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NR 18 Condições de Segurança e Saúde no Trabalho na Indústria da Construção 1 INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DO AMAPÁ Curso de Edificações Componente Curricular: Higiene e Segurança no Trabalho Professor Dr. Agostinho Alves de Oliveira Jr. ALTERAÇÕES NA NOVA NR 18 NR 18: Norma regulamentadora do Ministério do Trabalho que estabelece diretrizes voltadas ao ambiente de trabalho na indústria da construção. - Segurança do Trabalho - Ambiente seguro - Saúde do Trabalhador - Direitos e Deveres dos trabalhadores e empresa - Diminuição dos fatores de riscos relativos as atividades, meio ambiente e funções. Fonte: Treinasul 2 ALTERAÇÕES NA NR 18 Objetivo: “... estabelecer diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e de organização, que visam à IMPLEMENTAÇÃO DE MEDIDAS de CONTROLE e SISTEMAS PREVENTIVOS DE SEGURANÇA nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na indústria da construção. PROCESSO DE REVISÃO→ TRÊS PILARES Harmonização Simplificação Desburocratização NRs e normas técnicas Orientar projetos SST Clareza e objetividade formalidades e exigencias 3 NOVA NR 18 Campo de aplicação Se aplica às atividades da indústria da construção constantes da seção “F” do Código Nacional de Atividades Econômicas - CNAE e às atividades e serviços de demolição, reparo, pintura, limpeza e manutenção de edifícios em geral, e de manutenção de obras de urbanização. 4 Campo de aplicação NR 18 Se aplica às atividades da indústria da construção constantes da seção “F” do Código Nacional de Atividades Econômicas - CNAE e às atividades e serviços de demolição, reparo, pintura, limpeza e manutenção de edifícios em geral e de manutenção de obras de urbanização. Comunicação Prévia de Obras em sistema informatizado da Subsecretaria de Inspeção do Trabalho - SIT, antes do início das atividades, de acordo com a legislação vigente Fonte: CBIC 5 RESULTADOS DAS ALTERAÇÕES NA NOVA NR 18 • Texto mais enxuto e moderno; • Regras mais claras e objetivas; • Possibilidade de analisar e considerar as inovações tecnológicas; • Ambiente do trabalho melhorado e mais seguro; • Gestão dos riscos ocupacionais mais eficiente; • Possibilidade de melhores práticas de gestão e das regras de SST; • Adequação de SST em novos processos construtivos e equipamentos mais modernos; • Maior responsabilidade da gestão de empresa e profissionais de SST; • Elaboração e implementação do PGR. Manteve os princípios e porém aprimorou-se as práticas de segurança e saúde do trabalho na indústria da construção. 6 ALTERAÇÕES NA NOVA NR 18 Vigor: 03 de janeiro de 2022 - Portaria Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia Nº 3.733, DE 10 DE FEVEREIRO DE 2020 Mudanças: Deixará de ser uma NR de APLICAÇÃO e passará a ser uma norma de GESTÃO, “pois expõe”, claramente, os procedimentos a serem adotados para resguardar o trabalhador. Consequentemente, o novo texto aumenta as responsabilidades dos PROFISSIONAIS LEGALMENTE HABILITADOS . “Como fazer!!!” → mais liberdade para os profissionais que atuam no segmento “O QUE FAZER???” 7 ALTERAÇÕES NA NOVA NR 18 De forma geral as mudanças trouxeram regras mais claras, objetivas e de fácil entendimento, com menos detalhamento. Soluções alternativas existentes no mercado para a proteção dos trabalhadores: devido novas técnicas e materiais disponíveis face ao avanço tecnológico do setor da construção civil. NR 18 Nova NR 18 38 capitulos 17 capítulos 3 anexos 2 anexos 680 itens 402 itens Aplicação Gestão Gestão → Identificação dos Perigos e Avaliação dos riscos Adoção de medidas de controles adequadas 8 ALTERAÇÕES NA NOVA NR 18 Assim, vincula-se a necessidade de identificação dos perigos e avaliação dos riscos existente na execução das atividades/serviços e meio ambiente de trabalho Valoriza-se as soluções técnicas projetadas pelos profissionais legalmente habilitados Ao invés de fazer o que é dito → gestão dos riscos com mais eficiência Fonte: CBIC 9 O foco da mudança é no PLANEJAMENTO DAS ATIVIDADES e no uso de projetos que visem a proteção coletiva, conforme as etapas das obras. Aumentando as responsabilidades do profissionais legalmente habilitado. Quem são? • Trabalhador Habilitado é aquele profissional legal e previamente qualificado para a sua atividade com registro no Conselho de Classe profissional competente; • Capacitado→ recebe capacitação técnica ou sob chefia direta do HABILITADO • Qualificado → comprovação de curso especifico reconhecido pelo sistema oficial de ensino ALTERAÇÕES NA NOVA NR 18 10 Comunicação Prévia de Obras Comunicação sobre a realização/execução de obras à unidade regional do Ministério do Trabalho, antes do início das atividades. - Atualização dos dados → realidade da obra - Planejamento de fiscalizações ALTERAÇÕES NA NOVA NR 18 11 Torna-se obrigatório a elaboração e a implementação do GERENCIAMENTO DOS RISCOS OCUPACIONAIS em seus canteiros de obras, atendendo às etapas detalhadas na NR-01. “18.4.1 São obrigatórias a elaboração e a implementação do PGR nos canteiros de obras, contemplando os riscos ocupacionais e suas respectivas medidas de prevenção” Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) - ferramenta de gestão e deverá estar atualizado de acordo com a etapa em que se encontra o canteiro de obras, o que garantirá que as medidas de prevenção previstas possam ser revistas ao longo do andamento da obra e até mesmo alteradas. • Elaboração→ profissional legalmente habilitado • Implantação→ responsabilidade da organização ALTERAÇÕES SIGNIFICATIVAS NA NOVA NR 18 12 PGR substitui o PCMAT e PPRA? Um fator muito importante é o PGR substitui o PCMAT (Programa de condições do meio ambiente de trabalho na indústria da construção). canteiros de obras com até 7 m (sete metros) de altura e com, no máximo, 10 (dez) trabalhadores profissional qualificado em segurança do trabalho e implementado sob responsabilidade da organização. 13 O outro ponto é a contemplação dos riscos ocupacionais e suas respectivas medidas de proteção. PGR substitui o PCMAT e PPRA? 14 E as empreiteiras? Receberão INVENTÁRIOS DOS RISCOS, contemplados no PGR, de suas atividades, sem obrigações de implantação E as obras em andamento? Seguirão o previsto no PCMAT E as novas? Se adequaram a nova redação PGR substitui o PCMAT e PPRA? 15 Atendendo aos requisitos descritos na NR1 – Disposições gerais e gerenciamento dos riscos ocupacionais Documentos mínimos que integram o PGR PGR substitui o PCMAT e PPRA? 16 Outros documentos a integrarem o PGR: • Inventário dos riscos ocupacionais relativos às atividades desenvolvidas no canteiro de obras; • Plano de ação; • Inventário fornecido pelas empresas terceirizadas presentes no canteiro de obras; • Projeto da área de vivência do canteiro de obras (PLH); • Projeto das instalações elétricas temporárias do canteiro (PLH) • Projetos dos sistemas de proteção coletiva contra quedas (SPCQ) (PLH); • Projetos dos sistemas de proteção individual contra quedas (SPIQ), quando aplicável (PLH); Valorização das soluções técnicas projetadas por PLH; Harmonização de termos e exigências com a NR 35 (Essa harmonização também foi realizada com a NR 12, NR 20, NR 24 e NR 33, dentre outras) PGR substitui o PCMAT e PPRA? 17 Incentivo à busca por soluções alternativas / Inovação Empresas construtoras, regularmente registradas no Sistema CONFEA/CREA, sob responsabilidade de PLH em segurança do trabalho, poderão adotar soluções alternativas às medidas de proteção coletiva previstas na NR 18, técnicas de trabalho e o uso de equipamentos, tecnologias e outros dispositivos que: • propiciem avanço tecnológico em segurança, higiene e saúde dos trabalhadores; • objetivem a implementação de medidas de controle e de sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na indústria da construção; • garantam a realização das tarefas e atividades de modoseguro e saudável 18 Áreas de Vivência Elaboração projeto específico destinado às áreas de vivência (que integrará o PGR), nas condições especificadas pela nova redação da NR-18, por PLH. Na redação anterior da NR-18, eram necessárias apenas a elaboração de layout inicial e a atualização do canteiro de obras e/ou frentes de trabalho, contemplando inclusive previsão do dimensionamento das áreas de vivência (que integraria o PCMAT da obra). - Atendimento das exigências da NR-24 – condições Sanitárias e de conforto nos locais de trabalho (norma especial), no que for cabível Normatiza o uso de banheiro com tratamento químico em frentes de serviço Estabeleceu a proibição do uso de contêineres originalmente utilizados para transporte de cargas em áreas de vivência → vigor após 24 meses da vigência de NR nova • Somente para armazenamento de materiais 19 O que mudou ? - Retirada do processo de construção dessas áreas → informações específicas → NR24 - conjunto de bacia sifonada (dotado de assento com tampo) e mictório → 1 para 20 funcionários ou fração - a proporção do chuveiro → 1 para cada 10 funcionários ou fração - Antes era descrito em detalhes sobre essas áreas → de como deveria ser - Instalação sanitária de até 50 metros de distância do posto de trabalho do operador da grua ou , na impossibilidade →no mínimo, quatro intervalos para cada turno de trabalho diário para atender às necessidades fisiológicas do operador. → antes não existia era geral na frente de trabalho - Remoção de exigência de ambulatório Áreas de Vivência 20 Quais melhorias? Já que não se fala mais em como fazer e qual material. Ao estabelecer a necessidade de elaboração de projeto específico destinado às áreas de vivência e eventuais frentes de trabalho por PLH: • possibilita potenciais ganhos com a qualidade das instalações • “Exige” que as elaborações atendam às premissas estabelecidas por normas técnicas e códigos de obras. • possibilita maior liberdade na adoção de soluções construtivas para as áreas de vivência. A permissão de banheiro com tratamento químico contribui significativamente para o fornecimento dessa instalação em frentes de trabalho. Áreas de Vivência 21 Medidas Contra quedas de altura “18.9.1 É obrigatória a instalação de proteção coletiva onde houver risco de queda de trabalhadores ou de projeção de materiais e objetos no entorno da obra, projetada por PROFISSIONAL LEGALMENTE HABILITADO” Além de disposições gerais sobre essa temática, esse capítulo apresenta dispositivos específicos a respeito das seguintes medidas de prevenção: • fechamento provisório ou sistema de proteção contra quedas em aberturas nos pisos; 22 • anteparos rígidos – 1,20 m no minimo; • sistema de guarda-corpo e rodapés; • plataformas de proteção primárias, secundárias e terciárias; • redes de segurança. - Devem resistir aos impactos de quedas de objetos - Serem mantidas em adequado estado de conservação - Sem sobrecarga que prejudique a estabilidade da estrutura Medidas Contra quedas de altura 23 Escadas e Rampas 18.8.1 É obrigatória a instalação de escada ou rampa para transposição de pisos com diferença de nível superior a 0,4 m (quarenta centímetros) como meio de circulação de trabalhadores. 18.8.2 A utilização de escadas e rampas deve observar os seguintes ângulos de inclinação: a) para rampas, ângulos inferiores a 15° (quinze graus); b) para escadas móveis, ângulos entre 50° (cinquenta graus) e 75° (setenta e cinco graus), ou de acordo com as recomendações do fabricante; c) para escadas fixas tipo vertical, ângulos entre 75° (setenta e cinco graus) e 90° (noventa graus) 24 • 18.8.3 É obrigatória a instalação de passarelas quando for necessário o trânsito de pessoas sobre vãos com risco de queda de altura. - traz especificações a serem atendidas para escada fixa de uso coletivo, escada fixa vertical, escadas portáteis e escada portátil extensível; - Não especifica o material a ser utilizado para produção de escadas, rampas e passarelas. - as passarelas passam a ser obrigatórias quando for necessário o trânsito de pessoas sobre vãos com risco de queda de altura. - Para uso coletivo devem no mínimo 80cm de largura degraus com altura máxima de 20cm, patamar intermediário a cada 2,9m A NR-18 trata com detalhes as exigências específicas para os diversos tipos de escadas (fixa de uso coletivo, fixa vertical, portáteis), rampas e passarelas. Em meio a isso, será exigido escadas com degraus antiderrapantes no prazo de até 24 meses da vigência Escadas e Rampas 25 Máquinas, equipamentos e ferramentas Estabelece a obrigatoriedade de que máquinas e equipamentos atendam ao disposto na NR-12 (Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos). Estabelece a obrigatoriedade de que obras com altura igual ou superior a 10 metros instalem máquina ou equipamento de transporte vertical motorizado de materiais Normatiza o uso de grua de pequeno porte Cabine de comando devem ser climatizadas a) raio máximo de alcance da lança de 6 m b) altura máxima da torre de 6 m acima da laje em construção →PLANO DE CARGA: • diferentes tipos de aparelhos de guindar • Não somente para as gruas 26 Estabelece que máquina autopropelida com massa (tara) igual ou inferior a 4.500 kg possua posto de trabalho protegido contra queda e projeção de objetos e contra incidência de raios solares e intempérie MÁQUINA AUTOPROPELIDA ou automotriz: é aquela que se desloca em meio terrestre com sistema de propulsão próprio Vigor: 36 meses máquinas novas 60 meses maquinas usadas Máquinas, equipamentos e ferramentas 27 • obrigatoriedade do uso de máquina ou equipamento motorizado para transporte de materiais→ altura igual ou superior a 10 metros - evitar o deslocamento de materiais de forma braçal, por meio de escadas - pode propiciar ganhos de produtividade Obrigatório a elaboração de projeto por PLH → montado em estrutura metálica estável Máquinas, equipamentos e ferramentas 28 Transporte vertical de pessoas por elevador • edificações com altura igual ou superior a 24 metros → considerando subsolos - deverá ser instalado no máximo a partir de 15 metros de deslocamento vertical - Torna-se obrigatória a instalação de máquina ou equipamento de transporte vertical motorizado de materiais nas obras com altura igual ou superior a 10 metros - Proibido o uso de elevador tracionado a cabo - Afastamento máximo 20cm do corpo da torres → considerar acrescimento de esforços das rampas na torre → anterior 60cm - Barreiras físicas entre carga e o trabalhador → altura de 1,80m no mínimo Máquinas, equipamentos e ferramentas 29 Etapas da Obra Estabelece a elaboração de projeto, por PLH, responsável em determinar as condições de execução de cada processo construtivo de forma mais segura, com avaliação dos riscos e suas medidas de proteção • demolição; • Escavação • fundação e desmonte de rochas; • carpintaria e armação; • estrutura de concreto; • estruturas metálicas; • trabalho a quente; • serviços de impermeabilização; • telhados e coberturas. Escavação com altura maior de 1,25m → liberada e ter proteção por meio de taludes e escoramento, dita pelo PLH deve levar em conta a: característica do solo, as cargas atuantes, os riscos a que estão expostos os rabalhadores e as medidas de prevenção 30 Tubulões escavados manualemente • Profundida máxima de 15 metros→ vigor: 6meses da vigência • Diâmetro mínimo de 90cm • Encamisamento do fustes→ extensão • Capacitação dos trabalhadores → NR 33 (Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados) e NR-35 (Trabalho em Altura) • Proibido o uso de tubulão de ar comprimido→ vigor: 24meses Etapas da Obra 31 Demolição • Obrigatório elaboração Plano de Demolição • as linhas de fornecimento de energia elétrica, água, inflamáveis líquidos e gasosos liquefeitos, substâncias tóxicas, canalizações de esgoto e de escoamento de água e outros; • as construções vizinhas à obra; • a remoção de materiais e entulhos; • as aberturas existentes nopiso; • as áreas para a circulação de emergência; • a disposição dos materiais retirados; • a propagação e o controle de poeira; • o trânsito de veículos e pessoas. Etapas da Obra 32 Medidas de Proteção EPI’s. O PGR, além de contemplar as exigências previstas na NR-01, deve conter os seguintes documentos: 18.4.3 e) relação dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e suas respectivas especificações técnicas, de acordo com os riscos ocupacionais existentes. 33 REFERÊNCIAS • Nova Redação da Norma Regulamentadora NR 18, Ministério da Economia, 2020. • Guia Orientativo – Áreas de vivência – Guia para Implantação de áreas de Vivencia nos canteiros de Obras. CBIC, 2022. • Nova NR-18 – informativo sobre a norma regulamentadora da indústria da construção – CBIC, 2021. 34