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OS 4 PRINCIPAIS OBJETIVOS PARA A ECONOMIA GLOBAL
1 A NOVA ORDEM MUNDIAL: INTEGRAÇÃO ECONÔMICA
2 PROMOVER A DIGNIDADE PARA OS MENOS FAVORECIDOS
3 ANULAR O CONFLITO DA INOVAÇÃO TECNOLÓGICA E A GERAÇÃO DE EMPREGOS
4 DESENVOLVER POR MEIO DO TRIPÉ DA SUSTENTABILIDADE: ECONÔMICO, AMBIENTAL E 
1 A NOVA ORDEM MUNDIAL: INTEGRAÇÃO ECONÔMICA
A nova ordem mundial, fundamentada na constituição de blocos econômicos, não está devidamente consolidada. Os 
problemas enfrentados pelas nações em constituírem parcerias, de ordem econômica, com outras, são de grande 
magnitude. Primeiramente, por divergências de interesses das nações e por ausência de solidariedade por parte das 
sociedades desenvolvidas. Segundo, por grande distinção estrutural, seja no âmbito econômico, de magnitude social 
ou de características políticas.
Há quem interpreta a nova ordem mundial da “Geopolítica a Geoeconomia” (LUTTWAK apud VESENTINI, 2012, p. 31). 
Segundo o autor, as disputas ideológicas, ocorridas pela Guerra Fria, lideradas pelas superpotências, até o final dos anos 
1980, alicerçadas pelo poderio bélico, deixaram de ser o principal instrumento para a hegemonia mundial. A lógica 
bélica dá lugar à lógica econômica. Há uma grande diferença em termos de poder de “fogo”, isto é, o poder bélico 
exercia, naquela época, um poder mais forte do que a Geoeconomia. Hoje, há uma pulverização do poder entre os 
agentes econômicos, por meio da internacionalização das organizações e a inovação tecnológica da informação.
No princípio do século passado, os Estados Unidos da América detinham a hegemonia mundial. Os anos 20 foram 
conhecidos como os anos felizes norte-americanos. Naquela oportunidade, a ordem mundial era unipolar (ROSSETTI, 
1997). Com a crise deflagrada com a quebra da Bolsa de Nova Iorque, em 29 de outubro de 1929, a situação mudou. 
Essa data ficou marcada na História como a Terça-feira Negra; o dia em que ocorreu o Crash da Bolsa de Nova Iorque. 
O pânico na Bolsa foi gigantesco.
“O pânico tomou conta dos investidores e mais de 15,6 milhões de ações foram vendidas até o final do dia” (O Estado 
de S. Paulo)
Fonte: Crash de 1929
O Crash de 1929 levou a Economia norte-americana a uma profunda crise que puxou a Economia mundial pelos anos 
30: A Grande Depressão dos anos trinta. Crise profunda que foi seguida pela Segunda Guerra Mundial.
De uma hegemonia econômica mundial dos EUA, a ordem mundial passou a ser, no Pós-guerra, bipolar. A Guerra Fria, 
orientada por ideais antagônicos e liderados pelas superpotências, EUA (Estados Unidos da América) e URSS (União das 
Repúblicas Socialistas Soviéticas) perdurou até o final dos anos 80, do século passado. Como as disputas ideológicas não 
trouxeram grandes benefícios para a sociedade mundial, o movimento perdeu força; e, no início dos anos 90, ocorreram 
os primeiros sinais da atual ordem mundial. Centrada na constituição de Blocos Econômicos, a nova ordem mundial 
estabeleceu-se, desde o início, com o fim da integralização econômica.
A não consolidação, ainda, dessa nova ordem mundial estabelece como princípio o não atendimento às necessidades 
de proporcionar a prosperidade universal. A perda de soberania nacional, sobretudo, em momentos de crise, tem 
gerado insatisfação por parte das Economias desenvolvidas, por estarem atreladas às estruturas econômicas distintas; e, 
muitas vezes, com sérios problemas macroeconômicos. Um exemplo é a Grécia, com grandes problemas estruturais, 
participando da Zona do Euro com a Alemanha, a Locomotiva Produtiva Europeia.
Outros fatos, não menos importantes, dizem respeito à saída da Inglaterra da União Europeia e dos Estados Unidos da 
América, do Acordo Transpacífico, a maior Zona de Livre Comércio constituída no planeta. As incertezas quanto ao 
futuro dos Blocos Econômicos têm gerado uma certa insegurança para as nações mais dependentes.
As incertezas geram uma série de instabilidades no mercado mundial; e, consequentemente, não conduz a um dos 
objetivos propostos, com a mundialização comercial: Promover uma vida com dignidade para os menos favorecidos. O 
desenvolvimento econômico não tem chegado aos países pobres, sobretudo aos do Continente Africano. O mesmo 
não acontece com alguns países centro-americanos. Assim, um problema de ordem mundial acarreta em outro, de 
igual magnitude, que você verá a seguir.
2 PROMOVER A DIGNIDADE PARA OS MENOS FAVORECIDOS
Um outro problema que a sociedade mundial enfrenta diz respeito, segundo o Professor Rossetti (1997), à Universalização 
do Desenvolvimento. Esse desafio, enumerado pelo Professor, está relacionado, diretamente, à promoção da dignidade 
humana; inclusive daqueles esquecidos, graças ao egoísmo das sociedades ricas.
Para promover a dignidade humana, não basta gerar crescimento econômico; mas, necessário se faz viabilizar o 
desenvolvimento econômico e social. Essa promoção vai além do conceito tradicional de crescimento econômico, 
indicado em atributos quantitativos. Para agregar aos aspectos quantitativos, são necessárias algumas condicionantes 
de ordem qualitativa.
Para atingir graus satisfatórios de desenvolvimento econômico e social, é necessário que se gere crescimento do 
Produto Interno Bruto. Porém, esse crescimento não, necessariamente, irá proporcionar desenvolvimento. Há nações 
ricas de um povo pobre. Isso leva a crer na má distribuição da riqueza, em que a concentração da renda proporciona 
benefícios para uma minoria em detrimento de uma grande parte da sociedade. Resultando, assim, em uma exclusão 
social; e, consequentemente, em perda da dignidade humana.
Kuznets (citado por GREMAUD, 2004, p. 485), “conceitua crescimento econômico como o aumento contínuo do Produto 
Interno Bruto, em termos globais e per capita, ao longo do tempo”. Uma condição necessária para se atingir o 
desenvolvimento econômico, que, para Gremaud (2004, p. 485), são “mudanças de caráter quantitativo dos níveis do 
produto nacional, modificações que alteram a composição do produto e a alocação dos recursos pelos diferentes 
setores da economia”.
Crescimento econômico é necessário, mas não basta; será preciso gerar desenvolvimento.
O crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) não gera informações relevantes, quanto aos aspectos qualitativos de vida 
em sociedade. O PIB não diz qual é a expectativa de vida ao nascer; qual a taxa de analfabetos; quais são as 
condições culturais da sociedade; qual a relação existente entre trabalho/lazer. Esses aspectos qualitativos fazem parte 
do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Para o atendimento a essas demandas, são necessárias uma série de 
atitudes que propiciem uma melhor conformidade de renda, isto é, uma menor desigualdade social. É uma realidade 
que depende de uma atitude altruísta, em detrimento ao ranço egoísta pertinente a uma sociedade do passado que, 
ainda, persiste em tempos de mudança.
O crescimento do PIB não apresenta dados que levam a uma visual realidade das condições materiais de vida da 
nação. Não diz qual o nível da remuneração da população economicamente ativa; quais são as condições da saúde 
pública; e, o quanto anda a realidade educacional. Ademais, não retrata as condições de habitação das famílias; nem 
tão pouco qual o nível de alimentação e transporte das pessoas que vivem em sociedade. Esses são aspetos 
qualitativos de caráter social. Como atingir um grau de desenvolvimento em uma cultura egoísta em que os 
representantes do povo, designados para a administração da “coisa pública”, não direcionam ações para o povo! 
Entretanto, não é conveniente transferir a responsabilidade para essa classe. Em uma Democracia, o povo pode e deve 
promover a mudança por meio do voto em processos eleitorais.
Por que há sociedades desenvolvidas e outras subdesenvolvidas? São conceitos relativos que, segundo Mochón (2007, 
p. 297), “referem-se à brecha real que separa os níveis de vida de diferentes países”. Os países emergentes, ou seja, em 
desenvolvimento (Brasil, Rússia, Índia, China, Áfricado Sul) denominados BRICS têm como características comuns um 
índice de desenvolvimento humano e social médio; quando comparados aos países desenvolvidos (Noruega, Austrália, 
Suíça, Alemanha, Dinamarca); esses com IDH muito alto e países pobres (República Centro Africana, Níger, Chade), 
com IDH muito baixo.
No dia 21 de março de 2017, o site G1 divulgou uma matéria (Por Filipe Matoso, Brasília) intitulada “EM 79º LUGAR, BRASIL 
ESTACIONA NO RANKING DE DESENVOLVIMENTO HUMANO DA ONU”. A notícia referia-se à divulgação do Programa das 
Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em que entre 2014 e 2015, o Brasil se manteve em 79º lugar em um 
ranking de 188 nações, da mais desenvolvida a menos desenvolvida.
O IDH é medido entre 0 e 1, sendo mais desenvolvido quanto mais próximo de 1 o país estiver. Segundo a divulgação da 
ONU, na reportagem do G1, o Brasil, com o IDH 0,754, ficou estacionado em 2014 e 2015, após quatro anos de constante 
crescimento, conforme Figura 1.
Figura 1 - Evolução do IDH do Brasil
Fonte: Disponível em Créditos.
As Tabelas 1 e 2 demonstram os primeiros e os últimos colocados em Índice de Desenvolvimento Humano no Ranking 
Mundial, segundo a ONU.
Tabela 1 - Países com melhor IDH
Fonte: Disponível em Créditos.
Tabela 2 - Países com pior IDH
Fonte: Disponível em Créditos.
A Tabela 3 demonstra os países sul-americanos e suas, respectivas, colocações no ranking de Desenvolvimento Humano 
da ONU.
Tabela 3 - Países sul-americanos
Fonte: Disponível em Créditos.
Ao analisar o quadro, representado na Tabela 3, constata-se que o único país do MERCOSUL (Argentina, Uruguai, 
Venezuela, Brasil e Paraguai) com pior IDH que o Brasil é o Paraguai.
A Tabela 4 demonstra a performance do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul). Verifica-se que o Brasil perde 
em IDH apenas para a Rússia.
Tabela 4 - Países que formam o BRICS e o ranking de IDH
Fonte: Disponível em Créditos.
Ao analisar o quadro, representado na Tabela 5, pode-se comparar o IDH de outros países desenvolvidos, segundo a 
ONU.
Tabela 5 - Outros países desenvolvidos
Fonte: Disponível em Créditos.
As desigualdades têm promovido uma grande separação entre as sociedades e têm impactado, diretamente, na 
qualidade de vida das nações pobres. O desenvolvimento humano precário, a partir do 148º lugar, de 188 nações, 
retrata um descaso das grandes potências, em relação ao desenvolvimento humano com os esquecidos no planeta.
Promover dignidade humana para toda a sociedade mundial, parece distante. Enquanto as nações desenvolvidas 
derem as costas ao problema da pobreza, instalada naquelas nações, com o IDH muito baixo, o desenvolvimento 
universal não se concretizará.
3 ANULAR O CONFLITO DA INOVAÇÃO TECNOLÓGICA E A GERAÇÃO DE EMPREGOS
A expansão da competitividade está, diretamente, ligada ao processo continuado e inovador da Tecnologia, que tem 
transformado a concepção de geração de empregos no mundo. Essa situação conflituosa entre a competitividade, via 
processo de inovação tecnológica, e, as necessidades de geração de novos postos de trabalho, está fundamentada 
do processo de globalização financeira e comercial, mundialmente estabelecida.
As razões para o aumento da competição, segundo Rossetti (1997), estão marcadas na multipolarização, nas 
macroparcerias, na liberalização comercial no âmbito internacional, na aceleração do processo de inovação e na 
queda das barreiras comerciais.
A Era da Informação e do Conhecimento tem contaminado, exaustivamente, toda a sociedade mundial; 
independentemente das intempéries das flutuações econômicas (ZUFFO, 2003). No passado, o concorrente mais 
distante estava na capital. Hoje, não sabemos onde se instala a concorrência; se física ou meramente virtual. 
Logicamente, que há inúmeros pontos positivos da expansão da concorrência. Os preços reduziram, a qualidade 
melhorou, o portfólio de produtos diversificou, a entrega tornou-se mais ágil independentemente de onde é produzido; 
são tantos os benefícios para o consumidor, que daria para enumerar outros tantos.
No entanto, não são só vantagens; há grandes desafios, para não dizer desvantagens, a serem enfrentados. Conciliar 
essa maravilha chamada inovação tecnológica, em que torna, cada vez mais, uma necessidade para as organizações 
serem competitivas, com a geração de empregos, trata-se de um grande desafio.
Se você pesquisar quantos empregos foram extintos com a chegada do telefone celular, terá uma ideia de como a 
estrutura do mercado de trabalho tem mudado, a partir do limiar deste século. No século passado, era comum, para 
não dizer necessário, uma família ter, pelo menos uma máquina fotográfica. Sempre, ao fazerem uma viagem, as 
pessoas tiravam fotos; e, ao chegarem, levavam-nas para revelar. você tem máquina fotográfica em casa? Ah! você 
vai dizer que usa o celular para tirar fotos e as disponibilizam em uma rede social; ou, mesmo, em uma “nuvem”. Pois é, 
os tempos mudaram, graças à Tecnologia. No século passado, no fim de ano, as pessoas compravam cartões de Natal 
e os enviavam aos parentes, amigos e colegas de trabalho. Hoje, certamente, você irá passar um WhatsApp para o 
grupo e postá-lo em uma rede social. Não vai dizer que você irá enviar um e-mail! O e-mail já é coisa do passado, para 
esse fim.
A Tecnologia mudou a concepção da produção de bens e de serviços. Um latifundiário produtor de cana-de-açúcar, 
por exemplo, para ser mais competitivo, vai investir em uma colheitadeira. Caso contrário, teria que contratar, mais ou 
menos, 100 trabalhadores para a colheita. Essa relação é muito próxima da realidade. Uma colheitadeira desemprega, 
aproximadamente, 100 pessoas. Há muitos benefícios com a mecanização da produção; todavia, o desafio está em 
compatibilizar a Tecnologia com a geração de empregos.
Você vai dizer que haverá uma transferência de trabalhadores, simplesmente, de uma atividade para outra. Isso quer 
dizer que um trabalhador que antes tinha um trabalho braçal passa a ter uma função especializada? As coisas não são 
tão simples, assim. Para qualificar uma mão de obra, que se sujeita a uma atividade braçal, leva tempo.
Não é da noite para o dia que se qualifica uma mão de 
obra.
Se a concorrência tem se expandido, graças ao processo de globalização e inovação da tecnologia da informação, 
há fortes razões para o aumento de novos postos de trabalho. O Professor Rossetti (1997) estabelece como razões para 
a geração de emprego, o crescimento demográfico, o qual desencadeia no aumento da população, 
economicamente, mobilizável, a expansão de espaços da mulher no mercado de trabalho, que a cada dia mais 
concorre, de igual para igual, com homens, nas mais variadas ocupações,a redução do desemprego involuntário, isto 
é, a redução do número de pessoas desempregadas. Dar condições de bem-estar material para todos; outra forte 
razão para a geração de empregos.
Como todos os semestres um número muito grande de formandos, em todas as áreas, são disponibilizados no mercado 
de trabalho; a Economia precisa estar em crescimento para gerar novos postos de trabalho. Outros tantos, sem 
qualificação superior, começam a procurar por emprego. Assim, a demanda por emprego está presente em todas as 
categorias.
Infelizmente, consta-se que a mulher tem recebido menos que o homem em mesma função. A jornalista Pâmela 
Kometani publicou matéria sobre pesquisa, divulgada pela Catho, no portal do G1 (7 de março de 2017), na véspera do 
Dia Internacional da Mulher. A pesquisa aponta que as mulheres recebem menos que os homens, em todos os cargos 
que elas atuam. Enquanto uma mulher, que exerce o cargo de analista, recebe R$ 3.356,00; um homem recebe R$ 
4.040,00 para a mesma função, por exemplo. Acesse o link a seguir para ver mais dados:
https://g1.globo.com/economia/concursos-e-emprego/noticia/mulheres-ganham-menos-do-que-os-homens-
em-todos-os-cargos-diz-pesquisa.ghtml
Mesmo ganhando menos, a presença da mulher no mercado de trabalho só aumenta. Essa é outra forte razão paraestabelecer o crescimento na geração de empregos.
Para reduzir as taxas de desempregados, é necessária a criação de novas oportunidades de empregos, que só 
acontece por meio de crescimento econômico. Sem falar nas condições de bem-estar material para todos, cuja 
aquisição passa pelo ganho digno por meio do trabalho.
4 DESENVOLVER POR MEIO DO TRIPÉ DA SUSTENTABILIDADE: ECONÔMICO, AMBIENTAL E SOCIAL
Figura 2 - Tripé da Sustentabilidade
Fonte: Disponível em Créditos.
https://g1.globo.com/economia/concursos-e-emprego/noticia/mulheres-ganham-menos-do-que-os-homens-em-todos-os-cargos-diz-pesquisa.ghtml
https://g1.globo.com/economia/concursos-e-emprego/noticia/mulheres-ganham-menos-do-que-os-homens-em-todos-os-cargos-diz-pesquisa.ghtml
O desenvolvimento sustentável se concretiza-se por meio do tripé: econômico, ambiental e social. Como você viu, 
anteriormente, para uma nação desenvolver-se, necessário se faz, a sua promoção por meio do crescimento 
econômico.
O crescimento econômico é uma condição para o desenvolvimento.
Os países emergentes, como o Brasil, têm gerado crescimento econômico, acompanhado de uma série de danos ao 
meio ambiente (GREMAUD, 2004). As consequências negativas são visíveis na água e no ar; na flora e na fauna; na 
cidade e no campo; na terra e no céu. Você já viu em nossa Aula 1, que os recursos são escassos; apesar de se 
prestarem a usos alternativos. Pois bem, para gerarmos crescimento econômico, é necessária uma utilização mais 
intensa dos recursos naturais. Acontece que é necessário, também, uma preservação desses recursos naturais para que 
novas gerações não sofram com os desmandos da sociedade atual.
“É necessário rever os sistemas de produção quanto à escolha, ao gerenciamento e à utilização dos recursos naturais, 
bem como quanto ao processo de inovação tecnológica” (REIS, FADIGAS e CARVALHO, 2005, p. 7). Desenvolvimento 
sustentável, então, tem a ver com o termo ecoeficácia; isto é, atingir os fins, ecologicamente, corretos. Isso diz respeito 
às novas formas de produção, alicerçadas em recursos básicos, em processos e produtos que, mesmo atendendo às 
necessidades atuais crescentes das sociedades contemporâneas, não comprometem o atendimento das futuras 
gerações (ROSSETTI, 1997).
No século XIX, o Economista Britânico, Thomas Malthus, defendia a tese de um futuro pessimista para o planeta Terra. O 
fato de a produção crescer de forma aritmética (1, 2, 3, 4...) e a população de forma geométrica (2, 4, 8, 16...), o futuro 
seria de uma grande disseminação da pobreza. O problema central estaria na capacidade de o planeta gerar 
recursos, água, energia e alimentos (PEARSON, 2011).
André Trigueiro, Jornalista responsável pelo Programa Cidade e Soluções, em especial comemorativo aos 5 anos do 
Programa no ar, pela Globo News (13/11/2011), destacou os números do crescimento demográfico que, segundo a 
ONU, são 213 mil pessoas a mais por dia no planeta; ou seja, 78 milhões por ano. A estimativa da ONU, segundo Trigueiro, 
é de que, no final do século, podemos chegar a 10 bilhões de habitantes na Terra. O problema é que há estimativa de 
que o planeta suportaria gerar recursos, água, energia, alimentos para apenas 8 bilhões de habitantes. O Programa 
comemorativo, com o nome “ESPECIAL: 7 BILHÕES, E, AGORA?”, foi ao ar, exatamente, no ano em que a ONU divulgou 
que já éramos 7 bilhões de habitantes no planeta.
Uma parcela grande dos mais de 7 bilhões que já somos vivem em extrema miséria. “Segundo a ONU, nós temos 1 
bilhão de pessoas que comem menos de 1.600 calorias diárias; isso quer dizer que, se você ficar dormindo, é o que o seu 
organismo consome. ” (RICARDO ABRAMOVAY, Professor Titular da FEA-USP, em entrevista por André Trigueiro).
As sociedades do mundo, caracterizam-se por um perfil de consumo desenfreado; sobretudo, as mais ricas. Não é 
simplesmente um fator de caráter econômico; mas, singularmente, um estilo de vida em que os que têm condições 
financeiras consomem desenfreadamente. Já, os menos favorecidos sonham um dia poder consumirem. As sociedades 
são orientadas, hoje, para o consumo. Precisa possuir para se sentir constituinte da sociedade (ALENCASTRO, 2015).
É lógico que há um sentido para o consumo; o que é diferente de consumismo. O ser humano precisa consumir para 
atender às necessidades básicas de sobrevivência. No entanto, quando as pessoas passam a transferir suas carências 
emocionais para o consumo de coisas materiais, tal atitude se transforma em consumismo. Esse consumismo pode virar 
doença, a Oneomania: o consumo compulsivo. “Utiliza-se, hoje, 50% a mais de recursos do que a Terra pode fornecer; e, 
isso significa que, se não houver uma mudança de rumo, em 2030, serão necessários mais dois planetas para sustentar a 
Humanidade” (ALENCASTRO, 2015, p. 97).
Tudo o que você comprar, lembre-se de que estará levando energia, água, recursos naturais para casa.
A sustentabilidade das bases naturais passa por soluções que vão desde a inovação tecnológica, passando pela 
reciclagem, indo até atitudes, ações; e, não meramente Leis, antiextinção de reservas não renováveis. Passa, também, 
por identificação de estratégias competitivas, alicerçadas em processos de produção, ecologicamente, corretos.
Há algumas externalidades negativas, relacionadas à degradação ambiental, as quais devem levar em consideração, 
ao serem produzidas (ROSSETTI, 1997):
• Redução da Camada de Ozônio.
• Devastação das florestas e desertificação.
• Ocorrência de chuvas ácidas.
• Extinção de espécies.
• Contaminação do ar e das águas.
Prezado(a), Aluno(a), após esta Aula, você analisou e compreendeu os principais desafios da Economia mundial na 
atualidade? Caso consiga responder a essa pergunta, parabéns! Você atingiu o objetivo desta Aula. Caso tenha 
dificuldades para respondê-la, não se preocupe! Aproveite para reler o conteúdo da Aula e acessar o UNIARAXÁ Virtual 
e interagir com seus colegas e Tutor(a) a fim de sanar todas as suas dúvidas. Você não está sozinho(a) nessa 
caminhada! Conte conosco!
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RECAPITULANDO
Prezado(a), Aluno(a), nesta Aula, você teve a oportunidade de tomar conhecimento sobre os quatro objetivos 
essenciais para a Economia Global. A integração econômica mundial, realizada com o fim de promover a 
prosperidade, por meio da eliminação das barreiras e das fronteiras econômicas. Grande desafio esse de integrar 
povos, com culturas distintas e diferentes estruturas macroeconômicas. Uns países tiveram acesso aos incrementos 
tecnológicos; e, por meio deles, prosperaram. Outros não tiveram a mesma “sorte”; ficaram à mercê do 
desenvolvimento sócioeconômico.
Outro objetivo a ser atingido está em promover a dignidade humana para todos, em um mundo de gritantes e 
desumanas desigualdades sociais; consequências do estágio egoísta da Humanidade. Para promover o 
desenvolvimento para os povos menos favorecidos, as sociedades opulentas materialmente precisarão mudar para o 
estágio altruísta.
Não menos importante é atingir o objetivo de promover a competitividade, por meio da inovação tecnológica e a 
criação de novas frentes de empregos. Uma crescente demanda por empregos, via crescimento da população 
economicamente mobilizável; bem como a presença cada vez mais forte da mulher no mercado de trabalho; a 
redução do desemprego e melhores condições de bem-estar material para a sociedade, em meio a um processo 
acelerado de tecnologias inovadoras, as quais, muitas vezes, desempregam milhões de trabalhadores, são algumas das 
ações que poderiam ser feitas no sentido de se alcançarem tais objetivos. Não é nada fácil compatibilizar duas 
situações conflitantes como Tecnologia e emprego, pois, a primeira, naturalmente, exclui a segunda.
E, por fim, vimos a necessidade de desenvolvimento econômico, social e ambiental, visando a novos hábitos, formas de 
produzir, para o atendimento das crescentes demandasde uma sociedade contemporânea, sem ferir o direito das 
gerações futuras de atendimento às suas necessidades. Não se esqueça, quando consumir, faça-o, apenas, com a 
finalidade de atender às necessidades mais prementes. Sempre que comprar um produto qualquer, lembre-se, ainda, 
de que estará levando recursos, água e energia para casa.
CRÉDITOS
Figura 1 - Evolução do IDH do Brasil - Fonte Disponível em: https://s2-
g1.glbimg.com/F9jPOwwmlBLoz_hs1gNar0FFdiU=/0x0:650x608/984x0/smart/filters:strip_icc()/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59e
dd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2017/5/o/eFIng7Q86ewfJDdhAnkg/ranking-de-desenvolvimento-
humano-2.jpg. Acesso em: 16 de out. de 2023.
Tabela 1 - Países com melhor IDH - Fonte Disponível em: 
http://www.br.undp.org/content/dam/brazil/docs/RelatoriosDesenvolvimento/undp-br-2016-human-development-
report-2017.pdf.
Tabela 2 - Países com pior IDH – Fonte Disponível em: 
http://www.br.undp.org/content/dam/brazil/docs/RelatoriosDesenvolvimento/undp-br-2016-human-development-
report-2017.pdf.
Tabela 3 - Países sul-americanos – Fonte Disponível em: 
http://www.br.undp.org/content/dam/brazil/docs/RelatoriosDesenvolvimento/undp-br-2016-human-development-
report-2017.pdf.
Tabela 4 - Países que formam o BRICS e o ranking de IDH - Fonte Disponível em: 
http://www.br.undp.org/content/dam/brazil/docs/RelatoriosDesenvolvimento/undp-br-2016-human-development-
report-2017.pdf.
Tabela 5 - Outros países desenvolvidos – Fonte Disponível em: 
http://www.br.undp.org/content/dam/brazil/docs/RelatoriosDesenvolvimento/undp-br-2016-human-development-
report-2017.pdf.
Figura 2 - Tripé da Sustentabilidade - Fonte Disponível em: . Acesso em: 16 de out. de 2023.
REFERÊNCIAS
ALENCASTRO, Mario Sergio Cunha. Ética e meio ambiente: construindo as bases para um futuro sustentável. Curitiba: 
InterSaberes, 2015. Encontrado na biblioteca virtual do UNIARAXÁ. Disponível em: 
. Acesso em: 16 de out. de 2023.
GREMAUD, Amaury Patrick, et al. Manual de economia. 5 ed. São Paulo: Saraiva, 2004.
KOMETANI, P. Mulheres ganham menos do que os homens em todos os cargos, diz pesquisa. 2017. Disponível em: 
. Acesso em: 16 de out. de 2023.
MOCHÓN, Francisco. Princípios de Economia. (Trad. Thelma Guimarães) São Paulo: Pearson Prentece Hall, 2007.
PEARSON EDUCATION DO BRASIL. Gestão Ambiental. São Paulo: Pearson Printece Hall, 2011. Encontrado na biblioteca 
virtual do UNIARAXÁ. Disponível em: . Acesso 
em: 16 de out. de 2023.
REIS, Liceu Belico de; FADIGAS, Eliane A. Amaral; CARVALHO, Cláudio Elias. Energia, recursos naturais e a prática de 
desenvolvimento sustentável. Barueri, SP: Manole, 2005.
ROSSETTI, José Paschoal. Introdução à Economia. 17 ed. São Paulo: Atlas, 1997.
VESENTINI, José Willian. Novas geopolíticas. 5 ed. São Paulo: Contexto, 2012.
ZUFFO, João Antônio. A sociedade e a economia no novo milênio: os empregos e as empresas no turbulento alvorecer 
do século XXI. Barueri, SP: Manole, 2003.
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http://www.br.undp.org/content/dam/brazil/docs/RelatoriosDesenvolvimento/undp-br-2016-human-development-report-2017.pdf
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http://uniaraxa.bv3.digitalpages.com.br/users/publications/9788544301173/pages/-2
https://g1.globo.com/economia/concursos-e-emprego/noticia/mulheres-ganham-menos-do-que-os-homens-em-todos-os-cargos-diz-pesquisa.ghtml
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https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/1796/pdf/0?code=fvGD5JKi9OajQZzPuSyiOd1q4NpveWUzt8siCdKqkigjTM2KEY+0385jKeVZQS8SMsX2PZdF3+ubL+6Kim1/jw==
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