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SISTEMA DE ENSINO
DIREITO 
FINANCEIRO
Despesa Pública 
Livro Eletrônico
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Despesa Pública
DIREITO FINANCEIRO
Allan Mendes e Vinicius Ribeiro
Sumário
Apresentação .....................................................................................................................................................................3
Despesa Pública ...............................................................................................................................................................4
1. Despesa Pública ...........................................................................................................................................................4
1.1. Classificação ...............................................................................................................................................................4
1.2. Estágios/Etapas da Despesa .........................................................................................................................18
1.3. Restos a Pagar .......................................................................................................................................................23
1.4. Despesas de Exercícios Anteriores............................................................................................................25
1.5. Suprimento de Fundos .......................................................................................................................................26
Resumo ...............................................................................................................................................................................29
Mapa Mental ....................................................................................................................................................................30
Questões de Concurso ................................................................................................................................................31
Gabarito ..............................................................................................................................................................................35
Gabarito Comentado ...................................................................................................................................................36
Referências .......................................................................................................................................................................45
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ApresentAção
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DESPESA PÚBLICA
1. DespesA públicA
A despesa pública pode ser entendida como os gastos realizados pelo Estado para al-
cançar seus objetivos com o fim de atender a coletividade. Da mesma forma que a receita, a 
despesa poderá ser classificada como orçamentária ou extraorçamentária (dispêndios extra-
orçamentários), sendo esta a devolução dos recursos recebidos por meio de ingressos extra-
orçamentários (devolução de depósitos em Caução, Fianças, Operações de Crédito por ARO, 
emissão de moeda, Consignações em Folha de Pessoal, pagamento de Restos a Pagar e ou-
tras saídas compensatórias no ativo e passivo financeiro).
Ao contrário das despesas orçamentárias, as despesas extraorçamentárias apresentam 
caráter temporário e não integram a LOA (não necessitam de autorização legislativa). Não 
acarretam impacto no patrimônio público, nem são objeto de programação orçamentária, con-
tudo, por envolverem a saída de recursos financeiros, mesmo que pertencendo a terceiros, 
integram o fluxo financeiro das despesas públicas.
1.1. clAssificAção
A despesa pública possui classificações quanto aos aspectos qualitativos e quantitativos. 
Os aspectos qualitativos são formados pelas classificações por esfera, institucional, funcional 
e programática.
As informações quantitativas envolvem uma dimensão física, que determina a quantidade 
de bens ou serviços a serem entregues, e uma dimensão financeira, que envolve as classifica-
ções por natureza da despesa, identificador de uso (IDUSO), fonte de recurso, identificador de 
doações e operações de crédito (IDOC), identificador de resultado primário, e por fim, a dota-
ção orçamentária, que é o valor consignado para o orçamento daquele ano.
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Veja como exemplo o quadro retirado do Manual Técnico de Orçamento da SOF 2022, qua-
dro esse que também pode ser visualizado no SIAFI – Sistema Integrado de Administração 
Financeira do Governo Federal:
Nos tópicos seguintes vamos analisar as principais e mais importantes classificações para 
concursos.
1.1.1. Esfera
De acordo com essa classificação, é possível determinar se a despesa faz parte do orça-
mento fiscal, de seguridade social ou de investimento das empresas Estatais. A pergunta-cha-
ve aqui é: em qual orçamento?
Os códigos utilizados são os seguintes:
Código Esfera Orçamentária
10 Orçamento Fiscal
20 Orçamento da Seguridade Social
30 Orçamento de Investimento
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1.1.2. Institucional
A classificação institucional da despesa reflete a estrutura organizacional e administrativa 
da administração pública, compreendendo dois níveis, o órgão orçamentário e a unidade orça-
mentária (UO). A pergunta-chave aqui é: quem é o responsável por fazer?
As dotações orçamentárias são consignadas às UOs, que são responsáveis pela execução 
orçamentária. O órgão orçamentário é o agrupamento de unidades orçamentárias. O código da 
classificação institucional é formado por 5 dígitos, os dois primeiros do órgão e os 3 últimos 
relativos a UO.
1º 2º 3º 4º 5º
Órgão orçamentário Unidade Orçamentária
Na classificação institucional, nem sempre um órgão orçamentário ou uma UO corres-
pondem a uma estrutura administrativa. É o caso, por exemplo, de alguns fundos especiais 
(ex.: Fundo Nacional de Segurança e Educação de Trânsito – FUNSET) e de “órgãos” Trans-
ferências a Estados, Distrito Federal e Municípios, Encargos Financeiros da União, Opera-
ções Oficiais de Crédito, Refinanciamento da Dívida Pública Mobiliária Federal e Reserva de 
Contingência.Os passivos decorrentes da despesa do ente da Federação compõem sua dívida flutuante, cuja 
prescrição ocorrerá em cinco anos.
Os restos a pagar são espécie de dívida flutuante. No caso em tela, como são restos a pagar 
processados, sua prescrição será de cinco anos.
Certo.
004. (CESPE/CGE-PI/2015) Da mesma forma que acontece no processo licitatório, a despesa 
executada por meio de suprimento de fundos deve garantir a aquisição mais vantajosa para a 
administração pública.
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Apesar de estarmos tratando de gastos excepcionais, mesmo assim, os recursos não perdem 
sua natureza pública. Dessa forma, devem obedecer aos princípios da administração pública, 
entre eles, a aquisição da proposta mais vantajosa para a Administração Pública.
Certo.
005. (CESPE/TRT-8ª/2016) Acerca das receitas e despesas constantes do orçamento públi-
co, bem como suas classificações, assinale a opção correta.
a) A administração pública, ao fazer investimento com a obtenção de títulos representativos 
de participação no capital social de outras entidades em funcionamento, deverá classificar o 
gasto como despesas de capital — inversões financeiras.
b) Todas as despesas, sejam elas classificadas como orçamentárias ou extraorçamentárias, 
demandam autorização legislativa para serem realizadas.
c) No orçamento federal, o pagamento dos juros pela rolagem da dívida pública e as parcelas 
de amortização do principal da dívida são classificados como despesas de capital, na modali-
dade transferência de capital.
d) A entrega de um conjunto habitacional para moradia popular indica, na previsão orçamen-
tária, o aumento da receita corrente de contribuições, advinda da expectativa de aumento da 
arrecadação da taxa de limpeza pública.
e) A receita de dívida ativa proveniente da inclusão do nome de contribuintes que não efetuam 
o pagamento de seus impostos até o final do exercício financeiro deve ser classificada, pela 
administração pública, como receita corrente tributária.
A obtenção de títulos representativos de participação no capital social de outras entidades em 
funcionamento caracteriza uma inversão financeira.
Letra a.
006. (CESPE/PG-DF/2021) Acerca da despesa pública, julgue o item que se segue.
As despesas com fornecimento de energia elétrica para determinado órgão público deverão 
ser objeto de empenho por estimativa.
Um caso típico de utilização de empenho por estimativa é para o pagamento de energia elétrica.
Certo.
007. (CESPE/PG-DF/2021) Acerca da despesa pública, julgue o item que se segue.
A classificação institucional da despesa orçamentária corresponde à alocação de créditos vin-
culados a unidades orçamentárias representativas de uma estrutura administrativa.
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Na classificação institucional, nem sempre um órgão orçamentário ou uma UO correspondem 
a uma estrutura administrativa. É o caso, por exemplo, de alguns fundos especiais (ex.: Fun-
do Nacional de Segurança e Educação de Trânsito – FUNSET) e de “órgãos” Transferências a 
Estados, Distrito Federal e Municípios, Encargos Financeiros da União, Operações Oficiais de 
Crédito, Refinanciamento da Dívida Pública Mobiliária Federal e Reserva de Contingência.
Errado.
008. (CESPE/PG-DF/2021) Com base nos conceitos e nas aplicações da Lei de Responsabilidade 
Fiscal e na Lei Complementar de Finanças Públicas (Lei n. 4.320/1964), julgue o item seguinte.
Os empenhos relativos a créditos com vigência plurianual, quando não liquidados, serão consi-
derados como restos a pagar somente no último ano de vigência do crédito.
Empenhos referentes às despesas com vigência plurianual só serão inscritos em restos a pa-
gar ao final desse período.
Certo.
009. (CESPE/CODEVASP/2021) No que se refere à receita e à despesa públicas, julgue o item 
que se segue.
A estrutura de alocação dos créditos orçamentários é identificada pela classificação institucional.
Correto. Na classificação institucional é possível observar como foi feita a distribuição do orçamento.
Certo.
010. (CESPE/MPE-CE/2020) Julgue o item seguinte, relativo ao regime de adiantamento de 
suprimento de fundos.
O suprimento de fundos não poderá ser concedido a servidor que não prestou contas no prazo 
regulamentar.
Não se concederá suprimento de fundos:
• A responsável por dois suprimentos;
• A servidor que tenha a seu cargo a guarda ou utilização do material a adquirir, salvo 
quando não houver na repartição outro servidor;
• A responsável por suprimento de fundos que, esgotado o prazo, não tenha prestado 
contas de sua aplicação;
• A servidor declarado em alcance.
Certo.
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011. (CESPE/SEFAZ-AL/2020) Julgue o item a seguir, acerca da concessão de suprimento de 
fundos e do tratamento contábil a ser dado ao suprimento de fundos.
O suprimento de fundos representa uma despesa, do ponto de vista patrimonial, pois, no mo-
mento da sua concessão, há redução no patrimônio líquido.
Pelo contrário. Apesar de ser considerada uma despesa pelo enfoque orçamentário, o supri-
mento de fundos não será considerado como despesa pelo enfoque patrimonial, uma vez que 
não há redução do patrimônio líquido da entidade ou órgão no momento de sua concessão, 
mas apenas em momento futuro (prestação de contas pelo suprido). Assim, apenas na presta-
ção de contas ocorre a variação patrimonial diminutiva (VPD).
Errado.
012. (CESPE/SEFAZ-AL/2020) Julgue o item a seguir, acerca de despesas públicas.
Os restos a pagar são as despesas empenhadas e não liquidadas até o dia 31 de dezembro do 
exercício financeiro.
Os restos a pagar representam despesas empenhadas e não pagas. O conceito apresentado 
refere-se apenas aos restos a pagar não processados.
Errado.
013. (CESPE/APEX BRASIL/2021) A respeito da despesa pública, assinale a opção correta.
a) Despesa pública é o conjunto de dispêndios realizados pelos entes públicos para custear os 
serviços públicos prestados à sociedade (despesas correntes) ou para a realização de investi-
mentos (despesas de capital).
b) As despesas de exercícios anteriores (DEA) referem-se às dívidas reconhecidas no exercício 
corrente para as quais existe empenho, mas que não foram processadas no exercício anterior.
c) Despesas correntes são destinadas à formação de um bem de capital, assim como à expan-
são das atividades do órgão.
d) A dívida ativa corresponde à despesa que foi originada em exercício anterior e que está pre-
sente no orçamento corrente.
Vamos analisar as alternativas:
b) Errada. Trata-se de despesas para as quais não existe empenho.
c) Errada. Esse é o conceito de despesa de capital.
d) Errada. Dívida ativa é relativa a receita pública.
Letra a.
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014. (CESPE/TCE-PR/2016) Na estrutura da programação orçamentária da despesa, o bloco 
que identifica a unidade orçamentária é a classificação
a) institucional.
b) funcional.
c) subfuncional.
d) programática.
e) por esfera.
Quando eu quero saber a unidade, eu preciso me preocupar com as instituições.
Letra a.
015. (CESPE/CNJ/2013) As programações orçamentárias estão organizadas em programas 
de trabalho com informações qualitativas e quantitativas, físicas ou financeiras. No orçamento 
público, o programa de trabalho, no aspecto qualitativo, é composto da classificação por esfe-
ra, classificação institucional, classificação funcional e estrutura programática.
Perfeito! Eu tenho a classificação que olha para qual esfera (fiscal, seguridade), a que olha para 
as unidades orçamentárias, a que olha para as funções e a que olha para os programas e ações.
Certo.
016. (CESPE/ANTAQ/2014) A classificação institucional tem por objetivo identificar em que 
orçamento a despesa deverá ser realizada.
Esse é por esfera.
Errado.
017. (CESPE/TCE-RO/2013) Suponha que um técnico do governo federal tenha classificado 
determinada despesa como encargos financeiros da União. Nessa situação, é correto afirmar 
que o técnico se utilizou da classificação institucional da despesa.
É isso mesmo! Os encargos são unidades orçamentárias também.
Certo.
018. (CESPE/ICMBIO/2014) Na LOA, a classificação das despesas restringe-se à esfera fiscal 
e à seguridade social.
Temos a instituição, a função, os programas.
Errado.
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019. (CESPE/MTE/2014) A classificação da despesa que permite avaliar o impacto da ação 
governamental na economia do país é denominada classificação funcional, que, por sua vez, 
divide-se em espécies, como educação, saúde e infraestrutura.
Não há essa divisão em espécies.
Errado.
020. (CESPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS/2014) A despesa, classificada por sua subfunção, 
deve evidenciar cada área da atuação governamental, por intermédio da identificação da natu-
reza das ações.
É isso mesmo. Subfunção evidencia a área de atuação.
Certo.
021. (CESPE/TCE-RO/2013) As subfunções típicas da função administração não podem ser 
combinadas com a função educação, em razão de os objetivos finalísticos da atuação gover-
namental, em cada uma dessas funções, serem distintos.
A combinação é sim possível.
Errado.
022. (CESPE/POLÍCIA FEDERAL/2014) As atividades, os projetos e as operações especiais 
devem ser detalhados na estrutura programática em subtítulos, não podendo haver alterações 
de sua finalidade, do produto e das metas estabelecidas, a não ser que sejam feitas por meio 
de projeto de lei que altere a lei orçamentária anual.
Os subtítulos irão identificar a localização física dos gastos, sendo vedada a alteração de sua 
finalidade, produto e das metas estabelecidas, salvo por meio da alteração da lei orçamentária.
Certo.
023. (CESPE/MTE/2014) Na estrutura programática da despesa, as despesas decorrentes de sen-
tenças judiciais, por não gerarem produtos, podem ser classificadas como operações especiais.
Como o cumprimento de sentenças judiciais não contribuem para a manutenção, expansão ou 
aperfeiçoamento das ações de governo, não resultam em um produto sob a forma de bens ou 
serviços, podendo ser classificadas como operações especiais.
Certo.
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024. (CESPE/ICMBIO/2014) Assim como as receitas, as despesas podem ser classificadas 
em duas categorias econômicas: correntes e de capital.
Como ocorre com as receitas, as despesas serão classificadas como correntes e de capital. 
As despesas de capital contribuem diretamente para aquisição ou formação de um bem de 
capital. Por exclusão, as despesas correntes são aquelas que não contribuem para formação 
e aquisição de um bem de capital.
Certo.
025. (CESPE/TC-DF/2014) Considere que determinado servidor público tenha classifica-
do uma despesa realizada pelo órgão de sua lotação como despesa com pessoal e encar-
gos sociais. Nesse caso, a classificação por ele realizada representa a categoria econômica 
da despesa.
Como segundo nível de desdobramento da classificação por natureza da despesa, temos o 
Grupo de Natureza da Despesa (GND):
Categoria 
Econômica Código GND
Despesa 
Corrente
1 Pessoal e Encargos Sociais
2 Juros e Encargos da Dívida
3 Outras Despesas Correntes
Despesa de 
Capital
4 Investimentos
5 Inversões Financeiras
6 Amortização da Dívida
Dessa forma, ao classificar certa despesa como pessoal e encargos sociais, o servidor classi-
ficou a despesa em grupo de natureza de despesa e não na categoria econômica.
Errado.
026. (CESPE/SUFRAMA/2014) Se determinado órgão público adquirir títulos representativos 
do capital de determinada empresa em operação há cinco anos no mercado e se tal opera-
ção não importar aumento do capital, a despesa de capital será classificada como inversão 
financeira.
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Essa despesa será classificada como inversão financeira, pois a entidade já está em atividade 
e não há aumento de capital. Caso estivesse sendo constituída uma empresa ou aumentando 
seu capital, deveria ser considerada um investimento.
Certo.
027. (CESPE/UNIPAMPA/2013) No que se refere às despesas de capital, as inversões finan-
ceiras se destinam apenas à aquisição de imóveis ou bens de capital a serem utilizados.
Pelo contrário, as inversões financeiras se destinam a aquisição de imóveis ou bens de capital 
já em utilização.
Errado.
028. (CESPE/MTE/2014) Na classificação orçamentária da despesa, a modalidade de apli-
cação indica, entre outros, se recursos do orçamento da União se destinam à aplicação por 
entidades privadas sem fins lucrativos ou por outras instituições.
A modalidade de aplicação indica se os recursos serão aplicados mediante transferência fi-
nanceira, inclusive a decorrente de descentralização orçamentária para outros níveis de Go-
verno, seus órgãos ou entidades; ou diretamente para entidades privadas sem fins lucrativos e 
outras instituições; ou, então, diretamente pela unidade detentora do crédito orçamentário, ou 
por outro órgão ou entidade no âmbito do mesmo nível de Governo.
A modalidade de aplicação objetiva, principalmente, eliminar a dupla contagem dos recursos 
transferidos ou descentralizados. O código mais utilizado é o 90, que representa as utilizações 
diretas pelos entes públicos.
Certo.
029. (CESPE/ANTT/2013) Na elaboração da lei orçamentária, a classificação das despesas 
por natureza deve ser feita, pelo menos, por categoria econômica, grupo de natureza de despe-
sa e modalidade de aplicação.Nos termos da Portaria Interministerial n. 163/01 STN/SOF, na lei orçamentária, a discrimina-
ção da despesa quanto à sua natureza, far-se-á, no mínimo, por categoria econômica, grupo de 
natureza de despesa e modalidade de aplicação.
Lembrando, no entanto, que, quanto à classificação da natureza da despesa, essa ainda pode 
ser classificada em elementos, que identificam o objeto do gasto (como por exemplo, o mate-
rial de consumo), e em subelementos.
Certo.
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030. (CESPE/CADE/2014) A definição das fontes de recursos da despesa orçamentária deve 
ser realizada por intermédio do cronograma de execução mensal de desembolso.
Outra classificação existente é a fonte de recurso, que faz o vínculo entre a classificação da 
receita e da despesa. A definição das fontes de recurso deve estar definida já na lei orçamen-
tária, indicando de onde virão os recursos para realizar as despesas. Ou seja, não é depois, no 
cronograma de execução mensal.
A pergunta-chave da fonte de recursos é: de onde virão os recursos para realizar a despesa?
Errado.
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REFERÊNCIAS
Livro/Texto Autor
Orçamento Público Giacomoni
Manual Técnico de Orçamento SOF
Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor 
Público STN
Gestão de Finanças Públicas Albuquerque, Medeiros 
e Feijó
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Allan Mendes
Auditor de Controle Interno do Distrito Federal. Ex-servidor do Ministério Público da União (MPU), onde 
atuou como diretor administrativo e financeiro do Programa de Saúde dos Membros e Servidores. Ex-
servidor do Fundo Nacional de Educação (FNDE), onde atuou como chefe da Divisão de Prestação de 
Contas de Convênios. Graduado em Ciências Contábeis pela UnB e em Direito pela UPIS. Pós-graduado em 
Contabilidade Pública na WPÓS e mestre em Direito pela Universidade Católica de Brasília.
Vinicius Ribeiro
Analista Legislativo na Câmara dos Deputados, onde trabalha com as leis orçamentárias. Aprovado 
no concurso de Consultor de Orçamento na Câmara dos Deputados. Formado em Administração na 
Universidade Federal de Uberlândia. É autor do livro Administração para Concursos, publicado pela 
editora GEN. Professor de cursos online para concursos há 7 anos. Foi, ainda, Analista de Planejamento e 
Orçamento no Ministério do Planejamento; Analista Judiciário – Área Administrativa no CNJ e no STF; e 
Especialista no FNDE. Possui pós-graduação – MBA em Negócios Internacionais e Comércio Exterior na 
FGV.
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	Apresentação
	Despesa Pública
	1. Despesa Pública
	1.1. Classificação
	1.2. Estágios/Etapas da Despesa
	1.3. Restos a Pagar
	1.4. Despesas de Exercícios Anteriores
	1.5. Suprimento de Fundos
	Resumo
	Mapa Mental
	Questões de Concurso
	Gabarito
	Gabarito Comentado
	Referências
	AVALIAR 5: 
	Página 46:Podemos identificar as seguintes vantagens e desvantagens na adoção dessa espécie de 
classificação:
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001. (CESPE/TJ-PA/2020) A classificação orçamentária que permite a comparação de dota-
ções recebidas pelos órgãos que integram o orçamento público é a classificação
a) por categoria econômica.
b) por identificador de uso.
c) programática.
d) institucional.
e) funcional.
Na classificação institucional, é possível observar as dotações recebidas por cada órgão
Letra d.
1.1.3. Funcional
A estrutura funcional foi instituída pela Portaria n. 42/99 do MPOG, sendo de observância 
obrigatória para todos os entes federativos (União, Estados/Distrito Federal e Municípios), pos-
sibilitando uma consolidação nacional dos gastos públicos.
Na classificação funcional, é possível verificar em quais áreas de despesa a ação governa-
mental será realizada. Nessa classificação temos:
• Função: maior nível de agregação das diversas áreas de atuação do setor público. Exem-
plos: cultura, educação, saúde.
• Subfunção: deve evidenciar a natureza da atuação governamental. Exemplos: educação 
infantil, comunicação social.
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Obs.: � É possível combinar subfunções a funções diferentes das quais elas estejam dire-
tamente relacionadas. Essa característica é conhecida como matricialidade. Como 
exemplo, temos as dotações consignadas no orçamento dos órgãos do Poder Judiciá-
rio destinadas à formação de seus membros (juízes/desembargadores).
1º 2º 3º 4º 5º
Função Subfunção
A Função 28, Encargos Especiais, decorre de despesas que não se relacionam com bens 
ou serviços, tais com dívidas, ressarcimentos, indenizações e outras, devendo ser utilizadas 
subfunções específicas, não se aplicando a regra da matricialidade.
002. (CESPE/TJ-PA/2020) A área de atuação governamental na qual determinada despesa 
será realizada é identificada pela classificação
a) funcional.
b) institucional.
c) por natureza.
d) por programa.
e) por modalidade.
Na classificação funcional, é possível verificar em quais áreas de despesa a ação governamen-
tal será realizada.
Letra a.
1.1.4. Programática (Estrutura Programática)
O Plano Plurianual (PPA) que vigerá no período de 2020-2023 apresenta 4 (quatro) pilares 
em sua construção, quais sejam: simplificação metodológica; realismo fiscal; integração entre 
planejamento e avaliação; e, visão estratégica e foco em resultados.
Conforme a figura abaixo, a metodologia do PPA 2020-2023 compreende 3 dimensões: 
a Dimensão Estratégica, composta pelos eixos da Estratégia Nacional de Desenvolvimento 
Econômico e Social (Endes), as diretrizes do PPA e os Temas; a Dimensão Tática, compos-
ta pelos Programas e seus objetivos, meta e indicador de resultado e a Dimensão Opera-
cional, onde estão as ações orçamentárias e não-orçamentárias., conforme quadro retirado 
do MTO/2022:
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Diretrizes – possuem a finalidade de retratar as declarações de governo e indicam as preferên-
cias políticas dos governantes eleitos.
Temas – buscam refletir a estrutura institucional adotada pela administração federal.
Programa – é a categoria que articula um conjunto de ações (orçamentárias e não-orçamentá-
rias) suficientes para enfrentar um problema. Seu desempenho deve ser passível de aferição.
Ainda dentro da classificação programática, os programas serão complementados por 
ações, que são as operações que resultam bens ou serviços que contribuirão para atingir os 
resultados do programa.
Essas ações podem ser de três tipos:
• Projeto: envolve um conjunto de operações, limitadas no tempo, das quais resulta um 
produto que concorre para a expansão ou o aperfeiçoamento da ação de Governo.
• Atividade: envolve um conjunto de operações que se realizam de modo contínuo e permanen-
te, das quais resulta um produto ou serviço necessário à manutenção da ação de Governo.
• Operações Especiais: não contribuem para a manutenção, expansão ou aperfeiçoamen-
to das ações de governo, das quais não resulta um produto e não geram contrapresta-
ção direta sob a forma de bens ou serviços. Ex: cumprimento de sentenças judiciais.
As Ações Orçamentárias são compostas por atributos, tais como o título, a descrição, o 
tipo, o produto, etc. Destaque especial para o atributo “Plano Orçamentário”, que corresponde 
a uma identificação para fins gerenciais (não consta da LOA), que permite o detalhamento da 
ação além do subtítulo/localizador de gasto.
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Por fim, as ações serão divididas em subtítulos, menor nível de categoria de programação 
na esfera federal (LOA), que determina a localização física do gasto, podendo ter abrangência 
nacional, no exterior, por Região (Norte, Nordeste, Centro Oeste, Sudeste, Sul), por Estado ou 
Município ou, excepcionalmente, por um critério específico, quando necessário.
É vedada, na especificação do subtítulo, a referência a mais de uma localidade, área geo-
gráfica ou beneficiário, se estes forem determinados.
A adequada localização do gasto permite maior controle governamental e social sobre a 
implantação das políticas públicas adotadas, além de evidenciar a focalização, os custos e os 
impactos da ação governamental, não podendo haver, por conseguinte, alteração de sua fina-
lidade, do produto e das metas estabelecidas.
003. (CESPE/TCE-RJ/2021) A respeito dos mecanismos utilizados na elaboração, execução e 
controle do orçamento, julgue o item que se segue.
O conceito de atividade na estrutura de programação consiste no conjunto de operações limi-
tadas no tempo, das quais resulta um produto que concorre para a expansão ou para o aperfei-
çoamento da ação de governo.
Pelo contrário, esse é o conceito de projeto!
Letra e.
1.1.5. Natureza da Despesa
Quanto aos aspectos quantitativos, a classificação mais conhecida da despesa é a nature-
za da despesa, podendo ser desdobrada em categoria econômica, grupo de natureza de des-
pesa, modalidade de aplicação, elemento e subelemento (desdobramento facultativo). Segue 
mais um quadro do MTO/2022 para facilitar a visualização da classificação:
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1.1.6. Categoria Econômica
Como ocorre com as receitas, as despesas serão classificadas como correntes e de capi-
tal. As despesas de capital contribuem diretamente para aquisição ou formação de um bem de 
capital. Por exclusão, as despesas correntes são aquelas que não contribuem para formação 
e aquisição de um bem de capital.
Código Categoria Econômica Característica
3 Despesa Corrente
Não contribuem, diretamente, para 
a formação ou aquisição de um 
bem de capital
4 Despesa de Capital
Contribuem, diretamente, para a 
formação ou aquisição de um bem 
de capital
004. (CESPE/TCE-RJ/2021) Com relação a aspectos constitucionais, legais, doutrinários e 
jurisprudenciais do direito financeiro, julgue o item subsequente.
Na classificação da despesa quanto à categoria econômica, a aquisição de um equipamento é 
considerada despesa de capital, enquanto a manutenção desse mesmo equipamento é enqua-
drada como despesa corrente.
É isso! Enquanto a aquisição do equipamento representa uma despesa de capital (aquisição 
de um bem), sua manutenção representa uma despesa corrente.
Certo.
005. (CESPE/SEFAZ-CE/2021) A despesa pública possui classificações quanto aos aspec-
tos qualitativos e quantitativos. Os aspectos qualitativos são formados pelas classificações 
por esfera, institucional, funcional e programática. Com relação a esse assunto, julgue o item 
que se segue.
A despesa é classificada em duas categorias econômicas: despesa corrente e despesa 
de capital.
Categoria econômica: despesas correntes e de capital.
Certo.
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1.1.7. Grupo de Natureza da Despesa (GND)
Como segundo nível de desdobramento da classificação por natureza da despesa, temos 
o Grupo de Natureza da Despesa (GND).
Categoria Econômica Código GND
Despesa Corrente
1 Pessoal e Encargos Sociais
2 Juros e Encargos da Dívida
3 Outras Despesas Correntes
Despesa de Capital
4 Investimentos
5 Inversões Financeiras
6 Amortização da Dívida
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A lei n. 4.320/64 ainda traz outros conceitos importantes para fins de concurso:
Despesas de Custeio (Despesa Corrente): dotações para manutenção de serviços anteriormente 
criados, inclusive as destinadas a atender a obras de conservação e adaptação de bens imóveis.
Transferências Correntes (Despesa Corrente): dotações para despesas as quais não corres-
ponda contraprestação direta em bens ou serviços, inclusive para contribuições e subvenções 
destinadas a atender à manifestação de outras entidades de direito público ou privado. Exem-
plos: subvenções sociais/econômicas e juros da dívida.
Subvenções Sociais (Despesa Corrente): transferências destinadas a cobrir despesas de custeio 
de instituições públicas ou privadas de caráter assistencial ou cultural, sem finalidade lucrativa.
Subvenções Econômicas (Despesa Corrente): transferências destinadas a cobrir despesas de 
custeio de empresas públicas ou privadas de caráter industrial, comercial, agrícola ou pastoril.
Transferências de Capital (Despesa de Capital): dotações para investimentos ou inversões 
financeiras que outras pessoas de direito público ou privado devam realizar, independentemen-
te de contraprestação direta em bens ou serviços, constituindo essas transferências auxílios 
ou contribuições, segundo derivem diretamente da Lei de Orçamento ou de lei especialmente 
anterior, bem como as dotações para amortização da dívida pública.
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Um pouco mais sobre as subvenções. Vejamos excerto da Lei n. 4.320/64
Art. 16. Fundamentalmente e nos limites das possibilidades financeiras a concessão de subven-
ções sociais visará a prestação de serviços essenciais de assistência social, médica e educacional, 
sempre que a suplementação de recursos de origem privada aplicados a êsses objetivos, revelar-se 
mais econômica.
Art. 18.
Parágrafo único. Consideram-se, igualmente, como subvenções econômicas:
a) as dotações destinadas a cobrir a diferença entre os preços de mercado e os preços de revenda, 
pelo Governo, de gêneros alimentícios ou outros materiais;
b) as dotações destinadas ao pagamento de bonificações a produtores de determinados gêneros 
ou materiais.
Um pouco mais sobre inversões financeiras. Vejamos excerto da Lei discriminando as in-
versões financeiras:
• Aquisição de Imóveis
• Participação em Constituição ou Aumento de Capital de Emprêsas ou Entidades Comer-
ciais ou Financeiras
• Aquisição de Títulos Representativos de Capital de Emprêsa em Funcionamento
• Constituição de Fundos Rotativos
• Concessão de Empréstimos
• Diversas Inversões Financeiras
Ainda sobre as categorias econômicas, há uma pequena variação na classificação, trazida 
pela 4.320/64: Veja:
Art. 12. A despesa será classificada nas seguintes categorias econômicas:
DESPESAS CORRENTES
Despesas de Custeio
Transferências Correntes
DESPESAS DE CAPITAL
Investimentos
Inversões Financeiras
Transferências de Capital
006. (CESPE/MPE-CE/2020) De acordo com a classificação de despesa pública estabelecida 
na Lei n. 4.320/1964, as transferências de capital se referem às dotações para investimentos 
ou inversões financeiras que outras pessoas de direito público ou privado devam realizar, inde-
pendentemente de contraprestação direta em bens ou serviços, constituindo essas transferên-
cias auxílios ou contribuições, bem como dotações para amortização da dívida pública.
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São Transferências de Capital as dotações para investimentos ou inversões financeiras que 
outras pessoas de direito público ou privado devam realizar, independentemente de contra-
prestação direta em bens ou serviços, constituindo essas transferências auxílios ou contribui-
ções, segundo derivem diretamente da Lei de Orçamento ou de lei especialmente anterior, bem 
como as dotações para amortização da dívida pública.
Certo.
007. (CESPE/SEFAZ-AL/2020) Julgue o item a seguir, acerca de despesas públicas.
Classificam-se como investimentos as dotações destinadas a constituição ou aumento do 
capital de entidades ou empresas que visem a objetivos comerciais ou financeiros.
Nesse caso, o aumento de capital é classificado como inversão financeira.
Errado.
1.1.8. Modalidade de Aplicação
A modalidade de aplicação indica se os recursos serão aplicados:
• Mediante transferência financeira:
−	 a outras esferas de governo, seus órgãos, fundos ou entidades;
−a entidades privadas sem fins lucrativos e outras instituições;
• Diretamente pela unidade detentora do crédito orçamentário, ou por outro órgão ou enti-
dade no âmbito do mesmo nível de Governo.
A modalidade de aplicação visa, principalmente, eliminar a dupla contagem dos recursos 
transferidos ou descentralizados. O código mais utilizado é o 90, que representa as utilizações 
diretas pelos entes públicos.
Nos termos da Portaria Interministerial n. 163/01 STN/SOF, a discriminação da despesa, 
quanto à sua natureza, far-se-á, no mínimo, por categoria econômica, grupo de natureza de des-
pesa e modalidade de aplicação.
1.1.9. Elemento e Subelemento
Ainda quanto à classificação da natureza da despesa, essa ainda pode ser classificada em 
elementos (que identificam o objeto do gasto, como por exemplo, material de consumo) e em 
subelementos (desdobramento facultativo).
Na lei orçamentária não é apresentado o subelemento, sendo facultado o desdobramento 
dos elementos de despesa para atendimento das necessidades de escrituração contábil e con-
trole da execução orçamentária.
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Lei n. 4.320/64:
“Art. 15. Na Lei de Orçamento a discriminação da despesa far-se-á no mínimo por elementos.
§ 1º Entende-se por elementos o desdobramento da despesa com pessoal, material, serviços, obras 
e outros meios de que se serve a administração pública para consecução dos seus fins.”
1.1.10. Fonte/Destinação de Recurso
Outra classificação existente é a fonte de recurso, que faz o vínculo entre a classificação da 
receita e da despesa. A definição das fontes de recurso deve estar definida já na lei orçamen-
tária, indicando de onde virão os recursos para realizar as despesas. Ou seja, não é depois, no 
cronograma de execução mensal.
A pergunta-chave da fonte de recursos é: de onde virão os recursos para realizar a despesa?
A classificação por fonte de recursos possibilita ao Poder Legislativo e aos órgãos de con-
trole fazer o acompanhamento da destinação dos recursos públicos, seja com relação às vin-
culações constitucionais e legais, como as despesas com manutenção e desenvolvimento do 
ensino, ou mesmo para os recursos sem vinculação prévia.
1.1.11. Outras Classificações
1.1.11.1. Regularidade
Quanto à regularidade, a despesa pode ser classificada em ordinária, referente aos gastos 
com a manutenção dos serviços estatais, como o gasto com funcionários, e extraordinária, em 
caso de gastos eventuais, como execução de uma obra ou aquisição de um veículo.
1.1.11.2. Afetação
Da mesma forma que as receitas, as despesas podem ser classificadas quanto à afetação 
patrimonial
• Não efetiva: não modificam a situação patrimonial, caracterizando fatos contábeis per-
mutativos. Em regra, são despesas de capital, mas há exceções, como as transferências 
de capital.
• Efetiva: modificam a situação patrimonial, causando um impacto negativo, caracterizan-
do um fato modificativo diminutivos. Em regra, são despesas correntes, mas há exce-
ções como aquisição de material de consumo.
008. (CESPE/TRT-8ª/2016) Com relação ao sistema de classificação orçamentária, compos-
to pelas contas denominadas classificação institucional, classificação funcional e programáti-
ca e classificação econômica, assinale a opção correta.
a) A classificação da despesa por subfunção é um desdobramento da ação administrativa do 
ponto de vista da classificação institucional.
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b) A classificação econômica da despesa é feita desdobrando-se em função e subfunção.
c) O sistema de classificação orçamentária constitui um sistema de informação que possibi-
lita aos interessados identificar e avaliar as origens e as destinações dos recursos que com-
põem os orçamentos públicos.
d) A classificação econômica explicita os gastos relacionados a cada órgão público e é fun-
damental para o estabelecimento da responsabilidade administrativa pela formulação, pela 
execução e pelo controle dos orçamentos.
e) A classificação funcional e programática apresenta o conjunto de receitas e despesas de 
forma discriminada, de acordo com a sua natureza.
Vamos analisar as alternativas:
a) Errada. Função e subfunção pertencem à classificação funcional.
b) Errada. A classificação econômica é feita em despesa corrente e de capital.
d) Errada. Essa é a classificação institucional, que classifica os gastos em órgãos e unidades 
orçamentárias.
e) Errada. A classificação da receita e despesa de acordo com sua natureza é feita pela classi-
ficação por Natureza.
Letra c.
009. (CESPE/CGE-PI/2015) A discriminação da despesa deverá ser realizada, no mínimo, por ele-
mentos entendidos como o desdobramento dessa despesa em gastos com pessoal, material, servi-
ços, obras e outros meios de que se serve a administração pública para a consecução dos seus fins.
“Lei n. 4.320/64 Art. 15. Na Lei de Orçamento a discriminação da despesa far-se-á no mínimo por 
elementos.
§ 1º Entende-se por elementos o desdobramento da despesa com pessoal, material, serviços, obras 
e outros meios de que se serve a administração pública para consecução dos seus fins.”
Certo
010. (CESPE/CADE/2014) A estrutura programática da despesa pública definida para a LOA 
deve ser a mesma para todos os entes da Federação, devido aos objetivos de consolidação 
das contas públicas.
A questão está incorreta, pois é a estrutura funcional que deve ser obrigatória para todos os 
entes federativos (União, Estados/Distrito Federal e Municípios), possibilitando, assim, uma 
consolidação nacional dos gastos públicos.
Os programas, objetivos e ações são definidos de maneira independente por cada ente.
Errado.
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1.2. estágios/etApAs DA DespesA
São estágios da despesa o planejamento, o empenho, a liquidação e o pagamento. Os três 
últimos estágios são relacionados à execução da despesa.
1.2.1. Planejamento
Antes desses estágios, haverá a etapa do planejamento, que, além de envolver a fixação da 
despesa (LOA), conterá também a descentralização/movimentação de créditos, a programa-
ção orçamentária e financeira, e o processo de licitação e contratação.
A fixação da despesa refere-se aos limites de gastos, incluídos nas leis orçamentárias com 
base nas receitas previstas, a serem efetuados pelas entidades públicas. A fixação da despesa 
orçamentária insere-se no processo de planejamento e compreende a adoção de medidas em 
direção a uma situação idealizada, tendo em vista os recursos disponíveis e observando as 
diretrizes e prioridades traçadas pelo governo.
O processo da fixação da despesa orçamentária é concluído com a autorização dada pelo 
poder legislativo por meio da lei orçamentária anual, ressalvadas as eventuais aberturas de 
créditos adicionais no decorrer da vigência do orçamento.
1.2.2. Empenho
O empenho representa uma obrigação do Estado, pendenteou não do implemento de uma 
condição, conforme determina o art. 58, da Lei 4.320/64:
“Art. 58. O empenho de despesa é o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado 
obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condição.”
Há três tipos de empenho. Individual, global e estimativo.
O empenho individual ou ordinário é referente àquelas obrigações certas e determinadas, 
normalmente, pagas em uma só parcela e seu valor já está previsto, não sofre estimativa. 
Como exemplo, temos a aquisição de móveis para uso da Administração.
O empenho global é utilizado para despesas contratuais e outras sujeitas a parcelamento. 
Nesse tipo de empenho se enquadram as despesas com valor já determinado, cuja prestação 
dos serviços será executada ao longo do ano, com pagamentos parcelados, como por exem-
plo, a assinatura de uma revista.
O empenho estimativo é utilizado para despesas anteriormente contratadas, mas que o va-
lor a ser pago será verificado somente posteriormente, é o caso dos serviços de água, energia 
e telefone, que no momento da contratação e emissão do empenho ainda não é possível aferir 
o valor exato da despesa, apenas estimá-la.
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No momento do empenho, deverá haver a baixa, em contas de controle, do crédito disponí-
vel conforme a fonte/destinação (classificação da despesa) e deverá ser registrada a transfe-
rência da disponibilidade de recursos para a disponibilidade de recursos comprometida.
O documento que materializa o empenho emitido é a nota de empenho, assinada pelo Or-
denador de Despesa, contendo dados do valor empenhado, seu objeto e seu órgão emitente. 
Ao contrário do empenho, que é sempre obrigatório, a emissão da nota de empenho pode ser 
dispensada de acordo com a legislação vigente.
”Lei 4.320/64 Art. 61. Para cada empenho será extraído um documento denominado “nota de em-
penho” que indicará o nome do credor, a representação e a importância da despesa bem como a 
dedução desta do saldo da dotação própria.
“Lei 4.320/64 Art. 60. É vedada a realização de despesa sem prévio empenho.
§ 1º Em casos especiais previstos na legislação específica será dispensada a emissão da nota de 
empenho.”
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De acordo com a Lei n. 4.320/64, ou seja, sob um enfoque orçamentário e não contábil 
(contabilidade aplicada ao Setor Público), pertencem ao exercício financeiro as receitas nele 
arrecadadas (regime de caixa, visto na aula anterior) e as despesas nele legalmente empenha-
das (regime de competência).
Ah, existe uma exceção ao regime de competência: despesas de exercícios anteriores, que 
serão estudadas já já nesta aula.
Sob o enfoque contábil, o fato gerador e consequente registro do passivo ocorre, em regra, no 
momento da liquidação.
O empenho apenas garante a existência de dotação. Somente na liquidação da despesa, ou 
seja, quando a Administração reconhece a efetivação da despesa, mediante o recebimento do 
bem adquirido ou a prestação do serviço contratado, é que surge uma obrigação a pagar, logo, 
a necessidade de registro no passivo da entidade.
O que ocorre quando o empenho for insuficiente? Reforço nele! E se o empenho exceder o 
montante da despesa realizada? Anulação parcial!! E pode anular totalmente? Sim. Nos casos 
de contrato não cumprido ou empenho emitido incorretamente, conforme preconiza o MCASP 
- Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público.
011. (CESPE/CODEVASF/2021) Considerando que a CODEVASF necessite realizar a revitali-
zação das margens do rio São Francisco no trecho localizado em Itacoatiara — BA, obra orçada 
em R$ 729.250,59, julgue o item a seguir.
Tendo decidido a empresa ou o órgão a ser contratado para realizar a revitalização, a CODE-
VASF deverá efetuar o empenho da despesa, que é o primeiro estágio da execução da despe-
sa pública.
É isso! O empenho é o primeiro estágio da despesa pública.
Certo.
1.2.3. Liquidação
Próximo estágio da execução da despesa é a liquidação, que consiste na tarefa do gestor 
público verificar se a obrigação assumida foi devidamente cumprida, determinando a origem 
da obrigação, o valor exato a pagar e quem é o credor.
Essa verificação pelo gestor público se baseará no contrato, nota de empenho e no com-
provante de entrega do material ou da prestação efetiva do serviço.
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“Lei 4.320/64 Art. 63. A liquidação da despesa consiste na verificação do direito adquirido pelo cre-
dor tendo por base os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito.
§ 1º Essa verificação tem por fim apurar:
I – a origem e o objeto do que se deve pagar;
II – a importância exata a pagar
III – a quem se deve pagar a importância, para extinguir a obrigação.
§ 2º A liquidação da despesa por fornecimentos feitos ou serviços prestados terá por base:
I – o contrato, ajuste ou acordo respectivo;
II – a nota de empenho;
III – os comprovantes da entrega de material ou da prestação efetiva do serviço.”
1.2.4. Pagamento
O último estágio da despesa é o pagamento que, o próprio nome indica, consiste no paga-
mento ao fornecedor ou prestador de serviço ao órgão ou entidade pública. O pagamento se 
dá por meio da entrega de numerário (dinheiro), cheque nominativo, ordem bancária ou crédito 
em conta corrente.
De acordo com o art. 64 da Lei n. 4.320/64, ordem de pagamento é o despacho exarado por 
autoridade competente, determinando o pagamento da despesa, devendo o respectivo docu-
mento ser processado pelo serviço de contabilidade do órgão ou entidade.
Ao contrário das receitas que podem deixar de passar por algum de seus estágios, o mesmo 
não ocorre com as despesas. Todas as despesas devem seguir os estágios previstos, na ordem 
determinada, só sendo possível executar o próximo estágio após o cumprimento do anterior!
Segue abaixo um quadro com um resumo sobre os estágios da despesa:
Estágios/Etapas das Despesas
Fixação/
Planejamento
Compreende a fixação 
da despesa (LOA), 
a descentralização/
movimentação de créditos, a 
programação orçamentária 
e financeira, e o processo de 
licitação e contratação
Empenho
O empenho de despesa é o 
ato emanado de autoridade 
competente que cria para 
o Estado obrigação de 
pagamento pendente ou não 
de implemento de condição
Atenção: a nota de empenho pode 
ser dispensada; o empenho jamais.
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Estágios/Etapas das Despesas
Liquidação
A liquidação da despesa 
consiste na verificaçãodo 
direito adquirido pelo credor 
ou entidade beneficiaria, 
tendo por base os títulos e 
documentos comprobatórios 
do respectivo crédito ou da 
habilitação ao benefício
Essa verificação tem por fim apurar:
a) a origem e o objeto do que se 
deve pagar;
b) a importância exata a pagar; e
c) a quem se deve pagar a 
importância para extinguir a 
obrigação.
A liquidação da despesa por 
fornecimentos feitos, obras 
executadas ou serviços prestados 
terá por base:
a) o contrato, ajuste ou acordo 
respectivo;
b) a Nota de Empenho;
c) os comprovantes da entrega de 
material ou da prestação efetiva do 
serviço
Pagamento
Ato em que o Estado cumpre 
sua obrigação com a parte 
contratada em contrapartida 
ao serviço ou bem fornecidos.
012. (CESPE/TCU/2015) A apuração da quantia exata a ser paga em relação às despesas 
incorridas por um ente federativo ocorre na fase de pagamento, sendo vedada a adoção de 
regime de adiantamento com vistas a honrar o pagamento dessas despesas.
O estágio de liquidação tem por fim apurar a origem e o objeto do que se deve pagar, a impor-
tância exata a pagar e a quem se deve pagar a importância para extinguir a obrigação.
Errado.
013. (CESPE/TCU/2015) Realiza-se por meio de empenho global a reserva de dotação orça-
mentária de compromissos decorrentes de despesas contratuais com pagamento sujeito a 
parcelamento.
Perfeito! Os pagamentos que serão feitos parceladamente, já conhecidos os valores globais e 
das parcelas, são garantidos por meio de um empenho global.
Certo.
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Despesa Pública
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014. (CESPE/FUB/2015) A ordem dos estágios de uma despesa pública - empenho, liquida-
ção e pagamento - pode variar de acordo com a natureza da despesa.
Nem pensar! Os gastos públicos seguem todos os estágios da despesa previstos e na ordem 
determinada.
Errado.
1.3. restos A pAgAr
A despesa irá passar pelos estágios do empenho, liquidação e pagamento. Mas e se todas 
essas fases não forem concluídas até o final do exercício, o que deverá ser feito nesses casos?
Essas despesas deverão ser inscritas em restos pagar, classificadas em restos a pagar 
processados para aquelas despesas empenhadas e liquidadas, e não processados para as 
despesas empenhadas e não liquidadas (despesas empenhadas a liquidar ou em liquidação).
As despesas empenhadas a liquidar são aquelas cujo prazo para cumprimento da obrigação, 
assumida pelo credor (contratado), encontra-se vigente, ou seja, ainda não ocorreu o fato ge-
rador da obrigação patrimonial para o ente, estando pendente de entrega do material ou do 
serviço adquirido.
As despesas empenhadas em liquidação são aquelas em que houve o adimplemento da obri-
gação pelo credor (contratado), caracterizado pela entrega do material ou prestação do ser-
viço, estando na fase de verificação do direito adquirido, ou seja, tem-se a ocorrência do fato 
gerador da obrigação patrimonial, todavia, ainda não se deu a devida liquidação.
Empenhos referentes às despesas com vigência plurianual só serão inscritos em restos a 
pagar ao final desse período.
De acordo com a Lei n. 4320/64, art. 36, restos a pagar são conceituados como despesas 
legalmente empenhadas e não pagas até 31 de dezembro, distinguindo-se as processadas das 
não processadas.
Além da distinção em despesas processadas e não processadas, a inscrição em restos a 
pagar será feita separando-se por exercício e por credor.
A inscrição dos restos a pagar não processados não é automática. Em regra, as despesas 
não liquidadas são canceladas em 31 de dezembro, salvo nos seguintes casos:
• Vigente o prazo para cumprimento da obrigação;
• Estiver em curso a liquidação da despesa ou a Administração tiver interesse em exigir o 
cumprimento da obrigação, mesmo não vigente o prazo para cumprimento da obrigação,
• Corresponder a compromissos assumidos no exterior; e
• Houver indicação do ordenador de despesas.
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Caso os restos a pagar não processados não venham a ser liquidados, eles terão vigência ape-
nas até junho do segundo ano subsequente ao de sua inscrição, com exceção dos seguintes casos:
• Despesas com execução já iniciada;
• Despesas relativas ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), ao Ministério da 
Saúde e ao Ministério da Educação;
Com relação aos restos a pagar processados, esses prescrevem em cinco anos.
Por fim, importante também mencionar o art. 92 da Lei 4.320/64:
Art. 92. A dívida flutuante compreende:
I – os restos a pagar, excluídos os serviços da dívida;
II – os serviços da dívida a pagar;
III – os depósitos;
IV – os débitos de tesouraria.
Parágrafo único. O registro dos restos a pagar far-se-á por exercício e por credor distinguindo-se as 
despesas processadas das não processadas.
015. (CESPE/MPE-CE/2020) Uma entidade pública realizou regular licitação para a compra de 
medicamentos. A entrega dos medicamentos foi efetivada e devidamente atestada pelo órgão 
público em 31/12/2019. Contudo, em virtude de burocracia interna da entidade, o pagamento 
só foi realizado trinta dias após a entrega dos medicamentos.
Considerando essa situação hipotética, julgue o item subsequente.
Essa despesa deve ser registrada como despesa de exercícios anteriores, uma vez que foi ge-
rada em 2019 e liquidada em 2020.
Nesse caso, como havia empenho para a despesa, trata-se de restos a pagar processado (des-
pesa empenhada e liquidada).
Errado.
016. (CESPE/TCU/2015) Um serviço de manutenção de imóveis foi prestado a um ente da 
Federação no mês de outubro de 2014. Em 31/12/2014, apesar de já ter passado pelas fases 
de empenho e liquidação, o valor do serviço ainda não havia sido pago ao prestador do serviço.
Com referência a essa situação hipotética, julgue o próximo item.
Trata-se, nesse caso, de uma despesa não processada e cujo valor deve ser inscrito em restos a pagar.
Nada disso! Restos a pagar provenientes de despesas já liquidadas constituem restos a pagar 
processados.
Errado.
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1.4. DespesAs De exercícios Anteriores
Dando seguimento à nossa execução, e se acontecer de uma despesa deixar de ser empe-
nhada e for cobrada no exercício subsequente? O credor ficará sem o pagamento?
Claro que não. Nesses casos, os créditos serão pagos com dotação específica consignada 
no orçamento, conhecida como despesas de exercícios anteriores.
As despesas de exercícios anteriores serão discriminadas por elementos e, na medida do 
possível, deverão ser pagas em ordem cronológica. De acordo com a Lei n. 4.320/64 e o Decre-
to n. 93.872/86, são as seguintes hipóteses de despesas de exercícios anteriores:
• Despesas, consignadas no orçamento, que não tenham sido processadas na época própria;
• Restos a Pagar com prescrição interrompida (cancelados); e
• Compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício correspondente.
De acordocom o Decreto 93.872/96, restos a pagar com prescrição interrompida são de-
finidos como a despesa cuja inscrição como restos a pagar tenha sido cancelada, mas ainda 
vigente o direito do credor.
Dessa forma, mesmo após cancelados os restos a pagar, se o credor ainda tiver direito ao 
recebimento, o pagamento deverá ser feito por meio de dotação destinada às despesas de 
exercícios anteriores.
Para o pagamento de despesas de exercícios anteriores, deverá haver:
• Dotação específica consignada no orçamento;
• Discriminação por elementos; e
• Pagamento em ordem cronológica, sempre que possível.
“Lei 4.320/64 Art. 37. As despesas de exercícios encerrados, para as quais o orçamento respectivo 
consignava crédito próprio, com saldo suficiente para atendê-las, que não se tenham processado na 
época própria, bem como os Restos a Pagar com prescrição interrompida e os compromissos reco-
nhecidos após o encerramento do exercício correspondente poderão ser pagos à conta de dotação 
específica consignada no orçamento, discriminada por elementos, obedecida, sempre que possível, 
a ordem cronológica.”
Diferente da DEA é a situação de anulação de despesa. Nesse caso, temos duas situações:
Art. 38. Reverte à dotação a importância de despesa anulada no exercício; quando a anulação ocor-
rer após o encerramento dêste considerar-se-á receita do ano em que se efetivar.
017. (CESPE/PG-DF/2021) Acerca de despesa pública, julgue o item a seguir.
As despesas de exercícios anteriores são classificadas em despesas de exercícios encer-
rados, restos a pagar e compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício cor-
respondente.
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É isso! São as hipóteses de despesas de exercícios anteriores:
• Despesas, consignadas no orçamento, que não tenham sido processadas na época 
própria;
• Restos a pagar com prescrição interrompida (cancelados); e
• Compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício correspondente.
Certo.
1.5. suprimento De funDos
Normalmente os gastos públicos devem se pautar por um longo período de planejamento, 
contudo, alguns tipos de despesas, seja por sua natureza ou urgência, não podem aguardar o 
curso normal da execução orçamentária e financeira, sob pena de trazerem prejuízos à Admi-
nistração Pública.
A despeito de sua excepcionalidade, em razão de se tratar de recursos públicos, é exigido, 
no suprimento de fundos, da mesma forma que no processo licitatório, observar os princípios 
básicos da legalidade, da impessoalidade, da moralidade e da igualdade, além de garantir a 
aquisição mais vantajosa para a administração pública.
Com a finalidade de abarcar esses casos, foi instituída a figura do suprimento de fundos, 
espécie de despesa orçamentária utilizada em casos expressamente definidos em lei, em que 
o servidor fica responsável por administrar um numerário para pagamento de despesas que 
não se encaixa nos procedimentos normais de contratação de bens e serviços.
O suprimento de fundo refere-se a um regime de adiantamento, pois o numerário já fica dis-
ponível para o servidor antes mesmo que a despesa seja efetuada, contudo, como as demais 
despesas orçamentárias, os suprimentos de fundos deverão passar por todas as etapas da 
despesa: empenho, liquidação e pagamento. Portanto, antes mesmo da entrega do numerário 
ao servidor já deve ter ocorrido o empenho e liquidação da despesa.
Na liquidação da despesa orçamentária, ao mesmo tempo em que ocorre o registro de um 
passivo, há também a incorporação de um ativo, que representa o direito de receber um bem ou 
serviço, objeto do gasto a ser efetuado pelo suprido, ou a devolução do numerário adiantado.
Apesar de ser considerada uma despesa pelo enfoque orçamentário, o suprimento de fun-
dos não será considerado como despesa pelo enfoque patrimonial, uma vez que não há redu-
ção do patrimônio líquido da entidade ou órgão no momento de sua concessão, mas apenas 
em momento futuro (prestação de contas pelo suprido). Assim, apenas na prestação de con-
tas ocorre a variação patrimonial diminutiva (VPD).
No caso de o servidor não utilizar a integralidade dos recursos, deverá devolver o saldo re-
manescente, sendo que este constituirá anulação de despesa se ocorrer no mesmo exercício 
da sua concessão ou receita orçamentária, caso ocorra em exercício subsequente.
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De acordo com a Lei n. 4.320/64 e o Decreto n. 93.872/86, mediante autorização do or-
denador de despesas e sob sua inteira responsabilidade, o suprimento de fundos poderá ser 
concedido nas seguintes hipóteses:
• Para atender a despesas eventuais, inclusive em viagem e com serviços especiais, que 
exijam pronto pagamento;
• Quando a despesa deve ser feita em caráter sigiloso, conforme se classificar em regu-
lamento; e
• Para atender a despesas de pequeno vulto, assim entendidas aquelas cujo valor, em 
cada caso, não ultrapassar o limite estabelecido em Portaria do Ministro da Fazenda/
Economia, sendo aplicável a todos os demais órgãos do Poder Executivo federal.
Não se concederá suprimento de fundos:
• A responsável por dois suprimentos;
• A servidor que tenha a seu cargo a guarda ou utilização do material a adquirir, salvo 
quando não houver na repartição outro servidor;
• A responsável por suprimento de fundos que, esgotado o prazo, não tenha prestado 
contas de sua aplicação;
• A servidor declarado em alcance.
De acordo com o MCASP, por servidor em alcance, entende-se aquele que não efetuou, no 
prazo, a comprovação dos recursos recebidos ou que, caso tenha apresentado a prestação de 
contas dos recursos, a mesma tenha sido impugnada total ou parcialmente.
018. (CESPE/SEFAZ-AL/2020) Julgue o item a seguir, acerca da concessão de suprimento de 
fundos e do tratamento contábil a ser dado ao suprimento de fundos.
O suprimento de fundos representa uma despesa, do ponto de vista patrimonial, pois, no mo-
mento da sua concessão, há redução no patrimônio líquido.
O suprimento de fundos representa uma despesa, do ponto de vista patrimonial, pois, no mo-
mento da sua concessão, há redução no patrimônio líquido.
Errado.
019. (CESPE/SEFAZ-CE/2021) A Lei n. 4.320/1964 é de suma importância para a administra-
ção pública, haja vista que versa sobre direito financeiro, tema que afeta o dia-dia das repar-
tições públicas no que se refere ao ingresso e à saída de recursos. Considerando o disposto 
nessa lei, julgue o item que se segue.
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O suprimento de fundos tem como finalidade atender a despesas que não possam aguardar 
o processo normal, ou seja, constitui exceção quanto à realização de procedimento licitatório, 
sendo utilizado, por exemplo, para o atendimento de despesas de pequeno vulto das escolas 
públicas cearenses.
Perfeito! O suprimento de fundos é utilizado para despesas de pequeno vulto.Certo.
020. (CESPE/PG-DF/2021) Acerca da despesa pública, julgue o item que se segue.
O limite máximo para a concessão de suprimento de fundos deverá ser fixado por meio de 
portaria do ministro de Estado da economia.
As despesas de pequeno vulto têm o valor estabelecido em Portaria do Ministro da Fazenda/
Economia, sendo aplicável a todos os demais órgãos do Poder Executivo federal.
Certo.
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RESUMO
Classificação
Classificação da Despesa Pública
Natureza da 
Receita
Despesas Corrente: Não contribuem, diretamente, para a 
formação ou aquisição de um bem de capital.
Pessoal e encargos sociais, juros e encargos da dívida, outras 
despesas correntes.
Receita de Capital: Contribuem, diretamente, para a formação 
ou aquisição de um bem de capital
Investimentos, inversões financeiras, amortização da dívida.
Esfera 
Orçamentária
Orçamento Fiscal;
Orçamento da Seguridade Social;
Orçamento de Investimento.
Institucional
1º 2º 3º 4º 5º
Órgão orçamentário Unidade Orçamentária
Funcional
Função: maior nível de agregação das diversas áreas de atuação 
do setor público. Exemplos: cultura, educação, saúde.
Subfunção: deve evidenciar a natureza da atuação 
governamental. Exemplos: educação infantil, comunicação social.
Programática
Projeto: envolve um conjunto de operações, limitadas no tempo, 
das quais resulta um produto que concorre para a expansão ou 
o aperfeiçoamento da ação de Governo.
Atividade: envolve um conjunto de operações que se realizam 
de modo contínuo e permanente, das quais resulta um produto 
ou serviço necessário à manutenção da ação de Governo.
Operações Especiais: não contribuem para a manutenção, 
expansão ou aperfeiçoamento das ações de governo, das quais 
não resulta um produto e não geram contraprestação direta 
sob a forma de bens ou serviços. Ex: cumprimento de sentenças 
judiciais.
Afetação
Não efetiva: não modificam a situação patrimonial, 
caracterizando fatos contábeis permutativos (em regra despesas 
de capital).
Efetiva: modificam a situação patrimonial, causando um impacto 
negativo, caracterizando um fato modificativo diminutivos (em 
regra despesas correntes).
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MAPA MENTAL
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QUESTÕES DE CONCURSO
001. (CESPE/CGE-PI/2015) São dispêndios extraorçamentários as saídas de numerários para 
os pagamentos de restos a pagar, os resgates de operações de crédito por antecipação de 
receita orçamentária e as transferências de dinheiro de empréstimos consignados efetuados 
pelos servidores para os bancos credores.
002. (CESPE/TC-DF/2014) Suponha que a inscrição de determinada despesa como restos a 
pagar tenha sido cancelada em decorrência do decurso do prazo prescricional de cinco anos. 
Nessa situação, se o credor ainda tiver direito ao recebimento dos recursos e vier a reclamá-lo 
formalmente, o pagamento a que faz jus deverá ser efetuado à conta de dotação destinada a 
despesas de exercícios anteriores.
003. (CESPE/TCU/2015) Um serviço de manutenção de imóveis foi prestado a um ente da 
Federação no mês de outubro de 2014. Em 31/12/2014, apesar de já ter passado pelas fases 
de empenho e liquidação, o valor do serviço ainda não havia sido pago ao prestador do serviço. 
Com referência a essa situação hipotética, julgue o próximo item.
Os passivos decorrentes da despesa do ente da Federação compõem sua dívida flutuante, cuja 
prescrição ocorrerá em cinco anos.
004. (CESPE/CGE-PI/2015) Da mesma forma que acontece no processo licitatório, a despesa 
executada por meio de suprimento de fundos deve garantir a aquisição mais vantajosa para a 
administração pública.
005. (CESPE/TRT-8ª/2016) Acerca das receitas e despesas constantes do orçamento públi-
co, bem como suas classificações, assinale a opção correta.
a) A administração pública, ao fazer investimento com a obtenção de títulos representativos 
de participação no capital social de outras entidades em funcionamento, deverá classificar o 
gasto como despesas de capital — inversões financeiras.
b) Todas as despesas, sejam elas classificadas como orçamentárias ou extraorçamentárias, 
demandam autorização legislativa para serem realizadas.
c) No orçamento federal, o pagamento dos juros pela rolagem da dívida pública e as parcelas 
de amortização do principal da dívida são classificados como despesas de capital, na modali-
dade transferência de capital.
d) A entrega de um conjunto habitacional para moradia popular indica, na previsão orçamen-
tária, o aumento da receita corrente de contribuições, advinda da expectativa de aumento da 
arrecadação da taxa de limpeza pública.
e) A receita de dívida ativa proveniente da inclusão do nome de contribuintes que não efetuam 
o pagamento de seus impostos até o final do exercício financeiro deve ser classificada, pela 
administração pública, como receita corrente tributária.
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006. (CESPE/PG-DF/2021) Acerca da despesa pública, julgue o item que se segue.
As despesas com fornecimento de energia elétrica para determinado órgão público deverão 
ser objeto de empenho por estimativa.
007. (CESPE/PG-DF/2021) Acerca da despesa pública, julgue o item que se segue.
A classificação institucional da despesa orçamentária corresponde à alocação de créditos vin-
culados a unidades orçamentárias representativas de uma estrutura administrativa.
008. (CESPE/PG-DF/2021) Com base nos conceitos e nas aplicações da Lei de Respon-
sabilidade Fiscal e na Lei Complementar de Finanças Públicas (Lei n. 4.320/1964), julgue o 
item seguinte.
Os empenhos relativos a créditos com vigência plurianual, quando não liquidados, serão consi-
derados como restos a pagar somente no último ano de vigência do crédito.
009. (CESPE/CODEVASP/2021) No que se refere à receita e à despesa públicas, julgue o item 
que se segue.
A estrutura de alocação dos créditos orçamentários é identificada pela classificação ins-
titucional.
010. (CESPE/MPE-CE/2020) Julgue o item seguinte, relativo ao regime de adiantamento de 
suprimento de fundos.
O suprimento de fundos não poderá ser concedido a servidor que não prestou contas no prazo 
regulamentar.
011. (CESPE/SEFAZ-AL/2020) Julgue o item a seguir, acerca da concessão de suprimento de 
fundos e do tratamento contábil a ser dado ao suprimento de fundos.
O suprimento de fundos representa uma despesa, do ponto de vista patrimonial, pois, no mo-
mento da sua concessão, há redução no patrimôniolíquido.
012. (CESPE/SEFAZ-AL/2020) Julgue o item a seguir, acerca de despesas públicas.
Os restos a pagar são as despesas empenhadas e não liquidadas até o dia 31 de dezembro do 
exercício financeiro.
013. (CESPE/APEX BRASIL/2021) A respeito da despesa pública, assinale a opção correta.
a) Despesa pública é o conjunto de dispêndios realizados pelos entes públicos para custear os 
serviços públicos prestados à sociedade (despesas correntes) ou para a realização de investi-
mentos (despesas de capital).
b) As despesas de exercícios anteriores (DEA) referem-se às dívidas reconhecidas no exercício 
corrente para as quais existe empenho, mas que não foram processadas no exercício anterior.
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c) Despesas correntes são destinadas à formação de um bem de capital, assim como à expan-
são das atividades do órgão.
d) A dívida ativa corresponde à despesa que foi originada em exercício anterior e que está pre-
sente no orçamento corrente.
014. (CESPE/TCE-PR/2016) Na estrutura da programação orçamentária da despesa, o bloco 
que identifica a unidade orçamentária é a classificação
a) institucional.
b) funcional.
c) subfuncional.
d) programática.
e) por esfera.
015. (CESPE/CNJ/2013) As programações orçamentárias estão organizadas em programas 
de trabalho com informações qualitativas e quantitativas, físicas ou financeiras. No orçamento 
público, o programa de trabalho, no aspecto qualitativo, é composto da classificação por esfe-
ra, classificação institucional, classificação funcional e estrutura programática.
016. (CESPE/ANTAQ/2014) A classificação institucional tem por objetivo identificar em que 
orçamento a despesa deverá ser realizada.
017. (CESPE/TCE-RO/2013) Suponha que um técnico do governo federal tenha classificado 
determinada despesa como encargos financeiros da União. Nessa situação, é correto afirmar 
que o técnico se utilizou da classificação institucional da despesa.
018. (CESPE/ICMBIO/2014) Na LOA, a classificação das despesas restringe-se à esfera fiscal 
e à seguridade social.
019. (CESPE/MTE/2014) A classificação da despesa que permite avaliar o impacto da ação 
governamental na economia do país é denominada classificação funcional, que, por sua vez, 
divide-se em espécies, como educação, saúde e infraestrutura.
020. (CESPE/CÂMARA DOS DEPUTADOS/2014) A despesa, classificada por sua subfunção, 
deve evidenciar cada área da atuação governamental, por intermédio da identificação da natu-
reza das ações.
021. (CESPE/TCE-RO/2013) As subfunções típicas da função administração não podem ser 
combinadas com a função educação, em razão de os objetivos finalísticos da atuação gover-
namental, em cada uma dessas funções, serem distintos.
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022. (CESPE/POLÍCIA FEDERAL/2014) As atividades, os projetos e as operações especiais 
devem ser detalhados na estrutura programática em subtítulos, não podendo haver alterações 
de sua finalidade, do produto e das metas estabelecidas, a não ser que sejam feitas por meio 
de projeto de lei que altere a lei orçamentária anual.
023. (CESPE/MTE/2014) Na estrutura programática da despesa, as despesas decorrentes 
de sentenças judiciais, por não gerarem produtos, podem ser classificadas como operações 
especiais.
024. (CESPE/ICMBIO/2014) Assim como as receitas, as despesas podem ser classificadas 
em duas categorias econômicas: correntes e de capital.
025. (CESPE/TC-DF/2014) Considere que determinado servidor público tenha classifica-
do uma despesa realizada pelo órgão de sua lotação como despesa com pessoal e encar-
gos sociais. Nesse caso, a classificação por ele realizada representa a categoria econômica 
da despesa.
026. (CESPE/SUFRAMA/2014) Se determinado órgão público adquirir títulos representativos 
do capital de determinada empresa em operação há cinco anos no mercado e se tal opera-
ção não importar aumento do capital, a despesa de capital será classificada como inversão 
financeira.
027. (CESPE/UNIPAMPA/2013) No que se refere às despesas de capital, as inversões finan-
ceiras se destinam apenas à aquisição de imóveis ou bens de capital a serem utilizados.
028. (CESPE/MTE/2014) Na classificação orçamentária da despesa, a modalidade de apli-
cação indica, entre outros, se recursos do orçamento da União se destinam à aplicação por 
entidades privadas sem fins lucrativos ou por outras instituições.
029. (CESPE/ANTT/2013) Na elaboração da lei orçamentária, a classificação das despesas 
por natureza deve ser feita, pelo menos, por categoria econômica, grupo de natureza de despe-
sa e modalidade de aplicação.
030. (CESPE/CADE/2014) A definição das fontes de recursos da despesa orçamentária deve 
ser realizada por intermédio do cronograma de execução mensal de desembolso.
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GABARITO
1. C
2. C
3. C
4. C
5. a
6. C
7. E
8. C
9. C
10. C
11. E
12. E
13. a
14. a
15. C
16. E
17. C
18. E
19. E
20. C
21. E
22. C
23. C
24. C
25. E
26. C
27. E
28. C
29. C
30. E
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GABARITO COMENTADO
001. (CESPE/CGE-PI/2015) São dispêndios extraorçamentários as saídas de numerários para 
os pagamentos de restos a pagar, os resgates de operações de crédito por antecipação de 
receita orçamentária e as transferências de dinheiro de empréstimos consignados efetuados 
pelos servidores para os bancos credores.
Perfeito! Todos esses casos representam situações em que o Estado apenas recebe esses 
recursos para, logo em seguida, devolvê-los ou repassá-los a terceiros.
Certo.
002. (CESPE/TC-DF/2014) Suponha que a inscrição de determinada despesa como restos a 
pagar tenha sido cancelada em decorrência do decurso do prazo prescricional de cinco anos. 
Nessa situação, se o credor ainda tiver direito ao recebimento dos recursos e vier a reclamá-lo 
formalmente, o pagamento a que faz jus deverá ser efetuado à conta de dotação destinada a 
despesas de exercícios anteriores.
Mesmo após cancelados os restos a pagar, se o credor ainda tiver direito ao recebimento, o pa-
gamento deverá ser feito por meio de dotação destinada a despesas de exercícios anteriores.
Certo.
003. (CESPE/TCU/2015) Um serviço de manutenção de imóveis foi prestado a um ente da 
Federação no mês de outubro de 2014. Em 31/12/2014, apesar de já ter passado pelas fases 
de empenho e liquidação, o valor do serviço ainda não havia sido pago ao prestador do serviço. 
Com referência a essa situação hipotética, julgue o próximo item.

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