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Didática: evolução histórica e pensamentos pedagógicos 1.1 O que é didática? O que a didática estuda? A palavra Didática deriva da expressão grega (didaktiké), que se traduz como arte ou técnica de ensinar. A Didática é o estudo do processo de ensino e aprendizagem e, nesse sentido, ela enfatiza a relação professor-aluno (HAYDT, 2006, p 13). A partir da trajetória de surgimento da Didática, é possível perceber que sua temática central se traduziu (e se traduz) em torno de estudos, discussões e análises para nortear e/ou instrumentalizar o processo de ensino-aprendizagem em que estão envolvidos aluno e professor (ALVITE apud DAMIS, 2007). As preocupações centravam-se (e centram-se), ainda, no estudo de um conjunto de normas, recursos e procedimentos que deveriam informar e orientar o trabalho docente. a Didática, segundo Masetto(1997, p. 13) vai pensar e refletir sobre questões relacionadas à escola e à sala da aula, dentre as quais, destacamos: • Como a criança e o adolescente aprendem? • Como é a atividade do professor em aula? • Como o professor ajuda os alunos a aprender? • Como organizar o currículo de uma escola? • Como desenvolver a capacitação dos professores? • Como motivar os alunos? • Como fazer o processo de avaliação? a Didática é reconhecida como um campo de estudo que se dedica a compreender as práticas pedagógicas, bem como a buscar alternativas e caminhos para que a aprendizagem se realize de forma ativa e significativa. Também investiga as condições materiais e sociais que permeiam as relações entre a docência e a aprendizagem e, ainda, se preocupa em conhecer e estudar as teorias da educação, as quais norteiam as diretrizes da atividade profissional dos professores (LIBÂNEO, 1994). 1.2 Desenvolvimento histórico da Didática: principais teóricos e evolução das ideias pedagógicas Estudos realizados por Haydt (2006) e Libâneo (1994-2002) revelam que a história da Didática está relacionada ao aparecimento do ensino – no decorrer do desenvolvimento da sociedade, da produção e das Ciências – como uma atividade planejada e intencional, destinada à instrução. O termo “Didática” teve origem quando os adultos começaram a intervir, de forma organizada e planejada, na atividade de aprendizagem de crianças e jovens, por meio do agrupamento dos conhecimentos pedagógicos e da atribuição da atividade de ensinar com intenção pedagógica. Foi no século XVII que a Didática emergiu formalmente como uma área de conhecimento que visa à investigação da ligação entre ensino e aprendizagem. Nesse século, João Amós Comênio (1592-1670) escreveu a primeira obra clássica sobre Didática1, A Didática Magna, a qual é uma de suas obras mais expressivas. Na sua obra A Didática Magna, Comênio propõe a reforma da escola na busca pelo ensino, pela aprendizagem e por um método para preparar o indivíduo para a cidadania, partindo da vida religiosa-comunitária, fundamentado nas leis e estruturas da natureza. Comênio (apud LIBÂNEO, 1994) foi o primeiro educador a formular a ideia de que os conhecimentos deveriam ser difundidos a todos, a criar princípios e regras do ensino. Outro aspecto que merece destaque na Didática defendida por Comênio é a proposta de uma educação de uso prático e contextualizada, na qual o homem deixa de ser mero espectador. Comênio defende também, na sua obra, A Didática Magna, que o professor, ao ensinar sobre um assunto, deveria preencher as seguintes etapas: 1. Apresentar o objeto ou ideia diretamente, fazendo demonstração, pois o aluno aprende através dos sentidos, principalmente vendo e tocando. 2. Mostrar a utilidade específica do conhecimento transmitido e a sua aplicação na vida diária. 3. Fazer referência à natureza e [à] origem dos fenômenos estudados, isto é, às suas causas. 4. Explicar primeiramente os princípios gerais e só depois os detalhes. 5. Passar para o assunto ou tópico seguinte do conteúdo apenas quando o aluno tiver compreendido o anterior (COMÊNIO apud HAYDT, 2006,p.17). As ideias apresentadas e defendidas por Comênio impulsionaram o surgimento de uma teoria do ensino, influenciando diretamente o trabalho docente,mas, mesmo assim, Comênio não conseguiu retirar algumas crenças usuais da época, sobre o ensino, pois, mesmo partilhando um ensino a partir da observação e da experiência sensorial, manteve seu caráter transmissor; e, apesar de defender a adaptação do ensino às fases do desenvolvimento infantil, conservou, ao mesmo tempo, um método único e o ensino simultâneo a todos. As ideias de Comênio só começaram a vigorar depois do século XVII, após modificações no modelo da sociedade. Assim, tanto no século XVII como nos séculos seguintes, ainda predominavam práticas escolares da Idade Média, tais como: “ensino intelectualista, verbalista e dogmático, memorização e repetição mecânica dos ensinamentos dos professores” (LIBÂNEO, 1994, p. 59). Mudanças intensas nas formas de produção da sociedade foram ocorrendo, resultando em grande desenvolvimento da ciência e da cultura. Foi diminuindo o poder do clero e da nobreza, aumentando o da burguesia, que se fortaleceu como classe social. Logo, foi crescendo também a necessidade de um ensino ligado às exigências do mundo da produção e dos negócios e, ao mesmo tempo, um ensino que contemplasse o livre desenvolvimento das capacidades e interesses individuais. Assim, demarcamos outro grande nome da Didática: Jean Jacques Rousseau (1712- 1778), filósofo iluminista, considerado um dos principais pensadores franceses do século XVIII, que, procurando atender aos anseios da época, propôs uma nova concepção de ensino, a qual se fundamentava diretamente nas necessidades e nos interesses da criança. Suas ideias mais importantes evidenciam justamente que o processo de ensino, sendo determinado pelos interesses e pelas necessidades imediatas do aluno, deve ser organizado e desenvolvido a partir de tais determinações. As principais ideias de Rousseau (apud LIBÂNEO, 1994, p.60): 1. A preparação da criança para a vida adulta deve basear-se no estudo das coisas que correspondem às suas necessidades e interesses atuais. Antes de ensinar as ciências, elas precisam ser levadas a despertar o gosto pelo estudo. Os verdadeiros professores são a natureza, a experiência e o sentimento.O contato da criança com o mundo que a rodeia é que desperta o interesse e suas potencialidades naturais. 2. A Educação é um processo natural, ela se fundamenta no desenvolvimento interno do aluno. As crianças são boas por natureza; elas têm uma tendência natural para se desenvolver. Rousseau não colocou suas ideias em prática e nem elaborou uma teoria de ensino. Essa tarefa foi realizada por outro grande nome da Didática, o pedagogo João Henrique Pestalozzi (1746-1827), que trabalhou na educação de crianças pobres, em instituições que ele próprio dirigiu. Atribuía grande importância ao ensino como meio de educação e desenvolvimento das capacidades humanas, cultivando o sentimento, a mente e o caráter. A educação era entendida por Pestalozzi como um instrumento de reforma social, ou seja, uma possibilidade que poderia mudar as condições precárias de vida do povo. Defendeu a democratização da educação e o acesso à educação escolar para todas as crianças, independentemente de sua condição social(HAYDT, 2006). O método de ensino elaborado por Pestalozzi (apud HAYDT, 2006, p. 19) trouxe à educação intelectual vários aspectos inovadores: “o emprego do cálculo mental, o uso de técnicas e fonéticas na linguagem e o estudo da Geografia e das ciências feito em contato direto com o ambiente natural”. Os princípios educacionais formulados por Pestalozzi (apud HAYDT, 2006) podem ser resumidos nos seguintes tópicos: • O estabelecimento de uma relação de amor e respeito mútuosentre professor e aluno. • O professor deve respeitar a individualidade do aluno. • A finalidade da educação é favorecer o desenvolvimento físico, intelec- tual e moral. • O objetivo do ensino não é a exposição dogmática e a memorização, mas sim o desenvolvimento das capacidades intelectuais do aluno. • A instrução escolar deve favorecer tanto o desenvolvimento físico como o intelectual. • A aprendizagem escolar não deve corresponder apenas à aquisição de conhecimentos, mas principalmente ao desenvolvimento de habilidades e ao domínio de técnicas. • O método de instrução deve ter por base a observação ou percepção sensorial e começar pelos elementos mais simples. • O ensino deve seguir a ordem psicológica e respeitar o desenvolvimento infantil. • O professor deve desenvolver cada tópico do conteúdo de tal forma gradual, considerando que a aquisição dos conhecimentos se dá forma gradativa. Na sequência, encontramos Johann Friedrich Herbart (1776-1841), pedagogo alemão que também exerceu grande influência na didática e na prática docente. Destacou a educação como responsável pela formação das representações e pela forma como essas representações são combinadas nos mais elaborados processos mentais. Tentou formular um método único de ensino, com base nos parâmetros das leis psicológicas do conhecimento. Assim, determinou quatro passos didáticos que deveriam ser rigorosamente seguidos pelo professor: • A preparação e a apresentação da matéria de forma clara e completa, às quais denominou clareza. • A associação entre as ideias antigas e as novas. • A sistematização dos conhecimentos, tendo em vista a generalização. O sistema pedagógico de Hebart auxiliou na organização da prática docente, trazendo alguns esclarecimentos importantes, tais como: a necessidade de estruturação e ordenação do processo de ensino, a exigência de entendimento dos assuntos estudados e não apenas a memorização. Mesmo assim, o ensino não deixava de ser entendido como repasse de ideias do professor para a cabeça do aluno, que deveria entender o que o professor transmitia, mas apenas com a finalidade de reproduzir a matéria transmitida. As ideias pedagógicas dos pensadores Comênio, Rousseau, Pestalozzi e Herbart, bem como de outros pensadores que não mencionamos, formam as bases do pensamento pedagógico europeu, disseminando-se posteriormente por todo o mundo e definindo as concepções pedagógicas, que na atualidade são conhecidas como Pedagogia Tradicional e Pedagogia Renovada. Após Hebart, entre o século XIX e a primeira metade do século XX, trazemos John Dewey (1859-1952), que se opôs à concepção defendida por Hebart – a educação para a instrução –, defendendo a educação pela ação. Para ele, “o homem é um ser eminentemente social. Assim sendo, são as necessidades sociais que norteiam sua concepção de vida e educação” (HAYDT, 2006, p. 21-22). O conceito central de seus pressupostos é a experiência, a qual, para ele, é o que impulsiona e dirige o conhecimento. O professor deverá criar situações estimuladoras para instigar, nos alunos, reações e respostas que garantam a formação de atitudes intelectuai e sentimentais adequadas. Para isso, o ensino deve ser desenvolvido pelo professor, a partir de centros de interesses diretos e práticas com significação para a vida do aluno (DEWEY apud DAMIS, 2007). Nessa perspectiva, é um grande defensor dos métodos de ensino ativos. Métodos de ensino ativos são aqueles que permitem a participação efetiva dos alunos no processo ensino-aprendizagem, propiciando-lhes a construção de novos significados. A pedagogia de Dewey trouxe aspectos inovadores, diferenciando-se especialmente pela oposição à escola tradicional. Difundiu, em sua proposta, a necessidade de a escola criar condições e meios para estimular o pensamento e a reflexão dos alunos, suscitando críticas sobre a função específica da escola na educação formal do aluno para a vida social, mas não questiona a sociedade e seus valores como estão propostos no seu tempo; sua teoria representa plenamente os ideais liberais, sem se contrapor aos valores burgueses, acabando por reforçar a adaptação do aluno à sociedade. 1.3 Da Didática Instrumental para Didática Fundamental O que é uma didática exclusivamente instrumental? A Didática, numa perspectiva instrumental, é concebida como um conjunto de conhecimentos técnicos sobre o “como fazer” pedagógico, conhecimentos estes apresentados de forma universal e, conseqüentemente, desvinculados dos problemas relativos ao sentido e aos fins da educação,dos conteúdos específicos, assim como do contexto socio-cultural concreto em que foram gerados (CANDAU, 2002,13-14). Para a autora, nessa proposta (a Didática exclusivamente instrumental) o processo de ensino-aprendizagem é desenvolvido a partir de uma visão reducionista e neutra. Por isso, propõe a construção de uma Didática fundamental, a qual deve assumir a multidimensionalidade do processo ensino-aprendizagem e promover uma articulação entre as dimensões humana, técnica e político-social no centro de sua discussão (CANDAU, 2002). O que significa cada uma das dimensões mencionadas pela autora. Na abordagem humanista: a didática tem como centro a dimensão humana no processo ensino-aprendizagem, preocupando-se, pois, com a aquisição de atitudes como empatia, calor humano, etc. Considera a relação interpessoal como centro do processo ensino-aprendizagem. Na abordagem técnica: o processo ensino-aprendizagem é uma ação intencional e sistemática, portanto precisa ser organizado da melhor maneira possível, considerando os objetivos instrucionais, o conteúdo programático, as estratégias de ensino, o sistema de avaliação. Há uma busca pela organização de condições que favoreçam a aprendizagem. Em relação à dimensão político-social, a autora explica que tal dimensão está intimamente relacionada à organização social, evidenciando que a dimensão político-social impregna toda prática pedagógica, pois todo processo ensino-aprendizagem “[...] acontece sempre numa cultura específica, trata com pessoas concretas que têm uma posição de classe definida na organização social em que vivem”. Então, toda prática pedagógica possui em si mesma uma dimensão político-social (CANDAU, 2002, p. 14). A Didática fundamental se preocupa com os seguintes elementos: “como realizar a prática pedagógica”; “para que realizar a prática pedagógica”; “por que realizar a prática pedagógica”. Para finalizar, queremos destacar que, na Didática instrumental, a Didática é concebida como “um conjunto de procedimentos e técnicas que o professor deve dominar para promover um ensino eficiente. É a operacionalidade do processo que constitui a preocupação central”. Já a Didática fundamental é concebida como “um saber de mediação e garante sua especificidade pela preocupação com a compreensão do processo ensino- aprendizagem e a busca de intervenção na prática pedagógica, concebida como prática social, articulando sempre o ‘fazer’ com o sentido ético e político de todo projeto educativo” (CANDAU, 2003, p. 74). 1.4 Didática Inter/Multicultural A perspectiva do multi/interculturalismo, é uma expressão contemporânea para as demandas atuais e para as novas exigências de trabalho docente e discente. Em contrapartida a esta concepção encontra-se nos espaços escolares, por vezes, uma prática ancorada em uma didática monocultural, utilizada quando a escola ao invés de propagar o respeito à diversidade tenta incultir ao aluno um olhar único e portanto monocultural. A importância de se considerar a temática cultural para compreender uma exigência que a sociedade vem travando ao longo do tempo se faz a cada dia mais necessária para que possamos compreender e responder às questões que envolvem o direito à diferençae o direito à igualdade, além da compreensão das múltiplas razões que circunscrevem as dificuldades que muitos alunos encontram nas expectativas escolares. Portanto, para inserção de uma nova concepção de didática, que visa uma perspectiva multi/intercultural, faz-se necessário buscar estratégias onde as diferenças culturais possam coexistir de forma democrática no cotidiano das instituições, de modo que as práticas pedagógicas possam ser repensadas e/ou reinventadas, incorporando criticamente, a questão das diferenças culturais, na pluralidade de suas manifestações e dimensões. ATIVIDADE 1. Em qual contexto a Didática surgiu? Quais são os pressupostos evidenciados pelos grandes teóricos da Didática em relação ao processo de ensino e aprendizagem? A Didática surgiu no contexto em que o ensino passou a ser uma atividade planejada, sistematizada e intencional, acompanhando o desenvolvimento da sociedade, da produção e da ciência. Formalmente, ela emerge no século XVII, com a obra Didática Magna de João Amós Comênio, que sistematiza métodos e princípios para tornar o ensino mais eficiente e acessível a todos. Os pressupostos principais dos grandes teóricos incluem: *Ensino baseado na observação, na experiência sensorial e na realidade dos alunos (Comênio, Pestalozzi, Rousseau). *Centralidade do aluno como protagonista do processo, valorizando suas necessidades e interesses (Rousseau e Dewey). *Ênfase no desenvolvimento integral do aluno: físico, intelectual, moral e afetivo (Pestalozzi). *O processo de ensino deve ser ativo, prático, reflexivo e significativo, onde a aprendizagem ocorre pela interação com o meio e a resolução de problemas (Dewey). *A organização do ensino exige clareza, associação, sistematização e aplicação prática dos conteúdos (Herbart). *A Didática deve articular as dimensões técnica, humana e político- social, considerando não apenas o como ensinar, mas também o para que e por que ensinar (Candau). 2. Qual(is) é(são) a(s) contribuição(ões) da Didática para o trabalho docente? As principais contribuições da Didática são: *Oferece fundamentação teórica e metodológica para planejar, organizar e conduzir o processo de ensino-aprendizagem. *Ajuda o professor a compreender como o aluno aprende, permitindo escolher estratégias adequadas para cada situação. *Orienta na organização dos conteúdos, metodologias, recursos e formas de avaliação, tornando o ensino mais eficaz e significativo. *Favorece o desenvolvimento de uma prática reflexiva, crítica e ética, considerando as dimensões humanas, sociais e culturais. *Permite que o professor atue como mediador do conhecimento, respeitando as individualidades e os contextos socioculturais dos alunos. *Promove uma prática pedagógica inclusiva, que valoriza a diversidade e combate práticas monoculturais. 3. Leia a citação a seguir e a partir dela reflita sobre o tema: “um professor que tem didáti- ca”. Em seguida, escreva um texto (no máximo 20 linhas) caracterizando esse professor. Um professor que tem didática é aquele que compreende que ensinar vai além de transmitir conteúdos. Ele planeja, organiza e conduz suas aulas de forma intencional, buscando estratégias que tornem a aprendizagem significativa para seus alunos. Estabelece uma relação de respeito, acolhimento e empatia, criando um ambiente onde o estudante se sente seguro para aprender, questionar e se desenvolver. Esse professor reconhece a diversidade presente na sala de aula e adapta suas metodologias considerando as necessidades, os interesses e os contextos socioculturais dos alunos. Ele estimula a autonomia, o pensamento crítico e o protagonismo dos estudantes no processo de construção do conhecimento. Além disso, é capaz de articular teoria e prática, saberes técnicos e humanos, sempre atento aos aspectos éticos, políticos e sociais do ato de educar. Seu papel vai além do simples repasse de informações: ele forma cidadãos conscientes, capazes de intervir na realidade e transformar o mundo em que vivem. 4. Quais são as dimensões que integram a Didática fundamental? Comente cada uma delas. Segundo Candau (2002), a Didática Fundamental articula três dimensões principais: 🔹 Dimensão Humana: Valoriza as relações interpessoais, o acolhimento, a empatia e o cuidado. Coloca o ser humano no centro do processo educativo, reconhecendo a importância dos vínculos afetivos, do respeito às individualidades e da escuta ativa no desenvolvimento da aprendizagem. 🔹 Dimensão Técnica: Refere-se ao planejamento, à organização e à condução das práticas pedagógicas. Inclui a escolha dos conteúdos, métodos, estratégias de ensino, recursos didáticos e formas de avaliação, sempre de maneira sistemática, eficiente e adequada às necessidades dos alunos. 🔹 Dimensão Político-Social: Compreende que o ato de educar não é neutro. A prática pedagógica está inserida em um contexto social, político e cultural, devendo contribuir para a formação de sujeitos críticos, conscientes de seus direitos e deveres, capazes de atuar na transformação da sociedade e na promoção da justiça social. Estas três dimensões, quando integradas, fazem da Didática um instrumento que não apenas orienta o “como fazer” na sala de aula, mas também reflete sobre os sentidos, os fins e os impactos da educação na formação humana e na sociedade.