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Gastrotricha 
Introdução 
Os gastrótricos (do grego gaster, "estômago" + thrix, "pelo") são um filo de animais 
microscópicos, aquáticos, pseudocelomados, que habitam predominantemente os espaços 
intersticiais de sedimentos marinhos e de água doce, bem como a superfície de plantas 
aquáticas e detritos. Apesar de seu tamanho diminuto, geralmente variando entre 0,06 a 3,0 
mm, eles exibem uma complexidade biológica notável e desempenham papéis ecológicos 
importantes nos ecossistemas aquáticos. Este capítulo explora em detalhe a biologia dos 
gastrótricos, abordando desde suas características gerais até sua classificação e fisiologia. 
1. Características Gerais 
Os gastrótricos são animais bilaterais, não segmentados (embora alguns Macrodasyida 
possam apresentar uma pseudo-segmentação superficial da cutícula e musculatura), e 
geralmente vermiformes ou em forma de pino de boliche ou fita. Seu corpo é achatado 
dorsoventralmente e recoberto por uma cutícula, que pode ser ornamentada com escamas, 
espinhos ou cerdas, conferindo proteção e, em alguns casos, auxiliando na locomoção. 
Uma característica distintiva é a presença de cílios locomotores restritos à superfície ventral, 
que são utilizados para o deslizamento sobre o substrato. Além disso, possuem tubos 
adesivos, especialmente nas extremidades posterior e, às vezes, lateral e ventral do corpo, que 
secretam substâncias adesivas e desadesivas, permitindo que o animal se fixe 
temporariamente ao substrato. 
São organismos acelomados ou pseudocelomados, dependendo da interpretação da cavidade 
corporal. A maioria das espécies é hermafrodita simultânea ou protândrica, mas a 
partenogênese é comum em muitas espécies de água doce do grupo Chaetonotida. O 
desenvolvimento é direto, sem estágio larval. 
2. Morfologia Externa 
A morfologia externa dos gastrótricos é adaptada ao seu estilo de vida bentônico e intersticial. 
● Forma do Corpo: O corpo é tipicamente alongado e pode ser dividido em uma cabeça, 
um tronco e, em alguns casos, uma cauda bifurcada ou afilada. A cabeça é geralmente 
arredondada ou lobada e contém a boca e órgãos sensoriais. O tronco é a maior parte do 
corpo e contém a maioria dos órgãos internos. A extremidade posterior pode ser simples, 
bilobada (formando uma "cauda" ou "furca") ou afilada, e é onde se localizam os tubos 
adesivos posteriores. 
● Cutícula: A superfície dorsal e lateral do corpo é coberta por uma cutícula acelular, 
secretada pela epiderme subjacente. Esta cutícula pode ser lisa ou apresentar uma 
variedade de ornamentações, como escamas (sobrepostas ou não), espinhos curtos ou 
longos, cerdas e ganchos. A complexidade e o arranjo dessas estruturas cuticulares são 
importantes caracteres taxonômicos. Em alguns Chaetonotida, a cutícula pode ser 
espessa e formar uma lorica protetora. 
● Cílios: A superfície ventral é ciliada, formando um campo ciliar locomotor. Os cílios 
batem de forma coordenada, impulsionando o animal sobre o substrato. A extensão e o 
padrão de ciliação ventral variam entre as espécies. Algumas espécies também possuem 
tufos de cílios sensoriais (cirros) na região da cabeça. 
● Tubos Adesivos: São estruturas glandulares epidérmicas especializadas, presentes em 
número variável e em diferentes localizações, mas mais comumente na extremidade 
posterior (tubos caudais) e, às vezes, ao longo das laterais do corpo (tubos laterais) ou 
na superfície ventral (tubos ventrais). Cada tubo adesivo consiste em duas glândulas: 
uma que secreta um muco adesivo e outra que secreta uma substância para dissolver a 
adesão, permitindo que o animal se solte rapidamente. Esses tubos são cruciais para a 
fixação temporária e para a navegação em ambientes com correnteza ou para evitar o 
deslocamento. 
3. Morfologia Interna 
Internamente, os gastrótricos apresentam uma organização relativamente simples, mas 
funcional. 
● Parede do Corpo e Musculatura: Abaixo da epiderme sincicial ou celular, encontra-se 
uma camada de músculos longitudinais e, em alguns grupos (principalmente 
Macrodasyida), músculos circulares e helicoidais. Esses músculos atuam contra o fluido 
da cavidade corporal (pseudoceloma) ou contra a própria parede do corpo para realizar 
movimentos de encurtamento, alongamento e flexão. A musculatura é mais desenvolvida 
nos Macrodasyida, que exibem movimentos mais complexos. 
● Cavidade Corporal: A natureza da cavidade corporal tem sido debatida. 
Tradicionalmente, são considerados pseudocelomados, com a cavidade sendo um 
blastoceloma persistente. No entanto, em alguns grupos, a cavidade pode ser bastante 
reduzida ou preenchida por mesênquima, aproximando-se de uma condição acelomada. 
Esta cavidade, quando presente, funciona como um esqueleto hidrostático. 
● Sistema Digestório: O sistema digestório é completo, com boca, faringe, intestino e 
ânus. 
○ Boca: Localizada na extremidade anterior, ventral ou terminal. Pode ser 
circundada por cerdas ou papilas sensoriais. 
○ Faringe: A faringe é uma estrutura muscular e glandular proeminente, 
frequentemente com um lúmen trirradiado ou em forma de Y em corte transversal. 
A musculatura radial da faringe contrai-se para criar sucção, ingerindo partículas 
alimentares. Glândulas faringianas secretam enzimas digestivas. A estrutura da 
faringe (por exemplo, presença de bulbos faringianos) é um importante caráter 
taxonômico. 
○ Intestino: Um tubo simples, geralmente reto, que se estende da faringe ao ânus. É 
o principal local de digestão extracelular e absorção de nutrientes. As células 
intestinais podem ser ciliadas. 
○ Ânus: Localizado ventralmente, próximo à extremidade posterior do corpo. 
● Sistema Reprodutor: Discutido em detalhe na seção de Reprodução. 
● Sistema Excretor e Osmorregulador: Consiste em protonefrídios, geralmente um par, 
localizados lateralmente no corpo. Cada protonefrídio é composto por uma ou mais 
células-flama (ciretocitos) que coletam fluidos da cavidade corporal e os conduzem 
através de um ducto excretor que se abre para o exterior através de um nefridióporo, 
geralmente localizado na região ventrolateral do tronco. 
4. Sistema Nervoso 
O sistema nervoso dos gastrótricos é do tipo ganglionar e relativamente simples, refletindo seu 
tamanho e estilo de vida. 
● Cérebro (Gânglio Cerebral): Localizado na região da cabeça, dorsalmente à faringe. 
Consiste em um anel nervoso perifaríngeo ou um par de gânglios cerebrais 
interconectados por uma comissura dorsal. Este "cérebro" é o principal centro de 
processamento sensorial e coordenação motora. 
● Cordões Nervosos Longitudinais: Um par de cordões nervosos longitudinais 
ventrolaterais se estende posteriormente a partir do cérebro, percorrendo o comprimento 
do corpo. Estes cordões são conectados por comissuras transversais em algumas 
espécies, formando um sistema nervoso em escada, embora menos definido que em 
outros vermes. 
● Órgãos Sensoriais: Os gastrótricos possuem diversos órgãos sensoriais para interagir 
com o ambiente: 
○ Cerdas e Papilas Sensoriais: Distribuídas principalmente na região da cabeça e 
ao longo do corpo, são mecanorreceptores e quimiorreceptores. 
○ Fossetas Ciliadas: Depressões na epiderme contendo cílios sensoriais, 
provavelmente quimiorreceptores, localizadas na cabeça. 
○ Ocelos (Manchas Oculares): Presentes em algumas espécies, são estruturas 
fotorreceptoras simples, geralmente compostas por células pigmentadas e células 
retinianas. Permitem a detecção de luz e sombra, auxiliando na orientação. 
5. Nutrição 
Os gastrótricos são predominantemente bacterívoros e detritívoros, alimentando-se de 
bactérias, algas unicelulares (diatomáceas, por exemplo), protozoários e detritos orgânicos 
presentes no sedimento ou biofilmes. 
O processo de alimentação envolve a sucção criada pela faringe muscular. As partículas 
alimentares são varridas em direção à boca pelos cílios orais ou pelo movimento do animal 
sobre o substrato. Uma vezna boca, a faringe bombeia ativamente o alimento para o intestino. 
A digestão é primariamente extracelular no lúmen intestinal, com enzimas secretadas pela 
faringe e pelo próprio intestino. A absorção dos nutrientes ocorre através das células da parede 
intestinal. 
Algumas espécies podem apresentar seletividade alimentar, preferindo certos tipos de 
bactérias ou algas. A eficiência da faringe em capturar e processar partículas pequenas é 
crucial para sua sobrevivência. 
6. Respiração 
Os gastrótricos não possuem órgãos respiratórios especializados. A troca gasosa (absorção de 
oxigênio e eliminação de dióxido de carbono) ocorre por difusão simples através de toda a 
superfície corporal. Seu pequeno tamanho e corpo achatado ou vermiforme proporcionam uma 
grande área superficial em relação ao volume, facilitando a difusão eficiente dos gases 
diretamente entre o animal e o ambiente aquático circundante. Esta característica é comum em 
muitos animais microscópicos. 
7. Osmorregulação e Excreção 
A osmorregulação (manutenção do equilíbrio hídrico e salino) e a excreção de resíduos 
nitrogenados são realizadas principalmente por protonefrídios. 
● Protonefrídios: Como mencionado anteriormente, são tipicamente um par de estruturas 
tubulares que se estendem ao longo do corpo. Cada protonefrídio começa com uma ou 
mais células-flama (ciretocitos). O batimento dos flagelos dentro da célula-flama cria uma 
corrente de fluido, filtrando o fluido da cavidade corporal para dentro do túbulo 
protonefridial. À medida que o filtrado passa pelo túbulo, substâncias úteis podem ser 
reabsorvidas, e o excesso de água e resíduos metabólicos (principalmente amônia, em 
animais aquáticos) são concentrados e expelidos do corpo através do nefridióporo. 
● Função: Em espécies de água doce, os protonefrídios são cruciais para a 
osmorregulação, bombeando o excesso de água que entra no corpo por osmose. Em 
espécies marinhas, sua função osmorregulatória pode ser menos pronunciada, pois são 
frequentemente isosmóticos com a água do mar, mas ainda desempenham um papel na 
excreção iônica e de resíduos. A excreção de resíduos nitrogenados também pode 
ocorrer por difusão através da superfície corporal. 
8. Fisiologia Geral 
● Locomoção: A principal forma de locomoção é o deslizamento ciliar. Os cílios ventrais 
batem em ondas metacronais, impulsionando o animal suavemente sobre o substrato. 
Algumas espécies podem realizar movimentos de "sanguessuga", fixando-se 
alternadamente com os tubos adesivos anteriores (se presentes) e posteriores, e 
flexionando o corpo. Os músculos longitudinais e circulares permitem movimentos de 
encurtamento, alongamento e flexão do corpo, auxiliando na navegação por entre as 
partículas de sedimento. 
● Adesão: Os tubos adesivos são fundamentais para a fixação temporária, permitindo que 
resistam a correntes de água ou se posicionem para alimentação. A capacidade de 
secretar substâncias adesivas e desadesivas rapidamente confere grande controle sobre 
a fixação. 
● Sensibilidade: Respondem a estímulos mecânicos (toque), químicos (presença de 
alimento ou substâncias nocivas) e luminosos (em espécies com ocelos). Esses 
estímulos são detectados pelos órgãos sensoriais e processados pelo sistema nervoso 
para gerar respostas comportamentais apropriadas, como movimento em direção ao 
alimento ou afastamento de perigos. 
● Metabolismo: Como animais pequenos e ativos, possuem um metabolismo 
relativamente alto. Sua taxa metabólica é influenciada pela temperatura, disponibilidade 
de alimento e nível de oxigênio no ambiente. 
● Resistência Ambiental: Muitas espécies de gastrótricos de água doce, especialmente 
do grupo Chaetonotida, podem produzir ovos de resistência (cistos) para sobreviver a 
condições ambientais desfavoráveis, como dessecação, temperaturas extremas ou falta 
de alimento. Esses ovos podem permanecer dormentes por longos períodos e eclodir 
quando as condições se tornam favoráveis novamente. 
9. Reprodução 
Os gastrótricos exibem uma diversidade de estratégias reprodutivas. 
● Hermafroditismo: A maioria dos gastrótricos marinhos (ordem Macrodasyida) e algumas 
espécies de água doce (alguns Chaetonotida) são hermafroditas simultâneos ou 
protândricos. 
○ Hermafroditas Simultâneos: Possuem órgãos reprodutores masculinos e 
femininos funcionais ao mesmo tempo. A autofecundação é rara ou ausente; 
geralmente ocorre fecundação cruzada. O sistema reprodutor masculino consiste 
em um ou dois testículos, ductos espermáticos e, às vezes, um órgão copulatório 
(pênis). O sistema feminino inclui um ou dois ovários, ovidutos e, frequentemente, 
um receptáculo seminal para armazenar esperma de outro indivíduo. 
○ Hermafroditas Protândricos: Amadurecem primeiro como machos e depois como 
fêmeas. 
○ Exemplo de Espécie (Macrodasyida): Macrodasys caudatus. Nesta espécie, 
ocorre a fecundação cruzada, com os indivíduos trocando espermatozoides. Os 
ovos são geralmente depositados individualmente e aderem ao substrato. 
● Partenogênese: Muitas, se não todas, as espécies de Chaetonotida de água doce 
reproduzem-se exclusivamente por partenogênese telítoca, onde fêmeas produzem ovos 
diploides que se desenvolvem em novas fêmeas sem a necessidade de fertilização por 
machos. Machos são extremamente raros ou ausentes nesses grupos. 
○ As fêmeas partenogenéticas produzem dois tipos de ovos: 
■ Ovos Taquiblásticos (Subitâneos): De casca fina, desenvolvem-se 
rapidamente (em 1-5 dias) quando as condições são favoráveis, levando a 
um rápido aumento populacional. 
■ Ovos Opsiblásticos (Dormentes ou de Resistência): De casca grossa e 
ornamentada, são produzidos em resposta a condições ambientais adversas 
(baixa temperatura, dessecação, escassez de alimento). Estes ovos podem 
permanecer viáveis por longos períodos e são importantes para a dispersão 
e sobrevivência da espécie. 
○ Exemplo de Espécie (Chaetonotida): Chaetonotus maximus. Esta é uma espécie 
comum de água doce que se reproduz por partenogênese, produzindo ovos de 
desenvolvimento rápido e ovos de resistência. Outro exemplo clássico é 
Lepidodermella squamata, frequentemente estudada em laboratório devido à sua 
facilidade de cultivo e reprodução partenogenética. 
● Desenvolvimento: O desenvolvimento é direto, ou seja, não há estágio larval 
planctônico. O jovem eclode do ovo como uma miniatura do adulto e atinge a maturidade 
sexual em poucos dias. O número de células no adulto é relativamente constante para 
uma determinada espécie (eutelia), especialmente em Chaetonotida. 
10. Classificação 
O filo Gastrotricha é tradicionalmente dividido em duas ordens principais, com base em 
diferenças morfológicas e ecológicas: 
● Ordem Macrodasyida: 
○ Habitat: Quase exclusivamente marinhos, intersticiais (vivem entre os grãos de 
areia). 
○ Morfologia: Corpo alongado, frequentemente em forma de fita ou verme. Cutícula 
geralmente fina e flexível, sem escamas proeminentes, mas pode ter espinhos. 
Presença de múltiplos tubos adesivos ao longo do corpo (anteriores, laterais, 
posteriores e ventrais). Faringe com poros faringianos que se abrem para o 
exterior. 
○ Reprodução: Geralmente hermafroditas. 
○ Sistema Nervoso: Cordões nervosos longitudinais bem desenvolvidos. 
○ Exemplos: Macrodasys, Dactylopodola, Urodasys, Turbanella. 
● Ordem Chaetonotida: 
○ Habitat: Principalmente de água doce, mas também com representantes marinhos 
e de águas salobras. Vivem em sedimentos, sobre plantas aquáticas, e em 
biofilmes. 
○ Morfologia: Corpo geralmente em forma de pino de boliche ou tenpino, com uma 
cabeça arredondada, um tronco e uma cauda frequentemente bifurcada (furca) 
com tubos adesivos apenas na extremidade posterior (e às vezes alguns na 
cabeça ou ventrais, mas menos numerosos que em Macrodasyida). Cutícula 
frequentemente com escamas, espinhos ou cerdas complexas. Faringe sem poros 
faringianos. 
○ Reprodução: Espécies de águadoce são predominantemente partenogenéticas; 
espécies marinhas podem ser hermafroditas. 
○ Sistema Nervoso: Menos centralizado que em Macrodasyida. 
○ Subordens: 
■ Paucitubulatina: Principalmente de água doce, com poucos tubos adesivos 
(geralmente apenas posteriores). Inclui a maioria dos gastrótricos de água 
doce. Exemplos: Chaetonotus, Lepidodermella, Ichthydium. 
■ Multitubulatina: Principalmente marinhos, com mais tubos adesivos que os 
Paucitubulatina, mas menos que os Macrodasyida. Exemplo: Neodasys. 
A filogenia exata e as relações dentro do filo Gastrotricha, bem como suas relações com outros 
filos de Metazoa, ainda são áreas de pesquisa ativa, utilizando dados morfológicos e 
moleculares. São frequentemente agrupados com outros pequenos filos de pseudocelomados 
ou acelomados dentro do clado Gnathifera (junto com Rotifera, Acanthocephala e 
Gnathostomulida) ou Spiralia. 
11. Resumo 
Os gastrótricos são um filo de animais aquáticos microscópicos, caracterizados por um corpo 
vermiforme ou em forma de pino de boliche, achatado dorsoventralmente, e com cílios 
locomotores restritos à superfície ventral. Possuem uma cutícula que pode ser ornamentada e 
tubos adesivos para fixação. Internamente, apresentam um sistema digestório completo com 
uma faringe muscular proeminente, um sistema nervoso ganglionar simples e protonefrídios 
para excreção e osmorregulação. A respiração ocorre por difusão. A reprodução varia, com 
hermafroditismo comum em espécies marinhas (Macrodasyida) e partenogênese predominante 
em espécies de água doce (Chaetonotida), que também podem produzir ovos de resistência. 
São classificados principalmente nas ordens Macrodasyida e Chaetonotida, distinguíveis por 
características morfológicas, ecológicas e reprodutivas. Apesar de seu tamanho, 
desempenham um papel significativo na meiofauna aquática. 
12. Tabela Comparativa das Ordens de Gastrotricha 
Característica Ordem Macrodasyida Ordem Chaetonotida 
Habitat Principal Marinho (intersticial) Água doce (maioria), marinho 
Forma do Corpo Alongado, forma de fita ou 
verme 
Forma de pino de boliche, 
tenpino 
Tubos Adesivos Numerosos (anteriores, 
laterais, post.) 
Poucos (principalmente 
posteriores) 
Cutícula Fina, flexível, sem escamas 
complexas 
Frequentemente com escamas, 
espinhos 
Poros Faringianos Presentes Ausentes 
Reprodução Geralmente hermafroditas Partenogênese (água doce), 
hermafroditas (marinhos) 
Ovos de Resistência Ausentes ou raros Comuns em espécies de água 
doce 
Característica Ordem Macrodasyida Ordem Chaetonotida 
Exemplos Macrodasys, Turbanella Chaetonotus, Lepidodermella 
 
	Gastrotricha 
	Introdução 
	1. Características Gerais 
	2. Morfologia Externa 
	3. Morfologia Interna 
	4. Sistema Nervoso 
	5. Nutrição 
	6. Respiração 
	7. Osmorregulação e Excreção 
	8. Fisiologia Geral 
	9. Reprodução 
	10. Classificação 
	11. Resumo 
	12. Tabela Comparativa das Ordens de Gastrotricha

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