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Conceito de Direito Eleitoral 
 
 
 
Segundo Francisco Dirceu Barros, Direito Eleitoral é um ramo do Direito Público que trata dos 
institutos relacionados aos direitos políticos e das eleições, em todas as suas fases, como forma de escolha 
dos titulares dos mandatos eletivos e das instituições do Estado. Assim ⤵ 
 
INTRODUÇÃO 
 
 
 
 
 
 
Espécies 
 
Para elencar as fontes do Direito Eleitoral, utilizaremos algumas de suas classificações: 
 
 
 
 
 
 
FONTE
S 
DIRETAS 
Fontes primárias: 
 
o Código Eleitoral – Lei 4.737/65 
o Lei das Eleições – Lei 9.504/97 
o Lei orgânica dos Partidos Políticos – Lei 9.096/95 
o Lei das inelegibilidades – Lei complementar 64/90 
Fontes secundárias: 
o Resoluções do TSE. 
o Consultas ao TSE e aos TRE’s. 
 
o Código Civil. 
FONTES o Código de Processo Civil. 
INDIRETAS o Código Penal. 
 o Código de Processo Penal. 
Em relação às fontes diretas secundárias, temos o seguinte: 
 
 
 
RESOLUÇÕES 
DO TSE 
É competência privativa do TSE expedir as instruções (resoluções) que julgar 
convenientes à execução da legislação eleitoral. Nesse sentido, as Resoluções do TSE 
são normas de caráter infralegal e regulamentar, por meio das quais o TSE dá 
cumprimento à legislação infraconstitucional. 
São consideradas fontes formais, secundárias e diretas. 
 
CONSULTAS 
As consultas são fontes materiais que consistem na atribuição conferida aos TRE’s e ao 
TSE para responder questionamentos em matéria eleitoral feitos por autoridades 
competentes, desde que não se refira a um caso concreto. 
Fontes do Direito Eleitoral 
 
 
 
No que se refere à competência para formular os questionamentos, tem-se o seguinte ⤵ 
 
 
Class if icação 
 
Materiais e Formais 
 
As fontes materiais dizem respeito ao conjunto de fatores que influenciam o surgimento da norma, 
que, por sua vez, é fonte formal. Por exemplo ⤵ 
 
 
 
 
Primárias e Secundárias 
 
As fontes primárias emanam do Poder Legislativo e inovam a ordem jurídica, retirando fundamento 
de validade direito da Constituição, sendo, portanto, sujeitas ao controle de constitucionalidade. 
Já as fontes secundárias servem para regulamentar ou interpretar as fontes primárias, retirando 
destas o seu fundamento de validade, sujeitando-se, portanto, ao controle de legalidade. 
Exemplos ⤵ 
 
 
 
 
 
Competência legis lat iva em matéria eleitoral 
 
 
Diretas e Indiretas 
 
As fontes diretas tratam diretamente sobre Direito Eleitoral, enquanto as fontes indiretas não tratam 
sobre Direito Eleitoral, mas são aplicáveis subsidiariamente à disciplina. Exemplos ⤵ 
 
 
 
 
Medida Provisória 
 
A CRFB/88, em seu artigo 62, §1º, I, alínea “a”, veda a edição de medidas provisórias em matéria 
eleitoral. Assim, NÃO É POSSÍVEL que MP disponha sobre: 
o Direitos Políticos. 
o Partidos Políticos. 
o Direito Eleitoral. 
 
Lei Delegada 
 
Em relação à Lei Delegada, a CRFB/88, em seu artigo 68, §1º, II, TAMBÉM VEDA a sua edição 
para tratar de assuntos em matéria eleitoral. 
Segundo o disposto no artigo 22, I, da CRFB/88, compete PRIVATIVAMENTE à União legislar sobre 
Direito Eleitoral. O parágrafo único deste artigo estabelece a possibilidade de delegação das matérias nele 
relacionadas. Entretanto, considerando que o processo eleitoral e as regras aplicáveis às eleições são as mesmas 
para todo o território nacional, não é possível que a União delegue a competência eleitoral aos Estados. 
 
 
Princípio da anualidade 
Princípio da lisura das eleições 
 
 
 
O art. 16 da CRFB/88 dispõe que a lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de 
sua publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano de sua vigência. Significa dizer que a lei 
que altera o processo eleitoral tem vigência IMEDIATA, mas sua eficácia só ocorre após 1 ano da vigência. 
 
Deste modo, não há vacatio legis na lei que alterar o processo eleitoral, pois a lei entra em vigor na data 
da publicação. Entretanto, a eficácia fica condicionada ao decurso do prazo de um ano. Vejamos ⤵ 
LEI ELEITORAL → VIGÊNCIA IMEDIATA + EFICÁCIA POSTERGADA 
Aplicação do princípio ⤵ 
 
APLICA-SE Lei ordinária e lei complementar. 
NÃO SE APLICA Resoluções do TSE (pois não inovam o ordenamento jurídico. 
Ademais, vale pontuar que o STF entendeu ser razoável exigir das decisões do TSE, quando 
implicarem alterações no processo eleitoral, a observância do princípio da anualidade. 
Importante mencionar que o princípio ora estudado é considerado cláusula pétrea (art. 60, §4º, IV, 
da CRFB/88), uma vez que representa a segurança jurídica, sendo, portanto, um direito fundamental. 
 
+": ULTRATIVIDADE DA LEI ELEITORAL +": 
Pelo fenômeno da ultratividade, a lei eleitoral revogada continua sendo aplicada, em decorrência do 
princípio da anualidade. Por exemplo → a minirreforma eleitoral, que entrou em vigor em 11/12/2013, 
somente poderia ser aplicada às eleições que ocorressem após 11/12/2014, nesse caso, o TSE entendeu 
que os dispositivos revogados por ela permaneceriam aplicáveis às eleições de 2014. 
 
Por meio desse princípio, defende-se a condução franca, leal e sincera das eleições por todas as 
partes envolvidas no processo eleitoral, com vistas ao exercício legítimo da democracia. 
PRINCÍPI OS DO DIREITO ELEITORAL 
 
 
Princípio da moralidade eleitoral 
Princípio do devido processo lega l 
 
 
O parágrafo único do artigo 1º da Constituição Federal estabelece o seguinte: 
 
Todo o poder emana do povo, que o EXERCE por meio de representantes eleitos (de forma indireta) 
ou diretamente (plebiscito, referendo, iniciativa popular), nos termos desta Constituição. 
 
Este princípio defende que, para concorrer a cargos eletivos, a vida pregressa do indivíduo teve ter 
sido pautada na ética e na moral. Exemplo de aplicação deste princípio é a “Lei da Ficha Limpa”. 
 
O cenário eleitoral demanda ritos céleres (muito mais do que a Justiça Comum), uma vez que a 
demora é capaz de causar danos irreparáveis a candidatos e partidos políticos. Exemplos de aplicação ⤵ 
 
1 O prazo para interposição dos recursos, em regra, é de 3 dias. 
 
2 
As decisões do TSE, em regra, são irrecorríveis, uma vez que é a última instância possível em 
matéria estritamente eleitoral. 
 
3 
Prazo de 1 ano entre a propositura da ação e o resultado do julgamento para as ações que possam 
resultar na perda de mandato eletivo. 
 
O processo eleitoral é um conjunto de procedimentos e deve observar o seguinte: 
 
Ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal. 
Nesse sentido, deve-se garantir aos litigantes, dentre outros: 
 
o A igualdade de tratamento. 
o O contraditório e a ampla defesa. 
o O julgamento pelo juiz natural (juízo competente). 
Princípio da celeridade eleitoral 
Princípio da soberania popular 
 
 
Princípios Republicano e Democrático 
 
 
O processo eleitoral deve ser isonômico entre partidos políticos e candidatos. Vale dizer que a 
isonomia também é garantida com o estabelecimento de diferenciações (ações afirmativas) capazes de 
reduzir a exclusão de minorias sociais. São exemplos disso: 
 
 
 
 
 
LEI DAS ELEIÇÕES 
Art. 10. Cada partido poderá registrar candidatos para a Câmara dos 
Deputados, a Câmara Legislativa, as Assembleias Legislativas e as 
Câmaras Municipais no total de até 100% do número de lugares a 
preencher mais 1. 
§ 3º Do número de vagas resultante das regras previstas neste artigo, 
cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% e o máximo 
de 70% para candidaturas de cada sexo. 
 
 
 
 
EMENDA CONSTITUCIONAL 
111 DE 2021 
Art. 2º Para fins de distribuição entre os partidos políticos dos recursos 
do fundo partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha 
(FEFC), os votos dados a candidatas mulheres ou a candidatos negros 
para a Câmara dos Deputados nas eleições realizadasresolvido em igual prazo. 
 
 
Condutas vedadas aos agentes públicos 
 
 
 
 
Fiscais e delegados 
 
A escolha de fiscais e delegados, pelos partidos ou coligações, NÃO poderá recair ⤵ 
 
o Em menor de 18 anos. 
o Em quem, por nomeação do Juiz Eleitoral, já faça parte de Mesa Receptora. 
 
O fiscal poderá ser nomeado para fiscalizar mais de uma Seção Eleitoral, no mesmo local de votação. 
 
Credenciais 
 
As credenciais de fiscais e delegados serão expedidas, exclusivamente, pelos partidos ou coligações, 
sendo que o presidente do partido ou o representante da coligação deverá registrar na Justiça Eleitoral o 
nome das pessoas autorizadas a expedir as credenciais dos fiscais e delegados. 
Para o acompanhamento dos trabalhos de votação, só será permitido o credenciamento de, NO 
MÁXIMO, 2 fiscais de cada partido ou coligação por seção eleitoral. 
São proibidas aos agentes públicos, servidores ou não, dentre outras, as seguintes condutas 
tendentes a afetar a igualdade de oportunidades entre candidatos nos pleitos eleitorais ⤵ 
o Ceder ou usar, em benefício de candidato, partido político ou coligação, bens móveis ou imóveis 
pertencentes à administração direta ou indireta da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos 
Territórios e dos Municípios, ressalvada a realização de convenção partidária. 
o Com exceção da propaganda de produtos e serviços que tenham concorrência no mercado, 
autorizar publicidade institucional dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos 
públicos federais, estaduais ou municipais, ou das respectivas entidades da administração indireta, 
SALVO em caso de grave e urgente necessidade pública, assim reconhecida pela Justiça Eleitoral 
(nos 3 meses que antecedem o pleito). 
o Realizar, no primeiro semestre do ano de eleição, despesas com publicidade dos órgãos públicos 
federais, estaduais ou municipais, ou das respectivas entidades da administração indireta, que 
excedam a média dos gastos no primeiro semestre dos três últimos anos que antecedem o pleito 
Fiscalização das eleições 
 
 
 
 
 
 
 
 
Introdução 
 
Este sistema considera vencedor do pleito eleitoral aquele candidato que obtiver maioria dos votos. 
 
Maioria simples 
 
No caso de eleições que se resolvam em apenas um turno (Senadores e Prefeitos em Municípios com 
 200 mil eleitores, ou nas eleições para Governador 
(de Estado ou do Distrito Federal) e Presidente da República, será adotado o sistema majoritário de MAIORIA 
ABSOLUTA, situação em que observamos a necessidade de apuração de 50%+ 1 de todos os votos válidos 
em favor de um candidato para que seja então definido o vencedor da eleição. 
Caso não seja atingido o valor necessário para definição de vencedor, será realizada nova eleição (2° 
turno) no último domingo do mês de outubro, constando nas urnas os dois candidatos mais bem votados em 
primeiro turno. Será considerado vencedor, então, aquele que obtiver maioria simples dos votos válidos. 
Resumindo. . . 
 
Sistema majoritário 
SISTEMAS ELEITORAIS 
 
 
 
 
 
 
Introdução 
 
No sistema proporcional o mandato eletivo NÃO pertence ao candidato, mas ao partido político. 
Nesse sentido ele “premia” o partido politico com o melhor desempenho com cadeiras: 
 
NA CÂMARA DOS DEPUTADOS Quando se tratar de Deputados Federais. 
NAS ASSEMBLEIAS LEGISLATIVAS Quando se tratar de Deputados Estaduais. 
NA CÂMARA DISTRITAL Quando se tratar de Deputados Distritais. 
NAS CÂMARAS MUNICIPAIS Quando se tratar de Vereadores. 
Os votos, no sistema proporcional, poderão ser: 
 
NOMINAIS Quando direcionados aos candidatos. 
NA LEGENDA Quando direcionados aos partidos. 
 
Cálculo do número de cadeiras 
 
Ordem 
 
A forma de cálculo do número de cadeiras a que cada partido tem direito nas eleições proporcionais 
foi alterada pela Lei 14.211 de 2021, sendo esta a ordem dos cálculos: 
 
1 Quociente eleitoral. 
2 Quociente partidário. 
3 Sobras eleitorais. 
 
Quociente eleitoral 
 
Determina-se o quociente eleitoral (QE) dividindo-se o número de votos válidos (= excluídos os 
brancos e os nulos) apurados pelo de lugares a preencher em cada circunscrição eleitoral, desprezada a 
fração SE IGUAL OU INFERIOR A MEIO, equivalente a um, SE SUPERIOR. Assim: 
 
QE = VOTOS VÁLIDOS ➗ NÚMERO DE LUGARES A PREENCHER 
Sistema proporcional 
 
 
 
Feita a divisão, a fração: 
 
É DESPREZADA Se for = ou 0,5 
Somente participa da distribuição de cadeiras o partido que alcançar o quociente eleitoral, SALVO 
se na próxima etapa (cálculo do quociente partidário) não forem preenchidas todas as vagas. 
 
Quociente partidário 
 
Determina-se para cada partido o quociente partidário (QP) dividindo-se pelo quociente eleitoral (QE) 
o número de votos válidos dados sob a mesma legenda, DESPREZADA A FRAÇÃO. 
 
QP = VOTOS VÁLIDOS AO PARTIDO ➗ QE 
O resultado é o número de cadeiras a que o partido tem direito. 
 
Sobras eleitorais 
 
Podem haver sobras: 
 
o Da aplicação dos quocientes partidários (calculados todos os QP e distribuídas as vagas). 
o Dos candidatos mais votados de um partido que, mesmo dentro das vagas a que este partido tem 
direito, não tiverem obtido o número de votos igual ou superior a 10% do QE (art. 108, do CE – 
clausula de barreira → votação nominal mínima). 
Essas sobras serão distribuídas de acordo com as seguintes regras: 
 
 
 
1 
Dividir-se-á o número de votos válidos atribuídos a cada partido pelo número de lugares por ele 
obtido mais 1, cabendo ao partido que apresentar a maior média um dos lugares a preencher, 
desde que tenha candidato que atenda à exigência de votação nominal mínima. Assim: 
VOTOS VÁLIDOS DO PARTIDO ➗ (Nº DE CADEIRAS OBTIDAS + 1) 
2 Repetir-se-á a operação para cada um dos lugares a preencher. 
 
3 
Quando não houver mais partidos com candidatos que atendam às duas exigências da regra 1, as 
cadeiras serão distribuídas aos partidos que apresentarem as maiores médias. 
 
 
 
Poderão concorrer à distribuição dos lugares: 
 
o Todos os partidos que participaram do pleito, desde que tenham obtido pelo menos 80% do QE. 
o Os candidatos que tenham obtido votos em número igual ou superior a 20% do QE. 
Por fim, vale mencionar 2 situações possíveis: 
EMPATE Em caso de empate, haver-se-á por eleito o candidato mais idoso. 
 
NÃO ALCANCE DO QE 
Se nenhum partido alcançar o quociente eleitoral, considerar-se-ão eleitos, até 
serem preenchidos todos os lugares, os candidatos mais votados. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Conceito 
 
Pode-se dizer que o partido político se constitui em um agrupamento de pessoas que possuem 
ideais semelhantes e que buscam alcançar e manter o poder político, por meio de cargos políticos eletivos. 
Além disso, é pessoa jurídica de direito PRIVADO e visa assegurar, no interesse do regime democrático, 
a autenticidade do sistema representativo e defender os direitos fundamentais previstos na CRFB/88. 
 
O partido político não se equipara às entidades paraestatais. 
 
Princípios 
 
Autonomia partidária 
 
A CRFB/88 assegura aos partidos políticos AUTONOMIA para definir sua estrutura interna e 
estabelecer regras sobre ⤵ 
o Sua organização e funcionamento. 
o Escolha, formação e duração de seus órgãos permanentes e provisórios. 
o Critérios de escolha e regime de suas coligações NAS ELEIÇÕES MAJORITÁRIAS. 
Sobre as coligações partidárias, conforme estudamos anteriormente, é importante destacar que a 
EC 97/2017 veda a sua criação nas eleições proporcionais, sendo as coligações permitidas somente nas 
eleições majoritárias. Esta regra começou a valer a partir das eleições de 2020. 
Além disso, a referida emendaveda a verticalização partidária, de modo que, formada a coligação a 
nível nacional, não é necessário formar as mesmas coligações a nível regional ou municipal. 
 
É o que diz a CRFB/88 quando afirma NÃO SER OBRIGATÓRIA A VINCULAÇÃO entre as candidaturas 
em âmbito nacional, estadual, distrital ou municipal. 
Introdução 
PARTIDOS POLÍTI COS 
 
 
Imita a estrutura e a disciplina do exército, sem dele fazer parte ORGANIZAÇÃO PARAMILITAR 
 
 
Liberdade partidária 
 
A CRFB/88 estabelece que é livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos , 
resguardados a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os direitos fundamentais da 
pessoa humana e observados os seguintes preceitos ⤵ 
 
1 Caráter nacional. 
 
2 
Proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo estrangeiros ou de 
subordinação a estes. 
3 Prestação de contas à Justiça Eleitoral. 
4 Funcionamento parlamentar de acordo com a lei. 
Assim ⤵ 
 
 
 
 
Vedação 
 
É vedado ao partido político ministrar instrução militar ou paramilitar, utilizar-se de organização da 
mesma natureza e adotar uniforme para seus membros. 
 
 
 
 
 
 
Introdução 
 
A Constituição dispõe que os partidos políticos, após adquirirem personalidade jurídica, na forma da lei 
civil, registrarão seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral. Isso significa que os partidos devem realizar o 
registro civil (para adquirir personalidade jurídica) e o registro no TSE (para ter validade eleitoral). 
A partir deste último registro, o partido: 
o Tem possibilidade de participar do processo eleitoral. 
o Pode receber recursos do Fundo Partidário. 
o Tem acesso gratuito ao rádio e à televisão. 
o Tem exclusividade de denominação, sigla e símbolos. 
 
Aquisição de personalidade jurídica 
 
O requerimento do registro de partido político, dirigido ao cartório competente do Registro Civil das 
Pessoas Jurídicas do local de sua sede, deve ser subscrito pelos seus fundadores, em número nunca inferior a 
101, com domicílio eleitoral em, no mínimo, 1/3 dos Estados, e será acompanhado de: 
o Cópia autêntica da ata da reunião de fundação do partido. 
o Exemplares do Diário Oficial que publicou, no seu inteiro teor, o programa e o estatuto. 
o Relação de todos os fundadores com o nome completo, naturalidade, número do título eleitoral com a 
Zona, Seção, Município e Estado, profissão e endereço da residência. 
 
Apoiamento mínimo de eleitores 
 
O caráter nacional do partido é comprovado por intermédio do apoiamento mínimo, que exige 
 
o 0,5% do eleitorado da Câmara dos Deputados, sem considerar votos brancos e nulos. 
o Distribuídos em 1/3 dos Estados com 0,1% do eleitorado que haja votado em cada um deles. 
o Que seja obtido no período de 2 anos. 
Tais requisitos devem ser comprovados no momento do registro. 
 
COMPROVAÇÃO 
A prova do apoiamento mínimo de eleitores é feita por meio de suas assinaturas, com menção ao número 
do respectivo título eleitoral, em listas organizadas para cada Zona, sendo a veracidade das respectivas 
assinaturas e o número dos títulos atestados pelo Escrivão Eleitoral. 
Etapas de criação 
 
 
Programa e Estatuto 
 
 
Registro do estatuto no TSE 
 
Os dirigentes nacionais promoverão o registro do estatuto do partido junto ao Tribunal Superior 
Eleitoral, através de requerimento acompanhado de 
o Exemplar autenticado do inteiro teor do programa e do estatuto, inscritos no Registro Civil. 
o Certidão do registro civil da pessoa jurídica. 
o Certidões dos cartórios eleitorais que comprovem o apoiamento mínimo de eleitores. 
O procedimento ocorre da seguinte forma ⤵ 
1 Protocolo do pedido de registro no TSE. 
2 Distribuição do processo ao Relator, no prazo de 48 horas. 
3 Oitiva da Procuradoria-Geral, em 10 dias. 
4 Diligências, se for o caso, em 10 dias. 
5 Se não houver diligências ou após o seu atendimento, o TSE registra o estatuto, em 30 dias. 
 
Observadas as disposições constitucionais e as da Lei dos Partidos Políticos, o partido é livre para 
fixar, em seu programa, seus objetivos políticos e para estabelecer, em seu estatuto, a sua estrutura interna, 
organização e funcionamento. Assim ⤵ 
 
PROGRAMA Objetivos políticos. 
 
 
ESTATUTO 
o Estrutura interna 
o Organização 
o Funcionamento 
Vedada a diferenciação entre os filiados! 
 
 
 
 
A EC 97/2017 criou uma cláusula de barreira (ou de desempenho), prevendo que os partidos 
somente terão acesso aos recursos do Fundo Partidário e ao tempo de propaganda gratuita no rádio e na 
televisão se atingirem um patamar mínimo de candidatos eleitos. Vejamos: 
 
Somente terão direito a recursos do fundo partidário e acesso gratuito ao rádio e à televisão, na forma 
da lei, os partidos políticos que alternativamente ⤵ 
 
1 
Obtiverem, nas eleições para a Câmara dos Deputados, no mínimo, 3% dos votos válidos, 
distribuídos em pelo menos 1/3 das unidades da Federação, com um mínimo de 2% dos votos 
válidos em cada uma delas; ou 
 
2 
Tiverem elegido pelo menos 15 Deputados Federais distribuídos em pelo menos 1/3 das unidades 
da Federação. 
Entretanto, ao eleito por partido que não preencher estes requisitos previstos, é assegurado o 
mandato e facultada a filiação, sem perda do mandato, a outro partido que os tenha atingido , não sendo 
essa filiação considerada para fins de distribuição dos recursos do fundo partidário e de acesso gratuito ao 
tempo de rádio e de televisão (exceção à fidelidade partidária → hipótese de justa causa). 
Regra de transição → a cláusula de barreira somente vai produzir todos os seus efeitos a partir das 
eleições de 2030. Enquanto isso, a Emenda previu uma regra de transição de forma que, a cada eleição, 
os requisitos vão se tornando mais rigorosos até que atinja os critérios do § 3º do art. 17 em 2030. 
Cláusula de barreira 
 
 
 
 
 
 
Introdução 
 
A filiação partidária é condição de elegibilidade. 
 
Só pode filiar-se a partido o eleitor que estiver no pleno gozo de seus direitos políticos. 
 
Prazo 
 
Só pode concorrer às eleições o candidato que possuir, POR PELO MENOS 6 MESES: 
 
o Domicílio eleitoral na circunscrição. 
o Filiação partidária. 
O estatuto do partido poderá estabelecer um tempo superior (nunca inferior) de filiação para que o 
filiado se lance candidato, não sendo admissível a alteração dessa regra no estatuto no ano das eleições. 
Conhec imento da Just iça Ele itoral 
 
Deferido internamente o pedido de filiação, o partido político, por seus órgãos de direção municipais, 
regionais ou nacional, deverá inserir os dados do filiado no sistema eletrônico da Justiça Eleitoral, que 
automaticamente enviará aos juízes eleitorais, para arquivamento, publicação e cumprimento dos prazos de 
filiação partidária para efeito de candidatura a cargos eletivos, a relação dos nomes de todos os seus filiados, da 
qual constará a data de filiação, o número dos títulos eleitorais e das seções em que estão inscritos. 
Desl igamento 
 
Para desligar-se do partido, basta comunicação escrita do filiado ao órgão de direção municipal e ao Juiz 
Eleitoral da Zona em que for inscrito. Após 2 dias, o vínculo torna-se extinto, para todos os efeitos. 
Cancelamento 
 
O cancelamento IMEDIATO da filiação partidária verifica-se nos casos de: 
 
o Morte. 
o Perda dos direitos políticos. 
o Expulsão. 
o Outras formas previstas no estatuto, com comunicação obrigatória ao atingido em 48 horas da decisão. 
o Filiação a outro partido, DESDE QUE a pessoa comunique o fato ao juiz da respectiva zona eleitoral. 
 
Em caso de coexistência de filiações partidárias, prevalece a mais recente, cancelando-se as demais. 
Fil iação Part idár ia 
 
 
 
 
As regras variam conforme o sistema de eleição: 
 
Sistema majoritário: não se perde o mandato por desfiliação partidária. 
 
Sistema proporcional: o detentor de cargo eletivo que, SEM JUSTA CAUSA, se desfilia do partido, 
perde o mandato.Assim, é possível sair do partido sem perder o cargo nas hipóteses de JUSTA CAUSA: 
o Em caso de concordância do partido (EC 111 de 2021). 
 
+": TRANSCRIÇÃO DO TEXTO DA EMENDA III DE 2021 :+" 
Os Deputados Federais, os Deputados Estaduais, os Deputados Distritais e os Vereadores que se 
desligarem do partido pelo qual tenham sido eleitos perderão o mandato, salvo nos casos de anuência do 
partido ou de outras hipóteses de justa causa estabelecidas em lei, não computada, em qualquer caso, a 
migração de partido para fins de distribuição de recursos do fundo partidário ou de outros fundos públicos 
e de acesso gratuito ao rádio e à televisão. 
o Se o partido mudar substancialmente ou se desviar reiteradamente do seu programa partidário. 
o Caso o ocupante do cargo sofra grave discriminação política pessoal. 
o Se a mudança de partido ocorrer durante o período de 30 dias que antecede o prazo de filiação 
exigido em lei para concorrer à eleição, majoritária ou proporcional, ao término do mandato vigente. 
Quanto à última hipótese, cabe elucidar que o político poderá mudar de partido sem perder o cargo 
se fizer isso no último ano de seu mandato e dentro do período de 30 dias que antecede o prazo de 
filiação exigido em lei para concorrer à eleição (este prazo exigido em lei é de 6 meses antes da eleição). 
Nesse contexto, a Emenda Constitucional 91 de 2016 criou mais uma “janela” para que os políticos 
possam trocar de partido sem perder o cargo que ocupam, prevendo o seguinte: 
 
É facultado ao detentor de mandato eletivo desligar-se do partido pelo qual foi eleito nos 30 dias seguintes 
à promulgação desta EC, sem prejuízo do mandato, não sendo essa desfiliação considerada para fins de 
distribuição dos recursos do Fundo Partidário e de acesso gratuito ao tempo de rádio e televisão. 
Esta regra é temporária e foi válida até 19 de março de 2016, data em que sua eficácia foi exaurida 
Trata-se de uma EMENDA AVULSA, pois não altera nenhum dispositivo da Constituição Federal. 
Fidelidade partidária 
 
 
 
 
 
 
Introdução 
 
Conforme vimos, é livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos. 
 
Para a fusão e a incorporação, é necessária a decisão dos órgãos nacionais de deliberação dos 
partidos envolvidos, além de ter o registro definitivo no TSE há, pelo menos, 5 anos. 
 
RECURSOS E TEMPO DE RÁDIO E TELEVISÃO 
Os recursos do Fundo Partidário são somados no caso de fusão e, no caso de incorporação, os recursos 
do partido incorporado são agregados para o partido incorporador. 
A mesma lógica se aplica ao tempo de rádio e televisão. 
 
Fusão 
 
Fusão é a união de dois ou mais partidos para formarem um terceiro. 
 
Neste processo, como há a criação de um novo partido, é necessário que os órgãos nacionais dos 
partidos envolvidos votem, por maioria absoluta: 
o A adoção do novo estatuto. 
o A adoção do novo órgão de direção. 
Além disso, também são necessários os registros → civil e no TSE. 
 
Incorporação 
 
Na incorporação há a absorção de um partido por outro. 
 
Nesse caso, compete à agremiação a ser INCORPORADA, votar, por maioria absoluta, sobre a adoção 
do estatuto e do programa do outro partido. Somente após a decisão pelo partido incorporado haverá uma 
reunião conjunta entre ambos os órgãos nacionais para decidir quanto ao novo órgão de direção nacional. 
Após a reunião conjunta e a deliberação quanto ao novo órgão de direção nacional, o documento 
de deliberação da incorporação deverá ser levado a registro (no ofício civil e no TSE). 
Será necessário também o cancelamento do registro do partido incorporado. 
Fusão, Incorporação e Extinção 
 
 
Finanças 
 
 
Extinção 
 
A extinção de partidos políticos poderá decorrer: 
 
o Da fusão ou da incorporação. 
o De decisão do próprio partido político. 
o De determinação do TSE, nos casos de: 
 Recebimento de recursos ou subordinação a estrangeiros. 
 Não prestação de contas. 
 Adoção de organização paramilitar. 
 
 
 
Escrituração contábi l 
 
O partido político, através de seus órgãos nacionais, regionais e municipais, deve manter escrituração 
contábil, de forma a permitir o conhecimento da origem de suas receitas e a destinação de suas despesas. 
Fontes vedadas 
 
Nesse sentido, são vedadas as seguintes fontes de receita: 
 
o Entidade/governos estrangeiros. 
o Entes públicos. 
o Pessoas jurídicas de direito privado. 
o Entidade de classe ou sindical. 
o Pessoas naturais não filiadas que ocupem cargo em comissão ou empregados públicos. 
 
Balanço contáb il 
 
O partido está obrigado a enviar, anualmente, à Justiça Eleitoral, o balanço contábil do exercício findo, 
até o dia 30 de junho do ano seguinte. Nesse sentido, observa-se o seguinte: 
 
TSE Recebe o balanço dos órgãos nacionais. 
TRE Recebe o balanço dos órgãos regionais. 
JUÍZES ELEITORAIS Recebe o balanço dos órgãos municipais. 
 
 
Fundo Partidário 
 
 
Sanções 
 
Constatada a violação de normas legais ou estatutárias, ficará o partido sujeito às seguintes sanções: 
 
RECURSOS SANÇÕES 
ORIGEM NÃO MENCIONADA 
OU ESCLARECIDA 
Fica suspenso o recebimento das quotas do Fundo Partidário até que o 
esclarecimento seja aceito pela Justiça Eleitoral. 
VEDADOS Fica suspensa a participação no Fundo Partidário por 1 ano. 
DOAÇÕES CUJO VALOR 
ULTRAPASSE OS LIMITES 
Fica suspensa por 2 anos a participação no Fundo Partidário e será 
aplicada multa correspondente ao valor que exceder os limites fixados. 
 
A desaprovação das contas do partido implicará exclusivamente a sanção de devolução da 
importância apontada como irregular, acrescida de multa de até 20%. 
 
Constituição 
 
No Brasil, o sistema de financiamento dos partidos é misto, pois estes recebem recursos estatais e 
particulares. Assim, integram o fundo partidário: 
o Multas e penalidades pecuniárias. 
o Recursos financeiros destinados por lei. 
o Doações de pessoas FÍSICAS. 
o Dotações orçamentárias da União (valor mínimo R$ 0.35 por eleitor). 
 
Distribuição 
 
Os valores são distribuídos da seguinte forma: 
 
 
5% 
Divididos em partes iguais entre os partidos políticos que façam jus ao Fundo Partidário 
conforme regras constitucionais. 
 
95% 
Distribuídos aos partidos de acordo com a proporção dos votos recebidos nas últimas eleições 
para a Câmara dos Deputados. 
 
 
 
 
Destinação 
 
Os recursos oriundos do Fundo Partidário serão aplicados: 
 
 
 
1 
Na manutenção das sedes e serviços do partido, permitido o pagamento de pessoal, a qualquer título, 
observado, do total recebido, os seguintes limites: 
o 50% para o órgão nacional. 
o 60% para cada órgão estadual e municipal. 
2 Na propaganda doutrinária e política. 
3 No alistamento e campanhas eleitorais. 
 
4 
Na criação e manutenção de instituto ou fundação de pesquisa e de doutrinação e educação política, 
sendo esta aplicação de, no mínimo, vinte por cento do total recebido. 
 
5 
Na criação e manutenção de programas de promoção e difusão da participação política das mulheres, 
conforme percentual que será fixado pelo órgão nacional de direção partidária, observado o mínimo 
de 5% do total (IMPORTANTE). 
 
6 
No pagamento de mensalidades, anuidades e congêneres devidos a organismos partidários 
internacionais que se destinem ao apoio à pesquisa, ao estudo e à doutrinação política, aos quais seja 
o partido político regularmente filiado. 
7 O pagamento de despesas com alimentação, incluindo restaurantes e lanchonetes. 
 
 
8 
Na contratação de serviços de consultoria contábil e advocatícia e de serviços para atuação jurisdicional 
em ações de controle de constitucionalidade e em demais processos judiciais e administrativos de 
interesse partidário, bem como nos litígios que envolvam candidatos do partido, eleitos ou não, 
relacionados exclusivamente ao processo eleitoral. 
 
9 
Na compra ou locação de bens móveis e imóveis, bem como na edificação ou construção de sedes 
e afins, ena realização de reformas e outras adaptações nesses bens. 
 
 
 
10 
No custeio de impulsionamento, para conteúdos contratados diretamente com provedor de aplicação 
de internet com sede e foro no País, incluída a priorização paga de conteúdos resultantes de 
aplicações de busca na internet, mediante o pagamento por meio de boleto bancário, de depósito 
identificado ou de transferência eletrônica diretamente para conta do provedor, o qual deve manter 
conta bancária específica para receber recursos dessa natureza, proibido nos 180 dias antes da eleição. 
 
 
Preliminarmente 
Condições de e legib i l idade 
 
 
 
Pode-se dizer que a elegibilidade é a aptidão para ser eleito, relacionando-se, portanto, à capacidade 
eleitoral passiva. A plena elegibilidade ocorre quando se pode concorrer a qualquer cargo eletivo, que no 
Brasil, é alcançada aos 35 anos, quando é possível se candidatar para Presidente da República e Senador. 
As condições de elegibilidade são requisitos positivos (devem estar presentes), enquanto as hipóteses 
de inelegibilidade são requisitos negativos (devem estar ausentes) à candidatura. 
Além disso, as condições de elegibilidade podem ser previstas na Constituição, em lei ordinária ou lei 
complementar. Já as hipóteses de inelegibilidade são previstas na Constituição e em lei complementar. 
De acordo com a Constituição Federal, são condições de elegibilidade: 
 
o A nacionalidade brasileira. 
 
Em relação ao cargo de Presidente e de vice-Presidente, exige-se que o candidato seja nato. 
o O pleno exercício dos direitos políticos. 
 
Assim, o candidato não pode incorrer em hipóteses de perda ou suspensão dos direitos políticos. São elas: 
 
 Cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado.
 Incapacidade civil absoluta.
 Condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos.
 Recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa.
 Improbidade administrativa.
o O alistamento eleitoral. 
o O domicílio eleitoral na circunscrição. 
o A filiação partidária. 
 
Para concorrer às eleições, o candidato deverá possuir domicílio eleitoral na respectiva circunscrição pelo 
PRAZO DE SEIS MESES e estar com a filiação deferida pelo partido no mesmo prazo. 
INELEG IBILIDADES 
 
 
Exceções à fi l iação partidária 
 
o A idade mínima de: 
 
35 ANOS Presidente e Vice-Presidente da República e Senador. 
30 ANOS Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal. 
21 ANOS Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz. 
18 ANOS Vereador. 
Esta condição é aferida NA DATA DA POSSE, exceto para o cargo de vereador, cuja idade será 
aferida NA DATA DO REGISTRO DA CANDIDATURA. 
 
 
 
Militares 
 
Enquanto estiver na ativa, o militar NÃO PODE se filiar a partido político. Assim, o partido deverá 
apresentar o registro de candidatura do eleitor, após escolha em convenção partidária. 
Após deferido o registro de candidatura, os militares ⤵ 
 
COM + DE 10 ANOS DE ATIVIDADE Serão agregados. 
COM – DE 10 ANOS DE ATIVIDADE Serão afastados definitivamente. 
 
Magistrados, membros do MP e ministros do TCU 
 
Tais servidores, se quiserem se candidatar, deverão se afastar DEFINITIVAMENTE do cargo 6 meses 
antes do pleito, momento em que podem se filiar ao partido. Dessa forma, é necessária ⤵ 
 
DESINCOMPATIBILIZAÇÃO + FILIAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
Inelegibi l idades constitucionais 
 
Inalistáveis e Analfabetos 
 
São inelegíveis ⤵ 
 
o Os inalistáveis (os estrangeiros e, durante o serviço militar obrigatório, os conscritos). 
o Os analfabetos. 
Quanto aos analfabetos, são importantes 2 súmulas do TSE: 
 
SÚMULA 15 DO TSE 
O exercício de mandato eletivo não é circunstância capaz, por si só, de comprovar a condição de 
alfabetizado do candidato. 
SÚMULA DO 55 TSE 
A Carteira Nacional de Habilitação gera a presunção da escolaridade necessária ao deferimento do 
registro de candidatura. 
 
Inelegibilidade por motivos funcionais 
 
Reeleição 
 
 
O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, os Prefeitos E QUEM 
OS HOUVER SUCEDIDO, OU SUBSTITUÍDO no curso dos mandatos poderão ser reeleitos para um único 
período subsequente. Trata-se da inelegibilidade para um terceiro mandato consecutivo, que atinge apenas 
os cargos do Poder Executivo. 
Prefeitos itinerantes 
 
 
Trata-se da possibilidade de o prefeito reeleito em determinado município candidatar-se ao cargo de 
Prefeito em outro município, em sequência. Nesse caso, o entendimento atual é no sentido de que a 
transferência do domicílio é fraudulenta, pois visa burlar o instituto da reeleição, sendo, portanto, proibida. 
Inelegibi l idade 
 
 
 
Desincompatibil ização 
 
 
Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores de Estado e do 
Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos mandatos até seis meses antes do pleito. 
Novamente, trata-se de inelegibilidade que atinge apenas os cargos para o Poder Executivo. 
 
Não há necessidade de desincompatibilização em caso de reeleição. 
 
Inelegibilidade reflexa 
 
São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge (inclui união estável e homoafetiva) e 
os parentes consanguíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de 
Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro 
dos seis meses anteriores ao pleito, SALVO se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição. 
 
Assim, a inelegibilidade reflexa afeta os familiares dos titulares dos cargos do Executivo, a menos que 
aqueles sejam candidatos à reeleição. 
A esse respeito, a Súmula Vinculante 18 diz o seguinte: 
 
SÚMULA VINCULANTE Nº 18 
A dissolução da sociedade ou do vínculo conjugal, no curso do mandato, NÃO afasta a inelegibilidade 
prevista no § 7º do artigo 14 da Constituição Federal (inelegibilidade reflexa). 
Ademais, da Súmula n. 6 do TSE, conclui-se que que a inelegibilidade reflexa, em regra, não é 
afastada pela morte, mas será afastada caso o titular falecido esteja no 1º mandato e venha a falecer em 
até seis meses antes das eleições, pois, nesse caso, não configuraria o terceiro mandato familiar consecutivo. 
Por fim, quanto ao desmembramento de município, tem-se a seguinte súmula: 
 
SÚMULA 12 DO TSE 
São inelegíveis, no município desmembrado, e ainda não instalado, o cônjuge e os parentes 
consanguíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do prefeito do município-mãe, ou de quem 
o tenha substituído, dentro dos seis meses anteriores ao pleito, SALVO se já titular de mandato eletivo. 
 
 
 
 
Resumindo.. . 
 
 
Inelegibi l idades infraconstitucionais 
 
Estão previstas na Lei de Inelegibilidade – LC 64/90 e estão sujeitas aos prazos prescricionais. Assim: 
 
INELEGIBILIDADES 
CONSTITUCIONAIS 
Podem ser arguidas tanto na impugnação ao registro de candidatura quanto no 
recurso contra expedição do diploma. 
INELEGIBILIDADES 
INFRACONSTITUCIONAIS 
Somente podem ser arguidas no recurso contra a expedição do diploma por 
fatos gerados, ou após o registro e até as eleições, se supervenientes. 
Além disso, as hipóteses de inelegibilidade observam o princípio da anualidade eleitoral. 
Elas se dividem em absolutas e relativas. 
 
Inelegibilidades infraconstitucionais absolutas 
 
Estas ensejam impedimento para qualquer cargo político-eletivo. 
Assim, são inelegíveis para qualquer cargo: 
1 Os inalistáveis e os analfabetos (hipótese estudada nas inelegibilidades constitucionais). 
 
 
2 
Titulares de cargos do Poder Legislativo (federal, estadual e municipal) que perderem o mandato por falta 
de decoro ou por condutas incompatíveis com o exercício do mandato de parlamentar, pelo restante do 
mandato até 8 anos após o término. 
 
 
 
 
 
3 
Titulares de cargos do Poder Executivo(estadual e municipal) que sofrerem Impeachment, pelo restante 
do mandato até 8 anos após o término. 
 
 
4 
Condenados em ação eleitoral por abuso de poder econômico ou político, a contar da sentença transitada 
em julgado ou da decisão por órgão colegiado, pelo prazo de 8 anos a contar das eleições em que o 
ilícito foi praticado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5 
Condenados POR DOLO nos crimes: 
 
o Contra a economia popular, a fé pública, a administração pública e o patrimônio público. 
o Contra o patrimônio privado, o sistema financeiro, o mercado de capitais e os previstos na lei que 
regula a falência. 
o Contra o meio ambiente e a saúde pública. 
o Eleitorais, para os quais a lei comine pena privativa de liberdade. 
o De abuso de autoridade, nos casos em que houver condenação à perda do cargo ou à inabilitação 
para o exercício de função pública. 
o De lavagem ou ocultação de bens, direitos e valores. 
o De tráfico de entorpecentes e drogas afins, racismo, tortura, terrorismo e hediondos. 
o De redução à condição análoga à de escravo. 
o Contra a vida e a dignidade sexual. 
o Praticados por organização criminosa, quadrilha ou bando. 
 
6 
Os que forem declarados indignos do oficialato (diz respeito à perda da patente do militar), ou com ele 
incompatíveis, pelo prazo de 8 anos. 
 
 
 
7 
Os que tiveram a rejeição de contas pela prática de irregularidade insanável que configure ato doloso de 
improbidade administrativa, pelo prazo de 8 anos, a contar da decisão do órgão competente, exceto em 
caso de anulação ou de suspensão da eficácia da decisão administrativa por órgão judicial. 
Não se aplica aos responsáveis que tenham tido suas contas julgadas irregulares sem imputação de débito 
e sancionados exclusivamente com o pagamento de multa (LC 84 de 2021). 
 
 
8 
O agente público que for condenado judicialmente por abuso de poder econômico ou político com 
finalidade eleitoral, pelo prazo de 8 anos a contar da sentença transitada em julgado ou da decisão por 
órgão colegiado, para a eleição na qual concorrem ou tenham sido diplomados. 
De acordo com o TSE, a contagem do prazo será a partir da data das eleições. 
 
 
 
 
 
9 
Quem estiver na direção, na administração ou na representação de estabelecimento de crédito, 
financeiras ou de seguro, que esteja em liquidação extra ou judicial, desde 12 meses antes da decretação 
até a exoneração da responsabilidade. 
 
 
10 
Quem praticar corrupção eleitoral, captação ilícita de sufrágio, doação, captação ou gasto ilícito de 
campanha ou conduta vedada aos agentes públicos em campanhas eleitorais, desde o trânsito em julgado 
ou decisão colegiada até 8 anos, a contar do dia das eleições em que o ilícito for perpetrado. 
 
11 
Ocupante de cargo político que renunciar ao mandato para evitar impeachment, condenação por falta de 
decoro ou conduta incompatível, desde a eleição para a qual foi eleito até os 8 anos seguintes. 
 
 
12 
Quem praticar ato de improbidade administrativa por ato doloso que importar em enriquecimento ilícito 
ou lesão ao erário, desde o trânsito em julgado ou decisão coletiva, até 8 anos após a cessão dos efeitos 
da condenação por improbidade. 
 
13 
Quem foi excluído do exercício da profissão por decisão administrativa do conselho de classe (exceto no 
caso de suspensão ou anulação judicial), pelo prazo de 8 anos. 
 
 
14 
Quem praticar a simulação de desfazimento de vínculo conjugal ou de união estável para evitar a 
inelegibilidade reflexa, desde a decisão transitada em julgado ou proferida por órgão colegiado até o 
período de 8 anos, a contar da decisão que reconhece a fraude. 
 
15 
Quem for demitido do serviço público (por decisão administrativa ou judicial), desde a condenação até o 
decurso do prazo de 8 anos. 
 
16 
Quem efetuar doação ilegal para eleições, desde a condenação transitada em julgado ou decisão colegiada 
até o período de 8 anos. 
 
17 
O magistrado ou membro do MP que for aposentado compulsoriamente por decisão sancionatória, perder 
o cargo ou for exonerado ou aposentado voluntariamente na pendência de processo administrativo 
disciplinar desde a condenação até 8 anos após. 
 
 
 
 
Inelegibilidades infraconstitucionais relativas 
 
Estas ensejam impedimentos que se referem apenas a alguns cargos ou restrições à candidatura. 
 
São também chamadas de incompatibilidades, pois, em regra exigem a desincompatibilização. 
Vejamos ⤵ 
Presidente e Vice-presidente 
 
Para se candidatar ao cargo de Presidente ou de vice-presidente da República exige-se, EM REGRA, 
para determinados agentes públicos e membros de certas categorias , o prazo de seis meses para a 
desincompatibilização. Assim, seguem os principais cargos e os prazos para desincompatibilização: 
 
PRAZO CARGO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
6 MESES 
o Ministros de Estado. 
o Chefes dos órgãos de assessoramento da Presidência da República. 
o Advogado-Geral da União. 
o Consultor-Geral da República. 
o Chefes do Estado-Maior da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. 
o Comandantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. 
o Magistrados e membros do Ministério Público. 
o Presidentes, Diretores e Superintendentes de autarquias, EP, SEM, e fundações 
públicas e as mantidas pelo Poder Público. 
o Governadores de Estado (DF e Territórios). 
o Interventores Federais. 
o Secretários de Estado. 
o Prefeitos Municipais. 
o Membros do TCU e TCE’s. 
o Diretor-Geral do Departamento de Polícia Federal. 
3 MESES Servidores Públicos. 
4 MESES Diretor, administrador ou representante de entidades representativas de classe. 
 
 
 
Governador e Vice-governador 
 
As hipóteses de inelegibilidades previstas para o cargo de Presidente (e de vice) aplicam-se também 
aos Governadores (e vices). Seguem os principais cargos e os prazos para desincompatibilização: 
 
PRAZO CARGO 
6 MESES Hipóteses de inelegibilidades relativas aos cargos de Presidente e vice-presidente. 
 
 
 
6 MESES 
Hipóteses específicas: 
 
o Chefes dos Gabinetes Civil e Militar do Governador do Estado. 
o Comandantes do Distrito Naval, Região Militar e Zona Aérea. 
o Diretores de órgãos estaduais ou sociedades de assistência aos Municípios. 
o Secretários da administração municipal ou membros de órgãos congêneres. 
3 MESES Servidores Públicos. 
Prefeito e Vice-prefeito 
 
Aplicam-se as hipóteses de inelegibilidade do Presidente e vice-presidente da República e, também, 
as hipóteses específicas aplicáveis aos Governadores e vice-governadores, com a diferença no prazo: 
 
PRAZO CARGO 
 
4 MESES 
Hipóteses de inelegibilidades relativas aos cargos de Presidente e vice-presidente da República 
e de Governador e vice-Governador. 
 
 
4 MESES 
Hipóteses específicas: 
 
o Membros do Ministério Público e da Defensoria Pública em exercício na comarca. 
o Autoridades policiais, civis ou militares, com exercício no município. 
3 MESES Servidores Públicos. 
 
 
 
Senador 
 
Aplicam-se as hipóteses de inelegibilidade do Presidente e vice-presidente da República e, também, 
as hipóteses específicas aplicáveis aos Governadores e vice-governadores. Vejamos: 
 
PRAZO CARGO 
6 MESES Hipóteses de inelegibilidades relativas aos cargos de Presidente e vice-presidente da República. 
 
 
 
6 MESES 
Hipóteses específicas do cargo de Governador aqui aplicáveis: 
 
o Chefes dos Gabinetes Civil e Militar do Governador do Estado. 
o Comandantes do Distrito Naval, Região Militar e Zona Aérea. 
o Diretores de órgãos estaduais ou sociedades de assistência aos Municípios. 
o Secretários da administração municipal ou membros de órgãos congêneres. 
3 MESES Servidores Públicos. 
Deputados Federal e Estadual 
 
Aqui, aplicam-se as mesmas hipóteses previstas aos senadores: 
 
PRAZO CARGO 
6 MESES Hipóteses de inelegibilidades relativas aos cargos de Presidente e vice-presidente da República. 
 
 
 
6 MESES 
Hipóteses específicas do cargo de Governadoraqui aplicáveis: 
 
o Chefes dos Gabinetes Civil e Militar do Governador do Estado. 
o Comandantes do Distrito Naval, Região Militar e Zona Aérea. 
o Diretores de órgãos estaduais ou sociedades de assistência aos Municípios. 
o Secretários da administração municipal ou membros de órgãos congêneres. 
3 MESES Servidores Públicos. 
 
 
 
Vereadores 
 
Aplicam-se as hipóteses previstas para os senadores, deputados federais e prefeitos, observando-se, 
em ambos os casos, o prazo de seis meses: 
 
PRAZO CARGO 
6 MESES Hipóteses de inelegibilidades relativas aos cargos de Presidente e vice-presidente da República. 
 
 
 
6 MESES 
Hipóteses específicas adotadas para os cargos de Governador e vice-Governador: 
 
o Chefes dos Gabinetes Civil e Militar do Governador do Estado. 
o Comandantes do Distrito Naval, Região Militar e Zona Aérea. 
o Diretores de órgãos estaduais ou sociedades de assistência aos Municípios . 
o Secretários da administração municipal ou membros de órgãos congêneres. 
 
 
6 MESES 
Hipóteses específicas adotadas para os cargos de Prefeito e de vice-Prefeito: 
 
o Membros do Ministério Público e da Defensoria Pública em exercício na comarca. 
o Autoridades policiais, civis ou militares, com exercício no município. 
6 MESES Diretor, administrador ou representante de entidades representativas de classe. 
3 MESES Servidores Públicos. 
 
 
Característ icas da Just iça E leitoral 
 
 
 
 
Tanto o Código Eleitoral, quanto a Constituição elencam os seguintes órgãos da Justiça Eleitoral: 
 
TRIBUNAL SUPERIOR 
ELEITORAL – TSE 
É a última instância da Justiça Eleitoral, com sede na Capital e jurisdição em 
todo o território nacional. 
TRIBUNAIS REGIONAIS 
ELEITORAIS – TRE’S 
Compõem a 2ª instância da Justiça Eleitoral, estão presentes em cada um 
dos Estados e DF, exercendo jurisdição sobre o território respectivo. 
JUÍZES 
São a base da Justiça Eleitoral, compondo a 1ª instância. 
JUNTAS ELEITORAIS 
 
 
 
Sistema Eleitora l Judicial 
 
Primeiramente, é fundamental mencionar que o sistema eleitoral brasileiro é judicial, ou seja, é 
comandado pelo Poder Judiciário, responsável por organizar as eleições. 
Justiça Especial 
 
A Justiça Eleitoral compõe a Justiça Especializada, junto à Justiça do Trabalho e à Justiça Militar, não 
se confundindo com a Justiça Comum, composta pela Justiça Estadual e Justiça Federal. 
Inexistência de magistratura própria 
 
Além disso, não há um quadro próprio de magistrados para a Justiça Eleitoral, uma vez que os juízes 
eleitorais são provenientes de outros ramos do Poder Judiciário. Assim: 
 
TSE Os integrantes vêm do STJ, do STF e da advocacia. 
TRE Os integrantes vêm dos Tribunais de Justiça, da Justiça Federal e da advocacia. 
ZONAS 
ELEITORAIS 
 
Os integrantes vêm da Justiça Comum, podendo ser cidadãos (no caso das Juntas). 
Órgãos da Just iça Eleitora l 
JUSTIÇA ELEITORAL 
 
 
 
Os membros da Justiça Eleitoral oriundos da magistratura acumulam as funções, e os oriundos da 
advocacia, em regra, podem continuar advogando, respeitados os regimentos internos de cada Tribunal. 
Para cada membro titular haverá um substituto, escolhido: 
 
o Na mesma oportunidade. 
o Pelo mesmo procedimento. 
o Em igual número. 
 
Periodicidade da investidura 
 
Conforme dispõem o Código Eleitoral e a CRFB/88, os juízes dos Tribunais Eleitorais, salvo motivo 
justificado, servirão obrigatoriamente por dois anos, e nunca por mais de dois biênios consecutivos. 
 
REGRAS 
 
1 
Os biênios serão contados, ininterruptamente, sem o desconto de qualquer afastamento nem 
mesmo o decorrente de licença, férias, ou licença especial, salvo no caso de IMPEDIMENTO abaixo. 
 
 
2 
Os juízes afastados por motivo de licença férias e licença especial, de suas funções na Justiça 
Comum, ficarão automaticamente afastados da Justiça Eleitoral pelo tempo correspondente 
EXCETO quando com períodos de férias coletivas, coincidir a realização de eleição, apuração ou 
encerramento de alistamento. 
 
 
3 
Da homologação da respectiva convenção partidária até a diplomação e nos feitos decorrentes 
do processo eleitoral, não poderão servir como juízes nos Tribunais Eleitorais, ou como juiz 
eleitoral, o cônjuge ou o parente consanguíneo ou afim, até o segundo grau, de candidato a cargo 
eletivo registrado na circunscrição (IMPEDIMENTO). 
 
4 
No caso de recondução para o segundo biênio observar-se-ão as MESMAS FORMALIDADES 
indispensáveis à primeira investidura. 
 
Competência definida por Lei Complementar 
 
Somente Lei Complementar poderá disciplinar a organização e a competência dos tribunais, dos 
juízes de direito e das juntas eleitorais. Assim, o Código Eleitoral, embora editado como Lei Ordinária, foi 
recepcionado como Lei Complementar em relação à parte que dispõe sobre a estrutura e organização de 
competência da Justiça Eleitoral. Os demais dispositivos continuam sendo Lei Ordinária. 
 
 
Funções da Justiça Eleitoral 
 
 
Divisão territorial para fins eleitorais 
 
A Justiça Eleitoral é dividida em Circunscrição Eleitoral (ou Estadual), Zonas e Seções Eleitorais: 
 
 
CINCUNSCRIÇÃO ELEITORAL 
Compreende a área geográfica de um Estado da Federação, sendo que 
dentro de cada circunscrição existem diversas Zonas. 
 
 
ZONAS ELEITORAIS 
Em regra, observam a divisão do município. Entretanto, em cidades 
maiores pode haver mais de uma Zona por município. 
Dentro de cada Zona existem diversas Seções. 
SEÇÕES ELEITORAIS São os locais onde ocorrerão o registro do voto no dia da eleição. 
Importante mencionar que o TSE também utiliza a expressão “circunscrição” para determinar o 
espaço geográfico em que ocorre determinada eleição, podendo ser de âmbito municipal, estadual ou 
federal. Assim, quando se fala em domicílio eleitoral na circunscrição, fala-se em: 
 
CIRCUNSCRIÇÃO NACIONAL Para Presidente da República. 
CIRCUNSCRIÇÃO ESTADUAL Para Governadores, Deputados e Senadores. 
CIRCUNSCRIÇÃO MUNICIPAL Para Prefeitos e Vereadores. 
 
 
 
Função Administrativa 
 
A função administrativa diz respeito à preparação, à organização, à administração e à fiscalização 
do processo eleitoral. No exercício desta função, o juiz eleitoral possui: 
 
 
PODER DE POLÍCIA 
Faculdade de restringir ou condicionar o gozo de bens, atividades ou 
direitos individuais, em benefício da coletividade ou do Estado. 
ATUAÇÃO DE OFÍCIO Poder de agir independente de provocação. 
 
Função Jurisdicional 
 
É a função típica, podendo ser definida como a solução dos conflitos em matéria eleitoral (quando 
houver provocação), sendo caracterizada pela existência de lide. 
 
 
 
 
Função Normativa 
 
Trata-se da prerrogativa de expedir resoluções para regulamentar a legislação infraconstitucional. 
 
ARTIGO 105 DA LEI DAS ELEIÇÕES 
Até o dia 5 de março (princípio da anterioridade específica) do ano da eleição, o Tribunal Superior 
Eleitoral, atendendo ao caráter regulamentar e sem restringir direitos ou estabelecer sanções distintas 
das previstas nesta Lei, poderá expedir todas as instruções necessárias para sua fiel execução, ouvidos, 
previamente, em audiência pública, os delegados ou representantes dos partidos políticos. 
Considerando que as instruções não inovam no ordenamento jurídico, destinando-se à sua fiel 
execução, o princípio da anualidade eleitoral não é aplicado. 
Função Consultiva 
 
Trata-se de prerrogativa do TSE e dos TRE’s de responder eventuais questionamentos formulados 
pelas partes interessadas no processo eleitoral. São requisitos para a formulação dos questionamentos: 
o Formulação pela autoridade competente (vide tópico “Consultas”, no capítulo sobre Fontes). 
o Não relacionada a situação concreta. 
 
CARÁTER VINCULANTE 
Segundo o parágrafo único do artigo 30 da LINDB as consultas terão caráter vinculante em relação ao 
órgão ou entidade a que se destinam, até ulterior revisão. 
Não é possível responder a consultas se o processoeleitoral já se iniciou (a partir de 16 de agosto). 
 
 
 
 
 
 
Composição 
 
O TSE é composto por, NO MÍNIMO, 7 membros, observado o seguinte: 
 
 
 
 
Quanto aos advogados, são nomeados 2 dentre 6 indicados pelo STF em lista tríplice, ou seja: para 
cada vaga, são indicados três nomes que cumpram determinados requisitos. 
Para cada uma das classes de magistrados são exigidos os seguintes requisitos: 
 
MINISTROS DO STF MINISTROS DO STJ ADVOGADOS 
 
 
 
 
Eleitos em votação 
secreta pelo STF. 
 
 
 
 
Eleitos em votação 
secreta pelo STJ. 
o Indicados pelo STF em lista tríplice. 
o Nomeados pelo Presidente da República. 
o Notável saber jurídico. 
o Idoneidade moral. 
o 10 anos de efetiva atividade profissional. 
o Não ocupar cargo em comissão ou ser 
proprietário/sócio de empresa que receba 
recurso público ou exercer mandato político. 
- Afastamento desde a homologação da convenção até diplomação (+ processos decorrentes) caso seja 
cônjuge/parente até 2º grau de candidato a cargo político-eletivo na circunscrição. 
- Exclusão do último membro, caso seja cônjuge/parente até 4º grau entre si. 
Tribunal Superior Eleitoral 
 
 
 
 
Cargos 
 
O TSE elegerá seu Presidente e o Vice-Presidente dentre os Ministros do STF, e o Corregedor 
Eleitoral dentre os Ministros do STJ. Vejamos ⤵ 
 
PRESIDENTE E VICE-PRESIDENTE CORREGEDOR ELEITORAL 
Ministros do STF Ministro do STJ 
O Corregedor Eleitoral é responsável pela fiscalização dos serviços eleitorais e orientação quanto 
aos procedimentos a serem observados pelas corregedorias e cartórios eleitorais e pode se locomover 
para os Estados e Territórios nos seguintes casos ⤵ 
o Por determinação do TSE. 
o A pedido do TRE. 
o Por requerimento de partido, após deferimento do TSE. 
o Quando entender necessário. 
 
Quórum para deliberações 
 
Em regra, as decisões são tomadas por maioria de votos, presentes a maioria dos membros: 
 
INSTALAÇÃO Ao menos, 4 Juízes. 
VOTAÇÃO Maioria dos presentes. 
Entretanto, é necessária a presença de todos os ministros para votar nas seguintes matérias: 
 
o Interpretação do Código Eleitoral em face da CRFB/88. 
o Cassação de registro de partidos políticos. 
o Recursos que importem a anulação geral das eleições ou perda de diplomas. 
 
 
 
 
Competência 
 
Competência Judicial Originária 
 
Compete ao Tribunal Superior processar e julgar originariamente: 
 
o O registro e a cassação de registro de partidos políticos, dos seus diretórios NACIONAIS e de candidatos 
à Presidência e vice-presidência da República. 
o Os conflitos de jurisdição entre Tribunais Regionais e juízes eleitorais de Estados diferentes. 
o Impedimento e suspeição contra: 
 Juízes do TSE. 
 Procurador-Geral Eleitoral. 
 Funcionários da Secretaria do TSE. 
o Crimes eleitorais e os comuns que lhes forem conexos cometidos pelos seus próprios juízes e pelos 
juízes dos Tribunais Regionais. 
 
Dispositivo não recepcionado pela CRFB/88, que dispõe o seguinte: 
Crime comum, inclusive eleitoral, praticado por: 
o Membro do TSE → julgado pelo STF. 
o Membro do TRE → julgado pelo STJ. 
o O habeas corpus ou mandado de segurança, em matéria eleitoral, relativos a atos do Presidente da 
República, dos Ministros de Estado e dos Tribunais Regionais; ou, ainda, o habeas corpus, quando houver 
perigo de se consumar a violência antes que o juiz competente possa prover sobre a impetração. 
 
Dispositivo parcialmente inaplicável, sendo aplicável o seguinte (de acordo com a CRFB/88): 
 
HC EM MATÉRIA 
ELEITORAL 
Contra atos praticados pelo Presidente da República: julgamento pelo STF 
Contra atos praticados por Ministros de Estado: julgamento pelo TSE 
Contra atos praticados pelos TRE’s: julgamento pelo TSE 
 
MS EM MATÉRIA 
ELEITORAL 
Contra atos praticados pelo Presidente da República: julgamento pelo STF 
Contra atos praticados por Ministros de Estado: julgamento pelo STJ 
Contra atos praticados pelos TRE’s: julgamento pelo TSE 
 
 
 
o As reclamações relativas a obrigações impostas por lei aos partidos políticos, quanto à sua contabilidade 
e à apuração da origem dos seus recursos. 
o As impugnações à apuração do resultado geral, proclamação dos eleitos e expedição de diploma na 
eleição de Presidente e Vice-Presidente da República. 
o Os pedidos de desaforamento dos feitos não decididos nos Tribunais Regionais dentro de trinta dias da 
conclusão ao relator, formulados por partido, candidato, Ministério Público ou parte legitimamente 
interessada (PRINCÍPIO DA CELERIDADE). 
o As reclamações contra os seus próprios juízes que, no prazo de trinta dias a contar da conclusão, não 
houverem julgado os feitos a eles distribuídos. 
 
Nesse caso, a doutrina entende que prevalece a competência do CNJ em face da competência do TSE 
o A ação rescisória, nos casos de inelegibilidade, desde que intentada dentro de 120 dias de decisão 
irrecorrível (do TSE para o próprio TSE), possibilitando-se o exercício do mandato eletivo até o seu 
trânsito em julgado (parte final declarada inconstitucional). 
 
SÚMULA 33 DO TSE 
Somente é cabível ação rescisória de decisões do Tribunal Superior Eleitoral que versem sobre a incidência 
de causa de inelegibilidade. 
 
Competência Judicial Recursal 
 
São cabíveis os seguintes recursos do TRE para o TSE: 
 
 
 
ESPECIAL 
o De decisão contrária à Constituição ou à lei. 
o De decisão com interpretação da lei divergente de outros TRE’s (uniformização da 
jurisprudência). 
 
 
 
 
ORDINÁRIO 
o De decisões em inelegibilidade ou expedição de diplomas nas eleições federais (Deputados 
Federais e Senadores da República) ou estaduais (Governador, vice-Governador e 
Deputados Estaduais). 
o De decisões de anulação de diplomas ou perda de mandados eletivos federais ou estaduais 
Não abrange os cargos de Presidente e Vice, nem cargos municipais. 
o De decisões denegatórias de remédios constitucionais (HC, HD, MS, MI). 
 
 
 
Pelo princípio da irrecorribilidade das decisões eleitorais, as decisões do TSE são irrecorríveis, salvo: 
 
RECURSO ORDINÁRIO Se a decisão declarar a invalidade de lei ou ato contrário à Constituição. 
RECURSO EXTRAORDINÁRIO Se a decisão denegar Habeas Corpus ou Mandado de Segurança. 
 
Competências Administrativa, Consultiva e Normativa 
 
Compete, ainda, privativamente, ao TSE: 
 
o Elaborar o seu regimento interno. 
o Organizar sua Secretaria e a Corregedoria Geral, propondo ao Congresso Nacional a criação ou extinção 
dos cargos administrativos e a fixação dos respectivos vencimentos, provendo-os na forma da lei. 
o Conceder aos seus membros licença e férias assim como afastamento do exercício dos cargos efetivos. 
o Aprovar o afastamento do exercício dos cargos efetivos dos juízes dos Tribunais Regionais Eleitorais. 
 
Como os magistrados acumulam suas funções, em época de intensificação das atividades eleitorais, é 
necessário o afastamento do cargo efetivo. 
o Propor a criação de Tribunal Regional na sede de qualquer dos Territórios; 
o Propor ao Poder Legislativo o aumento do número dos juízes de qualquer Tribunal Eleitoral, indicando 
a forma desse aumento. 
 
O número de juízes dos Tribunais Regionais NÃO SERÁ REDUZIDO, mas poderá ser elevado ATÉ NOVE, 
mediante proposta do Tribunal Superior, e na forma por ele sugerida. 
o Fixar as datas para as eleições de Presidente e Vice-Presidente da República, senadores e deputados 
federais, quando não o tiverem sido fixadas por lei. 
 
As datas das eleições já estão estabelecidas na CRFB/88: 
 
o Primeiro turno: 1º domingo de outubro. 
o Segundo turno (se necessário): último domingo de outubro. 
Excepcionalmente, o TSE poderá determinar a nova data para a realização das eleições presidenciais, 
em caso de anulação geral das eleições, para o cargo de Presidente e vice-Presidente. 
 
 
 
o Aprovar a divisão dos Estados em zonas eleitorais ou a criação de novas zonas. 
 
TRE TSEDivide a circunscrição em Zonas e cria Zonas. Aprova a divisão e/ou criação das Zonas. 
o Expedir as instruções que julgar convenientes à execução do Código Eleitoral. 
 
LEI 14.211 DE 2021 
Esta competência normativa regulamentar restringe-se a matérias especificamente autorizadas em lei, 
sendo VEDADO ao TSE tratar de matéria relativa à organização dos partidos políticos. 
o Fixar a diária do Corregedor Geral, dos Corregedores Regionais e auxiliares em diligência fora da sede. 
o Enviar ao Presidente da República a lista tríplice organizada pelos Tribunais de Justiça nos termos do ar. 
25 (que prevê a composição dos TRE’s) . 
o Responder, sobre matéria eleitoral, às CONSULTAS que lhe forem feitas em tese por autoridade com 
jurisdição, federal ou órgão nacional de partido político (vide tópico “Consultas” no capítulo sobre Fontes) . 
o Autorizar a contagem dos votos pelas mesas receptoras nos Estados em que essa providência for 
solicitada pelo Tribunal Regional respectivo. 
o Requisitar a força federal necessária ao cumprimento da lei, de suas próprias decisões ou das decisões 
dos Tribunais Regionais que o solicitarem, e para garantir a votação e a apuração. 
o Organizar e divulgar a Súmula de sua jurisprudência. 
o Requisitar funcionários da União e DF quando o exigir o acúmulo ocasional do serviço de sua Secretaria. 
o Publicar um boletim eleitoral. 
o Tomar quaisquer outras providências que julgar convenientes à execução da legislação eleitoral. 
 
 
 
 
 
 
Introdução 
 
Os TRE’s são órgãos de segunda instância da Justiça Eleitoral, organizados em nível estadual 
(havendo 1 TRE para cada Estado), apesar de serem órgãos FEDERAIS. 
Composição 
 
Os TRE’s são compostos por 7 membros, observado o seguinte: 
 
 
 
 
 
OBSERVAÇÕES 
 
1 
Conforme o Código Eleitoral, o número de juízes dos Tribunais Regionais não será reduzido, mas 
poderá ser elevado até nove, mediante proposta do Tribunal Superior, e na forma por ele sugerida. 
 
2 
No caso dos advogados, alguns regimentos internos e uma Resolução do TSE também exigem 10 
anos de efetiva atividade profissional como requisito. 
 
3 
De acordo com a doutrina, a formação da lista tríplice de advogado e a votação dos juízes federais 
é aberta, uma vez que a CRFB/88 não exigiu votação secreta. 
Tribunal Regional E leitoral 
 
 
 
Quanto à formação da lista tríplice, uma vez formada e recebida pelo TSE, dá-se publicidade aos 
nomes indicados, a fim de que os partidos políticos possam impugnar no prazo de 5 dias. Assim: 
 
 
 
 
Quanto às vedações, tem-se o seguinte: 
 
 
 
 
 
NÃO PODEM INTEGRAR O TRE 
OS ADVOGADOS QUE: 
o Forem ex-magistrados. 
o Forem ex-membros do Ministério Público. 
o Ocupem cargo em comissão. 
o Sejam proprietários ou sócios de empresa que seja beneficiária 
com subvenção, com privilégio, com isenção ou com favor em 
razão de contrato com a Administração Pública. 
o Exerçam mandato político. 
 
NÃO PODEM INTEGRAR O TRE: 
Pessoas que tenham entre si parentesco, ainda que por afinidade, até o 
4º grau, excluindo-se neste caso a que tiver sido escolhida por último. 
 
Cargos 
 
O TRE elegerá seu presidente e vice-presidente dentre os desembargadores. Assim, dentre os 2 
desembargadores eleitos, um será o presidente e o outro, vice. Quanto ao Corregedor Regional Eleitoral, 
este será escolhido de acordo com o Regimento Interno de cada Tribunal. Assim: 
 
PRESIDENTE DO TRE Desembargador do TJ mais votado 
VICE-PRESIDENTE DO TRE Desembargador do TJ menos votado 
CORREGEDOR REGIONAL ELEITORAL Previsto no Regimento Interno 
 
 
 
O Corregedor Regional Eleitoral é responsável pela fiscalização dos serviços eleitorais no âmbito da 
respectiva circunscrição e pode se locomover para as Zonas eleitorais nos seguintes casos: 
o Por determinação do TSE ou do TRE. 
o A pedido dos juízes eleitorais. 
o A requerimento de partido, deferido pelo TRE. 
o Quando entender necessário. 
Não se pode confundir com a locomoção do Corregedor do TSE: 
 
O CORREGEDOR GERAL SE LOCOMOVE PARA 
UM ESTADO 
O CORREGEDOR REGIONAL SE LOCOMOVE 
PARA AS ZONAS 
- Por determinação do TSE 
- A pedido do TRE 
- A requerimento de partido, deferido pelo TSE 
- Quando entender necessário 
- Por determinação do TSE ou do TRE. 
- A pedido dos juízes eleitorais. 
- A requerimento de partido, deferido pelo TRE. 
- Quando entender necessário. 
 
Quórum para deliberações 
 
Em regra, as decisões são tomadas por maioria de votos, em sessão pública, desde que presentes 
a maioria dos membros. Dessa forma: 
 
INSTALAÇÃO Ao menos, 4 Juízes. 
VOTAÇÃO Maioria dos presentes. 
Entretanto, é necessária a presença de todos os ministros para votar nas seguintes matérias: 
 
o Ações que importem cassação de registro. 
o Ações que implicam a anulação geral de eleições. 
o Ações que levem a perda de diplomas. 
Quanto à necessidade de substituição de membro: 
 
o Quando envolver julgamento de matéria para a qual se exige quórum qualificado, será convocado o 
substituto OBRIGATORIAMENTE. 
o Quando envolver julgamento de impedimento, convoca-se o substituto APENAS SE NECESSÁRIO 
para compor o quórum regular. 
 
 
 
 
Competência 
 
Competência Judicial Originária 
 
Compete aos Tribunais Regionais processar e julgar originariamente: 
 
o O registro e o cancelamento do registro dos: 
 Diretórios estaduais e municipais de partidos políticos. 
 Candidatos a Governador (e Vice), membro do Congresso Nacional e das Assembleias Legislativas. 
 
i ATENÇÃO i 
O registro e o cancelamento do registro dos diretórios municipais são de competência dos TRE’s e não 
do Juiz Eleitoral. Ademais, o registro e cancelamento de registro de candidaturas abrange cargos 
estaduais e cargos do legislativo federal. 
o Os conflitos de jurisdição entre juízes eleitorais do respectivo Estado. 
o A suspeição ou impedimentos: 
 Dos Juízes do TRE. 
 Do Procurador-Regional Eleitoral. 
 Dos funcionários da Secretaria do TRE. 
 Dos juízes eleitorais. 
 Dos servidores eleitorais. 
 
Assim como no TSE as hipóteses de impedimento e suspeição estão no CPC e CPP, além da hipótese 
de parcialidade partidária. 
o Os crimes eleitorais cometidos pelos juízes eleitorais. 
o O habeas corpus ou mandado de segurança: 
 
Em matéria eleitoral, contra ato de autoridade que responda por crime de responsabilidade perante o TJ. 
Em grau de recurso, quando DENEGADOS OU CONCEDIDOS pelo Juízes Eleitorais. 
HC quando houver perigo de se consumar a violência antes que o Juiz Eleitoral possa decidir. 
 
 
 
o As reclamações relativas a obrigações impostas por lei aos partidos políticos, quanto a sua 
contabilidade e à apuração da origem dos seus recursos. 
o Os pedidos de desaforamento dos feitos não decididos pelos juízes eleitorais em 30 dias da sua 
conclusão para julgamento, formulados por partido candidato Ministério Público ou parte 
legitimamente interessada sem prejuízo das sanções decorrentes do excesso de prazo. 
 
Competência Judicial Recursal 
 
Compete aos Tribunais Regionais julgar os recursos interpostos: 
 
o Dos atos e das decisões proferidas pelos juízes e juntas eleitorais. 
o Das decisões dos juízes eleitorais que concederem ou denegarem HC ou MS. 
Assim, no âmbito do TSE, as possibilidades de recurso são excepcionais (princípio da irrecorribilidade 
das decisões eleitorais), mas no TRE a regra é a do duplo grau de jurisdição. 
Competências Administrativa, Consultiva e Normativa 
 
Compete, ainda, privativamente, aos Tribunais Regionais: 
 
o Elaborar o seu regimento interno. 
o Organizar a sua Secretaria e a Corregedoria Regional provendo-lhes os cargos na forma da lei, e 
propor ao Congresso Nacional, por intermédio do Tribunal Superior a criação ou supressão de 
cargos e a fixação dos respectivos vencimentos. 
o Conceder aos seus membros e aos juízes eleitorais licença e férias, assim como afastamento do 
exercício dos cargos efetivos submetendo,quanto aqueles, a decisão à aprovação do TSE. 
 
Assim: 
 
 Juízes Eleitorais → Decisão do TRE 
 Juízes do TRE → Decisão do TRE + Aprovação do TSE 
o Fixar a data das eleições de Governador e Vice, deputados estaduais, prefeitos e vices, vereadores e 
juízes de paz, quando não determinada por disposição constitucional ou legal (mesma regra do TSE). 
 
A competência do TRE, nesse caso, abarca as eleições municipais. 
o Constituir as juntas eleitorais e designar a respectiva sede e jurisdição. 
 
 
 
o Indicar ao tribunal Superior as zonas eleitorais ou seções em que a contagem dos votos deva ser 
feita pela mesa receptora 
o Apurar com os resultados parciais enviados pelas juntas eleitorais, os resultados finais das eleições 
de Governador e Vice-Governador e de membros do Congresso Nacional e expedir os respectivos 
diplomas, remetendo dentro do prazo de 10 dias após a diplomação, ao Tribunal Superior, cópia das 
atas de seus trabalhos. 
o Responder, sobre matéria eleitoral, às consultas que lhe forem feitas, em tese, por autoridade pública 
ou partido político. 
o Dividir a respectiva circunscrição em zonas eleitorais, submetendo essa divisão, assim como a criação 
de novas zonas, à aprovação do Tribunal Superior. 
 
TRE TSE 
Divide a circunscrição em Zonas e cria Zonas. Aprova a divisão e/ou criação das Zonas. 
o Aprovar a designação do Ofício de Justiça que deva responder pela escrivania eleitoral durante o biênio; 
o Requisitar a força necessária ao cumprimento de suas decisões solicitar ao Tribunal Superior a 
requisição de força federal. 
o Autorizar, no Distrito Federal e nas capitais dos Estados, ao seu presidente e, no interior, aos juízes 
eleitorais, a requisição de funcionários federais, estaduais ou municipais para auxiliarem os servidores 
eleitorais, quando o exigir o acúmulo ocasional do serviço. 
o Requisitar funcionários da União e, ainda, no DF e em cada Estado ou Território, funcionários dos 
respectivos quadros administrativos, no caso de acúmulo ocasional de serviço de suas Secretarias. 
o Cumprir e fazer cumprir as decisões e instruções do Tribunal Superior. 
o Determinar, em caso de urgência, providências para a execução da lei na respectiva circunscrição. 
 
 
 
 
 
 
Conceito 
 
Os juízes eleitorais compõem a primeira instância da Justiça Eleitoral e exerce jurisdição sobre uma 
Zona Eleitoral, sendo seus cargos ocupados por magistrados estaduais. 
Cartório Eleitoral 
 
O Cartório Eleitoral é a sede do juízo eleitoral, onde funciona a parte administrativa da Zona eleitoral. 
O Código Eleitoral dispõe que os juízes despacharão TODOS OS DIAS na sede de sua zona eleitoral 
 
O juiz eleitoral indicará um chefe de cartório titular e um substituto. 
Não poderão ser chefes de cartório: 
o Membro de diretório de partido político. 
o Candidato ou seu cônjuge ou parente até o 2º grau. 
 
Competência 
 
Compete aos juízes: 
 
o Cumprir e fazer cumprir as decisões e determinações do Tribunal Superior e do Regional. 
o Processar e julgar os crimes eleitorais e os comuns que lhe forem conexos, RESSALVADA a 
competência originária do Tribunal Superior e dos Tribunais Regionais (competência subsidiária). 
o Decidir habeas corpus e mandado de segurança, em matéria eleitoral, DESDE QUE essa competência 
não esteja atribuída privativamente a instância superior (competência subsidiária). 
o Fazer as diligências que julgar necessárias a ordem e presteza do serviço eleitoral. 
o Tomar conhecimento das reclamações que lhe forem feitas verbalmente ou por escrito, reduzindo- 
as a termo, e determinando as providências que cada caso exigir. 
o Dirigir os processos eleitorais e determinar a inscrição e a exclusão de eleitores. 
o Expedir títulos eleitorais e conceder transferência de eleitor. 
o Dividir a zona em seções eleitorais. 
o Mandar organizar, em ordem alfabética, relação dos eleitores de cada seção, para remessa a mesa 
receptora, juntamente com a pasta da lista de eleitores a serem emitidas eletronicamente. 
o Ordenar o registro e cassação do registro dos candidatos aos cargos eletivos municipais e comunicá- 
los ao Tribunal Regional. 
Juízes Eleitorais 
 
 
Juntas Eleitorais 
 
Não confunda com a cassação de registro de diretórios municipais de partidos políticos, cuja 
competência é do TRE. 
 
o Designar, até 60 dias antes das eleições os locais das seções. 
o Nomear, 60 dias antes da eleição, em audiência pública anunciada com pelo menos 5 dias de 
antecedência, os membros das mesas receptoras. 
o Instruir os membros das mesas receptoras sobre as suas funções. 
o Providenciar para a solução das ocorrências que se verificarem nas mesas receptoras. 
o Tomar todas as providências ao seu alcance para evitar os atos viciosos das eleições. 
o Fornecer aos que não votaram por motivo justificado e aos não alistados, por dispensados do 
alistamento, um certificado que os isente das sanções legais. 
o Comunicar, até às 12 horas do dia seguinte a realização da eleição, ao Tribunal Regional e aos 
delegados de partidos credenciados, o número de eleitores que votarem em cada uma das seções 
da zona sob sua jurisdição, bem como o total de votantes da zona. 
 
 
Conceito 
 
São órgãos colegiados de primeira instância, de caráter transitório, constituídas 60 dias antes do 
pleito e extintas na diplomação dos candidatos eleitos para os cargos municipais. 
Composição 
 
Compor-se-ão as juntas eleitorais de um juiz de direito, que será o presidente, e de 2 OU 4 cidadãos 
de notória idoneidade. Assim: 
 
 
 
 
 
 
Não podem ser nomeados membros das juntas: 
 
o Candidatos, seu cônjuge/companheiro ou parentes até 2º grau. 
o Membros de diretorias de partidos políticos. 
o Autoridades e agentes policiais. 
o Funcionários que exerçam cargo de confiança no executivo. 
o Quem pertencer ao serviço eleitoral. 
Os membros também não podem ser cônjuge/companheiro ou parente entre si. 
 
Competência 
 
Compete à Junta Eleitoral: 
 
o Apurar as eleições (no prazo de 10 dias). 
o Resolver impugnações durante os trabalhos de apuração. 
o Expedir boletins de urna. 
o Expedir diploma dos eleitos para cargos municipais (nas eleições para Presidente e Vice é o TSE e 
para os demais cargos é o TRE). 
 
 
 
 
 
 
Introdução 
 
Não é órgão da Justiça Eleitoral, mas deverá atuar em todos os procedimentos relativos ao Direito 
Eleitoral, uma vez que o MP atua em defesa dos interesses da coletividade. 
Se organiza em três níveis: 
 
PROCURADOR GERAL ELEITORAL Atua perante o TSE. 
PROCURADOR REGIONAL ELEITORAL Atua perante o TRE. 
PROMOTOR ELEITORAL Atua perante o juiz eleitoral e a junta eleitoral. 
 
Procurador Geral Eleitoral 
 
A função, perante o TSE, é exercida pelo Procurador Geral da República – PGR. 
Compete ao Procurador Geral Eleitoral: 
o Assistir às sessões do Tribunal Superior e tomar parte nas discussões. 
o Exercer a ação pública e promovê-la até final, em todos os feitos de competência originária do Tribunal; 
o Oficiar em todos os recursos encaminhados ao Tribunal. 
o Manifestar-se, por escrito ou oralmente, em todos os assuntos submetidos à deliberação do Tribunal, 
quando solicitada sua audiência por qualquer dos juízes, ou por iniciativa sua, se entender necessário. 
o Defender a jurisdição do Tribunal. 
o Representar ao Tribunal sobre a fiel observância das leis eleitorais, especialmente quanto à sua 
aplicação uniforme em todo o país. 
o Requisitar diligências, certidões e esclarecimentos necessários ao desempenho de suas atribuições. 
o Expedir instruções aos órgãos do Ministério Público junto aos tribunais regionais. 
o Acompanhar, quando solicitado, o corregedor-geral, pessoalmente ou por intermédio de procurador 
que designe, nas diligências a serem realizadas. 
 
Procurador Regional E leitoral 
 
A função, perante o TRE, é exercida pelo Procurador Regional da República (e não pelo Procurador 
Geral de Justiça - PGJ). 
MinistérioPúblico Eleitoral 
 
 
 
 
Promotores Eleitorais 
 
As funções do promotor eleitoral são exercidas por delegação entre os promotores do MP Estadual, 
sendo, portanto, indicados pelo Procurador-Geral de Justiça e designados pelo Procurador-Geral Eleitoral 
Resumindo 
 
PROCURADOR-GERAL ELEITORAL É o Procurador-Geral da República Chefe do MPF 
 
PROCURADOR-REGIONAL ELEITORAL 
É um Procurador-Regional da República 
ou Procurador da República 
 
Membro do MPF 
PROMOTOR ELEITORAL É um promotor estadual Membro do MPE 
 
 
 
 
 
 
 
 
Finalidades 
 
Os recursos destinam-se a impugnar decisões judiciais, visando: 
 
o A reforma. 
o A invalidação. 
o O esclarecimento. 
o A integração. 
 
Efeito suspensivo 
 
REGRA Os recursos eleitorais NÃO terão efeito suspensivo. 
 
EXCEÇÃO 
O recurso ordinário interposto contra decisão proferida por juiz eleitoral ou por Tribunal 
Regional Eleitoral que resulte em cassação de registro, afastamento do titular ou perda de 
mandato eletivo será recebido pelo Tribunal competente com efeito suspensivo. 
 
Princípio da celeridade 
 
O Tribunal dará preferência ao recurso sobre quaisquer outros processos, SALVO: 
 
o Habeas corpus. 
o Mandado de segurança. 
 
Prazo 
 
Sempre que a lei não fixar prazo especial, o recurso deverá ser interposto em 3 dias da publicação: 
 
o Do ato. 
o Da resolução. 
o Do despacho. 
Introdução 
RECURSOS ELEITORAIS 
 
 
Contra decisões de 2º grau 
 
 
 
 
Introdução 
 
Dos atos, resoluções ou despachos dos juízes ou juntas eleitorais caberá recurso de natureza 
ordinária para o TRE. O referido recurso pode ensejar a revisão de aspectos tanto fáticos quanto jurídicos. 
O recurso independerá de termo e será interposto por petição devidamente fundamentada, dirigida 
ao juiz eleitoral e acompanhada, se o entender o recorrente, de novos documentos. 
Interpos ição 
 
Sobre a interposição: 
 
ENDEREÇAMENTO A petição recursal será endereçada ao juízo eleitoral de 1º grau. 
DIRECIONAMENTO As razões recursais são dirigidas ao TRE. 
 
 
Introdução 
 
O recurso contra decisões de 2º grau (emanadas de órgão colegiados do TRE) é dirigido ao TSE. 
 
São 2 possibilidades ⤵ 
 
o Recurso ordinário eleitoral. 
o Recurso especial eleitoral. 
 
Recurso ordinário eleitoral 
 
Das decisões dos Tribunais Regionais Eleitorais somente caberá recurso quando: 
 
o Versarem sobre inelegibilidade ou expedição de diplomas nas eleições federais ou estaduais. 
o Anularem diplomas ou decretarem a perda de mandatos eletivos federais ou estaduais. 
o Denegarem remédios constitucionais (HC, HD, MI, MS). 
 
Recurso especial eleitoral 
 
Das decisões dos Tribunais Regionais Eleitorais somente caberá recurso quando: 
 
o Forem proferidas contra disposição expressa da CRFB/88 ou de lei. 
o Ocorrer divergência na interpretação de lei entre dois ou mais tribunais eleitorais. 
Contra decisões de 1º grau 
 
 
Contra expedição de diploma 
 
 
 
 
Introdução 
 
Em regra, as decisões do TSE são irrecorríveis, SALVO: 
 
o As que contrariarem a CRFB/88. 
o As denegatórias de habeas corpus ou mandado de segurança. 
 
Recurso ordinário constitucional 
 
Cabível de decisões denegatórias de habeas corpus ou mandado de segurança. 
 
O prazo é de 3 dias contado da publicação do acórdão. 
 
Recurso extraordinário 
 
Cabível de decisões que contrariarem a CRFB/88. 
 
O prazo é de 3 dias contado da publicação do acórdão. 
 
 
Cabimento 
 
O recurso contra expedição de diploma caberá somente nos casos: 
 
o De inelegibilidade superveniente. 
o De natureza constitucional. 
o De falta de condição de elegibilidade. 
 
Natureza jurídica 
 
Como diploma eleitoral tem natureza administrativa, este “recurso”, na verdade, tem natureza jurídica 
de ação constitutiva negativa de ato administrativo. 
 
Prazo 
 
Interposição no prazo de 3 dias após o último dia limite fixado para a diplomação, sendo suspenso 
entre os dias 20 de dezembro e 20 de janeiro, a partir do qual retomará seu cômputo. 
Contra decisões do TSE 
 
 
Crimes em espécie 
 
 
 
 
Em suma, crimes eleitorais são aqueles que ofendem aos bens protegidos pela lei penal eleitoral. 
 
Os referidos crimes estão previstos em diversas normas, como por exemplo ⤵ 
 
o Código Eleitoral. 
o Lei das eleições. 
o Lei das inelegibilidades. 
Veremos os principais destes crimes a seguir. 
 
 
 
Inscrição fraudu lenta 
 
DESCRIÇÃO TÍPICA Inscrever-se fraudulentamente eleitor. 
PENA Reclusão até 5 anos e pagamento de 5 a 15 dias-multa. 
 
Negativa ou retardamento de inscrição 
 
 
DESCRIÇÃO TÍPICA 
Negar ou retardar a autoridade judiciária, SEM FUNDAMENTO LEGAL, a 
inscrição requerida. 
PENA Pagamento de 30 a 60 dias-multa. 
 
Perturbação do alistamento 
 
DESCRIÇÃO TÍPICA Perturbar ou impedir de qualquer forma o alistamento. 
PENA Detenção de 15 dias a 6 meses ou pagamento de 30 a 60 dias-multa. 
 
Atentado ao exercício do sufrágio 
 
DESCRIÇÃO TÍPICA Impedir ou embaraçar o exercício do sufrágio. 
PENA Detenção até 6 meses e pagamento de 60 a 100 dias-multa. 
Introdução 
CRIMES ELEITORAIS 
 
 
 
 
Prisão ou detenção indevida 
 
 
 
 
 
DESCRIÇÃO TÍPICA 
Prender ou deter eleitor, membro de mesa receptora, fiscal, delegado de partido 
ou candidato, com violação do disposto no art. 236: 
Art. 236. Nenhuma autoridade poderá, desde 5 dias antes e até 48 horas depois 
do encerramento da eleição, prender ou deter qualquer eleitor, SALVO em 
flagrante delito ou em virtude de sentença criminal condenatória por crime 
inafiançável, ou, ainda, por desrespeito a salvo-conduto. 
PENA Reclusão até 4 anos. 
 
Corrupção eleitoral 
 
 
DESCRIÇÃO TÍPICA 
Dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, 
dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou 
prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita. 
PENA Reclusão até 4 anos e pagamento de 5 a 15 dias-multa. 
 
Coação eleitoral 
 
 
DESCRIÇÃO TÍPICA 
Usar de violência ou grave ameaça para coagir alguém a votar, ou não votar, em 
determinado candidato ou partido, AINDA QUE os fins visados não sejam 
conseguidos. 
PENA Reclusão até 4 anos e pagamento de 5 a 15 dias-multa. 
 
Intervenção de autoridade estranha 
 
 
DESCRIÇÃO TÍPICA 
Intervir autoridade estranha à mesa receptora, salvo o juiz eleitoral, no seu 
funcionamento sob qualquer pretexto: 
PENA Detenção até 6 meses e pagamento de 60 a 90 dias-multa. 
 
 
 
 
Exercício irregu lar do voto 
 
DESCRIÇÃO TÍPICA Votar ou tentar votar mais de uma vez, ou em lugar de outrem. 
PENA Reclusão até 3 anos. 
 
Violação do sigi lo do voto 
 
DESCRIÇÃO TÍPICA Violar ou tentar violar o sigilo do voto. 
PENA Detenção até 2 anos. 
 
Divulgação de fatos sabidamente inverídicos 
 
 
DESCRIÇÃO TÍPICA 
Divulgar, na propaganda eleitoral ou durante período de campanha eleitoral, fatos 
que sabe inverídicos em relação a partidos ou a candidatos e capazes de exercer 
influência perante o eleitorado. 
PENA Detenção de 2 meses a 1 ano, ou pagamento de 120 a 150 dias-multa. 
Nas mesmas penas incorre quem produz, oferece ou vende vídeo com conteúdo 
FORMA EQUIPARADA 
inverídico acerca de partidos ou candidatos. 
 
 
 
AUMENTO DE PENA 
Aumenta-se a pena de 1/3 até metade se o crime: 
 
o É cometido por meio da imprensa, rádio ou televisão, ou por meio da 
internet ou de rede social, ou é transmitido em tempo real. 
o Envolve menosprezo ou discriminação à condição de mulher ou à sua 
cor, raça ou etnia. 
 
Calúnia eleitoral 
 
 
DESCRIÇÃO TÍPICA 
Caluniar alguém, na propaganda eleitoral, ou visando fins de propaganda, 
imputando-lhe falsamente fato definido como crime. 
PENA Detenção de 6 meses a 2 anos, e pagamento de 10 a 40 dias-multa. 
FORMA EQUIPARADA Nas mesmas penas incorre quem, sabendo falsa a imputação, a propala ou divulga. 
 
 
 
 
 
 
 
 
PROVA DA VERDADE 
A prova da verdade do fato imputado excluide 2022 a 2030 
serão contados em dobro. 
Parágrafo único. A contagem em dobro de votos a que se refere o 
caput somente se aplica uma única vez. 
 
 
 
Forma de Governo 
 
Diz respeito ao modo de se atingir o Poder. 
 
MONARQUIA Caracterizada pela vitaliciedade e hereditariedade, não havendo processo eleitoral. 
 
REPÚBLICA 
Caracterizada por um mandato transitório e com renovações periódicas, sendo 
os representantes escolhidos pelos cidadãos, em condição de igualdade. 
No Brasil, a forma adotada é a República. 
Princípio da isonomia 
 
 
 
 
Forma de Estado 
 
Diz respeito à organização político-administrativa dos Estados que compõem determinado Estado. 
 
ESTADO UNITÁRIO Concentração do poder no governo central. 
 
ESTADO FEDERADO 
Poder descentralizado, de forma que cada ente federado possua autonomia e 
um rol de competências. 
O Brasil é um Estado Federado. 
 
Sistema de Governo 
 
O sistema de governo é a forma de relacionamento entre os Poderes Legislativo e Executivo. 
 
 
PARLAMENTARISMO 
A chefia de Estado (política interna) pertence ao monarca ou ao presidente, 
enquanto a chefia de governo (política externa) pertence ao ministro ou 
chanceler, escolhido pelo Poder Legislativo. 
 
 
PRESIDENCIALISMO 
A chefia de Estado e chefia de Governo pertencem ao presidente, havendo 
uma preponderância do Poder Executivo. 
O Poder Legislativo não participa diretamente do governo. 
O sistema de governo adotado no Brasil é o presidencialista. 
 
Regime de Governo 
 
O regime de governo diz respeito à convergência de vontade entre o povo e o governo. 
 
AUTOCRACIA O poder é concentrado no Estado, que não considera a vontade popular. 
 
DEMOCRACIA 
Pressupõe uma interação entre o governante e os governados, de modo que 
seja respeitada a vontade da maioria. Pode ser direta, indireta ou semidireta. 
O regime de governo no Brasil é o democrático (democracia semidireta). Vejamos ⤵ 
 
 
 
 
 
 
Acesso às informações do cadastro eleitoral 
 
 
 
 
A resolução nº 21.538 de 2003 foi revogada pela resolução nº 23.659 de 2021, considerando: 
 
 
1 
A necessidade de ATUALIZAÇÃO E CONSOLIDAÇÃO das normas relativas ao Cadastro Eleitoral, 
tendo em vista o atual estágio de desenvolvimento das tecnologias envolvidas na coleta e no 
gerenciamento de dados de eleitores e eleitoras e a vigência da LGPD. 
 
2 
A relevância de assegurar que os AVANÇOS TECNOLÓGICOS incorporados aos serviços 
eleitorais sejam SOPESADOS COM MEDIDAS QUE ASSEGUREM O EXERCÍCIO DA CIDADANIA a 
pessoas ainda não alcançadas pela INCLUSÃO DIGITAL. 
 
3 
O compromisso do TSE de AMPLIAR o exercício da cidadania por parte de GRUPOS 
SOCIALMENTE VULNERÁVEIS E MINORIZADOS. 
 
O acesso às informações por ⤵ 
 
o Instituições públicas. 
o Instituições privadas. 
o Pessoas físicas. 
▪ ▪ ▪ se dará conforme ⤵ 
 
o A Lei Geral de Proteção de Dados. 
o A resolução do Tribunal Superior Eleitoral 
 
Os tribunais eleitorais estabelecerão metodologia segura de acesso de dados, com o objetivo de 
garantir que não ocorra de forma indevida. 
Preliminarmente 
RESOLUÇÃO Nº 23 .659 DE 2021 DO TSE 
 
 
 
 
 
 
Aquisição 
 
Os direitos políticos são adquiridos mediante o alistamento eleitoral, que é assegurado: 
 
 
ÀS PESSOAS BRASILEIRAS 
o Que atingiram a idade mínima prevista na CRFB/88. 
o Salvo os conscritos, durante o serviço militar obrigatório. 
ÀS PESSOAS PORTUGUESAS o Que tenham adquirido o gozo dos direitos políticos no Brasil. 
 
Perda e suspensão 
 
Quanto à perda e à suspensão dos direitos políticos, tem-se o seguinte: 
 
 
PERDA 
Se decorrente da perda da nacionalidade brasileira, impede o 
alistamento eleitoral e as demais operações do Cadastro Eleitoral, 
acarretando, se for o caso, o cancelamento da inscrição já existente. 
 
SUSPENSÃO 
Não impede a realização das operações do Cadastro Eleitoral – inclusive 
o alistamento – mas o impedimento deve ser indicado por código ASE. 
 
Direitos dos indígenas 
 
Abrangência 
 
As disposições aplicam-se ⤵ 
 
o Indígenas. 
o Quilombolas. 
o Integrantes de comunidades remanescentes. 
Esses grupos possuem direito de ter considerados, na prestação de serviços eleitorais ⤵ 
 
o Sua organização social. 
o Seus costumes. 
o Suas línguas, crenças e tradições. 
Aquisição e exercício de direitos polít icos 
 
 
 
 
Tratamento de dados 
 
No tratamento de dados das pessoas indígenas, NÃO SERÃO feitas distinções entre "integradas" e 
"não integradas", "aldeadas" e "não aldeadas", ou qualquer outra que não seja autoatribuída pelos próprios 
grupos étnico-raciais. Assim ⤵ 
 
 
REGRA 
Não se farão distinções de indígenas, quilombolas e integrantes de 
comunidades remanescentes. 
EXCEÇÃO É possível, se a distinção for autoatribuída pelos próprios grupos. 
 
Fluência na língua 
 
Não se exigirá a fluência na língua portuguesa para fins de alistamento, assegurando-se a cidadãos 
e cidadãs indígenas, o uso de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem. 
 
Domicílio eleitoral 
 
A pessoa indígena ficará dispensada da comprovação do domicílio eleitoral quando: 
 
o O atendimento prestado pela Justiça Eleitoral ocorrer dentro dos limites das terras em que habita . 
o For notória a vinculação de sua comunidade a esse território. 
É assegurado à pessoa indígena indicar, no prazo estipulado pela Justiça Eleitoral para cada pleito, 
local de votação, diverso daquele em que está sua seção de origem, no qual prefere exercer o voto, desde 
que dentro dos limites da circunscrição da eleição. 
Direitos da pessoa com deficiência 
 
Abrangência 
 
Assegura-se a implementação de medidas destinadas a promover o alistamento e o exercício dos 
direitos políticos em igualdade de condições das pessoas com deficiência, INCLUSIVE: 
o A relativamente incapaz. 
o A que estiver excepcionalmente sob curatela. 
o A que tiver optado pela tomada de decisão apoiada. 
 
 
 
 
Direitos 
 
É assegurado à pessoa com deficiência: 
 
 
1 
Escolher, no ato de alistamento, transferência ou revisão, local de votação que permita sua 
vinculação a seção eleitoral COM ACESSIBILIDADE, dentro da zona eleitoral. 
 
2 
Indicar, no prazo estipulado pela Justiça Eleitoral para cada pleito, local de votação, DIVERSO 
daquele em que está sua seção de origem, no qual prefere exercer o voto, DESDE QUE dentro 
dos limites da circunscrição do pleito. 
 
3 
SER AUXILIADA, no ato de votar, por pessoa de sua escolha, AINDA QUE não o tenha requerido 
antecipadamente ao juízo eleitoral. 
É VEDADA a criação de seções eleitorais exclusivas para pessoas com deficiência. 
 
Direitos da pessoa transgênera 
 
Conceitos iniciais 
 
NOME SOCIAL Designação pela qual a pessoa transgênera se identifica e é socialmente reconhecida. 
 
IDENTIDADE DE 
GÊNERO 
Atitude individual que diz respeito à forma como cada pessoa se percebe e se 
relaciona com as representações sociais de masculinidade e feminilidade e como 
isso se traduz em sua prática social, sem guardar necessária relação com o sexo 
biológico atribuído no nascimento. 
 
Direitos 
 
É direito fundamental da pessoa transgênera, preservados os dados do registro civil, fazer constar 
do Cadastro Eleitoral seu nome social e sua identidade de gênero. 
A Justiça Eleitoral não divulgará o nome civil da pessoa quando for ela identificada por nome social 
constante do Cadastro Eleitoral, SALVO: 
o As hipóteses em que for legalmente exigido o compartilhamento do dado. 
o Para atendimento de solicitação formulada pelo(a) titular dos dados. 
 
 
 
 
 
 
Disposições gerais 
 
Lista de operações 
 
Serão efetivadas no Cadastro Eleitoral as seguintes operações ⤵ 
 
o Alistamento. 
o Transferência. 
o Revisão. 
o Segunda via. 
 
REQUERIMENTO DE ALISTAMENTO ELEITORAL - RAE 
Os pedidos de alistamento, revisão, transferência e segunda via, inclusive no caso de pessoa residente no 
exterior, serão formalizadoso crime, mas NÃO é admitida: 
 
o Se, constituindo o fato imputado crime de ação privada, o ofendido, não 
foi condenado por sentença irrecorrível. 
o Se o fato é imputado ao Presidente da República ou chefe de governo 
estrangeiro. 
o Se do crime imputado, embora de ação pública, o ofendido foi absolvido 
por sentença irrecorrível. 
 
Difamação eleitoral 
 
 
DESCRIÇÃO TÍPICA 
Difamar alguém, na propaganda eleitoral, ou visando a fins de propaganda, 
imputando-lhe fato ofensivo à sua reputação. 
PENA Detenção de três meses a um ano, e pagamento de 5 a 30 dias-multa. 
 
PROVA DA VERDADE 
A exceção da verdade somente se admite se ofendido é funcionário público e 
a ofensa é relativa ao exercício de suas funções. 
 
Injúria e leitora l 
 
 
DESCRIÇÃO TÍPICA 
Injuriar alguém, na propaganda eleitoral, ou visando a fins de propaganda, 
ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro. 
PENA Detenção até 6 meses, ou pagamento de 30 a 60 dias-multa. 
O juiz pode deixar de aplicar a pena: 
PERDÃO JUDICIAL o Se o ofendido, de forma reprovável, provocou diretamente a injúria. 
o No caso de retorsão imediata, que consista em outra injúria. 
 
 
FORMA 
QUALIFICADA 
Se a injúria consiste em violência ou vias de fato, que, por sua natureza ou meio 
empregado, se considerem aviltantes: 
Pena - detenção de 3 meses a 1 ano e pagamento de 5 a 20 dias-multa, além 
das penas correspondentes à violência prevista no Código Penal. 
 
 
 
 
Denunciação caluniosa eleitoral 
 
 
 
DESCRIÇÃO TÍPICA 
Dar causa à instauração de investigação policial, de processo judicial, de 
investigação administrativa, de inquérito civil ou ação de improbidade 
administrativa, atribuindo a alguém a prática de crime ou ato infracional de que o 
sabe inocente, com finalidade eleitoral. 
PENA Reclusão, de 2 a 8 anos, e multa 
A pena é aumentada de sexta parte, se o agente se serve do anonimato ou de 
AUMENTO DE PENA 
nome suposto. 
DIMINUIÇÃO DE PENA A pena é diminuída de metade, se a imputação é de prática de contravenção. 
 
 
FORMA EQUIPARADA 
Incorrerá nas mesmas penas deste artigo quem, comprovadamente ciente da 
inocência do denunciado e com finalidade eleitoral, divulga ou propala, por 
qualquer meio ou forma, o ato ou fato que lhe foi falsamente atribuído. 
 
Menosprezo ou discriminação 
 
 
 
 
DESCRIÇÃO TÍPICA 
Assediar, constranger, humilhar, perseguir ou ameaçar, por qualquer meio, 
candidata a cargo eletivo ou detentora de mandato eletivo, utilizando-se de 
menosprezo ou discriminação à condição de mulher ou à sua cor, raça ou etnia, 
com a finalidade de impedir ou de dificultar a sua campanha eleitoral ou o 
desempenho de seu mandato eletivo. 
PENA Reclusão, de 1 a 4 anos, e multa 
 
 
AUMENTO DE PENA 
Aumenta-se a pena em 1/3, se o crime é cometido contra mulher: 
 
o Gestante. 
o Maior de 60 anos. 
o Com deficiência. 
 
 
 
 
Aumento de pena nos crimes contra a honra 
 
As penas cominadas nos arts. 324 (calúnia eleitoral), 325 (difamação eleitoral) e 326 (injúria eleitoral) 
aumentam-se de 1/3 até metade, se qualquer dos crimes é cometido. 
o Contra o Presidente da República ou chefe de governo estrangeiro. 
o Contra funcionário público, em razão de suas funções. 
o Na presença de várias pessoas, ou por meio que facilite a divulgação da ofensa. 
o Com menosprezo ou discriminação à condição de mulher ou à sua cor, raça ou etnia. 
o Por meio da internet ou de rede social ou com transmissão em tempo real. 
 
Apropriação de recursos 
 
 
DESCRIÇÃO TÍPICA 
Apropriar-se o candidato, o administrador financeiro da campanha, ou quem de 
fato exerça essa função, de bens, recursos ou valores destinados ao 
financiamento eleitoral, em proveito próprio ou alheio. 
PENA Reclusão, de 2 a 6 anos, e multa. 
 
Crime previsto na lei das ine legib i l idades 
 
 
DESCRIÇÃO TÍPICA 
Constitui crime eleitoral a arguição de inelegibilidade, ou a impugnação de registro 
de candidato feito por interferência do poder econômico, desvio ou abuso do 
poder de autoridade, deduzida de forma temerária ou de manifesta má-fé. 
 
PENA 
Detenção de 6 meses a 2 anos, e multa de 20x a 50x o valor do Bônus do 
Tesouro Nacional e, no caso de sua extinção, de título público que o substitua. 
 
 
 
 
 
 
Natureza da ação 
 
As infrações penais eleitorais são de ação penal pública. 
 
Comunicação 
 
Todo cidadão que tiver conhecimento de infração penal eleitoral deverá comunicá-la ao juiz eleitoral 
da zona onde a mesma se verificou. Esta comunicação pode ser escrita ou verbal. 
 
G◦E+( COMUNICAÇÃO VERBAL +(◦GE 
Quando a comunicação for verbal, mandará a autoridade judicial reduzi-la a termo, assinado pelo 
apresentante e por 2 testemunhas, e a remeterá ao órgão do MP local, que procederá na forma do 
Código Eleitoral. 
Se o MP julgar necessários outros esclarecimentos, documentos ou outros elementos de convicção, 
deverá requisitá-los diretamente de quaisquer autoridades ou funcionários que possam fornecê-los. 
Denúncia 
 
Verificada a infração penal, o MP oferecerá a denúncia dentro do prazo de 10 dias. 
 
Se o órgão do Ministério Público não oferecer a denúncia no prazo legal representará contra ele a 
autoridade judiciária, sem prejuízo da apuração da responsabilidade penal. Nesse caso, o juiz solicitará ao 
Procurador Regional a designação de outro promotor, que, no mesmo prazo, oferecerá a denúncia. 
Rejeição da denúncia 
 
A denúncia, será rejeitada quando: 
 
o O fato narrado evidentemente não constituir crime. 
o Já estiver extinta a punibilidade, pela prescrição ou outra causa. 
o For manifesta a ilegitimidade da parte ou faltar condição para o exercício da ação penal. 
 
Recebimento da denúncia 
 
Recebida a denúncia, o juiz designará dia e hora para o depoimento pessoal do acusado, ordenando 
a citação deste e a notificação do MP, sendo que o réu ou seu defensor terá o prazo de 10 dias para 
oferecer alegações escritas e arrolar testemunhas. 
Processo penal eleitoral 
 
 
 
 
Alegações finais 
 
Ouvidas as testemunhas da acusação e da defesa e praticadas as diligências requeridas pelo MP e 
deferidas ou ordenadas pelo juiz, abrir-se-á o prazo de 5 dias a cada uma das partes para alegações finais. 
Sentença 
 
Decorrido o prazo de 5 dias para as alegações finais e conclusos os autos ao juiz dentro de 48 
horas, este terá 10 dias para proferir a sentença. Assim ⤵ 
 
ALEGAÇÕES FINAIS CONCLUSÃO DOS AUTOS SENTENÇA 
5 dias. 48 horas. 10 dias. 
 
Recurso 
 
Das decisões finais cabe recurso para o TRE, a ser interposto no prazo de 10 dias. 
 
Se a decisão do TRE for condenatória, baixarão IMEDIATAMENTE os autos à instância inferior para 
a execução da sentença, que será feita no prazo de 5 dias, contados da data da vista ao MP. 
 
 
 
 
 
 
 
 
FINALIDADE 
Impedir que candidato escolhido em convenção partidária seja registrado, 
devido ao não atendimento de algum requisito legal ou constitucional. 
 
 
LEGITIMIDADE ATIVA 
o Qualquer candidato. 
o Partido político. 
o Coligação. 
o Ministério Público. 
 
LEGITIMIDADE PASSIVA 
Pré-candidato escolhido em convenção partidária e que requereu o registro 
de candidatura. 
 
 
 
COMPETÊNCIA 
É determinada em razão do cargo pretendido: 
 
o TSE → eleições presidenciais. 
o TRE → eleições estaduais. 
o Juízes eleitorais → eleições municipais. 
PRAZO 5 dias da publicação do registro do candidato. 
RECURSO Prazo de 3 dias. 
PREVISÃO Artigos 3º a 17 da LC 64/90. 
Ação de impugnação de registro de candidatura – AIRC 
AÇÕES ELEITORAIS 
 
 
 
 
 
 
 
 
FINALIDADE 
Apurar condutas realizadas com abuso de poder: 
 
o Econômico. 
o Político (no exercício ou função de cargo ou emprego na 
administração pública direta ou indireta). 
▪▪▪ que tragam influência à normalidade e à legitimidade das eleições. 
 
 
LEGITIMIDADE ATIVA 
o Partido político. 
o Coligação. 
o Candidato. 
o Ministério Público Eleitoral. 
 
LEGITIMIDADE PASSIVA 
o Candidatoque praticou ou foi beneficiado pelo ato. 
o Terceiro que participou ou teve coautoria nos atos praticados. 
 
 
COMPETÊNCIA 
o Corregedor Geral Eleitoral → candidato a Presidente ou Vice. 
o Corregedor Regional Eleitoral → candidato a Governador ou Vice, 
Senadores, Deputados (federais, estaduais e distritais). 
o Juízes eleitorais → candidato a Prefeito ou Vice e Vereador. 
PRAZO Até a diplomação. 
RECURSO 3 dias (de acordo com o Código Eleitoral). 
PREVISÃO Artigo 22 da LC 64/90. 
Ação de investigação judicial eleitora l – AIJE 
 
 
 
 
 
 
FINALIDADE 
Desconstituir a diplomação, com a consequente perda do mandato eletivo 
que possua vício insanável. 
 
LEGITIMIDADE ATIVA 
o Ministério Público. 
o Partido Político ou coligações. 
o Candidatos. 
LEGITIMIDADE PASSIVA o Candidato diplomado. 
 
 
COMPETÊNCIA 
o TSE → eleições para Presidente e Vice. 
o TRE → eleições para Governador e Vice (dos Estados e do DF), 
Deputados Federais e Estaduais e Senadores. 
o Juízes eleitorais → eleições municipais. 
PRAZO Até 15 dias após a diplomação. 
RECURSO Prazo de 3 dias para interposição de recurso inominado. 
PREVISÃO Artigo 14, §§ 10 e 11, da CRFB/88. 
 
Ação de impugnação de mandado eleitora l – AIME 
	o Direitos Políticos.
	o Direito Eleitoral.perante a Justiça Eleitoral por meio do Requerimento de Alistamento Eleitoral 
(RAE), disponibilizado pelo TSE em modelo a ser preenchido e processado eletronicamente. 
Nesse sentido, vale observar o seguinte ⤵ 
 
 
NÃO É POSSÍVEL 
A transferência e a revisão de inscrição envolvida em coincidência ou cancelada em 
decorrência de perda de direitos políticos ou por decisão de autoridade judiciária. 
 
 
 
 
É POSSÍVEL 
A transferência e a revisão com reutilização do número de inscrição cancelada por: 
 
o Motivo de falecimento. 
o Duplicidade ou pluralidade. 
o Não exercício do voto em três eleições consecutivas 
o Revisão de eleitorado. 
Desde que comprovada a inexistência de outra inscrição liberada, não liberada, 
regular ou suspensa, em nome da pessoa. 
Operações do cadastro eleitoral 
 
 
 
 
Domicílio eleitoral 
 
O domicílio eleitoral, é bem mais elástico que o domicílio civil. Assim, para fins de fixação do domicílio 
eleitoral no alistamento e na transferência, deverá ser comprovada a existência de vínculo ⤵ 
o Residencial. [¡‘m2 _ 
o Afetivo. ’ 
 
o Familiar. ' ̈{¡+ 
 
o Profissional. ß❢“̈ ç; “ 
o Comunitário. :̂ 
o De outra natureza que justifique a escolha do município. ̂̌ "‡ 
 
A fixação de domicílio ⤵ 
 
 
RETROAGE 
Inclusive para fins de candidatura, à data em que requerida a operação de alistamento 
ou transferência que tenha sido devidamente concluída. 
NÃO RETROAGE Na revisão e na segunda via. 
 
Vedação 
 
Dentro dos 150 dias anteriores à data da eleição, NÃO SERÃO RECEBIDOS requerimentos de: 
 
o Alistamento. 
o Transferência. 
o Revisão. 
Portanto, é permitido o requerimento de segunda via. 
 
 
 
 
Alistamento eleitoral 
 
Quem pode se alistar? 
 
A CRFB/88 estabelece que o alistamento eleitoral e o voto são ⤵ 
 
OBRIGATÓRIOS Para os maiores de 18 anos. 
 
 
 
 
FACULTATIVOS 
Para: 
 
o Os analfabetos. 
o Os maiores de 70 anos. 
o Os maiores de 16 e menores de 18 anos. 
Acerca disso, a Resolução 23.659 de 2021 do TSE dispõe que a partir da data em 
que a pessoa completar 15 anos, é facultado o seu alistamento eleitoral. Entretanto, o 
título de eleitor só surtirá efeitos quando a pessoa completar 16 anos. 
São inalistáveis ⤵ 
 
o Os estrangeiros. 
o Os conscritos – durante o período do serviço militar obrigatório. 
 
Aplicação de multa 
 
O não alistamento – quando este é obrigatório – pode acarretar a aplicação de multa imposta pelo 
juízo eleitoral e cobrada no ato do alistamento. São hipóteses de aplicação e não aplicação ⤵ 
 
 
Para pessoa brasileira ⤵ 
 
- Nata, nascida em território nacional, que não se alistar até os 19 anos; 
✅ 
 
HÁ MULTA 
- Nata, nascida em território nacional ou nascida no exterior, filha de brasileiro ou 
brasileira registrada em repartição diplomática brasileira, que não se alistar até os 19 
anos. 
 
- Naturalizada, maior de 18 anos, que não se alistar até um ano depois de adquirida a 
nacionalidade brasileira. 
 
 
 
 
 
 
Transferência 
 
Hipótese 
 
A transferência será realizada quando a pessoa desejar alterar seu domicílio eleitoral e for encontrado 
em seu nome, em município diverso ou no exterior ⤵ 
o Número de inscrição regular. 
o Número de inscrição suspensa. 
o Número de inscrição cancelada por motivo que permita sua reutilização. 
Essa operação pode ou não ser feita em conjunto com ⤵ 
 
o Retificação de dados. 
o Regularização de inscrição cancelada. 
 
Requisitos 
 
São requisitos para a transferência ⤵ 
 
 
1 
Apresentação do requerimento perante a unidade de atendimento da Justiça Eleitoral do novo domicílio 
no prazo estabelecido pela legislação vigente. 
 
2 
Transcurso de, pelo menos, 1 ano do 
alistamento ou da última transferência. 
Os prazos NÃO se aplicam ⤵ 
 
- Servidora ou servidor público civil e militar ou de membro de 
sua família, por motivo de remoção, transferência ou posse. 
- Indígenas, quilombolas, pessoas com deficiência, trabalhadoras 
e trabalhadores rurais safristas e pessoas que tenham sido 
forçadas, em razão de tragédia ambiental, a mudar sua residência. 
3 meses de vínculo com o município, 
dentre aqueles aptos a configurar o 
3 
domicílio eleitoral (residencial, afetivo, 
familiar, profissional, etc). 
- Pessoa brasileira nata que requerer sua inscrição eleitoral até o 151º dia anterior à 
eleição subsequente à data em que completar 19 anos, na primeira hipótese do quadro 
acima, ou à data em que se completar um ano de sua opção pela nacionalidade 
brasileira, na segunda hipótese do quadro acima. 
- Pessoa que se alfabetizar após os 18 anos. 
 
- Pessoa que declarar, perante qualquer juízo eleitoral estado de pobreza. 
 
 
❌ 
 
NÃO HÁ 
MULTA 
 
 
 
 
4 
Regular cumprimento das obrigações de comparecimento às urnas e de atendimento a convocações 
para auxiliar nos trabalhos eleitorais. 
 
Revisão 
 
Hipóteses 
 
Será realizada a operação de revisão quando a pessoa necessitar ⤵ 
 
o Alterar o local de votação no mesmo município, ainda que não haja mudança de zona eleitoral. 
o Retificar os dados pessoais. 
o Regularizar a situação de inscrição cancelada. (quando permitida a reutilização do nº de inscrição). 
 
Dispensa 
 
A retificação ou atualização de dados pessoais ⤵ 
 
o Que não sejam utilizados para fins de batimento, E 
o Que não impactem o exercício do voto. 
 
▪▪▪ dispensarão a operação de revisão, podendo ser feitas mesmo após o prazo de 150 dias antes 
da eleição mediante simples comando do ASE respectivo ⤵ 
o De ofício, à vista de documento comprobatório. 
o Por compartilhamento de dados, autorizado pela Presidência do TSE. 
o A pedido do eleitor ou da eleitora. 
 
Segunda via 
 
A pessoa que possuir inscrição regular ou suspensa poderá requerer ao juízo de seu domicílio 
eleitoral a expedição de segunda via do título eleitoral, nas seguintes hipóteses ⤵ 
o Perda. 
o Extravio. 
o Inutilização. 
o Dilaceração. 
Alternativamente à segunda via, poderá ser emitida a via digital do título eleitoral por meio de 
aplicativo da Justiça Eleitoral ou reimpresso o documento a partir do sítio eletrônico do tribunal eleitoral. 
 
 
Apuração de i rregularidades nas operações 
 
 
Recurso 
 
É cabível contra a decisão de deferimento ou indeferimento do alistamento ou da transferência: 
 
 
 
 
DEFERIMENTO 
O recurso contra o deferimento pode ser interposto: 
 
o Por qualquer partido político. 
o Pelo Ministério Público Eleitoral. 
Prazo de 10 dias, contados da disponibilização da lista. 
 
 
 
INDEFERIMENTO 
O recurso contra o indeferimento pode ser interposto: 
 
o Pelo eleitor ou pela eleitora (prazo contado da realização da notificação). 
o Pelo Ministério Público Eleitoral (prazo contado da disponibilização da lista.). 
Prazo de 5 dias. 
O menor de 18 anos tem capacidade para estar em juízo, como recorrente ou recorrido, nos feitos que 
versem sobre sua inscrição eleitoral, sendo-lhe facultada a assistência por seu representante legal. 
 
 
Legitimidade ativa 
 
Podem requerer a apuração de irregularidades no alistamento, na transferência e na revisão. 
 
o Qualquer eleitor ou eleitora. 
o Partido político. 
o Ministério Público. 
 
A comunicação da irregularidade será apresentada diretamente no PJe, em petição fundamentada e 
devidamente instruída com indícios ou provas do fato alegado. 
 
Endereçamento 
 
Os legitimados ativos poderão peticionar: 
 
o Ao juízo eleitoral. 
o Às corregedorias regionais eleitorais. 
o À Corregedoria-Geral Eleitoral. 
 
 
Título Eleitoral 
 
 
Procedimento 
 
O procedimento se dará da seguinte forma: 
 
REQUERIMENTO O procedimento inicia-se com o requerimento dos legitimados ativos. 
 
AUTUAÇÃO 
Recebida a petição ou informação, a autoridade eleitoral determinará sua autuação, 
remetendo-a, se for o caso, ao juízo da zona eleitoral à qual pertencer a inscrição 
eleitoral reputada irregular. 
A pessoa titular da inscrição eleitoral reputadairregular será intimada para se 
INTIMAÇÃO 
manifestar no prazo de 10 dias. 
 
DILIGÊNCIAS 
A autoridade eleitoral determinará, de ofício ou mediante requerimento, as diligências 
que entender necessárias para apuração dos fatos. 
Concluídas as diligências, a(o) peticionante e o eleitor ou a eleitora serão intimados 
ALEGAÇÕES para delas ter ciência e, querendo, produzirem alegações, no prazo de 5 dias. 
Não havendo diligências, fica dispensado o prazo para alegações finais. 
MANIFESTAÇÃO 
DO MP 
Findo o prazo das alegações, o Ministério Público, se não for o requerente, será 
intimado para se manifestar no prazo de 2 dias. 
 
RECURSO 
Da decisão que determinar o cancelamento do alistamento ou da transferência 
caberá recurso do eleitor ou da eleitora, no prazo de 5 dias. 
 
O Título Eleitoral poderá ser: 
 
o Impresso. 
o Digital (expedido por aplicativo da Justiça Eleitoral, observando-se as normas de acessibilidade). 
 
O eleitor ou a eleitora que tenha biometria registrada na Justiça Eleitoral poderá utilizar a via digital do 
título de eleitor como identificação para fins de votação, devendo respeitar a vedação legal ao porte de 
aparelho de telefonia celular dentro da cabine de votação. 
Quando registrado no Cadastro Eleitoral, o nome social dever constar de ambas as formas. 
 
 
 
 
 
 
Possibil idades 
 
Os partidos políticos, por suas delegadas e seus delegados, poderão: 
 
 
1 
Acompanhar os requerimentos de alistamento, transferência, revisão, segunda via e quaisquer 
outros, bem como a emissão e entrega de via física de títulos eleitorais. 
2 Requerer cancelamento de inscrição eleitoral com fundamento em inobservância de requisito legal. 
 
 
 
 
 
3 
Examinar os documentos relativos às operações de alistamento, transferência, revisão, segunda 
via e revisão de eleitorado, deles podendo requerer cópia, de forma fundamentada à autoridade 
judiciária, sem ônus para a Justiça Eleitoral. 
O referido exame deverá ocorrer: 
 
o Mediante assinatura de termo de confidencialidade dos dados pessoais a que tenha acesso. 
o Sem perturbação dos serviços. 
o Na presença de servidor ou servidora. 
 
Delegados e delegadas 
 
Acerca da quantidade de delegados e delegadas, os partidos políticos poderão manter: 
 
ATÉ QUATRO Perante o Tribunal Regional Eleitoral. 
ATÉ TRÊS Em cada zona eleitoral. 
Não é permitida a atuação simultânea de mais de um(a) de cada partido, devendo haver revezamento. 
Fiscalização dos Part idos Po lít icos 
 
 
Correição do eleitorado 
 
 
 
 
Conceito 
 
O batimento consiste em procedimento que compara dados mantidos nos cadastros do TSE, com 
a finalidade de aferir se cada pessoa mantém apenas uma única inscrição eleitoral. 
Objetivos 
 
O TSE realizará batimentos de dados biográficos e biométricos, em âmbito nacional, para: 
 
1) Identificar situações que exijam averiguação ⤵ 
 
DUPLICIDADE Uma única pessoa com duas inscrições eleitorais. 
PLURALIDADE Uma única pessoa com rês ou mais inscrições eleitorais. 
 
INCOINCIDÊNCIAS 
Quando, na realização de transferência ou revisão eleitoral, forem coletados dados 
biométricos que não coincidam com os já constantes do cadastro. 
2) Expurgar inconformidades e outras irregularidades de inscrições eleitorais. 
 
 
Pela Corregedoria Geral 
 
A correição de eleitorado poderá ser determinada, observada a conveniência e a disponibilidade de 
recursos, pela Corregedoria-Geral Eleitoral, quando, cumulativamente: 
o O total de transferências ocorridas no ano em curso seja 10% superior ao do ano anterior. 
o O eleitorado for superior ao dobro da população entre dez e quinze anos, somada à de idade 
superior a setenta anos do território daquele município. 
o O eleitorado for superior a 65% e menor ou igual a 80% da população projetada para aquele ano 
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 
 
Pela Corregedoria Regiona l 
 
A correição de eleitorado poderá ser determinada, observada a conveniência e a disponibilidade de 
recursos, pela corregedoria regional, quando houver indícios CONSISTENTES ou denúncia 
FUNDAMENTADA de fraude ou outras irregularidades no alistamento em zona ou município. 
Batimento de dados 
 
 
 
 
 
 
Pelo TRE 
 
Se na correição do eleitorado for comprovada a fraude em proporção que comprometa a higidez 
do Cadastro Eleitoral, o TRE, comunicando a decisão ao TSE, ordenará a revisão do eleitorado. 
 
A execução da revisão de eleitorado com esse fundamento dependerá da existência de dotação 
orçamentária, a ser avaliada após já destacados os recursos para as revisões de ofício. 
 
Pelo TSE 
 
O TSE poderá, de ofício, determinar a revisão do eleitorado do município, observada a conveniência 
e a disponibilidade de recursos, quando, cumulativamente: 
o O total de transferências ocorridas no ano em curso seja 10% superior ao do ano anterior. 
o O eleitorado for superior ao dobro da população entre dez e quinze anos, somada à de idade 
superior a setenta anos do território daquele município. 
o O eleitorado for superior a 80% da população projetada para aquele ano pelo IBGE. 
 
Imposs ibi l idade 
 
Não será realizada revisão de eleitorado: 
 
 
1 
Em ano eleitoral, salvo se iniciado o procedimento revisional no ano anterior ou se, verificada 
situação excepcional, o TSE autorizar que a ele se dê início. 
 
2 
Que abranja apenas parcialmente o território do município, ainda que seja este dividido em mais 
de uma zona eleitoral. 
Revisão do eleitorado 
 
 
 
 
 
 
Multa 
 
Ausência às urnas 
 
Incorrerá em multa o eleitor ou a eleitora que deixar de votar e: 
 
 
 
1 
Não se justificar, nos seguintes prazos: 
 
o 60 dias, contados do dia da eleição. 
o 30 dias, contados do seu retorno ao país, no caso de se encontrar no exterior na data do 
pleito, salvo se lhe for mais benéfico o prazo anterior. 
 
2 
Tiver o processamento de seu pedido de justificativa rejeitado pelo sistema, em razão do 
preenchimento com dados insuficientes ou inexatos, que impossibilitem sua identificação. 
3 Tiver seu pedido de justificativa indeferido pelo juiz ou pela juíza de sua zona eleitoral. 
A fixação da multa observará a variação entre 3% e 10% do valor utilizado como base de cálculo, 
podendo ser decuplicado em razão da situação econômica do eleitor ou da eleitora. 
 
Ausência aos trabalhos eleitorais 
 
A pessoa que deixar de se apresentar aos trabalhos eleitorais para os quais foi convocada e não se 
justificar perante o juízo eleitoral nos 30 dias seguintes ao pleito incorrerá em multa. 
A fixação da multa observará a variação entre 10% e 50% do valor utilizado como base de cálculo, 
podendo ser decuplicada em razão da situação econômica do eleitor ou eleitora. 
Além disso, o valor final ficará sujeito a duplicação em caso de: 
 
o A mesa receptora deixar de funcionar por sua culpa. 
o A pessoa abandonar os trabalhos no decurso da votação sem justa causa, hipótese na qual o prazo 
aplicável para a apresentação de justificativa será de 3 dias após a ocorrência. 
Ausência injustificada 
 
 
 
 
Cancelamento da inscrição 
 
Cabimento 
 
Será cancelada a inscrição do eleitor ou da eleitora que se abstiver de votar em três eleições 
consecutivas, SALVO se houver apresentado justificativa para a falta ou efetuado o pagamento de multa. 
 
Para fins de contagem das três eleições consecutivas, considera-se como uma eleição CADA UM DOS 
TURNOS do pleito. 
 
Não aplicação 
 
Não se aplica cancelamento às pessoas para as quais: 
 
1 O exercício do voto seja facultativo. 
 
2 
Em razão de deficiência que torne impossível ou demasiadamente oneroso o exercício do voto, 
tenha sido lançado o comando destinado a esse fim. 
3 Em razão da suspensão de direitos políticos, o exercício do voto esteja impedido. 
 
 
Disposições gerais 
 
 
 
 
Periodicidade das eleições 
 
Da leitura conjunta da lei das eleições e da CRFB/88, tem-se o seguinte: 
 
ELEIÇÕESPRESIDENTE E VICE 
Será realizada: 
o 1º turno → primeiro domingo de outubro. 
o 2º turno → último domingo de outubro. 
Mandato de 4 anos, com início em 5 de janeiro do ano seguinte ao de sua eleição 
(conforme a EC 111 de 2021). 
 
 
 
 
GOVERNADOR E VICE 
Será realizada: 
o 1º turno → primeiro domingo de outubro. 
o 2º turno → último domingo de outubro. 
Mandato de 4 anos, com início em 6 de janeiro do ano seguinte ao de sua eleição 
(conforme a EC 111 de 2021). 
 
 
 
PREFEITO E VICE 
Será realizada: 
o 1º turno → primeiro domingo de outubro. 
o 2º turno → último domingo de outubro (Municípios com + 200 mil eleitores) 
Mandato de 4 anos, com início em 1º de janeiro do ano subsequente. 
 
 
SENADOR 
o Será realizada no primeiro domingo de outubro. 
o Mandato de 8 anos. 
 
 
DEPUTADO FEDERAL 
o Será realizada no primeiro domingo de outubro. 
o Mandato de 4 anos. 
 
 
DEPUTADO ESTADUAL 
o Será realizada no primeiro domingo de outubro. 
o Mandato de 4 anos. 
 
 
VEREADOR 
o Será realizada no primeiro domingo de outubro. 
o Mandato de 4 anos. 
 
LEI DAS ELEI ÇÕES 
 
 
 
As referidas eleições organizam-se em 2 grupos: 
 
 
 
 
 
GRUPO 1 
Serão eleitos simultaneamente: 
 
o Presidente e Vice-Presidente da República. 
o Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito Federal. 
o Senador. 
o Deputado Federal. 
o Deputado Estadual e Deputado Distrital. 
 
 
 
 
GRUPO 2 
Serão eleitos simultaneamente: 
 
o Prefeito e Vice-Prefeito. 
o Vereador. 
A EC 111 de 2021 permite que as consultas populares (plebiscito e referendo) sobre questões 
locais aprovadas pelas Câmaras Municipais e encaminhadas à Justiça Eleitoral (90 dias antes das 
eleições) sejam realizadas CONCOMITANTEMENTE às eleições municipais. 
 
Eleições para cargos do Executivo 
 
Será considerado eleito o Presidente, o Governador ou o Prefeito de município com +200 mil 
habitantes que obtiver a maioria absoluta (sistema majoritário qualificado) de votos válidos. 
 
VOTOS VÁLIDOS 
São os votos aos candidatos, sem computar os brancos e nulos. 
Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na primeira votação, haverá 2º turno, concorrendo 
os dois candidatos mais votados, e considerando-se eleito o que obtiver a maioria dos votos válidos. 
Nos municípios com menos de 200 mil habitantes, será considerado eleito Prefeito o candidato que 
obtiver a maioria (sistema majoritário simples) dos votos válidos, não havendo, portanto, segundo turno. 
E leições para cargos do Legis lat ivo 
 
Para os demais cargos, o sistema eleitoral é o proporcional, no qual contam como válidos: 
 
o Os votos dados a candidatos regularmente inscritos. 
o Os votos dados às legendas partidárias. 
 
 
Federações 
 
 
 
 
Conceito 
 
Coligações são alianças realizadas entre partidos políticos que juntos se organizam nas eleições, 
formando uma única chapa de campanha, para eleger um maior número de candidatos. 
Cabimento 
 
É facultado aos partidos políticos, dentro da mesma circunscrição, celebrar coligações para ELEIÇÃO 
MAJORITÁRIA, não sendo mais cabíveis coligações em eleições proporcionais (EC n. 97/2017). 
Denominação 
 
A coligação terá denominação própria, sendo a ela atribuídas as prerrogativas e obrigações de 
partido político no que se refere ao processo eleitoral, e devendo funcionar como um só partido no 
relacionamento com a Justiça Eleitoral e no trato dos interesses interpartidários. 
Observa-se as seguintes regras: 
 
PODE o Ser a junção de todas as siglas dos partidos que a integram. 
 
NÃO PODE 
o Coincidir, incluir ou fazer referência a nome ou número de candidato. 
o Conter pedido de voto para partido político. 
 
A despeito da EC n. 97/2017, que veda a formação de coligações nas eleições proporcionais, a Lei 
14.208/2021 instituiu as federações de partidos políticos, com a finalidade de possibilitar a sobrevivência dos 
partidos pequenos (minorias). Este instituto não se confunde com as coligações. Vejamos: 
 
COLIGAÇÃO FEDERAÇÃO 
Une forças para a eleição, dissolvendo-se ao final 
desta. 
A união estabelecida durante e para a eleição irá 
perdurar por toda a legislatura (4 anos). 
Aplicam-se à federação todas as normas que regem as atividades dos partidos políticos no que diz 
respeito às eleições, inclusive no que se refere à escolha e registro de candidatos, à arrecadação e aplicação de 
recursos em campanhas eleitorais, à propaganda eleitoral, à contagem de votos, à obtenção de cadeiras, à 
prestação de contas e à convocação de suplentes. 
Co ligações 
 
 
 
 
 
 
Conceito 
 
Trata-se de ato político-partidário pelo qual os partidos políticos deliberam sobre: 
 
o A escolha dos candidatos. 
o A formação das coligações majoritárias. 
 
Tipos 
 
As convenções partidárias podem ser de 3 tipos: 
 
1 Municipal. 
2 Estadual. 
3 Nacional. 
 
Regulamentação 
 
As normas para a escolha e substituição dos candidatos e para a formação de coligações serão 
estabelecidas no estatuto do partido, observadas as disposições da lei das eleições. 
Em caso de omissão do estatuto, caberá ao órgão de direção nacional do partido estabelecer as 
normas, publicando-as no Diário Oficial da União até 180 dias antes das eleições. 
Se a convenção partidária de nível inferior se opuser, na deliberação sobre coligações, às diretrizes 
legitimamente estabelecidas pelo órgão de direção nacional, nos termos do respectivo estatuto, poderá 
esse órgão anular a deliberação e os atos dela decorrentes. 
Período 
 
A escolha dos candidatos e a deliberação sobre coligações deverão ser feitas no período de 20 de 
julho a 5 de agosto do ano em que se realizarem as eleições, lavrando-se a respectiva ata em livro aberto, 
rubricado pela Justiça Eleitoral, publicada em 24 horas em qualquer meio de comunicação. 
Local 
 
Para a realização das convenções de escolha de candidatos, os partidos políticos PODERÃO usar 
gratuitamente prédios públicos, responsabilizando-se por danos causados com a realização do evento. 
Convenções partidárias 
 
 
 
 
 
 
Número de candidatos 
 
A lei 14.211 de 2021 alterou esta matéria, de modo que, atualmente, cada partido poderá registrar 
candidatos para a Câmara dos Deputados, a Câmara Legislativa, as Assembleias Legislativas e as Câmaras 
Municipais no total de até 100% do número de lugares a preencher mais 1. 
 
COTA DE GÊNERO 
Desse número de vagas, cada partido ou coligação preencherá o mínimo de 30% e o máximo de 
70% para candidaturas de cada sexo. 
 
Solic itação de registro 
 
Os partidos e coligações solicitarão à Justiça Eleitoral o registro de seus candidatos até as dezenove 
horas do dia 15 de agosto do ano em que se realizarem as eleições. 
Se o partido ou coligação não requerer o registro de seus candidatos, estes poderão fazê-lo, 
observado o prazo máximo de 48 horas seguintes à publicação da lista dos candidatos pela Justiça Eleitoral. 
 
É vedado o registro de candidatura avulsa, ainda que o requerente tenha filiação partidária. 
Até 20 dias antes das eleições, todos os pedidos de registro, inclusive os impugnados e os respectivos 
recursos, devem estar julgados pelas instâncias ordinárias, e publicadas as decisões a eles relativas. 
 
+": CANDIDATURA COLETIVA +:" 
Passou a ser admitida pela Resolução 23.675/2021 do TSE, que alterou a Resolução 23.609/2019. Entretanto, 
no registro de candidatura, deve constar, além do nome coletivo, a denominação individual do candidato. 
 
Substituição de candidato 
 
É FACULTADO ao partido ou coligação substituir candidato que: 
 
o For considerado inelegível. 
o Renunciar. 
o Falecer. 
o Tiver seu registro indeferido ou cancelado. 
Registro de candidatura 
 
 
Fundo especial de financiamento de campanha - FEFC 
 
A escolha do substituto far-se-á na forma estabelecida no estatuto do partido a que pertencer o 
substituído, e o registro deverá ser requerido até 10 diascontados: 
o Do fato, OU 
o Da notificação do partido da decisão judicial que deu origem à substituição. 
Tanto nas eleições majoritárias como nas proporcionais, a substituição só se efetivará se o novo 
pedido for apresentado até 20 dias antes do pleito, EXCETO em caso de falecimento de candidato, quando 
a substituição poderá ser efetivada após esse prazo. 
Candidato sub judice 
 
Quanto ao candidato cujo registro esteja sub judice (sob julgamento) observa-se o seguinte: 
 
 
 
ATOS POSSÍVEIS 
Todos os atos relativos à campanha eleitoral, inclusive: 
 
o Utilizar o horário eleitoral gratuito no rádio e na televisão. 
o Ter seu nome mantido na urna eletrônica. 
 
VALIDADE DOS VOTOS 
A validade dos votos a ele atribuídos fica CONDICIONADA ao deferimento de seu 
registro por instância superior. 
 
 
Conceito 
 
Trata-se de financiamento PÚBLICO de campanha, não se confundindo com o fundo partidário. Ele 
é constituído por dotações orçamentárias da União em ano eleitoral, em valor ao menos equivalente: 
o Ao definido pelo TSE, a cada eleição, com base nos parâmetros definidos em lei . 
o Ao percentual do montante total dos recursos da reserva específica a programações decorrentes 
de emendas de bancada estadual impositiva, que será encaminhado no projeto de LOA. 
 
Depósito 
 
O Tesouro Nacional depositará os recursos no Banco do Brasil, em CONTA ESPECIAL à disposição 
do TSE, até o primeiro dia útil do mês de junho do ano do pleito. Nos quinze dias subsequentes, o TSE 
divulgará o montante de recursos disponíveis no Fundo Eleitoral. 
 
 
 
 
Devolução e renúncia 
 
 
DEVOLUÇÃO 
Os recursos do Fundo Eleitoral que não forem utilizados nas campanhas eleitorais deverão 
ser devolvidos ao Tesouro Nacional, integralmente, no momento prestação de contas. 
 
RENÚNCIA 
Os partidos podem comunicar ao TSE até o 1º dia útil do mês de junho a renúncia ao FEFC, 
vedada a redistribuição desses recursos aos demais partidos. 
 
Distribuição 
 
Os recursos do FEFC, para o primeiro turno das eleições, serão distribuídos entre os partidos 
políticos, obedecidos os seguintes critérios ⤵ 
 
2% Divididos igualitariamente entre todos os partidos com estatutos registrados no TSE. 
 
35% 
Divididos entre os partidos que tenham pelo menos um representante na Câmara dos Deputados, na 
proporção do percentual de votos por eles obtidos na última eleição geral para a Câmara dos Deputados. 
Divididos entre os partidos, na proporção do número de representantes na Câmara dos Deputados, 
48% 
consideradas as legendas dos titulares. 
 
15% 
Divididos entre os partidos, na proporção do número de representantes no Senado Federal, consideradas 
as legendas dos titulares. 
Importante mencionar que para que o candidato tenha acesso aos referidos recursos, deverá fazer 
requerimento por escrito ao órgão partidário respectivo. 
 
 
 
 
 
 
Preliminarmente 
 
As despesas da campanha eleitoral serão realizadas sob a responsabilidade dos partidos, ou de seus 
candidatos, e financiadas na forma da lei das eleições. 
Limite de gastos 
 
Os limites de gastos de campanha serão definidos em lei e divulgados pelo TSE 
 
NÃO SE SUJEITAM AOS LIMITES 
Não estão sujeitos a limites de gastos ou a limites que dificultem exercício da ampla defesa os gastos 
 
o Advocatícios e de contabilidade referentes a consultoria, assessoria e honorários. 
o Relacionados à prestação de serviços em campanhas eleitorais e em favor destas, bem como em 
processo judicial decorrente de defesa de interesses de candidato ou partido político. 
 
Conta bancária 
 
É OBRIGATÓRIO para o partido e para os candidatos abrir conta bancária específica para registrar 
todo o movimento financeiro da campanha. Nesse contexto, os bancos são OBRIGADOS a: 
 
 
 
1 
Acatar, em até 3 dias, o pedido de abertura de conta de qualquer candidato escolhido em 
convenção, sendo-lhes vedado condicioná-la ⤵ 
o A depósito mínimo. 
o À cobrança de taxas ou de outras despesas de manutenção. 
2 Identificar, nos extratos bancários das contas, o CPF ou o CNPJ do doador. 
 
3 
Encerrar a conta no final do ano da eleição, transferindo a totalidade do saldo existente para a conta 
bancária do órgão de direção indicado pelo partido, e informar o fato à Justiça Eleitoral. 
 
Financiamento coletivo 
 
Desde o dia 15 de maio do ano eleitoral (isto é → antes mesmo do período das convenções 
partidárias), é facultada aos pré-candidatos a arrecadação prévia de recursos na modalidade de financiamento 
coletivo, observando-se a seguinte regra ⤵ 
Arrecadação e aplicação de recursos nas campanhas 
 
 
 
LIBERAÇÃO DOS RECURSOS É condicionada ao registro da candidatura 
DEVOLUÇÃO DOS RECURSOS Se não for efetivado o registro da candidatura. 
 
Doações de pessoas físicas 
 
Pessoas físicas poderão fazer doações em dinheiro ou estimáveis em dinheiro, limitadas a 10% dos 
rendimentos brutos auferidos por estas no ano anterior à eleição. 
Vedações 
 
É VEDADO, a partido e candidato, receber direta ou indiretamente doação em dinheiro ou estimável 
em dinheiro, inclusive por meio de publicidade de qualquer espécie, procedente de: 
o Entidade ou governo estrangeiro. 
o Órgão da administração pública direta e indireta ou fundação mantida com recursos públicos. 
o Concessionário ou permissionário de serviço público. 
o Entidade de direito privado que receba contribuição compulsória em virtude de disposição legal. 
o Entidade de utilidade pública. 
o Entidade de classe ou sindical. 
o Pessoa jurídica sem fins lucrativos que receba recursos do exterior. 
o Entidades beneficentes e religiosas. 
o Entidades esportivas que recebam recursos públicos. 
o Entidades esportivas. 
o ONG’s que recebam recursos públicos. 
o Organizações da sociedade civil de interesse público – OSCIP. 
 
Despesas pessoais 
 
Não são consideradas gastos eleitorais nem se sujeitam a prestação de contas as seguintes despesas 
de natureza pessoal do candidato ⤵ 
o Combustível e manutenção de veículo automotor usado pelo candidato na campanha. 
o Remuneração, alimentação e hospedagem do condutor do veículo. 
o Alimentação e hospedagem própria; 
o Uso de linhas telefônicas registradas em seu nome como pessoa física, até o limite de 3. 
 
 
 
 
 
 
Efetivação 
 
A prestação de contas dos: 
 
 
 
CANDIDATOS ÀS ELEIÇÕES 
MAJORITÁRIAS 
Serão feitas pelo próprio candidato, devendo ser acompanhadas: 
 
o Dos extratos das contas bancárias referentes à movimentação 
dos recursos financeiros usados na campanha. 
o Da relação dos cheques recebidos, com a indicação dos 
respectivos números, valores e emitentes. 
CANDIDATOS ÀS ELEIÇÕES 
PROPORCIONAIS 
 
Serão feitas pelo próprio candidato. 
 
Divulgação 
 
Os partidos políticos, as coligações e os candidatos são obrigados, durante as campanhas eleitorais, 
a divulgar em sítio criado pela Justiça Eleitoral para esse fim na internet: 
 
 
RECURSOS EM DINHEIRO 
Recebidos para financiamento de campanha eleitoral → em até 72 horas de 
seu recebimento. 
 
 
RELATÓRIO 
Discriminando as transferências do Fundo Partidário, os recursos em dinheiro 
e os estimáveis em dinheiro recebidos, bem como os gastos realizados → 
no dia 15 de setembro. 
 
Dispensa 
 
Ficam também dispensadas de comprovação na prestação de contas: 
 
CESSÃO DE BENS 
MÓVEIS f 
 
Limitada ao valor de R$ 4.000,00 por pessoa cedente. 
 
DOAÇÕES ESTIMÁVEIS 
EM DINHEIRO S̄ 
Entre candidatos ou partidos, decorrentes do uso comum tanto de sedes 
quanto de materiais de propaganda eleitoral, cujo gasto deverá ser registrado 
na prestação de contas do responsável pelo pagamento da despesa. 
Prestação de contas 
 
 
 
CESSÃO DE 
AUTOMÓVEL ._½ fi 
De propriedade do candidato, do cônjuge e de seus parentes até o terceiro 
grau para seu uso pessoal durante a campanha. 
 
Sistema simplificado 
 
A Justiça Eleitoral adotará sistema simplificado de prestação de contaspara candidatos que 
apresentarem movimentação financeira correspondente a, no máximo, R$ 20.000,00, atualizados 
monetariamente, a cada eleição, pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor - INPC da Fundação Instituto 
Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE ou por índice que o substituir. 
 
OBRIGATORIEDADE 
Nas eleições para Prefeito e Vereador de Municípios com menos de cinquenta mil eleitores, a 
prestação de contas será feita SEMPRE pelo sistema simplificado. 
 
Prazos 
 
A prestação de contas deverá ser encaminhada à Justiça Eleitoral, até o 30º dia posterior à realização 
das eleições, SALVO se houver 2º turno, hipótese em que as prestações relativas aos 2 turnos deverão 
ser encaminhadas até o 20º dia posterior à sua realização. 
 
A inobservância do prazo para encaminhamento das prestações de contas impede a diplomação dos 
eleitos, enquanto perdurar. 
 
Decisão 
 
A Justiça Eleitoral verificará a regularidade das contas de campanha, decidindo: 
 
PELA APROVAÇÃO Quando estiverem regulares. 
PELA APROVAÇÃO COM 
RESSALVAS 
 
Quando verificadas falhas que não lhes comprometam a regularidade. 
PELA DESAPROVAÇÃO Quando verificadas falhas que lhes comprometam a regularidade. 
 
 
PELA NÃO PRESTAÇÃO 
Quando não apresentadas as contas após a notificação emitida pela Justiça 
Eleitoral, na qual constará a obrigação expressa de prestar as suas contas, 
no prazo de 72 horas. 
 
 
Pesquisas e teste pré-eleitorais 
 
A decisão será publicada em sessão até 3 dias antes da diplomação. 
 
Apuração de i rregu laridades 
 
 
 
LEGITIMIDADE ATIVA 
Qualquer partido político ou coligação poderá representar à Justiça 
Eleitoral, relatando fatos e indicando provas, e pedir a abertura de 
investigação judicial para apurar condutas em desacordo com as normas, 
relativas à arrecadação e gastos de recursos. 
PRAZO 15 dias da diplomação. 
 
CONSEQUÊNCIA 
Comprovada a captação ou gastos ilícitos de recursos, para fins eleitorais, 
será negado ou cassado diploma ao candidato. 
RECURSO Prazo de 3 dias da publicação do julgamento do Diário Oficial. 
 
Conservação de documentos 
 
Até 180 dias após a diplomação, os candidatos ou partidos conservarão a documentação concernente 
a suas contas, SALVO se estiver pendente de julgamento qualquer processo judicial relativo às contas, caso 
em que a documentação a elas concernente deverá ser conservada até a decisão final. 
 
 
Preliminarmente 
 
A pesquisa eleitoral, NÃO SE CONFUNDE com as enquetes eleitorais, conceituadas pela Resolução 
nº 23.600/2019 do TSE como o levantamento de opiniões: 
o Sem plano amostral. 
o Que dependa da participação espontânea do interessado. 
o Que não utilize método científico para sua realização. 
▪ ▪ ▪ quando apresentados resultados que possibilitem inferir a ordem dos candidatos na disputa. 
 
As referidas enquetes são VEDADAS a partir da data prevista para o início da propaganda eleitoral (15 
de agosto do ano da eleição). 
 
 
 
 
Pesquisas eleitorais 
 
As entidades e empresas que realizarem pesquisas de opinião pública relativas às eleições ou aos 
candidatos, para conhecimento público, SÃO OBRIGADAS, para cada pesquisa, a registrar, junto à Justiça 
Eleitoral, até 5 dias antes da divulgação, as seguintes informações: 
 
1 Quem contratou a pesquisa. 
2 Valor e origem dos recursos despendidos no trabalho. 
3 Metodologia e período de realização da pesquisa. 
 
4 
Plano amostral e ponderação quanto a sexo, idade, grau de instrução, nível econômico e área 
física de realização do trabalho a ser executado, intervalo de confiança e margem de erro. 
 
5 
Sistema interno de controle e verificação, conferência e fiscalização da coleta de dados e do 
trabalho de campo. 
6 Questionário completo aplicado ou a ser aplicado. 
7 Nome de quem pagou pela realização do trabalho e cópia da respectiva nota fiscal. 
A Justiça Eleitoral afixará no prazo de 24 horas, no local de costume, bem como divulgará em seu 
site, aviso comunicando o registro das informações, colocando-as à disposição dos partidos ou coligações 
com candidatos ao pleito, os quais a elas terão livre acesso pelo prazo de 30 dias. 
Penalidades 
 
A divulgação de pesquisa sem o prévio registro das informações sujeita os responsáveis a multa no 
valor de 50 mil a 100 mil UFIR. Já a divulgação de pesquisa fraudulenta constitui CRIME, punível com detenção 
de 6 meses a 1 ano e multa no valor de 50 mil a 100 mil UFIR. 
 
 
 
 
 
 
Introdução 
 
A propaganda política é gênero, da qual são espécies: 
 
 
 
 
 
 
PROPAGAND
A 
PARTIDÁRIA 
Objetiva divulgar os ideais, programas e propostas de partidos políticos. 
 
Havia sido extinta em 2017, mas foi novamente regulamentada pela Lei 14.291, de 3 
de janeiro de 2022. Conforme esta lei, que alterou a Lei dos Partidos Políticos, a 
propaganda partidária gratuita mediante transmissão no rádio e na televisão será 
realizada entre as 19h30 e as 22h30, em âmbito nacional e estadual, por iniciativa e 
sob a responsabilidade dos respectivos órgãos de direção partidária. 
Além de regulamentar essa espécie de propaganda, esta lei estabelece importantes 
vedações, dentre elas a utilização de fake news. 
 
PROPAGANDA 
INTRAPARTIDÁRIA 
Ao postulante a candidatura a cargo eletivo é permitida a realização, na quinzena 
anterior à convenção partidária (que ocorre de 20 de julho a 5 de agosto), de 
propaganda intrapartidária (dirigida aos integrantes do partido) com vista à indicação 
de seu nome, VEDADO o uso de rádio, televisão e outdoor. 
PROPAGAND
A 
ELEITORAL 
É aquela dirigida à população, com o objetivo de convencer os eleitores a votarem 
nos candidatos. Somente é permitida após o dia 15 de agosto do ano da eleição. 
 
Propaganda eleitoral em gera l 
 
Período 
 
A propaganda eleitoral somente é permitida após o dia 15 de agosto do ano da eleição. 
 
Ou seja → a partir do dia 16 de agosto. 
NÃO configuram propaganda eleitoral antecipada, desde que não envolvam pedido explícito de voto: 
 
1 A menção à pretensa candidatura. 
2 A exaltação das qualidades pessoais dos pré-candidatos. 
Propaganda política 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 
Os seguintes atos, que poderão ter cobertura dos meios de comunicação social, inclusive via internet: 
 
- Participação de filiados ou de pré-candidatos em entrevistas, programas, encontros ou debates no 
rádio, na televisão e na internet, inclusive com a exposição de plataformas e projetos políticos, 
observado pelas emissoras de rádio e de televisão o dever de conferir tratamento isonômico. 
- Encontros, seminários ou congressos, em ambiente fechado e a expensas dos partidos políticos, 
para tratar da organização dos processos eleitorais, discussão de políticas públicas, planos de governo 
ou alianças partidárias visando às eleições, podendo tais atividades ser divulgadas. 
- Realização de prévias partidárias e a respectiva distribuição de material informativo, a divulgação dos 
nomes dos filiados que participarão da disputa e a realização de debates entre os pré-candidatos. 
- Divulgação de atos de parlamentares e debates legislativos, desde que não se faça pedido de votos. 
 
- Divulgação de posicionamento pessoal sobre questões políticas, inclusive nas redes sociais. 
 
- Realização, a expensas de partido político, de reuniões, em qualquer localidade, para divulgar ideias, 
objetivos e propostas partidárias. 
- Campanha de arrecadação prévia de recursos na modalidade de financiamento coletivo. 
 
Será considerada propaganda eleitoral antecipada a convocação, por parte do Presidente da 
República, dos Presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado e do STF, de redes de radiodifusão para: 
o Divulgação de atos que denotem propaganda política. 
o Ataques a partidos políticos e seus filiados ou instituições. 
 
 
 
 
Propaganda dos cargos majoritários 
 
Na propaganda dos candidatos a cargo majoritário deverão constar:NOME DO TITULAR ACOMPANHAMENTO 
o Presidente. 
o Governadores. 
o Prefeitos. 
 
Nomes dos vices 
o Senadores. Nomes dos suplentes. 
Tamanho não inferior a 30% do nome do titular. 
 
Veiculação 
 
É vedada a veiculação de propaganda de QUALQUER natureza: 
 
o Nos bens cujo uso dependa de cessão ou permissão do poder público, ou que a ele pertençam. 
o Nos bens de uso comum → o conceito é amplo, abrangendo o conceito do Código Civil e bens a 
que a população em geral tem acesso (cinemas, clubes, lojas, templos, etc). 
É vedada a veiculação de material de propaganda eleitoral em bens públicos ou particulares, SALVO: 
 
 
BANDEIRAS 
Ao longo de vias públicas, desde que móveis e que não dificultem o bom 
andamento do trânsito de pessoas e veículos. 
 
ADESIVO PLÁSTICO 
Em automóveis, caminhões, bicicletas, motocicletas e janelas residenciais, desde 
que não exceda a 0,5 m3 (meio metro quadrado). 
 
 
 
 
Possibilidades e vedações 
 
Acerca disso, vejamos a tabela a seguir: 
 
 
 
 
 
 
MATERIAL 
IMPRESSO 
FfŠ́ 
Compreende: 
 
o Folhetos. 
o Adesivos. 
o Outros. 
Deve conter: 
o O CPF ou CNPJ do responsável pela confecção. 
o O CPF ou CNPJ de quem contratou. 
o A respectiva tiragem. 
Independe da obtenção de licença municipal e de autorização da Justiça Eleitoral. 
 
 
 
 
 
ALTO-FALANTES 
 
+(E◦G 
Funcionamento de alto-falantes ou amplificadores de som 
 
- Entre 8h e 22h. 
 
- No dia da eleição → constitui CRIME. 
 
- Vedados a instalação e o uso em menos de 200 metros: 
 
o Das sedes dos Poderes Executivo e Legislativo (U, E, DF, M), das sedes 
dos Tribunais Judiciais, e dos quartéis e outros estabelecimentos militares. 
o Dos hospitais e casas de saúde. 
o Das escolas, bibliotecas públicas, igrejas e teatros (em funcionamento). 
 
 
 
COMÍCIOS 
 
,* .*3.Ç 
Realização de comícios e a utilização de aparelhagens de sonorização fixas: 
 
- Entre 8h e 24h, salvo encerramento de campanha (prorrogável por + 2 horas). 
 
- No dia da eleição → constitui CRIME. 
 
É VEDADA a utilização de trios elétricos em campanhas eleitorais, EXCETO para 
a sonorização de comícios. 
Os showmícios (comícios apoiados por artistas) são VEDADOS. 
 
 
 
 
 
 
PRESENTES E 
BRINDES 
 —† 
É VEDADA na campanha eleitoral a confecção, utilização, distribuição por comitê, 
candidato, ou com a sua autorização, de: 
o Camisetas. 
o Chaveiros. 
o Bonés. 
o Quaisquer outros bens que possam proporcionar vantagem ao eleitor. 
OUTDOORS 
 
i 
São VEDADOS, inclusive os eletrônicos. 
 
Penalidade → retirada da propaganda + multa. 
 
 
CARROS DE SOM 
 
:̈ ▲⯍-: 
Conceito amplo, incluindo qualquer veículo, motorizado ou não, ou tracionado por 
animais, que transite divulgando jingles ou mensagens de candidatos. 
É possível até as 22h do dia que antecede a eleição. 
Limite de 80 decibéis de pressão sonora, medido a 7m de distância do veículo. 
APENAS em carreatas, caminhadas e passeatas ou durante reuniões e comícios. 
 
 
 
 
 
 
 
MANIFESTAÇÃO NO 
DIA DA ELEIÇÃO 
 ❢̈̂j◆ų̈ 
É POSSÍVEL, desde que: 
 
o Individual. 
o Silenciosa. 
Por meio de: 
 
o Bandeiras. 
o Broches. 
o Dísticos. 
o Adesivos. 
o Camisetas (por decisão do TSE). 
É PROIBIDO aos servidores da Justiça Eleitoral, aos mesários e aos escrutinadores 
o uso de vestuário ou objeto que contenha qualquer propaganda de partido 
político, de coligação ou de candidato. 
 
 
 
 
Licença de polícia 
 
A realização de qualquer ato de propaganda partidária ou eleitoral, em recinto aberto ou fechado, 
NÃO DEPENDE de licença da polícia. Entretanto, a autoridade policial deverá ser comunicada em, no mínimo 
24 horas antes de sua realização, para que se possa garantir: 
o O direito contra quem tencione usar o local no mesmo dia e horário. 
o A realização do ato. 
o O funcionamento do tráfego e dos serviços públicos que o evento possa afetar. 
 
Propaganda irregular 
 
Representação 
 
A representação relativa à propaganda irregular deve ser instruída com prova da autoria ou do 
prévio conhecimento do beneficiário, caso este não seja por ela responsável. 
Responsabilização 
 
A responsabilidade do candidato estará demonstrada: 
 
o Se este, intimado da existência da propaganda irregular, não providenciar, no prazo de 48 horas, sua 
retirada ou regularização. 
o Se as circunstâncias e as peculiaridades do caso específico revelarem a impossibilidade de o 
beneficiário não ter tido conhecimento da propaganda 
 
Poder de polícia 
 
O poder de polícia sobre a propaganda eleitoral será exercido pelos: 
 
o Juízes eleitorais. 
o Juízes designados pelos TRE’s. 
Este limita-se às providências necessárias para inibir práticas ilegais, VEDADA A CENSURA PRÉVIA 
sobre o teor dos programas a serem exibidos na televisão, no rádio ou na internet. 
 
 
 
 
Captação de sufrágio 
 
Conceito 
 
Constitui captação de sufrágio, vedada pela Lei das Eleições, o candidato doar, oferecer, prometer, 
ou entregar, ao eleitor, com o fim de obter-lhe o voto, bem ou vantagem pessoal de qualquer natureza, 
inclusive emprego ou função pública, desde o registro da candidatura até o dia da eleição. 
 
Para a caracterização da conduta ilícita, é desnecessário o pedido explícito de votos, bastando a 
evidência do dolo, consistente no especial fim de agir. 
Penalidades 
 
O candidato que praticar alguma das condutas mencionadas, sujeita-se a: 
 
o Multa de 1 mil a 50 mil Ufir. 
o Cassação do registro OU do diploma. 
 
Tais sanções aplicam-se contra quem praticar atos de violência ou grave ameaça a pessoa, com o fim 
de obter-lhe o voto. 
 
Espécies de propaganda eleitoral 
 
Propaganda na imprensa 
 
A divulgação paga, na imprensa escrita, e a reprodução na internet do jornal impresso ⤵ 
 
o São permitidas, até a antevéspera (= sexta-feira) das eleições. 
o Até 10 anúncios de propaganda eleitoral, por veículo, em datas diversas, para cada candidato. 
o No espaço máximo, por edição ⤵ 
 De 1/8 de página de jornal padrão. 
 De 1/4 de página de revista ou tabloide. 
 
Deverá constar do anúncio, DE FORMA VISÍVEL, o valor pago pela inserção. 
 
 
A apresentação dos debates poderá ser feita: 
 
o Em conjunto, estando presentes todos os candidatos a um mesmo cargo eletivo. 
o Em grupos, estando presentes, no mínimo, três candidatos. 
 
ELEIÇÕES 
MAJORITÁRIAS 
 
 
Propaganda no rádio e na televisão 
 
Gratuidade 
 
A propaganda eleitoral no rádio e na televisão restringe-se ao horário gratuito. 
 
 ̄S PROPAGANDA PAGA ̄S 
É vedada a veiculação de propaganda paga. 
Acessibilidade 
 
É obrigatório utilizar: 
 
o A Linguagem Brasileira de Sinais – LIBRAS, OU 
o O recurso de legenda. 
▪▪▪ que deverão constar obrigatoriamente do material entregue às emissoras. 
Vedação 
No horário reservado para a propaganda eleitoral, não se permitirá utilização comercial ou 
propaganda realizada com a intenção, ainda que disfarçada ou subliminar, de promover marca ou produto. 
Apresentação de programas 
 
A partir de 30 de junho do ano da eleição, é vedado às emissoras transmitir programa apresentado 
ou comentado por pré-candidato, sob pena, no caso de sua escolha na convenção partidária: 
o De imposição de multa. 
o De cancelamento do registro da candidatura do beneficiário. 
Debates 
Independentemente da propaganda eleitoral gratuita, é facultada a transmissão de debates sobre as 
eleições majoritária ou proporcional, ASSEGURADA a participação de candidatos dos partidos com 
representação no Congresso (no mínimo 5 parlamentares) e FACULTADA a dos demais, observado o seguinte: 
 
 
 
 
 
Os debates deverão ser parte de programação previamente estabelecida e divulgada pela emissora, 
fazendo-se mediante sorteio a escolha do dia e da ordem de fala de cada candidato, salvo se celebrado 
acordo em outro sentido entre os partidos e coligações interessados. 
Reserva e distribuição 
 
As emissoras de rádio e de televisão e os canais de televisão por assinaturareservarão, nos 35 dias 
anteriores à antevéspera (= sexta-feira) das eleições, horário destinado à divulgação, em rede, da 
propaganda eleitoral gratuita, sendo que a distribuição observará os seguintes critérios: 
 
 
90% 
Serão distribuídos proporcionalmente ao número de representantes na Câmara dos Deputados, 
considerado, no caso de coligação para as eleições majoritárias, o resultado da soma do número 
de representantes dos 6 maiores partidos que a integrem. 
10% Serão distribuídos igualitariamente. 
Se houver segundo turno, as emissoras de rádio e televisão reservarão, a partir da sexta-feira 
seguinte à realização do primeiro turno e até a antevéspera da eleição, horário destinado à divulgação da 
propaganda eleitoral gratuita, dividida em dois blocos diários de dez minutos para cada eleição, sendo que: 
 
NO RÁDIO Os blocos terão início às 7h e às 12h. 
NA TELEVISÃO Os blocos terão início às 13h e às 20h30. 
Em circunscrição onde houver segundo turno para Presidente e Governador, o horário reservado 
à propaganda deste iniciar-se-á imediatamente após o término do horário reservado ao primeiro. 
 
O tempo de cada período diário será dividido igualitariamente entre os candidatos. 
Os debates deverão ser organizados de modo que assegurem a presença de número 
equivalente de candidatos de todos os partidos a um mesmo cargo eletivo e poderão 
desdobrar-se em mais de um dia, respeitada a proporção de homens e mulheres (mínimo 
de 30% e o máximo de 70% para candidaturas de cada sexo). 
É vedada a presença de um mesmo candidato a eleição proporcional em mais de um 
debate da mesma emissora. 
 
 
 
ELEIÇÕES 
PROPORCIONAIS 
 
 
 
 
Propaganda na internet 
 
Formas 
 
A propaganda eleitoral na internet poderá ser realizada nas seguintes formas: 
 
SITE DO CANDIDATO 
Com endereço eletrônico comunicado à Justiça Eleitoral e hospedado, direta ou 
indiretamente, em provedor de serviço de internet estabelecido no País. SITE DO PARTIDO OU DA 
COLIGAÇÃO 
MENSAGEM ELETRÔNICA Para endereços cadastrados gratuitamente pelo candidato, partido ou coligação. 
BLOGS, REDES SOCIAIS, 
SITES DE MENSAGENS 
INSTANTÂNEAS E AFINS 
Cujo conteúdo seja gerado ou editado por: 
 
- Candidatos, partidos ou coligações. 
 
- Qualquer pessoa natural, desde que não contrate impulsionamento de conteúdos. 
Impulsionamento 
 
É permitido o impulsionamento de conteúdos, DESDE QUE identificado de forma inequívoca como 
tal e contratado exclusivamente por partidos, coligações e candidatos e seus representantes. 
É vedada a utilização de impulsionamento de conteúdos e ferramentas digitais não disponibilizadas 
pelo provedor da aplicação de internet, ainda que gratuitas, para alterar o teor ou a repercussão de 
propaganda eleitoral, tanto próprios quanto de terceiros. 
 
RESPONSABILIZAÇÃO DO PROVEDOR 
O provedor de aplicação de internet que possibilite o impulsionamento pago de conteúdos deverá contar 
com canal de comunicação com seus usuários e somente poderá ser responsabilizado por danos 
decorrentes do conteúdo impulsionado se, após ordem judicial específica, não tomar as providências para, 
no âmbito e nos limites técnicos do seu serviço e dentro do prazo assinalado, tornar indisponível o 
conteúdo apontado como infringente pela Justiça Eleitoral. 
 
 
 
Vedações 
 
É vedada: 
 
o A veiculação de propaganda eleitoral paga na internet, salvo o impulsionamento supramencionado. 
o A veiculação de propaganda eleitoral na internet, ainda que gratuitamente, em sites ⤵ 
 De pessoas jurídicas, com ou sem fins lucrativos. 
 Oficiais ou hospedados por órgãos ou entidades da administração pública direta ou indireta da 
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. 
Manifestação do pensamento 
 
É livre a manifestação do pensamento, vedado o anonimato durante a campanha eleitoral, por meio 
da internet, assegurado o direito de resposta. O descumprimento dessa norma acarretará multa ao 
responsável pela divulgação da propaganda e, quando comprovado prévio conhecimento, ao beneficiário. 
 
Direito de resposta 
 
A partir da escolha de candidatos em convenção, é assegurado o direito de resposta a candidato, 
partido ou coligação atingidos, ainda que de forma indireta, por conceito, imagem ou afirmação caluniosa, 
difamatória, injuriosa ou sabidamente inverídica, difundidos por qualquer veículo de comunicação social. 
O ofendido, ou seu representante legal, poderá pedir o exercício do direito de resposta à Justiça 
Eleitoral nos seguintes prazos, contados a partir da veiculação da ofensa ⤵ 
 
24 HORAS Quando se tratar do horário eleitoral gratuito. 
48 HORAS Quando se tratar da programação normal das emissoras de rádio e televisão. 
72 HORAS Quando se tratar de órgão da imprensa escrita. 
 
A QUALQUER TEMPO 
Quando se tratar de conteúdo que esteja sendo divulgado na internet, ou em 
72 horas, após a sua retirada. 
Recebido o pedido, a Justiça Eleitoral notificará imediatamente o ofensor para que se defenda em 
24 horas, devendo a decisão ser prolatada no prazo máximo de 72 horas da data da formulação do pedido. 
 
 
Mesas receptoras 
 
 
 
 
Sistema eletrônico 
 
A votação e a totalização dos votos serão feitas por sistema eletrônico, podendo o TSE autorizar, 
em caráter excepcional a votação por cédulas de papel. 
Votação 
 
A votação eletrônica será feita no número do candidato ou da legenda partidária, devendo o nome 
e fotografia do candidato e o nome do partido ou a legenda partidária aparecer no painel da urna eletrônica, 
com a expressão designadora do cargo disputado no masculino ou feminino, conforme o caso. 
 
VOTO DE LEGENDA 
No sistema eletrônico de votação considerar-se-á voto de legenda quando o eleitor assinalar o número 
do partido no momento de votar para determinado cargo e somente para este será computado. 
Na votação para as eleições proporcionais, serão computados para a legenda partidária os votos em que 
não seja possível a identificação do candidato, desde que o número do partido seja digitado corretamente. 
 
Segurança 
 
A urna eletrônica disporá de recursos que, mediante assinatura digital, permitam o registro digital de 
cada voto e a identificação da urna em que foi registrado, resguardado o anonimato do eleitor. 
Ao final da eleição, a urna eletrônica procederá à assinatura digital do arquivo de votos, com aplicação 
do registro de horário e do arquivo do boletim de urna, de maneira a impedir a substituição de votos e a 
alteração dos registros dos termos de início e término da votação. 
 
A urna eletrônica contabilizará cada voto, assegurando-lhe o sigilo e inviolabilidade, garantida aos partidos 
políticos, coligações e candidatos ampla fiscalização. 
 
 
Introdução 
 
A cada seção eleitoral corresponde uma mesa receptora de votos. 
Votação e apuração de votos 
 
 
 
 
Composição 
 
Constituem a mesa receptora ⤵ 
 
o 1 presidente. 
o 1º e 2º mesários. 
o 2 secretários. 
o 1 suplente. 
 
São nomeados pelo juiz eleitoral 60 dias antes da eleição, em audiência pública, anunciado pelo menos 
com 5 dias de antecedência. 
 
Vedações 
 
Não podem ser nomeados presidentes e mesários: 
 
1 Os próprios candidatos, seu cônjuge e seus parentes, consanguíneos ou afins, até o 2º grau. 
2 Os membros de diretórios de partidos desde que exerça função executiva. 
- As autoridades e agentes policiais. 
3 
- Os funcionários no desempenho de cargos de confiança do Executivo. 
4 Os que pertencerem ao serviço eleitoral. 
5 Os menores de 18 anos. 
É VEDADA a participação de parentes em qualquer grau ou de servidores da mesma repartição 
pública ou empresa privada na mesma Mesa, Turma ou Junta Eleitoral. 
Reclamação 
 
Qualquer partido pode reclamar ao Juiz Eleitoral, no prazo de 5 dias, da nomeação da Mesa 
Receptora, devendo a decisão ser proferida em 48 horas. Dessa decisão caberá recurso para o Tribunal 
Regional, interposto dentro de 3 dias, devendo ser

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