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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE ITAPIRA– UNIESI
DIREITO – 8º/9º SEMESTRE
Thayna Vanda Soares de Almeida RA:31010003797
TRABALHO DE ATIVIDADE PRÁTICA SUPERVISIONADA
Tema: Como o aquecimento global influência as mudanças climáticas
ITAPIRA
2020
INTRODUÇÃO
Este trabalho visa demonstrar uma breve síntese da origem do aquecimento global, suas consequências para natureza, as pessoas e o planeta. Também será exposto como o aquecimento global influência nas mudanças climáticas, causando diversos problemas presentes e futuros. Por fim ele exemplificará os meios criados para conter e diminuir os impactos deste fenômeno. 
AQUECIMENTO GLOBAL
1.1 Conceito
Aquecimento global é o aumento da temperatura média dos oceanos e da camada de ar próxima à superfície da Terra, que tem como consequência vários fatores, podendo se derivar de causas naturais e atividades humanas. Isto se deve principalmente ao aumento das emissões de gases na atmosfera que causam o efeito estufa, principalmente o dióxido de carbono (CO2).
Já o efeito estufa acorre, pois, há a presença de gases na atmosfera, as quais chamamos de gases de efeito estufa, que garantem que parte do calor que chega ao planeta fique retido. O aumento desses gases leva a uma maior retenção de calor e, portanto, ao aumento da temperatura.
Quando falamos em aquecimento global estamos referindo-nos a um aumento anormal da temperatura média do nosso planeta. Para ter-se uma ideia, a temperatura média global de superfície aumentou aproximadamente 0,74 ºC nos últimos 100 anos, e pesquisas indicam que esse aumento está muito relacionado à ação do ser humano, que, ao longo dos anos, aumentou suas emissões de gases do efeito estufa, como o gás carbônico.
1.2 Origem e causas
As mudanças climáticas podem ter causas naturais como alterações na radiação solar e dos movimentos orbitais da Terra ou podem ser consequência das atividades humanas.
O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), órgão das Nações Unidas, responsável por produzir informações científicas, afirma que há 90% de certeza que o aumento de temperatura na Terra está sendo causado pela ação do homem.
Essas mudanças climáticas ocorrem desde os primórdios das civilizações. A nossa história evolutiva está intrinsecamente ligada às alterações provocadas no clima, as quais são observadas desde a formação do planeta Terra. Ao longo dos 4,6 bilhões de anos do planeta, o clima modificou-se. Houve, nos últimos 400 mil anos, quatro ciclos diferentes, glaciais e interglaciais.
No entanto, nos últimos 150 anos, o planeta teve sua temperatura aumentada de maneira considerável. Estudos indicam que a Terra se aquece cerca de 0,2°C por década. Estudos feitos pela NASA e pela NOAA (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional) mostram que a temperatura registrada na Terra em 2018 foi a quarta mais alta nos últimos 140 anos. Em 2017, a temperatura aumentou cerca de 0,83ºC com base na temperatura média registrada entre os anos de 1951 e 1980. A temperatura média anual mais alta foi registrada no ano de 2016.
A partir da Revolução Industrial o homem passou a emitir quantidades significativas de gases de efeito estufa (GEE), em especial o dióxido de carbono. Neste período, a concentração original de 280 ppm4 deste gás cresceu até os atuais 400 ppm5, intensificando significativamente o efeito estufa. Assim, as atividades humanas passaram a ter influência importante nas mudanças climáticas.
De acordo com a Organização Meteorológica Mundial, o planeta está mais quente do que no período anterior ao processo de industrialização. O cenário mundial após a Revolução Industrial mudou não só economicamente, mas também o modo produtivo, provocando mudanças no cenário ambiental.
O consumo exagerado e a produção elevada, além de aumentar a exploração dos recursos naturais, provocaram também o aumento da poluição atmosférica, por causa da emissão gases poluentes pelas indústrias e automóveis. A produção também acelerou o desmatamento, o que também provocou alterações no clima.
Neste sentido, conforme já aludido, as mudanças climáticas podem ser causadas por processos naturais e também pela ação do homem. A seguir, as principais causas naturais e antrópicas.
Causas naturais:
· Incidência solar: A radiação solar que chega até a superfície pode variar, podendo ser mais elevada ou reduzida em alguns períodos;
· Órbita da Terra: O planeta sofre variação em sua órbita segundo os movimentos que realiza, o que faz ele receber mais ou menos radiação solar;
· EL Niño e La Niña: Esses fenômenos causam alterações na temperatura média das águas do Pacífico, modificando as condições climáticas das áreas em que atuam;
· Atividade vulcânica: Os vulcões podem apresentar períodos de maior atividade. Em situações de elevadas ocorrências de erupções vulcânicas, ocorre o sistema de resfriamento climático da Terra.
Causas antrópicas:
· Queima de combustíveis fósseis, o que emite à atmosfera gases de efeito estufa;
· Aumento do desmatamento, ou seja, da retirada da cobertura vegetal;
· Emissão de gases poluentes na atmosfera por indústrias e automóveis;
· Poluição do solo e dos recursos hídricos, o que altera o equilíbrio ambiental.
No Brasil, as mudanças do uso do solo e o desmatamento são responsáveis pela maior parte das nossas emissões e faz o país ser um dos líderes mundiais em emissões de gases de efeito estufa. Isto porque as áreas de florestas e os ecossistemas naturais são grandes reservatórios e sumidouros de carbono por sua capacidade de absorver e estocar CO². Mas quando acontece um incêndio florestal ou uma área é desmatada, esse carbono é liberado para a atmosfera, contribuindo para o efeito estufa e o aquecimento global. Mas as emissões de GEE por outras atividades como agropecuária e geração de energia vem aumentando consideravelmente ao longo dos anos.
Os países que mais emitem gases na atmosfera por conta do desenvolvimento industrial são ironicamente aqueles mais desenvolvidos, e eles têm sido responsáveis pela maior parte das emissões de GEE, mas os países em desenvolvimento vêm aumentando consideravelmente suas emissões. Atualmente, a China ocupa o primeiro lugar do ranking, seguido por Estados Unidos, União Europeia e pelo Brasil.
1.3 Principais consequências
Segundo o Greenpeace, a emissão de gases do efeito estufa aumentaram ao longo dos últimos 10 anos mais rapidamente que durante todo o período entre 1970 a 2000. Isso significa que, se não controlarmos as nossas emissões de gases, enfrentaremos, provavelmente, consequências devastadoras.
O aumento do calor é uma das consequências o aquecimento global, contudo, esse aumento de temperatura não é em todas as áreas do planeta, algumas regiões podem até apresentar fatores locais de esfriamento. Assim, algumas áreas serão mais afetadas pelo calor: as regiões não-litorâneas, pois não contam com a capacidade de resfriamento do mar; regiões que sofrem com o degelo, como o Canadá e a Rússia; e regiões que já são muito quentes, como grande parte da Ásia. O aquecimento global também aumenta a probabilidade de ondas de calor, como a que ocorreu na Europa em 2003, que elevou a temperatura a cerca de 40ºC e matou em torno de 50 mil pessoas.
Áreas úmidas sofrerão um aumento das precipitações, pois, considerando o aumento de temperatura, a água evaporará, causando maior incidência de chuvas, o que também poderá causar enchentes e inundações. Áreas secas ficarão ainda mais secas, pois o aumento da temperatura fará a umidade do solo evaporar, ressecando-o e provocando erosão e infertilidade.
A elevação dos oceanos com o derretimento do gelo provocará mudanças significativas nos oceanos, como redução da salinidade, aumento da acidez e sua elevação (de 1906 a 2005 o mar já subiu 30 cm, pelo menos, e até 2100 o nível médio dos oceanos vai subir mais 59 cm. A maioria das montanhas do Himalaia, a título de exemplo, que têm atualmente 1.500 geleiras cobrindo 33 mil km de terreno, tende a desaparecer até o ano de 2100, segundo estudos.
O maior problema do degelo,no entanto, ocorre nas calotas polares, no Ártico, na Groenlândia e na Antártica. O maior bloco de gelo da Antártica se partiu ao meio em 2003, 24 surpreendendo estudiosos do ramo. O permafrost, que é a camada de gelo sobre a qual se fazem construções, erguem-se florestas, transitam pessoas e veículos, está derretendo, o que significa o colapso desta infraestrutura que permite que pessoas habitem as áreas mais geladas do planeta.
O aumento do nível do mar é um efeito que preocupa intensamente os estudiosos do assunto, porém ainda sem destaque na mídia, pois não apresentou consequências devastadoras, até o momento. Há grandes riscos, porém, de que o oceano invada áreas costeiras, especialmente as que estão abaixo do nível do mar, como os Países Baixos. Estudos indicam em dez anos o conjunto de ilhas Maldivas pode deixar de existir. Segundo a FMBC, nos últimos cem anos, estima-se que o nível do mar aumentou em média de 10 a 20 centímetros, e é previsto que até o ano 2100 este número aumente entre 9 a 88 centímetros, dependendo da localidade. 
Além do exposto, outro problema ligado ao aquecimento global é a diminuição das fontes da água potável, pois a água salgada que invade a costa pode se infiltrar em lençóis subterrâneos, contaminando-os. Outra implicação do aquecimento é o aumento na quantidade e intensidade das tempestades tropicais, furacões e ciclones, pois quanto maior a temperatura da água, maior a umidade ao seu redor, e maior a velocidade do vento. Este fenômeno já pode ser observado: em 2004 ocorreram no Japão nada menos do que dez tufões, quebrando o último recorde anual.
Estas catástrofes naturais são, em geral, mais noticiadas pela mídia, pelo fato de serem mais raras e por terem alto potencial de causar destruição imediata em massa, como o ciclone Katrina (2005), nos Estados Unidos, que devastou a cidade de Nova Orleans. O estudo ‘ Human Tide’, da organização internacional Christian Aid, estima que até 2050 aproximadamente um bilhão de pessoas terá que se deslocar de suas casas por razões relacionadas ao aquecimento global, como inundações, secas e furacões. Por fim, uma consequência não muito divulgada são as mudanças nos ecossistemas e na biodiversidade, pois os seres vivos não conseguem se adaptar na velocidade em que as mudanças estão ocorrendo. A primeira extinção associada ao aquecimento global é o caso da rã dourada, que habitava florestas na Costa Rica. Em 1989, um único macho da espécie foi encontrado. O desaparecimento das rãs douradas ocorreu porque seu processo de reprodução dependia da névoa e da umidade para que fossem criadas poças possibilitando o desenvolvimento dos girinos. 
MEIOS DE CONTROLE E PREVENÇÃO
Existem várias maneiras de reduzir as emissões dos gases de efeito estufa e os efeitos no aquecimento global. Diminuir o desmatamento, investir no reflorestamento e na conservação de áreas naturais, incentivar o uso de energias renováveis não convencionais (solar, eólica, biomassa e Pequenas Centrais Hidrelétricas), preferir utilizar biocombustíveis (etanol, biodiesel) a combustíveis fósseis (gasolina, óleo diesel), investir na redução do consumo de energia e na eficiência energética, reduzir, reaproveitar e reciclar materiais, investir em tecnologias de baixo carbono, melhorar o transporte público com baixa emissão de GEE, são algumas das possibilidades. E estas medidas podem ser estabelecidas através de políticas nacionais e internacionais de clima.
Preocupados com as mudanças no clima que estão ocorrendo no mundo, vários governantes e instituições traçam metas e planos a fim de evitar que as consequências sejam ainda mais graves.
1.4 Convenção Quadro das Nações Unidas
A Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, em inglês) é uma base de cooperação internacional em que os seus países membros buscam estabelecer políticas para reduzir e estabilizar as emissões de gases de efeito estufa em um nível na qual as atividades humanas não interfiram seriamente nos processos climáticos.
A primeira reunião aconteceu em 1992 durante a Eco 92, Conferência Internacional sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento no Rio de Janeiro, o texto da convenção foi assinado e ratificado por 175 países, reconhecendo a necessidade de um esforço global para o enfrentamento das questões climáticas. Com a entrada em vigor da Convenção do Clima, os representantes dos diferentes países passaram a se reunir anualmente para discutir a sua implementação, estas reuniões são chamadas de Conferências das Partes (COPs).
1.5 Protocolo de Quioto
O Protocolo de Quioto assinado é um tratado internacional que estipulou as metas de reduções obrigatórias dos principais gases de efeito estufa para o período de 2008 a 2012. Apesar da resistência por parte de alguns países desenvolvidos foi acordado o princípio da responsabilidade comum, porém diferenciada. Assim, os países desenvolvidos e industrializados (pertencentes ao Anexo I) por serem responsáveis históricos das emissões e por terem mais condições econômicas para arcar com os custos seriam os primeiros a assumir as metas de redução até 2012.
Em 2012, durante a COP 18 em Doha, quando estava previsto a finalização do Protocolo de Quioto, foi observado o não atingimento das metas por diversos países e o protocolo foi prorrogado até 2020. Em 2020, quando o Protocolo de Kyoto perder sua validade, espera-se que os países busquem um novo acordo com metas para todos os países, incluindo os países em desenvolvimento. Essa será a principal discussão da COP de 2015, em Paris.
1.6 Acordo de Paris
O Acordo de Paris é um documento, assinado em 2015 por 195 países, que tem como objetivo principal a tomada de medidas para lidar com as alterações climáticas. Esse acordo firma o compromisso entre os países de lutar para que o aumento da temperatura média do planeta fique abaixo de 2 ºC dos níveis pré-industriais.
Para garantir o sucesso do acordo, cada país participante construiu seus próprios compromissos. No caso do Brasil, por exemplo, o país comprometeu-se a reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 37% abaixo dos níveis, de 2005 até 2025. Para garantir que essa meta seja alcançada, o país comprometeu-se ainda a aumentar a participação de bioenergia sustentável na sua matriz energética e a realizar restaurações de mais de 10 milhões de hectares de florestas.
De acordo com a ONU, para que possamos limitar o aumento da temperatura global para abaixo de 2 ºC, é essencial que o mundo transforme seus sistemas de energia, indústria, transporte, alimentos, agricultura e silvicultura. Percebemos, portanto, que os esforços não são pequenos e que há a necessidade de que todas as nações abracem essa causa, a fim de garantirmos um planeta melhor para a nossa e as futuras gerações.
1.7 MDL
O Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL) é um instrumento que integra o Protocolo de Quioto e permite que os países desenvolvidos pertencentes ao Anexo I invistam em projetos para redução de emissões em países em desenvolvimento. As emissões reduzidas são contabilizadas e geram créditos de carbono que podem ser comercializadas no comércio de emissões. Este instrumento de mercado possibilita que os países que tenham obrigatoriedade de reduzir suas emissões possam comprar créditos de carbono de um país que já tenha atingido a sua meta, e, portanto, tem créditos excedentes para vender.
1.8 REDD
REDD é uma sigla que significa Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal, este mecanismo foi criado para incentivar que as florestas sejam preservadas para evitar o desmatamento e consequentemente as emissões de gases de efeito estufa. Este mecanismo surgiu em 2013, durante a Conferência das Partes em Bali na Indonésia, posteriormente incluíram no seu conceito atividades de conservação, manejo sustentável das florestas em países em desenvolvimento, denominado REED+ (REED plus, em inglês).
 Embora a Política Internacional de REDD ainda esteja em construção, já existe uma série de iniciativas no mundo que estão aplicando este mecanismo. No Brasil o WWF emparceria com o governo do Acre vem apoiando a construção do REDD no âmbito do programa de pagamentos por serviços ambientais. O REDD é uma importante ferramenta para os países com florestas nativas para contribuir para a conservação, redução do desmatamento e das emissões de gases de efeito estufa.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Conclui-se pelo trabalho desenvolvido que o aquecimento global para trazer diversos problemas para o planeta e a humanidade, pois, sendo ele um aumento na temperatura média dos oceanos e da camada de ar próxima à superfície da Terra, causada em virtude tanto por atividades naturais quanto antrópicas, suas consequências são catastróficas. Entre os principais efeitos esta o derretimento das geleiras, que causa o aumento dos níveis dos oceanos, e com isso podemos entender sua dimensão, porque além da perda das encostas com o avanço do mar, podemos vislumbrar a morte de inúmeras espécies pela elevação da temperatura marítima, a diminuição de água doce pela invasão do avanço da água salgada, bem como a ocorrência de catástrofes, tsunamis e enchentes. 
Ainda, vale ressaltar que a perda dos habitats naturais e a intervenção nas biodiversidades, são perdas irreparáveis, pois a extinção de uma espécie é o pior crime cometido pelo Homem. Por fim, destaca-se que existe diversos meios de controle governamentais e não-governamentais, no trabalho foram citados os principais que visam diminuir o impacto do aquecimento global, como o protocolo de Quioto e reduzir ao máximo a redução de carbono na atmosfera.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
· Ministério do Meio ambiente, efeito estufa e aquecimento global. Disponível em: Acesso em 20 de abril de 2020.
· AS MUDANÇAS CLIMÁTICAS, O que é Aquecimento Global? . Disponível em : . Acesso em 20 de abril de 2020.
· Mudanças climáticas. Disponível em: . Acesso em 20 de abril de 2020.

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