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Com base na NBR 10068 (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS, 1987), que estabelece diretrizes para as folhas de desenho, leiaute e dimensões, além de padronização, a Norma 6492 apresenta os tipos de papéis utilizados nos desenhos com suas respectivas legendas (selo) e dobramentos. No Quadro 1, são descritos os tipos de linhas do desenho. Segundo Farrely (2011, p. 72), para indicar distintos graus de solidez e permanência nos desenhos (plantas cortes, fachadas, detalhamentos), diferentes variações de espessuras de linhas são utilizadas: Uma linha grossa sugere mais permanência ou o material pesado (assim, pode ser empregada para representar uma parede de alvenaria), enquanto uma linha fina indica uma condição mais provisória ou um material leve (sugerindo um móvel temporário, por exemplo). Fonte: Adaptado de Associação Brasileira de Normas Técnicas (1984). Tipo Emprego Grossa 1 Arestas e contornos visíveis. 2 Linha de corte. Fina 3 Arestas e contornos não visíveis. 4 Linha de ruptura curta. 5 Linhas de cota e de extensão; hachuras; linhas de chamada. 6 Eixos de simetria e linhas de centro; posições extremas de peças móveis. 7 Linha de ruptura longa. Quadro 1. Tipos e empregos das linhas segundo as normas técnicas 7Representação gráfica Além dos tipos de linhas, letras e números, são utilizadas, nas representa- ções, juntamente com as escalas, indicação de norte, de linhas de chamada, de sentido, em escadas e rampas. Essas indicações, além de complementar o desenho, permitem entender as relações da edificação com o seu terreno e orientação. A conceituação e o emprego das cotas, cotas de nível e marcações, de coordenadas para eixos de estruturas, cortes gerais e detalhes construtivos também são apresentados pela norma de maneira bastante detalhada. Sobre as cotas, a norma recomenda que elas sejam desenhadas sempre em metros, que estejam localizadas fora do desenho (salvo alguma impossi- bilidade), representando o máximo de medidas possíveis, mas evitando a sua duplicação. A norma sugere, ainda, como desenvolver a indicação e numeração dos títulos dos desenhos, designação das portas e esquadrias, além do quadro geral de áreas, esquadrias e acabamentos, trazendo, inclusive, uma convenção de materiais que pode ser adotada. As normas técnicas são elaboradas pela ABNT. Como do- cumento técnico, elas são vendidas pelo site da associação, e as suas cópias não são autorizadas. Para saber mais, acesse o link ou código a seguir. https://qrgo.page.link/4bvvR Elementos do desenho técnico No desenho técnico, o maior nível de informações e detalhes é bem-vindo, porque é com base nos elementos desse desenho (paredes, lajes, vigas, pilares, esquadrias, desníveis, escadas, cotas e cotas de nível, telhados, entre outros) que o anteprojeto e o projeto executivo são elaborados para a futura execução. Representação gráfica8 Segundo Farrely (2011, p. 70), a planta “[…] é uma projeção ortogonal de um objeto tridimensional tomada a partir de um plano de corte horizontal”. A planta é uma vista superior do objeto desenhado, que inclui todas as exigên- cias do programa de necessidades, espaços e formas apresentadas às funções associadas, com as condições físicas e ambientais do local implantado. Ela é composta por uma série de cômodos conectados entre si e por acessos e circulações. As plantas podem ser: do pavimento térreo (demonstra a entrada da edifi- cação e sua relação com os espaços externos), dos demais pavimentos ou do pavimento tipo (quando se tratar de edifício em altura, sempre demonstrará as conexões verticais), da cobertura (indicando os caimentos dos planos de cobertura), de situação (apresentando a edificação no contexto de seu terreno ou entorno imediato) ou de localização (indicando o contexto da edificação e do terreno em relação aos terrenos vizinhos e sobre as vias, os passeios, entre outros). Conforme afirma Farrely (2011, p. 78), “[…] o corte é uma projeção orto- gonal de um objeto tridimensional sobre um plano vertical que o secciona”. Desenhados posteriormente às plantas, ou de forma paralela, os cortes apre- sentam as dimensões verticais da obra, bem como as suas relações entre o interior e o exterior, podendo ser longitudinais e transversais, em quantidade que o arquiteto, engenheiro ou projetista julgar necessária para o adequado entendimento do projeto. A planta baixa e o corte da edificação são sessões ou cortes realizados nos desenhos, respectivamente, de modos horizontal e vertical (Figuras 2 e 3). Na planta baixa (Figura 2), são representados todos os elementos visíveis horizontalmente a uma altura de 1,20 cm do piso. Logo, são representados a estrutura da edificação, as paredes externas e internas (com suas devidas espessuras), todas as aberturas (portas e janelas), as escadas, as lareiras, os equipamentos fixos da cozinha e do banheiro, por exemplo, as diferenças de níveis existentes na edificação, os tipos de pisos, os acessos (principais, de serviço, de garagem), o norte (e sua orientação solar) e todos os demais elementos que o projetista achar necessário. Na planta, são demarcadas todas as dimensões, cotas, necessárias para a sua execução. 9Representação gráfica