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Conciliação e mediação
A conciliação e a mediação como métodos adequados de solução de conflitos.
Prof. Adriano Moura da Fonseca Pinto
1. Itens iniciais
Propósito
Compreender a teoria e a prática da conciliação e mediação, que são os dois métodos adequados de solução
de conflitos mais trabalhados no âmbito do sistema de justiça no Brasil, tendo em vista ainda que ambos são
cotidianamente explorados no espaço judicial e extrajudicial com iniciativas que partem do Poder Público, dos
próprios interessados e ou de seus representantes jurídicos.
Preparação
Antes de iniciar o estudo do presente conteúdo, tenha em mãos o Código de Processo Civil, a Constituição
Federal e a Lei 13140/2015.
Objetivos
Reconhecer a conciliação e suas características como o método mais antigo em operação no sistema 
de justiça brasileiro.
Analisar a mediação e suas espécies aplicáveis no cenário do tratamento de conflitos no Brasil.
Distinguir os procedimentos de mediação e suas respectivas práticas.
Introdução
Os conflitos fazem parte de nossa existência e não vão desaparecer da face da Terra. A afirmação acima pode
parecer pessimista ou desanimadora, mas é a pura verdade em se tratando das relações sociais às quais o ser
humano, demais seres vivos e o meio ambiente como um todo estão sujeitos. A sujeição do ser humano às
reações da natureza e de outros seres vivos é imprevisível e incontrolável. O fato é que o tratamento dado e
regulado pelos Estados às suas próprias relações e às relações de seus cidadãos e organizações está ainda
afastado de tal desejo. 
É justamente no campo do tratamento dos conflitos que o estudo da conciliação e da mediação tem um
importante significado histórico e cultural para um determinado povo, coletivo de indivíduos e as pessoas
naturais e jurídicas propriamente ditas. É por tais meios que a sociedade e o estado podem dar um tratamento
mais adequado a certos conflitos, estejam eles judicializados ou não. 
Neste conteúdo, entenderemos os métodos da Conciliação e Mediação com suas características, aplicações,
procedimentos e as respectivas competências e habilidades necessárias à sua prática por aqueles que
navegam, orbitam nos espaços públicos e privados de solução de conflitos. 
• 
• 
• 
1. A conciliação e suas características
Ligando os pontos
Você sabe quais são as características do procedimento da conciliação? Conseguiria afirmar se ele é opcional
ou obrigatório no processo? Para respondermos a essas perguntas na prática, vamos analisar um case.
 
No intuito de estimular a solução de litígios por meio da consensualidade, o art. 334 do Código de Processo
Civil dispõe que, se a petição inicial preencher seus requisitos essenciais e não for o caso de improcedência
liminar do pedido, o juiz designará audiência de conciliação ou de mediação com antecedência mínima de
trinta dias, devendo ser citado o réu com pelo menos vinte dias de antecedência.
 
Suponha que, em um caso concreto, Rafael ajuizou ação indenizatória contra Miriam, e, na petição inicial,
informou que não possuía interesse na audiência de conciliação prevista no art. 334 do CPC.
 
Uma vez distribuída a ação em determinada Vara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, o
Juízo responsável da causa determinou a citação de Miriam, bem como designou audiência de conciliação
para certo dia, hora e local.
 
Após a leitura do case, é hora de aplicar seus conhecimentos! Vamos ligar esses pontos?
Questão 1
Você é um advogado atuando em um caso de disputa contratual entre duas empresas que não possuem
histórico de relacionamento anterior. Considerando os princípios da conciliação estabelecidos pelo Código de
Processo Civil de 2015, especialmente o artigo 166, qual abordagem seria mais adequada para resolver o
conflito de modo eficiente?
A
Iniciar o processo judicial sem considerar métodos alternativos de resolução de conflitos.
B
Propor uma mediação, já que as partes não possuem um vínculo anterior.
C
Sugerir uma conciliação, aproveitando a ausência de vínculo prévio entre as partes.
D
Aguardar a decisão judicial, evitando qualquer tentativa de acordo extrajudicial.
E
Encaminhar o caso para arbitragem, por causa da complexidade do contrato.
A alternativa C está correta.
De acordo com o Código de Processo Civil de 2015, a conciliação é especialmente indicada em situações
nas quais não há relacionamento anterior entre as partes envolvidas. Essa característica permite que o
conciliador atue de modo mais objetivo, facilitando a construção de um acordo que atenda aos interesses
de ambos os lados. Além disso, a conciliação é orientada por princípios como independência, autonomia da
vontade, confidencialidade, oralidade, informalidade e decisão informada, conforme estabelecido no artigo
166 do CPC. Esses princípios garantem um ambiente propício para a resolução eficiente e amigável de
conflitos, especialmente em casos de relações jurídicas mais objetivas e sem envolvimento pretérito dos
envolvidos.
Questão 2
Durante uma sessão de conciliação, as partes envolvidas expressam preocupações sobre a confidencialidade
das informações compartilhadas. Com base nos princípios da conciliação definidos no artigo 166 do Código
de Processo Civil de 2015, como o conciliador deve proceder para assegurar a confiança das partes no
processo?
A
Informar que todas as informações serão registradas publicamente para garantir a transparência.
B
Assegurar que todas as informações compartilhadas permanecerão confidenciais, salvo disposição legal em
contrário.
C
Comunicar que apenas as informações relevantes para o acordo serão divulgadas às partes interessadas.
D
Esclarecer que a confidencialidade não é garantida no processo de conciliação.
E
Orientar as partes a não compartilharem informações sensíveis durante a conciliação.
Capa do Projeto, pertencente ao acervo do Arquivo
Nacional.
A alternativa B está correta.
O princípio da confidencialidade, conforme estabelecido no artigo 166 do Código de Processo Civil de
2015, garante que todas as informações produzidas no curso do procedimento de conciliação não poderão
ser utilizadas para fins diversos daqueles previstos por expressa deliberação das partes. Essa
confidencialidade é importante para criar um ambiente de confiança, permitindo que as partes
compartilhem informações de maneira aberta e franca, facilitando a busca por uma solução prática que
satisfaça a todos os envolvidos. Portanto, o conciliador deve assegurar às partes que as informações
compartilhadas durante o processo permanecerão confidenciais, exceto nos casos previstos em outras
normas jurídicas competentes.
Evolução histórica da conciliação 
Do Império, início da República até os nossos dias
Você já ouvir falar no “Gabinete da Conciliação”? Tem recordação de algo que tenha lido a respeito do Império
do Brazil, em especial ao período do Segundo Reinado? Pois bem, iniciamos aqui dividindo com você que a
ideia de conciliar não é, necessariamente, nova e já povoava os espaços públicos e privados do Brasil há muito
tempo.
Considerando os objetivos traçados, vamos nos reportar ao período contido desde a formação do Império do
Brasil em 1822, o surgimento da Constituição Imperial em 1824 e a realidade social, política e jurídica no Brasil
desde então.
A conciliação não é uma ideia nova e já tem bastante tempo na história de nossos espaços
judiciários. 
À época do Império do Brazil, a Constituição Imperial de
1824 consagrou em seu texto uma importante prática já
trabalhada, muito no campo das relações sociais da política,
religião e economia, qual seja a de se tentar por meio de
conversas e tratativas a conciliação de interesses antes
tidos como contrários, no todo ou em parte.
É claro que você já percebeu que as relações políticas não
largaram o uso da conciliação, haja vista a capacidade
subjetiva das pessoas envolvidas no campo de determinado
espaço político conciliar interesses materiais outrora em pé
de guerra.
Mas, vamos lá voltar à Constituição do Império:
Art. 160. Nas civeis,e nas penaes civilmente intentadas, poderão as Partes nomear Juizes Arbitros.
Suas Sentenças serão executadas sem recurso, se assim o convencionarem as mesmas Partes.
Esse primeiro sinal diz respeito não necessariamente à adoção da conciliação como um método isolado. Ao
contrário, conciliar ou arbitrar poderiam ser alternativas a serem demandadas no curso do processo judicial,
ainda que a autoridade judiciária fosse mantida como sendo a última palavra a solucionar o conflito, na
ausência de um consenso entre as partes envolvidas. 
Os aspectos processuais permissivos à conciliação e no caso também a ideia de uma arbitragem estavam
explicitados para quem quisesse ou pudesse usufruir, evitando, assim, a sentença estranha do Juiz. O próprio
D. Pedro II.
espaço do processo judicial já dava brechas e reconhecia a capacidade das pessoas, seus advogados ou
terceiros com influência em face deles, propor soluções mais benéficas ao conflito.
E como a norma jurídica não cai necessariamente do céu, pode-se afirmar que a inserção do referido texto
reflete a ideia de que tal prática social não era estranha ao modo de vida social e político vigente. Em especial,
considerando como a carta constitucional de 1824 chega e começa a produzir efeitos jurídicos, mas do que
nunca a conciliação já era conhecida.
Mas, nos artigos 161 e 162 da Constituição Imperial, encontramos a referência, digamos, primária, à solução
de conflitos por métodos (hoje chamados de mais adequados) diferenciados de solução de conflitos, inclusive
com a indicação de quem, por previsão constitucional, estaria à disposição para buscar a solução do conflito.
Com ressalvas à grafia e termos da época:
Art. 161. Sem se fazer constar, que se tem intentado o meio da
reconciliação, não se começará Processo algum.Art. 162. Para este fim
haverá Juízes de Paz, os quaes serão electivos pelo mesmo tempo, e
maneira, porque se elegem os Vereadores das Camaras. Suas attribuições,
e Districtos serão regulados por Lei.
(artigos 161 e 162 da Constituição Imperial)
Nasce, formalmente, em nosso primeiro texto jurídico de relevo no Brasil, um verdadeiro pressuposto de
formação de um processo judicial. O Poder Judicial somente daria continuidade ao exercício da ação quando
restasse comprovada a tentativa da conciliação.
Na prática, o art. 161 da Constituição Imperial de 1824 significava que o acesso à Justiça das pessoas era
condicionado, reforçando a afirmação acima de que a prática de se buscar a conciliação (se pensamos em
tempo presente) ou a reconciliação (se pensarmos em tempo passado).
Portanto, ainda que esse não fosse um protocolo de como realizar a conciliação no processo, é o nosso
marco, enquanto Brasil, de que a conciliação era reconhecida como um método a ser aplicado no tratamento
dos conflitos.
Aliás, voltando à história política do Império,
tivemos a criação do Ministério da Conciliação,
que colocava em prática o método no campo
dos entendimentos ou desentendimentos
políticos do país, em especial pelo período das
regências de D. Pedro II e a chegada ao
Segundo Reinado. Conciliar não era exclusivo
dos juízes e tribunais, era um método (na época
mais uma prática) já reconhecida por
importantes segmentos sociais.
E com a República, há exemplos de
conciliação? 
Sim! Mais do que nunca! A transição para o período republicano brasileiro foi uma articulação construída por
importante segmento político e econômico, e negociado antes, durante e depois. Quem não se lembra do
período da “República do Café com Leite”, quando se alternavam no poder importantes grupos e figuras? Era,
mais uma vez no campo da política, a ideia à época do conciliar.
Conciliação nos dias hodiernos 
Características da conciliação
Neste vídeo, o professor explica as características da conciliação, que a tornam um método adequado de
solução de controvérsias. 
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Características
Voltando ao direito processual, podemos dizer que o Código de Processo Civil de 1939 adormeceu
formalmente a ideia da conciliação, sem prejuízo, por óbvio, de as partes realizarem acordos e finalizarem as
suas disputas, antes durante e mesmo após o processo judicial. 
A Consolidação das Leis do Trabalho também prevê, desde 1943, momentos estratégicos e variados para que
alguma modalidade de conciliação possa existir, como nos artigos 746, 831 e 850. Mais recentemente, a
Justiça de Trabalho tem tido resultados espetaculares, como os números de conciliação antes, durante e,
mesmo em execução de sentenças e outros títulos.
Comentário
Se o Código de Processo Civil de 1939 esnobou a potencialidade da conciliação, no sucessor de 1973,
que perdurou até os meses iniciais de 2016, a conciliação volta a ser festejada em diversos dispositivos,
como os artigos 125, 277 e 448 de forma expressa, sem prejuízo de outras anotações indiretas. 
Ainda que tenha sido formalmente valorizada, a conciliação ganha fôlego renovado com a chegada aos anos
1980 e 1990, respectivamente com leis especiais que tratavam dos juizados especiais de pequenas causas e,
11 anos depois, dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais, definitivamente integrando a etapa e o ato de
conciliar como parte integrante da ritualística processual no Brasil.
A chegada da Emenda Constitucional 45/2004 e, na sequência, a atuação do Conselho Nacional de Justiça,
com a Resolução CNJ 125/2010, bem como o incremento das políticas dos Juizados Especiais Federais e
Juizados Especiais Fazendários em 2001 e 2009 culminaram com uma consagração da potencialidade da
conciliação como método e ocorrência adequada ao tratamento dos conflitos no Brasil. 
Com todo o lastro concebido e sedimentado, coube ao Código de Processo Civil de 2015 consolidar o status
da consensualidade, em especial pela conciliação e mediação, que ganha ênfase normativa, valorizando, entre
outras normas, a Resolução CNJ 125/2010, que institui uma política pública nacional de tratamento dos
conflitos, destacando o Poder Judiciário como um grande mentor e executor de tal política. 
Assim é que a conciliação vem atravessando séculos e se mantendo como o mais antigo e, quantitativamente
falando, o meio adequado de solução de conflitos mais trabalhado no Brasil. 
Vamos conhecer as características ou os princípios da conciliação, assim definidos pelo Código de Processo
Civil de 2015, em seu art. 166 e considerados como explícitos:
Independência
Há uma autonomia das atitudes tomadas em prol da consensualidade e que não se confundem com a
implicação simples e objetiva na prática, invalidação ou validação de qualquer ato processual.
Autonomia de vontade das partes
O exercício da consensualidade reflete a livre manifestação de vontade das partes, empoderando o
cidadão que produz ele mesmo o resultado do desfecho do acordo no processo judicial.
Confidencialidade
Com exceção de casos previstos em outras normas jurídicas competentes para tal, a
confidencialidade garante o livre exercício da conversação franca, da troca de opiniões em prol de
uma solução prática equivalente ao mais próximo da satisfação das partes.
Oralidade da prática
Sem prejuízo de manifestações iniciadas e até memos finalizadas por petição escrita, a maioria
esmagadora dos casos de conciliação envolve a oralidade direta e indiretamente com um terceiro, no
papel capacitado de conciliador.
Informalidade
Ainda que com momentos formais previstos em leis gerais e especiais, a conciliação pode ser
buscada e executada no âmbito da livre e informal manifestação e intenção das partes. Em qualquer
fase de processo judicial, e mesmo antes ou depois, as partes podem exercer a conciliação.
Decisão informada
Prevê que o conciliador deve manter as partes informadas de todos os seus direitos e deveres em
sessões e ou tratativas de conciliação. Está previsto no caput do art. 166 do Código de Processo Civil.
Nenhum jurisdicionado ou candidato à conciliação deve ser surpreendido.
Não vinculação pretérita
Ainda que não esteja presente diretamente em todos os ramos do direitoe da justiça, ou mesmo seja
um impeditivo, as relações jurídicas com predomínio a uma maior pretensão de conciliação têm como
característica a não existência de relacionamento de qualquer natureza entre as partes. O Código de
Processo Civil faz a ressalva, mas deixa claro o caráter relativo da predisposição.
Como se pode ver, a Conciliação é entendida
pelo legislador como um método que pode
colaborar no tratamento de conflitos mais
simples, assim entendidos com relações
jurídicas mais objetivas, predominantemente de
direito e preferencialmente sem que haja
envolvimento pretérito dos envolvidos.
Assim, se você olhar agora para os movimentos
de conciliação nas relações de consumo, nos
juizados especiais, nas relações de trabalho,
perceberá as razões do maior direcionamento
da Conciliação nestes casos. Viu, tudo tem uma razão de ser!
Saiba mais
Atualmente, há a previsão legal dos CEJUSC em cada fórum, e eles são responsáveis por tentar realizar
a conciliação para inibir ou encerrar processos já iniciados. Confira você mesmo na matéria CEJUSC-
CAP de primeiro grau amplia apoio a varas do trabalho, publicado em 2018 no site do TRT da 1ª Região. 
Vem que eu te explico!
A conciliação na história do Brasil
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
O papel do CNJ no incremento da conciliação
Conteúdo interativo
Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.
Verificando o aprendizado
Questão 1
A conciliação está disponível em vários ritos e leis processuais. Ela não é restrita ao direito processual civil e
pode ser utilizada no processo do trabalho também. Aliás, segundo o CNJ, os números da conciliação
trabalhista são, em regra, acima da média da conciliação nas demais áreas do direito. A respeito de tal
afirmação acima, é correto afirmar que
A
o acesso à justiça do trabalho é mais efetivo, pois a conciliação é obrigatória.
B
o acesso à justiça não trabalhista é menos efetivo, pois a conciliação não é obrigatória.
C
a conciliação é um método mais adequado às relações jurídicas sem vinculação ou continuação de relações
prévias, gerando um distanciamento fático que favorece, em regra, maior aceitação e incidência de acordos,
como ocorre com os contratos de trabalho já finalizados.
D
a conciliação é um método bem adequado às relações jurídicas continuadas, em andamento e que mantêm
altas doses de diálogos entre as partes.
E
os números do CNJ não têm grande repercussão, pois existe um número muito grande de empregados que
não chegam à Justiça do Trabalho.
A alternativa C está correta.
A conciliação é um método preferencialmente mais adequado aos casos em que as partes não têm relação
ou vínculo jurídico prévio ou continuado, nos termos do art. 165, § 2º do CPC. Tal disposição não tem
caráter absoluto.
Questão 2
Nos dias atuais, tanto a Resolução CNJ nº 125/2010 como o CPC/2015 buscam fomentar, a todo o momento, a
busca por soluções consensuais nos casos que chegam formalmente ao Poder Judiciário. A respeito da
afirmação acima, é correto afirmar que
A
o princípio da inafastabilidade do Poder Judiciário não impede uma maior incidência da conciliação judicial.
B
o direito de acesso à justiça está mitigado, pois agora todos tentam forçar uma conciliação prévia no CEJUSC
ou mesmo em plataformas digitais.
C
o acesso aos meios adequados de solução de conflitos não implica automaticamente em renúncia ao princípio
da inafastabilidade do poder judiciário.
D
o acesso à conciliação, como método adequado de solução de conflitos era previsto antes da Resolução CNJ
125/2010.
E
os interessados na conciliação devem expressamente assim se manifestar na petição de contestação e
apelação, sob pena de preclusão temporal do direito de buscar um acordo.
A alternativa D está correta.
Como foi visto no conteúdo, a conciliação é uma prática já constituída em nosso cenário jurídico desde à
época do Império. Entretanto, não podemos deixar de afirmar que a EC 45/04, em conjunto com a
Resolução CNJ 125/2010, sacramentou a conciliação como método adequado de resolução do litígio, não
sendo mais apenas um método alternativo.
2. Mediação: visão normativa e espécies aplicáveis ao tratamento de conflitos no Brasil
Ligando os pontos
Você sabe quais são as características do procedimento da mediação? Há alguma diferença para o
procedimento da mediação? É possível que haja mediação extrajudicial prévia ao ajuizamento de ação judicial?
A mediação é obrigatória?
 
A mediação é um mecanismo de resolução de conflitos em que as partes constroem conjuntamente um
sistema de decisão, contando com a participação de um terceiro que intermedia ou facilita o alcance do
entendimento. O terceiro deve ser imparcial e contribuir na busca da resolução do conflito.
 
Para entendermos esse conceito na prática, vamos analisar um case.
 
Após anos de parceria contratual, as empresas X e Y decidiram atualizar algumas cláusulas do contrato
comercial que possuem, à luz do CPC/15 e da Lei nº 13.140/15. Assim, além da cláusula de eleição de foro,
restou pactuada cláusula de mediação extrajudicial prévia obrigatória ao ajuizamento de qualquer ação
judicial.
 
Com a crise econômica decorrente da pandemia do novo Coronavírus, as partes se depararam com alguns
impasses na parceria, que não puderam ser resolvidos amigavelmente. Ato contínuo, a empresa X convidou a
empresa Y, via e-mail, para sessão de mediação extrajudicial, em estrito cumprimento ao contrato.
 
No entanto, a empresa Y optou por não comparecer à sessão de mediação e ajuizou ação judicial contra a
empresa X.
 
Após a leitura do case, é hora de aplicar seus conhecimentos! Vamos ligar esses pontos?
Questão 1
Ao pactuar cláusula de mediação extrajudicial prévia ao ajuizamento de ação judicial, é correto afirmar que
A
a mediação poderá somente versar sobre todo o conflito, e não apenas sobre parte dele.
B
a mediação não pode envolver direitos indisponíveis, ainda que admitam transação.
C
a mediação é orientada pela formalidade, e seu trâmite ocorre de forma pública, com pleno acesso por
terceiros.
D
a cláusula de mediação exige que as partes compareçam à primeira reunião de mediação.
E
a cláusula de mediação exige que as partes permaneçam em procedimento de mediação por, ao menos, três
meses.
Questão 2
Assinale a alternativa correta sobre a consequência processual do não comparecimento da parte à sessão de
mediação.
A
Por se tratar de procedimento voluntário, norteado pelo princípio da autonomia da vontade, a empresa Y tinha
o direito de recusar o convite para a sessão de mediação, sem qualquer ônus.
B
O princípio da autonomia da vontade não afasta o dever da empresa Y de comparecer à primeira sessão de
mediação, mas a aplicação de penalidade depende de previsão específica na cláusula que estabeleceu a
mediação extrajudicial prévia.
C
O não comparecimento da empresa Y à primeira reunião de mediação acarretará a assunção por parte desta
de cinquenta por cento das custas e honorários sucumbenciais caso venha a ser vencedora no processo
judicial posterior, que envolva o escopo da mediação para a qual foi convidada.
D
O não comparecimento da empresa Y à primeira reunião de mediação acarretará a extinção do processo
judicial ajuizado por falta de interesse de agir.
E
Considerando que o convite para sessão de mediação foi feito via e-mail, a empresa Y tem autorização para
não comparecer à referida sessão, que exige convite solene por meio de carta correspondência.
Questão 3
Caso fosse realizada a sessão de mediação extrajudicial entre a empresa X e Y, indique qual seria a função
desempenhada pelo mediador extrajudicial e quais as condições exigidas por lei para exercer tal função.
Chave de resposta
Você deve saber que o mediador será responsável por auxiliar as empresas X e Y a compreender as
questões e interesses em conflito, de modo que possam, pelo restabelecimento da comunicação,
identificar, por si próprios, soluções consensuais que gerem benefícios mútuos (art. 165, §3º, do CPC).
Ademais, pode funcionarcomo mediador extrajudicial qualquer pessoa capaz que tenha a confiança das
partes e seja capacitada para fazer mediação, independentemente de integrar qualquer tipo de conselho,
entidade de classe ou associação, ou nele inscrever-se (art. 9º da Lei de Mediação).
A mediação
Visão normativa no Brasil
O que é a mediação?
Neste vídeo, o professor discorre sobre o que é a mediação e suas principais características. 
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O segundo método adequado de solução de conflitos mais utilizado no Brasil é a mediação, assim entendida
como define o art. 1º da Lei 13140/2015:
Art. 1º Esta Lei dispõe sobre a mediação como meio de solução de controvérsias entre particulares e
sobre a autocomposição de conflitos no âmbito da administração pública. Parágrafo único. Considera-se
mediação a atividade técnica exercida por terceiro imparcial sem poder decisório, que, escolhido ou
aceito pelas partes, as auxilia e estimula a identificar ou desenvolver soluções consensuais para a
controvérsia.
(Lei 13140/2015)
Trata-se de um meio capaz de ser aplicado em casos simples ou complexos, via de regra, quando a
vinculação anterior entre as partes tiver a potencialidade de dificultar a consensualidade mais direta entre as
partes, os mediandos. A mediação pressupõe a comunicação entre os envolvidos para de chegar a uma
solução consensual. 
Em um primeiro momento, a Mediação tem uma ideia de muita proximidade com a Conciliação, e tal percepção
não deixa de ter suas razões de ser. Aliás, do ponto de vista principiológico, a similitude é maior ainda, como
se confirmará. No entanto, algumas diferenças devem ser reconhecidas no campo formal e material, conforme
você pode acompanhar na tabela a seguir:
Mediação Conciliação 
Tem um ingresso no sistema de justiça brasileiro em
momento mais tardio, impulsionada pela Resolução
CNJ 125/2010 e, posteriormente, com uma lei própria, a
Lei 13.140/2015, além da chegada do Código de
Processo Civil de 2015. Ela é inserida no ordenamento
jurídico brasileiro com uma maior autonomia e
independência; 
É uma velha companheira do direito processual
brasileiro no Império e, se formos à ideia
colonial, desde as Ordenações Manuelinas; 
Tem técnicas e protocolos mais complexos do que a
Conciliação, sem que isso, por si só, a torne melhor ou
pior. Não se trata de uma qualificação valorativa, mas
sim de uma percepção da maior extensão ou
complexidade de uma se comparado à outra; 
Embora tenha também capacitação e técnicas
mais simplificadas, pois há uma maior
interatividade explícita com as partes
envolvidas, tem o foco voltado para uma
solução mais pontual, e não para a resolução de
uma cadeia de conflitos; 
Mediação Conciliação 
Tem uma maior amplitude de opções de atuação de
acordo com a especificidade dos conflitos e seus
espaços de resolução, por exemplo, as relações de
família e respectivos direitos de família, empresarial etc.
Tem uma proposição mais macro, menos
especificada e que permite uma boa atuação em
vários ramos ou áreas do direito em causas
tidas, nos termos da Lei 9099/95, como menos
complexas, assim entendidas como aquelas
mais diretas e limitadas à quantia de 40
salários-mínimos. 
Espécies de mediação: conflitos e suas aplicações
Antes de adentrar no tópico, é importante frisar que, ao se tratar aqui da nomenclatura de “espécies”, estamo-
nos referindo às possíveis atuações de mediadores mais ou menos especializados em cada uma das áreas do
Direito, que têm comportado bem a recepção da mediação como um meio mais adequado de, possivelmente,
tratar os conflitos, e não necessariamente em modelos técnicos de mediação em si.
Feita a ressalva e, voltando à legislação brasileira, é possível encontrarmos espécies ou classificações da
mediação com base no direito de fundo aplicado. Assim, vamos agora analisar, partindo da Lei 13.105/2015 e
Lei 13.140/2015, as possibilidades da mediação. 
Na sequência, vamos analisar outras normas jurídicas permissivas e de interesse temático diferenciado,
esclarecendo que tal divisão é muito mais fruto da tipicidade e fatiamento tradicional dos sistemas de direitos
e de justiça que vigoram no Brasil.
A mediação e o Código de Processo Civil 
Classificações
Partindo do referencial teórico normativo da Lei 13.105/2015, que instituiu o então Novo Código de Processo
Civil, encontramos uma previsão principiológica nas Normas Fundamentais e, depois, na menção expressa à
possibilidade da mediação como meio adequado para tratamento dos temas de competência da jurisdição
civil, o que tem permitido a recorrência de especializações na mediação nos seguintes seguimentos:
Mediação em Direito Privado
Casos que abrangem o Direito Privado como um todo, regra geral,
envolvendo desde os direitos sobre estado da pessoa, personalidade,
obrigações e contratos cíveis em geral, envolvendo ainda o Direito
Consumerista, ainda que neste caso a incidência da Conciliação seja
mais efetiva, considerando vantagens preexistentes na ritualística
processual e a menor complexidade dos conflitos.
Perfil do Mediador: predomínio de formação mais generalista, com
profissionais do próprio Direito e formação complementar de mediação. 
Mediação em Direito Empresarial
São casos mais especializados e que exigem dos mediadores uma
formação mais focada nas relações de produção, comercialização,
relação com investidores, regulação e relações societárias. Veja que,
mesmo dentro do Direito Empresarial, é grande o leque de
especializações possíveis. Grande concorrência também com a
Negociação, considerando as amplitudes permitidas por este importante
meio adequado de solução de conflitos.
Perfil do Mediador: predomínio de profissionais de outras áreas de
gestão, controladoria com formação complementar em Direito e cursos
de mediação.
Mediação em Direito de Família
São casos com alto nível de especialização dos mediadores,
considerando a complexidade relacional. 
Perfil do Mediador: predomínio de formação em Psicologia, Assistência
Social e Direito. Formação específica também dos mediadores. Estudo de
conflitos de larga e complexa intensidade, considerando os elos
formados em relações jurídicas em família.
Mediação em Conflitos com a Administração Pública
São casos com excelente novidade generalista introduzida não só pelo
Código de Processo Civil, mas também com a Lei de Mediação e que
versa sobre a possiblidade mais larga de pactos de consensualidade com
a Administração Pública, ampliando, por exemplo, a atuação já prevista
pelos Juizados Fazendários no âmbito da Administração Estadual. 
Perfil do Mediador: altamente especializado e com formação
predominante no Direito e ou Gestão Pública.
Mediação em Direito Imobiliário
São casos focados em direitos reais de propriedade, predominantemente
de propriedade imobiliária no contexto do acesso à terra e moradia no
Brasil. Conflitos que podem envolver comunidades e grupos coletivos
específicos, tais como índios, negros e outras coletividades sociais.
Abrange regularização fundiária.
Perfil do Mediador: formação primária predominantemente em Direito e
Gestão de Negócios Imobiliários. 
Por óbvio que o as informações anteriores não são taxativas, pois de acordo com as demandas locais ou
regionais, variações podem ocorrer, como no caso de especificidades do Direito regulador do Agro.
Além disso, não se nega a existência da atuação da mediação no campo penal e processual penal, ainda que
com divergências doutrinárias e da prática, envolvendo tangentes da transação penal da Lei 9099/1990, do
Acordo de Não Persecução Penal (ANPP) inserido recentemente na legislação.
Existe diferenciação da mediação pelo ramo do direito?
Espécies da mediação pelo segmento da prática do direito regulado
Não se pretende aqui isolar, no critério acima, a existência ou não de Mediação A ou B, a prática tem
proporcionado outras possíveis espécies ou classificações partindo simplesmente do Direito regulado, e não,
necessariamente, na predisposição e expectativa gerada pelo CPC.
MediaçãoLaboral
Com previsões expressas introduzidas pela Reforma Trabalhista de 2017,
a CLT banca e valoriza a composição extrajudicial de acordos e sua
homologação na própria ritualística do processo do trabalho. Ainda que
se possa discutir sobre a incidência de conciliação, negociação ou
mediação nesses casos, fato é que as técnicas e os princípios da
mediação têm aplicação comprovada. Aliás, os números da
consensualidade laboral estão entre os mais altos segundo o Justiça em
Números, importante publicação do CNJ.
Perfil do Mediador: característica peculiar no sistema, aqui os
mediadores oficiais no Núcleos e Centros são ex-funcionários da Justiça
do Trabalho.
Mediação dos conflitos em Direitos Fundamentais
Mediações propostas em sede da tutela de grandes direitos, como direito
à saúde, à educação e ao meio ambiente. 
Perfil do Mediador: neste caso, a especialização não segue
necessariamente um perfil ou divisão oriundo da competência
jurisdicional, mas sim a formação de nichos temáticos propriamente ditos
e firmados pela prática da demanda. 
Mediação Comunitária
Atuação mais abrangente na sociedade civil envolvendo temas de
vizinhança e relações com o poder público local. Excelente campo de
aprendizado com possibilidade de incrementação de tutelas coletivas.
Ótimo exercício de cidadania.
Perfil do Mediador: uma mescla de profissionais de todas as áreas
capacitados em mediação e outros com perfil mais prático, comunicativo
e com altos índices de representatividade na comunidade.
Mediação Escolar
Sem que se confunda com o direito fundamental à educação, a mediação
escolar se dedica à resolução de conflitos internos ao ambiente
acadêmico. Pode ser encontrada no campo de todos os níveis da
educação brasileira, envolvendo discentes, docentes, corpo
administrativo e gestão escolar.
Perfil do Mediador: formação predominantemente nas áreas da
Pedagogia, Educação e Gestão. Foco nas relações entre pessoas no
ambiente escolar. 
Finalizando, é sempre bom ressaltar que não se trata de simplesmente nominar a mediação conforme um
assunto temático do Direito. Há fatores de regramento processual de competência, necessidades sociais mais
latentes e mesmo divisões de competências dos serviços de cartórios extrajudiciais que ditarão caminhos
mais ou menos diferentes da mediação.
Vem que eu te explico!
Classificações da mediação
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Espécies da mediação pelo segmento da prática do direito regulado
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Verificando o aprendizado
Questão 1
A Mediação é um método de solução de conflitos (MASC) que, nos últimos anos, no Brasil, tem tido um
incremento significativo no campo da normatização. A respeito da normatização da Mediação, é correto
afirmar que
A
o Brasil adotou apenas o critério temático, devendo cada código processual regulamentar a sua área de
direito.
B
esse método tem como reflexo direto a Resolução CNJ 125/2010.
C
o Brasil possui uma Política Pública Judiciária de tratamento adequado de conflitos instituída apenas pelo
Código de Processo Civil de 2015.
D
a Resolução CNJ Nº125/2010 não contribui para o incremento da mediação, pois foca mais na conciliação,
considerando os custos e resultados.
E
a Resolução CNJ Nº125/2010 apenas afetou os MASC no âmbito do Poder Judiciário.
A alternativa E está correta.
A Resolução CNJ Nº125/2010 não só instituiu uma Política Pública Judiciária de tratamento adequado de
conflitos no Brasil como também alavancou, do ponto de vista estrutural nos tribunais, um incremento de
atuação do Poder Judiciário em prol dos MASC. A partir da referida resolução, os demais operadores do
direito, as escolas e a sociedade civil como um todo se movimentaram muito mais em prol dos MASC.
Pode-se destacar o art. 1º da referida resolução, sem prejuízo de outros dispositivos.
Questão 2
A respeito das espécies de mediação aplicáveis no sistema de justiça brasileiro, marque a opção correta a
seguir.
A
Apenas existe mediação civil e penal.
B
Mediação penal, civil e da Administração Pública são as únicas previstas em lei.
C
Mediação com a Administração Pública e Mediação de Direito de Família são previstas e executadas no
sistema brasileiro.
D
A mediação de família ainda não é reconhecida, mas a mediação penal sim.
E
A mediação escolar envolve apenas os litígios de mensalidades na rede privada.
A alternativa C está correta.
A mediação com a Administração Pública e mediação nas relações de família têm previsão expressa no
CPC.
3. Procedimentos e práticas de mediação
Ligando os pontos
Você sabe quais são os procedimentos da mediação? Conseguiria apontar quais são as fases nas quais a
mediação poderá ocorrer? Para entendermos este conceito na prática, vamos analisar um case.
 
Imagine a seguinte situação: em uma movimentada rua do centro da cidade do Rio de Janeiro, Carlos dirige
seu veículo e, distraído, bate na parte de trás do carro de Sofia, que já estava parado diante do sinal vermelho.
Em seguida, ambos saem do carro e trocam seus dados, considerando que Carlos, culpado pelo acidente,
gerou danos ao veículo de Sofia.
 
No dia seguinte, em ligação telefônica, Sofia informa a Carlos todas as despesas que amargou em razão da
colisão e registra que aguarda o devido reembolso. Carlos, no entanto, entende que o valor cotado por Sofia
está acima do razoável e, por conseguinte, não arcaria com aquele montante, eis que tais valores estariam
muito acima dos que o mercado cobra para aquele tipo de conserto. Não havendo consenso no valor devido,
ambos procuraram o Centro Judiciário de Solução de Conflitos (CEJUSC) do Tribunal de Justiça do Estado do
Rio de Janeiro (TJRJ), buscando a autocomposição. Considerando o case narrado, é hora de aplicar seus
conhecimentos.
 
Após a leitura do case, é hora de aplicar seus conhecimentos! Vamos ligar esses pontos?
Questão 1
Qual é o método mais adequado para a solução do conflito existente entre Carlos e Sofia no âmbito do
CEJUSC do TJRJ?
A
Arbitragem.
B
Processo judicial.
C
Conciliação.
D
Mediação judicial.
E
Mediação extrajudicial.
Questão 2
Acerca do procedimento adotado no âmbito do CEJUSC do TJRJ para dirimir o conflito entre Sofia e Carlos,
assinale a alternativa correta.
A
As partes não têm autonomia para escolher o mediador ou conciliador que irá auxiliá-las na busca da solução
consensual de seu conflito no âmbito do CEJUSC do TJRJ.
B
As partes não têm autonomia para definir nenhuma regra procedimental no âmbito do CEJUSC do TJRJ.
C
O conciliador e o mediador disponíveis no CEJUSC do TJRJ não podem divulgar ou depor acerca de fatos ou
elementos oriundos da conciliação ou mediação envolvendo Sofia e Carlos.
D
Não é permitida a utilização de técnicas negociais no procedimento, ainda que com o objetivo de proporcionar
ambiente favorável à autocomposição.
E
O procedimento adotado no âmbito do CEJUSC do TJRJ é independente e autônomo em relação às normas do
Conselho Nacional de Justiça, não precisando observá-las, na hipótese de divergência de normas.
Questão 3
Explique a importância da participação dos advogados ou defensores das partes – que, segundo o art. 26 da
Lei n. 13.140/2015, é obrigatória – no âmbito do procedimento de mediação judicial.
Chave de resposta
Você precisa saber que os advogados e defensores têm papel essencial na orientação de seus clientes,
legitimando a construção do consenso e contribuindo no momento da redação do acordo (se celebrado),
especialmente quando se trata do equilíbrio entre os compromissos a serem assumidos pelos mediandos,
inclusive no que tange às despesas e benefícios inerentes ao ajuste celebrado. Ademais, podem cooperar
com o mediador no desenvolvimento do procedimento, ao pontuar questões de relevância e delineando as
divergências (nesse sentido, consultar PINHO, H. D. B. de.; MAZZOLA, M. Manual de Mediação e
Arbitragem. São Paulo: Saraiva Educação, 2019. p. 152).
Espaços e procedimentos da mediação
Características geraisMediação judicial e extrajudicial
Neste vídeo, o professor faz um panorama do que abordaremos no conteúdo, tratando da mediação judicial e
da extrajudicial, suas características e distinções. 
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A mediação, sendo um dos métodos que podem ser considerados como mais adequados para o tratamento e
ou solução de conflitos, é sem dúvida um excelente referencial de prática em prol da pacificação social. É
potencialmente mais efetiva, uma vez que surge mais naturalmente das próprias pessoas envolvidas no
conflito. Não vem de uma decisão judicial substitutiva, mas sim de uma construção própria das partes
mediante um impulsionamento técnico do mediador. 
Esse grau de autonomia e espontaneidade da mediação nem sempre consegue prevalecer na prática, pois o
ambiente da proposição da mediação é de fundamental importância para o seu desenvolvimento na prática.
De acordo com a Lei 13.140/2015, a mediação pode ser
extrajudicial ou judicial e, consequentemente, há
procedimentos para a proposição da mediação no âmbito
de órgãos do Poder Judiciário e dentro do processo judicial
em si, seja qual for a instância ou grau de jurisdição em
curso (mediação judicial).
Ao mesmo tempo, já há previsão também para a ocorrência
da mediação fora dos espaços do Poder Judiciário
(mediação extrajudicial).
E como se não bastasse, uma simples leitura da Lei
13140/2015 dá a entender que a mediação judicial é bem
mais restrita e regulada do que a mediação extrajudicial. 
Mas por que isso ocorre? 
Saiba mais
Pensemos na Resolução CNJ 125/2010, que institui uma Política Pública Nacional de Tratamento dos
Conflitos, que mantém o Poder Judiciário como o núcleo duro da organização e implanta uma série de
espaços (Núcleos e Centros) em prol de tratamentos diferenciados dos conflitos. Quer dizer, então, que
o Poder Judiciário, espaço mais que formal e ligado ao exercício da AÇÃO – JURIDISÇÃO – PROCESSO,
invoca-se como o referencial a emanar ao país inteiro a Política Nacional de Tratamento de Conflitos que
tem como eixo central não a sentença judicial, mas sim a implementação de incentivos e outras práticas
em prol da consensualidade, ainda que possa também afetar os casos já com processos judiciais? A
resposta é positiva! A mediação judicial e, em certa medida, os próprios mediadores judiciais despontam
como meio e profissionais, em tese, mais apresentáveis e estruturados para a realização da mediação na
prática. 
Mediação extrajudicial e judicial
Mediação judicial
A mediação judicial apresenta as seguintes características:
Pode ocorrer antes ou durante os processos judiciais;
Tem espaço em centros especializados (CEJUSC) ou nos próprios cartórios;
Demanda mediadores certificados pelo próprio tribunal e ou escolas por este certificadas;
Fica dependente da logística administrativa do tribunal;
Quando ocorre no curso do processo, também divide atenção e agenda com as demais atividades do
juiz;
É refém dos limites formais e materiais relacionados ao processo judicial.
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• 
• 
• 
• 
No caso específico da mediação judicial, as
sessões de mediação podem, então, ocorrer
nos Centros especializados ou mesmo em
audiências com os respetivos juízes e sessões
nos respectivos tribunais. No art. 334 e nos
arts. 694 e 695, todos do CPC, é possível
encontrar os espaços e momentos processuais
da possível efetividade da mediação.
Importante destacar que, além dos envolvidos,
advogados, juízes e ministério público e
obviamente os mediadores, outros profissionais
podem atuar em prol da ideia de construir o consenso no caso respectivo.
Outro ponto que vem chamando a atenção é a incidência do incentivo e reconhecimento da possibilidade de
uso da mediação (além de outros meios) nos tribunais, espaços anteriormente pouco afetos a tal realidade, na
prática. 
Acompanhe os dois exemplos seguintes que ocorreram recentemente no STF e STJ:
No primeiro caso, uma determinada concessionária que administra uma via pública na cidade do Rio de
Janeiro estava em um imbróglio judicial com a Prefeitura, cujo objeto era a possibilidade de encampação da
Prefeitura sob o uso da via pública ou, se esta deveria permanecer sob a responsabilidade da concessionária,
conforme contrato de concessão.
Conseguintemente, no caminhar processual, a concessionária conseguiu, no STF, um efeito suspensivo da
decisão que permitia o processo de encampação da via pela Prefeitura – que estava sob a gestão desta –, de
modo que a gestão da via regressaria à concessionária.
Exsurgiu-se, portanto, o ponto dissonante entre as partes desavindas: a Prefeitura alegava que a decisão
exarada pelo Ministro Luiz Fux não previa o reestabelecimento da cobrança de pedágio, e a concessionária
reestabeleceu o valor do pedágio em R$7,20.
Pergunta-se: você, como julgador, qual solução adotaria nesse caso?
Pois bem, como se há afirmado antecedentemente, conquanto não seja comum a utilização da mediação nos
tribunais – mais ainda nos Tribunais Superiores –, a reforçar o método adequado de solução de conflito a que
o processo civil contemporâneo está inerido, designou-se uma audiência de conciliação entre a empresa e a
Prefeitura do Rio. Por consequência, chegou-se a um acordo sobre o qual estabelecera-se que a cobrança do
pedágio dar-se-ia no valor de R$4,00.
Noutro caso, é possível dessumir que uma mediação de sucesso, havida no STJ, reforçou a possibilidade de
solução consensual em qualquer fase do processo, até porque, quando um processo se encontra em fase
recursal no STJ, normalmente está carregado por um sem-número de páginas que revelam alta carga de
litigiosidade, mas nada impede que, no âmbito de uma corte superior, as partes encontrem na negociação a
melhor saída para encerrar seu conflito.
Na senda do caso supramencionado, tratava-se de um litígio antigo no judiciário, no qual um ex-casal,
separado de fato desde 2011, concordou em se submeter a um procedimento de mediação, a fim de
discutirem definições sobre transferências de cotas empresariais, indenizações, pagamento de dividendos e
partilha de bens, entre outros. 
Poderíamos apontar algum benefício da submissão de um litígio no STJ para uma audiência de
conciliação? 
Sem qualquer aporia, diversos benefícios; pois, como visto neste caso, o seu desdobramento fora o
encerramento de pelo menos 15 ações civis e de família em diferentes instâncias judiciais, inclusivamente um
recurso especial recebido pelo STJ em 2013.
Mais: o Ministro Aldir Passarinho enalteceu a disposição do ministro Sanseverino em buscar a solução não só
do recurso em trâmite no STJ, mas também das demandas em outras fases, o que exigiu a interlocução com
os magistrados responsáveis.
Pois, em suas palavras: “foi muito importante a disponibilidade para uma homologação abrangente do próprio
ministro relator, englobando todos os processos em andamento, incluindo aqueles em tramitação nas
instâncias de primeiro e segundo graus, bem como a rapidez como isso se deu – o que proporcionou um
encerramento linear imediato das contendas principais e acessórias”.
Mediação extrajudicial
Já a mediação extrajudicial possui as seguintes características:
Pode ocorrer antes, durante ou mesmo depois dos processos judiciais, desde que não prejudique o
direito de terceiros;
Demanda mediadores com formação em escolas não necessariamente certificadas pelo tribunal em
local competente;
Independe de logística de tribunal, sendo mais flexível às necessidades das pessoas envolvidas;
Pode ser organizada e formalizada no tempo, espaço e meios que as pessoas e seus advogados ou
representantes desejarem;
Não tem situação refém dos limites do processo.
Como se percebe, o procedimento para as sessões de mediação extrajudicial é potencialmente mais
disponível à realidade das partes, pois praticamente toda a sua estruturação está nas mãos de profissionais
livres das rubricas públicas.
• 
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• 
• 
• 
Pode-se afirmar que apenas no caso da formalização em cartórios extrajudiciais é que se pode ter umaetapa
um pouco mais limitada, mesmo assim, em nada comparado aos limites formais e até mesmo aos custos
ligados ao processo judicial.
A mediação extrajudicial também passa a ideia de um menor nível de regulação de algo que, na prática, é
inerente ao ser humano, ou seja, a sua capacidade de comunicação e disposição pela livre manifestação de
vontade. 
A normatização em excesso de um meio ou técnica mais próximo da liberdade de manifestação pode acabar
por inibir o incremente de um exercício maior de cidadania e manter a sociedade como um todo ainda
preferencialmente vinculada ao acesso à justiça via o Poder Judiciário, minando, assim, a realidade já
operante de um sistema de justiça multiportas.
Vem que eu te explico!
Mediação judicial
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Mediação extrajudicial
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Verificando o aprendizado
Questão 1
Acerca da mediação judicial, marque a opção correta.
A
Os mediadores não precisam de certificação para atuar nas mediações, sendo necessário apenas ter o
terceiro grau concluído.
B
A mediação independe de logística de tribunal, sendo mais flexível às necessidades das pessoas envolvidas.
C
Ela pode ser organizada e formalizada em tempo, espaço e meios que as pessoas e seus advogados ou
representantes desejarem.
D
Ela demanda mediadores com formação em escolas não necessariamente certificadas pelo tribunal local
competente.
E
A mediação é refém dos limites formais e materiais relacionados ao processo judicial.
A alternativa E está correta.
Em face de ser uma mediação judicial, ou seja, ocorrer já no âmbito de um processo judicial,
induvidosamente a mediação terá que ficar adstrita aos limites formais e materiais daquele litígio havido
entre as partes desavindas.
Questão 2
A mediação extrajudicial tem valor legal no sistema brasileiro?
A
Sim, conforme previsão legal da lei de mediação.
B
Não, pois métodos adequados devem ocorrer no Poder Judiciário.
C
Não, pois não há como o Poder Judiciário homologar o acordo.
D
Sim, e tem os mesmos efeitos que a mediação judicial, tendo força de extinguir automaticamente eventuais
processos em andamento.
E
Sim, mas apenas quando houver convênio do Tribunal de Justiça com a Câmara Privada.
A alternativa A está correta.
A mediação extrajudicial tem sim valor legal, nos termos do art. 9º e 10 da Lei 13.140/2015. Entende-se por
meio adequado de solução de conflitos todo e qualquer meio que se revele, seja por lei ou vontade das
partes, efetivamente mais adequado do que a regra geral de acesso ao Poder Judiciário.
4. Conclusão
Considerações finais
Conciliação e mediação são métodos adequados de solução de conflitos que estão previstos na legislação
brasileira de modo diferenciado ao longo do tempo.
A conciliação acompanha o acesso à justiça desde os primórdios do Brasil Colônia e ganha roupa formal em
nossa Constituição Imperial de 1824. De lá para cá, sem prejuízo de um hiato no Código de Processo Civil de
1939, a conciliação tem-se mantido como um importante momento processual.
Já a mediação tem um histórico formal mais recente, apesar de ser um método com práticas tomadas a
muitos anos em vários países do mundo.
Em ambos os casos, a Resolução CNJ 125/2010 funda uma Política Pública de tratamento dos conflitos com a
premissa do incentivo à consensualidade.
A conciliação tem uma prática mais interna e afeta, formalmente, o Poder Judiciário, mas a ideia conceitual da
possível consensualidade não tem limites, podendo ser costurado dentro ou fora dos tribunais.
A mediação, por sua vez, tem na lei uma dupla possibilidade, podendo ocorrer judicial ou extrajudicialmente.
Cada procedimento tem as suas características e nível de formalização próprios, sendo certo que a mediação
judicial é mais restritiva, considerando estar dentro do processo judicial, que é muito mais regulado.
De todo modo, conciliação e mediação são métodos muito eficientes e que precisam estar ao alcance das
pessoas e com profissionais capacitados a sua execução dentro e fora do Poder Judiciário, com o devido
apoio das funções essenciais à justiça no Brasil.
Podcast
Neste podcast, o professor explicará o que são a conciliação e a mediação, suas principais
características e como identificar quando usar cada uma delas. 
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Referências
BRASIL. Confederação Brasileira de Futebol. Câmara Nacional de Resolução de Disputas. Composição.
Consultado na Internet em: 13 jan. 2022.
BRASIL. Conselho Nacional de Justiça. Justiça em números 2021: Judiciário manteve serviços com inovação
durante a pandemia. 28 set. 2021. Consultado na Internet em: 13 jan. 2022.
BRASIL. Ministério da Justiça. Plataforma Consumidor.gov.br. Consultado na Internet em: 13 jan. 2022.
CAPPELLETTI, M.; BRYANT, G Acesso à justiça. Tradução de Ellen Gracie Northfleet. Porto Alegre: Sergio
Antonio Fabris, 1999. (Título original: Acess to justice: the world wide moviment to make rights effective.
Millan: Dott. A. Giuffre, 1988).
COMEÇA hoje o Primeiro Mutirão Presencial durante a pandemia do Procon-RJ com a Light e Enel. Procon –
RJ. 01 dez. 2021. Consultado na Internet em: 13 jan. 2022.
MOREIRA, R. S. Estudos de mediação: estudo de viabilidade do uso de mediação no âmbito do TRT da 1ª
Região. 1. ed. Rio de Janeiro: EJI, 2019.
NINGELISKI, A. de O. Acesso à Justiça pelos Caminhos da Mediação. Florianópolis: Empório do Direito, 2017.
PINHO, H. D. B. de; MAZZOLA, M. Manual de mediação e arbitragem. São Paulo: Saraiva, 2019.
PINTO, A. de M. da F.; SILVA JUNIOR, S. R. Políticas públicas de mediação e de conflitos em perspectiva
comparada Brasil-Espanha. In: PINTO, A. M. da F. et al. (coord.). Coletânea Estudos sobre Mediação no Brasil e
Exterior. v. 1. Santa Cruz do Sul: Essere nel Mondo, 2020.
SPENGLER, F. M. Mediação de conflitos – da teoria à prática. 3. ed. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2021.
TAKAHASHI, B. Em busca da Solução de Adequada de Conflitos. Partes e Instituições em Disputa. Belo
Horizonte: Del Rey, 2021.
	Conciliação e mediação
	1. Itens iniciais
	Propósito
	Preparação
	Objetivos
	Introdução
	1. A conciliação e suas características
	Ligando os pontos
	Evolução histórica da conciliação
	Do Império, início da República até os nossos dias
	Conciliação nos dias hodiernos
	Características da conciliação
	Conteúdo interativo
	Características
	Comentário
	Independência
	Autonomia de vontade das partes
	Confidencialidade
	Oralidade da prática
	Informalidade
	Decisão informada
	Não vinculação pretérita
	Saiba mais
	Vem que eu te explico!
	A conciliação na história do Brasil
	Conteúdo interativo
	O papel do CNJ no incremento da conciliação
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	2. Mediação: visão normativa e espécies aplicáveis ao tratamento de conflitos no Brasil
	Ligando os pontos
	A mediação
	Visão normativa no Brasil
	O que é a mediação?
	Conteúdo interativo
	Espécies de mediação: conflitos e suas aplicações
	A mediação e o Código de Processo Civil
	Classificações
	Mediação em Direito Privado
	Mediação em Direito Empresarial
	Mediação em Direito de Família
	Mediação em Conflitos com a Administração Pública
	Mediação em Direito Imobiliário
	Existe diferenciação da mediação pelo ramo do direito?
	Espécies da mediação pelo segmento da prática do direito regulado
	Mediação Laboral
	Mediação dos conflitos em Direitos Fundamentais
	Mediação Comunitária
	Mediação Escolar
	Vem que eu te explico!
	Classificações da mediação
	Conteúdo interativo
	Espécies da mediação pelo segmento da prática do direito regulado
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	3. Procedimentos e práticas de mediação
	Ligando os pontos
	Espaços e procedimentos da mediação
	Características gerais
	Mediação judicial e extrajudicial
	Conteúdo interativo
	Saiba mais
	Mediação extrajudicial e judicial
	Mediação judicial
	Mediação extrajudicial
	Vem que eu te explico!
	Mediação judicialConteúdo interativo
	Mediação extrajudicial
	Conteúdo interativo
	Verificando o aprendizado
	4. Conclusão
	Considerações finais
	Podcast
	Conteúdo interativo
	Explore +
	Referências

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