Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Hormônio do crescimento→ GH
Objetivo 1 → Compreender a fisiologia
hormonal do GH.
→ GH = hormônio do crescimento,
podendo ser chamado também de
somatotrofina ou hormônio
somatotrófico.
→ Hormônio produzido pela adenohipófise
(hipófise anterior), sendo regulado pelo
eixo hipotálamo-hipófise.
→ Esse hormônio vai agir diretamente
nos tecidos periféricos, ele não tem uma
glândula endócrina como o TSH (tireóide
-> T3 e T4 nos tecidos periféricos), por
exemplo.
→ Um alvo importante do hormônio GH é
o fígado, onde ele estimula a produção do
fator de crescimento semelhante à
insulina (IGF)-I. Sendo o eixo
hipotalâmico hipofisário hepático.
→ O GH é um hormônio protéico, sendo
assim, é hidrossolúvel, então pode ser
transportado livremente no plasma,
porém ele não é totalmente transportado
livremente, sendo: 50% transportada pela
proteína plasmática GHBP, que é derivada
da porção N-terminal (o domínio
extracelular) do receptor de GH.
→ Indivíduos com síndrome de Laron,
que não têm receptores normais de GH,
mas apresentam secreção normal de GH
não demonstram níveis detectáveis de
GHBP no soro.
→ GHBP reduz a eliminação renal e
consequentemente aumenta a meia-vida
biológica de GH, que corresponde a
aproximadamente 20 minutos. O fígado
e os rins são os principais locais de
degradação de GH.
→ Então: o GH foi liberado, chega na
corrente sanguínea e se liga à proteína
GHBP e será transportado para a célula
alvo, a qual tem um receptor específico
para se ligar ao GH e a partir daí
começar os efeitos biológicos.
→ O receptor específico do GH é o
receptor ligado à via de sinalização
JAK/STAT = significa que é um
receptor ligado à uma proteína que tem
atividade de tirosina cinase, ação de
fosforilar um substrato proteico e
produzir a partir daí uma cascata de
sinalização.
→ O receptor do GH tem dois domínios:
extracelular e intracelular. O domínio
extracelular é onde o GH vai se ligar, já
Fernanda Fraga FIP GBI
o domínio intracelular é o domínio ligado
à via de JAK/STAT.
★ Efeitos biológicos:
→ Metabolismo protéico: o GH é um
hormônio anabólico, logo promove o
anabolismo = síntese/acúmulo/agregação
de proteínas.
Ele aumenta a captação celular de
aminoácidos e sua incorporação em
proteínas, além de inibir a proteólise.
Diminui o catabolismo. *produção de
músculo*
→ Metabolismo dos carboidratos: O GH
também altera o metabolismo dos
carboidratos, aumentando a concentração
de glicose no sangue. Os efeitos
hiperglicemiantes do GH são mais leves e
lentos do que os do glucagon e da
epinefrina.
O aumento da glicose sanguínea resulta
em parte da diminuição da captação pelos
tecidos e da utilização da glicose pela
musculatura esquelética e pelo tecido
adiposo.
O GH antagoniza a ação da insulina, no
nível pós-receptor, na musculatura
esquelética e no tecido adiposo (mas não
no fígado). Por isso, o GH tem efeito
diabetogênico, já que aumenta a
resistência insulina, fica mais difícil do
músculo captar a glicose sérica.
*diabetes tipo 2 = excesso de GH na vida
adulta*.
→ Metabolismo dos lipídeos: é um
hormônio lipolítico que ativa a lipase e
dessa forma, mobiliza as gorduras
neutras do tecido adiposo.
Como consequência, os níveis séricos de
ácidos graxos sobem, mais gordura é
usada na produção de energia e aumenta a
captação de ácidos graxos na musculatura
esquelética e no fígado.
*pode causar cetose*
→ O GH pode aumentar a massa magra =
músculos (proteína = anabolismo) e sem
gordura.
→ Principal ação: estímulo ao crescimento
ósseo e de cartilagens.
▪ Para promover esse crescimento de
forma direta, é necessário que o GH:
⬥ aumente a deposição de proteínas nas
células que são responsáveis pela
deposição óssea;
⬥ aumente a replicação das células que
estão associadas à formação óssea
(osteoblastos e osteoclasto) e a
conversão de células condrocíticas em
osteogênicas = formação do osso.
▪ Tem-se o crescimento ósseo em
comprimento (crescimento em altura),
Fernanda Fraga FIP GBI
ocorre da infância até o final da
adolescência, e tem as epífises
(extremidades dos ossos longos) ósseas
abertas.
Nas extremidades dos ossos longos há a
cartilagem epifisária, sendo ela que
permite o crescimento linear dos ossos
enquanto estiver aberta.
O GH age justamente aumentando o
crescimento do osso, enquanto as epífises
estiverem abertas.
▪ Além disso, há o crescimento em
largura que ocorre nos ossos
membranosos e curtos (queixo, falanges,
cotovelo, etc) = vão ter crescimento em
espessura.
✓ Um aumento do GH na infância quando
as epífises ósseas ainda estão abertas, há
um estímulo muito grande para o
crescimento ósseo, assim pode haver na
criança o GIGANTISMO.
✓ Ao contrário, se tem um excesso de
GH na vida adulta (epífises fechadas),
logo sem crescimento em comprimento,
terá a ACROMEGALIA = crescimento das
extremidades = queixo, mãos, face, etc.
✓ O NANISMO é a deficiência do GH n a
infância.
→ O GH também estimula o fígado a
produzir somatomedinas (IGF):
▪ O fígado é um alvo importante do GH,
pois esse hormônio estimula a produção
hepática do fator de crescimento
semelhante à insulina tipo 1 (IGF-1).
(Crescimento ósseo e crescimento
muscular).
▪ O IGF-1 inibe a síntese e a secreção de
GH pela hipófise por meio de uma alça de
retroalimentação. Os IGFs são hormônios
multifuncionais que regulam a
proliferação, a diferenciação e o
metabolismo celular.
▪ Eles estimulam a captação de glicose e
aminoácidos e a síntese de proteínas e
DNA. Foram inicialmente chamados de
somatomedinas porque medeiam a ação do
GH (somatotrofina) sobre o crescimento
das cartilagens e dos ossos.
Objetivo 2 → Compreender o processo de
crescimento e suas fases. (intra uterina,
1º infância, 2º infância e adolescência)
● O crescimento intrauterino ocorre de
1,2 a 1,5cm por semana, atingindo o
máximo de 2,5 por semana no meio da
Fernanda Fraga FIP GBI
gestação (18 semanas) e diminuindo para
0,5cm pouco antes do nascimento.
● O controle hormonal está a cargo
principalmente da insulina e dos fatores
de crescimento semelhantes à insulina 1
(IGF-1) e 2 (IGF-2).
● Fatores maternos e uterinos que
afetam a nutrição fetal, a disponibilidade
de insulina e a sensibilidade à insulina
também exercem efeitos profundos no
crescimento intrauterino.
● Em comparação, o hormônio do
crescimento (GH) e o hormônio tireóideo
têm efeitos apenas modestos no
crescimento somático.
● Após o nascimento, a taxa de
crescimento é a maior e a que diminui
mais rapidamente (25cm por ano e
declinando 15cm) nos 2 primeiros ano de
vida
→ Essa rápida redução da taxa de
crescimento coincide com a diminuição
da produção de esteróides sexuais após o
nascimento e a influência dos efeitos do
IGF responsivos à nutrição para
dependência principal do GH.
● A taxa de crescimento continua a
desacelerar constantemente até 4 anos
de idade, quando normalmente a criança
passa para a fase da segunda infância ( 5
a 6cm por ano).
● Após essa época, deve-se esperar que o
crescimento siga constante durante os
primeiros anos escolares.
● De acordo com a idade no início da
puberdade, a taxa de crescimento pode
acelerar (puberdade precoce) ou
desacelerar (puberdade tardia).
● A adolescência caracteriza-se pelo
retorno do crescimento rápido (até 15cm
por ano) → diferem entre meninos e
meninas; isto é, o estirão de crescimento
puberal ocorre mais cedo nas meninas do
que nos meninos, mas eles ficarão cerca
de 13cm mais altos antes da fusão das
placas epifisárias.
★ Regulação endócrina do
crescimento:
● A regulação do crescimento ocorre
por uma interação dos hormônios
estimuladores e inibidores influenciados
por mensagens aferentes do sistema
nervoso central e da periferia. Isso
reflete na programação genética, estado
de nutrição e desenvolvimento e de
processos intercorrentes. Ou seja,
reflete de vários sistemas.
Fernanda Fraga FIP GBI
→ Vida Fetal:
● Durante a vida fetal, o GH é
secretado prontamente, mas parece
relativamente pouco importante para o
crescimento fetal em comparação com
os efeitos da nutrição, da insulina e das
influências do IGF independentes do
GH.
● O papel importanteda insulina no
crescimento fetal é enfatizado pelos
estados de excesso de insulina (ex:
hiperglicemia materna levando a
hiperinsulinemia fetal) que induzem
hipercrescimento, enquanto a
deficiência de insulina ou resistência a
ela provoca restrição do crescimento.
→ Primeira Infância:
● Durante os primeiros meses da
lactância, a nutrição continua a exercer
forte influência sobre o crescimento
linear, de modo que a deficiência de GH
infantil nem sempre se manifesta como
atraso do crescimento nessa idade.
● O hormônio tireóideo é um dos
principais fatores para o crescimento
pós-natal, porém tem relativamente
pouca importância no crescimento do
feto.
● O hipotireoidismo pós-natal pode
causar atraso profundo do crescimento
e parada da maturação óssea. Além de
ter efeitos diretos sobre a cartilagem
epifisária, os hormônios tireóideos
parecem ser essenciais à secreção
normal de GH.
● Os pacientes com hipotireoidismo
apresentam redução da secreção
espontânea de GH.
→ Segunda Infância:
● O crescimento na segunda infância é
regulado principalmente pela nutrição,
GH e hormônio tireóideo.
● As taxas de crescimento
gradualmente declinantes podem ser
acompanhadas da diminuição e secreção
de GH, particularmente quando o início
da puberdade é adiado.
● Esse fenômeno pode criar dificuldade
na distinção entre a desaceleração
fisiológica do crescimento e a
deficiência verdadeira de GH durante os
anos pré-puberais imediatos.
→ Adolescência:
Fernanda Fraga FIP GBI
● O crescimento durante a adolescência
é regulado tanto por estrogênio e
androgênios quanto por nutrição, GH e
hormônio tireóideo.
● Os esteróides gonadais produzem um
estirão de crescimento em parte pela
promoção da secreção de GH (via
aromatização da testosterona em
estrogênio no SNC), e também por
estimulação da produção de IGF-1 e
proliferação de condrócitos na placa de
crescimento diretamente.
● Ademais, aumentos associados à
puberdade dos níveis séricos de insulina
podem contribuir de maneira
independente para a taxa de
crescimento linear puberal mais alta.
Objetivo 3 → Compreender a
morfofisiologia do eixo
hipotálamo-hipófise-GH.
→ A regulação do GH acontece pelo eixo
hipotálamo-hipófise. Primeiramente, a
secreção do GH é pulsátil, então ele não é
liberado de forma linear durante o dia,
sendo um pico maior nas primeiras duas
horas de sono.
→ Há também uma liberação diferente a
depender da fase que o indivíduo está = 1º
pico na infância e 2º pico na puberdade
(associado a outros hormônios, por
exemplo, a testosterona).
→ O estímulo para liberar esse GH se dá
por: hipoglicemia, deficiência de
proteínas, diminuição de ácidos graxos no
sangue (basta pensar nas ações do
hormônio).
→ Um outro hormônio importante na
regulação do GH é a grelina, produzido
pelo estômago, majoritariamente, e
produção menor no hipotálamo.
A grelina tem como ação aumentar o
apetite, sendo assim ele estimula a
aquisição de nutrientes para favorecer o
crescimento, sendo assim, ajuda na ação
do GH.
→ No eixo hipotálamo-hipófise: o
hipotálamo produz o hormônio liberador
(GHRH) e também um inibidor
(somatostatina), o hormônio liberador
estimula a hipófise a produzir o GH e a
somatostatina inibe.
Fernanda Fraga FIP GBI
→ Tem-se uma retroalimentação
negativa:
▪ Terá três alças de retroalimentação
✓ IGF inibe GH;
✓ GH e IGF estimulam a secreção de
somatostatina;
✓ GHRH inibe a sua própria secreção.
Fernanda Fraga FIP GBI

Mais conteúdos dessa disciplina