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Número de superfícies coradas Número de superfícies presentes x100 Número de faces sangrantes x 100 Número de dentes x 4 ATENÇÃO! EXAMES PERIODONTAIS O exame clínico no consultório odontológico é a única maneira para avaliar a condição da gengiva adequadamente. Para isso, é usado alguns índices periodontais: 1.Índice de placa É uma análise dicotômica: ou há ausência, ou há presença. Utilizado para fazer a contagem de biofilme, além de observar e identificar as necessidades de higiene bucal de cada indivíduo, facilitando as deficiências de escovação do paciente. Para isso, é utilizado o método de O'leary: utiliza-se um evidenciador, um tipo de corante (geralmente, a fucsina), que marca a placa bacteriana. Cada dente é considerado que compreende quatro superfícies. As faces coradas devem ser registradas no diagrama: Em seguida, é realizado a fórmula abaixo, que irá fornecer a porcentagem de biofilme dentário: Valor considerado normal: maior severidade da doença. Classe Características Classe I Não ultrapassa a junção mucogengival, não acompanhado de perda de tecido interdental. Ótimo prognóstico. Classe II Ultrapassa a junção mucogengival, não acompanhado de perda de tecido interdental. Bom prognóstico. Classe III Ultrapassa a junção mucogengival, acompanhado de discreta perda de tecido interdental. Prognóstico ruim. Classe IV Ultrapassa a JMG, acompanhado de perda de tecido interdental que se estende a um nível apical em relação à recessão. Prognóstico péssimo. 4. Índice de profundidade de sondagem É a distância compreendida entre a margem gengival e a porção mais apical sondável do sulco/bolsa periodontal. Utilizado como indicador do grau de dificuldade de instrumentação, auxiliando no estabelecimento do plano de tratamento. Para medir o IPS, deve-se introduzir a sonda periodontal entre o epitélio da bolsa periodontal e o dente, de forma delicada e com leve pressão, sempre mais paralelamente possível ao longo eixo do dente. Devem ser tomadas, no mínimo, 3 medidas por face vestibular e palatino/lingual. Importância clínica: quanto mais profunda a bolsa, menor a concentração de oxigênio = prevalência de bactérias anaeróbicas. 5. Índice de retração gengival Deslocamento da margem gengival, apical à junção cemento-esmalte, com exposição da superfície radicular. O índice de retração gengival ajuda a definir o plano de tratamento, se vai ter ou não o recobrimento cirúrgico Para calcular o IRG, é necessário posicionar a sonda periodontal no vestibular do dente, sempre o mais paralelamente possível a longo eixo do dente. Miller classificou a retração gengival em 4 classes: 6. Nível clínico de inserção (NIC) É a distância compreendida entre a junção cemento-esmalte (ponto fixo) e a porção mais apical sondável do sulco/bolsa periodontal. Avalia a extensão da perda de inserção periodontal em mm. É o melhor indicador do grau de destruição periodontal. A presença de perda de inserção clínica é indicativa de história pregressa de doença. Classe Características Procedimento Classe I Perda horizontal de 1/3 da largura do dente ou 3mm. Manutenção através de terapia não cirúrgica Classe II Perda horizontal maior que 1/3 do dente ou > 3mm, sem envolver toda área de furca. Deve-se avaliar a possibilidade de manter o elemento dentário. Classe III Perda horizontal de 3/3, "lado a lado"da região de furca. Exodontia. Como é feita a técnica? Introduzir a sonda periodontal entre o epitélio da bolsa periodontal e o dente, de forma delicada e com leve pressão, sempre o mais paralelamente possível ao longo eixo do dente e registrar a medida entre a JCE e o fundo da bolsa. Sua associação com sinais inflamatórios subgengivais indica presença atual de doença periodontal. A medida permite avaliar a extensão da lesão, e a sua distribuição na dentição permite identificar se os danos são localizados ou generalizados. O valor numérico da medida da Profundidade de Sondagem (PS) varia de acordo com a margem gengival. Margem Gengival (MG) acima da Junção Amelocementária: aumento gengival (hiperplasia), ou seja, a gengiva recobriu parte da coroa dentária. PS > NIC, nesse caso é necessário descontar do NIC a medida do tecido que se estende coronalmente à JCE. MG coincide com a JCE então o valor da PS = NIC. MG abaixo da JCE, significa que há retração gengival, então o valor da PS será menor que o NIC. 7. Envolvimento de furca Dentes multirradiculares tem furca. Anatomia desfavorável ---> processo destrutivo mais rápido dos tecidos de suporte. No paciente sem doença periodontal, o osso cobre a região. E no paciente com doença periodontal, o osso do meio da furca pode ser reabsorvido e destruído = lesão de furca. A lesão de furca aumenta a complexidade da doença, pois, apresenta: Maior dificuldade de eliminação da doença; Maior dificuldade de controle de higiene eficiente pelo paciente. Como? Posicionar a sonda periodontal de Nabers na região das possíveis furcas e rotacionar em direção ao espaço entre as raízes Onde? 1 pre-molar superior: faces mesial e distal. 1° molar e 2° molar superior: faces mesial, distal e vestibular. 1° molar e 2° molar inferior: faces vestibular e lingual. Pode ser classiticado em tres classes: NIC = retração gengival + profundidade de sondagem Classe Características Classe I 0,2 a 1 mm. Classe II + 1mm Classe III + 1mm e vertical A detecçao do aumento da mobilidade dentaria pode estar relacionada ao alargamento do ligamento periodontal e/ou à redução da altura do tecido ósseo. O grau de mobilidade só traz benefício ao exame periodontal quando associado a determinação da sua etiologia: ·Doença periodontal; Sobrecarga dentária (muitas ausências dentárias); Trauma de oclusão; Tratamento ortodôntico (processo fisiológico de turnover ósseo); Lesão periapical (perda de tecido de suporte com etiologia endodôntica); Lesão periapical (perda de tecido de suporte com etiologia endodôntica0; Situação pós-operatória de cirurgia periodontal. COMO? Com auxílio de dois instrumentos de ponta romba, aplica-se ligeira pressão no sentido vestíbulo- lingual/palatino e vertical sobre o dente, observando se o mesmo se movimenta. Pode ser classificado em três classes: 8. Mobilidade dentária Imagem representativa da perda óssea entre as raízes. B: lesão de furca classe 1; C: lesão de furca classe 2; D: lesão de furca classe 3. PROGNÓSTICO E PLANO DE TRATAMENTO Os principais objetivos da terapia periodontal são: redução da inflamação (parâmetro: sangramento à sondagem.), por meio da remoção dosmicrorganismos presentes subgengivalmente contidos no cálculo, cemento e dentina contaminada, ganho de inserção clínica (PS 2/3 da raiz; perfuração apical / fraturas longitudinais; envolvimento de furca grau III. Orientação adequada de higiene oral 1 Fio dental é o método mais utilizado para limpeza das superfícies dentárias próximas; mais úteis quando a papila interdental preenche completamente o espaço interproximal; a manipulação do fio dental pode ser facilitada pelo "segurador de fio". 2 Escovas interproximais forma cônica ou cilíndrica; indicadas para as regiões de recessão gengival classe II, III e IV (espaço interproximal suficiente para a passagem da escova). Qual o melhor dispositivo para higiene oral interproximal? Apenas a escovação dental não pode controlar de maneira efetiva o biofilme interproximal. Diversos métodos tem sido utilizados dependendo: tamanho interproximal; posição e alinhamento do dente; habilidade e motivação do paciente. Segurador de fio dental Raspadores de língua. Utilizado para remover a placa bacteriana acumulada na língua - saburra lingual. O uso cotidiano do raspador lingual colabora de forma significante com a redução de bactérias na boca, e assim na prevenção de problemas bucais ligados a sua proliferação como cáries, tártaro e gengivite. Controle químico do biofilme. A remoção mecânica da placa bacteriana é a forma mais utilizada de higiene bucal. O creme dental, também conhecido como dentifrício ou pasta de dentes, é um produto utilizado para os cuidados diários com a higiene oral. Usado em conjunto com a escova de dentes, além de facilitar a remoção de biofilme, permite a administração de substâncias à superfície dental, como o flúor. Digluconato de clorexidina 0,12% É um antisséptico químico com ação antibacteriana contra bactérias gram positivas e gram negativas. Com a finalidade de redução de placa bacteriana e no tratamento da gengivite, a concentração indicada é de 0,12%. A Clorexidina com concentração de 0,12% pode ser indicada através de bochechos diários, duas vezes ao dia, por um minuto ou de acordo com cada caso. https://dentalvidas.com.br/saburra-lingual/ https://www.dentalspeed.com/cirurgia-e-periodontia/antissepticos.html?utm_source=blog&utm_medium=referral&utm_campaign=link_1711_antissepticos https://www.dentalspeed.com/cirurgia-e-periodontia/antissepticos.html Precisa de anestesia para fazer raspagem? Para a raspagem subgengival e principalmente quando o tecido está muito inflamado realiza-se anestesia local. Raspagem supragengival não necessita anestesia Curetas Gracey Curetas Mccall Feita de acordo com a área a tratar. Feita pararaspagem de todas as superfícies. Ponta ativa com 60- 70ºem relação a haste. Ponta ativa perpendicular (90º) em relação a haste. 1 face cortante. 2 faces cortantes. Lâmina de corte curvada para cima e para o lado. Lâmina de corte curvada para cima. Mccall 13-14 Mccall 17-18 CURETAS MCCALL Utilizada em todas as faces para dentes anteriores. Utilizada em todas as faces para dentes posteriores. Gracey 5-6 Gracey 7-8 Gracey 11-12 Gracey 13-14 Quando realizado bochechos diário ocasionalmente, pode haver efeitos colaterais: diminuição de paladar; pigmentação de restaurações, do dente e do dorso da língua; erosão da mucosa, xerostomia e aumento dos depósitos calcificados supra gengivais (cálculo dental). Raspagem: remoção do cálculo e do biofilme das superfícies dentárias. Alisamento radicular: envolve a raspagem cuidadosa da raiz do dente com o objetivo de reduzir a inflamação - alisar as áreas irregulares e impedir o crescimento da placa e da película bacteriana. Raspagem e alisamento radicular Instrumentos manuais CURETAS GRACEY Utilizadas em todas as faces para dentes anteriores. Utilizadas em vestibular/lingual de dentes posteriores. Utilizada na face mesial de dentes posteriores. Utilizada na face distal de dentes posteriores. Exclusivas para raspagem supragengival. A cureta Mini Five possui metade do comprimento da ponta ativa e haste 3mm maior - permite acesso em áreas mais delicadas e reduzidas. CURETAS GRACEY MINI-FIVE A instrumentação ultra-sônica causa frequentemente o estabelecimento de uma superfície radicular irregular. Por isso, alguns clínicos preconizam a complementação com a instrumentação manual, para produzir uma superfície radicular mais lisa. INSTRUMENTOS ULTRASSÔNICOS Os instrumentos ultra-sônicos, vibram na faixa de variação ultra-sônico. Estes são acompanhados por um jato d ́água e podem ser usados para remover depósitos que se encontram aderidos aos dentes. Gestação: maior severidade e prevalência da gengivite, com redução após o parto. Embora a profundidade de sondagem, o sangramento à sondagem e na escovação e o fluido gengival possam ser maiores, as características clínicas da gengivite na gestação são similares à gengivite associada à placa. Leucemia: as alterações ocorrem com maior frequência nos casos de leucemia aguda. As quais consistem em linfadenopatia cervical, petéquias, úlceras na mucosa inflamação gengival e hiperplasia. Aspecto vitrificado, esponjoso chegando à cor púrpura. O sangramento gengival pode ser o principal sintoma inicial - causado pela trombocitopenia e deficiência na formação do coágulo. A hiperplasia gengival é causada pela infiltração de células leucêmicas, e inicia geralmente pela região da papila. Hiperglicêmicos: a gengivite é um achado mais comum em crianças com diabetes mellitus tipo I, mal controladas, sendo o nível de glicemia mais importante para determinar a severidade da inflamação do que a qualidade do controle de placa. Em adultos, a maioria das pesquisas mostra relação com o nível de inserção. Tabagismo: a fumaça inalada alcança os vasos sanguíneos pulmonares e entra na circulação sistêmica o que provoca vasoconstrição da microvasculatura periodontal e fibrose gengival. Embora o acúmulo de placa e a progressão da doença sejam exacerbados em fumantes, os sinais e sintomas são mascarados. 1.2 CLASSIFICAÇÃO PERIODONTAL a) Associada somente ao biofilmedental. Saúde periodontal, condições e doenças gengivais: Gengivite induzida pelo biofilme b) Mediada por fatores de risco sistêmicos ou locais. Hormônios esteroidais Puberdade Gestação Contraceptivos orais Hiperglicemia Leucemia Tabagismo Má nutrição A incidência e a severidade da gengivite em adolescentes: aumento abrupto do nível hormonal apresenta um efeito transitório na inflamação gengival. A gengivite associada à puberdade pode apresentardiversas características clínicas da gengivite induzida por placa, existe uma propensão a desenvolversinais da inflamação na presença de pequenas quantidades de placa. c) Associada a medicamento para aumento de tecido gengival. Drogas que influenciam a Hiperplasia gengival: fenitoína, valproato de sódioa, bloqueadores de ca- nais de cálcio (nifedipina, vepramil, amlodipina, ditiazem) drogas imunorreguladoras (ciclosporina) e altas doses de contraceptivos orais. Fator etiológico da doença periodontal e da gengivite: biofilme bacteriano específico. As doenças periodontais necrosantes são fortemente relacionadas ao comprometimento do sistema imune, como AIDS, crianças com má nutrição severa, condições de vida extremas ou infecções severas. Podem até ameaçar a vida do paciente. Também podem ser encontradas em pacientes com comprometimento moderado do sistema imune como fumantes ou pessoas com estresse. Geralmente se limita a margem gengival e papila ulcerada / necrosada; Pseudomembrana amarelo-esbranquiçada ou acinzentada; Defeito em forma de cratera nas papilas; Sangramento provocado ou espontâneo; Dor; Sintomatologia sistêmica (febre, mal-estar e linfadenopatia). Doenças periodontais necrosantes: Classificação Região Gengivite necrosante Somente gengiva. Periodontite necrosante. Perda óssea associada. Estomatite necrosante. Se estende para a mucosa alveolar. Doença inflamatória crônica multifatorial associada com biofilme disbiótico e caracterizada pela Periodontite: Estágio Relacionada com a severidade da doença - o quanto a doença já destruiu os tecidos de suporte. Caso haja “fatores de complexidade” (por exemplo, lesões de furca ou mobilidades avançadas), sobe-se o estágio ao pior cenário encontrado. Em pacientes tratados, o estágio não deve diminuir. Estágio Determi nantes Secundárias Estágio I (Periodontite Inicial) Perda de inserção interproximal de 1-2mm. PS ou igual a 5mm. PS > ou igual a 6mm; Perda dental devido a periodontite; Perda ósssea vertical de até 3mm; Lesões de furca grau II ou III. Estágio IV (Periodontite severa) Perda de inserção interproximal > ou igual a 5mm. Disfunção mastigatória; Trauma oclusal secundário; Defeito de rebordo grave; Menos de 20 dentes mastigatórios. destruição progressiva do aparato de inserção dental. Pode ser classificada de acordo com: Grau Reflete as evidências, ou o risco, de progressão da doença e seus efeitos na saúde sistêmica. Grau Determinantes Secundárias Grau A (Padrão de progressão lenta) Evidência direta de não progressão de perda de inserção por 5 anos. 0,25 mm de perda/ano. Grande acúmulo de biofilme, mas pouca destruição periodontal. Grau B (Padrão de progressão moderada) Evidência direta de progressão de perda de inserção a 2mm em 5 anos. > 1 mm de perda/ano. Destruição excede ao esperado para a quantidade de biofilme. Ausência de respostas esperadas às terapias de controle de biofilme. Extensão É avaliado de acordo com os dentes que apresentam sangramento. Extensão Determinantes Localizadas Até 30% dos dentes afetados; Generalizada > 30% dos dentes afetados; Padrão molar/incisivos Acomete molares superiores e incisivos inferiores. Pacientes fumantes que apresentam a doença são classificados quanto a extensão sempre em GENERALIZADO. As Doenças cardiovasculares e a doença periodontal são doenças inflamatórias crônicas, e numerosos estudos epidemiológicos transversais e longitudinais forneceram evidências de que existe uma associação com risco elevado em que a presença de certos agentes infecciosos pode levar a um aumento do risco de doenças cardiovasculares. MEDICINA PERIDONTAL Estuda a interação fisiológica e patológica entre a saúde do periodonto e a saúde sistêmica do hospedeiro, ou seja, é o estudo dos meios pelos quais a doença periodontal pode influenciar uma série de desordens sistêmicas. Bacteremia a) Se a quantidade de bactérias na corrente não for significativa, é bem provável que o próprio organismo se encarregue de retirá- las da circulação. b) Se o número for alto, os anticorpos não darão conta e será necessária uma intervenção farmacológica (através de medicamentos específicos – os antibióticos). A bacteremia é descrita como a presença transitória, intermitente ou contínua, de bactérias na corrente sanguínea. Contudo, dependo da velocidade da evolução do quadro do paciente, esta bacteremia deixa de ser “preocupante” e passa a ser letal, culminando num choque séptico. Neste caso o que ocorre é a infecção sanguínea (a sepsis) e pode levar o paciente à morte. Doença periodontal X cardiopatias Pesquisas recentes indicam que a periodontite pode estar associada ao desenvolvimento de doença cardiovascular. A doença periodontal é uma doença inflamatória crônica, produzida por microrganismos gram-positivos e gram- negativos anaeróbios, com níveis de incidência alto, sendo a segunda maior causa de patologia dentária na população humana de todo o mundo. E se não tratada, pode induzir à destruição dos tecidos de suporte dos dentes, como possível resultado de uma liberação de vários produtos tóxicos de patógenos subgengivas específicos, assim como respostas do hospedeiro formadas contra as bactérias e seus produto. Aterosclerose A aterosclerose é uma inflamação, com a formação de placas de gordura, cálcio e outros elementos na parede das artérias do coração e de outras localidades do corpo humano. Ela se caracteriza pelo estreitamento e enrijecimento das artérias devido ao acúmulo de gordura em suas paredes, conhecido como ateroma. Com o passar dos anos, há o crescimento das placas, com estreitamento do vaso, podendo chegar à obstrução completa, restringindo o fluxo sanguíneo na região. Com isso, o território afetado recebe uma quantidade menor de oxigênio e nutrientes, tendo suas funções comprometidas. Essa complicação é a causa de diversas doenças cardiovasculares, como infarto, morte súbita e acidentes vasculares cerebrais. INÍCIO DA C2 As hipóteses acerca da interação entre elas concentram-se na ocorrência da migração dos patógenos da doença periodontal para a placa lipídica no endotélio, desencadeada a partir da bacteremia. Como principais bactérias com potencial de atingir além do periodonto uma condição sistemática, destaca-se as: Porphyromonas gingivalis e Aggregatibacter actinomycetemcomitans. Além desses, foram encontrados outros periodontopatógenos, como a Prevotella intermedia e a Tannerella forsythensis. A disseminação sistêmica dessas bactérias é realizada por meio de mecanismos osmóticos transcelulares: perturbação física ao tecido gengival (escovação, procedimentos odontológicos invasivos e polimento dental) e recrutamento de células de defesa ao tecido injuriado. Diante disso, estudos comprovam que as bactérias P.gingivalis e A. actinomycetemcomitans são possivelmente encontradas colonizando as placas ateroscleróticas, ocasionando uma inflamação secundaria aquele endotélio. Consequência A consequência disso é o agravamento da inflamação,uma vez que esses patógenos possuem a capacidade de acionar e elevar a quantidade de citosinas moduladoras de inflamação já presente na lesão aterosclerótica, causando ao endotélio uma inflamação secundária e sua disfunção, além disso, ocorre maior expressão de células adesivas do endotélio, propiciando um ambiente para a formação de novas lesões. Quando a placa aterosclerótica é infectada pelas bactérias provindas da doença periodontal ocorre um aumento do recrutamento de células inflamatórias crônicas por sinalização de mediadores pró-inflamatórios e consequentemente gera um aumento do risco trombótico. Doença periodontal X diabetes Evidências indicam que a periodontite também aumenta o risco do paciente em desenvolver diabetes e suas complicações. A área epitelial subgengival inflamada e ulcerada das bolsas periodontais constitui uma vasta porta de entrada para bactérias periodontopatogênicas, seus produtos, endotoxinas como o lipopolissacarídeo (LPS) e mediadores inflamatórios que podem chegar a circulação sistêmica. Como a inflamação pode influenciar no funcionamento da insulina? A inflamação impede o correto funcionamento do hormônio insulina. Os neurônios do hipotálamo perdem a capacidade de se ligar à insulina – fenômeno conhecido como resistência à insulina. Quando uma pessoa está com resistência à insulina, o organismo é incapaz de produzir a quantidade normal da insulina. Em outras palavras, o corpo de quem tem a síndrome enfrenta dificuldades para metabolizar adequadamente os açúcares presentes nos alimentos. Toda inflamação crônica pode ser o fator indutor da intolerância à insulina, dificultando o controle da diabetes. Pacientes com pobre controle metabólico da diabete têm significativamente mais sangramento gengival do que aqueles com bom controle, assim como pacientes com periodontite não tratada apresentam uma resistência maior ao controle glicêmico, aumentando ainda mais as possibilidades de complicações da diabete. O tratamento periodontal, quando precedido da administração sistêmica de antibióticos, melhora o controle glicêmico metabólico dos pacientes, uma vez que a presença de infecções em diabéticos aumenta a resistência à insulina, agravando a condição da doença, complicando o controle metabólico da mesma. Vários estudos relataram que o estabelecimento da pneumonia nosocomial depende da colonização da orofaringe por patógenos respiratórios potenciais, da aspiração desses para as vias aéreas inferiores e também da capacidade desses microrganismos escaparem das defesas naturais. Ainda que a aspiração de pequenas quantidades de secreções da cavidade bucal seja comum em indivíduos saudáveis, especialmente durante o sono, em pacientes em estado de alteração do nível de consciência, as quantidades de secreções aspiradas tendem a aumentar, facilitando assim a instalação da pneumonia nosocomial. Os microrganismos podem alcançar o trato respiratório através de quatro possíveis vias de acesso, tais como: disseminação hematógena, inoculação direta por aspiração, inalação de aerossóis infectados e infecções do trato gastrintestinal. Destas, a aspiração de microrganismos da cavidade bucal a orofaringe é a via mais comum de infecção, destacando assim a microbiota oral na etiologia das infecções respiratórias. Mecanismos de associação entre as doenças periodontais e a pneumonia nosocomial: Os periodontopatógenos podem ser aspirados para o pulmão e causar infecção. A atividade enzimática hidrolítica aumentada em indivíduos com periodontite, pode facilitar a adesão de patógenos as estruturas da mucosa bucal, modificando os padrões de colonização da orofaringe. A doença periodontal pode afetar a adesão de patógenos respiratórios ao epitélio de revestimento do trato respiratório inferior. Em resposta a essa adesão as células epiteliais secretam quimiocinas que atraem células de defesa, as quais liberam enzimas proteolíticas que danificam o epitélio e aumentam a suscetibilidade à infecção respiratória. Doença periodontal X alterações respiratórias Pesquisas sugerem uma associação entre pobre saúde bucal e doenças respiratórias crônicas, como a pneumonia e a doença pulmonar obstrutiva crônica. Relação bilateral Pneumonia Nosocomial A pneumonia nosocomial é uma infecção do parênquima pulmonar que se desenvolve nas 48-72 horas após a internação hospitalar e que não está presente ou incubada no paciente no momento da sua admissão no hospital. A infecção resulta do desequilíbrio entre os mecanismos imunitários do hospedeiro e o patógeno, podendo se constituir de uma significativa morbidade e mortalidade, especialmente em indivíduos idosos ou imunocomprometidos. As citocinas originadas dos tecidos periodontais inflamados podem alterar o epitélio respiratório e promover a infecção por agentes patogênicos respiratórios. A Porphyromonas gingivalis e várias outras bactérias periodontopatógenas apresentam atividades proteolíticas, que podem alterar a superfície das células epiteliais da mucosa oral, permitindo assim a colonização por potenciais patógenos respiratórios. A melhora da higiene bucal e um efetivo cuidado periodontal poderiam reduzir o número de bactérias patogênicas bucais, prevenindo a instalação de sérias infecções respiratórias em pacientes suscetíveis. A higiene oral deficiente está associada a pneumonia nosocomial, pois a presença de patógenos periodontais na saliva e no biofilme dental de pacientes internados em UTI é fator de risco para pneumonia aspirativa. A atividade enzimática hidrolítica própria da periodontite associada a presença de Porphyromonas gingivalis pode reduzir a capacidade das mucinas em se aderirem a patógenos como Haemophilus influenzae , levando uma diminuição das defesas do hospedeiro, influenciando assim no estabelecimento da infecção respiratória principalmente em indivíduos hospitalizados em UTI. Os indivíduos portadores de periodontites apresentam 3x mais chances de desenvolver pneumonia nosocomial, quando comparados com aqueles que não foram diagnosticados com a doença periodontal. Estudos mostram que a escolha de um produto enzimático como método auxiliar para a redução da placa bacteriana bucal, seria uma forma eficaz para a higienização oral de pacientes internados em unidades de terapia intensiva. Como exemplo, a clorexidina. A influêcia da higiene oral Doença periodontal X parto prematuro A gravidez pré-termo é aquela cuja idade gestacional encontra-se entre 22 (ou 154 dias) e 37 (ou 259 dias) semanas. Mães com perda de inserção periodontal de 3mm ou mais - pelo menos 60% dos sítios examinados - tem risco 7,5 vezes maior de terem nascimentos prematuros de baixo peso. Em condições normais, hormônios maternos e as citocinas de ação local agem na regulação do início do trabalho de parto, nas modificações do colo uterino, nas contrações uterinas e na própria expulsão fetal. Infecções maternas que ocorrem no período da gestação podem perturbar esse mecanismo de regulação, resultando na ruptura precoce de membranas placentárias e trabalho de parto prematuro. Em casos de inflamação O sistema de defesa do organismo reage, aumentando significativamente os níveis sanguíneos dessas citocinas inflamatórias. Concentrações altas dessas citocinas, em mulheres grávidas, são responsáveis pela ruptura das membranas uterinas ou alteração no crescimento intrauterino, resultando no NP (nascimento prematuro). Infecções de outras partes do corpo podem servir de gatilho também para a inflamação na unidade feto-placentária. Fator etiológico Fator de risco Fator indicador de risco Agente causador da doença, aquele que desencadeia os sinais e sintomas de determinada enfermidade. O termo agente etiológico pode ser usado em substituição a patógeno. Variáveis biológicas, ambientais e comportamentais que, se presentes, podem aumentar diretamente a ocorrência de determinada doença, ou, se reduzidas ou eliminadas, podem diminuir a ocorrência. Variáveis que indicam aumentar diretamente a ocorrência de determinadadoença, ou, se reduzidas ou eliminadas, podem diminuir a ocorrência. Entretanto, para serem condiseradas fator de risco, é necessário mais pesquisas para sua comprovação. Sendo assim, pode-se concluir que a DP é considerada um fator indicador de risco para as doenças cardiovasculares, respiratórias, diabetes e parto prematuro. Dentro do espaço biológico encontra-se o fluído crevicular que neutraliza as bactérias. Por conseguinte, a quebra desta harmonia pode ativar a cascata inflamatória criando danos nos tecidos gengivais quando não tratada. As dimensões do espaço biológico podem ser influenciadas de acordo com as caraterísticas do indivíduo, idade, posição do dente na arcada e biótipo gengival. Existem dois biótipos gengivais: fino – mais delicado, festonado e com aparência translúcida. Apresenta uma banda de gengiva aderida reduzida, pelo que o periodonto é frágil. Por se encontrar associado a coroas longas, cónicas e com pontos de contato finos, papilas altas, osso marginal fino e menor dimensão ocluso- apical da junção dento-gengival, existe uma maior reabsorção depois de uma cirurgia. Por outro lado, o biótipo fino apresenta recessão gengival como reação a doença e ferimentos; grosso – mais denso e fibroso, espesso e plano, pouco festonado, associado a coroas curtas e quadradas, com pontos de contato largos e osso marginal espesso. A dimensão ocluso- apical da junção dento-gengival é superior, pelo que é mais resistente a procedimentos cirúrgicos, isto é, observa-se menos reabsorção óssea. Não obstante, existe uma tendência para a formação de bolsas periodontais, ao contrário do biótipo fino. CIRURGIA PERIODONTAL PRÉ PROTÉTICA As cirurgias periodontais pré-protéticas são uma necessidade frequente durante uma reabilitação oral, sendo assim realizadas como rotina na clínica de periodontia. Essas servem para adequar as estruturas periodontais e otimizar os resultados estéticos e funcionais de uma reabilitação protética. Através da utilização de retalhos e do recontorno ósseo, consegue-se aumentar a coroa clínica e reposicionar a margem gengival. Espaço de inserção supracrestal O espaço biológico é definido como a distância entre a porção mais coronal do epitélio de união e a crista do osso alveolar. As medidas médias das estruturas periodontais são: profundidade do sulco – 0,69 mm; comprimento do epitélio de união – 0,97 mm; inserção do tecido conjuntivo – 1,07 mm. Funcionalmente o espaço biológico trata-se de uma barreira de proteção em torno do dente, funcionando como um vedante biológico. Os procedimentos cirúrgicos para aumento de coroa clínica compreendem a excisão ou de tecidos moles através de gengivectomias e gengivoplastias ou necessitando de remoção de tecido ósseo através de osteotomias e osteoplastias. A grande indicação desse tipo de cirurgia é feita quando existe invasão do espaço biológico, pois este é de grande importância quando se almeja o sucesso, ou por ocasião de tratamento restaurador. As indicações para esse tipo de cirurgia é: Quando ocorre fratura dentária, cárie extensa, reabsorção dentária ou preparos protéticos iatrogênicos. Dessa forma, a recuperação da distância dos tecidos supracrestais deve ser planejada antes do procedimento restaurador direto ou indireto. Foi estabelecido um valor médio de 3,0 mm para a recuperação dos tecidos gengivais supracrestais. Grande parte dos autores considera essa medida entre o término do preparo protético e o topo da crista óssea alveolar para as cirurgias de aumento da coroa clínica com osteotomia. 1.Após a anestesia da região a ser operada, inicia-se o procedimento através de incisão feita com bisturi Bard-Parker e lâminas n°15. 2.A incisão na margem gengival deve ser indicada em função da quantidade de tecido ceratinizado disponível na área a ser operada. Se tivermos uma boa faixa, aproximadamente de 5 a 6mm, já de início poderemos ganhar o aumento da coroa clínica realizando uma incisão para-marginal de 1 a 3mm da margem gengival, deixando um colarinho que posteriormente será eliminado através de uma incisão secundária realizada no sulco. Invasão do espaço biológico Quando este espaço é violado há como consequência uma resposta inflamatória que resulta em alterações destes tecidos. Desta maneira, podemos ter uma “autocorreção” do espaço biológico, porém de forma totalmente imprevisível. Pode causar inflamação crônica associada a periodontite que poderá, nos casos mais graves, evoluir para perda da peça dentária, sendo que quando este fenômeno ocorre verifica-se reabsorção óssea numa tentativa de restabelecer o espaço da inserção conjuntiva. Para ser possível restabelecer o espaço biológico e para que se forme o sulco gengival é necessário respeitar cerca de 3 mm, desde a crista óssea alveolar até a margem gengival. Aumento de coroa clínica 5. A quantidade de osso a ser removido deve ser, em média, de 3mm para total restabelecimento das estruturas que compõem o espaço biológico. O bom senso clínico deve prevalecer nessa hora, pois diante de um tecido mais espesso, uma quantidade maior de tecido ósseo pode ser removida, enquanto que frente a um tecido mais fino, menos osso deve ser removido. 6. A osteotomia pode ser realizada com instrumentos manuais como cinzéis de Oschsenbin (mini), Fedi, Wedelstaedt e limas como Schluger e Buck. 7. O alta rotação e pontas diamantadas também podem ser utilizadas, tomando-se o cuidado de desligar o suprimento de água, irrigando abundantemente com soro fisiológico para evitar contaminações e o aquecimento do osso. Instrumentos rotatórios como as pontas diamantadas (1012 HL, 1104 HL, 1016 HL e 1018 HL), assim como com brocas Carbide de haste longa (701, 702, 704 e 708), além de brocas multilaminadas podem ser utilizadas. 8. A osteotomia deve ser feita de maneira suave e progressiva, removendo osso, e ao mesmo tempo preservando o contorno da arquitetura óssea da região envolvida. Devem-se evitar ângulos vivos, procurando um arredondamento. Nessa fase deve- se constantemente tomar as medidas com sonda milimetrada para evitar que haja excesso ou falta nas remoções. 3. Se houver dificuldades no afastamento do retalho para o acesso ao tecido ósseo, podem-se indicar incisões relaxantes. Se forem únicas, deverão ser realizadas sempre que possível por distal, evitando- se também o meio das papilas e o centro da face vestibular, para que defeitos gengivais não sejam observados no pós-operatório, em razão das suturas e prováveis recessões gengivais. 4. Com uma sonda milimetrada deve-se medir a distância encontrada entre o término do preparo e a crista óssea, para calcularmos a quantidade de osso a ser removido. 9. Realizar suturas com fio de nylon para evitar acúmulo de biofilme. A correção do sorriso gengival é um dos tratamentos mais buscados na área da periodontia. No entanto, a razão maior por essa procura é a questão estética e não biológica. Existem alguns prováveis fatores etiológicos, como: aumento gengival/supercrescimento, coroas clínicas curtas, erupção passiva, desenvolvimento excessivo da maxila, lábio superior curto ou a relação desses fatores. Aumento de coroa clínica na estética Erupção passiva alterada Os dentes durante sua erupção apresentam duas fases sendo: 1) fase ativa, onde o dente atinge sua posição oclusal por meio do movimento do dente de dentro do osso até a cavidade bucal; 2) fase passiva, onde os tecidos gengivais migram em direção apical expondo a coroa. A erupção passiva alterada foi pontuada como uma condição em que a margem gengival no adulto está localizada para incisal ou oclusal em relação à convexidade cervical da coroa clínica e não se encontra junto à junção cemento-esmalte do dente No que diz respeito à erupção passiva alterada, pode ser classificada em dois tipos, tendo como referência a junção mucogengival em relação à crista óssea. tipo 1: determina que há excesso de sobreposição da margem gengival na coroa, a dimensão da gengiva queratinizada é considerável e a junção mucogengival se localiza mais apicalque a crista óssea. Definido pela falha da erupção passiva, onde se dá o excesso sobreposição gengival sobre a coroa anatômica do dente e, em contrapartida, a distância entre crista óssea e junção cemento esmalte será normal. tipo 2: a porção gengival queratinizada é estreita e a junção mucogengival coincide ao nível da linha cemento esmalte. Definido pela falha primária da erupção ativa, e por isso o dente não emerge suficientemente do osso alveolar, tornando assim a junção cemento esmalte muito próxima à crista óssea. Nesse caso, poderia impedir a migração apical das gengivas durante a fase de erupção passiva. Reavaliação após 30 dias Em muitas áreas haverá redução na profundidade de sondagem, com a resolução do processo inflamatório destrutivo pré-existente. Entretanto, naquelas em que o nível de perda de inserção não melhorou, um planejamento cirúrgico deve ser considerado, com a possibilidade de execução de cirurgias a retalho para acesso às áreas comprometidas pela doença. As técnicas cirúrgicas compreendem a segunda etapa do tratamento periodontal e têm como objetivo primário o tratamento da doença com a eliminação e/ou redução da bolsa infectada que não foi eliminada por procedimentos não cirúrgicos. Os objetivos do tratamento cirúrgico sã0: Facilitar o acesso para raspagem e alisamento radicular (RAR); Eliminar ou reduzir bolsas periodontais; Obter condições anatômicas que facilitam a higienização bucal; Aumentar a coroa clinica e/ou restabelecer o espaço biológico; Regenerar tecidos periodontais perdidos. Sendo assim, para quem é indicada a cirurgia? Bolsas profundas > 6mm; TERAPIA CIRÚRGICA Uma vez concluída a fase de procedimentos não cirúrgicos (raspagem a campo fechado, remoção de fatores retentivos de placa e melhora da higiene oral), deve-se realizar um novo exame dos parâmetros periodontais, onde serão analisadas a gravidade e extensão das sequelas do processo infeccioso sobre os tecidos periodontais. Idealmente, a eliminação cirúrgica da bolsa deveria ser seguida de uma regeneração total dos tecidos periodontais que foram perdidos, mas nem sempre isto ocorre e, assim, um tecido cicatricial reparado acaba sendo formado no lugar dos tecidos originais. Este resultado não é o que sonhamos, mas tem como finalidade principal restabelecer a saúde do complexo periodontal, devolvendo ao paciente um sulco raso que ele possa manter saudável, sem a ajuda profissional. Assim, podemos elencar as cirurgias a retalho para o tratamento da perda de inserção, como sendo as técnicas cirúrgicas ressectivas que se enquadram com estes objetivos. Largura excessiva da superfície dos dentes (molares); Defeitos radiculares - fissuras e concavidade; Envolvimento de furca grau I e II. Retalho original de Widman Foi a primeira técnica de retalho desenvolvida, onde a área a ser operada é delimitada por duas incisões relaxantes ou liberantes. A cicatrização em primeira intenção, porém, deixa sequelas estéticas. 1.Duas incisões relaxantes demarcam área programada + uma incisão em bisel invertido é feita 2mm da margem gengival para unir as duas incisões; A separação do tecido inflamado da gengiva não inflamada acelera a cicatrização, trazendo mais conforto ao paciente. Se as bolsas na área vestibular forem menores que 2 mm ou se as consideracoes estéticas forem importantes, é realizada uma incisão intrasucular. Retalho de Widman modificado Conhecida por técnica de “raspagem a céu aberto”, apresenta como vantagens a diminuição da profundidade de sondagem das bolsas com máxima preservação do tecido periodontal e garante maior preservação estética, devido a menor exposição das superfícies radiculares. 2. O colar do tecido gengival inflamado é removido após o rebatimento do retalho mucoperiósteo; 3. Realiza-se o recontorno fisiológico ósseo, se necessário. 1.A incisão é feita de0,5 a 1 mm da margem gengival e paralela ao longo eixo dos dentes. 2. Após o cuidadoso afastamento do retalho érealizada uma segunda incisão intra-sucular até a crista óssea alveolar para separar o colar tecidual da superfície radicular. 3. A terceira incisão é feita perpendicular a superfície radicular e o mais próximo possível da crista óssea, separando desse modo, o colar de tecido do osso alveolar. 4. O epitélio da bolsa e o tecido de granulação são removidos com curetas. As raízes expostas são raspadas e aplainadas, os defeitos ósseos são cuidadosamente curetados. Os retalhos são ajustados e suturados. Retalho de Kirkland Preocupado com o prejuízo estético causado pela retração cicatricial, propôs uma técnica mais conservadora. 1.Realizam-se incisões intrassulculares até o fundo da bolsa, tanto na face vestibular como na lingual. As incisões se estendem nas direções mesial e distal. 2. Faz-se o descolamento do retalho para expor as superfícies radiculares para debri- damento. Se houver defeitos ósseos angulares devem ser curetado. 3. Eliminam-se da superfície interna do retalho tecidos de granulação e o epitélio da bolsa. Reposiciona-se o retalho através de suturas interproximais. Quando a técnica de Widman é utilizada? Em locais de difícil visualização (dente 17, por exemplo); Em pacientes sem demanda estética. Um caso de desarmonia rosa é o sorriso gengival, que pode ser dado por três fatores: 1.o crescimento excessivo vertical da maxila, 2. crescimento gengival; 3.a erupção passiva alterada. A erupção dentária passiva é um processo secundário no qual ocorre a migração gengival para a direção apical. Quando ocorre uma falha nessa migração, o processo é chamado de erupção passiva alterada, o que pode determinar a presença de coroas dentárias curtas e/ou excesso de gengiva ao sorrir, com impacto estético negativo. A odontologia estética moderna é dividida em dois ramos: a estética branca, que cuida da estética dos dentes e a estética rosa, que trata da estética das gengivas - é aqui que a estética periodontal entra. ESTÉTICA PERIODONTAL Para se conseguir harmonia em um sorriso a intervenção no tecido gengival pode ser necessária e o conhecimento dos fatores que compõem a estética gengival é necessário. A avaliação periodontal consiste na observação da: exposição gengival durante o sorriso, coloração do tecido, posição e contorno das margens gengivais, fenótipo gengival, posição do zênite e presença de papila interdentária. Baixa: representa um sorriso que mostra menos de 75% dos dentes superiores anteriores; Média: configura um sorriso que mostra de 75% a 100% dos dentes superiores anteriores e as papilas interdentárias; Alta: corresponde ao sorriso que mostra toda a extensão coronária dos dentes superiores anteriores e uma faixa contínua de gengiva. Análise labial e linha do sorriso Linha do sorriso é aquela que define quanto dos dentes e quanto da gengiva estão a mostra quando o paciente sorri. ALTA MÉDIA BAIXA As Referências Estéticas Dentárias foram criadas para facilitar a visualização dos dentes anteriores superiores, sugerindo o que deve ser criado ou alcançado com esses dentes, objetivando a melhor estética dentária. Referências estéticas dentárias Desse modo, quando o paciente apresenta uma linha alta do sorriso é possível observar uma exibição de uma quantidade excessiva de gengiva e um impróprio posicionamento da borda inferior do lábio superior acima dos dentes anteriores superiores, além disso, a posição da margem gengival pode estar alterada em relação às coroas dentárias, revelando uma aspecto de exposição gengival excessiva. Início de C3 área compreendida entre os zênites gengivais e a borda inferior do lábio superior ao sorrir. A linha cervical ou gengival é formada a partir da união dos zênites gengivais, que são os pontos mais apicais do contorno gengival. O zênite gengival dos ICS e CS devem estar localizados ligeiramente distal a linha media, O zênite dos ILS devem estar no mesmo nível da linha média. Excesso gengival A exposição gengival em excesso (EGE) é caracterizada por uma exibição de mais de 3 mm da A erupção passiva alteradaé a falta de migração apical dos tecidos marginais periodontais e confere aos dentes aparência curta e desproporcional. É uma das etiologias mais frequente do sorriso gengival e que pode ser tratado com cirurgia periodontal como a gengivectomia associada ou não à osteotomia O sorriso harmônico deve apresentar: a) plano incisal dos dentes superiores seguindo a curvatura do lábio inferior; b) simetria gengival entre os dentes homólogos; A margem gengival do incisivo lateral deve estar aproximadamente 1mm abaixo da margem do incisivo central; a margem gengival do canino deve estar na mesma altura ou 1mm acima do incisivo central. Tomado como base a etiologia e o diagnóstico, diversas especialidades da odontologia se reúnem para contemplar a abordagem terapêutica para correção do sorriso gengival. Dentre essas áreas, cabe destacar: a periodontia, cirurgia maxilofacial, ortodontia, dentística restauradora, além da harmonização orofacial como complementar. AUMENTO DE COROA ESTÉTICA A cirurgia plástica gengival traz inúmeras técnicas para alinhar gengivas. As mais utilizadas são a gengivectomia, um procedimento cirúrgico simples indicado para remover gengivas em excesso, e a gengivoplastia, uma versão mais sofisticada que remodela a gengiva e o osso ao redor dos dentes e é indicada para correções mais complexas e precisas. A técnica pode ser feita de duas formas: 1. com retalho: descola e rebate a gengiva remanescente após os recortes feitos pelo bisturi. As vantagens dela é que ela permite um controle mais preciso da remoção do osso ao redor dos dentes, reduzindo os riscos e problemas associados à gengivoplastia. Por outro lado, seu pós-operatório mais delicado exige dedicação do paciente operado para que a cicatrização ocorra sem intercorrências. 2. sem reatalho: sem a elevação do retalho, possibilitando a realização de uma osteotomia via sulco gengival, com a utilização de micro- https://luisgustavoleite.com.br/blog/cirurgia-plastica-gengival-em-porto-alegre-1/ https://luisgustavoleite.com.br/blog/plastica-gengival/ https://luisgustavoleite.com.br/blog/gengivoplastia-e-gengivectomia-diferenca-entre-cirurgias/ https://luisgustavoleite.com.br/blog/gengivoplastia-passo-a-passo-2/ https://luisgustavoleite.com.br/blog/gengivoplastia-passo-a-passo-2/ https://luisgustavoleite.com.br/blog/gengivoplastia-passo-a-passo-2/ Recidiva: “gengivas voltam a crescer” Problema mais comum à gengivectomia, que remove a gengiva em excesso sem recortar o osso. Nestes casos, o tratamento requer nova cirurgia que observe as distâncias corretas para o alinhamento gengival planejado --> refazer o espaço supracrestal. cinzéis apropriadas. Os benefícios da técnica incluem a finalização do procedimento sem a necessidade de suturas, a diminuição do desconforto pós-operatório e a otimização da reparação tecidual. Recessão gengival A retração da gengiva é uma condição em que a parte da gengiva que cobre o dente diminui, deixando o dente mais exposto, mais alongado. Ela pode ser de dois tipos: 1.Apenas em um dente: sendo mais aparente, já que haverá o contraste em relação ao restante da arcada dentária. 2.Retração generalizada: ou seja, em todos os dentes ao mesmo tempo. Diversos fatores etiológicos são atribuídos a essa condição clínica, como: hábitos de higiene oral (força na escovação), má posição dentária, inserção anormal de bridas e freios, deiscências ósseas, fatores iatrogênicos relacionados a procedimentos restauradores e ortodônticos e doença periodontal. Devido a exposição radicular, esse defeito antiestético pode causar hipersensibilidade dentinária e propiciar as lesões de cárie de raiz e lesões cervicais não cariosas, como a abrasão cervical. Tais consequências indicam o recobrimento radicular como tratamento da recessão gengival. A primeira etapa do tratamento dessa condição clínica deve ser a eliminação e controle de todos os fatores etiológicos potenciais relacionados com a causa da recessão gengival e abrasão cervical,(etapa da qual depende o sucesso e a longevidade do tratamento.) Vale lembrar que a quantidade de dentes interfere no prognóstico. As recessões gengivais dividem-se em quatro classes diferentes que variam de acordo com sua gravidade, e fornecem o prognóstico da quantidade de recobrimento radicular. Classe I, a margem gengival não ultrapassa a linha mucogengival e não há perda de tecidos moles e duros em nível interproximal. Classe II, a margem gengival estende-se até ou para além da linha mucongengival, e não há perda de tecidos moles e duros em nível interproximal. NÃO Nas recessões de classe l e lI é esperado um recobrimento total das recessões após as cirurgias. Classe III, a margem gengival estende-se até ou para além da linha mucogengival, verificando-se perda de tecidos moles e duros em nível interproximal. Na classe III, o recobrimento radicular esperado é apenas parcial. Classe IV, a margem gengival ultrapassa a linha mucogengival e observa-se perda de osso interdentário atingindo um nível apical à extensão marginal da recessão. Já na classe IV, o resultado é imprevisível, visto que há uma grande perda de estruturas do periodonto. Os biótipos finos são formados por uma estreita e delicada banda de tecido queratinizado e uma quantidade limitada de gengiva aderida que, devido à sua friabilidade, apresenta um risco aumentado de recessão após os procedimentos dentários. Excesso gengival Podemos converter um biótipo fino num grosso, utilizando um enxerto de tecido mole para resultados cirúrgicos funcionais e estéticos mais previsíveis. Regeneração x renovação A regeneração se caracteriza pela restituição dos componentes teciduais idênticos àqueles removidos. Só é possível em tecidos em que ainda possuem células com a capacidade de se proliferar ou tenham ainda células tronco. Reparação de tecidos é caracterizada pela cicatrização de feridas que não restauram completamente a arquitetura ou a função do tecido inicial saudável. Cicatrização padrão para regiões pós-tratamento periodontal. Turnover: migram em direção apical aproximadamente 10 vezes mais rápido que outros tipos de células periodontais. Eles produzem reparo, resultando na formação de epitélio juncional longo e impedindo a formação de um novo anexo. REGENERAÇÃO PERIODONTAL A regeneração periodontal é uma entidade histológica que pressupõe a formação de novo cemento radicular, novo ligamento periodontal e novo osso alveolar que previamente tinham sido perdidos por infecção periodontal. Teoria do potencial de reparo dos tecidos periodontais As células que repopulam a superfície da raiz exposta determinam a natureza da forma de inserção. Normalmente, as células com a taxa de migração mais rápida tendem a dominar a fase inicial de cicatrização. Células epiteliais Não conseguem formar novo osso, ligamento periodontal e cemento. Formação de fibras orientadas de forma paralela a superfície radicular, sem inserção à raiz - manutenção da bolsa. Quando repopulam a raiz, ocorre inserção na forma de adesão conjuntiva, podendo ocorrer reabsorção radicular (exposição da dentina). Células do tec. conjuntivo Migram e entram em contato com a superfície radicular, além de reabsorção, anquilose também pode ocorrer. O tecido de granulação originado do osso não tem potencial para desenvolver condições para uma nova ligação do tecido conjuntivo às superficies radiculares, bem como o tecido conjuntivo gengival. Tem apenas capacidade de neoformação óssea. Células ósseas As regiões que apresentam neoformação dos tecidos periodontais ocorrem em regiões próximas ao ligamento periodontal afetado (base do efeito). Células do ligamento periodontal As membranas que apresentam função de barreira, idealmente deveriam apresentar cinco principais critérios: 1.biocompatibilidade, 2. capacidade de manutenção de espaço: deve possuir rigidez para criar e manter um espaço adequado para a regeneração óssea (para o crescimento e suporte tecidual), principalmente em grandes defeitos. O material tambémdeve ser adequadamente maleável para fornecer a geometria específica necessária para a reconstrução funcional. 3.oclusividade celular: deve ser idealmente oclusiva para evitar formação de tecido fibroso através da invasão das células epiteliais, tecido conjuntivo ou fibroblastos e permitir a regeneração óssea. 4. integridade estrutural e 5.adequado gerenciamento clínico. O tempo que uma membrana deveria ficar em função de barreira, separando o tecido ósseo do conjuntivo, varia de 3 a 12 meses, dependendo da dimensão do defeito ósseo. Dessa forma, é interessante que a membrana utilizada em RTG fique sem ser reabsorvida por longo prazo, cumprindo a função de barreira durante o todo o processo da RTG. Pela sua textura, a membrana pode colabar, indo ao encontro com a raiz do dente, não mantendo o espaço para a formação dos tecidos periodontais perdidos, e, para isso não acontecer, faz-se necessário o enxerto ósseo. Proliferem e recobrem a superfície da raiz desnuda. Tem células capazes de sintetizar e remodelar os três tecidos conectivos da parte alveolar do periodonto: osteoblasto, cementoblasto e fibroblasto. Regeneração tecidual guiada Sua base biológica baseia-se na crença de que a colocação de um dispositivo físico exclui e restringe a migração apical de células do tecido conjuntivo epitelial e gengival e fornece espaço para as células do ligamento periodontal, osteoblastos e cementoblastos migrarem seletivamente para o espaço periodontal. Isto pode ser feito usando membranas barreira com ou sem enxertos ósseos. Membranas barreira Os Enxertos Ósseos consistem na colocação de materiais de preenchimento ósseo dentro do defeito periodontal. Enxerto ósseo 1.Tecido epitelial 2.Tecido conjuntivo 3.Tecido ósseo 4.Ligamento periodontal MAS, COMO IMPEDIR QUE OS OUTROS TECIDOS CHEGEM ANTES? Como complicação de ocorrência comum na terapia de RTG, pode ser citada a exposição da membrana ao meio bucal. Essa exposição provê um ambiente favorável à aderência e multiplicação bacteriana, e se torna uma rota de entrada de patógenos para dentro do tecido periodontal viável. Assim, conclui-se que esta é uma técnica de alta complexidade e alto custo. Os epitélios interno e externo do orgão do esmalte proliferam em direção apical para induzir a formação da raiz do dente. Inicia-se a formação da dentina radicular, que estimula o aparecimento dos odontoblastos a partir das células da papila dentária. Na raiz dentária, as proteínas da matriz são secretadas pelas células da bainha epitelial de Hertwing - amelogeninas são secretadas durante a diferenciação dos ameloblastos. No final deste período, a bainha epitelial torna-se fenestrada e através destas fenestrações as células ectomesenquimais do folículo dentário penetram, entrando em contato com a superfície da raiz. As células ectomesenquimais em contato com as proteínas relacionadas ao esmalte diferenciam-se em cementoblastos e começam a formar tecido cementóide. As outras estruturas do periodonto são formadas pelas células ectomesenquimais do folículo dentário lateral ao cemento. Além da manutenção do espaço, há 3 possíveis potenciais do enxerto, dependendo de sua origem: Osteogênico: apresentacélulas viáveis para formação óssea - osteoblastos; Osteocondutor: manoém o arcabouço para a formação óssea; Osteoindutor: estimula a migração de osteoblastos. O biomaterial do enxerto que é considerado melhor é aquele que não possui capacidade osteogênica, mas sim, capacidade osteocondutora, processo em que os canalículos do osso transplantado agem como um guia para o crescimento de pontes de osteoblastos do tecido ósseo novo, proveniente do hospedeiro. Esse material pode ser: autógeno; o procedimento autógeno utiliza fragmentos do próprio paciente. É seguro, porém desconfortável para o paciente, que terá que passar por 2 cirurgias e pós operatório. É osteogênico. alógeno; de diferentes indivíduos da mesma espécie. Não é muito confiável, uma vez que pode trazer riscos à saúde do receptor, como a transmissão de doenças, infecções e reações imunológicas. xerógeno; é retirado a partir de doador não humano, normalmente bovino. A comercialização nesse caso é autorizada e os fragmentos passam por testes também para esterilização. É coletado o mineral ósseo, ou seja, sem a parte orgânica - confiável. PADRÃO OURO. aloplásticos; de origem sintética. Proteínas derivadas da matriz do esmalte BAINHA EPITELIAL DE HERTWIG Comercialmente conhecida como Emdogain, é um recurso promissor para o tratamento de defeitos periodontais: defeitos intraósseos, lesões de furca, recessões gengivais e defeitos peri-implantares associados à perimplantite. A matriz derivada do esmalte (MDE) é um gel viscoso que funciona como biomodulador tecidual. É composta por um grupo de proteínas extraídas do esmalte de dentes suínos em desenvolvimento. A capacidade de modular a resposta cicatricial, aumentando a previsibilidade de regeneração em diferentes padrões de defeitos periodontais, o mecanismo biológico de ação das proteínas derivadas da matriz do esmalte sobre a superfície radicular, assim como a facilidade de manuseio clínico, têm incentivado a sua utilização. Apesar da origem, este produto não apresenta reações adversas em humanos e mostrou-se seguro mesmo após múltiplas aplicações. EDM no tratamento periodontal Aplica-se por cerca de 2 minutos e faz a lavagem com soro fisiológico. Aplicação do EDM por 2 minutos. (A aplicação só é realizada quando se verifica que a raiz está desprovida de tecido de granulação, limpa e seca.) Sutura. 1. Incisão e levantamento do retalho; 2. Limpeza: procedimentos de raspagens e alisamento devem ser feitos de forma minuciosa, de modo que o processo infl amatório seja mínimo no momento da cirurgia; 3.Condicionamento: condiciona a superfície da raiz dentária com os objetivos de remoção da smear-layer e exposição de algumas fibras de colagéno. Este condicionador de raiz, é composto por 24 % de ácido etileno diaminotetra acético (EDTA) de pH neutro. A TÉCNICA FRENECTOMIA A frenectomia é uma cirurgia simples que visa a remoção do freio lingual ou labial. Indicação de frenectomia: Interferência na saúde: a remoção do freio lingual é no caso da famosa “língua presa”, que em bebês pode acarretar em prejuízos na amamentação, deglutição e respiração, e em crianças e adultos prejudica também a fonação. Interferência no posicionamento dos dentes: a indicação para frenectomia labial na maioria das vezes tem finalidade ortodôntica e estética. Inserção do Freio Labial e Bridas x recessão gengival A inserção alta do freio labial e bridas musculares são condições anatômicas que podem contribuir para o aparecimento da recessão gengival. Isso acontece pois: O freio hiperplástico permite o acumulo de placa bacteriana, possibilita trauma durante a alimentação e a higienização da área, favorecendo o acúmulo de biofilme e a instalação de um processo inflamatório e consequente recessão gengival. Pode criar redução na largura da faixa de mucosa ceratinizada em região de incisivos inferiores (inserção do freio labial inferior for alta no processo alveolar). Essa condição pode ser considerada fator de risco para recessões marginais teciduais nesta área. Inserção alta de freios e brida x mal posicionamento dentário A inserção pronunciada e fibrosa do freio labial acarreta em um espaço entre os dentes centrais superiores - os diastemas. Este freio por possuir baixa inserção e tecido fibroso entre os incisivos centrais superiores impedem que, durante a fisiologia de irrompimento dentário os dentes se aproximem. Técnicas cirúrgicas Frenectomia simples Frenectomia com manipulação de sutura óssea Diferentemente do depósito de melanina, existem outras condições que causam manchas enegrecidas na gengiva e devem ser investigadas. São elas: Melanoma: O tumor, por sua vez, ocorre quando os melanócitos se tornam cancerígenos. Muitas vezes, está associado ao tabagismo e ao consumo exagerado de álcool. Tabagismo: O próprio hábito de fumartambém pode provocar manchas enegrecidas ou acastanhadas na parte de dentro das bochechas e dos lábios. Em geral, ao largar o cigarro, elas somem um tempo depois. Tatuagem de amálgama: Há ainda a possibilidade de um objeto estranho ter ficado alojado sob o tecido da gengiva, como no caso de uma restauração de amálgama feita anteriormente. A chamada “tatuagem de amálgama” surge como um ponto preto ou azul-escuro na boca. DERMOABRASÃO A hiperpigmentação melânica não representa uma patologia gengival, mas uma variação anatômica que pode comprometer e gerar desconforto estético para o paciente. A literatura cita várias alternativas de tratamento, dentre elas a dermoabrasão Coloração dos tecidos gengivais A gengiva escura não é necessariamente sinônimo de má higienização ou de algum tipo de doença ou lesão. Na verdade, ela pode ser apenas resultado de uma concentração maior de melanina. Outras causas A concentração maior de melanina no tecido gengival provoca características bem definidas. São manchas com coloração mais enegrecida ou amarronzada, simétricas e persistentes por toda a região. Bordas costumam ser irregulares, mas com limites bem definidos; Não surgem acompanhadas de dor ou qualquer outro tipo de queixa; Não aumentam de tamanho e também não alteram o estado que se espera da gengiva - aspecto de casca de laranja. A melanina é uma proteína natural do organismo, produzida em maior quantidade nas pessoas negras. É ela quem dá cor à pele e ao cabelo, além de proteger contra a radiação ultravioleta. Formada por células especializadas chamadas melanócitos, ela está presente em diferentes níveis e em várias partes do corpo, incluindo a boca. Tratamento O tratamento da PM consiste na desepitelização gengival com indicação basicamente estética, principalmente em casos de grande exposição gengival do sorriso, quando os pacientes se apresentam com queixa de “gengiva escura”. Existem diversas técnicas: a crioterapia, o laser, bisturi, abrasão com brocas, entre outros. Todas essas técnicas têm se mostrado eficientes e com resultados iniciais satisfatórios, portanto sua escolha irá depender da habilidade do profissional na utilização de cada uma, assim como a disponibilidade dos recursos necessários para suas realizações. Dermoabrasão: bisturi à frio É necessário realizar anestesia infiltrativa local; A lâmina utilizada é a lâmina de bisturi número 15 ou 15C ou gengivótomo de Kirkland; A lâmina deve estar posicionada a 45 graus em relação ao tecido gengival; A profundidade de penetração deve ser até alcançar o tecido conjuntivo: visualização de sangramento intenso e homogêneo - deixando tecido conjuntivo com um aspecto cruento, para que sofra a cicatrização por segunda intenção, e assim o novo epitélio possa ser formado livre de pigmentação melânica. Dermoabrasão: pontas diamantadas A dermoabrasão por brocas é uma técnica de fácil aplicação, que exige curto tempo cirúrgico e que apresenta baixo custo. Essa técnica deverá contar com a habilidade do cirurgião dentista para que a despigmentação não aconteça de forma excessiva, principalmente na região das ameias e gengiva marginal, evitando o risco de fenestrações e iatrogenias que resultem em recessão gengival. Broca diamantada circular ou oval.