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AULA 6 SITES DE ALTA PERFORMANCE Profª Maura Oliveira Martins 2 INTRODUÇÃO Bem-vindo a mais uma aula em que seguimos discutindo um fator crucial para quem trabalha com Internet: a certeza de que tudo o que envolve o universo do digital está sempre em constante atualização. Por isso, esta disciplina não pode ser entendida como o fim de uma etapa, mas sim o convite para que você, estudante, continue pesquisando e se aprimorando no conhecimento que tange às mudanças nas técnicas e nos algoritmos usados pelas plataformas. Portanto, apontaremos nesta última etapa cinco discussões pertinentes que devem ajudá- lo a seguir trilhando o seu percurso. TEMA 1 – USER EXPERIENCE: A EXPERIÊNCIA DO USUÁRIO Figura 1 – SEO + UX Créditos: Kaboompics/Pixabay. Se você assistiu e estudou todas as aulas deste curso até aqui, já entendeu, certamente, a ideia por trás do SEO – a qual envolve, de forma muito simplificada, o conhecimento de técnicas que podem ser usadas para influenciar a inteligência artificial do Google (os chamados bots) a favor de um site, de forma que ele possa ser melhor hierarquizado dentro dessa ferramenta. 3 Mas é preciso deixar bem claro, a partir de tudo o que vimos, que o SEO, por mais que discuta questões voltadas à tecnologia, não se preocupa essencialmente com a técnica em si, mas sim com a compreensão dela e com as formas pelas quais pode ser empregada para causar influência no comportamento humano. Afinal, se queremos estar bem visíveis para os usuários dentro do Google, é porque desejamos que essas pessoas possam interagir com nossos sites e ter uma boa experiência com eles – seja no que diz respeito a concretizar vendas, seja no que envolve todo tipo de engajamento possível. Isto posto, faz todo sentido então que pensemos, para além do SEO de forma isolada, no que se chama hoje de experiência do usuário, ou user experience (UX), termo este cunhado nos anos 1990 pelo engenheiro Donald Norman, então funcionário da Apple (Patel, 2021). Trata-se de uma área de atuação que estuda justamente o comportamento humano para entender como ele pode ter a melhor experiência possível quando acessa uma plataforma. Esse conhecimento é fundamental e irá impactar também nos resultados do planejamento de SEO: se um site for pouco agradável, por exemplo, uma pessoa que o acessa tende a ficar pouco tempo nele, o que irá aumentar sua taxa de rejeição – o que, como já vimos, é um quesito negativo para o ranqueamento no Google. Para partirmos para a compreensão sobre o que envolve UX, precisamos elencar, inicialmente, os seus princípios centrais. De acordo com Morville (2004), a estratégia de UX deve focar nas questões listadas abaixo: • Útil – os produtos e os sistemas são úteis para os usuários? Eles pensam em soluções inovadoras? Este site será mais útil ao usuário do que outros sites concorrentes? Por quê? • Usável – a página tem interação fácil para o usuário? Por que ele preferiria usar esse site e não outro? • Desejável – envolve fatores como imagem, identidade e marca, ou seja, elementos que farão um site desejável (ou interessante, prazeroso, etc.) a um usuário. • Localizável – envolve a facilidade que se tem de encontrar o que se deseja dentro de um site. 4 • Acessível – diz respeito à navegabilidade do site para pessoas com deficiências. O site tem software de fala para pessoas cegas, ou que adapta a fala para Libras?1 • Crível – o site inspira confiança? Como isso se concretiza? Por exemplo, isso pode ocorrer por meio do design, do texto, das pessoas associadas a esse site, etc. • Velocidade – o site carrega com rapidez? Lembre-se que sites com velocidade baixa tendem a afastar os usuários, aumentando a taxa de rejeição. E quais são as maneiras para compreender melhor a experiência do usuário padrão de um site? Vejamos algumas orientações que podem ser facilmente aplicadas: • Mapeamento do público-alvo – qual é o conhecimento que você tem do público do seu site? Ele se baseia em achismo, ou você tem algumas percepções concretas? Como elas foram coletadas? Utilize técnicas que possam fazê-lo levantar essas informações, tais como aplicação de entrevistas, questionários, formulários etc. • Simplicidade – não adianta nada montar um site supersofisticado caso ele não seja responsivo. Prefira manter as coisas simples: interfaces claras, intuitivas e explicativas são sempre melhores e ajudam os usuários a terem uma boa experiência. • Objetivo do usuário – qual é o objetivo central que você deseja concretizar com o usuário que chega ao seu site? A pergunta talvez pareça óbvia, mas há várias respostas possíveis: pode ser que o site seja um e-commerce e, por isso, o objetivo seja a venda. Caso seja um site jornalístico, o objetivo pode ser o compartilhamento dos conteúdos. Por isso, esse conhecimento é crucial, pois auxiliará no mapeamento da jornada do cliente. Por exemplo: em um site de vendas, qual é a facilidade que o usuário terá de concretizar a compra? O que pode levá-lo a desistir? Quantos cliques ele precisará dar até fechar o negócio2? 1 Esse fator é especialmente importante, pois reportagens já mostraram que apenas 1% dos sites brasileiros têm acessibilidade para pessoas com deficiências. Para saber mais, acesse: . 2 Há alguma divergência, mas normalmente se recomenda que o usuário não tenha que dar mais do que quatro cliques para chegar ao que ele deseja. 5 • Benchmark – entre em sites concorrentes e estude suas estratégias para melhorar o seu. TEMA 2 – A ONIPRESENÇA DO MOBILE Figura 2 – Mobile e desktop Créditos: UNSPLASH. Ao pensarmos em SEO, planejamos ações que envolvem uma experiência melhor com sites que poderão ser mais facilmente localizados em plataformas de busca. No entanto, ao se definir uma estratégia, é preciso manter em mente um elemento essencial: o fato de que boa parte das pessoas acessa os sites via mobile, ou seja, em dispositivos móveis, como celulares. É importante ressaltar que a prioridade do mobile frente ao desktop (ou seja, o acesso à Internet em computadores de mesa) parece ser um caminho sem volta. Muitas pesquisas já mostram que o uso de dispositivos móveis já ultrapassou o desktop. Isso se dá por várias razões, como a agilidade e a facilidade do uso de celulares – e também porque o mobile vai ao encontro da própria natureza humana. O ser humano é mobile por natureza. Somos nômades em nossa origem e muitas técnicas e tecnologias desenvolvidas ao longo da história da humanidade tiveram por objetivo ampliar e facilitar nossa mobilidade [...]. O futuro é mobile porque a natureza humana é mobile e as tecnologias 6 digitais não apenas estão eliminando todas as restrições que nos impedem de exercitar a nossa mobilidade instintiva, mas também estão alavancando-a. (Gabriel, 2010, p. 159) Na prática, isso significa que o Google tem buscado (e continuará buscando) se adaptar à preferência dos usuários – valorizando, por exemplo, sites que sejam responsivos no mobile. Nesse sentido, alguns elementos precisam ser levados em consideração. Vejamos com mais detalhes: • Realização de busca via comando de voz: cada vez mais pessoas têm usado os assistentes virtuais (como Google Now ou Siri), operados por voz, para realizar buscas em seus celulares. Por isso, nos próximos anos, falaremos cada vez mais sobre “SEO de voz”, que leva em consideração muito mais a experiência personalizada do usuário; • Mobile first: ao montar uma página, sempre teste se ela consegue ser responsiva no mobile e no desktop – e, se tiver que tomar uma decisão, decida pelo primeiro. Isso significa mudanças na arquitetura do site, a prioridade do vertical sobre o horizontal,etc.; • Velocidade: se rapidez é um quesito crucial para o ranqueamento de sites, ele se torna ainda mais imprescindível no celular. Dificilmente alguém acessará um site no celular se ele demorar muito para carregar; • Imagens informativas: no mobile, a linguagem visual é importantíssima – muitas vezes, os usuários terão mais facilidade com elas do que com textos, se estão usando o celular. Por isso, priorize no site elementos informativos gráficos: fotos, infográficos, screenshots, vídeos etc.; • Evite usar Flash: a ferramenta Adobe Flash, bastante usada nos primórdios da internet, é pouco adaptada ao mobile – ela só costuma ser útil para criação de jogos; • Seja usuário: por mais que o site seja seu, nunca esqueça de mudar de posição e sempre testá-lo sob a perspectiva de usuário. Se você fosse um consumidor normal, como se sentiria ao navegar nele? Caso sinta dificuldade, peça ajuda a pessoas próximas para que façam esses testes – preferencialmente, gente que faz parte do seu público-alvo. 7 TEMA 3 – A ANÁLISE DAS MÉTRICAS Figura 3 – Métricas de SEO Créditos: Photomix-Company/Pixabay. Já vimos até aqui que não basta conhecer como funcionam as técnicas do SEO: é preciso monitorar se elas estão dando o resultado esperado. Como já vimos, a otimização de conteúdos, por mais que envolva uma questão tecnológica, tem muito a ver com o aspecto humano – ou seja, como os usuários de internet interagem com os sites nos quais o SEO está sendo aplicado3. É por isso, inclusive, que todo planejamento de SEO deve ser observado a médio e a longo prazo. É por isso que dizemos que, cada vez que você otimiza um site, é necessário um acompanhamento dos resultados – o que chamamos de análise das métricas. Elas são fundamentais para monitorar o trabalho executado e saber se este está dando certo ou não; consequentemente, auxiliarão na tomada de decisões e mudanças de estratégia. Por exemplo, se a taxa de rejeição (ou seja, as pessoas ficam muito pouco tempo dentro do site e já saem dele) é muito alta, sabemos que isso pode ocorrer por várias razões: o conteúdo ser pouco atraente, a velocidade ser lenta, a arquitetura do site ser pouco intuitiva, etc. A única chance que temos de conseguir lidar com isso é saber interpretar as métricas disponíveis. Antes de tratarmos mais especificamente desses dados, é preciso fazer uma ressalva. Parte do desafio de quem trabalha com otimização de site diz 3 Vale lembrar que muitas partes que determinam resultados de SEO têm quesitos que beiram alguma subjetividade, como qualidade de conteúdo, tamanho etc. 8 respeito a escolher os monitoramentos e métricas que valem a pena ser considerados. Muitos autores atentam ao que chamam de métricas de vaidade (Dias, 2021), que são informações coletadas, mas que não auxiliam em tomadas de decisão estratégicas. Por exemplo: se um site é um e-commerce, número de seguidores ou quantidade de likes não serão necessariamente métricas muito úteis caso não convertam em vendas. A seguir, falaremos de algumas métricas importantes para esse monitoramento. Elas podem ser obtidas a partir de ferramentas específicas, já trabalhadas neste curso4: • Velocidade: quanto menos tempo leva para o site carregar, melhor para os resultados; • Palavras-chave: verifica a quantidade de pessoas que chegaram ao site por meio das palavras-chave que você está usando na otimização do site. Isso ajuda a avaliar se a estratégia está investindo nas palavras certas; • Backlinks: tem a ver com a quantidade de sites de qualidade que disponibilizam links direcionando ao seu site. Vale a pena ressaltar que a qualidade desses links (a “autoridade” dos sites) é mais relevante que a quantidade; • Linkagem interna: diz respeito à maneira como os links internos do site estão interligados. Quando o usuário entra em uma página específica do seu site, ele consegue navegar internamente sem sair dele? A linkagem interna tem a ver com isso; • Tempo de permanência na página: quanto tempo um usuário fica dentro do site antes de sair dele – isso é analisado pelo Google para determinar a relevância do site; • Taxa de rejeição: quantidade de pessoas que saem de um site após acessar apenas uma página. No entanto, ressaltamos aqui que a taxa de rejeição precisa ser problematizada: pode ser que o usuário tenha chegado ao seu site a partir de uma imagem que apareceu a ele no Google Imagens, entrou nessa imagem e depois a fechou – observe que isso não necessariamente significa que ele “rejeitou” o site; • CTR (click through rate): envolve a correspondência entre quantas pessoas veem um site no Google e quantas de fato entram nele. Por 4 As ferramentas foram abordadas de forma detalhada nas aulas anteriores. 9 exemplo: em um site com mil impressões (ou seja, a quantidade de vezes que aparece para usuários) e 10 cliques, o CTR será 1%, o que é um valor muito baixo; • Conversões: diz respeito ao cumprimento do objetivo final da sua estratégia de SEO. Por exemplo, no caso do e-commerce, a conversão final seria a venda do produto; no caso de um site jornalístico, a conversão final pode ser o tráfego no site etc. TEMA 4 – OTIMIZANDO SITES NOVOS E ANTIGOS Como você deve ter notado, discutimos ao longo deste curso a aplicação das técnicas de SEO dentro de sites. É claro que é bem mais fácil trabalhar tudo isso dentro de um site que está começando do zero, pois assim conseguimos planejar tudo: a arquitetura desse site, o tamanho das imagens, o breadcrumb, etc. Mas nem sempre esta é a situação. Pode ser que você já tenha um site estruturado e queira, como já fica nítido do uso deste verbo, otimizá-lo em prol de melhores resultados. É possível fazer isso? Sim, é possível. Inclusive, há uma vantagem: sites antigos já têm o quesito “idade” a seu favor – o que, como vimos anteriormente, é um fator de indexação no Google. Se esse é o seu caso, passaremos agora uma espécie de checklist a ser levado em consideração na hora de otimizar esse site: 1. Análise do site: a primeira parte do trabalho precisa envolver uma análise franca do site inteiro. Ele é atraente? De fácil navegação? O usuário consegue se encontrar em suas páginas? Caso considere necessário, faça testes com o auxílio de pessoas que seriam o seu público-alvo; 2. Mobile: as mesmas questões servem para a apresentação do site em plataformas mobile. Levando em consideração que provavelmente a maioria dos usuários acessará o site em celular, ele está bem adaptado para isso? 3. Concorrentes: use uma estratégia de benchmark e escolha pelo menos 3 sites que seriam concorrentes ao seu. Navegue neles, observe e faça anotações sobre as estratégias que eles usam; 4. Palavras-chave: quais são as palavras-chave relevantes para o seu negócio – as que seriam digitadas pelos usuários no Google e que levariam 10 até você? Elas aparecem nas páginas do seu site? Se sim, em quais locais: no título, no texto, nas URLs? 5. Linkagem interna: revise toda a disponibilização de links internos dentro do site. Por exemplo: se o seu site é sobre exercícios físicos e você tem um texto interno sobre os benefícios do exercício físico na terceira idade, ele deverá sempre ser linkado quando aparece algum tema relacionado dentro do site; 6. Title das páginas: é muito importante que o title de suas páginas esteja otimizado, pois esse é um fator crucial de SEO. Esta é a parte que aparecerá no Google inicialmente, o link azul que descreve o site. Por isso, é preciso garantir que as palavras-chave apareçam lá. Não extrapole também o limite de 68 caracteres (Avis, 2019), que é o que o Google identifica (mais longo que isso, o title aparecerá no Google com reticências. Veja um exemplo feito com as palavras-chave “chocolates em Curitiba”: Figura 4 – Chocolates em Curitiba, exemplo Fonte: Google. 7. Metadescription:o metadescription é aquele textinho que aparecerá logo abaixo do title e ajudará o usuário a decidir se clica no site ou não. Seu limite é de 156 caracteres (Avis, 2019), mas sua exibição poderá variar de acordo com a plataforma em que está sendo mostrado ou mesmo pelo tamanho das letras que aparecem no texto. Por isso, a dica aqui é colocar as informações mais relevantes nos 50 primeiros caracteres; 8. URL: como já dissemos, a URL é o endereço da página no site – é o link que o usuário poderá digitar diretamente na barra do navegador para 11 chegar até uma página. Ela é um fator de indexação importantíssimo, e sites que se preocupam com SEO sempre editam essa parte de forma que ela fique mais “encontrável”. Na Figura 5, veja um exemplo, tirado do site do especialista em marketing digital Neil Patel. Observe que a URL do site não é o mesmo título do texto (o que a plataforma geraria automaticamente), e sim foi editada com palavras-chave que funcionarão melhor no Google. 9. Imagens: por fim, lembre-se que dissemos, nas aulas anteriores, que imagens também são fator importante de indexação. Reveja a nomeação das suas imagens (sempre usando palavras que ajudarão a localização delas), edite as legendas e o tributo alt (a descrição daquilo que se vê na imagem). Figura 5 – Neil Patel, exemplo Fonte: NeilPatel. TEMA 5 – DADOS ESTRUTURADOS E RICH SNIPPETS Para finalizar, abordaremos aqui um assunto que envolve o estágio mais avançado de se utilizar as técnicas de SEO: o emprego de dados estruturados e rich snippets, que são marcações utilizadas no site para conseguir resultados mais otimizados no Google. Vale a pena, então, iniciarmos pela explicação: dados estruturados são esquemas de marcações que você pode usar para facilitar a leitura do Google Bot. Segundo o Google, em seu manual para desenvolvedores de site, os dados 12 estruturados são códigos que podem ser adicionados ao site para descrever melhor o conteúdo. Ao usá-los, o bot conseguirá entender de forma mais precisa sobre o que trata a página e utilizará isso na hora de programar a SERP. Isso é feito diretamente no código HTML, portanto, envolve o trabalho dos programadores. Mesmo que a parte de programação seja terceirizada, ou que você use um template pré-programado, é importante saber como funciona, pois assim você consegue direcionar e verificar se os resultados foram obtidos. Apontemos aqui um exemplo. Ao fazer uma pesquisa no Google sobre a marca “Adidas”, chegamos aos seguintes resultados: Figura 6 – Exemplo Fonte: Google. Observe que o resultado envolve a página oficial da Adidas; em primeiro lugar, vemos a title (Adidas Brasil Loja oficial – tênis e material esportivo) e, logo abaixo, a metadescription (“na loja oficial da Adidas Brasil, você vai encontrar”...). 13 Em seguida, os próximos conteúdos têm a ver com as categorias dos produtos, os endereços na cidade em que a busca foi feita (o Google “descobre” isso por meio de geolocalização), informações sobre horário, endereços das lojas, etc. Todos esses resultados mais específicos (pois o Google poderia apenas listar o endereço da loja e mostrar resultados de outros sites) ocorrem porque o programador fez uso de dados estruturados – ou seja, sinalizou no código HTML as informações de produtos, endereços, horários, dentre outros. E o que são rich snippets? Mesmo que você não saiba o que eles são, certamente você já viu e interagiu com eles. Para entendermos o que são rich snippets, vamos ilustrar com um exemplo. Vejamos o resultado da SERP a uma pesquisa qualquer – por exemplo, digitando na barra do Google “quais os benefícios de beber água”. Observe o print abaixo: Figura 7 – Exemplo Fonte: Google. Note que, antes de aparecer o primeiro resultado do Google (o site ), a SERP disponibiliza ao usuário um pequeno texto acima dele – que aponta, na verdade, um texto que está dentro desse primeiro resultado. Esse trecho se chama rich snippets – que, numa tradução literal, seria 14 “fragmento rico”. Os resultados apontados no Google, portanto, seriam snippets, enquanto esse trecho com destaque é chamado de rich snippet. Esse recurso foi criado com o objetivo de dinamizar a buscar do usuário (note que, muitas vezes, ele não precisa nem clicar no link!), além de destacar os conteúdos mais relevantes. Nem sempre o rich snippet aparecerá como texto. Ele pode aparecer em outros formatos, como uma lista (exemplo demonstrado acima), gráficos, tabelas, etc. Veja então mais um exemplo de rich snippet, que aparece na SERP com a busca “qual é a medida de um hectare”: Figura 8 – Exemplo Fonte: Google. Não é possível simplesmente criar rich snippets, pois eles dependem de como o Google reconhece sua página; no entanto, a partir do uso de dados estruturados na programação, um site terá muito mais chances de gerar um “fragmento rico” no Google. E estar nessa posição privilegiada, certamente, impacta positivamente nos resultados do seu site. Agora que chegamos até aqui, você já está bastante equipado com conhecimentos que podem ser usados para que você obtenha uma alta performance no seu site, potencializando os resultados que você almeja – como o aumento das vendas do seu negócio ou a popularização de uma marca. Use essas informações com sabedoria! Bom trabalho! 15 REFERÊNCIAS AVIS, M. C. SEO de verdade: se não está no Google, não existe. Curitiba: InterSaberes, 2019. DIAS, T. Por que nós precisamos falar sobre métricas de vaidade? Rock Content, 7 out. 2016. Disponível em: . Acesso em: 9 abr. 2021. GABRIEL, M. Marketing na era digital. São Paulo: Novatec Editora, 2010. MORVILLE, P. User experience design. Semantic Studios, 21 jun. 2004. Disponível em: . Acesso em: 9 abr. 2021. PATEL, N. User experience (UX): entenda o que é e como aplicar no seu negócio. Neilpatel. Disponível em: . Acesso em: 9 abr. 2021. PAULA, H. de. O que é UX – User experience e como começar nessa carreira. Chocola design, 15 nov. 2017. Disponível em: . Acesso em: 9 abr. 2021. PEREIRA, R. User experience design: como criar produtos digitais com foco nas pessoas. São Paulo: Casa do Código, 2018.