯈ Tipo de transporte (cadeira de rodas, maca ou cama); condições ventilatórias: entu- 
bado ou traqueostomizado com ventilação mecânica. 
⯈ Retirar os pertences e próteses, entregar aos familiares ou guardar na unidade. 
⯈ Medicação pré-anestésica (se prescrita, administrada ou não administrada). 
⯈ De acordo com o procedimento cirúrgico, coleta da amostra de sangue. 
⯈ Se tem de realizar tricotomia ou não. 
⯈ Passagem de sondas (vesical, nasogástrica). 
⯈ Vias de acesso venoso (central, periférico) e o encaminhamento do prontuário do 
paciente. 
⯈ Profissional que acompanhou o tratamento. 
 
13.5.7 Alta hospitalar 
Anotar: 
⯈ Horário da alta. 
⯈ A assinatura do médico na alta. 
⯈ O acompanhante do paciente (registrar o nome do acompanhante). 
⯈ Condições gerais do paciente e de locomoção (curativos, drenos, algias). 
⯈ As orientações após a alta (retorno médico, medicações, repouso). 
⯈ Se foram entregues os pertences aos pacientes ou familiares. 
 
13.5.8 Atendimento espiritual 
Anotar: 
⯈ Horário e tipo de atendimento espiritual e solicitação de pastor, padre ou orientador 
espiritual. 
⯈ Verificar as condições emocionais do paciente após atendimento espiritual. 
56 
 
 
 
13.5.9 Curativo 
Anotar: 
⯈ Tipo do curativo e localização (oclusivo, aberto, com drenagem). 
⯈ Se tem presença de sinais flogísticos (rubor, calor, hiperemia). 
⯈ Sinais de infecção da ferida operatória (hiperemia, secreção). 
⯈ Tempo de permanência do curativo. 
⯈ Complicações locais (dor etc.). 
⯈ Tipos de fita adesiva utilizada no curativo. 
 
13.5.10 Movimentação e deambulação 
Anotar: 
⯈ Deambulação (dependência parcial ou total). 
⯈ Necessidade de exercícios físicos (com auxílio da equipe de enfermagem, com fisio- 
terapeuta ou sozinho). 
 
13.5.11 Dor 
Anotar: 
⯈ Local da dor. 
⯈ Intensidade da dor (intensa, moderada). 
⯈ Duração da dor. 
⯈ Danos vindos da dor (dificuldade de movimento, dificuldade em tossir e respirar, 
alteração do sono, apetite etc.). 
⯈ Tipo de medicação prescrita (oral, venosa etc.). 
 
13.5.12 Drenos 
Anotar: 
⯈ Tipo de dreno (Nelaton, Penrose, tórax etc.) e localização. 
⯈ Débito (cor, aspecto etc.). 
⯈ Especificar horário na troca de coletor. 
 
57 
 
 
 
 
⯈ Aspecto de inserção (lesão, ressecamento, presença de exsudato, condições gerais 
da pele etc.). 
⯈ Curativo de inserção, se houver: seco, compressivo,oclusivo, aberto. 
⯈ Tipo de fixação do dreno. 
⯈ As queixas do paciente com relação ao dreno (dor, prurido etc.). 
 
13.5.13 Eliminações 
Anotar: 
⯈ Cor. 
⯈ Odor. 
⯈ Volume e quantidade. 
⯈ Aspectos e características. 
⯈ Consistência (fezes). 
⯈ Frequência. 
 
13.5.14 Encaminhamento de exames e procedimentos de pacientes 
Anotar: 
⯈ Local e horário de encaminhamento (tomografia, radioterapia etc.). 
⯈ Qual o procedimento ou o exame a ser realizado. 
⯈ Intercorrências que surjam durante o exame (sangramento, queixas de dores etc.). 
⯈ Condições gerais do paciente e horário de retorno. 
 
13.5.15 Traqueostomizado, entubado ou cricotireoidostomia 
Anotar: 
⯈ Localização da cânula ou tubo (nasal, oral) e o tipo (traqueostomia etc.). 
⯈ Tempo de permanência. 
⯈ Complicações: locais da traqueostomia ou cricotireoidostomia (hemorragia; enfisema 
subcutâneo ou de mediastino; perfuração de traqueia, pneumotórax, mediastino ou 
esôfago; aspiração de conteúdo gástrico; lesão de corda vocal). 
58 
 
 
 
⯈ Hipecardia; rotura de laringe e tardias (estenose subglótica ou traqueal); mudança 
de voz; infecção; sangramento; aspiração; fístula traqueosofágica; traqueomalacia. 
⯈ As condições da cânula ou tubo (desposicionamento). 
⯈ Secreção (sanguinolenta, espessa etc.). 
⯈ Tipo de fixação. 
 
13.5.16 Estado psicoespiritual do paciente 
Anotar: 
⯈ Aceitação ou não da doença. 
⯈ Aceitação de sua internação e do regulamento do hospital. 
⯈ Atitude quanto ao tratamento (recusa, aceitação). 
⯈ Aceitação da equipe de enfermagem. 
⯈ Sua comunicação, recreação, religiosidade e necessidades. 
 
13.5.17 Evasão do paciente 
 
Anotar: 
⯈ Horário da evasão. 
⯈ Condições do paciente (consciente, orientado etc.) e providências tomadas (avisar por- 
teiros, serviço social, médico); preenchimento de impresso próprio sobre a ocorrência. 
⯈ Comunicação à chefia imediata, formal ou informalmente. 
 
13.5.18 Feridas ou lesões 
 
Anotar: 
⯈ Presença de exsudato (consistência, aspecto, coloração, odor). 
⯈ Extensão e localização da lesão ou ferida. 
⯈ Caracterização (com tecido necrótico, limpo, seco etc.). 
⯈ Condições da pele em volta da ferida (edema, calor etc.). 
⯈ Algia, coloração. 
⯈ Tipo do curativo (aberto, compressivo, limpo, oclusivo, seco). 
 
59 
 
 
 
 
⯈ Horário em que foi feito o procedimento. 
⯈ Produtos e materiais utilizados no curativo. 
⯈ Queixas do paciente (desconforto, prurido, dor). 
 
13.5.19 Marca-passo externo 
 
Anotar: 
⯈ Tipo de eletrodo utilizado e sua localização. 
⯈ Presença de sinais flogísticos (exsudato, rubor, hiperemia). 
⯈ Calor. 
⯈ Sinais de sangramento no local da inserção do eletrodo. 
⯈ Tempo de permanência do eletrodo. 
⯈ Condições do eletrodo (início de fraturamento, amassado, íntegro etc.). 
⯈ Indicativo de infecção da corrente sanguínea (sudorese, confusão mental, tremores 
etc.). 
⯈ Produtos utilizados no curativo na inserção do eletrodo. 
⯈ Tipo de fita adesiva utilizada no curativo. 
 
13.5.20 Nutrição 
 
Anotar: 
⯈ Quantidade e tipo de alimento consumido. 
⯈ Formas de administração (sonda enteral, nasogástrica, oral etc.). 
⯈ Aceitação ou não do alimento. 
⯈ Jejuns (exames, cirurgias etc.). 
 
13.5.21 Óbito 
 
Anotar: 
⯈ Horário da constatação do óbito pelo médico e o nome do médico. 
⯈ Horário em que o Registro Geral do Hospital foi avisado. 
⯈ Causa do óbito (bem definido, mal definido, caso de polícia etc.). 
⯈ Retirada de equipamentos para suporte, drenos, cateteres etc.. 
60 
 
 
 
⯈ Realizar o preparo do corpo (tamponamento, limpeza, colocação de próteses, vesti- 
menta, identificação do corpo). 
⯈ Entrega dos pertences aos familiares, assim como o corpo. 
⯈ Horário que foi encaminhado o corpo ao necrotério, Serviço de Verificação de Óbitos 
(SVO), Instituto Médico Legal (IML). 
⯈ Encaminhar o prontuário do paciente ao Registro Geral do Hospital. 
 
13.5.22 Ostomias (colostomia, ileostomia, nefrostomia, gastrostomias, 
ureteroileostomia) 
 
Anotar: 
⯈ Tipo e localização do dispositivo usado. 
⯈ Características da ostomia como: prolapso, edema, retração etc. 
⯈ Débito (volume, frequência, características etc.). 
⯈ Higienização da ostomia (intercorrências, horário etc.). 
⯈ Condições da pele ao redor da ostomia (hiperemiada, edemaciada, ressecada, pre- 
sença de exsudato etc.). 
⯈ Horário da troca do dispositivo coletor. 
⯈ Orientar o paciente quanto aos cuidados com a ostomia. 
 
13.5.23 Sondas 
 
Anotar: 
⯈ Tipo e localização da sonda (nasoenteral, vesical etc.). 
⯈ Se a secreção gástrica é clara e viscosa; aspecto esverdeado ou marrom sugere 
estase gástrica e refluxo de bile; débito (cor, aspecto etc.). 
⯈ Aspecto de inserção (ressecamento, condições gerais de pele, lesão, hiperemia). 
⯈ Especificar horário na troca de coletor. 
⯈ Tipo de fixação da sonda. 
⯈ Curativo de inserção, se houver: limpo, seco, compressivo, aberto, oclusivo. 
⯈ Pressão do balão gástrico e esofágico no caso de sonda de Sengstaken-Blakemore. 
⯈ Queixas do paciente com relação à sonda (prurido, dor etc.). 
 
61 
 
 
 
 
13.5.24 Ressuscitação cardiopulmonar 
 
Anotar: 
⯈ Horário da detecção dos sinais, de ausência de sinais (centrais ou periféricos), 
ausência de resposta motora, verbal e de movimentos respiratórios. 
⯈ Sinais observados. 
⯈ Conduta a ser tomada (chamar médico, puncionar veia etc.). 
⯈ Intervenções médicas e de enfermagem (instalação de máscara, punção venosa, 
compreensão cardíaca, monitoração cardíaca etc.). 
⯈ Respostas das ações de enfermagem. 
⯈ Condutas a serem tomadas para a transferência do paciente, se necessário. 
 
13.5.25 Terapêutica e tratamento 
 
Anotar: 
⯈ Medicação. 
⯈ Dose e quantidade. 
⯈ Local e via de administração. 
⯈ Substituições feitas. 
⯈ Possíveis reações. 
 
13.5.26 Transferência interna no hospital 
 
Anotar: 
⯈ Local de transferência (para onde foi o paciente). 
⯈ Horário da transferência. 
⯈ Condições gerais de locomoção do paciente (sonolento, de maca, cadeira de rodas etc.). 
⯈ Dieta: comunicar à Divisão de Nutrição e Dietética sobre a transferência. 
⯈ Medicação: relatar entrega ou não de medicamentos, horários e pendência com a 
farmácia, se houver. 
⯈ Informações sobre documentos, pertences e próteses transferidos com o paciente e 
entregue aos familiares. 
62 
 
 
 
13.5.27 Tração transcutânea ou transesquelética 
 
Anotar: 
⯈ Cor da extremidade distal (cianótica, normal ou pálida); a temperatura (quente, nor- 
mal ou fria). 
⯈ Enchimento capilar (ausente, lento ou normal). 
⯈ Pulsos (finos, ausentes ou cheios). 
⯈ Dor (causada pelo movimento, ininterrupta, sem dor, progressiva). 
⯈ Condições da pele (ao redor dos pinos ou fio metálico, extensão da perna). 
⯈ Sensibilidade (perda da sensibilidade, manutenção ou sensação de formigamento). 
⯈ Horário da execução e material utilizado. 
 
13.6 Modelos de anotações de enfermagem 
Quadro 13.2 – Exemplos de anotações de enfermagem 
 
– 8h: Consciente, orientado em tempo e espaço, contactuando, corado, hidratado, pele íntegra, deambula 
sob supervisão, mantém venóclise em MSE, realizada glicemia capilar (186mg/dl), aceitou parcialmente o 
desjejum, refere ter dormido bem. Diurese (+) espontânea. Fezes (-) ausentes. Vânia Almeida - AE-Coren 
20.341. 
– 8h20: Consciente, orientado em tempo e espaço, calmo, corado, deambula sem auxílio da enfermagem, 
apresenta equimoses em MMSS e MMI, pele ressecada e discreta isquemiação nas mãos. Mantém jelco 
salinizado em MSD sem sinais flogísticos, sudorese intensa e prurido em panturrilha. Aceitou totalmente o 
desjejum, refere ter evacuado à noite e ter dormido bem. José Gonçalves - TE-Coren 12.568. 
– 15h: 1º dia de internação por DM descompensada (+) labirintite, apresenta-se calmo, consciente, con- 
tactuando, deambulando sob supervisão, corado, hidratado, afebril, normocárdio, eupneico, PA: 150 x 
90 mmHg, glicemia capilar de 282 mg/dl, sem queixas e sem êmese. Refere melhora da tontura.Heitor 
Oliveira - TE-Coren 56.458. 
– 21h: 2º dia de internação por DM descompensada e labirintite, apresenta-se calmo, consciente, orientado 
em tempo e espaço, contactuando, deambula com auxílio, apresenta esquimoses em MMSS e MMI, pele 
ressecada e escamações em dorso e palma das mãos. Refere prurido em panturrilha, esporadicamente 
queixa-se de pele ressecada, apresenta sudorese intensa, mantém jelco salinizado em MSD, SSVV apre- 
sentando hipotermia (35.5ºC) no período da manhã. Refere ter dormido bem, evolui sem queixas, tontura, 
náuseas ou vômitos. Eliminações fisiológicas presentes (refere ter evacuado às 22 horas de ontem). Gis- 
lene Silva - AE-Coren 49.215. 
– 8h: Retifico valor da pressão arterial, valor correto: 150 x 90 mmHg.. Elisete Bonequer - ENF-Coren 
45.688. 
 
63 
 
 
 
 
 
– 9h: Não foram realizados sinais vitais às 7h devido à intercorrência no setor; enfermeira Norma ciente. 
João Guerra - TE-Coren 7.549. 
– 23h: Refere algia em região frontal, comunicou-se enf. Maria que, após contato com Dr. João, orienta 
administrar item 9 da prescrição médica. Ana Balde - AE-Coren 52.779. 
– 24h: Refere melhora da dor, enf. Maria ciente. Fernanda Grande - TE-Coren 33.519. 
– 8h: Refere algia em região escapular D, comunicou-se enf. Norma, que orienta compressa local. Pedro 
Figueira - AE-Coren 6.124. 
– 9h: Mantém quadro álgico, medicado com item 5 da prescrição médica por orientação da enf. Bete, após 
contato com Dr. Jorge. Denise Souza - AE-Coren 55.138. 
– 10h: Refere discreta melhora da dor, aguarda Setor de Raio X chamá-lo para exame. Carlos Miranda - TE- 
-Coren 77.319. 
– 11h: Nega algia. Wilson Simão - AE-43.089. 
– 12h: Suspenso jejum do paciente, liberada a dieta devido ao cancelamento do exame. Silvia Salomão - TE- 
-Coren 3.568. 
– 15h: Realizado banho no leito devido a sudorese intensa, enfermeira Genice ciente. Claudio Zambini - TE- 
-Coren 61.264. 
– 9h15min: Não realizado banho devido à recusa do paciente, enfermeira Luana ciente. Paula Martins - AE- 
-Coren 46.347. 
– 10h: Jejum desde às 23h (01/08) para realização de tomografia de crânio. Silmara Nascimento - AE- 
-Coren-25.174. 
– 15h: Apresenta PA 80 x 60 mmHg, comunicado enfermeiro Ferdinando. Willian Barbosa - TE-Co- 
ren-34.789. 
– 9h30min: Apresentou sudorese, pele fria e pegajosa, comunicada enfermeira Graça, que solicitou verifi- 
cação da glicemia capilar. Carolina Hernandes - TE-Coren-3.564. 
– 10h20min: Após administração de glicose, verifiquei glicemia capilar, enfermeira Rose ciente, paciente 
refere melhora dos sintomas. Cristiano de Paula - TE-Coren-53.167. 
– 9h: Mantém acesso venoso em MSD sem sinais flogísticos, enfermeira Gisele ciente. Ana Jardim - AE- 
-Coren-15.273. 
– 1h: Curativo oclusivo em MID com proteção secundária, aspecto limpo e seco, comunicada enfermeira 
Érica. Gilmar de Alcântara - AE-Coren 46.312. 
– 21h: Inserção de cateter Tenckhoff sem presença de hiperemia ou secreção, enfermeira Roseana ciente. 
Geane Tanaka - AE-Coren-5.846. 
– 22h: Realizado curativo em MSD - apresenta aspecto limpo e seco, com tecido de granulação, comuni- 
cada enfermeira Rosângela. Luis Antônio - AE-Coren 7.589. 
64 
 
 
 
13.7 Considerações finais 
Algumas observações importantes: 
⯈ Jamais usar a palavra Proibido. 
⯈ Não rasurar, usar corretivos ou borracha. 
⯈ Para correção usar as palavras: Digo, Em tempo, Sem efeito. 
⯈ Não deixar espaços em branco. 
⯈ Ser objetivo e claro. 
⯈ Proceder a toda anotação com horário. 
⯈ Atentar quanto à ortografia e à caligrafia. 
⯈ Utilizar “aspas” quando descrever exatamente o que o paciente diz. 
⯈ Evitar o termo paciente, cliente, criança no início de cada frase. 
 
Todas as Anotações de Enfermagem são embasadas segundo Decisão Coren-SP/001/2000. 
 
[...] 
Art. 1o O registro deve ser claro, objetivo, preciso, com letra legível e sem rasuras. 
Art. 2o Após o registro deve constar a identificação do autor constando nome, COREN-SP e 
carimbo. 
Art. 3o O registro deve constar em impresso devidamente identificado com dados do cliente ou 
paciente, com data e hora. 
Art. 4o O registro deve conter subsídios para permitir a continuidade do planejamento dos cui- 
dados de enfermagem nas diferentes fases e para planejamento assistencial da equipe multi- 
profissional. 
Art. 5o O registro deve permitir e favorecer elementos administrativos e clínicos para a auditoria 
em enfermagem. 
Art. 6o O registro deve fazer parte do prontuário do cliente ou paciente e servir de fonte de dados para 
processo administrativo, legal, de ensino e pesquisa. 
Art. 7o Os registros podem ser do tipo: – manual – escrito à tinta e nunca a lápis; – eletrônico – de 
acordo com a legislação vigente. 
 
A anotação de enfermagem deverá ser o registro fiel da assistência prestada ao pa- 
ciente, deve ser clara, objetiva e fornecer a todos os membros da equipe de saúde subsídios 
para continuidade do cuidado, que é um direito primordial do paciente. 
 
65 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Aferição de Sinais Vitais 
 
 
 
 
 
14.1 Introdução 
Explica-se, a seguir, o procedimento para realizar a mensuração de parâmetros consi- 
derados vitais como: pressão arterial, pulso periférico, movimentos respiratórios, temperatura 
corpórea e dor. Pode ser executado por: 
⯈ Enfermeiro. 
⯈ Técnico de enfermagem. 
⯈ Auxiliar de enfermagem. 
E tem por finalidade avaliar as 
condições físicas e vitais do paciente 
a fim de detectar e prevenir complica- 
ções. 
 
 
 
 
Figura 14.1 - Equipamentos necessários para verificação dos 
sinais vitais: A – Esfigmomanômetro; B – Estetoscópio; 
C – Termômetro; D – Relógio. 
 
 
Quadro 14.1 – Aferição da pressão arterial 
 
MATERIAIS 
– Bandeja. 
– Esfigmomanômetro. 
– Estetoscópio. 
TÉCNICA 
66 
 
 
 
 
icionar a braçadeira do esfigmomanômetro 
com a seta indi do para a visualização do 
profissional. 
ouxa no braço do paciente. 
 
rtéria radial, verificando no manômetro o 
valor encontrado. ecessidade de verificar 
valores. 
uial. 
o na primeira medição, acrescentando 
mais 20 mmH 
 
 
 
 
 
14.2 Aferição da pressão arterial 
Algumas observações sobre o procedimento descrito: 
 
67 
 
 
 
 
 
 
 
sso venoso periférico em infusão 
contínua. 
 
ulso apical 
RIAIS 
 
 
 
ICA 
 
 
 
 
⯈ O tamanho da braçadeira ideal é a que preenche 2/3 do braço do paciente. 
⯈ Realizar a desinfecção das olivas, corpo e diafragma do estetoscópio com o algodão 
embebido em álcool 70% antes e depois do procedimento. 
⯈ Alterações em crianças, idosos, gestantes e obesos deverão ser consideradas. 
⯈ Os valores de referência para paciente adulto são: 
– Normotenso: 120 x 80 a 140 x 90 mmHg. 
– Hipotensão: 140 x 90 mmHg. 
⯈ Não aferir pressão arterial no membro onde for realizado esvaziamento ganglionar como, 
por exemplo, em pacientes mastectomizadas. Com o esvaziamento ganglionar há uma 
dificuldade de retorno linfático, o que leva o paciente a apresentar edema no membro. 
⯈ Evitar realizar a aferição em membros utilizados para infusão de drogas e soluções 
por via endovenosa contínua, pois ao insuflar o manguito haverá compressão local, 
dificultando a infusão, podendo inclusive haver rompimento do acesso. 
⯈ Evitar medição em membros com ace 
 
Quadro 14.2 – Verificação do pulso periférico/p 
 
MATE 
– Relógio com ponteiros de segundos. 
– Estetoscópio para pulso apical. 
TÉCN 
 
 
Figura 14.3 – Posicionamento para aferição de pulso 
periférico (radial). 
68 
letas, crianças, idosos e pacientes 
que po 
 
dulto são: 
at./min. 
 
 
 
 
atória 
 
 
 
 
– Higienizar as mãos. 
– Reunir o material e encaminhar-se ao leito do pa- 
ciente. 
– Certificar-se da identidade do paciente conferindo 
a pulseira de identificação. 
– Orientar o paciente e/ou acompanhante sobre o 
procedimento a ser realizado. 
– Posicionar o paciente no leito de maneira confortável. 
Para pulsoperiférico 
– Utilizando o dedo indicador e médio, o profissio- 
nal deverá localizar a artéria que poderá ser radial 
(Figura 14.3), braquial, carótida, femoral, poplítea, 
pediosa ou temporal. 
– Fazer suave pressão sobre a artéria e contar os 
batimentos cardíacos por 60 segundos. 
– Reunir o material e deixar a unidade em ordem. 
– Higienizar as mãos. 
– Anotar no prontuário do paciente, comunicando ao enfermeiro e ao médico qualquer alteração. 
Para pulso apical 
– Realizar a desinfecção das olivas, corpo e diafragma do estetoscópio com o algodão embebido em álcool 70%. 
– Ajustar a oliva no ouvido. 
– Colocar o diafragma do estetoscópio na parte esquerda do tórax, na altura do 4º espaço intercostal. 
– Auscultar e contar os batimentos cardíacos por 60 segundos e observar alterações. 
– Deixar o paciente confortável. 
– Reunir o material e deixar a unidade em ordem. 
– Higienizar as mãos. 
– Anotar no prontuário do paciente, comunicando ao enfermeiro e ao médico qualquer alteração. 
 
14.3 Verificação de pulso periférico e apical 
Algumas observações sobre os procedimentos descritos: 
⯈ Considerar alterações do pulso para at s- 
suem implante de marca-passo. 
⯈ Os valores de referência para paciente a 
– Normocardia: pulso entre 60 a 100 b 
– Bradicardia: 100 bat./min. 
 
 
Quadro 14.3 – Verificação da frequência respir 
 
 
Figura 14.4 – Posicionamento para verificação de 
 MATERIAL 
movimentos respiratórios e pulso, sequencialmente. 
 
69 
scrito: 
iração e 1 expiração. 
ão por minuto), IPM (incursão por minut 
 
são: 
temperatura axilar. 
 
 
 
 
 
– Relógio com ponteiros de segundos. 
TÉCNICA 
– Higienizar as mãos. 
– Reunir o material e encaminhar-se ao leito do paciente. 
– Certificar-se da identidade do paciente conferindo a pulseira de identificação. 
– Orientar o paciente e/ou acompanhante sobre o procedimento a ser realizado. 
– Após a realização da verificação do pulso do paciente, realizar na sequência a contagem dos mo- 
vimentos respiratórios, pois há a tendência do paciente controlar sua respiração voluntariamente 
alterando o valor. 
– Após a verificação do pulso o profissional deverá 
manter-se na mesma posição (como se estivesse 
verificando o pulso) por mais 60 segundos, só 
que observando os movimentos respiratórios (Fi- 
gura 14.4). 
– Deixar o paciente confortável. 
– Reunir o material e deixar a unidade em ordem. 
– Higienizar as mãos. 
– Anotar no prontuário do paciente, comunicando 
ao enfermeiro e ao médico qualquer alteração. 
 
14.4 Verificação da frequência respiratória 
Algumas observações sobre o procedimento de 
⯈ 1 frequência respiratória compreende 1 insp 
⯈ A nomenclatura poderá ser em RPM (respiraç o) 
ou MR (movimento respiratório). 
⯈ Os valores de referência para paciente adulto 
– Eupneico: 16 a 22 rpm. 
– Bradipneico: 22 rpm. 
– Apneia: ausência de movimentos respiratóriosF.igura 14.5 – Posicionamento para verificação da 
70 
 
 
 
– Dispneia: “respiração curta, com dificuldade ou esforço” e também pode ser defi- 
nida como “sensação subjetiva de falta de ar”. 
Quadro 14.5 – Verificação da temperatura 
 
MATERIAIS 
– Termômetro de gálio. 
– Algodão embebido em álcool 70%. 
– Papel toalha. 
TÉCNICA 
– Higienizar as mãos. 
– Reunir o material e encaminhar-se ao leito do paciente. 
– Certificar-se da identidade do paciente conferindo a pulseira de identificação. 
– Orientar o paciente e/ou acompanhante sobre o procedimento a ser realizado. 
– Realizar desinfecção com algodão embebido em álcool 
70% no sentido do corpo para o bulbo. 
– Conferir se a coluna está em torno de 35ºC. 
– Secar as axilas do paciente com papel toalha, se 
necessário. 
– Posicionar o bulbo do termômetro na região axilar 
(Figura 14.5). 
– Aguardar de 3 a 5 minutos. 
– Retirar o termômetro e verificar o valor atingido na coluna. 
– Realizar a desinfecção do termômetro. 
– Deixar o paciente confortável. 
– Reunir o material e deixar a unidade em ordem. 
– Higienizar as mãos. 
– Anotar no prontuário do paciente, comunicando ao en- 
fermeiro e ao médico qualquer alteração. 
 
14.5 Verificação da temperatura 
Valores de referência e nomenclaturas: 
⯈ Hipotermia: temperatura igual ou inferior a 36ºC. 
⯈ Normotermia: temperatura entre 36º e 37,4ºC. 
⯈ Febrícula: temperatura entre 37,5º e 37,7ºC. 
⯈ Estado febril: temperatura entre 37,8º e 38ºC. 
⯈ Febre: temperatura entre 38º e 39ºC. 
⯈ Pirexia: temperatura entre 39º e 40ºC. 
⯈ Hiperpirexia: temperatura acima de 40ºC. 
 
71 
– Realizar anotação de enfermagem 
especificando intensidade e características 
(formigamento, latejamento) da dor, 
local, conduta tomada e quem foi 
comunicado. 
 
 
14.6 Avaliação da dor 
 
 
 
 
Quadro 14.5 – Avaliação da dor 
MATERIAL 
– Escalas de avaliação de dor definidas por instituição de saúde. 
 
 
 
– Higienizar as mãos. 
TÉCNICA 
– Separar a escala a ser utilizada e encaminhar-se ao leito do paciente. 
– Certificar-se da identidade do paciente conferindo a pulseira de identificação. 
– Orientar o paciente sobre a escala utilizada. 
– Questionar o paciente sobre a intensidade da dor e a sua localização. 
– Questionar sobre medidas de conforto que possam aliviar a dor. 
– Realizar medidas de conforto. 
– Administrar fármacos prescritos pelo médico. 
– Deixar o paciente confortável. 
– Reunir o material e deixar a unidade em ordem. 
– Higienizar as mãos. 
LEVE MODERADA INTENSA 
 
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
 
 
 
 
 
Observações sobre a técnica descrita: 
1. A avaliação da dor deverá ser realizada junto com a avaliação dos demais sinais vitais, 
mesmo que o paciente apresente queixa álgica. 
2. O paciente deverá ser reavaliado após a conduta tomada até não apresentar queixas 
álgicas. 
3. As escalas utilizadas deverão ser adequadas à idade do paciente e padrão cognitivo. 
As escalas mais utilizadas e de fácil aplicabilidade são as escalas Visual Numérica e 
Visual Analógica pontuadas em Score de 0 a 10. 
4. Pacientes com dor crônica são avaliados por uma Equipe de Dor, composta de multi- 
profissionais, padronizada por cada instituição. 
 
Escala Visual - Numérica 
 
Zero 
(0) 
Um a Três 
(1 a 3) 
Quatro a Seis 
(4 a 6) 
Sete a Nove 
(7 a 9) 
Dez 
(10) 
Ausência de dor Dor de fraca 
intensidade 
Dor de 
intensidade 
moderada 
Dor de forte 
intensidade 
Dor de 
intensidade 
insuportável 
72 
 
 
 
Escala Visual – Analógica 
 
 
 
 
 
Figura 14.6 – Escalas de avaliação de dor. 
 
 
14.7 Verificação dos sinais vitais 
Os sinais vitais devem ser verificados seguindo uma sequência para otimizar o tempo 
do profissional executante: 
1. Colocar o termômetro para verificação da temperatura. 
2. Aferir a pressão arterial no outro membro. 
3. Verificar a frequência cardíaca e os movimentos respiratórios. 
4. Questionar o paciente sobre dor, aplicando a escala específica utilizada na instituição 
de saúde. 
 
Outras observações são: 
⯈ A frequência de verificação de sinais vitais deverá seguir a padronização de cada 
instituição, devendo ser no mínimo uma vez por plantão e sempre que o paciente 
apresentar alterações clínicas. 
⯈ A frequência de verificação dos sinais vitais difere para pacientes estáveis e pacien- 
tes críticos. 
⯈ Os valores que apresentarem alterações deverão ser avaliados não apenas pelos 
valores obtidos, mas também pelo estado clínico do paciente, devendo ser comuni- 
cados ao enfermeiro e ao médico imediatamente. 
⯈ É importante avaliar e considerar o histórico do paciente. 
⯈ Ao avaliar a dor de um paciente, considerar os fatores culturais e psicológicos envolvi- 
dos. Algumas culturas consideram sinal de fraqueza a demonstração de dor. Em rela- 
ção à parte psicológica, há pessoas que referem dor para atraírem a atenção de outras 
pessoas. Nas duas situações citadas, o paciente deverá receber assistência adequada. 
 
73Glicemia Capilar 
 
 
 
 
 
15.1 Introdução 
A seguir, explica-se o procedimento para verificar a taxa de glicose no sangue periférico do 
paciente por meio de aparelhos (glicosímetros) que disponibilizam os valores rapidamente, no 
máximo 1 minuto. Pode ser executado por: 
⯈ Médico. 
⯈ Enfermeiro. 
⯈ Técnico de enfermagem. 
⯈ Auxiliar de enfermagem. 
⯈ Paciente e/ou familiar treinado, quando estiverem em ambiente não hospitalar. 
E tem por finalidades: 
⯈ Detectar precocemente alterações que possam colocar a saúde do paciente em 
risco, como hipoglicemia e hiperglicemia. 
⯈ Manter o controle de paciente diabético sem a necessidade de exames laboratoriais. 
 
Quadro 15.1 – Mensuração da glicemia capilar 
 
MATERIAIS 
– Bandeja. 
– Algodão embebido em álcool 70%. 
– Glicosímetro. 
– Lanceta. 
– Lancetador. 
– Luvas de procedimentos. 
– Tira reagente. 
 
Figura 15.1 – Material para mensuração da 
glicose capilar. 
TÉCNICA 
– Higienizar as mãos. 
– Reunir o material e encaminhar-se ao leito do paciente. 
– Certificar-se da identidade do paciente conferindo a pulseira de 
identificação. 
– Orientar o paciente e/ou acompanhante sobre o procedimento a 
ser realizado. 
– Ligar o glicosímetro. 
– Colocar a tira reagente no glicosímetro no local indicado e conferir 
o código de segurança do aparelho com o da fita reagente. 
– Calçar as luvas. Figura 15.2 – Colocação da tira reagente no 
– Colocar a lanceta no lancetador e encaixá-la corretamente. 
glicosímetro.
 
 
74 
 
 
 
 
 
– Selecionar o local, realizar antissepsia do dedo do paciente com álcool a 70%, esperar secar o álcool para 
não haver alteração dos valores. 
– Manter o dedo selecionado voltado para baixo, comprimindo-o levemente. 
– Posicionar o lancetador e dispará-lo pressionando o botão. Posicionar o lancetador na parte lateral do dedo, 
na primeira falange (não utilizar a polpa digital). 
– Segurar a tira reagente que está no glicosímetro, junto à gota de sangue. 
– Ao sinal de preenchimento da tira reagente fornecido pelo aparelho, afastá-lo do dedo do paciente, aguardando 
a leitura do exame. 
– Pressionar o dedo do paciente com algodão embebido em álcool 70% para cessar o sangramento. 
– Verificar o resultado disponibilizado pelo aparelho. 
– Deixar o paciente confortável. 
– Reunir o material e deixar a unidade em ordem. 
– Descartar o material em local apropriado. 
– Retirar as luvas. 
– Higienizar as mãos. 
– Checar o procedimento na prescrição médica. 
– Anotar o resultado no prontuário do paciente. 
– Comunicar alterações encontradas ao enfermeiro e ao médico. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 15.3 – Conferência do código de se- 
gurança do aparelho com o código da fita. 
Figura 15.4 – Escolha do local. Figura 15.5 – Realização de antissepsia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 15.6 – A punção. Figura 15.7 – Gota de sangue. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 15.8 – Colocação da gota no aparelho. Figura 15.9 – Leitura do valor. 
75 
 
 
 
 
15.2 Considerações finais 
Algumas observações sobre o procedimento descrito: 
⯈ A higienização das mãos segue padronização do SCIEH de cada instituição de saúde. 
⯈ O descarte de material segue padronização do SCIEH de cada instituição de saúde. 
⯈ O nível de perfuração do lancetador deverá ser selecionado considerando crianças 
e adultos. 
⯈ Realizar o rodízio do local de verificação do teste. 
⯈ A lanceta possui adaptação própria no lancetador, devendo ser seguido o manual de 
instrução de cada aparelho. 
⯈ As tiras reagentes são diferentes para cada tipo de aparelho, então deve ser seguido 
o manual de instrução de cada aparelho. 
⯈ Valores normais de glicemia capilar segundo a Associação Americana de Diabetes 
(ADA): 
– Glicemia em jejum: 70 a 110 mg/dl. 
– Glicemia até 2 horas após alimentação: 70 a 140 mg/dl. 
 
76 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Higienização Ocular e Oral 
 
 
 
 
 
16.1 Introdução 
A seguir, explica-se o procedimento para realizar higienização ocular e oral, a ser exe- 
cutado por: 
⯈ Enfermeiro. 
⯈ Técnico de enfermagem. 
⯈ Auxiliar de enfermagem. 
E tem por finalidades: 
⯈ Auxiliar na prevenção de doenças e propiciar conforto ao paciente. 
⯈ Realizar higienização antes da administração de medicação por via ocular. 
⯈ Manter a cavidade oral limpa, proporcionando conforto, prevenindo infecção e o 
aparecimento de lesões. 
 
Quadro 16.1 – Higienização ocular 
 
MATERIAIS 
– Bandeja. 
– Luvas de procedimento. 
– Compressa de gaze. 
– Ampolas de SF 0,9%. 
TÉCNICA 
– Higienizar as mãos. 
– Reunir o material e encaminhar-se ao leito do paciente. 
– Certificar-se da identidade do paciente conferindo a pulseira de identificação. 
– Deixar o paciente em posição confortável, com a cabeceira elevada (posição de semi-Fowler). 
– Calçar as luvas. 
– Solicitar que o paciente incline a cabeça para trás (hiperextensão do 
pescoço) ou realizar o movimento por ele, em caso de inconsciência 
ou impossibilidade. 
– Umedecer a gaze com soro fisiológico e passá-la levemente entre as 
pálpebras em um único sentido (canto externo do olho para canto 
interno do olho), repetindo o movimento até obter a higienização 
completa e adequada. 
– Secar o local se necessário. 
– Deixar o paciente confortável. 
– Reunir o material e deixar a unidade em ordem. 
– Descartar o material em local apropriado. 
– Retirar as luvas. Figura 16.1 – Higiene ocular (do canto externo 
– Higienizar as mãos. para o canto interno). 
– Checar o procedimento na prescrição de enfermagem. 
– Comunicar ao enfermeiro e realizar anotação de enfermagem se houver alteração. 
 
77 
 
 
 
 
Quadro 16.2 – Higienização oral – paciente consciente 
 
MATERIAIS 
– Bandeja. 
– Cuba rim ou copo descartável. 
– Hidratante labial. 
– Sistema fechado de aspiração secreção. 
– Luvas de procedimento. 
– Toalha de rosto. 
– Escova. 
– Creme dental. 
– Fio dental (se necessário). 
– Solução antisséptica bucal (se necessário). 
TÉCNICA 
– Higienizar as mãos. 
– Reunir o material e encaminhar-se ao leito do paciente. 
– Certificar-se da identidade do paciente conferindo a pulseira de identificação. 
– Deixar o paciente em posição confortável, com a cabeceira elevada (posição de semi-Fowler). 
– Calçar as luvas. 
– Proteger o tórax do paciente com a toalha. 
– Oferecer o fio dental. 
– Colocar a pasta na escova de dentes. 
– Orientar o paciente a escovar os dentes com movimentos circulares, ou auxiliá-lo, se necessário. 
– Oferecer o copo com água para que o paciente faça bochechos. 
– Colocar a cuba rim junto ao maxilar do paciente para que ele possa esvaziar o conteúdo da boca. 
– Oferecer solução antisséptica para bochecho (se necessário). 
– Colocar a cuba rim junto ao maxilar para que o paciente possa esvaziar o conteúdo da boca. 
– Enxugar a boca do paciente com a toalha. 
– Deixar o paciente confortável. 
– Reunir o material e deixar a unidade em ordem. 
– Descartar o material em local apropriado. 
– Retirar as luvas. 
– Higienizar as mãos. 
– Checar o procedimento na prescrição de enfermagem. 
– Comunicar ao enfermeiro e realizar anotação de enfermagem se houver alteração. 
 
Quadro 16.3 – Higienização oral – paciente inconsciente 
 
MATERIAIS 
– Bandeja. 
– Antisséptico bucal. 
– Cuba rim ou copo descartável. 
– Espátulas envolvidas com compressas de gaze (bonequinha), aproximadamente 5 unidades. 
– Hidratante labial. 
– Sistema fechado de aspiração de secreção. 
– Luvas de procedimento. 
– Seringa de 20 cc. 
– Sonda de aspiração n.° 12. 
– Toalha de rosto. 
78 
 
 
 
 
TÉCNICA 
– Higienizar as mãos. 
– Reunir o material e encaminhar-se ao leito do paciente. 
– Certificar-se da identidade do paciente conferindo a pulseira de identificação. 
– Deixar o paciente em posição confortável, com a cabeceira elevada (posição de semi-Fowler). 
– Calçar as luvas. 
– Proteger o tórax do paciente com a toalha de rosto. 
– Realizar a limpeza da cavidade oral com movimentoscirculares, das gengivas para as bordas dos dentes 
utilizando as espátulas envolvidas com compressas de gaze e antisséptico bucal. 
– Instilar água com seringa para realizar o enxágue da cavidade oral, aspirar o conteúdo com a sonda de 
aspiração conectada ao sistema fechado de aspiração de secreção. 
– Limpar a língua, o palato e os lábios com gaze embebida em antisséptico bucal. 
– Enxugar a boca do paciente. 
– Lubrificar os lábios do paciente com hidratante labial, se necessário. 
 
16.2 Considerações finais 
Algumas observações sobre os procedimentos que foram descritos: 
⯈ A higienização das mãos segue padronização do SCIEH de cada instituição de saúde. 
⯈ O descarte de material segue padronização do SCIEH de cada instituição de saúde. 
⯈ Sempre explicar o procedimento para o paciente e/ou acompanhante. 
⯈ Realizar a desinfecção da bandeja antes e após seu uso com compressa não estéril 
embebida em álcool 70%. 
⯈ As próteses dentárias deverão ser higienizadas em água corrente e recolocadas na 
boca do paciente. 
⯈ Pacientes com discrasias sanguíneas precisam ser submetidos a uma escovação 
cuidadosa, com escova de cerdas macias, para evitar sangramento gengival. 
⯈ Observar presença de monilíase ou lesões na mucosa oral. 
 
79 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Higiene Íntima 
Masculina e Feminina 
 
 
 
 
 
17.1 Introdução 
A seguir, explica-se o procedimento para realizar a higienização da região genital do 
paciente, a ser executado pelo: 
⯈ Enfermeiro. 
⯈ Técnico de enfermagem. 
⯈ Auxiliar de enfermagem. 
E que tem a finalidade de proporcionar conforto, manter a integridade cutânea, prepa- 
rar o paciente para procedimentos e prevenir infecção. 
 
Quadro 17.1 – Higienização íntima 
 
MATERIAIS 
– 2 luvas de procedimento (1 par para cada profissional). 
– Jarro de inox com água morna. 
– Comadre. 
– 1 luva de banho descartável. 
– Hamper. 
– Impermeável. 
– Lençol. 
– Sabonete. 
– 1 toalha. 
– Biombo se necessário. Figura 17.1 – Comadre 
TÉCNICA 
– Higienizar as mãos. 
– Reunir o material e encaminhar-se ao leito do paciente. 
– Certificar-se da identidade do paciente conferindo a pulseira de identificação. 
– Orientar o paciente e acompanhante sobre o procedimento. 
– Colocar biombos, se necessário. 
– Verificar a temperatura da água com o dorso da mão. A temperatura deverá estar agradável ao tato. O 
profissional precisará de atenção e cuidado para não sofrer queimaduras. 
– Calçar as luvas de procedimento. 
– Posicionar o paciente em decúbito dorsal horizontal confortavelmente. 
– Forrar a cama com o impermeável e o lençol. 
– Deixar o hamper próximo ao leito do paciente. 
– Retirar as roupas íntimas do paciente, mantendo sua privacidade. 
– Afastar as pernas do paciente e mantê-las levemente fletidas. 
– Colocar a comadre sob o paciente. 
– Calçar as luvas de banho. 
 
80 
 
 
 
 
 
 
 
17.2 Considerações finais 
Algumas observações sobre os procedimentos de higienização íntima descritos: 
⯈ A higienização das mãos segue padronização do SCIEH de cada instituição de saúde. 
⯈ O descarte de material segue padronização do SCIEH de cada instituição de saúde. 
⯈ Após a realização do procedimento no homem, retornar o prepúcio no sentido da 
glande do paciente. 
⯈ Verificar as roupas de cama trocando-as, caso estejam sujas ou úmidas. 
⯈ A higiene íntima em pacientes com sonda vesical de demora deverá ser feita no mí- 
nimo uma (1) vez por plantão. 
⯈ Realizar higiene íntima antes da realização da sondagem vesical de demora. 
ção 
à região perianal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
81 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Higiene do Couro Cabeludo 
 
 
 
 
 
18.1 Introdução 
Explica-se, em seguida, o procedimento de higienização do couro cabeludo e cabelos, 
que será executado por: 
⯈ Enfermeiro. 
⯈ Técnico de enfermagem. 
⯈ Auxiliar de enfermagem. 
E que tem como finalidades: 
⯈ Proporcionar conforto e higiene para o paciente. 
⯈ Prevenir pediculose. 
⯈ Preparar o paciente para procedimentos. 
 
Quadro 18.1 – Higienização do couro cabeludo 
 
MATERIAIS 
– 2 luvas de procedimento (1 par para cada profissional). 
– Jarro e bacia de inox com água morna. 
– Hamper. 
– Impermeável. 
– Lençol. 
– Toalha de banho ou touca de toalha especial para lavagem de cabelos. 
– Biombo, se necessário. 
– Secador de cabelos, se necessário. 
– Xampu e creme condicionador. 
– Carro de banho. 
TÉCNICA 
– Higienizar as mãos. 
– Reunir o material e encaminhar-se ao leito do paciente. 
– Certificar-se da identidade do paciente conferindo a pulseira de identificação. 
– Orientar o paciente e/ou acompanhante sobre o procedimento. 
– Colocar biombo, se necessário. 
– Colocar água morna no jarro e verificar a temperatura da água com o dorso da mão. A temperatura deverá 
estar agradável ao tato. O profissional precisará de atenção e cuidado para não sofrer queimaduras. 
– Calçar as luvas de procedimento. 
– Posicionar o paciente em decúbito dorsal horizontal confortavelmente. 
– Deixar o hamper próximo ao leito do paciente. 
– Fechar portas e janelas, para evitar correntes de ar. 
 
82 
 
 
 
 
 
– Retirar o travesseiro e colocá-lo sob os ombros do pa- 
ciente, promovendo hiperextensão do pescoço. 
– Forrar a cama com o impermeável e o lençol. 
– Colocar a bacia sob a cabeça do paciente. 
– Derramar a água morna, delicadamente, sobre a cabeça 
e os cabelos do paciente. 
– Colocar xampu nas mãos e massagear o couro cabeludo. 
– Derramar água morna para enxaguar os cabelos, repe- 
tindo o procedimento até retirada total do xampu. 
– Repetir o procedimento com o creme condicionador, se 
necessário. 
– Retirar a bacia e envolver os cabelos com a toalha. 
– Remover o excesso de água dos cabelos com a toalha. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 18.1 – Posicionamento do paciente 
para higiene do couro cabeludo. 
– Secar os cabelos com o secador, se necessário, e penteá-los em seguida. 
– Retirar o lençol e o impermeável. 
– Deixar o paciente confortável. 
– Reunir o material e deixar a unidade em ordem. 
– Descartar o material em local apropriado. 
– Retirar as luvas. 
– Higienizar as mãos. 
– Checar o procedimento na prescrição de enfermagem. 
– Comunicar ao enfermeiro e realizar anotação de enfermagem se houver alteração. 
 
 
18.2 Considerações finais 
Algumas observações sobre o procedimento de higienização do couro cabeludo e ca- 
belos descrito: 
⯈ A higienização das mãos segue padronização do SCIEH de cada instituição de saúde. 
⯈ O descarte de material segue padronização do SCIEH de cada instituição de saúde. 
⯈ Realizar desinfecção do carro de banho antes e após o procedimento. 
⯈ Utilizar produtos de higiene pessoal da preferência do paciente. 
⯈ A rotina da frequência de higiene de couro cabeludo deve ser realizada uma vez a 
cada dois dias, devendo respeitar a preferência do paciente sempre que possível. 
⯈ Durante a higienização do couro cabeludo, inspecionar deformidades e lesões, ano- 
tando no prontuário e comunicando ao enfermeiro em caso de alterações. 
83 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
19 
Banho de Aspersão 
 
 
 
 
 
19.1 Introdução 
Explica-se, a seguir, o procedimento para encaminhar e/ou auxiliar o paciente no banho 
de chuveiro. Atividade que será executada por: 
⯈ Enfermeiro. 
⯈ Técnico de enfermagem. 
⯈ Auxiliar de enfermagem. 
 
E que tem como finalidades: 
⯈ Higienização pessoal para remoção de sujidade. 
⯈ Propiciar deambulação. 
⯈ Proporcionar conforto. 
⯈ Promover sensação de bem-estar com o autocuidado. 
 
Quadro 19.1 – Banho de aspersão 
 
MATERIAIS 
 
– 2 luvas de procedimento (1 par para cada pro- 
fissional). 
– Hamper. 
– Xampu e creme condicionador. 
– Toalha de banho. 
– 1 par de luvas de banho. 
– Sabonete da preferência do paciente. 
– Roupa íntima, camisola ou pijama. 
– Cadeira de banho, se necessário. 
– Material de higiene oral. 
– Lençol, cobertor, colcha e fronha para arrumaçãoda cama. 
 
 
 
 
 
Figura 19.1 – Cadeira higiênica 
 
84 
 
 
 
 
 
TÉCNICA 
– Higienizar as mãos. 
– Reunir o material e encaminhar-se ao leito do paciente. 
– Certificar-se da identidade do paciente conferindo a pulseira de identificação. 
– Orientar o paciente e acompanhante sobre o procedimento. 
– Conferir as condições de manutenção e limpeza do banheiro. 
– Fechar portas e janelas para evitar corrente de ar. 
– Calçar as luvas. 
– Auxiliar o paciente até o banheiro, deambulando ou com auxílio de cadeira de banho. 
– Auxiliar o paciente a retirar suas roupas. 
– Caso o paciente apresente risco para queda, realizar o banho em cadeira de banho. 
– Se possível, deixar o paciente tomar banho sozinho, observe-o e auxilie-o. 
– Se o paciente tomar banho sozinho, arrumar o leito neste momento. 
– Auxiliar o paciente para se enxugar e se vestir. 
– Auxiliar o paciente na realização de higiene oral. 
– Encaminhar o paciente de volta ao leito. 
– Desprezar as roupas de banho e cama no hamper. 
– Entregar para o acompanhante as roupas pessoais que estão sujas do paciente. 
– Reunir o material e deixar a unidade em ordem. 
– Desprezar o material em local apropriado. 
– Retirar as luvas. 
– Higienizar as mãos. 
– Checar a prescrição de enfermagem. 
– Solicitar à equipe de limpeza que organize e limpe o banheiro. 
 
19.2 Considerações finais 
Algumas observações sobre o banho de aspersão descrito: 
⯈ A higienização das mãos segue padronização do SCIEH de cada instituição de saúde. 
⯈ O descarte de material segue padronização do SCIEH de cada instituição de saúde. 
⯈ O paciente deverá ser encaminhado para o banho no pré-operatório. 
⯈ Não deixar o paciente sozinho e com a porta do banheiro trancada. 
⯈ Realizar desinfecção da cadeira de banho, antes e após o procedimento. 
⯈ Caso o paciente necessite ser transferido para a cadeira de banho, solicitar auxílio 
de outro profissional. 
⯈ Nunca deixe o paciente sozinho durante o banho, permaneça no quarto para even- 
tuais necessidades. 
85 
 
 
 
 
⯈ Paciente com longo período no leito não deve tomar banho sem o auxílio da cadeira 
de banho e banco, devido ao risco de queda. 
⯈ Orientar o paciente sobre a utilização da campainha para chamar a enfermagem 
caso haja necessidade. 
⯈ O horário do banho é padronizado pela instituição devendo, se possível, respeitar as 
preferências de cada paciente. 
⯈ Durante o banho, verificar a necessidade da realização da higienização do couro 
cabeludo. 
⯈ Após o banho, auxiliar e promover higiene oral, além da utilização de creme hidra- 
tante corporal. 
 
86 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Banho no Leito 
 
 
 
 
20.1 Introdução 
Explica-se, a seguir, a técnica para higienização corporal e do couro cabeludo do pa- 
ciente no leito. Procedimento que será executado por: 
⯈ Enfermeiro. 
⯈ Técnico de enfermagem. 
⯈ Auxiliar de enfermagem. 
E que tem por finalidades: 
⯈ Higienização pessoal para remoção de sujidade. 
⯈ Proporcionar conforto e higiene ao paciente. 
⯈ Promover a integridade cutânea. 
 
Quadro 20.1 – Banho no leito 
 
MATERIAIS 
– Bacias e jarro de inox com água morna. 
– Biombo ou cortina privativa. 
– Cadeira. 
– Camisola ou pijama e roupa íntima. 
– Carro de banho. 
– Comadre. 
– Desodorante ou cremes pessoais do paciente. 
– Fralda, se necessário. 
– Hamper. 
– 1 luva de banho. 
– 4 luvas de procedimento (1 par para cada profissional). Figura 20.1 – Jarro e bacia de inox. 
– Material para higiene oral. 
– Roupa de cama (lençol, cobertor ou edredon, fronha, toalha de rosto, toalha de banho, travessa e impermeável). 
– Sabonete da preferência do paciente. 
– Xampu e creme condicionador. 
– Toalhas de banho. 
– Travesseiro. 
TÉCNICA 
– Higienizar as mãos. 
– Reunir o material e encaminhar-se ao leito do paciente. 
– Certificar-se da identidade do paciente conferindo a pulseira de identificação. 
– Orientar o paciente e/ou acompanhante sobre o procedimento. 
– Fechar portas e janelas para evitar corrente de ar. 
– Calçar as luvas. 
– Encher o jarro e as bacias com água morna, utilizando uma bacia para ensaboar e outra para enxaguar. 
 
87 
 
 
 
 
 
– Deixar o hamper próximo ao leito do paciente. 
– Colocar o biombo ou a cortina, se necessário. 
– Colocar a roupa de cama sobre uma cadeira na seguinte ordem: fronha, colcha, cobertor, lençol de cima, 
lençol móvel, impermeável e lençol de baixo. 
– Soltar os lençóis que estão na cama. 
– Remover cobertor e colcha colocando-os no hamper, mantendo o paciente apenas com o lençol de cima. 
– Retirar a fronha do travesseiro, desprezar a fronha no hamper, colocar o travesseiro sobre uma cadeira. 
– Se possível, durante o procedimento, solicitar a ajuda do paciente nas mudanças de posição no leito. 
– Fazer a higiene oral conforme técnica descrita. 
– Fazer a higiene do couro cabeludo, se necessário, conforme técnica descrita. 
– Calçar as luvas de banho sobre as luvas de procedimento. 
– Lavar o rosto, orelhas e pescoço, enxaguar e secar. 
– Retirar a camisola ou o pijama e as roupas íntimas, cobrindo o tórax com a toalha de banho. 
– Ensaboar, enxaguar e secar da mão até a axila do paciente, com movimentos longos e firmes; repetir com 
o outro membro superior. 
– Descobrir o tórax e o abdome e lavá-los com movimentos circulares, enxaguar, enxugar e secar o tórax e 
o abdome. 
– Cobrir o tórax e o abdome com uma toalha de banho seca. 
– Lavar, enxaguar e secar os membros inferiores do tornozelo até a raiz da coxa, com movimentos longos e firmes. 
– Lavar os pés do paciente, se possível emergindo-os em bacia com água e sabão, enxaguar e secar. 
– Realizar a higiene íntima conforme técnica descrita. 
– Com o auxílio de outro profissional, posicionar o paciente em decúbito lateral, colocando a toalha seca sob 
as costas e nádegas do paciente. 
– Lavar, enxaguar e secar costas e nádegas. 
– Empurrar o lençol sujo para baixo do paciente. 
– Limpar a cama com compressa embebida em álcool 70%. 
– Colocar o lençol de baixo limpo sobre a cama, o impermeável e a travessa. 
– Posicionar o paciente em decúbito lateral, oposto ao lado anterior e retirar totalmente o lençol sujo, limpar 
a cama e esticar o lençol limpo, o impermeável e a travessa. 
– Realizar massagem de conforto em região dorsal com o auxílio de hidratante corporal (ver o Capítulo 21). 
– Posicionar o paciente em decúbito dorsal, colocar as roupas limpas, aplicar cremes e desodorantes con- 
forme a preferência do paciente. 
– Colocar a roupa de cama na sequência: o lençol de cima, colcha e cobertor, se necessário. 
– Colocar a fronha no travesseiro e posicioná-lo sob a cabeça do paciente. 
– Pentear os cabelos do paciente. 
– Deixar o paciente em posição confortável. 
– Erguer as grades da cama. 
– Reunir o material e deixar a unidade em ordem. 
– Retirar as luvas. 
– Higienizar as mãos. 
– Checar o procedimento em prescrição de enfermagem. 
– Realizar anotação de enfermagem descrevendo qualquer tipo de alteração e referindo sobre a integridade 
cutânea da pele do paciente. 
88 
 
 
 
 
20.2 Considerações finais 
Algumas observações sobre os procedimentos descritos anteriormente: 
⯈ A higienização das mãos segue padronização do SCIEH de cada instituição de saúde. 
⯈ O descarte de material segue padronização do SCIEH de cada instituição de saúde. 
⯈ Caso o paciente não tenha condições de auxiliar durante o banho, o procedimento 
deverá ser realizado por dois ou mais profissionais, conforme o grau de dependência 
e tamanho do paciente. 
⯈ Em caso de necessidade de higienização do couro cabeludo, esta deverá ser reali- 
zada antes da higienização corporal. 
⯈ Manter a privacidade do paciente durante todo o procedimento. Conversar, se possí- vel, 
com o paciente, e evitar conversas paralelas. 
⯈ Inspecionar as condições da pele e mucosas durante o banho, anotar as alterações 
no prontuário e comunicar ao enfermeiro. 
⯈ Realizar a desinfecção das bacias,bandejas e jarro com compressa embebida em 
álcool 70%, antes e após seu uso. 
⯈ O horário para o banho do paciente segue padronização de cada instituição e sem- 
pre que possível deve ser considerada a preferência pessoal do paciente. 
 
89 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
21 
Massagem de Conforto 
 
 
 
 
21.1 Introdução 
Neste capítulo, descreve-se a técnica para realizar massagem na região do pescoço, 
costas, nádegas e partes superiores dos braços. Procedimento que será executado por: 
⯈ Enfermeiro. 
⯈ Técnico de enfermagem. 
⯈ Auxiliar de enfermagem. 
⯈ Fisioterapeuta. 
Com os objetivos de: 
⯈ Promover relaxamento. 
⯈ Examinar as condições da pele. 
⯈ Promover a circulação. 
⯈ Prevenir a formação de úlceras por pressão em pacientes acamados. 
 
Quadro 21.1 – Massagem de conforto 
 
MATERIAIS 
– Loção ou creme hidratante da preferência do paciente. 
– Luvas de procedimento. 
– Bacia de inox com água morna. 
– Toalha de rosto. 
TÉCNICA 
– Higienizar as mãos. 
– Reunir o material e encaminhar-se ao leito do paciente. 
– Certificar-se da identidade do paciente conferindo a pulseira de identificação. 
– Orientar o paciente e acompanhante sobre o procedimento. 
– Fechar portas e janelas para evitar corrente de ar. 
– Calçar as luvas. 
– Colocar o frasco de creme ou loção na bacia com água morna para aquecê-lo. 
– Posicionar o paciente em decúbito ventral ou lateral de maneira confortável. 
– Deixar as costas do paciente desnudas. 
– Colocar uma porção de loção ou creme nas mãos, espalhando sobre as costas do paciente. 
– Massagear as costas do paciente começando na base da coluna vertebral e dirigindo-se para os ombros 
com movimentos lentos promovendo relaxamento (Figura 21.1). 
– Alternar os movimentos básicos da massagem: 
• Alisamento. 
• Fricção. 
• Pressionamento. 
 
90 
 
 
 
 
 
 
 
21.2 Considerações finais 
Algumas observações sobre o procedimento descrito anteriormente: 
⯈ A higienização das mãos segue padronização do SCIEH de cada instituição de saúde. 
⯈ O descarte de material segue padronização do SCIEH de cada instituição de saúde. 
⯈ O ideal é que a massagem de conforto seja precedida pelo banho. 
⯈ Pacientes com dificuldade para dormir podem receber massagem de conforto como 
procedimento auxiliar para o descanso. 
 
(Figura 21.2). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
91 
 
 
 
⯈ A massagem é contraindicada para pacientes com fraturas na região torácica e para 
aqueles que tenham impedimento de ficar em posição ventral ou lateral. 
⯈ Aquecer a loção ou creme antes da aplicação no paciente proporciona maior con- 
forto, evitando tensão muscular e vasoconstrição pelo contato com produto em baixa 
temperatura. 
⯈ Manter a privacidade do paciente durante todo o procedimento. Conversar com o 
paciente, se possível, e evitar conversas paralelas. 
⯈ Inspecionar as condições da pele e mucosas durante o procedimento, anotar as al- 
terações no prontuário e comunicar ao enfermeiro. 
 
92 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Mudança de 
Decúbito 
 
 
 
93 
 
 
 
23.1 Introdução 
Neste capítulo, descreve-se o procedimento para mudar a posição (decúbito) do pa- 
ciente acamado, o que pode ser realizado por: 
⯈ Enfermeiro. 
⯈ Técnico de enfermagem. 
⯈ Auxiliar de enfermagem. 
Com a finalidade de: 
⯈ Prevenir úlcera por pressão em pacientes acamados, obesos ou caquéticos. 
⯈ Proporcionar conforto ao paciente. 
 
Quadro 23.1 – Mudança de decúbito 
 
MATERIAIS 
– Lençol móvel. 
– Cobertor e lençol, se necessário. 
– Luva de procedimento. 
– Travesseiros e coxins. 
TÉCNICA 
– Higienizar as mãos. 
– Reunir o material e encaminhar-se ao leito do paciente. 
– Certificar-se do nome do paciente conferindo a pulseira de identificação. 
– Orientar o paciente e/ou acompanhante sobre o procedimento. 
– Calçar as luvas de procedimento. 
 
 
 
Figura 23.1 – Posicionamento lateral de Figura 23.2 – Posicionamento lateral de 
membro superior. membro inferior. 
 
94 
 
 
 
 
 
 
 
23.2 Considerações finais 
Seguem algumas observações sobre os procedimentos descritos anteriormente: 
⯈ A higienização das mãos deverá seguir a padronização do SCIEH de cada instituição. 
⯈ O descarte de material deverá seguir padronização do SCIEH de cada instituição. 
⯈ Manter a privacidade do paciente durante o procedimento. 
⯈ A mudança de decúbito deverá ser realizada no mínimo por dois profissionais da equipe 
de enfermagem, evitando-se assim o cisalhamento e a fricção da pele, movimentos 
bruscos que podem comprometer a integridade músculoesquelética do paciente. 
⯈ Para manusear o paciente deverão ser respeitados seu tamanho e massa corpórea no 
momento da definição do número de profissionais a serem envolvidos no proce- 
dimento. O número de profissionais adequado promoverá a realização da atividade 
com a maior segurança para o profissional e para o paciente. 
⯈ Avaliar o conforto do paciente no decúbito em que foi colocado. 
⯈ Avaliar o paciente quanto às alterações de padrão e frequência respiratória. 
⯈ Posicionar travesseiros em articulações. 
⯈ Realizar mudança de decúbito a cada duas ou três horas. 
⯈ Manter grades da cama elevadas. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
95 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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vetores: malária, leishmaniose, dengue. 
Uma vez que a maior parte das infecções hospitalares tem origem endógena, ou seja, são 
causadas por micro-organismos da própria pessoa, cabe ressaltar que o isolamento reverso ou 
protetor, cujo objetivo é a prevenção de contaminação por micro-organismos provenientes do 
meio inanimado, é considerado de pouca ou nenhuma utilidade. Entretanto, a transmissão de 
micro-organismos patogênicos no ambiente hospitalar ocorre, principalmente, por contato, por 
via aérea e pela exposição a sangue e líquidos corporais. 
Vejamos, a seguir, os modos de transmissão mais detalhadamente. 
 
04 
 
 
 
 
1.3.3.1 Transmissão por contato 
O micro-organismo pode ser transmitido de uma pessoa a outra pelo contato com 
a pele ou a mucosa. Para melhor compreensão, classificamos as precauções em contato 
direto e indireto. 
 
Contato direto 
Quando um micro-organismo é transmitido de uma pessoa para outra através do contato 
direto da pele, sem a participação de um veículo inanimado, este mecanismo de transmissão 
é chamado de contato direto. Como exemplo de micro-organismos ou doenças transmitidas 
por contato direto temos: herpes simples, herpes zoster disseminada em imunocompetente 
e feridas com secreções abundantes não contidas por curativo. Outros micro-organismos 
podem ser transmitidos por contato direto, incluindo estafilococos, estreptococos e entero- 
bactérias. No entanto, a higiene das mãos e o uso de barreiras, tais como luvas e avental, são 
considerados suficientes para evitar a transmissão intra-hospitalar. 
 
Contato indireto 
Alguns micro-organismos podem estar presentes em superfícies ambientais, artigos 
e equipamentos, o que denominamos fômites. A transmissão por contato indireto ocorre 
quando há o contato dos fômites com a pele e mucosas. 
A sobrevida dos micro-organismos no ambiente é variável, podendo se prolongar por 
um longo período de tempo, dependendo do micro-organismo referido, das características do 
material e das condições ambientais. 
 
1.3.3.2 Transmissão por via aérea ou respiratória 
 
A transmissão de micro-organismos por via respiratória pode ser dividida em duas 
modalidades: a transmissão por gotículas e a transmissão por aerossóis. 
Transmissão por gotículas 
A modalidade de transmissão por gotículas ocorre por meio do contato próximo ao 
paciente. Gotículas de tamanho considerado grande (> 5 micras) são eliminadas pela fala, 
tosse, espirro, podendo atingir até um metro de distância e rapidamente se depositam no 
chão. Portanto, esse tipo de transmissão não ocorre em grandes distâncias, por longos 
períodos, nem por partículas suspensas no ar. 
5 
 
 
 
Transmissão por aerossóis 
A transmissão por aerossóis é diferente da transmissão por gotículas, pois algumas 
partículas eliminadas durante a respiração, fala, tosse, espirro se ressecam e ficam suspensas 
no ar, podendo ser disseminadas a longas distâncias, porém são poucos os micro-organismos 
capazes de sobreviver nessas partículas. Precauções específicas e cuidados especiais com o 
ambiente são fundamentais para evitar a propagação de micro-organismos. 
1.3.3.3 Transmissão por exposição a sangue e outros líquidos corpóreos 
A transmissão através de sangue e outros líquidos corpóreos ocorre pela exposição da 
pele não íntegra ou mucosa a esses fluidos na presença do agente infectante. Como exemplo, 
citamos o HIV, o vírus da hepatite B, o vírus da hepatite C etc. O risco de infecção varia de acordo 
com as características próprias do micro-organismo e com o tipo e gravidade da exposição. 
Quadro 1.1 – Infecção dentro do ambiente hospitalar 
 
ELEMENTOS 
1. Fontes de micro-organismos: 
pessoas, equipamentos, lava- 
gem inadequada das mãos. 
2. Hospedeiro suscetível: pessoa 
com baixa resistência decor- 
rente de doença ou tratamento, 
extremedos da idade (criança, 
idoso). 
3. Modo de transmissão de mi- cro-
organismos: por contato (di- 
reto, indireto), por via aérea ou 
respiratória (por gotículas, por 
aerossóis), por exposição a san- 
gue e líquidos corpóreos. 
 
1.4 Sistema de isolamento e precauções 
Os dois principais objetivos de um sistema de isolamento e precauções são: 
⯈ Prevenir a transmissão de micro-organismos de um paciente portador sadio ou do- 
ente para outro paciente, tanto de forma direta como indireta. 
⯈ Prevenir a transmissão de micro-organismos para o profissional da área da saúde. 
 
A norma mais aplicada nos hospitais brasileiros é aquela elaborada pelo CDC, divulgada 
em 1996. Esse sistema de isolamento, utilizado como referência, contempla dois níveis de 
precaução: as precauções-padrão e as precauções baseadas nos modos de transmissão das 
doenças (precauções de contato, gotículas e aerossóis). 
De modo geral, a grande maioria das infecções requer a aplicação de somente uma 
categoria de precaução. No entanto, algumas doenças requerem mais de uma categoria. 
 
6 
 
 
 
 
1.4.1 Tipos de precaução 
1.4.1.1 Precauções-padrão 
As precauções-padrão (PP) consistem em um conjunto de medidas que devem ser adota- 
das na assistência a todos os pacientes, independentemente do estado presumível de infecção, 
e na manipulação de equipamentos e artigos contaminados ou sob suspeita de contaminação. 
As PPs deverão ser utilizadas quando existir o risco de contato com: 
⯈ Sangue. 
⯈ Todos os líquidos corpóreos, secreções e excreções, com exceção do suor, sem con- 
siderar a presença ou não de sangue visível. 
⯈ Pele com solução de continuidade (pele não íntegra). 
As precauções-padrão consistem em: 
1. Higiene das mãos: 
⯈ Antes e após o contato com pacientes. 
⯈ Após retirar as luvas. 
⯈ Entre um paciente e outro, entre um procedimento e outro, ou em ocasiões em que 
existe o risco de transferência de patógenos para pacientes ou ambientes. 
⯈ Entre procedimentos diferentes em um mesmo paciente. 
⯈ Após contato com sangue, líquidos corporais, secreções, excreções. 
2. Luvas: 
⯈ Usar luvas limpas, não estéreis, quando existir a possibilidade de contato com san- 
gue, líquidos corpóreos, secreções e excreções, membrana mucosa, pele não ínte- 
gra e qualquer item contaminado. 
⯈ Retirar as luvas imediatamente após o uso, 
antes de tocar em superfícies ambientais 
ou de contato com outro paciente. 
⯈ Higienizar as mãos imediatamente após a 
remoção das luvas. 
⯈ Trocar as luvas entre um paciente e outro 
(por exemplo, para colher sangue de vá- 
rios pacientes), e entre um procedimento 
e outro no mesmo paciente. 
⯈ Calçar as luvas imediatamente antes do 
cuidado a ser executado, evitando conta- 
minação prévia. Figura 1.5 – Luvas de procedimento 
7 
 
 
 
3. Avental: 
⯈ Usar avental limpo, não estéril, para 
proteger roupas pessoais e superfície 
corporal sempre que houver possibili- 
dade de ocorrer respingos de líquidos 
corporais e sangue. 
⯈ Escolher o avental apropriado para a 
atividade e a quantidade de sangue e 
líquido corpóreo encontrado (imper- 
meável ou não). 
 
 
 
Figura 1.6 – Avental descartável 
⯈ Retirar o avental o mais breve possível, com posterior higiene das mãos. 
 
4. Máscara, protetor de olhos, protetor de face: 
⯈ Recomenda-se utilizá-los para a proteção da mucosa dos olhos, nariz e boca durante a 
realização de procedimentos e atividades que ofereçam risco de respingos de san- 
gue e líquidos corporais. 
 
Figura 1.7 – Máscara descartável, máscara com proteção ocular e óculos de proteção. 
 
5. Cuidado com artigos e equipamentos de assistência ao paciente: 
⯈ Devem ser manuseados com cuidado, se sujos de sangue ou fluidos corporais, se- 
creção e excreção. Sua reutilização em outros pacientes deve ser precedida de lim- 
peza e desinfecção ou esterilização. 
 
6. Controle ambiental: 
⯈ Estabelecer e garantir procedimentos de rotina adequados para a limpeza e a des- 
contaminação das superfícies ambientais, camas, equipamentos de cabeceira, na 
presença de sangue e líquidos corporais.8 
 
 
 
 
7. Cuidado com as roupas: 
 
⯈ Manipular, transportar e processar as roupas usadas, sujas de sangue, líquidos cor- 
porais, secreções e excreções, de forma a prevenir a exposição da pele e mucosas, e 
também a contaminação de roupas pessoais. Utilizar sacos impermeáveis para evitar 
extravasamento e contaminação de superfícies ambientais. 
 
8. Prevenção de exposição a patógenos veiculados por sangue e líquidos corpóreos: 
 
⯈ Prevenir acidente perfurocortante: cuidado com uso, manipulação, limpeza e des- 
carte de agulhas, bisturis e outros materiais perfurocortantes. Não retirar agulhas 
usadas das seringas, não dobrá-las e nunca reencapá-las. O descarte desses ma- 
teriais deve ser feito em recipientes apropriados e resistentes. O limite de preenchi- 
mento dos recipientes (delimitado por uma linha pontilhada) deve ser respeitado e o 
coletor prontamente substituído. Os recipientes devem ser colocados o mais próximo 
possível da área de uso. 
9. Acomodação adequada do paciente: 
⯈ Usar quarto privativo quando o paciente não for capaz de manter sua própria higiene 
pessoal e do ambiente. Quando não for possível a colocação do paciente em quarto 
privativo, o Serviço de Controle de Infecção (SCIH) deve ser consultado para definir 
soluções alternativas. 
 
Figura 1.8 – Exemplo de ilustração utilizada para identificar as precauções-padrão. 
9 
 
 
 
1.4.1.2 Precauções de contato 
 
As precauções de contato são medidas que devem ser aplicadas em adição às precau- 
ções-padrão em casos suspeitos ou confirmados de doenças transmitidas por contato direto 
ou indireto. Essas precauções consistem em: 
⯈ Aplicar ou, caso estejam sendo aplicadas, manter as PPs. Quarto privativo ou inter- 
nação de pacientes com a mesma doença ou micro-organismo (coorte de pacien- 
tes). Usar quarto privativo quando o paciente não for capaz de manter sua própria 
higiene pessoal e do ambiente. Quando não for possível a colocação do paciente em 
quarto privativo, o Serviço de Controle de Infecção (SCIH) deve ser consultado para 
definir soluções alternativas. 
⯈ Uso de luvas para qualquer contato com o paciente, trocando-as após o contato com área 
ou material infectante. As luvas devem ser calçadas dentro do quarto e despre- zadas 
(dentro do quarto) ao término dos cuidados. 
⯈ A higiene das mãos com água e sabão é obrigatória após a remoção das luvas. 
⯈ Uso de avental de manga longa para qualquer contato com o paciente ou superfícies 
próximas ao paciente, como grades do leito, mesa de alimentação entre outros. 
⯈ Evitar tirar o paciente do quarto para outros setores do hospital. Quando isso for 
necessário, os profissionais deverão seguir as precauções durante todo o trajeto, 
usando luvas e avental para ajudar o paciente a se locomover, mas tendo o cuidado 
de não tocar em superfícies com a mão enluvada. Preferencialmente, o elevador 
utilizado para o transporte do paciente deverá ser de uso exclusivo durante o período 
de transporte. Macas e cadeiras utilizadas no transporte deverão sofrer desinfecção 
com álcool 70% após o uso do paciente. 
⯈ A limpeza do quarto deverá seguir a rotina do hospital. 
⯈ Artigos de cuidados ao paciente (estetoscópio, termômetros) devem ser, preferencial- 
mente, de uso exclusivo; caso isso não seja possível, realizar desinfecção com álcool 
70% antes do uso em outros pacientes. Pela impossibilidade de sofrer desinfecção, o 
manguito do aparelho de pressão não deve entrar em contato com a pele do paciente, 
podendo ser utilizado um tecido fino descartável para protegê-lo. 
⯈ As visitas devem ser restritas e instruídas. 
 
10 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1.9 – Exemplo de ilustração utilizada para identificar pacientes em precauções de contato. 
 
 
Quadro 1.2 – Relação de infecções, condições e micro-organismos que exigem a aplicação 
de precauções de contato (suspeita ou diagnóstico confirmado) 
 
DEVEM SEMPRE SER APLICADAS EM CONJUNTO COM AS PRECAUÇÕES-PADRÃO 
Infecção / Condição / Micro-organismos Período de isolamento 
Infecções de ferida cirúrgica (principalmente 
com drenagem) 
Durante o período em que a ferida apresentar 
drenagem. 
 
Abcessos com drenagem purulenta 
Durante o período em que houver presença de 
drenagem. 
 
Celulites com drenagem purulenta 
Durante o período em que houver drenagem de 
secreções. 
Escaras de decúbito infectadas ou colonizadas 
por agente resistente 
Consultar SCIEH (Serviço de Controle de 
Infecção e Epidemiologia Hospitalar). 
Escabiose (sarna) 24 horas de tratamento. 
Pediculose 24 horas de tratamento. 
Impetigo 24 horas de tratamento. 
Diarreia em geral (principalmente em crianças 
e pacientes incontinentes) 
 
Durante todo o período da doença. 
Enterocolites Durante todo o período da doença. 
Conjuntivite viral aguda Durante todo o período da doença. 
11 
 
 
 
 
Varicela Até todas as lesões ficarem com crostas. 
 
 
 
Hepatite viral A 
Crianças menores de 3 anos: durante a 
hospitalização. 
Crianças entre 3 e 14 anos: até duas semanas 
do início dos sintomas. 
Acima de 14 anos: até uma (1) semana do início 
dos sintomas. 
Herpes simples neonatal ou mucocutânea 
disseminada e primária 
 
Durante todo o período da doença. 
Herpes zoster Até o surgimento das crostas. 
 
Rubéola congênita 
Até a criança completar um (1) ano, deverão ser 
mantidas as precauções de contato. 
Bronquiolite e epiglotites em crianças Durante todo o período da doença. 
Infecções virais respiratórias em crianças Durante todo o período da doença. 
Febres hemorrágicas Durante todo o período da doença. 
Furunculose por Staphylococcus Durante todo o período da doença. 
 
Difteria cutânea 
Até o resultado negativo de pelo menos duas 
culturas de pele. 
Doentes colonizados por germes 
multirresistentes 
Consultar a CCIEH (Comissão de Controle de 
Infecção e Epidemiologia Hospitalar). 
Fonte: Centers for Disease Control and Prevention (CDC), 2007. 
 
 
1.4.1.3 Precauções respiratórias 
Nesse tipo de precaução estão incluídas as precauções por aerossóis e por gotículas. 
 
Precauções por aerossóis 
Doenças transmitidas por aerossóis são de grande preocupação devido à dificuldade de 
realizar a prevenção em função do tamanho das partículas. As doenças que podem ser 
listadas neste modo de transmissão são a tuberculose pulmonar ou laríngea bacilífera, o sa- 
rampo, a varicela e o herpes zoster disseminado. 
 
As precauções recomendadas são as seguintes: 
⯈ Aplicar as precauções-padrão. 
 
12 
 
 
 
 
⯈ Utilizar quarto privativo com pressão negativa em relação às áreas adjacentes, com 
no mínimo seis trocas de ar por hora e com filtro de alta eficiência (HEPA) caso o ar 
seja central e circular em outras áreas do hospital. Se a exaustão do ar ocorrer em 
locais afastados de outros pacientes ou da circulação de pessoas e de sistemas de 
captação de ar, não é necessário o sistema de filtragem. Durante o período de isola- 
mento a porta do quarto deve ser mantida fechada. 
⯈ Todos os profissionais que entrarem no quarto do paciente deverão colocar a 
máscara N95. Essa máscara tem a capacidade de filtrar 95% das partículas com 
diâmetro de 0,3 micras e deverá ser trocada de acordo com a orientação do fa- 
bricante. 
⯈ O transporte do paciente deverá ser evitado. Quando necessário, ele deverá sair do 
quarto utilizando a máscara cirúrgica comum com a finalidade de conter partículas 
eliminadas pela tosse, fala ou espirro. Durante o transporte, o elevador deverá ser 
de uso exclusivo do paciente. A unidade que irá recebê-lo deve ser previamente 
avisada para que possa dar prioridade de atendimento a esse paciente. Essa me- 
dida tem por objetivo minimizar a transmissão do micro-organismo. 
⯈ As visitas deverão ser restritas e orientadas. 
 
 
Figura 1.10 – Exemplo de ilustração utilizada para identificar pacientes em precauções por aerossóis. 
13 
 
 
 
Quadro 1.3 – Relação de infecções, condições e micro-organismos queexigem a aplicação 
de precauções por aerossóis (suspeita ou diagnóstico confirmado) 
 
DEVEM SEMPRE SER APLICADAS EM CONJUNTO COM AS PRECAUÇÕES-PADRÃO 
Infecção / Condição / Micro-organismos Período de isolamento 
Sarampo Durante a duração da doença. 
Tuberculose pulmonar (suspeita ou 
confirmada) 
Terapêutica adequada e três exames de escarro 
(pesquisa de BAAR) negativos. 
 
Tuberculose laríngea (suspeita ou confirmada) 
Terapêutica adequada e três exames de escarro 
(pesquisa de BAAR) negativos. 
Herpes zoster Até que todas as lesões se tornem crostas. 
Varicela* Até todas as lesões ficarem com crostas. 
Fonte: Centers for Disease Control and Prevention, 2007. 
 
Precauções por gotículas 
As doenças transmitidas por gotículas são mais fáceis de prevenir do que as transmi- 
tidas por aerossóis. Entre elas podemos citar: coqueluxe, caxumba, rubéola, meningite por 
Haemophilus influenzae e Neisseria meningitidid, com ou sem meningococemia. 
As precauções recomendadas são as seguintes: 
⯈ Aplicar as precauções-padrão. 
⯈ Usar quarto privativo ou coorte com a mesma doença. 
⯈ Uso de máscara comum (tipo cirúrgica) para todos os profissionais que entrarem no 
quarto durante o período de transmissibilidade da doença. A transmissão por gotícu- 
las ocorre a curtas distâncias, em geral um metro, entretanto, para facilitar a adesão, 
a colocação de máscaras pode ser feita antes da entrada no quarto do paciente. 
Muitos profissionais podem ser imunes a algumas dessas doenças, especialmente 
rubéola e caxumba, mesmo assim, é recomendável que todos usem a máscara para 
uniformidade de conduta e evitar possíveis esquecimentos. 
⯈ O transporte do paciente deverá ser evitado. Quando necessário, ele deverá sair do 
quarto utilizando a máscara cirúrgica comum com a finalidade de conter partículas 
eliminadas pela tosse, fala ou espirro. Durante o transporte o elevador deverá ser de uso 
exclusivo do paciente. A unidade que irá recebê-lo deve ser previamente avisada para 
que possa dar prioridade de atendimento a esse paciente. 
⯈ As visitas deverão ser restritas e orientadas. 
 
14 
 
 
 
 
 
 
Figura 1.11 – Exemplo de ilustração utilizada para a identificação de pacientes em precauções por gotículas. 
 
Quadro 1.4 – Relação de infecções, condições e micro-organismos que exigem a aplicação 
de precauções por gotículas (suspeita ou diagnóstico confirmado) 
 
DEVEM SEMPRE SER APLICADAS EM CONJUNTO COM AS PRECAUÇÕES-PADRÃO 
Infecção / Condição / Micro-organismos Período de isolamento 
Meningites (H. influenzae e N. meningitidis) 24 horas de tratamento. 
Nas seguintes síndromes (até confirmar o 
diagnóstico): 
Exantema petequial ou purpúrico com febre 
Febre e tosse paroxística. 
Até confirmar o diagnóstico. 
Infecções por adenovírus Durante todo o período da doença. 
Difteria faríngea Até o resultado negativo de pelo menos duas 
culturas de orofaringe. 
Epiglotite 24 horas de tratamento. 
Rubéola Até sete dias do aparecimento do exantema. 
Influenza Durante todo o período da doença. 
Parotidite (caxumba) Até nove dias do aparecimento do edema da 
parótida. 
Pneumonia por Mycoplasma, por Adenovírus e 
por Streptococcus 
Durante todo o período da doença (na 
estreptocócica até 24 horas de tratamento). 
Infecção pelo Parvovírus B19 Até sete dias de doença. 
Faringite e escarlatina 24 horas de tratamento. 
Fonte: Centers for Disease Control and Prevention, 2007. 
15 
 
 
 
1.5 Considerações finais 
As medidas de isolamento e precaução devem ser utilizadas para o atendimento de pa- 
cientes com quadros suspeitos ou confirmados de infecção, condição ou micro-organismos 
citados anteriormente. 
A oferta adequada de equipamentos de proteção individual (máscaras, luvas, aven- 
tais), a disponibilização de insumos para a higiene das mãos (lavatório exclusivo, sabão 
líquido, papel toalha, dispensadores de álcool-gel), o número adequado de profissionais e 
treinamentos frequentes para a equipe são condições fundamentais para garantir a adesão 
às medidas de isolamento. 
 
16 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Higiene das Mãos e 
Escovação Cirúrgica 
 
 
 
 
2.1 História 
Nos séculos passados, a higiene das mãos era considerada uma medida de higiene 
pessoal. O conceito de higienizar as mãos com agentes antissépticos surgiu provavelmente 
no começo do século XIX. 
Em 1846, Ignaz Semmelweis observou que mulheres cujos bebês nasciam pelas mãos 
de estudantes e de médicos da Primeira Clínica do Hospital Geral de Viena apresentavam 
taxa de mortalidade mais alta que daquelas cujos bebês vinham à luz pelas mãos de partei- 
ras. Ele notou ainda que os médicos iam diretamente da sala de autópsia para a de obstetrícia 
sem lavar as mãos, assim, foi formulada a hipótese de que partículas cadavéricas eram trans- 
mitidas da sala de autópsia para a ala obstétrica através das mãos dos estudantes e médicos. 
Em 1847 foi introduzida a lavagem das mãos com água clorada. Tal medida reduziu a taxa de 
mortalidade materna na Primeira Clínica, que permaneceu baixa por vários anos. 
Essa intervenção representa a primeira evidência de que a lavagem das mãos com 
agentes antissépticos pode reduzir a transmissão de agentes infecciosos através das mãos. 
Dando um salto no tempo, e demonstrando a importância adquirida pela higienização 
das mãos, em 1961, o Serviço de Saúde Pública dos Estados Unidos produziu um filme de 
treinamento sobre a técnica de lavagem das mãos para os profissionais da área da saúde. 
E a partir de 1975, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) publicou guias im- 
pressos sobre a prática da lavagem das mãos. Esses guias recomendavam a lavagem das 
mãos com sabão não antisséptico entre a maioria dos contatos com pacientes e lavagem com 
sabão antisséptico antes e após a realização de procedimentos invasivos ou ao prestar 
assistência a pacientes de alto risco. 
Em 1995, os guias publicados deram ênfase a produtos à base de álcool para fricção 
manual tanto em situações clínicas como em procedimentos invasivos. 
Em 2009, a Organização Mundial de Saúde (OMS) lançou a campanha "Save lives: 
clean your hands" (Salve vidas: lave suas mãos), que tem como objetivo reforçar a prática da 
higiene das mãos entre os profissionais da área de saúde. 
2.2 Flora bacteriana cutânea normal 
A pele humana em condições normais é colonizada por bactérias. Em 1938, em uma 
pesquisa, as bactérias recuperadas das mãos foram divididas em duas categorias: transitória 
e residente. A flora transitória coloniza a camada mais superficial da pele e é mais suscetível 
à remoção pela lavagem rotineira das mãos; essa flora está mais associada à infecção. A flora 
residente, que se liga às camadas mais profundas da pele, é a mais resistente à remoção e 
possui uma menor associação com infecções. 
 
17 
 
 
 
 
As mãos dos profissionais de saúde podem tornar-se persistentemente colonizadas pela 
flora patogênica, bacilos gram-negativos ou leveduras. 
 
2.3 Fisiologia da pele normal 
A função principal da pele é reduzir a perda de água, prover proteção contra a ação 
abrasiva e de micro-organismos e agir como barreira de permeabilidade para o ambiente. A 
estrutura básica da pele inclui da camada mais externa para a mais interna, a partir da região 
superficial –, a epiderme, a derme e a hipoderme. 
 
Figura 2.1 – Estrutura da pele. 
 
 
2.4 Transmissão de micro-organismos pelas mãos 
A transmissão de micro-organismos por meio das mãos dá-se pela seguinte sequência 
de eventos: 
1. Micro-organismos presentes na pele do paciente ou em objetos inanimados próximos 
ao paciente são transferidos para as mãos dos profissionais. 
2. Esses micro-organismos conseguem sobreviver por, pelo menos, vários minutos nas 
mãos do profissional da saúde. 
3. Em seguida, a lavagem ou antissepsia das mãos é feita de modo inadequado ou é intei- 
ramente omitida, ou ainda, o agente usado para a higiene das mãos não é apropriado. 
4. Finalmente,as mãos contaminadas do profissional entram em contato com outro pa- 
ciente ou com objeto inanimado que entrará em contato com o paciente. 
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Epiderme 
 
 
Derme 
 
 
 
 
2.5 Preparações usadas para higiene das mãos 
2.5.1 Sabão comum (não antimicrobiano) 
 
Sabões são produtos à base de detergentes que 
contêm ácidos graxos esterificados e hidróxido de só- 
dio ou de potássio. As apresentações disponíveis são 
em barra, lenços, lencinhos e preparações líquidas. 
Sua atividade limpadora deve-se às suas proprieda- 
des detergentes, as quais resultam em remoção de 
sujeira, terra e várias substâncias orgânicas das mãos. 
Eles possuem mínima atividade antimicrobiana. 
A lavagem das mãos com sabão comum pode 
remover a flora transitória fracamente aderida. En- 
tretanto, em vários estudos, a lavagem das mãos 
com sabão comum falhou em remover micro-orga- 
nismos das mãos de profissionais da área da saúde. 
2.5.2 Álcoois 
A maioria dos antissépticos à base de álcool 
contém isopropanol, etanol, n-propanol ou uma 
combinação de dois desses produtos. Sua atividade 
antimicrobiana pode ser atribuída à sua habilidade 
em desnaturar proteínas. Soluções alcoólicas con- 
tendo álcool entre 60-95% são as mais efetivas 
nesse processo, pois as proteínas não são facilmente 
desnaturadas na ausência de água. 
Os álcoois têm excelente atividade germicida 
in vitro contra formas vegetativas de gram-positivos 
e gram-negativos, incluindo patógenos resistentes 
a múltiplas drogas, como por exemplo enterococo 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 2.2 – Dispenser de sabão 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 2.3 – Álcool gel 
resistente à vancomicina, Mycobacterium tuberculosis e vários fungos. Vírus como os da he- 
patite B e hepatite C são menos suscetíveis aos álcoois, mas são mortos com álcool 60-70%. 
Contudo, os álcoois possuem pobre atividade contra esporos bacterianos, oócitos de 
protozoários e certos vírus não envelopados, como rotavírus, adenovírus, poliovírus etc. 
 
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2.5.3 Clorexidina 
O gluconato de clorexidina é uma biguanida catiônica desenvolvida na Inglaterra no 
início dos anos 1950 e introduzida nos Estados Unidos nos anos 1970. Sua forma de diglu- 
conato de clorexidina é solúvel em água. 
A atividade antimicrobiana da clorexidina é, provavelmente, atribuível à sua ligação à 
membrana citoplasmática e subsequente ruptura, resultando na precipitação dos conteúdos 
celulares. Sua ação é mais lenta que o álcool e tem boa atividade contra bactérias gram-posi- 
tivas, atividade um pouco menor contra gram-negativas e fungos e mínima atividade contra o 
bacilo da tuberculose. Sua atividade é minimamente influenciada por matéria orgânica, como 
o sangue, por exemplo. 
Formulações aquosas ou detergentes contendo 0,5% ou 0,75% de clorexidina são mais 
efetivas que o sabão comum, mas são menos efetivas que preparações antissépticas deter- 
gentes a 4%. As preparações a 2% são menos efetivas que as de 4%. 
 
2.6 Técnica de higiene das mãos 
Higiene das mãos é um termo amplo que contempla três situações: a higiene simples 
das mãos com água e sabão comum, antissepsia das mãos com água e degermante com 
germicida e a antissepsia das mãos com preparação alcoólica. A técnica e a duração do pro- 
cedimento varia de 15 a 30 segundos. 
 
2.6.1 Higiene simples das mãos ou antissepsia com degermante com germicida 
 
Quadro 2.1 – Antissepsia com degermante com germicida 
 
1. Abrir a torneira e molhar as mãos, evitando encostar na pia. 
 
 
 
 
2. Aplicar na palma das mãos a quantidade de produto 
recomendada pelo fabricante para cobrir as superfícies 
de ambas as mãos. 
 
Figura 2.4 – Aplicação de sabão 
nas mãos. 
20 
 
 
 
 
3. Ensaboar as mãos, friccionando-as entre si. 
 
 
 
 
4. Colocar a palma da mão esquerda 
sob o dorso da mão direita, 
entrelaçando os dedos. 
Friccionar os espaços interdigitais. 
 
 
 
 
 
 
Figura 2.5A – Mão sobre o dorso da 
outra mão. 
 
 
 
 
 
 
Figura 2.5B – Palma da mão friccio- 
nando palma da mão. 
 
 
5. Esfregar o dorso dos dedos de uma mão com a palma da mão oposta, segurando os dedos em movimen- 
tos de vai e vem e vice-versa. 
 
 
 
 
 
6. Esfregar o polegar direto com auxílio da mão esquerda, em 
movimento circular e vice-versa. 
 
 
Figura 2.6 – Lavagem do polegar. 
 
 
 
7. Friccionar as polpas digitais e 
unhas da mão esquerda na palma 
da mão direita, com as mãos em 
concha, fazendo movimento 
circular e vice-versa. 
 
Figura 2.7A – Fricção das polpas digitais 
Figura 2.7B – Fricção das unhas 
8. Esfregar o punho direito com o auxílio da mão esquerda, em movimentos circulares e vice-versa. 
 
 
9. Enxaguar as mãos para retirar os resíduos de sabão, evitando contato das mãos ensaboadas com a 
torneira. 
 
 
10. Secar as mãos com papel toalha descartável, iniciando pelas mãos e seguindo pelos punhos. No caso 
de torneiras com fechamento manual, feche-a com auxílio de papel toalha. 
 
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2.6.2 Antissepsia das mãos com preparação alcoólica 
 
Quadro 2.2 – Antissepsia com preparação alcoólica 
 
1. Aplicar na palma das mãos a quantidade de produto recomendada pelo fabricante para cobrir as superfí- 
cies de ambas as mãos. 
2. Friccionar as palmas das mãos entre si. 
3. Colocar a palma da mão esquerda sob o dorso da mão direita, entrelaçando os dedos. 
4. Friccionar os espaços interdigitais. 
5. Friccionar o dorso dos dedos de uma mão com a palma da mão oposta, segurando os dedos em movimen- 
tos de vai e vem e vice-versa. 
6. Friccionar o polegar direto com o auxílio da mão esquerda em movimento circular e vice-versa. 
7. Friccionar as polpas digitais e unhas da mão esquerda na palma da mão direita, com as mãos em concha, 
fazendo movimento circular e vice-versa. 
8. Friccionar o punho direito com o auxílio da mão esquerda em movimentos circulares e vice-versa. 
9. Friccionar as mãos até secar. Não usar papel toalha. 
 
2.6.3 Escovação cirúrgica das mãos 
 
O preparo pré-operatório das mãos, também denominado escovação das mãos ou an- 
tissepsia cirúrgica das mãos, tem como objetivo eliminar a microbiota transitória da pele e 
reduzir a microbiota residente, além de proporcionar efeito residual na pele do profissional. 
Para obter melhor eficiência do procedimento, é recomendável que o profissional mantenha 
as unhas curtas e sem esmalte e remova anéis, pulseiras e relógio. As escovas utilizadas no 
preparo pré-operatório das mãos devem ser de cerdas macias e descartáveis, impregnadas 
ou não com antisséptico e de uso exclusivo em leito ungueal e subungueal. 
A duração do procedimento é de 3 a 5 minutos para a primeira cirurgia e de 2 a 3 minutos para 
as cirurgias subsequentes (sempre seguir o tempo de duração recomendado pelo fabricante). 
De acordo com o CDC, as soluções adequadas para a degermação são as formulações 
antissépticas que contêm 10% de polivinilpirrolidona-iodo (PVP-I0 ou 4% de clorexidina ou 
3% de hexaclorofeno. 
22 
 
 
 
Quadro 2.3 – Passo a passo da escovação cirúrgica das mãos 
 
1. Abrir a torneira, molhar as mãos, antebraços e cotovelos. 
2. Recolher, com as mãos em concha, o antisséptico e espa- 
lhar nas mãos, antebraços e cotovelo. No caso de escova 
impregnada com antisséptico, pressione a parte da esponja 
contra a pele e espalhe por todas as partes. 
 
 
 
 
Figura 2.8 – Escova com antisséptico. 
3. Limpar sob as unhas com cerdas da escova ou com um limpador de unhas, sob água corrente. 
4. Friccionar as mãos, observando espaços interdigitais e antebraço por no mínimo 3 a 5 minutos, mantendo 
as mãos acima dos cotovelos. 
5. Enxaguar as mãos em água corrente,no sentido das mãos para os cotovelos, retirando todo o resíduo do 
produto. Fechar a torneira com o cotovelo, joelho ou pés, se a torneira não possuir fotosensor. 
6. Enxugar as mãos em toalhas ou compressas estéreis, com movimentos compressivos, iniciando pelas mãos 
e seguindo pelo antebraço e cotovelo, atentando para utilizar as diferentes dobras da toalha/compressa 
para regiões distintas. 
 
2.7 Considerações finais 
Apesar da higiene das mãos ser uma técnica existente há mais de 160 anos, a adesão 
dos profissionais da saúde a essa prática ainda é insatisfatória, variando entre 5 e 81%. 
Dentre as intervenções utilizadas para melhorar a adesão à higiene das mãos, as que 
obtêm melhores resultados são aquelas diversificadas e aplicadas a longo prazo, tais como 
avaliação da adesão e retorno do desempenho aos profissionais, disponibilização de prepara- dos 
alcoólicos nos setores, aulas e sinalização. 
Ressalta-se também a importância da higiene das mãos como a medida mais impor- 
tante para reduzir as infecções relacionadas à área da saúde. 
 
23 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Medidas Antropométricas: Crianças 
(Fase Pré-escolar e Escolar) e Adultos 
 
 
 
3.1 Introdução 
Explica-se a seguir a técnica de mensuração do corpo do paciente por meio da verifica- 
ção de massa corpórea e altura, que pode ser executada por: 
⯈ Enfermeiro. 
⯈ Técnico de enfermagem. 
⯈ Auxiliar de enfermagem. 
E tem por finalidades: 
⯈ Acompanhar a evolução de ganho e perda de massa corpórea. 
⯈ Calcular o índice de massa corpórea (IMC = peso/altura²). 
⯈ Adquirir parâmetros para cálculos de medicamentos e dados para a realização de 
determinados exames. 
 
Quadro 3.1 – Mensuração da massa corpórea 
 
MATERIAIS 
– Balança ou cama-balança. 
– Papel toalha. 
– Luvas de procedimento não estéril. 
TÉCNICA 
– Higienizar as mãos. 
– Reunir o material e encaminhar-se ao leito do paciente (cama-balança). 
– Certificar-se da identidade do paciente conferindo a pulseira de iden- 
tificação. 
– Orientar o paciente e/ou familiares sobre o procedimento. 
– Solicitar ao paciente que caminhe até a balança ou levá-lo em cadeiras 
de rodas, exceto quando for utilizar cama-balança. 
– Solicitar e/ou auxiliar o paciente para retirar agasalhos pesados, obje- 
tos, sapatos. 
– Forrar a balança com papel toalha. 
– Tarar a balança, se necessário, seguindo orientações do manual do 
fabricante. 
– Solicitar ao paciente que suba na balança, permanecendo com o corpo 
o mais ereto possível, ficando imóvel por alguns instantes. 
– Encaminhar o paciente de volta para o leito. 
– Deixar o paciente confortável, vestindo as roupas retiradas. 
– Desprezar o papel toalha em local apropriado. 
– Higienizar as mãos. 
– Checar o procedimento na prescrição médica ou de enfermagem. 
– Fazer anotação no prontuário do paciente. Figura 3.1 – Balança 
 
24 
 
 
 
 
 
PASSOS ESPECÍFICOS PARA A MENSURAÇÃO EM CAMA-BALANÇA 
– Transferir o paciente do seu leito para a cama-balança seguindo a técnica de transferência de paciente. 
– Verificar o valor. 
– Retornar o paciente para sua cama, deixando-o confortável. 
– Reunir o material e deixar a unidade em ordem. 
– Higienizar as mãos. 
– Fazer anotação no prontuário do paciente. 
 
Quadro 3.2 – Mensuração da estatura 
 
MATERIAL 
– Régua antropométrica normalmente acoplada à balança. 
TÉCNICA 
– Seguir o procedimento conforme descrito anteriormente até a mensuração 
da massa corpórea. 
– Após verificar o peso, solicitar ao paciente para ficar virado com as costas 
voltadas para a balança. 
– Solicitar ao paciente para permanecer ereto com os olhos visualizando al- 
gum ponto ou objeto que esteja na horizontal, sem o paciente elevar ou 
abaixar a cabeça. 
– Destravar a régua a apoiar sua toesa sobre a cabeça do paciente. 
– Travar a régua da balança e solicitar ao paciente para descer da balança. 
– Verificar o valor encontrado na mensuração; 
– Higienizar as mãos. 
– Anotar o valor no prontuário do paciente. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 3.2 – Régua antropométrica 
acoplada à balança. 
 
3.2 Considerações finais 
Algumas observações se fazem importantes sobre os procedimentos descritos anterior- 
mente: 
⯈ A higienização das mãos segue a padronização determinada pelo SCIEH (Serviço de 
Controle de Infecção e Epidemiologia Hospitalar) de cada instituição. 
25 
 
 
 
⯈ Manter a privacidade do paciente durante o procedimento. 
⯈ Se possível, levar a balança móvel até o leito do paciente em casos de dificuldade de 
locomoção. 
⯈ A verificação do peso deverá ser feita no período da manhã com o paciente em jejum. 
⯈ Antes de utilizar a balança verificar se ela está calibrada. 
⯈ Evite deslocar as balanças que não sejam do tipo móvel, pois isso pode descalibrá-las. 
 
26 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Medidas Antropométricas: 
Recém-Nascidos e Lactentes 
 
 
 
 
 
4.1 Introdução 
Explica-se a seguir a técnica de mensuração do corpo do recém-nascido ou lactente por 
meio da verificação de massa corpórea e altura, que pode ser executada por: 
⯈ Enfermeiro. 
⯈ Técnico de enfermagem. 
⯈ Auxiliar de enfermagem. 
 
E tem por finalidades: 
⯈ Acompanhar a evolução de ganho e perda de massa corpórea. 
⯈ Calcular o índice de massa corpórea (IMC = peso/altura²). 
⯈ Adquirir parâmetros para cálculos de medicamentos e dados para realização de de- 
terminados exames. 
 
Quadro 4.1 – Mensuração de massa corpórea na criança – pesagem de recém-nascido em 
incubadora 
 
MATERIAIS 
– Balança de incubadora com pêndulo e ganchos. 
– Saco de pesagem (gôndola). 
TÉCNICA 
– Higienizar as mãos. 
– Reunir o material e encaminhar-se ao leito do paciente. 
– Certificar-se da identidade do paciente conferindo a pulseira de identificação. 
– Explicar o procedimento para o acompanhante. 
– Colocar a balança sobre a incubadora. 
– Introduzir o pêndulo no orifício indicado da incubadora e prendê-lo na balança. 
– Encaixar o saco de pesagem no pêndulo e tarar a balança conforme orientação do manual de instrução 
do fabricante. 
– Colocar o recém-nascido no saco de pesagem. 
– Retirar fralda e eletrodos do recém-nascido, se possível. 
– Fazer a mensuração da massa corpórea. 
– Retirar o recém-nascido do saco de pesagem e deixá-lo confortável. 
– Retirar o saco de pesagem, o pêndulo e a balança da incubadora, guardando-os em local apropriado. 
– Higienizar as mãos. 
– Fazer anotação do valor encontrado no prontuário do paciente. 
 
27 
 
 
 
 
Quadro 4.2 – Pesagem de lactente 
 
MATERIAIS 
– Balança infantil manual ou digital. 
– Papel toalha. 
TÉCNICA 
– Higienizar as mãos. 
– Certificar-se da identidade do paciente conferindo a pulseira de 
identificação. 
– Orientar o paciente e acompanhante sobre o procedimento a 
ser realizado. 
– Fechar janelas e portas para manter a temperatura ambiente 
agradável. 
– Forrar a balança com papel toalha. 
– Tarar a balança conforme orientações do manual de instrução Figura 4.1 – Balança infantil 
do fabricante. 
– Despir a criança e colocá-la sobre a balança segurando-a com uma das mãos, levemente, para evitar quedas. 
– Fazer mensuração da massa corpórea. 
– Retirar a criança da balança e vesti-la, deixando-a confortável e segura. 
– Desprezar o papel toalha. 
– Higienizar as mãos. 
– Fazer anotação no prontuário da criança. 
 
Quadro 4.3 – Mensuração da estatura em lactente e recém-nascido 
 
MATERIAIS 
– Régua antropométrica com toesa móvel. 
– Mesa ou bancada para colocar a criança para mensuração. 
– Lençol descartável. 
Figura 4.2 – Régua antropométrica 
TÉCNICA 
– Higienizar as mãos. 
– Certificar-se da identidade da criança conferindo a 
pulseira de identificação. 
– Orientar a criança e acompanhante sobre o pro- 
cedimento. 
– Encaminhar a criança e acompanhante até o local 
de mensuração da estatura. 
– Deitar a criança sobre a mesa ou bancada previa- 
mente forrada com lençol descartável. 
– Aproximar a régua paralelamenteao corpo da 
criança, colocando a cabeça na parte fixa. 
– Manter a criança com os membros inferiores alon- 
gados e pés em ângulo reto. 
– Deslocar o cursor da régua até ficar encostado na 
planta dos pés da criança. 
– Ler o valor encontrado. 
– Retirar a régua. 
– Desprezar o material em local apropriado. 
– Encaminhar a criança para seu leito. 
– Higienizar as mãos. 
– Fazer anotação no prontuário da criança. 
28 
 
 
 
4.2 Considerações finais 
Algumas observações se fazem importantes sobre os procedimentos descritos ante- 
riormente: 
⯈ A higienização das mãos segue a padronização do SCIEH de cada instituição. 
⯈ O descarte de material segue a padronização do SCIEH de cada instituição. 
⯈ A massa corpórea do recém-nascido e lactente deverá ser verificada sempre no 
mesmo horário, padronizado pela instituição. 
⯈ Preferencialmente, utilizar sempre a mesma balança para evitar alterações decor- 
rentes do equipamento. 
⯈ Registrar em prontuário quando a criança estiver com algum material que possa 
interferir na massa corpórea, por exemplo, gesso. 
⯈ A técnica para verificação de massa corpórea e estatura de crianças com idade pré- 
-escolar e escolar é a mesma descrita para adultos (Capítulo 3). 
 
29 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
Circunferência Abdominal 
 
 
 
 
 
5.1 Introdução 
Explica-se a seguir o procedimento para a medição da circunferência abdominal, que 
pode ser executado por: 
⯈ Enfermeiro. 
⯈ Técnico de enfermagem. 
⯈ Auxiliar de enfermagem. 
 
E tem por finalidades: 
⯈ Avaliar a evolução do edema abdominal. 
⯈ Determinar a evolução de ascite. 
⯈ Auxiliar no diagnóstico de risco para obesidade. 
 
Quadro 5.1 – Mensuração da circunferência abdominal 
 
MATERIAL 
– Fita métrica não elástica. 
TÉCNICA 
– Higienizar as mãos. 
– Reunir o material e encaminhar-se ao leito do paciente. 
– Certificar-se da identidade do paciente conferindo a pulseira 
de identificação. 
– Orientar o paciente e /ou acompanhante sobre o procedimento. 
– Manter a privacidade do paciente. 
– Posicionar o paciente em decúbito dorsal horizontal a zero 
grau. 
– Deixar o abdome do paciente descoberto, na região da cica- 
triz umbilical. 
Figura 5.1 – Fita métrica 
– Passar a fita métrica ao redor do abdome do paciente, dois 
centímetros acima da cicatriz umbilical. 
– A fita deverá permanecer justa ao redor do abdome do pa- 
ciente, sem estar frouxa ou apertada. 
– Verificar o valor encontrado. 
– Deixar o paciente confortável. 
– Higienizar as mãos. 
– Realizar anotação no prontuário do paciente. 
 
 
Figura 5.2 – Mensuração de circunferência 
abdominal. 
 
30 
 
 
 
 
5.2 Considerações finais 
Algumas observações se fazem importantes sobre os procedimentos descritos ante- 
riormente: 
⯈ A higienização das mãos segue padronização determinada pelo SCIEH de cada 
instituição. 
⯈ Manter a privacidade do paciente durante o procedimento. 
⯈ A mensuração de circunferência abdominal deverá ser realizada sempre no mesmo 
horário, a ser padronizado por cada instituição. 
 
 
Quadro 5.2 – Valores de referência de circunferência abdominal 
 
Homens até 102 cm 
Mulheres até 88 cm 
31 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 
Técnica de Contenção Física 
 
 
 
 
 
6.1 Introdução 
A seguir, explica-se a técnica utilizada para conter o paciente agitado e confuso no leito, 
procedimento a ser executado por: 
⯈ Enfermeiro. 
⯈ Técnico de enfermagem. 
⯈ Auxiliar de enfermagem. 
 
Tem por finalidades: 
⯈ Prevenir quedas e lesões causadas pelo próprio paciente. 
⯈ Prevenir que o paciente retire sondas, drenos e cateteres interrompendo, mesmo 
que momentaneamente, seu tratamento. 
Como instrução geral, o profissional de saúde deverá avaliar o comportamento do pa- 
ciente e comunicar ao enfermeiro e ao médico sobre o risco de queda, lesões e retirada de 
drenos, cateteres e sondas. Além disso, os familiares e ou acompanhante deverão ser orien- 
tados sobre a necessidade do procedimento e fornecerem a autorização para realizá-lo. 
 
Quadro 6.1 – Contenção física 
 
MATERIAIS 
– Amarras próprias para contenção de pacientes ou 4 ataduras crepes de 20 cm de largura. 
– 8 pacotes de algodão ortopédico ou a quantidade suficiente para proteger o local onde o paciente será contido. 
– 1 lençol. 
– Luvas de procedimento. 
TÉCNICA 
– Confirmar com familiares a autorização para o procedimento. 
– Higienizar as mãos. 
– Calçar luvas de procedimento. 
– Os profissionais devem se posicionar um de cada lado do paciente, um do 
lado direito e outro do lado esquerdo. 
– A comunicação com o paciente deverá ser feita por um único profissional 
da equipe, tentando conseguir a colaboração do paciente. 
– Para a restrição do tronco utiliza-se um lençol torcido (no formato de uma 
corda) colocando-o como alças de mochila, nos ombros. Não colocar so- 
bre o tórax para não restringir os movimentos respiratórios. 
– Restringir os membros superiores e inferiores com amarras próprias ou com 
o uso de ataduras crepes. Antes de colocar as ataduras nos membros, pro- 
teger as proeminências ósseas (maléolo e punhos) com algodão ortopédico. 
Figura 6.1 – Atadura crepe
 
 
32 
 
 
 
 
 
– As amarras não devem ficar apertadas a ponto de garro- 
tear os membros do paciente (estabelecer dois dedos na 
vertical de folga). 
– Prender as amarras na cama. Não prender as amarras 
nas grades para não tracionar os membros quando elevar 
ou abaixar as grades. 
– Manter o paciente confortável. 
– Reunir o material e descartá-lo em local apropriado. 
– Higienizar as mãos. 
– Checar o procedimento em prescrição médica. 
– Realizar anotação de enfermagem. 
 
 
6.2 Considerações finais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 6.2 – Modelo de contenção 
 
 
 
Algumas observações se fazem importantes sobre o procedimento descrito anterior- 
mente: 
⯈ A abordagem para definição da contenção física deverá ser feita pelo médico e pelo 
enfermeiro. 
⯈ Somente realizar contenção como última alternativa e apenas mediante prescrição 
médica. 
⯈ Avaliar o paciente restrito continuamente em relação ao nível de consciência e per- 
fusão periférica. 
⯈ Avaliar e observar alterações do padrão e frequência respiratória quando realizar 
contenção do tronco com lençol. 
⯈ Orientar a família e/ou acompanhante sobre a necessidade da contenção física. A 
colocação de contenção é um procedimento que deverá ser realizado pelos profissio- 
nais, cabendo à família apenas oferecer apoio emocional ao paciente. 
⯈ Suspender a contenção física o mais breve possível. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
7 
Transporte e Transferência de Paciente 
 
 
 
 
 
7.1 Introdução 
A seguir, explica-se a técnica utilizada para transferir o paciente: 
⯈ Do leito para a cadeira. 
⯈ Da cadeira para o leito. 
⯈ Do leito para a maca. 
⯈ Da maca para o leito. 
Procedimento que será executado por: 
⯈ Enfermeiro. 
⯈ Técnico de enfermagem. 
⯈ Auxiliar de enfermagem. 
Com as finalidades de: 
⯈ Transportar o paciente para realização de procedimentos fora da unidade do paciente. 
⯈ Transportar o paciente do leito para cadeira de banho. 
 
Quadro 7.1 – Transporte e transferência de paciente 
 
DO LEITO PARA A MACA OU DA MACA PARA O LEITO 
MATERIAIS 
– Maca. 
– Lençol. 
– 1 par de luvas de procedimento não estéril para cada profissional. 
TÉCNICA 
– Higienizar as mãos. 
– Reunir o material. 
– Solicitar o auxílio de outros profissionais. O número de profis- 
sionais dependerá do tamanho, peso e grau de dependência 
do paciente. 
– Encaminhar-se para o leito do paciente. 
– Certificar-se da identidade do paciente conferindo a pulseira de 
identificação. 
– Orientar o paciente sobre o procedimento. 
– Calçar as luvas. 
– Aproximar a maca do leito. 
– Nivelar a altura da maca com o leito. Figura 7.1 – Posicionamento das mãos do 
– 
Travar as rodas da maca e do leito. 
profissional para transferir o paciente. 
– Dividir os profissionais igualmentede cada lado do leito. 
– Em caso de paciente inconsciente ou não colaborativo, um terceiro profissional deverá segurar a cabeça para 
evitar lesões. 
– Os profissionais deverão segurar o lençol que está sob o paciente o mais próximo possível do corpo do 
paciente. 
 
34 
 
 
 
 
 
 
 
Quadro 7.2 – Do leito para a cadeira 
 
MATERIAIS 
– Cadeira de rodas, de banho ou fixa. 
– 1 par de luvas de procedimento não estéril para cada profissional. 
TÉCNICA 
– Higienizar as mãos. 
– Reunir o material. 
– Solicitar o auxílio de outros profissionais. O número de profissionais dependerá 
do tamanho, peso e grau de dependência do paciente. 
– Encaminhar-se para o leito do paciente. 
– Certificar-se da identidade do paciente conferindo a pulseira de identificação. 
– Orientar o paciente e acompanhante sobre o procedimento. 
– Calçar luvas de procedimento. 
– Posicionar a cadeira paralelamente ao leito do paciente. 
– Travar as rodas da cadeira e da cama. 
– Aproximar o paciente para a beirada do leito. Figura 7.3 – Cadeira de rodas
 
– Sentar o paciente com os membros inferiores para fora do leito. 
– Abraçar o paciente pela frente ou por trás, nos casos de paciente mais pesa- 
dos ou dependentes. 
– Os braços do profissional devem passar pela região axilar do paciente. 
– No caso do paciente ser mais pesado ou dependente, outro profissional de- 
verá ajudar, carregando os membros inferiores. 
– Contar até três e em um movimento único levantar o paciente e colocá-lo na 
cadeira. 
– Posicionar o paciente confortavelmente na cadeira. 
– Colocar os pés do paciente no apoio para pés. 
– Transportar o paciente para seu local de destino. 
– Deixar a unidade em ordem. Figura 7.4 – Cadeira de banho 
 
 
Erguer as grades e transportar o paciente para o local de 
destino. 
 
 
 
35 
 
 
 
7.2 Considerações finais 
Algumas observações se fazem importantes sobre as técnicas descritas anteriormente: 
⯈ A higienização das mãos segue padronização do SCIEH de cada instituição. 
⯈ Os profissionais deverão dividir o peso do paciente para evitar lesões em quem par- 
ticipou da transferência. 
⯈ Quando o paciente estiver com drenos e sondas, estes deverão ser pinçados no mo- 
mento da transferência e abertos assim que o paciente estiver confortável no leito ou 
na cadeira. 
⯈ O transporte da maca deverá ser feito com as grades elevadas, devido ao risco de 
quedas. 
⯈ As macas e as cadeiras possuem suportes e dispositivos para encaixe de frascos de 
drenagem e frasco de soro. 
⯈ Solicitar ao paciente para permanecer com os membros superiores cruzados sobre o 
tórax para evitar que ele, por insegurança, segure na cama, maca ou cadeira durante 
a transferência. 
⯈ Organizar a unidade do paciente quando retornar com ele para o leito. 
⯈ Pacientes inconscientes ou sem controle motor não devem ser transportados em 
cadeira devido ao risco de queda. 
⯈ Nos casos em que o paciente estiver recebendo oxigênio, este será mantido durante o 
transporte, respeitando-se o volume prescrito. Certificar-se dessa necessidade an- tes 
de iniciar o procedimento de transporte. 
 
36 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
8 
Curativo de Traqueostomia 
 
 
 
 
 
8.1 Introdução 
A seguir, explica-se a técnica para realização de antissepsia do ostoma da traqueosto- 
mia. Procedimento a ser executado por: 
⯈ Enfermeiro. 
⯈ Técnico de enfermagem. 
⯈ Auxiliar de enfermagem. 
Com as finalidades de: 
⯈ Manter o ostoma limpo e seco. 
⯈ Evitar infecções. 
⯈ Remover secreção. 
 
Quadro 8.1 – Curativo de traqueostomia 
 
MATERIAIS 
Solução: 
– Soro fisiológico 0,9%. 
 
Bandeja contendo: 
– Pacote de curativo estéril. 
– Pacote de gaze estéril. 
– Fita hipoalergênica. 
– Tesoura. 
– Cadarço. 
– Saco de lixo. 
– 
Gaze embebida em álcool. 
Figura 8.1 – Material para curativo de traqueostomia. 
TÉCNICA 
– Higienizar as mãos. 
– Reunir o material e encaminhar-se ao leito do paciente. 
– Certificar-se da identidade do paciente conferindo a pulseira de identificação. 
– Orientar o paciente e/ou acompanhante sobre o procedimento a ser realizado. 
– Higienizar as mãos. 
– Abrir o pacote de curativo com técnica asséptica e dispor as pinças. 
– Abrir o pacote de gaze estéril sobre o campo do curativo. 
– Realizar a desinfecção da ampola de SF 0,9% com gaze embebida em álcool a 70%, antes de realizar 
sua abertura. 
 
38 
 
 
 
 
 
– Explicar ao paciente a finalidade do procedimento. 
– Retirar com a pinça dente de rato as gazes sujas da traqueostomia. 
– Realizar antissepsia ao redor do ostoma utilizando a pinça Kelly com a gaze umedecida em soro fisiológico 0,9%, 
em movimentos circulares em sentido único (horário). 
– Realizar este passo do procedimento quantas vezes forem necessárias. 
– Secar com gaze. 
– Trocar o cadarço. 
– Colocar 2 gazes dobradas (uma de cada lado da cânula) entre a pele e a fixação com o cadarço. 
– Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. 
– Higienizar as mãos. 
– Checar o procedimento na prescrição de enfermagem. 
– Realizar anotação de enfermagem relatando o aspecto do ostoma, se há ou não presença de secreção e 
qual material utilizado para o procedimento. 
– Comunicar se forem observadas alterações. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 8.2 – Cânula de traqueostomia descartável. Figura 8.3 – Cânula de traqueostomia de metal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 8.4 – Cânula de traqueostomia com fixação. 
39 
 
 
 
8.2 Considerações finais 
Algumas observações se fazem importantes sobre a técnica descrita: 
⯈ A higienização das mãos segue padronização do SCIEH de cada instituição de saúde. 
⯈ O descarte de material segue padronização do SCIEH de cada instituição de saúde. 
⯈ O curativo deverá permanecer sempre limpo e seco. 
⯈ Realizar desinfecção da bandeja com álcool 70% antes e após o seu uso. 
⯈ O material, após a realização do curativo, não deverá ser desprezado no lixo do 
quarto, e sim colocado dentro de um saco plástico e desprezado no lixo do expurgo 
no setor. 
⯈ Manter o ambiente livre de correntes de ar. 
⯈ Máscara, luvas e óculos deverão ser utilizados como Equipamento de Proteção Individual. 
⯈ Evitar conversar enquanto é realizada a técnica do curativo. 
⯈ Aspirar o paciente antes da realização do curativo. 
⯈ Durante a realização do procedimento, não deixar com que o SF 0,9% escorra para 
o ostoma. 
⯈ Manter o cadarço de fixação limpo e seco. 
⯈ Observar e comunicar se houver hiperemia, calor, edema e dor local. 
 
40 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
9 
Curativo de Cateteres Vasculares 
 
 
 
 
 
9.1 Introdução 
A seguir, explica-se a técnica para a realização de antissepsia dos dispositivos venosos 
e arteriais. Procedimento a ser executado por: 
⯈ Enfermeiro. 
⯈ Técnico de enfermagem. 
⯈ Auxiliar de enfermagem. 
Que tem como finalidades: 
⯈ Conservar o local limpo e seco. 
⯈ Prevenir o surgimento de infecção. 
⯈ Verificar e detectar sinais de infecção. 
 
Quadro 9.1 – Curativo de cateteres vasculares 
 
MATERIAIS 
Soluções: 
– Antisséptico (clorexidina alcoólica 0,5%). 
– Soro fisiológico 0,9%. 
 
Bandeja contendo: 
– Gaze embebida em álcool a 70%. 
– Pacote de curativo estéril (pinças: dente de rato, Kelly e anatômica). 
– 3 pacotes de gaze estéril. 
– Fita hipoalergênica ou película transparente. 
– Saco plástico para descartar material utilizado. 
Figura 9.1 – Solução antisséptica 
alcoólica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 9.2 – Pinças para curativo. Figura 9.3 – Fita hipoalergênica. 
 
41 
 
 
 
 
 
TÉCNICA 
 
– Higienizar as mãos. 
– Reunir o material e encaminhar-se ao leito do paciente. 
– Certificar-se da identidade do paciente conferindo a pulseira de identificação. 
– Orientar o paciente e/ou acompanhante sobre o procedimento a ser realizado. 
– Higienizar as mãos. 
– Abrir o pacote de curativo com técnica asséptica e dispor as pinças. 
– Abrir o pacote de gaze estéril sobre o campo do curativo. 
– Realizara desinfecção da ampola de SF 0,9% com gaze embebida em álcool a 70%, antes de realizar 
sua abertura. 
– Umedecer a fita adesiva hipoalergênica com soro fisiológico para facilitar sua retirada. Se o cateter estiver 
ocluído com filme transparente, retirar conforme orientação do fabricante. 
– Remover a fita hipoalergênica e as gazes com a pinça dente de rato. 
– Dobrar a gaze com auxílio das pinças Kelly e anatômica. 
– Umedecer a gaze com soro fisiológico. 
– Limpar a inserção do cateter utilizando as faces da gaze umedecida com movimento semicircular, estabele- 
cendo um único sentido (horário) de dentro para fora; em seguida, desprezar a gaze. 
– Secar a inserção do cateter e desprezar a gaze. 
– Umedecer outra gaze com solução antisséptica, limpar a inserção do cateter com movimento semicircular 
estabelecendo um único sentido (horário) de dentro para fora; em seguida, desprezar a gaze. 
– Limpar a extensão do cateter com solução antisséptica em um único sentido. 
– Ocluir com fita hipoalergênica ou filme transparente. 
– Datar o curativo. 
– Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. 
– Higienizar as mãos. 
– Checar o procedimento na prescrição de enfermagem. 
– Realizar anotação de enfermagem relatando o aspecto da inserção do cateter, se há ou não presença de 
sinais flogísticos, a solução utilizada e o material utilizado para a oclusão. 
– Comunicar se forem observadas alterações na inserção do cateter. 
42 
 
 
 
9.2 Considerações finais 
Algumas observações se fazem importantes sobre a técnica descrita. 
⯈ A higienização das mãos segue padronização do SCIEH de cada instituição de saúde. 
⯈ O descarte de material segue padronização do SCIEH de cada instituição de saúde. 
⯈ O local de inserção deve ser protegido com gaze e fita hipoalergênica ou película 
adesiva transparente. 
⯈ A película possui a vantagem de ser impermeável, permitir a visualização constante 
do ponto de inserção e trajeto da veia e proporcionar boa fixação do cateter. 
⯈ A inspeção no ponto de inserção deve ser realizada diariamente, observando sinais 
de hiperemia, dor, calor, edema ou presença de secreção. 
⯈ Se a presilha do cateter venoso central estiver impregnada com sangue ou secre- 
ções, colocar luvas e limpar a parte interna com soro fisiológico 0,9%. 
⯈ O curativo deverá permanecer sempre limpo e seco. 
⯈ Realizar desinfecção da bandeja com álcool 70%, antes e após o seu uso. 
⯈ O cateter deve sempre estar fixo à pele do paciente a fim de prevenir a tração aci- 
dental e evitar dobras e torções. 
⯈ O material, após a realização do curativo, não deverá ser desprezado no lixo do quarto, 
e sim colocado dentro de um saco plástico e desprezado no lixo do expurgo no setor. 
⯈ Manter o ambiente livre de correntes de ar. 
⯈ Máscara e luvas deverão ser utilizadas como Equipamento de Proteção Individual. 
⯈ Os curativos deverão ser datados. 
⯈ Evitar conversar enquanto é realizada a técnica do curativo. 
⯈ Sobre a troca do curativo: 
⯈ Com gaze: a cada 24 horas e sempre que necessário quando úmido, descolado ou sujo. 
⯈ Com película transparente: a cada cinco dias ou antes se estiver suja, úmida ou 
descolada (não usar gaze sob a película). 
 
43 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Curativo de Ferida e 
Deiscência Limpa e Infectada 
 
 
 
 
 
10.1 Introdução 
Explica-se, a seguir, a técnica para a realização de antissepsia de ferida. Procedimento 
a ser executado por: 
⯈ Enfermeiro. 
⯈ Técnico de enfermagem. 
⯈ Auxiliar de enfermagem. 
Que tem como finalidades: 
⯈ Limpar a lesão. 
⯈ Evitar infecção. 
⯈ Propiciar processo de cicatrização. 
⯈ Remover, drenar e absorver o exsudato ou transudato. 
Quadro 10.1 – Curativo de ferida e deiscência limpa e infectada 
 
 
44 
MATERIAIS 
Solução: 
– Soro fisiológico 0,9% (aquecido). 
Bandeja contendo: 
– Pacote de curativo estéril. 
– Pacote de gaze estéril. 
– Cuba rim estéril. 
– Fita hipoalergênica. 
– 
Seringa estéril de 20 ml. 
Figura 10.1 – Pacote de curativo Figura 10.2 – Cuba rim 
– Agulha hipodérmica 40 x 12. 
– EPI (luvas de procedimento, óculos 
de proteção, máscara e avental). 
– Saco de lixo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 10.3 – Material de EPI 
 
 
 
 
 
 
TÉCNICA 
– Higienizar as mãos. 
– Reunir o material e encaminhar-se ao leito do paciente. 
– Certificar-se da identidade do paciente conferindo a pulseira de identificação. 
– Orientar o paciente e/ou acompanhante sobre o procedimento a ser realizado. 
– Higienizar as mãos. 
– Abrir o pacote de curativo com técnica asséptica e dispor as pinças. 
– Abrir o pacote de gaze estéril sobre o campo do curativo. 
– Realizar a desinfecção da ampola de SF 0,9% com gaze embebida em álcool a 70%, antes de realizar 
sua abertura. 
– Descobrir apenas a área a ser tratada a fim de garantir a privacidade do paciente. 
– Para evitar que outras áreas sejam umedecidas, colocar compressas ou lençóis próximos à ferida. 
– Os pacotes de curativo, seringa, agulha e gazes só devem ser abertos sobre o campo estéril, tomando-se 
cuidado com a contaminação. 
– Colocar quantidade suficiente de soro fisiológico 0,9% na cuba estéril. 
– Com a gaze umedecida em solução fisiológica, com auxílio da pinça dente de rato, remover a fita hipoaler- 
gênica do curativo anterior. 
– Aspirar 20 ml de soro fisiológico a 0,9%. 
– Lavar a região da ferida com soro fisiológico, com jatos sob pressão utilizando seringa de 20 ml e 
agulha 40 x 12, quantas vezes forem necessárias. 
– Realizar limpeza com a pinça Kelly e gaze ao redor da ferida. Umedecer as gazes com solução fisio- 
lógica 0,9%. 
– Manter a região da ferida úmida com solução fisiológica 0,9% ou produto adequado para o tipo de lesão. 
– Ocluir a ferida com gaze estéril ou compressa, fixar com fita hipoalergênica. 
– Datar o curativo. 
– Deixar o paciente confortável e a unidade em ordem. 
– Higienizar as mãos. 
– Checar o procedimento na prescrição de enfermagem. 
– Realizar anotação de enfermagem relatando o aspecto da incisão, se há ou não presença de secreção e 
qual material foi utilizado para o procedimento. 
– Comunicar se forem observadas alterações. 
 
10.2 Considerações finais 
Algumas observações importantes sobre a técnica descrita estão listadas a seguir: 
⯈ A higienização das mãos segue padronização do SCIEH de cada instituição de saúde. 
⯈ O descarte de material segue padronização do SCIEH de cada instituição de saúde. 
⯈ O curativo deverá permanecer sempre limpo e seco. 
45 
 
 
 
⯈ Realizar desinfecção da bandeja com álcool 70%, antes e após seu uso. 
⯈ O material, após a realização do curativo, não deverá ser desprezado no lixo do quarto, 
e sim colocado dentro de um saco plástico e desprezado no lixo do expurgo no setor. 
⯈ Manter o ambiente livre de correntes de ar. 
⯈ Máscara e luvas deverão ser utilizadas como Equipamento de Proteção Individual. 
⯈ Os curativos deverão ser datados. 
⯈ Evitar conversar enquanto é realizada a técnica do curativo. 
⯈ Deverá ser realizada a troca do curativo secundário diariamente ou quantas vezes 
forem necessárias. 
 
Quadro 10.2 – Tipos de curativos 
 
– Curativo Primário é o que cobre a incisão cirúrgica ou lesão. 
– Curativo Secundário é o colocado sobre o curativo primário. 
– Curativos com manutenção do meio úmido 
A cicatrização através do meio úmido possui vantagens quando comparada à cicatrização através do 
meio seco. Ela: 
1. Estimula a epitelização, a formação do tecido de granulação e maior vascularização na área da ferida. 
2. Facilita a retirada do tecido morto e impede a formação de espessamentos de fibrina. 
3. Atua como barreira protetora contra micro-organismos. 
4. Ajuda na diminuição da dor. 
5. Mantém a temperatura corpórea. 
6. Previne a perda excessiva de líquidos. 
7. Evita trauma na troca do curativo. 
– Contraindicações para o uso de curativo úmido: 
– Feridas com cicatrização por 1ª intenção. 
– Locais de inserção de cateteres, introdutores, fixadores

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