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PAULA ANDRESSA DE OLIVEIRA INDICADORES & MÉTRICAS Sumário INTRODUÇÃO ������������������������������������������������� 3 MÉTRICAS E INDICADORES (KPIS) ��������������� 4 QUALIDADE DA INFORMAÇÃO ��������������������17 DIMENSÕES DA QUALIDADE DA INFORMAÇÃO ����������������������������������������������21 MÉTRICAS, INDICADORES E QUALIDADE DA INFORMAÇÃO ��������������������25 ESTUDO DE CASO ����������������������������������������35 CONSIDERAÇÕES FINAIS ����������������������������38 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS & CONSULTADAS ��������������������������������������������39 2 INTRODUÇÃO A cada dia cresce a necessidade de empresas e instituições melhorarem a excelência de seus pro- dutos e serviços. Isso ocorre devido ao aumento da competitividade, que torna os consumidores ainda mais exigentes. Logo, é sinônimo de sobre- vivência oferecer qualidade. Desse cenário surge a preocupação em apresentar ações para melhorar os produtos entregues e a exposição deles. Um dos melhores caminhos é apresentar medidas de comparação entre as alternativas disponíveis. Por outro lado, acessar informações de má qualidade aumenta as possibilidades de danos à marca. Um deles, por exemplo, é a perda de recursos a partir de uma tomada de decisão errônea, vinda de in- formações desorganizadas. Partindo dessa premissa, após estudar este e-book, será possível identificar as principais métricas e Key Performance Indicators (KPIs) envolvidas na avaliação de ações em mídias sociais, associando a medição de resultados a um pensamento estratégico que deve determinar quais os objetivos e resulta- dos esperados de cada ação a ser implementada. Além disso, terá mais exemplos e conceitos sobre a qualidade da informação, essencial para analisar os resultados ao associá-los a outras variáveis. 3 MÉTRICAS E INDICADORES (KPIS) Conforme Trevisan e Rocha (2020), as métricas são definidas como sistemas de mensuração possíveis de se quantificar. Por meio delas, pode-se avaliar e medir canais ou mídias conforme números que podem ser alcançados por alguma ação. Meirelles (2015), no mesmo sentido, define as métricas como o que pode ser medido e o que apoia a avaliação das ações em mídias, digitais ou não. Em outras palavras, mostra determinado comportamento nos meios e representa um número em forma bruta, como visitantes únicos ou pageviews, ou taxa de rejeição, medindo o comportamento. Já a literatura aponta que KPI’s são números que funcionam como chaves ou diretrizes para identificar se determinado resultado foi alcançado (TREVISAN; ROCHA, 2020). É uma medida de desempenho a partir das métricas, cujo objetivo é medir resultados de uma ação ou canal, como o tempo de permanên- cia no site e a taxa de conversão em vendas, por exemplo, medindo os resultados de determinada mídia e servindo de base para se tomar decisões. Também há outros tipos de indicadores, seja no on-line ou fora dele, como por exemplo indicador de produtividade, de eficiência, eficácia, efetividade, qualidade, capacidade, lucratividade, rentabilidade, 4 entre outros. Focando no on-line, existem diferentes formas de observar os resultados digitais e cada um oferece dados importantes sobre as redes de uma companhia. Cada negócio precisa definir quais KPIs são mais interessantes de acordo com as estratégias observadas (FARRIS et al., 2013). Meirelles (2015) busca ser didática ao apresentar esses conceitos, destacando a diferença entre objetivos, métricas e KPIs, segundo a Tabela 1 a seguir. Tabela 1: Definições e exemplos de métricas e KPIs Conceito Exemplos Objetivos O que se quer alcançar? Como ampliar awareness de uma marca? Metas Tradução do objeti- vo em número veri- ficáveis × tempo +20% de aware- ness ao final da campanha junto ao consumidor Métrica O que pode ser mensurado quantitativamente? Audiência de um site KPI Números, taxas ou razões que indicam que o objetivo está sendo alcançado Pessoas que intera- giram positivamen- te com a marca Tática Ação implementa- da para alcançar o objetivo Melhorar conteúdo editorial do site Fonte: Meirelles, 2015. Adaptado. 5 A partir do material de um curso sobre métricas em mídias sociais, do Atlas Media Lab, apresentado por Trevisan e Rocha (2020), estabeleceu-se que há dois tipos de métricas de dimensão, chamadas de métricas de base, que delimitam o universo de análise e de interação (audiência total, alcance, impressões e visualizações únicas), e as métricas de interação, também chamadas de métricas de engajamento, que correspondem às respostas dos usuários (audiência ganha, curtir, comentar e com- partilhar). Já conforme os autores, a depender dos objetivos, algumas das principais KPIs para mídia social podem ser consideradas as Impressões e Alcance, Links e Cliques, Menções Espontâneas Positivas, Impressões e Alcance Espontâneo e hashtag de engajamento e Tipos de Engajamento. Conforme a literatura, ainda é substancial consi- derar que existem três tipos de mídias possíveis para se verificar, seja digital, social ou nas mídias tradicionais. A Tabela 2 a seguir, a partir de Meirel- les (2015) apud Rocha e Trevisan (2020), explica as diferenças entre mídia paga, mídia própria e mídia gratuita. Tabela 2: Tipos de mídia Mídia paga Mídia própria Mídia gratuita Alcance pago Alcance orgânico Post instantâneo Impressões Usuários envolvidos Sentimento 6 Cliques Curtir Share of Voice CTR Comentar Volume de menção CPM Compartilhar RT CPC Fãs Interação CPF Unlikes Influenciador CPV Visualizações Percepção Fonte: MEIRELES apud ROCHA e TREVISAN, 2020, p. 299. A mídia paga surge a partir do momento em que a organização compra impressões ou espaço. Podem ser considerados os espaços publicitários tradicionais ou mesmo a compra de anúncio nas novas mídias digitais e sociais. Segundo Trevisan e Rocha (2020), neste caso os custos variam e estão relacionados com o tamanho da audiência. Em mídias digitais e sociais, esses custos envolvem: impressões; cliques; custo por click thru ou clique na peça (CTR); custo por mil impressões (CPM) ou views; custo por clique (CPC); custo por fã (CPF); custo por visualização (CPV), bem como custo por likes (CPL) e custo por engajamento (CPE). Como se pode perceber, são diversas as formas de medir a audiência (MEIRELLES, 2015). Também são variadas as formas de compra para mídias paga. Conforme a Tabela 3 irá apresentar, sugerida por Meirelles (2015), elas envolvem o custo por clique (CPC), custo por impressão (COM), custo por aquisição (CPA) e custo por visualização (CPV). 7 Tabela 3: Tipo de compra para mídia paga CPC Custo por clique CPM Custo por impressão CPA Custo por ação ou aquisição CPV Custo por visualização Nesta opção de lance você é cobrado cada vez que um usuário clica em seu anúncio. Você paga a cada mil visu- alizações de seu anúncio. Nesta opção você paga quando o usuário tem uma ação específica em seu site – seja uma compra, uma inscrição, um download etc. Neste lance você define o preço a pagar quando um usuário as- siste ao seu vídeo. Fonte: MEIRELES apud ROCHA e TREVISAN, 2020, p. 300. Adaptado. De acordo com Trevisan e Rocha (2020), a mídia própria, por sua vez, também conhecida como mí- dia proprietária, envolve todos os meios e canais desenvolvidos pela própria marca ou organização, a exemplo de sites, perfis, rádio e televisão corporati- va, revistas e jornais. Uma das suas características é que, em geral, essas mídias possuem alcance orgânico, em que o número total de pessoas que veem as publicações ocorre pela distribuição não paga. Nas mídias digitais a medição considera ações como curtir, comentar e visualizações e os usuários envolvidos. Por fim, a mídia gratuita, também chamada de mídia espontânea, ocorre nos meios digitais, sociais e 8 tradicionais. Sua relação ocorre pelo engajamento dos clientes com o conteúdo ou marca. Em geral, as ações são espontâneas, mas podem ser esti-muladas e envolver posts espontâneos, volume de menções, compartilhamentos, interação, sentimento, percepção e influência (TREVISAN; ROCHA, 2020). Ainda conforme a literatura, a mídia própria apoia e é apoiada pela performance da mídia paga. Esta, por sua vez, influencia a repercussão dos anúncios e estimula a mídia espontânea, que contribui para a viralização de conteúdos – todas estão conectadas e, logo, influenciam-se mutuamente. Segundo Stockdale et al. (2012), como a mídia so- cial é diferente da mídia tradicional, a abordagem para sua mensuração também deve ser diferente e requer alguns cuidados. Isso porque medir o valor de um negócio a partir da tecnologia da informação é considerado tradicionalmente problemático, logo, isso se estendeu para as novas mídias. Também é importante frisar que, embora a atividade on-line possa ser medida a partir de métricas quantitativas definidas, também resultaram em um grande volume de dados que as métricas tradicionais sozinhas não dão conta de abordar ou quantificar (STOCKDALE et al., 2012). Portanto, não existe uma forma única de medir o impacto das redes sociais. De acordo com Trevisan e Rocha (2020), para um planejamento adequado de mídia tradicionais, so- 9 ciais ou digitais, essa definição das métricas e KPIs é muito importante e sugere-se que seja realizada do início ao fim, ao longo de todo o planejamento de comunicação, marketing e mídia. Deste modo a organização terá mais certeza e clareza de coletar os dados mais corretos possíveis, que subsidiem a tomada de decisão e a aferição posterior dos resultados. Conforme os autores, os aspectos mensuráveis da comunicação como um todo são a 1) eficácia; 2) eficiência; e 3) efetividade. Entre esses usos, destacam-se os downloads, mensuração do acesso, as marcações, menções em blogs e mídia, os comentários de leitores, entre outros. Também vale mencionar algumas métricas do Facebook, a exemplo de atividade, audiência e interação. Com a métrica de audiência pode-se observar o desempenho da página na rede social, já a métrica de interação auxilia na verificação da interação entre os utilizadores e as publicações (BINFIELD, 2009), para citar algumas. Tudo depende da mídia e dos objetivos. Trevisan e Rocha (2020), em seu livro Marketing nas mídias sociais, citam um mapa de métricas desen- volvido por Uri Bar-Joseph, diretor de marketing da Simply Measured. Com foco em mídias sociais, o mapa visa identificar estratégias, atividades, KPIs e impacto no negócio em cada etapa da jornada de compra do consumidor. Logo, se o objetivo era 10 criar consciência da marca, a primeira estratégia era expor a audiência ao conteúdo da empresa ou instituição. Depois a atividade social previa impul- sionamento, posts e promoções. A KPI, neste caso, trata-se das impressões e do alcance que, por fim, impactariam no volume de vendas. Se o objetivo era observar a satisfação do consumidor, a estratégia das mídias sociais deve ser direcionar o engajamento com produtos e serviços. A atividade social, aqui, representa o relacionamento social por meio das mídias com os consumidores. O KPI deve medir as menções espontâneas positivas e as métricas de relacionamento com o consumidor. O impacto no negócio consistiria, por fim, no sentimento de satisfação dos clientes. Conforme Trevisan e Rocha (2020), o mais importante é que haja alinhamento entre os objetivos almejados e a forma como serão medidos os resultados. Outro aspecto importante é que as lideranças estejam de acordo com o que será medido em cada etapa, compreendendo as métricas e quais resultados ou informações elas levarão a identificar. Costa (2012) entende métricas como espécies de pista que permite transitar entre mídias e plataformas diferentes. Elas levam a compreender a realidade do que ocorre entre as ações planejadas e a atitu- de e ação dos públicos de interesse, o que inclui o consumidor. 11 Em campanhas de propaganda, além das pesqui- sas quantitativas, estas pistas são a interação nas mídias digitais: o boca a boca e os compartilhamen- tos. Isso porque trazem ideia da repercussão e da percepção do público sobre as publicações e sobre o produto. A partir da Web analytics, por exemplo, é possível verificar o acesso ao site, aplicativos de interesse, dados de navegação, consumo de conteúdo e percepção deste (TREVISAN; ROCHA, 2020). Além disso, os painéis de audiência permitem a “pista” sobre os hábitos de consumo de mídia dos públicos com relação a canais, sites, blogs. Para se ter uma ideia ainda mais ampla das possibi- lidades de KPIs e métricas, Rez (2017) elaborou uma pirâmide com as principais medidas de desempenho em mídias sociais de acordo com a atenção das lideranças (influenciadores e microinfluenciadores, além de sua correlação com as mídias como tele- visão, rádio, revista e jornais). Conforme o autor, os indicadores primários (diretores), neste caso, são os leads convertidos e custo total por lead. Logo abaixo estão os indicadores secundários, que são representados pelos assinantes do blog, assinantes de e-mail, crescimento de leads, fontes de leads, qualidades de leads, custo por lead (em cada estágio) e o custo por visitante. Por fim, há os indicadores de uso e aqui são consideradas as métricas de pageviews, visitantes, tendências 12 de visitas, conteúdo mais lido, palavras-chave, conversões, page rank (algoritmo utilizado pela ferramenta de busca do Google para posicionar websites entre os resultados de suas buscas), score médio, leads, comentários, engajamento, tráfego do blog, compartilhamentos de conteúdo, assinantes de e-mail e seguidores. De forma sintética, Trevisan e Rocha (2020) também trazem a sua contribuição, apresentando as prin- cipais medidas de desempenho em redes sociais, haja vista que, como pode-se perceber, esses dados são variados, conforme os objetivos da instituição ou empresa. A primeira métrica de desempenho é representada pela visibilidade. As medidas aqui consideram pageviews/views; visitantes únicos, representado pela quantidade de pessoas diferentes que acessam página, vídeo ou qualquer material; número de posts e, por fim, quantidade de grupos, que significa o número de grupos, fóruns ou listas de discussão sobre determinado assunto, serviço ou produto existente nessas redes. Conforme a literatura, outra métrica aqui considerada é a preferência. Nela são observados os favoritos, likes, retweets; e, por fim, publicar-conversar, uma medida que envolve a análise dos recursos como conversação, compartilhamento, comentário, fa- voritos, enviar para amigo, twittar. Por meio dela pode-se avaliar o eixo de conversação de determi- 13 nado assunto ou conteúdo e tende a estabelecer um senso de comunidade em torno do canal, rede ou comunidade (TREVISAN; ROCHA, 2020). Trevisan e Rocha (2020) ainda consideram a métrica visitantes. Dentro dela estão os novos visitantes; o número de visitantes que voltaram a acessar o material depois de um tempo; origem de tráfego, que indica de onde vieram os visitantes, o acesso pago e idioma de acesso, por exemplo; conversões, responsável por medir a quantidade de visitantes que compraram ou se cadastraram (CPA – custo por ação e PPA – preço por ação); bounce rate – percentual de visitantes que acessam somente uma página e saem do site; meio de quais configurações o material tem sido acessado. Os autores também elencam as métricas de in- fluência, sendo elas: rating/rankings, que mede a avaliação do canal ou do conteúdo; referência, responsável por medir a quantidade de links apon- tando para o site, vídeo, foto ou material e canal ou conteúdo; membros, que é a quantidade de partici- pantes de uma rede social, comunidade ou canal; conexões – quantidade de amigos e seguidores dos membros, usadas para definir o tamanho de uma comunidade e o potencial de propagação de um conteúdo dentro da comunidade (TREVISAN; ROCHA, 2020). 14 Os autoresconsideram também para as redes digitais a métrica de engajamento. Aqui são con- siderados os comentários e trackbacks, que mede as respostas de uma comunidade a determinado conteúdo; perfis preenchidos, sendo que o maior percentual de preenchimento do perfil indica um maior engajamento do membro em uma dada comunidade ou canal; membros ativos, que é o número de pessoas que participam ativamente de uma comunidade, canal ou rede; as médias, cálculos que envolvem a média de comentários por post, seguidores por membro, assinantes por blog, amigos por perfil; menções por período – medem a quantidade de menções de determinado material em um período definido e são utilizadas para avaliar a velocidade de propagação de um conteúdo; e, por fim, os autores apresentam a métrica frequência de publicação, a qual indica o esforço empenhado em um canal, rede ou comunidade dentro da mé- trica de engajamento (TREVISAN; ROCHA, 2020). A literatura ainda aponta que, além de medidas quantitativas, as mídias digitais permitem avalia- ções qualitativas. Aqui pode-se citar o mapeamento de comentários, a análise do conteúdo postado e a avaliação do sentimento demonstrado nos comentários. Para analisar estes elementos, há metodologias diversas, entre elas a etnografia vir- tual, análise do discurso, análise da conversação, entrevistas, análise de conteúdo, entre outras. Por meio delas é possível retratar desde as formas de 15 interação, capital social, a construção contextual, o tipo de conversação, segundo indicam Trevisan e Rocha (2020). Sobre marketing de conteúdo, Villaverde (2019) apresenta como sugestão uma relação das métricas. Visualizações de página, visitantes únicos, tempo médio na página, abertura de e-mails, clique em e-mails, download de ofertas estão relacionados ao KPI de consumo. Taxa de retorno, taxa de rejeição, páginas por sessão, cancelamento, seguidores e assinantes do feed são relacionados à retenção. Compartilhamento nas redes sociais, curtidas nas redes sociais, encaminhamento de e-mail referem- -se ao engajamento. Novamente podemos afirmar que há inúmeras definições sobre as possibilidades de verificação das métricas, mas tudo depende e está interligado aos objetivos. Como você pode perceber, são inúmeras as definições para as métricas e Indicadores. Independentemente de como você irá utilizá-la, a gestão dessas atividades em mídias sociais é fundamental. Assim, o mercado apresenta algumas ferramentas de gestão. Para citar algumas temos a Sproutsocial, MediaFunnel, Cotweet, entre outras. FIQUE ATENTO 16 QUALIDADE DA INFORMAÇÃO Cada dia mais cresce a preocupação das empresas com a qualidade de seus produtos e serviços. Este aumento da competitividade torna os consumi- dores mais exigentes, tanto pela qualidade como em busca de preço. Neste sentido é sinônimo de sobrevivência oferecer produtos e serviços de excelência – mas não só. Dentro desse cenário cresce também a necessidade de ações parar melhorar os produtos entregues e para que os consumidores tenham conhecimento e acesso a eles (MACHADO, 2013). Por outro lado, nem sempre melhorar a qualidade leva a lucros maiores – a lealdade dos clientes ou o preço pode ser decisivo. O estabelecimento da marca é outra variável a se considerar. Para decidir dentre mais de uma alternativa de alocação dos recursos é necessário dispor de uma medida de comparação entre as alternativas disponíveis, bem como é preciso mensurar o efeito potencial de cada decisão antes que os gastos sejam realizados. Neste sentido, a literatura aponta a necessidade de mensuração, afirmando que ela é necessária não somente para expressar objetivos e clarificar alvos, como também para orientar o processo de atingir os alvos. 17 Conforme Machado (2013), é aí que entra a neces- sidade da qualidade da informação, fundamental para qualquer empresa, independentemente de seu nicho ou porte. Qualidade da informação é um termo relativamente novo, implicando que toda a informação obtida ou concedida tenha precisão, seja atualizada, relevante, completa, simples e confiável. Isso se dá por uma boa gestão da in- formação impactar de forma direta a melhoria do atendimento ao cliente, os processos internos, a afirmação da marca e os resultados do negócio. Por outro lado, ao acessar informações de má qualidade, aumentam as possibilidades de gerar danos à empresa ou instituição. Um deles, por exemplo, é a perda de recursos gerada por uma tomada de decisão errada a partir de informações desorganizadas (CALAZANS, 2014). Marchand (1989) averiguou o conceito e identificou cinco abordagens na sua definição: transcendente, com sinônimo de excelência; baseada no usuário, em que as fontes de informação que mais satisfazem são consideradas de melhor qualidade; baseada no produto, considerando a qualidade da informação em termos identificáveis; baseada na produção, vendo a qualidade como adequação aos padrões estabelecidos da necessidade de informação do consumidor e, por fim, baseada na qualidade como aspecto de valor, que é considerado a categoria 18 mais abrangente e a qualidade como um dos seus atributos. Esse autor identificou, também, oito di- mensões da qualidade da informação que poderiam ou não estar inter-relacionadas: valor atual que tem para o usuário, características que suplementam a informação, confiabilidade, significado, relevância, validade, estética e percepção de valor. Tudo que nossos olhos veem é informação. Por isso, o conceito de qualidade da informação torna-se importante e diversos autores buscaram estudar e esclarecer o tema. Alguns são mais críticos ao se pensar em atribuir qualidades ao tema. De acordo com Machado (2013), a evolução da tecnologia faz com que a informação se propague de modo rápido, mas nem sempre ela possui uma avaliação para medir sua qualidade. Deste modo, o foco da qualidade da informação seria compreender a percepção da qualidade, tanto de profissionais quanto entre usuários de sistemas de informação. O autor também acredita que se a informação tem como foco o usuário, ela é valorizada perante a necessidade do comprador ou cliente; já se o foco está no produto, a informação torna-se bem ou coisa. A mesma conotação foi validada por Ornellas e Takaoka (2012), que notaram que ou- tros termos eram usados no lugar dessa palavra e o mais frequente tinha a significância de valor. Também notaram que, além da qualidade, outras 19 noções eram apresentadas sobre a avaliação da informação, caracterizando-se, assim, como uma dimensão que avalia a qualidade. De todo modo, pode-se dizer que a qualidade da informação está em diversas áreas da vida e não em apenas uma disciplina do conhecimento ou área. Ou seja, não se limita à administração ou contabilidade, por exemplo. A qualidade está enraizada em nosso cotidiano, pois comparamos instintivamente os atributos de um produto, um serviço, um processo ou um com- portamento. Utilizamos a palavra para falar sobre nosso modo de vida, para nos referirmos à “quali- dade de vida”, e em diversas situações cotidianas, como quando vamos ao médico ou ao mecânico, e a diversos outros lugares. Cada profissional imagina conhecer a qualidade necessária para o desempe- nho de suas atribuições (CUSTÓDIO, 2015, p. 17). 20 DIMENSÕES DA QUALIDADE DA INFORMAÇÃO Antes de estudar as dimensões da qualidade da informação, é importante saber diferenciar dado de informação. De modo geral, os dados são elementos que constituem a matéria-prima da informação. Dessa forma, eles podem ser deliberados como partes que formam dados brutos, que por si só não são capazes de gerar insights relevantes. Já um dado bruto se torna de fato uma informação quando os dados passam a ser organizados e ana- lisados. Deste modo, precisam ser avaliados por um especialista para tornarem-se conhecimento e transmitam algum significado (CALAZANS, 2014). Pode-se considerar, assim, que a qualidade da informaçãotem um sentido abstrato e impreciso, que até hoje passa por divergências na literatura. Calazans (2014) cita estudos desenvolvidos no sentido de identificar características da informação passíveis de serem mensuradas, minimizando, desta forma, a imprecisão percebida pela lite- ratura. Santos (2010) diz que manipulação das informações de forma equivocada e baseada em informações errôneas traz prejuízos, pois a tomada de decisões deve ser precisa, visto que 21 todos os dias as organizações recebem um grande número de informações e, em muitos casos, até mesmo ultrapassa a sua capacidade de absorver tanto material, surgindo, deste modo, dois novos problemas: a poluição informativa e os erros de manipulação (SANTOS, 2010). Entretanto, para chegar até a qualidade da informa- ção que conhecemos hoje, houve muita evolução do tema e isso se deu a partir do crescimento demográfico rápido. A partir desse fenômeno, os agentes públicos e organizações observaram a necessidade de utilizar os recursos com o menor desperdício viável. E, com o passar dos anos, mesmo os avanços na tecnologia vinham cerca- dos pela evolução dos sistemas de gestão e no campo da qualidade, visando permitir ao mundo “replicar processos com a fabricação de produtos de menor custo e de melhor qualidade” (CUSTÓDIO, 2015, p. 17). Os avanços tecnológicos foram acompanhados pela evolução dos sistemas de gestão, em especial no campo da qualidade, permitindo ao mundo replicar processos com a fabricação de produtos de menor custo e de melhor qualidade. É importante salientar que qualidade é um termo dinâmico que evolui constantemente, fazendo com que as empresas cada vez mais procurem aplicar seus conceitos e superá-los. O grande exemplo das últimas gerações 22 foi Steve Jobs com a Apple, que revolucionou o mercado da informação. (CUSTÓDIO, 2015, p. 17). Deste modo, a literatura dá conta de duas fases que marcaram o desenvolvimento do conceito de qualidade da informação, sendo um pré-industrial e outro pós-industrial. No pré-industrial, o termo era identificado com uma medição imprecisa, em que os produtos fabricados pelos artesãos eram acompanhados de perto pelo cliente e ainda assim com padrões impossíveis de serem replicados com precisão. Um exemplo é a fabricação de calçados. Aqui, não havia a possibilidade de outro cliente ter um produto com as mesmas exatas caracte- rísticas porque mesmo o artesão não conseguia reproduzir o mesmo sapato. O foco era, portanto, a qualidade do produto e a satisfação do cliente, e não o processo. Com o aumento da população, a oferta de produtos passou a focar na cada vez maior demanda de pessoas e, a partir dela, na criação de máquinas a vapor que agora olhavam para a produção em larga escala. Os benefícios eram uma produção mais rápida e ao mesmo tempo mais barata (SANTOS, 2010). De acordo com Custódio (2015), a partir desse processo, a indústria precisou estabelecer pa- drões de qualidade para os produtos e ao mesmo tempo em medidas de segurança para os próprios 23 equipamentos. Com isso, em 1880 surgiu a Ame- rican Society of Mechanical Engineers (ASME). O objetivo da associação era criar padrões para que os engenheiros mecânicos e também instituir condições de segurança para as máquinas. Os pa- drões adotados a partir da fundação da sociedade auxiliaram o avanço na qualidade dos processos e são utilizados mundialmente até os dias atuais. Outras áreas que sofreram impacto desde aquele tempo foram a indústria bélica, de gestão ambien- tal, de automóveis com Henry Ford, entre outros. Assim, os termos a que qualidade da informação se aplica estão nos processos da gestão da infor- mação, que não se limita a uma área apenas. Ela se aplica desde o fornecimento de serviços, que precisam disponibilizar as informações que des- crevam as características do produto ao cliente, a exemplo das instruções de uso e de trabalho, até a propriamente dita satisfação dos clientes. Esta última deve ser, de modo primordial, para observar a percepção do público-alvo sobre determinado serviço e segue padrões tanto quanto as demais áreas. Na atualidade, logicamente, pensar em qua- lidade da informação é pensar também na entrega desses serviços nas mídias digitais. 24 MÉTRICAS, INDICADORES E QUALIDADE DA INFORMAÇÃO Com o crescente uso das mídias sociais por marcas e empresas, cresce também a preocupação em avaliar o desempenho das redes sociais, muitas vezes dificultado pelo fato de que os números relevantes só podem ser determinados de forma incompleta. Desde modo, faz-se substancial en- tender seus aspectos porque, a partir dela, abre-se caminhos para compreender melhor a produção e oferta de determinado produto e, até mesmo, como pensa o cliente. A pressão por resultados leva muitas organizações a optar por meios de comunicação e canais men- suráveis. A partir disso, os resultados advêm de um conjunto de ações estrategicamente planejadas a partir de dois pontos: o comportamento do públi- co-alvo e as necessidades inerentes à gestão de marca. Sem essas duas informações bem apoiadas em dados e pesquisas e, especialmente, orientadas pelo crivo da inteligência e percepção humanas, nenhum resultado será bom o suficiente (TREVI- SAN; ROCHA, 2020). Deste modo, é importante compreender que os resultados em mídias sociais devem contribuir para os resultados da organiza- 25 ção como um todo, ou seja, os objetivos devem estar conectados, assim como as métricas devem contribuir para a avaliação final dos resultados. Já Farris et al. (2013) entende que quanto mais integradas forem as etapas e quanto mais as lideranças estiverem cientes da necessidade de mensuração, mais as métricas e KPIs farão sen- tido para os setores e pessoas envolvidos. Deste modo, pior do que não medir é usar as métricas incorretas ou avaliar os indicadores aleatórios ou mal dimensionados. Tal ação pode levar a decisões incorretas e, ao mesmo tempo, acrescer os gastos em comunicação de forma desnecessária. Como já mencionado, as métricas são utilizadas para a gestão da organização e identificação dos resultados e podem ser eficazes para conduzir as estratégias da organização, dar foco à direção, se- tores e colaboradores, apoiar a tomada de decisão e melhorar o desempenho dos departamentos e processos, levando a organização a evoluir sempre. Elas também precisam ser razoáveis e racionais, agindo como diretrizes e não como “instrumentos de tortura” – em geral, devem ser específicas, mensuráveis, alcançáveis, relevantes e time-based (baseadas em tempo) (TREVISAN, ROCHA, 2020). Calazans (2014) cita alguns exemplos de métodos e ferramentas aplicáveis para explicitar a construção 26 dos dados, sendo que tudo passa pela qualidade da coleta, depois da organização, apresentação e, por fim, qualidade da aplicação. Conforme a literatura, a qualidade seria mensurada durante o processo de evolução. Tabela 4: Definições e exemplos Definição Exemplos aplicáveis Qualidade da coleta Surveys, observações, registros Qualidade da organização Data files, database, data warehouse Qualidade da representação Web pages, registros financeiros Qualidade da aplicação Pesquisa de dados Fonte: Calazans, 2014. Adaptado. Já conforme Mortari e Santos (2016), existem cinco etapas que constituem um monitoramento de dados: briefing, coleta de dados, métricas, classificação de dados e a análise dos dados. A primeira etapa considerada pelos autores consiste em um instru- mento muito utilizado pela área de administração e áreas afins, com o objetivo de distribuir tarefas que visem atender as necessidades em questão. Essas tarefas serão os pilares básicos para o início do monitoramento. Trevisan e Rocha (2020) também apresentam fases de mensuração. A primeira etapa visa distribuir tarefas que atendem as necessidades em questão, 27 que serão os pilares para o início do monitoramento. A coleta de dados, segunda etapa, está relaciona-da com a amostra dos dados da pesquisa e está atrelada ao briefing. Ao determinar quais atividades serão executadas, aplica-se a coleta de acordo com o planejamento do briefing. A terceira fase é classificar os dados, em que ocorre a interpreta- ção e cruzamentos, de modo que as informações formem a melhor visualização das coletas. Por fim, chegamos à análise, considerada a mais importante, pois com os dados compilados será possível identificar os nortes. Segundo os auto- res, os propósitos da mensuração em mídias so- ciais são a comprovação do aumento da receita, obtenção de vantagens, melhoria na satisfação de clientes e redução de custos. De modo geral, pode-se concluir que por meio das observações corretas é possível elaborar melhorias, seja para aumentar investimentos ou realizar ajustes que visam aperfeiçoar a performance da marca no meio digital e fora dele. Esses indicadores, de modo tradicional, podem determinar, por exemplo, a qualidade, lucratividade, capacidade e satisfação dos usuários, baseando- -se nas métricas de mensuração. Já no on-line, a análise das métricas possibilita mapear gostos, ideias, atos e conexões das pessoas, sendo pos- sível estabelecer padrões nessas múltiplas redes, 28 principalmente por meio das interações que são mediadas por essas ferramentas (RECUERO, 2014). Elas também podem mensurar o desempenho das campanhas de marketing; verificar se a estratégia de divulgação está gerando resultados; analisar o impacto dos leads em cada um dos canais; desen- volver um planejamento para novas campanhas e produzir o conteúdo ideal para cada rede. Conforme Trevisan e Rocha (2020), a gestão de conteúdo, do serviço e mesmo da marca precisam ser pensadas para garantir que o público tenha interesse pelo que está sendo oferecido. Assim, o uso de plataformas proprietárias para a análise de impressões, engajamento, alcance e conteúdo é uma alternativa para tornar as métricas mais assertivas. Existem também ferramentas de moni- toramento que ajudam a verificar a autenticidade e a porcentagem de perfis falsos ou inativos dentro de dada audiência. As métricas e KPIs em mídias sociais permanecem apoiadas sobre a construção de conteúdo que as pessoas queiram realmente compartilhar. Para isso, a pesquisa constante e uma gestão eficiente do processo e dos conteúdos produzidos pela mar- ca, produto ou serviço é fundamental. A partir de 2013, muitas notícias surgiram por problemas em algumas mídias sociais e também sobre o uso de 29 truques para inflacionar artificialmente as métricas (TREVISAN, ROCHA, 2020, p. 316). Se pretende medir o ROI, por exemplo, três meto- dologias podem ser destacadas. A primeira é o funil de conversão de mídias sociais, em que são consideradas as diferentes fases do processo de conversão das redes sociais. Ele começa quando o usuário tem conhecimento da existência da marca e termina com quem acaba se tornando fã ou seguidor dela, se a estratégia for realizada de forma satisfatória. A segunda refere-se ao IOR, que é considerado como o valor acumulado que uma pessoa atribui a uma marca, devido ao cultivo desse relacionamento e mede seu impacto por meio de recomendações, participação ou fidelidade. Por fim, é especificado o modelo PRGS, que estabelece uma série de variáveis e indicadores essenciais para obter uma medição eficaz da atividade de mídia social (BARATA, 2018). Feito isso, as ferramentas apropriadas podem ser escolhidas para obter os resultados. Para quantifi- car os benefícios esperados, serão estabelecidos indicadores quantitativos e qualitativos, métricas ou KPIs, que sempre respondem a um objetivo de negócio. Portanto, será necessária a criação de um conjunto ou bateria de indicadores e métricas exclusivas para medir o impacto nos usuários e 30 a lucratividade da marca na web social e servir como análise competitiva (GONZÁLEZ FERNÁN- DEZ-VILLAVICENCIO, 2016). Calazans (2014) também argumenta que saber quais objetivos devem ser definidos nas mídias sociais e qual conjunto de ferramentas com suas métricas correspondentes podem auxiliar para que sejam alcançados. Conforme indicado por Araújo (2018), segue o seguinte processo: as empresas têm metas corporativas de receita, fidelidade e inovação que precisam ser traduzidas em metas de mídia social. O próximo passo será como medir os objetivos nas mídias sociais, ou seja, identificar os KPIs que vão medir esses objetivos. O último passo é identificar os canais de mídia social mais adequados para atingir os objetivos estabelecidos anteriormente. Como aponta Calazans (2014), as empresas não estão cientes de que o investimento em mídias sociais não é imediato, mas segue fases e a empresa tem que conquistar cada uma delas ao longo do tempo. As mídias sociais promovem a oportunidade de interações em tempo real entre a marca e os con- sumidores, mas o aspecto mais importante é saber como construir e gerir o processo de interação (PLANTON, 2014). Para mensurá-las é substancial adotar métricas e indicadores compatíveis com o fenômeno que se pretende avaliar, como conhecer 31 melhor os públicos; identificar reações, sentimentos e desejos sobre produtos, campanhas, entidades e pessoas e, por meio disso, realizar ações para alcançar os objetivos (ARAÚJO, 2018). Empresas e marcas possuem cada dia mais perfis sociais consolidados. Logo, estar fora desse ciclo significa perder espaço para a concorrência. Por outro lado, o quantitativo de dados produzidos sobre a página e visitantes diariamente é também imensa. Sabendo que cada rede social apresenta uma especificidade em relação à forma como os dados são mostrados, o Facebook e Instagram apresenta um jeito, o Twitter outro, é substancial saber checar as informações da melhor forma. As unidades de informação têm o objetivo de dis- ponibilizar informações, prestar serviços, elaborar produtos e atender a demanda informacional. O profissional da informação que atua nesses ambientes é responsável por conhecer as neces- sidades de seus usuários e traçar planejamentos estratégicos para atendê-los (FARRIS et al., 2013). Na prática, o primeiro ponto a se cuidar é relativo ao mito do alcance e das curtidas, que guia para estratégias muitas vezes equivocadas, já que não é a única que importa. De forma prática, o alcance não oferece muita informação relevante. Em primeiro lugar é porque, por conta dos algoritmos, a curtida 32 de um usuário não representa que ele vai ver ou ter interesse em todas as suas postagens. Trevisan e Rocha (2020) chamam a atenção sobre o tema. Vários blogs e sites alertam para a necessidade de compreender a relação entre métricas de vaidade × métricas reais. Métricas de vaidade são conceitua- das como aquelas que mostram números maiores e inflam o ego das organizações envolvidas, mas não dão suporte a nenhuma tomada de decisão. A pergunta recomendada é: Essa métrica ajuda a tomar quais decisões? Quando se olha para um número e não é possível identificar o que fazer com ele, provavelmente estamos olhando para uma mé- trica de vaidade (ROCHA; TREVISAN, 2020, p. 32). Neste sentido, são consideradas métricas mais relevantes, por exemplo, os cliques que levam para um determinado site e se convertem em compras. Logo, pode-se dizer que ao impulsionar uma cam- panha no Instagram, uma estratégia acertada é direcionar em cliques na postagem. Agora, se o objetivo é melhorar a imagem da marca, indica- -se direcionar o impulsionamento para a página, visando ganhar mais seguidores. Tudo depende do objetivo! Lembrando que você pode conferir esses dados na parte de Ações na Página no Facebook ou Instagram. 33 Agora se seu objetivo é o engajamento, basta ir até a parte sobre Alcance nas informações da página, lá há vários painéis e um deles é sobre as reações. É possível observar diversos períodos. Mas, por que o engajamento é importante? Não se trata de outra métrica de vaidade? Quando ele é alto, poderárefletir em conversões, por isso é importante estar sempre atento a essa métrica. É importante mencionar que principalmente as plataformas do Facebook e Instagram sofrem constantes atualizações. Em 2022 era possível personalizar colunas para verificar as métricas desejadas. Para acessar basta entrar no Meta Bu- siness Suite, clicar em publicações, na sequência clicar em “colunas”, escolher a ação desejada, ir em aplicar e verificar os dados do seu interesse. Outras informações do Facebook é que além dessas que já mencionamos as informações de páginas ainda nos oferecem informações bastante interessantes, como, por exemplo, qual tipo de pu- blicação em sua página se sai melhor em alcance e engajamento. 34 ESTUDO DE CASO Alcançar os objetivos estabelecidos tem uma relação bastante direta com quais resultados podem ser esperados de diferentes ações e mídias sociais. Apesar de parecer óbvio, muitas organizações esperam resultados não condizentes com a ação, esforço ou investimento colocado em determinada campanha. Na sequência traremos de alguns cases positivos sobre o uso das mídias por empresas renomadas mundialmente. A primeira delas aconteceu com a Marca Peugeot, sob gerenciamento da Agência Publieasy. A Cam- panha para o Salão do Automóvel 2016, com três dias de duração, chegou a marca de 7,5 milhões de impressões. O público-alvo envolvia tanto ho- mens quanto mulheres residentes em São Paulo interessadas em carros, esportes motorizados e de aventura. O objetivo era divulgar carros e o con- ceito da marca, além de levar pessoas ao evento. O resultado final foi de mais de 11 mil cliques e 0,14% de CTR. Ter um CTR alto quer dizer que seu anúncio é útil e que oferece para o usuário o que ele está procurando. O Banco Itaú, com a ação de estratégia Digital Branded Content, também alcançou bons resulta- dos. O conceito Branded Content aparece como uma forma de diferenciação da publicidade con- vencional para a publicidade envolta de histórias 35 em que a marca está inserida no contexto e dia a dia das pessoas. A partir do contato direto com os públicos de interesse, a equipe de marketing colhe insights que contribuem para a definição da pauta. O objetivo é a relação da marca com as pessoas por meio de assuntos com os quais elas se identifiquem, isto é, conteúdos inspiradores que possam gerar mais conteúdo. Para isso, as ações seguem duas linhas: uma baseada em associar o negócio em si com entretenimento e conteúdo de qualidade e outra que segue a linha de editoriais, buscando identificação e engajamento com causas além do negócio principal, como educação, cultura, mobilidade e esporte (TREVISAN; ROCHA, 2020). Se pensarmos em engajamento correto, não po- demos deixar de citar Coca-Cola, que leva suas propagandas para além da própria marca, mas patrocina grandiosos eventos como a Copa do Mundo e faz memoráveis propagandas de natal. E por falar em Copa do Mundo, como deixar de lembrar de “Mostra tua força, Brasil”, considera- da por muitos como a música oficial da seleção masculina de futebol brasileira naquela ocasião. No entanto, foi uma propaganda elaborada pelo Itaú, patrocinador da equipe e envolveu diversos artistas e ações em mídias tradicionais diversas, sem contas nas mídias digitais. Ainda falando em grandes propagandas diferenciadas, não há como esquecer da Magalu, apelido da Magazine Luiza, especialmente em campanhas da companhia na 36 internet, em rádios e TV e em eventos em geral da marca. Tratam-se de diversas ações, de grandes ou médias empresas, mas que apresentam um diferencial das marcas. Em comum entre todas é que, a partir da boa propaganda, é necessário haver o monitora- mento do comportamento do consumidor do clique à loja, ou seja, desde as ações em plataformas digitais até a loja física. De acordo com Trevisan e Rocha (2020), algumas ferramentas como o Google Atribution se propõem a contribuir para identificar o que funciona em diferentes canais e dispositivos por meio do cruzamento de dados, campanhas regionais e locais onde é possível observar o tráfego físico nas lojas por meio de sua localização, geolocalização e associação com um anúncio local em vídeo, por exemplo. Além disso, é importante mencionar que cada vez mais os softwares buscam melhorar a eficiência digital correlacionada com a mensurabilidade, ou seja, quanto mais o digital avança junto ao consu- midor, mais desafiadora se torna a compreensão das conexões dos ambientes on e off-line. Neste sentido, é nítido que a internet das coisas deve vir a contribuir para o cruzamento de dados, tornando a mensurabilidade e a capacidade de acompanha- mento desse trajeto muito maiores. 37 CONSIDERAÇÕES FINAIS Pensar as mídias sociais como uma estratégia de comunicação é extremamente importante e, seja qual for a rede, deve receber atenção e recursos para trazer os melhores resultados. Neste e-book abordamos exemplos e definições sobre métricas, KPIs e qualidade da informação, pois quando se trata de mídias e conteúdo, a excelência e o cuidado com o planejamento estão relacionados. Porém, antes de decidir quais ferramentas serão usadas, é preciso saber o que será medido. Obje- tivos mensuráveis devem ser definidos e métricas devem ser identificadas. Também vale mencionar que há diversas estratégias e etapas para se obter os melhores resultados, conforme seu objetivo. Para isso, a pesquisa constante e uma gestão eficiente do processo e dos conteúdos produzidos é fundamental. Em resumo, as mídias sociais não geram nenhum milagre! Mas são uma nova forma de fazer marketing com resultados, desde que avaliadas de maneira inteligente. 38 Referências Bibliográficas & Consultadas ARAÚJO, R. Marketing científico digital e métricas de mídias sociais: indicadores-chave de desempenho de periódicos no Facebook. Informação & Sociedade: estudos. João Pessoa, v. 28, n. 1, p. 7-22, jan./abr. 2018. Disponível em: https://periodicos.ufpb.br/index.php/ies/article/ view/22063. Acesso em: 08 de março de 2023. AVIS, M. C. Marketing digital baseado em dados: métricas e performance. 1. ed. Curitiba: Editora Intersaberes, 2021. [Biblioteca Virtual]. CALAZANS, A. T. S. Qualidade da informação: conceitos e aplicações. Transinformação, v. 20, n. 1, p. 29-45, 2008. Disponível em: https://www. scielo.br/j/tinf/a/hfvRLR68SKzJrtDQ3DqGKLw/ abstract/?lang=pt. Acesso em: 08 de março de 2023. CALDEIRA, J. 100 Indicadores da Gestão: Key Performance Indicators. 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