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Pergunta - 01 Clima urbano é a característica da sucessão do tempo ocorrida nos grandes centros urbanos, influenciados por questões encontradas nas cidades. Monteiro (1976) criou o Sistema Clima Urbano (S.C.U.) após estudar os problemas urbanos ligados ao clima no centro urbano da cidade metropolitana de São Paulo. Uma das características encontradas no S.C.U. são reações climáticas ligadas à impermeabilização do solo, ilha de calor, concentração de poluição, deslizamento de terra, entre outras. No entanto, essas características, apenas são classificadas dessa forma, pois existe uma falta de planejamento urbano e, principalmente, uma falta de plano de urbanização ligado ao número de habitantes concentrados, ou seja, políticas públicas urbanas, ligadas ao planejamento estratégico das cidades. Nesse sentido, diversos problemas sociais e políticos são atribuídos a fatores climáticos. Diariamente nos deparamos com manchetes em que a temática é relacionada ao problema causado pela chuva, pelo vento, pela seca. Nunca o problema é relacionado ao foco efetivo: a falta de planejamento e ações que fazem com que a cidade não seja vítima em contrapartida ao clima. Fonte: MONTEIRO C. A. de F. Teoria e Clima Urbano. São Paulo: IGEOG/USP, 1976. Diante do exposto, disserte sobre em que consistem os problemas do clima urbano, explicando o fenômeno da Inversão Térmica e seus impactos. Resposta – 01 Os problemas do clima urbano estão diretamente relacionados à maneira como as cidades foram e continuam sendo planejadas. Quando falamos sobre clima urbano, estamos nos referindo às alterações nas condições atmosféricas que ocorrem nas áreas urbanas, provocadas principalmente pela ação humana. O crescimento desordenado das cidades, sem um planejamento urbano adequado, resulta em fenômenos como a impermeabilização do solo, a criação das ilhas de calor, a poluição do ar e o aumento de deslizamentos de terra. Embora esses fenômenos sejam muitas vezes considerados desastres naturais, na realidade, são consequências da má gestão do espaço urbano e da falta de políticas públicas eficientes. Um exemplo clássico desses problemas é o fenômeno da inversão térmica, que é bastante comum em grandes centros urbanos. Normalmente, o ar quente tende a subir, enquanto o ar frio fica mais próximo do solo. Porém, durante uma inversão térmica, uma camada de ar quente se posiciona sobre o ar frio, impedindo que o ar mais frio e poluído se dissipe. Isso faz com que a poluição, como fumaça e gases, fique concentrada perto da superfície, prejudicando a qualidade do ar e causando sérios impactos à saúde da população, como doenças respiratórias. Na verdade, o problema não está na chuva ou no calor em si, mas na forma como construímos e organizamos as cidades sem considerar os efeitos do clima. Para mitigar esses problemas, é essencial que o planejamento urbano seja feito de maneira integrada com a climatologia, considerando as condições ambientais e suas consequências a longo prazo. Somente assim será possível prevenir desastres e melhorar a qualidade de vida nas cidades. PERGUNTA – 02 O aquecimento global tem preocupado o mundo. Os efeitos à saúde das pessoas já são sentidos, por meio de onda de calor, doenças de pele e pela distribuição de vetores de doenças, tais como a dengue no Brasil. Preocupados com essa questão, não é de hoje que a comunidade científica internacional tem estudado a relação existente entre a taxa de crescimento populacional e o impacto que isso causa ao meio ambiente. Com base nesse contexto, analise e disserte sobre os impactos que as mudanças climáticas têm provocado sobre a sociedade, relacionando-os com os padrões de consumo e produção mundial. RESPOSTA – 02 As mudanças climáticas têm causado impactos cada vez mais evidentes na sociedade, e o aquecimento global é um dos principais reflexos desse desequilíbrio. Já podemos perceber esses efeitos no nosso cotidiano, como ondas de calor intensas, aumento de doenças respiratórias e de pele, além da proliferação de vetores de doenças, como o mosquito da dengue, que se espalha mais facilmente devido às altas temperaturas e à má gestão da água nas cidades. Estudos em agroclimatologia mostram que esses fenômenos estão diretamente ligados à ação humana, especialmente aos padrões de produção e consumo adotados em todo o mundo. O uso excessivo de recursos naturais, a queima de combustíveis fósseis, o desmatamento e o descarte inadequado de resíduos são alguns dos fatores que contribuem para a emissão de gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO₂), que aquecem a atmosfera e alteram o equilíbrio climático do planeta. O crescimento populacional, por si só, não é o problema principal, mas sim o padrão de consumo que o acompanha. A lógica de “produzir mais para consumir mais” acaba pressionando o meio ambiente de maneira insustentável. Produzimos em grande escala, muitas vezes sem considerar os impactos ambientais, e consumimos além do necessário, o que resulta em desperdício e poluição.