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Papiloscopia: Ciência da Identificação Humana

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PAPILOSCOPIA 
 
 
 
 
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Sumário 
NOSSA HISTÓRIA .................................................................................. 3 
1. INTRODUÇÃO ................................................................................ 4 
2. ENTENDA MAIS SOBRE ESTA CIÊNCIA ..................................... 6 
3. O CASO WILL & WILLIAM WEST .................................................. 7 
4. FUNÇÃO DO PAPILOSCOPISTA .................................................. 9 
4.1 QUAIS AS ÁREAS DE ATUAÇÃO ............................................ 10 
4.2 DIFERENÇA ENTRE O PERITO CRIMINAL E O 
PAPILOSCOPISTA ....................................................................................... 10 
4.3 A IMPORTÂNCIA DA PAPILOSCOPIA FORENSE .................. 12 
4.4 COMO SE TORNAR UM PROFISSIONAL DA ÁREA ............... 12 
5. PRÁTICA SOBRE PAPILOSCOPIA ............................................. 13 
5.1 QUIROSCOPIA ......................................................................... 14 
6.0 PROPRIEDADES DAS IMPRESSÕES DIGITAIS ........................... 20 
6.1 Perenidade ................................................................................... 20 
6.2 Imutabilidade ................................................................................ 20 
6.3 Variabilidade ................................................................................ 21 
6.4 CARATERÍSTICAS TÉCNICAS: .................................................. 21 
7.0 FORMAÇÃO DA IMPRESSÃO DIGITAL ......................................... 22 
7.1 A ESTRUTURA DA PELE HUMANA ........................................... 22 
7.2 A IMPRESSÃO DIGITAL E SEUS ELEMENTOS ........................ 24 
7.3 TIPOS DE IMPRESSÃO DIGITAL ............................................... 24 
7.4 COMPOSIÇÃO DA IMPRESSÃO DIGITAL ................................. 25 
7.4.1 SISTEMAS DE LINHAS ............................................................ 26 
7.4.2 LINHAS DIRETRIZES ............................................................... 27 
7.4.3 DELTA ....................................................................................... 28 
7.4.4 NÚCLEO ................................................................................... 28 
7.4.5 PONTOS CARACTERÍSTICOS ................................................ 29 
7.4.6 SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO DATILOSCÓPICA DE 
VUCETICH ................................................................................................... 30 
 
 
 
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8.0 TESTES DE REVELAÇÃO DE DIGITAIS ........................................ 33 
9.0 CONCLUSÃO .................................................................................. 36 
REFERÊNCIAS ..................................................................................... 37 
 
 
 
 
 
 
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NOSSA HISTÓRIA 
 
 
A nossa história inicia com a realização do sonho de um grupo de 
empresários, em atender à crescente demanda de alunos para cursos de 
Graduação e Pós-Graduação. Com isso foi criado a nossa instituição, como 
entidade oferecendo serviços educacionais em nível superior. 
A instituição tem por objetivo formar diplomados nas diferentes áreas de 
conhecimento, aptos para a inserção em setores profissionais e para a 
participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e colaborar na sua 
formação contínua. Além de promover a divulgação de conhecimentos culturais, 
científicos e técnicos que constituem patrimônio da humanidade e comunicar o 
saber através do ensino, de publicação ou outras normas de comunicação. 
A nossa missão é oferecer qualidade em conhecimento e cultura de forma 
confiável e eficiente para que o aluno tenha oportunidade de construir uma base 
profissional e ética. Dessa forma, conquistando o espaço de uma das instituições 
modelo no país na oferta de cursos, primando sempre pela inovação tecnológica, 
excelência no atendimento e valor do serviço oferecido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1. INTRODUÇÃO 
 
Uma das áreas de atividade da Perícia Criminal é a Papiloscopia. O 
policial que atua neste campo é chamado de papiloscopista. Além da atuação 
profissional, o papiloscopista tem uma formação educacional específica, e sua 
atuação é diferente da de um perito criminal. 
Papiloscopia é a ciência forense que trata da identificação humana por 
meio das papilas dérmicas. A palavra Papiloscopia é resultante de um hibridismo 
greco-latino (Papilla = papila e Skopêin = examinar). 
Papilas são pequenas saliências de natureza neurovascular, localizadas 
na parte externa (superficial) da derme, estando os seus ápices reproduzidos 
pelos relevos observáveis na epiderme. 
Ela estuda a identificação humana pelas digitais, presentes nas palmas 
das mãos e na sola dos pés. Tem como propósito a perícia e o estudo a fim de 
pesquisas técnico-científicas, visando a identificação em indivíduos vivos ou 
mortos. 
A coleta, identificação e arquivamento das impressões digitais humanas 
acontecem muitas vezes em casos de crime nos quais é necessário a verificação 
de provas que envolvem as digitais humanas na cena. 
Podem também ser utilizadas as técnicas da papiloscopia para a 
identificação de corpos que sofreram decomposição ou estão em estado de difícil 
identificação. 
Em meio a inúmeros procedimentos e processos voltados à apuração de 
provas criminais, e também ligados à veracidade de um fato, a prova judicial é o 
objeto mais importante da ciência processual, já que ela constitui os olhos do 
processo. 
Assim, a impressão digital deixada num local de crime é a prova mais 
direta e incontestável da indicação da presença do indivíduo ou até mesmo da 
https://blog.ipog.edu.br/tecnologia/impressao-digital/
https://blog.ipog.edu.br/direito/crime-tributario/
https://blog.ipog.edu.br/tecnologia/mercado-em-ascensao-computacao-forense/
 
 
 
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autoria do delito, tornando a papiloscopia uma grande ferramenta judicial e 
investigatória nesse sentido. 
Para entendermos melhor o que é a Papiloscopia, como atuar nessa área 
e quais os principais desafios, é importante saber um pouco da sua história, 
conforme veremos a seguir. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
https://blog.ipog.edu.br/tecnologia/principais-ferramentas-utilizadas-na-investigacao-forense-computacional/
 
 
 
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2. ENTENDA MAIS SOBRE ESTA CIÊNCIA 
 
A investigação das papilas dérmicas, evidentes na palma das mãos e na 
sola dos pés (impressões digitais) no Brasil começou por volta de 1901. Tem 
suas divisões de pesquisa da seguinte maneira: datiloscopia, quiroscopia, 
podoscopia, poroscopia. 
A datiloscopia é o processo de identificação humana pelas impressões 
digitais (dedos). 
Já quiroscopia é o processo de identificação humana pelas impressões 
palmares (mãos). 
A podoscopia é o processo de identificação humana pelas impressões 
plantares (pés). 
A poroscopia é o processo de identificação humana dos poros. 
Temos também a necropapiloscopia que é a perícia realizada em 
cadáveres, que tem como finalidade identificar pessoas falecidas cuja identidade 
é desconhecida; a sua identificação será feita pelo confronto das impressões 
papilares. 
Para que seja feita essa identificação de cadáveres existem técnicas 
adequadas para cada circunstância em que se encontra o corpo. Todas essas 
técnicas fazem parte da Papiloscopia e da atividade do profissional 
papiloscopista. 
Na área Criminal, a Papiloscopia trata da identificação de pessoas 
indiciadas em inquéritos ou acusadas em processo, confeccionando o Boletim 
de Identificação Criminal (BIC) por força do Código de Processo Penal, o que 
constitui uma forma de identificação obrigatória, bem como o levantamento de 
impressões digitais emou seja, do prolongamento do dedo mínimo, ocupando uma posição oposta à 
região tenar. 
Superior ou Infra-Digital : É a região situada imediatamente abaixo dos 
dedos indicadores, médio, anular e mínimo. 
 
 
 
 
 
 
 
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5.2 PODOSCOPIA 
 
Podoscopia (podo =pé + Skopën =examinar): ciência que trata da 
identificação humana através das papilas dérmicas plantares (impressões 
plantares). 
A podoscopia é o processo de identificação humana através das 
impressões da sola dos pés. Esse tipo é mais aplicado em maternidades, na 
identificação dos recém-nascidos. 
O desenho podoscópico é construído por cristas e sulcos interpapilares, 
apresentando deltas, pontos característicos e poros, possuindo os requisitos 
unicidade, perenidade, imutabilidade e variabilidade. 
A podoscopia é utilizada com maior frequências pelas maternidades, na 
identificação dos recém-nascidos, e ainda no confronto de impressões 
podoscópicas encontradas em locais de crime. 
 
Com o intuito de identificação a coleta de impressões plantares, podemos 
dividir a planta dos pés em cinco regiões, a saber (fig.): 
1- Região do grande artelho (dedão); 
2- Região do segundo ao quinto artelho; 
3- Região fibular (fíbula), lado externo do pé; 
4- Região tibial, lado interno (arco do pé); 
5- Região do calcanhar. 
 
 
 
 
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5.3 POROSCOPIA 
 
Poroscopia (poro + Skopën =examinar): ciência que trata da identificação 
humana através dos poros encontrados nas cristas papilares. 
A poroscopia é o tipo de identificação que utiliza os poros digitais. 
Em papiloscopia, os desenhos formados pelos poros nos papilogramas 
(fig.), servem como meio complementar e seguro para estabelecer a identidade, 
quando o número de pontos característicos encontrados em uma impressão ou 
fragmento de impressão papilar for insuficiente, pois também possuem as 
mesmas propriedades que as papilas dérmicas – perenidade, imutabilidade e 
variabilidade. 
Na poroscopia, estuda-se: 
O número – varia segundo a distância de um para outro orifício (poro), de 
9 a 18 por mm2. 
Posição – localiza-se na parte central e periférica das cristas papilares. 
Dimensões – variam em regra de 80 a 250 micromilímetros. 
 
 
 
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Forma – os poros apresentam as seguintes configurações: circular, oval, 
estrelário e triangular. 
 
 
O exame de confronto consiste na tomada das mensurações com a ajuda 
de um compasso, a fim de obter-se todas as medidas necessárias além do 
levantamento da forma e localização do poro nas peças negativas das fotografias 
ampliadas 45 vezes. As cristas aumentam 10 a 15 mm de largura e os orifícios 
sudoríparos surgem nítidos, discerníveis nas suas minudências, no diâmetro de 
seis a oito milímetros. 
 
5.4 DATILOSCOPIA 
 
Dactiloscopia : ciência que trata da identificação humana através das 
papilas dérmicas digitais (impressões digitais). 
 
A datiloscopia estuda a identificação e exame das impressões digitais e 
se divide em datiloscopia civil (que identifica pessoas para fins civis, como 
expedição de documentos, etc.) e datiloscopia criminal (que identifica pessoas 
indiciadas em inquéritos, acusadas em processos ou em crimes). 
 
 
 
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Um ser humano normal possui cinco dedos em cada mão, dispostos em 
fileira, na ordem convencional de polegar, indicador, médio, anular e 
mínimo, formados pelos ossos da falange, falanginha, falangeta,(fig.) a contar 
da base onde se articulam com os ossos metacarpianos correspondentes, que 
os sustentam e dão articulação. O polegar possui apenas falange e falangeta e 
se destaca dos demais por ser o mais grosso e curto da mão. 
 
 
 
Os dedos apresentam duas faces; palmar e dorsal além dos bordos 
externo, interno e distal. 
A dactiloscopia estuda as papilas localizadas na falangeta ou falange 
distal, as quais formam desenhos distintos que permite sua classificação e 
arquivamento. 
Vantagens da dactiloscopia sobre os demais ramos da papiloscopia 
A dactiloscopia, além dos requisitos fundamentais da identificação 
humana - perenidade, imutabilidade e variabilidade - possui também: 
Classificabilidade: permite que os desenhos digitais sejam facilmente 
classificados para o arquivamento. 
 
 
 
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Praticidade: a obtenção das impressões digitais é simples, rápida e de 
baixo custo. 
 
6.0 PROPRIEDADES DAS IMPRESSÕES DIGITAIS 
 
Para que um processo de identificação (estabelecimento da identidade) 
possa ser considerado convincente, é necessário que obedeça a alguns 
princípios fundamentais, que são: 
 
6.1 Perenidade 
É a propriedade que tem os desenhos papilares de se manifestarem 
definidos, desde a vida intra- uterina (entre o quarto e o sexto mês) até a 
completa putrefação cadavérica. O desenho papilar observado num recém-
nascido permanece até a sua velhice, com a única diferença do aumento de 
tamanho, como se fosse uma ampliação fotográfica. Apesar disso, observa-se 
que os pontos característicos continuam os mesmos. 
Exceção: perda completa dos tecidos da pele em virtude do processo de 
decomposição. 
 
6.2 Imutabilidade 
É a propriedade que tem os desenhos papilares de não mudarem a forma 
original, desde o seu surgimento até a completa decomposição cadavérica. O 
desenho conserva-se idêntico a si mesmo, não mudando durante a sua 
existência. 
Exceção: linhas interpapilares – relação com o envelhecimento humano. 
 
 
 
 
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6.3 Variabilidade 
É a propriedade que tem os desenhos papilares de não se repetirem, 
variando, portanto, de região para região papilar e de pessoa para pessoa. Não 
há possibilidade de se encontrar duas impressões papilares idênticas, nem 
mesmo numa mesma pessoa. 
 Exceção: semelhanças notáveis entre impressões de gêmeos 
monozigóticos. 
 
6.4 CARATERÍSTICAS TÉCNICAS: 
 6.4.1 Praticabilidade: qualidade que indica a facilidade de obtenção 
e registro da característica analisada. Envolve custo, tempo, quantidade e 
complexidade dos instrumentos utilizados, etc. Com apenas uma ficha de papel 
e tinta é possível obter impressões papilares. 
 
 6.4.2 Classificabilidade: qualidade que se refere à possibilidade de 
classificação para fins de arquivamento e consulta. A classificação das 
impressões papilares, principalmente as digitais, cria uma sequência numérica, 
ou alfanumérica, que possibilita buscas em arquivos com muitos milhões de 
fichas. 
 
 
 
 
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O sistema dactiloscópico pode ser utilizado como Elemento de Prova, no 
Caso de Crimes - As impressões papilares são comumente deixadas em locais 
de crime. Uma vez localizadas e identificadas, estas impressões constituem-se 
em elementos de maior convencimento da autoria de delitos, nos tribunais. 
 
7.0 FORMAÇÃO DA IMPRESSÃO DIGITAL 
 
7.1 A ESTRUTURA DA PELE HUMANA 
A pele é o maior órgão do corpo humano e sua espessura varia de 0,5 a 
6 mm.22. Ela é de máxima importância, envolvendo todo o nosso corpo e 
determinando o nosso limite com o meio externo, protegendo nossos órgãos 
internos como uma capa protetora. Nossa pele é formada por três camadas: 
Hipoderme, derme e epiderme, respectivamente da parte mais profunda para a 
mais externa (Fig.). 
 
 
 
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A hipoderme é a camada mais profunda da pele. Ela é formada por feixes 
de tecido conjuntivo e é nela que se encontram as células de gordura do corpo, 
as veias e os músculos. 
 A derme, a camada entre a hipoderme e a epiderme, contém a raiz dos 
pelos, nervos, terminações nervosas e vasos sanguíneos e linfáticos. 
A epiderme é a camada superior e visível da pele, que é cerca de 15 a 40 
vezes mais fina que a derme. Ela é constituída por15 a 20 camadas de células 
mortas ou que estão próximas do fim de sua vida celular que são regularmente 
vertidas. 
O local de interseção da derme e a epiderme não é regular, pois se 
interpenetram formando ondulações que são chamadas de papilas dérmicas. As 
papilas dérmicas são formadas por cristas papilares e sulcos interpapilares. Elas 
são responsáveis pelos desenhos em relevo, observáveis a olho nu, que 
originam as impressões papilares (impressões digitais). 
Estas ondulações se tornam mais evidentes onde a pele é mais espessa, 
como nos pés e palmas das mãos, dando origem às nossas digitais. Além disso, 
as papilas dérmicas contêm formas distintas para cada pessoa e esta é a 
característica mais importante que faz com que as digitais possam ser usadas 
como método de identificação humana, nenhuma digital é idêntica à outra, 
 
 
 
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mesmo no caso de irmãos gêmeos. As papilas dérmicas se desenvolvem no feto 
após 11 semanas de idade gestacional. 
 
7.2 A IMPRESSÃO DIGITAL E SEUS ELEMENTOS 
As linhas papilares da polpa digital (parte carnuda da ponta dos dedos 
onde se retira a impressão digital) são as partes que mais interessam no 
aprendizado das impressões digitais. As extremidades das pontas dos dedos 
possibilitam o desenho digital. Elas oferecem maior utilidade quanto à sua forma 
de reprodução, seja em uma tinta ou como naquelas deixadas acidentalmente 
em um local de crime. Portanto, pode-se determinar que a impressão digital ou 
datilograma. 
 
7.3 TIPOS DE IMPRESSÃO DIGITAL 
Existem três tipos de impressão digital que podem ser identificadas em 
uma cena de crime. São elas: 
Impressões visíveis ou patentes: São as impressões digitais 
reproduzidas diretamente com o contato em uma superfície, como por exemplo 
tintas, pós, sangue ou algum outro tipo de material que possa se depositar sobre 
as cristas papilares. Por serem visíveis, esse tipo de impressão digital não 
necessita de aplicação técnica para ser revelada e é geralmente fotografada para 
ser analisada futuramente. 
Impressões latentes ou invisíveis: São as impressões deixadas pela 
transferência de óleos e outras secreções corporais em uma superfície. Elas 
podem se tornar visíveis através de técnicas elétricas, químicas ou físicas. As 
impressões latentes apresentam uma parte diminuta da superfície do dedo e 
podem ser muito difíceis de se manter sua integridade. Por essas razões, as 
impressões latentes ocasionam inúmeros erros nos processos de comparação 
 
 
 
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de digitais pois contém menos detalhes do que as impressões retiradas em 
condições controladas. 
Impressões modeladas ou plásticas: São as impressões digitais 
depositadas em algum material macio que possa registrar seus detalhes. Temos 
como exemplos de materiais que podem gerar esse tipo de impressão a argila, 
cera e depósitos de gordura nas peças de carros. 
 
7.4 COMPOSIÇÃO DA IMPRESSÃO DIGITAL 
É nomeado desenho digital (fig.) a nomenclatura usada para a reprodução 
das formações papilares existentes na polpa digital. Ele é projetado na parte 
mais externa da pele humana e pode ser observado diretamente nos dedos à 
olho nu. O desenho digital serve de matriz para a formação da impressão digital, 
através da pele humana. Esse desenho é formado por linhas negras, brancas e 
poros. O conjunto e disposição desse desenho formam a impressão digital. 
 
 
 
 
 
 
 
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7.4.1 SISTEMAS DE LINHAS 
A impressão digital se divide em três regiões ou sistemas de linhas 
(Marginal, Nuclear e Basilar) que são perfeitamente caracterizados e limitados 
por linhas chamadas de diretrizes, com exceção do tipo de impressão digital 
Arco, que apresenta apenas dois sistemas, o marginal e o basilar. Assim temos: 
 Sistema Marginal ou linhas marginais 
É a região que se localiza acima do ramo superior das linhas diretrizes até 
a base da unha do dedo. Suas linhas seguem de um lado ao outro do dedo quase 
paralelamente, gerando uma forma abaulada. 
Sistema Nuclear ou linhas nucleares 
É a região localizada entre os ramos superior e inferior das linhas 
diretrizes. A performance de suas linhas juntamente com a posição onde se 
encontra o delta determina qual é o tipo e subtipo da impressão digital. 
 Sistema Basilar ou linhas basilares 
 É a região localizada entre a prega interfalangeana e o ramo inferior das 
linhas diretrizes. Suas linhas seguem de um lado ao outro do dedo mais ou 
menos paralelas como as linhas marginais. Na figura, temos a representação 
das três regiões citadas. 
 
 
 
 
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7.4.2 LINHAS DIRETRIZES 
As linhas diretrizes são as linhas que, partindo do delta, limitam os 
sistemas basilar e marginal, envolvendo o sistema nuclear. Estas linhas são 
linhas imaginárias criadas para classificar a maioria dos datilogramas. São elas 
as linhas: 
 Diretriz Basilar: É a linha que limita o sistema nuclear e o basilar 
Diretriz Marginal: É a linha que limita o sistema nucelar do marginal. 
 As linhas diretrizes são linhas que se encurvam nos seus pontos de 
divergência. Além disso, não pode ser tomada como uma linha diretriz se ela for 
uma linha quebrada que forma um ângulo, nem os ramos de uma bifurcação que 
se abre para o núcleo, salvo se houver um curso paralelo entre a bifurcação e o 
ponto de divergência. Na figura, temos a representação das linhas diretrizes, 
delimitando os sistemas de linhas. 
 
 
 
 
 
 
 
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7.4.3 DELTA 
Os deltas são os pontos de encontro que podem estar presentes em uma 
digital. O delta é um espaço triangular formado pelos três sistemas de linhas e 
localizasse no quadrante inferior da impressão digital. O prolongamento de sua 
forma gera as linhas diretrizes que define a divisão de cada uma das regiões ou 
grupo de linhas. Sua principal função é definir o tipo fundamental da impressão 
digital do sistema Vucetich. Na figura temos exemplos de tipos de delta que 
podem ser encontrados entre os sistemas de linhas de impressão digital. 
 
 
 
7.4.4 NÚCLEO 
O núcleo (figura) é a área circunscrita pelo prolongamento dos “braços” 
de um ou mais deltas, ou seja, ele é formado pelas linhas diretrizes. Ele tem 
grande importância no processo de classificação de impressões digitais, pois ele 
está subordinado a condições de suficiência específica para cada tipo de 
impressão digital. 
 
 
 
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7.4.5 PONTOS CARACTERÍSTICOS 
Os pontos característicos são as particularidades das linhas dos 
datilogramas, consideradas isoladamente ou em conjunto, que permitem 
diferenciar as impressões digitais. A legislação brasileira exige que pelo menos 
doze pontos característicos sejam comparados para confirmar a identificação 
das digitais. Para atestar uma identidade, os pontos característicos precisam 
estar na mesma localização e com a mesma nomenclatura, sem nenhum ponto 
discrepante. Seguem abaixo as principais figuras denominadas de pontos 
característicos. 
 
 
 
 
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Para assinalar os pontos característicos em uma impressão digital, os 
pontos são enumerados seguindo o sentido horário, como mostrado na figura 
abaixo. 
 
 
7.4.6 SISTEMA DE CLASSIFICAÇÃO DATILOSCÓPICA DE 
VUCETICH 
O sistema de Vucetich é o sistema de classificação originado na Argentina 
em 1891 e que posteriormente foi adotado no Brasil. As classificações são 
realizadas de forma numérica para facilitar o arquivamento e pesquisa no arquivo 
datiloscópico. As classificações consistem em quatro grupos fundamentais: 
 Arco: O Arco é o datilograma que normalmente não apresenta delta, 
formado por linhas que atravessam ou tendem a atravessar o campo digital. Este 
tipo de digital apresenta em sua trajetória formas quase paralelase abauladas 
 
 
 
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ou alterações características. No sistema de Vucetich ele é representado pela 
letra “A” para os polegares e número 1 para os demais dedos. A figura abaixo 
mostra tipos de digitais do tipo Arco. 
 
 
Presilha Interna: A Presilha Interna é o datilograma que apresenta delta 
localizado à direita da impressão digital exposta e apresenta um núcleo formado 
por uma ou mais laçadas abertas para o lado esquerdo do observador. 
 Ela é representada pela letra “I” para os polegares e pelo número 2 para 
os demais dedos. Abaixo segue a imagem de exemplos de presilha interna. 
 
 
 
 
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Presilha Externa: Assim como na Presilha Interna, a Presilha Externa 
apresenta um delta, porém desta vez ele é situado à direita do observador. Esta 
presilha apresenta linhas que, partido da direita, vão ao centro do desenho, 
curvam-se e voltam ou tendem a voltar ao lado de origem, formando uma ou 
mais laçadas. A Presilha Externa é representada pela letra “E” para os polegares 
e o número 3 para os demais dedos. A figura abaixo mostra exemplos de 
presilhas externas. 
 
Verticilo: Verticilo é o datilograma que é caracterizado pela presença de 
um delta à esquerda e outro à direita do observador e um núcleo de forma 
variada, apresentando no mínimo uma linha curva à frente de cada delta. Ele é 
representado pela letra V para os polegares e pelo número 4 para os demais 
dedos. A figura abaixo apresenta alguns exemplos de Verticilos. 
 
 
 
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As pesquisas indicam que cerca de 60% dos datilogramas arquivados no 
Brasil sejam de digitais do tipo Presilha, 35% do tipo Verticilo e apenas 5% do 
tipo Arco. Outro sistema muito semelhante para classificação de digitais é o 
proposto por Edward Henry na Inglaterra que, diferente do sistema de Vucetich, 
faz a divisão do grupamento do tipo arco em arco plano e arco angular. 
 
8.0 TESTES DE REVELAÇÃO DE DIGITAIS 
 
Os testes de detecção de digitais são aplicados para revelar impressões 
papilares latentes. Ao entrar em uma cena de crime, a perícia observa os objetos 
deslocados da posição original para verificar se há vestígios papilares. A 
detecção de digitais envolve três passos principais: localizar a digital, 
desenvolver ou aprimorar suas propriedades e preservar a digital. Um dos pontos 
mais cruciais que afetam a revelação das digitais é o tipo de superfície em que 
as digitais estão depositadas pois o tipo de material poderá definir qual a melhor 
técnica a ser utilizada. 
 
 
 
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O princípio básico da revelação digital é o fato de que quando uma pessoa 
toca em uma superfície com seus dedos, uma pequena quantidade de secreção 
de suor das glândulas sudoríparas é deixada na superfície de uma digital. Este 
resíduo humano consiste majoritariamente de água, que dissolve um pequeno 
percentual de uma variedade de sólidos. A tabela abaixo mostra a composição 
química que normalmente pode ser encontrada na secreção das glândulas 
sudoríparas. 
 
Apesar da concentração destes compostos serem muito baixas, com 
exceção da água, eles são de grande importância pois podem ser relevantes em 
certas reações químicas características onde a impressão digital possa ser 
revelada. 
 Técnica do pó: A Técnica mais utilizada entre os peritos é a técnica do 
pó. Ela consiste na aplicação de uma fina camada de pó sobre o local onde a 
perícia acredita que possa haver vestígios de impressões digitai. O pó 
determinado adere-se sobre os compostos químicos presentes na secreção do 
suor humano e pode interagir como ligação de hidrogênio ou força de van der 
Walls. Entretanto, a técnica do pó precisa ser realizada com cautela pois sem o 
devido cuidado as cerdas do pincel podem danificar a impressão digital, o que 
 
 
 
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pode torná-la inviável. Outros instrumentos para promover a aderência do pó nas 
digitais podem ser utilizados, como por exemplo o spray de aerossol. A tabela 2 
mostra os pós mais utilizados pelos peritos e suas composições. 
Tabela 2: Pós mais utilizados na revelação de impressões digitais 
latentes. 
 
 A figura mostra a aplicação da técnica do pó para a revelação de 
uma impressão digital latente. 
 
 
 
 
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O uso do pó ideal varia de acordo com a superfície e condições climáticas 
que se encontra a impressão digital latente. Por isso, a variedade existente de 
pós permite ao perito a melhor aplicação para reservar a integridade da digital. 
 
 
9.0 CONCLUSÃO 
 
De acordo com o que foi examinado, é inegável o fato de que a química 
forense é uma área extensiva e de extrema importância no que diz respeito de 
identificação de criminosos. 
Os postulados da datiloscopia permitem a confiabilidade no sistema, visto 
que nunca foi encontrado na história da humanidade uma impressão digital igual 
à outra. Com o avanço tecnológico, a aplicação da datiloscopia ganhou uma 
nova dimensão e a informatização do sistema tornou-se algo fundamental devido 
ao crescimento populacional. 
Apesar destes avanços, a identificação no Brasil é feita separadamente 
por cada estado, o que impede que um indivíduo tenha identidades em vários 
estados do país devido à falta de interação dos institutos de identificação. 
Com isso, a interação dos institutos de identificação torna-se essencial 
para o melhor aproveitamento desta arma tão poderosa que é a impressão 
digital. 
 
 
 
 
 
 
 
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37 
REFERÊNCIAS 
 
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Santo, 2004. Disponível em: http://appes.com.br Acesso em: 10 de agosto de 
2016. 
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de Processo Penal. 5. ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 
2003. 
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de 1941. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/Decreto-
Lei/Del3689.htm. 
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Dezembro 2006. 
FARIAS, Robson Fernandes: Introdução à QUÍMICA FORENSE, 2008 
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compreensão de conceitos científicos, Didáctica de la química, 2013. 
IIFP; MANUAL TÉCNICO DE DATILOSCOPIA, Rio de Janeiro, 2002. 
Instituto Nacional de Identificação; Manual de Identificação Papiloscópica, 
1987. 
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Principles of Forensic Chemistry: Humana Press, 2012. 
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S. Ana P., P. Michelle C., P. José C. D., S. Tania D. M.; A utilização da 
Ciência. 
http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/Decreto-Lei/Del3689.htm
http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/Decreto-Lei/Del3689.htme abauladas 
 
 
 
3
1 
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ou alterações características. No sistema de Vucetich ele é representado pela 
letra “A” para os polegares e número 1 para os demais dedos. A figura abaixo 
mostra tipos de digitais do tipo Arco. 
 
 
Presilha Interna: A Presilha Interna é o datilograma que apresenta delta 
localizado à direita da impressão digital exposta e apresenta um núcleo formado 
por uma ou mais laçadas abertas para o lado esquerdo do observador. 
 Ela é representada pela letra “I” para os polegares e pelo número 2 para 
os demais dedos. Abaixo segue a imagem de exemplos de presilha interna. 
 
 
 
 
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2 
32 
Presilha Externa: Assim como na Presilha Interna, a Presilha Externa 
apresenta um delta, porém desta vez ele é situado à direita do observador. Esta 
presilha apresenta linhas que, partido da direita, vão ao centro do desenho, 
curvam-se e voltam ou tendem a voltar ao lado de origem, formando uma ou 
mais laçadas. A Presilha Externa é representada pela letra “E” para os polegares 
e o número 3 para os demais dedos. A figura abaixo mostra exemplos de 
presilhas externas. 
 
Verticilo: Verticilo é o datilograma que é caracterizado pela presença de 
um delta à esquerda e outro à direita do observador e um núcleo de forma 
variada, apresentando no mínimo uma linha curva à frente de cada delta. Ele é 
representado pela letra V para os polegares e pelo número 4 para os demais 
dedos. A figura abaixo apresenta alguns exemplos de Verticilos. 
 
 
 
3
3 
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As pesquisas indicam que cerca de 60% dos datilogramas arquivados no 
Brasil sejam de digitais do tipo Presilha, 35% do tipo Verticilo e apenas 5% do 
tipo Arco. Outro sistema muito semelhante para classificação de digitais é o 
proposto por Edward Henry na Inglaterra que, diferente do sistema de Vucetich, 
faz a divisão do grupamento do tipo arco em arco plano e arco angular. 
 
8.0 TESTES DE REVELAÇÃO DE DIGITAIS 
 
Os testes de detecção de digitais são aplicados para revelar impressões 
papilares latentes. Ao entrar em uma cena de crime, a perícia observa os objetos 
deslocados da posição original para verificar se há vestígios papilares. A 
detecção de digitais envolve três passos principais: localizar a digital, 
desenvolver ou aprimorar suas propriedades e preservar a digital. Um dos pontos 
mais cruciais que afetam a revelação das digitais é o tipo de superfície em que 
as digitais estão depositadas pois o tipo de material poderá definir qual a melhor 
técnica a ser utilizada. 
 
 
 
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O princípio básico da revelação digital é o fato de que quando uma pessoa 
toca em uma superfície com seus dedos, uma pequena quantidade de secreção 
de suor das glândulas sudoríparas é deixada na superfície de uma digital. Este 
resíduo humano consiste majoritariamente de água, que dissolve um pequeno 
percentual de uma variedade de sólidos. A tabela abaixo mostra a composição 
química que normalmente pode ser encontrada na secreção das glândulas 
sudoríparas. 
 
Apesar da concentração destes compostos serem muito baixas, com 
exceção da água, eles são de grande importância pois podem ser relevantes em 
certas reações químicas características onde a impressão digital possa ser 
revelada. 
 Técnica do pó: A Técnica mais utilizada entre os peritos é a técnica do 
pó. Ela consiste na aplicação de uma fina camada de pó sobre o local onde a 
perícia acredita que possa haver vestígios de impressões digitai. O pó 
determinado adere-se sobre os compostos químicos presentes na secreção do 
suor humano e pode interagir como ligação de hidrogênio ou força de van der 
Walls. Entretanto, a técnica do pó precisa ser realizada com cautela pois sem o 
devido cuidado as cerdas do pincel podem danificar a impressão digital, o que 
 
 
 
3
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35 
pode torná-la inviável. Outros instrumentos para promover a aderência do pó nas 
digitais podem ser utilizados, como por exemplo o spray de aerossol. A tabela 2 
mostra os pós mais utilizados pelos peritos e suas composições. 
Tabela 2: Pós mais utilizados na revelação de impressões digitais 
latentes. 
 
 A figura mostra a aplicação da técnica do pó para a revelação de 
uma impressão digital latente. 
 
 
 
 
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O uso do pó ideal varia de acordo com a superfície e condições climáticas 
que se encontra a impressão digital latente. Por isso, a variedade existente de 
pós permite ao perito a melhor aplicação para reservar a integridade da digital. 
 
 
9.0 CONCLUSÃO 
 
De acordo com o que foi examinado, é inegável o fato de que a química 
forense é uma área extensiva e de extrema importância no que diz respeito de 
identificação de criminosos. 
Os postulados da datiloscopia permitem a confiabilidade no sistema, visto 
que nunca foi encontrado na história da humanidade uma impressão digital igual 
à outra. Com o avanço tecnológico, a aplicação da datiloscopia ganhou uma 
nova dimensão e a informatização do sistema tornou-se algo fundamental devido 
ao crescimento populacional. 
Apesar destes avanços, a identificação no Brasil é feita separadamente 
por cada estado, o que impede que um indivíduo tenha identidades em vários 
estados do país devido à falta de interação dos institutos de identificação. 
Com isso, a interação dos institutos de identificação torna-se essencial 
para o melhor aproveitamento desta arma tão poderosa que é a impressão 
digital. 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
 
APPES – Associação dos Papiloscopistas do Espírito Santo. Espírito 
Santo, 2004. Disponível em: http://appes.com.br Acesso em: 10 de agosto de 
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de Processo Penal. 5. ed. rev., atual. e ampl. São Paulo: Revista dos Tribunais, 
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de 1941. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/Decreto-
Lei/Del3689.htm. 
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Dezembro 2006. 
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Forense e da Investigação Criminal como estratégia didática na 
compreensão de conceitos científicos, Didáctica de la química, 2013. 
IIFP; MANUAL TÉCNICO DE DATILOSCOPIA, Rio de Janeiro, 2002. 
Instituto Nacional de Identificação; Manual de Identificação Papiloscópica, 
1987. 
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MOLICK, MAX M.; Forensic Fingerprints – Advanced Forensic Science 
Series, 2016. 
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S. Ana P., P. Michelle C., P. José C. D., S. Tania D. M.; A utilização da 
Ciência. 
http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/Decreto-Lei/Del3689.htm
http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/Decreto-Lei/Del3689.htm

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