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Número de superfícies coradas
Número de superfícies presentes
x100
Número de faces sangrantes x 100
Número de dentes x 4
ATENÇÃO!
EXAMES
PERIODONTAIS
O exame clínico no consultório odontológico é
a única maneira para avaliar a condição da
gengiva adequadamente. Para isso, é usado
alguns índices periodontais:
1.Índice de placa
É uma análise dicotômica: ou há ausência, ou
há presença. 
Utilizado para fazer a contagem de biofilme,
além de observar e identificar as necessidades
de higiene bucal de cada indivíduo, facilitando
as deficiências de escovação do paciente. Para
isso, é utilizado o método de O'leary:
utiliza-se um evidenciador, um tipo de corante
(geralmente, a fucsina), que marca a placa
bacteriana. Cada dente é considerado que
compreende quatro superfícies. As faces coradas
devem ser registradas no diagrama:
Em seguida, é realizado a fórmula abaixo, que irá
fornecer a porcentagem de biofilme dentário:
Valor considerado normal: maior
severidade da doença.
Classe Características
Classe I
Não ultrapassa a junção
mucogengival, não
acompanhado de perda de
tecido interdental. Ótimo
prognóstico.
Classe II
Ultrapassa a junção
mucogengival, não
acompanhado de perda de
tecido interdental. Bom
prognóstico.
Classe III
Ultrapassa a junção
mucogengival, acompanhado de
discreta perda de tecido
interdental. Prognóstico ruim.
Classe IV
Ultrapassa a JMG, acompanhado
de perda de tecido interdental
que se estende a um nível apical
em relação à recessão.
Prognóstico péssimo.
 4. Índice de
profundidade de
sondagem 
É a distância compreendida entre a margem
gengival e a porção mais apical sondável do
sulco/bolsa periodontal. 
Utilizado como indicador do grau de
dificuldade de instrumentação, auxiliando no
estabelecimento do plano de tratamento.
Para medir o IPS, deve-se introduzir a sonda
periodontal entre o epitélio da bolsa
periodontal e o dente, de forma delicada e
com leve pressão, sempre mais paralelamente
possível ao longo eixo do dente. Devem ser
tomadas, no mínimo, 3 medidas por face
vestibular e palatino/lingual.
Importância clínica: quanto mais profunda a bolsa,
menor a concentração de oxigênio = prevalência de
bactérias anaeróbicas.
 5. Índice de retração
gengival
Deslocamento da margem gengival, apical à junção
cemento-esmalte, com exposição da superfície
radicular.
O índice de retração gengival ajuda a definir o
plano de tratamento, se vai ter ou não o
recobrimento cirúrgico
Para calcular o IRG, é necessário posicionar a
sonda periodontal no vestibular do dente,
sempre o mais paralelamente possível a longo
eixo do dente.
Miller classificou a retração gengival em 4 classes:
 6. Nível clínico de
inserção (NIC) 
É a distância compreendida entre a junção
cemento-esmalte (ponto fixo) e a porção mais
apical sondável do sulco/bolsa periodontal.
Avalia a extensão da perda de inserção
periodontal em mm. 
É o melhor indicador do grau de destruição
periodontal.
A presença de perda de inserção clínica é
indicativa de história pregressa de doença. 
Classe Características Procedimento
Classe I
Perda horizontal de 1/3
da largura do dente ou
3mm.
Manutenção através de
terapia não cirúrgica
Classe II
Perda horizontal maior
que 1/3 do dente ou >
3mm, sem envolver toda
área de furca.
Deve-se avaliar a
possibilidade de manter
o elemento dentário.
Classe III
Perda horizontal de 3/3,
"lado a lado"da região de
furca.
Exodontia.
Como é feita a técnica?
Introduzir a sonda periodontal entre o epitélio da
bolsa periodontal e o dente, de forma delicada e
com leve pressão, sempre o mais paralelamente
possível ao longo eixo do dente e registrar a medida
entre a JCE e o fundo da bolsa.
Sua associação com sinais inflamatórios
subgengivais indica presença atual de doença
periodontal.
A medida permite avaliar a extensão da lesão,
e a sua distribuição na dentição permite
identificar se os danos são localizados ou
generalizados.
O valor numérico da medida da Profundidade de
Sondagem (PS) varia de acordo com a margem
gengival.
Margem Gengival (MG) acima da Junção
Amelocementária: aumento gengival
(hiperplasia), ou seja, a gengiva recobriu parte
da coroa dentária. PS > NIC, nesse caso é
necessário descontar do NIC a medida do
tecido que se estende coronalmente à JCE.
MG coincide com a JCE então o valor da PS =
NIC.
MG abaixo da JCE, significa que há retração
gengival, então o valor da PS será menor que o
NIC.
 7. Envolvimento de
furca
Dentes multirradiculares tem furca. 
Anatomia desfavorável ---> processo
destrutivo mais rápido dos tecidos de suporte.
No paciente sem doença periodontal, o osso
cobre a região. E no paciente com doença
periodontal, o osso do meio da furca pode ser
reabsorvido e destruído = lesão de furca. 
A lesão de furca aumenta a complexidade da
doença, pois, apresenta:
Maior dificuldade de eliminação da doença;
Maior dificuldade de controle de higiene
eficiente pelo paciente.
Como?
Posicionar a sonda periodontal de Nabers na região
das possíveis furcas e rotacionar em direção ao
espaço entre as raízes
Onde?
1 pre-molar superior: faces mesial e distal.
1° molar e 2° molar superior: faces mesial,
distal e vestibular.
1° molar e 2° molar inferior: faces vestibular e
lingual.
Pode ser classiticado em tres classes:
NIC = retração gengival +
profundidade de sondagem
Classe Características
Classe I 0,2 a 1 mm.
Classe II + 1mm
Classe III + 1mm e vertical
A detecçao do aumento da mobilidade dentaria
pode estar relacionada ao alargamento do
ligamento periodontal e/ou à redução da altura do
tecido ósseo. 
O grau de mobilidade só traz benefício ao exame
periodontal quando associado a determinação da
sua etiologia:
·Doença periodontal;
Sobrecarga dentária (muitas ausências
dentárias);
Trauma de oclusão;
Tratamento ortodôntico (processo fisiológico
de turnover ósseo);
Lesão periapical (perda de tecido de suporte
com etiologia endodôntica);
Lesão periapical (perda de tecido de suporte
com etiologia endodôntica0;
Situação pós-operatória de cirurgia
periodontal.
COMO?
Com auxílio de dois instrumentos de ponta romba,
aplica-se ligeira pressão no sentido vestíbulo-
lingual/palatino e vertical sobre o dente,
observando se o mesmo se movimenta.
Pode ser classificado em três classes:
 
 8. Mobilidade dentária
Imagem representativa da perda óssea entre as
raízes. B: lesão de furca classe 1; C: lesão de furca
classe 2; D: lesão de furca classe 3.
PROGNÓSTICO E
PLANO DE
TRATAMENTO
Os principais objetivos da terapia periodontal
são:
redução da inflamação (parâmetro:
sangramento à sondagem.), por meio da
remoção dosmicrorganismos presentes
subgengivalmente contidos no cálculo,
cemento e dentina contaminada, 
ganho de inserção clínica (PS 2/3 da
raiz;
perfuração apical / fraturas longitudinais;
envolvimento de furca grau III. 
Orientação adequada de
higiene oral
1 Fio dental
é o método mais utilizado para limpeza das
superfícies dentárias próximas;
mais úteis quando a papila interdental
preenche completamente o espaço
interproximal;
a manipulação do fio dental pode ser facilitada
pelo "segurador de fio".
2 Escovas interproximais
forma cônica ou cilíndrica;
indicadas para as regiões de recessão gengival
classe II, III e IV (espaço interproximal
suficiente para a passagem da escova).
Qual o melhor dispositivo para higiene oral
interproximal?
Apenas a escovação dental não pode controlar de
maneira efetiva o biofilme interproximal.
Diversos métodos tem sido utilizados dependendo:
tamanho interproximal;
posição e alinhamento do dente;
habilidade e motivação do paciente.
Segurador
de fio
dental 
Raspadores de língua.
Utilizado para remover a placa bacteriana
acumulada na língua - saburra lingual. 
O uso cotidiano do raspador lingual colabora de
forma significante com a redução de bactérias na
boca, e assim na prevenção de problemas bucais
ligados a sua proliferação como cáries, tártaro e
gengivite.
Controle químico do biofilme.
A remoção mecânica da placa bacteriana é a forma
mais utilizada de higiene bucal. 
O creme dental, também conhecido como
dentifrício ou pasta de dentes, é um produto
utilizado para os cuidados diários com a higiene
oral. Usado em conjunto com a escova de dentes,
além de facilitar a remoção de biofilme, permite a
administração de substâncias à superfície dental,
como o flúor.
 Digluconato de clorexidina 0,12%
É um antisséptico químico com ação antibacteriana
contra bactérias gram positivas e gram negativas.
Com a finalidade de redução de placa bacteriana e
no tratamento da gengivite, a concentração
indicada é de 0,12%. 
A Clorexidina com concentração de 0,12% pode ser
indicada através de bochechos diários, duas vezes
ao dia, por um minuto ou de acordo com cada
caso. 
https://dentalvidas.com.br/saburra-lingual/
https://www.dentalspeed.com/cirurgia-e-periodontia/antissepticos.html?utm_source=blog&utm_medium=referral&utm_campaign=link_1711_antissepticos
https://www.dentalspeed.com/cirurgia-e-periodontia/antissepticos.html
Precisa de anestesia para fazer raspagem?
Para a raspagem subgengival e principalmente quando
o tecido está muito inflamado realiza-se anestesia
local. Raspagem supragengival não necessita anestesia
Curetas Gracey Curetas Mccall
Feita de acordo com a
área a tratar.
Feita pararaspagem de
todas as superfícies. 
Ponta ativa com 60-
70ºem relação a haste. 
Ponta ativa
perpendicular (90º) em
relação a haste.
1 face cortante. 2 faces cortantes.
Lâmina de corte curvada
para cima e para o lado. 
Lâmina de corte curvada
para cima.
Mccall 13-14
Mccall 17-18
CURETAS MCCALL
Utilizada em todas as faces para dentes anteriores. 
Utilizada em todas as faces para dentes posteriores.
Gracey 5-6
Gracey 7-8 
Gracey 11-12 
Gracey 13-14 
Quando realizado bochechos diário
ocasionalmente, pode haver efeitos colaterais:
diminuição de paladar; 
pigmentação de restaurações, do dente e do 
dorso da língua;
erosão da mucosa, 
xerostomia e 
aumento dos depósitos calcificados supra
gengivais (cálculo dental). 
Raspagem: remoção do cálculo e do biofilme das
superfícies dentárias.
Alisamento radicular: envolve a raspagem
cuidadosa da raiz do dente com o objetivo de
reduzir a inflamação - alisar as áreas irregulares e
impedir o crescimento da placa e da película
bacteriana. 
Raspagem e alisamento
radicular
Instrumentos manuais
CURETAS GRACEY 
Utilizadas em todas as faces para dentes anteriores.
Utilizadas em vestibular/lingual de dentes
posteriores.
Utilizada na face mesial de dentes posteriores.
Utilizada na face distal de dentes posteriores.
Exclusivas para raspagem supragengival.
A cureta Mini Five possui metade do
comprimento da ponta ativa e haste 3mm
maior - permite acesso em áreas mais
delicadas e reduzidas. 
CURETAS GRACEY MINI-FIVE A instrumentação ultra-sônica causa
frequentemente o estabelecimento de uma
superfície radicular irregular. Por isso, alguns
clínicos preconizam a complementação com a
instrumentação manual, para produzir uma
superfície radicular mais lisa.
INSTRUMENTOS ULTRASSÔNICOS
Os instrumentos ultra-sônicos, vibram na faixa de
variação ultra-sônico. Estes são acompanhados por
um jato d ́água e podem ser usados para remover
depósitos que se encontram aderidos aos dentes.
Gestação: maior severidade e prevalência da
gengivite, com redução após o parto. Embora a
profundidade de sondagem, o sangramento à
sondagem e na escovação e o fluido gengival
possam ser maiores, as características clínicas da
gengivite na gestação são similares à gengivite
associada à placa. 
Leucemia: as alterações ocorrem com maior
frequência nos casos de leucemia aguda.
As quais consistem em linfadenopatia cervical,
petéquias, úlceras na mucosa inflamação gengival e
hiperplasia. Aspecto vitrificado, esponjoso
chegando à cor púrpura. O sangramento gengival
pode ser o principal sintoma inicial - causado pela
trombocitopenia e deficiência na formação do
coágulo. A hiperplasia gengival é causada pela
infiltração de células leucêmicas, e inicia geralmente
pela região da papila.
Hiperglicêmicos: a gengivite é um achado mais
comum em crianças com diabetes mellitus tipo I,
mal controladas, sendo o nível de glicemia mais
importante para determinar a severidade da
inflamação do que a qualidade do controle de
placa. Em adultos, a maioria das pesquisas mostra
relação com o nível de inserção.
Tabagismo: a fumaça inalada alcança os vasos
sanguíneos pulmonares e entra na circulação
sistêmica o que provoca vasoconstrição da
microvasculatura periodontal e fibrose gengival.
Embora o acúmulo de placa e a progressão da
doença sejam exacerbados em fumantes, os sinais e
sintomas são mascarados.
1.2
CLASSIFICAÇÃO
PERIODONTAL
a) Associada somente ao biofilmedental. 
Saúde periodontal,
condições e doenças
gengivais: 
Gengivite induzida pelo biofilme
b) Mediada por fatores de risco sistêmicos
ou locais.
Hormônios esteroidais
Puberdade
Gestação
Contraceptivos orais
Hiperglicemia
Leucemia
Tabagismo
Má nutrição
A incidência e a severidade da gengivite em
adolescentes: aumento abrupto do nível hormonal
apresenta um efeito transitório na inflamação
gengival. A gengivite associada à puberdade pode
apresentardiversas características clínicas da
gengivite induzida por placa, existe uma propensão
a desenvolversinais da inflamação na presença de
pequenas quantidades de placa. 
c) Associada a medicamento para aumento
de tecido gengival.
Drogas que influenciam a Hiperplasia gengival:
fenitoína, valproato de sódioa, bloqueadores de ca-
nais de cálcio (nifedipina, vepramil, amlodipina,
ditiazem) drogas imunorreguladoras (ciclosporina) e
altas doses de contraceptivos orais. 
Fator etiológico da doença periodontal e da
gengivite: biofilme bacteriano específico. 
As doenças periodontais necrosantes são
fortemente relacionadas ao comprometimento do
sistema imune, como AIDS, crianças com má
nutrição severa, condições de vida extremas ou
infecções severas. Podem até ameaçar a vida do
paciente. Também podem ser encontradas em
pacientes com comprometimento moderado do
sistema imune como fumantes ou pessoas com
estresse. 
Geralmente se limita a margem gengival e
papila ulcerada / necrosada;
Pseudomembrana amarelo-esbranquiçada ou
acinzentada;
Defeito em forma de cratera nas papilas;
Sangramento provocado ou espontâneo;
Dor;
Sintomatologia sistêmica (febre, mal-estar e
linfadenopatia).
Doenças periodontais
necrosantes:
Classificação Região
Gengivite
necrosante
Somente gengiva.
Periodontite
necrosante.
Perda óssea
associada.
Estomatite
necrosante.
Se estende para a
mucosa alveolar.
Doença inflamatória crônica multifatorial associada
com biofilme disbiótico e caracterizada pela 
Periodontite:
Estágio
Relacionada com a severidade da doença - o
quanto a doença já destruiu os tecidos de suporte.
Caso haja “fatores de complexidade” (por
exemplo, lesões de furca ou mobilidades
avançadas), sobe-se o estágio ao pior cenário
encontrado. 
Em pacientes tratados, o estágio não deve
diminuir.
Estágio Determi
nantes Secundárias
Estágio I
(Periodontite
Inicial)
Perda de
inserção
interproximal
de 1-2mm.
PS ou igual a
5mm.
PS > ou igual a 6mm;
Perda dental devido a
periodontite;
Perda ósssea vertical de
até 3mm;
Lesões de furca grau II ou
III. 
Estágio IV
(Periodontite
severa)
Perda de
inserção
interproximal
> ou igual a
5mm.
Disfunção mastigatória;
Trauma oclusal
secundário;
Defeito de rebordo
grave;
Menos de 20 dentes
mastigatórios.
destruição progressiva do aparato de inserção
dental. 
Pode ser classificada de acordo com:
Grau
Reflete as evidências, ou o risco, de progressão da doença e seus efeitos na saúde sistêmica. 
Grau Determinantes Secundárias
Grau A (Padrão de
progressão lenta)
Evidência direta de não progressão
de perda de inserção por 5 anos. 
0,25 mm de perda/ano.
Grande acúmulo de biofilme, mas pouca
destruição periodontal. 
Grau B (Padrão de
progressão moderada)
Evidência direta de progressão de
perda de inserção a 2mm
em 5 anos. 
> 1 mm de perda/ano.
Destruição excede ao esperado para a
quantidade de biofilme.
Ausência de respostas esperadas às
terapias de controle de biofilme.
Extensão
É avaliado de acordo com os dentes que apresentam sangramento. 
Extensão Determinantes
Localizadas Até 30% dos dentes afetados;
Generalizada > 30% dos dentes afetados; 
Padrão molar/incisivos Acomete molares superiores e incisivos inferiores.
Pacientes fumantes que apresentam a doença são classificados quanto a extensão sempre em
GENERALIZADO. 
As Doenças cardiovasculares e a doença
periodontal são doenças inflamatórias crônicas, e
numerosos estudos epidemiológicos transversais e
longitudinais forneceram evidências de que existe
uma associação com risco elevado em que a
presença de certos agentes infecciosos pode levar a
um aumento do risco de doenças cardiovasculares. 
 
MEDICINA
PERIDONTAL
Estuda a interação fisiológica e patológica
entre a saúde do periodonto e a saúde
sistêmica do hospedeiro, ou seja, é o estudo
dos meios pelos quais a doença periodontal
pode influenciar uma série de desordens
sistêmicas. 
Bacteremia 
a) Se a quantidade de bactérias na corrente
não for significativa, é bem provável que o
próprio organismo se encarregue de retirá-
las da circulação. 
b) Se o número for alto, os anticorpos não
darão conta e será necessária uma
intervenção farmacológica (através de
medicamentos específicos – os
antibióticos).
A bacteremia é descrita como a presença
transitória, intermitente ou contínua, de bactérias
na corrente sanguínea. 
Contudo, dependo da velocidade da evolução do
quadro do paciente, esta bacteremia deixa de ser
“preocupante” e passa a ser letal, culminando num
choque séptico. Neste caso o que ocorre é a
infecção sanguínea (a sepsis) e pode levar o
paciente à morte.
Doença periodontal X
cardiopatias
Pesquisas recentes indicam que a periodontite pode
estar associada ao desenvolvimento de doença
cardiovascular. 
A doença periodontal é uma doença
inflamatória crônica, produzida por
microrganismos gram-positivos e gram-
negativos anaeróbios, com níveis de
incidência alto, sendo a segunda maior causa
de patologia dentária na população humana
de todo o mundo. E se não tratada, pode
induzir à destruição dos tecidos de suporte
dos dentes, como possível resultado de uma
liberação de vários produtos tóxicos de
patógenos subgengivas específicos, assim
como respostas do hospedeiro formadas
contra as bactérias e seus produto.
Aterosclerose
A aterosclerose é uma inflamação, com a formação
de placas de gordura, cálcio e outros elementos na
parede das artérias do coração e de outras
localidades do corpo humano. Ela se caracteriza
pelo estreitamento e enrijecimento das artérias
devido ao acúmulo de gordura em suas paredes,
conhecido como ateroma.
Com o passar dos anos, há o crescimento das
placas, com estreitamento do vaso, podendo chegar
à obstrução completa, restringindo o fluxo
sanguíneo na região.
Com isso, o território afetado recebe uma
quantidade menor de oxigênio e nutrientes, tendo
suas funções comprometidas. Essa complicação é a
causa de diversas doenças cardiovasculares, como
infarto, morte súbita e acidentes vasculares
cerebrais.
INÍCIO DA C2 
As hipóteses acerca da interação entre elas
concentram-se na ocorrência da migração dos
patógenos da doença periodontal para a placa
lipídica no endotélio, desencadeada a partir da
bacteremia. 
Como principais bactérias com potencial de atingir
além do periodonto uma condição sistemática,
destaca-se as:
Porphyromonas gingivalis e 
Aggregatibacter actinomycetemcomitans.
Além desses, foram encontrados outros
periodontopatógenos, como a Prevotella intermedia
e a Tannerella forsythensis. 
A disseminação sistêmica dessas bactérias é
realizada por meio de mecanismos osmóticos
transcelulares:
perturbação física ao tecido gengival
(escovação, procedimentos odontológicos
invasivos e polimento dental) e 
recrutamento de células de defesa ao tecido
injuriado. 
Diante disso, estudos comprovam que as bactérias
P.gingivalis e A. actinomycetemcomitans são
possivelmente encontradas colonizando as placas
ateroscleróticas, ocasionando uma inflamação
secundaria aquele endotélio. 
Consequência
A consequência disso é o agravamento da
inflamação,uma vez que esses patógenos possuem
a capacidade de acionar e elevar a quantidade de
citosinas moduladoras de inflamação já presente na
lesão aterosclerótica, causando ao endotélio uma
inflamação secundária e sua disfunção, além disso,
ocorre maior expressão de células adesivas do
endotélio, propiciando um ambiente para a
formação de novas lesões. 
Quando a placa aterosclerótica é infectada pelas
bactérias provindas da doença periodontal ocorre
um aumento do recrutamento de células
inflamatórias crônicas por sinalização de
mediadores pró-inflamatórios e consequentemente
gera um aumento do risco trombótico. 
Doença periodontal X
diabetes 
Evidências indicam que a periodontite também
aumenta o risco do paciente em desenvolver
diabetes e suas complicações.
A área epitelial subgengival inflamada e ulcerada
das bolsas periodontais constitui uma vasta porta
de entrada para bactérias periodontopatogênicas,
seus produtos, endotoxinas como o
lipopolissacarídeo (LPS) e mediadores inflamatórios
que podem chegar a circulação sistêmica.
Como a inflamação pode influenciar
no funcionamento da insulina?
A inflamação impede o correto funcionamento do
hormônio insulina. Os neurônios do hipotálamo
perdem a capacidade de se ligar à insulina –
fenômeno conhecido como resistência à insulina.
Quando uma pessoa está com resistência à insulina,
o organismo é incapaz de produzir a quantidade
normal da insulina. Em outras palavras, o corpo de
quem tem a síndrome enfrenta dificuldades para
metabolizar adequadamente os açúcares presentes
nos alimentos.
Toda inflamação crônica pode ser o fator indutor
da intolerância à insulina, dificultando o controle
da diabetes. 
 
Pacientes com pobre controle metabólico da
diabete têm significativamente mais sangramento
gengival do que aqueles com bom controle, assim
como pacientes com periodontite não tratada
apresentam uma resistência maior ao controle
glicêmico, aumentando ainda mais as possibilidades
de complicações da diabete. 
O tratamento periodontal, quando precedido da
administração sistêmica de antibióticos, melhora o
controle glicêmico metabólico dos pacientes, uma
vez que a presença de infecções em diabéticos
aumenta a resistência à insulina, agravando a
condição da doença, complicando o controle
metabólico da mesma.
Vários estudos relataram que o estabelecimento da
pneumonia nosocomial depende da colonização da
orofaringe por patógenos respiratórios potenciais,
da aspiração desses para as vias aéreas inferiores e
também da capacidade desses microrganismos
escaparem das defesas naturais. Ainda que a
aspiração de pequenas quantidades de secreções da
cavidade bucal seja comum em indivíduos
saudáveis, especialmente durante o sono, em
pacientes em estado de alteração do nível de
consciência, as quantidades de secreções aspiradas
tendem a aumentar, facilitando assim a instalação
da pneumonia nosocomial.
Os microrganismos podem alcançar o trato
respiratório através de quatro possíveis vias de
acesso, tais como: 
disseminação hematógena, 
inoculação direta por aspiração, 
inalação de aerossóis infectados e 
infecções do trato gastrintestinal. 
Destas, a aspiração de microrganismos da cavidade
bucal a orofaringe é a via mais comum de infecção,
destacando assim a microbiota oral na etiologia das
infecções respiratórias. 
Mecanismos de associação entre as doenças
periodontais e a pneumonia nosocomial: 
Os periodontopatógenos podem ser aspirados
para o pulmão e causar infecção. 
A atividade enzimática hidrolítica aumentada
em indivíduos com periodontite, pode facilitar
a adesão de patógenos as estruturas da
mucosa bucal, modificando os padrões de
colonização da orofaringe. 
A doença periodontal pode afetar a adesão de
patógenos respiratórios ao epitélio de
revestimento do trato respiratório inferior. Em
resposta a essa adesão as células epiteliais
secretam quimiocinas que atraem células de
defesa, as quais liberam enzimas proteolíticas
que danificam o epitélio e aumentam a
suscetibilidade à infecção respiratória. 
Doença periodontal X
alterações respiratórias
Pesquisas sugerem uma associação entre pobre
saúde bucal e doenças respiratórias crônicas, como
a pneumonia e a doença pulmonar obstrutiva
crônica.
Relação bilateral
Pneumonia Nosocomial
A pneumonia nosocomial é uma infecção do
parênquima pulmonar que se desenvolve nas 48-72
horas após a internação hospitalar e que não está
presente ou incubada no paciente no momento da
sua admissão no hospital. A infecção resulta do
desequilíbrio entre os mecanismos imunitários do
hospedeiro e o patógeno, podendo se constituir de
uma significativa morbidade e mortalidade,
especialmente em indivíduos idosos ou
imunocomprometidos.
As citocinas originadas dos tecidos
periodontais inflamados podem alterar o
epitélio respiratório e promover a infecção por
agentes patogênicos respiratórios. 
A Porphyromonas gingivalis e várias outras
bactérias periodontopatógenas apresentam
atividades proteolíticas, que podem alterar a
superfície das células epiteliais da mucosa oral,
permitindo assim a colonização por potenciais
patógenos respiratórios. 
A melhora da higiene bucal e um efetivo cuidado
periodontal poderiam reduzir o número de bactérias
patogênicas bucais, prevenindo a instalação de
sérias infecções respiratórias em pacientes
suscetíveis. 
A higiene oral deficiente está associada a
pneumonia nosocomial, pois a presença de
patógenos periodontais na saliva e no biofilme
dental de pacientes internados em UTI é fator de
risco para pneumonia aspirativa. 
A atividade enzimática hidrolítica própria da
periodontite associada a presença de
Porphyromonas gingivalis pode reduzir a
capacidade das mucinas em se aderirem a
patógenos como Haemophilus influenzae , levando
uma diminuição das defesas do hospedeiro,
influenciando assim no estabelecimento da infecção
respiratória principalmente em indivíduos
hospitalizados em UTI. 
Os indivíduos portadores de periodontites
apresentam 3x mais chances de desenvolver
pneumonia nosocomial, quando comparados
com aqueles que não foram diagnosticados
com a doença periodontal. 
Estudos mostram que a escolha de um produto
enzimático como método auxiliar para a redução da
placa bacteriana bucal, seria uma forma eficaz para
a higienização oral de pacientes internados em
unidades de terapia intensiva. Como exemplo, a
clorexidina.
A influêcia da higiene oral
Doença periodontal X
parto prematuro
A gravidez pré-termo é aquela cuja idade
gestacional encontra-se entre 22 (ou 154 dias) e 37
(ou 259 dias) semanas.
Mães com perda de inserção periodontal de 3mm
ou mais - pelo menos 60% dos sítios examinados -
tem risco 7,5 vezes maior de terem nascimentos
prematuros de baixo peso. 
Em condições normais, hormônios maternos e as
citocinas de ação local agem na regulação do início
do trabalho de parto, nas modificações do colo
uterino, nas contrações uterinas e na própria
expulsão fetal. Infecções maternas que ocorrem no
período da gestação podem perturbar esse
mecanismo de regulação, resultando na ruptura
precoce de membranas placentárias e trabalho de
parto prematuro. 
Em casos de inflamação
O sistema de defesa do organismo reage,
aumentando significativamente os níveis sanguíneos
dessas citocinas inflamatórias. Concentrações altas
dessas citocinas, em mulheres grávidas, são
responsáveis pela ruptura das membranas uterinas
ou alteração no crescimento intrauterino,
resultando no NP (nascimento prematuro).
Infecções de outras partes do corpo podem servir
de gatilho também para a inflamação na unidade
feto-placentária.
Fator etiológico Fator de risco Fator indicador de risco
Agente causador da doença,
aquele que desencadeia os
sinais e sintomas de
determinada enfermidade. O
termo agente etiológico
pode ser usado em
substituição a patógeno. 
Variáveis biológicas, ambientais e
comportamentais que, se presentes,
podem aumentar diretamente a
ocorrência de determinada doença, ou,
se reduzidas ou eliminadas, podem
diminuir a ocorrência.
Variáveis que indicam aumentar diretamente
a ocorrência de determinadadoença, ou, se
reduzidas ou eliminadas, podem diminuir a
ocorrência. Entretanto, para serem
condiseradas fator de risco, é necessário
mais pesquisas para sua comprovação.
Sendo assim, pode-se concluir que a DP é considerada um fator indicador de risco para as doenças
cardiovasculares, respiratórias, diabetes e parto prematuro.
Dentro do espaço biológico encontra-se o fluído
crevicular que neutraliza as bactérias. 
Por conseguinte, a quebra desta harmonia pode
ativar a cascata inflamatória criando danos nos
tecidos gengivais quando não tratada. 
As dimensões do espaço biológico podem ser
influenciadas de acordo com as caraterísticas do
indivíduo, idade, posição do dente na arcada e
biótipo gengival. Existem dois biótipos gengivais: 
fino – mais delicado, festonado e com
aparência translúcida. Apresenta uma banda
de gengiva aderida reduzida, pelo que o
periodonto é frágil. Por se encontrar associado
a coroas longas, cónicas e com pontos de
contato finos, papilas altas, osso marginal fino
e menor dimensão ocluso- apical da junção
dento-gengival, existe uma maior reabsorção
depois de uma cirurgia. Por outro lado, o
biótipo fino apresenta recessão gengival como
reação a doença e ferimentos; 
grosso – mais denso e fibroso, espesso e plano,
pouco festonado, associado a coroas curtas e
quadradas, com pontos de contato largos e
osso marginal espesso. A dimensão ocluso-
apical da junção dento-gengival é superior,
pelo que é mais resistente a procedimentos
cirúrgicos, isto é, observa-se menos reabsorção
óssea. Não obstante, existe uma tendência
para a formação de bolsas periodontais, ao
contrário do biótipo fino.
CIRURGIA
PERIODONTAL
PRÉ PROTÉTICA
As cirurgias periodontais pré-protéticas são
uma necessidade frequente durante uma
reabilitação oral, sendo assim realizadas
como rotina na clínica de periodontia. Essas
servem para adequar as estruturas
periodontais e otimizar os resultados
estéticos e funcionais de uma reabilitação
protética. Através da utilização de retalhos e
do recontorno ósseo, consegue-se aumentar
a coroa clínica e reposicionar a margem
gengival.
Espaço de inserção
supracrestal
O espaço biológico é definido como a distância
entre a porção mais coronal do epitélio de união e
a crista do osso alveolar. 
As medidas médias das estruturas periodontais são: 
profundidade do sulco – 0,69 mm;
comprimento do epitélio de união – 0,97 mm; 
inserção do tecido conjuntivo – 1,07 mm. 
Funcionalmente o espaço biológico trata-se de uma
barreira de proteção em torno do dente,
funcionando como um vedante biológico. 
Os procedimentos cirúrgicos para aumento de
coroa clínica compreendem a excisão ou de tecidos
moles através de gengivectomias e gengivoplastias
ou necessitando de remoção de tecido ósseo
através de osteotomias e osteoplastias. A grande
indicação desse tipo de cirurgia é feita quando
existe invasão do espaço biológico, pois este é de
grande importância quando se almeja o sucesso, ou
por ocasião de tratamento restaurador. 
As indicações para esse tipo de cirurgia é:
Quando ocorre fratura dentária, 
cárie extensa, 
reabsorção dentária ou 
preparos protéticos iatrogênicos.
Dessa forma, a recuperação da distância dos
tecidos supracrestais deve ser planejada antes do
procedimento restaurador direto ou indireto.
Foi estabelecido um valor médio de 3,0 mm para a
recuperação dos tecidos gengivais supracrestais.
Grande parte dos autores considera essa medida
entre o término do preparo protético e o topo da
crista óssea alveolar para as cirurgias de aumento
da coroa clínica com osteotomia.
1.Após a anestesia da região a ser operada,
inicia-se o procedimento através de incisão
feita com bisturi Bard-Parker e lâminas n°15. 
2.A incisão na margem gengival deve ser
indicada em função da quantidade de tecido
ceratinizado disponível na área a ser operada.
Se tivermos uma boa faixa, aproximadamente
de 5 a 6mm, já de início poderemos ganhar o
aumento da coroa clínica realizando uma
incisão para-marginal de 1 a 3mm da margem
gengival, deixando um colarinho que
posteriormente será eliminado através de uma
incisão secundária realizada no sulco.
Invasão do espaço
biológico
Quando este espaço é violado há como
consequência uma resposta inflamatória que resulta
em alterações destes tecidos. Desta maneira,
podemos ter uma “autocorreção” do espaço
biológico, porém de forma totalmente imprevisível.
Pode causar inflamação crônica associada a
periodontite que poderá, nos casos mais graves,
evoluir para perda da peça dentária, sendo que
quando este fenômeno ocorre verifica-se reabsorção
óssea numa tentativa de restabelecer o espaço da
inserção conjuntiva. 
Para ser possível restabelecer o espaço biológico e
para que se forme o sulco gengival é necessário
respeitar cerca de 3 mm, desde a crista óssea
alveolar até a margem gengival. 
Aumento de coroa clínica
5. A quantidade de osso a ser removido deve ser,
em média, de 3mm para total restabelecimento das
estruturas que compõem o espaço biológico. O
bom senso clínico deve prevalecer nessa hora, pois
diante de um tecido mais espesso, uma quantidade
maior de tecido ósseo pode ser removida, enquanto
que frente a um tecido mais fino, menos osso deve
ser removido.
6. A osteotomia pode ser realizada com
instrumentos manuais como cinzéis de Oschsenbin
(mini), Fedi, Wedelstaedt e limas como Schluger e
Buck.
7. O alta rotação e pontas diamantadas também
podem ser utilizadas, tomando-se o cuidado de
desligar o suprimento de água, irrigando
abundantemente com soro fisiológico para evitar
contaminações e o aquecimento do osso.
Instrumentos rotatórios como as pontas
diamantadas (1012 HL, 1104 HL, 1016 HL e 1018 HL),
assim como com brocas Carbide de haste longa
(701, 702, 704 e 708), além de brocas
multilaminadas podem ser utilizadas. 
8. A osteotomia deve ser feita de maneira suave e
progressiva, removendo osso, e ao mesmo tempo
preservando o contorno da arquitetura óssea da
região envolvida. Devem-se evitar ângulos vivos,
procurando um arredondamento. Nessa fase deve-
se constantemente tomar as medidas com sonda
milimetrada para evitar que haja excesso ou falta
nas remoções.
3. Se houver dificuldades no afastamento do retalho
para o acesso ao tecido ósseo, podem-se indicar
incisões relaxantes. Se forem únicas, deverão ser
realizadas sempre que possível por distal, evitando-
se também o meio das papilas e o centro da face
vestibular, para que defeitos gengivais não sejam
observados no pós-operatório, em razão das suturas
e prováveis recessões gengivais.
4. Com uma sonda milimetrada deve-se medir a
distância encontrada entre o término do preparo e
a crista óssea, para calcularmos a quantidade de
osso a ser removido.
9. Realizar suturas com fio de nylon para evitar
acúmulo de biofilme.
A correção do sorriso gengival é um dos
tratamentos mais buscados na área da periodontia.
No entanto, a razão maior por essa procura é a
questão estética e não biológica.
Existem alguns prováveis fatores etiológicos, como:
aumento gengival/supercrescimento, 
coroas clínicas curtas, 
erupção passiva, 
desenvolvimento excessivo da maxila, 
lábio superior curto ou 
a relação desses fatores.
Aumento de coroa clínica
na estética
Erupção passiva alterada
Os dentes durante sua erupção apresentam
duas fases sendo:
1) fase ativa, onde o dente atinge sua posição
oclusal por meio do movimento do dente de
dentro do osso até a cavidade bucal;
2) fase passiva, onde os tecidos gengivais
migram em direção apical expondo a coroa.
A erupção passiva alterada foi pontuada como uma
condição em que a margem gengival no adulto está
localizada para incisal ou oclusal em relação à
convexidade cervical da coroa clínica e não se
encontra junto à junção cemento-esmalte do dente
No que diz respeito à erupção passiva alterada,
pode ser classificada em dois tipos, tendo como
referência a junção mucogengival em relação à
crista óssea.
tipo 1: determina que há excesso de
sobreposição da margem gengival na coroa, a
dimensão da gengiva queratinizada é
considerável e a junção mucogengival se
localiza mais apicalque a crista óssea.
Definido pela falha da erupção passiva, onde
se dá o excesso sobreposição gengival sobre a
coroa anatômica do dente e, em contrapartida,
a distância entre crista óssea e junção cemento
esmalte será normal.
tipo 2: a porção gengival queratinizada é
estreita e a junção mucogengival coincide ao
nível da linha cemento esmalte. Definido pela
falha primária da erupção ativa, e por isso o
dente não emerge suficientemente do osso
alveolar, tornando assim a junção cemento
esmalte muito próxima à crista óssea. Nesse
caso, poderia impedir a migração apical das
gengivas durante a fase de erupção passiva.
Reavaliação após
30 dias 
Em muitas áreas haverá redução na profundidade
de sondagem, com a resolução do processo
inflamatório destrutivo pré-existente. Entretanto,
naquelas em que o nível de perda de inserção não
melhorou, um planejamento cirúrgico deve ser
considerado, com a possibilidade de execução de
cirurgias a retalho para acesso às áreas
comprometidas pela doença.
As técnicas cirúrgicas compreendem a segunda
etapa do tratamento periodontal e têm como
objetivo primário o tratamento da doença com a
eliminação e/ou redução da bolsa infectada que
não foi eliminada por procedimentos não cirúrgicos.
Os objetivos do tratamento cirúrgico sã0:
Facilitar o acesso para raspagem e alisamento
radicular (RAR);
Eliminar ou reduzir bolsas periodontais;
Obter condições anatômicas que facilitam a
higienização bucal;
Aumentar a coroa clinica e/ou restabelecer o
espaço biológico;
Regenerar tecidos periodontais perdidos. 
Sendo assim, para quem é indicada a cirurgia?
Bolsas profundas > 6mm;
TERAPIA
CIRÚRGICA
Uma vez concluída a fase de procedimentos
não cirúrgicos (raspagem a campo fechado,
remoção de fatores retentivos de placa e
melhora da higiene oral), deve-se realizar um
novo exame dos parâmetros periodontais,
onde serão analisadas a gravidade e extensão
das sequelas do processo infeccioso sobre os
tecidos periodontais. 
Idealmente, a eliminação cirúrgica da bolsa deveria
ser seguida de uma regeneração total dos tecidos
periodontais que foram perdidos, mas nem sempre
isto ocorre e, assim, um tecido cicatricial reparado
acaba sendo formado no lugar dos tecidos originais.
Este resultado não é o que sonhamos, mas tem
como finalidade principal restabelecer a saúde do
complexo periodontal, devolvendo ao paciente um
sulco raso que ele possa manter saudável, sem a
ajuda profissional. Assim, podemos elencar as
cirurgias a retalho para o tratamento da perda de
inserção, como sendo as técnicas cirúrgicas
ressectivas que se enquadram com estes objetivos. 
Largura excessiva da superfície dos dentes
(molares);
Defeitos radiculares - fissuras e concavidade;
Envolvimento de furca grau I e II. 
Retalho original de
Widman 
Foi a primeira técnica de retalho desenvolvida, onde
a área a ser operada é delimitada por duas incisões
relaxantes ou liberantes.
A cicatrização em primeira intenção, porém,
deixa sequelas estéticas. 
1.Duas incisões relaxantes demarcam área
programada + uma incisão em bisel invertido é
feita 2mm da margem gengival para unir as
duas incisões;
A separação do tecido inflamado da gengiva
não inflamada acelera a cicatrização,
trazendo mais conforto ao paciente.
Se as bolsas na área vestibular forem menores que 2
mm ou se as consideracoes estéticas forem
importantes, é realizada uma incisão intrasucular. 
Retalho de Widman
modificado
Conhecida por técnica de “raspagem a céu aberto”,
apresenta como vantagens a diminuição da
profundidade de sondagem das bolsas com máxima
preservação do tecido periodontal e garante maior
preservação estética, devido a menor exposição das
superfícies radiculares. 
2. O colar do tecido gengival inflamado é removido
após o rebatimento do retalho mucoperiósteo;
3. Realiza-se o recontorno fisiológico ósseo, se
necessário.
1.A incisão é feita de0,5 a 1 mm da margem
gengival e paralela ao longo eixo dos dentes.
2. Após o cuidadoso afastamento do retalho
érealizada uma segunda incisão intra-sucular até a
crista óssea alveolar para separar o colar tecidual
da superfície radicular. 
3. A terceira incisão é feita perpendicular a
superfície radicular e o mais próximo possível da
crista óssea, separando desse modo, o colar de
tecido do osso alveolar.
4. O epitélio da bolsa e o tecido de granulação são
removidos com curetas. As raízes expostas são
raspadas e aplainadas, os defeitos ósseos são
cuidadosamente curetados. Os retalhos são
ajustados e suturados.
Retalho de Kirkland
Preocupado com o prejuízo estético causado pela
retração cicatricial, propôs uma técnica mais
conservadora.
1.Realizam-se incisões intrassulculares até o
fundo da bolsa, tanto na face vestibular como
na lingual. As incisões se estendem nas
direções mesial e distal.
2. Faz-se o descolamento do retalho para expor as
superfícies radiculares para debri- damento. Se
houver defeitos ósseos angulares devem ser
curetado.
3. Eliminam-se da superfície interna do retalho
tecidos de granulação e o epitélio da bolsa.
Reposiciona-se o retalho através de suturas
interproximais.
Quando a técnica de Widman é utilizada?
Em locais de difícil visualização (dente
17, por exemplo); 
Em pacientes sem demanda estética. 
Um caso de desarmonia rosa é o sorriso gengival,
que pode ser dado por três fatores:
1.o crescimento excessivo vertical da maxila, 
2. crescimento gengival; 
3.a erupção passiva alterada.
A erupção dentária passiva é um processo
secundário no qual ocorre a migração
gengival para a direção apical. Quando
ocorre uma falha nessa migração, o processo
é chamado de erupção passiva alterada, o
que pode determinar a presença de coroas
dentárias curtas e/ou excesso de gengiva ao
sorrir, com impacto estético negativo. 
A odontologia estética moderna é dividida
em dois ramos: a estética branca, que cuida
da estética dos dentes e a estética rosa, que
trata da estética das gengivas - é aqui que a
estética periodontal entra.
ESTÉTICA
PERIODONTAL
Para se conseguir harmonia em um sorriso a
intervenção no tecido gengival pode ser
necessária e o conhecimento dos fatores que
compõem a estética gengival é necessário. 
A avaliação periodontal consiste na
observação da:
exposição gengival durante o sorriso, 
coloração do tecido, 
posição e contorno das margens
gengivais, 
fenótipo gengival, 
posição do zênite e 
presença de papila interdentária. 
Baixa: representa um sorriso que mostra menos
de 75% dos dentes superiores anteriores; 
Média: configura um sorriso que mostra de
75% a 100% dos dentes superiores anteriores e
as papilas interdentárias; 
Alta: corresponde ao sorriso que mostra toda a
extensão coronária dos dentes superiores
anteriores e uma faixa contínua de gengiva.
Análise labial e linha do
sorriso 
Linha do sorriso é aquela que define quanto dos
dentes e quanto da gengiva estão a mostra quando
o paciente sorri.
ALTA MÉDIA BAIXA
As Referências Estéticas Dentárias foram criadas
para facilitar a visualização dos dentes anteriores
superiores, sugerindo o que deve ser criado ou
alcançado com esses dentes, objetivando a melhor
estética dentária. 
Referências estéticas
dentárias 
Desse modo, quando o paciente apresenta uma
linha alta do sorriso é possível observar uma
exibição de uma quantidade excessiva de gengiva e
um impróprio posicionamento da borda inferior do
lábio superior acima dos dentes anteriores
superiores, além disso, a posição da margem
gengival pode estar alterada em relação às coroas
dentárias, revelando uma aspecto de exposição
gengival excessiva.
Início de C3
área compreendida entre os zênites gengivais e a
borda inferior do lábio superior ao sorrir. 
A linha cervical ou gengival é formada a
partir da união dos zênites gengivais, que são
os pontos mais apicais do contorno gengival.
O zênite gengival dos ICS e CS devem
estar localizados ligeiramente distal a
linha media, 
O zênite dos ILS devem estar no mesmo
nível da linha média. 
 
Excesso gengival 
A exposição gengival em excesso (EGE) é
caracterizada por uma exibição de mais de 3 mm da
A erupção passiva alteradaé a falta de migração
apical dos tecidos marginais periodontais e confere
aos dentes aparência curta e desproporcional. É
uma das etiologias mais frequente do sorriso
gengival e que pode ser tratado com cirurgia
periodontal como a gengivectomia associada ou
não à osteotomia
O sorriso harmônico deve apresentar:
a) plano incisal dos dentes superiores
seguindo a curvatura do lábio inferior;
b) simetria gengival entre os dentes
homólogos;
A margem gengival do incisivo lateral
deve estar aproximadamente 1mm
abaixo da margem do incisivo central;
a margem gengival do canino deve estar
na mesma altura ou 1mm acima do
incisivo central.
Tomado como base a etiologia e o diagnóstico,
diversas especialidades da odontologia se reúnem
para contemplar a abordagem terapêutica para
correção do sorriso gengival. Dentre essas áreas,
cabe destacar: a periodontia, cirurgia maxilofacial,
ortodontia, dentística restauradora, além da
harmonização orofacial como complementar.
AUMENTO DE COROA ESTÉTICA
A cirurgia plástica gengival traz inúmeras técnicas
para alinhar gengivas. As mais utilizadas são a
gengivectomia, um procedimento cirúrgico simples
indicado para remover gengivas em excesso, e a
gengivoplastia, uma versão mais sofisticada que
remodela a gengiva e o osso ao redor dos dentes e
é indicada para correções mais complexas e
precisas.
A técnica pode ser feita de duas formas:
1. com retalho: descola e rebate a gengiva
remanescente após os recortes feitos pelo
bisturi. As vantagens dela é que ela permite
um controle mais preciso da remoção do osso
ao redor dos dentes, reduzindo os riscos e
problemas associados à gengivoplastia. Por
outro lado, seu pós-operatório mais delicado
exige dedicação do paciente operado para que
a cicatrização ocorra sem intercorrências. 
2. sem reatalho: sem a elevação do retalho,
possibilitando a realização de uma osteotomia
via sulco gengival, com a utilização de micro-
https://luisgustavoleite.com.br/blog/cirurgia-plastica-gengival-em-porto-alegre-1/
https://luisgustavoleite.com.br/blog/plastica-gengival/
https://luisgustavoleite.com.br/blog/gengivoplastia-e-gengivectomia-diferenca-entre-cirurgias/
https://luisgustavoleite.com.br/blog/gengivoplastia-passo-a-passo-2/
https://luisgustavoleite.com.br/blog/gengivoplastia-passo-a-passo-2/
https://luisgustavoleite.com.br/blog/gengivoplastia-passo-a-passo-2/
Recidiva: “gengivas voltam a crescer”
Problema mais comum à gengivectomia, que
remove a gengiva em excesso sem recortar o
osso. Nestes casos, o tratamento requer nova
cirurgia que observe as distâncias corretas
para o alinhamento gengival planejado -->
refazer o espaço supracrestal.
cinzéis apropriadas. Os benefícios da técnica
incluem a finalização do procedimento sem a
necessidade de suturas, a diminuição do
desconforto pós-operatório e a otimização
da reparação tecidual. 
Recessão gengival 
A retração da gengiva é uma condição em que a
parte da gengiva que cobre o dente diminui,
deixando o dente mais exposto, mais alongado.
Ela pode ser de dois tipos:
1.Apenas em um dente: sendo mais aparente, já
que haverá o contraste em relação ao restante
da arcada dentária.
2.Retração generalizada: ou seja, em todos os
dentes ao mesmo tempo.
Diversos fatores etiológicos são atribuídos a essa
condição clínica, como:
hábitos de higiene oral (força na escovação), 
má posição dentária, 
inserção anormal de bridas e freios, 
deiscências ósseas, 
fatores iatrogênicos relacionados a
procedimentos restauradores e ortodônticos e 
doença periodontal.
Devido a exposição radicular, esse defeito
antiestético pode causar hipersensibilidade 
dentinária e propiciar as lesões de cárie de raiz e
lesões cervicais não cariosas, como a abrasão
cervical. 
Tais consequências indicam o recobrimento
radicular como tratamento da recessão gengival.
A primeira etapa do tratamento dessa condição
clínica deve ser a eliminação e controle de todos os
fatores etiológicos potenciais relacionados com a
causa da recessão gengival e abrasão cervical,(etapa
da qual depende o sucesso e a longevidade do
tratamento.)
Vale lembrar que a quantidade de dentes 
interfere no prognóstico. 
As recessões gengivais dividem-se em quatro classes
diferentes que variam de acordo com sua gravidade,
e fornecem o prognóstico da quantidade de
recobrimento radicular.
Classe I, a margem gengival não ultrapassa a
linha mucogengival e não há perda de tecidos
moles e duros em nível interproximal. 
Classe II, a margem gengival estende-se até ou
para além da linha mucongengival, e não há
perda de tecidos moles e duros em nível
interproximal.
NÃO
Nas recessões de classe l e lI é esperado um
recobrimento total das recessões após as cirurgias.
Classe III, a margem gengival estende-se
até ou para além da linha mucogengival,
verificando-se perda de tecidos moles e
duros em nível interproximal.
Na classe III, o recobrimento radicular esperado é
apenas parcial. 
Classe IV, a margem gengival ultrapassa a linha
mucogengival e observa-se perda de osso
interdentário atingindo um nível apical à
extensão marginal da recessão. 
Já na classe IV, o resultado é imprevisível, visto que
há uma grande perda de estruturas do periodonto.
Os biótipos finos são formados por uma estreita e
delicada banda de tecido queratinizado e uma
quantidade limitada de gengiva aderida que, devido
à sua friabilidade, apresenta um risco aumentado de
recessão após os procedimentos dentários.
Excesso gengival 
Podemos converter um biótipo fino num
grosso, utilizando um enxerto de tecido mole
para resultados cirúrgicos funcionais e
estéticos mais previsíveis. 
Regeneração x renovação
A regeneração se caracteriza pela restituição
dos componentes teciduais idênticos àqueles
removidos. Só é possível em tecidos em que
ainda possuem células com a capacidade de
se proliferar ou tenham ainda células tronco.
Reparação de tecidos é caracterizada pela
cicatrização de feridas que não restauram
completamente a arquitetura ou a função do
tecido inicial saudável.
Cicatrização padrão para regiões pós-tratamento
periodontal.
Turnover: migram em direção apical
aproximadamente 10 vezes mais rápido que
outros tipos de células periodontais. 
Eles produzem reparo, resultando na formação de
epitélio juncional longo e impedindo a formação de
um novo anexo.
REGENERAÇÃO
PERIODONTAL
A regeneração periodontal é uma entidade
histológica que pressupõe a formação de
novo cemento radicular, novo ligamento
periodontal e novo osso alveolar que
previamente tinham sido perdidos por
infecção periodontal. 
Teoria do potencial de
reparo dos tecidos
periodontais
As células que repopulam a superfície da raiz
exposta determinam a natureza da forma de
inserção. 
Normalmente, as células com a taxa de migração
mais rápida tendem a dominar a fase inicial de
cicatrização.
Células epiteliais
Não conseguem formar novo osso, ligamento
periodontal e cemento.
Formação de fibras orientadas de forma paralela a
superfície radicular, sem inserção à raiz -
manutenção da bolsa.
Quando repopulam a raiz, ocorre inserção na forma
de adesão conjuntiva, podendo ocorrer reabsorção
radicular (exposição da dentina).
Células do tec. conjuntivo
Migram e entram em contato com a superfície
radicular, além de reabsorção, anquilose também
pode ocorrer. 
O tecido de granulação originado do osso não
tem potencial para desenvolver condições para
uma nova ligação do tecido conjuntivo às
superficies radiculares, bem como o tecido
conjuntivo gengival.
Tem apenas capacidade de neoformação óssea.
Células ósseas 
As regiões que apresentam neoformação dos
tecidos periodontais ocorrem em regiões próximas
ao ligamento periodontal afetado (base do efeito). 
Células do ligamento periodontal 
As membranas que apresentam função de barreira,
idealmente deveriam apresentar cinco principais
critérios:
1.biocompatibilidade, 
2. capacidade de manutenção de espaço: deve
possuir rigidez para criar e manter um espaço
adequado para a regeneração óssea (para o
crescimento e suporte tecidual), principalmente
em grandes defeitos. O material tambémdeve
ser adequadamente maleável para fornecer a
geometria específica necessária para a
reconstrução funcional.
3.oclusividade celular: deve ser idealmente
oclusiva para evitar formação de tecido fibroso
através da invasão das células epiteliais, tecido
conjuntivo ou fibroblastos e permitir a
regeneração óssea.
4. integridade estrutural e 
5.adequado gerenciamento clínico.
O tempo que uma membrana deveria ficar em
função de barreira, separando o tecido ósseo do
conjuntivo, varia de 3 a 12 meses, dependendo da
dimensão do defeito ósseo. Dessa forma, é
interessante que a membrana utilizada em RTG
fique sem ser reabsorvida por longo prazo,
cumprindo a função de barreira durante o todo o
processo da RTG.
Pela sua textura, a membrana pode colabar, indo ao
encontro com a raiz do dente, não mantendo o
espaço para a formação dos tecidos periodontais
perdidos, e, para isso não acontecer, faz-se
necessário o enxerto ósseo. 
Proliferem e recobrem a superfície da raiz
desnuda. 
Tem células capazes de sintetizar e
remodelar os três tecidos conectivos da
parte alveolar do periodonto:
osteoblasto, cementoblasto e
fibroblasto.
Regeneração tecidual
guiada
Sua base biológica baseia-se na crença de que a
colocação de um dispositivo físico exclui e restringe
a migração apical de células do tecido conjuntivo
epitelial e gengival e fornece espaço para as células
do ligamento periodontal, osteoblastos e
cementoblastos migrarem seletivamente para o
espaço periodontal. 
Isto pode ser feito usando membranas barreira com
ou sem enxertos ósseos. 
Membranas barreira
Os Enxertos Ósseos consistem na colocação de
materiais de preenchimento ósseo dentro do defeito
periodontal. 
Enxerto ósseo
1.Tecido epitelial
2.Tecido conjuntivo
3.Tecido ósseo
4.Ligamento periodontal
MAS, COMO IMPEDIR QUE OS
OUTROS TECIDOS CHEGEM ANTES?
Como complicação de ocorrência comum na
terapia de RTG, pode ser citada a exposição
da membrana ao meio bucal. Essa exposição
provê um ambiente favorável à aderência e
multiplicação bacteriana, e se torna uma rota
de entrada de patógenos para dentro do
tecido periodontal viável. Assim, conclui-se
que esta é uma técnica de alta complexidade
e alto custo. 
Os epitélios interno e externo do orgão do esmalte
proliferam em direção apical para induzir a
formação da raiz do dente. 
Inicia-se a formação da dentina radicular, que
estimula o aparecimento dos odontoblastos a partir
das células da papila dentária. 
Na raiz dentária, as proteínas da matriz são
secretadas pelas células da bainha epitelial de
Hertwing - amelogeninas são secretadas durante a
diferenciação dos ameloblastos.
No final deste período, a bainha epitelial torna-se
fenestrada e através destas fenestrações as células
ectomesenquimais do folículo dentário penetram,
entrando em contato com a superfície da raiz. As
células ectomesenquimais em contato com as
proteínas relacionadas ao esmalte diferenciam-se
em cementoblastos e começam a formar tecido
cementóide. 
As outras estruturas do periodonto são formadas
pelas células ectomesenquimais do folículo dentário
lateral ao cemento. 
Além da manutenção do espaço, há 3
possíveis potenciais do enxerto, dependendo
de sua origem:
Osteogênico: apresentacélulas viáveis
para formação óssea - osteoblastos;
Osteocondutor: manoém o arcabouço
para a formação óssea;
Osteoindutor: estimula a migração de
osteoblastos.
 O biomaterial do enxerto que é considerado
melhor é aquele que não possui capacidade
osteogênica, mas sim, capacidade
osteocondutora, processo em que os
canalículos do osso transplantado agem
como um guia para o crescimento de pontes
de osteoblastos do tecido ósseo novo,
proveniente do hospedeiro.
Esse material pode ser: 
autógeno; o procedimento autógeno
utiliza fragmentos do próprio paciente. É
seguro, porém desconfortável para o
paciente, que terá que passar por 2
cirurgias e pós operatório. É
osteogênico.
alógeno; de diferentes indivíduos da
mesma espécie. Não é muito confiável,
uma vez que pode trazer riscos à saúde
do receptor, como a transmissão de
doenças, infecções e reações
imunológicas.
xerógeno; é retirado a partir de doador
não humano, normalmente bovino. A
comercialização nesse caso é autorizada
e os fragmentos passam por testes
também para esterilização. É coletado o
mineral ósseo, ou seja, sem a parte
orgânica - confiável. PADRÃO OURO. 
aloplásticos; de origem sintética.
Proteínas derivadas da
matriz do esmalte
BAINHA EPITELIAL
DE HERTWIG
Comercialmente conhecida como Emdogain, é um
recurso promissor para o tratamento de defeitos
periodontais:
defeitos intraósseos, 
lesões de furca, 
recessões gengivais e 
defeitos peri-implantares associados à
perimplantite.
A matriz derivada do esmalte (MDE) é um gel
viscoso que funciona como biomodulador tecidual.
É composta por um grupo de proteínas extraídas do
esmalte de dentes suínos em desenvolvimento. 
A capacidade de modular a resposta cicatricial,
aumentando a previsibilidade de regeneração em
diferentes padrões de defeitos periodontais, o
mecanismo biológico de ação das proteínas
derivadas da matriz do esmalte sobre a superfície
radicular, assim como a facilidade de manuseio
clínico, têm incentivado a sua utilização.
Apesar da origem, este produto não
apresenta reações adversas em humanos e
mostrou-se seguro mesmo após múltiplas
aplicações. 
EDM no tratamento periodontal Aplica-se por cerca de 2 minutos e faz a
lavagem com soro fisiológico.
Aplicação do EDM por 2 minutos. (A aplicação
só é realizada quando se verifica que a raiz
está desprovida de tecido de granulação, limpa
e seca.)
Sutura.
1. Incisão e levantamento do retalho;
2. Limpeza: procedimentos de raspagens e
alisamento devem ser feitos de forma
minuciosa, de modo que o processo infl
amatório seja mínimo no momento da cirurgia;
3.Condicionamento: condiciona a superfície da
raiz dentária com os objetivos de remoção da
smear-layer e exposição de algumas fibras de
colagéno. Este condicionador de raiz, é
composto por 24 % de ácido etileno
diaminotetra acético (EDTA) de pH neutro.
A TÉCNICA
FRENECTOMIA
A frenectomia é uma cirurgia simples que visa
a remoção do freio lingual ou labial.
Indicação de frenectomia:
Interferência na saúde: a remoção do
freio lingual é no caso da famosa “língua
presa”, que em bebês pode acarretar em
prejuízos na amamentação, deglutição e
respiração, e em crianças e adultos
prejudica também a fonação.
Interferência no posicionamento dos
dentes: a indicação para frenectomia
labial na maioria das vezes tem
finalidade ortodôntica e estética.
Inserção do Freio Labial e
Bridas x recessão
gengival
A inserção alta do freio labial e bridas musculares
são condições anatômicas que podem contribuir
para o aparecimento da recessão gengival. Isso
acontece pois:
O freio hiperplástico permite o acumulo de
placa bacteriana, possibilita trauma durante a
alimentação e a higienização da área,
favorecendo o acúmulo de biofilme e a
instalação de um processo inflamatório e
consequente recessão gengival. 
Pode criar redução na largura da faixa de
mucosa ceratinizada em região de incisivos
inferiores (inserção do freio labial inferior for
alta no processo alveolar). Essa condição pode
ser considerada fator de risco para recessões
marginais teciduais nesta área. 
Inserção alta de freios e
brida x mal
posicionamento dentário
A inserção pronunciada e fibrosa do freio labial
acarreta em um espaço entre os dentes centrais
superiores - os diastemas.
Este freio por possuir baixa inserção e tecido fibroso
entre os incisivos centrais superiores impedem que,
durante a fisiologia de irrompimento dentário os
dentes se aproximem. 
Técnicas cirúrgicas
Frenectomia simples
Frenectomia com manipulação
de sutura óssea 
Diferentemente do depósito de melanina, existem
outras condições que causam manchas enegrecidas
na gengiva e devem ser investigadas. São elas:
Melanoma: O tumor, por sua vez, ocorre
quando os melanócitos se tornam
cancerígenos. Muitas vezes, está associado ao
tabagismo e ao consumo exagerado de álcool. 
Tabagismo: O próprio hábito de fumartambém pode provocar manchas enegrecidas
ou acastanhadas na parte de dentro das
bochechas e dos lábios. Em geral, ao largar o
cigarro, elas somem um tempo depois. 
Tatuagem de amálgama: Há ainda a
possibilidade de um objeto estranho ter ficado
alojado sob o tecido da gengiva, como no caso
de uma restauração de amálgama feita
anteriormente. A chamada “tatuagem de
amálgama” surge como um ponto preto ou
azul-escuro na boca.
DERMOABRASÃO
A hiperpigmentação melânica não representa
uma patologia gengival, mas uma variação
anatômica que pode comprometer e gerar
desconforto estético para o paciente. A
literatura cita várias alternativas de
tratamento, dentre elas a dermoabrasão
Coloração dos tecidos
gengivais
A gengiva escura não é necessariamente sinônimo
de má higienização ou de algum tipo de doença ou
lesão. Na verdade, ela pode ser apenas resultado de
uma concentração maior de melanina.
Outras causas
A concentração maior de melanina no tecido
gengival provoca características bem definidas. São
manchas com coloração mais enegrecida ou
amarronzada, simétricas e persistentes por toda a
região. 
Bordas costumam ser irregulares, mas com
limites bem definidos;
Não surgem acompanhadas de dor ou
qualquer outro tipo de queixa; 
Não aumentam de tamanho e também não
alteram o estado que se espera da gengiva -
aspecto de casca de laranja.
A melanina é uma proteína natural do
organismo, produzida em maior quantidade
nas pessoas negras. É ela quem dá cor à pele
e ao cabelo, além de proteger contra a
radiação ultravioleta. Formada por células
especializadas chamadas melanócitos, ela
está presente em diferentes níveis e em várias
partes do corpo, incluindo a boca.
Tratamento
O tratamento da PM consiste na desepitelização
gengival com indicação basicamente estética,
principalmente em casos de grande exposição
gengival do sorriso, quando os pacientes se
apresentam com queixa de “gengiva escura”. 
Existem diversas técnicas:
a crioterapia, 
o laser, 
bisturi, 
abrasão com brocas, 
entre outros. 
Todas essas técnicas têm se mostrado eficientes e
com resultados iniciais satisfatórios, portanto sua
escolha irá depender da habilidade do profissional
na utilização de cada uma, assim como a
disponibilidade dos recursos necessários para suas
realizações.
Dermoabrasão: bisturi à frio
É necessário realizar anestesia infiltrativa
local;
A lâmina utilizada é a lâmina de bisturi
número 15 ou 15C ou gengivótomo de
Kirkland;
A lâmina deve estar posicionada a 45
graus em relação ao tecido gengival;
A profundidade de penetração deve ser
até alcançar o tecido conjuntivo:
visualização de sangramento intenso e
homogêneo - deixando tecido
conjuntivo com um aspecto cruento,
para que sofra a cicatrização por
segunda intenção, e assim o novo
epitélio possa ser formado livre de
pigmentação melânica.
Dermoabrasão: pontas
diamantadas 
A dermoabrasão por brocas é uma técnica de
fácil aplicação, que exige curto tempo
cirúrgico e que apresenta baixo custo. 
Essa técnica deverá contar com a habilidade
do cirurgião dentista para que a
despigmentação não aconteça de forma
excessiva, principalmente na região das
ameias e gengiva marginal, evitando o risco
de fenestrações e iatrogenias que resultem
em recessão gengival.
Broca diamantada circular ou oval.