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11º Termo Ginecologia e Obstetrícia Guilherme Romano - TIII
Pré-Eclampsia (PE) 
Alteração no Sistema Cardiovascular 
• Aumento na frequência cardíaca
A partir da quarta semana acontece o aumento na
frequência cardíaca.
No terceiro trimestre há aumento de 20% na FC.
• Aumento no Volume Sanguíneo
No terceiro trimestre o volume sanguíneo sofre 
acréscimo de 45 a 50%.
Elevação volume plasmático elevação 30 a 50% 
volume plasmático (tem mais líquido e o Ht fica + 
diluído)
25% volume globular – anemia fisiológica
Diminuição da resistência vascular periférica
Síndromes Hipertensivas da Gravidez 
1) Hipertensão arterial Crônica (ou já é 
hipertensa ou ja aparece antes de 20 semanas)
Ocorrência de HAS antecedendo a gravidez.
2) Hipertensão arterial induzida pela gestação 
HA que surge pela primeira vez, após a 20° 
semana de gestação, sem nenhum sinal ou 
alteração laboratorial que caracterize a pré-
eclâmpsia. (devido ao maior volume corrente)
3) Pré-eclâmpsia 
Doença multifatorial e multissistêmica especifica 
da gestação.
Expressão clínica de uma doença endotelial 
materna mediada pela placenta e decorrente de 
insuficiente invasão trofoblastica das arteríolas 
espiraladas do útero.
(devido a má invasão trofoblástica)
EPIDEMIOLOGIA 
• 4,6% das gestantes desenvolvem pré-eclâmpsia.
• Eclâmpsia ocorre em 2% a 3% das gestantes 
com sinais de gravidade e 0,6% sem sinais.
POTENCIAIS COMPLICAÇÕES 
• 10 a 15% das mortes maternas
• 12 a 15% das RCIU
• 15 a 20% dos partos prematuros.
ETIOLOGIA 
Etiologia permanece desconhecida, mas sabemos 
os fatores de risco:
A) História prévia da pré eclampsia: 8x mais risco 
de desenvolver PE.
B) Primigista: Teoria de ausência de tolerância 
materna do primigista aos antígenos paternos.
C) Histórico familiar de PE: 3x mais risco.
D) Condições clínicas pré-existentes: Diabetes, 
HAC, LES, síndrome antifosfolípidica, IMC > 35, 
DRC, gestação múltipla, idade materna avançada.
FATORES DE RISCO EM DESENVOLER PRÉ-
ECLÂMPSIA SEGUNDO RECOMENDAÇÕES DO 
ACOG E DO NICE (principal usado no Brasil)
FISIOPATOLOGIA 
Tentativa de explicar a etiologia do PE são 
divididos em estágios pré-clínicos e clínicos.
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11º Termo Ginecologia e Obstetrícia Guilherme Romano - TIII
PRÉ CLÍNICOS: Precariedade de desenvolvimento 
da placenta e do suporte sanguíneo materno. 
• hipoxia placentária pelo estresse oxidativo e
sistêmico inflamatório materno.
CLÍNICOS: Hipoxia placentária determina os 
sintomas maternos
isquemia placentária
↓ 
Estresse oxidativo
↓ 
Liberação circulação materna detritos placentárias
↓ 
Liberação citocinas pré-inflamatórias
↓ 
Desequilíbrio angiogênico (predomina fatores anti 
angionogênicos em relação aos angiogênicos – 
fator crescimento placentária PIGF – fator de 
crescimento endotelial (UEGFs).
Citocinas inflamatórias - induz alteração de 
linfócitos B e aumento na produção de anticorpos 
para o receptor 1 de angiotensina II. (processo 
inflamatório renal)
DIAGNÓSTICO 
• Valor PA ≥ 140 e/ou 90 mmHg 
• Proteinúria 24h – Presença 300mg
• Pré-eclâmpsia com sinais de gravidade:
- PA ≥ 160 x 110 (emergência hipertensiva)
- Proteinúria ≥ 2g
- S in tomas de im inênc ia de ec lâmps ia 
(epigastralgia, cefaleia, estocomas, ↑ PA 
refratária)
- Síndrome HELLP (hemólise, ↑ enzimas 
hepáticas e plaquetopenia)
- Diurese inferior 500 ml/dia
- Cianose
- EAP
- RCIU
- Pré-eclâmpsia precoce e tardia.
Resumindo: 
FISIOPATO:
Perde prote ínur ia → perda da pressão 
coloeidosmótica → edema para o 3º espaço → 
aumento da PA por vasoconstrição
DX: 
- Creat > 1,2
- TGO e TGP: 2x mais normalidade
- Plaquetas 32 	 	 30
D) Fatores imunológicos
• Autoimunes
• Aloimines
Doenças auto imunes apresentam maior 
probabilidade de perda gestacional, mas somente 
a SAF apresenta como critérios de definição a 
perda fetal.
• SAF: 15 a 20% dos abortos habituais.
Anticorpos agem contra as proteínas ligadas a 
fosfolipídios envolvidos com a coagulação → 
fenômenos trombóticos arteriais e venosos.
AC → Trombose, infartos placentários → hipoxia 
fetal placentária.
• Causas Aloimunes: Teoria aloimune baseia-se 
em resposta materna anormal para antígenos 
paternos → região materna, ossos e tecidos 
fetais.
Formas clínicas do aborto 
1) Ameaça de aborto: 15 a 20% das gestações.
Hematomas subcoriônicos – maior de 50% de 
saco gestacional - estão relacionados a maior 
risco de perda gestacional.
40 a 50% das mulheres com sangramento vaginal 
no início da gravidez irão abortar.
2) Abortamento em curso
3) Abortamento completo: Espessura endometrial 
até 15mm
4) Abortamento incompleto: quando tem 
membranas uterinas ou endométrio > 15mm
5) Aborto retido: Morte embrionária ou fetal antes 
de 20 semanas. Ausência de atividade cárdica em 
embrião com CCN maior ou igual a 7mm.
Gestação anembrionária (SG >/= 25mm).
6) Abortamento habitual: Ocorrência consecutiva 
de 3 ou mais abortos consecutivos.
7) Abortamento infectado: 13% dos abortos 
maternos são causados por abortamento induzido 
de forma clandestina.
Tratamento 
• Expectante
• Cirúrgico
• Medicamentoso – Misoprostol – análogo 
prostaglandina EV: 800mg por via vaginal podendo 
repetir em 24 horas com taxa de sucesso superior 
a 80%. (efeito de contração 

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11º Termo Ginecologia e Obstetrícia Guilherme Romano - TIII
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11º Termo Ginecologia e Obstetrícia Guilherme Romano - TIII
Trabalho de Parto Prematuro (TPP) 
70% mortes neonatais
1/3 mortes infantis
25 a 50% casos de alterações neurológicas
TPP pode ser induzido pelo médico para proteger 
a saúde da mãe e/ou do feto. É a interrupção da 
gestação após 20 e até 37 semanas.
 
Fatores Etiológicas 
• Espontâneo 
• Indicação Médica
Conhecimento das causas é elemento básico para 
prevenção.
Trabalho de parto prematuro poder ser por 
ativação extemporânea do processo normal do 
parto a termo ou advir do processo patológico que 
leva as contrações uterinas.
Parto prematuro eletivo ou terapêutico é indicado 
para proteger os interessesda mãe ou do feto. 
Tem apresentado índices crescentes onde se 
destacam os estados hipertensivos.
- Idade materna – menor 15 anos ou maior de 40 
anos
- Histórico anterior – parto prematuro (aumenta 
com o nº de gestações anteriores)
- Pequeno espaço interpartal (pouco tempo entre 
um parto e outro)
- Multiperidade
- Fatores individuais e comportamentais (uso de 
álcool, drogas, atividade física intensa)
- Complicações maternas
Etiologia Infecciosa 
Processo Infeccioso (pode desencadear um TPP) 
→ ácido aracdônico → Liberação prostaglandinas 
(induz contração uterina)
 
TESTE FIBRONECTINA FETAL 
Marcador inflamatório/infeccioso de TPP. É uma 
proteína produzida durante a gestação, funciona 
como um adesivo entre as membranas fetais e o 
útero.
Após 24 semanas, se positivo, é um preditivo do 
parto prematuro.
(Ruptura entre o âmnio e o cório, a proteína fica 
presente na vagina, se tiver dor e o teste positivo 
após 24 semanas, vai entrar ou está em TPP)
QUADRO CLÍNICO 
2 ou 3 contrações com 10 minutos
Dilatação cervical superior a 1cm
Esvaecimento maior que 80%
Avaliar paciente cuidadosamente para iniciar 
tocolise
TRATAMENTO 
I. Agentes Betamiméticos, Terbutalina (Bricanyl) 
e Salbutamol (relaxamento da musculatura, 
taquicardia e broncodilatação)
II. Bloqueadores dos canais de Cálcio – 
Nifedipina (inibe a contração uterina)
III. Inibidores do sistema prostaglandina – 
Indometacina (Inibidor ciclooxigenase) (AINE)
IV. Antagonistas receptores uterino - Atosiban 
(caro e poucos efeitos colaterais)
Esquemas Terapêuticos 
Terbutalina 
5 ampolas em soro glicosado 5% - 500ml
Iniciar com 10 a 20 a c gts/min e observar 
paciente (aumentar a velocidade de gotejamento 
até parar a contração - atenção a FC), manter 
pulso materno 160 bpm é 
taquicardico.
Se a linha de base estiver 160 bpm (linha de base)
Taquicardias são geralmente sinais maléficos e 
podem estar associadas a infecções amnióticas e/ 
ou maternas, hiperemia , anemia e uso de drogas, 
hipotensão resultante da compressão da veia cava 
materna. 
Braquicardias → FCFpodem estar ligadas a sofrimento 
fetal em fase terminal.
Braquicardias acentuadas são sinais de alerta ou 
evento sentinela, pois podem ser sinal de DPP, 
prolapso de cordão e rotura uterina.
Quando nos deparamos com alteração da FCF, 
devemos providenciar:
• Mudança de decúbito (DLE);
• Hidratação (rápida);
• Oxigenoterapia.
*Bradicardias são sempre sinal de alerta!!
Oscilação na linha de base 
Existe uma importante relação entre os centros 
cardioinibidores sistema parassimpático (nervo 
vago) e o sistema simpático (cardioacelerador).
A atividade do sistema nervoso simpático aparece 
precocemente na vida fetal, já o parassimpático 
opera mais tardiamente.
Os parâmetros de variabilidade (oscilação da linha 
de base), quando estão normais tem um valor 
preditivo negativo de 99,5% para vitalidade fetal.
*Tem que ter oscilação (corrugadinho na linha de 
base)
Oscilação sofrem influência de vários fatores:
• Prematuridade fetalou que já tenham 
feito uso repetitivo de esteroides sexuais.
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11º Termo Ginecologia e Obstetrícia Guilherme Romano - TIII
Menopausa e Climatério 
Compreender os processos de mudança 
relacionados ao climatério e menopausa e o 
impacto na saúde e qualidade de vida das 
mulheres, prejudicando o envelhecimento 
saudável.
Conhecer as consequências em longo prazo da 
carência hormonal e as formas de evitá-las e 
controlá-las.
Formar conceitos e senso crítico sobre as 
vantagens e desvantagens da terapia hormonal.
Importância:
Climaterio ou Perimenopausa - mudanças 
fisiológicas do final da fase reprodutiva.
Sintomas: distúrbios do sono, s intomas 
vasomotores, depressão
Complicações a longo prazo: sintomas urogenitais, 
deficiência óssea, alteração no metabolismo dos 
lipídios.
Menopausa: 
Úl t imo pe r í odo mens t rua l , i den t i ficado 
retrospectivamente após 12 meses de amenorreia.
Ocorre ~ 50 anos, independentemente de idade da 
menarca, história familiar, paridade ou uso de 
anovulatórios, e pode ser antecipada em 1 a 2 
anos pelo tabagismo.
Divide o climatério em pré́-menopáusico e pós-
menopáusico.
Classificação: 
•Menopausa natural/espontânea
•Artificial (provocada por Cx, QT ou RTx)
•Menopausa precoce (antes dos 40 anos)
•Menopausa tardia (após os 55 anos)
Sintomas Vasomotores 
• Fogachos e suores noturnos -uma das marcas 
da transição menopausal. (Hemitorax para cima)
• Aproximadamente 80% das mulheres - a 
maioria dos sintomas classificados como 
moderados a intensos.
• Para mais de metade das mulheres, podem 
durar mais de 7 anos na transição da 
menopausa.
• Características - calor agudo acompanhado de 
sudorese e rubor facial, predominantemente na 
cabeça, pescoço, peito e região superior das 
costas.
• A frequência diária dos fogachos é variável, 
desde 20 episódios ao dia, até um por semana 
ou ausência do sintoma.
• Pode ser acompanhado de ve r t igem, 
palpitações e insônia.
• Causado por uma instabilidade no sistema 
termorregulador hipotalâmico, envolvendo os 
sistemas adrenérgico, dopaminérgico, opioide e 
outros neurotransmissores.
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Sistemas afetados pelo hipoestrogenismo e 
sintomas
11º Termo Ginecologia e Obstetrícia Guilherme Romano - TIII
Sintomas Depressivos 
• A perimenopausa indica um período claramente 
suscetível a sintomas depressivos.
• Vulnerabilidade à depressão: 
- desconfortos decorrentes dos sintomas 
vasomotor
- estressores psicossociais
- suporte social inadequado
- estilo de vida
- características sociodemográficas
- história prévia de depressão.
• Relatados por 65 a 89% das mulheres 
climatéricas
• Acompanham a queda nos níveis estrogênicos
Outros fatores além da deficiência hormonal como 
de ordem social, cultural e pessoal, parecem 
interferir na intensidade dos sintomas vasomotores 
e psicológicos.
Atrofia urogenital 
• A prevalência de sintomas urinários aumenta 
com o avanço da idade, principalmente quando 
a mulher entra na perimenopausa e menopausa. 
Podem ser decorrentes de alterações hormonais 
ou do processo de envelhecimento.
• A incidência de queixas de secura vaginal, 
dispareunia, queimação e dor aumenta 
progressivamente após a menopausa.
↓ Estrog; ↓ glicogenio; ↓ lactobacilus = ↑pH
• Sintomas são mais intensos em fumantes e em 
mulheres tratadas para câncer de mama.
O estrogênio está relacionado à síntese de 
colágeno e tem efeito direto no metabolismo do 
colágeno, principalmente no trato genital 
favorecendo também as distopias.
O estado hipoestrogênico está associado com o 
afinamento da mucosa uretral, mudanças na 
pressão de fechamento, com diminuição do tônus 
do esfíncter uretral, e mudanças no ângulo 
uretrovesical, alterações fisiológicas que 
contribuem para a ocorrência da incontinência 
urinária.
Pele 
• O envelhecimento tem um efeito prejudicial 
sobre as propriedades biomecânicas da pele.
• A pele se torna atrófica e transparente, 
perdendo
• elasticidade.
• Afinamento da epiderme como a derme com 
redução da vascularização
• Redução do número e da capacidade 
biossintética dos fibroblastos, resultando em 
cicatrização mais demorada e maior fragilidade 
da pele.
• A carência estrogênica também contribui para 
uma perda acelerada do colágeno (15 a 30% 
nos primeiros 5 anos após a menopausa – 
ace le ra a redução da espessura e o 
ressecamento da pele.
• Ocorrem alterações no conteúdo de colágeno 
da pele.
Irregularidade menstrual 
• Alteração da quantidade do fluxo, da duração 
ou da frequência dos períodos menstruais) é 
bastante frequente.
• Na maioria das vezes, as alterações menstruais 
se devem às modificações das secreções de 
estrogênio e progesterona, sendo frequentes os 
ciclos anovulatórios.
Algumas afecções miometriais (miomatose e 
adenomiose) e endometriais (hiperplasia, pólipo ou 
neoplasia) também podem ser responsáveis pelo 
sangramento anormal.
Inibina é a primeira que cai, FSH começa a subir.
Osteoporose 
• A osteoporose pós-menopáusica acomete cerca 
de 1/3 das mulheres nessa fase.
• Desestruturação da microarquitetura óssea e 
perda da qualidade óssea - maior fragilidade do 
osso, com consequente aumento do risco de 
fraturas.
• Há predomínio da reabsorção sobre a formação 
do tecido óssea.
• Maior parte da perda óssea ocorre durante os 
primeiros 5 anos pós-menopáusicos.
• As fraturas mais comuns na osteoporose 
pósmenopáusica são do rádio distal (ou de 
Colles), da coluna vertebral e do fêmur proximal.
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11º Termo Ginecologia e Obstetrícia Guilherme Romano - TIII
• Um alto pico de massa óssea atingido na 
segunda década de vida confere relativa 
proteção contra a osteoporose.
• Atividades físicas: pequeno aumento de massa 
óssea (contra alguma carga); melhora da 
agilidade, força muscular, postura e equilíbrio → 
redução do risco de quedas.
A fratura por osteoporose pode trazer dificuldades 
nas atividades diárias.
Restrição de movimentos, deformidades da coluna 
O risco de uma mulher de 50 anos, no futuro, de 
fraturar o fêmur é de 16%, o punho, 15%, e uma 
vértebra, 32%.
Em geral, a massa óssea é maior nas mulheres 
negras e obesas e menor nas brancas, asiáticas, 
magras e sedentárias.
Conduta/ Tratamento 
• Não há tratamento padrão para todas as 
mulheres
• Apresentação clínica do climatério - variada e 
dinâmica - paciente assintomática até aquelas 
com múltiplas queixas.
• Individualizar o atendimento, entendendo a 
mulher
• com sua sintomatologia, seu momento de vida 
(família, trabalho, envelhecimento), presença de 
possíveis fatores de risco para as doenças mais 
comuns nesse período e suas prioridades.
Historia Clinica
• Sintomas gerais e específicos: irregularidade 
menstrual no período pré-menopáusico, 
sintomas vasomotores, Sintomas secundários à 
atrofia urogenital.
Hábitos de vida que afetam sua saúde:
• Padrões alimentares saudáveis (dieta pobre em 
gordura e rica em fibras e suplementação de 
cálcio na dose de 1 a 1,5 g/dia)
• Prática de exercícios físicos (no mínimo 3 vezes/
semana, durante 40 minutos)
• Exposição ao sol em horário adequado (ou 
suplementação de vitamina D entre 400 e 800 
UI/ dia)
• Eliminação de fatores de risco, como álcool em 
excesso e fumo.
Terapia Hormonal (TH)
Indicada nas seguintes situações:
• Menopausa precoce
• Presença de sintomas vasomotores moderados 
a graves.
• A l t e r a ç õ e s m e n s t r u a i s s e m o u t r a s 
manifestações climatéricas – regularizar ciclos 
com progestagênios cíclicos para correção da 
irregularidade menstrual e prevenção da 
hiperplasia endometrial.
Esquemas de terapia hormonal.
Mulheres com útero - enfatizar a necessidade da 
associação de um progestagênio (durante 12 a 14
dias ao mês) ao estrogênio para prevenção de 
câncer de endométrio.
Vias de administração do estrogênio para TH:
• Via oral é a tradicionalmente mais usada; 
quando ingeridos, os hormônios são absorvidos 
e metabolizados primeiramente no fígado, para 
depois entrar na circulação sistêmica.• Metabolismo de primeira passagem provoca - 
grandes concentrações hormonais no nível dos 
sinusoides hepáticos - aumenta a síntese e a 
secreção de renina e de vários fatores de 
coagulação, que podem ser prejudiciais.
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11º Termo Ginecologia e Obstetrícia Guilherme Romano - TIII
Terapia Hormonal (TH) não oral 
Evita o metabolismo de primeira passagem 
hepática - maior indicação nos casos e 
hipertensão arterial sistêmica e história familiar de 
fenômenos tromboembólicos.
A via vaginal é usada principalmente em mulheres 
com sintomas urogenitais exclusivamente.
Esquemas:
Ciclico: (vai fazer ciclar - usa qdo ainda menstrua)
• Associação de progestagênio por 12 dias ao 
mês.
• Produz um sangramento vaginal de privação.
Contínuo: (não menstrua)
• Uso do estrogênio e progestagênio ao longo do 
mês leva, em geral, à amenorreia em 6 a 12 
meses.
Atualmente, tem sido preconizado o uso de doses 
menores de estrogênio
associado a progestagênio (terapia hormonal de 
baixa dose) uma vez que há eficácia no alívio 
sintomático e menores efeitos adversos. 
* Q u a n d o f e z h i s t e r e c t o m i a m a s t e v e 
ENDOMETRIOSE, tem que dar E+P. Do contrario 
se tem histerectomia só dar E.
Contra- indicações à TH 
Segundo Consenso de 2014 da Associação 
Bras i le i ra de C l imatér io (Sobrac ) ,22 as 
contraindicações são:
• doença hepática descompensada (nível de 
evidência: D**);
• câncer de mama (nível de evidência: B);
• câncer de endométrio (nível de evidência: B);
• lesão precursora para o câncer de mama (nível 
de evidência: D);
• porfiria (nível de evidência: D);
• sangramento vaginal de causa desconhecida 
(nível de evidência: D);
• doença coronariana (nível de evidência: A) e 
cerebrovascular (nível de evidência: D);
• doença trombótica ou tromboembólica venosa 
(nível de evidência: B) – levar em conta a via de
• administração; - lúpus eritematoso sistêmico 
(nível de evidência: A);
• meningeoma – apenas para o progestagênio 
(nível de evidência: D).
Tratamentos alternativos
Para as mulheres com sintomas vasomotores:
•Inibidores seletivos da recaptação da serotonina 
(ISRS)
•inibidores seletivos da recaptação da serotonina e 
noradrenalina (DUAL)
Falência Ovariana Precoce (FOP)
A TRH deve ser instituída por longo prazo
para:
• A l í v i o d o s s i n t o m a s d e m e n o p a u s a : 
instabilidade vasomotora, disfunção sexual, 
distúrbios do humor, fadiga e alterações da 
pele.
• Prevenir as sequelas de longo prazo da 
deficiência estrogênica, como osteopenia ou 
osteoporose.
Deve usualmente ser continuada até 50 anos, 
quando os riscos e benefícios do tratamento 
devem ser revistos.
Segundo a North American Menopause Society 
(NAMS):
• Mulheres com FOP são um grupo distinto das 
mulheres em idade de menopausa natural.
• A FOP se associa a um baixo risco de câncer de 
mama e aparecimento precoce de osteoporose, 
doenças cardiovasculares (DCV) e doença de 
Parkinson.
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Ordem - 1) Não tem útero; 2) ainda menstrua; 3) Está na menopausa e 
tem útero. 
 Tibolona: tem contraindicações relativas
11º Termo Ginecologia e Obstetrícia Guilherme Romano - TIII
• Não há necessidade de se fazer o rastreamento 
mamográfico mais precocemente.
• A terapia hormonal na FOP previne o risco de 
DCV e seus benefícios são inquestionáveis.
• Em geral, as doses utilizadas na FOP são 
maiores do que na mulher na pós-menopausa 
natural.
Assistência à mulher na menopausa
Período em que ocorre aumento da prevalência de 
doenças crônicas que podem ter grande impacto 
na saúde e na qualidade de vida feminina
•Rastreamento de DCV - com avaliação de perfil 
lipídico, glicemia, TSH
•Rastreamento de câncer – MMG, colpocitologia 
oncotica
•Prevenção de fraturas - densitometria óssea
•Incentivar o auto-cuidado, como a prática de 
atividade física regular e alimentação saudável
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Tratamento de IOP = Terapia Hormonal
11º Termo Ginecologia e Obstetrícia Guilherme Romano - TIII
Infecções sexualmente transmissíveis (IST) 


Tríade: corrimento - lesão/úlcera - massa 
VULVOVAGINITES 
Vaginose Bacteriana (VB): pH > 4,5, geralmente 
causado pela Gardenerella vaginallis, é uma 
bacteria da flora.
Tricomaníase: pH > 4,5
 
Candidíase: pH 37,5°C ou retal > 38,3°C
- Conteúdo vaginal ou secreção endocervical 
anormal
- Massa pélvica
- > 5 leucócitos por campo de imersão em 
material de endocérvice
- Leucocitose em sangue periférico
- PCR ou VHS elevada
- Comprovação laboratorial de infecção cervical 
por gonococo, clamídia ou micoplasmas.
Critérios Elaborados
- Evidência histopatológica de endometrite
- Presençade abcesso tubo-ovariano ou de 
fundo de saco de Douglas em estudo de 
imagem
- Laparoscopia com evidência de DIP
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Fluxograma de desenvolvimento e evolução da DIP
11º Termo Ginecologia e Obstetrícia Guilherme Romano - TIII
Hospitalar - 1ª escolha
• Ceftriaxona 1g EV, 1x/dia por 14 dias
	 	 +
Doxiciclina 100mg, 1 cp VO, 12/12h por 14 dias
	 	 + 
Metronidazol 400mg EV, 12/12h por 14 dias
Hospitalar - 2ª escolha
• Clindamicina 900mg EV, 8/8h por 14 dias
	 	 +
Gentamicina 3-5mg/kg, EV ou IM, 1x/dia por 14 
dias
Critérios de internação hospitalar: 
• Gravidez
• Abcesso tubo-ovariano
• Ausência de resposta clínica após 72h do início 
do ATB oral
• Intolerância a ATB orais ou dificuldade de 
seguimento ambulatorial
• Estado geral grave, com náusea, vômito e febre
• Dificuldade na exclusão de emergência cirúrgica 
(ex: apendicite, gravidez ectópica)
Complicações 
Agudas: Pelviperitonite, ruptura de abcesso tubo-
ovariano
Crônicas: infertilidade, maior risco de gravidez 
ectópica, dor pélvica crônica
*Se colocou DIU, só é considerado infecção pela 
colocação até 3 meses.
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11º Termo Ginecologia e Obstetrícia Guilherme Romano - TIII
Síndrome do ovário policístico (SOP) 
Anovulação crônica com manifestações clinicas de 
hiperandrogenismo que ocorre desde a menarca.
Proporção de LH/FSH é aumentada ≥ 2:1
Fis iopato log ia é mul t i fa tor ia l : genét ica , 
hipersecreção do LH, esterodoigênese anômala, 
resistência insulínica.
Quadro clínico 
Anovulação:
• Irregularidade menstrual
• Proliferação endometrial
• Infertilidade
• Alteração gonadotrofinas
Hiperandrogenismo:
• Hirsutismo
• Acne e pele oleosa
• Alopecia androgênica
• Índice de Ferriman e Gallwey ≥ 8
Resistência à insulina + Obesidade:
• Acantose Nigricans
Consenso SOP – NIH 1990
• Anovulação (ciclos irregulares, oligo-amenorréia)
• Hiperandrogenismo clínico ou laboratorial
*Exclusão de outras doenças: Hiperprolactinemia,
Doença tireoidiana, HAC, Síndrome de Cushing
Consenso SOP – ESHRE/ASRM
Presença de 2 destes 3 critérios:
• Oligo e/ou anovulação (irregularidade menstrual 
ou amenorréia)
• Hiperandrogenismo (clínico ou laboratorial)
• Ovários policísticos (ultra-som )
*Exclusão de outras doenças: Hiperprolactinemia,
Doença tireoidiana, HAC, Síndrome de Cushing
Consenso SOP - Rotterdam
Presença de pelo menos 2 destes 3 critérios e 
exclusão de outras causas:
• Hiperandrogenismo (hirsutismo/acne) e/ou 
laboratorial
• Anovulação crônica (irregularidade menstrual / 
amenorreia)
• Alterações USG ou aumento do hormanio Anti-
Mulleriano
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11º Termo Ginecologia e Obstetrícia Guilherme Romano - TIII
Critérios Ultrassonográficos
• Presença de 12 ou mais folículos entre 2-9 mm 
de diâmetro médio.
• Volume superior a 10 cm³.
• Apenas um ovário suficiente para o diagnóstico.
• Utilizar sondas endovaginais, preferencialmente.
• Realizar entre o 3° e 5° dia do ciclo menstrual.
• Na presença de corpo lúteo ou folículo 10 mm, 
repetir o exame no próximo ciclo.
Como excluir outras doenças:
• Prolactina
• TSH na presença de hiperprolactinemia
• 17 hidroxiprogesterona, 
• DHEA-S 
• Testosterona na presença de sinais de 
hiperandrogenismo
*Potencial de fenótipo: E e F (os mais prováveis)
Avaliação da RI
Índice	 	 	 Valor de corte
Insulina de jejum1	 	 >10,8
QUICKI1 	 	 	 2,7
Obesas: Lipidograma, GTT (curva glicêmica), CA e 
PA
Magras: Lipidograma, GJ, CA e PA. 
• GTT: histórico familiar DM ou DMG, fenótipo SOP
completo
CONSIDERAÇÕES:
Adolescente:
• Critério de SOP difere da adulta
• Fatores de risco (interpretação cuidadosa)
• Manifestações individuais de SOP devem ser 
tratadas
Irregularidade Menstrual:
• Mulheres com ol igo/amenorreia podem 
mesntruar
• Ciclos menstruais em SOP podem se tornar 
regulares tardiamente
• Meses de irregularidades estão associados ao 
maior risco metabólico
• Maior irregularidade menstrual, mais severo é o 
fenótipo de SOP
Contracepção:
• Os beneficios superam os riscos
• Mulheres com SOP tema mais CI ao uso de 
ACO
• Não há diferença na efetividade dos ACO em 
relação ao tipo de P e dose de E
• Fertilidade não é afetada pelo uso de ACO
• Não é evidência que ACO é eficaz no tratamento 
do hirsutismo.
Obesidade:
• ↑ IMC está associado com ↑ prevalência de 
irregularidade menstrual, hiperangrogenismo e 
hirsutismo
• ↑ IMC e adiposidade visceral esta associado ao 
↑ RI 
• Melhora do estilo de vida resulta em perda de 
peso e melhora nos marcadores da SI
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20 ou mais folículos, de 2-9mm e/ou 
volume ovariano ≥ 10cm³
Critérios para detecção da Síndrome Metabólica 
(NCEP-ATP III)
11º Termo Ginecologia e Obstetrícia Guilherme Romano - TIII
DM tipo 2:
• SOP é o maior fator de risco para desenvolver 
intolerância a glicose e DM2
• Dieta e estilo de vida melhoram a fertilidade e 
previne a diabetes.
• Metformina pode ser utilizada para intolerância a 
glicose a DM2
Metformina para Mulheres com SOP
Sugerimos usar para
• Melhorar o metabolismo da glicose
• Melhorar o padrão menstrual
• Aumentar a chance de reprodução
Recomendamos NÃO usar para
• Perder peso/cintura
• Melhorar os lipídos séricos
Risco de câncer
• Mulheres com SOP tem 2,7x mais de CA 
endométrio
• Dados não suportam maior risco de CA de 
mama e ovário
TRATAMENTO 
Com desejo de concepção:
1ª linha: Citrato de clomifeno (CC) (engana o 
hipotálamo para fazer ↓LH)
SÍNDROME HAIR-AN
HA: Hiperandrogenismo
IR: Resistência insulínica
AN: Antrogênio

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11º Termo Ginecologia e Obstetrícia Guilherme Romano - TIII
Endometriose 
Epidemiologia
Prevalência 5% a 10% das mulheres na menacme, 
25 a 35 anos de idade.
FISIOPATOLOGIA
Teoria de Sampson
É a teor ia mais 
aceita, refluxo pelas 
trompa e o local 
m a i s f r e q u e n t e 
a c o m e t i d o é o 
ovário.
Endometriose tem 
caráter resistente ao 
r e c e p t o r d e 
progesterona.
C l a s s i fi c a ç ã o 
(ASMR) - Estadiamento
I. (doença mínima): implantes isolados e sem 
aderências significativas
II. (doença leve): implantes superficiais, commas não 1ª escolha - maioria jovens
- Outros: USG simples e RNM
RATAMENTO 
• TLevar em consideração: idade, dor, desejo 
reprodutivo, dimensão endometrioma, extensão 
e l oca l i zação , e fe i tos co la te ra i s dos 
medicamentos, risco cirúrgico.
• Planejamento terapêutico a longo prazo
• Evitar cirurgias de repetição
• Ser sempre o mais covservador possível, 
porque a maioria são pacientes jovens
Tratamento Clínico (bloqueio hormonal): 
• ACO: bloqueiam a função ovariana e induzem a 
atrofia endometrial (1ª escolha)
• Progestágenos: provocam atrofia endometrial
• SIU levonogestrel (Myrena) / Implante de 
estrogestrel: tratamento a longo prazo
• Análogos agosnistas e antagonistas do GnRH: 
inibem a produção de LH e FSH (bloqueiam o 
eixo)
• Inibidores de aromatase: inibem a produção de 
estrona local e periférica.
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11º Termo Ginecologia e Obstetrícia Guilherme Romano - TIII
Colo do Útero 


Histologia 
Epitélio estratificado ou escamoso: revestimento
Epitélio glandular ou colunar: produção de muco 
cervical 
JEC: junção escamo-colunar - encontro entre o 
epitélio escamoso e o colunar,
Três situações que tem exteriorização: gestação, 
uso de ACO em dose alta, pós menarca - devido 
ao nível de estrógeno aumentado. Ectopia cervical.
Ectopias cervicais 
Estimulo hormonal:
• Adolescentes
• Gestantes
• Uso de contraceptivo de doses elevadas
Metaplasia escamosa: adaptação do epitélio 
glandular ao meio vaginal. Transformação do 
epitelio glandular em escamoso (divisão celular 
aumentada)
ZONA DE TRANSFORMAÇAO 
O vírus vai direto na célula basal onde tem a maior 
chance de replicação viral
• Baixo risco oncogenico - faz muito vírus
• Alto risco oncogenico - causa mutação 
Ação do HPV
busca das células basais ou metaplásicas
ativas
HPV: não é único, mas essencial para criar 
doenças.
11º Termo Ginecologia e Obstetrícia Guilherme Romano - TIII
Fatores de risco para contrair HPV: 
• Coitarca precoce – antes 19 anos
• Primeiro parto precoce (mais metaplasia, 
imunossupressão pelo feto)
• Número de parceiros (4, >10) – comportamento 
sexual
• Disbioses vaginais
• Outras ISTs
• Imunosupressão (LES, estresse, neoplasia)
• Fatores adjuvantes – tabagismo e nutrição 
inadequada
• Falta de exames de rastreamento
• Tratamento inadequado de citologias alteradas e 
infecções


Prevenção Primaria: Impacto de programas de 
Vacinação
Prevenção secundária: Rastreamento Câncer 
Colo Útero - teste de Papanicolaou: > 25 anos, 2 
exames consecutivos, 3/3 anos.
11º Termo Ginecologia e Obstetrícia Guilherme Romano - TIII
Epitélios alterados 
Exame normal: 
*célula com núcleo menor que citoplasma → 
LIEBG → LSIL
*célula com núcleo maior que citoplasma → LIEAG 
→ HSIL
*célula completamente com núcleo, destruição e 
hemácia → Tu invasor
LIEBG: Lesão intra-epitelial de Baixo Grau 
NIC I 
LIEAG - Lesão intra-epitelial de alto grau 
NIC II e NIC III 
Carcinoma Escamoso Invasor 
ASC-US -Células atípicas de significado 
indeterminado Células escamosas
AGC - Células atípicas de significado 
indeterminado Células glandulares
11º Termo Ginecologia e Obstetrícia Guilherme Romano - TIII
Adenocarcinoma “in situ” 
Adenocarcinoma invasor 
Sintomas das lesões colo útero HPV induzidas 
Lesões precursoras – são assintomáticas
Lesões invasivas iniciais:
• Corrimento vaginal
• Sangramento intermenstrual
• Sangramento às relações sexuais
Tumores avançados
• Dor e/ou dificuldade para urinar e/ou urinar
• Dor pélvica
• Sangramento abundante espontâneo, aos 
esforços ou durante a relação sexual
• Corrimento vaginal sanguinolento
• Corrimento fétido (quando com necrose tumoral)
R e a l i z a r b i o p s i a s e m p r e c o m l e s õ e s 
macroscópicas.
Biopsia do colo útero 
Passo a passo
Material:
• Colocação do especulo
• Assepsia com Polvidine
• Escolher a pinça
• Retirar o fragmento da área mais friável
• Comprimir com gaze
• Inserir 1 ou 2 tampões vaginais se necessário
• Preencher adequadamente o pedido do AP
• Colocar em frasco de formol
• Prescrever acido tranexâmico se sangramento 
intenso
• Orientar a retirada do tampão em 6 a 8 hs
Pinças de Biopsia:
- Definir a escolha do local 
- Fazer a fixação do material: formalina 10%
- Preencher solicitação de citologia
- Preencher solicitação de histologia
Cuidados pós Biopsia 
Orientações:
• agendar data para pegar resultado
• Dipirona se dor
Controle de sangramento
• Hemogin (percloreto férrico)
• Tampão vaginal
• Ácido tranexâmico
• Evitar relação sexual
• Retirar depois de 6 a 8 hs
Thomaz Gaylor
Saca-bocado
Rotatória de Baliu
11º Termo Ginecologia e Obstetrícia Guilherme Romano - TIII
Câncer de Endométrio 
 
Fase folicular = fase proliferativa
Fase lútea = fase secretora
Ação estrogênica causa prol i feração do 
endométrio,ou seja excesso de estrógeno = 
excesso de proliferação aumenta mitose e 
"escapa" uma célula alterada → hiperplasia 
endometrial cística, mas ela pode evoluir para uma 
Hiperplasia endometrial com atipia que é precursor 
do CA de endométrio.
Fatores de Risco 
• Obesidade (aromatização periférica)
• Hipertensão
• Diabetes
• Uso de terapia hormonal
• Infertilidade (SOP)
• Ciclo menstrual irregular (no climatério)
Prevenção Primaria do Câncer de Endométrio
• Tratar irregularidades menstruais (menacme, 
climatério)
• Evitar obesidade.
• Uso de TRH com orientação médica e 
seguimento.
Quando investigar o endométrio 
• Queixa de sangramento 12 meses desde o último 
período menstrual em mulheres que não estão sob 
terapia hormonal (TH) para sintomas do climatério.
• Mulheres na pré-menopausa ou perimenopausa 
apresentam sangramento intermenstrual ou 
menstruação prolongada, principalmente se 
relatarem antecedente de menstruação irregular, 
disfuncional, que sugere anovulação crônica.
• Mulheres em uso de TH devem ser investigadas 
quando apresentarem sangramento não 
programado.
Avaliação da paciente COM sangramento pós 
menopausa 
• Anamnese comp le ta , exame f í s i co e 
ginecológico, incluindo o exame especular para a 
visualização do colo uterino e vagina.
• Solicitar USTV - exame complementar com 
medida da espessura da linha endometrial e a 
avaliação da cavidade uterina.
• Ponto de corte para a espessura endometrial 
normal em US de mulheres menopausadas
• espessura : 5 mm - a probabilidade de a mulher ter
cêncer de endométrio (CE) é de +/- 10%.
• British Gynaecological Cancer Society, Mulheres 
com sangramento pós-menopausa e eco 
endometrial ≥ 4 mm devem ser investigadas. 
Se 11 
mm), sendo a biópsia de endométrio necessária 
nesses casos,
- 0,02% se o endométrio está fino (≤ 11 mm), 
dispensando a biópsia endometrial.
USTV
Video histeroscopia diagnóstica 
Biópsia endométrio 
Espessamento focal
Lesão vegetante | Doppler
11º Termo Ginecologia e Obstetrícia Guilherme Romano - TIII
Técnica de Novak (cureta):
1. Pedir para urinar
2. Preparar sua mesa – especulo, cheron, 
histerometro, Pozzi, solução não
alcoólica de assepsia e gases, instrumento para 
biopsia – cureta de Novak e seringa de 20 ml
3. Fazer toque vaginal – avaliar tamanho e posição
4. Inserir o especulo, visualizar, avaliar o colo e 
realizar antissepsia
5. Pinçar lábio anterior ou posterior do colo etracionar para retificar o corpo
6. Histerometria
7. Biopsia do endométrio – com cureta de 
NOVAKaspirando com seringa de 20 ml
8. Encaminhar para AP com pedido e rotulo
Técnica de Pipelle:
1. Pedir para urinar
2. Preparar sua mesa – especulo, cheron, 
histerometro, Pozzi, solução não alcoolica de 
assepsia e gases e instrumento para biopsia - 
Pipelle
3. Inserir o especulo, visualizar, avaliar o colo e 
realizar antissepsia
4. Não é necessário pinçar o colo com Pozzi
5. Introduzir a Pipelle, tracionar gradualmente a 
haste interna movimentando a cânula
6. Encaminhar para AP com pedido e rotulo
Técnica da sonda uretral:
1. Pedir para urinar
2. Preparar sua mesa – especulo, cheron, 
histerometro, Pozzi, solução não alcoolica de 
assepsia e gases, instrumento para biopsia - 
sonda uretral e seringa de 20 ml
3. Inserir o especulo, visualizar, avaliar o colo e 
realizar antissepsia
4. Não é necessário pinçar o colo com Pozzi
5. Introduzir a sonda uretral, tracionar o embolo 
para fazer pressão negativa e movimentar a sonda 
dentro do útero
6. Retirar o conjunto sem soltar o embolo da 
seringa
7. Encaminhar para AP com pedido e rotulo
11º Termo Ginecologia e Obstetrícia Guilherme Romano - TIII
Doenças vulvares 
 
Doenças Vulvares mais Comuns
• Purido Vulvar (queixa)
• Condilomas (HPV)
• Ulceras / Lesões friáveis ("machucados")
HPV - Como tratar? 
Fatores de escolha tipo terapia:
• Local acometido
• extensão doença 
• Custo/disponibilidade
• desejo paciente
• Efeitos colaterais
• Experiência médico
• Doenças associadas
• Gestação
• Imunossupressão
*5-FU pode usar em imunossuprimidos
Associação de métodos: Ex: Imiquimode + 
ressecção.
Ácido Tricloroacético (ATA) 80% 
• Uso 50-90%
• Causa necrose tissular tempo dependente → 
ocasiona desnaturação proteíca
• Doloroso
• Uso vulva, mucosas, colo, vagina
• Pode ser usado em gestantes
• uso semanal
Podofilina / Podofilotoxina 
• Podofilina 10-25% → principal vaselina sólida
• Ação: inibe mitose → necrose celular (3-5d)
• M i s t u r a c o m p o n e n t e s → m a i s a t i v o 
podofilotoxina
• Podofilina - aplicações semanais pelo médico 
(máx 0,5ml ou 10cm²)
• Podofilotoxina - aplicação pelo paciente (2x/dia 
por 3 dias - pausa 4 dias)
• Uso em pele, não em mucosas
• Não usar em gestantes.
Imiquimode (imunomodulador) 
• Modificador resposta biológica → mimetiza 
re s p o s t a i m u n e n o r m a l 
(evasão viral)
•Uso 1 sachê 3x/semana - 
até 16 semanas
•Reações imunes locais são 
frequentes
•Uso isolado ou associado
•Ação local e a distância.
* H P V f a z e v a s ã o 
imunológica.
SGUM = Sindrome geniturinária na menopausa
~25% dos casos apresentam recidivas após tratamento
11º Termo Ginecologia e Obstetrícia Guilherme Romano - TIII
Métodos Físicos 
• Excisão local
• Eletrocirurgia/ bisturi elétrico
• Crioterapia - nitrogênio líquido, dispositivos 
resfriados
• Radiofrequência
• Laser
• Cuidado na destruição em profundidade - 
cicatrizes, fibrose, alterações na cor pele.
Suspeita de malignidade 
*Ação do HPV e fatores associados evolui para 
lesão, se não tratar, evolui para CA
Líquen Escleroso - Malignização 
• Risco de evoluir para câncer de vulva
• Seguimento anual de todas as pacientes mesmo 
com sintomas controlados.
• B i o p s i a d e á re a s h i p e rq u e r a t ó t i c a s , 
hiperpigmentadas ou erosões.
Líquen
HPV induzido
Líquen
HPV dependente / HSIL/ NIV usual (jovem)
+ importante e malignização + rápido
HPV independente/ NIV diferenciada (idosa)
11º Termo Ginecologia e Obstetrícia Guilherme Romano - TIII
Biopsia materiais 
• Seringa ou carpule dentista
• Anestésicos
• Punch Keyes – 3 -5 mm
• Tesoura
• Pinça anatômica
• Substancia hemostática
• Formaldeído a 10%
Técnicas de biopsia de vulva 
Anestésico tópico
Lidocaína 70,0 mg.
Tetracaína 70,0 mg.
• Aplicação creme anestésico – (prilocaina 
2,5 mg + lidocaina 2,5mg)
•Anestesia local com lidocaina 1 a 2 % 
agulha hipodermica (carpule)
• Punch ou saca-bocados
•Sutura com Vicryl 4.0 ou monocryl 4.0.
Cuidados pós procedimento 
Eletrocautrização:
• Higiene várias vezes ao dia
• Aplicar dexpantenol várias vezes ao dia nos 
locais cauterizados até
cicatrização
• Evitar relações sexuais até cicatrização.
Após biopsia
• Higiene várias vezes ao dias
Para todas – Dipirona – 30 gotas se dor

Características das NIVs
Tipos de biópsia
Identificações de amostras
11º Termo Ginecologia e Obstetrícia Guilherme Romano - TIII
Pré-eclâmpsia 
Emergência hipertensiva ≥ 160 x 110 
1. Hidralazina 5mg ___________ EV 
	 Após 20' pode repetir +5 mg
	 Após 20' pode repetir +5 mg
	 Máximo até 30 mg/dia 
Não fazer outra dose se tiver ≤	 160 ou 110
*Apresentação:
1 ampola = 20 mg/mL → 1 mL
↓
1 mL de hidralazina + 19 mL de AD
↓ 
5 mL = 5 mg
2. Nifedipino 10 mg ____________ VO
	 Após 20' pode repetir +10 mg
	 Após 20' pode repetir +10 mg
	 Máximo até 50 mg/dia
Se CONVULSÃO:
1. DLE
2. Guedel
3. AVP
4. Oxigeniterapia
*Se hipertensa = fazer hidralazina → Sulfato de Mg
Sulfato de Mg 
*Apresentação:
1 ampola (10%) = 10 mL → 1 g
1 ampola (50%) = 10 mL → 5 g
Ataque:
4 ampolas (10%) + SF 0,9% 100 mL → correr em 
10 a 15'
Manutenção:
10 ampolas (10%) = 100 mL
SG (1000 - 100 mL) = 900 mL → 100 mL/h (1 g/h) 
por 24 h
Se convulsionar antes das 24 h, aumentar 50% da 
dose;
Exemplo = 6 g no ataque; 1,5 g na manutenção e 
manter por mais 24 horas, da convulsão.

11º Termo Ginecologia e Obstetrícia Guilherme Romano - TIII
PCR em gestantes 
ALTS: A, B, C... 
Gestante: C, A, B, U 
*Monitorização e acesso venoso periférico 
primeiramente, sempre!!
C → circulação: 30:2 - 30 compressões torácicas 
para 2 ventilações
A → guedel, máscara de O2 a 100%, máscara 
laríngea, IOT?
B → respiração (manter oxigenação)
U → deslocamento uterino à E (da cava)
I. após 2 minutos de PCR fazer epinefrina/
adrenalina (1 ampola)
II. se em 4 minutos de PCR não voltar, fazer 
histerotomia de urgência/reanimação (cesária 
perimortem), deve ser realizada até o 5º minuto 
de RCP- > 20 semanas
III. Atenção! Se for ritmo chocável, não adianta 
fazer a RCP manual
Deslocamento uterino - descompressão da veia cava
	Aborto
	Placenta prévia
	Deslocamento prematuro da placenta
	Vasa prévia
	Lesão Cervical
	Causa Desconhecida
	Histologia
	Epitélios alterados
	Biopsia do colo útero
	Cuidados pós Biopsia
	ALTS: A, B, C...
	Gestante: C, A, B, U