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PROF.ª HANNA GONÇALVES
NOÇÕES 
DE DIREITO ELEITORAL
COMPOSIÇÃO DA MESA DIRETORA 
DA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DE RORAIMA
Presidente - Soldado Sampaio (PCdoB)
1º Vice-Presidente - Marcelo Cabral (MDB)
 2º Vice-Presidente - Renato Silva (Republicanos)
 3º Vice-Presidente - Éder Lourinho (PTC)
1º Secretário - Jeferson Alves (PTB)
2º Secretária - Aurelina Medeiros (Podemos)
3º Secretária - Tayla Peres (PRTB)
4º Secretário - Gabriel Picanço (Republicanos)
Corregedor-Geral - Nilton Sindpol (Patriota)
Ficha Técnica
Ebook - NOÇÕES DE DIREITO ELEITORAL
Autor: Professora Hanna Gonçalves
Revisão Pedagógica e EAD: Prof. Dr. Wender Antônio da Silva 
Proibida a reprodução total ou parcial sem a autorização da editora. 
A distribuição e download deste e-book são gratuitos dentro da plataforma Escolegis, 
no entanto, sua comercialização e/ou redistribuição é terminantemente proibida. 
©️ Copyright 2022 - Istud Ltda ME
3
SUMÁRIO
INTRODUÇÃO ........................................................................................ 5
1. democracia, direito eleitoral e justiça eleitoral ..................... 6
1.1 Conceito de Direito Eleitoral ........................................................................6
1.2 Fontes e princípios do Direito Eleitoral ...............................................6
1.3 A Democracia e o Direito Eleitoral ..........................................................8
1.4 Tipos de democracias .....................................................................................9
1.5 Sistemas eleitorais majoritário e proporcional ...............................10
1.6 Capacidade eleitoral ativa e passiva ......................................................13
1.7 Sufrágio, voto e escrutínio............................................................................13
1.8 Justiça Eleitoral ....................................................................................................14
1.9 Composição ...........................................................................................................15
1.10 Poder de Polícia .................................................................................................18
1.11 Atividades administrativas/executivas ................................................19
1.12 Função jurisdicional ........................................................................................19
1.13 Função Consultiva ............................................................................................19
1.11 Atividades administrativas/executivas ................................................20
1.12 Função jurisdicional ........................................................................................20
1.13 Função Consultiva ............................................................................................20
1.14 Função normativa ............................................................................................21
1.15 Ministério Público Eleitoral ........................................................................21
2. Direito partidário ............................................................................. 22
2.1 Partidos Políticos ................................................................................................22
2.2 Criação e autonomia partidária ...............................................................23
2.3 Fusão, incorporação e federação partidária ...................................25
2.4 Programa e estatuto .......................................................................................26
2.5 Filiação e desfiliação partidária ...............................................................27
2.6 Fidelidade partidária .......................................................................................28
2.7 Finanças, gastos e prestação de contas partidárias ..................29
2.8 Extinção de partido político .......................................................................31
3. Condições de elegibilidade e causas de inelegibilidade. . 32
3.1 Condições de elegibilidade .........................................................................32
3.2 Causas de Inelegibilidade constitucionais.......................................33
3.3 Causas de inelegibilidades infraconstitucionais .........................34
4. Escolha e registro de candidatura ............................................ 36
4.1 A pré-candidatura .............................................................................................36
4.2 Convenções ...........................................................................................................36
4.3 Condições de Registrabilidade ................................................................38
4.4 O processo de registro de candidatura .............................................39
5. Da campanha eleitoral .................................................................. 40
5.1 Condutas vedadas .............................................................................................40
5.2 Propaganda eleitoral ......................................................................................42
4
SUMÁRIO
6. O dia da eleição ............................................................................... 45
6.1 A votação ..................................................................................................................45
6.2 A fiscalização ........................................................................................................46
7. Ações processuais eleitorais ...................................................... 47
7.1 Ação de Impugnação de Mandato Eletivo ......................................47
7.2 Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) ..............................48
7.3 Representação e reclamações ................................................................49
7.4 Ação de Impugnação de Registro de Candidatura (AIRC) ...50
7.5 Recursos .................................................................................................................51
Referências bibliográficas ............................................................... 52
Questões ................................................................................................. 53
5
INTRODUÇÃO
Todos os dias e por diversos meios, o Direito Eleitoral está nas nossas rotinas, 
pois nos deparamos nas reuniões de família, nos telejornais, redes sociais e em 
grupos de WhatsApp, com assuntos relacionados à política. 
Nossa sociedade é política, e no Brasil, pela adoção modelo de democracia 
representativa, o cidadão tem papel fundamental na escolha de seus 
representantes.
Assim, o curso de Noções de Direito Eleitoral surgiu da necessidade de inserir 
o cidadão no debate acerca dos direitos políticos, bem como dos procedimentos 
para o regular exercício do sufrágio, despertando o seu espírito crítico frente às 
fontes normativas eleitorais.
A ideia é que o aluno compreenda os institutos do Direito Eleitoral à luz da 
nova ordem constitucional, fazendo um exercício interdisciplinar com o direito 
constitucional e demais ramos do direito.
Os temas serão estudados em sete unidades, que irão abordar democracia, 
direito eleitoral, Justiça Eleitoral, direito partidário, condições de elegibilidade e 
causas de inelegibilidade, escolha e registro de candidatura, propaganda eleitoral, 
condutas vedadas, a eleição e as ações processuais eleitorais.
E para por em prática tudo que foi aprendido, o e-book contará ao final com 
questões sobre os temas abordados durante as unidades.
6
1. DEMOCRACIA, DIREITO 
ELEITORAL E JUSTIÇA ELEITORAL
1.1 Conceito de Direito Eleitoral
Como ensina o professor José Jairo Gomes (2022, p. 31)), “direito eleitoral 
é o ramo do Direito Público cujo objeto são os institutos, as normas e os 
procedimentos que regulam o exercício do direito fundamental de sufrágio com 
vistas à concretização da soberania popular [...]”.
O Direito Eleitoral é espécie dodo pleito, revisão geral da remuneração dos servidores 
públicos que exceda a recomposição da perda de seu poder aquisitivo ao longo 
do ano da eleição, a partir do início do prazo estabelecido para a realização das 
convenções e até a posse dos eleitos.
42
Nos três meses que antecedem o pleito:
• Realizar transferência voluntária de recursos da União aos Estados e Municípios, 
e dos Estados aos Municípios, sob pena de nulidade de pleno direito, ressalvados 
os recursos destinados a cumprir obrigação formal preexistente para execução 
de obra ou serviço em andamento e com cronograma prefixado, e os destinados 
a atender situações de emergência e de calamidade pública;
• Com exceção da propaganda de produtos e serviços que tenham concorrência 
no mercado, autorizar publicidade institucional dos atos, programas, obras, 
serviços e campanhas dos órgãos públicos federais, estaduais ou municipais, ou 
das respectivas entidades da administração indireta, salvo em caso de grave e 
urgente necessidade pública, assim reconhecida pela Justiça Eleitoral;
• Fazer pronunciamento em cadeia de rádio e televisão, fora do horário eleitoral 
gratuito, salvo quando, a critério da Justiça Eleitoral, tratar-se de matéria urgente, 
relevante e característica das funções de governo;
• Fazer, na circunscrição do pleito, revisão geral da remuneração dos servidores 
públicos que exceda a recomposição da perda de seu poder aquisitivo ao longo 
do ano da eleição, a partir do início do prazo estabelecido no art. 7º desta Lei e 
até a posse dos eleitos.
Conforme entendimento do TSE, a configuração da conduta vedada independe 
de sua potencialidade lesiva para influenciar o resultado do pleito, bastando a 
mera ocorrência dos atos proibidos para atrair as sanções da lei 
O descumprimento dessas vedações implica suspensão imediata da conduta 
vedada, e ainda sujeita o responsável à multa, decretação de inelegibilidade e a 
possibilidade de cassação do seu registro ou do diploma.
5.2 Propaganda eleitoral
A propaganda eleitoral consiste na divulgação, por partidos, coligações, 
candidatos ou outros de ideias, opiniões, princípios, pensamentos, propostas ou 
teorias, visando captar a simpatia do eleitorado e obter-lhe o voto.
A propaganda eleitoral, portanto, pode ser positiva – elogiosa, onde o candidato 
ou pré-postulante faz destaque a suas qualificações e aptidões e/ou ainda enaltece 
o seu partido, podendo também se dar de forma negativa, quando é realizado 
o desmerecimento de outros potenciais candidatos, ressaltando características, 
43
pensamentos e opiniões que o descredenciam para o exercício da função pública.
O período permitido para propaganda eleitoral é entre o dia 16 de agosto 
do ano que se realizar o pleito até a véspera da votação. Caso, o pretenso 
candidato realizar atos de propaganda eleitoral antes do lapso inicial, será 
considerado propaganda eleitoral antecipada, podendo ser multado pelo ato 
praticado.
O que pode na propaganda eleitoral:
• Uso de alto-falantes ou amplificadores de som até a véspera do pleito;
• Comícios 
• Distribuição de material gráfico e realização de caminhada, carreatas e passeatas 
até as 22h da a véspera do pleito;
• Uso de carro de som e minitrio apenas em carreatas, passeatas, caminhadas ou 
durante o comício;
• Permitida a colocação de mesa para distribuição de material de campanha e 
bandeiras ao longo de vias públicas, desde que móveis; das 6h as 22h;
• Adesivos microperfurados até a extensão total do para-brisa traseiro e, em 
outras posições, adesivos que não excedam a 0,5m²;
• Permitida a veiculação de propaganda eleitoral por meio de distribuição de 
folhetos, adesivos, volantes e outros impressos;
• São permitidas, até a antevéspera das eleições (sexta-feira), a divulgação paga, 
na imprensa escrita, e a reprodução na internet do jornal impresso;
• A propaganda eleitoral no rádio e na televisão se restringirá ao horário gratuito, 
vedada a veiculação de propaganda paga;
• Propaganda na internet em: sítio da candidata (o) ou de partido, em provedor 
de aplicação de internet estabelecido no país; por meio de mensagem eletrônica 
para endereços cadastrados gratuitamente; por meio de blogs, redes sociais, 
sítios de mensagens instantâneas;
O que não pode na propaganda:
• Proibido o uso de trios elétricos, exceto em comícios;
• Vedação de veiculação de propaganda eleitoral em bens públicos e bens de 
uso comum (feira-livre, templo religioso, estabelecimento comercial, estádio 
de futebol, clubes, horta comunitária, arvores e jardins, postes, sinalização de 
tráfego, parada de ônibus). EXCEÇÃO: bandeiras ao longo de vias públicas e 
44
adesivo plástico em automóveis, caminhões, bicicletas, motocicletas e janelas 
residenciais, desde que não exceda a 0,5m2;
• Vedado a derrame ou anuência com o derrame de material de propaganda no 
local de votação ou nas vias próximas, ainda que realizado na véspera da eleição;
• Vedada a propaganda eleitoral por meio de outdoors, inclusive eletrônicos;
• É vedada a realização de propaganda: via telemarketing em qualquer horário e 
por meio de disparo em massa de mensagens instantâneas sem consentimento 
da pessoa destinatária ou a partir da contratação expedientes, tecnologias ou 
serviços não fornecidos pelo provedor de aplicação e em desacordo com seus 
termos de uso. 
• Vedada propaganda paga na internet;
• Vedada a contratação de impulsionamento que não seja aquelas disponibilizadas 
pelas próprias plataforma.
• A partir de 30 de junho do ano da eleição, é proibido às emissoras transmitir 
programa apresentado ou comentado por pré-candidato, sob pena, no caso de 
sua escolha na convenção partidária, de imposição da multa e de cancelamento 
do registro da candidatura do beneficiário. 
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6. O DIA DA ELEIÇÃO
6.1 A votação
A eleição ocorre no primeiro e último domingo de outubro do ano do pleito, 
para o 1º turno e 2º turno, respectivamente. Os locais de votação deverão ser 
abertos às 08 horas da manhã, e encerrando-se às 17 horas, horário de Brasília.
Antes do início da votação, deverá ser emitida a zerésima, documento que 
comprova a ausência de votos depositados previamente na urna eletrônica. Já ao 
final da mesma, deverá ser preenchida a ata e emitidos os boletins de urna e de 
justificativas.
No dia da eleição é permitido:
• A manifestação individual e silenciosa da preferência do eleitor, revelada 
exclusivamente pelo uso de bandeiras, broches, dísticos, adesivos e camisetas.
No dia da eleição é proibido:
• Aglomeração de pessoas portando vestuário padronizado ou os instrumentos 
de propaganda;
• Manifestação coletiva e/ou ruidosa;
• Abordagem, aliciamento, utilização de métodos de persuasão ou convencimento;
• Vedada a distribuição de santinhos;
• Realização de qualquer tipo de propaganda eleitoral.
São crimes no dia da eleição:
• Uso de alto-falantes e amplificadores de som ou a promoção de comício ou 
carreata;
• Propaganda de boca de urna;
• Divulgação de qualquer espécie de propaganda;
• Transporte irregular de eleitores;
• A contratação direta ou indireta de grupo de pessoas com a finalidade específica 
46
de emitir mensagens ou comentários na internet para ofender a honra ou 
desabonar a imagem de candidato, partido ou coligação. Igualmente incorrem 
em crime, as pessoas contratadas.
6.2 A fiscalização
Em todo o processo eleitoral, desde o alistamento dos eleitores até a diplomação, 
é assegurado o direito de fiscalização aos partidos políticos, coligações, candidatos, 
membros do Ministério Público e da própria justiça Eleitoral. 
A fiscalização pelos partidos poderá ser feita por meio de fiscais e delegados, 
devidamente, autorizados, fiscalizando a votação e mesmo a apuração, 
apresentando, inclusive, impugnações.
47
7. AÇÕES PROCESSUAIS ELEITORAIS 
7.1 Ação de Impugnação de Mandato Eletivo 
Ação de natureza constitucional, a AIME visa a desconstituição do diploma 
do candidato eleito e diploma que tenha praticado abuso de poder econômico, 
corrupção ou fraude durante o períododas eleições. A garantia da normalidade 
e da legitimidade do exercício do poder sufrágio popular é o objeto desta ação. 
Previsão legal: art. 14, §10, CF.
Prazo para propositura: até 15 dias após a diplomação. 
ATENÇÃO: Não se admite antes da diplomação!
Competência para o processamento de julgamento:
 • Juiz Eleitoral: para as eleições de Prefeitos, Vice-Prefeitos e Vereadores;
 • TRE: para as eleições de Governadores, Vice-Governadores, Senadores, Suplentes 
de Senadores e Deputados Federais, Estaduais e Distritais; 
• TSE: para Presidente e Vice-Presidente da República.
 Legitimidade ativa: 
• Candidato; 
• Partido político; 
• Coligação 
• Ministério Público Eleitoral 
Sua tramitação ocorre em segredo de justiça, apesar de o seu julgamento ser 
público. Prevalece na AIME a gratuidade, salvo se for comprovada a litigância 
de má-fé. Deve ser proposta com provas pré-constituídas do abuso do poder 
econômico, corrupção ou fraude. 
48
7.2 Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) 
Com a AIJE é possível levar ao conhecimento da Justiça Eleitoral, para abertura de 
investigação judicial, ilicitude ocasionada por abuso do poder econômico e abuso 
do poder de autoridade ou o uso indevido de veículos e meios de comunicações 
que estejam beneficiando candidato ou partido. Tem por finalidade, apurar o uso 
indevido da máquina pública, de modo a desvendar ilegalidades perpetradas em 
detrimento do justo processo eleitoral
Previsão legal: art. 22 da LC nº 64/90.
Prazo para propositura: é admitido seu ajuizamento mesmo antes de iniciado 
o período eleitoral. No entanto, o prazo limite para que seja ajuizada é até a 
diplomação dos eleitos.
 
Legitimidade ativa: os mesmos da AIME.
ATENÇÃO: O legitimado deverá indicar provas para que seja instaurada uma 
investigação judicial!
Legitimidade passiva:
 • Candidato; 
• Cidadão não candidato que tenha concorrido para o ato de abuso do poder 
econômico ou político. 
ATENÇÃO: pessoa jurídica não pode integrar o polo passivo de AIJE.
ATENÇÃO: haverá litisconsórcio necessário entre o candidato e o vice, nas 
ações que possam acarretar a perda do mandato. 
Competência para o processamento e julgamento:
 • Corregedor-Geral Eleitoral: caso se trate de investigação contra o Presidente e 
Vice-Presidente da República;
• Corregedor-Regional Eleitoral: no caso de investigação contra Governador, Vice-
Governador, Senador, Suplente de Senador e Deputados;
49
• Juiz Eleitoral: nas eleições municipais para Prefeito, Vice-Prefeito e Vereadores.
 Procedimento: rito previsto no art. 22 da LC nº 64/90.
Efeitos do julgamento procedente:
• Inelegibilidade para as eleições que se realizarem nos 8 anos subsequentes à 
eleição em que se verificou; 
• Cassação do registro do candidato diretamente beneficiado.
7.3 Representação e reclamações 
Tem por objetivo combater os ilícitos que ocasionem descumprimento da Lei 
das Eleições. Sua principal característica é o rito sumaríssimo, o que garante 
a celeridade processual. Para sua propositura, o autor precisa apresentar as 
provas do ilícito, ante a ausência de fase instrutória, como verificado em outros 
procedimentos.
Previsão legal: art. 96 da Lei 9.504/97.
Prazo para propositura: até a data eleição 
Competência para o processamento de julgamento:
• Juiz Eleitoral: para as eleições de Prefeitos, Vice-Prefeitos e Vereadores;
• TRE: juízes auxiliares
• TSE: juízes auxiliares
 Legitimidade ativa: partido político, coligação, candidato e Ministério Público 
Eleitoral.
ATENÇÃO: em caso de formação de coligação, o partido isolado, não pode 
propor ação de forma isolado.
Das decisões dos juízes auxiliares e do juiz eleitoral (eleições municipais), caberá 
recurso no prazo de um dia ao plenário do Tribunais Regionais (eleição estadual) 
ou do TSE (eleições presidenciais).
Em caso de condenação é sancionado com multa.
50
7.4 Ação de Impugnação de Registro de 
Candidatura (AIRC) 
Ação de Impugnação de Registro de Candidatura (AIRC), é o instrumento 
processual que objetiva impedir que candidato escolhido em convenção partidária 
seja registrado por não atender algum requisito legal para ser eleito e até mesmo 
a não apresentação de algum documento indispensável ao pedido de registro de 
candidatura.
Previsão legal: art. 3º da LC 64/90.
Natureza jurídica: declaratória, pois apenas declara que o pretenso candidato 
não preenche os requisitos exigidos por lei para ser elegível. 
Prazo para propositura: de 5 dias, contados da publicação do edital de pedido 
de registro do candidato.
Legitimidade ativa: os mesmos da AIME.
Legitimidade passiva: o candidato.
Competência para o processamento de julgamento:
• Juiz Eleitoral: para as eleições de Prefeitos, Vice-Prefeitos e Vereadores;
• TRE: para as eleições de Governadores, Vice-Governadores, Senadores, Suplentes 
de Senadores e Deputados Federais, Estaduais e Distritais; 
• TSE: para Presidente e Vice-Presidente da República.
Procedimento: rito previsto no art. 22 da LC nº 64/90.
Efeitos do julgamento procedente: declaração de Inelegibilidade do impugnado 
e negação do registro de candidatura ou o seu cancelamento caso já tenha sido 
efetivado e por fim declarará nulo o diploma já expedido. 
51
7.5 Recursos 
Recursos contra decisões do Tribunal Regional Eleitoral
As decisões dos Tribunais Regionais Eleitorais são terminativas. Cabendo 
recursos especial eleitoral e ordinário para o Tribunal Superior Eleitoral.
Assim, caberá recurso especial eleitoral, quando as decisões forem proferidas 
contra expressa disposição de lei ou quando ocorrer divergência na interpretação 
de lei entre dois ou mais tribunais eleitorais. 
Já o recurso ordinário eleitoral, será usado quando versarem sobre expedição 
de diplomas nas eleições federais e estaduais ou quando denegarem habeas 
corpus ou mandado de segurança (art. 276 do Código Eleitoral).
Recursos contra decisões do Tribunal Superior Eleitoral
Em regra, as decisões do Tribunal Superior Eleitoral são irrecorríveis, como 
determina o art. 281 da Lei nº 4.737/65 e a Constituição Federal em seu art. 121, 
§3º. 
Todavia, os referidos dispositivos excetuam o cabimento de recurso ordinário 
para o Supremo Tribunal Federal, no prazo de três dias, quando a decisão do TSE, 
declarar invalidade de lei ou ato contrário à Constituição Federal, as denegatórias 
de habeas corpus ou mandado de segurança.
52
CONEGLIAN, Olivar. Propaganda Eleitoral. 13. ed. Curitiba: Juruá, 2016.
CASTRO, Edson de Resende. Curso de Direito Eleitoral. 11º. ed. Belo Horizonte: 
Del Rey, 2022.
FILHO, Manoel Gonçalves Ferreira. Curso de Direito Constitucional. 2010.
GOMES, José Jairo. Direito Eleitoral. 18. ed. São Paulo: Atlas, 2022.
ROSA, Gabriela Rodrigues da Guia. “Do povo, para o povo e pelo povo”: origem e 
exercício da soberania popular na teoria política contemporânea. Disponível 
em https://www.scielo.br/j/ln/a/W5ghSzkVcthFs7CcLvrw8Ng/#. Acesso em: 20 jan 
2022.
https://www.tse.jus.br/legislacao/compilada/res 
https://www.tse.jus.br/partidos/federacoes-registradas-no-tse/federacoes-
partidarias-registradas-no-tse
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
53
1. Os tribunais regionais eleitorais (TREs) são orados da justiça federal 
presentes nos estados e no Distrito Federal. Acerca da competência desses 
tribunais, julgue como certo e errado os itens subsequentes. 
( ) I - A competência do TRE para julgamento de recurso interposto contra decisão 
proferida por juiz eleitoral do respectivo estado em mandado de segurança 
restringe se à hipótese de denegação
da ordem. 
( ) II- Compete privativamente aos TREs a elaboração de seus próprios regimentos 
internos.
( ) III - Compete ao TRE processar e julgar, originariamente, conflitos de jurisdição 
entre juízes eleitorais do respectivo estado.
2. A respeito da composição dos órgãos da Justiça Eleitoral, é correto afirmar 
que:
a) Um terço dos cargos do Tribunal Superior Eleitoral será reservado para 
advogados e membros do Ministério Público Federal.
b) Os Desembargadoresdos Tribunais de Justiça dos Estados poderão integrar o 
Tribunal Superior Eleitoral no cargo de livre nomeação do Presidente da República.
c) Integram o Tribunal Superior Eleitoral três juízes nomeados pelo Presidente da 
República dentre
Ministros do Superior Tribunal de Justiça.
d) Integram o Tribunal Superior Eleitoral três juízes dentre Ministros do Supremo 
Tribunal Federal, escolhidos mediante eleição e pelo voto secreto.
e) O Corregedor Eleitoral será nomeado pelo Presidente da República dentre os 
membros do Tribunal Superior Eleitoral.
3. Embora integrante do Poder Judiciário, a Justiça Eleitoral possui algumas 
peculiaridades quando comparada com os demais ramos do Judiciário. Em 
tal sentido, são peculiaridades da Justiça Eleitoral:
QUESTÕES
54
a) Existência de procedimentos específicos; quadro próprio e permanente de 
juízes; exercício de função consultiva.
b) Princípio da temporalidade em relação ao quadro de juízes; exercício de 
função essencialmente administrativa e eventualmente jurisdicional; exigência 
de contraditório. 
c) Existência de procedimentos específicos; capacidade interpretativa mediante 
Resoluções; função jurisdicional.
d) Exercício de função consultiva; princípio da temporalidade em relação ao 
quadro de juízes; capacidade interpretativa mediante Resoluções.
e) Exercício de função essencialmente administrativa e eventualmente 
jurisdicional; exigência de contraditório; quadro próprio e permanente de juízes.
4. Para relacionar o Direito Eleitoral com os partidos políticos, assinale a 
afirmativa correta:
a) A partir da edição da Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/95) e da alteração 
do Código Civil Brasileiro pela Lei nº 10.825/2003, os partidos políticos são 
considerados pessoas jurídicas de direito privado; todavia, sendo relevante seu 
papel no Estado Democrático de Direito, os partidos políticos ocupam posição de 
destaque no campo do Direito Eleitoral.
b) A partir da edição da Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/95) e da alteração 
do Código Civil Brasileiro pela Lei nº 10.825/2003, os partidos políticos são 
considerados pessoas jurídicas de direito público e estão abrangidos de modo 
integral no campo do Direito Eleitoral.
c) A partir da edição da Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/95) e da alteração 
do Código Civil Brasileiro pela Lei nº 10.825/2003, os partidos políticos são 
considerados pessoas jurídicas de direito público; não obstante, sua abrangência 
ao campo do Direito Eleitoral é parcial.
d) A partir da edição da Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/95) e da alteração 
do Código Civil Brasileiro pela Lei nº 10.825/2003, os partidos políticos são 
considerados pessoas jurídicas de direito privado; todavia, sendo relevante seu 
papel no Estado Democrático de Direito, toda a matéria relativa aos partidos 
políticos está no âmbito da competência da Justiça Eleitoral. 
5. Eleitor considerado inelegível não pode se filiar a partido político em razão 
do fato de que tal condição afasta o reconhecimento do pleno gozo de seus 
direitos políticos.
55
( ) Certo ( ) Errado
6. Somente depois de adquirirem personalidade jurídica na forma da lei civil 
e de registrarem seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral, os partidos 
políticos poderão participar do processo eleitoral, receber recursos do fundo 
partidário e ter acesso gratuito ao rádio e à televisão, nos termos da lei.
( ) Certo ( ) Errado
7. Na casa legislativa, o integrante de bancada partidária atua livremente, 
não estando subordinado às diretrizes estabelecidas em estatuto pelos 
órgãos de direção do partido político a que ele estiver filiado.
( ) Certo ( ) Errado
8. Os partidos Azul e Branco resolveram fundir-se num só, formando o 
partido Rosa. A existência legal do novo partido tem início:
a) Com o registro, no Ofício Civil competente da Capital Federal, do estatuto e do 
programa, cujo requerimento deve ser acompanhado das atas das decisões dos 
órgãos competentes.
b) Com a elaboração pelos órgãos de direção dos
partidos Azul e Branco dos projetos comuns de estatuto e programa.
c) Quando os órgãos nacionais de deliberação dos partidos Azul e Branco votarem, 
em reunião conjunta, por maioria absoluta, os projetos e o programa do novo 
partido.
d) Quando os órgãos nacionais de deliberação dos partidos Azul e Branco, em 
reunião conjunta, por maioria absoluta, elegerem o órgão de direção nacional do 
novo partido.
e) Com o registro, no Ofício Civil competente da Capital Federal, do seu estatuto 
e do respectivo programa cujo requerimento deve ser acompanhado das atas e 
das decisões dos órgãos competentes.
9. Pedro tem 32 anos de idade. Mesmo preenchidos os demais requisitos 
legais, NÃO poderá, em razão da sua idade, candidatar-se, dentre outros, 
ao cargo de:
56
a) Prefeito Municipal.
b) Governador de Estado.
c) Deputado Federal.
d) Deputado Estadual.
e) Senador.
10. João foi escolhido pela Convenção do Partido a que pertence para 
concorrer ao cargo de Deputado Estadual, embora tenha 20 anos de idade. 
Nesse caso, o pedido de registro de sua candidatura, desde que preenchidos 
os demais requisitos legais:
a) Só deverá ser deferido, se João vier a completar 21 anos até a data do pleito.
b) Deverá ser indeferido, porque o candidato a Deputado Estadual deve possuir 
21 anos completos na data do pedido de registro da candidatura.
c) Só deverá ser deferido, se João vier a completar 21 anos até a data da posse.
d) Deverá ser indeferido, porque é de 30 anos a idade mínima para o cargo de 
Deputado Estadual.
e) Deverá ser deferido, porque é de 18 anos a idade mínima para o cargo de 
Deputado Estadual.
11. Tanto a simulação quanto o desfazimento de vínculo conjugal ou de 
união estável com o intuito de evitar caracterização de inelegibilidade, 
assim reconhecidos por órgão judicial colegiado, geram o reconhecimento 
da inelegibilidade para qualquer cargo.
( ) Certo ( ) Errado
12. A condenação pelo crime de peculato culposo, transitada em julgado, 
não gera inelegilibidade de servidor público.
( ) Certo ( ) Errado
13. Os analfabetos, mesmo aqueles que se tenham alistado, são inelegíveis 
para qualquer cargo.
( ) Certo ( ) Errado
57
14. Uma das condições de elegibilidade previstas pela CF é a filiação partidária, 
requisito esse que estará devidamente preenchido caso o candidato seja 
filiado a mais de um partido político.
( ) Certo ( ) Errado
15. A idade mínima constitucionalmente estabelecida como condição de 
elegibilidade é verificada:
a) Na data do registro do candidato.
b) Na data designada para ocorrer a votação. 
c) Tendo por referência a data da posse.
d) Tendo por referência a data da diplomação.
16. Em regra, bens públicos não podem ser usados para atos de campanha, 
excepcionado apenas bens para a realização das convenções.
( ) Certo ( ) Errado
17. No Brasil, a candidatura sem prévia escolha em convenção é válida.
( ) Certo ( ) Errado
18. Nas candidaturas é garantindo, ao candidato no gozo de mandato de 
deputado federal, estadual, distrital ou de vereador, é assegurado seu 
registro, independe, de indicação de seu nome em convenção. 
( ) Certo ( ) Errado
19. João é esportista e candidatou-se por seu partido ao cargo de Deputado 
Estadual. Dois meses antes das eleições, foi convidado para a inauguração 
de obra pública relevante para a sua atividade profissional. Consultou 
o advogado de seu partido que lhe respondeu que o comparecimento à 
inauguração de obras públicas nos três meses que antecedem as eleições é 
vedado:
a) Somente a candidatos a eleições municipais.
58
b) Apenas a candidatos a cargos do Poder Executivo.
c) Somente a candidatos a cargos do Poder Legislativo.
d) Apenas a agentes públicos em campanha eleitoral para qualquer cargo eletivo.
e) A qualquer candidato.
20. Pedro é radialista e titular de um programa numa emissora da cidade. 
Tendo sido escolhido candidato a Prefeito Municipal pela convenção deseu 
partido, adotou variação nominal coincidente com o nome do seu programa. 
Em tal situação, a partir de 30 de junho do ano da eleição, a emissora de 
rádio, em sua programação normal:
a) Poderá divulgar o nome do programa, porque não é o mesmo que o do 
candidato.
b) Poderá divulgar o nome do programa, porque já existia antes da convenção 
partidária.
c) Poderá divulgar o nome do programa, desde que não difunda opinião favorável 
ao candidato.
d) Só poderá divulgar o nome do programa se não for apresentado ou comentado 
pelo candidato.
e) Não poderá divulgar o nome do programa, por expressa vedação legal.
21. A utilização da máquina pública em campanhas eleitorais pode ser 
fator de desequilíbrio do pleito, ofendendo o princípio da igualdade de 
oportunidades. No intuito de coibir tais condutas, a legislação eleitoral 
estipula algumas vedações ao agente público que participe do pleito, dentre 
as quais, destaca-se a:
a) Utilização de transporte oficial pelo Presidente da República, durante a campanha.
b) Nomeação de aprovados em concursos públicos, homologados nos três meses 
que antecedem o pleito até a posse dos eleitos.
c) Utilização da residência oficial, pelos candidatos à reeleição de Governador e 
de Vice-Governador de Estado e Distrito Federal, para a realização de contato, 
encontros e reuniões pertinentes à própria campanha, desde que não tenham 
caráter público.
d) Nomeação ou exoneração, nos três meses que antecedem a eleição até a posse 
dos eleitos, de cargos em comissão e designação ou dispensa de funções de 
confiança, na circunscrição do pleito.
59
e) Nomeação, nos três meses anteriores ao pleito, para cargos afetos ao Poder 
Judiciário.
22. Paulo é proprietário de uma van de aluguel com a qual faz transporte 
de alunos para uma escola particular. No dia da eleição, transportou todos 
os onze membros de sua família, da zona rural para os locais de votação. A 
conduta de Paulo:
a) Foi ilícita, por se tratar de veículo de aluguel.
b) Foi ilícita, por se tratar de transporte de eleitores da zona rural.
c) Foi lícita, porque se limitou a transportar os membros de sua família.
d) Foi ilícita, por se tratar de utilitário e não de automóvel de passeio.
e) Só poderá ser considerada lícita se tiver obtido prévia autorização da Justiça 
Eleitoral.
23. A ação de impugnação de mandato eletivo:
a) Pode ser ajuizada contra candidato eleito, até a diplomação.
b) Contra deputados federais deve ser ajuizada perante o Tribunal Superior 
Eleitoral.
c) Só pode ser ajuizada por partido político ou coligação,
e) Deve tramitar em segredo de justiça.
f) Comporta recurso somente quando for julgada improcedente.
24. Das decisões que versarem sobre a expedição de diplomas nas eleições 
federais ou estaduais e das decisões que denegarem habeas corpus ou 
mandado de segurança:
a) Cabe recurso especial e ordinário, respectivamente.
b) Cabe somente recurso especial.
c) Cabe recurso ordinário e especial, respectivamente.
d) Cabe recurso ordinário.
e) Não cabe recurso.
25. O instrumento processual que tem como objetivo impedir que o cidadão 
possa disputar o pleito eleitoral, obstando sua passagem da condição de 
pré-candidato à de candidato, é:
60
a) Ação de impugnação de registro de candidato.
b) Ação de impugnação ao mandato eletivo.
c) Recurso contra a expedição de diploma.
d) Ação de investigação judicial eleitoral.
e) Ação de prestação de contas.
26. Salvo disposições específicas em contrário da Lei no 9.504/97, as 
representações relativas ao descumprimento das suas normas podem ser 
feitas por qualquer partido político, coligação e candidato.
( ) Certo ( ) Errado
GABARITO
1. Errada, certa, certa.
2. Alternativa D.
3. Alternativa D.
4. Alternativa A.
5. Errada.
6. Certa.
7. Errada.
8. Alternativa A.
9. Alternativa E.
10. Alternativa C.
11. Certa.
12. Certa.
13. Certa.
14. Errada.
15. Alternativa C.
16. Certa.
17. Errada.
18. Certa.
19. Alternativa E.
20. Alternativa E.
21. Alternativa B.
22. Alternativa C.
23. Alternativa D.
24. Alternativa D.
25. Certa.
61
istudbr istud iStudDireito Público e regula a capacidade eleitoral 
ativa e passiva, sendo essencial para a concretização do sufrágio popular 
experimentado nas democracias contemporâneas.
A observância do Direito Eleitoral permite que o processo de escolha dos 
representantes do povo seja legítima, pacífica, conferindo autenticidade ao 
mandato e a representação popular. Este ramo do direito, tem como seus bens 
jurídicos tutelados a democracia, a legitimidade do exercício do poder estatal, 
condições de igualdade entre os candidatos e a normalidade das eleições.
1.2 Fontes e princípios do Direito Eleitoral
O Direito Eleitoral tem como sua principal fonte a Constituição Federal, onde é 
possível encontrar suas principais regras e princípios.
Nesse sentindo a Constituição de 1988, atribui à União a competência para 
legislar sobre matérias atinentes a este ramo do direito, vejamos:
Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre:
I – direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, 
aeronáutico, espacial e do trabalho;
São nas normais constitucionais que encontramos as orientações gerais sobre 
capacidade eleitoral ativa e passiva, condições de elegibilidade, inelegibilidade, 
perda e suspensão de direitos políticos, partidos políticos, entre outros.
Além da Constituição Federal, são fontes do Direito Eleitorais: leis ordinárias, 
leis complementares e resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Entre as 
principais podemos citar:
7
• Lei nº 4.737/65 (Código Eleitoral);
• Lei nº 9.096/95 (Lei dos Partidos Políticos); 
• Lei nº 9.504/97 (Lei Geral das Eleições);
• Lei Complementar nº 64/90 (Lei das Inelegibilidades – alterada pela LC nº 
135/2010);
• Lei Complementar nº 6.091/74 (Transporte e alimentação dos eleitores);
• Resoluções do TSE (Disponível em: https://www.tse.jus.br/legislacao/compilada/
res );
• Consultas quando respondidas pelo TSE;
• Precedentes do TSE;
Importante anotar, que o Projeto de Lei Complementar nº 112/2021 (Novo 
Código Eleitoral), foi aprovado pela Câmara e, atualmente, encontra-se no 
Senado Federal para apreciação e votação. O projeto reúne, em 902 artigos, toda 
legislação esparsa vigente (leis ordinárias, complementares e resoluções do TSE) 
em um único Codex.
Quanto aos princípios eleitorais, este são oriundos da própria Constituição 
Federal e da legislação, sendo os principais: 
• Princípio da lisura das eleições: trata da preservação dos votos e da igualdade 
de todos os candidatos perante a lei e da propaganda eleitoral. É a supremacia 
da soberania popular e a igualdade entre os participantes do pleito eleitoral, 
tendo em vista que a ninguém é dado o direito de obter vantagens ilícitas em 
detrimento dos demais. 
• Princípio do aproveitamento do voto: é princípio basilar do Direito Eleitoral, 
pois é dele que vem a atuação da Justiça Eleitoral na preservação da soberania 
popular, na apuração dos votos e na diplomação dos eleitos. O referido princípio 
é similar ao que é adotado no Direito Penal, com o in dúbio pro reo, sendo que 
no Direito Eleitoral é o in dubio pro voto.
• Princípio da celeridade eleitoral: uma das principais características do processo 
eleitoral é norteada por este princípio. Ao compararmos com os demais ramos 
do direito processual, as ações no direito processual eleitoral são mais céleres 
e econômicas no tocante a sua tramitação. Na Justiça Eleitoral os prazos para 
recursos e outros atos são, em geral, de três dias, nos termos no art. 258 da Lei nº 
4.737/1965 . O principal objetivo do princípio em tela é o respeito à preservação 
8
da estabilidade das eleições, evitando-se julgamentos após o início do mandato 
eletivo.
• Princípio da anualidade: está relacionado com a aprovação e vigência da 
legislação eleitoral. É retirado do art. 16 da CF/88, que determina “a lei que alterar 
o processo eleitoral entrará em vigor da data de sua publicação, não se aplicando 
à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência”. Em outras palavras, 
a nova lei que altera o processo eleitoral tem vigência imediata, entretanto, sua 
eficácia é contida em um ano e dia da data de sua publicação em prestígio ao 
princípio da segurança jurídica. 
Explica-se: se uma eleição estiver em andamento e seja publicada uma lei 
que altere o processo eleitoral, esta não terá eficácia para as eleições em curso, 
somente no próximo pleito considerando o prazo de um ano e um dia.
Importante ressaltar que o Tribunal Superior Eleitoral pode editar resoluções 
a menos de um ano das eleições, fato este que não contraria o princípio da 
anualidade, pois a referida Corte Superior tem até cinco de março do ano da 
eleição para expedir instruções relativas ao pleito nos termos do art. 105 da Lei 
nº 9.504/97.
¹ Art. 258 Sempre que a lei não fixar prazo especial, o recurso deverá ser interposto em três dias da publicação 
do ato, resolução ou despacho.
• Princípio da devolutiva dos recursos: diversamente do que ocorre no processo 
civil que os recursos possuem efeito suspensivo, na seara eleitoral, os recursos, 
em regra, possuem apenas efeito devolutivo, conforme dispõe o art. 257 da Lei 
nº 4.737/65. Apenas em situações excepcionais, como nos casos dos art. 216 e 
257, § 2º do mesmo diploma legal, os recursos eleitorais terão efeito suspensivo.
• Princípio da irrecorribilidade das decisões do Tribunal Superior Eleitoral: 
determina que as decisões tomadas pelo TSE não são passíveis de recursos. As 
exceções são a possibilidade de recurso extraordinário somente quando essas 
decisões contrariarem a Constituição Federal, e o recurso ordinário em casos de 
denegação de habeas corpus e mandado de segurança.
1.3 A Democracia e o Direito Eleitoral
No ordenamento jurídico brasileiro a essência da democracia está posta no 
9
caput do art. 1º da CF/88. Ela é a forma como o povo escolhe seus representantes 
por meio de mecanismos utilizados pelo Estado para que seja possível o exercício 
do poder confiado ao cidadão.
Desse modo, o modelo de democracia constitucional traz a ideia de povo livre e 
com seus direitos fundamentais garantidos, mormente, aqueles que permitam a 
liberdade de expressão, manifestação de pensamento, opinião, crítica, em outras 
palavras, democracia sem povo livre não é democracia.
Assim, o direito e processo eleitoral são essenciais para a concretização da 
democracia, pois se faz necessário ditar regras para participação do povo e para 
garantir a normalidade e a legitimidade do sufrágio universal previsto em nossa 
Constituição.
Desta forma, é o processo eleitoral que garante o exercício da cidadania, da 
participação popular e do pluralismo político. Ao tomar estes contornos, o processo 
eleitoral é apontado como meio para se alcançar o fundamento constitucional 
que todo poder emana do povo que o exerce por meio de sufrágio universal e 
pelo voto direto, livre e secreto e sem qualquer distinção.
É este processo que assegura ao Estado brasileiro a concretização dos 
princípios de um governo republicano de regime democrático como disposto no 
artigo inaugural da Constituição, tendo como expressão máxima a garantia de 
realização de eleições periódicas e de liberdade política para manifestação da 
escolha do povo.
1.4 Tipos de democracias
São espécies de democracia:
• Democracia direta: exercício do poder popular sem a presença de representantes.
• Democracia indireta: o povo escolhe seus representantes políticos de forma 
periódica. 
• Democracia semidireta (participativa): é a espécie democrática dominante no 
mundo contemporâneo. 
² Art. 257. Os recursos eleitorais não terão efeito suspensivo.
(...) § 2 º O recurso ordinário interposto contra decisão proferida por juiz eleitoral ou por Tribunal Regional Eleitoral 
que resulte em cassação de registro, afastamento do titular ou perda de mandato eletivo será recebido pelo 
Tribunal competente com efeito suspensivo.
³ Art. 216. Enquanto o Tribunal Superior não decidir o recurso interposto contra a expedição do diploma, poderá 
o diplomado exercero mandato em toda a sua plenitude.
⁴ Art. 121, § 3º da CF/88. São irrecorríveis as decisões do Tribunal Superior Eleitoral, salvo as que contrariarem esta 
Constituição e as denegatórias de habeas corpus ou mandado de segurança.
10
No Brasil, o constituinte indicou o modelo de democracia participativa e 
semidireta para o exercício da soberania popular, ao afirmar que “todo o poder 
emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, 
nos termos desta Constituição”. 
Na democracia semidireta o povo exerce seu poder quando elege aqueles que 
irão praticar atos em seu nome e garante a participação do povo nas funções de 
governo, como por exemplo, por meio de plebiscito, referendo e pela iniciativa 
popular. A primeira é o exercício do poder de forma indireta, enquanto nas 
demais a atuação é direta.
Plebiscito e referendo são consultas formuladas ao povo para que delibere 
sobre matéria de acentuada relevância, de natureza constitucional, legislativa ou 
administrativa. 
O plebiscito é convocado com anterioridade a ato legislativo ou administrativo, 
cabendo ao povo, pelo voto, aprovar ou denegar o que lhe tenha sido submetido. 
O referendo é convocado com posterioridade a ato legislativo ou administrativo, 
cumprindo ao povo a respectiva ratificação ou rejeição.
1.5 Sistemas eleitorais majoritário e proporcional
Para a efetividade da democracia é necessário estabelecer critérios de decisão 
e de técnica apta para receber e transmitir a soberania popular. É nesta linha que 
se dá a importância da definição dos sistemas eleitorais.
Na lição de Manoel Filho (2010, p. 131) só há duas formas de escolha pelo voto, 
“uma é a majoritária, pela qual se considera eleito quem mais votos receber. 
Outra é a proporcional pelo qual são eleitos membros de um grupo para um 
órgão em proporção ao número de sufrágios que recebeu em relação ao total 
apurado”.
Em linhas gerais, no sistema majoritário será eleito o candidato que obtiver a 
maior soma dos votos válidos em relação aos demais concorrentes, que poderão 
ser computados por maioria relativa ou maioria absoluta.
⁵ Parágrafo único do art. 1º da CF/88.
No sistema eleitoral majoritário por maioria relativa/simples à eleição será 
decida em um único turno (primeiro turno). Vence aquele candidato mais votado, 
independente, da soma dos demais concorrentes. Esse critério é adotado nas 
eleições para senador e para prefeitos de cidades com até 200 mil eleitores (art. 
11
29, II, CF/88).
O majoritário por maioria absoluta é utilizado para calcular os votos de 
candidatos para os cargos de presidente, governador e prefeitos de cidades com 
mais de 200 mil eleitores . Para vencer no primeiro turno pela maioria absoluta 
o candidato deverá alcançar mais votos válidos (são excluídos da contagem os 
votos brancos e nulos) que a soma dos votos dos demais concorrentes, caso 
contrário é obrigatória à realização de um segundo turno.
Na hipótese em que nenhum dos candidatos alcance a maioria absoluta (mais 
da metade dos votos), seguem para o segundo turno os dois mais votados no 
primeiro. Já no segundo turno, vence aquele que obtiver a maioria simples dos 
votos válidos. 
Já no sistema eleitoral proporcional busca dividir o número de vagas existentes 
para determinados cargos políticos em busca de uma maior representatividade 
do povo. Em síntese, é possível conseguir a representação dos mais variados 
segmentos da sociedade aplicando a técnica do quociente eleitoral e quociente 
partidário . 
No direito eleitoral brasileiro, a representação proporcional é adotada para 
eleger os candidatos ao cargo de deputados federais, estaduais, distritais e 
vereadores, ou seja, os membros das casas legislativas de seus respectivos entes 
federativos.
Sem dúvidas, a determinação dos eleitos no sistema proporcional é um dos 
maiores desafios para compreensão do eleitor, que ocorrerá da seguinte forma:
1ª Etapa: determinar o quociente eleitoral 
QE = votos válidos/nº de cadeiras em disputa
⁶ Regras previstas nos artigos 28, 29, II e 77 da CF/88.
⁷ Art. 106 da Lei nº 4.737/1965 - Determina-se o quociente eleitoral dividindo-se o número de votos válidos 
apurados pelo de lugares a preencher em cada circunscrição eleitoral, desprezada a fração se igual ou inferior a 
meio, equivalente a um, se superior
⁸ Art. 107 da Lei nº 4.737/1965 - Determina-se para cada Partido ou coligação o quociente partidário, dividindo-
se pelo quociente eleitoral o número de votos válidos dados sob a mesma legenda ou coligação de legendas, 
desprezada a fração.
12
Logo, apenas os partidos A e B, e a coligação D, conseguiram atingir o quociente 
eleitoral e terão direito a preencher as vagas disponíveis.
Fonte: TSE
ATENÇÃO: no quociente eleitoral (QE), somente será desprezada se for igual ou 
inferior a meio (0,5). Sendo superior, será equivalente a 1 (um).
 
2º Etapa: determinar do quociente partidário
QP = votos válidos (partido ou coligação) /quociente eleitoral
ATENÇÃO: no quociente partidário (QP), a fração é desprezada.
Desse modo, estarão eleitos tantos candidatos registrados por um partido/
federação quantos o respectivo quociente partidário indicar, na ordem da votação 
nominal que cada um tenha recebido. Cada vez que atingir o quociente eleitoral, 
a agremiação ganha mais uma cadeira.
Contudo, para o candidato conseguir a vaga, será preciso que tenha obtido, pelo 
menos, 10% do valor do quociente eleitoral (cláusula de barreira).
A cláusula de barreira, visa evitar que candidatos com votação muito baixa sejam 
“puxados” pela votação expressiva de determinado candidato (efeito Eneias).
13
1.6 Capacidade eleitoral ativa e passiva
São as normas aplicadas ao Direito Eleitoral que regulam a capacidade eleitoral 
ativa e passiva. Isso porque, a Constituição Federal determina em seu art. 14, as 
condições que o cidadão precisa reunir para possuir capacidade eleitoral.
A capacidade eleitoral ativa é aquela que traduz o direito de votar, é o exercício 
da cidadania. No Brasil, para os maiores de 18 anos, o voto é obrigatório, sendo 
facultativo para os maiores de 16 e menores de 18 anos, analfabetos e maiores 
de setenta anos.
Não podem fazer o alistamento eleitoral os estrangeiros e, durante o período 
do serviço militar, os conscritos.
Já a capacidade eleitoral passiva, é o direito do cidadão ser votado, de 
colocar seu nome a disposição do eleitoral para ser seu representante. Além 
da obrigatoriedade de possuir a capacidade eleitoral ativa plena, é preciso ter 
nacionalidade brasileira, pleno exercício dos direitos políticos, alistamento 
eleitoral, domicílio eleitoral na circunscrição, filiação partidária, idade mínima a 
depender do cargo e não possuir inelegibilidade previstas em lei.
1.7 Sufrágio, voto e escrutínio
Hipóteses de sufrágio existentes: 
• Sufrágio universal: é o poder de todos. O que diferencia o sufrágio universal 
do sufrágio restrito é a razoabilidade das restrições.
Ex.: CF menor de 16 anos não pode votar. Tal restrição não retira o caráter 
universal do sufrágio.
• Sufrágio restrito: é o poder de alguns. Restrição desarrazoada.
Como por exemplo:
14
a) Sufrágio censitário: sufrágio restrito, que leva em conta o grau de riqueza 
do eleitor. É preciso ter uma determinada renda para votar. Existiu no Brasil no 
período do império. 
b) Sufrágio capacitário: o poder de sufrágio existirá para quem tiver um certo 
grau de instrução. Sufrágio restrito.
Ex.: só poderá votar quem tiver curso superior completo. 
c) Sufrágio racial: restrição do exercício do poder do sufrágio em razão da etnia. 
d) Sufrágio por gênero: só poderá votar quem pertence a determinado sexo. 
No Brasil, vigorou até 1932, quando, a partir do período de Vargas, as mulheres 
passaram a ter vida política no Estado.
e) Sufrágio religioso: só poderá votar quem pertencer a certa religião.
• Sufrágio plural: o mesmo indivíduo tem o poder de exercer mais de uma vez 
seu direito ao voto. Isso faz com que o poder de voto de certas pessoas seja 
maiordo que o de outras.
Ex.: sujeito poderá votar três vezes no mesmo candidato.
• Sufrágio singular: adotado no Brasil. É o chamado “one man one vote”, em que 
cada pessoa tem direito a um voto. 
• Sufrágio direto: poder exercido diretamente pelo cidadão. 
• Sufrágio indireto: poder democrático exercido por representantes do povo.
Ex.: Estados Unidos quem vota para presidência da república são os delegados, 
que foram escolhidos pela população.
1.8 Justiça Eleitoral
No Brasil, o legislador atribuiu ao Poder Judiciário, o comando do processo 
eleitoral, especificamente, à Justiça Eleitoral, conferindo a ela a tutela de todos 
os atos referente ao processo, que se inicia com a organização do cadastro de 
eleitores, dos partidos políticos e filiações, registro de candidatura e prestação 
de contas, organização e realização das eleições, culminando com a diplomação 
dos eleitos.
Para Coneglian (2016), a decisão do constituinte de atribuir ao Poder Judiciário 
a administração do processo eleitoral foi para proporcionar isenção de suas 
decisões quanto aos interesses dos partidos políticos. Ademais, conceder à Justiça 
15
Eleitoral a missão de conduzir todos aos atos que compõem o processo no qual 
é realizado a renovação do mandato dado pelo povo, afasta a interferência dos 
outros poderes que possuem interesse direto no resultado das eleições.
A Justiça Eleitoral tem natureza federal, logo seus servidores federais. É mantida 
pela União, devendo seu orçamento ser aprovado pelo Congresso Nacional.
Nos crimes eleitorais, que tem o poder para investigar e instaurar inquérito é 
a Polícia Federal.
1.9 Composição
Conforme determina o art. 118 da CF, são órgãos da Justiça Eleitoral: Tribunal 
Superior Eleitoral, Tribunais Regionais Eleitorais, Juízes Eleitorais e Juntas Eleitorais. 
Diferente dos demais órgãos que integra o Poder Judiciário, a Justiça Eleitoral 
não possui e independentes corpo próprios de juízes, sendo formada pelos 
magistrados da justiça estadual, federal, ministros do Supremo Tribunal Federal, 
Superior Tribunal de Justiça e da advocacia (quinto constitucional).
Os juízes dos tribunais eleitorais, salvo motivo justificado, servirão por dois 
anos, no mínimo, e nunca por mais de 2 biênios consecutivos, sendo os substitutos 
escolhidos na mesma ocasião e pelo mesmo processo, em número igual para 
cada categoria.
O TSE é órgão de cúpula da Justiça Eleitoral (art. 119 CF/88). É composto de, no 
mínimo, 7 membros que serão escolhidos:
• Mediante eleição, pelo voto secreto:
a) 3 Ministros do STF
b) 2 Ministros do STJ 
• Por nomeação, pelo Presidente da República:
c) De 2 juízes dentre 6 advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral, 
indicados pelo STF. 
O presidente e vice-presidente do TSE, serão eleitos dentre os Ministros do 
Supremo Tribunal Federal, e o Corregedor Eleitoral dentre os Ministros do 
Superior Tribunal de Justiça (parágrafo único do art. 118 CF).
16
Não poderão ser nomeados Ministros do TSE: 
• Pessoas que ocupem cargos públicos dos quais possam ser demissíveis ad 
nutum, ou seja, sem qualquer estabilidade; 
• Advogados que sejam proprietários ou sócios de empresas beneficiadas com 
subvenções, incentivos ou favores em virtude de contrato com a Administração 
Pública;
• Advogados que exerçam mandato político federal, estadual, distrital ou 
municipal. 
Competência do TSE (arts. 22 e 23 do Código Eleitoral) julgar originariamente:
• Registro e a cassação de registro de: partidos políticos; diretórios nacionais; 
candidatos à Presidência e vice-presidência da República; 
• Conflitos entre Tribunais Regionais Eleitorais e Juízes Eleitorais de diferentes 
Estados;
• Suspeição ou impedimento de: membros do próprio TSE; Procurador Geral 
Eleitoral e funcionários da sua Secretaria .
Trata-se de competência do STF para processar e julgar, nas infrações penais 
comuns e nos crimes de responsabilidade, os membros dos Tribunais Superiores, 
incluindo aqui os Ministros do TSE. 
Da mesma forma, será de competência do STJ processar e julgar, nos crimes 
comuns e nos de responsabilidade, os membros dos TREs.
Lei complementar poderá aumentar o número de membros do TSE. 
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de cada Estado será composto de, no 
mínimo, 7 membros que serão escolhidos (art.120 CF):
• Mediante eleição, pelo voto secreto:
a) 2 juízes dentre os desembargadores do Tribunal de Justiça;
b) 2 juízes, dentre juízes de direito, escolhidos pelo Tribunal de Justiça;
17
• Escolhido, em qualquer caso, pelo Tribunal Regional Federal respectivo:
c) 1 juiz do Tribunal Regional Federal com sede na Capital do Estado ou no Distrito 
Federal, ou, não havendo, de juiz federal.
• Por nomeação, pelo Presidente da República:
d) De 2 juízes dentre seis advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral, 
indicados pelo Tribunal de Justiça. (A lista não poderá conter nome de magistrado 
aposentado ou de membro do Ministério Público).
O Tribunal Regional Eleitoral elegerá seu Presidente e o Vice-Presidente dentre 
os desembargadores. Vice-Presidente acumulará a função de Corregedor Eleitoral.
Competência do TRE para julgar originariamente (arts. 29 do Código Eleitoral):
• Os registros e o cancelamento do registro: dos diretórios estaduais e municipais 
de partidos políticos; de candidatos a governador, vice-governadores; membro 
do Congresso Nacional e das assembleias legislativas;
• Os conflitos de jurisdição entre juízes eleitorais do respectivo estado;
• A suspeição ou impedimentos: aos seus membros; ao procurador regional e 
aos funcionários da sua Secretaria assim como aos juízes e escrivães eleitorais;
• Os crimes eleitorais cometidos pelos juízes eleitorais;
• Habeas corpus ou mandado de segurança, em matéria eleitoral, contra ato 
de autoridades que respondam perante os tribunais de justiça por crime de 
responsabilidade e, em grau de recurso, os denegados ou concedidos pelos juízes 
eleitorais; ou, ainda, o habeas corpus, quando houver perigo de se consumar a 
violência antes que o juiz competente possa prover sobre a impetração;
• As reclamações relativas a obrigações impostas por lei aos partidos políticos, 
quanto à sua contabilidade e à apuração da origem dos seus recursos;
• Os pedidos de desaforamento dos feitos não decididos pelos juízes eleitorais em 
trinta dias da sua conclusão para julgamento, formulados por partido, candidato, 
Ministério Público ou parte legitimamente interessada, sem prejuízo das sanções 
decorrentes do excesso de prazo;
• Julgar os recursos interpostos: dos atos e das decisões proferidas pelos juízes 
e juntas eleitorais e das decisões dos juízes eleitorais que concederem ou 
denegarem habeas corpus ou mandado de segurança.
18
Ao Juiz Eleitoral, em efetivo exercício, cabe a jurisdição de cada uma das zonas 
eleitorais e, na falta deste, ao seu substituto legal que goze das prerrogativas 
do art. 95 da Constituição (art. 32 do Código Eleitoral). Compete ao juiz da zona 
eleitoral organizar as eleições municipais.
As Juntas eleitorais serão compostas de um juiz de direito, que será o 
presidente, e de dois ou quatro cidadãos de notória idoneidade (art. 36 do Código 
Eleitoral). Os membros das juntas eleitorais serão nomeados 60 dias antes da 
eleição, depois de aprovação do Tribunal Regional, pelo presidente deste, a quem 
cumpre também designar-lhes a sede.
Compete à junta eleitoral: apurar, no prazo de 10 dias, as eleições realizadas 
nas zonas eleitorais sob a sua jurisdição; resolver as impugnações e demais 
incidentes verificados durante os trabalhos da contagem e da apuração; expedir 
os boletins de apuração e expedir diploma aos eleitos para cargos municipais.
1.10 Poder de Polícia
É o poder concedido ao juiz eleitoral para adotar providências que forem 
necessárias para impedir ou cessar atos que atentem contra o processo eleitoral, 
especialmente, aquelas que atentem contra a propaganda eleitoral.
Exemplos do exercício do Poder de Polícia:
• Requisitar força federal necessária ao cumprimentoda lei, de decisões judiciais 
do TSE ou das decisões dos tribunais regionais que o solicitarem, e para garantir 
a votação e a apuração;
• Tomar quaisquer outras providências que julgar convenientes à execução da 
legislação eleitoral;
• Fazer as diligências que julgar necessárias à ordem e presteza do serviço eleitoral;
• Tomar conhecimento das reclamações que lhe forem feitas verbalmente ou por 
escrito, reduzindo-as a termo, e determinando as providências que cada caso 
exigir;
• Providenciar para a solução das ocorrências que se verificarem nas mesas 
receptoras;
• Tomar todas as providências ao seu alcance para evitar os atos viciosos das 
eleições.
19
1.11 Atividades administrativas/executivas
Cabe à Justiça Eleitoral organizar e executar todo o processo eleitoral, o que 
permite ao juiz eleitoral atuar sem ser provocado. 
Desse modo será atividade administrativa: designação de lugares das seções 
eleitorais nas Zonas, nomear componentes da mesa receptora, promover o 
alistamento eleitoral, definir rota de transporte de eleitores, entre outras.
Além disso, terá uma função de organizar as consultas populares, tais como 
plebiscito e referendo, bem como exercer a função jurisdicional no decorrer do 
mesmo processo eleitoral, inclusive após o final do pleito. 
1.12 Função jurisdicional
A função jurisdicional da Justiça Eleitoral está ligada ao processo eleitoral, 
tendo este como marco inicial, como regra, o alistamento e, como marco final, a 
diplomação. 
Hoje, há uma mitigação desse marco final (diplomação) em razão das ações 
que ocorrem após a diplomação e que são de competência da Justiça Eleitoral. 
1.13 Função Consultiva
A Justiça Eleitoral também tem a função consultiva. Esta é uma peculiaridade 
que decorre do art. 23, XII, e do art. 30, VIII, do Código Eleitoral (Lei 4737/65). 
Art. 23, XII. Compete, ainda, privativamente, ao TSE responder, sobre matéria 
eleitoral, às consultas que lhe forem feitas em tese por autoridade com jurisdição, 
federal ou órgão nacional de partido político. 
No caso do TSE, as consultas devem ser dirigidas por: 
• Autoridades públicas federais
• Órgão nacional do partido político 
A consulta deverá ser sempre formulada em tese, acerca de um tema eleitoral, 
não podendo ser em concreto. 
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1.11 Atividades administrativas/executivas
Cabe à Justiça Eleitoral organizar e executar todo o processo eleitoral, o que 
permite ao juiz eleitoral atuar sem ser provocado. 
Desse modo será atividade administrativa: designação de lugares das seções 
eleitorais nas Zonas, nomear componentes da mesa receptora, promover o 
alistamento eleitoral, definir rota de transporte de eleitores, entre outras.
Além disso, terá uma função de organizar as consultas populares, tais como 
plebiscito e referendo, bem como exercer a função jurisdicional no decorrer do 
mesmo processo eleitoral, inclusive após o final do pleito. 
1.12 Função jurisdicional
A função jurisdicional da Justiça Eleitoral está ligada ao processo eleitoral, 
tendo este como marco inicial, como regra, o alistamento e, como marco final, a 
diplomação. 
Hoje, há uma mitigação desse marco final (diplomação) em razão das ações 
que ocorrem após a diplomação e que são de competência da Justiça Eleitoral. 
1.13 Função Consultiva
A Justiça Eleitoral também tem a função consultiva. Esta é uma peculiaridade 
que decorre do art. 23, XII, e do art. 30, VIII, do Código Eleitoral (Lei 4737/65). 
Art. 23, XII. Compete, ainda, privativamente, ao TSE responder, sobre matéria 
eleitoral, às consultas que lhe forem feitas em tese por autoridade com jurisdição, 
federal ou órgão nacional de partido político. 
No caso do TSE, as consultas devem ser dirigidas por: 
• Autoridades públicas federais
• Órgão nacional do partido político 
A consulta deverá ser sempre formulada em tese, acerca de um tema eleitoral, 
não podendo ser em concreto. 
21
1.14 Função normativa
Conforme previsto no art. 105 da Lei 9.504/97, a Justiça Eleitoral exerce uma 
função regulamentar. 
Art. 105 Até o dia 5 de março do ano da eleição, o TSE, atendendo ao caráter 
regulamentar e sem restringir direitos ou estabelecer sanções distintas das 
previstas nesta Lei, poderá expedir todas as instruções necessárias para sua 
fiel execução, ouvidos, previamente, em audiência pública, os delegados ou 
representantes dos partidos políticos.
Exemplo são as Resoluções do TSE que devem se restringir ao caráter 
regulamentar da lei. 
1.15 Ministério Público Eleitoral
É fundamental a participação do parquet eleitoral para a realização das eleições, 
visando garantir a lisura da disputa e a probidades dos candidatos e dos eleitos.
É o art. 72 da Lei Complementar nº 75/93 (Lei Orgânica do Ministério Público) 
que garantiu a participação em todas as fases e instâncias do processo eleitoral.
O Ministério Público Eleitoral (MPE) é formado pelos seguintes órgãos: 
Procurador Geral da República com atuação do TSE; Procurador Regional Eleitoral, 
atuando nos Regionais e Promotor Eleitoral que atua nas Zonas Eleitorais.
22
2. DIREITO PARTIDÁRIO
2.1 Partidos Políticos
Para conceituar partido político, trago a lição do doutrinador José Jairo Gomes, 
in verbis:
Compreende partido político a entidade formada pela livre associação de 
pessoas, com organização estável, cujas finalidades são alcançar e/ou manter 
de maneira legítima o poder político-estatal e assegurar, no interesse regime 
democrático de direito, a autenticidade de sistema representativo a alternância no 
exercício do poder político, o regular funcionamento do governo e das instituições 
políticas, bem como a implementação dos direitos humanos fundamentais 
(GOMES, 2022. p. 130)
Pela Constituição Federal, em seu art. 17, as agremiações partidárias passaram 
a adquirir natureza personalidade jurídica privada, como disciplina o Código Civil. 
Art. 17 É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos, 
resguardados a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, 
os direitos fundamentais da pessoa humana e observados os seguintes preceitos: 
I - caráter nacional; II - proibição de recebimento de recursos financeiros de 
entidade ou governo estrangeiros ou de subordinação a estes; III - prestação de 
contas à Justiça Eleitoral; IV - funcionamento parlamentar de acordo com a lei. 
Vejamos ainda o art. 1º da Lei nº 9.096/95 (Lei dos Partidos Políticos):
Art. 1º O partido político, pessoa jurídica de direito privado, destina-se a 
assegurar, no interesse do regime democrático, a autenticidade do sistema 
representativo e a defender os direitos fundamentais definidos na Constituição 
Federal.
Ainda na lição de Gomes (2022, p.132), os partidos funcionam como “instrumentos 
das sociedades democráticas para ordenar a alteração do exercício do poder estatal [...]”.
23
2.2 Criação e autonomia partidária
Como dito no tópico anterior, a criação do partido político é garantida pelo 
caput do art. 17 da CF. Já a autonomia partidária está disposta em seu parágrafo 
primeiro que garante à agremiação:
a) Definir sua estrutura interna; 
b) Estabelecer regras sobre escolha, formação e duração de seus órgãos 
permanentes e provisórios e sobre sua organização e funcionamento e 
c) Adotar os critérios de escolha e o regime de suas coligações nas eleições 
majoritárias, vedada a sua celebração nas eleições proporcionais, sem 
obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em âmbito nacional, 
estadual, distrital ou municipal, devendo seus estatutos estabelecer normas de 
disciplina e fidelidade partidária. 
Para a criação do partido deverá ser observado as seguintes etapas:
1° Etapa: requerimento do registro de partido político, dirigido ao cartório 
competente do registro civil das pessoas jurídicas do local de sua sede, deve 
ser subscrito pelos seus fundadores, em número nunca inferior a 101 (cento e 
um), com domicílio eleitoral em, no mínimo, 1/3 (um terço) dos Estados, e será 
acompanhado de:
I - cópia autêntica da ata da reunião de fundaçãodo partido;
II - exemplares do Diário Oficial que publicou, no seu inteiro teor, o programa e 
o estatuto;
III - relação de todos os fundadores com o nome completo, naturalidade, número 
do título eleitoral com a Zona, Seção, Município e Estado, profissão e endereço 
da residência.
2° Etapa: efetuação, pelo oficial do registro civil, do registro do partido no livro 
correspondente, com a consequente expedição de certidão de inteiro teor.
3ª Etapa: obtenção do apoiamento de eleitores não filiados a partido político, 
correspondente a, pelo menos, 0,5% (cinco décimos por cento) dos votos dados 
na última eleição geral para a Câmara dos Deputados, não computados os votos 
24
em branco e os nulos, distribuídos por um terço, ou mais, dos Estados, com um 
mínimo de 0,1% (um décimo por cento) do eleitorado que haja votado em cada 
um deles. Realizar os atos necessários para a constituição definitiva de seus 
órgãos e designação dos dirigentes, na forma do seu estatuto.
4° Etapa: promoção do registro do estatuto do partido junto ao TSE, através 
de requerimento acompanhado de exemplar autenticado de inteiro teor do 
programa e do estatuto partidários, inscritos no registro civil; certidão do registro 
civil da pessoa jurídica; certidões dos cartórios eleitorais que comprovem ter o 
partido obtido o apoiamento mínimo de eleitores.
Assim, os partidos políticos, após adquirirem personalidade jurídica, na forma 
da lei civil, registrarão seus estatutos no TSE, podendo ter acesso ao Fundo 
Partidário.
No entanto, nem todo partido registrado no TSE, terá acesso ao Fundo Partidário 
e ao horário gratuito no rádio e TV, pois para a aquisição é preciso cumprir os 
requisitos das cláusulas de desempenhos implementadas pela EC nº 97/2017.
25
Para as eleições de 2022, os partidos tiveram de obter, nas eleições para a 
Câmara dos Deputados, no mínimo, 2% dos votos válidos, distribuídos em pelo 
menos 9 estados, com um mínimo de 1% dos votos válidos em cada um; ou 
eleger pelo menos 11 deputados federais, distribuídos em pelo menos 9 estados.
As alterações programáticas ou estatutárias, após registradas no Ofício Civil 
competente, devem ser encaminhadas, para o mesmo fim, ao TSE. Devem 
ser comunicados à Justiça Eleitoral a constituição de seus órgãos de direção 
e os nomes dos respectivos integrantes, bem como as alterações que forem 
promovidas, para anotação.
2.3 Fusão, incorporação e federação partidária
Para ocorrer a fusão do partido político, é preciso que os órgãos de direção 
desses partidos elaborem projeto comum de Estatuto e projeto comum de 
programa partidário. Exemplo recente foi a fusão do PSL e do DEM, que culminou 
na formação do partido União Brasil.
 Os projetos devem ser aprovados em reunião conjunta entre os órgãos 
nacionais de deliberação desses partidos. Na reunião, será eleito órgão nacional 
de direção do novo partido, órgão esse que promoverá o registro do novo 
partido. A existência legal do novo partido tem início com o registro, no Ofício Civil 
competente da Capital Federal, do estatuto e do programa, cujo requerimento 
deve ser acompanhado das atas das decisões dos órgãos competentes. 
Partido A + Partido B = Partido C.
Após a realização das eleições de 2022, algumas siglas anunciaram fusões, 
diante do não superação da cláusula de barreira, são eles: Pros e Solidariedade; 
PTB e Patriota .
No tocante da incorporação, há um partido incorporando, o qual deliberará, 
por maioria absoluta, por meio de seu órgão nacional de deliberação, sobre a 
adoção do Estatuto e do programa de outro partido, que é o incorporador.
Deliberando pela adoção dos estatutos do partido incorporador, será realizada 
reunião conjunta dos órgãos nacionais de deliberação para eleição do novo órgão 
de direção nacional. 
No caso de incorporação, o instrumento respectivo deve ser levado ao Ofício 
26
Civil do DF para fins de cancelamento do registro do partido incorporado. O novo 
estatuto ou instrumento de incorporação deve ser levado a registro e averbado 
no Ofício Civil do DF e no TSE.
Havendo fusão ou incorporação, devem ser somados exclusivamente os votos 
dos partidos fundidos ou incorporados obtidos na última eleição geral para a 
Câmara dos Deputados, para efeito da distribuição dos recursos do Fundo 
Partidário e do acesso gratuito ao rádio e à televisão. 
Somente será admitida a fusão ou incorporação de partidos políticos que hajam 
obtido o registro definitivo do TSE há, pelo menos, cinco anos.
Já a federação partidária, é novidade introduzida por meio da lei 14.208/2021. 
Essa nova figura permite a união entre partidos políticos, em especial para 
concorrerem em eleições proporcionais (para deputado federal, estadual e 
vereador) nos próximos anos. Isto é, após o registro perante o TSE, a Federação 
atuará como se fosse uma única agremiação partidária, sendo que, para efeito 
de cumprimento da cláusula de barreira e de acesso aos fundos eleitoral e 
partidário, os partidos integrantes da federação deverão, além de cumprir outros 
requisitos, devem permanecer unidos por quatro anos, período durante o qual 
fica assegurada sua identidade e a autonomia.
Para as eleições de 2022, foram formadas as seguintes federações: 
• Federação Brasil da Esperança (Fe Brasil) – formado pelo Partido dos 
Trabalhadores (PT), Partido Comunista do Brasil (PC do B) e Partido Verde (PV);
• Federação PSDB Cidadania – formada pelo Partido da Social Democracia 
Brasileira (PSDB) e Cidadania (CIDADANIA);
• Federação PSOL REDE - formada pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e 
Rede Sustentabilidade (REDE)
⁹ Até a conclusão deste material, as fusões ainda não estavam concretizadas (27/11/2022).
2.4 Programa e estatuto
Como já destacado, os partidos políticos são pessoas jurídicas de direito 
privado, com autonomia e regidos por seus respectivos estatutos. 
A Lei Geral dos Partidos Políticos, no entanto, respeitando a liberdade inerente 
a cada partido para fixar seu programa, objetivos políticos, estrutura interna, 
27
organização e funcionamento, impõe algumas regras de observância obrigatória 
às agremiações partidárias, que, necessariamente, deverão ser contempladas 
em seus programas e estatutos. 
Assim, o estatuto do partido deverá conter, dentre outras normas:
• Sobre seu nome;
• Denominação abreviada;
• Sede no território nacional;
• Filiação e desligamento dos seus membros;
• Direitos e deveres dos seus filiados;
• Modo de organização e administração;
• Fidelidade e disciplina partidárias;
• Condições e formas de escolha de seus candidatos a cargos e funções eletivas;
• Finanças e contabilidade;
• Critérios de distribuição dos recursos do fundo partidário entre os órgãos de 
nível municipal, estadual e nacional;
• Procedimentos de reforma do programa e do estatuto.
Importante registrar que a recente aprovação da Lei nº 14.192/2021, que 
estabelece normas para prevenir, reprimir e combater a violência política contra 
a mulher, obriga os partidos políticos a adequar seus estatutos no prazo de 120 
(cento e vinte) dias, contado da data de sua publicação.
2.5 Filiação e desfiliação partidária
Estando o partido regularmente registrado na Justiça Eleitoral, poderá promover 
filiação de eleitores que estejam no gozo de seus direitos políticos e que atenda 
os critérios estabelecido em seus estatutos.
As filiações devem ser lançadas no sistema FILIA da Justiça Eleitoral pelos 
diretórios das agremiações. O filiado que por desídia ou má-fé do partido não 
tiver seu nome lançado no sistema, poderá requerer sua inclusão diretamente à 
Justiça Eleitoral.
Somente poderá concorrer às eleições, candidatos filiados que tiverem a filiação 
deferida pelo partido pelo prazo de seis meses antes do pleito.
A dupla filiação não é permitida pela norma eleitoral. Caso o filiado engajar em 
28
outra agremiação partidária, tem o dever legal de comunicar ao partido no qual 
fez sua primeira inscrição e ao juiz da respectiva Zona Eleitoral.
Nos casos que houver a filiação de uma mesma pessoaem dois partidos 
(pluralidade de filiações), prevalecerá a mais recente, sendo cancelada as demais.
Já a desfiliação pode ocorrer quando o filiado se desliga de forma espontânea 
do partido, realizando as devidas comunicações, desfeito o vínculo após dois dias.
Também são causas de cancelamento de filiação: morte, perda dos direitos 
políticos, expulsão do partido e outras hipóteses prevista no estatuto da 
agremiação.
2.6 Fidelidade partidária
É a filiação que cria o vínculo entre o cidadão e a agremiação política. Relaciona 
o mandatário com o seu partido, mas especialmente com o eleitor.
Desse modo, o eleitor, ao votar, no candidato, também votou no partido. A 
fidelidade partidária sai da questão interna corporis e volta os olhos ao eleitor. 
O entendimento é que o mandato pertence ao partido. Contudo, após decisão 
do STF, foi sedimentado que o princípio da fidelidade partidária, não se aplica a 
quem foi eleito pelo sistema eleitoral majoritário, apenas ao sistema proporcional.
Logo, a violação à fidelidade partidária por um parlamentar eleito no sistema 
proporcional acarretará a perda do mandato político.
Assim, poderá perder o mandato, o detentor de cargo eletivo que se desfiliar: 
sem justa causa, do partido pelo qual foi eleito. 
Entretanto, nos termos do paragrafo unido do art. 22-A da Lei dos Partidos 
Políticos, será considerado justa causa para a desfiliação partidária somente as 
seguintes hipóteses: 
• Mudança substancial ou desvio reiterado do programa partidário; 
• Grave discriminação política pessoal; 
• Mudança de partido efetuada durante o período de trinta dias que antecede 
o prazo de filiação exigido em lei para concorrer à eleição, majoritária ou 
proporcional, ao término do mandato vigente.
Importante registrar que a EC nº 11/2022, inseriu mais uma hipótese de justa 
causa, a saber: 
29
• Ficou determinado ainda que não perderão o mandato deputados (federais, 
estaduais ou distritais) e vereadores que se desfiliarem, com o aval da legenda, 
do partido pelo qual foram eleitos.
O processo de perda de cargo eletivo, bem como de justificação de desfiliação 
partidária é regulamentado pela Resolução TSE nº 22.610/2010.
2.7 Finanças, gastos e prestação de contas 
partidárias
Vigora na legislação eleitoral brasileira o sistema de financiamento misto, com 
os partidos recebendo recursos do Estado e de particulares. 
São fontes lícitas de recursos: 
• Fundo partidário; 
• Doações privadas espontâneas de pessoa física;
• Outros partidos; 
• Alienação e locação de bens; 
• Realização de eventos; 
• Sobras financeiras de campanha eleitoral;
• Rendimentos de aplicações e empréstimos. 
Além destes, a Lei nº 13.487/2017, criou o Fundo Especial de Financiamento 
de Campanha (FEFC), formado por recursos da União, que serão destinados aos 
partidos apenas em ano eleitoral.
O Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos Políticos (Fundo 
Partidário) é constituído por: 
• Multas e penalidades pecuniárias aplicadas, nos termos do Código Eleitoral e 
leis conexas; 
• Recursos financeiros destinados por lei, em caráter permanente ou eventual;
• Doações de pessoa física ou de pessoa jurídica, efetuadas por intermédio de 
depósitos bancários diretamente na conta do Fundo Partidário;
• Dotações orçamentárias da União, em valor nunca inferior, cada ano, ao 
30
número de eleitores inscritos em 31 de dezembro do ano anterior ao da proposta 
orçamentária, multiplicados por trinta e cinco centavos de real, em valores de 
agosto de 1995. (art. 38 da Lei nº 9.096/95)
A Justiça Eleitoral pode, a qualquer tempo, investigar sobre a aplicação de 
recursos oriundos do Fundo Partidário.
Os recursos do Fundo Partidário não estão sujeitos ao regime da Lei de Licitações, 
tendo os partidos políticos autonomia para contratar e realizar despesas. 
Os recursos oriundos do Fundo Partidário deverão custear despesas com:
 • Na manutenção das sedes e serviços do partido, permitido o pagamento de 
pessoal;
• Na propaganda doutrinária e política; 
• No alistamento e campanhas eleitorais;
 • Na criação e manutenção de instituto ou fundação de pesquisa e de doutrinação 
e educação política, sendo esta aplicação de, no mínimo, 20% do total recebido; 
• Na criação e manutenção de programas de promoção e difusão da participação 
política das mulheres, observado o mínimo de 5% do total (EC nº 117/2022). 
A EC nº 117/2022, além de obrigar a aplicação de no mínimo de 5% do total do 
Fundo Partidário na criação e manutenção de programas de promoção e difusão 
da participação política das mulheres, determinou que do montante do FEFC 
e da parcela do fundo partidário destinada a campanhas eleitorais, bem como 
o tempo de propaganda gratuita no rádio e na televisão a ser distribuído pelos 
partidos às respectivas candidatas, deverão ser de no mínimo 30% (trinta por 
cento), proporcional ao número de candidatas.
Aos partidos políticos que não tenham utilizado os recursos destinados aos 
programas de promoção e difusão da participação política das mulheres ou cujos 
valores destinados a essa finalidade não tenham sido reconhecidos pela Justiça 
Eleitoral é assegurada a utilização desses valores nas eleições subsequentes, 
vedada a condenação pela Justiça Eleitoral nos processos de prestação de contas 
de exercícios financeiros anteriores que ainda não tenham transitado em julgado 
até a data de promulgação desta Emenda Constitucional.
Lado outro, para conferir maior visibilidade às minorias políticas, a EC nº 111/21 
trouxe em seus dispositivos a previsão de contagem de votos em dobro para as 
31
mulheres e também para os negros. Isto é, para fins de distribuição dos recursos 
do Fundo Partidário e Fundo Eleitoral, os votos dados a candidatas mulheres ou a 
candidatos negros para a Câmara dos Deputados nas eleições realizadas de 2022 
a 2030 serão contados em dobro. Trata-se de verdadeiro avanço às políticas de 
diversidade, que poderá trazer bons resultados ao pluralismo político brasileiro.
Nas eleições de 2022, candidatos e partidos políticos tiveram que respeitar os 
parâmetros e limites estabelecidos pela Resolução 23.607/2019, para a correta 
utilização dos recursos eleitorais arrecadados em campanhas.
Os partidos são obrigados a prestar conta anualmente de toda a movimentação 
financeira, devendo ser submetida à Justiça Eleitoral, até o dia 30 de julho do ano 
subsequente, por meio do Sistema de Prestação de Contas Anual (SPCA).
 
A não apresentação de contas anuais terá como consequências:
• Suspensão das cotas do Fundo Partidário, enquanto perdurar a inadimplência;
• Suspensão do registro ou da anotação do órgão partidário, após decisão, com 
trânsito em julgado.
Enquanto a desaprovação de contas, ocasionado por alguma movimentação 
ilícita, de fonte vedada, implica na devolução do valor apontado como irregular, 
acrescida de multa de 20%.
2.8 Extinção de partido político
O partido será extinto junto ao Ofício Civil e ao Tribunal Superior Eleitoral nas 
seguintes hipóteses:
• Dissolução do partido conforme previsão em estatuto
• Pela incorporação
• Pela fusão; Por decisão, transitada em julgado junto ao TSE que determina 
o cancelamento do registro ou do estatuto, quando: I - ter recebido ou estar 
recebendo recursos financeiros de procedência estrangeira; II - estar subordinado 
a entidade ou governo estrangeiros; III - não ter prestado contas à Justiça Eleitoral 
como determina a lei e IV - que mantém organização paramilitar.
32
3. CONDIÇÕES DE ELEGIBILIDADE E 
CAUSAS DE INELEGIBILIDADE.
A capacidade eleitoral, decorrente da aptidão para o exercício de direitos 
políticos, se divide em capacidade eleitoral ativa e capacidade eleitoral passiva. 
A capacidade eleitoral ativa, de acordo com o que foi abordado na primeira 
unidade, refere-se ao direito inerente ao cidadão de participar, como eleitor, 
de eleições e consultas populares, bem como propor Ação Popular, promover 
a Iniciativa Popular de Lei, e outras prerrogativas provenientes do exercício do 
poderde sufrágio. 
A capacidade eleitoral passiva, por sua vez, vincula-se à capacidade que o 
cidadão tem de ser votado, pleiteando mandatos políticos. 
Diretamente relacionados ao tema da capacidade eleitoral passiva encontram-
se os conceitos de “condições de elegibilidade” e de “causas de inelegibilidade”, 
suscitadores de constantes divergências doutrinária.
3.1 Condições de elegibilidade
Podemos apontar as seguintes condições de elegibilidade, previstas no artigo 
14, § 3° da Constituição Federal de 1988: 
• Nacionalidade brasileira; 
• Pleno exercício dos direitos políticos; 
• Alistamento eleitoral; 
• Domicílios eleitoral na circunscrição;
• Filiação partidária; 
• E a idade mínima de 35 anos para presidente, vice-presidente da república e 
senador, 30 anos para governador e vice-governador de estado e do Distrito 
Federal, 21 anos para deputado federal, deputado estadual ou distrital, prefeito, 
vice-prefeito e juiz de paz; e dezoito anos para vereador.
• O militar alistável é elegível, atendidas as seguintes condições: a) se contar 
menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da atividade; b) se contar mais de 
dez anos de serviço, será agregado pela autoridade superior e, se eleito, passará 
automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade.
33
No entanto, a partir da promulgação da Lei n° 13.165/15, que alterou o referido 
dispositivo legal para dispor que a idade mínima de 18 anos, exigível para 
candidatos a vereador, deverá ser aferida, doravante, na data-limite do pedido 
de registro de candidatura, e não mais na data da posse, como ocorria até então. 
Para os demais cargos, contudo, a idade mínima exigível continuará a ser aferida 
na data da posse.
Em relação à nacionalidade brasileira como condição de elegibilidade, exercem 
capacidade política os brasileiros natos e os brasileiros naturalizados, na forma 
da lei. 
Lado outro, de acordo com o artigo 12, § 1º da Constituição, os portugueses 
residentes no Brasil também podem exercer direitos políticos, desde que 
amparados pelo Tratado de Amizade, Cooperação e Consulta, assinado entre 
Brasil e Portugal em 22 de abril do ano 2000 (e promulgado pelo Decreto n°. 
3.927, de 19 de setembro de 2001). 
Nesta situação, o português, sem se naturalizar brasileiro, poderá também 
exercer capacidade eleitoral ativa, atendendo às condições de elegibilidades 
necessárias.
3.2 Causas de Inelegibilidade constitucionais
As causas de inelegibilidade são impedimentos que obstam o exercício da 
capacidade eleitoral passiva pelo cidadão brasileiro. 
Como observado, para que um brasileiro nato ou naturalizado, ou um português 
equiparado nos termos do Tratado de Amizade, Cooperação e Consulta, possa vir 
a exercer capacidade eleitoral passiva, faz-se necessário que o mesmo cumpra 
as condições de elegibilidade e não incorra em hipóteses de inelegibilidade, 
previstas na Constituição Federal e também em Lei Complementar.
As inelegibilidades decorrem, na maioria das vezes, da prática de atos ilícitos, 
ou mesmo de situações previstas na Constituição que elencadas a partir do 
parágrafo quarto de seu art. 14:
• Inalistáveis e os analfabetos;
• O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal, 
os Prefeitos e quem os houver sucedido, ou substituído no curso dos mandatos 
poderão ser reeleitos para um único período subsequente; 
34
• Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores 
de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos 
mandatos até seis meses antes do pleito;
• São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes 
consanguíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da 
República, de Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito 
ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo 
se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição.
São inelegibilidades previstas pelo ordenamento jurídico que visam preservar 
o equilíbrio nas disputas eleitorais e a moralidade administrativa, a normalidade 
e a legitimidade das eleições.
3.3 Causas de inelegibilidades infraconstitucionais
Como previsto no parágrafo § 9º, do art. 14, da Constituição, lei complementar 
estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação, a fim 
de proteger a probidade administrativa, a moralidade para exercício de mandato 
considerada vida pregressa do candidato, e a normalidade e legitimidade das 
eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de 
função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta.
Nesse sentindo, a Lei Complementar nº 64/90 (alterada significativamente pela 
Lei Complementar n°. 135/10 - Lei Da Ficha Limpa), traz o rol de inelegibilidades 
infraconstitucionais.
A moralidade para o exercício de mandato eletivo, considerada a vida 
pregressa do candidato. No ano de 2010, após mobilização popular patrocinada 
pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral, foi promulgada a Lei 
Complementar n° 135/10, conhecida como “Lei da Ficha Limpa”, que, como já 
destacado, promoveu várias alterações na Lei das Inelegibilidades.
Assim, o extenso rol das inelegibilidades para qualquer está disposta no artigo 
1°, inciso I, e alíneas, da LC 64/90, destaco:
• Perda de mandato legislativo (art. 19, 1, b)
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• Perda de mandato executivo (art. 19, I, c)
• Abuso de poder econômico e político (art. 19, I, d).
• Condenação criminal, vida pregressa e presunção de inocência (art. 1°, I, e)
• Indignidade do oficialato (art. 1º, 1, f)
• Rejeição de contas (art. 19, 1, g)
• Abuso de poder econômico ou político por agente público (art. 1°, 1, h) 
• Cargo ou função em instituição financeira liquidanda (art. 19, 1, i)
• Abuso de poder: corrupção eleitoral, captação ilícita de sufrágio, captação ou 
gasto ilícito de recurso em campanha, conduta vedada (art. 1°, I, j)
• Renúncia a mandato eletivo (art. 19, I, k)
• Improbidade administrativa (art. 19, I, 1)
• Exclusão do exercício profissional (art.1°, I, m)
• Simulação de desfazimento de vínculo conjugal (art. 1°, I, n)
• Demissão do serviço público (art. 1°, I, o)
• Doação eleitoral ilegal (art. 19, I, p)
• Aposentadoria compulsória e perda de cargo de magistrado e membro do 
Ministério Público (art. 19, 1, q)
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4.1 A pré-candidatura
O período destinado à realização das convenções partidárias é um dos mais 
importantes dentre aqueles previstos no calendário eleitoral. É durante esta 
fase do processo eleitoral que os partidos políticos se reúnem para definir 
seus candidatos e também se irão se coligar ou não a outros partidos no pleito 
vindouro.
4.2 Convenções
A convenção é uma espécie de assembleia da agremiação política para que 
os convencionais escolhas os seus candidatos, conforme orientação de seu 
estatuto. Também poderão decidir sobre a formação de coligação para os cargos 
majoritários.
De forma geral, as convenções são realizadas de forma presencial, contudo 
devido ao quadro pandêmico estabelecido em 2020, o TSE entendeu ser possível 
a realização de forma virtual ou híbrida.
Registre-se que as normas de como será realizada as convenções é determinada 
pelo estatuto de cada agremiação, cabendo a legislação eleitoral matérias de 
caráter geral, como a data da realização e a obrigatoriedade de lavrar-se ata em 
livro aberto e rubricado pela Justiça Eleitoral.
As atas das convenções devem ser publicadas em 24 horas, em qualquer meio, 
evitando que as convenções sejam realizadas fora da data limite. A ata deve ser 
ainda digitada no Módulo Externo do Sistema de Candidatura (CANDex) para ser 
disponibilizada no site do TSE até o dia seguinte da realização da convenção.
4. ESCOLHA E REGISTRO
DE CANDIDATURA
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Em regra, bens públicos não podem ser usados para atos de campanha, mas o 
art. 8º, § 2º, da Lei nº 9.404/97, autoriza, de forma excepcional, o uso desses bens 
para a realização das convenções.
Importante destacar, que no sistemaeleitoral adotado pelo Brasil, não é 
permitido candidatura isolada, ou seja, sem indicação do partido. As candidaturas 
avulsas ainda estão em discussão no STF, desse modo, sendo obrigatória a escolha 
do candidato em convenção.
Já as “candidaturas coletivas” surgem de um fenômeno sócio eleitoral, no 
qual um grupo de pessoas que possuem em comum as pautas defendidas, se 
reúnem para disputar uma eleição, com a justificativa de fortalecer a democracia 
representatividade.
Não há, na atual legislação eleitoral, normas que regulamentem o mandato 
coletivo, uma vez que o registro será feito apenas em nome de um candidato. No 
sistema vigente, se está pessoa for eleita, se tronará titular do mandato e apenas 
eles terão direito as prerrogativas, deveres e reponsabilidade de um parlamentar 
eleito.
Contudo, o TSE editou a Resolução 23.675/2021, que permite a inclusão ao 
nome do candidato a “designação do coletivo”, no entanto, sendo vedado o 
registro de nome de urna contendo apenas a designação do coletivo.
Outro ponto destaque, são as candidaturas natas daqueles candidatos que já 
estão no gozo de mandato de deputado federal, estadual, distrital ou de vereador, 
independe, de indicação de seu nome em convenção. 
A depender da espécie de eleição, poderá haver convenções municipais, 
estaduais e nacionais. As normas para a escolha e substituição dos candidatos 
e para a formação de coligações serão estabelecidas no estatuto do partido, 
observadas as disposições em lei.
As convenções partidárias para a escolha de candidatos à eleição e formação 
de coligações eleitorais é de 20 de julho a 05 de agosto do ano eleitoral.
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4.3 Condições de Registrabilidade
Além das condições de elegibilidade e causas de inelegibilidade, o pretenso 
candidato deve apresentar no momento do pedido de registro os documentos 
previstos no art. 11 da Lei 9.504/97.
O pedido de registro deve ser instruído com os seguintes documentos:
• Cópia da ata da convenção;
• Autorização do candidato, por escrito;
• Prova de filiação partidária;
• Declaração de bens, assinada pelo candidato;
• Cópia do título eleitoral ou certidão, fornecida pelo cartório eleitoral, de que o 
candidato é eleitor na circunscrição ou requereu sua inscrição ou transferência 
de domicílio pelo prazo de seis meses antes do pleito;
• Certidão de quitação eleitoral;
• Certidões criminais fornecidas pelos órgãos de distribuição da Justiça Eleitoral, 
Federal e Estadual;
• Fotografia do candidato;
• Propostas defendidas pelo candidato a Prefeito, a Governador de Estado e a 
Presidente da República.
A Resolução TSE nº 23.609/2019, que disciplina o processo de registro de 
candidaturas, exige outras informações e documentos outras informações como: 
telefone móvel que disponha de aplicativo de mensagens instantâneas, endereço 
eletrônico, endereço completo, endereço do comitê central de campanha; 
informações de redes sociais e sites, entre outros
Caso não seja comprovada a apresentação dos documentos, o candidato 
pode saná-las através de diligência em até 72 horas. Deixando o candidato, de 
apresentar os documentos previstos no art. 11 da lei das eleições, seu pedido de 
registro de candidatura, pode resultar no indeferimento.
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4.4 O processo de registro de candidatura
O registro de candidaturas é uma das importantes fases das eleições, pois é 
nesse momento que os partidos e as coligações solicitam à Justiça Eleitoral o 
registro das pessoas que concorrerão aos cargos eletivos. 
O período para registro da candidatura que os partidos e coligações solicitarem 
à Justiça Eleitoral, pelo CANDex, será até as dezenove horas do dia 15 de agosto 
do ano em que se realizarem as eleições. 
A quantidade de candidatos que poderão ser registrados aos cargos do Poder 
Legislativo é estipulada com base no número de lugares a serem preenchidos 
para cada cargo.
Importante destacar, que os partidos devem respeitar a cláusula de reserva de 
gênero no momento do registro de candidaturas, sob pena de indeferimento do 
Demonstrativo de Regularidade Partidário (DRAP).
De acordo com essa cláusula, não é possível registrar apenas homens ou apenas 
mulheres. Será necessário garantir vagas para cada sexo dentro dos percentuais 
de, no mínimo, 30% e de, no máximo, de 70%.
O processo de registro de candidatura terá prioridade sobre quaisquer outros 
processos, nos termos da lei.
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5. DA CAMPANHA ELEITORAL
5.1 Condutas vedadas
Conforme preceitua o art. 73 da Lei nº 9.504/97, são proibidas aos agentes 
públicos, condutas tendentes a afetar a igualdade de oportunidades entre 
candidatos nos pleitos eleitorais.
 A proibição a qualquer conduta que desvirtue ou perturbe a isonomia eleitoral, 
haja vista seu caráter de direito e garantia fundamental, sustentáculo da própria 
concepção de Estado Democrático de Direito.
Diante de tamanha importância, coube ao legislador infraconstitucional 
instituir uma série de mecanismos visando garantir a normalidade e legitimidade 
do pleito, de modo que seja preservada a vontade real e isenta do eleitor.
O bem jurídico tutelado pelo rol de condutas vedadas previstas nos art. 73 a 
77 da Lei nº 9.504/97, é o princípio da igualdade entre os candidatos, bastando 
para ser caracterizada, a quebra na isonomia entre os participantes da disputa 
eleitoral.
Registre-se que o legislador definiu marcos temporais bem delimitados, sendo 
possível identificar as condutas vedadas aos agentes públicos desde o início do 
ano da eleição, a partir de 180 dias e três meses antes do pleito, vejamos:
No ano da eleição:
• Cessão ou uso, em benefício de candidato, partido político ou coligação, bens 
móveis ou imóveis pertencentes ao Poder Público;
• Uso de materiais ou serviços, custeados pelos Governos ou Casas Legislativas, 
que excedam as prerrogativas consignadas nos regimentos e normas dos órgãos 
que integram;
• Cessão de servidor público ou empregado da administração direta ou indireta 
federal, estadual ou municipal do Poder Executivo, ou usar de seus serviços, 
para comitês de campanha eleitoral de candidato, partido político ou coligação, 
durante o horário de expediente normal;
• Fazer ou permitir uso promocional em favor de candidato, partido político ou 
coligação, de distribuição gratuita de bens e serviços de caráter social custeados 
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ou subvencionados pelo Poder Público;
• Empenhar, no primeiro semestre do ano de eleição, despesas com publicidade 
dos órgãos públicos federais, estaduais ou municipais, ou das respectivas 
entidades da administração indireta, que excedam a 6 (seis) vezes a média 
mensal dos valores empenhados e não cancelados nos 3 (três) últimos anos que 
antecedem o pleito; 
• Distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios por parte da Administração 
Pública, exceto nos casos de calamidade pública, de estado de emergência ou de 
programas sociais autorizados em lei e já em execução orçamentária no exercício 
anterior, casos em que o Ministério Público poderá promover o acompanhamento 
de sua execução financeira e administrativa.
Nos três meses que o antecedem e até a posse dos eleitos:
• Nomear, contratar ou de qualquer forma admitir, demitir sem justa causa, 
suprimir ou readaptar vantagens ou por outros meios dificultar ou impedir o 
exercício funcional e, ainda, ex officio, remover, transferir ou exonerar servidor 
público, na circunscrição do pleito, ressalvados:
a) Nomeação ou exoneração de cargos em comissão e designação ou dispensa 
de funções de confiança;
b) Nomeação para cargos do Poder Judiciário, do Ministério Público, dos Tribunais 
ou Conselhos de Contas e dos órgãos da Presidência da República;
c) Nomeação dos aprovados em concursos públicos homologados até o início 
daquele prazo;
d) Nomeação ou contratação necessária à instalação ou ao funcionamento 
inadiável de serviços públicos essenciais, com prévia e expressa autorização do 
Chefe do Poder Executivo.
• A transferência ou remoção ex officio de militares, policiais civis e de agentes 
penitenciários;
• Fazer, na circunscrição

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