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MEIOS DE IMPRESSÃO EMEIOS DE IMPRESSÃO E
REPRODUÇÃOREPRODUÇÃO
O VISUAL E O GRÁFICOO VISUAL E O GRÁFICO
COMO MANIFESTAÇÕESCOMO MANIFESTAÇÕES
HUMANASHUMANAS
Autor: Dr. César Steffen
Revisor : Nádia Mar ia Lebedev Mart inez Moreira
IN IC IAR
06/06/2025, 11:08 Ead.br
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Introdução
Estamos iniciando nossos estudos sobre “meios de impressão e reprodução”,
em que abordaremos os processos, as técnicas, as ferramentas e as
tecnologias disponíveis para a criação, o desenvolvimento, a produção e a
reprodução de materiais impressos de todas as naturezas.
O impresso desempenha um papel muito importante no dia a dia empresarial
e mercadológico. De uma folha de blocos pautados com a marca da empresa,
utilizada como brinde para clientes e prospects com o objetivo de lembrança
da marca, até extensos manuais técnicos de equipamentos industriais e até
mesmo cartazes e outdoors publicitários, o impresso faz parte de nosso
cotidiano.
Nesta unidade, trataremos dos elementos que fundamentam a criação de
materiais impressos e sua relação com processos de percepção e
necessidade de manifestação humana.
Para isso, iniciaremos tratando da manifestação visual como necessidade e
forma de manifestação humana. Veremos, também, como essa manifestação
gera uma cultura que valoriza e demanda o impresso. Seguiremos estudando
a questão do processo histórico das manifestações visuais e o papel da
tecnologia de impressão, para, ao final, chegarmos ao estudo das teorias da
percepção humana, ou seja, das formas como o cérebro percebe e organiza
os elementos visuais e como isso impacta no desenvolvimento dos impressos.
Ao longo do texto, você encontrará indicações de filmes e livros, bem como
informações complementares e muito mais para ampliar seus conhecimentos
acerca do tema.
introdução
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Bons estudos!
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A existência humana é pautada por uma relação direta com o ambiente, pelo
seu entorno, pelas relações do homem com os seus semelhantes, assim
como pela necessidade ou desejo de permanência, de extrapolar ou vencer
as fronteiras do fim da vida – vencer a morte. Como expressa Freud (2011, p.
297): “No fundo, ninguém acredita em sua própria morte, ou, o que vem a ser
o mesmo, no inconsciente, cada um de nós está convencido de sua
imortalidade”.
A arte surge em todas as suas manifestações, variações e características,
assim, ajuda a sustentar a ideia de que o homem vive e sobrevive na memória
das pessoas e da sociedade na medida em que realiza a sua obra e contribui
para a construção de seu ambiente.
Considerada pelos antropólogos e historiadores como o primeiro conjunto de
registros artísticos humanos, as pinturas rupestres presentes na caverna de
O Visual, o Gráfico eO Visual, o Gráfico e
o impresso comoo impresso como
ExpressõesExpressões
HumanasHumanas
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Lascaux, na França, foram descobertas na década de 1940.
As paredes de Lascaux são fartamente cobertas com variados desenhos que
aparentemente representam animais, como bois, cavalos, cervos e outros, e
também de triângulos que aparentam ser flechas e outros elementos
geométricos, em um amplo complexo com várias salas e salões.
Essa ampla composição leva os pesquisadores a crerem que se trata de um
local onde nossos antepassados realizavam rituais de pedido ou
agradecimento pela caça e pelos animais sacrificados para a alimentação do
grupo.
Figura 1.1 - Fotografia de pintura na caverna de Lascaux
Fonte: Andrea Izzotti / 123RF.
#PraCegoVer : a imagem apresenta uma fotografia colorida das pinturas
rupestres, nas paredes da caverna de Lascaux, na França, descobertas na década
de 1940. Os detalhes parecem a representação de um cavalo e um bovino no
campo em tons de marrom e preto.
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É interessante observar que esses desenhos são considerados como um dos
primeiros registros visuais feitos pela humanidade e retratam o cotidiano, o
que era principal, importante para o homem e seu grupo naquele momento:
a caça, o sucesso na alimentação e manutenção do agrupamento, a
sobrevivência da espécie e, também, a relação com os deuses ou a natureza.
Não há exatamente um consenso entre os pesquisadores se essas imagens
representam um pedido ou um agradecimento aos deuses e aos animais
caçados, mas independente de sua intenção ou significado, vemos aí o início
Figura 1.2 - Desenhos rupestres datados do Paleolítico
Fonte: Simeon Donov / 123RF.
#PraCegoVer : a imagem apresenta uma fotografia colorida, obtida em uma
caverna, em que, em suas paredes, estão presentes desenhos rupestres em uma
cor que aparenta ser preta. Os desenhos são citados por pesquisadores da
Antropologia, História, dentre outros, como tendo sido feitos no Paleolítico.
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da manifestação visual do homem e da sua necessidade de registro de sua
passagem por um determinado local, enfim, pelo planeta.
Essas imagens marcam o que ainda hoje é considerado o primeiro registro
efetivo e sistemático – a caverna é coberta por muitos desenhos com
temáticas diferentes – de uma manifestação visual humana, da necessidade
do homem de se expressar, o qual hoje se coloca de várias formas e lança
mão de várias tecnologias para se manifestar.
15.000
a.C.
Os primeiros registros de
manifestações visuais se registram
cerca de 17 mil anos atrás e estão na
caverna de Lascaux, na França, e
registram o cotidiano daquelas
pessoas através da transmissão de
mensagens nas paredes. Como
ainda não sido inventada a escrita, a
necessidade manifestação gráfica e
visual do homem se dava por
rabiscos nas paredes que seguem
intactas até hoje (STRICKLAND,
2004).
123rf.co
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#PraCegoVer : o infográfico apresenta nove tópicos em linha horizontal com
alguns registros visuais do homem ao longo da história. Ao clicar no primeiro
tópico, é apresentado o título “15.000 a.C.”, logo abaixo, segue o texto explicativo
“Os primeiros registros de manifestações visuais foram registrados cerca de 17
mil anos atrás e estão na caverna de Lascaux, na França; eles demonstram o
cotidiano das pessoas daquela época por meio da transmissão de mensagens nas
paredes. Como ainda não tinha sido inventada a escrita, a necessidade de
manifestação gráfica e visual do homem se dava por rabiscos nas paredes, as
quais seguem intactas até hoje (STRICKLAND, 2004)”. Ao lado, há a imagem de
uma fotografia de pintura rupestre, pré-histórica, de um touro nas paredes da
caverna de Lascaux. Ao clicar no segundo tópico, é apresentado o título “3.000
a.C.”, logo abaixo, segue o texto explicativo “Os mais antigos registros de escrita
que se tem conhecimento até a atualidade vêm da antiga Mesopotâmia, região
onde hoje se situa o Iraque, e datam de cerca de 3.300 a.C. Os sumérios, povo
que habitava aquela região, desenvolveram a escrita cuneiforme em placas de
barro”. Ao lado, há a imagem de uma cerâmica em forma de um egpcio escriba,
que está sentado. Ao clicar no terceiro tópico, é apresentado o título “3.300 a.C.”,
logo abaixo, segue o texto explicativo “Já os egípcios criaram os hieróglifos, escrita
reservada a uma classede especialistas, os escribas, que obtinham posição de
destaque na sociedade (JEAN, 2002)”. Ao lado, há a imagem de um muro de pedra
com hieróglifos egípcios. Ao clicar no quarto tópico, é apresentado o título “1.300
a.C.”, logo abaixo, segue o texto explicativo “Os primeiros registros de um
alfabeto semelhante ao que usamos na nossa escrita ocidental, na atualidade,
vêm dos Fenícios, há cerca de 1.300 anos a.C., que utilizava por volta de 22
caracteres, mas, devido aos conflitos e às invasões, acabou se espalhando por
outras regiões do mundo”. Ao lado, há a imagem da Estela de Nora. Ao clicar no
quinto tópico, é apresentado o título “800 a.C.”, logo abaixo, segue o texto
explicativo “Adaptando dos fenícios, os gregos criaram o seu alfabeto
incorporando vogais como o A, “alfa”, E, “epsilon”, O, “ômicron”, e outros (JEAN,
2002), o que representou um grande avanço na forma de representar as palavras
e os fonemas. Mas, assim como os fenícios, os gregos não usavam pontos,
espaços, vírgulas ou qualquer outro tipo de pontuação entre as palavras”. Ao
lado, há uma imagem com o alfabeto grego. Ao clicar no sexto tópico, é
apresentado o título “700 a.C.”, logo abaixo, segue o texto explicativo “Da mesma
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forma, os romanos criaram seu sistema de escrita baseados no alfabeto grego,
mas apenas 500 anos depois é que surgiu o espaçamento entre as palavras,
inicialmente usando um ponto entre cada uma; depois, surgiram outras formas
de pontuação, que influenciaram a escrita ocidental que hoje conhecemos (JEAN,
2002)”. Ao lado, há a imagem de palavras no latim antigo gravado em uma pedra.
Ao clicar no sétimo tópico, é apresentado o título “400 d.C.”, logo abaixo, segue o
texto explicativo “Até a Idade Média, os atos de ler e escrever eram restritos à
nobreza, ao clero e a famílias com muita riqueza e acesso às altas camadas da
sociedade. A ideia de ampliar o acesso à alfabetização por meio das crianças só
surgiu e se desenvolveu no século XIX (BRINGHURST, 2005)”. Ao lado, há a
imagem de dois pergaminhos sobre a mesa, um deles está aberto. Em cima do
pergaminho aberto está a caneta de pena, e ao lado, um tinteiro. Sobre a mesa,
também há uma vela acesa. Ao clicar no oitavo tópico, é apresentado o título
“Século XV”, logo abaixo, segue o texto explicativo “Vários estilos e formas de
escrita, como a Carolíngia e a Gótica, surgiram e tiveram certa durabilidade como
estilos de desenhar e construir as letras, que ainda eram reproduzidas
manualmente e por poucos especialistas. Mas em 1498, Johann Gutenberg
inventou a imprensa, imprimindo várias unidades da bíblia”. Ao lado, há a
imagem de uma bíblia aberta ao meio. Ao clicar no nono tópico, é apresentado o
título “Hoje”, logo abaixo, segue o texto explicativo “O impacto dessa invenção só
pode ser medido séculos depois. Roger Chartier (1994), pesquisador de história
do livro e da leitura, afirma que a invenção da imprensa por de Gutenberg foi de
tal forma impactante e revolucionária que só encontra par com a invenção do
computador e das redes digitais no final do século XX. Saltando para os dias
atuais vemos uma sociedade que acontece e registra sua vida, seu cotidiano e sua
história no gráfico, que encontra múltiplas, infinitas aplicações. Se a tipografia de
Gutenberg encontrou nas máquinas da na revolução industrial um campo fértil
para seu crescimento e aprimoramento, logo novas tecnologias surgiram e se
desenvolveram, tendo maior ou menor impacto, maior ou menor vida útil e
aplicação na sociedade, garantindo a importância do gráfico até hoje”. Ao lado, há
duas imagens, uma sobre a outra. A primeira é a fotografia de um computador
antigo. A segunda é a fotografia de um homem em pé, segurando uma revista,
observando outras revistas à sua frente, em uma banca de jornal.
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A imagem e sua participação e presença na cultura e nas formas de
manifestação humana acompanha toda a trajetória da sociedade. Desde os
sumérios e egípcios, chegando à sociedade atual, passando por idade média e
renascimento, todos os momentos importantes da nossa história como povo
e civilização foram, de alguma forma, registrados e documentados em
imagens. A manifestação imagética, seja uma pintura, um quadro, uma
fotografia ou um filme, desempenha um importante papel no relacionamento
do homem com o conhecimento, com sua história e identidade cultural e
social, e não é por acaso que o impresso, o gráfico e o visual encontram
tamanho destaque e importância em nossa sociedade.
Conhecimento
Teste seus Conhecimentos
(Atividade não pontuada)
Leia o trecho a seguir.
“O design gráfico, enquanto tal, necessariamente tem como função transcrever a
mensagem a ser transmitida – seja de qual enfoque for – para o código simbólico
estabelecido, sob pena de não efetivar-se enquanto prática comunicacional”.
VILLAS-BOAS A. O que é e o que nunca foi design gráfico . 5. ed. Rio de Janeiro:
2AB Editora Ltda., 2003. p. 36.
O Design Gráfico é uma das áreas profissionais que lida diretamente com a criação
e produção de materiais impressos. Para isso, o profissional que atua nessa área
deve se atentar para algumas variáveis e informações importantes no início do
processo, como:
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a) O tipo de papel a ser utilizado na impressão.
b) Os tipos de impressão disponíveis na região onde atua.
c) As características do público e acultura que compartilham.
d) O estilo de trabalho do design .
e) Os custos envolvidos na produção do impresso.
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Como abordamos, as pinturas nas cavernas de Lascaux representam um dos
primeiros marcos conhecidos pelo homem, na busca do ser humano para se
expressar e se manifestar conforme sua realidade, emoções, relação com o
ambiente e o que o cerca.
Essa necessidade de se expressar, comunicar-se e manter algo que esteja
além da vida da pessoa que produz um desenho formata muitas das formas
de expressão humana, como o próprio desenho, a pintura, a literatura, o
teatro e todas as demais formas de arte e expressão.
Quando Gutenberg criou a primeira prensa para reproduzir textos, ele não
apenas inaugurou uma tecnologia de reprodução mas também alterou a
forma como as pessoas e a sociedade se relacionam com a informação e o
conhecimento, derrubando gradativa e definitivamente barreiras e limites
que se impunham.
De Lascaux ao DTP,De Lascaux ao DTP,
uma Breve Históriauma Breve História
das Artes Gráficasdas Artes Gráficas
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Se há registros do uso de cartazes feitos à mão no período do Império
Romano, na Revolução Francesa, o uso e a aplicação de mensagens escritas
nas ruas era frequente e usados estrategicamente pelos revolucionários
mesmo diante de uma população majoritariamente analfabeta.
Logo, também surgiram os jornais, circulando em períodos variados, desde
publicações diárias até semanais, levando ideias, informações,
entretenimento e não raro colocando a opinião dos seus proprietários e de
grupos políticos específicos nas páginas, fato que era comum, conhecido e
reconhecido pelo grande público.
Figura 1.3 - Capa de um livro de Robespierre
Fonte: Kristian Peetz / 123RF.
#PraCegoVer : a imagem é uma fotografia de detalhes de uma capa de
publicação com textos e mensagens do revolucionário francês Robespierre e
mostra o uso e a aplicação do impresso no contexto da Revolução Francesa.06/06/2025, 11:08 Ead.br
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Sendo independente ou não, o jornal teve grande impacto na sociedade em
processo de industrialização. Inclusive, Tarde (1991), já no século XIX – a
primeira edição de seu livro data de 1898 –, citava a influência e o impacto
dos jornais na construção da realidade das pessoas, criando o conceito de
“opinião pública” que conhecemos até os dias atuais. Além disso, a
publicidade notou isso e resolveu aproveitar da exposição e visibilidade dos
jornais para vender produtos, serviços e ideias.
Assim como os textos, livros, poemas etc. começaram a sair dos mosteiros e
ganhar as ruas de forma impressa em grandes quantidades, quadros,
pinturas e outras manifestações artísticas, até então restritas aos museus ou
aos círculos da burguesia e do clero, passam a ser impressas e reproduzidas
em larga escala, especialmente na medida em que as técnicas e os sistemas
de impressão desenvolveram-se, espalharam-se pela sociedade,
popularizaram-se ou tornaram-se mais baratos. Alguns pesquisadores
saibamais
Saiba mais
Ainda hoje, há um jornal impresso em
tipografia no Brasil: O Taquaryense , que
utiliza o sistema tipográfico na sua impressão
semanal e opera mesmo tendo sido
tombado pelo patrimônio histórico. Sua sede
pode ser visitada, como atração turística, na
cidade de Taquari, RS.
Saiba mais acessando o material indicado a
seguir.
ACESSAR
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https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/almanaque/noticia/2017/08/a-nova-cara-velha-de-o-taquaryense-9876674.html
denominam esse período de “longa revolução” (BRIGGS, 2006, p. 30), que
começou com a primeira impressão de Gutenberg, seguiu até a Enciclopédia
de Diderot e se acelerou fortemente com a Revolução Industrial (BRIGGS,
2006). Isso levou, assim, as impressões aos lares dos mais simples cidadãos
de uma cidade, decorando casas e lugares de trabalhos, bares e restaurantes.
Benjamin (2000), ensaísta, crítico literário, tradutor, filósofo e sociólogo judeu
alemão, que é considerado um dos expoentes da chamada “Escola de
Frankfurt”, provoca colocando que em tempos de facilidade de reprodução
técnica por meio dos meios de impressão, a obra de arte perderia seu valor.
O autor também cita a perda de “aura” na era da reprodutibilidade técnica e
fala da obra de arte que “sai” do “altar” dos museus e passa a circular
livremente na sociedade, perdendo parte de seu valor social ou estético.
Concordemos ou não, com essa visão de Benjamin (2000), podemos notar
nela um reflexo do impacto das possibilidades de produção e reprodução
gráfica e impressa, além de como essas técnicas afetam o cotidiano e o
ambiente social, levando até mesmo a mudanças gradativas em suas
estruturas.
Na atualidade, com o digital, as tecnologias de reprodução se popularizam.
Décadas atrás, ainda nos anos de 1980 e 1990, a maioria dos processos
técnicos de impressão já existia e estava disponível, mas envolvia processos
longos, com muitas etapas e materiais e alto custo.
Hoje, com o digital, esse cenário mudou (RIBEIRO, 2020). Se há alguns anos
era preciso gerar chapas de impressão, fotolitos e outros recursos que
demandam tempo e geram altos custos – que ainda existem e são utilizados
–, com o digital, muito do processo de impressão em grandes volumes e
quantidade foi facilitado.
Já é possível, por exemplo, gerar a chapa de impressão sem a intermediação
de um fotolito, direto do software gráfico, ou mesmo enviar a arte a ser
impressa diretamente para a impressora industrial para grandes formatos e
quantidades. Já existem até mesmo impressoras digitais que trabalham
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diretamente em tecido, permitindo estampar desde camisetas personalizadas
até grandes quantidades de tecidos para a indústria da moda (RIBEIRO, 2020).
Assim, o criativo, o profissional de design gráfico, de publicidade e jornalismo,
de arquitetura e engenharia, áreas que tradicionalmente usam e aplicam
muito material de impressão em seu cotidiano, ou mesmo o cidadão comum
que deseja ter sua mensagem vista e circulando, tem ao seu dispor
tecnologias que permitem impressão de todo o tipo de material em qualquer
volume, quantidade necessária, com custos acessíveis e recursos amplos, que
não limitam a ideia e a criatividade.
Independente do formato, da qualidade e dos objetivos, as técnicas e
tecnologias de impressão se mostram presentes e com grande impacto na
sociedade. Nós humanos somos seres visuais, temos na visão um elemento
essencial de nossa relação com o mundo. Mais de 80% de nosso aprendizado
se dá pela visão (GLASSER, 2001). Assim, vemos a importância que a imagem,
o gráfico e a expressão visual impressa adquirem em nossa vida.
praticar
Vamos Praticar
Conhecer as oportunidades e soluções disponíveis no seu mercado é importante
para o planejamento de futuras atividades no mercado profissional. Saber onde e
como encontrar rapidamente um fornecedor de uma solução é uma ótima forma
de construir boas relações com seu mercado, seja de clientes empresariais que
demandam atendimento, seja parceiros que auxiliem no atendimento dessas
demandas
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Pesquise na internet, na sua região, as empresas que fornecem serviços gráficos
disponíveis e verifique quais as técnicas e tecnologias disponibilizam para o
mercado, bem como formatos que suportam. Anote tudo para formar um banco de
informações e consulta futura.
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Então, vemos que a imagem, ou seja, o visual, é essencial na experiência
humana, na sua relação com o ambiente e com os que nos cercam, não
somente no sentido de comunicar mas também de aprender.
A percepção sobre o que recebemos se forma pelo cruzamento dos
mecanismos cerebrais com os conhecimentos, a cultura que forma os
sentidos, o “valor” que será dado a determinado objeto ou símbolo (BRIGGS,
2006; DERDYK, 2010; COLLARO, 2011). Um gesto, por exemplo, pode ser
percebido como um elogio na cultura de um país, mas uma ofensa, na cultura
de outro. O mesmo vale para as cores, as formas, as texturas e os objetos.
Assim, as tarefas de projetar, planejar e construir são atividades que se dão,
fazem-se e constroem-se com imagens, o visual e o gráfico. Como afirma
Derdyk (2010, p. 37):
Tudo o que vemos e vivemos em nossa paisagem cultural,
totalmente construída e inventada pelo homem, algum dia foi
projetado e desenhado por alguém: a roupa que vestimos, a
Teorias daTeorias da
percepção Visualpercepção Visual
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cadeira que sentamos, a rua pela qual passamos, o edifício, a
praça. O desenho participa do projeto social, representa os
interesses da comunidade, inventando formas de produção e de
consumo.
O que é gráfico manifesta o que criamos; o que criamos surge do conjunto de
percepções que nosso cérebro forma a respeito de nosso ambiente e pelos
padrões culturais que nos são ensinados. O padrão de leitura ocidental, por
exemplo, ocorre de cima para baixo e da esquerda para a direita. Mas há
países árabes cuja escrita é feita da direita para a esquerda, assim como
orientais, em que ela é feita de cima para baixo.
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O material gráficoexiste e tem seu papel em nossa busca e necessidade de
transmitir informações e conhecimento, os quais são afetados pela forma
como percebemos e lemos essas informações. A percepção é formada pela
união de dois processos: a percepção do cérebro e a cultura em que fomos
formados e que acaba por construir nossa atribuição de “valor” a cada
elemento e unidade de informação.
Figura 1.4 - Sentido da leitura ocidental
Fonte: Adaptada de Gutenberg (2013, on-line).
#PraCegoVer : a imagem apresenta um desenho de uma página dividida em 4
áreas distintas e numeradas de 1 a 4, indicando diferentes zonas de leitura. A
primeira área de leitura, chamada de “zona primária”, fica no canto superior
esquerdo da página. A partir dela, o olho faz um movimento de “Z” na página,
passando pela segunda área, denominada “âncora terminal”, que fica no topo da
direita, a terceira área, denominada “zona ótica fraca”, abaixo da zona 1,
chegando à “zona terminal”, abaixo da zona 2.
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Dessa forma, compreender os processos de percepção humana é
fundamental para compreender seu impacto no impresso. Existem duas
grandes correntes que são fortemente usadas como modo de explicar os
processos de percepção humana. Debruçaremo - nos sobre elas a seguir.
Gestalt
Gestalt é também chamada psicologia da forma, pois o termo alemão não
encontra tradução direta. A Gestalt foi desenvolvida pelo cientista e psicólogo
alemão Hermann von Helmholtz, entre as décadas de 1930 e 1940, a partir de
pesquisas e pressupostos gerados antes.
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As análises teóricas da Gestalt tratam diretamente da maneira como nosso
cérebro organiza a percepção de elementos visuais em nosso ambiente,
gerando pressupostos e teorias que tratam sobre a percepção humana.
Tais conhecimentos se mostram importantes na medida em que lidam com
as variáveis envolvidas no desenvolvimento de um material gráfico: cor,
forma, textura, perspectiva, profundidade, além de como são organizados e
compreendidos pelo nosso sistema cognitivo.
Conforme dita a Gestalt, é preciso compreender o todo para, assim,
compreender as partes, pois a nossa percepção não se constrói por “pontos
isolados”, mas por uma visão do todo.
Figura 1.5 - Algumas ilustrações alusivas aos princípios da Gestalt
Fonte: Peter Hermes Furian / 123RF.
#PraCegoVer : a imagem tipo ilustração apresenta três desenhos que podem ser
tanto perfis de rostos como vasos, o que ilustra um dos princípios de percepção
da Gestalt.
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Portanto, o todo, isto é, a forma percebida, é maior do que a simples soma de
suas partes – cor, forma etc. Ou seja, visualmente e em termos de percepção,
conforme a Gestalt, a soma dos elementos “A” e “B” não é simplesmente
“A+B”, mas há um terceiro elemento, por exemplo, “C” (DERDYK, 2010), com
características próprias, que gerarão a percepção e valoração desse novo
elemento, ou seja, “C”. Com isso, a Gestalt propõe seis princípios básicos de
percepção, que são:
semelhança;
proximidade;
continuidade;
pregnância;
fechamento;
unidade.
Compreenderemos, então, cada um desses princípios, em detalhes, pois cada
um trata do processo de percepção que acontece e se forma em nosso
cérebro e, de certa forma, organiza a maneira como reagimos e nos
relacionamos com os objetos, as cores e as formas ao nosso redor.
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reflita
Reflita
Os princípios da Gestalt são
apresentados de forma separada para
facilitar a compreensão, mas agem e
acontecem em conjunto em nosso
cérebro. Ou seja, um mesmo objetivo
ou forma pode acionar diferentes
processos ou princípios
simultaneamente.
Fonte: Vilas-Boas (2003).
O princípio da semelhança coloca que objetos semelhantes tendem a ser
agrupados entre si, formando uma unidade de percepção que seja a mais
simples possível de ser percebida, compreendida ou mesmo conceituada
para, assim, ocorrer o processo de decisão do cérebro.
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Na figura anterior, há círculos pretos e brancos em disposição horizontal. As
semelhanças entre eles faz com que sejam percebidos como uma unidade
que faz surgir um padrão: linhas. Assim, a tendência do cérebro é
compreender essa forma como seis linhas, três de círculos vazados e três de
círculos pretos, e não como trinta e seis círculos ou dezoito pretos e dezoito
brancos.
Figura 1.6 - Princípio da semelhança
Fonte: Kasufcgslfguhvsne / Wikimedia Commons.
#PraCegoVer : a imagem apresenta uma ilustração com uma série de pontos
brancos e pretos. O conjunto é formado por seis linhas e seis colunas, sendo que
as cores são dispostas de forma horizontal, gerando, assim, a percepção visual de
linhas de pontos brancos e linhas de pontos pretos. Organizados dessa forma,
gera a percepção de linhas, em função da semelhança de cores dos pontos lado a
lado, o que ilustra o princípio da semelhança da Gestalt.
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O princípio da proximidade coloca que elementos próximos tendem a ser
agrupados entre si, sendo que a distância entre os elementos desempenha
papel central na percepção do conjunto.
Continuidade é o princípio que explica que nosso cérebro tende a preferir
formas sem interrupções, sem quebras, mais fluidas e “orgânicas”, ao
contrário de formas e ângulos retos, que tendem a ser percebidos de forma
mais dura  ou agressiva. Por exemplo, uma forma em círculo, sem quebras ou
Figura 1.7 - Princípio da proximidade
Fonte: Paua / Wikimedia Commons.
#PraCegoVer : a imagem apresenta uma ilustração com uma série de pontos
brancos. Um dos grupos está organizado em seis linhas e seis colunas bem
próximas, com a mesma distância horizontal e vertical entre elas. Ao lado, há a
disposição de seis pontos verticais mas divididos em três grupos. Assim, a
primeira forma passa a ideia de um quadrado, enquanto a segunda, a ideia de 3
colunas, o que ilustra o princípio da proximidade da Gestalt.
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pontas brutas, tende a ser percebida como mais suave e acolhedora do que
uma forma quadrada, com ângulos retos, por exemplo.
Pregnância dita que todo objeto ou forma tende a ser percebido do modo
mais simples possível. Assim, quanto mais rápido é percebido, mais simples é
o objeto, e quanto mais simples o objeto, mais rápido será percebido.
O princípio do fechamento cita que o cérebro tende a preencher espaços
vazios, completando-os para gerar a forma mais simples que for passível de
aplicação. O desenho “Cubo de Necker” ainda é um dos melhores exemplos
de aplicação desse princípio.
Figura 1.8 - Princípio do fechamento
Fonte: Gestalt... (2020, on-line).
#PraCegoVer : a imagem apresenta uma ilustração com uma série de círculos
pretos com vazados brancos, que, agrupados, geram a percepção do perfil de um
cubo, o que ilustra o princípio do fechamento da Gestalt.
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Finalmente, o princípio de unidade, também denominado princípio da
unidade e segregação, coloca que um objeto pode ser composto por uma
parte ou várias, que serão percebidas como únicasem outra unidade
percebida como maior.
Podemos observar que os conhecimentos e princípios da Gestalt adquirem
grande valor quando analisados em relação aos materiais impressos e ao
design gráfico. Por exemplo, analisando a Gestalt, facilmente concluímos que
muitas unidades iguais podem fazer o que é impresso parecer monótono,
repetitivo e de pouco interesse. Por outro lado, muita variedade pode gerar
algo sem sentido, sem valor e, principalmente, sem efeito junto ao público-
alvo desejado.
Ou seja, compreender a Gestalt é importante não somente para quem cria ou
imprime mas também para quem gerencia e avalia materiais gráficos, de
forma a desenvolver peças com maior resultado.
Teoria da percepção pela
Informação
Em sentido diferente da Gestalt – não em oposição, mas buscando outras
formas de compreender –, o psicólogo norte-americano James J. Gibson
desenvolveu um modelo de análise da formação da percepção que
denominou “percepção acurada do mundo”, também conhecida como
“percepção verdadeira” ou “teoria da percepção pela informação”.
Conforme Gibson (2014), a percepção começa por um organismo, um corpo
perceptivo ativo. O ato de percepção, então, ocorre, forma-se e constrói-se na
interação entre esse organismo e o ambiente, e as interações e reações
geram a percepção formada.
Para Gibson (2014), por exemplo, o ato de se direcionar a um ambiente,
objeto, local ou mesmo cenário constrói naturalmente um conjunto de
sensações e estímulos que modificam a percepção sobre o ambiente ou
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objeto. Texturas, formas, cores, sombras e organização acabam, assim,
determinando o que é percebido, como é percebido e de que forma o sujeito,
a pessoa irá se relacionar e se organizar nesse ambiente.
Ou seja, nosso aparelho cognitivo e sensitivo, assim como nossos sentidos
captam as informações do ambiente e as transportam para nosso aparelho
de processamento, que, assim, organiza e sistematiza as informações. Gibson
(2014) argumenta, então, que experiências anteriores vividas pelas pessoas
não eram determinantes da formação da percepção, mas, pelo contrário, o
que determina a construção da percepção é o processo de captação de
informações do ambiente, sua análise e compreensão no momento em que
Figura 1.9 - Demonstração de sensações e sentimentos por meio do corpo
Fonte: KAZUMA SEKI / 123RF.
#PraCegoVer : a imagem apresenta um homem de terno e gravata, na frente de
um laptop aberto, em um ambiente todo branco. Ele está de olhos fechados e
mão na testa, com uma expressão que transmite cansaço.
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algo acontece. Nesse ponto, o autor diverge de outras correntes de estudos,
dentre as quais podemos citar a Gestalt, na medida em que coloca as
experiências anteriores como centro do processo de percepção.
Notamos que a linha de análise e pensamento conduzida pelo autor se
organiza como uma teoria da percepção focada na maneira como
organizamos o conjunto de conhecimentos sobre o ambiente, os
movimentos, as formas, sejam elas paradas, em movimento, planas (2
dimensões) ou profundas (3 dimensões), e todas as nossas experiências.
Novamente, esse conhecimento se mostra importante para o processo de
criação e o design gráfico, assim como, claro, para os materiais impressos
como um todo, na medida em que propõe que o impacto que cada forma e
objeto gera no primeiro momento de observação é o que formará um
conjunto de percepções pelos receptores.
praticar
Vamos Praticar
Nossa vida cotidiana é cercada de objetos cujo valor e sentido são dados pelo nosso
ambiente, valores e conhecimento. No filme de comédia Os deuses devem estar
loucos , uma garrafa de um popular refrigerante cai de um avião na terra de uma
tribo selvagem. Essa tribo acredita que se trata de um presente dos céus, dos
deuses, e passam a adorar a garrafa de vidro, demonstrando um exemplo de como
o valor de um objeto se dá e se forma pela nossa percepção.
Selecione um objeto que você tenha em sua casa e que usa pouco, ou mesmo tem
função apenas decorativa. Imagine, então, quais outras funções poderiam ter se
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você o olhasse de outra forma, com outra cultura ou sistema de crenças. Escreva
sobre isso.
Conhecimento
Teste seus Conhecimentos
(Atividade não pontuada)
Analise com atenção a imagem a seguir. Essa imagem aplica princípios de
percepção citados pela Gestalt, que formam e conduzem nossa percepção visual e a
maneira como compreenderemos os objetos e as formas.
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O princípio da Gestalt aplicado na construção do logotipo anterior é o:
a) de fechamento.
b) da continuidade.
c) da proximidade.
d) da pregnância.
e) da unidade.
Fonte: Adaptada de Sviatlana Sheina / 123RF.
#PraCegoVer : a imagem apresenta dois traços curvos brancos em um fundo
avermelhado escuro. As linhas se misturam, integram-se e quase se unem,
remetendo, assim, à imagem de um coração.
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Material
Complementar
indicações
FILME
O Nome da Rosa
Ano: 1986
Comentário: esse filme, baseado na obra homônima
de Umberto Eco, passa-se na Idade Média, no interior e
entorno de um mosteiro com uma grande biblioteca e
muitos escribas, e apresenta em detalhes o cotidiano
do ambiente religioso da época. A trama foca uma série
de mortes que ocorrem em um momento em que o
mosteiro recebe vários membros do clero para um
importante debate, trazendo a inquisição e o papel dos
livros nessa época.
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LIVRO
Produção Gráfica
Lorenzo Baer
Editora: SENAC
ISBN: 978-8573590050
Comentário: uma das obras mais completas sobre o
tema da produção gráfica e uma referência no tema,
não somente no Brasil, nessa obra de Baer, você
encontrará detalhes e todas as informações para
trabalhar com produção gráfica, desde o começo do
projeto até o acabamento e distribuição.
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Conclusão
Materiais impressos têm um papel fundamental na história e no cotidiano
humano. Desde a invenção do papel e das técnicas de impressão, o papel, as
tintas, as letras e as formas estão e são presentes em nossa vida e cotidiano.
A presença dos materiais impressos em nossa vida é tão destacada e forte
que muitas vezes nem mesmo chegamos a percebê-los, já fazem parte de
nossa vida e de nossos horizontes. Saber, então, lidar com as formas do
material impresso e todas as variáveis dele, conhecer os aspectos que
orientam e norteiam a sua construção, as técnicas que podem ser aplicadas
em sua produção e as estratégias para torná-lo mais visível e destacado, mas,
também, mais prático, rápido e barato de ser produzido, com a máxima
qualidade, é essencial para quem busca uma presença forte e decisiva no
mercado atual.
conclusão
Referências
Bibliográficas
BAER, L. Produção Gráfica . São Paulo: Senac, 1999.
referências
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