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AULA 2 - ASPECTO 
MICROECONÔMICO
• Analisar, interpretar dados e informações de caráter econômico, frente à política econômica atual.
• Possibilitar a análise microeconômica, por meio de conhecimentos sobre os conceitos fundamentais da 
Economia.
CONTEXTUALIZANDO
Seja Bem-vindo(a)!
Prezado(a), Aluno(a):
Após você ter vencido as tarefas da Primeira Aula e ter tido a oportunidade de compreender 
alguns dos principais fundamentos sobre Economia como Ciência Social, é com grande 
satisfação que apresento a você mais uma Aula da Disciplina Economia.
Você certamente já ouviu falar em Microeconomia, não é verdade? Mas o que vem a ser a 
Microeconomia? Quais são as estruturas de mercado? Estas e outras perguntas, serão 
respondidas ao final desta Aula.
O mercado está cada vez mais competitivo. Diariamente, os agentes econômicos 
(consumidores, produtores e governo) se interagem por meio do consumo, de bens e de 
serviços e da produção ao utilizarem-se de fatores de produção, que, apesar de escassos, 
prestam-se aos usos alternativos. Para compreendermos o aspecto microeconômico, o qual 
estuda o comportamento individual dos agentes econômicos, estudaremos:
• Os Conceitos básicos da microeconomia.
• O Mercado e suas estruturas de concorrência.
• O mercado e suas Leis de Demanda e de Oferta.
• O Equilíbrio de mercado.
O desenvolvimento das atividades programadas para esta Aula proporcionará a você, caro(a), 
Aluno(a), os princípios fundamentais para a compreensão do comportamento individual dos 
agentes econômicos.
Vamos ao trabalho!
Mapa mental panorâmico
ASPECTO MICROECONÔMICO
1.1 CONCEITOS BÁSICOS DE MICROECONOMIA
1.2 ESTRUTURAS DE MERCADO
1.3 AS LEIS DE MERCADO: DEMANDA E OFERTA
1.4 EQUILÍBRIO DE MERCADO
1.1 CONCEITOS BÁSICOS DE MICROECONOMIA
A escassez é uma lei. É o objeto central da Economia que está na discrepância entre as necessidades físicas e não-físicas ou desejos 
das pessoas e a disponibilidade dos meios para satisfazê-los.
Constatamos, então, que a existência terrestre é constituída de incessantes momentos de escolhas. Daí se justifica a necessidade de 
estudar Economia, em seus dois aspectos fundamentais (Figura 1), para melhor compreender os acontecimentos do sistema 
econômico no cotidiano.
Figura 1 - Aspectos de estudo da Economia
Fonte: Elaborado pelo Autor.
Os aspectos microeconômicos dizem respeito à análise de caráter individual dos agentes econômicos, isto é, das famílias, das 
empresas e do governo; e, como eles se interagem no mercado. Os aspectos macroeconômicos estão relacionados aos agregados, 
ou seja, ao conjunto da Economia, que será objeto de estudo da Aula 6.
A Microeconomia, em termos de teoria, segundo Salvatore (1984, p. 2), “estuda o comportamento econômico das unidades decisórias 
individuais como consumidores, proprietários de recursos e firmas, em um sistema de livre empresa”.
Os agentes econômicos se interagem no mercado, via produção, distribuição e consumo (ROSSETTI, 1997). No passado, mercado era 
visto sob uma conotação físico-geográfica. Era tido como o local onde os mercadores se encontravam para a realização das trocas 
(escambo) de mercadorias. Daí a origem do termo mercado municipal, supermercado, mercadinho da esquina. Um local 
preestabelecido onde um comprador se encontra com um vendedor.
No entanto, hoje, no mundo contemporâneo, mercado diz respeito a uma abstração, em que prevalecem as leis de demanda e 
oferta. Isso quer dizer que se não há procura para um determinado produto, não haverá mercado para esse bem. Simplesmente, não 
há conotação geográfica, mas apenas o confronto das forças de demanda e oferta. O Quadro 1 ilustra alguns tipos de mercados 
existentes.
Quadro 1 - Alguns tipos de Mercado
Fonte: Adaptada de (ROSSETTI, 1997).
De uma forma simplificada, podemos demonstrar em uma ilustração a inter-relação dos mercados de Bens e Serviços (Figura 2).
Figura 2: Mercado de Bens e Serviços simplificado
Fonte: Elaborado pelo Autor
1.2 ESTRUTURAS DE MERCADO
Se fôssemos classificar os mercados quanto à concorrência, a priori, poderíamos dizer que há apenas dois tipos: aqueles de 
concorrência perfeita e os de concorrência imperfeita. Porém, vamos classificá-los com base em seis principais características 
(ROSSETTI, 1997):
1. Número de vendedores
2. Produto
3. Controle sobre preços
4. Concorrência extra preço
O enfoque microeconômico é individual.
Se não há demanda por máquina de datilografia, quer dizer 
que não há mercado; assim, não adianta produzi-la.
5. Condições de ingresso
6. Informações
Vamos apresentar quatro principais estruturas: concorrência perfeita; monopólio, oligopólio e concorrência monopolística (Quadro 2).
Quadro 2 - Estruturas de Mercado
Fonte: Adaptado de (ROSSETTI, 1997).
A organização de Mercado de Concorrência Perfeita caracteriza-se como aquela em que se encontra perfeitamente atomizada. 
Atomização de mercado diz respeito à composição de um número muito grande de vendedores e compradores, cuja situação 
impossibilita o controle dos preços por quem quer que seja. Os produtos são homogêneos, nesse tipo de estrutura, e, há perfeita 
mobilidade dos recursos com extrema transparência de informações (CUNHA, 2000).
Dificilmente, encontraremos exemplos que atendam, ao rigor, às características em sua totalidade, dado ao caráter.
Alguns dos mercados de produtos agrícolas podem ser considerados como uma aproximação de exemplos de concorrência perfeita, 
pois há atomização, grande padronização dos produtos, enorme mobilidade dos agentes econômicos (compradores e vendedores), 
dos recursos e dos produtos (CARVALHO, 1996; ROSSETTI, 1997).
Os exemplos mais próximos são os mercados dos produtos agrícolas.
O monopólio puro é como devemos chamar essa estrutura, segundo ao rigor das características, em oposição à concorrência perfeita. 
Essa organização de mercado diz respeito à imperfeição absoluta de concorrência, pois há um único vendedor de um produto, sem 
substituto aceitável. Nessa organização estrutural de mercado, as informações são sigilosas e o ingresso é inaceitável.
Quando há outro produtor fabricando um produto substituto, pode-se considerar um monopólio diferenciado. Mas, se existem duas 
empresas produzindo o mesmo produto, definimos como duopólio. Portanto, dificilmente conseguimos um exemplo de monopólio puro 
(CUNHA, 2000).
Ao levar em consideração todas as características, dificilmente 
encontraremos monopólio puro.
Ao invertermos as posições de compradores e vendedores, chamamos de monopsônio, a estrutura de mercado com apenas um 
comprador e muitos vendedores.
Constitui monopólio da União a pesquisa e a lavra de jazidas de petróleo (Art. 177 do Cap. I da Constituição).
Oligopólio é a estrutura de mercado em que existem poucos vendedores de produtos, que podem ser padronizados ou diferenciados, 
para um número muito grande de compradores. Se há padronização dos produtos, existe a possibilidade de conluio , de formação 
de cartel . Mas quando os bens são diferenciados, possibilita acirrada concorrência.
Nessa organização estrutural de mercado, o controle de preço é dificultado, quando há diferenciação dos produtos. Todavia, há larga 
possibilidade se o bem for padronizado, por meio de conluio. O oligopólio constitui-se de grandes barreiras de entrada, sobretudo no 
que tange a investimentos em tecnologia para a produção em grande escala (ROSSETI, 1997). Assim, o ingresso nesse mercado é 
limitado, da mesma forma que as informações, por causa da extrema rivalidade existente.
Indústrias farmacêutica, siderúrgica, química de base, automobilística.
Os exemplos não são difíceis de serem encontrados. Basta identificarmos a indústria de transformação e de grande porte, indústria de 
alta tecnologia. Por características, em sua grande maioria, as indústrias que produzem em alta escala e precisam de grande 
investimento em tecnologia se enquadram como exemplo de oligopólio.
“São raros os mercados não dominados por um pequeno número de grandes empresas, que concentramparcelas expressivas das 
vendas totais” (ROSSETTI, 1997, p. 517).
Ao inverter as posições de compradores e vendedores, designa oligopsônio, a estrutura de mercado constituída por um número 
pequeno de compradores para um número muito grande vendedores. Um exemplo próximo dessa organização de mercado diz 
respeito ao destino do leite, produzido pelos produtores rurais.
Contudo, não são mais difíceis de encontrar empresas que se enquadram em estruturas de organização de mercado de concorrência 
monopolística. A primeira pergunta que pode ser formulada é a seguinte: Essa estrutura não é uma contradição de termo? (É 
concorrência ou monopólio?). O que melhor retrata esse tipo de estrutura de mercado são as empresas que detêm o monopólio de 
seu produto. Como é que pode deter o monopólio de um produto? Por meio da marca, da localização, da imagem, da grife. A 
diferenciação, portanto, é a chave das empresas que participam de uma estrutura de mercado como essa. É por essa razão que existe 
a possibilidade de preço-prêmio, isto é, o vendedor consegue vender seu produto a um preço maior que o concorrente por causa da 
marca. “Ele premia a empresa, pagando preços mais altos que os praticados por suas concorrentes, desde que a diferenciação o 
satisfaça...” (ROSSETTI, 1997, p. 511), mesmo que o produto do concorrente seja um bom substituto do seu. Por outro lado, é difícil de 
controlar os preços, justamente por haver produto substituto. O número de vendedores é grande; e, relativamente, é de fácil ingresso. 
Os exemplos são os mais comuns em nossa sociedade de consumo: os setores de confecção, de calçados, de serviços, de 
refrigerantes, de restaurantes.
Se quiser usar uma marca de um ídolo terá que submeter ao preço imposto pelo fabricante.
1.3 AS LEIS DE MERCADO: DEMANDA E OFERTA
Adam Smith publicou, em 1776, a obra "A Riqueza das Nações", como vimos na Aula anterior. Smith entendia que o mercado, como 
que guiado por uma “mão invisível”, levaria a sociedade ao crescimento econômico por meio da livre concorrência. Isso quer dizer 
que o mercado seria regido por duas forças: a demanda e a oferta. Para o escocês, o fato de todos os agentes econômicos estarem 
em busca de lucrar mais, havia grande promoção do bem-estar da sociedade (GREMAUD, 2004).
A demanda ou a procura, a oferta e os preços dos produtos ou a remuneração dos fatores de produção são elementos fundamentais 
no contexto do conceito de mercado (ROSSETTI,1997).
Pode-se dizer que a demanda do indivíduo por uma mercadoria está relacionada à quantidade do produto que uma pessoa pretende 
comprar, em um determinado período de tempo. Essa quantidade depende ou é função do preço do bem, da renda da pessoa, dos 
preços dos produtos substitutos e/ou complementares e do gosto ou dos hábitos do indivíduo. Assim, a função da demanda individual 
pode ser definida como:
Qdx = f (px; R; Pi; G)
Qdx = Quantidade demandada do indivíduo.
Px = Preço da mercadoria x.
R = Renda do indivíduo.
Pi = Preços dos outros produtos.
G = Gosto ou hábito do indivíduo.
A função Demanda do Indivíduo pela mercadoria x mostra as quantidades alternativas dessa mercadoria x a que ele está se propondo 
a comprar, para as várias alternativas de preço dessa mercadoria, quando se mantêm todos os demais fatores constantes ( ceteris 
paribus ).
Qdx = f (Px) ceteris paribus
Isso quer dizer que as quantidades de uma mercadoria que um indivíduo estará propenso a consumir dependem apenas do preço do 
produto, mantendo inalteradas as condições anteriores das outras variáveis (R; Pi; G). Se, de um período para outro, a sua renda, os 
preços dos outros produtos (substitutos e/ou complementares) e seu gosto ou hábito pela mercadoria não mudaram, as quantidades 
que o indivíduo estará disposto a levar para a casa, vão depender apenas do preço do bem.
Imagine que a função Demanda para um Indivíduo, referente à mercadoria X é Qdx = 16 - 2Px, ceteris paribus. Ao designarmos preços 
para a mercadoria X e substituirmos a função Qdx, em Px, teremos a escala de Demanda Individual (Tabela 1), com as quantidades 
demandadas para os respectivos preços.
Tabela 1 - Escala de Demanda Individual para a mercadoria x
Fonte: Adaptada de (SALVATORI, 1984).
A Tabela 1 demonstra uma relação inversamente proporcional preço/quantidade, demandada para a mercadoria X. Isso quer dizer 
que quando os preços sobem, as quantidades demandadas diminuem; o inverso é verdadeiro. O Gráfico 1 demonstra:
Gráfico 1 - Curva de Demanda Individual
Fonte: Elaborado pelo Autor.
A inclinação negativa da curva de Demanda é reflexo da relação inversamente proporcional preço/quantidade demandada.
Quando uma das condições ceteris paribus (R; Pi; G) se modifica, ocorre um deslocamento de toda a curva de demanda. O 
deslocamento pode ser para a direita (positivo) ou para a esquerda (negativo).
Se a renda do indivíduo aumentar de forma que a sua função demanda mude para Qd'x = 20 – 2Px ceteris paribus, a curva de 
demanda desse indivíduo se deslocará para a direita (positivamente), decorrente da nova escala de demanda (Tabela 2).
Tabela 2 - Nova Escala de Demanda Individual
Fonte: Elaborada pelo Autor
Com base na nova Escala de Demanda Individual (Tabela 2), resultante do acréscimo da renda do indivíduo, a curva de demanda se 
deslocou, positivamente, para a direita (de D para D’). O deslocamento foi para a direita por X se tratar de um bem normal (Gráfico 2).
Gráfico 2 - Deslocamento da Curva de Demanda Individual
Fonte: Elaborada pelo Autor.
Com o aumento da renda, a demanda por um bem normal aumenta enquanto que a demanda por um bem inferior diminui.
Resumindo, quando ocorrer uma variação no preço do produto X, ocorrerá um movimento em torno da mesma curva de demanda, 
estabelecendo uma variação inversa nas quantidades demandadas. Quando a renda (R) ou o preço dos outros produtos (Pi) ou o 
gosto (G) do indivíduo pelo produto mudam, ocorre uma variação na demanda pelo produto, fazendo com que haja um 
deslocamento de toda a curva de demanda.
Pode-se dizer que as quantidades que um produtor estará disposto a oferecer dependerá da função do preço da mercadoria, do 
custo de produção (tecnologia, clima, matéria-prima) e do preço dos demais produtos (substitutos ou complementares). A função 
oferta individual pode ser definida como
Qox = f (Px; T; C; MP; Pi)
Qox = Quantidade demandada do indivíduo.
Px = Preço da mercadoria x.
T = Tecnologia.
C = Clima.
MP= Matéria-prima.
Pi = Preços dos outros produtos.
A função oferta do produtor da mercadoria x mostra as quantidades alternativas dessa mercadoria x, que ele está se predispondo a 
oferecer, para as várias alternativas de preço dessa mercadoria, quando se mantêm todos os demais fatores constantes (ceteris 
paribus).
Qox = f (Px) ceteris paribus
Isso quer dizer que as quantidades de uma mercadoria que um produtor estará predisposto a oferecer dependerão apenas do preço 
do produto, mantendo inalteradas as condições anteriores das outras variáveis (T; C; MP; Pi). Se, de um período para outro, a 
tecnologia, o clima, o preço da matéria-prima e os preços dos outros produtos (substitutos e/ou complementares) não mudaram, as 
quantidades que o produtor estará disposto a oferecer vão depender apenas do preço do produto.
Imagine que a função oferta para um indivíduo referente à mercadoria X é Qox = 20Px, ceteris paribus. Ao designarmos preços para a 
mercadoria X e substituirmos na função Qox, em Px, teremos a Escala de Oferta Individual (Tabela 3), com as quantidades ofertadas 
para os respectivos preços.
Tabela 3 - Escala de Oferta Individual para a mercadoria x
Fonte: Adaptada de (SALVATORI, 1984).
A Tabela 3 demonstra uma relação diretamente proporcional preço/quantidade ofertada para a mercadoria X. Isso quer dizer que, 
quando os preços sobem, as quantidades ofertadas também sobem; o inverso é verdadeiro. Conforme demonstra o Gráfico 3.
Gráfico 3 - Curva de Oferta Individual
Fonte: Elaborado pelo Autor.
A inclinação positiva da curva de ofertaé reflexo da relação diretamente proporcional preço/quantidade ofertada.
Quando uma das condições ceteris paribus (T; C; MP; Pi) se modifica, ocorre um deslocamento de toda a curva de oferta. O 
deslocamento pode ser para a direita (positivo) ou para a esquerda (negativo).
Se ocorrer um incremento tecnológico de forma que a sua função oferta mude para Qo'x = 20 + 20Px ceteris paribus, a curva de oferta 
desse produtor se deslocará para a direita (positivamente) decorrente da nova escala de oferta (Tabela 4).
Tabela 4 - Nova Escala de Oferta Individual
Fonte: Elaborada pelo Autor.
Com base na Nova Escala de Oferta Individual (Tabela 4), resultante de um incremento tecnológico, a curva de oferta se deslocou, 
positivamente, para a direita (de O para O’). O deslocamento foi para a direita por se tratar de um melhor patamar produtivo, graças 
ao incremento tecnológico (Gráfico 4).
Gráfico 4 - Deslocamento da Curva de Oferta Individual
Fonte: Elaborado pelo Autor.
Com o incremento tecnológico, a produção aumentou, mas 
poderia ter ocorrido um evento, reduzindo a produção.
Quando ocorrer uma variação no preço do produto X, ocorrerá um movimento em torno da mesma curva de oferta, estabelecendo 
uma variação direta nas quantidades ofertadas. Quando os custos de produção (T; C; MP) ou o preço dos outros produtos (Pi) mudam, 
ocorre uma variação na oferta do produto, fazendo com que haja um deslocamento de toda a curva de oferta.
1.4 EQUILÍBRIO DE MERCADO
A função demanda de mercado é igual ao produto da função de demanda individual com o número de indivíduos idênticos; em 
termos de perfil de consumo para o produto em questão, no mercado. Pode-se dizer que a curva de demanda de mercado “resulta 
da soma horizontal de todas as curvas de demanda individuais para um determinado produto” (MENDES, 2004). O mesmo pode-se 
dizer da função e da curva de oferta em relação aos produtores, em termos de identidade produtiva.
O equilíbrio de mercado ocorre quando há uma igualdade entre as quantidades demandadas de mercado e as quantidades 
ofertadas de mercado. Esse equilíbrio de mercado é identificado, matematicamente, quando:
QDx = QOx
QDx = Quantidade Demandada de Mercado
QOx = Quantidade Ofertada de Mercado
O equilíbrio de mercado pode ser identificado graficamente, isto é, pelo ponto de interseção (Ponto E, do Gráfico 5) entre duas curvas 
de mercado, de demanda e de oferta.
Gráfico 5 - Equilíbrio de Mercado
Fonte: Elaborado pelo Autor.
O ponto E (Gráfico 5) representa o equilíbrio de mercado (interseção das curvas de Demanda e de Oferta), em que a um preço de 
$4,00, todas as quantidades demandadas serão supridas com as mesmas quantidades ofertadas.
Em um mercado de livre concorrência, se por um motivo haja uma imposição de um preço acima do equilíbrio, por exemplo $5,00, as 
quantidades demandadas reduzirão de 4 para 3; enquanto que, as quantidades ofertadas aumentarão para 6. Assim, ocorrerá um 
excesso de mercadoria no mercado, forçando o preço para baixo, rumo ao equilíbrio. O oposto, também, é verdadeiro. Caso haja 
uma imposição de um preço menor do equilíbrio, por exemplo $3,00, as quantidades demandadas aumentarão, enquanto as 
quantidades ofertadas reduzirão. Dessa forma, ocorrerá uma escassez da mercadoria no mercado, forçando um aumento nos preços 
rumo ao equilíbrio.
A Lei da Demanda estabelece uma relação preço/quantidade demandada inversamente proporcional.
As alterações nos preços, ceteris paribus determinam um movimento em torno da curva de demanda, estabelecendo, assim, uma 
variação nas quantidades demandadas, inversamente proporcional. Qual o grau em que a quantidade demandada responde a uma 
variação nos preços? (GREMAUD, 2004). Essa resposta é a responsável pela inclinação da curva de demanda; o que chamamos de 
elasticidade-preço da demanda; isto é, o grau de sensibilidade da variação nas quantidades demandadas, em função da alteração 
nos níveis de preços.
Para complementar seus estudos, vale a pena conferir os textos referenciados abaixo:
• José Paschoal Rossetti, Introdução à Economia, página 413, 17ª edição (1997).
• Amaury Patrick Gremaud, et al, Manual de Economia, página 141, 5ª edição (2004).
Pode-se, então, considerar a elasticidade-preço (€) da demanda como a relação da variação percentual da quantidade 
demandada (QD) com a variação percentual do preço (Px).
€ = variação % da QD
 variação % do Px
A Lei da Oferta estabelece uma relação preço/quantidade ofertada diretamente proporcional.
As alterações nos preços, ceteris paribus determinam um movimento em torno da curva de oferta, estabelecendo, assim, uma 
variação nas quantidades ofertadas, diretamente proporcional. Qual o grau em que a quantidade ofertada responde a uma variação 
nos preços? (ROSSETTI, 1997). Essa resposta é a responsável pela inclinação da curva de oferta; o que chamamos de elasticidade-preço 
da oferta, isto é, o grau de sensibilidade da variação nas quantidades ofertadas em função da alteração nos níveis de preços.
Para complementar seus estudos, vale a pena ler o texto referenciado abaixo:
• José Paschoal Rossetti, Introdução à Economia, página 422, 17ª edição (1997).
Pode-se, então, considerar a elasticidade-preço (€) da oferta como a relação da variação percentual da quantidade ofertada (QO) 
com a variação percentual do preço (Px).
€ = variação % da QO
 variação % do Px
Prezado(a), Aluno(a), ao final desta Aula, você consegue analisar, interpretar dados e informações de caráter econômico, frente à 
política econômica atual? Consegue realizar a análise microeconômica, por meio de conhecimentos sobre os conceitos fundamentais 
da Economia? Caso consiga responder estas perguntas, parabéns! Você atingiu os objetivos desta Aula! Caso tenha encontrado 
dificuldade para responder alguma delas, aproveite para reler o conteúdo da Aula, acessar o UNIARAXÁ Virtual e interagir com seus 
colegas e Tutor(a), a fim de sanar todas as suas dúvidas. Você não está sozinho(a) nesta caminhada! Conte conosco!
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RECAPITULANDO
Caro(a), Aluno(a), nesta Aula, você teve a oportunidade de tomar conhecimento sobre alguns conceitos fundamentais, referentes aos 
aspectos microeconômicos. Não tivemos a intenção, nem de longe, de explorar todos os conceitos elementares de microeconomia. 
Mas, você conseguiu ter uma noção das estruturas de mercado e suas características fundamentais, em termos de concorrência. 
Conseguimos enumerar alguns exemplos próximos de concorrência perfeita e monopólio; e, outros, de oligopólio e concorrência 
monopolística.
Em se tratando das leis de mercado, você viu como se comportam as duas forças que regem o mercado: demanda ou procura e 
oferta. Por meio de gráficos, tornou mais fácil o entendimento das relações existentes entre preços/quantidades demandadas e 
preços/quantidades ofertadas. Teve conhecimento, também, de como se dá o equilíbrio de mercado, de forma matemática e por 
meio da interseção das curvas de demanda e oferta, em gráficos. Você teve conhecimento sobre a diferença de um movimento em 
torno da curva de demanda, resultante da variação do preço – por exemplo – dando origem a uma variação inversa nas quantidades 
demandadas e o deslocamento de toda a curva de demanda, como resultado de um aumento da renda – por exemplo – 
aumentando ou diminuindo a procura pelo bem (dependendo do tipo do bem: normal ou inferior).
Não se preocupe com o termo elasticidade-preço da demanda e da oferta. Para um melhor entendimento desse termo, necessário se 
faz um aprofundamento maior sobre os conceitos, que não foi o nosso propósito. Mas, se for de seu interesse, saiba mais por meio das 
referências citadas.
Na próxima Aula, abordaremos os fundamentos da Teoria do Consumidor. Até lá!
REFERÊNCIAS
CARVALHO, Luiz Carlos P. Microeconomia introdutória: para cursos de administração e contabilidade. São Paulo: Atlas, 1996.
CUNHA,Fleury Cardoso da. Microeconomia: teoria, questões e exercícios. São Paulo: Makron Books, 2000.
GREMAUD, Amaury Patrick et al. Manual de economia. 5 ed. São Paulo: Saraiva, 2004.
MENDES, Judas Tadeu Grassi. Economia: fundamentos e aplicações. São Paulo: Prentice Hall, 2004.
ROSSETTI, José Paschoal. Introdução à Economia. 17 ed. São Paulo: Atlas, 1997.
SALVATORE, Dominick. Microeconomia. 2 ed. São Paulo, McGraw-Hill do Brasil, 1984.
Conluio
Cartel
Ceteris paribus
CONLUIO
É a combinação de preços por parte dos poucos produtores de bens padronizados.
CARTEL
Acordo de cooperação entre empresas que buscam manter (entre elas) a cota de produção do mercado, determinando os preços 
e limitando a concorrência.
CETERIS PARIBUS
É uma expressão do latim que significa condições anteriores inalteradas.

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