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Julia Lozinsky 
 
FUNDAMENTOS DE RADIOLOGIA E ULTRASSONOGRAFIA 
Aula 1 
Bases físicas para a ultrassonografia 
Por que saber? Para entender como a imagem vai aparecer para poder interpretar. 
Vantagens: É um método não invasivo ou minimamente invasiva, que não utiliza radiação 
ionizante e a aquisição de imagens é feita em tempo real. É possível visualizar movimentos de 
estruturas. Ex: batimento cardíaco fetal. Isso se da pois o aparelho da 30 quadros de imagens 
por segundo. 
Ajuda guiar procedimentos minimamente invasivos: Cistocentese 
Desvantagem: É um operador dependente, ou seja, é necessário um profissional com 
experiência para fazer boas imagens diagnósticas. E não avalia funcionalidade dos órgãos, vai 
ser avaliado morfologia. Não faz avaliação histopatológica, ou seja, uma massa não dá para se 
definir se é maligna ou benigna. 
Como funciona um ultrassom? 
• Se origina pela vibração de um material que se propaga em forma de onda. 
O que é uma onda? É uma perturbação temporária situada no meio físico que vai se propagar 
no mesmo meio. 
O ultrassom é um meio mecânico, ou seja, ele precisa de um meio para se propagar. As ondas 
eletromagnéticas, não precisam do meio para se propagar (raioX), podendo se propagar em 
um vaco. O ultrassom então vai se propagar pelos tecidos/líquidos biológicos do paciente. 
O ultrassom vai ser uma onda mecânica com uma frequência superior a o que um ouvido 
humano pode perceber. São acima de 20.000 Hrz 
 
 
Características das ondas 
Comprimento de onda: 
- É determinado por Lambida, ele é o intervalo do pico de uma onda e o pico da onda seguinte. 
Ondas de comprimento maior tem a frequência menor e ondas de comprimento menor tem 
uma frequência maior. 
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Quando se está falando de ondas menores, de alta frequência, vão se atingir/visualizar melhor 
estrutura superficiais. Então uma onda de maior comprimento, ou seja, de menor frequência, 
vai ser visualizado estruturas mais profundas. 
Um pequeno comprimento de onda se tem a melhor qualidade de imagem e o maior 
comprimento de onda vai ter menor resolução. 
Ex: Abdômen de um pinscher – frequência alta; Dogue alemão – frequência baixa. 
Avaliação musculo esquelético e tireoide – frequências mais altas. 
Como o ultrassom funciona? 
É a emissão de ultrassom sobre os tecidos, emitindo um pulso sonoro (ondas sonoras). Esses 
tecidos ensonados vão interagir com o som, gerando um eco, retornando para o aparelho e 
gerando um ponto de luz na tela. Pode ser um ponto de luz intenso ou não intenso ou não 
formar imagem. 
Por conta dessa interação vai poder ocorrer: 
• Atenuação: Resulta da interação do som com o meio. Quanto maior distância mais a 
atenuação. 
Uma frequência muito alta para uma estrutura muito profunda, vai ter muita atenuação, pois 
irá perder muito intensidade do sinal. Existe forma de diminuir essa atenuação. 
• Reflexão: Refere-se a pequenas porções da onda sonora que batem em superfícies que 
refletem e retornam ao transdutor. Ela vai depender da densidade do meio 
(impedância acústica). 
Se não for refletido, não gera eco, então não terá imagem. 
• Absorção: Ela vai ocorrer pela transformação acústica em calor. As pequenas porções 
de onda então são absorvidas gerando calor. O que contribui para atenuação. 
A ultrassonografia é o resultado das reflexões de ultrassons nos diversos meios ao longo do 
caminho. Então o equipamento vai realizar a leitura e vai traduzir uma imagem. Se tem um 
meio muito denso, que gera muito retorno, vai ter então uma imagem mais branca, brilhante. 
Se tem um tecido ou uma estrutura que reflete menos o som, vai ter uma imagem, mas não 
tão branca, sendo um cinza escuro. Se não tiver reflexão, vai gerar uma imagem preta. Sem a 
densidade não teria a diferença de imagens, seria tudo um borrão. 
Transdutor 
É a peça mais nobre do aparelho, é ele que vai produzir as ondas, ele tem na superfície 
elemento piezelétricos, sendo cristais de quartzo ou cerâmica. 
O que é o efeito piezoeléctrico? É a capacidade de uma substância de produzir uma onda 
sonora quando submetido a um estímulo elétrico. Vão se produzir ondas mecânicas através de 
ondas eletromagnéticas. 
Julia Lozinsky 
 
Ao exercer uma pressão mecânica se gera um diferencial de potencial elétrico que é 
determinado pela segmento da lâmina, ou seja, uma onda mecânica que gera um onda 
eletromagnética e ao mesmo tempo o efeito piezo reverso, tendo um potencial elétrico que 
vai sobre a superfície do cristal que ai vai expandir/retrair gerando ondas sonoras. 
Para cada tipo de exame existe um tipo de transdutor. Para ultrassom abdominal se usa 
basicamente dois ou três, sendo eles: 
• Linear: Imagem retangular com feixes mais agrupados 
• Convexo ou micro convexo que vai dar uma imagem em forma de cunha/leque, que 
são feixes sonoras mais divergentes. 
O tradutor linear é de alta frequência, eles vão de 10-18 mHz, ou seja, vai atingir uma menor 
profundida, conferindo uma melhor qualidade de imagem. Vai ser usado para o exame de um 
gato, um cão muito pequeno, para ver estruturas mais superficiais como o ovário, adrenal, as 
camadas do intestino. 
O micro convexo que são usados possuem uma frequência intermediaria, não é tão baixa pois 
tem transdutores que chegam a 2-3 mHz e este é de 5-8,5 mHz, mas eles têm um bom 
equilíbrio entre penetração e qualidade de imagem, ou seja, eles têm uma boa profundidade 
com uma boa imagem. Pode ser utilizado em um cão de mais aporte, um obeso por exemplo. 
Modo de processamento dos ecos 
• Modo brilho (B) ou bidimensional 
Mostra a ecogenicidade, ou seja, os tons de cinza. É a imagem normal de um ultrassom 
determinado pelos ecos nos transdutores. 
• Modo movimento 
É o modo em que se tem um gráfico, que tem que ser associado ao modo B, para que se gere 
as linhas paralelas, um gráfico de ondas. Vai se ver estruturas em movimento. Não é o 
dinamismo do ultrassom, é um modo que se avalia estruturas em movimentos, como 
batimentos cardíacos fetais. 
Vão ser linhas paralelas que correm na tela em função do tempo e essas linhas vão emitir um 
gráfico, que a partir dele vai ser possível medir a frequência cardíaca do feto por exemplo. 
• Modo doppler 
Vai ser ter uma tela em modo B em que vai se jogar o doppler sendo possível ver o fluxo 
sanguíneo. Vai mostrar um mapa de cor, sendo o que for azul é fluxo que está se afastando e o 
que é vermelho é o que está se aproximando do transdutor. O doppler então vai dar a direção 
do fluxo e toda a perfusão sanguínea daquele órgão (hemodinâmica). 
Definições da imagem quanto a ecogenicidade 
É uma terminologia para descrever a imagem que se está vendo. 
Julia Lozinsky 
 
• Ecogênico: geração/ formação de eco, então ela tem a capacidade de gerar eco, ou 
seja, de formar imagens. 
• Hiperecogênica: É uma estrutura que reflete muito o som, então se tem um eco 
retornando. O transdutor então vai entender que o eco vai voltar com muito 
intensidade, formando uma imagem muito mais branca na tela, tendo maior brilho. 
• Hipoecogênico: São estruturas que não refletem tanto, mas ainda refletem, mas são 
de menor ecogenicidade. 
• Anecogênico: Não tem a produção de eco, ou seja, não tem a formação de uma 
imagem. 
• Isoecogênico: Estruturas que terão a mesma ecogenicidade de outras estruturas. 
Tudo que for preto no ultrassom não será líquido, mas todo líquido vai formar uma imagem 
preta. 
Definições da imagem quanto a ecotextura do parênquima 
Ecotextura é o modo de distribuição interno do eco dentro dos órgãos ou estruturas avaliadas. 
Então todo baço será igual, agora se tem uma alteração inflamatória ou neoplásica, pode-se 
ter uma alteração de ecos, não ficando mais uma estrutura homogênea e sim heterogênica. 
Artefatos de técnica 
São resultando de exibição de eco que retornam ao transdutor de forma errada ou estão 
ausentes. Eles podem ajudar a diagnosticar uma alteração. 
• Sombreamento acústico: 
Resultante da interação do ultrassom com o limite acústicoaltamente reflexível, como um 
cálculo ou um osso. Então se tem uma estrutura que reflete muito som, esse vai retornar todo 
e não vai passar para o meio posterior por ter sido bloqueado, então vai ter uma estrutura 
hiperecogênica e depois dessa estrutura vai ter uma sombra. 
Sombra é uma imagem preta, anecogênica. Todo corpo estrando vai formar uma sombra. A 
sombra acústica vai ser mais forte se o feixe estiver abatendo diretamente no cálculo, se tiver 
meio de lado pode ser que a sombra não fique tão clara. 
• Reforço acústico: 
É o contrário do sombreamento. É observado posteriormente os tecidos ou estruturas de 
baixa atenuação (líquidos), se tem uma evidenciação de uma área mais ecogênica, 
hiperecogênica posterior, tendo um brilho mais forte, como vesícula biliar, cistos, bexiga. 
• Sombreamento lateral: 
Ele é o que vai ocorrer nas margens de superfícies curvas. Acontece que se tem um feixe 
sonoro e ele bate na margem da superfície curva, assim ele será desviado, sendo refratado. Ele 
se perde, não voltando para o transdutor e assim se tem uma ausência de imagem nas 
margens. Isso ajuda muito para se procurar um testículo na cavidade pois ele tem a superfície 
curva, os ovários também. Tudo o que tiver estrutura curva vai formar esta imagem. 
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• Reverberação 
Atrapalha na hora do exame. São inúmeros linhas ecogênicas paralelas resulta de múltiplas 
reflexões, aparecendo em cavidades com gás como o estomago, intestino e pulmão, isso 
porque o ar é inimigo do ultrassom. Vai ser direcionado para várias direções, formando uma 
cortina (cauda de cometa). 
Muitas vezes vai ter todo um preparo para se fazer este tipo de exame. Quanto mais gás, mas 
branca serão as linhas porque está tendo maior reverberação. 
• Imagem em espelho 
Difícil de visualizar. Ocorre quando o ultrassom é refletido a partir de uma interface curva 
altamente reflexiva. Ex: Diafragma 
Acontece que o ultrassom caminha até bater em uma superfície curva, que é refratária, e 
assim vai voltar para o transdutor. O aparelho vai entender que demorou para voltar, então a 
distância da estrutura está mais profunda, mas na verdade está é refratada, então vai gerar 
uma imagem mais profunda. 
Aula 2 
Semiologia ultrassonográfica 
Estudos dos sinais ultrassonográficos que vão ajudar a achar um diagnóstico. Então vai se 
estabelecer uma sequência de raciocínio que vai ajudar a interpretar a imagem, porque que na 
ultra é necessário ter esta sequência. 
Relembrando a aula passado: 
A ultrassonografia é o resultado da interação das ondas sonoras com os tecidos insonados e 
dependendo da característica do tecido vai ser ter uma reflexão. Essas interações vão gerar 
absorção, reflexão e atenuação (perda da intensidade do sinal). 
Atenuação reduz de acordo com a distância de uma 
maneira constante, tendo a diminuição da intensidade 
do feixe. Alguns tecidos atenuam mais que outros, 
como tecidos ricos em colágeno, glicogênio, gordura, 
material cristalino vão atenuar mais, tendo um mais 
coeficiente de atenuação, ou seja, essas estruturas 
causam uma maior reflexão, gerando um eco mais 
intenso e o transdutor vai interpretar como uma 
imagem mais branca, hiperecogênica. 
Padrões ecográficos básicos: 
O que são? São padrões no qual se consegue se 
caracterizar muito bem na ultrassonografia, ou seja, 
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vai se olhar e já é possível descrever o padrão de uma estrutura. 
Padrão cístico – Estrutura ou lesão bem definida, com parede bem definidas, estruturas no 
interior anecogênico (preto) e homogêneo, estruturas arredondadas. Podem ser classificadas 
com o cístico simples ou complexo. 
Simples – Conteúdo anecogênico e homogêneo 
Complexo – Presença de trabeculações no interior. 
Sempre o interior do cisto vai ser líquido, por isso anecogênico. São arredondados e com 
líquido dentro, então o artefato será de reforço acústico 
 
 Trabeculações 
Gasoso – Aparecem em estruturas ocas ou lesões que produzem artefatos que indiquem 
presença de gás, sendo elas as linhas paralelas (reverberação). 
Sólido – A estrutura sabidamente é um tecido. Classificado como nódulo quando menor de 
4cm e massa quando for maior que 4 cm. As lesões podem ser hiperecogênica ou 
hipoecogênica (de acordo com a cor do tecido onde ele se encontrar). 
Fluido/ líquido – Conteúdos anecogênico podendo ter debris finos ou grosseiros em 
suspensão. 
Cálcico/mineral – estrutura com mineralização, ou seja, tem um coeficiente de atenuação 
muito maior, então vai se te uma imagem hiperecogênica, que é a interação do feixe sonoro 
com uma estrutura que vai refletir muito o som e com sombreamento acústico (resultado da 
interação do som com estruturas muito densas e refletoras). Ex: cálculo e osso. 
Técnicas ultrassonográficas para a cavidade abdominal: 
Vai ajudar a fazer um bom exame. 
• Preparação do paciente 
Tricotomia – O pelo bloqueia o ultrassom, atrapalhando a formação da imagem, sendo uma 
tricotomia ampla. O pelo retém ar 
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Gel condutor – vai conduzir o ultrassom, ele vai aumentar a superfície de contato e diminuir a 
interface do ar. 
Jejum prévia de 8 a 12 horas. Nem sempre é possível, as vezes é uma emergência então o 
animal não estará em jejum, caso o conteúdo esteja atrapalhando se pede para repetir o 
exame. O jejum prévio é para prevenir a sobre posição do estomago em outros órgãos caso ele 
esteja muito cheio, com muito alimento, vai atrapalhar a visualizar o fígado e pâncreas por 
exemplo. Animais diabéticos devem-se marcar o mais cedo possível para não desregular o 
horário de medicação e alimentação. 
Antifiséticos – Luftal; Para diminuir a sobreposição do conteúdo gástrico, evita o desconforto 
do paciente, paciente muito agitados com aerofagia que chegam na clinica esbaforidos, 
engolindo muito ar possuem muito gás dentro do estomago. 
Orientação da imagem e posição do paciente: 
O exame tem que ser realizado sempre seguindo uma sequência, uma ordem. É muito 
importante seguir esse padrão. Além disso, o paciente tem que estar do lado direito do 
veterinário, com a cabeça virada para o aparelho e em decúbito dorsal. O que está para cima é 
ventral e para baixo da imagem é dorsal. 
Bexiga – baço – rim esquerdo – estomago – rim direto – fígado – vesícula biliar 
Parâmetros a serem avaliados: 
• Topografia: 
Anatomia; Ela vai dizer a localização do órgão ou lesão. Um órgão em sua posição anatômica ele vai ser 
chamado de habitual, mas se não está na sua localização, vai ser chamado que ectópico. Ex: testículo 
dentro da cavidade abdominal. 
• Contornos: 
De uma lesão ou órgão, podendo ser definido, pouco definido ou não definido. Uma lesão no qual se 
consegue visualizar onde ela começa e onde ela terminar, quer dizer que ela é bem definida. Uma lesão 
ou órgão não qual no se vê nem onde começa nem onde termina é não definida e quando tiver uma 
lesão no qual se vê onde começa, mas não onde termina é pouco definida. 
Os órgãos em sua maioria são definidos sendo assim contorno acaba sendo mais usado para lesões. 
• Margens: 
Fígado e baço são órgãos que tem definição, então podemos dizer que são as margens do órgão. O 
normal desses órgãos são terem margens finas, um hepatomegalia essas margens tendem a ficar 
arredondadas, então é muito importante saber da margem pois pode indicar alterações de tamanho dos 
órgãos. 
Normal – Finas, afiladas e regulares 
Anormal – Abauladas ou arredondadas 
 
 
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• Superfície: 
“Sensação tátil do órgão”. A superfície de um órgão tem que ser lisa ou regular, agora quando se tem 
uma alteração em um órgão, como um fígado com cirrose, que causa uma fibrose e diminuição do 
fígado, vai ter uma superfície irregular ou serrilhada. 
• Formato: 
Formato habitual é quando a estrutura se encontra no seu formato normal ou se não pode estar 
deformado. 
Deformado pode ser deforma intrínseca, quando for do próprio órgão ou extrínseca quando for algum 
fator que está deformando aquele órgão. 
Não se pode caracterizar o formato de uma lesão como habitual, deve-se usar formas geométricas na 
definição. 
• Dimensões: 
Tamanho da lesão, a imagem da ultra é bidimensional, mas o órgão é tridimensional, então 
quando for fazer uma medida, vai se medir o comprimento e a altura no plano longitudinal e a 
largura no plano transversal. 
• Arquitetura: 
É o todo do órgão. A parte vascular do órgão. Preservada ou dilatada. 
Aula 3 
Sistema Urinário 
Indicações para se fazer ultrassonografia: 
• Poliúria/Polidipsia 
• Hematúria/Disúria/Polaciúria 
• Vômitos de causa desconhecida 
• Abdômen agudo 
• Evidência clínica e/ou laboratorial 
Limitações – Este exame não fornece informações sobre o funcionamento do órgão. 
No sistema urinário vai se avaliar rins, uretra e bexiga. O ureter é difícil de se identificar pois 
ele é Isoecogênico, sendo possível ser avaliado apenas quando estiver dilatado ou com alguma 
obstrução. 
• Bexiga 
Anatomia: 
Órgão oco com forma de pera (piriforme), localizado no abdômen caudal e vai variar de acordo 
com a distensão. É dividido em trígono vesical, porção média e polo cranial. 
Anatomia ultrassonográfica: 
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Órgão de parede lisa sendo de 0,2-0,5 como distensão normal. Seu conteúdo é preto, ou seja, 
anecogênico e homogêneo. 
Anormalidades da bexiga: 
• Cistite crônica/aguda 
Consegue-se avaliar se há uma cronicidade através da parede espessa na região crânio ventral, 
pode-se ter múltiplos debris em suspensão no interior da bexiga que podem aumentar com a 
celulariade ou cristalúria. Sem esse espessamento pode-se falar que tem uma cistite, mas de 
forma aguda. A presença de gases e cristais vão ter ecos mais brilhantes, sendo 
hiperecogênicos em suspensão. 
• Cistite Enfisematosa 
Infecção por bactérias produtoras de gás, como a E. coli, então vai ser pelo acúmulo de gás 
intramural ou intraluminal. Ocorre em animais diabéticos por causa da glicosúria, no qual as 
bactérias usam a glicose para formar o gás. A presença de linha de reverberação no qual são 
providas do gás, mas elas não são .... porque elas vêm da parede. 
• Coágulos 
São comuns de se aparecer pós trauma ou em coagulopatias. O animal vai ter hematúria. Os 
coágulos costumam ser móveis, então eles estarão em suspensão, não formam sombra 
acústica, ou seja, não é hiperecogênico. Pode-se diferenciar de neoplasia com um doppler, 
pois se tiver vascularização não será um coágulo. 
• Cálculos 
São hiperecogênicos com padrão cálcico que vão formar sombra acústica. 
• Ruptura 
Muito difícil de se ver, não podem ser identificadas no ultrassom. Uma bexiga rompida vai 
estar vazia ou terá a presença de líquido livre no abdômen. 
• Neoplasias 
São mais frequentes em cães do que em gatos, sendo observado na bexiga um espessamento 
focal, por isso se pode confundir com um coágulo, assim se usa o doppler para o diferenciar. 
Existe um tumor de bexiga que é mais comum no cão, o carcinoma de células de transição, que 
acostumam acometer o trígono vesical, tendo um espessamento da região. Quando se há 
suspeita dessa patologia, não se deve fazer uma cistocentense pois pode correr o risco de 
romper e causar metástases. Normalmente se usa uma sonda, no qual se joga soro e puxa o 
conteúdo de dentro da bexiga. 
• Uretra 
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Nos machos pode ser visualizada a prostática e a peniana e nas fêmeas apenas a parte da 
uretra proximal. 
• Rins 
Consegue-se ter muita informação anatômica deste órgão, mas não funcional. Algumas 
alterações podem indicar uma doença de alteração funcional, mas quem confirma é o 
laboratório. 
É um órgão retroperitonial circundado por tecido adiposo, sendo o direito mais cranial que o 
esquerdo. O direito é uma imagem não tão boa quando a do esquerdo, por isso é importante 
se fazer uma boa tricotomia. 
O rim vai ter uma cápsula renal que vai dar a imagem de um fino eco brilhante. A região 
cortical é ecogênica por causa dos glomérulos e a região medular vai ser menos ecogênica por 
causa dos túbulos do sistema coletor, porque dentro deles passa líquido, assim tendo uma 
imagem mais escura. 
A pelve e a gordura pélvica são complexos ecogênicos centrais e na região entre a cortical e a 
medular, na junção córtico medular, é onde se encontram as artérias e as veias arqueadas. 
Planos de varredura: 
Corte longitudinal – Divide o rim em duas partes iguais, sendo dividido no meio. 
Corte transversal – Divide o rim no meio, mas de uma outra forma, vai ser possível ver um 
formato de cogumelo. 
Corte coronal – É o mais usado no exame, pegando uma imagem mais longitudinal. 
Avaliação das dimensões: 
Vai variar por causa do tamanho dos animais, então existe uma tabela no qual vai se baseia 
para ver se o rim está aumentado ou não. Os rins devem ser simétricos. 
Definição corticomedular X relação corticomedular 
Definição é quando se consegue se definir onde começa e termina casa região (medular e 
cortical) e a relação é a proporção entre elas, sendo uma relação matemática, que 
obrigatoriamente tem que ser de 1:1. 
Alterações difusas do parênquima renal: 
Alterações inespecíficas 
• Diminuição da definição corticomedular 
• Espessamento da cortical 
• Aumento da ecogenicidade da cortical (fica mais branca que o normal) 
• Alteração de ecotextura da cortical – alterações podem ser observadas em muitas 
doenças renais (nefrite glomerular, doença renal terminal, nefrocalcinose). 
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• Sinal medular – Um halo hiperecogênico que se visualiza paralelo a junção 
corticomedular, isso está associado a um depósito de material mineral ou lesão do 
epitélio tubular. Pode ser observado em PIF e FelV, mas não é patognomônico, mas 
também sendo encontrado em animais normais. 
• Doenças parasitárias – Normalmente acometem o rim direito, Dioctophyma renale. O 
parênquima é destruído, deixando a cápsula como uma bolsa cheia de parasita e os 
ovos. Na ultrassonografia vão aparecer os cortes transversais dos parasitas. 
• Cisto renal podendo ser um único cisto ou múltiplo cistos. 
• Gatos persas com a síndrome dos rins policísticos (PKD) 
Alterações da pelve renal: 
• Pielonefrite – Muito comum, é uma inflamação da pelve renal por uma infecção 
ascendente, normalmente ligada a uma cistite crônica, no qual sobe para a pelve. Vai 
ter um aumento do volume renal, estando com o rim dilatado e uma ecogenicidade 
aumentada na cortical. De acordo com o grau de dilatação, pode-se ter um 
parênquima destruído. 
• Hidronefrose – Dilatação da pelve, mas sendo secundário a uma obstrução. Os 
ureteres podem estar totalmente obstruídos na porção final e também a bexiga. Se 
tem a obstrução a meses, só restará uma fina camada de parênquima e o resto todo 
obstruído. 
• Cálculos renais – Imagens hiperecogênicos que formam sombra acústica, podendo 
ficar nos cálices o que levam a ser confundido com mineralização. 
• Ureteres 
Não são normalmente visualizados, vão poder ser vistos quando tiver uma obstrução, sendo 
detectados por causa de uma dilatação. É uma alteração ectópica. 
Aula 4 
Aparelho Reprodutor Masculino de Pequenos Animais 
• Anatomia Testicular 
Cães: São pendulares entre a região do períneo e a virilha, posicionados horizontalmente. 
Gatos: Estão na localização perineal. Eles possuem bastante pelo na região da bolsa escrotal, 
então deve-se fazer uma boa tricotomia para fazer uma boa ultrassonografia. 
 
 
 
 
 
 
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• Glândulas acessórias: 
Próstata – no gato não se visualiza com facilidade, nem a glândula do bulbo uretral. 
Como deve realizar o exame? 
Com um transdutor linear a 7 mHz, de alta frequência pois é uma estrutura de superfície, 
assim vai ter uma boa qualidade de imagem sem a necessidade de profundida. O animal tem 
que estar em decúbito dorsal e usando o gel condutor. 
Anatomia ultrassonográfica de testículo: 
Os testículos tem a ecotextura homogênea,ou seja, lisa. É Hipoecogênico ou Isoecogênico em 
relação a próstata. Tem a região central hiperecogênica (mediastino) e a capsula testicular 
com contornos regulares. 
O testículo vai ter um sombreamento lateral por ter suas superfícies curvas. Tem que se fazer 
o exame com a mão leve, pois é uma estrutura móvel, então em casos de estar no canal 
inguinal, com uma pressão alta, ele pode ser deslocado para o abdômen. 
 
Anatomia ultrassonográfica de próstata: 
É a única glândula acessória observada nos cães machos, normalmente encontrada na região 
abdominal, mas se a bexiga estiver muito vazia a próstata pode estar mais para a pelve e assim 
o osso vai atrapalhar a imagem. As dimensões variam por vários fatores como raça, idade, 
tamanho e se o animal for castrado (vai ter estímulos hormonais. É andrógeno dependente da 
testosterona, então em um animal castrado a próstata estará menor). 
O parênquima tem contornos definidos, superfície lisa, a ecogenicidade é de média a 
hipoecogênica e homogêneo. É uma estrutura bilobada e recoberta por um fina capsula de 
fibras musculares. 
Animais castrados (orquiectomizados) vão ter a próstata atrofiada e com a ecogenicidade 
menor, ficando mais escura. 
Principais patologias testiculares: 
• Criptorquidismo: 
É a não descido dos testículos da cavidade abdominal, podendo ser de um ou ambos. É uma 
doença congênita que ocorre em cães e gatos. Os testículos tem a origem embrionário igual 
aos ovários, sendo caudal aos rins e as vezes eles param no meio do caminho, por isso não 
descem. 
No caso dos cães, os testículos podem migrar para a bolsa escrotal até os 6 meses de idade. 
Quando dentro da cavidade eles ficam acima da temperatura da qual tem que ficar, então por 
isso ficam mais susceptíveis a ter neoplasias. 
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Os testículos na cavidade abdominal ou na região inguinal são comuns de serem encontrados 
dos 6 meses até 1 ano e meio de idade. Com o passar do tempo, esse testículo pode se tornar 
degenerado, diminuindo de volume e isso dificulta a avaliação. 
• Neoplasias testiculares: 
É o segundo tipo de neoplasia mais comum em cães e são raros em gatos. Pode ser de forma 
isolada, sendo um tipo de tumor ou de vários tipos. Os três tipos mais comuns de neoplasias 
são o sertolioma, seminomas e leydigoma. 
Não vai ser possível se definir o tipo de tumor, mas tem características, como no sertolioma, 
que causa a síndrome da feminilização, fazendo com que o individuo macho tenho 
características de fêmeas. 
A presença de lesões multifocais ou no parênquima podem ser diagnosticadas como uma 
neoplasia. Atrofias e degenerações podem estar associadas. 
O testículo vai ter um sombreamento lateral por ter suas superfícies curvas. Tem que se fazer 
o exame com a mão leve, pois é uma estrutura móvel. 
Patologias de próstata: 
• Hiperplasia prostática benigna (HPB) 
As neoplasias podem acontecer em animais castrados ou não. A HPB geralmente vai ocorrer 
em animais com mais de 6 anos, é causada por um estímulo androgênico (di-
hidrotestosterona), podendo ser subclínica ou apresentar sintomatologia. 
Vai ter um aumento da próstata (prostatomegalia) o que consequentemente vai ter o 
aumento da ecogenicidade do parênquima, podendo ou não estar heterogêneo, com 
estruturas císticas. 
• Prostites: 
São infecções bacterianas. O líquido prostático tem como função a proteção bacteriostática, 
então os mecanismos de defesa não funcionam direito neste caso. Vai ter como sinais clínicos, 
uma cistite crônica e a solução é a castração. 
• Neoplasias: 
Adenocarcinoma prostático. 
Aula 5 
Sistema gastrointestinal 
Tem um grande desafio, pois o acúmulo de gás atrapalha a avaliação da cavidade abdominal, 
além disso existe a falta de experiência para fazer a varredura completa de cada segmento. 
Indicações para fazer a ultrassonografia: 
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• Vomito persistente 
• Diarreia 
• Perda de peso 
• Dor abdominal 
• Massa abdominal a palpação 
• Histórico de ingestão de corpo estranho 
Aspectos ultrassonográficos normais do estômago 
O estômago possui de 4 a 5 movimentos peristálticos por minuto, possui parede medindo de 
0,2-0,5 em cães e 0,2-0,24 em gatos. Seu conteúdo geralmente apresenta moderada 
quantidade de gás e alimento (ecogênico misto). 
Aspectos ultrassonográficos das alças intestinais 
Geralmente apresentam moderada quantidade de conteúdo ecogênico e gás. A luz da alça 
intestinal sempre vai aparecer hiperecogênica ou anecogênica quando tiver uma dilatação por 
líquido. 
O duodeno descendente é mais espesso quando comparado com os outros segmentos 
intestinais (cães). Todos os segmentos do trato gastrointestinal possuem 5 camadas na 
parede: Serosa, Muscular, Submucosa, Mucosa e Lúmen. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Padrão reservado quando estiver normal: 
 
 
 
 
 
 
Julia Lozinsky 
 
• Neoplasias gastrointestinais 
Vai ter um espessamento da parede, sendo local ou difuso, irregular e com perda de padrão 
estratificado de camadas. Ao se detectar as alterações, podemos indicar medidas diagnósticas 
mais invasivas como laparotomias ou biopsias. Os mais comuns são adenocarcionomas, 
linfoma, leiomiossarcoma e leiomioma. 
Doenças gastrointestinais inflamatórias 
Vai ter o espessamento da parede, o que é um achado não específico, pois em uma gastrite 
aguda, não terá esse espessamento, isso leva um tempo para ocorrer. A aparência vai variar de 
acordo com o tipo, duração e extensão do processo, geralmente a inflamação causa o 
espessamento com preservação da estratificação das camadas. 
• Gastrite: 
Pode ser um espessamento difuso ou localizado e vai ter a redução de motilidade. OBS: o 
espessamento extensivo da parede gástrica, pode-se alterar a integridade das camadas. 
Obstrução do trato gastrointestinal 
Vai ser por um impedimento mecânico ou funcional de um conteúdo de seguir seu caminho. 
• Mecânica: 
De causa extrínseca (hérnia com ulceração) ou intrínseca (corpo estranho que bloqueia a 
passagem do conteúdo). A dilatação das alças intestinais, anterior a obstrução, vão fazer com 
que tenha um peristaltismo não evolutivo, fazendo com que o conteúdo vai e volte e próximo 
ao ponto de obstrução, pode ter o aumento do peristaltismo, sendo não evolutivo. 
• Funcional: 
É uma dificuldade do intestino em fazer o conteúdo progredir. Vai ocorrer por íleo funcional, 
enterites por vírus, atonia por distúrbios eletrolíticos, paralisia de atividade motora, dilatação 
fluida generalizada e hipomotilidade intestinal. 
• Corpo estranho 
Vai ser identificado através de uma radiografia ou ultrassonografia. A identificação do corpo 
estranho correlaciona-se com a suas características físicas (impedância acústica). Quanto 
maior a impedância, mais hiperecogênico, ou seja, vai ter uma imagem forte. 
Além disso vai ter um forte sombreamento acústico posterior. 
• Corpo estranho linear 
A linha é hiperecogênica que pode ou não produzir um sombreamento acústico. Essa linha 
pode fazer com que tenha um pregueamento intestinal, dependendo do grau vai dizer a 
gravidade e a duração da lesão. Pode a ver ruptura ou perfuração desse pregueamento. 
• Intussuscepção 
Julia Lozinsky 
 
Envolve mais frequentemente o intestino delgado e a junção ileocólica, ocorre entre uma alça 
e outra por uma causa secundária a enterites de alteração na motilidade, como um maior 
peristaltismo, diarreia crônica ou corpo estranho linear. Geralmente acontece mais com os 
filhotes. 
A imagem vai ser em alvo no corte transversal, tendo um segmento e outros em uma volta. 
Com o tempo pode causar necrose pela diminuição da vascularização. 
Aula 6 
Fígado e vesícula biliar 
É um dos exames mais subjetivos para avaliação. O fígado é o maior órgão do abdômen e a 
mais glândula do corpo, tem como função bioquímica, dentre elas o papel chave de 
metabolismo e digestão de alimentos. Além disso tem a função secretória e desintoxicante. 
As alterações bioquímicas mostradas em um exame dizem que 70% do parênquima já se 
encontracom alteração. Na ultrassonografia é possível ver alteração de 15% já acometida, 
tendo um exame bioquímico normal. 
O exame de ultrassonografia hepático nos permite avaliar as alterações de dimensões, formas, 
contornos, superfícies, margens, ecogenicidade e arquitetura interna dos vasos hepáticos. A 
dimensão é obtida por uma avaliação subjetiva. 
Anatomia hepática 
Não se tem a medida linear do fígado, por isso é difícil de se avaliar como um todo. Se tem 
parâmetros para definir se está ou não aumentado, como por exemplo sua localização. O 
fígado tem que estar entre o sexto e décimo primeiro espaço intercostal, passando desta 
localização pode ser indicado um aumento. 
A vesícula biliar pode ser observada no sétimo espaço intercostal. O fígado é dividido em 4 
lobos, 4sublobos e 2 processos, em casos de presença de líquido, vai poder ver a divisão dos 
lobos. Além disso, suas margens são afiladas, então quando arredondadas, também pode-se 
indicar um aumento. Sua superfície é lisa e o parênquima hepático normal vai ter a ecotextura 
uniforme ou homogênea, levemente mais grosseira (presença de vasos portais) que o baço e 
hipoecogênico ao baço. 
Anatomia dos vasos 
No fígado tem a presença de vasos portais e hepáticos. Os vasos portais possuem paredes 
ecogênicas, constituídas de tecido fibroso e gordura e os vasos hepático não possuem a 
parede ecogênica, então é menos visível. 
As artérias hepáticas não são rotineiramente observadas. 
Planos de varredura 
É o maior órgão do abdômen e com isso se deve fazer vários planos de exame ou varreduras 
para se conseguir imagens de todos os lobos hepáticos e da arquitetura venosa. 
Julia Lozinsky 
 
Doenças hepáticas 
Ultrassonograficamente, as lesões hepáticas podem se detectadas como alterações do padrão 
do parênquima, associadas ou não as alterações bioquímicas. 
• Difusas: 
Vai ter o aumento da ecogenicidade do parênquima, diminuição da ecogenicidade do 
parênquima e alterações da ecotextura. 
Alterações hiperecogênica: 
As alterações podem ser por uma infiltração gordurosa, lipidose, hepatopatia esteroide, 
hiperadrenocorticismo, diabetes mellitus, linfoma com menor frequência. Nestes casos 
poderão apresentar o fígado normal ou aumentando. 
A colangiohepatite crônica vai causar um aumento de volume, o que consequentemente vai 
alterar a ecotextura. 
A cirrose vai causar uma diminuição do órgão e deixando-o com contornos e superfície 
irregulares. 
O ligamento falciforme tem a mesma cor do fígado, então quando o fígado está 
hiperecogênico é possível ver a diferença. O normal é ser isoecogênico. 
Alterações hipoecogênica: 
• Difusas: 
Vai ser caracterizar por qualquer processo congestivo como as hepatites agudas, linfomas, 
leucemias, congestão passiva e intoxicação. Tem a diminuição generalizada da ecogenicidade 
do parênquima, evidenciando as paredes portais. 
Em uma cogestão passiva por ICC direta, pode-se observar a dilatação dos vasos hepáticos e 
veia cava caudal. 
A diminuição generalizada da ecogenicidade é a alteração mais comum visualizada nos exames 
de ultra, mas é uma alteração inespecífica porque pode estar associada a processos de virose, 
toxemia por infecções, hemoparasitose, etc. 
Em casos de piometra ou sepse o fígado fica escuro. 
• Focais: 
Podem ser únicas ou múltiplas, sendo mais comum as neoplasias, tendo imagens variadas. 
Podem dar ser hematomas, cistos ou abcessos. É necessário se fazer uma biópsia ou citologia 
para saber qual a enfermidade que está acometendo. 
Vesícula biliar 
Anatomia ultrassonográfica: 
Julia Lozinsky 
 
É visualizada a direita da linha média. É possível se ver o ducto de saída e o ducto cístico. Os 
ductos biliares intra-hepáticos não são visualizados normalmente. No gato o ducto pancreático 
se funde ao ducto biliar, secretando junto. 
A vesícula biliar tem um formato oval ou de gota, com a parede fina (dependendo do corte) e 
seu tamanho depende da repleção. 
• Lama Biliar: 
É um conteúdo ecogênico dentro da vesícula muito comum estar presente em jejuns 
prolongados, em animais sedentários ou mais idosos. É mais difícil de ser visualizado em gatos. 
Pode indicar estase biliar por anorexia ou jejum prolongado. 
• Litíase biliar: 
São raras em cães e gatos. Na maioria das vezes é um achado pois eles não implicam sinais 
clínicos. É visualizado uma pedra em vesícula ou em ductos, sendo fixos ou móveis. Produtor 
de sombra acústica (cálculo). 
• Alterações biliares: 
Espessamento de parede por uma inflamação ascendente da parede da vesícula, isso vai 
causar o aumento da ecogenicidade da parede. Pode ser observado em casos de colecistite, 
colangiohepatite, com presença ou não de lama biliar. 
Edema de parede: Normalmente vai ocorrer por ascite e com isso terá a presença de um halo 
anecogênico em volta. 
Pode ocorrer um espessamento focal por neoplasias ou pólipos e dilatação do ducto cístico 
(em gatos com obstrução das vias biliares por Platynosomum fastosum). 
Mucocele: é uma evolução crônica da colecistite. É uma condição inflamatória da vesícula 
biliar decorrente da retenção do conteúdo biliar e do aumento da secreção das glândulas 
mucinóginas da parede da vesícula biliar. 
Vai ser um conteúdo ecogênico no centro e hipoecogênico na periferia. Fatores 
predisponentes: hiperadrenocorticismo e hiperlipedemia. 
Aula 7 
Aparelho reprodutor feminino 
Fisiologia reprodutiva da cadela 
É dividido em 4 fases, sendo elas o anestro, proestro, estro e o diestro. As cadelas apresentam 
o estro a cada 6 meses, podendo variar esse tempo. 
Anestro -> Involução uterina da cadela que estava gestante. A cadela não gestante vai se 
recuperar de ações hormonais da progesterona, as concentrações séricas, estando basais e 
assim os tecidos estão isoecogênicos aos tecidos adjacentes, sendo mais difícil de ver o útero e 
os ovários. 
Julia Lozinsky 
 
Proestro -> É a fase em que ocorre o aumenta das concentrações séricas de estrogênio o que 
faz com que a femea apresente os sinais de cio, edema vulvar e secreção serosasanguinolenta. 
Nesta fase a femea ainda não aceita o macho. O estrogênio causa uma maior vascularização da 
vagina e do útero, o que causa um diapedese dos vasos. 
Estro -> É a “ovulação”, que vai ocorrer após 48-72 do pico de LH. Após a ovulação o folículo 
fica um corpo hemorrágico, se tornando um corpo lúteo produtor de progesterona. 
Diestro 
• GATAS 
As gatas possuem um ciclo diferentes, pois são poliéstricas estacionais. Em épocas com maior 
luminosidade (foto período), elas entram no cio e dão início ao ciclo reprodutivo. A gata só irá 
entrar no Diestro se ela copular. Se não houver coito, ela entra no Interestro, que após 7 dias, 
retorna ao Proestro. Ela só sairá do cio se castrar ou se copular. No inverno, ela terá o Anestro, 
já que temos uma menor incidência de luz. O corpo do útero é bem dorsal a bexiga. Os ovários 
estão caudais ao polo caudal do rim. 
Vai se usar um transdutor linear para melhor visualização. 
Anatomia 
Perimétrio: serosa. 
Miométrio: muscular. 
Endométrio: submucosa e mucosa. 
Anatomia ultrassonográfica do útero e ovários 
São estruturas difíceis de serem visualizados no anestro. Nas outras fases do ciclo, 
serão mais fáceis de serem vistas por causas das alterações hormonais secundárias, os órgãos 
se apresentariam com um maior diâmetro, hipoecogênico, homogêneo e sem conteúdo 
líquido no interior. 
** Por que é hipoecogênico? Pelo fato de ter uma maior vascularização do útero. 
O útero tem variações de tamanho por causa dos diferentes tamanhos de animais que 
existem. É uma estrutura tubular, hipoecogênico, homogênea e sem líquido no interior. Este 
órgão se encontra dorsal a bexiga. 
Em fase de proestro pode se ver o aumento do diâmetro uterino e em estro a diminuição da 
ecogenicidade. 
Anatomia ultrassonográfica dos ovários 
Estão localizados caudalmente ao polo caudal dos rins, de formato oval e levemente achados. 
É melhor visto em fases em que tem alterações hormonais. No proestro, queé a fase folicular, 
podem ser visualizados alguns cistos e esses cistos são os folículos. 
Julia Lozinsky 
 
Alterações secundárias ao estro 
O útero fica discretamente aumentando de volume e com a diminuição da ecogenicidade. Os 
ovários diminuem a ecogenicidade e apresentam estruturas císticas (folicular e corpo lúteo). 
• Alterações ovarianas: 
Poderá ter a presença de cistos ovarianos ou um ovário policístico. Os cistos são estruturas 
arredondadas, anecogênicas e com um reforço acústico. Podem ser bi ou unilaterais, para ser 
policísticos, tem que ter a presença de mais de 4 cistos. 
• Alterações uterinas: 
Complexo hiperplasia endometrial cística 
Por várias estimulações de progesterona, sendo crônico acaba gerando uma hiperplasia do 
endométrio. 
Ultrassonografia 
Aumento do diâmetro com múltiplo cistos irregulares de tamanhos variados na parede 
uterina. 
Piometra 
Acúmulo de conteúdo purulento dentro do útero; Sempre tem influência hormonal, sendo da 
doença diestral por ação crônica da progesterona e estrogênio. 
A ação do estrogênio – Aumenta a vascularização e o edema endometrial. Aumento de 
secreção, diminuindo a resposta leucocitária sendo um meio ideal para o crescimento 
bacteriano. 
Pode ter piometra em uma cadela no primeiro cio? Sim, é mais difícil. 
Ultrassonografia 
Útero aumentado de volume e conteúdo anecogênico por conta de líquido (não é possível 
identificar o tipo de líquido) com ou não muito celularidade (debris) 
Útero pós-parto 
Após parir, o útero tem que involuir, sendo de 9-12 semanas. Logo após do parto, tem a 
presença de um líquido, chamado de lóquio fisiológico que sai da vagina da fêmea. Ele pode 
durar até 6 semanas. 
Ultrassonografia 
Útero aumentado de volume com presença de conteúdo ecogênico misto, podendo ter um 
pouco de líquido. 
Endometrite 
Julia Lozinsky 
 
Não tem ação hormonal, sendo tratável. É uma infecção bacteriana 
Ultrassonografia 
Útero aumentado de volume, presença de conteúdo líquido anecogênico e o endométrio 
hiperecogênico. Parede mais escura que o conteúdo, estando hipoecogênica a ele. 
Pós parte tem que se fazer uma ultra bem feita, pois pode ter um ponto já com Endometrite. 
Ultrassonografia gestacional 
Tem uma dificuldade muito grande em avaliação. Existe pouca informação em literatura e 
diferenças de acordo com o padrão das raças. 
Gestação Canina: 58 a 64 dias ------------------------------------------- Gestação Felina: 64 a 68 dias. 
• Diagnóstico precoce: 
Visualização de vesículas gestacionais com 15 dias. É muito importante ressaltar que em caso 
de diagnóstico precoce SEMPRE deve fazer a reavaliação após 35 dias de gestação. 
• Reabsorção fetal: 
Ocorre até os 25 dias de gestação, uma vez que nessa fase não temos estrutura óssea no feto 
ainda. Ultrassonograficamente se observa uma vesícula gestacional vazia e com a parede mais 
espessa. A luz vai diminuindo com o passar do tempo até sumir. 
• Contagem no número de fetos: 
A fase ideal para contagem da quantidade de fetos na gestação é com 25-35 dias, porque 
nessa fase as vesículas gestacionais estão pequenas e bem separadas, então temos menos 
sobreposição, sendo mais fácil a contagem. Lembrando sempre te explicar para o tutor que a 
ultrassonografia não é o método de diagnóstico ideal para a contagem dos fetos. Em um laudo 
tem que se por aproximadamente X fetos. 
• Fórmulas gestacionais 
Organogenêse – estudo da evolução da gestação. Dependendo da fase se visualiza estrutura. 
Período de gestação = PG 
Diâmetro bi parietal = DBP 
Canino: PG (DBP x 15) + 20 ------------------------------------------------------ Felino: PG = (25 x DBP) + 3 
No final da gestação, chamado de feto aperto, com 57- 62 dias já consegue ver o peristaltismo 
dos intestinos, ou seja, já está quase nascendo. Perto do nascimento os fetos não se mexem 
tanto, pois já não tem tanto líquido. 
Sinais da ultrassonografia de proximidade do parto 
Julia Lozinsky 
 
Diminuição de líquidos extra fetais, boa visualização do coração e pulmão, pulmão ecogênico, 
diminuição da movimentação fetal, visualização do peristaltismo fetal e diminuição dos 
batimentos cardíacos fetais. 
Aula 8 
Continuação de gestação 
Parto normal X cesariana 
O parto normal é a melhor opção, mas existem raças que precisam ser a cesariana, como os 
braqueocefálicos. 
• Parto normal 
Vai ser realizado o exame e pode-se definir o período gestacional e a provável data do parto. 
Deve-se fazer um acompanhamento em casos de alterações ou demora do parto. 
• Cesariana de eleição 
Algumas raças tem a necessidade de fazer uma cesariana para que não tenham problema no 
parto. Cabe ao ultrassonografista auxiliar, realizando um acompanhamento dos batimentos 
cardíacos fetais. Próximo ao parto, esses batimentos são reduzidos, a indicação da cessaria vai 
ser feita quando o Bpm estiver entre 170-200 por minuto e só poderá ser realizando quando a 
maioria dos fetos já apresentar essa redução no batimento. 
Usaremos o Modo M para determinar os batimentos fetais. Colocaremos o cursor no meio do 
coração, gerando uma onda/gráfico. Iremos medir a distância dela e teremos a quantidade de 
batimentos por minuto. Devemos medir o batimento de cada feto por pelo menos 5 minutos. 
Devemos medir várias vezes e tirar uma média pois próximo o parto os batimentos oscilam 
bastante. 
OBS: Se apenas um feto estiver com o batimento reduzido, esperamos o resto dos filhotes 
abaixar para poder indicar a cesárea. O melhor momento para indicar a cesárea é quando a 
maioria dos filhotes apresenta os batimentos reduzidos. O batimento ideal para a cesárea é 
sempre abaixo de 200 BPM/min. 
Sofrimento fetal 
É quando a maioria dos fetos estão com o batimento abaixo de 180Bpm por minuto. Correm 
risco de morte. Deve-se fazer uma cesárea de emergência. 
Morte fetal 
Se fizermos a ultrassonografia e detectarmos um feto morto, não vamos mandar para a 
cirurgia, é preciso avaliar. Em caso de morte fetal, o acompanhamento deve ser bem mais 
intenso. 
 
Julia Lozinsky 
 
Avalia-se há quanto tempo o feto morreu, medindo a cabeça para ver se ele está com o 
mesmo tamanho dos outros, para determinar se foi uma morte recente. Se conseguimos 
detectar outras estruturas internas como coração, pulmão, rins, ainda é recente. 
Com o passar do tempo, as estruturas internas do feto irão desaparecendo, sendo possível 
determinar que ele morreu há mais tempo. 
Se verificar que apenas um feto morreu e há muito tempo, provavelmente não há necessidade 
de intervir. Deve-se apenas fazer acompanhamento ultrassonográfico. 
Na morte fetal, a fêmea pode expulsar o feto ou ele pode ficar retido no útero. Se o feto ficar 
retido ele pode sofrer mumificação ou maceração fetal 
Maceração ou mumificação fetal – presença de sinais de infecção na femea e neste caso a 
opção é cirúrgica. 
Mumificação 
A mumificação não ocorre com contaminação bacteriana associada, ela ocorre pelo 
fechamento de cervix. O feto vai desidratar. Isso pode ocorre em qualquer fase após a 
formação óssea. É possível levar a gestação ate o final. 
Maceração 
A maceração ocorre contaminação, o feto fica retido no útero. O osso não está no formato 
estruturado. Vai ter gás, tendo reverberação. Pode ter Endometrite associado. Tem que tirar 
para tirar. 
Alteração fetal 
Anasarca é um edema generalizado que vai ocorrer nos fetos. É o defeito congênito mais 
comum em gestação de pequenos animais e que pode ser visualizado pela ultrassonografia. 
Acontece em braqueocefalicos principalmente. 
O animal é incompatível com a vida, tem líquido livre no pulmão (tórax e abdômen) e morre de 
angústia respiratória. Além disso, podemos observar cistos subcutâneos repletos de líquido e a 
pele espessa do feto. No início dá para ver a pele espessa na ultrassonografia, suspeitando de 
um possível futuro diagnóstico de anasarca. Geralmente este feto é bem maior que os outros e 
sua vesícula gestacional apresenta bastante líquido. Animal nasce vivo, mas acaba morrendo.O feto não consegue passar então, tem que ser cesárea. 
 
Ainda não se sabe a origem da doença, porém, alguns criadores suplementam as fêmeas com 
ácido fólico e teve uma melhora em relação a isso. Há a suspeita de falta de suplementação 
nutricional. OBS: Para dar o diagnóstico tem que ter líquido livre no tórax!!! Outras alterações: 
Hidrocefalia, aumento cardíaco, aneurisma, atrofia de átrio e mineralização; e hérnia umbilical.