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<p>Projeto Arquitetônico Interdisciplinar I data:abr/2014 fl. 23</p><p>2 – Representação Gráfica na Aquitetura</p><p>2.1 Traços</p><p>Os traços de um desenho normatizado devem ser regulares, legíveis (visíveis) e devem</p><p>possuir constraste umas com as outras.</p><p>Linha auxiliar Pena 0,1mm</p><p>Linha fina Pena 0,2mm</p><p>Linha média Pena 0,4mm</p><p>Linha grossa Pena 0,6mm</p><p>Linha de eixo Traço-ponto</p><p>Linha de corte Traço-ponto</p><p>Linha de projeção Tracejado</p><p>Normalmente ocorre uma hierarquização das linhas, obtida através do diâmetro da pena</p><p>(ou do grafite) utilizados para executá-la. Tradicionalmente usam-se quatro espessuras de</p><p>pena:</p><p>• Linhas complementares - Pena 0,1mm. Usada basicamente para registrar elementos</p><p>complementares do desenho, como linhas de cota, setas, linhas indicativas, linhas de</p><p>projeção, etc.</p><p>• Linha fina - Pena 0,2mm (ou 0,3mm). Usada para representar os elementos em vista.</p><p>• Linha média - Pena 0,4mm (ou 0,5mm). Usada para representar os elementos que se</p><p>encontram imediatamente a frente da linha de corte.</p><p>• Linha grossa - Pena 0,6mm (ou 0,7mm). Usada para representar elementos especiais,</p><p>como as linhas indicativas de corte (eventualmente é usada para representar também</p><p>elementos em corte, como a pena anterior).</p><p>Quanto ao tipo de traços, é possível classificá-los em:</p><p>• Traço contínuo: são as linhas comuns.</p><p>• Traço interrompido: representa um elemento de desenho "invisível" (ou seja, que esteja</p><p>além do plano de corte).</p><p>Projeto Arquitetônico Interdisciplinar I data:abr/2014 fl. 24</p><p>• Traço-ponto: usado para indicar eixos de simetria ou linhas indicativas de planos de</p><p>corte.</p><p>Os elementos que em um desenho projetivo estão sendo cortados aparecem delimitados</p><p>com um traço de espessura maior no desenho. Além do traço mais grosso, esses</p><p>elementos podem estar preenchidos por um tracejado ou trama. Cada material é</p><p>representado com uma trama diferente.</p><p>2.2 Escalas</p><p>A NBR 6492 (1994) apresenta uma série de escalas padronizadas para desenho</p><p>arquitetônico cujos valores mais usuais são descritos abaixo:</p><p>• Escala 1:1, 1:2, 1:5 e 1:10 - Detalhamentos em geral;</p><p>• Escala 1:20 e 1:25 - Ampliações de banheiros, cozinhas ou outros compartimentos;</p><p>• Escala 1:50 - É a escala mais indicada e usada para desenhos de plantas, cortes e</p><p>fachadas de projetos arquitetônicos;</p><p>• Escala 1:75 - Juntamente com a de 1:25, é utilizada apenas em desenhos de</p><p>apresentação que não necessitem ir para a obra.</p><p>• Escala 1:100 - Opção para plantas, cortes e fachadas quando é inviável o uso de 1:50.</p><p>Plantas de situação e paisagismo. Também para desenhos de estudos que não</p><p>necessitem de muitos detalhes;</p><p>• Escala 1:175 - Para estudos ou desenhos que não vão para a obra;</p><p>• Escala 1:200 e 1:250 - Para plantas, cortes e fachadas de grandes projetos, plantas de</p><p>situação, localização, topografia, paisagismo e desenho urbano;</p><p>• Escala 1:500 e 1:1000 - Planta de localização, paisagismo, urbanismo e topografia;</p><p>• Escala 1:2000 e 1:5000 - Levantamentos aerofotogramétricos, projetos de urbanismo e</p><p>zoneamento.</p><p>Projeto Arquitetônico Interdisciplinar I data:abr/2014 fl. 25</p><p>Cada folha de desenho ou prancha deve ter indicada em seu título as escalas utilizadas</p><p>nos desenhos ficando em destaque a escala principal. Cada desenho terá sua respectiva</p><p>escala indicada junto dele.</p><p>2.3 Cotagem</p><p>Cotas são os números que correspondem às medidas reais no desenho e, portanto,</p><p>independem da escala usada no projeto.</p><p>É a forma pela qual passam-se nos desenhos, as informações referentes as dimensões</p><p>de projeto.</p><p>Assim, para quem executa a obra, a visualização e aplicação das dimensões se torna</p><p>mais clara e direta. Isso não impede que seja utilizada outra unidade. Normalmente, para</p><p>desenhos de alguns detalhes, quando a execução requer rigorosa precisão, as dimensões</p><p>podem ser dadas em milímetros. Na hora de cotar, deve-se ter o cuidado de não</p><p>apresentar num mesmo desenho, duas unidades diferentes, centímetros e metros por</p><p>exemplo.</p><p>As áreas podem e devem ser dadas em metros. Assim, procurar sempre informar através</p><p>de uma "nota de desenho" as unidades utilizadas, como por exemplo: "cotas dadas em</p><p>centímetros" e "áreas em metros". As cotas indicadas nos desenhos determinam a</p><p>distância entre dois pontos, que pode ser a distância entre duas paredes, a largura de um</p><p>vão de porta ou janela, a altura de um degrau de escada, o pé direito de um pavimento,</p><p>etc. A ausência das dimensões provocará dúvida para quem executa, e na dificuldade de</p><p>saná-las, normalmente o responsável pela obra, extrai do desenho, a informação,</p><p>medindo com o metro, a distância desejada.</p><p>Portanto, não são indicadas, para os desenhos de projetos executivos, as escalas de</p><p>1:25, 1:75, 1:125, difíceis de se transformar com a utilização da trena de obra.</p><p>Os desenhos de arquitetura, bem como todo desenho técnico, devem ter as suas medidas</p><p>indicadas corretamente.</p><p>Indicar a medida da cota errada ou uma má indicação costuma trazer prejuízos e</p><p>aborrecimentos.</p><p>Projeto Arquitetônico Interdisciplinar I data:abr/2014 fl. 26</p><p>A Figura 2.1 ilustra as principais propriedades das cotas.</p><p>Figura 2.1 – Utilização de cotas em desenho arquitetônico</p><p>MONTENEGRO (2001) aponta alguns erros comuns em cotas ilustrados na Figura 2.2.</p><p>Figura 22 – Erros comuns em cotagem (Montenegro, 2001)</p><p>Projeto Arquitetônico Interdisciplinar I data:abr/2014 fl. 27</p><p>As cotas, sempre que possível devem estar margeando os desenhos, ou seja, fora do</p><p>limite das linhas principais de uma planta, corte, ou qualquer outro desenho. Isso não</p><p>impede que algumas cotas sejam dadas no interior, mas deve-se evitar, a fim de não</p><p>dificultar a leitura das informações.</p><p>Assim os princípios gerais podem ser assim resumidos:</p><p>• As cotas de um desenho ou projeto devem ser expressas em uma única unidade de</p><p>medida;</p><p>• As cotas devem ser escritas sem o símbolo da unidade de medida (m, mm ou cm);</p><p>• As cotas devem ser escritas acompanhando a direção das linhas de cota;</p><p>• Qualquer que seja a escala do desenho, as cotas representam a verdadeira grandeza</p><p>das dimensões;</p><p>• As linhas de cota devem ser contínuas e os algarismos das cotas devem ser colocados</p><p>ACIMA da linha de cota;</p><p>• Quando a peça for muito grande deve-se interromper a peça e não a linha de cota:</p><p>• Uma cota não deve ser cruzada por uma linha do desenho;</p><p>• Não traçar linha de cota como continuação de linha da figura;</p><p>• Os ângulos serão medidos em graus, exceto nas coberturas e rampas que se indicam</p><p>em porcentagem.</p><p>2.4 Caligrafia Técnica</p><p>A norma NBR 8402 (1994) fixa características de escrita usadas em projetos. Aplica-se a</p><p>escrita à mão livre ou por instrumentos. As prescrições encontram-se na Figura 2.3.</p><p>Projeto Arquitetônico Interdisciplinar I data:abr/2014 fl. 28</p><p>Figura 2.3 – Prescrições normativas para caligrafia técnica</p><p>2.5 Representação de Materiais</p><p>A norma NBR 6492 (1994) fixa características de representação de alguns materiais</p><p>usados na contrução civil segundo indica a Figura 2.4.</p><p>Projeto Arquitetônico Interdisciplinar I data:abr/2014 fl. 29</p><p>Concreto em vista</p><p>Concreto em corte</p><p>Mármore/granito em vista</p><p>Madeira em vista</p><p>Madeira em corte</p><p>Aço em corte</p><p>Isolamento térmico</p><p>Argamassa</p><p>Enchimento de piso</p><p>Borracha, neoprene ou mastique</p><p>Mármore/granito em corte</p><p>Figura 2.4 – Representação de materiais em desenho arquitetônico (NBR 6492:1994)</p><p>2.6 Elementos Construtivos: Paredes</p><p>São representadas de acordo com suas espessuras e com simbologia relacionada ao</p><p>material que as constitui. Normalmente desenham-se as paredes internas com 15cm</p><p>(meio tijolo) e as externas com 25cm (1 tijolo). A Figura 2.5 apresenta particularidades.</p><p>a) parede de tijolos:</p><p>Projeto Arquitetônico</p><p>Interdisciplinar I data:abr/2014 fl. 30</p><p>b) parede de concreto:</p><p>Figura 2.5 – Particularidades das paredes</p><p>2.7 Elementos Construtivos: Portas</p><p>São desenhados representando-se sempre a(s) folha(s) da esquadria, com linhas</p><p>auxiliares, se necessário, procurando especificar o movimento da(s) folha(s) e o espaço</p><p>ocupado conforme a Figura 2.6.</p><p>de abrir/pivotante pivotante de correr</p><p>eixo lateral eixo central externa/interna</p><p>pantográfica/ camarão sanfonada</p><p>Figura 2.6 – Representação das portas</p><p>Projeto Arquitetônico Interdisciplinar I data:abr/2014 fl. 31</p><p>Todas as portas e portões devem ser cotados, identificando-se sua largura e altura, de</p><p>acordo com o seguinte:</p><p>a) Sempre na ordem “l x h” (largura por altura);</p><p>b) Algarismos padronizados;</p><p>c) Posicionamento ao longo das folhas;</p><p>A Figura 2.7 ilustra a composição das dimensões.</p><p>8</p><p>0</p><p>x</p><p>2</p><p>1</p><p>0</p><p>Figura 2.7 – Representação das dimensões físicas das portas</p><p>2.8 Elementos Construtivos: Janelas</p><p>São desenhados representando-se sempre a(s) folha(s) da esquadria, com linhas.</p><p>São representadas através de uma convenção genérica, sem dar margem a uma maior</p><p>interpretação quanto ao número de caixilhos ou funcionamento da esquadria.</p><p>a) para escalas inferiores a 1:50:</p><p>b) para escala 1:50 (mais adotada):</p><p>c) convenção alternativa:</p><p>d) convenção com detalhamento:</p><p>Projeto Arquitetônico Interdisciplinar I data:abr/2014 fl. 32</p><p>Todas as janelas devem ser cotadas em Planta Baixa, identificando-se sua largura, altura</p><p>e peitoril (Figura 2.8), de acordo com o seguinte:</p><p>a) Sempre na ordem “l x h / p” (largura por altura sobre peitoril);</p><p>b) Algarismos padronizados;</p><p>c) Posicionamento interno ou externo à construção (apenas uma opção em um projeto).</p><p>130 x 100</p><p>110</p><p>Figura 2.8 – Representação das dimensões físicas das janelas</p><p>Devem ser usadas no projeto dimensões encontradas em mercado caso as esquadrias</p><p>sejam formadas por materiais metálicos (aço, alumínio, cobre) ou PVC.</p><p>Procura-se calcular as áreas de janelas com valor mínimo igual a 1/8 da área do cômodo</p><p>para cozinhas, banheiros e lavabos; para salas e dormitórios pode-se usar o valor mínimo</p><p>de 1/6 da área do cômodo para efeito de iluminação. Em relação à ventilação deve-se</p><p>usar um mínimo de 50% da área de iluminação.</p><p>2.9 Níveis e Áreas das Dependências</p><p>Os níveis são cotas altimétricas dos pisos, sempre em relação a uma determinada</p><p>Referência de Nível pré-fixada pelo projetista e igual a 0 (zero). A colocação os níveis</p><p>deve atender ao seguinte (Figura 2.9):</p><p>a) Colocados dos dois lados de uma diferença de nível;</p><p>b) Evitar repetição de níveis próximos em planta;</p><p>c) Não marcar sucessão de desníveis iguais (escada);</p><p>d) Algarismos padronizados pela NBR;</p><p>e) Escrita horizontal;</p><p>Projeto Arquitetônico Interdisciplinar I data:abr/2014 fl. 33</p><p>f) Colocação do sinal + ou - antes da cota de nível;</p><p>g) Indicação sempre em metros;</p><p>h) simbologia convencional:</p><p>+ 0,3000 - 2,10</p><p>Figura 2.9 – Representação dos níveis</p><p>As áreas das dependências (dormitórios, garagens, cozinhas, etc.) devem ser indicadas</p><p>abaixo do respectivo nome do cômodo em metros quadrados (m2):</p><p>SALA DE ESTAR GARAGEM</p><p>18,30 m² 15,10 m2</p><p>Projeto Arquitetônico Interdisciplinar I data:abr/2014 fl. 34</p><p>Projeto 03:</p><p>Considerando um terreno com dimensões de 10m x 20m, projete uma residência popular</p><p>de até 70m2 de área construída, utilizando-se dos recuos estabelecidos no Projeto 03,</p><p>considerando a necessidade dos seguintes cômodos abaixo:</p><p> Dois dormitórios;</p><p> Uma cozinha;</p><p> Uma sala;</p><p> Uma área de serviço;</p><p> Um banheiro;</p><p>Dimensione a cobertura em duas ou quatro águas usando-se telhas francesas com</p><p>declividade mínima de 36%. Fornecer a planta da cobertura, da edificação, bem como as</p><p>elevações frontais e laterais. Indicar as esquadrias usadas usando-se as medidas</p><p>comerciais. Forneça todos os níveis e as dimensões de todas as paredes. Faça a</p><p>representação da área de cada cômodo em metros quadrados (m2).</p><p>Representação esquemática do terreno (dimensões em “m”)</p><p>Projeto Arquitetônico Interdisciplinar I data:abr/2014 fl. 35</p><p>Projeto 04:</p><p>Considerando o projeto abaixo, já contruído, de uma casa de campo, pede-se propor uma</p><p>solução de sua ampliação da seguinte forma:</p><p> Inserir 3 dormitórios;</p><p> Inserir 1 cozinha e 1 área de serviço;</p><p> Informar no projeto a área regularizada e a regularizar usando-se uma legenda;</p><p> Desenhar as seguintes vistas: em planta, frontal (fachada) e as laterais direita e</p><p>esquerda do projeto alterado cotando-se todas as dimensões;</p><p> Indicar as dimensões das esquadrias (usar catálogo de fabricante) considerando os</p><p>valores mínimos de área para iluminação e ventilação;</p><p> Desenhar a planta de locação considerando o terreno com dimensões 15m x 30m</p><p>levando-se em consideração os recuos mínimos frontal e lateral respectivamente</p><p>de 4,0m e 1,5m;</p><p> Considerar a construção existente alocada com o recuo mínimo frontal e</p><p>centralizada no terreno em relação à dimensão lateral;</p><p>Perspectivas isométricas sem escala da construção existente e regularizada</p><p>Projeto Arquitetônico Interdisciplinar I data:abr/2014 fl. 36</p><p>Planta arquitetônica sem escala da construção existente (dimensões em “cm”)</p><p>1</p><p>5</p><p>1</p><p>5</p><p>4</p><p>0</p><p>0</p><p>8</p><p>8</p><p>5</p><p>1</p><p>5</p><p>1</p><p>5</p><p>1</p><p>0</p><p>7</p><p>0</p><p>1</p><p>2</p><p>0</p><p>1</p><p>5</p><p>0</p><p>1</p><p>5</p><p>1</p><p>5</p><p>1</p><p>5</p><p>7</p><p>0</p><p>2</p><p>7</p><p>5</p><p>1</p><p>5</p><p>5</p><p>1</p><p>5</p><p>1</p><p>5</p><p>200</p><p>20030 170</p><p>200 160</p><p>160</p><p>PROJ. COBERTURA</p><p>380</p><p>BANHO</p><p>70x210</p><p>00 1</p><p>6</p><p>0</p><p>+0.35</p><p>120</p><p>15</p><p>+0.20</p><p>5.70 M²</p><p>VARANDA</p><p>21.20 M²</p><p>+0.50</p><p>1</p><p>2</p><p>0</p><p>x</p><p>1</p><p>0</p><p>0</p><p>/9</p><p>0</p><p>9</p><p>0</p><p>x</p><p>2</p><p>1</p><p>0</p><p>30</p><p>30</p><p>15</p><p>15</p><p>13.75 M²</p><p>SALA</p><p>+0.50</p><p>340</p><p>500</p><p>560</p><p>60x60/140</p><p>60</p><p>1</p><p>0</p><p>0</p><p>x</p><p>6</p><p>0</p><p>/1</p><p>4</p><p>0</p><p>1</p><p>53</p><p>0</p><p>1</p><p>5</p><p>15</p><p>+0.48</p><p>4</p><p>0</p><p>03</p><p>7</p><p>0</p><p>1</p><p>5</p><p>2</p><p>5</p><p>1</p><p>5</p><p>1</p><p>5</p><p>0</p><p>1</p><p>5</p><p>2</p><p>5</p><p>1</p><p>0</p><p>0</p><p>1</p><p>5</p><p>2</p><p>7</p><p>5</p><p>2</p><p>7</p><p>5</p><p>15</p><p>15</p><p>100</p><p>1</p><p>5</p><p>1</p><p>5</p><p>Projeto Arquitetônico Interdisciplinar I data:abr/2014 fl. 37</p><p>3 – Medidas, Proporções e Cortes</p><p>3.1 Garagens</p><p>A Figura 3.1 apresenta algumas dimensões que podem ser usadas para projetos de</p><p>garagens. Em geral, para projetos residenciais, podem-se usar as dimensões de um carro</p><p>de tamanho grande como o Mercedes 300, 1956.</p><p>Figura 3.1 – Medidas usuais em “mm” para automóveis (NEUFERT, 2004)</p><p>3.2 Áreas de Serviço</p><p>A Figura 3.2 apresenta algumas dimensões de alguns equipamentos e instalações</p><p>comuns em áreas de serviço. Podem ser usadas medidas comerciais caso se conheça o</p><p>fabricante de determinado equipamento (eletrodomésticos, tanques, etc.).</p><p>Projeto Arquitetônico Interdisciplinar I data:abr/2014 fl. 38</p><p>Figura 3.2 – Medidas usuais em “m” equipamentos e instalações em áreas de serviço</p><p>(MONTENEGRO, 2001)</p><p>3.3 Peças Sanitárias</p><p>A Figura 3.3 apresenta algumas dimensões das principais peças encontradas em lavabos</p><p>e banheiros.</p><p>Figura 3.3 – Medidas usuais em “m” de peças sanitárias (MONTENEGRO, 2001)</p><p>Projeto Arquitetônico Interdisciplinar I data:abr/2014 fl. 39</p><p>3.4 Cozinhas</p><p>A Figura 3.4 apresenta algumas dimensões usuais para cozinhas.</p><p>Figura 3.4 – Medidas usuais em “m” para cozinhas (MONTENEGRO, 2001)</p><p>3.5 Móveis</p><p>A Figura 3.5 apresenta algumas dimensões usuais de alguns móveis. Outras informações</p><p>consultar Neufert, 2004.</p><p>Figura 3.5 – Medidas usuais em “m” de alguns tipos de móveis (MONTENEGRO, 2001)</p><p>Projeto Arquitetônico Interdisciplinar I data:abr/2014 fl. 40</p><p>3.6 Cortes: Princípios Gerais</p><p>Os cortes são representações de vistas ortográficas seccionais</p><p>do tipo “corte”, obtidas</p><p>quando passamos por uma construção um plano de corte e projeção VERTICAL,</p><p>normalmente paralelo às paredes, e retiramos a parte frontal, mais um conjunto de</p><p>informações escritas que o complementam. Assim, neles encontramos o resultado da</p><p>interseção do plano vertical com o volume. Os cortes são os desenhos em que são</p><p>indicadas as dimensões verticais.</p><p>O objetivo dos cortes em um projeto de edificação é ilustrar o maior número de relações</p><p>entre espaços interiores e significantes, que se desenvolvem em altura, e que, por</p><p>conseqüência, não são devidamente esclarecidos em planta baixa. A sua orientação é</p><p>feita na direção dos extremos mais significantes deste espaço.</p><p>Normalmente se faz no mínimo dois cortes, um transversal e outro longitudinal ao objeto</p><p>cortado, para melhor entendimento. Podem sofrer desvios, sempre dentro do mesmo</p><p>compartimento, para possibilitar a apresentação de informações mais pertinentes. Os</p><p>cortes podem ser transversais (plano de corte na menor dimensão da edificação) ou</p><p>longitudinais (na maior dimensão).</p><p>A quantidade de cortes necessários em um projeto, porém, é de exclusiva determinação</p><p>do projetista, em função das necessidades do projeto. São fatores que influenciam a</p><p>quantidade de cortes:irregularidades das paredes internas;</p><p>b) sofisticação de acabamentos internos;</p><p>c) formato poligonal da construção;</p><p>d) diferenças de níveis nos pisos;</p><p>e) existência de detalhamentos internos.</p><p>A Figura 3.6 ilustra um esquema, em perspectiva, da composição dos cortes</p><p>longitudinais e transversais em projetos arquitetônicos.</p><p>Projeto Arquitetônico Interdisciplinar I data:abr/2014 fl. 41</p><p>PLANO QUE GERA O CORTE TRANSVERSAL:</p><p>PLANO QUE GERA O CORTE LONGITUDINAL:</p><p>Figura 3.6 – Representação de cortes transversais e longitudinais</p><p>Os planos normalmente são paralelos às paredes, e posicionados pela presença de: pés-</p><p>direitos variáveis, esquadrias especiais, barreiras impermeáveis, equipamentos de</p><p>construção, escadas, elevadores, dentre outros.</p><p>A posição do plano de corte e o sentido de observação depende do interesse de</p><p>visualização. Recomenda-se sempre passá-lo pelas áreas molhadas (banheiro e</p><p>cozinha), pelas escadas e poço dos elevadores.</p><p>Os cortes devem sempre estar indicados nas plantas para possibilitar sua visualização e</p><p>interpretação – indicar a sua posição e o sentido de visualização.</p><p>Projeto Arquitetônico Interdisciplinar I data:abr/2014 fl. 42</p><p>A indicação dos cortes em planta baixa tem uma simbologia específica conforme visto na</p><p>Figura 3.7.</p><p>Figura 3.7 – Simbologia para os cortes em planta</p><p>A orientação dos cortes é feita na direção dos extremos mais significantes do espaço</p><p>cortado. O sentido de visualização dos cortes deve ser indicado em planta, bem como a</p><p>sua localização (Figuras 3.8 e 3.9).</p><p>Projeto Arquitetônico Interdisciplinar I data:abr/2014 fl. 43</p><p>CORTE AB SENTIDO INDICADO CORTE AB SENTIDO INDICADO</p><p>CORTE CD INDICADO CORTE CD INDICADO</p><p>Figura 3.8 – Representação de cortes</p><p>Projeto Arquitetônico Interdisciplinar I data:abr/2014 fl. 44</p><p>Figura 3.9 – Representação dos cortes A-B e C-D em planta</p><p>A</p><p>01</p><p>1</p><p>5</p><p>1</p><p>5</p><p>4</p><p>0</p><p>0</p><p>8</p><p>8</p><p>5</p><p>1</p><p>5</p><p>1</p><p>5</p><p>1</p><p>0</p><p>7</p><p>0</p><p>1</p><p>2</p><p>0</p><p>1</p><p>5</p><p>0</p><p>1</p><p>5</p><p>1</p><p>5</p><p>1</p><p>5</p><p>7</p><p>0</p><p>2</p><p>7</p><p>5</p><p>1</p><p>5</p><p>5</p><p>1</p><p>5</p><p>1</p><p>5</p><p>200</p><p>20030 170</p><p>200 160</p><p>160</p><p>C 0</p><p>1</p><p>PROJ. COBERTURA</p><p>380</p><p>BANHO</p><p>70x210</p><p>00 1</p><p>6</p><p>0</p><p>+0.35</p><p>120</p><p>15</p><p>+0.20</p><p>5.70 M²</p><p>VARANDA</p><p>21.20 M²</p><p>+0.50</p><p>1</p><p>2</p><p>0</p><p>x</p><p>1</p><p>0</p><p>0</p><p>/9</p><p>0</p><p>9</p><p>0</p><p>x</p><p>2</p><p>1</p><p>0</p><p>30</p><p>30</p><p>15</p><p>15</p><p>13.75 M²</p><p>SALA</p><p>+0.50</p><p>340</p><p>500</p><p>560</p><p>60x60/140</p><p>60</p><p>B</p><p>011</p><p>0</p><p>0</p><p>x</p><p>6</p><p>0</p><p>/1</p><p>4</p><p>0</p><p>1</p><p>53</p><p>0</p><p>1</p><p>5</p><p>15</p><p>+0.48</p><p>4</p><p>0</p><p>03</p><p>7</p><p>0</p><p>1</p><p>5</p><p>2</p><p>5</p><p>1</p><p>5</p><p>1</p><p>5</p><p>0</p><p>1</p><p>5</p><p>2</p><p>5</p><p>1</p><p>0</p><p>0</p><p>1</p><p>5</p><p>2</p><p>7</p><p>5</p><p>2</p><p>7</p><p>5</p><p>15</p><p>15</p><p>100</p><p>1</p><p>5</p><p>1</p><p>5</p><p>D 0</p><p>1</p><p>Projeto Arquitetônico Interdisciplinar I data:abr/2014 fl. 45</p><p>3.7 Cortes: Elementos Construtivos</p><p>- Fundações:</p><p>São desenhadas em função dos materiais utilizados e de sua disposição geral, com</p><p>dimensões aproximadas, se houver, pois seu detalhamento é função do projeto estrutural.</p><p>A Figura 3.10 ilustra alguns exemplos de fundações mais utilizadas:</p><p>VIGA</p><p>BALDRAME</p><p>BLOCOS DE</p><p>CONCRETO</p><p>VIGA</p><p>BALDRAME</p><p>SAPATA</p><p>DE</p><p>CONCRETO</p><p>Figura 3.10 – Representação de elementos de fundação em cortes</p><p>- Pisos e Contrapisos:</p><p>Normalmente identifica-se apenas a espesssura do contrapiso + piso com espessura</p><p>aproximada de 10cm, através de duas linhas paralelas, cortadas – espessura de linha</p><p>média (0,6mm). O solo ou aterro são indicados através de hachura inclinada. O</p><p>contrapiso-piso ocorre alinhado com a viga baldrame das paredes.</p><p>Figura 3.11 – Representação de pisos e contra-pisos em cortes</p><p>PISO-</p><p>CONTRAPISO</p><p>HACHURA</p><p>SOLO</p><p>VIGA</p><p>BALDRAME</p><p>Projeto Arquitetônico Interdisciplinar I data:abr/2014 fl. 46</p><p>- Paredes:</p><p>Nos cortes, as paredes podem aparecer seccionadas ou em vista. No caso de paredes</p><p>seccionadas, a representação é semelhante ao desenho em planta baixa. Existindo</p><p>paredes em vista (que não são cortadas pelo plano de corte) a representação é similar</p><p>aos pisos em planta conforme a Figura 3.12.</p><p>2</p><p>1</p><p>0</p><p>7</p><p>0</p><p>1</p><p>0</p><p>2</p><p>1</p><p>0</p><p>7</p><p>0</p><p>1</p><p>0</p><p>Parede convencional</p><p>Parede totalmente</p><p>impermeabilizada</p><p>Parede parcialmente</p><p>impermeabilizada</p><p>Figura 3.12 – Representação de paredes em cortes</p><p>- Louças Sanitárias:</p><p>As louças sanitárias podem aparecer em corte ou em vista na representação dos cortes</p><p>verticais. Tanto numa situação como em outra, basta representá-los com suas linhas</p><p>básicas, que identificam o aparelho ou equipamento. Abaixo, na Figura 3.13, algumas</p><p>representações:</p><p>Figura 3.13 – Representação de louças sanitárias em cortes</p><p>Projeto Arquitetônico Interdisciplinar I data:abr/2014 fl. 47</p><p>- Forros e Lajes:</p><p>Geralmente os forros são constituídos de lajes de concreto, representadas de maneira</p><p>similar ao contrapiso, com espessura de 10cm. Sobre as paredes, representa-se as vigas</p><p>em concreto. Pode haver forro de madeira ou gesso, por exemplo, abaixo da laje ou sem</p><p>a presença desta. Estes forros serão representados por duas linhas finas paralelas com a</p><p>espessura do forro conforme a Figura 3.14.</p><p>Figura 3.14 – Representação de forros e lajes em cortes</p><p>- Esquadrias:</p><p>Portas: em vista são indicadas apenas pelo seu contorno. Em corte, indica-se apenas o</p><p>vão, com a visão da parede do fundo em vista. Janelas: em vista seguem as mesmas</p><p>diretrizes das portas. Em corte têm representação similar à planta baixa, marcando-se o</p><p>peitoril como parede (traço cheio e grosso) e a altura da janela (quatro linhas em traço</p><p>cheio e médio). A Figura 3.15 ilustra essas informações.</p><p>PORTA VISTA JANELA VISTA PORTA CORTE JANELA CORTE</p><p>Figura 3.15 – Representação de esquadrias em cortes</p><p>VIGA</p><p>LAJE</p><p>FORRO</p><p>Projeto Arquitetônico Interdisciplinar I data:abr/2014 fl. 48</p><p>- Níveis:</p><p>São identificados todos os níveis, sempre que se visualize a diferença de nível, evitando a</p><p>repetição desnecessária e não fazendo a especificação no caso de uma sucessão de</p><p>desníveis iguais (escada). A simbologia para indicação de níveis nos cortes é diferenciada</p><p>da simbologia para indicação em planta, porém, os níveis constantes em planta baixa</p><p>devem ser os mesmos indicados nos cortes. A simbologia utilizada para indicação dos</p><p>níveis em cortes está representada na Figura 3.16.</p><p>Figura 3.16 – Representação de níveis em cortes</p><p>Os níveis devem ser sempre indicados em metros e acompanhados do sinal, conforme</p><p>localizarem-se acima ou abaixo do nível de referência (00).</p><p>3.8 Exemplos de Cortes</p><p>2</p><p>1</p><p>0 2</p><p>1</p><p>0</p><p>2</p><p>6</p><p>5</p><p>3</p><p>5</p><p>3</p><p>5</p><p>00</p><p>+0,35</p><p>4</p><p>5</p><p>4</p><p>5</p><p>+0,48+0,50</p><p>4</p><p>7</p><p>5</p><p>6</p><p>0</p><p>2</p><p>8</p><p>0</p><p>2</p><p>5</p><p>0</p><p>2</p><p>6</p><p>7</p><p>1</p><p>5</p><p>2</p><p>3</p><p>0</p><p>7</p><p>0 5</p><p>5</p><p>1</p><p>0</p><p>1</p><p>0</p><p>1</p><p>0</p><p>3</p><p>0</p><p>2</p><p>5</p><p>1</p><p>0</p><p>1</p><p>0</p><p>1</p><p>5</p><p>0</p><p>1</p><p>5</p><p>0</p><p>1</p><p>5</p><p>0</p><p>1</p><p>5</p><p>0</p><p>VARANDA</p><p>WC</p><p>CORTE</p><p>AB</p><p>SEM ESCALA</p><p>Figura 3.17 – Representação do corte A-B</p><p>00 +0,30 -0,15</p><p>Projeto Arquitetônico Interdisciplinar I data:abr/2014 fl. 49</p><p>Figura 3.18 – Esquema de concepção de cortes</p><p>Projeto Arquitetônico Interdisciplinar I data:abr/2014 fl. 50</p><p>Figura 3.19 – Representação do corte C-D</p><p>50 215</p><p>150 10 280 35</p><p>80 10 60 10 30 250 15 20</p><p>0</p><p>0</p><p>+</p><p>0</p><p>,2</p><p>0</p><p>+</p><p>0</p><p>,3</p><p>5</p><p>+</p><p>0</p><p>,5</p><p>0</p><p>+</p><p>0</p><p>,5</p><p>0</p><p>75 100 90</p><p>475</p><p>80 10 10 530 200 30 5060</p><p>150 10 265 50</p><p>C</p><p>O</p><p>R</p><p>T</p><p>E</p><p>C</p><p>D</p><p>S</p><p>E</p><p>M</p><p>E</p><p>S</p><p>C</p><p>A</p><p>L</p><p>A</p><p>Projeto Arquitetônico Interdisciplinar I data:abr/2014 fl. 51</p><p>Projeto 05:</p><p>Considerando as plantas e elevações segundo o Projeto 03, construa dois cortes, um</p><p>longitudinal e outro transversal, que passem necessariamente pela cozinha e pelo</p><p>banheiro. Realizar a humanização “lay-out” da projeção em planta inserindo-se os</p><p>elementos especificados nos capítulos 3.1 a 3.5.</p><p>Projeto 06:</p><p>Tomando-se como base o desenvolvimento do Projeto 04, faça a representação de dois</p><p>cortes passando-se pela cozinha e pelo banheiro. Realizar a humanização “lay-out” da</p><p>projeção em planta inserindo-se os elementos especificados nos capítulos 3.1 a 3.5.</p>

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