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1 Universidade Paulista-UNIP Relatório de aulas práticas Curso: Enfermagem Disciplina: Avaliação Clínica e Psicossocial em Enfermagem Nome Do Aluno: Ines Aparecida De Oliveira Prosenevcz Matricula: 2457926 Polo: Juina-MT Data: 04\06\25 Juina -MT 2 Introdução O exame físico constitui uma etapa essencial no processo de cuidado em saúde, sendo não apenas um instrumento técnico de identificação de sinais e sintomas, mas também um momento privilegiado de escuta qualificada e de atenção sensível às singularidades de cada indivíduo. Este roteiro propõe uma abordagem sistematizada e humanizada dos principais procedimentos avaliativos empregados na prática clínica, fundamentando-se na premissa de que a competência técnica deve caminhar junto à empatia e ao respeito à pessoa assistida. Inicialmente, contempla-se a compreensão da engenharia de ação de armas, temática de relevância particular nos contextos de urgência e emergência, onde o reconhecimento dos mecanismos de lesão se torna imprescindível para uma intervenção segura e eficaz, voltada à preservação da vida e da integridade física do paciente. Na sequência, aprofunda-se o estudo dos sinais vitais, indicadores clínicos fundamentais do estado fisiológico. A mensuração da pressão arterial, da frequência cardíaca e respiratória, da temperatura corporal e da saturação de oxigênio permite identificar, de maneira precoce, alterações hemodinâmicas e metabólicas que refletem o equilíbrio ou a instabilidade do organismo. A análise dos dados antropométricos em adultos revela-se igualmente indispensável, pois fornece subsídios para avaliar o estado nutricional, a composição corporal e os riscos associados a alterações metabólicas, contribuindo para uma compreensão ampliada e integrada da saúde. Dando continuidade, aborda-se a avaliação neurológica, essencial para detectar alterações funcionais do sistema nervoso central e periférico. A observação do nível de consciência, dos reflexos, da sensibilidade e da resposta motora oferece informações valiosas para a formulação de condutas que assegurem a autonomia, a segurança e o bem-estar do paciente. 3 A avaliação da região de cabeça e pescoço possibilita a identificação de alterações anatômicas e funcionais por meio da inspeção e palpação criteriosa de estruturas como olhos, ouvidos, cavidade oral, fossas nasais, linfonodos cervicais e glândulas, sempre com atenção à individualidade e ao conforto da pessoa em atendimento. No exame cardio-circulatório, busca-se avaliar a eficiência da função cardíaca e da perfusão tecidual, por meio da verificação dos pulsos periféricos, da ausculta cardíaca e da observação de sinais clínicos que possam indicar comprometimentos hemodinâmicos, com vistas à prevenção de agravos e ao manejo adequado das condições detectadas. A avaliação respiratória demanda olhar atento aos movimentos torácicos, aos sons pulmonares e à presença de desconforto respiratório, com o objetivo não apenas de identificar alterações, mas também de orientar intervenções que promovam alívio dos sintomas e suporte ventilatório apropriado. No que tange à avaliação abdominal, objetiva-se reconhecer sinais clínicos de alterações nos órgãos internos, como distensões, massas, dor localizada e manifestações sugestivas de processos infecciosos ou inflamatórios, sempre com abordagem acolhedora e respeitosa aos limites do paciente. Inclui-se também a avaliação clínica das mamas, procedimento relevante para a detecção precoce de alterações, bem como para o fortalecimento das práticas de autocuidado, da prevenção e da promoção da saúde. Adicionalmente, contempla-se o exame dos órgãos genitais externos femininos e masculinos, os quais devem ser conduzidos com rigor técnico, sensibilidade ética e empatia, reconhecendo-se a vulnerabilidade envolvida e a necessidade de criar um ambiente seguro e respeitoso que favoreça a confiança e o acolhimento. Por fim, a avaliação do sistema urinário possibilita a identificação de sinais e sintomas indicativos de disfunções, infecções ou desconfortos, contribuindo para um diagnóstico. clínico mais preciso e, sobretudo, para a consolidação de um cuidado integral, centrado nas necessidades e no contexto de vida de cada paciente. 4 Roteiro 01 Higienização das Mãos e Técnica de Calçamento de Luvas Estéreis A higienização adequada das mãos constitui uma das estratégias mais eficazes na prevenção e controle de infecções, sobretudo em ambientes assistenciais. Essa prática pode ser classificada em duas modalidades principais, conforme a situação clínica e a condição visível das mãos. 1. Lavagem das mãos com água e sabão (higiene simples) Indicada principalmente quando as mãos estiverem visivelmente sujas ou após o uso de sanitários, essa forma de higienização envolve os seguintes passos: Remover adornos como anéis, pulseiras e relógios; Molhar as mãos com água corrente; Aplicar quantidade suficiente de sabão; Ensaboar cuidadosamente todas as superfícies das mãos, incluindo palmas, dorso, espaços interdigitais, polegares, pontas dos dedos e punhos; Friccionar por, no mínimo, 40 a 60 segundos; Enxaguar abundantemente com água; Secar com papel toalha descartável; Utilizar o papel toalha para fechar a torneira, quando necessário, a fim de evitar recontaminação. 2. Higienização com preparação alcoólica (álcool etílico a 70%) Recomendada quando as mãos não apresentam sujeira visível, essa técnica apresenta alta eficácia antimicrobiana e deve seguir as etapas abaixo: 5 Aplicar entre 3 a 5 mL de álcool gel nas mãos; Friccionar todas as áreas das mãos — palmas, dorso, entre os dedos, polegares, pontas dos dedos e punhos — por, no mínimo, 20 a 30 segundos; Permitir a secagem natural do produto, sem o uso de papel ou enxágue com água. Técnica Asséptica para Calçamento de Luvas Estéreis A utilização de luvas estéreis é essencial em procedimentos invasivos ou cirúrgicos, devendo seguir rigorosamente os princípios da técnica asséptica, a fim de garantir a manutenção da esterilidade durante o manuseio. Procedimento: Realizar a higiene das mãos conforme as orientações anteriormente descritas; Abrir o invólucro das luvas estéreis sobre uma superfície limpa, preservando a integridade asséptica do conteúdo; Com a mão dominante, segurar a luva correspondente à mão contrária pela face interna do punho (a qual estará em contato com a pele), calçando-a cuidadosamente sem tocar na parte externa. Com a mão já enluvada, introduzir os dedos sob a dobra da segunda luva, evitando contato com sua superfície externa, e calçá-la com atenção; Ajustar ambas as luvas tocando apenas superfícies estéreis, ou seja, parte externa com parte externa; Após o calçamento, evitar o contato com quaisquer superfícies não estéreis, de modo a manter a segurança do procedimento. 6 Roteiro 2 Os sinais vitais são medidas básicas utilizadas para avaliar as funções vitais do corpo humano. Eles indicam o equilíbrio fisiológico do organismo e são essenciais na detecção precoce de alterações clínicas. 1. Temperatura Corporal A temperatura corporal reflete o equilíbrio entre a produção e a perda de calor pelo corpo. Alterações podem indicar infecções ou problemas metabólicos. Valor normal (adulto): 36,0°C a 37,2°C Febre (hipertermia): acima de 37,8°C Hipotermia: abaixo de 35°C Locais de aferição: axilar (mais comum), oral, retal (mais precisa), timpânica (ouvido), frontal (testa) Instrumentos: termômetro digital, infravermelho ou de mercúrio (em desuso) Observação: A temperatura pode variar conforme o horário, atividade física, ingestão de alimentos ou medicamentos. 2. FrequênciaCardíaca (Pulso) A frequência cardíaca é o número de batimentos do coração por minuto. Avalia a função cardíaca e circulatória. Valor normal (adulto em repouso): 60 a 100 batimentos por minuto (bpm) Taquicardia: > 100 bpm (pode indicar febre, ansiedade, dor, esforço físico, entre outros). Bradicardia: 20 rpm (respiração acelerada) Bradipneia: 0,90 Mulheres > 0,85 6. Dobras Cutâneas O que são: medem a espessura da gordura subcutânea em locais específicos (tríceps, abdome, coxa, etc.) Instrumento: adipômetro (compasso de dobras) Importância: estimam a porcentagem de gordura corporal 7. Perímetros corporais Exemplos: circunferência do braço, da panturrilha, do pescoço Usos: avaliação de massa muscular, nutrição proteica e força 易 Aplicações dos Dados Antropométricos Avaliação e acompanhamento nutricional Diagnóstico de obesidade, desnutrição e sarcopenia Cálculo de doses de medicamentos (ex: quimioterapia) 13 Planejamento de dietas e exercícios Triagem de riscos cardiovasculares e metabólicos Controle de crescimento e envelhecimento saudável 14 Roteiro 4 PRINCIPAIS COMPONENTES DA AVALIAÇÃO NEUROLÓGICA 1. Nível de consciência Avalia o estado de alerta e a resposta do paciente ao ambiente. Escala de Glasgow: mede a resposta ocular, verbal e motora (pontuação de 3 a 15). 15: alerta e orientado os principais aspectos que compõem a avaliação de cabeça e pescoço: 1. Cabeça Inspeção: O Forma e simetria do crânio. O Presença de lesões, hematomas, deformidades, alopecia ou massas. O Avaliação do couro cabeludo e cabelo (quantidade, distribuição, textura). Palpação: O Sensibilidade, deformidadess ou massas óssea. O Palpação das articulações temporomandibulares (ATM): avaliar dor ou estalidos. 2. Cara de Cara Inspeção em Português O Simetria facia (buleira) O Presença de edema, lesões, erupções cutâneas, paralisia ou movimentos anormais. O Expressões faciais (ex: avaliação do nervo facial - VII par craniano). 19 3. Olhos em Portugal Inspeção externa: O Pálpebras, cílios, esclera, conjuntivas. O Presença de icterícia, hiperemia, secreções. Testes funcionais básicos: O Acuidade visual (teste de Snellen). O Reflexo pupilar (resposta à luz e ac O Movimentos oculares (pares cranianos III, IV e VI). 4. Ouvidos em Inspeção e palpação: O Aurículas e região retroauricular. O Presença de secreções, dor, lesões ou deformidades. Otoscopia : O Avaliação do conduto auditivo externo e membrana timpânica. Testes de audição: O Teste de Rinne e Weber com diapasão. 5. Nariz e seios paranasais Inspeção externa e interna: O Simetria, desvio de septo, presença de pólipos, secreções ou sangramentos. O Palpação dos seios maxilares e frontais para dor à percussão. 6. Boca e orofaringe Eu a vi um: O Lábios, mucosa oral, língua, dentes, gengivas, palato, úvula e amígdalas. 20 O Presença de lesões, placas, halitose ou alterações da cor da mucosa. Avaliação do nervo hipog O Movimentos da língua. 7. Pescoço (Tradução) Inspeção : O Simetria, tônus muscular, presença de massas, abaulamentos ou retrações. Palpação em: O Glândula tireoide (aumento, nódulos, sensibilidade). O Linfonodos cervicais (localização, tamanho, mobilidade, consistência, dor). O Traqueia (centralização ou desvio). O Glândulas parótidas e submandibulares. Movimentos cervicais: O Amplitude de movimento, dor, rigidez. Importância Clíni (Importâncias) A avaliação de cabeça e pescoço é essencial para detectar: Infecções Neoplasias Distúrbios endócrinos Doenças neurológicas: como paralisia facial periférica (ex: paralisia de Bell). Distúrbios linfáticos: linfadenopatias podem indicar infecção ou malignidade. 21 ROTEIRO: 06 AVALIAÇÃO CARDIOCIRCULATÓRIA A avaliação cardiocirculatória é um procedimento clínico essencial utilizado para investigar o funcionamento e a integridade do sistema cardiovascular, que compreende o coração e os vasos sanguíneos. Seu principal objetivo é identificar alterações ou disfunções, sejam elas de origem fisiológica ou patológica, permitindo um diagnóstico preciso e, quando necessário, a intervenção precoce. Esse processo pode ser conduzido por meio de abordagens clínicas, laboratoriais e com o auxílio de exames complementares. Entre os principais componentes dessa avaliação, destacam-se: Anamnese e exame físico: A etapa inicial envolve uma escuta atenta aos relatos do paciente, considerando sintomas como falta de ar (dispneia), dor no peito, palpitações e cansaço. O exame físico inclui a ausculta cardíaca, a aferição da pressão arterial e a avaliação dos pulsos periféricos, oferecendo os primeiros indícios sobre o estado cardiovascular. Exames laboratoriais: Substâncias como as troponinas, o peptídeo natriurético tipo B (BNP) e o perfil lipídico fornecem informações relevantes sobre possíveis lesões no músculo cardíaco, insuficiência cardíaca ou alterações metabólicas, como dislipidemias. Exames de imagem e testes funcionais: o Eletrocardiograma (ECG): Permite analisar a atividade elétrica do coração, sendo fundamental para a detecção de arritmias, isquemias e outras anormalidades. o Ecocardiograma: Utiliza imagens em tempo real para observar a estrutura e a função cardíaca, avaliando válvulas, cavidades e a fração de ejeção. o Teste ergométrico: Avalia o desempenho do sistema cardiovascular durante o esforço físico, sendo útil tanto na detecção de doença arterial coronariana quanto na análise da capacidade funcional. 22 o Holter e MAPA: Monitoram continuamente, ao longo de 24 horas, a atividade elétrica cardíaca e a pressão arterial, respectivamente, identificando alterações que possam passar despercebidas em exames pontuais. Avaliação hemodinâmica invasiva: Em casos específicos, pode ser necessário realizar o cateterismo cardíaco, que permite o estudo direto das artérias coronárias e das pressões nas câmaras cardíacas, sendo um exame de grande precisão diagnóstica. A avaliação cardiocirculatória representa, portanto, um recurso indispensável tanto na prevenção quanto no diagnóstico e acompanhamento de doenças cardiovasculares. Dada sua relevância, especialmente frente à alta taxa de morbimortalidade associada a essas condições, sua realização cuidadosa é um passo essencial na promoção da saúde e na melhoria da qualidade de vida dos pacientes. Manifestações clinicas A avaliação cardiocirculatória constitui um componente essencial da prática clínica, sendo fundamental para a identificação de sinais e sintomas associados a doenças cardíacas e vasculares. A seguir, detalham-se os principais quadros clínicos observados nesse contexto, com ênfase em suas características diagnósticas: Dor torácica Trata-se de uma sensação de dor ou desconforto localizada no tórax, com possibilidade de irradiação para o braço esquerdo, mandíbula, pescoço ou dorso. A dor torácica é frequentemente relacionada à doença arterial coronariana (DAC) ou ao infarto agudo do miocárdio (IAM). Aspectos clínicos relevantes incluem o tipo de dor (pressão, queimação), sua duração, os fatores desencadeantes (como esforço físico ou estresse emocional) e os fatores de alívio, tais como repouso ou administração de nitratos. Dispneia (falta de ar) Refere-se à sensação de dificuldade respiratória, sendo um sintoma comum em condições como insuficiência cardíaca, valvopatias e miocardiopatias. A dispneia pode manifestar-se de diferentes formas: 23 De esforço: desencadeada por atividades físicas leves ou moderadas. Ortopneia: ocorre ao se deitar, aliviando-se com a elevação do tronco. Dispneia paroxística noturna: caracteriza-se por episódios súbitos de dificuldade respiratória durante o sono, que levam o paciente a despertar com sensação de sufocamento. Palpitações Consistem na percepção consciente dos batimentos cardíacos, que podem ser descritos como acelerados, intensos ou irregulares. São comumente associadas a arritmias, como fibrilação atrial, extrassístoles e taquicardias. A presença de palpitações pode indicar alterações no ritmo ou na condução elétrica do coração, sendo, portanto, um sinal clínico relevante. Edema periférico Caracteriza-se pelo acúmulo anormal de líquido nos tecidos, especialmente nos membros inferiores, como tornozelos e pés. Está frequentemente relacionado à insuficiência cardíaca direita ou à retenção hídrica. O edema costuma ser mole e depressível à digitopressão, sendo um indicativo importante de sobrecarga volêmica. Síncope e pré-síncope A síncope corresponde à perda súbita e transitória da consciência, enquanto a pré- síncope refere-se à sensação iminente de desmaio. Esses sintomas podem decorrer de arritmias, obstruções ao fluxo sanguíneo ou hipotensão ortostática. Em determinados casos, especialmente quando associados a cardiopatias estruturais, podem representar risco elevado de morte súbita. Cianose e palidez A cianose é definida pela coloração azul-arroxeada da pele e/ou mucosas, indicando hipóxia tecidual. Já a palidez corresponde à redução da coloração cutânea, sugerindo perfusão periférica inadequada. Ambas podem ser manifestações de choquecardiogênico, insuficiência cardíaca avançada ou cardiopatias congênitas. Alterações dos sinais vitais A presença de hipotensão ou hipertensão arterial, taquicardia, bradicardia, bem como pulso irregular ou de baixa amplitude, são alterações que frequentemente 24 acompanham distúrbios cardiocirculatórios e merecem avaliação criteriosa no exame físico, pois fornecem indícios relevantes para o diagnóstico e estratificação de risco dos pacientes. Inspeção A inspeção é basicamente o ato de olhar com atenção o paciente. É como se o profissional de saúde fosse um “detetive visual”, observando tudo que o corpo mostra, de forma bem cuidadosa e detalhada. A cor da pele — se está muito pálida, azulada (cianose), amarelada (icterícia). A presença de feridas, manchas, machucados ou sinais de inflamação. Deformidades no corpo, inchaços (edema), assimetrias no corpo ou movimentos involuntários, como tremores. Tudo isso acontece num lugar bem iluminado, para que nada passe despercebido. E, claro, o paciente precisa estar com roupas que permitam essa visualização, tipo a parte do corpo que será examinada descoberta. A inspeção ajuda a identificar sinais visuais que indicam problemas de saúde. Por exemplo, uma pele azulada pode mostrar falta de oxigênio, a icterícia pode indicar problemas no fígado, e o edema pode ser sinal de coração ou rins comprometidos. Além disso, a inspeção ajuda o médico a decidir quais exames fazer depois e pode evitar procedimentos mais invasivos, porque já dá uma boa ideia do que está acontecendo só de olhar. Palpação A palpação é a técnica de tocar, sentir e “investigar” com as mãos o corpo do paciente. É como se as mãos fossem usadas para descobrir coisas que os olhos não conseguem ver, como textura, temperatura, se está duro ou mole, se dói, etc. O profissional usa diferentes partes da mão, como as pontas dos dedos, a palma ou a borda, para explorar a região que quer examinar. Ele pode apertar com leveza ou 25 pressionar mais fundo, dependendo do que precisa sentir. Tem palpação superficial, para ver se a pele está sensível ou diferente, e palpação profunda, que serve para sentir órgãos internos, nódulos ou possíveis massas. Palpar o pulso para sentir batimentos. Palpar os linfonodos (ínguas) para ver se estão aumentados ou doloridos. Palpação da barriga para encontrar dores, inchaços ou órgãos maiores do que o normal. A palpação permite identificar coisas que não aparecem só de olhar, como inchaços iniciais, dores localizadas, consistência anormal de tecidos ou se uma massa está fixa ou se mexe. Ela ajuda a delimitar exatamente onde está o problema e como ele é, ajudando o médico a entender melhor o que está acontecendo e a decidir os próximos passos para o diagnóstico. 26 ROTEIRO 07 AVALIAÇÃO RESPIRATÓRIA A avaliação respiratória constitui uma etapa essencial na prática clínica, sendo indispensável para a identificação de disfunções pulmonares e para o direcionamento de condutas terapêuticas. Esse processo é composto por diversas fases complementares que, em conjunto, oferecem uma visão abrangente da condição respiratória do paciente. A anamnese clínica é o ponto de partida da avaliação e envolve uma entrevista detalhada que contempla as queixas respiratórias atuais, o histórico de doenças pulmonares prévias (como asma, DPOC e pneumonia), alergias, tabagismo, além de aspectos familiares, ocupacionais e uso de medicamentos ou tratamentos anteriores. A inspeção, realizada por meio da observação visual, permite avaliar a frequência e o padrão respiratório, o uso de musculatura acessória, sinais de esforço respiratório como tiragem intercostal e batimento de asa do nariz, além de alterações como cianose e deformidades torácicas, como o tórax em tonel, característico da DPOC. A palpação é empregada para examinar a expansibilidade torácica, identificando possíveis assimetrias, e para detectar o frêmito toracovocal, cuja presença ou ausência pode indicar alterações como consolidação pulmonar, derrame pleural ou pneumotórax. A percussão, realizada com os dedos sobre a parede torácica, permite avaliar a sonoridade pulmonar. Sons normais indicam pulmões arejados, enquanto macicez pode sugerir consolidação ou derrame pleural, e o timpanismo pode estar associado à hiperinsuflação pulmonar ou pneumotórax. A ausculta pulmonar, feita com estetoscópio, visa identificar os sons respiratórios, como murmúrios vesiculares (normais), estertores (comuns em pneumonia e fibrose), sibilos, roncos (associados à presença de secreções) e atrito pleural, indicativo de inflamação da pleura. 27 A avaliação funcional pode incluir exames como espirometria, oximetria de pulso (para medir a saturação de oxigênio), gasometria arterial e testes de esforço, como o teste de caminhada de seis minutos, que mede a tolerância ao exercício. Além disso, o uso de escalas clínicas, como a escala de Borg para dispneia e a classificação GOLD para DPOC, contribui para a padronização e o acompanhamento da evolução clínica. A avaliação respiratória permite o diagnóstico precoce de alterações pulmonares, o monitoramento da progressão de doenças respiratórias e o embasamento para intervenções terapêuticas adequadas. Sua aplicação eficaz reduz complicações, especialmente em pacientes críticos hospitalizados, como os internados em unidades de terapia intensiva (UTI). 28 ROTEIRO 08 AVALIAÇÃO ABDOMINAL A avaliação abdominal, ela é feita com o paciente deitado, e costuma seguir quatro etapas principais: 1. Inspeção O profissional observa a aparência da barriga — se está inchada, se há cicatrizes, veias aparentes, movimentos estranhos ou qualquer alteração visível. Às vezes, só de olhar, já dá pra perceber sinais importantes. 2. Ausculta (Ausculta) Aqui, o estetoscópio entra em cena. O profissional escuta os sons produzidos pelo intestino (os chamados “ruídos hidroaéreos”). Esses sons dizem muito: se estão aumentados, pode ser sinal de diarreia; se estão ausentes, pode haver algo mais sério, como uma obstrução intestinal. 3. Palpação É o famoso “apertar a barriga”. De forma delicada, o profissional pressiona a região abdominal para verificar se há dor, massas, rigidez ou outros sinais que possam indicar problemas. Existem dois tipos: a palpação superficial (mais leve) e a profunda (mais intensa). 4. Percussão Nessa etapa, o profissional dá leves batidinhas na barriga com os dedos para perceber se há acúmulo de ar, líquidos ou massas. Cada som tem um significado e ajuda a formar o diagnóstico. Para uma boa avaliação, é bom: Estar relaxado; Deitado (mas sempre com privacidade e respeito); Ter esvaziado a bexiga, se; 29 Avisar o profissional se com dor que se se sentir desconforto. A dor na namalha, sem dúvida, um dos sintomas mais comum como as pessoas, corsé, mas ela ter causa muitas diferentes. Nem toda dor abdominal é igual, e o entendela, a localização e a ajuda é um meio de-mail descobrir a que está acontecendo. dor difusa: a dor não ficar em um ponto, mas espalhada por toda a barriga. Isso pode acontecer causa de gases,ções no no-sujo não é das infecções dime que aícara áreas. Dor Dor no lado inferior direito ser sinal de apendicite (inflamação do apêndice). Dor no superior do lado direito estar à vesícula biliar ou ao fígado. Além disso, um dor pode no in dam-sete - quesor pode pode, uma cólica forte ou dar pontadas - e cada tipo melhor ajudar melhor a origem a problema. Náuseas e vômitos Sentir vontade de vomitar ou vomitar realmentear na algo no estômago ous no intestino não está direito. Mudanças no intestino Diarreia: fezes líquidas e as frequentes e as frequentes, que podem ser causada por infecçõesou inflamações. Constipação: dificuldade para ir ao banheiro ou fazer pouco volume, que pode ser uma serena de obstrução ou de problemas. Sangue nas fezes: sempre um sinal de alerta, pois pode indicar lesões ou inflama queções queções é investigação. Febre Perda de apetite e emagrecimento: Sensação de peso ou cheia: Muita gente sente a barriga pesada ou cheia mesmo sem ter comido muito, o que pode ser causado por problemas digestivos ou acúmulo de líquidos.Massa ou 30 nódulo Ao tocar a barriga, o profissional pode sentir uma “bolinha” ou uma área mais dura, que pode ser um cisto, tumor ou algum órgão aumentado. 31 ROTEIRO 09 EXAME CLINICO DAS MAMAS ANAMNESE No início do exame, o médico conversa com a paciente para entender melhor sua história de saúde. Ele pergunta sobre informações pessoais e familiares importantes, além dos sintomas que a paciente possa estar sentindo, como dor nas mamas, presença de nódulos, saída de secreção pelo mamilo, uso de medicamentos, idade em que teve a primeira menstruação (menarca), se já entrou na menopausa, entre outros detalhes que ajudam a montar um panorama completo da saúde mamária. Inspeção A paciente fica sentada ou em pé, em uma posição confortável, para que o médico possa observar as mamas com atenção. Ele avalia: Se as mamas estão simétricas, ou seja, se são do mesmo tamanho e formato; Alterações na pele, como verrugas, feridas, retrações (afundamentos), inchaços (edema) ou uma textura que lembra a casca de laranja; Mudanças no mamilo, como se ele está retraído (puxado para dentro), se houve uma inversão recente ou se há saída de algum tipo de secreção; Se semente massa ou caroço visível. Às vezes, o médico pede para a paciente fazer alguns movimentos, como levantar os braços, pressionar as mãos contra os quadris ou inclinar o corpo para frente. Esses gestos ajudam a destacar possíveis alterações na pele ou no formato das mamas. Palpação Com a paciente deitada, o médico examina cuidadosamente toda a mama, incluindo as regiões próximas, como a parte superior do tórax (quadrante superior 32 externo) e a axila. A paciente posiciona o braço do lado examinado atrás da cabeça para facilitar a palpação. O médico usa as pontas dos dedos para fazer movimentos circulares, sentindo qualquer nódulo, área endurecida ou dolorosa. Ele também verifica os linfonodos da axila para perceber se estão aumentados ou com alguma alteração. Exame dos Mamilos O médico suavemente o mamilo verificar para se sai se sai secreção, observando um cor e quantidade, pois o pois isso é indicar pode alteração. 33 ROTEIRO 10 EXAME CLINICO DOS ÓRGÃOS GENITAIS EXTERNOS FEMININOS 1. Inspeção da região externa (genitália externa) Aqui, o médico vai observar com cuidador uma parte externa dos genitais femininos - isso inclui os maior pequenos, lábios, o o clitóris, uma região ao da da entrada da vagina (vestíbulo), auretra (por sai a urina) e o períneo (área entre vagina e o-nus). O objetivo é ver se está tudo saudável, verificando se há alguma ferida, inflamação, secreção diferente, caroços ou sinais que possam indicar uma infecção. Essa etapa é bem importante porque muitas condições começam mostrando sinais visíveis na parte externa. 2. Exame especular (com espécu Aqui, o médico usa um instrumento chamado espéculo, que ajuda a abrir a suamos como as paredes da vagina para ver a ar de interior, útero o colo do. Ele vai observar a cor e o aspecto da mucosa (a “pele” interna) da vagina e do colo, procurando por secreções anormais, lesões, ou sinais de inflamação. Se necessário, o médico pode aproveitar para colher um pouco de material para exames, como o Papanicolau, que ajuda a identificar células que podem estar com alterações ou indicar infecções. 3. Toque vaginal Nesta etapa, o médico inse dois dedos na vagina para sentir o colo do colo e outras úteros internas, como os osso e as trompas. Com a outra mão, ele pressiona suavemente a barriga para sentir o útero por fora. Assim, ele consegue avaliar o tamanho, formato, se está sensível ou se há algum nódulo ou massa que não deveria estar ali. É um exame importante para perceber qualquer alteração que não apareça só olhando. 34 4. Toque retal Quando o médico precisa de uma avaliação completa mais, ele fazer um exame pelo reto para sentir que os na pelve, a alterações o toque de uma parada criança não alcança bem. Isso é feito com muito cuidado e apenas quando necessário. 35 ROTEIRO 11 EXAME CLINICO DOS ÓRGÃOS GENITAIS EXTERNOS MASCULINOS Preparação e ambiente Deve ser feito em ambiente privado, com iluminação adequada. O paciente deve ser informado sobre cada etapa, garantindo conforto e consentimento. Em geral, o paciente fica em posição ortostática (em pé) e em decúbito dorsal (deitado) em determinados momentos. 2. Inspeção em Português a) Púbis Avaliação de pelos pubianos (distribuição, infestação por parasitas como piolhos ou lêndeas). Presença de lesões de pele, irritações ou massas. b) Pênis Prepúcio em (se presente): deve ser retraído para inspeção da glande. Glande (é Glande Meato uretral: verificação de estenose, secreção, inflamação. Presença de placas, curvaturas (ex. doença de Peyronie). c) Bolsa escrotal Avaliação da simetria, coloração da pele, lesões, edema, espessamento, variações de temperatura. Presença de massas, úlceras ou sinais inflamatórios. 36 3. Palpação a) Os testículos Palpação cuidadosa de cada testículo, com avaliação de: o Tamanho, consistência, sensibilidade, presença de nódulos. o Assimetria ou ausência testicular (criptorquidia). o Dor à palpação (epididimite, orquite). b) Epidídimos Localizados na parte posterior do testículo. Devem ser diferenciados de massas testiculares. Avaliação de espessamento, dor ou nódulos. c) Cordões espermáticos Palpação do cordão espermático (superior ao testículo), que inclui o ducto deferente e vasos. Avaliação de varicocele (dilatação venosa, sensação de "saco de minhocas", mais comum à esquerda). Verificação de hérnias inguinais ou escrotais durante manobras de esforço (ex: pedir ao paciente para tossir). d) Transiluminação Técnica complementar usada quando há massa escrotal. Uma fonte de luz é posicionada atrás do escroto: o Se a luz atravessa (transilumina), é provável que o conteúdo seja líquido (ex: hidrocele). o Se não atravessa, pode ser uma massa sólida (tumor). 37 4. Exame herniário Avaliação da presença de hérnias inguinais ou femorais. Pode ser necessário inserir o dedo indicador no canal inguinal e pedir para o paciente tossir. 5. Exame digital da próstata (quando indicado) Embora não faça parte dos genitais externos, em homens acima de 40-50 anos ou com sintomas urinários, é comum incluir o exame retal para avaliar a próstata 38 ROTEIRO 12 AVALIAÇÃO DO SISTEMA URINÁRIO A avaliação do sistema urinário constitui um componente fundamental da prática clínica, sendo indispensável para a detecção precoce de alterações funcionais renais, infecções do trato urinário, distúrbios estruturais e condições metabólicas que comprometem esse sistema. Essa análise envolve uma abordagem multifacetada, que inclui entrevista clínica, exame físico detalhado, exames laboratoriais e procedimentos de imagem. 1. Anamnese (Histórico Clínico) A anamnese representa o ponto de partida na investigação diagnóstica, permitindo ao profissional de saúde direcionar a conduta de maneira mais eficaz. Devem ser abordados aspectos como: Alteraçõesna frequência urinária, incluindo poliúria, oligúria e anúria; Sensação de urgência e dor durante a micção (disúria); Presença de noctúria, caracterizada pela necessidade de urinar durante o período noturno; Episód (písódio Mudanças na coloração da urina, como hematúria ou urina turva e escurecida; Dor em região lombar ou abdominal; Antecedentes de infecções urinárias recorrentes; Uso de fármacos Padrões alimentares e consumo Presença de comorbidades crônicas, como hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus. 39 2. Exame Físico O exame físico visa complementar os dados obtidos na anamnese, permitindo a identificação de sinais clínicos relevantes: Inspeção abdominal : avaliação de distensão ou presença de massas; Palpação e percussão: investigação de dor na região lombar, sendo o sinal de Giordano positivo indicativo de pielonefrite ou nefrolitíase; 3.Avaliação Abdominal Os exames laboratoriais oferecem dados objetivos essenciais para a análise funcional do sistema urinário: Urina tipo I (EAS): fornece informações sobre características físico- químicas e elementos anormais, como proteínas, glicose, hemácias, leucócitos e bactérias; Urocultura: identifica infecções urinárias e permite a determinação do agente etiológico; Dosagem de creatinina sérica: parâmetro básico para avaliação da função renal; Clearance de creatinina: cálculo da taxa de filtração glomerular (TFG), essencial para estimar o grau de função renal; Exames laboratoriais complementares: dosagem de eletrólitos (sódio, potássio) e exames hormonais, dependendo do quadro clínico. 4. Exames de Imagem Os exames por imagem papel central na identificação de anomalias e des Ultrasson trato do urinário Tomografia computadorizada (TC): indicada para investigação de cálculos, massas ou alterações anatômicas mais complexas; Ressonância magnética Urografia excretora ou por TC 40 Cistoscopia: método endoscópico para visualização direta da uretra e bexiga, utilizado especialmente na investigação de sintomas urinários persistentes ou presença de lesões. 5. Exames Funcionais Específicos Em determinadas situações clínicas, são necessários exames especializados para elucidar o diagnótisco. 41 Referencias Bibliografica MACHADO, A.B.M. Neuroanatomia Funcional. 3. ed. São Paulo: Atheneu, 2004. Traz embasamento neuroanatômico para a interpretação dos sinais neurológicos. MOORE, K. L.; DALLEY, A. F.; AGUR, A. M. R. Anatomia Orientada para a Clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014. Complementa a compreensão anatômica e funcional das estruturas avaliadas. GUYTON, A. 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