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Materiais Sistematizados para Concursos 1 L E T R A D A L E I S I S T E M A T I Z A D A POR SIMONE PAVANELLO MUNIZ Artigos 994 ao 1.026 CPC CPCCPC https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ Materiais Sistematizados para Concursos 5www.myraeditora.com TÍTULO II - DOS RECURSOS CAPÍTULO I - DISPOSIÇÕES GERAIS Art. 994. São CABÍVEIS os seguintes RECURSOS: I - Apelação; II - Agravo de instrumento; III - Agravo interno; IV - Embargos de declaração; V - Recurso ordinário; VI - Recurso especial; VII - Recurso extraordinário; VIII - Agravo em recurso especial ou extraordinário; IX - Embargos de divergência. Atenção! Os embargos infringentes deixaram de existir com o novo Código de Processo Civil. Vale salientar que o referido recurso ainda prevalece no Código de Processo Penal. ESPÉCIES RECURSAIS 1 APELAÇÃO Prazo: 15 dias. 2 AGRAVO DE INSTRUMENTO Prazo: 15 dias. 3 AGRAVO INTERNO Prazo: 15 dias. 4 AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL OU EXTRAORDINÁRIO Prazo: 15 dias. 5 RECURSO ORDINÁRIO Prazo: 15 dias. 6 RECURSO EXTRAORDINÁRIO Prazo: 15 dias. 7 RECURSO ESPECIAL Prazo: 15 dias. 8 EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA Prazo: 15 dias. 9 EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Prazo: 5 dias. Art. 995. Os recursos NÃO impedem a eficácia da decisão, SALVO disposição legal ou decisão judicial em sentido diverso. Parágrafo único. A eficácia da decisão recorrida PODERÁ ser suspensa por decisão do relator, se da imediata produção de seus efeitos houver risco de dano grave, de difícil ou impossível reparação, E ficar demonstrada a probabilidade de provimento do recurso. https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ Myra Editora 6 www.myraeditora.com Atenção! Em regra, os recursos não possuem efeito suspensivo. Contudo, o relator poderá conceder efeito suspensivo ao recurso diante de dois requisitos cumulativos: 1. Risco de dano grave de difícil ou impossível reparação; E 2. Demonstrada a probabilidade de provimento do recurso. Além disso, importante frisar que os embargos de declaração possuem regra semelhante. A diferença é que nos embargos de declaração os requisitos para concessão de efeito suspensivo não são cumulativos. Veja o que estabelece o art. 1.026, § 1º: Art. 1.026. Os embargos de declaração não possuem efeito suspensivo e interrompem o prazo para a interposição de recurso. § 1º A eficácia da decisão monocrática ou colegiada poderá ser suspensa pelo respectivo juiz ou relator se demonstrada a probabilidade de provimento do recurso ou, sendo relevante a fundamentação, se houver risco de dano grave ou de difícil reparação. Todavia, no que tange à apelação vale frisar que prevalecerá, via de regra, o efeito suspensivo do recurso (art. 1.012). Sistematizando: RECURSOS EM GERAL EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REGRA REGRA NÃO possui efeito suspensivo. NÃO possui efeito suspensivo. EXCEÇÃO EXCEÇÃO 1. Risco de dano grave de difícil ou impossível reparação; E 2. Demonstrada a probabilidade de provimento do recurso. 1. Risco de dano grave de difícil ou impossível reparação; OU 2. Demonstrada a probabilidade de provimento do recurso. REQUISITOS CUMULATIVOS REQUISITOS ALTERNATIVOS VIA DE REGRA APELAÇÃO TERÁ EFEITO SUSPENSIVO Art. 996. O recurso pode ser interposto: Pela parte vencida; Pelo terceiro prejudicado; e Pelo Ministério Público, como parte ou como fiscal da ordem jurídica. Parágrafo único. Cumpre ao terceiro demonstrar a possibilidade de a decisão sobre a relação jurídica submetida à apreciação judicial atingir direito de que se afirme titular ou que possa discutir em juízo como substituto processual. Art. 997. Cada parte interporá o recurso independentemente, no prazo e com observância das exigências legais. § 1º Sendo vencidos autor e réu, ao recurso interposto por qualquer deles PODERÁ aderir o outro. https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ Materiais Sistematizados para Concursos 7www.myraeditora.com § 2º O RECURSO ADESIVO fica subordinado ao recurso independente, sendo-lhe aplicáveis as mesmas regras deste quanto aos requisitos de admissibilidade e julgamento no tribunal, SALVO disposição legal diversa, observado, ainda, o seguinte: I - Será dirigido ao órgão perante o qual o recurso independente fora interposto, no prazo de que a parte dispõe para responder; II - Será admissível na apelação, no recurso extraordinário e no recurso especial; III - NÃO será conhecido, se houver desistência do recurso principal ou se for ele considerado inadmissível. O art. 997, §§ 1º e 2º tratam do chamado recurso adesivo. Sistematizando: RECURSO ADESIVO Compreende Sucumbência Recíproca Sendo vencidos: Autor; E Réu. Órgão Competente >> Órgão perante o qual o recurso independente fora interposto. >> Prazo: aquele que a parte dispõe para responder, 15 DIAS. Será Admissível Apelação; Recurso Extraordinário; e Recurso Especial. Atenção! >> Perceba que a forma adesiva de interposição não abrange todos os recursos. Não Será Conhecido Se: >> Houver desistência do recurso principal; ou >> Recurso principal é inadmissível. Observações Gerais Recurso Adesivo: Fica subordinado ao recurso independente; Observará as mesmas regras do recurso independente quanto aos requisitos de admissibilidade e julgamento no tribunal, salvo disposição legal diversa. Art. 998. O recorrente PODERÁ, a qualquer tempo, SEM a anuência do recorrido ou dos litisconsortes, desistir do recurso. Parágrafo único. A desistência do recurso NÃO impede a análise de questão cuja repercussão geral já tenha sido reconhecida e daquela objeto de julgamento de recursos extraordinários ou especiais repetitivos. Art. 999. A renúncia ao direito de recorrer independe da aceitação da outra parte. https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ Myra Editora 8 www.myraeditora.com De acordo com Humberto Theodoro Júnior1: “Dá-se a desistência quando, já interposto o recurso, a parte manifesta a vontade de que não seja ele submetido a julgamento. Vale por revogação da interposição. A desistência, que é exercitável a qualquer tempo, não depende de anuência do recorrido ou dos litisconsortes (art. 998 do NCPC). Ocorre a renúncia quando a parte vencida abre mão previamente do seu direito de recorrer. A desistência é posterior à interposição do recurso. A renúncia é prévia. Para renunciar ou desistir, o advogado depende de poderes especiais (NCPC, art. 105). Em ambos os casos, há negócio jurídico processual”. Sistematizando: DESISTÊNCIA RENÚNCIA Recurso foi interposto. Recurso não foi interposto. Parte não deseja prosseguir com o recurso. Parte não deseja recorrer. É posterior ao recurso. É anterior ao recurso. Parte poderá desistir a qualquer momento. Parte renuncia antes de interpor o recurso. OBSERVAÇÃO OBSERVAÇÃO Desistência do recurso não impedirá análise de questão com repercussão geral reconhecida em recursos extraordinários ou especiais repetitivos. Renúncia ocorre antes da interposição do recurso. Portanto, não há que se falar em análise de questão com repercussão geral. INDEPENDE DA ACEITAÇÃO DA PARTE CONTRÁRIA Art. 1.000. A parte que ACEITAR expressa ou tacitamente a decisão NÃO poderá recorrer. Parágrafo único. Considera-se aceitação tácita a prática, SEM nenhuma reserva, de ato incompatível com a vontade de recorrer. Sistematizando: 1 Código de Processo Civil Anotado, Editora Forense, p. 1989. https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ Materiais Sistematizados para Concursos 9www.myraeditora.com Art. 1.001. Dos despachos NÃO cabe recurso. Do despacho não cabe recurso, pois ele não afeta negativamente nenhuma das partes, visto que não possui carga constritiva de direito. Art. 1.002. A decisão PODE ser impugnada no todo ou em parte. Art. 1.003. O prazo para interposição de recurso conta-se da data em que os advogados, a sociedade de advogados,a Advocacia Pública, a Defensoria Pública ou o Ministério Público são intimados da decisão. § 1º Os sujeitos previstos no caput considerar-se-ão intimados em audiência quando nesta for proferida a decisão. § 2º Aplica-se o disposto no art. 231, incisos I a VI, ao prazo de interposição de recurso pelo réu contra decisão proferida anteriormente à citação. Art. 231. Salvo disposição em sentido diverso, considera-se dia do começo do prazo: I - A data de juntada aos autos do aviso de recebimento, quando a citação ou a intimação for pelo correio; II - A data de juntada aos autos do mandado cumprido, quando a citação ou a intimação for por oficial de justiça; III - A data de ocorrência da citação ou da intimação, quando ela se der por ato do escrivão ou do chefe de secretaria; IV - O dia útil seguinte ao fim da dilação assinada pelo juiz, quando a citação ou a intimação for por edital; V - O dia útil seguinte à consulta ao teor da citação ou da intimação ou ao término do prazo para que a consulta se dê, quando a citação ou a intimação for eletrônica; VI - A data de juntada do comunicado de que trata o art. 232 ou, não havendo esse, a data de juntada da carta aos autos de origem devidamente cumprida, quando a citação ou a intimação se realizar em cumprimento de carta; Exemplo de decisão proferida anteriormente à citação se encontra no art. 332, que trata da improcedência liminar do pedido: Art. 332. Nas causas que dispensem a fase instrutória, o juiz, independentemente da citação do réu, julgará liminarmente improcedente o pedido que contrariar: I - Enunciado de súmula do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal de Justiça; II - Acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos repetitivos; https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ Myra Editora 10 www.myraeditora.com III - Entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de competência; IV - Enunciado de súmula de tribunal de justiça sobre direito local. § 3º No prazo para interposição de recurso, a petição será protocolada em cartório ou conforme as normas de organização judiciária, RESSALVADO o disposto em regra especial. § 4º Para aferição da tempestividade do recurso remetido pelo correio, será considerada como data de interposição a data de postagem. § 5º EXCETUADOS os embargos de declaração, o prazo para interpor os recursos e para responder-lhes é de 15 DIAS. Art. 1.023. Os embargos serão opostos, no prazo de 5 dias, em petição dirigida ao juiz, com indicação do erro, obscuridade, contradição ou omissão, e não se sujeitam a preparo. § 6º O recorrente comprovará a ocorrência de feriado local no ATO de interposição do recurso. Sistematizando: PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO REGRA EXCEÇÃO RECURSOS EM GERAL EMBARGOS DE DECLARAÇÃO 15 DIAS CONTA-SE DA INTIMAÇÃO DA DECISÃO 5 DIAS CONTA-SE DA INTIMAÇÃO DA DECISÃO FERIADO DEVE SER COMPROVADO NO ATO DE INTERPOSIÇÃO Art. 1.004. Se, durante o prazo para a interposição do recurso, sobrevier o falecimento da parte ou de seu advogado ou ocorrer motivo de força maior que suspenda o curso do processo, SERÁ tal prazo restituído em proveito da parte, do herdeiro ou do sucessor, contra quem começará a correr novamente depois da intimação. O prazo será restituído e começará a correr novamente do início. Trata-se, portanto, de um caso típico de interrupção do prazo. Em suma, o juiz suspende o curso do processo e interrompe o prazo para a interposição do recurso. Art. 1.005. O recurso interposto por um dos litisconsortes a TODOS aproveita, SALVO se distintos ou opostos os seus interesses. Parágrafo único. Havendo solidariedade passiva, o recurso interposto por um devedor aproveitará aos outros QUANDO as defesas opostas ao credor lhes forem comuns. Art. 1.006. Certificado o trânsito em julgado, com menção expressa da data de sua ocorrência, o escrivão ou o chefe de secretaria, INDEPENDENTEMENTE de despacho, providenciará a baixa dos autos ao juízo de origem, no prazo de 5 DIAS. https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ Materiais Sistematizados para Concursos 11www.myraeditora.com Art. 1.007. No ato de interposição do recurso, o recorrente comprovará, quando exigido pela legislação pertinente, o respectivo preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, sob pena de deserção. Deserção significa que o recurso não será julgado. Preparo são as custas processuais. Porte de remessa e de retorno são custas relativas à movimentação física do processo. § 1º São DISPENSADOS de preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, os recursos interpostos pelo Ministério Público, pela União, pelo Distrito Federal, pelos Estados, pelos Municípios, e respectivas autarquias, e pelos que gozam de isenção legal. § 2º A insuficiência no valor do preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, implicará deserção SE o recorrente, intimado na pessoa de seu advogado, não vier a supri-lo no prazo de 5 DIAS. § 3º É DISPENSADO o recolhimento do porte de remessa e de retorno no processo em autos eletrônicos. Atenção! Processos em autos eletrônicos não estão dispensados de preparo. A regra do dispositivo é em relação ao recolhimento do porte de remessa e de retorno, posto que essas taxas não existem em virtude da tramitação digital dos processos eletrônicos. § 4º O recorrente que não comprovar, no ato de interposição do recurso, o recolhimento do preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, será intimado, na pessoa de seu advogado, para realizar o recolhimento em DOBRO, sob pena de deserção. § 5º É VEDADA a complementação se houver insuficiência parcial do preparo, inclusive porte de remessa e de retorno, no recolhimento realizado na forma do § 4o. Atenção redobrada em relação aos §§ 2º, 4º e 5º: PREPARO PAGAMENTO INSUFICIENTE NÃO PAGOU NO PRAZO Recorrente Intimado Recorrente Intimado Na pessoa de seu advogado para: Na pessoa de seu advogado para: >> Suprir em 5 DIAS. >> Recolher em DOBRO. Vedada a complementação se houver insuficiência parcial. PENA DE DESERÇÃO § 6º Provando o recorrente justo impedimento, o relator relevará a pena de deserção, por decisão IRRECORRÍVEL, fixando-lhe prazo de 5 DIAS para efetuar o preparo. https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ Myra Editora 12 www.myraeditora.com § 7º O equívoco no preenchimento da guia de custas NÃO implicará a aplicação da pena de deserção, cabendo ao relator, na hipótese de dúvida quanto ao recolhimento, intimar o recorrente para sanar o vício no prazo de 5 DIAS. O art. 1.007 trata das regras sobre o preparo, ou seja, pagamento de despesas processuais. Veja tabela contendo resumo dos principais tópicos: PREPARO Será Comprovado No ato de interposição do recurso. Quando exigido pela legislação pertinente Respectivo: Preparo; Porte de remessa; e Porte de retorno. >> sob pena de deserção. Dispensados de Preparo / Porte de Remessa e Retorno Recursos interpostos por: Ministério Público; União; Distrito Federal; Estados; Municípios; Autarquias; Quem goza de isenção legal. Pagamento Insuficiente Insuficiência no valor: Preparo; Porte de remessa; e Porte de retorno. >> implica deserção. Se: >> Recorrente, intimado na pessoa de seu advogado, não vier a supri-lo no prazo de 5 DIAS. Não Pagou no Prazo Não comprovou no ato de interposição do recurso o recolhimento: Preparo; Porte de remessa; e Porte de retorno. >> implica deserção. Se: >> Recorrente, intimado na pessoa de seu advogado, não realizar o recolhimento em DOBRO. Observação: >> Vedada a complementação se houver insuficiência parcial. Processo em Autos Eletrônicos É dispensado o recolhimento do: Porte de remessa; e Porte de retorno. https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ Materiais Sistematizadospara Concursos 13www.myraeditora.com PREPARO Justo Impedimento Relator relevará a pena de deserção. A decisão é irrecorrível. Será fixado prazo de 5 DIAS para efetuar o preparo. Equívoco no Preenchimento da Guia Não implicará pena de deserção. Há dúvida quanto ao recolhimento: >> Relator intimará o recorrente para sanar o vício no prazo de 5 dias. Independe de Preparo Embargos de Declaração. Art. 1.008. O julgamento proferido pelo tribunal SUBSTITUIRÁ a decisão impugnada no que tiver sido objeto de recurso. CAPÍTULO II - DA APELAÇÃO Art. 1.009. Da SENTENÇA cabe APELAÇÃO. § 1º As questões resolvidas na fase de conhecimento, se a decisão a seu respeito NÃO comportar agravo de instrumento, NÃO são cobertas pela preclusão e DEVEM ser suscitadas em preliminar de apelação, eventualmente interposta contra a decisão final, ou nas contrarrazões. Compreendendo o § 1º: De uma determinada decisão interlocutória que prejudique a parte há duas saídas: 1ª Se a decisão interlocutória estiver prevista no art. 1015, é possível a interposição de agravo de instrumento; 2ª Se a decisão interlocutória não estiver prevista no art. 1.015, deverá ser interposto o recurso de apelação, mas ao final do processo e não no decorrer dele. Sistematizando: § 2º Se as questões referidas no § 1o forem suscitadas em contrarrazões, o recorrente será intimado para, em 15 DIAS, manifestar-se a respeito delas. § 3º O disposto no caput deste artigo aplica-se mesmo quando as questões mencionadas no art. 1.015 integrarem capítulo da sentença. https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ Myra Editora 14 www.myraeditora.com Art. 1.010. A apelação, interposta por petição dirigida ao juízo de 1º GRAU, CONTERÁ: I - Os nomes e a qualificação das partes; II - A exposição do fato e do direito; III - As razões do pedido de reforma ou de decretação de nulidade; IV - O pedido de nova decisão. § 1º O apelado será intimado para apresentar contrarrazões no prazo de 15 DIAS. § 2º Se o apelado interpuser apelação adesiva, o juiz intimará o apelante para apresentar contrarrazões. § 3º Após as formalidades previstas nos §§ 1o e 2o, os autos serão remetidos ao tribunal pelo juiz, INDEPENDENTEMENTE de juízo de admissibilidade. Atenção! Não é o juízo de 1º grau que apreciará o exame de admissibilidade do recurso de apelação e sim o tribunal. Além disso, fique atento, pois a petição de apelação deverá ser apresentada ao juízo de 1º grau, ou seja, aquele que proferiu a sentença e não diretamente ao tribunal. REQUISITOS DA PETIÇÃO DE APELAÇÃO 1 Nome das partes. 2 Qualificação das partes. 3 Exposição do fato. 4 Exposição do direito. 5 Razões do Pedido de: Reforma; ou Nulidade. 6 Pedido de nova decisão. OBSERVAÇÕES >> PETIÇÃO será dirigida ao juízo de 1º GRAU. Apelado: >> Será intimado para apresentar contrarrazões no prazo de 15 DIAS. Apelante: >> Será intimado para apresentar contrarrazões; >> Se o apelado interpuser apelação adesiva. Autos: >> Serão remetidos ao tribunal pelo juiz; >> Independentemente de juízo de admissibilidade. Art. 1.011. Recebido o recurso de apelação no tribunal e distribuído imediatamente, o relator: I - Decidi-lo-á monocraticamente apenas nas hipóteses do art. 932, incisos III a V; II - Se não for o caso de decisão monocrática, elaborará seu voto para julgamento do recurso pelo órgão colegiado. https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ Materiais Sistematizados para Concursos 15www.myraeditora.com Art. 932. Incumbe ao relator: [...] III - Não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; IV - Negar provimento a recurso que for contrário a: a) súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal; b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos repetitivos; c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de competência; V - Depois de facultada a apresentação de contrarrazões, dar provimento ao recurso se a decisão recorrida for contrária a: a) súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal; b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos repetitivos; c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de competência; [...] Atenção! Perceba que o recurso de apelação não compreende a figura do revisor. Art. 1.012. A apelação TERÁ efeito suspensivo. § 1º Além de outras2 hipóteses previstas em lei, começa a produzir efeitos IMEDIATAMENTE após a sua publicação a sentença que: I - Homologa divisão ou demarcação de terras; II - Condena a pagar alimentos; III - Extingue sem resolução do mérito ou julga improcedentes os embargos do executado; IV - Julga procedente o pedido de instituição de arbitragem; V - Confirma, concede ou revoga tutela provisória; VI - Decreta a interdição. § 2º Nos casos do § 1o, o apelado PODERÁ promover o pedido de cumprimento provisório depois de publicada a sentença. 2 Rol exemplificativo. https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ Myra Editora 16 www.myraeditora.com § 3º O pedido de concessão de efeito suspensivo nas hipóteses do § 1o PODERÁ ser formulado por requerimento dirigido ao: I - Tribunal, no período compreendido entre a interposição da apelação e sua distribuição, ficando o relator designado para seu exame prevento para julgá-la; II - Relator, se já distribuída a apelação. § 4º Nas hipóteses do § 1o, a eficácia da sentença PODERÁ ser suspensa pelo relator se o apelante demonstrar a probabilidade de provimento do recurso OU se, sendo relevante a fundamentação, houver risco de dano grave ou de difícil reparação. Sistematizando a exceção à regra geral: APELAÇÃO NÃO TERÁ EFEITO SUSPENSIVO >> Homologa divisão de terras. >> Homologa demarcação de terras. >> Condena a pagar alimentos. >> Extingue sem resolução do mérito. >> Julga improcedentes os embargos do executado. >> Julga procedente o pedido de instituição de arbitragem. >> Confirma, concede ou revoga tutela provisória. >> Decreta a interdição. Execução Apelado poderá: Promover o pedido de cumprimento provisório; Depois de publicada a sentença. Pedido de Concessão do Efeito Suspensivo Poderá ser formulado por requerimento dirigido ao: Tribunal: entre a apelação e sua distribuição. Relator: se já distribuída a apelação. >> nos dois casos é o relator quem julgará. Suspensão da Eficácia da Sentença Poderá ser suspensa pelo relator se o apelante demonstrar: Probabilidade de provimento do recurso; OU Risco de dano grave ou de difícil reparação. Art. 1.013. A apelação DEVOLVERÁ ao tribunal o conhecimento da matéria impugnada. § 1º Serão, porém, objeto de apreciação e julgamento pelo tribunal todas as questões suscitadas e discutidas no processo, ainda que NÃO tenham sido solucionadas, DESDE QUE relativas ao capítulo impugnado. § 2º Quando o pedido ou a defesa tiver mais de um fundamento e o juiz acolher apenas um deles, a apelação devolverá ao tribunal o conhecimento dos demais. § 3º SE o processo estiver em condições de imediato julgamento, o tribunal deve decidir desde logo o mérito quando: I - Reformar sentença fundada no art. 485; https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ Materiais Sistematizados para Concursos 17www.myraeditora.com II - Decretar a nulidade da sentença por não ser ela congruente com os limites do pedido ou da causa de pedir; III - Constatar a omissão no exame de um dos pedidos, hipótese em que poderá julgá-lo; IV - Decretar a nulidade de sentença por falta de fundamentação. Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: I - Indeferir a petição inicial; II - O processoficar parado durante mais de 1 ano por negligência das partes; III - Por não promover os atos e as diligências que lhe incumbir, o autor abandonar a causa por mais de 30 dias; IV - Verificar a ausência de pressupostos de constituição e de desenvolvimento válido e regular do processo; V - Reconhecer a existência de perempção, de litispendência ou de coisa julgada; VI - Verificar ausência de legitimidade ou de interesse processual; VII - Acolher a alegação de existência de convenção de arbitragem ou quando o juízo arbitral reconhecer sua competência; VIII - Homologar a desistência da ação; IX - Em caso de morte da parte, a ação for considerada intransmissível por disposição legal; e X - Nos demais casos prescritos neste Código. Sistematizando o § 3º: HIPÓTESES EM QUE O TRIBUNAL DECIDIRÁ DESDE LOGO O MÉRITO >> Reformar sentença sem resolução do mérito. >> Omissão no exame de um dos pedidos. >> Nulidade da sentença por ser incongruente com os limites do pedido ou da causa de pedir. >> Nulidade de sentença por falta de fundamentação. PROCESSO EM CONDIÇÕES DE IMEDIATO JULGAMENTO § 4º Quando reformar sentença que reconheça a decadência ou a prescrição, o tribunal, se possível, julgará o mérito, examinando as demais questões, SEM determinar o retorno do processo ao juízo de 1º GRAU. § 5º O capítulo da sentença que confirma, concede ou revoga a tutela provisória é impugnável na apelação. Art. 1.014. As questões de fato não propostas no juízo inferior PODERÃO ser suscitadas na apelação, SE a parte provar que deixou de fazê-lo por motivo de FORÇA MAIOR. https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ Myra Editora 18 www.myraeditora.com Não caia em pegadinhas! De acordo com o art. 1.014, novas questões de fato poderão ser suscitadas na apelação se a parte provar que deixou de alegá- las no juízo inferior por motivo de FORÇA MAIOR. O dispositivo nada fala, por exemplo, sobre direito superveniente, fatos supervenientes ocorridos após a sentença ou questões de ordem pública. Fique Atento! Via de regra, não é cabível juízo de retratação no recurso de apelação. Contudo, existem 3 exceções: Art. 331 – Na hipótese de indeferimento da petição inicial. Art. 332 – Na hipótese do julgamento liminar improcedente do pedido. Art. 485 – Para todas as hipóteses de extinção do processo sem resolução de mérito. CAPÍTULO III - DO AGRAVO DE INSTRUMENTO Art. 1.015. Cabe AGRAVO DE INSTRUMENTO contra as decisões INTERLOCUTÓRIAS que versarem sobre: I - Tutelas provisórias; II - Mérito do processo; III - Rejeição da alegação de convenção de arbitragem; Atenção! Se o juiz acolher a alegação de existência de convenção de arbitragem, proferirá sentença sem resolução de mérito. Nesse caso, o recurso cabível é a apelação. Art. 485. O juiz não resolverá o mérito quando: VII - Acolher a alegação de existência de convenção de arbitragem ou quando o juízo arbitral reconhecer sua competência; Sistematizando: IV - Incidente de desconsideração da personalidade jurídica; V - Rejeição do pedido de gratuidade da justiça ou acolhimento do pedido de sua revogação; https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ Materiais Sistematizados para Concursos 19www.myraeditora.com Atenção! Sobre o benefício da gratuidade da justiça, caberá agravo de instrumento em duas situações: 1º Se o juiz, em decisão interlocutória, rejeitar o pedido de gratuidade. 2º Se o juiz, em decisão interlocutória, acolher o pedido de revogação da gratuidade. Lembre-se: Se o juiz acolher o pedido de gratuidade da justiça e o réu discordar dessa decisão por acreditar que se trata de um benefício indevido, ele ( o réu) deverá alegar em preliminar de contestação. É o que prevê o art. 337, XIII: Art. 337. Incumbe ao réu, antes de discutir o mérito, alegar: XIII - Indevida concessão do benefício de gratuidade de justiça. VI - Exibição ou posse de documento ou coisa; VII - Exclusão de litisconsorte; VIII - Rejeição do pedido de limitação do litisconsórcio; Atenção! Sobre litisconsortes, caberá agravo de instrumento contra as decisões interlocutórias que versarem sobre: 1º Exclusão. 2º Rejeição do pedido de limitação. IX - Admissão ou inadmissão de intervenção de terceiros; X - Concessão, modificação ou revogação do efeito suspensivo aos embargos à execução; XI - Redistribuição do ônus da prova nos termos do art. 373, § 1º; Art. 373, § 1º Nos casos previstos em lei ou diante de peculiaridades da causa relacionadas à impossibilidade ou à excessiva dificuldade de cumprir o encargo nos termos do caput ou à maior facilidade de obtenção da prova do fato contrário, poderá o juiz atribuir o ônus da prova de modo diverso, desde que o faça por decisão fundamentada, caso em que deverá dar à parte a oportunidade de se desincumbir do ônus que lhe foi atribuído. Atenção! Perceba que o inciso fala em “redistribuição do ônus da prova”. Se o juiz “indeferir” a prova não há que se falar em agravo de instrumento. https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ Myra Editora 20 www.myraeditora.com XII - Vetado; XIII - Outros casos expressamente referidos em lei. Parágrafo único. Também caberá agravo de instrumento contra decisões interlocutórias proferidas na fase de liquidação de sentença ou de cumprimento de sentença, no processo de execução e no processo de inventário. Outras hipóteses de cabimento do agravo de instrumento previstas no Código de Processo Civil: Art. 354. Ocorrendo qualquer das hipóteses previstas nos arts. 485 e 487, incisos II e III, o juiz proferirá sentença. Parágrafo único. A decisão a que se refere o caput pode dizer respeito a apenas parcela do processo, caso em que será impugnável por agravo de instrumento. Art. 356. O juiz decidirá parcialmente o mérito quando um ou mais dos pedidos formulados ou parcela deles: I - Mostrar-se incontroverso; II - Estiver em condições de imediato julgamento, nos termos do art. 355. § 5º A decisão proferida com base neste artigo é impugnável por agravo de instrumento. Também vale destacar o que dispõe o art. 17, § 10, da Lei nº 8.429/92: Lei nº 8.429/92 Art. 17, § 10. Da decisão que receber a petição inicial, caberá agravo de instrumento. Sistematizando as hipóteses de cabimento do agravo de instrumento: HIPÓTESES DE CABIMENTO DO AGRAVO DE INSTRUMENTO Código de Processo Civil “Art. 1.015” >> Tutelas provisórias. >> Mérito do processo. >> Rejeição da alegação de convenção de arbitragem. >> Incidente de desconsideração da personalidade jurídica. >> Rejeição do pedido de gratuidade da justiça. >> Acolhimento do pedido de revogação de gratuidade da justiça. >> Exibição ou posse de documento ou coisa. >> Exclusão de litisconsorte. >> Rejeição do pedido de limitação do litisconsórcio. >> Admissão de intervenção de terceiros. https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ Materiais Sistematizados para Concursos 21www.myraeditora.com HIPÓTESES DE CABIMENTO DO AGRAVO DE INSTRUMENTO >> Inadmissão de intervenção de terceiros. >> Concessão do efeito suspensivo aos embargos à execução. >> Modificação do efeito suspensivo aos embargos à execução. >> Revogação do efeito suspensivo aos embargos à execução. >> Redistribuição do ônus da prova. >> Outros casos expressamente referidos em lei. Código de Processo Civil “Art. 1.015 – Parágrafo Único” >> Contra decisões interlocutórias proferidas na fase de liquidação de sentença. >> Contra decisões interlocutórias proferidas na fase de cumprimento de sentença. >> Contra decisões interlocutórias proferidas no processo de execução. >> Contra decisões interlocutórias proferidas no processo de inventário. Código de Processo Civil “Outros Casos” >> Contra decisão que extingue parcialmente o processo (art. 485 e 487, II e III). >> Contra decisão antecipada parcial do mérito. Lei de Improbidade Administrativa>> Decisão que receber a petição inicial. Art. 1.016. O agravo de instrumento será dirigido DIRETAMENTE ao tribunal competente, por meio de petição com os seguintes REQUISITOS: I - Os nomes das partes; II - A exposição do fato e do direito; III - As razões do pedido de reforma ou de invalidação da decisão e o próprio pedido; IV - O nome e o endereço completo dos advogados constantes do processo. Art. 1.010. A apelação, interposta por petição dirigida ao juízo de 1º grau, conterá: I - Os nomes e a qualificação das partes; II - A exposição do fato e do direito; III - As razões do pedido de reforma ou de decretação de nulidade; IV - O pedido de nova decisão. https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ Myra Editora 22 www.myraeditora.com Não confunda: REQUISITOS DA PETIÇÃO INICIAL APELAÇÃO AGRAVO DE INSTRUMENTO Nomes das partes. Nome das partes. Nome e endereço completo dos advogados. Qualificação das partes. Exposição do fato. Exposição do fato. Exposição do direito. Exposição do direito. Razões do pedido de reforma. Razões do pedido de reforma. Razões do pedido de decretação de nulidade. Razões do pedido de invalidação da decisão. Pedido de nova decisão. Próprio pedido. Art. 1.017. A petição de agravo de instrumento será INSTRUÍDA: I - OBRIGATORIAMENTE, com cópias da petição inicial, da contestação, da petição que ensejou a decisão agravada, da própria decisão agravada, da certidão da respectiva intimação ou outro documento oficial que comprove a tempestividade e das procurações outorgadas aos advogados do agravante e do agravado; II - Com declaração de inexistência de qualquer dos documentos referidos no inciso I, feita pelo advogado do agravante, sob pena de sua responsabilidade pessoal; III - FACULTATIVAMENTE, com outras peças que o agravante reputar úteis. PETIÇÃO DE AGRAVO DE INSTRUMENTO SERÁ INSTRUÍDA OBRIGATORIAMENTE C O M C Ó P IA D A S P E Ç A S 1. Petição inicial. 2. Contestação. 3. Petição que ensejou a decisão agravada. 4. Decisão agravada. 5. Certidão de intimação ou outro documento oficial que comprove a tempestividade. 6. Procurações outorgadas aos advogados do agravante e do agravado. Observação: >> Diante da inexistência de qualquer das peças elencadas acima, o advogado do agravante deverá fazer uma declaração informando essa ocorrência sob pena de sua responsabilidade pessoal. FACULTATIVAMENTE COM OUTRAS PEÇAS QUE O AGRAVANTE REPUTAR ÚTEIS AUTOS ELETRÔNICOS DISPENSAM CÓPIA DAS PEÇAS (§ 5º) § 1º Acompanhará a petição o comprovante do pagamento das respectivas custas e do porte de retorno, quando devidos, conforme tabela publicada pelos tribunais. https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ Materiais Sistematizados para Concursos 23www.myraeditora.com § 2º No prazo do recurso, o agravo será interposto por: I - Protocolo realizado diretamente no tribunal competente para julgá-lo; II - Protocolo realizado na própria comarca, seção ou subseção judiciárias; III - Postagem, sob registro, com aviso de recebimento; IV - Transmissão de dados tipo fac-símile, nos termos da lei; V - Outra forma prevista em lei. FORMAS DE INTERPOSIÇÃO DO AGRAVO DE INSTRUMENTO 1 Diretamente no tribunal competente para julgar. 2 Juízo de origem. 3 Correio com AR. 4 Via fac-símile (§ 4º). >> Peças devem ser juntadas no momento de protocolo da petição original. 5 Outra forma prevista em lei. § 3º Na falta da cópia de qualquer peça ou no caso de algum outro vício que comprometa a admissibilidade do agravo de instrumento, deve o relator aplicar o disposto no art. 932, parágrafo único. Art. 932, Parágrafo único. Antes de considerar inadmissível o recurso, o relator concederá o prazo de 5 dias ao recorrente para que seja sanado vício ou complementada a documentação exigível. § 4º Se o recurso for interposto por sistema de transmissão de dados tipo fac-símile ou similar, as peças devem ser juntadas no momento de protocolo da petição original. § 5º Sendo eletrônicos os autos do processo, DISPENSAM-SE as peças referidas nos incisos I e II do caput, FACULTANDO-SE ao agravante anexar outros documentos que entender úteis para a compreensão da controvérsia. Art. 1.018. O agravante PODERÁ requerer a juntada, aos autos do processo, de cópia: Da petição do agravo de instrumento; Do comprovante de sua interposição; e Da relação dos documentos que instruíram o recurso. § 1º Se o juiz comunicar que REFORMOU inteiramente a decisão, o RELATOR considerará PREJUDICADO o agravo de instrumento. § 2º NÃO sendo eletrônicos os autos, o agravante TOMARÁ a providência prevista no caput, no prazo de 3 DIAS a contar da interposição do agravo de instrumento. § 3º O descumprimento da exigência de que trata o § 2o, DESDE QUE arguido e provado pelo agravado, importa inadmissibilidade do agravo de instrumento. https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ Myra Editora 24 www.myraeditora.com Esse dispositivo trata da necessidade de se comunicar o juízo de origem sobre a interposição do agravo de instrumento, haja vista que o referido recurso é interposto diretamente no Tribunal (art. 1.016). Quando se tratar de processos em autos físicos, o agravante requererá a juntada de uma cópia do agravo aos autos do processo que corre no juízo de 1º grau no prazo de 3 dias, contados da interposição do agravo de instrumento. Se o agravante não tomar essa providência no prazo, caberá ao agravado arguir e provar o descumprimento dessa exigência, o que importará inadmissibilidade do recurso. Muita atenção, pois a inadmissibilidade do agravo de instrumento não poderá ser reconhecida de ofício pelo relator, uma vez que o descumprimento da exigência deverá ser arguido e comprovado pelo agravado. Assim, se o agravante não comunicar o juízo de origem e o agravado permanecer inerte, estando presentes os demais requisitos de admissibilidade, o recurso de agravo de instrumento será admitido. Além disso, o juiz poderá se retratar, reformando inteiramente a sua decisão. Nesse caso, o relator considerará prejudicado o agravo de instrumento. COMUNICAR O JUÍZO DE ORIGEM SOBRE A INTERPOSIÇÃO DO AGRAVO Processos Físicos Agravante requererá a juntada aos autos do processo de cópia: Petição do agravo; Comprovante da interposição; e Relação dos documentos que instruíram o recurso. Prazo: 3 DIAS contados da interposição do agravo de instrumento. Não Juntou no Prazo Agravado deverá: >> Arguir; E >> Comprovar Importará: >> Inadmissibilidade do agravo de instrumento. Atenção! >> Relator não poderá reconhecer a inadmissibilidade do agravo de ofício. Juízo de Retratação Se o juiz reformar inteiramente a decisão, o relator considerará prejudicado o agravo de instrumento. Art. 1.019. RECEBIDO o agravo de instrumento no tribunal e distribuído imediatamente, SE não for o caso de aplicação do art. 932, incisos III e IV, o relator, no prazo de 5 DIAS: I - PODERÁ atribuir efeito suspensivo ao recurso ou deferir, em antecipação de tutela, total ou parcialmente, a pretensão recursal, comunicando ao juiz sua decisão; II - Ordenará a intimação do agravado pessoalmente, por carta com aviso de recebimento, quando não tiver procurador constituído, ou pelo Diário da Justiça ou por carta com aviso de recebimento dirigida ao seu advogado, para que responda no prazo de 15 DIAS, FACULTANDO- LHE juntar a documentação que entender necessária ao julgamento do recurso; https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ Materiais Sistematizados para Concursos 25www.myraeditora.com III - Determinará a intimação do Ministério Público, preferencialmente por meio eletrônico, QUANDO for o caso de sua intervenção, para que se manifeste no prazo de 15 DIAS. Art. 932. Incumbe ao relator: III - Não conhecer de recurso inadmissível, prejudicado ou que não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisãorecorrida; IV - Negar provimento a recurso que for contrário a: a) súmula do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal; b) acórdão proferido pelo Supremo Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos repetitivos; c) entendimento firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas (IRDR) ou de assunção de competência (IAC); Art. 1.020. O relator solicitará dia para julgamento em prazo NÃO superior a 1 MÊS da intimação do agravado. Sistematizando os artigos 1.019 e 1.020: DISTRIBUIÇÃO IMEDIATA DO AGRAVO DE INSTRUMENTO AGRAVO FOI RECEBIDO RELATOR CONHECEU RELATOR NÃO CONHECERÁ TERÁ PRAZO DE 5 DIAS PARA SE CORRER AS HIPÓTESES A SEGUIR 1. Atribuir efeito suspensivo ao recurso; >> Recurso for inadmissível, prejudicado ou não tenha impugnado especificamente os fundamentos da decisão recorrida; >> O recurso for contrário a: Súmula do STF Súmula do STJ Súmula do próprio tribunal; Acórdão proferido pelo STF em julgamento de recursos repetitivos; Acórdão proferido pelo STJ em julgamento de recursos repetitivos; Entendimento firmado em IRDR; Entendimento firmado em IAC. 2. Deferir, em antecipação de tutela, total ou parcialmente, a pretensão recursal, comunicando ao juiz a decisão; 3. Ordenar a intimação do agravado para que responda no prazo de 15 DIAS. Observação: A intimação poderá se dar: Pessoalmente; Carta com AR, se não tiver procurador constituído; Pelo Diário da Justiça; Carta com AR dirigida ao advogado. >> Facultado ao agravado juntar a documentação que entender necessária ao julgamento do recurso. 4. Determinar a intimação do MP. Observação: Intimação preferência meio eletrônico; Será intimado quando for caso de sua intervenção; Prazo para se manifestar é de 15 DIAS. RELATOR SOLICITARÁ DIA PARA JULGAMENTO EM PRAZO NÃO SUPERIOR A 1 MÊS DA INTIMAÇÃO DO AGRAVADO https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ Myra Editora 26 www.myraeditora.com CAPÍTULO IV - DO AGRAVO INTERNO Art. 1.021. Contra decisão proferida pelo RELATOR caberá AGRAVO INTERNO para o respectivo órgão colegiado, observadas, quanto ao processamento, as regras do regimento interno do tribunal. § 1º Na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos da decisão agravada. § 2º O agravo será dirigido ao relator, que intimará o agravado para manifestar-se sobre o recurso no prazo de 15 DIAS, ao final do qual, NÃO havendo retratação, o relator levá-lo-á a julgamento pelo órgão colegiado, com inclusão em pauta. Atenção! Perceba que o agravo interno admite juízo de retratação. § 3º É VEDADO ao relator limitar-se à reprodução dos fundamentos da decisão agravada para julgar improcedente o agravo interno. § 4º Quando o agravo interno for declarado manifestamente inadmissível ou improcedente em votação UNÂNIME, o órgão colegiado, em decisão fundamentada, condenará o agravante a pagar ao agravado multa fixada entre 1% e 5% do valor atualizado da causa. § 5º A interposição de qualquer outro recurso está condicionada ao depósito prévio do valor da multa prevista no § 4o, à EXCEÇÃO da Fazenda Pública e do beneficiário de gratuidade da justiça, que FARÃO o pagamento ao FINAL. Atenção! O beneficiário de gratuidade da justiça e a Fazenda Pública não são isentos de pagar a multa. A exceção salienta que eles farão o pagamento ao final. Vejamos tabela contendo resumo sobre o agravo interno: AGRAVO INTERNO Cabimento >> Contra decisões proferidas pelo relator. >> Será para o respectivo órgão colegiado. Petição >> Recorrente impugnará especificadamente os fundamentos da decisão agravada. Observações: Agravo será dirigido ao relator. Relator intimará o agravado para manifestar-se sobre o recurso no prazo de 15 DIAS. Juízo de Retratação >> É cabível. >> Relator ouvirá primeiro o agravado em 15 DIAS. Não retratou? >> O relator levará o agravo a julgamento pelo órgão colegiado, com inclusão em pauta. https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ Materiais Sistematizados para Concursos 27www.myraeditora.com AGRAVO INTERNO Multa >> Cabível quando o agravo interno for declarado manifestamente inadmissível ou improcedente em votação unânime. >> Quem condena é órgão colegiado, em decisão fundamentada. >> Será revertida em favor do agravado. >> Fixada entre 1% e 5% do valor atualizado da causa. Atenção! >> A interposição de qualquer outro recurso está condicionada ao depósito prévio do valor da multa. >> Fazenda Pública e beneficiário de gratuidade da justiça farão o pagamento ao final. VEDADO AO RELATOR LIMITAR-SE À REPRODUÇÃO DOS FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA PARA JULGAR IMPROCEDENTE O AGRAVO CAPÍTULO V - DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Art. 1.022. Cabem EMBARGOS DE DECLARAÇÃO contra QUALQUER decisão judicial para: I - Esclarecer obscuridade ou eliminar contradição; II - Suprir omissão de ponto ou questão sobre o qual devia se pronunciar o juiz de ofício ou a requerimento; III - Corrigir erro material. Parágrafo único. Considera-se OMISSA a decisão que: I - Deixe de se manifestar sobre tese firmada em julgamento de casos repetitivos ou em incidente de assunção de competência aplicável ao caso sob julgamento; II - Incorra em qualquer das condutas descritas no art. 489, § 1º. Art. 489, § 1º Não se considera fundamentada qualquer decisão judicial, seja ela interlocutória, sentença ou acórdão, que: I - Se limitar à indicação, à reprodução ou à paráfrase de ato normativo, sem explicar sua relação com a causa ou a questão decidida; II - Empregar conceitos jurídicos indeterminados, sem explicar o motivo concreto de sua incidência no caso; III - Invocar motivos que se prestariam a justificar qualquer outra decisão; IV - Não enfrentar todos os argumentos deduzidos no processo capazes de, em tese, infirmar a conclusão adotada pelo julgador; V - Se limitar a invocar precedente ou enunciado de súmula, sem identificar seus fundamentos determinantes nem demonstrar que o caso sob julgamento se ajusta àqueles fundamentos; VI - Deixar de seguir enunciado de súmula, jurisprudência ou precedente invocado pela parte, sem demonstrar a existência de distinção no caso em julgamento ou a superação do entendimento. https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ Myra Editora 28 www.myraeditora.com Art. 1.023. Os embargos serão opostos, no prazo de 5 DIAS, em petição dirigida ao juiz, com indicação do erro, obscuridade, contradição ou omissão, e NÃO se sujeitam a preparo. § 1º Aplica-se aos embargos de declaração o art. 229. Art. 229. Os litisconsortes que tiverem diferentes procuradores, de escritórios de advocacia distintos, terão prazos contados em dobro para todas as suas manifestações, em qualquer juízo ou tribunal, independentemente de requerimento. § 2º O juiz intimará o embargado para, querendo, manifestar-se, no prazo de 5 DIAS, sobre os embargos opostos, CASO seu eventual acolhimento implique a modificação da decisão embargada. Art. 1.003. O prazo para interposição de recurso conta-se da data em que os advogados, a sociedade de advogados, a Advocacia Pública, a Defensoria Pública ou o Ministério Público são intimados da decisão. Art. 1.024. O juiz julgará os embargos em 5 DIAS. § 1º Nos tribunais, o relator apresentará os embargos em mesa na sessão subsequente, proferindo voto, e, não havendo julgamento nessa sessão, será o recurso incluído em pauta automaticamente. § 2º Quando os embargos de declaração forem opostos contra decisão de relator ou outra decisão unipessoal proferida em tribunal, o órgão prolator da decisão embargada decidi-los-á monocraticamente. § 3º O órgão julgador CONHECERÁ dos embargos de declaração como agravo interno se entender ser este o recurso cabível, DESDE QUE determine previamente a intimação do recorrente para, no prazo de 5 DIAS, complementar as razões recursais, de modo aajustá-las às exigências do art. 1.021, § 1º. Art. 1.021, § 1º Na petição de agravo interno, o recorrente impugnará especificadamente os fundamentos da decisão agravada. Atenção! O órgão julgador tem o dever de conhecer dos embargos de declaração como agravo interno se compreender que este é o recurso cabível. Não é uma faculdade! Nesse caso, será concedido ao recorrente prazo de 5 dias para complementação das razões recursais de modo a ajustá-las aos fundamentos da decisão agravada. § 4º CASO o acolhimento dos embargos de declaração implique modificação da decisão embargada, o embargado que já tiver interposto outro recurso contra a decisão originária tem o direito de complementar ou alterar suas razões, nos exatos limites da modificação, no prazo de 15 DIAS, contado da intimação da decisão dos embargos de declaração. https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ Materiais Sistematizados para Concursos 29www.myraeditora.com Compreendendo o § 4º: O objetivo dos embargos de declaração não é modificar a sentença e sim esclarecê-la, ou seja, tornar mais compreensiva a decisão judicial. No entanto, de forma excepcional os embargos de declaração poderão modificar o julgado; é o chamado efeito modificativo (infringente) dos embargos de declaração. Vejamos as situações a seguir: Situação 1: Uma sentença é proferida. Recurso cabível contra a sentença é apelação no prazo de 15 dias. “Y” observa que há obscuridade na sentença e opõe embargos de declaração. Os embargos de declaração serão julgados mediante sentença, a qual integrará aquela com ponto obscuro. Julgada a sentença dos embargos, abrir-se-á novamente prazo de 15 dias para apelação, posto que os embargos de declaração interrompem o prazo para interposição de recurso (art. 1.026). Situação 2: Uma sentença é proferida. Recurso cabível contra a sentença é apelação no prazo de 15 dias. “X” apela no primeiro dia útil após a prolação da sentença. 3 dias depois, “Y” observa que há obscuridade na sentença e opõe embargos de declaração. Caso o acolhimento dos embargos de declaração implique modificação da decisão embargada, “X” terá assegurado o direito de complementar ou alterar suas razões nos exatos limites da modificação, no prazo de 15 dias contados da intimação da decisão dos embargos de declaração. Ora, perceba que “X” interpôs recurso de apelação contra a decisão originária e, caso ocorra modificação, nada mais justo que a ele seja concedido o direito de aditar sua apelação. Vale frisar que “X” não poderá apelar novamente! Ele deverá alterar a sua apelação nos exatos limites da modificação. § 5º Se os embargos de declaração forem rejeitados ou NÃO alterarem a conclusão do julgamento anterior, o recurso interposto pela outra parte ANTES da publicação do julgamento dos embargos de declaração será processado e julgado INDEPENDENTEMENTE de ratificação. Art. 1.025. Consideram-se incluídos no acórdão os elementos que o embargante suscitou, para fins de pré-questionamento, AINDA QUE os embargos de declaração sejam inadmitidos ou rejeitados, caso o tribunal superior considere existentes erro, omissão, contradição ou obscuridade. Art. 1.026. Os embargos de declaração NÃO POSSUEM efeito suspensivo E INTERROMPEM o prazo para a interposição de recurso. https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ Myra Editora 30 www.myraeditora.com Atenção! Os embargos de declaração interrompem o prazo para interposição de recurso. Portanto, está incorreto afirmar que a interrupção compreende quaisquer atos com prazo em andamento. Além disso, vale salientar que tanto embargado quanto embargante serão beneficiados pela interrupção do prazo para a interposição de recurso. § 1º A eficácia da decisão monocrática ou colegiada PODERÁ ser suspensa pelo respectivo juiz ou relator se demonstrada a probabilidade de provimento do recurso OU, sendo relevante a fundamentação, se houver risco de dano grave ou de difícil reparação. Não se esqueça de que a exceção nos recursos em geral compreende requisitos cumulativos. Veja a tabela comparativa novamente: RECURSOS EM GERAL EMBARGOS DE DECLARAÇÃO REGRA REGRA NÃO possui efeito suspensivo. NÃO possui efeito suspensivo. EXCEÇÃO EXCEÇÃO 1. Risco de dano grave de difícil ou impossível reparação; E 2. Demonstrada a probabilidade de provimento do recurso. 1. Risco de dano grave de difícil ou impossível reparação; OU 2. Demonstrada a probabilidade de provimento do recurso. REQUISITOS CUMULATIVOS REQUISITOS ALTERNATIVOS VIA DE REGRA APELAÇÃO TERÁ EFEITO SUSPENSIVO § 2º Quando manifestamente protelatórios os embargos de declaração, o juiz ou o tribunal, em decisão fundamentada, condenará o embargante a pagar ao embargado multa NÃO excedente a 2% sobre o valor atualizado da causa. § 3º Na reiteração de embargos de declaração manifestamente protelatórios, a multa será elevada a até 10% sobre o valor atualizado da causa, e a interposição de qualquer recurso ficará condicionada ao depósito prévio do valor da multa, à EXCEÇÃO da Fazenda Pública e do beneficiário de gratuidade da justiça, que a RECOLHERÃO ao FINAL. O beneficiário de gratuidade da justiça e a Fazenda Pública não são isentos de pagar a multa. A exceção salienta que eles recolherão ao final. § 4º NÃO serão admitidos novos embargos de declaração SE os 2 anteriores houverem sido considerados protelatórios. Vejamos tabela contendo resumo sobre os embargos de declaração: https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ Materiais Sistematizados para Concursos 31www.myraeditora.com EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Hipóteses de Cabimento 1ª Esclarecer obscuridade. 2ª Eliminar contradição. 3ª Corrigir erro material. 4ª Suprir omissão. Considera-se omissa a decisão que: Não se manifeste sobre tese firmada em julgamento de casos repetitivos; Não se manifeste em incidente de assunção de competência aplicável ao caso sob julgamento; Se limitar à indicação, à reprodução ou à paráfrase de ato normativo, sem explicar sua relação com a causa ou a questão decidida; Empregar conceitos jurídicos indeterminados, sem explicar o motivo concreto de sua incidência no caso; Invocar motivos que se prestariam a justificar qualquer outra decisão; Não enfrentar todos os argumentos deduzidos no processo capazes de, em tese, infirmar a conclusão adotada pelo julgador; Se limitar a invocar precedente ou enunciado de súmula, sem identificar seus fundamentos determinantes nem demonstrar que o caso sob julgamento se ajusta àqueles fundamentos; Deixar de seguir enunciado de súmula, jurisprudência ou precedente invocado pela parte, sem demonstrar a existência de distinção no caso em julgamento ou a superação do entendimento. Atenção! >> Cabem embargos de declaração contra qualquer decisão judicial. Interposição Prazo de 5 DIAS, contados da data da intimação da decisão. Não depende de preparo. Contraditório Embargado será intimado para manifestar-se sobre os embargos opostos. Prazo: 5 DIAS. Requisito: se o acolhimento dos embargos puder implicar modificação da decisão embargada. Julgamento Embargos de Declaração Opostos no Juízo de Primeiro Grau >> Juiz julgará em 5 DIAS. Embargos de Declaração Opostos no Tribunal >> Relator apresentará os embargos em mesa na sessão subsequente, proferindo voto. >> Não havendo julgamento nessa sessão, será o recurso incluído em pauta automaticamente. Decisão Monocrática >> Quando os embargos de declaração forem opostos contra decisão de relator ou outra decisão unipessoal proferida em tribunal, o órgão prolator da decisão embargada decidirá monocraticamente. Princípio da Fungibilidade O órgão julgador conhecerá dos embargos de declaração como agravo interno se entender ser este o recurso cabível. O recorrente será intimado para complementar as razões recursais no prazo de 5 DIAS. https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/Myra Editora 32 www.myraeditora.com EMBARGOS DE DECLARAÇÃO Efeito Modificativo Embargado que já tiver interposto outro recurso contra a decisão originária tem o direito de complementar ou alterar suas razões nos exatos limites da modificação. Prazo: 15 DIAS, contado da intimação da decisão dos embargos. Requisito: se o acolhimento dos embargos puder implicar modificação da decisão embargada. Independe de Ratificação Hipóteses Embargos de declaração: Rejeitados; ou Sem modificar a conclusão do julgamento anterior. O recurso interposto pela outra parte antes da publicação do julgamento dos embargos de declaração será processado e julgado independentemente de ratificação. Pré-Questionamento Consideram-se incluídos no acórdão os elementos que o embargante suscitou para fins de pré-questionamento. Atenção! >> Ainda que os embargos de declaração sejam inadmitidos ou rejeitados. >> Desde que o tribunal superior considere existentes erro, omissão, contradição ou obscuridade. Efeito Suspensivo dos Embargos de Declaração REGRA: >> Não possuem efeito suspensivo. EXCEÇÕES: 1. Risco de dano grave de difícil ou impossível reparação; OU 2. Demonstrada a probabilidade de provimento do recurso. Embargos de Declaração Protelatórios 1ª Interposição Protelatória >> Multa de até 2%. 2ª Interposição Protelatória >> Multa de até 10%. >> A interposição de outro recurso fica condicionada ao depósito prévio do valor da multa. >> Fazenda Pública e beneficiário de gratuidade da justiça recolherão ao final. Observações! >> Não serão admitidos novos embargos de declaração se os 2 anteriores houverem sido considerados protelatórios. >> A multa incidirá sobre o valor atualizado da causa. >> Será revertida em favor do embargado. INTERROMPE O PRAZO PARA INTERPOSIÇÃO DE RECURSO FONTE: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/Del3689.htm Acessado em 03/11/2020 SAIBA MAIS! SAIBA MAIS! https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/ https://www.myraeditora.com/