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TEMA LIVRE • Physis Revista de Saúde Coletiva • 2022 O PAPEL DO ENFERMEIRO NA ASSISTÊNCIA AO PACIENTE PORTADOR DE HIPERTENSÃO ARTERIAL SISTÊMICA THE ROLE OF NURSES IN THE CARE OF PATIENTS WITH SYSTEMIC ARTERIAL HYPERTENSION Ana Cláudia Rocha Penido Rayssa de Souza Lara Marchezane Ana Clara Gonçalves Silva Camila Suzan de Souza Bragança Gabriella Pego Braga Ugoline Maria de Fátima da Silva Castro RESUMO A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é considerada uma doença crônica com maior prevalência de mortes no mundo. Este estudo teve como objetivo descrever o papel educativo do enfermeiro para uma precoce e efetiva detecção do paciente com Hipertensão Arterial Sistêmica. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura para elucidação da questão norteadora como tornar a assistência de enfermagem mais efetiva para a detecção precoce e controle da HAS. Resultados mostraram que a intervenção nos fatores modificáveis da HAS se fundamenta na mudança dos hábitos e estilos de vida que contribuem para o agravo da doença. Para tanto, a educação em saúde deve ser priorizada pelo enfermeiro, destacando a importância de hábitos saudáveis. Concluiu-se que os enfermeiros podem estimular o exercício do autocuidado. As práticas educativas devem atender às necessidades individuais e familiares para maior adesão ao tratamento não medicamentoso e medicamentoso, por parte do portador de HAS. O enfermeiro pode colaborar de forma significativa para a melhoria nas condições de saúde e qualidade de vida do portador de HAS. PALAVRAS-CHAVE: Hipertensão. Papel do Enfermeiro. Saúde Primária. Enfermagem. ABSTRACT Systemic Arterial Hypertension (SAH) is considered a chronic disease with the highest prevalence of deaths in the world. This study aimed to describe the educational role of nurses for an early and effective detection of patients with Systemic Arterial Hypertension. This is an integrative literature review to elucidate the guiding question of how to make nursing care more effective for the early detection and control of SAH. Results showed that intervention in the modifiable factors of SAH is based on changing habits and lifestyles that contribute to the worsening of the disease. Therefore, health education should be prioritized by nurses, highlighting the importance of healthy habits. It was concluded that nurses can encourage the exercise of self-care. Educational practices must meet individual and family needs for greater adherence to non-drug and drug treatment by patients with SAH. Nurses can contribute significantly to improving health conditions and quality of life for patients with SAH. KEYWORDS: Hypertension. Nurse's Role. Primary Health. Nursing. INTRODUÇÃO A Hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma condição clínica multifatorial que se caracteriza por níveis persistentemente elevados da pressão arterial (PA), quando a medida se mantém frequentemente acima de 140 por 90 mmHg. Tal situação ocasiona alto risco de eventos cardiovasculares fatais e não fatais, pelo fato de estar associada a alterações estruturais e/ou funcionais dos órgãos-alvo e alterações metabólicas. Devido à falta de informação e por ser assintomática essa doença vem aumentando em países em desenvolvimento (CARDOSO et al., 2019). Em nível mundial, a HAS afeta mais de 30% da população adulta, ou seja, mais de um bilhão de pessoas. Ocorre que metade delas não sabem que são hipertensas. Frente a isso, ataques cardíacos e acidentes vasculares encefálicos, por exemplo, se configuram em eventos frequentes e agudos causados, na maior parte, por um bloqueio arterial que impede o devido suprimento sanguíneo para estes órgãos. Entretanto, se bem controlada, a maioria das doenças cardiovasculares podem ser prevenidas por meio da adoção de estratégias que alcancem a população em geral (OPAS, 2020). Além disso, há outros aspectos que impactam na saúde dos hipertensos, tais como o agravante do diagnóstico tardio e a não adesão ao tratamento proposto. Isso, deixa o paciente exposto às complicações da doença, o que resulta em sofrimento para ele e para toda a sua família (BARRETO et al., 2018). Ainda segundo Barreto et al. (2018) cabe ao profissional de saúde, por meio do acompanhamento regular do hipertenso, conhecer seus hábitos de vida, inteirar-se sobre o que influencia diretamente no tratamento, que tipo de apoio familiar ele tem, entre outros, para que possa identificar as lacunas para a estruturação de ações de promoção de saúde e prevenção de doenças, que possam resultar num estilo de vida saudável. Neste sentido, a rede de Atenção Básica à Saúde, oferece serviços de cuidados em saúde de acordo com as necessidades individuais de cada um, conforme as diretrizes estabelecidas pelo Ministério da Saúde. Neste contexto, cabe ao enfermeiro atuar diretamente no cuidado por meio de ações educativas que possam modificar o estilo de vida do hipertenso a partir do diagnóstico precoce da doença, com o objetivo de manter os níveis pressóricos dentro dos padrões de normalidade (RABELO et al., 2019). Atualmente, a HAS é tida como sendo uma das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). Essas doenças são de alta incidência e magnitude no País, e frente a disso, foi elaborado o plano de enfrentamento das DCNT, que inclui o desenvolvimento e a implementação de políticas públicas efetivas, integradas, sustentáveis, para preveni-las e controlá-las, além de apoiar os serviços de saúde voltados às doenças crônicas. Anualmente as DCNT são responsáveis por 71% da mortalidade no mundo, o que representa 41 milhões de óbitos. Sendo assim, as ações de promoção de saúde são de extrema relevância e incluem, entre outros, a adoção de estilos de vida saudáveis e estímulo aos fatores protetores, como a alimentação saudável e a atividade física (SILVA et al., 2021). “O Ministério da Saúde lançou em 2011 o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das DCNT no Brasil, com o objetivo de promover o desenvolvimento e a implementação de políticas públicas efetivas, integradas, sustentáveis e baseadas em evidências para a prevenção e o controle das DCNT e seus fatores de risco até 2022. No âmbito global, a Organização Mundial de Saúde (OMS) aprovou, em 2013, o Plano de Ação para a Prevenção e Controle das DCNT, que incluiu opções de políticas, que implementadas coletivamente contribuem para o progresso das metas globais a serem alcançadas até 2025, constituindo-se numa importante agenda multilateral para o enfrentamento das DCNT” (SILVA et al., 2021). É de conhecimento geral que a hipertensão não tem cura, mas pode ser controlada, sem causar impacto na qualidade de vida das pessoas. Frente a isso, este estudo visa esclarecer à seguinte questão: como tornar a assistência de enfermagem mais efetiva para a detecção precoce e controle da HAS? Para responder a essa questão, foi estabelecido o seguinte objetivo: Compreender como a assistência de enfermagem poderá ser mais efetiva para a detecção precoce e controle da HAS, a partir do que vem sendo publicado na literatura. Visto que, a hipertensão arterial sistêmica (HAS) não tem cura e se configura na DCNT que mais acomete a população brasileira, é necessário que o enfermeiro dispense especial atenção aos pacientes, não somente no que se refere ao tratamento, mas também na sua detecção precoce, por meio da conscientização das pessoas que estão inseridas em sua área de atuação. Frente ao cenário apresentado, este estudo poderá contribuir para que os profissionais envolvidos possam refletir sobre as práticas que vêm adotando, a fim de aprimorá-las, para evitar as complicações oriundas da HAS não diagnosticada ou mal controlada. METODOLOGIA Trata-se de uma revisão integrativa (RI) da literatura, que é reconhecida como um método de pesquisadesde a década de 1980. A RI visa reunir (integrar) achados de trabalhos empíricos e teóricos, permitindo sintetizar resultados e aprofundar a compreensão sobre um fenômeno específico, com respeito à filiação epistemológica dos trabalhos incluídos. A RI deve respeitar um método rigoroso de busca, análise e síntese dos dados, permitindo a tomada de decisão frente a determinado problema, a fim de qualificá-lo (CASARIN et al., 2020). As seguintes etapas foram seguidas para o desenvolvimento do estudo, conforme preconizado neste método: estabelecimento da hipótese e objetivos da revisão; estabelecimento de critérios para inclusão e exclusão de artigos (seleção da amostra); definição das informações a serem extraídas dos artigos selecionados; análise dos resultados; discussão e apresentação dos resultados (CASARIN et al., 2020). Para guiar a revisão integrativa, formulou-se a seguinte questão: “Como tornar a assistência de enfermagem mais efetiva para a detecção precoce e controle da HAS?” A seleção dos artigos foi feita a partir da busca no banco de dados da Biblioteca Virtual em Saúde, Scientific Electronic Library Online- SciELO, LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), BDENF- Enfermagem e MEDLINE (Sistema Online de Busca e Análise de Literatura Médica). A fim de explorar as principais temáticas, utilizou-se dos seguintes descritores: “Enfermagem”; “Promoção da saúde”; “Hipertensão”; “Atenção primária à saúde”, conforme descritas no DeCS (descritores de saúde). Na busca com os descritores supracitados e operador booleano “and” obtivemos 39 publicações, após utilizar os critérios de inclusão: publicações a partir de 2017, em português e inglês, que abordavam o tema de tal forma a esclarecer a questão norteadora. Além disso, optou-se por artigos disponíveis na íntegra, com acesso gratuito em suas bases de dados. Foram excluídos os artigos incompletos, duplicados nas bases de dados, fora do período estabelecido e que não possibilitavam alcançar o objetivo proposto. Ao final, restaram 8 estudos que correspondiam aos critérios estabelecidos. Especificamente, 3 artigos foram obtidos na base de dados LILACS, 4 na BDENF- Enfermagem e 1 na MEDLINE. A partir dessa amostra, foi feita leitura prévia dos títulos, resumos e conclusões, a fim de avaliar se o conteúdo abordado contemplava o tema proposto e poderia elucidar a questão norteadora, após essa etapa, restaram 4 artigos que correspondem à amostra final desse estudo para a compreensão de quais estratégias vêm sendo utilizadas para tornar a assistência de enfermagem mais efetiva. RESULTADO A amostra final foi constituída de 4 (quatro) publicações. Em relação à categoria profissional e título dos autores principais, destaca-se o enfermeiro em 100% das publicações, em sua maioria (75%) são doutores e outros (25%) são mestres. Esses dados reforçam a importância e interesse do enfermeiro pelo tema. Quanto ao ano de publicação constatou-se que, (100%) das publicações foram no ano de 2018, conforme evidenciado na tabela 1. Tabela 1 - Artigos selecionados para a revisão integrativa da literatura por ano de publicação. Belo horizonte, 2022. Ano de publicação Quantidade de artigos Porcentagem (%) 2018 4 100 Referente ao nível de evidência, observou-se que todos os estudos selecionados são de evidência nível IV, estudo com desenho não-experimental como pesquisa descritiva correlacional e qualitativa ou estudos de caso. Em relação a classificação das revistas segundo a Qualis o estudo que obteve maior número de classificação foi B4, de acordo com a tabela 2. Tabela 2 - Caracterização dos artigos selecionados segundo título, autor, ano, nome do periódico, Qualis e nível de evidência. Belo Horizonte, 2022. Título Autor e Ano Periódico e classificação Qualis Nível de evidência Educação em saúde na atenção básica: uma análise das ações com hipertensos Vasconcelos et al., 2018 Rev. APS Qualis B3 IV Evidências clínicas para hipertensos e diabéticos na saúde da família Costa; Duran, 2018 Rev enferm UFPE Qualis B4 IV Ressignificação do cuidado às pessoas com hipertensão arterial sistêmica Silva et al., 2018 Rev enferm UFPE Qualis B4 IV Sistematização da assistência de enfermagem na atenção primária as pessoas portadoras de hipertensão arterial Pinto; Rodrigues, 2018 Rev Nursing Qualis B2 IV Após a leitura e análise das publicações, foram destacados os fatores que dificultam e facilitam à adesão do paciente ao tratamento corroborando com controle da hipertensão, visando uma assistência mais adequada. Quadro 1 - Síntese dos fatores dificultadores que afetam ao tratamento adequado e o controle da HAS, identificados nos estudos analisados. Belo Horizonte, 2022. Fatores dificultadores Quantidade de artigos Porcentagem (%) Conhecimento deficiente dos usuários 2 50 Metodologia centrada na doença e nas consultas médicas 3 75 Ampliação do universo literário acerca das ações de saúde desenvolvidas com essa população 1 25 Falha no vínculo e conhecimento dos profissionais 4 100 Falta de infraestrutura 1 25 Conforme o quadro acima, os artigos mostram que, o maior dificultador apresentado foi à falta de vínculo e conhecimento dos profissionais, seguida do uso de metodologias centradas na doença e nas consultas médicas. Quadro 2 - Síntese dos fatores facilitadores na adesão do paciente no tratamento e controle da HAS, identificados nos estudos analisados. Belo Horizonte, 2022. Fatores facilitadores Nº de artigos Porcentagem (%) Metodologia participativa e inovadora (ações em grupos) 3 75 Capacitação do autocuidado 2 50 Vínculo entre o paciente e o profissional 1 25 Ações educativas 2 50 Cuidado individualizado e baseado em evidências. 4 100 De acordo com o quadro acima foram identificados como fatores facilitadores o cuidado individualizado e baseado em evidências, seguido do uso de metodologias participativas e inovadoras. Para a análise dos dados foi selecionado os temas abordados pelos autores, que foram subdivididos em 03 categorias, sendo elas: Cuidado individualizado e baseado em evidências; Metodologia participativa e inovadora (ações em grupos); Capacitação do autocuidado. DISCUSSÃO Cuidado individualizado e baseado em evidências É de grande importância que o profissional enfermeiro possa exercer o seu papel de forma a acolher as muitas eventualidades, circunstâncias, hábitos e as diferentes necessidades que norteiam seus pacientes, como a condição de vida, as dificuldades inerentes às diversas classes sociais e até mesmo questões que vão além do âmbito hospitalar e que podem envolver muitos riscos ao paciente e comprometer a sua saúde e bem-estar plenas (PÓVOA R, 2020). A enfermagem, diante desta situação, deve pautar-se na inclusão de ações que possibilitem promover a sensibilização do paciente em relação as mudanças de hábitos para alcançar mais controle das dificuldades encontradas, definindo um novo estilo de vida, com ações que reduzam o sedentarismo e a obesidade, com medidas de promoção à saúde através das atividades educativas (PINTO; RODRIGUES, 2018). A presença de uma equipe multidisciplinar também contribui de forma eficaz na adesão ao tratamento da HAS. Dessa forma, é de extrema importância a atuação de uma equipe em busca da prevenção de complicações em pacientes hipertensos. Cabe aos profissionais estarem devidamente orientados sobre as características da doença assim como as formas de tratamento, objetivando melhor domínio sobre a doença. (COSTA YF, et al., 2014; TOLEDOMM, et al., 2017). Metodologia participativa e inovadora (ações em grupos) Os profissionais de saúde são responsáveis pela comunicação direta com os pacientes e pelo devido conhecimento acerca da condição de saúde de cada um dos enfermos. Dessa forma, a abordagem multiprofissional,por meio dos diversos saberes que os profissionais envolvidos possuem em conjunto com a realização de grupos de apoio educativo têm se mostrado um instrumento de grande valor no tratamento da doença hipertensiva, por se tratar de uma forma de interação entre os profissionais e os usuários do sistema de saúde, fazendo com que estes possam refletir e expor a sua realidade, podendo observar os problemas mais comuns entre eles, trocar experiências e propor mudanças de hábitos e estilos de vida (TOLEDO MM, et al., 2017). A educação em saúde é um dos principais dispositivos para viabilizar a promoção da saúde na Atenção Básica (AB) no Brasil e constitui-se como uma estratégia no cuidado à clientela hipertensa, atuando na prevenção e redução dos agravos decorrentes da doença (VASCONCELOS et al., 2018). Sendo assim, as ações educativas são uma ferramenta fundamental no combate às doenças crônicas, principalmente à Hipertensão Arterial Sistêmica. Estas ações possuem o mesmo propósito de promover a saúde à clientela acometida por esta doença, mesmo continuando em sua maioria com o uso de atividades tradicionais, como palestras e abordagem grupal, com uso de metodologias tradicionais (VASCONCELOS et al., 2018). Capacitação do autocuidado Indica-se que a mudança no estilo de vida é a base para o tratamento e a prevenção das complicações relacionadas à HAS. Tais mudanças abrangem a adesão ao tratamento, hábitos alimentares saudáveis, abandono do sedentarismo e do tabagismo. Nesse sentido, nota-se a educação em saúde, para escolhas do usuário que colaborem com o tratamento, como o foco do cuidado de Enfermagem (COSTA; DURAN, 2018). Visto que os pacientes hipertensos perdem o interesse às mudanças, devido ao fato de cronicidade da doença e mesmo tendo consciência de hábitos inapropriados, é preciso verificar as questões de educação em saúde para promoção de adesão do paciente aos serviços terapêuticos com ações para prevenção e controle da doença, visando esclarecer as dúvidas, promover o protagonismo no tratamento proposto e minimização de agravos e capacitando o autocuidado (PINTO; RODRIGUES, 2018). CONSIDERAÇÕES FINAIS Evidenciou-se através deste estudo que o papel do enfermeiro na assistência ao portador de HAS vai muito além de mediador entre o paciente e a patologia, o enfermeiro através da proximidade e vínculo com o paciente tem a capacidade de auxiliar e educar no processo de modificação de hábitos. Além de educador é o profissional de saúde que tem o potencial de fazer com que o hipertenso reconheça e aceite seu estado clínico, inclusive apresentando estratégias para uma melhor qualidade de vida. Desta maneira, o enfermeiro realiza um acompanhamento junto com o paciente assim desenvolvendo vínculo e um cuidado individualizado baseado em evidências utilizando de metodologias participativas e inovadoras, minimizando os riscos da falta de adesão ao tratamento. Sendo assim, ele desempenha um papel fundamental na conscientização do paciente como protagonista da sua história e incentivando o autocuidado, por meio da adoção de hábitos de vida mais saudáveis como a diminuição de sal no preparo das refeições, a realização de atividades físicas entre outros métodos não farmacológicos que podem ser adotados visando uma melhora no quadro clínico. Portanto, neste estudo, as questões referentes à melhoria do estilo de vida, colocam o enfermeiro como profissional que lida diretamente com o portador de HAS e através da educação em saúde o auxilia no seu autocuidado para o controle e prevenção da patologia, por meio de adaptações a serem realizadas pelo próprio paciente tendo o enfermeiro como apoio e favorecendo o desenvolvimento da assistência em enfermagem. AGRADECIMENTOS Agradecimento especial a nossa orientadora Maria de Fátima da Silva Castro, que nos guiou ao longo do caminho, sem a qual nada disso seria possível. Obrigada pela dedicação, carinho e tempo despendido, nos auxiliando na realização deste trabalho de Conclusão de Curso. REFERÊNCIAS BARRETO, Mayckel da Silva et al. Não utilização de consultas de rotina na Atenção Básica por pessoas com hipertensão arterial. Ciência & Saúde Coletiva, [S.L.], v. 23, n. 3, p. 795-804, mar. 2018. FapUNIFESP (SciELO). http://dx.doi.org/10.1590/1413-81232018233.12132016. 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